Educação cristã dos Filhos – Desafio à Família.

Numa história intitulada O Lavrador e os seus Filhos, Jean de La Fontaine, dá-nos conta da recomendação paterna: “Guardai-vos – diz o lavrador – de vender o patrimônio deixado por vossos Pais. Vereis que esconde um tesouro.” Foi passando o tempo e o lavrador, pouco antes de morrer, com a sabedoria dos mais velhos, mostrou-lhes o segredo: “A educação é que encerra um tesouro”. (*) Veja resumo abaixo


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A história quase infantil de La Fontaine ilustra maravilhosamente o conteúdo desta breve reflexão – o mais valioso patrimônio que os pais podem legar aos filhos é a educação.
Na Semana Nacional da Educação Cristã, que ocorre de 6 a 13 de Outubro, somos convidados a confrontar-nos com o tema: Educação cristã dos Filhos – Desafio à Família. Coincidindo a sua data com a do Congresso Nacional da Família, iniciativa da Conferência Episcopal Portuguesa, e o seu encerramento com a Peregrinação das Famílias a Fátima, acontecimentos comemorativos dos vinte anos da Familiaris Consortio, não poderia o tema ser mais sugestivo.
Participantes na obra criadora de Deus, marido e esposa, quando se unem diante do altar, pelo sacramento do matrimônio, são “consagrados para a educação propriamente cristã dos filhos” e “este dever educativo recebe do sacramento a dignidade e a vocação de um verdadeiro e próprio ‘ministério’ da Igreja”, bem como as graças e luzes necessárias para desempenhá-lo com seriedade e eficiência.
A fundamentar quanto fica afirmado, vale a pena recordar a palavra do Santo Padre: “Pela força do ministério da educação, os pais, mediante o testemunho de vida, são os primeiros arautos do Evangelho junto dos filhos. Mais ainda: rezando com os filhos, dedicando-se com eles à leitura da Palavra de Deus e inserindo-os na intimidade do Corpo – eucarístico e celestial – de Cristo, através da iniciação cristã, tornam-se plenamente pais, progenitores não só da vida carnal, mas também daquela que, mediante a renovação do Espírito, brota da Cruz e da ressurreição de Cristo.”
Este “direito-dever” educativo dos pais é essencial, original e primário, insubstituível e inalienável, como o sublinha o Papa João Paulo II, na Exortação Apostólica Familiaris Consortio. Do fiel exercício desta obrigação fundamental, depende o futuro da humanidade, porque “da família depende o futuro do homem”.
A família é o espaço privilegiado e adequado para o desabrochar e o crescimento da fé, iniciada no Batismo; para a primeira experiência vivida da Igreja, onde aquele sacramento nos introduziu.
É na família que há-de ter lugar uma verdadeira iniciação da pastoral profética, habituando-se os pequeninos a construir critérios de comportamento, partindo de histórias e de palavras simples da Bíblia que as crianças são capazes de compreender e nunca mais esquecem.

A explicação dos sacramentos que vão ocorrendo na família, durante o crescimento dos filhos, a celebração das festas e dos aniversários, acompanhada da oração familiar habitual, tornada mais participativa e interessada com as intenções que espontaneamente cada um pode sugerir, preferentemente relacionada com símbolos religiosos facilmente identificáveis – um crucifixo, um quadro, uma imagem – é a melhor introdução no mistério da liturgia, que naquele clima de espiritualidade o Senhor revela aos simples. Também a participação habitual na Missa do Domingo na companhia dos pais é a forma mais prática de os filhos descobrirem a importância central da Eucaristia.
E os gestos infantis de solidariedade e de capacidade de perdão, suscitados pela oportuna sensibilização dos pais, diante dos problemas de justiça e de verdade, fazem da família “a primeira e fundamental escola da sociabilidade”, o lugar onde se aprende a viver a comunhão.

Infelizmente a realidade da maior parte dos nossos lares está ainda distante deste modo de proceder. São sempre em grande número os pais que se demitem desta responsabilidade, quer pelas ocupações que não deixam tempo para outros afazeres, quer por incúria ou até por um falso receio e pudor de atentar contra a liberdade religiosa dos filhos, quer mesmo por total falta de preparação e de vivência cristã. Mas a realidade não justifica o alheamento dos pais. Pelo contrário, torna mais premente a sua obrigação de encontrar os recursos que supram a deficiência, empenhando-os, afetiva e efetivamente na catequese que as comunidades paroquiais oferecem, e crescendo, com a fé dos filhos, em consciência e vivência cristãs.

Que esta Semana, no enquadramento dos dois grandes acontecimentos nacionais – o Congresso da Família e a Peregrinação a Fátima das Famílias Portuguesas – seja, sob a proteção da Rainha das Famílias, oportunidade de reflexão e compromisso renovador.
O patrimônio mais valioso é, sem dúvida, a educação. Leguemos essa herança preciosa aos vindouros.

Fátima, Setembro de 2002
Comissão Episcopal da Educação Cristã

Educação cristã dos Filhos – Desafio à Família
2002-10-01 22:01:04

paroquias.org

Uma fábula para meditar

cavando[1]

Um rico lavrador, ao ver aproximar-se a morte, chamou os seus filhos e disse-lhes:
- Cuidado! Não deveis vender a vossa herança, que vem dos nossos avós! Nesse campo está escondido um tesouro, embora eu ignore onde se encontra. Mas, com um pouco de esforço, conseguireis encontrá-lo. Depois da colheita, cavai bem o vosso campo, sem deixar um palmo sequer por remover.
Entretanto, o pai morreu. Os filhos cavaram tão bem o campo que, no ano seguinte, a colheita foi mais que abundante.
O tesouro não o encontraram, porque não existia, mas o seu pai foi sábio ao ensinar-lhes, antes de morrer, que o trabalho é tesouro. (Jean de La Fontaine)Numa época de facilidades, em que se procura enriquecer se necessário enganando ou explorando os outros, é importante falar do trabalho honesto. Consideras-te um bom trabalhador ou um bom estudante?


Semana_N_Família



Outras indicações:

Desafios da Educação da Fé no contexto Familiar.



Fonte Ecclesia

A Família, Primeira e Principal Transmissora da Fé.


Catequeses preparatórias para o V Encontro Mundial das Famílias

PRIMEIRA CATEQUESE

A FAMÍLIA, PRIMEIRA E PRINCIPAL TRANSMISSORA DA FÉ


Família_Bíblia


1. Cântico inicial.

2. Oração do Pai Nosso.

3. Leitura bíblica: Mt 11, 25-30.

4. Leitura do Ensino da Igreja:

1. O eterno desígnio de salvar os homens, em e por Cristo, foi revelado e realizado plenamente pelo Verbo Encarnado, especialmente pelo mistério pascal de sua morte, ressurreição, ascensão e envio do Espírito Santo. Em Cristo, portanto, a revelação do mistério de Deus foi tornada perfeita e definitiva, de maneira que já não haverá nenhuma outra revelação. “Porque ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é uma Palavra sua, que não tem outra, tudo nos disse de uma só vez nesta única Palavra”

(São João da Cruz).

2. Esta revelação foi entregue à Igreja, que é sempre assistida pelo Espírito Santo a fim de levar, de modo verdadeiro e indefectível, a salvação de Deus a todos os

homens de todos os tempos e culturas. A Igreja não deixou — nem nunca deixará — de anunciar este mistério, sobretudo pelo ministério do Papa e dos Bispos, como principais responsáveis. Desta responsabilidade participam também todos os fiéis cristãos, em virtude da missão profética que receberam de Cristo no Batismo.

3. Quando este anúncio é acolhido, provoca a conversão e a fé. Esta é sempre um dom gratuito de Deus, mas requer a resposta e a colaboração humana de abertura e acolhimento. De um modo geral, a fé não é possível sem um anúncio explícito dos conteúdos revelados; só em casos excepcionais é que Deus infunde num adulto a fé diretamente sem anúncio prévio de seu mistério. O normal é que se dê esta sequência: anúncio explícito do mistério de Deus, acolhimento do mesmo, conversão,

Profissão de fé o Batismo.

4. A família cristã, pelo sacramento do matrimônio e pelo batismo dos pais e dos

filhos, é “Igreja doméstica” e participa dessa missão. Enquanto geradora dos filhos converte-se na primeira e principal instituição encarregada de transmitir aos filhos o mistério salvífico de Deus. Assim, os pais são para os filhos os autênticos transmissores da fé que professam. De um modo geral, os grandes santos nasceram no seio de famílias profundamente cristãs. É um facto que, nos países onde a fé foi perseguida durante muito tempo, esta foi conservada e transmitida pelo ministério dos pais.

5. Na transmissão da fé aos filhos, a família não é uma instituição auto-suficiente nem autônoma; precisa de estar em íntima relação com a paróquia e a escola, sobretudo se for católica, que os filhos frequentam. O modo informal (por vezes também deve ser formal) da catequese familiar é complementado com a catequese paroquial e as aulas de religião da escola.

6. Já no início do cristianismo, a família cristã aparece como lugar de transmissão da fé dos pais, como mostra a prática de levar as crianças a receber o batismo e o acolhimento dessa proposta por parte do Bispo, responsável da comunidade. O testemunho dos pais desempenhou um papel decisivo, a ponto de a família se tornar o lugar por excelência onde a Igreja transmitia a fé. Assim acontece nos países de missão, enquanto em outros países de grande tradição cristã a família perdeu muitas vezes este protagonismo, com a consequente deterioração da fé e da prática religiosa.

7. A recuperação de uma Igreja pujante e evangelizadora passa pela restauração da família como instituição de base para a transmissão da fé. Por isso, nesses países, a família cristã tem hoje um campo de ação especial, sobretudo para com outras famílias não cristãs ou afastadas da prática religiosa. Os avós, os filhos e outros familiares cristãos são instados a transmitir a fé aos pais e parentes.

5. Reflexão do orientador.

6. Diálogo:

• Percebem os esposos de hoje que a família é a primeira e principal transmissora da

fé? Ou desconhecem essa missão e abdicam dela?

• As famílias cristãs estão conscientes de que o cumprimento da sua missão precisa de um contínuo contacto e diálogo com os formadores e a paróquia? Em que consiste esse diálogo?

• Como pode a família de hoje anunciar Jesus Cristo a seus filhos?

7. Compromissos.

8. Oração da Ave Maria e invocação: Rainha da família – Rogai por nós.

9. Oração pela família: Ó Deus, que deste à família cristã a honra e a responsabilidade de transmitir a fé a seus filhos: concede-lhe a tua fortaleza para que realize com fidelidade a tarefa que lhe confiaste. Por Jesus Cristo Nosso Senhor…

© Pontifício Conselho para a Família e Arcebispado de Valência 2005. Autoriza-se a reprodução para os fins próprios destas catequeses.
Tradução revista pelo Departamento Nacional de Pastoral Familiar (Portugal)

http://pastoralfamiliarporto.planetaclix.pt/Catequeses_ficheiros/catequese1.pdf



FAMÍLIA



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Semana Nacional da Família – 2013.



Semana_N_Família


Hora da Família 17 – 2013

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

A Transmissão e Educação

da Fé Cristã na FAMÍLIA:

-

De 11 a 18 de Agosto de 2013

NA SUA PARÓQUIA



HORA DA FAMÍLIA 2013 – Comunicado 1

Com uma edição mais dinâmica, belas ilustrações e harmoniosas cores,  acaba de chegar o HORA DA FAMÍLIA 2013.

O tema deste ano  é “A Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família” considerando, especialmente, a responsabilidade dos pais. A reflexão também leva em conta o “Ano da Fé”, instituído pelo Papa emérito, Bento XVI, a Campanha da Fraternidade e a Jornada Mundial da Juventude a ser realizada no final do mês de julho, no Rio de Janeiro.
O livreto tem sete encontros, sete celebrações, cantos, instruções sobre associação de famílias, a organização da própria Comissão Vida e Família da CNBB. Os temas compreendem o papel dos pais; os desafios que se apresentam; os valores que permanecem; educação pela presença; a presença dos pais com fortaleza e docilidade; iniciação cristã, como educação para a felicidade e, por último, a elaboração de projeto de vida pessoal e familiar.
Nas celebrações propostas, há sugestões para: dia das mães, dia dos pais, dia dos avós, ocasião de bodas e ocasiões para lembrar a necessidade da penitência e da reconciliação. No subsídio, a Comissão apresenta o plano de ação de todo o ano de 2013.
O“Hora da Família” é distribuído pela Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar – SECREN, pelos Casais regionais da Pastoral Familiar e ainda em algumas livrarias católicas. http://www.cnpf.org.br/

HORA DA FAMÍLIA 2013 – Comunicado 2

O nosso subsídio “Hora da Família 2013” foi elaborado a partir da Palavra de Deus, de Documentos do Magistério, das catequeses dos Encontros Mundiais das Famílias em Manila (2003) e no México (2009), bem como alguns escritos dos fascículos da Escola de Famílias e textos acadêmicos e pastorais. O “fato da vida” também foi baseado no livro “Esposos e Santos” que foi composto pelas conferências organizadas pelo Pontifício Instituto João Paulo II de Estudos sobre Matrimônio e Família/Roma, que aconteceu entre novembro e maio de 2010.

A “Hora da Família 2013” foi elaborada para ser um instrumento que colaborasse, por meio de reuniões familiares e de grupos, em todos os ambientes, para aprofundar a reflexão sobre a beleza da família como lugar privilegiado para que o ser humano realize as suas mais nobres aspirações de eternidade e o grande bem que ela representa para cada pessoa e para a sociedade.

Com as reflexões a partir do tema A TRANSMISSÃO E EDUCAÇÃO DA FÉ CRISTÃ NA FAMÍLIA, o subsídio Hora da Família 2013 foi dividido em sete encontros, conforme a sequência:

Os temas dos encontros:

1º tema:

A Família, Primeira e Principal Transmissora da Fé.

Texto Original do Subsídio: Pastoral Familiar – Link.

[Leia Mais outros temas]. Clik no Link

2º tema: Desafios Cristãos na educação dos filhos na fé;

Texto Original do Subsídio: Pastoral Familiar – Link.

Indicação: Educação cristã dos Filhos – Desafio à Família.

3º tema:  Valores que permanecem;

Texto Original do Subsídio: Pastoral Familiar – Link.

Indicações:

1 – A Paróquia e a Formação de Valores na Família.

2 – Família e Virtudes Sociais.

4º tema: Educar pela presença;

Texto Original do Subsídio: Pastoral Familiar – Link.

5º tema: Educar com fortaleza e “docilidade de alma”;

Texto Original do Subsídio: Pastoral Familiar – Link.

6º tema: Iniciação Cristã  [Leia Mais...]

Texto Original do Subsídio: Pastoral Familiar – Link.

7º tema: Projeto de Vida Pessoal e Familiar.

Texto Original do Subsídio: Pastoral Familiar – Link.

Os temas desejam provocar e desafiar os pais a assumirem cada vez mais a missão de primeiros e autênticos transmissores e educadores da fé cristã. Atraídos por Jesus Cristo, são convocados por Ele na Igreja ao anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo, uma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé.

Na descoberta diária do amor, a família ganha força e vigor no compromisso missionário, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé na família cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna os membros da família fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de fato, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra, a fim de se tornarem seus discípulos (cf. Porta Fidei, 7).

Além dos sete encontros, a “Hora da Família 2013” oferece outras sugestões de celebrações que envolvem os membros da família em ocasiões comemorativas e possibilitam celebrações em outros ambientes que vão além da comunidade eclesial, tais como: escolas, universidades, fábricas, escritórios e outros. Estes encontros são elaborados de tal forma que sejam úteis para qualquer época do ano.

Para facilitar os encontros, os trechos bíblicos foram colocados na sua íntegra “no corpo” deste subsídio. Trechos bíblicos retirados da Bíblia Sagrada – Tradução CNBB. No entanto, sugerimos que as leituras sejam proclamadas diretamente no livro bíblico.

A 17ª edição do subsídio “Hora da Família” traz em seu final uma relação de cantos. Dessa forma não há indicação dos cantos nos encontros. As equipes poderão escolher alguns dentre estes ou outros conhecidos da comunidade local. E um pequeno texto para motivar a implantação de Associação de Famílias nas diversas Paróquias do Brasil. E, por fim, a relação dos Bispos, Assessores eclesiásticos, casais da Comissão Nacional da Pastoral Familiar e seus respectivos endereços eletrônicos.

Não deixe a sua família fora desse momento de evangelização. Eu Participo!
A Hora da Família 2013 custa R$ 3,00 e você poderá comprar na Pastoral Familiar da sua Paróquia, Diocese ou Regional. Ou mesmo pelo telefone: 61 34432900 ou pelo.

Site: http://www.cnpf.org.br/




Textos Preparados para

Encontros de Casais Com Cristo

São sugestões de estudo para a preparação do tema proposto


      Atualizado em 10/05/2012



A Família é um Projeto de Deus.


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A família é uma instituição que vem constantemente sendo posta a prova. As transformações sociais e culturais promovem a ausência de afeto, a falta de amor ao próximo e o enfraquecimento da verdade na vida conjugal e familiar.



Os jovens são os mais afetados quando não há uma estrutura familiar que os ampare. Por isso acabam buscando nas ruas valores que deveriam ser ensinados em casa. São expostos há uma grande quantidade de informação, mas muito pouco dela é aproveitada para a construção de um mundo melhor e mais seguro para eles mesmos. Muito cedo conhecem as drogas, o álcool, o tabaco e a gravidez indesejada. Vivenciam um lado obscuro da vida onde tudo é fácil e os amigos passam a ser exemplos a se seguir, e não os pais. Ser pai nos dias de hoje não é fácil e exercer autoridade de pai e mãe exige sabedoria. Os limites precisam ser colocados para visar o bem estar e a qualidade de vida de toda a família. O hábito de fazer as refeições juntos é algo que deve ser resgatado, no mundo atual existem famílias que não se vêem, não se conhecem. São apenas moradores de uma mesma casa. O que persiste é esta constante inversão de valores, onde as famílias se reúnem somente para assistir TV e discutir problemas domésticos.

Os pais, preocupados em manter a casa levam para seus filhos somente bens materiais e esquecem da vivência de uma espiritualidade que os direcione nos projetos que Deus quer para suas vidas. Pagam escolas caríssimas mas não os educam no amor de Deus.

É preciso se ter em mente que somente a família pode transmitir valores que são arraigados na formação destes jovens e que, os sustentaram na busca de grandes ideais para suas vidas.

Do seio de uma família zelosa e temente a Deus partem princípios do bom caráter, da ajuda ao próximo e do valor aos ensinamentos divinos. O lar deve ser antes de mais nada, um espaço de vivência do Evangelho onde meditando a Palavra de Deus os filhos aprendem o valor da oração, do perdão e da partilha. Conforme cita a Hora da Família, “em um lar deve haver amor, fidelidade e respeito entre seus membros.” (Edição 2008, pg 17)

Os filhos devem ser conduzidos ao batismo, a eucaristia e a crisma, pois estas são iniciações cristãs essenciais para que as crianças se descubram como filhos de Deus e façam parte de sua comunidade, que é a Igreja. Os ensinamentos adquiridos podem influenciar na formação do seu caráter e sua conduta diante dos obstáculos da vida.

Portanto, a responsabilidade de uma família, fundada sobre o matrimônio, é lutar constantemente para guardar os ensinamentos divinos, agindo como intérpretes na transmissão da vida e da educação segundo os projetos de Deus.

Mesmo que os filhos mostrem dificuldades em assimilar o valor da vida cristã é essencial que os pais sejam exemplos para seus filhos. O valor da família é imensurável e por isto esta instituição divina deve ser zelada como algo precioso, fonte da vida e do amor.

A família é um lugar sagrado onde se constitui a generosidade, acolhimento e respeito. É um dom de Deus que precisa ser cultivado, pois somente a família, concebida como fonte de valor e vida pode humanizar a sociedade.

A importância da oração em família

Os pais são os primeiros educadores de seus filhos na fé. Na carta aos Efésios Paulo nos fala: “Pais criem os filhos, educando-os e corrigindo-os como quer o Senhor”.(Efésios 6,4). O Papa João Paulo II declarou que “a família missionária é a esperança para o novo milênio e só através dela pode-se construir uma sociedade mais justa em comunhão com Deus.

É muito importante e saudável existir momentos de oração com os filhos para que se vivencie a fé em família e esta seja a maior herança que se possa levar deste convívio. Nestes momentos a família fortalece a sua união e é levada através da oração à conversão, ao perdão e à experiência do amor de Deus. Para as crianças a oração familiar é o primeiro testemunho da memória viva da Igreja levada pela bênção do Espírito Santo.

Uma vida de oração é uma questão de atitude. É necessário se viver o modelo de família que esta dentro dos projetos de Deus, levando como exemplo a Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José.

Nossa missão como família

Faz parte do nosso compromisso como pais e filhos consolidar esta meta de uma educação cristã, para que nossa família se torne uma fortaleza diante dos desafios do mundo.
É necessário buscar na simplicidade, na amizade entre pais e filhos, na conversa jogada fora no fim de tarde, os laços de confiança que se constroem em pequenos gestos. Resgatar pequenas lembranças como na musica do Padre Zezinho, Utopia, que fala da beleza do aconchego de um lar e do fim da tarde quando a família se ajuntava no alpendre para conversar.

A Pastoral Familiar tem como meta garantir a defesa da vida e da família, para que o lar se torne um ninho, um berço de vocações. Mas também é dever de cada um de nós transmitir o conhecimento e o amor de Deus para todos os lares, principalmente os nossos.

“O filho unigênito, consubstancial ao Pai, “Deus de Deus, Luz da Luz”, entrou na história dos homens através da Família.” (CF, 02)

Por Ana Paula Azevedo



UM PROJETO DE DEUS



Ministério para as Famílias na RCC.


APRESENTAÇÃO



1- O QUE É MINISTÉRIO PARA AS FAMÍLIAS?


É o organismo dentro da Renovação Carismática Católica, responsável pela evangelização, acompanhamento e formação das famílias.

Não somos apenas um grupo de pessoas que participa de Grupos de Oração e realiza encontros para evangelização de casais. Queremos ser um trabalho pastoral que leva a vocação do ser família de Deus muito a sério. Nosso olhar está sobre a família como um todo e de qualquer maneira que ela se apresente, oferecendo caminhos para sua santificação para que tenha vida espiritual e social digna.


2- COMO SURGIU?


Surgiu diante da urgência da evangelização do homem em seu contexto na vida social. A família é a primeira célula da sociedade, é o santuário da vida, é onde nasce e cresce a vida humana salva por Jesus na Cruz. É onde o amor floresce e encontra sua mais simples, completa, e profunda forma de se manifestar. É “esperança e alegria” para o homem, como diz João Paulo II. A Família é o bem mais importante da sociedade, e por isso a RCC como movimento que é conduzido pelo Espírito de Deus para a renovação do homem total, não poderia deixar de olhar para a família, que mais do nunca precisa de um nascer de novo, nascer para aquilo que Deus projetou desde o início para ela: “Crescei e multiplicai-vos”. A família conduzida pelo Espírito Santo é a família que formará a civilização do amor que tanto nos falava o Papa Paulo VI.


3- POR QUE FORMAR ESTE MINISTÉRIO EM SEU ESTADO, DIOCESE, CIDADE OU GRUPO DE ORAÇÃO?


Para que, através de um trabalho alinhado à Ofensiva Nacional, possamos trazer a família para dentro do PROJETO DE DEUS. Este desafio envolve desde a restauração completa das famílias já constituídas, com ou sem problemas, orientação a jovens, preparando-os para se tornarem novas sementeiras da verdade e da luz, até a proteção das crianças, para que estas possam desenvolver o potencial do amor de Deus recebido na sua criação.


4- COMO FORMAR ESSE MINISTÉRIO?


NA DIOCESE – Através de um casal coordenador Diocesano do Ministério para as famílias, nomeado pela coordenação Diocesana da Renovação. Este casal manterá contato com os coordenadores de cidades, foraniais, vicariatos, decanatos e se for o caso Paroquiais dando todo apoio e informações necessárias sobre os rumos do Ministério para as Famílias, de acordo com a Ofensiva Nacional da RCC.

NA FORANIA, VICARIATO, DECANATO – Através de um casal escolhido pela coordenação Diocesana do Ministério para as Famílias, em conjunto com os coordenadores Diocesanos da RCC. Este casal ficará responsável pela implantação e pastoreio do Ministério para as famílias na RCC, na forania, decanato, vicariato.

NAS CIDADES / PARÓQUIAS – O coordenador da RCC das Cidades, Foranias, Vicariatos, escolherá um casal para animar ou ser o coordenador Paroquial do Ministério pra as famílias, que fará com que retiros de primeiro anúncio, seminários de vida no espírito e formação com conteúdo dirigido às famílias aconteçam conforme orientação Nacional, Estadual, Diocesana.


5- COMO FAZÊ-LA ACONTECER?


De acordo com a realidade de cada local, em comunhão com o Bispo e com o Pároco. Procurar desenvolver, conforme orientações contidas no projeto nacional para o Ministério para as famílias, atividades específicas dando atenção especial aos cônjuges, jovens vocacionados à vida familiar na sua preparação para o casamento, às crianças, aos viúvos e às famílias incompletas.

Devemos procurar, no que depender de nós, a comunhão com o clero e outros movimentos familiares da igreja para fortalecer o trabalho de pastoral sem, no entanto perder a vocação a que fomos chamados como Renovação Carismática Católica.

Wilson e Marli Rossi Gabriel
Fonte: rccbrasil.org


Ministério para as famílias


 Aprofundamento de Casais


FAMÍLIA



UM PROJETO DE DEUS



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Semana Nacional da Família 2011.



Hora da Família 15 – 2011

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

“FAMÍLIA PESSOA E SOCIEDADE

DE 14 a 20 DE AGOSTO DE 2011

NA SUA PARÓQUIA



HORA DA FAMÍLIA 2011.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Família” 2011. O tema deste ano é: “Família, Pessoa e Sociedade”. O subsídio apresenta reflexão sobre temas familiares para a Semana Nacional da Família que, este ano será de 14 de 20 de agosto.

A Semana Nacional da Família é um evento anual que faz parte do calendário de, praticamente, todas as paróquias do Brasil e teve o início em 1992. O subsídio começou a ser editado desde a vinda do Papa João Paulo II ao Brasil, em 1994 e passou a ser publicada anualmente. Atualmente está em sua 15ª edição com uma tiragem de 210.000 mil exemplares.

“A família vem enfrentando grandes desafios, inquietações e ataques de quem deveria defendê-la. Convocamos a sociedade a debater este ano sobre este tema” disse o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, padre Luiz Antonio Bento. A publicação traz sugestões de celebrações e reflexões sobre o dia das Mães, dia dos Pais, dia do Catequista, dia do Nascituro, além de 10 encontros a serem realizados pelas famílias, entre outras.

“A família é um valor insubstituível para a sociedade. Investir na família é investir na sociedade”, concluiu padre Bento.

Hora da Família – 15 anos.

Confira os Temas.

1º Encontro:

“ Os Desígnios de Deus para a Pessoa”

2º Encontro:

“Os Desígnios de Deus sobre o Matrimônio e a Família”

Indicações:

1 – Matrimônio no desígnio de Deus.

3º Encontro:

“ Homem e Mulher Deus os Criou”

Indicações:

1 – Adão e Eva existiram mesmo?

2 – O Plano de Deus.

3 – A Família Segundo a Bíblia.

4º Encontro:

“ A pessoa se realiza na Comunhão”

5º Encontro:

“ Família Geradora de uma Sociedade Nova”

Indicações:

1 – A Paróquia e a Formação de Valores na Família.

2 – Reflexões para a Semana Nacional da Família.

3 – Família e Virtudes Sociais.

6º Encontro:

“ Família como rede de solidariedade”

7º Encontro:

“Políticas publicas que valorizam a Família”

1 – Manifesto para criação do ministerio da familia.

2 – Bolsa Família

8º Encontro:

“ A espiritualidade do Acolhimento e da Adoção”

9º Encontro:

“ Fraternidade e vida no Planeta “

Indicações:

1 – Campanha da Fraternidade.

10° Encontro:

“ A Família e a Pastoral da Criança “.

Para que todas as crianças tenham vida

“ A família cristã é a célula primeira e vital da sociedade; é o santuário da vida, é Igreja Doméstica; é o primeiro espaço de evangelização e engajamento social.” Doc. Santo Domingo nº 214


O QUE SÃO VALORES

HUMANOS E CRISTÃOS ?

Click aqui.

Antes de meditar nos temas

É Bom meditar em VALOR !



I Coríntios 13, 1 a 13

A família deve educar a sexualidade dos filhos.

Link→

Artigo neste Blog


Indicações Complementares:

FAMÍLIA CASA DA VIDA


Encontro Mundial de Famílias.

Outros Temas relacionados neste Blog:

Semana Da Familia


Instruções em – Power Point – da CNBB sobre o livrinho Hora da Família -2010

Semana Nacional

da Família 2010


Indicação de leitura:

Semana Nacional

da Família

2009


Oração da Família.

Link→

MENSAGENS EM PPS.

SLAID COM A MUSICA DE PADRE ZEZINHO Oração da Família.

FONTE=http://www.slideshare.net/iarafagundes/orao-da-fam … more →


Abençoa Minha Família.

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FAMÍLIA

O Congresso das famílias no México já dá seus primeiros frutos Segundo o Pe. Sergio Omar Sotelo Aguilar … more →


O Cristo Disfarçado.

(Pe. Léo)

Link

FAMÍLIA

Padre Léo faz a abertura de seu livro “Famílias Restauradas” com uma estória muito comum … more →


Vida – CD de Fabio de Melo.

Cara de Família

Link→

MUSICA CATÓLICA

FAMÍLIA

“Show Vida” . Papai do Céu. Isso é coisa de Criança ? Mas quem não foi Criança um dia ?

E não sabem dar valor

pra essas coisas…

Ter um lar é um tesouro!


Padre Zezinho

fala sobre Paternidade Responsável.

Link→

MUSICA CATÓLICA

FAMÍLIA

“Melhores pais melhores Filhos” Acabamos de finalizar a Semana Nacional da Família e percebemos que … more →


2008.

Hora da Familia 2008

Link

FAMÍLIA

“O que a Igreja pretende, é levar aos Católicos justamente este Amor de Deus que se manifesta em nossos corações se estendendo a todos os nossos familiares, levando-os a conhecer mais e melhor este Deus que escolheu uma Familia confiando a ela a educação de seu único e precioso Filho quando veio ao mundo cumprir a sua promessa.” … more →



A família cristã

No mundo de hoje !

Link->

FAMÍLIA

PROVIDA FAMÍLIA Um testemunho de comvivência Familiar, e vitoria nas dificuldades que uma Família nu … more →



A Família, “patrimônio da humanidade”.

Link→

FAMÍLIA




Graça e responsabilidade da Família Cristã.


“O futuro da humanidade passa pela família”

“A família cristã é chamada a oferecer a todos, o testemunho de uma dedicação generosa e desinteressada pelos problemas sociais, mediante a opção preferencial pelos pobres”


A origem da palavra família vem da primeira união registrada no Livro Sagrado, de homem e mulher, Adão e Eva. O primeiro milagre, a transformação de água em vinho, se deu em uma festa de casamento, que marca o nascimento da família.

No Brasil, somente em 1889, com a Proclamação da República, é que se criou o casamento civil. O Decreto 181/1890 tem
três acepções da palavra família: no sentido amplíssimo, abrange os que estiverem ligados pela consangüinidade ou af nidade. No sentido lato, abrange parentes e afins. No sentido
restrito, entende família não só as pessoas unidas pelo casamento, mas as formadas por qualquer dos pais e descendentes.

O dever social da família diz respeito à família cristã, fundada sobre o matrimônio. Assumindo a realidade do amor conjugal com todas as consequências, o sacramento habilita e empenha os cônjuges e pais a viver sua vocação de leigos e a procurar o Reino de Deus, tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus.

O dever social e político reentram na missão real, das quais os esposos cristãosparticipam, recebendo um mandamento ao qual não podem subtrair-se e uma graça que os sustenta.

A família cristã é chamada a oferecer o testemunho de uma dedicação generosa e desinteressada, mediante a opção preferencial pelos pobres e marginalizados. Por isso,
progredindo no caminho do Senhor, deve cuidar dos esfomeados, indigentes, anciãos e doentes, dos drogados e sem família.

Estes fatores têm exercido influências que abalam o grupo social. Não quer dizer que a família está em vias de desaparecer.

Está, sim, numa fase de transição, que pelas mudanças deixa de corresponder às ideias do passado, de um grupo social imutável e com estrutura fortemente enraizada. A realidade social de hoje em nada se assemelha à das décadas anteriores, pois
vivemos um tempo mais dinâmico, em que tudo se processa mais rápido. Aumentou a liberdade, mas também a insegurança das relações sociais.

Edson Junior Candatten, seminarista do primeiro
ano de Teologia

Jornal da Diocese de Blumenau – Sc



A Família é o Maior Tesouro do Mundo.



O matrimônio e a família nunca foram tão atacados quanto em nossos dias. A Igreja, porém, tem gritado aos ouvidos do mundo a necessidade do resgate da família e dos valores familiares.

Não por acaso, o Papa João Paulo II ensinava em seu pontificado que a Família é a base e a esperança da sociedade, onde todo ser humano recebe os valores que a acompanharão durante toda sua vida. Sem medo de errar, podemos afirmar que a família é o tesouro da sociedade.

Resta-nos perguntar qual tem sido o tesouro das nossas famílias? Quais têm sido nossos objetivos? Para onde queremos conduzir os nossos filhos? Quais valores queremos transmitir para eles?

Muitas das mazelas sociais que enfrentamos hoje derivam do afastamento destes valores, e do desprezo da família como entidade projetada por Deus para o bem da humanidade. A explosão da violência, exploração sexual da mulher, aumento dos índices de suicídio entre os jovens, pedofilia etc. impõem medo e insegurança. E sabemos que isto é obra do maligno.

Família palestina em meio aos escombros de sua casa em Gaza após ataques israelenses, em janeiro.

Mas Jesus vem nos dizer:

“ 32. Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino. 33. Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói. 34. Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.” (Lc 12,32-34).

Em nossos dias, as pessoas são medidas pelo que elas têm. O dinheiro e a posição social são muito importantes em nossa sociedade. Isto se reflete no ambiente familiar.

Exemplos:

- Os pais querem que seus filhos estudem muito, para no futuro terem bons empregos e boas colocações na vida. Morrem de medo que seus filhos não sejam “alguém”;

- Alguns pais se matam de trabalhar mais do que seria suficiente para a manutenção da família, para juntar fortuna a fim de deixar “algo” para os filhos;

- Alguns casais adiam o nascimento dos filhos, a ponto de depois terem dificuldade de concebê-los, por julgar que é necessário primeiro ter bens, para depois ter filhos, etc.

A razão simples. O tesouro do modelo de família que nossa sociedade impõe é o dinheiro, o acúmulo de bens. Esta perspectiva sempre gera prejuízos de toda sorte: pais longe dos filhos, filhos cobrados e estressados, filhos que brigam entre si pela herança dos pais, afastamento dos valores católicos, fertilidade vista como maldição e não como bênção, o desprezo total à vida humana, a mercantilização da sexualidade, etc.

O Senhor vem fazer uma proposta de vida familiar que está completamente fora desta mentalidade:

“ 32. Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino. 33. Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói. 34. Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.” (Lc 12,32-34).

a) Nos chama de pequeno rebanho e diz para não TERMOS MEDO, pois foi do agrado do Pai nos dar o Reino. Deus é pai amoroso. Sabe de suas necessidades espirituais e materiais. Se buscarmos primeiro o Reino, o resto é acréscimo (Mt 6,33). Somos um rebanho que tem pastor. Somos dele.

b) O acréscimo é reservado para a família que mesmo diante do cenário social de hoje combate para viver sob o senhorio de Jesus, que consegue viver o desapego dos bens materiais e um coração disposto à partilha – partilha de bens, de vida, de valores cristãos.

c) Nos propõe o cultivo do tesouro inesgotável, ou seja, a vida eterna, que para ser obtida exige atitude interior e exterior de conversão e coerência de fé – vida em comunidade, Sacramentos, Palavra, Oração.

“Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?” (Mc 8,36)

E o cultivo deste tesouro começa com nossa abertura à ação do Espírito Santo.

Não é que o Senhor não deseje que seus filhos e você tenham bens materiais. Não é o ter bens que o Senhor questiona, mas o MODO COMO NOS RELACIONAMOS COM ELES, OU COMO ENSINAMOS A NOSSOS FILHOS A RELACIONAR-SE.

Jesus é bem claro:

“Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. (Lc 16,13)

SE JESUS É O TESOURO DA MINHA FAMÍLIA, MEUS FILHOS NÃO CORREM RISCOS. OS FILHOS DOS MEUS FILHOS NÃO CORREM RISCOS.

Hoje, um dos maiores problemas de nossos catequistas e que as crianças chegam para a catequese sem que seus pais lhe tenham cetequisado. Como querer que meus filhos leiam a Bíblia se eu não ler a Bíblia? Como querer que se relacionem com Jesus se eles não me vêem relacionando com Jesus?

O mesmo João Paulo II ensinou: “A familia está chamada a ser templo, ou seja, casa de oração: uma oração simples, cheia de esforço e de ternura. Uma oração que se faz vida, para que toda a vida se transforme em oração (João Paulo II)”.



Gostaria de dar meu testemunho:

Planejamos nossa família através do Planejamento Natural da Família, como a Igreja nos recomenda. Como católicos jamais pensamos em outra opção de planejamento familiar pois temos que ser coerentes com o que cantamos e pregamos.

Sonhamos em espaçar nossos filhos com uma diferença de dois anos apenas, e embora ainda estejamos em débito com o terceiro filho, conseguimos seguir nossa idéia. Em nove anos de casados, Deus nos presenteou com Maria Sophia (7) e Miguel Antônio (5).

Confesso que nunca tivemos dinheiro sobrando e se fossemos esperar isto não teríamos engravidado nem mesmo de Maria Sophia, concebida quando morávamos de aluguel num apartamento com quarto, sala e cozinha…

Miguel foi concebido no Corpus Christi de 2004. Meu esposo trabalhava há uns dois anos num emprego considerado bom para os parâmetros de nossa cidade. Não sobrava nada, mas não faltava nada. E quando estava grávida de três meses, ele foi mandado embora do emprego.

Meus pais residiam conosco nesta época e não eram aposentados. Mamãe não trabalhava. Pouco tempo depois, durante a gravidez, papai também perdeu o emprego. Somente eu estava trabalhando. Aos olhos do mundo, era um péssimo momento para ter mais um filho. E agora? Na lógica do mundo, Miguel não deveria nascer neste momento.

Foi uma bênção! Experimentamos o amor e o cuidado de Deus como nunca, através dos irmãos, através dos milagres diários da Providência. A presença de meu esposo em casa neste tempo foi determinante para a educação da Maria Sophia, para sua percepção da chegada do irmão, e para mim.

As bênçãos que colhemos neste tempo frutificam até hoje. Aprendi a dar mais valor à sua presença como pai. Ele aprendeu a dar mais valor ao trabalho doméstico. Quem ganhou com isso? Nossos filhos. Miguel nasceu num momento financeiro complicado, mas num momento familiar privilegiado! Não poderia ter momento melhor.

Aprendemos que não devemos querer simplesmente que nosso filho seja “alguém”, neste conceito que nossa sociedade impõe. Nosso filhos já são “alguém”, e eles sabem disso. Já são objeto do amor e do cuidado do Pai, que os confiou a nós para que os ajudemos a crescer.

Nossos filhos já estão recebendo algo como herança - o próprio Senhor, quem será determinante em suas vidas e escolhas futuras.

O que queremos que eles sejam quando crescer? Queremos que sejam bons.

Silvia Paula (Paulinha)


CHÁCARA JEUS CURA

Matrimônio no desígnio de Deus.


O homem imagem de Deus Amor.


A criação da Natureza segundo os Designios da Trindade Divina.


Deus criou o homem à sua imagem e semelhança: chamando-o à existência por amor, chamou-o ao mesmo tempo ao amor.

Deus é amor e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor. Criando-a à sua imagem e conservando-a continuamente no ser, Deus inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação, e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão. O amor é, portanto, a fundamental e originária vocação do ser humano.

Enquanto espírito encarnado, isto é, alma que se exprime no corpo informado por um espírito imortal, o homem é chamado ao amor nesta sua totalidade unificada. O amor abraça também o corpo humano e o corpo torna-se participante do amor espiritual.

A Revelação cristã conhece dois modos específicos de realizar a vocação da pessoa humana na sua totalidade ao amor: o Matrimônio e a Virgindade. Quer um quer outro, na sua respectiva forma própria, são uma concretização da verdade mais profunda do homem, do seu «ser à imagem de Deus».

Por conseqüência a sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Esta realiza-se de maneira verdadeiramente humana, somente se é parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até à morte. A doação física total seria falsa se não fosse sinal e fruto da doação pessoal total, na qual toda a pessoa, mesmo na sua dimensão temporal, está presente: se a pessoa se reservasse alguma coisa ou a possibilidade de decidir de modo diferente para o futuro, só por isto já não se doaria totalmente.

Esta totalidade, pedida pelo amor conjugal, corresponde também às exigências de uma fecundidade responsável, que, orientada como está para a geração de um ser humano, supera, por sua própria natureza, a ordem puramente biológica, e abarca um conjunto de valores pessoais, para cujo crescimento harmonioso é necessário o estável e concorde contributo dos pais.

O «lugar» único, que torna possível esta doação segundo a sua verdade total, é o matrimônio, ou seja o pacto de amor conjugal ou escolha consciente e livre, com a qual o homem e a mulher recebem a comunidade íntima de vida e de amor, querida pelo próprio Deus, que só a esta luz manifesta o seu verdadeiro significado. A instituição matrimonial não é uma ingerência indevida da sociedade ou da autoridade, nem a imposição extrínseca de uma forma, mas uma exigência interior do pacto de amor conjugal que publicamente se afirma como único e exclusivo, para que seja vivida assim a plena fidelidade ao desígnio de Deus Criador. Longe de mortificar a liberdade da pessoa, esta fidelidade põe-na em segurança em relação ao subjetivismo e relativismo, fá-la participante da Sabedoria Criadora.

O matrimônio e a comunhão entre Deus e os homens

A comunhão de amor entre Deus e os homens, conteúdo fundamental da Revelação e da experiência de fé de Israel, encontra uma sua significativa expressão na aliança nupcial, que se instaura entre o homem e a mulher.

É por isto que a palavra central da Revelação, «Deus ama o seu povo», é também pronunciada através das palavras vivas e concretas com que o homem e a mulher se declaram o seu amor conjugal. O seu vínculo de amor torna-se a imagem e o símbolo da Aliança que une Deus e o seu povo. E o mesmo pecado, que pode ferir o pacto conjugal, torna-se imagem da infidelidade do povo para com o seu Deus: a idolatria é prostituição, a infidelidade é adultério, a desobediência à lei é abandono do amor nupcial para com o Senhor. Mas a infidelidade de Israel não destrói a fidelidade eterna do Senhor e, portanto, o amor sempre fiel de Deus põe-se como exemplar das relações do amor fiel que devem existir entre os esposos.

Exortação Apostólica Familiaris Consortio

Fonte: http://www.vatican.va


Semeando a cultura de Pentecostes



Semana da Família 2010.



Capa da Hora da Família 2010


Hora da Família 14 – 2010

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

“FAMÍLIA FORMADORA

DE VALORES HUMANOS

E CRISTÃOS”

DE 08 A 14 DE AGOSTO DE 2010

NA SUA PARÓQUIA



Já é possível adquirir a Hora da Família 2010. O subsídio está à disposição no site da Comissão Nacional da πastoral Familiar.

É uma grande oportunidade para que as paróquias já adquiram seus primeiros exemplares para planejar e programar a Semana Nacional da Família. Além disso, é possível realizar formações acerca dos temas apresentados no livreto aos interessados em animar grupos e comunidades.

Para os coordenadores do Regional Sul-1 (Estado de São Paulo), é possível pedir o material attravés dos coordenadores das Sub-regiões, ou através do Casal Administrativo-financeiro do Regional Antônio Mercado e Dora.

Para os demais estados os pedidos podem ser feitos à coordenação dos Regionais.

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Além dos oito encontros, o subsídio ainda traz em suas páginas uma sugestão de celebração para as seguintes datas comemorativas:

  • Dia das Mães,

  • Dia dos Avós,

  • Dia dos Pais,

  • Dia do Catequista,

  • Dia do Nascituro

  • e para a solenidade da Sagrada Família.

A Hora da Família 2010 é o melhor instrumento para o trabalho missionário com as famílias, permitindo a visitação das casas ou mesmo o encontro em comunidades.

Façam os seus pedidos o quanto antes. O livreto agora está mais completo e portanto subiu um pouco o preço em relação os anos anteriores.

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De 8 a 14 de agosto acontece a Semana Nacional da Família. Nessa semana, as comunidades eclesiais, escolas, clubes de serviço, associações, animadas pela Pastoral Familiar, têm um espaço para preparar e organizar programações diversas, revigorando a integração familiar e ressaltando as virtudes e valores.

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Apresentação da Semana da Família – 2010.

“FAMÍLIA FORMADORA

DE VALORES HUMANOS

E CRISTÃOS”


O QUE SÃO VALORES

HUMANOS E CRISTÃOS ?

Click aqui.

Antes de meditar nos temas

É Bom meditar em VALOR !


Outros Link’s

Valores e Virtudes:

Como Vivenciar os Valores Cristãos


José do Egito, Filho de Jacó

Exemplo de Integridade

Link→

História Bíblica – Valor Cristão


Acorde! Você pode ter

um tesouro em suas mãos.

Link→

Descoberta Real


O que é verdadeiramente Bom

Não tem Preço !

Link→

Exp. de Jornal no Metrô NY


Qual o Verdadeiro

Valor de um Anel ?

Link→

Conto – Parábola – estória


1º tema: Reflexão da Palavra.

Obs.

O tema é o Link para o assunto específico.


1º tema:

Efésios 5, 21 a 33

As relações e os valores Familiares Segundo a Bíblia.

Vaticano: A família e o modelo da família de Nazaré

Vaticano: A família, transmissora das virtudes e valores humanos


2º tema:

Marcos 10, 2 a 12

Família: Valores na Família.

Família: Valores a Descobrir e Redescobrir.


3º tema:

Mateus 5, 1 a 12

Família e Virtudes Sociais.

Vaticano: A família, transmissora das virtudes e valores humanos


4º tema:

Atos 2, 42 a 47

A Paróquia: Organismo que ajuda a Família na Formação de Valores


5º tema:

A Família e a Sexualidade.


 

I Coríntios 13, 1 a 13

A família deve educar a sexualidade dos filhos.

Link→

Artigo neste Blog


6º tema:

II Coríntios 8, 1 a 15

Aspectos econômicos da Família que Forma.


7º tema:

João 15, 12 a 17

A Família e os meios de Comunicação Social.


8º tema:

Escola: Um dos Organismos que ajudam a Família a Transmitir Valores.

Indicações Complementares:

FAMÍLIA CASA DA VIDA


Encontro Mundial de Famílias.

Outros Temas relacionados neste Blog:

Semana Da Familia


Instruções em – Power Point – da CNBB sobre o livrinho Hora da Família -2010

Semana Nacional

da Família 2010


Indicação de leitura:

Semana Nacional

da Família

2009


Oração da Família.

Link→

MENSAGENS EM PPS.

SLAID COM A MUSICA DE PADRE ZEZINHO Oração da Família.

FONTE=http://www.slideshare.net/iarafagundes/orao-da-fam … more →


Abençoa Minha Família.

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FAMÍLIA

O Congresso das famílias no México já dá seus primeiros frutos Segundo o Pe. Sergio Omar Sotelo Aguilar … more →


O Cristo Disfarçado.

(Pe. Léo)

Link

FAMÍLIA

Padre Léo faz a abertura de seu livro “Famílias Restauradas” com uma estória muito comum … more →


Vida – CD de Fabio de Melo.

Cara de Família

Link→

MUSICA CATÓLICA

FAMÍLIA

“Show Vida” . Papai do Céu. Isso é coisa de Criança ? Mas quem não foi Criança um dia ?

E não sabem dar valor

pra essas coisas…

Ter um lar é um tesouro!


Padre Zezinho

fala sobre Paternidade Responsável.

Link→

MUSICA CATÓLICA

FAMÍLIA

“Melhores pais melhores Filhos” Acabamos de finalizar a Semana Nacional da Família e percebemos que … more →



2008.

Hora da Familia 2008

Link

FAMÍLIA

“O que a Igreja pretende, é levar aos Católicos justamente este Amor de Deus que se manifesta em nossos corações se estendendo a todos os nossos familiares, levando-os a conhecer mais e melhor este Deus que escolheu uma Familia confiando a ela a educação de seu único e precioso Filho quando veio ao mundo cumprir a sua promessa.” … more →



A família cristã

No mundo de hoje !

Link->

FAMÍLIA

PROVIDA FAMÍLIA Um testemunho de comvivência Familiar, e vitoria nas dificuldades que uma Família nu … more →



A Família, “patrimônio da humanidade”.

Link→

FAMÍLIA




HORA DA FAMÍLIA 2011.

Família, Pessoa e Sociedade



A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Família” 2011. O tema deste ano é: “Família, Pessoa e Sociedade”. O subsídio apresenta reflexão sobre temas familiares para a Semana Nacional da Família que, este ano será de 14 de 20 de agosto.

A Semana Nacional da Família é um evento anual que faz parte do calendário de, praticamente, todas as paróquias do Brasil e teve o início em 1992. O subsídio começou a ser editado desde a vinda do Papa João Paulo II ao Brasil, em 1994 e passou a ser publicada anualmente. Atualmente está em sua 15ª edição com uma tiragem de 210.000 mil exemplares.

“A família vem enfrentando grandes desafios, inquietações e ataques de quem deveria defendê-la. Convocamos a sociedade a debater este ano sobre este tema” disse o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, padre Luiz Antonio Bento. A publicação traz sugestões de celebrações e reflexões sobre o dia das Mães, dia dos Pais, dia do Catequista, dia do Nascituro, além de 10 encontros a serem realizados pelas famílias, entre outras.

“A família é um valor insubstituível para a sociedade. Investir na família é investir na sociedade”, concluiu padre Bento.

Hora da Família - 15 ano s.





Construindo uma Casa Sobre a Rocha.



«Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
Mas todo aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia.
Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína».
Mt.7, 24-27

Possamos nós, em cada dia, construir a nossa vida sobre a rocha firme que é Jesus Cristo…

O “insensato” vai construindo sobre a areia e muitas vezes quando menos espera tudo se desmorona à sua volta, a vida deixa de ter sentido e a Palavra do Senhor deixa de ter a força e a eficácia que o ajuda a crescer e a ser feliz.

Que as dificuldades da nossa caminhada não nos impeçam de lutar para alcançar a felicidade, construindo a vida sobre a rocha firme.

Somos convidados a ser como o “homem prudente” que descobre e agradece em cada dia a solidez dos seus alicerces como um dom que lhe é oferecido gratuitamente.


Construir a família sobre a Rocha que é Cristo.

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Escrito por Marcelo Catelli   

Missionário da Comunidade Obra de Maria

Diocese de Novo Hamburgo

Textos para reflexão e aprofundamento

A família, Deve ser uma rocha inabalável.

Leitura bíblica: Mt.7, 24-27

Casa Sobre a Rocha

A grande bênção que Deus nos deu foi a família. Somos abençoados por nascer no seio dela. Às vezes, não temos noção de que é possível amar tanto como se ama um filho, mas por eles nós fazemos sacrifícios sem pensar. Temos de louvar por esta benção, cuidar de nossa família e agradecer a Deus por fazê-la crescer.

          Jesus falou sobre a pessoa que constrói a sua casa sobre a rocha e hoje nos podemos trazer este exemplo para a família. Onde estão os alicerces da sua família? Se você a construiu sobre a areia, ela cairá, mas se construí-la sobre a rocha, ela se manterá firme.

          É  preciso cavar fundo e encontrar a verdadeira rocha que sustentará a nossa casa. O que segura a nossa casa não é o casamento, o esposo(a), os filhos, a paixão, pois isso, muitas vezes, é terra, é areia. A rocha também não é as nossas atitudes, nosso estilo de viver, ou as boas intenções. A rocha que nos sustenta nossa casa é Jesus Cristo.

          Hoje, nossa casa está sendo atacada pela correnteza do secularismo, da falta de Jesus Cristo. Mas se a família estiver sobre a rocha, nada a derrubará.

          Nem a morte pode separar uma família que foi construída sobre Jesus Cristo. O diabo tem raiva de Deus, mas não pode fazer nada contra Ele, por isso desconta em nós, tentando destruir o que temos de mais precioso.

          Nas escolas, por exemplo, estão dando educação sexual, mas eu lhe pergunto: Será que a educação sexual é a mesma que damos em casa, para os nossos filhos? Não, eles impõem que tudo é permitido, inclusive, ensinam aos alunos a usar a camisinha para evitar dois males: a AIDS e a gravidez. Então, estão dizendo que o filho é um mal.

          Deus quer que amemos a vida e a cultivemos. O diabo nunca conseguirá destruir a união da família, porque ela é uma instituição sagrada. A benção de Deus ao matrimônio não foi abolida nem pelo pecado original.

          Várias famílias estão caindo em ruínas, porque o diabo entra em nossa casa pela nossa mentalidade, pois o mundo não fala em cultivar e praticar a pureza. É por isso que a Igreja viu na sexualidade uma fonte de vida e nos ensina a preservá-la.

          Sexo não é pecado, mas pode ser poluído. Se você deixar isso entrar na sua vida, na sua família, você não vai mais se respeitar e conseqüentemente não vai respeitar o próximo, então sua casa vai ruir.

          No matrimônio, marido e mulher se tornam uma só carne, e onde eles estão presentes, está a graça de Deus. A primeira coisa que você precisa fazer é viver o seu matrimônio, porque você vai ser testemunho de que o seu casamento e os seus filhos são uma benção.

          Na medida em que cada um de nós abraçar sua vocação ao casamento e colocar as nossas dificuldades nas mãos de Deus, Ele agirá. E a nossa casa não será derrubada.

          Deus se deixa encontrar por você. Ele não olha para os nossos erros, não importa por onde você tem andado, Ele ama você e quer reconstruir a sua vida e a sua família. Tudo aquilo quer você precisa pedir hoje para sua família, para seus filhos, Deus quer muito mais do que você.

          Se você ama sua família, não fique parado, olhando o inimigo destruí-la. É preciso ficar de prontidão, erguer a espada, que é a palavra de Deus, e defendê-la das maldades do demônio.

Fontes:  Diocese de Novo Hamburgo



As relações

e os valores Familiares

Segundo a Bíblia.





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Reflexões para a Semana Nacional da Família.




Semana Nacional da Família

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Escrito por Maria Helena Carvalho

Diocese de Novo Hamburgo

Textos para reflexão e aprofundamento

A família, primeira educadora da fé

Leitura bíblica: At 16, 22-34

1. Deus quer que todos os homens conheçam e aceitem o seu plano de salvação, revelado e realizado em Cristo (cf. 1 Tim 1, 15-16). Deus falou de muitas formas aos nossos pais (cf. Heb 1, 1; todo o AT). Ao chegar a plenitude dos tempos (cf Gl 4, 4) nos falou de modo pleno e definitivo em e por Cristo (cf Heb 1, 2-4): o Pai não tem “outra” Palavra para nos dar, porque nos deu a “única e a última” em Cristo (cf Jo 1, 1ss).

2. A Igreja recebeu o mandato de anunciar a todos os homens esta grande notícia: «Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19). Os Apóstolos assim o entenderam e realizaram desde o dia de Pentecostes, enchendo Jerusalém (At cap. 1-5) e todo o mundo então conhecido (Livro dos Atos e Epístolas) com o anúncio de Cristo Morto e Ressuscitado para a nossa salvação.

3. A família cristã, Igreja doméstica, participa desta missão. Além disso, a família tem como primeiros e principais destinatários deste anúncio missionário os seus filhos e familiares, como o atestam as Cartas Pastorais paulinas e a praxe posterior. Os esposos santos e os pais cristãos de todos os tempos assim o viveram (pai de santa Teresa de Jesus, pai de santa Teresinha; tantos pais de hoje). À luz da feliz experiência da Igreja nas sociedades cristãs da Europa (quando a família realizou esta missão educadora com seus filhos) e à luz também das gravíssimas repercussões negativas que hoje se constatam (pelo abandono ou descuido desta missão), é preciso que a família volte a ser a primeira educadora da fé nestas nações – hoje já não cristãs de fato – nas quais se está afiançando a fé e nas quais se está implantando a Igreja. O principal apostolado missionário dos pais deve realizar-se em sua própria família, pois seria uma desordem e um anti-testemunho pretender evangelizar a outros, descuidando a evangelização dos nossos. Os pais transmitem a fé aos seus filhos com o testemunho de sua vida cristã e com sua palavra.

4. O núcleo central desta educação na fé é “o anúncio gozoso e vibrante de Cristo, Morto e Ressuscitado por nossos pecados”. Em íntima conexão com este núcleo se encontram as outras verdades contidas no Credo dos Apóstolos, nos sacramentos e nos mandamentos do decálogo. As virtudes humanas e cristãs fazem parte da educação integral da fé. (Hoje em dia não se pode quase nunca pressupor esta bagagem fundamental, nem sequer nos países chamados “cristãos” e nos casos em que os pais pedem os sacramentos de iniciação para os seus filhos, dada a grande ignorância religiosa e a escassa prática religiosa dos pais).

A família, educadora da verdade

do homem: o matrimônio e a família

Leitura bíblica: Gn 1, 26-28

1. A principal questão que a família de hoje deve encarar na educação cristã dos seus filhos não é religiosa mas principalmente antropológica: o relativismo radical ético-filosófico, segundo o qual não existe uma verdade objetiva sobre o homem e, por conseguinte, tampouco sobre o matrimônio e sobre a família. A mesma diferença sexual, manifestada na biologia do homem e da mulher, não se fundamenta na natureza, mas é um simples produto cultural, que cada um pode mudar. Com isso se nega e destrói a mesma possibilidade do matrimônio e da família.

2. O relativismo afirma também que Deus não existe e que nem é possível conhecê-lo (ateísmo e agnosticismo religioso), e tampouco existem normas éticas e valores permanentes. As únicas verdades são as que dimanam das maiorias parlamentarias.

3. Diante desta realidade tão radical e condicionante, a família tem hoje a inevitável tarefa de transmitir aos seus filhos a verdade sobre o homem. Como já ocorreu nos primeiros séculos, hoje é de capital importância conhecer e compreender a primeira página do Gênesis: existe um Deus pessoal e bom, que criou o homem e a mulher com igual dignidade, mas diferentes e complementares entre si, e deu-lhes a missão de gerar filhos, mediante a união indissolúvel de ambos em una caro, ou seja uma só carne (matrimônio). Os textos narram a criação do homem, evidenciando que o casal homem-mulher são – segundo o desígnio de Deus – a primeira expressão da comunhão de pessoas, pois Eva é criada semelhante a Adão como aquela que, em sua alteridade, o completa (cf. Gn 2, 18) para formar com ele uma só carne (cf. Gn 2, 24). Ao mesmo tempo, ambos têm a missão procriadora que os faz colaboradores do Criador (cf. Gn 1, 28).

4. Esta verdade sobre o homem e sobre o matrimônio tem sido conhecida também pela reta razão humana. De fato, todas as culturas reconheceram em seus costumes e leis que o matrimônio consiste só na comunhão de homem e mulher, apesar de que às vezes conheceram e admitiram a poligamia ou a poliginia. As uniões de pessoas do mesmo gênero foram consideradas sempre alheias ao que é o matrimônio.

5. São Paulo descreveu tudo isso com traços muito vigorosos em sua carta aos Romanos, ao escrever a situação do paganismo da sua época e a desordem moral em que havia caído por não querer reconhecer com a vida o Deus que havia conhecido com a razão (cf. Rm 1, 18-32). Esta página do Novo Testamento deve ser bem conhecida hoje pela família, para não edificar sua ação educadora sobre areia movediça. O desconhecimento de Deus leva também ao ofuscamento da verdade sobre o homem.

6. Os Padres da Igreja oferecem doutrina abundante e são um bom exemplo no modo de proceder, pois tiveram que explicar detalhadamente a existência de um Deus Criador e Providente, que criou o mundo, o homem e o matrimônio, como realidades boas; e combater as desordens morais do paganismo que causavam dano ao matrimônio e à família.

A família, educadora da dignidade e respeito de toda pessoa

Leitura bíblica: Jo 9, 1-11

1. A Igreja vê no homem, em cada homem, a imagem viva de Deus mesmo; imagem que encontra – e está chamada a descobrir cada vez mais profundamente – sua plena razão de ser no mistério de Cristo. Cristo nos revela a Deus em sua verdade; mas, às vezes, manifesta também o homem aos homens. Este homem recebeu de Deus uma incomparável e inalienável dignidade, pois foi criado à sua imagem e semelhança e destinado a ser filho adotivo. Cristo, com sua encarnação uniu-se, de alguma maneira, com todo homem.

2. Por ter sido feito à imagem de Deus, o ser humano tem a dignidade de pessoa: não é só alguma coisa, mas alguém. É capaz de conhecer-se, de dar-se livremente e de entrar em comunhão com outras pessoas. Esta relação com Deus pode ser ignorada, esquecida ou removida, mas jamais pode ser eliminada, porque a pessoa humana é um ser pessoal criado por Deus para relacionar-se e viver com Ele.

3. O homem e a mulher têm a mesma dignidade porque ambos são imagem de Deus e porque, além disso, se realizam profundamente reencontrando-se como pessoas através do dom sincero de si mesmos. A mulher é complemento do homem assim como o homem o é da mulher. Mulher e homem se complementam mutuamente, não só desde o ponto de vista físico e psíquico, mas também ontológico, pois só graças à dualidade do “masculino” e “feminino” se realiza plenamente “o humano”. É a “unidade dos dois” a que permite a cada um experimentar a relação inter-pessoal e recíproca. Alem disso, é só a esta “unidade dos dois” que Deus confia a obra da procriação e a vida humana.

4. Toda a criação foi feita para o homem. Em troca, o homem foi criado e amado por si mesmo. O homem existe como um ser único. É um ser inteligente e consciente, capaz de refletir sobre si mesmo e, por tanto, de ter consciência de si e dos seus atos.

5. A dignidade da pessoa humana – de toda pessoa humana – não depende de nenhuma instância humana, mas de seu mesmo ser, criado à imagem e semelhança de Deus. Ninguém, portanto, pode maltratar essa dignidade sem cometer uma gravíssima violação da ordem querida pelo Criador. Portanto, uma sociedade justa só pode realizar-se no respeito da dignidade transcendente da pessoa humana.

6. As pessoas com deficiências, apesar das suas limitações e dos sofrimentos gravados em seus corpos e faculdades, continuam sendo sujeitos plenamente humanos, titulares de direitos e deveres, que ninguém pode transgredir nem discriminar.

7. Os não nascidos são também pessoas desde o mesmo momento da sua concepção; e sua vida não pode ser destruída pelo aborto ou pela experimentação científica. Destruir a vida de um não-nascido, que é completamente inocente, é um ato de suprema violência e de gravíssima responsabilidade diante de Deus

A família, transmissora dos valores e virtudes humana

Leitura bíblica; Jo 1, 43-51

1. A família, nascida da íntima comunhão de vida e de amor conjugal fundada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher, é o lugar primário das relações interpessoais, o fundamento da vida das pessoas e o protótipo de toda organização social. Este berço de vida e de amor é o lugar apropriado no qual o homem nasce e cresce, recebe as primeiras noções da verdade e do bem onde aprende o que quer dizer amar e ser amado e, por conseguinte, o que quer dizer ser pessoa. A família é a comunidade natural onde se tem a primeira experiência e a primeira aprendizagem da sociabilidade humana, pois nela não só se descobre a relação pessoal entre o “eu” e o “você”, mas também se dá o passo ao “nós”. A entrega recíproca do homem e da mulher unidos em matrimônio, cria um ambiente de vida no qual a criança pode desenvolver as suas potencialidades, tomar consciência da sua dignidade e preparar-se para afrontar o seu destino único. Neste clima de afeto natural que une os membros da comunidade familiar, cada pessoa é reconhecida e responsabilizada na sua singularidade.

2. A família educa o homem segundo todas as suas dimensões rumo à plenitude da sua dignidade. É o âmbito mais apropriado para o ensinamento e transmissão dos valores culturais, éticos, sociais, espirituais e religiosos, que são essenciais para o desenvolvimento e bem-estar tanto dos seus próprios membros como da sociedade. De fato, é a primeira escola das virtudes sociais, que todos os povos necessitam. A família ajuda a que as pessoas desenvolvam alguns valores fundamentais que são imprescindíveis para formar cidadãos livres, honestos e responsáveis, por exemplo, a verdade, a justiça, a solidariedade, a ajuda ao débil, o amor aos outros por si mesmos, a tolerância, etc.

3. A família é a melhor escola para criar relações comunitárias e fraternas, frente às atuais tendências individualistas. De fato, o amor – que é a alma da família em todas as suas dimensões – só é possível se houver entrega sincera de si mesmo aos outros. Amar significa dar e receber o que não se pode comprar nem vender mas só presentear livre e reciprocamente. Graças ao amor, cada membro da família é reconhecido, aceitado e respeitado em sua dignidade. Do amor nascem relações vividas como entrega gratuita, e surgem relações desinteressadas e de solidariedade profunda. Como a experiência o demonstra, a família constrói cada dia uma rede de relações interpessoais e prepara para viver em sociedade em um clima de respeito, justiça e verdadeiro diálogo.

4. A família ajuda a descobrir o valor social dos bens que se possuem. Uma mesa, na que todos compartilham os mesmos alimentos, adaptados à saúde e à idade dos membros é um exemplo, simples mas muito eficaz, para descobrir o sentido social dos bens criados. A criança vai incorporando assim critérios e atitudes que o ajudarão mais adiante nesta outra família mais ampla que é a sociedade.

A família,

Aberta a Deus e ao próximo

Leitura bíblica: Ef 5, 25-33

1. O homem está feito à imagem e semelhança de Deus, para viver e conviver com Ele. Nem o ateísmo, nem o agnosticismo, nem a indiferença religiosa são situações naturais do homem e tampouco podem ser situações definitivas para uma sociedade. Os homens estamos ligados essencialmente a Deus, como uma casa o está com relação ao arquiteto que a construiu. As dolorosas conseqüências dos nossos pecados podem obscurecer este horizonte, mas cedo ou tarde sentimos a falta da casa e do amor do Pai do Céu. Acontece conosco o que aconteceu com o filho pródigo da parábola: não deixou de ser filho quando foi embora da casa do seu pai e, por isso, apesar de todos os seus extravios, terminou sentindo um desejo irresistível de voltar. De fato, todos os homens sentem sempre a nostalgia de Deus e têm a mesma experiência que santo Agostinho, mesmo que não sejam capazes de expressá-la com a mesma força e beleza com que ele o fez: “Fizeste-nos, Senhor, para Vós, e o nosso coração não descansará enquanto não descansar em Vós”.

2. Consciente desta realidade, a família cristã situa a Deus no horizonte da vida dos seus filhos desde os primeiros momentos da sua existência consciente. É um ambiente que eles respiram e assimilam. Isto os ajuda a descobrir e acolher a Deus, a Jesus Cristo, ao Espírito Santo e à Igreja. Com plena coerência, já desde o primeiro momento do seu nascimento, os pais pedem à Igreja o Batismo para eles e os levam com entusiasmo para receber as águas batismais. Depois os acompanham na preparação para a Primeira Comunhão e para a Confirmação e os inscrevem na catequese paroquial e buscam para eles o Colégio que melhor os educará na religião católica.

3. No entanto, a verdadeira educação cristã dos filhos não se limita a incluir a Deus entre as coisas importantes da vida dos filhos, mas também situa Deus no centro dessa vida, de forma que todas as outras atividades e realidades (a inteligência, o sentimento, a liberdade, o trabalho, o descanso, a dor, a doença, as alegrias, os bens materiais, a cultura, em uma palavra: tudo) estejam modeladas e regidas pelo amor a Deus. Os filhos têm que habituar-se a pensar antes de cada ação ou omissão: “o que Deus quer que eu faça ou deixe de fazer agora?” Jesus Cristo confirmou a fé e a convicção dos fiéis da Antiga Aliança, sobre o que eles consideravam “o grande mandamento”, quando respondeu ao doutor da lei que “o primeiro mandamento é este: amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, e com todas as tuas forças”.

4. Esta educação na centralidade do amor a Deus é realizada pelos pais sobretudo através das realidades da vida diária: rezando em família nas refeições, estimulando nos filhos a gratidão a Deus pelos dons recebidos, recorrendo a Ele nos momentos de dor em qualquer uma das suas formas, participando na missa dominical com eles, acompanhando-os para receber o sacramento da Reconciliação, etc.

5. A pergunta do doutor da Lei só incluía “qual é o primeiro mandamento”. Mas Jesus, ao responder-lhe, acrescentou: o segundo, semelhante a este é: “amarás o próximo como a ti mesmo”. O amor ao próximo, portanto, é “o seu mandamento” e “o distintivo” dos seus discípulos. Como concluía são João com fina psicologia: “Se não amamos o próximo a quem vemos, como vamos amar a Deus, a quem não vemos?”

6. Os pais devem ajudar os filhos a descobrir o próximo, especialmente o necessitado, e a realizar pequenos mas constantes serviços: compartilhar com os seus irmãos os brinquedos e presentes, ajudar os que são mais novos, dar esmola ao pobre na rua, visitar os familiares enfermos, acompanhar os avós e prestar-lhes pequenos serviços, aceitar as pessoas fazendo-os deixar de lado e perdoar as pequenas limitações e ofensas de cada dia, etc. Estas coisas, repetidas uma e outra vez, configuram a mentalidade e criam hábitos bons; para enfrentar a vida com a predisposição adquirida do amor aos outros, e fazê-los assim capazes de criar uma sociedade nova.

 

A família, formadora da reta consciência moral

Leitura bíblica: Ef 6, 1-17

1. O homem atual está cada vez mais persuadido de que a dignidade e vocação da pessoa humana requer que, guiado pela luz da sua inteligência, descubra os valores inscritos em sua natureza, os desenvolva sem cessar e os realize em sua vida, conseguindo assim um progresso cada vez maior. No entanto, em seus juízos sobre os valores morais, quer dizer, sobre o que é bom ou mau e, por isso, sobre o que deve fazer ou omitir, não pode proceder segundo o seu arbítrio pessoal. O homem, no mais profundo da sua consciência, descobre a presença de uma lei que ele não dita a si mesmo e à qual deve obedecer. Esta lei foi escrita por Deus no seu coração, de modo que, além de aperfeiçoar-se com ela como pessoa, será de acordo com esta lei que Deus o julgará pessoalmente.

2. Por conseguinte, não existe verdadeira promoção da dignidade do homem a não ser no respeito da ordem essencial da sua natureza. Certamente, mudaram e continuarão mudando muitas condições concretas e muitas necessidades da vida humana. No entanto, toda evolução dos costumes e todo gênero de vida devem manter-se dentro dos limites impostos pelos princípios imutáveis fundados sobre os elementos constitutivos e sobre as relações essenciais da vida humana; elementos e relações que encontram-se além das contingências históricas.

3. Estes princípios fundamentais, compreensíveis pela razão, estão contidos na lei divina, eterna, objetiva e universal, pela que Deus ordena, dirige e governa o mundo e os caminhos da comunidade humana segundo o desígnio de sua sabedoria e amor. Deus faz o homem partícipe desta sua lei, de modo que o homem possa conhecer mais e mais a verdade imutável. Além disso, Cristo instituiu a sua Igreja como coluna e fundamento da verdade e lhe deu a assistência permanente do Espírito Santo para que conserve sem erro as verdades de ordem moral e interprete autenticamente não só a lei positiva revelada mas também os princípios morais que brotam da mesma natureza humana e que dizem respeito ao desenvolvimento e perfeição do homem.

4. Muitos são hoje os que sustentam que a norma das ações humanas particulares não se encontra nem na natureza humana, nem na lei revelada, mas que a única lei absoluta e imutável é o respeito à dignidade humana. Ainda mais, o relativismo filosófico e moral nega que exista alguma verdade objetiva, tanto no plano do ser como no do atuar ético. Cada um teria a sua verdade, dado que cada um interpreta as coisas e as condutas segundo sua pessoal inteligência e consciência. A convivência obrigaria a uma verdade admitida por todos, em virtude de um consenso que nos faça possível viver em paz. Este é o fundamento das leis que saem dos Parlamentos democráticos. A Igreja não teria nada que dizer e se o faz irrompe em um terreno que não lhe corresponde e torna-se perigosa do ponto de vista democrático.

5. As conseqüências são funestas para a pessoa, a família e a sociedade. Assim se explica a justificação do aborto como um direito da mulher, as tentativas de legalizar a eutanásia, o controle artificial dos nascimentos, as leis cada vez mais permissivas do divórcio, as relações extraconjugais, etc.etc.

6. A família cristã tem o grandíssimo desafio de formar na verdade e na retidão a consciência moral dos seus filhos, respeitando escrupulosamente sua dignidade e liberdade, de modo que lhes ajude a formar uma consciência reta sobre as grandes questões da vida humana: a adoração e respeito a Deus Criador e Salvador, o amor aos pais, o respeito à vida, ao próprio corpo e ao dos outros, o respeito aos bens materiais e a honra do próximo, a fraternidade entre todos os homens, o destino universal dos bens da criação, a não discriminação por motivos religiosos, sociais ou econômicos, etc. Pontos firmes deste ensino são os preceitos do Decálogo e as Bem-aventuranças.

7. Os pais devem educar hoje a seus filhos com confiança e valentia nestes valores essenciais, começando pelo mais radical de todos: a existência da verdade e a necessidade de procurá-la e segui-la para realizar-se como homens. Outros valores chave hoje são o amor à justiça e a educação sexual clara e delicada que leve a uma valorização pessoal do corpo e a superar a mentalidade e a praxe que o reduz a objeto de prazer egoísta.

8. Condição fundamental desta educação é criar nos filhos amor e sintonia com a Igreja e, mais em particular, com o Papa, os bispos e os sacerdotes; para que vejam neles a preocupação de uma boa mãe que os ama e só deseja ajudar-lhes a viver de modo reto e digno neste mundo e gozar da contemplação de Deus na Glória.

A família, primeira experiência de Igreja

Leitura da Bíblia: Atos 2, 36-47

1. A Igreja, Povo de Deus, Corpo Místico de Cristo e Templo do Espírito é sinal e instrumento universal de salvação pelo tríplice ministério da evangelização, a celebração e a vivência da caridade. Graças ao ministério evangelizador, a Igreja proclama a grande Boa Nova de que «Deus quer que todos os homens se salvem» e que para isso enviou o seu Filho Único ao mundo. Pelo ministério dos sacramentos da iniciação, incorpora novos membros, os robustece e os alimenta; detrás dos sacramentos de cura, os cura de seus pecados e os alivia na enfermidade; pelos sacramentos da Ordem e do Matrimônio assegura cuidado eficaz de si mesma e da sociedade. Pela vivência da caridade, constrói a fraternidade dos filhos de Deus e faz-se fermento da sociedade humana.

2. A família é a primeira experiência de Igreja que recebe uma pessoa, pois nela a pessoa recebe uma primeira e elementar iniciação à fé, recebe os sacramentos mais importantes e tem a primeira experiência da caridade.

3. De fato, nascendo, os pais levam seus filhos para serem batizados e se comprometem a educar-lhes para que possam receber a Primeira Comunhão e a Confirmação, iniciando-lhes assim no mistério de Cristo e da Igreja. Quando já têm a capacidade de entender algo, ensinam-lhes as primeiras orações, abençoam os alimentos com eles, usam sinais religiosos, e iniciam-lhes nos primeiros passos do amor à Virgem Santíssima. Quando já são capazes de compreender algo, lêem com eles a Palavra de Deus e a explicam de uma maneira singela e acessível. No momento de assumir as responsabilidades de sua vocação pessoal: matrimonial, sacerdotal, religiosa, ou celibatária no meio do mundo, estão com eles. Desde o mesmo momento do seu nascimento, mostram-lhes um imenso carinho e uma constante dedicação, sobretudo, quando estão doentes ou têm alguma má formação ou deficiência física e/ou psíquica.

4. Uma experiência particularmente intensa de Igreja em família acontece quando pais e filhos participam na Missa do domingo. Nela, ao reunir-se com outras famílias e outros irmãos na fé, escutam a Palavra de Deus, rezam pelas necessidades de todos os necessitados e se alimentam de Cristo imolado por nós. A fé cresce e se desenvolve com estas experiências tão bonitas que dão sentido à vida ordinária, infundem paz no coração.

5. Em família também se vivem experiências especiais da Igreja na sua dimensão apostólica em alguns momentos particulares, p.e.: o Dia da Santa Infância, o Domund, a Campanha da Fome, a ajuda à países subdesenvolvidos ou afetados por terremotos, ciclones, grandes acidentes, etc.

Colaboradores da família: a paróquia e a escola

Leitura da Bíblia: Lc 6, 6-11

1. A educação cristã procura, certamente, a maturidade da pessoa humana, mas busca, sobretudo, que os batizados façam-se cada dia mais conscientes do dom recebido da fé; aprendam a adorar a Deus Pai em espírito e em verdade (cf. Jo 4, 23), sobretudo, na ação litúrgica; formem-se para viver segundo o homem novo na verdadeira justiça e santidade (cf. Ef 4, 22-23) e assim cheguem ao homem perfeito na idade da plenitude de Cristo (cf. Ef 4, 13) e contribuam ao crescimento do Corpo Místico; acostumem-se a dar testemunho da esperança que há neles (cf. 1Pe 3, 15) e contribuam eficazmente à configuração cristã do mundo (cf. Gravissimum educationis, 2).

2. Os pais, ao dar a vida a seus filhos, assumem a grave obrigação de educar-lhes e, ao mesmo tempo, recebem o direito de ser seus primeiros e principais educadores. A eles corresponde, portanto, formar um ambiente familiar animado pelo amor e pela piedade com Deus e com os homens, que favoreça a educação integral dos filhos. Por isso, a família é, como já se disse nas catequeses anteriores, a primeira escola das virtudes sociais que todas as sociedades necessitam, o espaço onde os filhos aprendem desde os primeiros anos a conhecer e adorar a Deus e amar ao próximo, o âmbito onde tem-se a primeira experiência da sociedade humana e da Igreja, e o meio mais eficaz para introduzir os filhos na sociedade civil e no Povo de Deus. A transcendência da família cristã é, pois, realmente extraordinária para a vida e o progresso da Igreja; tanto que, quando falta, é muito difícil supri-la.

3. Mas a família não dá conta de si mesma para realizar sua missão. Necessita a ajuda do Estado. É obrigação da sociedade civil tutelar os direitos e deveres dos pais e dos que intervêm na educação, colaborar com eles, completar –quando não é suficiente o esforço dos pais e de outras sociedades – a obra da educação segundo o princípio de subsidiariedade, atendendo aos desejos dos pais, e criar escolas e institutos próprios conforme o exija o bem comum. O Estado, portanto, antes que ser antagonista ou entrar em conflito com os pais, deve ser seu melhor aliado e colaborador, contribuindo em tudo, e só no que os pais não podem contribuir, e fazê-lo na direção que indiquem os pais. Esta colaboração leal e eficaz tem que dar-se também nos professores de todos os centros de educação, sejam privados ou públicos. Desta colaboração sairão beneficiados os filhos, em primeiro lugar; mas também a mesma sociedade e a escola, porque esses filhos serão amanhã melhores cidadãos e muitos deles farão verdadeiras contribuições ao progresso da escola.

4. A família também necessita da paróquia. Os pais, de fato, realizam a educação na fé, sobretudo, pelo testemunho da sua vida cristã, especialmente pela experiência de amor incondicional com que amam os filhos e pelo amor profundo que estes têm entre si; o qual é um sinal vivo do amor de Deus Pai. Além disso, segundo a sua capacidade, estão chamados a dar uma instrução religiosa, geralmente de caráter ocasional e não sistemático, à qual levam a bom termo descobrindo a presença do mistério de Cristo Salvador do mundo nos acontecimentos da vida familiar, nas festas do ano litúrgico, nas atividades que os meninos realizam na escola, na paróquia e nos agrupamentos, etc. Entretanto, necessita a ajuda da paróquia, porque a vida de fé vai madurando nos filhos na medida em que se vai incorporando, de uma maneira consciente, na vida concreta do Povo de Deus, o que acontece sobretudo na paróquia. É aí onde o menino e o adolescente, primeiro, e depois o adulto, celebra e se alimenta com os sacramentos, participa da Liturgia e se integra em uma comunidade dinâmica de caridade e apostolado. Por isso, a paróquia tem que ficar sempre ao serviço dos pais – não ao contrário -, especialmente nos sacramentos de Iniciação cristã.

5. Família, escola e paróquia são três realidades que ficam integradas e unidas pela educação que devem receber os filhos. Quanto maior seja a mútua colaboração e intercâmbio, e mais afetuosas sejam as relações, mais eficaz será a educação dos filhos.

A família e o modelo de Nazaré

Leitura da Bíblia: Lc 2, 41-52

1. As notícias que nos transmitiram os Evangelhos sobre a família de Nazaré são escassas, mas muito ilustrativas.

2. É uma família constituída sobre a base do matrimônio entre José e Maria. Eles estiveram realmente casados, como assinalam São Mateus e São Lucas; e viveram assim até o falecimento de José. Jesus foi filho verdadeiro de Maria. São José não foi o pai natural –porque não o gerou- nem adotivo, mas suposto, quer dizer: considerado pelos vizinhos de Nazaré como pai de Jesus, devido a que as pessoas ignoravam o mistério da Encarnação e a que são José estava casado com Maria. Esta realidade tem hoje grande importância, devido às legislações civis e à cultura ambiental, tão favoráveis à uniões de fato, à uniões meramente civis, a outras formas de uniões, ao divórcio, etc. A família de Nazaré apresenta-se hoje como exemplo de casal formado por um homem e uma mulher, unidos por amor de uma forma permanente e com uma dimensão pública.

3. A família de Nazaré viveu como uma família a mais desse povo. Quer dizer, de uma maneira singela, humilde, pobre, trabalhadora, amante das tradições culturais e religiosas da sua nação, profundamente religiosa e afastada dos centros de poder religioso e civil. Um viajante que visitasse Nazaré e desconhecesse os fatos que nós conhecemos, não encontraria nenhum detalhe que distinguisse a Sagrada Família do resto das famílias: nem na casa que usavam, nem no modo de vestir, nem na comida, nem na participação dos atos religiosos que se celebravam na sinagoga, nem em nada. Deus nos quis revelar que a vida cotidiana é o lugar onde Ele nos espera para que lhe amemos e realizemos seu projeto sobre nós. O segredo é viver «essa» vida com o mesmo amor e perseverança que a sagrada Família.

4. Os Evangelhos não elucidam a profissão que exerceu são José: ferreiro, carpinteiro, artesão, … Por outro lado, assinalam claramente que era um trabalhador manual e que ganhava a vida trabalhando. Maria se dedicava, como todas as mulheres casadas, a moer e cozer o pão de cada dia, atender os trabalhos domésticos do lar e fazer pequenos serviços aos outros. De Jesus não dizem nada, mas deixam entender que ajudava à Maria e, mais tarde, a são José nos seus trabalhos manuais. A família de Nazaré viveu o que hoje chamamos «o evangelho do trabalho»; quer dizer: o trabalho como realidade maravilhosa que dá uma participação na obra criadora de Deus, que serve para tocar o barco da própria família e ajudar a outros, e para santificar-se e santificar por meio dele. Também nisto é um modelo perfeito para a família atual. Muitas continuam vivendo igual a ela e outras, apesar do trabalho da mulher fora do lar e da tecnificação das tarefas domésticas continua sendo fundamentalmente igual.

5. A família de Nazaré era uma família israelita profundamente crente e praticante. Como faziam o resto das famílias piedosas, rezavam sempre em cada comida, iam cada semana a escutar a leitura e a explicação do Antigo Testamento na sinagoga, subiam a Jerusalém para celebrar as festas de peregrinação, como a da Páscoa e a de Pentecostes, rezavam três vezes por dia o famoso «Escuta, ó Israel». A bênção da mesa na hora das comidas, a participação semanal na missa do domingo e a leitura da Sagrada Escritura continuam sendo fundamentais para que a família cristã realize sua missão educadora.

6. A família de Nazaré vivia tudo centrada em Deus: Deus era tudo para ela. Quando noivos ainda, José confiou em Deus, quando lhe revelou por meio do anjo que a gravidez de Maria era por obra do Espírito Santo. Casados, Maria e José tiveram que ouvir do filho, que acabavam de encontrar, depois de dias de angustiosa busca, estas palavras: «por que me buscavam? Não sabiam que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?» Eles não o entenderam, mas o aceitaram e tentaram encontrar o seu sentido. Maria, por outro lado, não tropeçou na fé quando viu seu filho cravado na cruz como um criminoso e derrotado pelos chefes do povo. A família cristã, cuja vida é sempre um quadro de luzes e sombras, encontra a paz e a alegria quando sabe ver a Deus nisso também, ainda que não consiga compreendê-lo.

A família, destinatária e agente da nova evangelização

Leitura da Bíblia: Atos 18, 23-28

1. «A futura evangelização depende em grande medida da Igreja doméstica» (Discurso de João Paulo II à III Assembléia geral dos bispos da América Latina, 1979). Mais ainda, «a família é o coração da Nova Evangelização» (Evangelium Vitae, 92). A história da Igreja o confirma desde as suas origens. Um caso típico é o de santo Agostinho, convertido pela graça de Deus implorada com as lágrimas abundantes de sua mãe, Santa Mônica. A família realiza «sua missão de anunciar o evangelho, principalmente por meio da educação dos filhos» (EV 92).

2. A missão evangelizadora da família está enraizada no Batismo e recebe uma nova forma com a graça sacramental do matrimônio.

3. A tarefa evangelizadora da família cristã se faz especialmente necessária e urgente nos lugares onde uma legislação anti-religiosa pretende inclusive impedir a educação na fé, ou onde cresceu a incredulidade ou penetrou o secularismo até o ponto de fazer virtualmente impossível uma verdadeira crença religiosa. Essa geografia se encontra principalmente nos países comunistas e ex-comunistas e nos países do assim chamado primeiro mundo. A Igreja doméstica é o único âmbito onde os meninos e os jovens podem receber uma autêntica catequese sobre as verdades mais fundamentais.

4. A família tem um modo específico de evangelizar, feito não de grandes discursos ou lições teóricas, mas mediante o amor cotidiano, a simplicidade, a concreção e o testemunho diário. Com esta pedagogia transmite os valores mais importantes do Evangelho. Mediante este método, a fé penetra como por osmose, de uma maneira tão imperceptível mas tão real, que inclusive converte a família no primeiro e melhor seminário de vocações ao sacerdócio, à vida consagrada e ao celibato no meio do mundo.

5. O serviço dos cônjuges e pais cristãos a favor do Evangelho é essencialmente um serviço eclesiástico. Quer dizer, está enraizado e derivado da única missão da Igreja e está orientado à edificação do Corpo de Cristo. Por isso, o ministério de evangelização da família tem que estar em comunhão e harmonizar-se responsavelmente com os serviços de evangelização e catequese da diocese e da paróquia.

6. Este caráter eclesiástico requer que a missão evangelizadora da família cristã possua uma dimensão missionária e católica, em plena conformidade com o mandato universal de Cristo: «Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda criatura» (Mc 16, 15) Por isso, até mesmo é possível que alguns pais sintam a urgência de levar o Evangelho de Cristo «até os limites da terra», como ocorreu nas primeiras comunidades cristãs. De qualquer modo, dentro do mesmo âmbito familiar deve se realizar uma atividade missionária, anunciando o Evangelho aos familiares não crentes e afastados ou em relação às famílias que não vivem com coerência o matrimônio.

7. A família cristã se faz comunidade evangelizadora na medida em que acolhe o Evangelho e o amadurece na fé. «Como a Igreja, a família deve ser um espaço onde o Evangelho é transmitido e onde este se irradia. Dentro, pois, de uma família consciente desta missão, todos os membros que evangelizam são evangelizados. Os pais não só comunicam aos filhos o Evangelho, mas ao mesmo tempo, recebem deles este Evangelho profundamente vivido…Uma família assim se faz evangelizadora de outras famílias e do ambiente no qual vive» (EM 71).

Fontes:

- Vaticano II: Constituições Lumen gentium e Gaudium et Spes; declaração Gravissimum educationis
- Paulo VI: Humanae vitae
- João Paulo II: Familiaris consortio; Gratissimam sane; Evangelium Vitae
- Bento XVI: Vários discursos alusivos à família
- Catecismo da Igreja Católica
- Compêndio da Doutrina Social da Igreja



As relações

e os valores Familiares 

Segundo a Bíblia.





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Domingo da Sagrada Família.


Sagrada  Familia



No Domingo após o Natal celebra-se a festa da Sagrada Família Jesus, Maria e José. Deus quis manifestar-se aos homens integrado numa família humana. Ele quis nascer numa família, quis transformar a família num presépio vivo. Pode-se dizer que hoje celebramos o verdadeiro Dia da Família!

A Palavra de Deus em (Eclo. 3, 3 – 7. 14 – 17) lembra aos filhos o dever de honrarem pai e mãe, de socorrê-los e compadecer-se deles na velhice, ter piedade, isto é, respeito e dedicação para com eles; isto é cumprimento da vontade de Deus.

São Paulo, em Cl 3, 12 – 21, enumera as virtudes que devem reinar na família: sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportar-se uns aos outros com amor, perdoar-se mutuamente. Revestir-se de caridade e ser agradecidos. Se a família não estiver alicerçada no amor cristão, será muito difícil a sua perseverança em harmonia e unidade de corações.

Quando esse amor existe, tudo se supera, tudo se aceita; mas, se falta esse amor mútuo, tudo se faz sumamente pesado. E o único amor que perdura, não obstante os possíveis contrastes no seio da família, é aquele que tem o seu fundamento no amor de Deus.

A Sagrada Família é proposta pela Igreja como modelo de todas as famílias cristãs: na casinha de Nazaré, Deus ocupa sempre o primeiro lugar e tudo Lhe está subordinado.

A família é escola de virtudes e o lugar habitual onde devemos encontrar a Deus.

Os lares cristãos, se imitarem o da Sagrada Família de Nazaré, serão lares luminosos e alegres, porque cada membro da família se esforçará em primeiro lugar por aprimorar o seu relacionamento pessoal com o Senhor e, com espírito de sacrifício, procurará ao mesmo tempo chegar a uma convivência cada dia mais amável com todos os da casa.

Cada lar cristão tem na Sagrada Família o seu exemplo mais cabal; nela, a família cristã pode descobrir o que deve fazer e como deve comportar-se, para a santificação e a plenitude humana de cada um dos seus membros. Diz o Papa Paulo VI: “Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho.

Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa muito simples, muito humilde e muito bela manifestação do Filho de Deus entre os homens. Aqui se aprende até, talvez insensivelmente, a imitar essa vida”.

A família é a forma básica e mais simples da sociedade. É a principal escola de todas as virtudes sociais. É a sementeira da vida social, pois é na família que se pratica a obediência, a preocupação pelos outros, o sentido de responsabilidade, a compreensão e a ajuda mútua, a coordenação amorosa entre os diversos modos de ser.

Está comprovado que a saúde de uma sociedade se mede pela saúde das famílias. Esta é a razão pela qual os ataques diretos à família (como divórcio, aborto, união de pessoas do mesmo sexo) são ataques diretos à própria sociedade, cujos resultados não tardam a manifestar-se.



Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social. Nazaré, a casa do Filho do carpinteiro! Queremos saudar cada família, que sigam seu grande Modelo, o seu Irmão divino, o profeta de todas as causas justas que lhes dizem respeito, Cristo Nosso Senhor.

Mensagem em PPS – Sagrada família


Sagrada Família

Presentes REAIS – PPS

Outras Mensagem em PPS


Creditos:

PPS – Texto – Internet

Música – Canção da Família – Pe. Zezinho

Imagens – Google

Formatação – Altair Castroo


Jesus Jesus

Voto Católico.

O vídeo a seguir, produzido pela CatholicVote é de 2008, e seu contexto é o das eleições para a presidência dos EUA, mas conserva toda sua atualidade para ser aplicado ao nosso país:

Vale lembrar a orientação do Magistério aos católicos acerca do voto:

Quando em âmbitos e realidades que remetem a exigências éticas fundamentais se propõem ou se efetuam opções legislativas e políticas contrárias aos princípios e aos valores cristãos, o Magistério ensina que«a consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a atuação de um programa político ou de uma só lei, onde os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos com a apresentação de propostas alternativas ou contrárias aos mesmos». (Compêndio de Doutrina Social da Igreja, 570).

E mais:

Tenha-se presente que, em face de das múltiplas exigências morais fundamentais e irrenunciáveis, o testemunho cristão deve considerar-se um dever inderrogável que pode chegar ao sacrifício da vida, ao martírio, em nome da caridade e da dignidade humana. A história de vinte séculos, inclusive a do último, é rica de mártires da verdade cristã, testemunhos de fé, de esperança, de caridade evangélicas. O martírio é o testemunho da própria conformação pessoal a Jesus crucifixo, que se expressa até na forma suprema de derramar o próprio sangue, de acordo com o ensinamento evangélico: «se o grão de trigo, caído na terra… morrer, produz muito fruto» (Jo 12, 24). (Ibidem, 570).

A propósito, recomendo, outrossim, a leitura destes artigos publicados nos últimos dias, escritos por valentes sucessores dos Apóstolos da Terra de Santa Cruz, que, mesmo à custa de sofrerem perseguições, não desatenderam ao seu dever de orientar corretamente os seus fiéis neste período de eleições [clique nos links para ler os artigos completos]:

D. Luiz Gonzaga Bergonzini (Bispo de Guarulhos – SP)“Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César.”

D. Antonio Carlos Rossi Keller (Bispo de Frederico Westphalen – RS)“Mas o grande problema, bastante presente nesta situação pré-eleitoral, é o da duplicidade, da incoerência daqueles candidatos, que por um lado, fazem questão de se mostrarem “religiosos”, sensíveis à fé, mas que na prática ou estão inscritos em partidos que defendem valores anti-cristãos, ou apresentam um ideário programático político pessoal que contêm indicações absolutamente incoerentes com a fé que declaram professar ou respeitar.”

Regional Sul I da CNBBRecomendamos encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto.”

Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro (Bispo diocesano de Oliveira – MG) “Sãoquatro os direitos fundamentais da pessoa humana: direito à vida; direito à propriedade; direito à liberdade e direito à honra. ‘Quando se denota a ausência de um deles, a pessoa desaparece: sem vida não existe, sem propriedade não subsiste, sem liberdade, principalmente a religiosa, não se desenvolve, e sem honra não se relaciona.’”

Fonte: http://www.padredemetrio.com.br/2010/09/voto-catolico/

Valores Cristãos.

Tentativa de sedução de José no Egito pela mulher de Potifár seu Senhor

.

Quais são seus Valores ?

Quais são os referenciais que norteiam sua vida?

.

Em Gênesis 39, encontramos uma das ilustrações clássicas de como o sistema de valores pessoais pode pesar na balança de uma sociedade.

José, filho de Jacó, mordomo na casa de Potifar, lutava contra as investidas sexuais de sua patroa, esposa de seu senhor.

Encontramos neste jovem um caráter impecável. Ele estava disposto a abrir mão das delícias sedutoras oferecidas por uma mulher sensual para não comprometer suas convicções.

Em três declarações neste capítulo, ele indica seus valores, que se destacam como um farol em meio à tempestade: “Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor, e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher: como, pois, cometeria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” (Gn 39.8-9).

Na primeira declaração, José afirmou que seria infiel ao seu mestre se tivesse relações sexuais com a esposa dele.

Em sua segunda declaração, ele ressalta que seria infiel também consigo.

Na terceira, ele declara que não cometeria tal pecado, pois seria infiel ao seu Deus.

O valor de caráter citado por José, a fidelidade, abrangeu três pessoas: Potifar (mestre), José (ele mesmo) e Deus.

Muitos falam sobre determinados valores que deveriam adotar, mas que, na realidade, não praticam, não inserem no cotidiano de suas vidas.

Potifar não tinha a menor dúvida da fidelidade de José, pois sabia que sua integridade era real, concreta, e não apenas simples palavras levianas.

Há muitos jovens cristãos que sabem exatamente o que é certo e o que é errado sobre, por exemplo, sexo antes do casamento, roubo, drogas, cola nas provas. Mas suas vidas não refletem seu conhecimento.

Valores cristãos e familiares contêm dois elementos essenciais: o quê e por quê. Nossa tendência é enfocar demasiadamente o “quê”, esquecendo-nos do “por quê”.

Falhamos quando não explicamos por que os valores cristãos são tão importantes para nossas vidas.

Sabemos como firmamos nossa convicção em determinado valor, mas desconhecemos como chegamos à conclusão de que ele é imprescindível.

Quando os pais comunicam valores a seus filhos, precisam ajudá-los a raciocinar sobre a razão de estes valores serem tão importantes e desafiá-los a não aceitá-los apenas porque seus pais o aceitam, mas porque eles concluíram e aceitaram sua importância para si.


Como Vivenciar os

Valores Cristãos.

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O ensino eficaz

Quero fazer algumas sugestões sobre como os pais podem dinamizar o ensino dos valores cristãos a seus filhos.

l) Desenvolvendo um relacionamento de qualidade com os filhos: a melhor maneira de comunicar tais valores aos filhos é através dos relacionamentos interpessoais porque, sendo assim, há o máximo de interação e o mínimo de distorção.

É possível impressionar uma pessoa, mesmo não sendo íntimo. Contudo, o nível de impacto é consideravelmente mais profundo quando partilhamos de sua intimidade, quando estamos próximos dela.

Comunicamos nossos valores demonstrando que o praticamos em nossas vidas, e não falando sobre eles.

2) Deixe seu filho expressar-se, mesmo que suas idéias e opiniões sejam divergentes das suas: quando seu filho discorda de você, agarre a oportunidade de descobrir, pelo diálogo, a razão de tal discordância.

Ele precisa sentir que pode ter opiniões contrárias à de seus pais e que não será recriminado por isto.

Ele necessita ter liberdade para desenvolver suas próprias convicções. Valores forçados pelos pais desfazem-se rapidamente. Convicções adquiridas por determinação própria podem durar uma vida.

3) Deixe seu filho experimentar e aprender através das conseqüências do seu comportamento: quando os pais trabalham com seus filhos em nível de confiança mútua, o vínculo e a aceitação são mais sólidos.

Entretanto, quando o relacionamento e o ensino são pautados por uma série de restrições, os filhos sentem que seus pais não confiam neles.

O resultado deste último posicionamento é a falta de confiança em si mesmos e indefinição quanto a seus próprios valores, já que não tiveram liberdade e chance de testá-los.

4) Encoraje seu filho a se envolver em servir outras pessoas: o jovem adolescente que se envolve em trabalhos de auxílio a outras pessoas, que aprende a ser servo, desenvolve um senso de valor e, também, os valores cristãos.

É positivo que eles sejam voluntários e não recebam remuneração financeira. As crianças da casa devem ser incentivadas a ajudar nas tarefas domésticas sem que, para isto, recebam mesada. Isto fará com que os filhos reconheçam que as pessoas são infinitamente mais importantes do que as coisas.

5) Seja exemplo do que ensina: provavelmente, o elemento essencial na comunicação de valores na família são os pais que se tornam exemplos do que ensinam.

Se não há compromisso entre o valor ensinado e a realidade, certamente os filhos não assimilarão o conceito.

Há uma séria crise de integridade e credibilidade nas lideranças familiares atuais. Filhos aguardam uma demonstração que dará validade aos valores.

Se eles, a longo prazo, testificam a fé dos pais em ação, gradativamente adotarão o padrão e os valores que observaram e que, certamente, trarão bênçãos às suas vidas.

Que nós, pais cristãos, possamos vivenciar mais nossa fé!

Por Jaime Kemp

Fonte: Revista Lar Cristão ano 15 – volume 55



Semana Nacional da Família – 2010.


Campanha Nacional da CNBB

para toda a Igreja Católica.

Família Formadora de Valores

Humanos e Cristãos.

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Instruções em – Power Point - da CNBB sobre o livrinho Hora da Família -2010

Semana Nacional

da Família 2010



A PARÓQUIA E A FORMAÇÃO DE VALORES NA FAMÍLIA.

A Paróquia, mais que um território, estrutura ou edifício, é uma comunidade de fiéis, isto é, uma comunidade onde se descobre o rosto familiar e próximo da Igreja. Está constituída na Igreja Particular, como uma célula sob a autoridade do Bispo Diocesano, cujo cuidado pastoral se recomenda a um Pároco que exerce de maneira autônoma, porém em colaboração com o Bispo, cujo dever é “acompanhar as pessoas e famílias ao longo de sua existência na educação e crescimento de sua fé” (Puebla 644).

A Paróquia é, em certo sentido a própria Igreja que vive entre as casas de seus filhos e de suas filhas. É a casa comum onde todos são bem acolhidos. É o lugar da comunhão dos crentes e, por sua vez, sinal e instrumento da comum vocação à comunhão.

A Paróquia é o lugar de encontro do cristão, das famílias, onde se dá a comunicação fraterna de pessoas e de bens. As paróquias são células vivas da Igreja e lugares privilegiados onde as famílias podem viver a experiência do encontro com Cristo e de sua Igreja.

Os primeiros cristãos tinham a comunidade como uma extensão de sua família. Ali são aprimorados os valores que são intrinsecamente familiares: fraternidade, doação, partilha, unidade. Bem significativo é o fato de que, neste período, os encontros acontecem nas casas de famílias. Toda a família é envolvida e perseverante no ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir o pão eucarístico e nas orações. A comunidade e cada um dos membros cresce no número e na qualidade.

As paróquias devem ser lugares de formação permanente através de  um trabalho mais eficaz e fecundo a favor da promoção e fortalecimento da vida das famílias e na ajuda  em suja árdua tarefa como formadora de valores humanos e cristãos.

Pontos para reflexão:

1. Da parte das famílias, que relação temos com nossa paróquia, no que se refere à comunhão e participação de sua vida litúrgica, pastoral e caritativa?

2. Da parte do organismo paroquial, que atenção é dada à família e à Pastoral  Familiar e demais institutos, movimentos, associações e serviços deste setor?

Família, Formadora de Valores Humanos e Cristãos

Hora da Família – 2010

Paroquia de Ubaporanga – MG

270-A PAROQUIA E A FORMACAO DE VALORES NA FAMÍLIA

texto no VATICANO :

SOBRE O CONGRESSO NO MÉXICO EM 2009

Oitava Catequese

Colaboradores da família: a paróquia e a escola

  1. Canto de entrada
  2. Oração do Pai Nosso
  3. Leitura da Bíblia: Lc 6, 6-11
  4. Leitura do Ensinamento da Igreja

1. A educação cristã procura, certamente, a maturidade da pessoa humana, mas busca, sobretudo, que os batizados façam-se cada dia mais conscientes do dom recebido da fé; aprendam a adorar a Deus Pai em espírito e em verdade (cf. Jo 4, 23), sobretudo, na ação litúrgica; formem-se para viver segundo o homem novo na verdadeira justiça e santidade (cf. Ef 4, 22-23) e assim cheguem ao homem perfeito na idade da plenitude de Cristo (cf. Ef 4, 13) e contribuam ao crescimento do Corpo Místico; acostumem-se a dar testemunho da esperança que há neles (cf. 1Pe 3, 15) e contribuam eficazmente à configuração cristã do mundo (cf. Gravissimum educationis, 2).

2. Os pais, ao dar a vida a seus filhos, assumem a grave obrigação de educar-lhes e, ao mesmo tempo, recebem o direito de ser seus primeiros e principais educadores. A eles corresponde, portanto, formar um ambiente familiar animado pelo amor e pela piedade com Deus e com os homens, que favoreça a educação integral dos filhos. Por isso, a família é, como já se disse nas catequeses anteriores, a primeira escola das virtudes sociais que todas as sociedades necessitam, o espaço onde os filhos aprendem desde os primeiros anos a conhecer e adorar a Deus e amar ao próximo, o âmbito onde tem-se a primeira experiência da sociedade humana e da Igreja, e o meio mais eficaz para introduzir os filhos na sociedade civil e no Povo de Deus. A transcendência da família cristã é, pois, realmente extraordinária para a vida e o progresso da Igreja; tanto que, quando falta, é muito difícil supri-la.

3. Mas a família não dá conta de si mesma para realizar sua missão. Necessita a ajuda do Estado. É obrigação da sociedade civil tutelar os direitos e deveres dos pais e dos que intervêm na educação, colaborar com eles, completar –quando não é suficiente o esforço dos pais e de outras sociedades – a obra da educação segundo o princípio de subsidiariedade, atendendo aos desejos dos pais, e criar escolas e institutos próprios conforme o exija o bem comum. O Estado, portanto, antes que ser antagonista ou entrar em conflito com os pais, deve ser seu melhor aliado e colaborador, contribuindo em tudo, e só no que os pais não podem contribuir, e fazê-lo na direção que indiquem os pais. Esta colaboração leal e eficaz tem que dar-se também nos professores de todos os centros de educação, sejam privados ou públicos. Desta colaboração sairão beneficiados os filhos, em primeiro lugar; mas também a mesma sociedade e a escola, porque esses filhos serão amanhã melhores cidadãos e muitos deles farão verdadeiras contribuições ao progresso da escola.

4. A família também necessita da paróquia. Os pais, de fato, realizam a educação na fé, sobretudo, pelo testemunho da sua vida cristã, especialmente pela experiência de amor incondicional com que amam os filhos e pelo amor profundo que estes têm entre si; o qual é um sinal vivo do amor de Deus Pai. Além disso, segundo a sua capacidade, estão chamados a dar uma instrução religiosa, geralmente de caráter ocasional e não sistemático, à qual levam a bom termo descobrindo a presença do mistério de Cristo Salvador do mundo nos acontecimentos da vida familiar, nas festas do ano litúrgico, nas atividades que os meninos realizam na escola, na paróquia e nos agrupamentos, etc. Entretanto, necessita a ajuda da paróquia, porque a vida de fé vai madurando nos filhos na medida em que se vai incorporando, de uma maneira consciente, na vida concreta do Povo de Deus, o que acontece sobretudo na paróquia. É aí onde o menino e o adolescente, primeiro, e depois o adulto, celebra e se alimenta com os sacramentos, participa da Liturgia e se integra em uma comunidade dinâmica de caridade e apostolado. Por isso, a paróquia tem que ficar sempre ao serviço dos pais – não ao contrário -, especialmente nos sacramentos de Iniciação cristã.

5. Família, escola e paróquia são três realidades que ficam integradas e unidas pela educação que devem receber os filhos. Quanto maior seja a mútua colaboração e intercâmbio, e mais afetuosas sejam as relações, mais eficaz será a educação dos filhos.

  1. Reflexão do que dirige
  2. Diálogo
  3. Compromissos
  4. Oração comunitária
  5. Oração pela família
  6. Canto final

(Atos dos Apóstolos 11,14)



FAMÍLIA: Valores a Descobrir e Redescobrir.


Desde algumas décadas, os valores do matrimônio e da família sofreram repetidos assaltos que causaram graves danos no plano humano, social e religioso. Existem diversos valores que precisam ser redescobertos na vida matrimonial, mais ainda, o próprio matrimônio e a família devem ser vistos como valores fundamentais para o ser humano.As filosofias chamadas do construtivismo e do gênero ferem a natureza da realidade do matrimônio e da família refazendo a noção de casal humano a partir dos desejos subjetivos dos indivíduos, fazendo praticamente insignificante a diferença sexual, até o pondo de tratar de forma equivalente a união heterossexual e as relações entre pessoas do mesmo sexo.

Assim ensina o papa: “a essência da família e seus deveres são definidos pelo amor. É por isso que a família recebe a missão de guardar, de revelar e de comunicar o amor, reflexo vivo e participação real do amor de Deus para com a humanidade e do amor de Cristo Senhor para com a Igreja, sua Esposa”

(Familiaris Consortio, 17).

Pontos para reflexão

1. Existe sempre a necessidade de se voltar ao sonho inicial do Criador. Com o tempo, os valores, por causa da dureza do coração do ser humano, vão se degenerando. Fere o plano inicial de Deus e fere a própria essência do ser humano. Cada vez mais o homem distancia-se do caminho da verdadeira felicidade.

2. Faz-se necessário descobrir o lugar da fé no pacto da aliança dos esposos e o impacto que tem ou deveria ter em suas vidas. O sacramento do matrimônio deve ser vivido como um encontro com Cristo. Este existe desde as origens na criação, em vista de Cristo e de sua graça redentora que instaura uma plenitude para o amor conjugal e familiar.

3. “Família, sê aquilo que tu és!” repetia com força João Paulo II, o papa da família: sê o que tu és: célula mãe da sociedade, santuário do Amor, escola do Evangelho e dos valores humanos, a esposa de Cristo, patrimônio da humanidade, Igreja doméstica.

4. Somente consciente desta luz, vinda do encontro com Cristo, que a família pode hoje cumprir sua missão de educadora dos valores humanos e cristãos. “Faz de tua casa uma Igreja”, repetia a seus fiéis São João Crisóstomo (347-407).

Família, Formadora de Valores Humanos e Cristãos

Hora da Família – 2010

Paróquia de Ubaporanga – MG

228-FAMILIA–VALORES-A-DESCOBRIR-E-REDESCOBRIR




NÃO SE METAM NA MINHA VIDA!



QUANDO O TEU (TUA) FILHO(A)

LHE DISSER:  PAI, MÃE

NÃO SE METAM NA MINHA VIDA!



Texto  escrito por um Sacerdote.

Hoje  que estou aprofundando meus estudos teológicos na Família, seus valores, seus princípios, suas riquezas, seus conflitos, recordo-me de uma ocasião em que escutei um jovem gritar para seu pai:

NÃO TE METAS NA MINHA  VIDA!

Essa  frase tocou-me profundamente.

Tanto que, freqüentemente, a  recordo e comento nas minhas conferências com pais e filhos. Se, em vez de sacerdote, tivesse optado por ser pai de família, o que diria ante essa exclamação impertinente de meu(minha) filho(a)?

Esta poderia ser a minha resposta:


FILHO, UM  MOMENTO, NÃO SOU EU QUE ME METO NA TUA VIDA, FOSTE  TU QUE TE METESTE  NA MINHA!




Faz  muitos anos, graças a Deus, e pelo amor que tua mãe e eu sentimos, chegaste às nossas vidas e ocupaste todo nosso tempo.

Ainda antes de nasceres, tua  mamãe sentia-se mal,  não conseguia comer, tudo  o que comia, vomitava.

E  tinha que ficar de  repouso.

Tive  que me dividir entre  as tarefas do  meu trabalho e as  da casa para ajudá-la.

Nos  últimos meses, antes  que chegasses, tua  mãe não dormia e  não me deixava dormir.

Os  gastos aumentaram incrivelmente, tanto que grande parte do que ganhava era gasto contigo, para pagar um bom médico que atendesse tua mamãe e a ajudasse a ter uma gravidez saudável, em medicamentos, na maternidade, em comprar-te todo um guarda-roupa etc.

Tua mãe não podia ver nada de bebê, que não o quisesse para ti, compramos tudo o que podíamos, contando que tu estivesses bem e tivesses o melhor possível.

(NÃO  METER-ME NA TUA VIDA?!!!!!)

Chegou  o dia em que nasceste:

Tivemos que comprar algo para dar de recordação aos que te vieram conhecer, Tivemos que adaptar um quarto para você.

Desde a primeira noite não dormimos. A cada três horas, como se fosses um alarme de relógio, despertavas para te darmos de  comer.

Outras, porque te sentias mal e choravas e choravas, sem que nós soubéssemos o que fazer, pois não sabíamos o que te tinhas, até chorávamos contigo.

(NÃO METER-ME NA TUA VIDA?!!!!!)

Começaste  a andar e não sei quando foi que tive que andar mais atrás de “ti”, se quando começaste a andar ou quando pensaste que já sabias.  Já  não podia sentar-me  tranqüilo lendo jornal, vendo um filme ou o jogo do meu time favorito, porque quando acordavas, te perdias  da minha vista e tinha que sair atrás de ti para evitar que te machucasses.

(NÃO METER-ME NA TUA VIDA?!!!!!)

Ainda  me lembro do primeiro  dia de aula. Quando tive que telefonar para o serviço e dizer que não podia ir. Já que tu, na porta do colégio, não querias soltar-me a mão e entrar.

Choravas e pedias-me que não fosse embora.

Tive que entrar contigo na escola, e pedir à professora que me deixasse estar ao teu lado, algum tempo, na sala, para  que te fosses acostumando.

Depois de algumas semanas, já não me pedias que ficasse e até esquecias de se despedir quando saías do carro correndo para te encontrares com os teus amiguinhos.

(NÃO METER-ME NA TUA VIDA?!!!!!)

Foste  crescendo, já não querias que te levássemos às festas em casa de teus amiguinhos, pedias-nos que parássemos numa rua antes de te deixarmos e que te fôssemos buscar numa rua depois.

Porque já eras “cool“, top, não querias chegar cedo em casa.

Incomodava-te que te impuséssemos regras.

Não podíamos fazer comentários sobre os teus amigos, sem que te voltasses contra nós, como se os conhecesses a eles toda a tua vida e nós fôssemos uns perfeitos “desconhecidos” para ti.

(NÃO METER-ME NA TUA VIDA?!!!!!)

Cada  vez sei menos de  ti por ti mesmo, sei mais pelo que ouço dos demais.

Já quase não queres falar comigo, dizes que apenas sei reclamar, e tudo o que faço está mal, ou é razão para que te rias de mim, pergunto:

como, com esses defeitos, pude dar-te o que até agora tens tido?

Tua  mãe passa noites em  claro e, conseqüentemente, não me deixa dormir dizendo-me que ainda não chegaste e que já é madrugada, que o teu celular está desligado, que já são 3h e não chegas.

Até que, por fim, podemos dormir quando acabas de chegar.

(NÃO METER-ME NA TUA VIDA?!!!!!)

Já  quase não falamos, não me contas as tuas coisas, aborrece-te falar com velhos que não entendem o mundo de hoje.

Agora só me procuras quando tens que pagar algo ou necessitas de dinheiro para a universidade, ou para se divertir.

Ou pior ainda, procuro-te eu, quando tenho que chamar-te a  atenção.

(NÃO METER-ME NA TUA VIDA?!!!!!)

Mas  estou seguro que diante destas palavras:

“NÃO TE METAS NA MINHA VIDA”, podemos responder juntos:

FILHO(A),   NÃO ME METO NA  TUA VIDA

POIS FOSTE TU QUE TE METESTE NA MINHA.

TE ASSEGURO QUE DESDE O PRIMEIRO DIA ATÉ O DIA DE HOJE, NÃO ME ARREPENDO QUE TE  TENHAS METIDO NELA E A TENHAS TRANSFORMADO PARA SEMPRE!

ENQUANTO  FOR VIVO, VOU METER-ME NA TUA VIDA, ASSIM COMO TU TE METESTE NA MINHA, PARA AJUDAR-TE, PARA FORMAR-TE, PARA AMAR-TE E PARA FAZER DE TI UM HOMEM OU UMA MULHER DE BEM!

SÓ  OS PAIS QUE SABEM METER-SE NA VIDA DE SEUS  FILHOS CONSEGUEM FAZER DELES, HOMENS E MULHERES QUE TRIUNFAM NA VIDA E SÃO CAPAZES DE AMAR!

PAIS: MUITO OBRIGADO!

Por se meterem na vida dos seus filhos.

Ah, melhor ainda, corrijo, por terem deixado que os seus filhos se metam nas suas vidas!

E  para vocês filhos:

VALORIZEM  SEUS PAIS. NÃO  SÃO  PERFEITOS, MAS AMAM VOCÊS E TUDO O QUE DESEJAM É QUE VOCÊS SEJAM CAPAZES DE ENFRENTAR A VIDA E TRIUNFAR COMO HOMENS DE BEM !

A vida dá muitas  voltas, e, em menos tempo do que vocês imaginam, alguém lhes dirá:

“NÃO TE METAS NA MINHA VIDA!”

A  paternidade não é um capricho ou um acidente, é um dom de Deus, que nasce do Amor!

Recebido via e_mail:

Autor: teólogo Lauro Gimenes.


Pai, Mãe Não se metam

Na minha Vida

Outras Mensagem – PPS


http://www.cesut.com.br/conteudo/?id=843&PHPSESSID=90d1ca5d1ed030167858c6918b00dcb3




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Pais Maus

(Dr. Carlos Hecktheuer)

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