Oração de Santa Faustina: Amando a Deus nos sofrimentos.



No coração puro e humilde reside Deus, que é a própria Luz, e todos os sofrimentos e adversidades existem para que se manifeste a santidade da alma, (Diário 573).




Ó meu Jesus, que sois a vida da minha vida, Vós sabeis bem que não desejo nada além da glória do Vosso Nome e que as almas conheçam a Vossa bondade. Por que as almas se afastam de Vós, ó Jesus — isso eu não compreendo. Oh, se eu pudesse cortar o meu coração em pedacinhos pequenos e dessa maneira oferecer-Vos, Jesus, cada pedacinho como se fosse o coração inteiro, para ao menos em parte Vos desagravar pelos corações que não Vos amam. Amo-Vos, Jesus, com cada gota do meu sangue que derramaria de boa vontade por Vós, para Vos dar uma prova do meu amor sincero. Ó Deus, quanto mais Vos conheço, tanto menos Vos consigo entender, mas essa mesma incompreensão dá-me a conhecer como sois grande, ó Deus. E essa impossibilidade de Vos compreender inflama o meu coração com uma nova chama por Vós, ó Senhor. A partir do momento em que me permitistes mergulhar o olhar da minha alma em Vós, ó Jesus, fico em paz e nada mais desejo. Encontrei o meu destino no momento em que a minha alma mergulhou em Vós, no único objeto do meu amor. Todas as coisas nada são em comparação Convosco. Os sofrimentos, as contrariedades, as humilhações, os insucessos, os maus juízos de que sou vítima não passam de gravetos que mais ainda acendem o meu amor por Vós, ó Jesus. (Diário, 57)


Compreendo bem, ó meu Jesus, que, assim como a doença é medida com o termômetro e a febre alta indica a gravidade da doença, também, na vida espiritual, o sofrimento é o termômetro que mede o amor a Deus na alma. (Diário, 774)


Ó Cristo, sofrer por Vós é uma delícia para a alma e o coração. Permaneçam comigo para sempre os meus sofrimentos, para que eu Vos possa dar uma prova do meu amor. Eis que aceito tudo que a Vossa mão me oferecer. O Vosso amor, Jesus, me é suficiente. Eu Vos bendirei no abandono e nas trevas, no tormento e no terror, (48) na dor e na amargura, no tormento do espírito e na amargura do coração — em tudo sede bendito! O meu coração está tão desprendido da terra que apenas Vós me bastais plenamente. Já não há um momento sequer na minha vida em que me ocupe de mim mesma. (Diário, 1662)



Via do Sofrimento:

Misericórdia como consolo

O sofrimento nos leva a encontrar consolo, auxílio e esperança

Não podemos andar neste mundo como cegos sem saber para onde ir. Estamos num caminho largo e gostoso. Jesus nos ensina o valor do sofrimento na nossa vida. Ele escolheu Santa Faustina para ser testemunha da Sua misericórdia. Revelou-lhe tudo o que estava no Seu coração para que fosse dito ao mundo inteiro, especialmente para os mais pecadores.

Jesus diz a Santa Faustina que as almas escolhidas devem interceder pela conversão das famílias. Precisamos assumir as pessoas em oração. Precisamos ser tão de Deus que a Sua graça atinja as almas. Ele diz a Santa Faustina que as almas escolhidas estão na tibieza e são poucas as que enchem o Seu coração de alegria, que O consolam. Por isso, quem é visitado por Jesus não pode mais permanecer no caminho largo. Precisamos consolar o coração de Deus.

Quando sofro muito a minha alegria é maior

Santa Faustina relata no diário: “Uma vez sofri muito, fugi do meu trabalho para Nosso Senhor e pedi que me concedesse Sua força. Depois de uma breve oração, voltei ao trabalho, cheia de entusiasmo e alegria. Então uma das irmãs disse: ‘

Hum, com certeza a irmã hoje tem muitos consolos, porque ela está tão radiante! Deus não está dando à irmã nenhum sofrimento, mas apenas consolo’. Então respondi: “A irmã está muito enganada, porque justamente quando sofro muito também a minha alegria é maior e quando sofro menos, também a minha alegria é menor”. Mas essa alma deu-me a entender que não me compreendia neste particular; procurava explicar-lhe que, quando sofremos muito, temos uma grande oportunidade de demonstrar a Deus que O amamos. E quando sofremos pouco, temos pouca disponibilidade para demonstrar a Deus o nosso amor. E quando não sofremos nada, então o nosso amor não é grande e puro. Com a graça de Deus, podemos chegar ao ponto do nosso sofrimento transformar-se em prazer, isto é o que o amor sabe fazer nas almas puras’’.

Um dia sem sofrimento é um dia inútil’

Santa Teresinha do Menino Jesus, no carmelo, dizia: ‘Um dia sem sofrimento no carmelo é um dia inútil’. Lá havia uma irmã terrível, com quem santa Teresinha sentia muita dificuldade de se relacionar. Mesmo assim ela sorria para a irmã, heroicamente…

Ao sorrir para uma pessoa, nos dispomos a amá-la. Porém, em sua fraqueza, essa irmã dizia: “A irmã Teresinha deve me amar muito, talvez seja porque eu sou muito boa”. E Santa Teresinha, em seu livro “História de uma Alma”, diz claramente o quanto era custoso cada sorriso. Viver assim não é fácil porque remamos contra a maré, embora estejamos caminhando rumo ao céu.

Trago novamente para você um fato ocorrido na vida de Santa Faustina: depois de dez anos no convento, ela recebe a notícia de que sua mãe estava muito doente. No seu coração sentiu a vontade de visitá-la, mas ela disse a Jesus: “faça-se a sua vontade”. A madre recebeu uma carta da família falando da situação grave de saúde da mãe da irmã Faustina, e concedeu que ela passasse uns dias com ela. Ela parte para a casa dos pais e, estando lá, disse: “Oh!, como tudo mudou durante esses dez anos; é difícil de reconhecer. O jardim, os irmãos e irmãs eram ainda pequenos, e agora não posso reconhecê-los; todos cresceram, estou admirada por não reconhecê-los.
Stásio (irmão de Faustina) me acompanhava todos os dias até a igreja. Eu sentia o quanto esta pequena alma era agradável a Deus.

Exercitar as virtudes

Eu passei esses dias na casa e todos queriam encontrar-se comigo e conversar um pouco, cheguei a contar até vinte e cinco pessoas. Estavam interessados nos meus relatos da vida dos santos. Parecia-me que nossa casa era verdadeiramente uma casa de Deus. Quando estava cansada de falar e desejosa de solidão e silêncio eu saía sem ser notada, para o jardim, a fim de conversar a sós com Deus. Assim mesmo não conseguia fazê-lo, porque vinham os irmãos e irmãs, levavam-me para dentro e novamente era obrigada a falar, com tantos olhares fixos em mim. Mas eu conseguia uma maneira, uma forma de descanso; pedia aos irmãos que cantassem alguma coisa para mim, pois tinham lindas vozes e, além disso, um deles tocava violino e outro bandolim. Por isso, durante esse tempo, podia entregar-me à oração interior, sem evitá-los.

Custava-me muito, ainda, beijar as crianças. As mulheres, minhas conhecidas, vinham com os filhos e pediam que eu os tomasse, ao menos por um instante, nos meus braços e os beijasse. Via nisso uma grande graça e a oportunidade para exercitar-me na virtude, porque muitas estavam bastante sujas; mas, para superar e não demonstrar repulsa, eu beijava duas vezes as crianças sujas. Uma conhecida trouxe sua criança doente dos olhos, que estavam remelentos, dizendo: “Irmã, pegue-a só por um momento nos seus braços”.

A natureza sentia repulsa, mas sem me importar, peguei a criança nos meus braços e beijei duas vezes nos olhos remelentos, pedindo a Deus que melhorasse. Tive muitas oportunidades para me exercitar na virtude. Eu ouvia as queixas de todos e percebi que não havia sequer um coração alegre, porque não havia um só que amasse sinceramente a Deus e em absoluto não me admirava da situação deles. Fiquei imensamente preocupada por não poder encontrar-me com duas das minhas irmãs. Senti, interiormente, em que perigo se encontravam suas almas”.

Não perder a intimidade com Jesus Misericordioso

Mesmo diante de todas as provações, Santa Faustina não perdia a intimidade com Jesus misericordioso. Também nós podemos encontrar consolo, auxílio, esperança na Misericórdia dAquele que deu Sua vida por amor a nós.

Eliana Sá
Fonte: Comunidade Canção Nova 




Flash’s da Misericórdia Divina.


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Link’s para outras mensagens


Com Deus não se Brinca, parte II.


Pesando na balança do Entendimento



Não, esse não é mais um daqueles textos que relata frases de personalidades que “satirizaram” a Deus e logo após vieram a sofrer arduamente e/ou falecer depois das suas declarações polêmicas. Não, esse não é mais um daqueles textos que descreve o incrível caso que aconteceu aqui na RMC (Região Metropolitana de Campinas-SP) da menina que faleceu num acidente no qual o porta-malas do carro ficou inteiro com uma caixa de ovos intacta. Não, esse não é mais um daqueles textos que tem o intuito de aterrorizar as pessoas para que sigam a risca os mandamentos de Deus e para que jamais ousem a questionar o seu poder e autoridade.



Esse texto tem apenas um objetivo muito simples: refletir sobre os possíveis equívocos e más interpretações que são assimiladas em larga escala pelas pessoas que, em algum momento, mesmo sem querer, distorcem o real sentido de alguns trechos bíblicos baseadas em alguns versículos, vale lembrar que a Bíblia é muito mais complexa e que em muitos casos uma leitura meramente superficial não nos traz o real compreendimento da Palavra que nos é dita e desmistificar esse lance de que há assuntos intocáveis e que “com Deus não se brinca”.

Há muito tempo circula pela internet uma série de montagens com SUPOSTAS frases de personalidades que “desafiaram Deus” e logo vieram a sofrer com as consequências. Geralmente, no final dessas mensagens é utilizado um versículo bíblico do livro da Gálatas que é este aqui:

“Não vos enganeis: de Deus não se zomba. 
O que o homem semeia, isso mesmo colherá.”(Gal 6,7)

No primeiro momento ao isolarmos esse versículo do texto original podemos compreender que não se pode em hipótese alguma fazer “gracinhas” com a Palavra do Senhor, pois quem o fizer irá pagar com a própria boca. Porém, ao ler o Capítulo inteiro é fácil perceber que essa interpretação é errônea.

Na época em que Paulo escreveu essa carta aos Gálatas ele tinha o objetivo de transmitir uma mensagem de resistência aos cristãos que viviam numa sociedade judaica de valores falidos. Para aqueles judeus apenas os circuncisos obteriam a Salvação, entretanto, Paulo pregava que a verdadeira Salvação seria alcançada com a mudança de postura interior dos homens. Ele criticava fervorosamente a sociedade judaica por sua hipocrisia e falta de compromisso com aquilo que pregava, e, assim entendia que os judeus “zombavam” de Deus ao ter esse tipo de comportamento. 
O “zombar” de Paulo tem a função de alertar os cristãos para que não caiam na armadilha de tentar enganar à Deus e acabar enganando a si próprios ao não honrar a cruz que Jesus havia carregado por eles mesmos. Ou seja, não tem nada relacionado com se referir a Deus ou a sua Palavra com sarcasmo, tem a ver com hipocrisia.
Talvez, em algum outro lugar da Bíblia haja algo que se refira ao modo como se deve dirigir a Deus, mas nesse trecho ficou claro para mim que essa interpretação popular está errada!
Por isso, antes de sairmos disseminando qualquer tipo de mensagem pela internet é interessante fazermos uma breve pesquisa do conteúdo que estamos oferecendo aos nossos amigos para evitarmos esse tipo de constrangimento. É sempre bom lembrar que em slide de Power Point pode se escrever qualquer coisa, mas cabe a nós ter o bom senso de acreditar, ou não.



Nota Presentepravoce: Considerei o texto acima bastante sóbrio e nos ajuda a afastar o fantasma do medo, afinal de contas temer a Deus não significa ter “MEDO” de Deus.   Devemos sim amar a Deus e quem ama não tem medo daquele que ama.



“18. No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor.”  (I São João, 4,18) – Bíblia Católica Online




Basfêmia Presépio criança
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Dinâmica do copo com água suja.




〈 A CURA TOTAL DO PECADO 〉





EXPERIÊNCIA QUÍMICA – MÁGICA

DEMONSTRAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO PESSOAL



Material:

Água, (CLORO) água sanitária e iodo (Vende nas drogarias).

Desenvolvimento:

Mostre o copo com água (meio copo) e fale que ali somos nós quando Deus nos criou , livre do pecado , puros..

– Misture o iodo com a água e diga:

– Ai um dia nos afastamos de Deus e ficamos cheios de pecado (a água ficará escura).

– Pegue um pouco de água sanitária e derrame sobre o recipiente com iodo ( que estará escuro) e depois de derramar o liquido voltará a ficar transparente como água !

(É MÁGICO) e diga que um dia a gente conhece alguém que nos leva para conhecer a Jesus e somos transformados e renovados por Deus e voltamos a ser como ele nos criou!

Moral:

Mostrar que Deus nos dá uma nova vida ( 2 Corintios 5,17 )

OUTRA OPÇÃO:

Coloque três copos em cima da mesa.

Copo 1 = [VOCÊ] = Meio copo de água PURA;

Copo 2: = [PECADO] = Meio copo de água com iodo “Farmácia”

Copo 3: = [CRISTO] = Meio copo de água sanitária comum “CLORO”

1ª CONDIÇÃO – O ser humano criado por Deus era puro, limpo como este como de água, mostre o copo com água limpa e fale sobre isso.

2ª CONDIÇÃO – O homem foi contaminado pelo pecado, pelo mal que contaminou sua pureza, mostre o copo com o PECADO e derrame um poco sobre o primeiro copo que também ficará sujo.

3ª CONDIÇÃO – Derrame o conteúdo do terceiro copo [CRISTO] e a água ficará limpa novamente, mostre que Jesus Cristo nos purifica com seu sangue e nos torna puros novamente. (Salmo 50)

4ª CONDIÇÃO – Derrame um pouco do 2º copo dentro do terceiro e demonstre que o pecado jamais pode vencer Jesus Cristo, pois Ele jamais cometeu pecado algum e permanece sempre fiel e puro.

5ª CONDIÇÃO – Por fim derrame o conteúdo do 3º copo sobre o [PECADO] e demostre o triunfo total de Cristo sobre todo o [PECADO] para sempre.

“Com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus,” (Romanos 3,23)

(Romanos 6,23). “Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Obs. fale mais sobre o tema se desejar.


[DEMOSTRAÇÃO ]



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Pecado_involuntario Nao_cai_no_pecado





A DINÂMICA DO SONRISAL.

4 Aplicações: Blindagem Espiritual

+ positiva   e ou   –  negativa

Entrega Total e Sal da terra




Família e misericórdia.



O que permite a Sua Santidade o Papa Francisco dizer algo de tão liminar e diamantinamente importante como «A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia» (Misericordiae vultus (MV), 10) é saber-se que este ato – divino por excelência – é isso «que revela o mistério da Santíssima Trindade» (MV, 2). Mudemos um pouco a ordem dos termos da citação para podermos entender melhor o que aqui está em causa: é a misericórdia – qualquer seja, pois toda ela é Deus em ato – que nos permite penetrar o que é penetrável no Mistério da Santíssima Trindade, único mistério que existe verdadeiramente.

Por Américo Pereira
Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Ciências Humanas – Publicado em 06.11.2015
 

Leia o texto:


Familia_e_misericordia

“As obras de misericórdia como atos criadores da família” 


Ora, de esse mistério, o que está ao nosso alcance é precisamente a misericórdia que se nos revela através quer da Revelação tradicionalmente entendida quer através dessa outra revelação divina que é a exata presença da misericórdia na ação humana. Em que consiste pormenorizadamente todo o restante infinito da Santíssima Trindade nunca se saberá. Mas que é um infinito e sempre atual ato de misericórdia, isso sabe-se. Mas isso só se pode perceber o que seja, para além do mero enunciado verbal, se se souber por experiência própria o que é a misericórdia, isto é, apenas os que em ato experimentaram a misericórdia, os misericordiosos, podem saber o que se pode entender por misericórdia divina no seio da Santíssima Trindade.

E o que é isso da misericórdia?

É, antes de mais, um ato. Um ato que põe algo em ser. O primeiro ato de misericórdia é o ato de absoluta inauguração do mundo, ao ser este criado por Deus. Assim, a misericórdia é o ato que absolutamente põe a possibilidade de algo, neste caso, do próprio mundo. É o ato de amor, de caridade por excelência. Pode mesmo dizer-se que a misericórdia é o amor e a caridade enquanto puros atos: são a própria atualidade da caridade. Se da caridade pode haver uma concessão puramente teórica, da misericórdia, apenas uma concessão atualista faz sentido. Na misericórdia, o conceito e o ato imediatamente recobrem-se.

Nenhum cristão, se o é mesmo, pode duvidar do amor caritativo de Cristo antes do momento do cálice. Mas, sem o momento do cálice, tudo seria puramente teórico: é com a assunção do cálice, como ato de beber o seu conteúdo, que o amor se transforma num verdadeiro ato de misericórdia.

O mesmo se diga do sim de Maria ao pedido de Deus para ser Mãe do possível Emmanuel: Maria amava Deus, mas o ato de misericórdia para com a humanidade, mas também para com Deus – tal a força deste ato – dá-se com e apenas com o sim dito e assumido.

Semelhantemente, José, ao assumir constituir família com Maria e o Emmanuel em adveniência, opera misericordiosamente.

A mesma misericórdia se faz sentir quando, poupando ilógicas mediações, Deus chama a si a mesma Maria que usou de tão bela misericórdia para com ele: cumprindo, deste modo, a promessa de Cristo ao dizer que o ato nosso de cada dia é, já, a nossa recompensa. Maria teve como recompensa a misericórdia que pôs na relação com Deus; Deus teve apenas de deixar que a misericórdia posta por Maria atingisse a sua plenitude. Assim com toda a misericórdia.

Assim com a misericórdia divina, sempre perfeita, infinitamente perfeita em ato no seio da Santíssima Trindade.

É esta misericórdia que permite, então, dizer ao Papa Francisco que a trave mestra da vida da Igreja é a misericórdia. Como não o ser?

Deste modo, a Igreja não é uma coisa histórica, ou física, ou institucional, mas é, antes, vida e vida que é misericórdia. Só no seio desta e como liturgia a esta vida de misericórdia faz sentido a sua natureza de coisa também física, também histórica, também institucional. Apenas esta vida de e em ato de misericórdia é capaz de fazer da Igreja algo de credível (MV, 10) não apenas junto de crentes em seu interior, de crentes em seu exterior, e de não crentes, mas, sobretudo, junto do próprio Deus, que, sendo a plenitude da misericórdia, não tolera a falta desta, como podemos ver em Job, com os falsos amigos, ou na triste narrativa de Sodoma e Gomorra, cujo suicídio se deveu à sua absoluta falta de misericórdia, contemplada e selada por Deus, que não salva através do uso da violência.

Ora, como diz o Papa em MV, 9, «o amor nunca poderia ser uma palavra abstrata.». Tal implica que, para que a misericórdia exista, tenha de haver atos de misericórdia em nós e connosco como na Santíssima Trindade, sendo que esta é paradigma, mas, como tal, fim a que tender em aproximação infinita.



É, então, a realidade concreta da misericórdia o lugar permanente das obras de misericórdia, corporal e espiritual, isto é, viva, dado que, na vida humana, em ato, não há distinção senão formal entre os dois âmbitos (sem o espírito, há um cadáver; sem o corpo, nada, pois nós não somos anjos com corpo). São tais obras:

1. Dar de comer aos famintos;
2. Dar de beber aos sedentos;
3. Vestir os nus;
4. Acolher os peregrinos;
5. Dar assistência aos enfermos;
6. Visitar os presos;
7. Enterrar os mortos;
8. Aconselhar os indecisos,
9. Ensinar os ignorantes;
10. Admoestar os pecadores;
11. Consolar os aflitos;
12. Perdoar as ofensas;
13. Suportar com paciência as pessoas molestas;
14. Rezar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.


O modelo destas obras é o próprio Cristo, em cuja vida encontramos atos modelares correspondentes a todos estes paradigmas, alguns deles de forma literal. Assim, ser misericordioso é agir segundo a plena realização das ações que estas catorze padronizações indicam. Se bem entendidas, cobrem todos os tipos possíveis de atuação possível na e da nossa vida, não apenas como Igreja, mas estendendo-se a toda a humanidade e definindo, deste modo, o caminho perfeito para o Reino de Deus ou a Cidade de Deus, cidade da plenitude do bem possível, designação que cobre não apenas a referência religiosa cristã, mas a humanidade de sempre.

Podemos entender, assim, como a misericórdia é não apenas uma «coisa» cristã ou religiosa, na religião ou no cristianismo se esgotando, mas algo que está no centro mais profundo da possibilidade da própria humanidade, algo sem o qual a humanidade não tem futuro possível. A misericórdia, ainda que humanamente entendida é (como a caridade ou o amor) o único ato que aguenta na perfeição o crivo laico do famoso imperativo categórico de Kant.

Onde podemos encontrar em termos cristãos esta misericórdia numa dimensão humana? Há um modelo humano para tal? Este modelo é universalizável, sem o que a humanidade está condenada a uma vã efemeridade mais ou menos longa no tempo, mas sempre demasiado breve?

Pensamos que sim.

O modelo perfeito é a Sagrada Família; é um modelo universalizável precisamente em sua essência e substância de ato de misericórdia; a sua universalização como ato de misericórdia é o único modo de tornar a humanidade em algo mais do que um vão sonho de Deus, sonho autodesprezado, autoaniquilado.

Maria, José e Emmanuel são o paradigma quer da humana família quer da humana misericórdia porque consubstanciam perfeitamente em sua relação o ato de pleno e indefetível amor criador de possibilidade de bem em que consiste a misericórdia. Não há família se não houver obras de misericórdia em ato. A plenitude da família corresponde à plenitude da realização das obras de misericórdia, quando necessárias. Não se trata de inventar obras desnecessárias, mas de as cumprir todas quando necessárias; todas concomitantemente se todas forem necessárias num mesmo momento.

A perfeita mãe é quem as cumpre a todas segundo o modo necessário exposto; o mesmo acontece quer com o perfeito pai quer com o perfeito filho.

É esta perfeição atual que constitui a família: sem ela não há família; com ela há sempre família. A naturalidade na e da família reside no ato de misericórdia, não em qualquer estrutura física ou biológica: não há relação biológica entre Emmanuel e José, nem por isso José deixa de ser o perfeito pai de Emmanuel e este o perfeito filho de José.

A família replica, assim, o ato criador de Deus, que não é um ato físico, embora instaure a física, mas um ato espiritual, precisamente o ato do dom de misericórdia mais grandioso que existe e que realiza a transformação do nada de nós no tudo da nossa possibilidade através do amor criador. A família prolonga esta capacidade criadora, prolongando também essa outra forma de misericórdia que é a providência divina, na forma da humana dedicação amorosa, previdente e providente, possibilitadora da manutenção terrena do ser humano na existência. É um bem-agir que corresponde à operação ativa de um bem-querer, que é um querer que o outro seja e seja bem. Ora esta é a ação criadora e providencial de Deus, dada como possibilidade à criatura humana, isto é, a misericórdia divina dada como possibilidade de misericórdia humana.

Misericórdia é, assim, um ato de providência, divina ou humana, que permite que o absoluto do que é seja. É a mesma definição do amor.

A misericórdia divina é o sustentáculo de todo o ser criado e a porta aberta para a salvação de toda a criatura, mormente da humana, que tem apenas de aceitar beber o doce cálice da misericórdia humana. Uma universal libação com tal cálice corresponderia à Cidade de Deus, universal família espiritual.


Américo Pereira
Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Ciências Humanas
Publicado em 06.11.2015
 


“Misericordiae vultus”: Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia (papa Francisco)


 



OBRAS+DE+MISERICORDIA[1]

Os Frutos da

MISERICÓRDIA

de Deus


Tende_Misericordia_Senhor Jesus_Misericordioso_101 Fonte de misericordia
terco-da-misericordia-11[1] Novena_misericórdia

O Pai Misericordioso.



Para revelar que Jesus é compassivo misericordioso o autor do Evangelho de São Lucas investiu 07 versículos (S. Lc 7,11 17). Para revelar que um samaritano é tal como Jesus, São Lucas dedicou 09 versículos (S. Lc 10,29 37). Agora, para revelar que Deus é compassivo misericordioso São Lucas escreveu 22 versículos.

Leia o texto:


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“O Pai das Misericórdias”


Segundo o evangelho de São Lucas, a parábola do Filho Pródigo, melhor dizendo, do Pai Misericordioso, é destinada, prioritariamente aos fariseus e escribas (homens que se escandalizavam com o jeito de ser e de agir de Jesus) com o objetivo de despertar conversão, ao fazê los refletir que eles são mais pecadores que os publicanos. Jesus diz, indiretamente, a eles: Sejam também vocês compassivo misericordiosos, assim como o Pai!

Jesus não “ensina o pai nosso ao vigário”, ensina Compaixão misericórdia aos não compassivo misericordiosos. Na parábola, “o irmão mais novo representa todos os marginalizados e excluídos da sociedade “justa, limpa, sadia e higiênica”; o filho mais velho, o emburrado, representa os escribas, fariseus, …, enfim todos os pretensos “justos e impecáveis” . São pessoas limpas por fora, mas egocêntricas e ensimesmadas. São pessoas que experimentam prazer em humilhar, em marginalizar, em espalhar defeitos e falhas dos outros; sentem-se os donos da verdade, os iluminados. O filho mais velho não é só pessoas, pode ser também sistema capitalista – uma indústria de moer vidas – também na sua engrenagem injusta, insensível e implacável para com os excluídos.

Nome melhor para a parábola seria: A parábola do Pai Compassivo misericordioso, pois quem está no centro é o Pai e não o Filho que retorna.

A parábola tem lastro histórico, é criado a partir de tijolos da realidade histórica, é uma história da vida, como evidencia a nomeação de céu (Deus) nos vv. 18 e 21: “Pai, pequei contra o céu e contra ti”. No entanto, pela postura do pai ele é visto como imagem de Deus (Lc 15,20).

A parábola revela um Deus que é só amor ao mostrar que o Pai acolhe o filho simplesmente por estar movido pela Compaixão e não por uma tática para conseguir o que supostamente lhe interessava (que o filho confessasse seus pecados e assim pusesse em ordem sua vida). A misericórdia de Deus é modelo por excelência para quem quer ser misericordioso. O Pai realiza a Espiritualidade da Compaixão Misericórdia na sua plenitude. É um processo que inclui vários passos interligados e interdependentes, semelhantes aos de Jesus ao “reviver” o filho único da viúva de Naim e do bom samaritano:

1º) O Pai respeita a liberdade do Filho. Este quer partir e o Pai deixa. Não o priva da liberdade para lhe dar segurança (pão). O Pai silencia se frente à fala do Filho (Lc 15,12). “Não é possessivo, nem autoritário. O Pai aceita, sem murmurar, sua condenação à morte simbólica no pedido do filho mais moço para dividir a herança… É Pai que sabe esconder sua decepção na hora da partida, mas não sua emoção na hora do retorno, longamente esperado” . O Pai age pedagogicamente contribuindo para o processo de personalização do Filho. Deixa que este experimente a vida. Não o tutela. É pela experiência que o filho “cai em si” (Lc 15,17), se desaliena, converte se. Decide voltar para o encontro com o Pai. Discurso e práticas tutelares impedem a pessoa de crescer em humanidade. Dificulta a pessoa “cair em si” (Lc 15,17).

2º) O Pai vê de longe! (Não é um pai patriarcal: durão, autoritário e todo poderoso. “É uma mãe”!) Nós, na maioria das vezes, não vemos ou não queremos ver nem de perto. O olhar de Deus é penetrante e benevolente na relação com os perdidos. Supera o nosso olhar em muito. Deus vê de longe e em profundidade. “Tu me sondas e conheces; conheces meu sentar e meu levantar, de longe penetras o meu pensamento;… Teus olhos viam o meu embrião” (Sl 138,1 2.16). O Pai vê com ternura e benevolência. Vê não só com os olhos. Nem só com a cabeça, vê também, e principalmente, com o coração, os braços, os pés; enfim vê com o corpo todo. Pois o coração vê realidades que a cabeça não vê. Os braços vêem realidades que a cabeça não vê. E os pés vêem realidades que a cabeça não vê.

3º) O Pai se comove (esplangnisthè, em grego)! A comoção parece ser súbita, muito mais rápida do que a nossa. A saudade do Filho se transforma de repente em esperança. A alegria toma conta de todo o corpo do Pai, contagia o integralmente. A dor se transforma em alegria! Importante ressaltar que não só a dor e o sofrimento comovem as pessoas. A beleza, a saudade, gestos gratuitos também nos comovem. O Pai não se contenta em se aproximar do filho que retorna à casa paterna caminhando devagar.

4º) O Pai corre ao encontro do filho. “Correu! (Lc 15,20). Isto é para um oriental idoso totalmente incomum e abaixo de sua dignidade, mesmo quando tem muita pressa” . A misericórdia do Pai supera em muito as expectativas do filho e a cultura oriental. Não o acolhe como empregado, mas como o melhor dos filhos. Não apenas lhe dá comida.

5º) O Pai beija o filho inúmeras vezes. “Beijou o” (Lc 15,20). O beijo é, como em IISm 14,33, sinal do perdão. O Pai trata o filho não como um empregado, mas como um hóspede de honra.

6º) O Pai faz festa para o filho que volta à vida. No v. 22, o Pai dá três ordens. “São comparadas a Gn 41,42 onde José, depois de entronizado como grão vízer do Egito, recebe um anel, uma roupa de linho precioso e um colar de ouro. Vem em primeiro lugar a veste festiva; significa no Oriente uma alta distinção… Por a nova veste é figura do tempo da salvação… Anel significa plenos poderes. Sapatos são um luxo; é o homem livre que os usa: o filho não deve mais andar de pés no chão como um escravo… Carne só se comia raramente. As três ordens são uma publicação do perdão e do restabelecimento na condição de filho. ” O filho esperava ser recebido dentro de uma Espiritualidade da Lei que prescrevia a punição para a transgressão, mas foi recebido dentro de uma Espiritualidade da Compaixão Misericórdia, o que superou em muito a sua expectativa. Constatamos aqui um banho de misericórdia. A Misericórdia de Deus devolve a identidade ao filho. Ele volta a ser pessoa, a sentir se amado e disposto a amar. Ele que pensava ser um empregado, pela Compaixão Misericórdia do Pai, descobre que continua sendo filho. E não filho de qualquer pai, mas de um pai compassivo misericordioso. A Compaixão transborda em amor gratuito. Deus, não apenas, acaba com a dor do outro, mas faz festa com o marginalizado que volta. Deus não apenas transforma a dor em não dor, mas a transforma em alegria, em prazer. A misericórdia de Deus realmente transcende qualquer definição ou expectativa humana. A Compaixão é caminho que leva ao perdão, à misericórdia, ao amor gratuito.


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Foto: Pai Das Misericórdias – Canção Nova – Wallpaper


7º) A misericórdia do Pai se estende também ao filho mais velho. Não o exclui. O Pai desconsidera a indignação deste filho. Este não reconhece o irmão como irmão, mas trata o como Filho do seu pai: “Esse teu filho…” (Lc 15,30). O Pai vai ao encontro deste filho para mostrar lhe que Ele é Pai de ambos os filhos e que estes devem ser fraternos: “Esse teu irmão…” (Lc 15,32). A Misericórdia de Deus não exclui ninguém, mas constrói a fraternidade a partir dos excluídos, as vítimas.

Por esta parábola podemos concluir: Deus é assim: tão bondoso, tão gracioso, tão cheio de Compaixão e misericórdia, tão superabundante no amor. Sua maior alegria é a de perdoar.


Fonte: http://www.abiblia.org – Gilvander Moreira



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Os Frutos da Misericórdia de Deus.

 



COMO TRANSMITIR A MISERICÓRDIA DO PAI ?


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TER UMA BOA INTENÇÃO SOMENTE NÃO BASTA. 

É PRECISO TER ATITUDES QUE TRANSMITAM A MISERICÓRDIA DO PAI


Caros amigos, muitos cumprimentos tenho recebido desde a Cerimônia de Dedicação do Santuário do Pai das Misericórdias e vejo a felicidade e a alegria de todos quando falam da sua visita ao Santuário. Amigos, parentes, sócios, padres de outras cidades e até engenheiros me parabenizam por essa magnífica obra arquitetônica. Mas, um dia, olhando bem e prestando atenção naquele lindo mosaico do filho pródigo e passando os olhos em toda a obra construída, fui mais além e perguntei a Deus: como podemos viver a misericórdia do Pai?


OBRAS+DE+MISERICORDIA[1]


Dom João Inácio Müller, bispo da nossa diocese de Lorena (SP), fala-nos que “o Santuário é cada um de nós”. Com nosso viver e nossas atitudes, sejamos presença visível e tangível da misericórdia do Pai. Perguntei a Deus: “Senhor, como podemos viver essas obras de misericórdia?” Abri, então, o Catecismo da Igreja Católica e corri os olhos no parágrafo que fala das Obras da caridade e da Misericórdia: instruir, aconselhar, consolar, confortar são obras de misericórdia espiritual, como também perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporal consistem em dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar moradia aos desabrigados e assim por diante.

Será que estamos vivendo bem essas obras? Será que estamos voltando o nosso olhar aos mais necessitados? Sempre temos tempo de visitar uma igreja, ajoelhar e conversar com Deus sobre os problemas do dia a dia. Mas para visitar um doente num hospital, um idoso no asilo, consolar uma pessoa que precisa de um ombro amigo, será que temos tempo?

Peçamos ao Pai que nos conceda a graça de realizarmos as Obras de Misericórdia e termos um coração grato a Sua misericórdia para com a gente. E, por falar em ter um coração grato, agradeço a você sócio-evangelizador por olhar por nós e não deixar de contribuir com o seu algo a mais. Obrigado sempre!


Do seu irmão, 

Wellington Jardim (Eto)
Cofundador da Comunidade Canção Nova e administrador da FJPII

Fonte: Canção Nova



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Ato de consagração a Jesus Misericordioso.


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   CONSAGRAÇÃO À MISERICÓRDIA DIVINA 


“Ó Misericordiosíssimo Jesus, infinita é a Vossa bondade e inesgotáveis os tesouros da Vossa graça. Eu confio inteiramente na Vossa Misericórdia que está acima de todas as Vossas obras. Consagro-me a viver inteiramente no brilho esplendoroso de graça e amor que brotaram do Vosso Sagrado Coração na cruz.

Desejo imitar a Vossa Misericórdia praticando as obras de misericórdia espirituais e corporais, particularmente pela conversão dos pecadores, e dando auxílio, coragem e consolação a todos os que são pobres, infelizes ou doentes. Eu me entrego e abandono totalmente à Vossa Misericórdia, para que cuideis de mim como Vossa pertença e Vossa Glória. Tudo receio da minha fraqueza, mas tudo espero da Vossa Misericórdia. Fazei que toda a humanidade conheça o abismo insondável da Vossa Misericórdia e que ponha toda a sua confiança em Vás e Vos adore para sempre. Amém.

“Jesus, eu confio em Vós”

“Ó Sangue e Água que brotastes do Coração de Jesus como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós” (D. 187).

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