Oração do Papa Francisco à Sagrada Família.



“Jesus, Maria e José a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos”

Papa Francisco


 




“Jesus, Maria e José a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos”

Jesus, Maria e José
a vós, Sagrada Família de Nazaré,
hoje, dirigimos o olhar
com admiração e confiança;
em vós contemplamos

a beleza da comunhão no amor verdadeiro;
a vós confiamos todas as nossas famílias;
para que se renovem nessas maravilhas da graça.

Sagrada Família de Nazaré,
escola atraente do santo Evangelho:
ensina-nos a imitar as tuas virtudes
com uma sábia disciplina espiritual,
doa-nos o olhar claro
que sabe reconhecer a obra da providência
nas realidades cotidianas da vida.

Sagrada Família de Nazaré,
guardiã fiel do mistério da salvação:
faz renascer em nós a estima pelo silêncio,
torna as nossas famílias cenáculo de oração
e transforma-as em pequenas Igrejas domésticas,
renova o desejo de santidade,
sustenta o nobre cansaço do trabalho, da educação,
da escuta, da recíproca compreensão e do perdão.

Sagrada Família de Nazaré,
desperta na nossa sociedade a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
bem inestimável e insubstituível.
Cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz
para as crianças e para os idosos,
para quem está doente e sozinho,
para quem é pobre e necessitado.

Jesus, Maria e José
a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos.

(Tradução Canção Nova / Jéssica Marçal)


Palavras do Papa para a Igreja.




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Jesus Jesus

Os Papas Falam à Renovação Carismática Católica.



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Co-responsabilidade.



Palestra preparada para encontro de Casais:

“CO-responsabilidade”




Objetivo:

Frases de Padre Alfonso Pastore sobre o ECC

  • “O ECC em sua primeira etapa tem a missão de procurar os casais abandonados, amá-los, posicioná-los, dar-lhes uma visão de sua razão de ser como célula vital da humanidade, abrir-lhes um caminho de comunhão fraterna na comunidade paroquial e possibilitar-lhes a corresponsabilidade no serviço e nas estruturas de trabalho.”


REFLEXÃO:


A nossa função como pregadores do evangelho é exatamente a mesma de Jesus Cristo.

Devemos pregar a palavra de Deus e não julgar que esta função seja reservada apenas aos nossos pastores, digo melhor, “Função reservada somente ao clero” – Sacerdotes, Bispos e religiosos.

Disse certa vez Nosso Saudoso Bispo D. Manuel Pestana:

“É sim a nossa função de Pastores de ovelhas alimentá-las com a grama mais fresquinha e conduzi-las às fontes de águas cristalinas como se refere no Salmo 23, Salvá-las quando estão enfermas e machucadas como Jesus contou na Parábola das 99 ovelhas (S. Lucas 15, 1 a 6), porém os Pastores não devem e nem podem gerar outras ovelhas, não pode engravidar-se de outras ovelhas, esta função cabe a cada ovelha, se o rebanho é infértil, não adianta que o Pastor seja o melhor de todos, pois, um dia por mais saudáveis que estejam suas ovelhas elas acabarão morrendo sem deixar nenhum descendente e o rebanho se acabará, por isso é urgente que as ovelhas aprendam esta sua responsabilidade básica para com o rebanho, elas precisam reproduzir-se, gerando filhos e filhas para que assim o Pastor tenha a quem ensinar, conduzir e alimentar…”

O Corpo de Cristo:  (I Coríntios, 12,12)

“12. Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo. 13. Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito. 14. Assim o corpo não consiste em um só membro, mas em muitos. 15. Se o pé dissesse: Eu não sou a mão; por isso, não sou do corpo, acaso deixaria ele de ser do corpo? 16. E se a orelha dissesse: Eu não sou o olho; por isso, não sou do corpo, deixaria ela de ser do corpo? 17. Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato? 18. Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros como lhe aprouve. 19. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20. Há, pois, muitos membros, mas um só corpo.”

Leia mais em:  Biblia-ave-maria

São Paulo esclarece a necessidade da hierarquia na Igreja, porém, esclarece também que todos os membros da Igreja são tão importantes como o principal, porque acima de tudo somos parte do mesmo Corpo de Cristo e todos por mais insignificantes que sejam também fazem parte deste Corpo que é UNO e indivisível.

Com esta explicação é mostrado que cada um destes membros tem a sua função bem definida no corpo e se um membro falha ou adoece, todo o corpo sofre juntamente com ele e o bem comum do corpo todo depende do funcionamento perfeito de cada um de seus membros em particular.   Em outras palavras, São Paulo mostra que cada um de nós é co-responsável pelo bem estar deste corpo, este corpo que pode ser compreendido como a comunidade e a Igreja de Deus neste mundo.

Sizenando

Segue um texto bem explicativo.



«A catolicidade da Igreja manifesta-se também na co-responsabilidade ativa e na colaboração generosa de todos em favor do bem comum.» 1

A palavra “co-responsabilidade” é fundamental para compreender nossa participação na tarefa e missão comum encomendada pelo  Senhor Jesus e, no tempo presente, por quem é seu Vigário, o Papa João Paulo II, a todos os filhos  da Igreja: «remar mar adentro!» Neste esforço apostólico, nesta empresa de colaborar na transformação de todo o mundo desde seus alicerces com a força que brota do Evangelho, se requer a criativa e ativa participação de todos.  Ninguém —por mais humilde que sua contribuição possa parecer— pode sentir-se excluído de colaborar nesta missão, segundo o máximo de suas próprias possibilidades e capacidades.

“Co-responsabilidade” 

A palavra “co-responsabilidade”, que usamos na linguagem coloquial, combina a preposição “co” com o adjetivo “responsável”.

Em primeiro lugar, vejamos o que significa “responsável”. Este termo se aplica a uma pessoa que está obrigada a responder por uma coisa ou tarefa que lhe foi confiada, ou por outra pessoa. Dizemos que uma pessoa  é responsável quando cumpre com diligência e eficácia com aquilo que lhe foi confiado: um trabalho, uma tarefa, uma missão. São responsáveis, por exemplo,  aqueles servos da parábola 2 que recebendo, um, cinco, e o outro, dois talentos, imediatamente os negociam. Irresponsável, ao contrário, é aquele servo que recebendo somente um talento, por medo, o enterrou. Como ele, todo aquele que sabe o que tem que fazer e, podendo, não o faz, é um irresponsável. E por mais desculpas que dê, torna-se culpável  de sua falta de ação 3. Responsável é , sim, quem sabe o que tem que fazer e com prontidão e diligência o realiza 4.

Assim como aqueles servos, cada um de nós tem uma grande responsabilidade frente aos dons e talentos que recebeu de Deus. Os talentos recebidos têm uma “função social”. Certamente são dados a cada um para o próprio desdobramento pessoal em obediência ao Plano de Deus, porém este desdobramento somente se dá na medida em que, como um “bom administrador”, cada um ponha os próprios talentos a serviço dos demais. O dom recebido obriga sua comunicação, e o homem se realiza mediante o dom de si mesmo aos demais5. Como ensina o Concílio, da recepção dos dons que o Espírito «distribui a cada um conforme lhe apraz»6, «mesmo dos mais simples, nasce em favor de cada um dos fiéis o direito e o dever de exercê-los para o bem dos homens e edificação da Igreja, dentro da Igreja e do mundo»7. É responsabilidade de cada um colocar «a serviço dos demais a graça que recebeu, como bons administradores da multiforme graça de Deus.» 8

2 – Uma responsabilidade compartilhada:

A preposição “co”, que antecede a palavra “responsável”, indica participação em uma responsabilidade comum a todos. A responsabilidade frente à missão apostólica que Deus nos confia é compartilhada por todos.

Muitas vezes comparamos a missão a uma carroça que todos temos de empurrar para que avance. Não se trata de que outros empurrem enquanto eu observo sem envolver-me, ou, pior ainda, enquanto eu nada mais faça senão sentar-me comodamente sobre ela. Empurrar a carroça não é algo que compete somente a alguns: aos “mais hábeis”, ou aos “mais fortes”, ou aos “mais talentosos”, ou aos mais comprometidos, de tal modo que eu possa  sentir-me excluído, ou desculpando-me com diversas razões.  Não! Todos temos algum talento, ou mais de um, e todos estamos obrigados a multiplicar esses talentos recebidos para benefício dos demais, para o bem comum! Todos —como costumamos dizer— temos que “colocar as mãos na massa”, “somar” e empurrar segundo o máximo de nossas forças e capacidades para que a carroça avance o mais rápido possível, pelos caminhos que, em seu amoroso desígnio,  Deus nos indica!

Nunca esqueçamos que nossa primeira co-responsabilidade é para com o Espírito Santo e sua ação em nós. Se formos co-responsáveis com Ele, levando uma vida espiritual intensa, Ele irá transformando-nos interiormente — contando com nossa colaboração — até que alcancemos a total configuração com o  Senhor Jesus, o Filho do Pai e Filho de Santa Maria Virgem. Assim, sendo santos, sendo o que temos que ser, inflamaremos os corações humanos e o mundo inteiro com essas línguas de fogo que o Espírito divino concede aos seus apóstolos. Assim seremos co-responsáveis também com Quem realmente é o protagonista da evangelização.

3 – Modelos de “co-responsabilidade”

Sobre tudo devemos olhar sempre o Senhor Jesus, máximo modelo de “co-responsabilidade”.

Sua ativa colaboração com o desígnio do Pai se manifesta a cada passo de sua vida entre nós: «Jesus lhes disse: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra”.»9 Ele assume como seu o grande “projeto” reconciliador do Pai, faz-se co-responsável, oferecendo-se com total generosidade para servir à missão encomendada pelo Pai: «Por isso, ao entrar no mundo, ele afirmou: (…) Eis-me aqui, (…) eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade!»10 Com plena obediência, leva esse desígnio divino ao seu pleno cumprimento: «Eu te glorifiquei na terra, concluí a obra que me encarregaste  de realizar.»11 Com todos os seus talentos e dons, com todo o seu ser, humano e divino, põe-se a serviço do Plano do Pai para obter-nos o dom da reconciliação e da vida.

Do Senhor Jesus aprendemos a viver essa maravilhosa “co-responsabilidade” com Deus e seus amorosos desígnios. Considerar seu exemplo nos impulsiona a querer, em nossas próprias vidas, dar também uma resposta de plena co-responsabilidade à missão que o Pai, por seu Filho, hoje nos confia.

Como sempre, a luz radiante do Sol de Justiça se reflete na bela Lua, a Virgem Maria. Ela também assume o dinamismo da “co-responsabilidade”, e o faz de maneira exemplar, paradigmática. Assim a vemos, por exemplo, ao receber a visita angélica: também Ela, que qualifica a si mesma como a Serva de Deus e dos seus Planos, vive plenamente a “co-responsabilidade” ao proclamar esse “faça-se” fecundo, esse «faça-se em mim segundo a tua palavra»12, segundo teus desígnios. Com um “Sim” consistente, maduro, renovado ao longo de cada um dos dias de sua vida e especialmente ao pé da Cruz, proclama seu firme propósito, que se converte em uma ativa e co-responsável cooperação com o desígnio divino. Sua exemplar e fecunda co-responsabilidade com o Plano divino é uma chave e estímulo contínuo para aqueles que em Cristo somos seus filhos.



“Porque cada um deve carregar a sua Cruz?

Proteção e Provação.


Citações para oração:

  • Todos recebemos de Deus certos dons e talentos: Mt 25,15; Somos responsáveis perante Deus pelos talentos recebidos: Mt 25,16ss; Lc 12,48; Rm 14,12; Tg 4,17; Os dons recebidos são para benefício de todos, e nos conduzem ao serviço: 1Pe 4,10.
  • Somos responsáveis pelo destino de nossos irmãos: Gn 4, 9; Lc 10, 29-37; Mt 25, 31-46; Somos um corpo: 1Cor 12,21-22, a necessidade que experimentamos uns dos outros conduz à co-responsabilidade: Gl 6,2.
  • Ser co-responsável com a graça recebida implica trabalhar arduamente para fazê-la frutificar: 1Cor 15,10.
  • O Senhor Jesus é modelo de co-responsabilidade: Hb 10,5-7; Jo 4,34; 9,4; 17,4; 19,30; Maria também é exemplar por sua co-responsabilidade: Lc 1,38; Atua com diligência conforme o que Deus lhe ensina e pede: Lc 8, 21; 11,28; Ensina-nos a ser co-responsáveis: Jo 2,5.
  • Para conquistar a todos : 1Cor 9,19.

Perguntas para o diálogo

  1. Segundo o que foi lido: o que é a co-responsabilidade e no que implica?
  2. Cada homem, cada nação, cada cultura e civilização tem uma função própria a desenvolver e um lugar próprio no misterioso Plano de Deus e na história universal da salvação. Enumere as ações concretas de co-responsabilidade que você realiza com:
  3. a) O Espírito Santo e sua ação em você.
    b) Sua comunidade mais próxima e com sua associação.
    c) A missão.
  4. Que medidas concretas você poderia tomar para viver melhor a co-responsabilidade nestes âmbitos? Que talentos e dons você tem para colocar a serviço do Plano de Deus?
  5. Aquilo que você está chamado a realizar, por mais simples e pequeno que lhe pareça, ninguém mais pode fazê-lo. Faça o firme compromisso de esforçar-se ao máximo por viver a co-responsabilidade.

Notas

1 S.S. João Paulo II, Slavorum apostoli, 19a.

2 Parábola dos Talentos – S. Mt 25,15-30.

3 Devemos sempre fazer o Bem. – Tiago 4,17.

4 Seguir a palavra de Deus. – Ver Jo 2,5; Lc 8, 21; Lc 11,28;

5 Ver Gaudium et spes, 24.

6 O Corpo de Cristo:  (I Coríntios, 12,12)

7 Apostolicam actuositatem, 3.

8 1 Pe 4,10.

9 Jo 4,34.

10 Hb 10,5-7.

11 Jo 17,4; ver Jo 9,4; 19,30.

12 Lc 1,38.

http://vidacrista.org.br/caminho-para-deus-102-a-co-responsabilidade/


“Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” 
Gálatas, 2 – Bíblia Católica Online


Ouvindo a voz do 

BOM PASTOR


Encontro de Casais com Cristo_ECC


Jubileu das Famílias – Anápolis – Go.



Finalizando a 

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

2017

A Diocese de Anápolis estará promovendo o:


“Jubileu das Famílias”



Que se realizará no rincão da Comunidade Naiot na Fazenda Poções Próximo a Ouro Verde de Goiás segundo o mapa no final deste Post.

DOMINGO DIA  20/08/2017




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Semana Nacional da Família – 2016.




Hora da Família 20 – 2016

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

O tema deste ano é:


“Misericórdia na Família: Dom e Missão”,


De 14 a 21 de Agosto de 2016

NA SUA PARÓQUIA



Hora da Família 2016


A Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) e Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB apresentam a edição 2016 do subsídio “Hora da Família”, disponível para aquisição na Loja Virtual da Pastoral Familiar, com preço exclusivo.Adquira agora!

Com o tema “Misericórdia na Família: Dom e Missão”, o subsídio oferece sete encontros, além de celebrações como Via-Sacra em família, celebração para o Dia dos Pais, Dia dos Avós e Dia das Mães.

Com uma proposta moderna e explicativa, o material é organizado de forma interativa, propondo encontros participativos e celebrativos, buscando envolver a comunidade, famílias, lideranças, crianças, jovens e adultos.

“O ‘Hora da Família’, neste ano, quer nos envolver nesse clima da misericórdia divina, com vistas à missão. Não pode ficar unicamente entre os grupos de Pastoral Familiar. A nossa criatividade pastoral deve nos inspirar para que esse conteúdo seja partilhado, multiplicado, servido, também, em muitos outros ambientes onde nem sempre a Palavra está presente: escolas, centros de saúde, meios de comunicação, prédios, associações de moradores, periferias”, sugere o bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa.

O assessor nacional da Comissão para a Vida e a Família, padre Moacir Arantes, orienta que as equipes da Pastoral Familiar e agentes repassagem o “Hora da Família” 2016, com o valor de venda indicado de R$ 3,00. Desta forma, o material chegará a muitas famílias por um preço acessível, gerando assim um amplo processo de evangelização neste Ano da Misericórdia.

Para padre Moacir, o “Hora da Família” quer ajudar a todos a fazerem a experiência com a misericórdia de Deus. “Este subsídio precioso de estudo, reflexão e oração, nos convida a realizar nos grupos pastorais, de vizinhos, de amigos, ou na intimidade do nosso lar, importante reflexão a respeito das obras de misericórdia. Queremos conhecer um pouco melhor o jeito de Deus ser e agir com seus filhos e filhas, para que possamos transformar o nosso ser e nosso agir para com os outros”, explica o sacerdote.

Confira os encontros:  

Obs: Click no título para ver o texto base do livrinho em PDF fornecido pela Arquidiocese de Campinas.

1º Encontro – Criados por um Pai Misericordioso

2º Encontro – Criados na Misericórdia e para Misericórdia

3º Encontro – Procurados pela Misericórdia

4º Encontro –

Família e Igreja, lugares da Misericórdia

5º Encontro –

O perdão na Família– Fonte de reconciliação e libertação

6º Encontro – As obras de misericórdia na família e da família

7º Encontro – A família promotora da misericórdia na sociedade

Semana Nacional

O “Hora da Família” 2016 está em sintonia com a Semana Nacional da Família, que acontece de 14 a 21 de agosto, em todas as comunidades do Brasil. O subsídio apresenta reflexão sobre temas familiares, oferecendo roteiros de orações e cantos para motivar a atividade.

Como adquirir

O subsídio “Hora da Família” é distribuído pela Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar – SECREN. Encomendas podem ser feitas pelo telefone (61) 3443-2900, ou pelo e-mail vendas@cnpf.org.br O material também é distribuído pelos casais coordenadores e agentes da Pastoral Familiar nos regionais e dioceses.

Material de apoio.

Confira os detalhes no site: www.cnpf.org.br

Temas para pesquisa Link’s neste site:

Família – primeira escola de misericórdia.


 Baixe a capa e o cartaz da campanha de 2016:

Semana_familia_2015


Encontro de Casais com Cristo_ECC
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

Família e misericórdia.



O que permite a Sua Santidade o Papa Francisco dizer algo de tão liminar e diamantinamente importante como «A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia» (Misericordiae vultus (MV), 10) é saber-se que este ato – divino por excelência – é isso «que revela o mistério da Santíssima Trindade» (MV, 2). Mudemos um pouco a ordem dos termos da citação para podermos entender melhor o que aqui está em causa: é a misericórdia – qualquer seja, pois toda ela é Deus em ato – que nos permite penetrar o que é penetrável no Mistério da Santíssima Trindade, único mistério que existe verdadeiramente.

Por Américo Pereira
Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Ciências Humanas – Publicado em 06.11.2015
 

Leia o texto:


Familia_e_misericordia

“As obras de misericórdia como atos criadores da família” 


Ora, de esse mistério, o que está ao nosso alcance é precisamente a misericórdia que se nos revela através quer da Revelação tradicionalmente entendida quer através dessa outra revelação divina que é a exata presença da misericórdia na ação humana. Em que consiste pormenorizadamente todo o restante infinito da Santíssima Trindade nunca se saberá. Mas que é um infinito e sempre atual ato de misericórdia, isso sabe-se. Mas isso só se pode perceber o que seja, para além do mero enunciado verbal, se se souber por experiência própria o que é a misericórdia, isto é, apenas os que em ato experimentaram a misericórdia, os misericordiosos, podem saber o que se pode entender por misericórdia divina no seio da Santíssima Trindade.

E o que é isso da misericórdia?

É, antes de mais, um ato. Um ato que põe algo em ser. O primeiro ato de misericórdia é o ato de absoluta inauguração do mundo, ao ser este criado por Deus. Assim, a misericórdia é o ato que absolutamente põe a possibilidade de algo, neste caso, do próprio mundo. É o ato de amor, de caridade por excelência. Pode mesmo dizer-se que a misericórdia é o amor e a caridade enquanto puros atos: são a própria atualidade da caridade. Se da caridade pode haver uma concessão puramente teórica, da misericórdia, apenas uma concessão atualista faz sentido. Na misericórdia, o conceito e o ato imediatamente recobrem-se.

Nenhum cristão, se o é mesmo, pode duvidar do amor caritativo de Cristo antes do momento do cálice. Mas, sem o momento do cálice, tudo seria puramente teórico: é com a assunção do cálice, como ato de beber o seu conteúdo, que o amor se transforma num verdadeiro ato de misericórdia.

O mesmo se diga do sim de Maria ao pedido de Deus para ser Mãe do possível Emmanuel: Maria amava Deus, mas o ato de misericórdia para com a humanidade, mas também para com Deus – tal a força deste ato – dá-se com e apenas com o sim dito e assumido.

Semelhantemente, José, ao assumir constituir família com Maria e o Emmanuel em adveniência, opera misericordiosamente.

A mesma misericórdia se faz sentir quando, poupando ilógicas mediações, Deus chama a si a mesma Maria que usou de tão bela misericórdia para com ele: cumprindo, deste modo, a promessa de Cristo ao dizer que o ato nosso de cada dia é, já, a nossa recompensa. Maria teve como recompensa a misericórdia que pôs na relação com Deus; Deus teve apenas de deixar que a misericórdia posta por Maria atingisse a sua plenitude. Assim com toda a misericórdia.

Assim com a misericórdia divina, sempre perfeita, infinitamente perfeita em ato no seio da Santíssima Trindade.

É esta misericórdia que permite, então, dizer ao Papa Francisco que a trave mestra da vida da Igreja é a misericórdia. Como não o ser?

Deste modo, a Igreja não é uma coisa histórica, ou física, ou institucional, mas é, antes, vida e vida que é misericórdia. Só no seio desta e como liturgia a esta vida de misericórdia faz sentido a sua natureza de coisa também física, também histórica, também institucional. Apenas esta vida de e em ato de misericórdia é capaz de fazer da Igreja algo de credível (MV, 10) não apenas junto de crentes em seu interior, de crentes em seu exterior, e de não crentes, mas, sobretudo, junto do próprio Deus, que, sendo a plenitude da misericórdia, não tolera a falta desta, como podemos ver em Job, com os falsos amigos, ou na triste narrativa de Sodoma e Gomorra, cujo suicídio se deveu à sua absoluta falta de misericórdia, contemplada e selada por Deus, que não salva através do uso da violência.

Ora, como diz o Papa em MV, 9, «o amor nunca poderia ser uma palavra abstrata.». Tal implica que, para que a misericórdia exista, tenha de haver atos de misericórdia em nós e connosco como na Santíssima Trindade, sendo que esta é paradigma, mas, como tal, fim a que tender em aproximação infinita.



É, então, a realidade concreta da misericórdia o lugar permanente das obras de misericórdia, corporal e espiritual, isto é, viva, dado que, na vida humana, em ato, não há distinção senão formal entre os dois âmbitos (sem o espírito, há um cadáver; sem o corpo, nada, pois nós não somos anjos com corpo). São tais obras:

1. Dar de comer aos famintos;
2. Dar de beber aos sedentos;
3. Vestir os nus;
4. Acolher os peregrinos;
5. Dar assistência aos enfermos;
6. Visitar os presos;
7. Enterrar os mortos;
8. Aconselhar os indecisos,
9. Ensinar os ignorantes;
10. Admoestar os pecadores;
11. Consolar os aflitos;
12. Perdoar as ofensas;
13. Suportar com paciência as pessoas molestas;
14. Rezar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.


O modelo destas obras é o próprio Cristo, em cuja vida encontramos atos modelares correspondentes a todos estes paradigmas, alguns deles de forma literal. Assim, ser misericordioso é agir segundo a plena realização das ações que estas catorze padronizações indicam. Se bem entendidas, cobrem todos os tipos possíveis de atuação possível na e da nossa vida, não apenas como Igreja, mas estendendo-se a toda a humanidade e definindo, deste modo, o caminho perfeito para o Reino de Deus ou a Cidade de Deus, cidade da plenitude do bem possível, designação que cobre não apenas a referência religiosa cristã, mas a humanidade de sempre.

Podemos entender, assim, como a misericórdia é não apenas uma «coisa» cristã ou religiosa, na religião ou no cristianismo se esgotando, mas algo que está no centro mais profundo da possibilidade da própria humanidade, algo sem o qual a humanidade não tem futuro possível. A misericórdia, ainda que humanamente entendida é (como a caridade ou o amor) o único ato que aguenta na perfeição o crivo laico do famoso imperativo categórico de Kant.

Onde podemos encontrar em termos cristãos esta misericórdia numa dimensão humana? Há um modelo humano para tal? Este modelo é universalizável, sem o que a humanidade está condenada a uma vã efemeridade mais ou menos longa no tempo, mas sempre demasiado breve?

Pensamos que sim.

O modelo perfeito é a Sagrada Família; é um modelo universalizável precisamente em sua essência e substância de ato de misericórdia; a sua universalização como ato de misericórdia é o único modo de tornar a humanidade em algo mais do que um vão sonho de Deus, sonho autodesprezado, autoaniquilado.

Maria, José e Emmanuel são o paradigma quer da humana família quer da humana misericórdia porque consubstanciam perfeitamente em sua relação o ato de pleno e indefetível amor criador de possibilidade de bem em que consiste a misericórdia. Não há família se não houver obras de misericórdia em ato. A plenitude da família corresponde à plenitude da realização das obras de misericórdia, quando necessárias. Não se trata de inventar obras desnecessárias, mas de as cumprir todas quando necessárias; todas concomitantemente se todas forem necessárias num mesmo momento.

A perfeita mãe é quem as cumpre a todas segundo o modo necessário exposto; o mesmo acontece quer com o perfeito pai quer com o perfeito filho.

É esta perfeição atual que constitui a família: sem ela não há família; com ela há sempre família. A naturalidade na e da família reside no ato de misericórdia, não em qualquer estrutura física ou biológica: não há relação biológica entre Emmanuel e José, nem por isso José deixa de ser o perfeito pai de Emmanuel e este o perfeito filho de José.

A família replica, assim, o ato criador de Deus, que não é um ato físico, embora instaure a física, mas um ato espiritual, precisamente o ato do dom de misericórdia mais grandioso que existe e que realiza a transformação do nada de nós no tudo da nossa possibilidade através do amor criador. A família prolonga esta capacidade criadora, prolongando também essa outra forma de misericórdia que é a providência divina, na forma da humana dedicação amorosa, previdente e providente, possibilitadora da manutenção terrena do ser humano na existência. É um bem-agir que corresponde à operação ativa de um bem-querer, que é um querer que o outro seja e seja bem. Ora esta é a ação criadora e providencial de Deus, dada como possibilidade à criatura humana, isto é, a misericórdia divina dada como possibilidade de misericórdia humana.

Misericórdia é, assim, um ato de providência, divina ou humana, que permite que o absoluto do que é seja. É a mesma definição do amor.

A misericórdia divina é o sustentáculo de todo o ser criado e a porta aberta para a salvação de toda a criatura, mormente da humana, que tem apenas de aceitar beber o doce cálice da misericórdia humana. Uma universal libação com tal cálice corresponderia à Cidade de Deus, universal família espiritual.


Américo Pereira
Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Ciências Humanas
Publicado em 06.11.2015
 


“Misericordiae vultus”: Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia (papa Francisco)


 



OBRAS+DE+MISERICORDIA[1]

Os Frutos da

MISERICÓRDIA

de Deus


Tende_Misericordia_Senhor Jesus_Misericordioso_101 Fonte de misericordia
terco-da-misericordia-11[1] Novena_misericórdia

Família – primeira escola de misericórdia.



Vocacionada a ser reflexo do amor da Trindade para os homens, a família só pode existir e chegar à sua plenitude se estiver continuamente ligada à fonte do amor de Deus. “As relações intra e extrafamiliares precisam ser marcadas pela misericórdia”.

Por  Moysés – Comunidade Shalom Fotaleza   Tema congresso para as familias

Leia o texto:


moyses congresso familias

Fotos: Marciano Rodrigues


“A família é fecunda e feliz quando se torna escola de  Misericórdia”


É a família, como primeira escola de misericórdia, que poderá mostrar ao mundo a verdadeira face de Deus, bom pastor que deixa as 99 ovelhas e, com amor misericordioso, busca a que se perdeu.  Ela é um espelho do amor da Trindade que Deus deseja manifestar ao mundo. “A família é fecunda e feliz quando se torna a primeira escola de misericórdia para a sociedade. Não existe verdadeira felicidade fora disso. Este amor misericordioso de Deus precisa ser derramado sobre a Igreja e humanidade.

É necessário viver a misericórdia sob dois aspectos que representam bem o amor de Deus: Hesed e Rahamim. O amor Hesed é aplicado a Deus e representa a fidelidade de sua aliança com seu povo. “Deus perdoa sempre e para sempre. Deus apaga os nossos pecados e nos transforma”, explicou. O Senhor nunca se cansa de perdoar e sempre dá uma chance para o homem recomeçar.

Rahamim evoca de um modo especial o amor materno, um amor de entranhas. “Significa criar dentro de si um espaço para o outro. A mãe começa a sentir com esse outro, sofrer com o outro, se alegrar com o outro”.   Deus nos ama mais do que uma mãe ama um filho. “Deus se fez homem, revestiu-se com a sua carne e nos trouxe para dentro dele, dentro da Trindade. Em sua humanidade, Cristo tomou sobre si as nossas dores. Nenhuma dor humana está fora de Deus”.  Assim, o Senhor nos chama a também assumirmos as dores da humanidade.

O verdadeiro remédio para as dores do mundo é a misericórdia de Deus. São João Paulo II evocava os escritos de Santa Faustina Kowalska, a apóstola da misericórdia, e confiava no amor de Deus que transforma a humanidade. O Papa Francisco também recordou que a última palavra no mundo não é do mal, das guerras, da ideologia. A última palavra na história dos homens é a misericórdia de Deus. “São João Paulo II dizia que o homem do século XXI só seria evangelizado pela misericórdia”.

A misericórdia também é uma marca do Pontificado do Papa Francisco, que fala sobre a graça que Deus deseja derramar sobre o mundo e de forma abundante sobre as famílias. A Exortação “Amoris laetitia”: a alegria do amor na família é reflexo disso. “O Papa Francisco repete na sua exortação que o homem em seu mistério mais íntimo não é sozinho, mas está em família cuja essência é o amor. Esse amor é o Espírito Santo” e a família é reflexo do amor da Trindade que se derrama pela humanidade.


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Julgamentos

Um obstáculo para vivermos a misericórdia de Deus para com os outros são os julgamentos. Pensamos ser superiores aos outros e não damos nosso perdão, mas sempre achamos que os outros são culpados e nós, inocentes. No entanto, é preciso reconhecer que “sem um segundo da graça de Deus, somos capazes de cometer os pecados mais abomináveis que vemos em uma pessoa”. Essa experiência com a misericórdia de Deus que nos possibilita levar o amor aos outros só é possível por meio da oração. “Deus vai nos visitando. Uma família que reza tem esta grande e decisiva fonte de salvação. Ela se conhece mais e se torna capaz de amar, de perdoar, de recomeçar, de ser feliz. A oração é uma fonte inesgotável de misericórdia”.

A misericórdia precisa ser vivida concretamente dentro de casa. “Esta capacidade de perdoar é inerente à vida da família porque se aprende a perdoar dentro de casa. Os filhos vão entender o que é misericórdia de Deus lendo isso na vida dos pais.” Também é necessário aprender a dar e pedir perdão. “Deus é tão misericordioso que nos constrange e nos transforma de dentro para fora”. Assim nossas famílias precisam viver: distribuindo amor e não castigos, julgamentos.

Existem três figuras na Bíblia que ressaltam o julgamento: Suzana que foi acusada injustamente de adultério por dois juízes no livro de Daniel e, nos evangelhos, a história da mulher adúltera e da viúva julgada pelo juiz injusto. “Deus tem misericórdia até quando estamos errados. A mulher foi chamada de adúltera não por Jesus, mas pelos fariseus.” Ele nos ensinou que não podemos ter julgamentos tão rígidos com os outros.

No caso da viúva necessitada e do juiz, ele se tornou indiferente e centralizado em si mesmo. Esse erro também pode acontecer conosco quando julgamos, rotulamos e queremos que o mundo gire em torno dos nossos problemas. “Temos julgamentos injustos, rígidos ou indiferentes. Falta o olhar misericordioso de Deus”, disse. Quando temos misericórdia, vivemos a paciência, que é o padecer ao lado do outro.

Outra parábola conhecida é a do rico e do pobre Lázaro. O rico faz festa, enquanto o pobre morre de fome e os cachorros lambem suas feridas. “A parábola não condena a riqueza, mas a indiferença. O rico é incapaz de ver o que o cachorro vê, as feridas purulentas do outro”, este fato acontece em nossa própria casa, às vezes nossos maridos, esposas e filhos estão com feridas purulentas e não vemos o que está acontecendo.

É necessário experimentar a misericórdia dentro de casa, estando atento aos pobres, com sensibilidade para a missão e a evangelização. “A família não pode ficar centralizada em si mesma.” O Papa Francisco diz que se permitirmos dar lugar ao ressentimento, a tendência é imaginar cada vez mais maldade e o ressentimento vai criando raiz.  “A comunhão familiar só pode ser conservada e aperfeiçoada com compreensão, tolerância, perdão e reconciliação”. É necessário ainda ver o outro com um olhar de céu, assim como Deus nos vê.


Fonte: comshalom.org

Teresa Fernandes



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