Resposta da Igreja sobre feitiçarias e bruxarias.


Ultimamente tenho recebido neste Blog muitos comentários e Span’s sobre feitiços & bruxarias e correntes poderosas, principalmente no Post de pedidos de orações onde as pessoas estão carentes de uma solução para seus problemas pessoais e buscam uma resposta através de um pedido de oração.

Estes comentários entram como uma resposta MILAGROSA e um pronto atendimento de suas necessidades realizados por pessoas “ENTRE ASPAS” “PODEROSAS” e que são capazes de resolver qualquer problema através de magia e ou feitiço.   Na verdade estes textos não passam de mentiras e textos padrão traduzidos do inglês que são usados como iscas para atrair clientes para os pseudos “magos poderosos” que estão afim mesmo é de arrancar o seu dinheiro.

Sabemos que só Deus é capaz de fazer o impossível e quando Ele concede seus Dons aos Homens é para que sejam usados em benefício da COMUNIDADE “Igreja, Família e Sociedade”, esta ação deve ser gratuita (I Cor 13 e 14), pois tudo o que vem de Deus é gratuito e deve ser redistribuído gratuitamente aos demais membros da comunidade, o que Deus espera de nós é apenas o nosso reconhecimento e agradecimento.

Eu simplesmente apagava estes comentários e Span’s. mas como continuam chegando em grande numero, decidi deixar aqui neste post uma resposta que encontrei no site (CATOLICISMO) para que os fieis Católicos saibam sobre este assunto e fujam destas armadilhas do inimigo de Cristo.

Leiam abaixo:



Pergunta – Às vezes se vêem na rua, e até junto às portas de casas, oferendas de centros de macumbas — velas, charutos, pinga, galinhas mortas, etc. O Sr. poderia explicar o que a Igreja Católica ensina sobre feitiços, bruxedos, etc, e também o que se deve fazer diante de tais coisas?

Resposta – Com vivo interesse pelos meus caros leitores de Catolicismo, dou uma breve orientação sobre esse assunto preocupante. Tanto mais que, como é público e notório, a macumba, a umbanda, o candomblé, e também o espiritismo — qual mortífera lepra — estão disseminados por todo Brasil.     A Terra de Santa Cruz!…

Em primeiro lugar exporei resumidamente o que a Santa Igreja ensina sobre a ação dos demônios, e depois darei alguns conselhos práticos sobre como agir.

Os demônios existem?

A respeito da existência dos demônios, há dois modos opostos, ambos errados, de ver o problema. Alguns acham que o diabo não existe, e é perda de tempo preocupar-se com ele; segundo estes, o que se deve fazer é ignorar o assunto. Outros, pelo contrário, acham que o demônio realmente existe, mas exageram seu poder.

Na realidade, a Igreja ensina que o demônio é um anjo que se revoltou contra Deus, e por isso foi punido, sendo lançado no inferno. Portanto, é um anjo decaído, que mantém, entretanto, os poderes e as limitações da sua natureza angélica. Sendo criatura, seu poder é limitado, e por isso é falso dizer que ele pode tudo. Não pode!

Somente com a permissão de Deus, é que satanás pode fazer mal às criaturas. Agora uma pergunta: por que permite Deus que o demônio atormente o homem? Por duas razões: primeiramente, para santificá-lo por meio de provações. Em segundo lugar, para castigá-lo por causa de seus pecados.

Mas devemos ter confiança em Deus, e a absoluta certeza de que Ele jamais permitirá que as tentações sejam superiores às nossas forças. É o que nos assegura o Espírito Santo no salmo 90: “Porque pusestes o Altíssimo por teu refúgio, o mal não virá sobre ti nem o flagelo se aproximará de tua casa. Não temerás os sustos noturnos nem a seta que voa em plena luz, ou o inimigo que ronda nas trevas e o demônio que assalta em pleno dia. Porque a seus anjos Ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos…”

Macumbeiros e congêneres fazem pacto com satanás

No entanto, existem casos em que a pessoa que recorre ao diabo faz um pacto com ele, torna-se instrumento do maligno em benefício próprio ou de terceiros. É o caso de Simão Mago, narrado nos Atos dos Apóstolos (8, 9-25). É o que lemos na história de São Cipriano, feiticeiro convertido que mereceu a auréola do martírio, e de Santa Justina. O demônio, que está sempre à procura de uma oportunidade para prejudicar os homens, aproveita imediatamente tal situação. Assim, desde que Deus o permita, o espírito do mal passa a atender às solicitações que lhe são feitas e a obter, para os que a ele recorrem, bens materiais, prestígio, relações sentimentais, etc, e inclusive prejuízo para outras pessoas.

Em todas essas formas de falsa religiosidade –macumba, umbanda, candomblé, espiritismo — a invocação do demônio é constante. Portanto, as pessoas que recorrem a essas práticas abjetas podem ter certeza de que é ao próprio diabo que estão recorrendo, embora o façam sob outras denominações, muitas vezes iludidas.

Assim, podemos concluir que macumbeiros, pais de santo e congêneres realmente têm pacto com o maligno e podem fazer-nos grande mal.

Como evitar a ação do demônio

Isto posto, passo a dar alguns conselhos de ordem prática.

A primeira preocupação que devemos nutrir, para evitar a ação do demônio, é estarmos sempre na graça de Deus. Para isso, devemos a qualquer preço banir de nossa vida o pecado mortal, sendo constantes na oração e fortes na vigilância.

Assim sendo, recomendo a todos que se confiem, juntamente com suas famílias, à proteção do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria. Recomendo também, insistemente, introduzir nos hábitos familiares a reza do terço, pois esta é das devoções que mais agradam à Mãe de Deus e que mais desarticulam a ação dos demônios. Outras práticas piedosas muito recomendáveis são a recitação de jaculatórias a Nossa Senhora, a São Miguel Arcanjo e aos Santos Anjos da Guarda, e o uso constante da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças.

Somando-se à oração e à vigilância, é fundamental a freqüência aos sacramentos, sobretudo a Confissão e a Comunhão. Nosso Senhor Jesus Cristo é o EXORCISTA invencível!

Outro costume muito recomendável — eu diria até indispensável — é ter sempre em casa um recipiente digno abastecido de água benta. Então, diariamente aspergir algumas gotas em todos os cômodos da casa, inclusive no quintal, e discretamente nos terrenos vizinhos, aproveitando a ocasião para fazer o sinal da cruz com a água benta, passando-a devotamente na fronte.

O que fazer contra feitiço

Além disso, reafirmo, atilada vigilância! Havia um sacerdote exorcista em Cotia, próximo a São Paulo, (Deus o chamou a Si recentemente), que recomendava muito cuidado com feitiços em travesseiros, pois macumbeiros costumam fazer introduzi-los sem que a pessoa visada perceba, valendo-se de domésticas, faxineiras ou até mesmo de algum parente malévolo ou ignorante.

Caso apareça feitiço ou algo semelhante em casa, a recomendação é não tocar nem ficar olhando despreocupadamente. Antes de tudo, é preciso calma e confiança na proteção de Nossa Senhora, pois o gênio do mal nada pode diante dEla, que sempre lhe esmaga a cabeça. Conforme já recomendamos, repetir jaculatórias a Nossa Senhora, a São Miguel Arcanjo e ao Santo Anjo da Guarda. Jogar água benta em cima, e em seguida pôr fogo, com o auxílio de gasolina ou álcool.

Por fim, deve-se energicamente repelir toda e qualquer forma de superstição, toda curiosidade tendenciosa em relação ao “mundo do além”, e jamais cair na tentação de entrar num centro espírita, num terreiro de umbanda, de macumba, etc, para consultar um pai de santo, ou seja, o demônio. “Ab insidiis diaboli, libera nos Domine“! Das ciladas do diabo, livrai-nos, Senhor!

***

Texo retirado do Site Catolicismo:

http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=E4BA3342-3048-560B-1CD7141960475253&mes=Dezembro1996


.


http://presentepravoce.files.wordpress.com/2008/05/terco.jpg?w=130&h=120
O ALPINISTA EXTRAORDINÁRIO.

Ter um Coração agradecido a Deus.


Coracao_agradecido



Só se assentaram depois de terem adorado e agradecido a Deus. (Tobias 11, 12)

Um Coração Agradecido.




“Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano” (Lc 17, 14b-16).

Conhecendo a vontade de Deus e colocando-a em prática o caminho a percorrer encontra o êxito do desejo. Assim nos conta Lucas (17,11-19) quando nos apresenta o encontro de Jesus com um grupo de leprosos.

No “caminho à Jerusalém”, Jesus ensina seus discípulos a olhar a vida com a presença de Deus, e o coração agradecido daquele que percebe a ação salvífica em seu ser.

A marginalidade de uns, a repugnância e o medo do contágio por parte de outros, apontavam a maldição vivida pelos leprosos. O ensino do Templo era que a lepra era consequência da ação de pecado e, portanto, castigo de Deus. Por isso, todos os contaminados deveriam se afastar da cidade e de todo convívio social. Se, porventura, alguém era curado, deveria apresentar-se ao sacerdote para que se comprovasse a cura e permitisse o “retorno à vida”.

No contexto, o evangelista apresenta Jesus como salvador. Palavra divina para a salvação de todos, sem distinção, principalmente para os marginalizados da sociedade. Em Jesus, Deus tem um projeto salvífico para todos, mostrado pelo evangelista na pessoa do samaritano (os samaritanos eram desprezados pelos judeus de Jerusalém por causa da maneira de praticar fé).

Embora o evangelista queira mostrar o Deus presente na história humana, na pessoa de Jesus que veio curar e salvar a todos, há um sentido claro em apontar a gratidão daquele que realmente experimenta a ação divina. Na perícope, Lucas apresenta dez leprosos que se dirigiram a Jesus e pediram sua compaixão. A resposta não foi imediata, mas uma indicação de deslocamento, de caminhada, para cumprir o ritual de apresentação ao sacerdote, e no caminho que acontece a cura. Eles atenderam à palavra de Jesus e se colocaram em marcha, não permaneceram estagnados.

O evangelista, no entanto, indica a gratidão de apenas um, que era samaritano e que voltara para agradecer a Jesus. Nesse gesto está a indicação de que a providência de Deus não está reservada para apenas um grupo de pessoas e nem de bênçãos porque pertence ao seu povo. Os nove que receberam a cura não reconheceram a proposta de salvação. Apenas um estrangeiro reconheceu e voltou, deixou a burocracia do templo e reconheceu o senhorio daquele que é compassivo.

Através do retorno a Jesus e do agradecimento, as palavras ouvidas pelo samaritano com certeza impulsionaram o seu coração: “Levanta-te e vai! A tua fé te salvou!”. Muito mais que cura física, o samaritano recebeu a verdadeira alegria da vida, a salvação.

O ensinamento de Jesus mostra aos discípulos uma realidade que transcende os costumes e os provoca a reconhecerem o dom de Deus, ao mesmo tempo mostra-lhes o sentido da verdadeira gratidão.

Aprendamos a verdadeira campanha em favor da vida!

Sobre o(a) autor(a)

Padre José Luís de Gouveia (SCJ)

O Padre José Luís de Gouveia pertence à Paróquia São Vicente Férrer, em Formiga.



CHEGOU A HORA DA FAMÍLIA.


Família, torna-te o que és!


.nas_Mãos_de_Deus


     Torna-te o que és! Foi o que disse, certa vez, o poeta pagão Píndaro acerca do homem. Do ponto de vista lógico, a afirmação de nosso poeta seria uma contradição, porque ninguém pode vir a ser o que já é. Se já sou um ser humano, não posso vir a sê-lo.

Na verdade, a percepção refinada do poeta traduz algo mais profundo. Mesmo que sejamos seres humanos desde o nascimento, podemos admitir que, aos nascermos, ainda não somos seres humanos em plenitude, pois, não temos uma identidade. Somos apenas seres abertos ao vir-a-ser humano. Este era o conselho do poeta: construa sua identidade, ou seja, torna-te de fato o que já és como possibilidade.

O fenômeno da família, no qual se insere o homem, decorre do fato de que o ser humano surge para a vida numa situação de desamparo e, por isso, está necessariamente referido a outro. Existem seres vivos que são autônomos desde os primeiros momentos de sua existência, o que pode ser observado fartamente na natureza animal. Ao contrário, um ser humano recém-nascido demanda uma série de cuidados para poder sobreviver e levar adiante seu próprio desenvolvimento até a maturidade.

Surge assim uma relação entre uma nova vida, que ainda não tem a consciência de sua própria existência, e uma outra em andamento, representada pelos pais, cuja função é a de facilitar o advento das capacidades que resultem necessárias das circunstâncias vitais e históricas, as quais estão delimitadas por um arco de tempo que, normalmente, encerra-se no momento em que aquela nova vida alcança sua independência existencial.
Essa independência costuma surgir com a conquista de uma profissão. Mesmo assim, o processo familiar não cessa, porque o elemento de potencialidade interior no ser humano é essencialmente maior do que nos animais irracionais: nestes seres, os limites de possibilidade e de realidade alcançam rapidamente sua descoberta, causando a impressão de já estarem predispostos em sua própria natureza. No ser humano, a situação é completamente diversa.

Como resultante da importância dessa dimensão familiar, nós, como homens e mulheres, devemos nos debruçar sobre o estado da arte familiar nos dias atuais. Há algumas décadas, pude escutar dos lábios de João Paulo II, que havia chegado para toda civilização ocidental a “hora da família”. Mais do que assinalar as respostas que a ideia contemporânea de família — na maioria das vezes, endossada normativamente pelo Direito — nos propõe como solução para o período de transição da modernidade para a pós-modernidade em que vivemos, é imprescindível demonstrar como a família pode ser uma primordial e insubstituível protagonista das mudanças radicais que nossa sociedade reclama no alvorecer do século XXI.

Ao analisarmos as relações entre a família, como ente social, e seu atual entorno histórico-existencial, esboça-se uma atitude defensiva, porque a instituição familiar vem sendo submetida a um progressivo processo de deterioração de suas bases ontológicas a partir de vários campos do saber. A família está cercada em seus últimos redutos, por todos os lados, com pouca munição, pessoal e moral abalados.

Não nos estranha, pois, essa postura defensiva, muito semelhante à dos Aliados no cerco a Bastogne, a fase mais aguda da famosa batalha das Ardenas, travada no teatro europeu da última guerra mundial. Entretanto, agora, é a hora da família. É a vez de sair de sua postura defensiva para um protagonismo amavelmente ofensivo, em virtude, justamente, dos bens e deveres em jogo para o futuro da humanidade.

E, também, porque o verdadeiros aventureiros das trilhas de nosso confuso e belo mundo são os pais de família. Tudo no mundo moderno está organizado contra esses loucos que se atrevem a ter filhos. Os pais de família estão abertos ao mundo de seus filhos. Só eles sofrem pela prole e esgotam o sofrimento temporal. Aqueles que nunca tiveram um filho enfermo não sabem o que é a enfermidade. Aqueles que nunca perderam um filho não sabem o que é a dor. E tampouco sabem o que é a morte.

A família constitui, ao cabo, a fonte da civilização do amor, na feliz expressão cunhada por Paulo V. A família como motor de uma verdadeira e fecunda revolução social é a missão que nos incumbe diante das portas do terceiro milênio de nossa história. Afinal, como já lembrava João Paulo II, “tal é a família, tal é a nação, porque tais são seus membros”. Então, parafraseando nosso poeta pagão, se a família deve ser o centro e o coração da civilização do amor, família, torna-te o que és! Com respeito à divergência, é o que penso.

André Fernandes



      Atualizado em 22/07/2014





Semana Nacional da Família – 2014.


Meditações sobre os temas do livrinho da

Campanha Nacional da Família de 2014

Tema central:

“A Espiritualidade cristã na Família:

um casamento que dá certo”.

De 10 a 16 de Agosto de 2014


Familia_401


Click nos Link’s em azul para abrir outro post:


 1º Encontro:

A Espiritualidade cristã na Família.

Indicações para estudo:

O Link Acima fala de uma visão geral sobre o tema incluindo parágrafos sobre os outros temas abaixo:


2º Encontro:

“A Prática espiritual do casal/família:”

Comunhão e Fidelidade

Indicações:

1 – Matrimônio no desígnio de Deus.

 2 – O primeiro Milagre de Jesus foi totalmente dedicado ao Matrimônio.


 3º Encontro:

“Família de Nazaré” ,

Modelo de Espiritualidade pela Confiança e Obediência

Indicações complementares:

1 – Fé nos Revezes da Vida.

2 – O Plano de Deus.

3 – A Família Segundo a Bíblia.

A Graça da Família.

A proposta de Deus para as Famílias de Hoje.


4º Encontro:

“A Eucaristia Dominical”: Expressão maior de Espiritualidade.

Indicações:

1 – A Paróquia e a Formação de Valores na Família.

A Família Conduzida pelo Espírito Santo.


 5º Encontro:

“A Religiosidade e Piedade populares

no exercício da espiritualidade Cristã”

Indicações:


6º Encontro:

Família, Igreja Doméstica:

Lugar especial de Espiritualidade Cristã”

Indicações:

1 – ESPIRITUALIDADE CONJUGAL E FAMILIAR. COMO VIVÊ-LA?

2 - A ORAÇÃO EM FAMÍLIA

3 – Reflexões para a Semana Nacional da Família.

4 – Família e Virtudes Sociais.

A família que reza unida, permanece unida.

Em 2013 – “família Geradora de Uma Sociedade Justa e Fraterna


 7º Encontro:

Desafios para a Espiritualidade Cristã na Família pela Comunhão”

Indicações:

DIFICULDADES E OBSTÁCULOS PARA UMA VIDA DE ORAÇÃO EM FAMÍLIA

ESPIRITUALIDADE CONJUGAL E FAMILIAR. COMO VIVÊ-LA?

1 – Manifesto para criação do ministério da família.


110

 A Espiritualidade

Cristã na Família.

Texto completo


Hora_da_família_2_2014


1_1_20140205201456[1]

Semana Nacional da Família.


Hora da Família 18 – 2014

“A Espiritualidade cristã na Família: .     .um casamento que dá certo”.


Jesus Jesus



A Espiritualidade cristã na Família.



A Espiritualidade é um componente Permanente na vida do Cristão, Seja ele um Jovem solteiro, Casado ou Consagrado ao Sacerdócio.   Foi escolhido  para meditar na campanha Nacional da Família deste ano de 2014 o tema:

“A Espiritualidade cristã na Família:

um casamento que dá certo”.

Hora da Família 18 – 2014

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA



Santos1[1]


No quinto capítulo da Lumen Gentium, lemos o título:

“Vocação universal à santidade”.

Quer dizer, ser santo não é um privilégio dos monges ou de uma elite, mas é algo destinado a todo e qualquer batizado e a tantos outros que nem são cristãos. 

“Todos os que, movidos pelo Espírito de Deus, obedecem a voz do Pai e adoram a Deus Pai em espírito e verdade, cultivam nos vários gêneros de vida e ofícios uma única santidade”. (Lumen gentium, 41)

No nº 56 da “Familiaris consortio” lê-se:

“Cumprindo à energia do sacramento, a própria missão conjugal e familiar, penetrados do espírito de Cristo que impregna toda a sua vida de fé, esperança e caridade avançam sempre mais na própria perfeição e mútua santificação e cooperam assim juntos para a glória de Deus”.

Jesus falou: “sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt. 5,48) e são Paulo lembra-nos o seguinte: “esta é a vontade de Deus: Vossa santificação” (Ts. 4,3). Também escreveu que Cristo amou a Igreja como se fosse sua esposa, a fim de santificá-la. Todos os fiéis cristãos são chamados à santidade e à perfeição da caridade. A passagem de imperfeitos para perfeitos se dá sempre a partir do amor (Fl. 3,12).

Durante muitos séculos foi pensado que só os consagrados e os religiosos estivessem obrigados a seguirem e a viverem os preceitos evangélicos, mas o Evangelho é para ser vivido por todos os cristãos. Devemos testemunhar Cristo pobre, humilde, carregado com a cruz.

Os casados não imitam um estilo de santidade que funciona para os monges e religiosos. Os casados devem se ajudar mutuamente a conservar a graça no decurso de sua vida.

O marido tem a responsabilidade de ajudar a sua esposa a se salvar e vice-versa. Cada cônjuge tem o direito de receber o apoio, a inspiração e a motivação necessários para alcançar a vida eterna.

Assim, todos os cristãos, nas condições, ofícios ou circunstâncias de sua vida, e através desse tudo, dia a dia mais se santificarão se, com fé, tudo aceitam da mão do Pai.

Os cristãos, diz o Concílio Vaticano II são convidados e obrigados a procurar a santidade e a perfeição no seu próprio estado de vida.

O amor é o que dá sentido à vida, o que dá sentido ao casamento. A maior garantia para que o amor dos cônjuges não desapareça mas ainda se torne mais profundo, mais verdadeiro através dos anos é estar o casal constantemente em busca da sintonia entre seu projeto fundamental de vida e o projeto de Deus, fonte de toda a vida para nós.

Como agente de Pastoral somos missionários. O que sustenta esse nosso trabalho missionário é a experiência de Deus, ou seja, a espiritualidade.

A oração, esse relacionamento do ser humano com o seu Deus, está profundamente inscrita no coração de cada um, na forma de um desejo da criatura de encontrar-se com seu Criador, do filho querendo comunicar-se com o Pai. O batizado, à medida que vai crescendo na Igreja, recebe o apoio da comunidade nessa busca, por meio das liturgias, dos sacramentos, dos momentos reservados para esse encontro com Deus.

Uma das dificuldades que o cristão encontra quando casa, é a insegurança que sente diante dessa nova criatura de Deus que é o casal. Ao mesmo tempo em que cada um é chamado a conservar uma profunda identidade individual, o matrimônio busca fundir numa nova personalidade, numa nova espiritualidade, num novo ser muitas características e atitudes que passam a ser dois.

Assim, além do encontro individual do marido e da mulher com Deus, a nova criatura – o “ser-casal” – também tem necessidade de comunicar-se com Ele. E isso também será levado mais tarde, quando os filhos virão complementar essa unidade de amor e vida que é a família.


Espiritualidade


O QUE É ESPIRITUALIDADE?


Como estar em sintonia com Deus nosso Criador, fonte de Amor, num mundo de tanta violência, tão agitado, de tantas exigências? Busca-se a resposta nas diversas maneiras de expressão da fé, às quais damos o nome de espiritualidade.

A palavra espiritualidade vem do latim spiritus (espírito, alma, vida, sopro de vida).

Por espiritualidade entendemos ao mesmo tempo um determinado tipo de experiência e santidade cristãs, piedade ou vida espiritual.

Cada cristão é chamado a unir-se a Cristo, à configurar-se com Cristo. Neste sentido pode se dizer que existe uma única espiritualidade cristã. Mas como são diferentes os estilos de vida, há conseqüentemente diversas formas de espiritualidade. Os casados não se santificam do mesmo modo que os religiosos.

É sentida por todos a necessidade de uma força interior para sustentar nossas lutas do dia a dia. Nossa única tarefa será abrir nosso coração, nossa mente, para que Deus possa agir livremente em nós. Quando se dá espaço para Deus, Ele realiza infinitamente mais do que se pode imaginar.

Sabemos que estar em sintonia com Deus é graça, é dom, mas criar espaço para Ele em nós, é desafio e depende unicamente de nós.

O tempo que dedicamos a uma determinada coisa, nos mostra, em geral, o quanto ela nos vale. Achar tempo para Deus. De tanto nos entregarmos a preocupações deste mundo, deixamos cada vez menos espaço para Deus.

Tirar os entulhos do nosso coração, da nossa mente, para que Deus possa agir, é tarefa de cada dia, é uma tarefa constante.

O conhecimento pessoal é fundamental para uma espiritualidade sólida. Como edificar o Templo de Deus em nós se as bases humanas estão doentes, frágeis, estragadas por tantas preocupações inúteis.

É preciso reconstruir a base humana, o “eu” profundo, e só assim, será possível estar disponível para Deus e os irmãos.

Espiritualidade é o modo pelo qual buscamos conhecer, interpretar, discernir a vontade de Deus em nós, em nossa vida e a nossa resposta no caminho da santificação. No caminho para a santidade vamos nos transformando e toda transformação é evolutiva e muito lenta. Não há saltos, há passos…

Espiritualidade é viver sob a ação do Espírito Santo acolhendo suas inspirações e colocando-as em prática.

Às vezes se cria um quadro mental e se diz que Deus quer isso… È preciso trabalhar… Se eu não fizer, Deus não vai fazer em meu lugar.

A vida espiritual autêntica não dispensa o bom senso, a racionalidade, a coerência de comportamento e se harmoniza com as exigências fundamentais do ser humano considerado em suas situações concretas.

A verdadeira espiritualidade engloba todos os aspectos da vida. Ela integra na própria vida espiritual todos os elementos que compõem a trajetória humana.


Espiritualidade


A VIDA ESPIRITUAL EVOLUI


A vida evolui, isto é, não se fixa em um momento, não se repete. Ela se renova e gera novas conseqüências. Estagnar é condenar a vida e condenar a espiritualidade.

Evoluir significa variar conservando o mesmo sentido, permanecendo na mesma direção e mantendo os objetivos. Essa evolução passa por diferentes etapas em que diversificadas são as expectativas, novos os compromissos, outras são as solicitações internas, a distribuição do tempo varia, o lazer de ontem não mais satisfaz, o trabalho adquire um novo sentido; as satisfações, as frustrações, os conflitos e os desafios de amanhã serão diferentes dos de hoje.

Tudo isso conta na espiritualidade.

Essa evolução não é uniforme e nem sempre previsível. Há muitas surpresas no caminho, por mais que estejamos preparados e as tenhamos previsto como prováveis.

Uma verdadeira espiritualidade ajuda a família a viver o imprevisível e juntos, confiantes, caminhar para frente. O cristão não pode ficar parado na etapa infantil de sua fé. Ele é chamado a tornar-se adulto em Cristo e crescer na sabedoria divina (1Cor 13,11).


PRINCÍPIOS E ATITUDES


Apresentaremos aqui não um modelo teórico de espiritualidade familiar a ser seguido, mas ofereceremos uma pequena pedagogia para ajudar o casal e a família a viver, na realidade, às vezes difícil, o seu dia a dia no Espírito.

Trata-se de buscarem juntos, em família, uma convergência profunda, deixando-se todos eles, conjuntamente, levar-se pelo Espírito de Deus.

A espiritualidade sendo o caminho para Cristo que cada cristão inicia a partir de seu batismo vamos tratar de conhecer Jesus intimamente. Vamos conhecê-lo através da Palavra e fazer uma experiência com Ele.

Pode-se criar uma cena de nossa vida que temos certeza de que Deus falou conosco. Recompor a cena. Coloque Jesus nessa cena.

Estando com Jesus, capte as atitudes de Jesus e imagine o seu dia como Jesus estivesse vivendo a cena com você. Vá copiando os seus traços, suas atitudes. Contemplar Jesus para depois fazer como Ele.

Não se deve esperar resultado imediato, este virá com o tempo. A configuração de Jesus leva tempo.

A pergunta: “Que faria Jesus no meu lugar”? pode nos ajudar muito em nossas atitudes para enfrentar um problema, dar um conselho, ou repreender um filho.

Na espiritualidade conjugal, o homem e a mulher decidem copiar os traços de Jesus juntos.

Pode um casal ampliar sua espiritualidade conjugal e vivê-la em espírito de família? Pode uma família composta de tantas pessoas diferentes dar à sua vida uma mesma orientação ter um mesmo “espírito” deixando-se todos guiar juntos pelo Espírito de Cristo?

Como uma pessoa é única e irrepetível, cada membro da família pode ser completamente diferente dos outros membros, e assim não há um padrão. Cada família cristã pode e será provavelmente diferente das outras famílias cristãs. Cada família será única e irrepetível. Porém a espiritualidade não pretende oferecer um modelo, fazer viver a partir de um espírito, do Espírito. E isso sim pode ser comum, ainda que as opções de vida, o caminhar de cada um, as metas propostas em cada etapa sejam diferentes.

Todos nós conhecemos famílias, onde os filhos são, às vezes, completamente opostos, porém nas quais se nota um certo “ar de família”. Existe uma certa pedagogia básica de sua vida de família que os marcou para sempre e que irá marcar também uma nova família se eles mais tarde virem a formar.

Quando falamos de filhos, não relegamos os casais sem filhos que também são fecundos, que também são família, pois criam

algo novo com o seu amor recíproco e podem viver o seu amor conjugal com um coração de família aberto aos outros.

O projeto de uma espiritualidade familiar, tropeça em nossas fraquezas pessoais, no peso de nossa incoerência, na inércia do mundo. E não pode ser mais do que uma meta para a qual tendemos, um caminho que nunca percorremos totalmente.

O que Deus nos pede é que o desejemos e tentemos, que oremos e esperemos. É necessário ter muita paciência, perseverança e esperança.

Hoje se semeia, amanhã germina e só depois de muitos meses se colhe. Lembremos da obstinada perseverança que a criança tem para aprender a andar. Não desiste porque cai, não uma, mas muitas vezes.

Só a paciência dá a dimensão do profundo sentido da esperança. A caminhada para a glória e a santidade se faz com paciência.

Todos sabemos que o grande sacrifício que domina a história da humanidade é o sacrifício de Cristo na cruz. Na cruz Cristo não se contentou em oferecer seu corpo em seu nome, mas fê-lo em nome de todos os homens, ainda que, naquele momento, nem todos os homens estivessem ali.

Em cada Eucaristia, Cristo nos pede para ratificar o que Ele ofereceu naquele momento, seu corpo seu sangue. E cada um de nós associa-se a esse sacrifício, dizendo em nosso interior: “Deus meu eu te ofereço o corpo e o sangue do teu Filho em sinal da oferta de mim mesmo”. Essa oferta de si mesmo não termina quando a missa acaba. É uma oferta de si mesmo na vida; na vida pessoal, na vida conjugal, na vida de família e lembre-se:


Ressurreicao_Tumulo_luz


“JESUS CRISTO RESSUSCITADO É NOSSA ÚNICA ESPERANÇA”


Urge que tentemos descobrir na vida os sinais de esperança, que nos indica que o Espírito de Deus acompanha a história.

Ele não pode deixar que apenas o mal triunfe. Sabemos que existe corrupção, um grande relativismo quanto aos valores morais, individualismo, materialismo e intolerância, etc; porém não queremos ser como os cegos e os surdos de que fala o evangelho que “olharam mais não viram” e não chegaram a reconhecer os sinais da Boa Nova, não souberam ver o Cristo que atravessou suas vidas.

Em muitos setores da sociedade, em muitos jovens há atitudes de solidariedade incríveis. Em casais mais idosos, entre pais e filhos, entre irmãos, entre amigos, há relações de grande fraternidade, de grande abnegação e de grande fidelidade.

Há um desejo crescente de preservar a natureza. Em todos os lugares há pessoas extraordinárias que vivem simplesmente com base na bondade. Em tantos lugares obscuros há pessoas de Igreja entregando suas vidas pelos outros.

Há tantas coisas boas para ver e imitar.

Aprendamos a escutar o nosso coração para podermos falar de nossas opções de fé, não a partir da teoria ou de princípios abstratos, mas a partir de nossa experiência feita reflexão.

Lembre-se como discípulos de Cristo o fruto é o Amor.

Jesus não quer uma adesão de servos que obedecem a um senhor mas quer uma adesão de amigos. Jesus é o amigo que dá a vida pelos amigos.

Temos que dar razão a nossa esperança.

Dizer o bem é saber dar razão a nossa esperança, em primeiro lugar perante nossos filhos, e depois perante os demais.

Saber dar a razão do porquê agimos de determinada maneira e não de outra, porque escolhemos essa ou aquela atitude e nos negamos a seguir outra, porque somos fiéis, porque continuamos a ser crentes praticantes. Não porque assim manda a Igreja, nem porque sempre foi assim. Temos que escutar o coração para podermos falar de nossas opções de fé, não a partir de teoria ou de princípios abstratos, mas a partir de nossas experiência com Jesus Cristo.

Temos que aprender a pensar nossa vida, a olhar para trás e a ver as mãos do Senhor sobre nossa vida.

Acolher com o coração ao filho cuja atitude desaprovamos a partir da fé, com humildade, com simplicidade e não aceitando qualquer coisa. Calar-se, pensar inclusive que talvez estejamos errados e deixar-nos arrastar pelas últimas correntes de opinião, não é atitude correta de pais cristãos. A partir da fé, devemos também escutar. Os filhos nos educam, nos revelam nossas incoerências. Nos dão razão para termos esperanças, embora a vida esteja repleta de momentos e circunstâncias nas quais nos sentimos partidos.

• A CURA

Descobriremos nossas feridas e as de nossa família ao deixar que os verdadeiros sentimentos, inclusive os negativos aflorem Se só falarmos com frases feitas, com lugares comuns, se dizemos coisas, porém não nos dizemos, será difícil que o casal cresça, que nossos filhos nos falem de sua verdade mais íntima, de suas feridas e de seus medos.

Reconhecer o que se passa, defini-lo, já é um primeiro passo para se curar. Descobriremos nossas feridas, as de nossos filhos, as de nossa família e as curaremos com o carinho e a valorização, sabendo no entanto, que seremos curados mais profunda e realmente pelo sacramento do perdão.

Há muitas coisas dolorosas que atingem a muitas famílias cristãs, tais como:

- Os filhos vão viver com seus parceiros, sem casar-se, incomodam-nos porém não vamos cortar

relações.

- Separam-se e nos deprimem, porém estamos a seu lado.

- Saem de casa e os esperamos.

- Caem na droga e nos dilaceram de dor, porém não os abandonamos.

Temos que perdoar para sermos perdoados, curar para sermos curados e encontrar novas formas e modos de amar.

Sem amor a família não pode viver, crescer e aperfeiçoar-se como comunidade de pessoas. Deus é amor, Deus e seu Filho formam uma unidade. Aprendamos, pois, a amar com Jesus Cristo, com sua vida com seu Evangelho.

• A COMPAIXÃO

Que o sofrimento não nos separe, não nos empobreça, não destrua nossa família. Se a dor não nos encerrar em nós mesmos, se conseguirmos vivê-la unidos à cruz de Cristo, se não apagar em nós a ternura, surge dela uma maturidade misteriosa, uma solidariedade mais humana e uma compreensão mais profunda.

Em vez de, simplesmente justapor nossas solidões, nossas angustias, nossas penas, ficarmos em silêncio, fechar as portas dos nossos quartos, isolarmo-nos, podemos viver nosso sofrimento unido ao sofrimento dos outros membros da família, solidários com aquele que passa por momentos difíceis.

Em tempo de crise deve prevalecer o espírito de oração. A crise não deve interromper o diálogo com Deus, pelo contrário, intensificar mais a vida de oração, os sacramentos e a contemplação de Palavra de Deus.

É muito mais cômodo não ver, não pensar “isto não pode acontecer com os nossos filhos”.

Independentemente dos sentimentos agradáveis ou desagradáveis, o que importa é nossa decisão de amar. Isso se manifesta nas ações concretas e não nos sentimentos.

• A FORÇA INTERIOR

A vida de família exige muita energia, muita disponibilidade para a abnegação. A vida de família é o reino do imprevisto, e rompe qualquer acomodação, qualquer rotina. É preciso estarmos sempre dispostos a mudar os nossos planos. É preciso estarmos dispostos a saber acolher o inesperado. Não é possível fazer tudo isso com ânimo, com fortaleza, se não recorremos a nossa força interior que somente Deus pode nos dar.

Quando bebemos dessa fonte na oração, quando nos deixamos inundar por ela, quando deixamos que trabalhe o Espírito de Deus que habita no mais profundo de nós, o quebra cabeça de nossa vida ordena-se em clareza e confiança. Continuará partindo-se o coração e esgotando-se o corpo, porém no mais profundo haverá um espaço de calma que manterá firme o leme de nossas opções.

Faremos, talvez, as mesmas tarefas intermináveis e incansáveis, enfrentaremos os mesmos sofrimentos, porém a segurança de nos sentirmos habitados nos sustentará.


Family Praying Before Dinner


• A ORAÇÃO EM FAMÍLIA


A fé é um dom de Deus. O que podemos fazer é criar as condições necessárias para que esse encontro se produza. Não se trata de transmitir aos filhos a ideia de Deus, mas sim de realizar juntos a experiência da presença do amor de Deus. Somente podemos conhecer a Deus a partir do coração, a partir da relação interpessoal profunda com Cristo, através da oração, da escuta de sua Palavra, dos sacramentos.

Para a oração em família são importantes:

- Que em nossa família o “diálogo” seja uma realidade.

- Que Deus seja suficientemente importante para nós, não só em palavras, mas de fato, para que deixemos para Ele um vazio que Ele possa ocupar, um tempo em nossa vida.

- Encontrar um método e propô-lo. Se partilharmos, com simplicidade, em família, na presença de Deus, o que somos e sentimos, o que falamos e o que desejamos, se escutamos e partilhamos a Palavra de Deus, se temos alguns momentos de silêncio, nos quais a presença de Deus nos palpita, se aprendemos a contemplar juntos as maravilhas da natureza, se a compaixão pelos outros, além de sentimentalismos, compromete-nos em gestos concretos, pouco a pouco, nos descobriremos realizada um mesmo caminho de fé, diferente para cada membro da família, porém que nos convoca a uma mesma meta.

A oração em família é um grande fator de graça e de formação para os filhos. Desperta vocações.

Elemento fundamental da educação para a oração é o exemplo concreto, testemunho vivo dos pais: só rezando em conjunto com os filhos o pai e a mãe entram na profundidade do coração dos filhos, deixando marcas que os acontecimentos futuros da vida não conseguirão fazer desaparecer.


Familia_grafico_sociedade

 


EFEITO DO SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO NA IGREJA E NO MUNDO


Quando Paulo nos fala, na epístola aos Efésios (Ef 5,21 – 33), que os maridos têm de “amar as mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” e as mulheres devem estar sujeitas a seus maridos, como a Igreja está sujeita a Cristo, ele define claramente nosso papel perante a Igreja e a sociedade em geral. O casal é sinal do amor de Cristo pela Igreja. Mostra ao mundo a dimensão do amor que se doa e, ao fazer isso, cria uma nova vida.

Se analisarmos o mundo de hoje, e dentro dele a Igreja, veremos que a maior carência existente é desse amor misericordioso, vivificante e generoso (que inclui até doar a própria vida) mostrado por Jesus e que o casal sacramentado luta por viver. Somente esse testemunho da luta pela unidade, através de um amor que eleva e dá vida, é suficiente como influência em um mundo que, como todos sabemos, precisa experimentar a civilização do amor.

A sociedade de hoje é o fruto da ausência desse amor evangélico. Em grande medida, as tremendas injustiças sociais, a corrupção e os contra valores que se vêem na sociedade devem-se fundamentalmente à ausência da formação, que poderia ser recebida numa família que se assume como sinal de amor. As grandes manifestações de desequilíbrio, presentes em parte importante de nossa juventude, como o uso de drogas e a falta de significado para a vida, em muitos casos, vêm da desestruturação familiar em que os jovens têm sido criados.

A família possui vínculos vitais e orgânicos com a sociedade, porque constitui seu fundamento e seu alimento contínuo, por meio de sua função de servir à vida. De fato, dela nascem os cidadãos, que encontram nela mesma a primeira escola das virtudes sociais, que são a alma da vida e do desenvolvimento da própria sociedade.

Assim, a família por sua natureza e vocação, ao invés de se fechar em sí mesma, numa atitude de egoísmo, alienação e descompromisso, deve abrir-se às demais famílias e à sociedade, assumindo sua função social. Porém, nada disso será possível como experiência profunda e real, sem a presença marcante e coerente de um sinal sacramentado, que tenha as graças e a força da espiritualidade.

O sacramento dá ao casal a persistência e a solidez de que precisa sua luta pela unidade. É através do exemplo dos pais que os filhos aprendem os valores que depois levarão para a sociedade, na qual haverão de se empenhar, para produzir transformação.

Na família, pelo exemplo dos pais, as crianças aprendem o verdadeiro sentido da comunhão e da participação. O compromisso total do casal sacramentado ensina-lhes o compromisso para com os outros: a doação, da qual tanto carece nossa sociedade atual. A “Familiaris consortio” lembra: “A família constitui-se no lugar natural e no instrumento mais eficaz de humanização e de personalização da sociedade: colabora de maneira original e profunda na construção do mundo, fazendo possível uma vida propriamente humana e, em particular, transmitindo as virtudes e os valores” (FC 43).

É possível pretender (respeitando o jeito particular de cada um e procurando se organizar e formar uma vida própria) que o exemplo e os resultados reconhecidos da família cristã, originada e baseada numa relação sacramental, possam novamente ser paradigmas e referências. Lembramos, por exemplo, quantos casais não sacramentados existem, cujas vidas matrimoniais

se destroem, enquanto outros, com as graças do sacramento, conseguem, perante problemas iguais, não só superar-se, como também crescer em seu relacionamento. Esse tipo de exemplo transmitido às crianças cria pessoas mais estáveis e comprometidas.

Nada é mais motivador que um casal vivendo uma espiritualidade forte. Sua capacidade para enfrentar problemas e sua fé ajudam outros casais a lutar e a acreditar que é possível vencer.

 


Recem Casados2


DIFICULDADES E OBSTÁCULOS PARA UMA VIDA DE ORAÇÃO EM FAMÍLIA


Em primeiro lugar, o que dificulta uma vida de oração para os casais é o problema de horário, ou melhor dizendo, a falta de um horário.

Rezar bem pede um horário fixo cada dia. E é exatamente em cima deste princípio que a maior parte dos casais diz que não é possível organizar a vida como um monge solteiro no seu mosteiro. Existem tantos apelos que se torna difícil marcar um horário certo para rezar.

As ocupações e preocupações de um lar nunca terminam. Uma mãe está de plantão vinte e quatro horas por dia. Sempre tem mais alguma coisa para fazer. Como criar um ritmo de oração, quando não existem dois dias consecutivos iguais?

O pai está atento aos apelos da família, disponível para atender as necessidades das pessoas na hora que precisam. Talvez queira rezar, mas logo vem algo imprevisto que lhe tira seu tempo.

A vida familiar exige que cada um esteja pronto a atender os pedidos dos outros membros da família ou dos amigos. Como orar, quando existe alguém doente? Um jovem a ser orientado? Um serviço na cozinha? Uma roupa a ser lavada? Uma mesa ou cadeira a ser consertada?

A formação intelectual e cultural pode criar barreiras na hora de planejar uma oração familiar. O outro está em outra fase de crescimento. Nem todos pensam igual, nem enxergam do mesmo jeito. Parece que quando já tem idade e maturidade para rezar juntos, já está na hora de irem embora ou para continuar seus estudos ou para formar sua própria família Oração conjugal e familiar pressupõe uma vida de oração pessoal da parte de cada membro da família. Se cada um chega pobre e vazio, como enriquecerá o outro? Não tem nada a oferecer. Se cada um não se abastece antes, com que vai contribuir para o crescimento do outro? Ninguém pode dar aquilo que não tem.

Quando falamos em oração, não pensamos em apenas em fórmulas mais ou menos fixas. Antes e por detrás do exercício da oração, precisa existir uma atitude de oração. Isso é fundamental. Oração tem muito a ver com vida e com o amor.

Oração, amor e vida se interligam.

Outro obstáculo ou dificuldade é que um membro não se interessa por oração ou santidade. Não quer acompanhar o outro nesta busca. Será que para a maioria não faltou motivação suficiente? Ou será que o projeto de uma espiritualidade conjugal não foi explicitado com clareza suficiente?

É fundamental que um desejo forte os motive, que acreditemos no valor de uma união cada vez mais íntima com o Senhor. Posso ter todo o tempo disponível do mundo, mas não se quer rezar e conversar com Deus, nada acontecerá.

Outro obstáculo para a família e para a espiritualidade conjugal é a miséria e a pobreza existentes na América Latina.

Como organizar uma vida de oração, quando é necessário levantar às cinco horas da manhã para trabalhar, às vezes chegando às dez da noite? A luta pela sobrevivência não deixa muitas energias sobrando no fim do dia ou da semana.

Existem muitas outras barreiras: falta de uma fé mais atuante; medo de mudanças, sabendo que oração pede conversão.

Será que estou disposto a largar certos velhos hábitos? Espiritualidade gera ação, e certas pessoas estão acomodadas.

Começando a rezar descobriremos que vale a pena descobrir tempo e criar condições para rezar cada vez mais e melhor.


Rezar-em-familia


ESPIRITUALIDADE CONJUGAL E FAMILIAR. COMO VIVÊ-LA?


A vivência da espiritualidade conjugal e familiar se constitui numa busca que perdura o tempo de vida do casal, e do casal junto com os filhos.

E como realizar essa busca? Quais os esforços a serem feitos? Como ordená-los?

Esses esforços podem ser ordenados em três direções.

6.1 – Conhecimento da vontade de Deus.

Importa estar constantemente à procura do conhecimento da vontade de Deus sobre nós mesmos, sobre nossa vida. Para isso é preciso:

• Estar atentos às manifestações de Deus em nossa vida, atentos a nós mesmos, ao cônjuge, aos nossos filhos, atentos à realidade que nos cerca.

• Saber escutar, saber calar o nosso “eu”, saber fazer silêncio interior, saber esvaziar-se de si mesmo para poder ouvir o que Deus lhe fala , principalmente através de sua Palavra (a Bíblia), mas também através da liturgia, das pessoas, dos acontecimentos. Deus anuncia sua presença e seu cuidado nos acontecimentos corriqueiros.

• Reservar com assiduidade, se possível todos os dias, um tempo para um encontro com o Senhor na oração individual.

Essa prioridade à oração, esse reservar um tempo de nosso dia, essas pequenas paradas dentro de nossa habitual agitação, irão pouco a pouco nos colocando em maior sintonia com o essencial: a vontade de Deus que nos vai sendo desvelada.

Deus vai sendo cada vez mais Deus em nós e consequentemente em nossas famílias.

É importante que esses momentos sejam vividos também em casal e algumas vezes em família. Assim cada membro da família vai, ao mesmo tempo, conhecendo a vontade de Deus para si próprio, para o outro e para a família. Os membros da família vão se ajudando mutuamente e ao mesmo tempo vão se conhecendo melhor.

Falamos da importância da oração. Vejamos agora algumas orientações para a oração individual.

6.1.1. – Santa Teresa d’Avila disse: a oração é um “diálogo” de amor e intimidade com Alguém que sabemos que nos ama.

- A oração é um encontro pessoal e amigo com o Senhor. Ele está presente, o conhece e o ama.

- Quanto mais íntimo ficamos, mais aprendemos sobre o outro, mas também mais aprendemos sobre nós mesmo e parte do que aprendemos não é agradável.

- Em um relacionamento em processo, experimentamos tanto atração como repulsa. Pode ser que tenhamos receio de sofrer uma rejeição, de sermos considerados inferiores.

- No que diz respeito a Deus o que mais receamos é ser consumidos em sua imensidão , é perder nossa identidade, bem como as exigências que ele poderá nos fazer.

- A revelação não acontece de repente. Também nós só nos revelaremos ao Senhor gradativamente e precisamos ser pacientes conosco mesmos.

- Os relacionamentos se aprofundam à medida que as pessoas se tornam mais transparentes umas às outras.

- Os relacionamentos se deterioram quando se ocultam da outra pessoa alguns afetos intensos, consciente ou inconscientemente.

- Um dos maiores impecilhos ao progresso na oração é o desejo de parecer “bom” diante do Senhor. Nosso relacionamento com Deus se expandirá quanto mais pudermos simplesmente admitir quem somos, embora desejando ser diferentes.

- Trate com Deus com simplicidade e sobre o assunto que lhe interesse e toca sua vida ou a dos irmãos.

- Em determinados momentos, sua oração será de louvor, de agradecimento, de busca, em outros momentos você se questionará, silenciará … Dois amigos tem muito a se dizer e partilhar.

6.1.2. – Condições prévias que podem ajudar a rezar

- Escolha uma postura que o ajude a refletir.

- Coloque-se na presença de Deus e peça a sua luz e sabedoria.

- Concentre-se no assunto com paz e tranqüilidade.

6.1.3. – Indicações para interiorizar a Palavra

- O que o texto diz?

- Tome um texto bíblico. Faça uma leitura pausada, lenta.. Leia mais de uma vez, até entender o seu sentido.

- O que o texto me diz?

- Assimile o que leu e traga-o para dentro de sua vida, de sua família, de sua comunidade.

- O que o texto me faz dizer a Deus?

- É a oração. Oração de louvor, de súplica, etc.

- Tome consciência das ressonâncias que o texto suscita em você: sentimentos, questionamentos, interpelações, dúvidas, desejos.

- O que vejo melhor e vou fazer?

É o compromisso. É a ação nova que surge da oração.

Pode-se questionar sempre uma oração que não leve a uma mudança de vida. A oração questiona a vida e a vida questiona a oração.

Tome nota no seu caderno espiritual seguindo o roteiro para a revisão.

6.1.4. – Revisão da oração

a) Quais os sentimentos que você experimentou na sua oração?

Consolação: paz, alegria, confiança, ânimo, coragem, proximidade de Deus, experiência do sentido da vida.

Desolação: angustia, tristeza, desconfiança, desânimo, obscuridade, confusão, silêncio de Deus.

b) Quais versículos da Palavra de Deus que mais lhe impressionaram? (anotar)

c) Quais os apelos, impulsos e desejos que você percebeu na oração? (anotar)

d) Sentiu resistência ou medo, diante desses apelos, impulsos e desejos? Por que?

e) A partir desta revisão, o que ficou mais claro para o seu discernimento, sobretudo com relação a vocação que você deseja realizar? Por que?

6.2 – Conhecimento de nós mesmos

Tomar conhecimento de nós mesmos, ter consciência de nossa realidade, de nossa verdade para podermos trabalhar e construir a partir dela e não a partir de meias verdades, da imaginação, da imagem que construímos de nós mesmos é um fator fundamental da espiritualidade.

Muitas vezes é difícil deixar que Deus nos veja com certos sentimentos e atitudes. Relutamos em deixar alguém que amamos nos ver ciumentos, enraivecidos ou rancorosos.

Nossas imagens de nós mesmos e de Deus estão enraizadas dentro de nós e não mudam facilmente. Elas são fontes de resistência ao desenvolvimento de nosso relacionamento com Deus.

Se mantivermos o relacionamento com Deus, gradativamente deixando-o conhecer quem somos realmente e permitindo que Ele nos deixe saber quem ele é realmente, veremos mudanças em nós mesmos e também em nossa imagem de Deus. A medida que percebermos que Deus é tolerante, seremos mais tolerantes com nossas fraquezas e limitações; mas também seremos mais capazes de evitar nossos piores pecados, mais clementes conosco e com os outros. Aos poucos acreditamos na verdade fundamental do cristianismo, que Deus ama o mundo, sim, mas que este mundo inclui a mim com todas as minhas imperfeições e muitas outras pessoas, mesmo aquelas com quem não me importo à primeira vista.

No processo, minha imagem de Deus fica cada vez mais parecida com a imagem de Deus que Jesus parece ter tido. Esses desenvolvimentos são outro sinal de que nossa oração está indo na direção certa.

É necessário sermos mais transparentes com esse nossos aspectos vitais e fundamentais.

Precisamos nos conhecer para podermos crescer, para podermos nos santificar. E como podemos nos conhecer?

Conhecemo-nos estando muito atentos a nós mesmos, à nossa vida. Mas nos conhecemos verdadeiramente através do outro, perguntando àqueles que nos conhecem bem: Deus, a família, a comunidade…

Deus nos revela a nós mesmos, principalmente naqueles momentos de oração em que nos colocamos diante d`Ele numa postura de escuta.

Nosso cônjuge nos ajuda a nos conhecermos melhor, principalmente nos momentos de verdadeiro “diálogo conjugal” sem máscaras e subterfúgios.

Nossos filhos nos ajudam a nos conhecermos melhor, se temos o hábito de pelo menos uma vez por semana , ou pelo menos uma vez por mês sentarmos e fazermos uma revisão de nossa caminhada num verdadeiro diálogo familiar. Devem se permitir esse tempo para se ajudarem mutuamente a se construir como pessoas. A comunidade nos propicia um maior conhecimento de nós mesmos, através da troca de idéias, da confrontação dos pensamentos, de opiniões e no trabalho em conjunto.

À medida que vamos nos conhecendo melhor, vamos aprendendo a superar nossas limitações, a valorizar nossos dons, nossas virtudes e vamos crescendo.

Podemos fixar algumas metas a atingir. Alguns pontos sobre os quais julgamos ser mais urgente fazer incidir nosso

esforços, uma fraqueza a superar, uma aptidão a cultivar, um dom a tomar consciência e passar a utilizá-lo.

6.3 – Vivência do encontro e da comunhão

- Viver a comunhão com o outro é viver a plenitude do amor, imagem do amor que existe entre o Pai e o Filho; é ser um como o pai e o Filho são um.

- Tudo o que lembramos aqui converge para essa comunhão.

- Temos que ter um ideal longínquo a perseguir para crescermos sempre em direção a Ele. Se nosso ideal é pequeno, nos tornamos medíocres.

- Necessitamos porém de metas atingíveis e de meta em meta vamos caminhando rumo ao nosso ideal.

- Como já dissemos não há saltos e sim passos. Toda transformação é evolutiva, porém muito lenta.

SUGESTÕES PRÁTICAS

Para que os pais possam manter em casa um clima de vida espiritual, eis algumas sugestões práticas.

Mais importantes do que palavras ditas ou conteúdos transmitidos serão as atitudes e o comportamento dos pais no campo da fé. É importante que os pais criem em casa um clima religioso.

• Fazer, uma vez por mês, uma revisão de como vai a família. Para isso os pais invocam a presença de Deus e com tranqüilidade analisam o que está bem e o que precisam melhorar. Trocam opiniões sobre a educação, o caráter e as atitudes dos filhos. Em nosso diálogo familiar aconselha-se a começar sempre pelos pontos positivos. Que tal apontar o que cada um vê de bom, o que mais admira no outro.

• Organizar momentos de oração em família e mostrar que é importante a participação de todos os membros da casa.

• Fazer sua oração pessoal baseada na Palavra de Deus, conforme sugestão feita no item 6.1, e incentivar os filhos a fazer o mesmo.

• Participar ativamente da celebração Eucarística ou da celebração da Palavra e colaborar nos serviços da comunidade. A família cristã gosta de participar juntos da mesa da Eucaristia. Seus membros sabem que ali são particularmente convidados para o banquete nupcial do Cordeiro

• Instruir-se no conhecimento da religião e falar sem medo de sua fé.

Estas sugestões, são apenas alguns meios, mas certamente vão ajudar as famílias a fixarem seus alicerces em valores

verdadeiros, isto é, no amor de Deus e na fraternidade humana.

A dignidade e a responsabilidade da família cristã como “igreja doméstica” só podem pois ser vividas com a ajuda incessante de Deus, que não faltará, se implorada com humildade e confiança na oração.

A família que descuida da dimensão espiritual de seus membros está mais exposta à degradação.

www.magnificat.srv.br

BIBLIOGRAFIA

1) FEHR, Maria Aparecida Noronha e FEHR, Igar. Falando de espiritualidade conjugal. 2a ed.- Petrópolis, RJ. Vozes.
2) GUIMARÃES, Frei Almir Ribeiro. Projeto de vida a dois – construção da conjugalidade – Petrópolis, RJ. Vozes, 1993.
3) HEINZMANN, J. Chamados para o amor. 2a edição — Vozes.
4) DUARTE, Luiz Miguel. Creio na família – propostas para casais.–São Paulo, SP: Paulinas, 1986.
5) CNBB. Setor Família. Casamento: ternura e desafio.–Petrópolis, RJ: Vozes, 1993.
6) CNBB. Setor Família. Casamento e família no mundo de hoje.–Petrópolis, RJ: Vozes, 1993.
7) GOMEZ- FERRER, Álvaro e GOMEZ- FERRER, Mercedes. A espiritualidade da família – Cadernos da Equipe de Nossa Senhora.
8) BARRY, Willian A. S.J. Deus e você – a oração como relacionamento pessoal.– Loyola.
9) KIRCHNER, Luiz. Rezar juntos (na cama) faz bem – uma espiritualidade conjugal para os dias de hoje Aparecida, SP. Santuário, 1991.
10) A Missão da Família Cristã no Mundo de Hoje – “Familiaris Consortio” – Paulinas.
11) Compêndio do Vaticano II (constituições, decretos, declarações) – “Lumen Gentium” – Vozes


.



.


“A família é a célula Máter

da Sociedade”

Sem Família não existe Sociedade



A Família é um

Projeto de Deus.


      Atualizado em 01/07/2014




A família é a célula Máter da Sociedade.



O homem é um ser social, como disse o Senhor Deus ao nos criar:

“NÃO É BOM QUE O HOMEM ESTEJA SÓ”

Ou seja, Nossa criação e formação é indiscutivelmente social e sem a sua formação mínima que seria um casal da mesma espécie e sexos diferentes não há como manter a continuidade da espécie, logo, esta formação mínima é insubstituível mesmo que a ciência venha criar seres humanos em laboratório. 

“A família é a célula Máter da Sociedade,

sem a convivência Familiar não existe convivência social.”


Familia_grafico_sociedade



O homem é um ser social, que nasce e vive em sociedade. Ao nascer, já é parte de uma família, principal meio social humano, que costumamos chamar de célula máter da sociedade – o espaço primeiro e mais importante para o estudo e desenvolvimento de sociedades.

A primeira vivência do ser humano acontece em família, independentemente de sua vontade ou da constituição desta. É a família que lhe dá nome e sobrenome, que determina sua estratificação social, que lhe concede o biótipo específico de sua raça, e que o faz sentir, ou não, membro aceito pela mesma. Portanto, a família é o primeiro espaço para a formação psíquica, moral, social e espiritual da criança.

A criança é muito dependente ao nascer. Dentre todas as espécies é o homem que tem o mais longo período de imaturidade e dependência física. Cabe à família o cuidado com a saúde e segurança de seus membros, seja com o bebê ou com o idoso.

Há o papel desempenhado pela família, mesmo que muitas vezes ela não o perceba, que é o de educadores. À família cabe a formação do caráter, dos valores, das regras morais – que posteriormente serão internalizadas pelos indivíduos como um código pessoal de conduta e ética. A chamada “educação de berço” continua sendo de suma importância e jamais pode ser conseguida em outros espaços sociais como colégio ou até mesmo igrejas.

Na esfera psíquica, o homem só pode conhecer e reconhecer adequadamente o mundo e a si mesmo a partir de suas relações com os demais. Ele apreende o mundo imitando os outros, desde os primeiros sorrisos até regras sociais externas e maios elaboradas, como usar adequadamente os talheres à mesa. Mais do que isto, moldamos nossa personalidade por volta de seis anos de idade, e é especialmente através de vivências em família que formamos, ou não, a auto estima, o senso de responsabilidade e segurança, o respeito pelo outro e pelas regras sociais estabelecidas, a capacidade de acreditar em nosso potencial e conhecer nossos defeitos e limitações, entre tantos outros aspectos de nossa vida intimista.

Em nossa sociedade, a família é que introduz a criança no meio social; é a família que escolhe – ou em parte seleciona, a partir de seus próprios referenciais – as pessoas com as quais a criança vai relacionar-se, bem como dirige o modo e onde esta relação se dará. Assim, como instituição social, a família reflete as transformações culturais dos povos: valores, usos e costumes, hábitos, pensamento religioso e político, etc. Consequentemente, os problemas sociais serão sempre frutos de uma desestruturação familiar.

Isto fica evidente quando olhamos para os grandes problemas sociais que enfrentamos hoje. Assistimos crianças abandonadas por pais que não souberam planejar sua família ou administrar os conflitos, maiores ou menores, mas sempre existentes na vida a dois. Vemos adolescentes mergulhados em drogas ou prostituição, na sua maioria frutos de lares frios, carentes de afeto e de diálogo. Sofremos ao assistir fatos como as revoltas em abrigos para menores, ou o uso de armas de fogo por jovens instigados pela violência, que nos mostram o quanto nossas famílias têm deixado de trabalhar o respeito pelo próximo e a aquisição de padrões morais rígidos para uma boa consciência pessoal e vivência social.

Não pode haver dúvidas: se queremos mudanças sociais, devemos começar a investir mais no cerne da sociedade, na sua célula máter. Precisamos nos voltar às famílias, num esforço conjunto entre o Estado e a Igreja. Esta é também um espaço social, portanto possui o poder de formar opiniões, onde famílias se reúnem e podem ter seus valores pessoais transformados.

Precisamos nos lembrar que, mais do que ir `a igreja, freqüentando templos caríssimos ou simples, nós somos Igreja, e estamos Igreja especialmente em nossos lares, onde somos mais íntimos e singulares. É por esta razão que a Igreja começa em casa – cuidar da família é mais importante do que cuidar de não familiares ou da obra de Deus. É exatamente isto que Paulo enfatiza quando escreve o capítulo 5 de sua primeira carta a Timóteo, especialmente o versículo 8: Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente.

A família é a célula máter da sociedade – e saber isto implica entender que famílias abençoadas implicam em igrejas abençoadas, que famílias equilibradas implicam em uma sociedade sadia.

Doutora Elaine Cunha 24/02/2012

http://www.cpadnews.com.br/blog/elainecruz/?POST_1_3_FAM%EDLIA:+C%E9LULA+M%E1TER+DA+SOCIEDADE?.html


“A família é a célula Máter

da Sociedade,

Sem Família não existe Sociedade



A Família é um

Projeto de Deus.

 


Semana_Família_2009_BN


CHÁCARA JEUS CURA



Temas para palestras do ECC 1ª etapa.



O Plano de Deus

1º tema


HARMONIA CONJUGAL

2º tema


Diálogo com os Filhos

3º tema


Fé nos Revezes da Vida

4º tema


O Sentido da Vida

5º tema


ORAÇÃO

6º tema - Diversos


O Casal Cristão

no Mundo de Hoje

7º tema


Temas de Reflexão

Sobre Maria.

DIVERSOS


Outras indicações para reflexão e dinâmica


Dinâmicas para

Meditação.

Aplicação em Palestras


Parábolas

& Reflexões






Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 69.094 outros seguidores