Frases de Padre Léo.



Frases pronunciadas Por Padre Léo que se eternizaram.




FRASES DE PADRE LÉO


Mensagens de Padre Leo




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O PAPAGAIO MARROM

Pe. Léo


“Quem precisa de muitas coisas por fora é porque está vazio por dentro…”



O Único Lugar do universo que Deus colocou a mão foi no Ventre, “Tu me Teceste no seio Materno…” (Salmo 138,13).

Sabe qual o autógrafo do inimigo para dizer para Deus que ele também coloca a mão no ventre das mulheres?

É o Aborto …

Pe. Leo Scj



“AMAR É ENSINAR O OUTRO A CAMINHAR”




“OS VERDADEIROS AMIGOS DA ORAÇÃO”


Padre_Bambu

AS 7 VERDADES DO BAMBU.

Pe. Léo


+ de 100 Fotomensagens para compartilhar no Facebook

Pe. Léo




O_Segredo_de_vencer_grandes_desafios

O Segredo para vencer grandes desafios.

Pe. Léo




Jesus_disfarçado

O Cristo Disfarçado. 

Pe. Léo







Buscai_Lk

Buscai as coisas do Alto.

Pe. Léo



Semeando a cultura de Pentecostes


Jesus_disfarçado Orações_espírito_Santo
Creia_no_Senhor_Jesus_e_seras_Salvo_Tu_e_Tua_Casa_3 Fabio de melo Feliz Natal 2 Felipe_Aquino_10_pontos_negativos_educacao_filhos

Semana Nacional da Família – 2017.



Hora da Família 21 – 2017

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

O tema deste ano é:


“Família, uma luz para a vida em sociedade” 


De 13 a 19 de Agosto de 2017

NA SUA PARÓQUIA



 - Pastoral Familiar CNBB


A Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) e Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB apresentam a edição 2016 do subsídio “Hora da Família”, disponível para aquisição na Loja Virtual da Pastoral Familiar, com preço exclusivo.Adquira agora!

  • Neste ano, a reflexão está em sintonia com o impulso da Igreja no Brasil para que seja percebida a importância das ações dos cristãos leigos e leigas na sociedade. O material, preparado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), propõe os sete encontros da Semana Nacional da Família, Leitura Orante da Palavra e celebrações em família. “Desejamos que, ao refletir sobre os sete temas propostos, nossas famílias cresçam na harmonia e na disposição de Servir melhor a Deus sendo realmente uma luz para a sociedade”, espera o assessor nacional da Comissão para a Vida e Família da CNBB e secretário executivo da CNPF, padre Jorge Alves Filho.
  • Os encontros para a Semana Nacional da Família, que neste ano será de 13 a 19 de agosto, são compostos de orações, cantos, momentos de escuta da Palavra de Deus e de partilha. Em cada um destes, a reflexão da temática é direcionada a partir de textos bíblicos, de trechos de documentos do Magistério da Igreja e de pequenas histórias.

    “Família, uma luz para vida em sociedade” – Hora da Família 2017

    Entre os documentos da Igreja dos quais os trechos foram extraídos, estão as exortações apostólicas Amoris Laetitia – sobre o amor na família, do papa Francisco, e Familiaris Consortio, de São João Paulo II; o Documento de Aparecida; o Catecismo; e o Documento 105 da CNBB “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade – sal da terra e luz do mundo”.

    A intenção, de acordo com padre Jorge, é que as famílias tornem-se promotoras da transformação da sociedade em lugar de justiça, fraternidade e paz.
    Este ano, como compromisso de fé, amor e missão, as famílias poderão consagrar sua casa à Sagrada Família de Nazaré.

    Novidades

    Neste ano, além dos tradicionais encontros celebrativos para o Dia das Mães e o Dia dos Pais, o Hora da Família apresenta uma sugestão de Leitura Orante com o tema “Valor e virtude do amor”, a partir do texto bíblico contido em I Coríntios, capítulo 13. Outra novidade é a Consagração à Sagrada Família, ao final da celebração da Sagrada Família, que deve ser feita no dia 31 de dezembro. Para este momento, as famílias poderão utilizar o encarte com a imagem da Sagrada Família para consagração da casa como compromisso de fé, amor e missão.

    Encontros

    Obs: Para mais detalhes sobre o tema Click nos Link’s:

    1º Encontro: O perfil mariano da Igreja; (Link)
    2º Encontro: A família;
    3º Encontro: A necessária mudança de mentalidade e de estrutura;
    4º Encontro: Igreja, comunhão na diversidade;
    5º Encontro: O perdão na Família – Fonte de reconciliação e libertação;
    6º Encontro: Serviço cristão no mundo;
    7º Encontro: A família promotora da misericórdia na sociedade.

    Como adquirir

    O subsídio “Hora da Família” é distribuído pela Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar (Secren). Encomendas podem ser feitas pela Loja virtual, pelo telefone (61) 3443-2900 ou ainda pelo e-mail vendas@cnpf.org.br O material também é distribuído pelos casais coordenadores e agentes da Pastoral Familiar nos regionais e dioceses.

    CD Hora da Família 2017

    Download do material de divulgação:

    Fonte: https://portalkairos.org/hora-da-familia-2017/#ixzz4mLzfsWrK



Encontro de Casais com Cristo_ECC
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

Jubileu das Famílias – Anápolis – Go.



Finalizando a 

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

2017

A Diocese de Anápolis estará promovendo o:


“Jubileu das Famílias”



Que se realizará no rincão da Comunidade Naiot na Fazenda Poções Próximo a Ouro Verde de Goiás segundo o mapa no final deste Post.

DOMINGO DIA  20/08/2017




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Semana Nacional da Família – 2016.




Hora da Família 20 – 2016

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

O tema deste ano é:


“Misericórdia na Família: Dom e Missão”,


De 14 a 21 de Agosto de 2016

NA SUA PARÓQUIA



Hora da Família 2016


A Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) e Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB apresentam a edição 2016 do subsídio “Hora da Família”, disponível para aquisição na Loja Virtual da Pastoral Familiar, com preço exclusivo.Adquira agora!

Com o tema “Misericórdia na Família: Dom e Missão”, o subsídio oferece sete encontros, além de celebrações como Via-Sacra em família, celebração para o Dia dos Pais, Dia dos Avós e Dia das Mães.

Com uma proposta moderna e explicativa, o material é organizado de forma interativa, propondo encontros participativos e celebrativos, buscando envolver a comunidade, famílias, lideranças, crianças, jovens e adultos.

“O ‘Hora da Família’, neste ano, quer nos envolver nesse clima da misericórdia divina, com vistas à missão. Não pode ficar unicamente entre os grupos de Pastoral Familiar. A nossa criatividade pastoral deve nos inspirar para que esse conteúdo seja partilhado, multiplicado, servido, também, em muitos outros ambientes onde nem sempre a Palavra está presente: escolas, centros de saúde, meios de comunicação, prédios, associações de moradores, periferias”, sugere o bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa.

O assessor nacional da Comissão para a Vida e a Família, padre Moacir Arantes, orienta que as equipes da Pastoral Familiar e agentes repassagem o “Hora da Família” 2016, com o valor de venda indicado de R$ 3,00. Desta forma, o material chegará a muitas famílias por um preço acessível, gerando assim um amplo processo de evangelização neste Ano da Misericórdia.

Para padre Moacir, o “Hora da Família” quer ajudar a todos a fazerem a experiência com a misericórdia de Deus. “Este subsídio precioso de estudo, reflexão e oração, nos convida a realizar nos grupos pastorais, de vizinhos, de amigos, ou na intimidade do nosso lar, importante reflexão a respeito das obras de misericórdia. Queremos conhecer um pouco melhor o jeito de Deus ser e agir com seus filhos e filhas, para que possamos transformar o nosso ser e nosso agir para com os outros”, explica o sacerdote.

Confira os encontros:  

Obs: Click no título para ver o texto base do livrinho em PDF fornecido pela Arquidiocese de Campinas.

1º Encontro – Criados por um Pai Misericordioso

2º Encontro – Criados na Misericórdia e para Misericórdia

3º Encontro – Procurados pela Misericórdia

4º Encontro –

Família e Igreja, lugares da Misericórdia

5º Encontro –

O perdão na Família– Fonte de reconciliação e libertação

6º Encontro – As obras de misericórdia na família e da família

7º Encontro – A família promotora da misericórdia na sociedade

Semana Nacional

O “Hora da Família” 2016 está em sintonia com a Semana Nacional da Família, que acontece de 14 a 21 de agosto, em todas as comunidades do Brasil. O subsídio apresenta reflexão sobre temas familiares, oferecendo roteiros de orações e cantos para motivar a atividade.

Como adquirir

O subsídio “Hora da Família” é distribuído pela Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar – SECREN. Encomendas podem ser feitas pelo telefone (61) 3443-2900, ou pelo e-mail vendas@cnpf.org.br O material também é distribuído pelos casais coordenadores e agentes da Pastoral Familiar nos regionais e dioceses.

Material de apoio.

Confira os detalhes no site: www.cnpf.org.br

Temas para pesquisa Link’s neste site:

Família – primeira escola de misericórdia.


 Baixe a capa e o cartaz da campanha de 2016:

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Encontro de Casais com Cristo_ECC
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

O Papagaio na Gaiola de luxo – Padre Leo.



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Uma estória de Padre Léo que ele contava sempre em seus encontros para casais a fim de mostrar o valor da dedicação ao conjuge e os demais familiares, pois muitas preocupações secundárias tomam frente ao que é indispensável e por isso muitos matrimônios fracassam.



O Papagaio na Gaiola de luxo:


Certa vez uma senhora ficou viúva e seus filhos já casados moravam longe e ela ficava praticamente sozinha o dia todo e como já estava habituada a conversar começou a se sentir deprimida assistindo TV o dia todo.  

Um dia quando assistia um documentário sobre animais de estimação teve uma ideia e procurou um Pet shop para adquirir um animal de estimação:

– Boa tarde cumprimentou-lhe o dono da loja de animais.  O que a Senhora deseja.

– Caro Sr, eu procuro um animal para me fazer companhia, pois fiquei viúva a pouco tempo e estou me sentindo muito sozinha, o que o Sr, sugere.

– Tenho aqui um cãozinho da raça Shih Tzu que é muito dócil, mansinho, não solta pelo e etc.

– Não, disse ela, não quero um cachorrinho, pois faz chichi pra todo lado e já tive um e não gostei.

– Sugiro então um gatinho…. angorá…

– Não, interrompeu ela ainda no meio da frase, não suporto gatos, solta muito pelo e uma prima minha ficou até doente por causa de um gato … e etc.

– Tenho também um passarinho, Curió. – Não, não quero um passarinho, esse bicho faz muito barulho …

– Sendo assim tenho aqui este “Ferreti” um tipo de lagarto, ele é quetinho e dorme o dia todo,

– Não!… que dorme o dia todo? Não, eu quero um que me faça companhia, pois um assim já tive um a vida toda.  

Dizendo isso ia saindo da loja quando viu na vitrine de saída um Papagaio muito bonito, voltou-se para o vendedor e perguntou:   E este Papagaio aqui está a venda?  Ele fala alguma coisa?

– Esta a venda sim e ele fala não só o português como, francês, inglês e algumas palavrinhas em alemão, é uma raça muito nobre de Papagaios faladores e foi importado recentemente. e etc.

– Gostei do bichinho, acho que irá me servir, quanto custa?

– Por  ser muito raro seria muito caro, mas estamos vendendo este na promoção por apenas R$ 2000,00.

– O que?  Muito caro, se eu comprar por esse preço é capaz do falecido revirar dentro do caixão e foi-se embora, mas ficou pensando naquela possibilidade, pensou, pensou e dois dias depois retornou até a loja para buscar aquela ave.

Bom dia – Bom dia:

– Vim buscar o meu Papagaio.

– Entusiasmada com a nova aquisição, levou-o para casa arrumou um local para que ele ficasse e no dia seguinte acordou cedinho e puxou conversa com o Papagaio, mas notou que ele estava um pouquinho triste e não disse nenhuma palavra.

– Ela ligou para o Pet shop e narrou o episódio, onde o vendedor lhe disse que era preciso que ele se ambientasse em seu novo lar primeiro para depois começar a falar.

2º dia – Achando que o Papagaio já estava acostumado com o novo lar a Sra. chegou e disse:

  • Bom dia Papagaio… e não ouviu resposta.
  • Bonjour… Good Morning … e ele permanecia com a cabeça baixa e não dizia nada.
  • – Ela ligou de novo para o Pet shop e informou o ocorrido dizendo que falou português, Francês e Inglês e o Papagaio não respondeu, Por Que seria isso?
  • – Ele respondeu perguntando se o Papagaio estava bem colocado no receptáculo “papagaiolístico”?
  • – Como? O que?  ? Papagaiolístico? O que é isso meu filho!
  • – É um ambiente apropriado para um papagaio desta nobre raça, com barras de titânio que não enferrujam, um poleiro de mogno que não contamina a ave e etc. fez a maior propaganda do objeto.
  • – E a mulher então perguntou, onde eu consigo um negócio deste?
  • – Temos um aqui em nossa loja, podemos lhe entregar e instalar por apenas R$ 800,00 .
  • –  Ela relutou um pouco, regateou o preço e por fim concordou e pediu que a levassem imediatamente.
  • 3º dia, o Papagaio não falo e ela recorreu mais uma vez à loja que o vendeu.
  • Desta vez ele lhe vendeu um balanço.
  • 4º dia – Agora a causa do problema era a falta de uma escada para que o papagaio subisse imitando os galhos de uma árvore.
  • 5º Dia – Desta vez ela precisava de um espelho para se sentir acompanhado e desinibisse a sua fala.
  • – A Senhora foi seguindo as instruções do vendedor e foi comprando tudo de bom para o Papagaio e até aquele momento não ouvira uma só palavra.
  • 6º ao amanhecer do dia a mulher ouviu uma vozinha fraca vindo do palácio Papagaiolístico e correu lá para falar com o bichinho no que ouviu suas ultimas palavras e morreu sem explicação.
  • Ela foi na loja muito nervosa, pois havia gasto muito dinheiro sem obter nenhum resultado e no final das contas o bichinho ainda morreu  sem motivo, pois vivia com todo aquele luxo.
  • – O vendedor então perguntou, mas ele morreu mesmo sem dizer nenhuma palavra?
  • – Não! ele falou assim bem baixinho…
  • – Não tinha nenhum tipo de comida para papagaio naquela loja? e foi ficando fraquinho e morreu!

MORAL DA HISTÓRIA

Aquele vendedor ofereceu tudo de bom para a Senhora comprar para o Papagaio e se esqueceu do principal, de oferecer a comida de papagaio para a ave e que a Senhora nem sequer sabia o que oferecer.

De que adianta uma enorme e espaçosa Gaiola de Titânio luxuosa que não enferruja, um balanço para descansar, uma escada para se ambientar  um espelho para se apreciar e não ter nem sequer um grão de alpiste para se alimentar? A morte viria mais cedo ou mais tarde e apesar dos sinais de tristeza, mudez, fraqueza ninguém notou do que realmente lhe fazia falta para viver!


APLICAÇÃO NA VIDA REAL


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PADRE LÉO


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Semeando a cultura de Pentecostes


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Família e misericórdia.



O que permite a Sua Santidade o Papa Francisco dizer algo de tão liminar e diamantinamente importante como «A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia» (Misericordiae vultus (MV), 10) é saber-se que este ato – divino por excelência – é isso «que revela o mistério da Santíssima Trindade» (MV, 2). Mudemos um pouco a ordem dos termos da citação para podermos entender melhor o que aqui está em causa: é a misericórdia – qualquer seja, pois toda ela é Deus em ato – que nos permite penetrar o que é penetrável no Mistério da Santíssima Trindade, único mistério que existe verdadeiramente.

Por Américo Pereira
Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Ciências Humanas – Publicado em 06.11.2015
 

Leia o texto:


Familia_e_misericordia

“As obras de misericórdia como atos criadores da família” 


Ora, de esse mistério, o que está ao nosso alcance é precisamente a misericórdia que se nos revela através quer da Revelação tradicionalmente entendida quer através dessa outra revelação divina que é a exata presença da misericórdia na ação humana. Em que consiste pormenorizadamente todo o restante infinito da Santíssima Trindade nunca se saberá. Mas que é um infinito e sempre atual ato de misericórdia, isso sabe-se. Mas isso só se pode perceber o que seja, para além do mero enunciado verbal, se se souber por experiência própria o que é a misericórdia, isto é, apenas os que em ato experimentaram a misericórdia, os misericordiosos, podem saber o que se pode entender por misericórdia divina no seio da Santíssima Trindade.

E o que é isso da misericórdia?

É, antes de mais, um ato. Um ato que põe algo em ser. O primeiro ato de misericórdia é o ato de absoluta inauguração do mundo, ao ser este criado por Deus. Assim, a misericórdia é o ato que absolutamente põe a possibilidade de algo, neste caso, do próprio mundo. É o ato de amor, de caridade por excelência. Pode mesmo dizer-se que a misericórdia é o amor e a caridade enquanto puros atos: são a própria atualidade da caridade. Se da caridade pode haver uma concessão puramente teórica, da misericórdia, apenas uma concessão atualista faz sentido. Na misericórdia, o conceito e o ato imediatamente recobrem-se.

Nenhum cristão, se o é mesmo, pode duvidar do amor caritativo de Cristo antes do momento do cálice. Mas, sem o momento do cálice, tudo seria puramente teórico: é com a assunção do cálice, como ato de beber o seu conteúdo, que o amor se transforma num verdadeiro ato de misericórdia.

O mesmo se diga do sim de Maria ao pedido de Deus para ser Mãe do possível Emmanuel: Maria amava Deus, mas o ato de misericórdia para com a humanidade, mas também para com Deus – tal a força deste ato – dá-se com e apenas com o sim dito e assumido.

Semelhantemente, José, ao assumir constituir família com Maria e o Emmanuel em adveniência, opera misericordiosamente.

A mesma misericórdia se faz sentir quando, poupando ilógicas mediações, Deus chama a si a mesma Maria que usou de tão bela misericórdia para com ele: cumprindo, deste modo, a promessa de Cristo ao dizer que o ato nosso de cada dia é, já, a nossa recompensa. Maria teve como recompensa a misericórdia que pôs na relação com Deus; Deus teve apenas de deixar que a misericórdia posta por Maria atingisse a sua plenitude. Assim com toda a misericórdia.

Assim com a misericórdia divina, sempre perfeita, infinitamente perfeita em ato no seio da Santíssima Trindade.

É esta misericórdia que permite, então, dizer ao Papa Francisco que a trave mestra da vida da Igreja é a misericórdia. Como não o ser?

Deste modo, a Igreja não é uma coisa histórica, ou física, ou institucional, mas é, antes, vida e vida que é misericórdia. Só no seio desta e como liturgia a esta vida de misericórdia faz sentido a sua natureza de coisa também física, também histórica, também institucional. Apenas esta vida de e em ato de misericórdia é capaz de fazer da Igreja algo de credível (MV, 10) não apenas junto de crentes em seu interior, de crentes em seu exterior, e de não crentes, mas, sobretudo, junto do próprio Deus, que, sendo a plenitude da misericórdia, não tolera a falta desta, como podemos ver em Job, com os falsos amigos, ou na triste narrativa de Sodoma e Gomorra, cujo suicídio se deveu à sua absoluta falta de misericórdia, contemplada e selada por Deus, que não salva através do uso da violência.

Ora, como diz o Papa em MV, 9, «o amor nunca poderia ser uma palavra abstrata.». Tal implica que, para que a misericórdia exista, tenha de haver atos de misericórdia em nós e connosco como na Santíssima Trindade, sendo que esta é paradigma, mas, como tal, fim a que tender em aproximação infinita.



É, então, a realidade concreta da misericórdia o lugar permanente das obras de misericórdia, corporal e espiritual, isto é, viva, dado que, na vida humana, em ato, não há distinção senão formal entre os dois âmbitos (sem o espírito, há um cadáver; sem o corpo, nada, pois nós não somos anjos com corpo). São tais obras:

1. Dar de comer aos famintos;
2. Dar de beber aos sedentos;
3. Vestir os nus;
4. Acolher os peregrinos;
5. Dar assistência aos enfermos;
6. Visitar os presos;
7. Enterrar os mortos;
8. Aconselhar os indecisos,
9. Ensinar os ignorantes;
10. Admoestar os pecadores;
11. Consolar os aflitos;
12. Perdoar as ofensas;
13. Suportar com paciência as pessoas molestas;
14. Rezar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.


O modelo destas obras é o próprio Cristo, em cuja vida encontramos atos modelares correspondentes a todos estes paradigmas, alguns deles de forma literal. Assim, ser misericordioso é agir segundo a plena realização das ações que estas catorze padronizações indicam. Se bem entendidas, cobrem todos os tipos possíveis de atuação possível na e da nossa vida, não apenas como Igreja, mas estendendo-se a toda a humanidade e definindo, deste modo, o caminho perfeito para o Reino de Deus ou a Cidade de Deus, cidade da plenitude do bem possível, designação que cobre não apenas a referência religiosa cristã, mas a humanidade de sempre.

Podemos entender, assim, como a misericórdia é não apenas uma «coisa» cristã ou religiosa, na religião ou no cristianismo se esgotando, mas algo que está no centro mais profundo da possibilidade da própria humanidade, algo sem o qual a humanidade não tem futuro possível. A misericórdia, ainda que humanamente entendida é (como a caridade ou o amor) o único ato que aguenta na perfeição o crivo laico do famoso imperativo categórico de Kant.

Onde podemos encontrar em termos cristãos esta misericórdia numa dimensão humana? Há um modelo humano para tal? Este modelo é universalizável, sem o que a humanidade está condenada a uma vã efemeridade mais ou menos longa no tempo, mas sempre demasiado breve?

Pensamos que sim.

O modelo perfeito é a Sagrada Família; é um modelo universalizável precisamente em sua essência e substância de ato de misericórdia; a sua universalização como ato de misericórdia é o único modo de tornar a humanidade em algo mais do que um vão sonho de Deus, sonho autodesprezado, autoaniquilado.

Maria, José e Emmanuel são o paradigma quer da humana família quer da humana misericórdia porque consubstanciam perfeitamente em sua relação o ato de pleno e indefetível amor criador de possibilidade de bem em que consiste a misericórdia. Não há família se não houver obras de misericórdia em ato. A plenitude da família corresponde à plenitude da realização das obras de misericórdia, quando necessárias. Não se trata de inventar obras desnecessárias, mas de as cumprir todas quando necessárias; todas concomitantemente se todas forem necessárias num mesmo momento.

A perfeita mãe é quem as cumpre a todas segundo o modo necessário exposto; o mesmo acontece quer com o perfeito pai quer com o perfeito filho.

É esta perfeição atual que constitui a família: sem ela não há família; com ela há sempre família. A naturalidade na e da família reside no ato de misericórdia, não em qualquer estrutura física ou biológica: não há relação biológica entre Emmanuel e José, nem por isso José deixa de ser o perfeito pai de Emmanuel e este o perfeito filho de José.

A família replica, assim, o ato criador de Deus, que não é um ato físico, embora instaure a física, mas um ato espiritual, precisamente o ato do dom de misericórdia mais grandioso que existe e que realiza a transformação do nada de nós no tudo da nossa possibilidade através do amor criador. A família prolonga esta capacidade criadora, prolongando também essa outra forma de misericórdia que é a providência divina, na forma da humana dedicação amorosa, previdente e providente, possibilitadora da manutenção terrena do ser humano na existência. É um bem-agir que corresponde à operação ativa de um bem-querer, que é um querer que o outro seja e seja bem. Ora esta é a ação criadora e providencial de Deus, dada como possibilidade à criatura humana, isto é, a misericórdia divina dada como possibilidade de misericórdia humana.

Misericórdia é, assim, um ato de providência, divina ou humana, que permite que o absoluto do que é seja. É a mesma definição do amor.

A misericórdia divina é o sustentáculo de todo o ser criado e a porta aberta para a salvação de toda a criatura, mormente da humana, que tem apenas de aceitar beber o doce cálice da misericórdia humana. Uma universal libação com tal cálice corresponderia à Cidade de Deus, universal família espiritual.


Américo Pereira
Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Ciências Humanas
Publicado em 06.11.2015
 


“Misericordiae vultus”: Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia (papa Francisco)


 



OBRAS+DE+MISERICORDIA[1]

Os Frutos da

MISERICÓRDIA

de Deus


Tende_Misericordia_Senhor Jesus_Misericordioso_101 Fonte de misericordia
terco-da-misericordia-11[1] Novena_misericórdia

Família – primeira escola de misericórdia.



Vocacionada a ser reflexo do amor da Trindade para os homens, a família só pode existir e chegar à sua plenitude se estiver continuamente ligada à fonte do amor de Deus. “As relações intra e extrafamiliares precisam ser marcadas pela misericórdia”.

Por  Moysés – Comunidade Shalom Fotaleza   Tema congresso para as familias

Leia o texto:


moyses congresso familias

Fotos: Marciano Rodrigues


“A família é fecunda e feliz quando se torna escola de  Misericórdia”


É a família, como primeira escola de misericórdia, que poderá mostrar ao mundo a verdadeira face de Deus, bom pastor que deixa as 99 ovelhas e, com amor misericordioso, busca a que se perdeu.  Ela é um espelho do amor da Trindade que Deus deseja manifestar ao mundo. “A família é fecunda e feliz quando se torna a primeira escola de misericórdia para a sociedade. Não existe verdadeira felicidade fora disso. Este amor misericordioso de Deus precisa ser derramado sobre a Igreja e humanidade.

É necessário viver a misericórdia sob dois aspectos que representam bem o amor de Deus: Hesed e Rahamim. O amor Hesed é aplicado a Deus e representa a fidelidade de sua aliança com seu povo. “Deus perdoa sempre e para sempre. Deus apaga os nossos pecados e nos transforma”, explicou. O Senhor nunca se cansa de perdoar e sempre dá uma chance para o homem recomeçar.

Rahamim evoca de um modo especial o amor materno, um amor de entranhas. “Significa criar dentro de si um espaço para o outro. A mãe começa a sentir com esse outro, sofrer com o outro, se alegrar com o outro”.   Deus nos ama mais do que uma mãe ama um filho. “Deus se fez homem, revestiu-se com a sua carne e nos trouxe para dentro dele, dentro da Trindade. Em sua humanidade, Cristo tomou sobre si as nossas dores. Nenhuma dor humana está fora de Deus”.  Assim, o Senhor nos chama a também assumirmos as dores da humanidade.

O verdadeiro remédio para as dores do mundo é a misericórdia de Deus. São João Paulo II evocava os escritos de Santa Faustina Kowalska, a apóstola da misericórdia, e confiava no amor de Deus que transforma a humanidade. O Papa Francisco também recordou que a última palavra no mundo não é do mal, das guerras, da ideologia. A última palavra na história dos homens é a misericórdia de Deus. “São João Paulo II dizia que o homem do século XXI só seria evangelizado pela misericórdia”.

A misericórdia também é uma marca do Pontificado do Papa Francisco, que fala sobre a graça que Deus deseja derramar sobre o mundo e de forma abundante sobre as famílias. A Exortação “Amoris laetitia”: a alegria do amor na família é reflexo disso. “O Papa Francisco repete na sua exortação que o homem em seu mistério mais íntimo não é sozinho, mas está em família cuja essência é o amor. Esse amor é o Espírito Santo” e a família é reflexo do amor da Trindade que se derrama pela humanidade.


Familia_e_misericordia


Julgamentos

Um obstáculo para vivermos a misericórdia de Deus para com os outros são os julgamentos. Pensamos ser superiores aos outros e não damos nosso perdão, mas sempre achamos que os outros são culpados e nós, inocentes. No entanto, é preciso reconhecer que “sem um segundo da graça de Deus, somos capazes de cometer os pecados mais abomináveis que vemos em uma pessoa”. Essa experiência com a misericórdia de Deus que nos possibilita levar o amor aos outros só é possível por meio da oração. “Deus vai nos visitando. Uma família que reza tem esta grande e decisiva fonte de salvação. Ela se conhece mais e se torna capaz de amar, de perdoar, de recomeçar, de ser feliz. A oração é uma fonte inesgotável de misericórdia”.

A misericórdia precisa ser vivida concretamente dentro de casa. “Esta capacidade de perdoar é inerente à vida da família porque se aprende a perdoar dentro de casa. Os filhos vão entender o que é misericórdia de Deus lendo isso na vida dos pais.” Também é necessário aprender a dar e pedir perdão. “Deus é tão misericordioso que nos constrange e nos transforma de dentro para fora”. Assim nossas famílias precisam viver: distribuindo amor e não castigos, julgamentos.

Existem três figuras na Bíblia que ressaltam o julgamento: Suzana que foi acusada injustamente de adultério por dois juízes no livro de Daniel e, nos evangelhos, a história da mulher adúltera e da viúva julgada pelo juiz injusto. “Deus tem misericórdia até quando estamos errados. A mulher foi chamada de adúltera não por Jesus, mas pelos fariseus.” Ele nos ensinou que não podemos ter julgamentos tão rígidos com os outros.

No caso da viúva necessitada e do juiz, ele se tornou indiferente e centralizado em si mesmo. Esse erro também pode acontecer conosco quando julgamos, rotulamos e queremos que o mundo gire em torno dos nossos problemas. “Temos julgamentos injustos, rígidos ou indiferentes. Falta o olhar misericordioso de Deus”, disse. Quando temos misericórdia, vivemos a paciência, que é o padecer ao lado do outro.

Outra parábola conhecida é a do rico e do pobre Lázaro. O rico faz festa, enquanto o pobre morre de fome e os cachorros lambem suas feridas. “A parábola não condena a riqueza, mas a indiferença. O rico é incapaz de ver o que o cachorro vê, as feridas purulentas do outro”, este fato acontece em nossa própria casa, às vezes nossos maridos, esposas e filhos estão com feridas purulentas e não vemos o que está acontecendo.

É necessário experimentar a misericórdia dentro de casa, estando atento aos pobres, com sensibilidade para a missão e a evangelização. “A família não pode ficar centralizada em si mesma.” O Papa Francisco diz que se permitirmos dar lugar ao ressentimento, a tendência é imaginar cada vez mais maldade e o ressentimento vai criando raiz.  “A comunhão familiar só pode ser conservada e aperfeiçoada com compreensão, tolerância, perdão e reconciliação”. É necessário ainda ver o outro com um olhar de céu, assim como Deus nos vê.


Fonte: comshalom.org

Teresa Fernandes



Jesus

MISERICÓRDIA

MAIS IMAGENS


Tende_Misericordia_Senhor Jesus_Misericordioso_101 Fonte de misericordia
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Sentindo a Presença de Deus!



Arrepios, calor nas mãos e no coração, aumento da pulsação cardíaca, tremor nas pernas e mãos, Língua trêmula, leveza no corpo e na alma, repouso no Espírito e outras manifestações que causam apreensões e duvidas na maioria das pessoas que as sentem pela primeira vez.

O que poderia significar essas sensações?

E quando se relacionam com momentos de Oração?


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Religião:

O objetivo de qualquer RELIGIÃO (*) é ligar o homem a Deus ou seja, refazer a amizade perdida e reunir a criatura com seu criador causando o efeito inverso do  episódio narrado a respeito do pecado de Adão e Eva quando foram expulsos do paraíso que causou o afastamento do Homem de Deus como sua consequência principal.

Assim sendo, o objetivo primordial da Igreja é levar o homem a ter uma comunhão com Deus restabelecendo o relacionamento de Pai e filho que foi quebrado como efeito do pecado, sendo que precisamos compreender que Deus não está longe de nós, mas pode ser alcançado por todo aquele que o busca. (“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” “Jeremias 29,13”)

Deus se revela como uma pessoa, revela seu filho como uma pessoa visível e presente junto de nós e comprova que o Espírito Santo também é uma pessoa e também estaria presente no meio de seu povo, é estranho porém não reconhecer que esse Deus “PESSOA” não poderia ser tocado ou ouvido, visto ou sentido, saboreado ou experimentado!   Se somos pessoas sensíveis, logo seria mais do que normal sentir o toque da pessoa que está ao nosso lado, se assim não fosse, certamente iremos interpretar que realmente não existe ninguém do nosso lado.   A Fé nos garante que os nossos sentimentos não nos enganam e que realmente podemos experimentar a presença Real de Jesus no meio de Nós quando nos reunimos em seu nome em ADORAÇÃO.


Perguntas: ???


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Muitas pessoas procuram respostas e conhecimento sobre sensações que se afloram nos momentos de louvor, adoração, oração e até mesmo durante uma pregação da palavra quando estamos reunidos em nome de Jesus na Igreja ou fora dela.   

É muito comum entre nós, principalmente entre aqueles que já estão a mais tempo na atividade da pregação ou ministrando louvor em encontros e grupos de oração dizer que “ARREPIAMOS” quando acontece um forte impacto na pregação ou um bom momento de louvor em que uma música bem ministrada causa um clima de proximidade e ação de Deus entre nós, as vezes pode parecer uma simples brincadeira, mas dizemos assim porque a sensação de arrepiar ou sentir um bom momento de oração se manifesta em todos nós e não apenas naqueles que procuram saber suas causas e efeitos.  Estes sentimentos humanos também se manifestam naqueles que ficam em silêncio, porque já estão acostumados ou porque se assustam e preferem negar suas emoções e sentimentos humanos.

A negativa e a tentativa de amortizar a evidência dessas sensações é muito comum entre nós e principalmente nas vertentes mais tradicionalistas da Igreja que criticam o lado “Pentecostal” que dá mais ênfase às moções do Espírito Santo entre nós.    Esta vertente tradicionalista diz que as emoções são causadas pelos ministrantes, ou seja, são provocadas intencionalmente nas pessoas que estão presentes por ações psicológicas, porém podemos dizer que as emoções estão presentes em todos os seres humanos e o que as aflora em nossa pele não é a vontade de outra pessoa externa e sim a reação de nosso próprio ser interior, de nossa alma e de nosso espírito humano.


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Os Cinco Sentidos:


Estudamos na escola que o corpo humano possui cinco sentidos que são eles; Audição, Tato, Paladar, Olfato e Visão. mas a sensibilidade do corpo humano não se resume apenas a estes 5 sentidos por isso há quem acrescente também um 6º sentido espiritual relacionado as sensações não ligadas ao corpo.   Muitas reações de nosso corpo físico não são justificadas por esses cinco sentidos carnais, um arrepio pode ser causado por uma brisa fria, mas pode ser causado também pelo toque de alguém que se ama e a simples proximidade desta pessoa pode lhe causar muitas emoções e sensações.  Assim podemos justificar também um toque de Deus em nossa alma e espírito.   Mesmo que Deus não esteja materializado do meu lado Ele te ama e quer que você saiba disso, pois bem, sabemos que Deus é Espírito e seu toque não ocorre no corpo físico e sim no corpo espiritual, porém esse toque de Deus causa uma reação tanto na alma como também externamente em nosso corpo físico.

As emoções fazem parte do ser humano “Completo” (corpo, alma e espírito) e não se pode separar a alma do corpo a não ser pela morte física.   Estas emoções estão presentes em nossa vida em todas as situações, a sensação de alegria e felicidade se manifestam quando nos sentimos bem, fato que geralmente acontece quando nos aproximamos mais de Deus e confiamos em seu amor e por assim dizer quando um momento de louvor eleva a nossa alma e nosso espírito à um estágio de sensação agradável de estar na presença de Deus. Normalmente as nossas emoções se afloram automaticamente sem ser necessário a intervenção de uma outra pessoa, neste caso reconhecemos que a função de um bom ministro de louvor seria exatamente elevar o nível de proximidade entre Deus e as pessoas presentes.   Quando isso ocorre com perfeição os corações se abrem e Deus pode agir com liberdade no publico presente e neste caso cada pessoa em particular poderá ter uma sensação diferente; tem aqueles que apenas sentem um leve toque de Deus, tem aqueles que são profundamente tocados e tem aqueles que nada sentem sem se referir àqueles que fogem da presença de Deus que apesar de ser uma minoria devemos confessar que elas existem de fato já que uma pessoa com histórico de possessão não consegue permanecer em um ambiente em que Deus é exaltado e louvado.


Arrepio é uma sensação do corpo:


arrepio[1]


Os seres humanos sentem arrepio quando estão com frio, com medo, com raiva, quando sentem admiração por alguém, quando se aproximam ou sentem a aproximação de alguém. . Muitas outras criaturas também sentem arrepios pela mesma razão, é por isso que um gato ou um cão ficam de cabelos em pé e os espinhos de um porco-espinho levantam abruptamente quando se sentem ameaçados. Os pelos se arrepiam, como uma defesa do corpo em resposta ao medo, para aparentarmos maiores e assustarmos os ‘inimigos’. Isso se vivêssemos em condições selvagens, como os demais animais. Os arrepios não tem mais essas funções em nós, por vivermos com roupas e não precisarmos ‘parecer maiores’, pois não temos predadores naturais. Porém essa sensibilidade possui outras razões externas e internas ao corpo, na sexualidade ou apenas pelo amor alguém pode arrepiar o corpo todo apenas por um toque ou ao sentir a proximidade de alguém, que pode ser negativa trazendo uma sensação ruim ou totalmente positiva quando nos dá uma sensação gostosa.


Fato: (São João 3,19) – Nicodemos vai falar com Jesus.


nicodemos-e-jesusOra, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. 20. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.


EU QUERO VER O SENHOR DEUS!


No passado muitas pessoas desejaram “VER” a Deus, (Tem que ver para crer) uma dessas pessoas foi Moisés que como diz a escritura bíblica foi o único ser humano que mais se aproximou desse objetivo a ponto de estar escrito que “Moisés falava com Deus Face a Face”, porém as traduções deixam bem claro que este “face a face” não se referia a “frente a frente fisicamente” e sim a um diálogo franco, aberto e sem segredos como dois amigos se relacionam, seria mais uma questão de intimidade do que de visibilidade, esta verdade fica evidente quando o mesmo Moisés pede ao Senhor para vê-lo.  

Está escrito: “Ninguém jamais viu a Deus (S. João 1,18)”, nem mesmo Moisés que tinha a maior intimidade com Ele e lhe foi permitido apenas contemplar a sua glória através da fenda de uma rocha.

São João ao escrever esta frase se referia exatamente ao fato de que aquele Deus invisível que jamais foi contemplado por um ser humano anteriormente agora poderia ser sentido, ouvido, visto, tocado e para completar os cinco sentidos do corpo humano poderia até ser saboreado como VINHO NOVO e o verdadeiro pão do Céu, completando-se assim o sentido da frase “SER CONHECIDO PLENAMENTE” “Face a Face”.    Esta revelação Divina acontece através da encarnação de Jesus e a sua presença viva nesta terra, porém os filhos escolhidos de Deus não o reconheceram e tudo culminou na eliminação deste filho tão amado do Pai que muito mais do que uma morte na cruz significou a rejeição pessoal daquele povo escolhido.   Não receberam o seu Deus em seu meio e em seus corações, não experimentaram verdadeiramente aquilo que Moisés havia experimentado em se mais alto sentido. 

Jesus se refere a este fato falando a Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu”. (S. João 3,13)”, depois a Felipe “Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai ?” (S. João 14,9) e por ultimo a São Tomé dizendo “ bem-aventurados os que não viram e creram.(S. João 20)” se referindo ainda ao fato de que: (S. Lucas 10,24). “pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.”


“Bem aventurados os que não viram e creram!.” (São João 20,29)


Jesus é o Deus encarnado, aquele mesmo Deus criador do céu e da terra que Moisés desejou ver e não viu, Jesus desceu de seu trono e se fez homem como nós.   Sem deixar de ser Deus caminhou entre nós e manifestou o seu poder para que todos pudessem reconhecê-lo como o verdadeiro Deus e apesar de que muitas pessoas não acreditaram nesta possibilidade o tendo apenas como um Profeta enviado por Deus os seus amigos mais próximos (Discípulos) confessaram verbalmente (São Pedro – Tu és o cristo) que Jesus Cristo era realmente o Messias enviado por Deus, porém a missão de Jesus na terra tinha o seu tempo programado e apesar de ter que voltar para o Pai deixaria em seu lugar outra pessoa que da mesma forma que Ele seria o nosso apoio e sustentáculo, seria aquele que permaneceria conosco até o fim dos tempos.   Esta pessoa que conhecemos como: “ O Paráclito” ou seja o Espírito Santo de Deus conforme fora prometido no passado estaria presente no meio de nós, porém as pessoas podem dizer que não o vêem e nem o reconhecem, mas a sua presença é sensível e audível e pode até ser visível, Ele se faz ouvir e se faz ser percebido através de sua unção ou de seu toque, assim como toda sensibilidade humana ela ocorre através de nossas emoções e sentidos da carne, mas podem ser facilmente percebidos, discernidos e separados de outros meros sentimentos humanos relacionados os 5 sentidos da carne.   Não se esqueça que o Espírito Santo também é uma pessoa e como toda pessoa pode ser percebido assim como Jesus foi reconhecido em nosso meio por muitas pessoas e apesar de todos os seus milagres muitos também preferiram negar a sua presença e até os dias de hoje preferem dizer que o Messias não veio ainda a esta terra.

Quando Jesus foi batizado, o Espírito Santo desceu de maneira visível sobre Ele em forma de uma pomba branca e se ouviu a voz de Deus confirmando esta visão, da mesma forma, no dia de Pentecostes o Espírito Santo se manifestou como um vento impetuoso e desceu sobre cada um deles de maneira visível em forma de uma chama ardente.   Estes são sinais visíveis e audíveis sem levar em consideração os sinais sensíveis da presença do Espírito Santo entre nós.


Testemunho dos dois Discípulos de Emaus:

(São Lucas 24, 32) “Diziam então um para o outro: Não se nos ABRASAVA o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”

Esta frase pode ser traduzida por aumento na pulsação e calor no peito, outros sinais podem ter acorrido mesmo que não foram citados no texto.


E Seus olhos se abriram ao Partir do Pão.

Jesus partindo o Pão com os Discípulos de Emaús.


Podemos dizer então que nos dias atuais o Espírito Santo como um bom hóspede da alma prefere se manifestar mais discretamente e como Ele está dentro de nosso ser a nossa sensibilidade é sempre pessoal, ou seja, se Deus age em você, dentro de seu coração será evidente que não aparecerá um sinal visível externamente e sim um sensação interna em seu corpo como descreveram os Discípulos de Emaús.

Cuidados com o Discernimento:

Há pessoas que contestam essas sensações e de tanto falar que é errado sentir calor ou arrepio porque são meras sensações humanas as pessoas acabam ficando insensíveis ao Espírito Santo, pois o confundem com emoções humanas e não lhe dão mais crédito.

Existem também aqueles que acham que se não sentirem um arrepio, um calor, um tremor é porque o Espírito Santo não se manifestou, mas isso não é verdade e precisamos saber que Deus estará sempre presente independentemente de nossas sensações. (*) outro Post específico.

Levamos também em consideração que quanto mais presentes estivermos na graça menos sensível ela se tornará, não porque ela deixará de agir, mas porque já estaremos mergulhados em sua presença constantemente.   Quando alguém entra em uma piscina de água fria ele sentirá um arrepio subindo pelo corpo, mas se ele estiver dentro desta água a algum tempo já não sentirá mais este arrepio, da mesma forma acontece conosco e por isso as nossas sensações tendem a diminuir com o nosso tempo de caminhada e só sentiremos algo a mais quando o nível de presença de Deus exceder as nossas expectativas e assim podemos mais uma vez experimentar as sensações do primeiro amor.

Outras considerações sobre o tema:

Êxtase: literalmente quer dizer arrebatar-se, desprender-se subitamente, sair de si, elevar-se.  (sit. Wilkpédia). O sentido da palavra porém tem se ampliado para outras formas de arrebatamento, mas no nosso caso basta saber que seria atingir o alvo primordial do espírito humano ao entrar em oração cujo cerne se concentra em estar em plena comunhão com Deus.


O Repouso no Espírito: Veja os Post’s sobre o tema.

Unção do Espírito: Alguns sinais da unção do Espírito Santo.


Fruto_do_Espirito Alimento_Espiritual_Autêntico
Experiência_com_Deus Aspirais_aos_Dons_Espirituais Vem_Espirito

 

Dinâmica – Enfrentando e Vencendo os desafios com Fé.


DINÂMICA SOBRE FÉ.

Objetivo: Despertar no catequizando confiança em Deus para enfrentar e superar os problemas de sua vida.

Mostrar que a nossa fé é a força para a caminhada cristã e só por ela venceremos os obstáculos que dificultam a nossa missão.

VENCENDO OBSTÁCULOS

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1. Material:

Bola pequena não muito leve, De seis a Doze garrafas PET de refrigerante ou água descartáveis, transparentes e com tampa; tinta guache (diversas cores) e etiquetas adesivas.

Primeiramente, vamos encher as garrafas com água. Para dar um colorido a cada uma das garrafas é só misturar um pouco de guache na água. Escreva nas etiquetas de seis a doze obstáculos que dificultem a missão de evangelizar e que nos afastam de Deus, como por exemplo: egoísmo, inveja, etc.

Faz parte da dinâmica colher as sugestões do grupo e escreva as sugestões acolhidas dos participantes do grupo e cole nas garrafas coloridas .

Bola_fe

Na bola você irá afixar uma etiqueta com a palavra FÉ.

Começa o jogo, todos deverão mirar os obstáculos e jogar a bola para tentar derrubá-los.

Imite um jogo de boliche, ou coloque em uma só fileira, Faça uma competição ou apenas revese as jogadas entre as pessoas do grupo para ser mais rápido. 

Ganha quem conseguir derrubar todos os obstáculos. Termine fazendo uma reflexão, mostrando que aqueles que creem em Deus são capazes de superar todos os obstáculos e realizar grandes obras em Seu nome.


Presentepravoce

Presentepravoce


FOI DEUS
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Vitória para a Família Brasileira.


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Quem observou a eleição no Congresso Nacional dia 17/04/16 contra ou a favor do Impeachment de Dilma Rousef deve ter observado a enorme quantidade de homenagens e dedicações de voto à FAMÍLIA.

Houve quem criticasse e acusasse de cinismo ou hipocrisia dos Srs. Deputados, outros também pronunciaram que este não seria o local e nem o momento propício para se homenagear a Família em particular pois se tratava de um assunto político fundamental para o futuro da nação.

Constatamos então que: queira ou não queira, quando a coisa aperta mesmo prá valer, seja em qualquer área de sua vida, recorreremos sempre ao socorro Familiar e por assim dizer também a Família estará sempre em prioridade quando se tratar de socorre-la nas dificuldades do dia a dia. Por isso a Família foi tão lembrada naquele instante decisivo.   Será dentro de sua casa que você sofrerá as maiores dificuldades do desemprego e será também com a sua Família que você comemorará um bom aumento de salário e uma boa colocação no emprego.

Seja na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, será na Família que você passará os dias mais felizes e ou será socorrido nos dias de maior tristeza.

A Família nunca foi tão desvalorizada e menosprezada como neste ultimo governo do PT e talvez seja por este motivo que mesmo sem querer os nossos deputados acabaram por homenagear as suas Famílias na hora de fazer uma escolha que fosse melhor para o futuro do Brasil.

Por incrível que pareça, aqueles que reclamaram das homenagens familiares na sua maioria votaram contra o “GOLPE”, que na verdade não é um “GOLPE” e sim um instrumento de defesa da democracia contra a autocracia e o populismo que engana principalmente os mais pobres oferecendo-lhes um pedaço de pão com a mão direita enquanto lhes tomam com a mão esquerda o trabalho e o direito de se produzir o seu próprio sustento .



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CHÁCARA JEUS CURA

Evangelizar incomoda muita gente.



Lembra daquela musiquinha do elefante que incomoda muita gente (*) e que depois vem mais um elefante e vai aumentando a manada até que alguém perde a paciência e amordaça o maluco que está cantando? 


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É!!! Já passei por esta situação algumas vezes e deu vontade de enforcar o cantor, mas hoje queremos falar exatamente deste mesmo efeito perturbador nas pessoas quando nos referimos ao evangelho de Jesus Cristo, porque lamentavelmente muitas pessoas não querem ser evangelizadas e se sentem muito incomodadas! 


Além das pessoas se somam ideologias humanas e políticas que não suportam o Cristianismo e até proíbem a evangelização.



Lembra-se da ordem de Deus ao Profeta Ezequiel?

Dir-lhes-ás tu: Esta é a Palavra do Senhor – quer te escutem ou não. (Ezequiel 3,11)

“Quer ouçam ou deixem de ouvir”.

Deus enviou o Profeta Ezequiel para anunciar a sua palavra no meio de seu povo escolhido, porém a situação era tão grave naqueles dias que a observação do Senhor era exatamente que: aqueles que eram pagãos e que nunca tinham ouvido falar de Deus provavelmente ouviriam esta palavra.  Os filhos de Deus, porém, estavam fechando os ouvidos para não ouvir as palavras de seu Deus, perseguiam os Profetas e os matavam.  Hoje, acontece algo muito semelhante e é por isso que Deus nos chama a evangelizar os Batizados, não somente aqueles que nunca ouviram a palavra de Deus, mas sim e principalmente aqueles que se dizem Cristãos, que foram batizados e um dia se tornaram “FILHOS DE DEUS”, mas vivem como se fossem pagãos, evangelizar aqueles que estão com o convite para as Bodas do Cordeiro nas mãos e o cheque da Salvação no bolso, porém seguem em direção oposta rumo ao inferno e de agem assim conscientemente e ainda se incomodam, reclamam e perseguem aqueles que pregam a verdade do evangelho.

Neste ponto, entendemos que Deus nos chama para incomodar mesmo esta geração perversa, esta geração de cristãos inúteis, para ascender uma chama que incendeie toda palha seca e o joio maduro, para queimar todo ramo ressequido a fim de se limpe o caminho para que brote folhas novas e cresça novos ramos verdes nesta videira para produzir muitos frutos para o Senhor.

Jesus disse certa vez quando observava as multidões:

“Que elas se assemelhavam a um rebanho sem Pastor” (São Marcos 6, 34)

Sua intenção é clara quando demonstra claramente sua intenção de conduzir este rebanho perdido ao seu aprisco, porém Ele não esperava que essas ovelhas fossem rebeldes e desobedientes e que preferissem não ser conduzidas ao aprisco.

Este é o nosso chamado hoje, devemos atuar neste rebanho como aqueles cães que são instruídos para conduzir as ovelhas ao redil, não existe outra maneira de efetuar este trabalho, por isso dizemos que esta ação de conduzir o rebanho, de latir e latir, avançar e recuar, fazer barulho e mais barulho é a maneira que as ovelhas entendem e são coagidas a seguir na direção correta.

Imagine o quanto um cão pode latir nas ovelhas e incomodá-las a ponto de induzi-las na direção correta, imagine agora se fossem dois cães a latir nestas ovelhas surdas, multipliquemos os cães que cercam as ovelhas e iremos observar que o trabalho será executado mais rapidamente e facilmente. Desta mesma forma, podemos dizer que: se um evangelizador incomoda tanta gente, imagine se fossem dois evangelizadores?  E se fossem três, quatro, cinco ou mais, como não poderiam incomodar ainda mais os Cristãos acomodados para que eles percebam que um Cristão acomodado que não evangeliza ninguém não entrará no reino de Deus.

Talvez seja esta a verdade que mais incomoda os acomodados e que nenhum deles queira admitir, mas se o “cristão” não for Cristão de verdade e se não contagiar o mundo que o cerca com seu testemunho de vida, não somente muitas pessoas perderão a Salvação como também ele mesmo perderá a sua Vida Eterna com Deus, pois todos aqueles acomodados que se identificam como “cristãos” e não o são de verdade não entrarão no Reino de Deus.

Por isso São Paulo dizia:

“Ai de mim se não evangelizar!”

Porque esta é a nossa Missão hoje!


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Mas por que o evangelho incomoda tanto as pessoas?


O evangelho não parece ser algo que as pessoas gostem tanto de ouvir.

Você já se sentiu um chato por compartilhar a palavra de Deus com alguém?

Já foi “cortado” ou desprezado quando estava falando de Jesus?

Já foi excluído por falar a verdade contida na Bíblia?

Já teve suas atitudes ridicularizadas por seguir à risca a orientação do evangelho de Jesus?

Já teve portas fechadas em sua vida só porque acredita e segue os ensinos de Jesus Cristo?

Essas são situações bem comuns que acontecem diariamente.

Paulo diz ao jovem Cristão Timóteo algo que parece desanimador, mas que mostra na realidade que o evangelho de Jesus Cristo incomoda demais o mundo:

“Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.” (2 Timóteo 3.12). 

Por que os que querem viver de acordo com a vontade de Jesus Cristo serão perseguidos? Porque o mundo se incomoda demais com o evangelho sendo pregado e, claro, principalmente sendo vivido.

Mas nós que vivemos e pregamos o evangelho devemos ter em mente uma verdade: Se o evangelho está incomodando [o evangelho genuíno, é claro, o bíblico] é porque as coisas estão indo bem e não mal. O evangelho foi feito para incomodar e impactar as pessoas e não para passar despercebido. O evangelho não é para “passar a mão na cabeça das pessoas”, para deixá-las da mesma forma que estão. Os relatos bíblicos mostram que onde o evangelho entra as coisas não permanecem as mesmas. Ou ele muda vidas ou provoca reações de rejeição das mais diversas. Em alguns lugares do mundo a pregação do evangelho pode gerar a morte do pregador! Aliás, milhares de pessoas já morreram por causa do evangelho.

Mas porque a mensagem do evangelho incomoda tanto?

A mensagem do evangelho incomoda tanto porque ela é diferente das outras mensagens. É uma mensagem exigente, poderosa, mexe com o coração do homem, abala, coloca “a pulga atrás da orelha” do ser humano, é verdadeira, destrói a obra do diabo, transforma vidas, mostra o caminho da salvação, purifica, traz perdão, etc. É a Palavra de Deus que não volta vazia. Não são meras palavras ao vento, mas são palavras agregadas com o poder do Todo-Poderoso. Como algo com todas essas características não incomodariam?

Vários pregadores do passado e do presente também incomodaram por pregar o Evangelho. Muitos deles sofreram na pele o impacto da rejeição da mensagem de Jesus Cristo, mas também colheram frutos pelo seu empenho, afinal, em muitas vidas o incomodo que o evangelho provoca redunda em mudanças de vida e conversão, em reconciliação com Deus. Muitos que viveram e vivem o evangelho colhem dificuldades do incomodo provocado pelo evangelho, mas colhem também os frutos saborosos vindos dele.

O grande risco que nós cristão corremos é o de desistir de anunciar o evangelho por causa da rejeição e do incomodo visível das pessoas por causa dele. Quanto a isso veja o que aprendemos com Paulo:

“Agora eu vou para Jerusalém, obedecendo ao Espírito Santo, sem saber o que vai me acontecer lá. Sei somente que em todas as cidades o Espírito Santo tem me avisado que prisões e sofrimentos estão me esperando. Mas eu não dou valor à minha própria vida. O importante é que eu complete a minha missão e termine o trabalho que o Senhor Jesus me deu para fazer. E a missão é esta: anunciar a boa notícia da graça de Deus.” (Atos 20. 22-24)

Se o evangelho não incomodar não é o evangelho. Acostume-se com isso e cumpra sua missão assim como o apóstolo Paulo, que não se preocupou com o incomodo que o evangelho iria provocar nas pessoas e na sociedade, antes, se incomodava em não cumprir a vontade de Deus em sua vida e em não impactar positivamente o seu tempo com a grande boa notícia, o evangelho de Jesus Cristo!


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O Desafio do Rei!


O que as mulheres querem?

Uma pequena estória para demonstrar o valor e a sabedoria da mulher e que o segredo de um bom casamento e um lar feliz reside no tratamento de amor que o homem dedica à sua esposa e vice e versa.

MEDITAÇÃO EM POWER POINT

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O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho, enquanto caçava furtivamente em um bosque. O Rei (vizinho) poderia tê-lo matado no ato, pois tal era o castigo para quem violasse as leis da propriedade. Contudo se comoveu ante a juventude e a simpatia de Arthur e lhe ofereceu a liberdade, desde que no prazo de um ano trouxesse a resposta a uma pergunta difícil. 

A pergunta era: O que realmente as mulheres querem? Semelhante pergunta deixaria perplexo até mesmo o homem mais sábio …,  Também ao jovem Arthur lhe pareceu impossível responde-la. Contudo aquilo era melhor do que a morte imediata, de modo que regressou ao seu reino e começou a interrogar as pessoas. 

A princesa, a rainha, as prostitutas, os monges, os sábios, o palhaço da corte, em suma, todos, e ninguém soube dar uma resposta convincente. Porém todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta.

1. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante preço cobrado pelos seus serviços.

Chegou o último dia do acordado e Arthur não teve mais remédio senão recorrer à feiticeira. 

Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição:  primeiro teria que aceitar o seu preço.

Ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da mesa redonda e o mais intimo amigo do Rei Arthur! O jovem Arthur a olhou horrorizado: era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos,

2. …nunca havia topado com uma criatura tão repugnante. Se acovardou diante da perspectiva de pedir a um amigo de toda a sua vida para assumir essa carga terrível. Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto Gawain afirmou que não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo.

3. A bruxa, de sabedoria infernal, então deu a sua resposta: “O que realmente as mulheres querem é:…”

4. “serem soberanas de suas próprias vidas!”

5.  Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo.  Assim foi. Ao ouvir a resposta, o monarca vizinho lhe devolveu a liberdade. Porém, que bodas tristes foram aquelas … toda a corte assistiu e ninguém se sentiu mais desgarrado, entre o alívio e a angústia, do que o próprio Arthur. Gawain, entretanto, se mostrou cortês, gentil e respeitoso. A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso.  

Chegou a noite de núpcias. 

Quando Gawain,  já se preparava para ir para a Cama, aguardava sua esposa, quando Ela apareceu …. 6. como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! … Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido. 7. A jovem lhe respondeu com um sorriso doce, que como havia sido cortês com ela, ela , a metade do tempo se apresentaria com aspecto horrível e a outra metade com aspecto de uma linda donzela.

– Então ela lhe perguntou: 

Qual ele preferiria para o dia e qual para a noite? 

Que pergunta cruel… !

Gawain se apressou em fazer cálculos…

8. Poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e a noite na privacidade . . . . ? ?

Ou a noite ter em seu quarto uma bruxa espantosa ou, quem sabe, ter de dia uma bruxa e … 9. uma Linda Esposa nos momentos íntimos de sua vida conjugal.  ? ? ?

10.  Vocês o que teriam preferido ? . . . ? O que teriam escolhido ? ? ? A escolha que fez Gawain está logo mais abaixo, Porém, antes tome sua decisão.  É MUITO IMPORTANTE QUE SEJAM TOTALMNTE SINCEROS COSIGO MESMOS.

11. ? ? ? ? ?  12. ? ? ? ? ?

O nobre Gawain respondeu que deixaria ela escolher por si mesma. 13. Ao ouvir a resposta ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser dona de sua própria vida . . .

14. Moral da história:  Não importa se a mulher é bonita ou feia, No fundo, ela é sempre uma bruxa . . .  Ela se transformará   ! ! !

15. De acordo com a forma que você a tratar ! ! !

O preço será sempre alto demais, quando não soubermos valorizar o que recebemos, mas pode ser pouco quando a recompensa  for melhor do que se esperava !

16. Aprenderam ? ? ?

17. Presentepravoce.wordpress.com.br quarta-feira, 26 de agosto de 2015quarta-feira, 26 de agosto de 2015 03:20:18 AM03:20:18 AM Link’s para outras MensagensLink’s para outras Mensagens


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Marcas de Batom no Espelho.



A boa Comunicação será sempre um desafio!

Há professores e há educadores… 


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Este é um problema muito comum em diversas escolas Brasileiras, O desafio de resolvê-lo satisfatoriamente foi alcançado por um diretor com um bom exemplo de comunicação a ser seguido.



AS MARCAS DE BATOM NO BANHEIRO

Numa escola pública no centro de Belo Horizonte, estava ocorrendo uma situação inusitada:

Meninas de 15, 16 e 17 anos que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom.

O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom.



Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro e explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora. No dia seguinte as marcas de batom no espelho do banheiro reapareceram.

No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho.


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Nunca mais apareceram marcas de batom no espelho!



Quem Beijaria um vaso sanitário?



Moral da história:

Há professores e há educadores…

Comunicar é sempre um desafio!

Às vezes, precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados.

Por quê?

Porque a bondade que nunca repreende não é bondade: é passividade.

Porque a paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência.

Porque a serenidade que nunca se desmancha não é serenidade: é indiferença.

Porque a tolerância que nunca replica não é tolerância: é imbecilidade.



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Valorize os tesouros de sua Família.



Pais, vocês precisam ter postura, assumir o lugar de vocês na família, pois nela você tem de ser como São José.


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Quem não olha nos olhos não sabe os sinais, porque, muitas vezes, os olhares são semáforos. Às vezes, são sinais que sua esposa está lhe emitindo para você ficar mais em casa, sair da internet; às vezes, é o seu filho que está lhe mostrando um sinal amarelo, pedindo atenção. Cuidado com os sinais que sua família está passando para você! 

Em uma viagem, o pai precisa ser o motorista para guiar a família, mas quando o pai erra esse caminho, leva a família inteira para o lugar errado. Então, saiba para onde você está indo.

É preciso ter direção defensiva. Às vezes, você está certo, mas vem um carro na contramão. Um bom motorista defende seu veículo do mal que pode acontecer. Por isso, livre sua família do mal, não a coloque em risco. Tenha paciência.

A família deve exaltar um ao outro e não humilhar-se. Não exponha quem você ama na frente dos outros, mas corrija-os na intimidade.

A mulher de Deus torce a favor do marido, porque estão no mesmo carro. Filhos, não queiram estar no lugar do seu pai. Mulher, ocupe seu lugar ao lado do seu marido, porque há muitas querendo ocupar o seu lugar. Faça uma avaliação: como você tem sido esposa, esposo e filho? A família, muitas vezes, precisa deixar Jesus conduzir o carro dela.

Buscai, em primeiro lugar, o reino do céu e sua justiça.

Confira um trecho desta pregação:



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Um lar para o coração ferido. SNF – 2015.


– VIII tema da Semana Nacional da Família – 2015.



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Atualmente muitos enfrentam situações de sofrimento resultantes da pobreza, das deficiências, das doenças, das drogas, do desemprego e da solidão vivenciada pelos idosos. Além disso, o divórcio e as questões dos indivíduos com atração por pessoas do mesmo sexo impactam a vida das famílias de distintas e intensas formas. As famílias cristãs e os grupos familiares deveriam ser fontes de misericórdia, segurança, amizade e apoio para aqueles que lutam com estas questões.

Ouvir as palavras incisivas de Jesus

  1. Ao cumprimentar a Sagrada Família no Templo, Simeão declara que o menino Jesus é destinado “a ser sinal de contradição” (Lc 2, 34). Os evangelhos provam a verdade destas palavras na reação ao ministério de Jesus por parte dos seus contemporâneos. Jesus ofende, até mesmo, muitos dos seus seguidores.132 Uma razão são as “falas duras” encontrados em suas palavras.
  2. Algumas das palavras mais duras referem-se ao matrimônio, ao desejo sexual e à família. Os ensinamentos de Jesus sobre a indissolubilidade do casamento não só chocam os fariseus, mas também os seus próprios seguidores: “Se a situação do homem com a mulher é assim, é melhor não casar” disseram os discípulos. (Mt 19, 10) No Sermão da montanha, Jesus não só aprofunda os dez mandamentos, mas como o novo Moisés, ele chama os seus seguidores para uma transformação radical dos seus corações: “Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Ora, eu vos digo: todo aquele olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela em seu coração.” (Mt 5, 27-28)
  3. Os discípulos do Senhor formam uma nova família messiânica que transcende e assume prioridade no que concerne às tradicionais relações familiares.133 Para os seguidores de Cristo, a água do batismo é mais densa do que o sangue. A Aliança do Senhor dá um novo contexto para a compreensão de nossos corpos e nossas relações.
  4. A Igreja continua a missão de Cristo no mundo. “Quem vos escuta, a mim escuta”, Jesus afirma aos discípulos, que Ele envia em Seu nome (Lc 10, 16). Os bispos, em comunhão com o Santo Padre, sucedem os apóstolos no seu ministério.134 Portanto, ninguém deve se surpreender sobre o fato de alguns ensinamentos da Igreja também serem percebidos como “falas duras” fora de sintonia com a cultura atual, sobretudo com relação ao casamento, à expressão sexual e à família.

A Igreja é um hospital de campanha

  1. Para entender corretamente o ministério de ensinar da Igreja, também precisamos considerar a sua natureza pastoral. O Papa Francisco uma vez criou o vínculo entre a Igreja e “um hospital de campanha depois de uma batalha.” Ele disse: “É inútil perguntar a uma pessoa seriamente ferida se ela tem colesterol alto e sobre o seu nível de açúcar no sangue! É preciso curar as suas feridas. Então poderemos falar sobre outras coisas. Cure as feridas, cure as feridas….É preciso começar debaixo para cima.”135
  2. A sexualidade é particularmente vulnerável a tais feridas. Homens, mulheres e crianças podem ser feridos pelo comportamento sexual promíscuo (o seu próprio ou de outros), pela pornografia e outras formas de objetificação, estupro, prostituição, tráfico humano, divórcio e o medo do compromisso criado por uma cultura cada vez mais anti-matrimonial.136 Porque a família molda os seus membros tão profundamente – incluindo a “genealogia da pessoa” biológica, social e relacionalmente – relações quebradas dentro da família deixam feridas amargamente dolorosas.137
  3. O Papa nos ajuda a ver as “firmes palavras” da Igreja como palavras que nos curam. Mas devemos nos dedicar a uma sorte de triagem, tratando cada ferida segundo sua gravidade.
  4. Os evangelhos estão cheios de relatos de curas de Jesus. Cristo, o médico, é uma imagem freqüente nas obras de Santo Agostinho. Em uma homilia de Páscoa, escreve: “O Senhor, [assim como] um médico experiente, sabia melhor o que estava acontecendo no homem doente do que ele mesmo. O que os médicos fazem pelas indisposições dos corpos é o que o Senhor também pode fazer pelas indisposições das almas”.138 Com base na parábola do Bom Samaritano, Agostinho vê a Igreja como uma pousada onde o viajante ferido é levado para se recuperar: “Vamos, ferido, suplica o médico, vamos levá-lo para a pousada para ser curado…Por isso, irmãos, a Igreja também, neste tempo no qual o homem ferido é curado, é a pousada do viajante.”139
  5. Na Igreja, a primeira prioridade é levar as pessoas a um encontro com o Médico Divino. Qualquer encontro com Cristo traz cura para a humanidade decaída, e o Espírito Santo sempre pode ser invocado aos nossos corações para permitir penitência e conversão. Nas palavras do Papa Francisco: “Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de o procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que ‘da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído’.”140
  6. Quando o Papa Francisco insistiu num encontro pessoal com Jesus, ele reafirmou o trabalho dos seus predecessores. O Papa Bento XVI disse: “ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo.”141 E o Papa João Paulo II sublinhou que: “para que os homens possam realizar este ‘encontro’ com Cristo, Deus quis a sua Igreja. Ela, de fato, ‘deseja servir esta única finalidade: que cada homem possa encontrar Cristo, a fim de que Cristo possa percorrer juntamente com cada homem o caminho da vida’.”142
  7. A nova evangelização pode ser entendida como levar os feridos do campo de batalha do mundo para conhecer o Médico Divino, e a cura que Ele oferece dentro da comunidade da Igreja. O Papa Francisco vê esta tarefa como o desafio de ser uma “Igreja missionária” ou “uma Igreja em saída.”143

Com paciência e perdão, a Igreja nos ajuda a curar e a crescer

  1. Dentro da Igreja, o poder de cura da graça de Deus é comunicado pelo Espírito Santo. O Espírito Santo faz Jesus presente no culto litúrgico, na leitura orante da Escritura, à luz da tradição sagrada, e no seu ofício de ensinar, que está a serviço de Deus.144 Cristo, o Médico, manifesta-se, particularmente, nos sacramentos da Penitência e da Unção dos Enfermos, que são os dois sacramentos da cura.145
  2. A participação na vida sacramental, o desenvolvimento de uma vida de oração, a prática de caridade, a disciplina espiritual, a responsabilidade e o apoio de amigos da Igreja oferecem ao ferido um caminho de conversão para um cristão em recuperação. Mas a conversão não se completa num instante. Continua como um chamado constante para todos os membros da Igreja: “o apelo de Cristo à conversão continua a fazer-se ouvir na vida dos cristãos. Esta segunda conversão é uma tarefa ininterrupta para toda a Igreja, que ‘contém pecadores no seu seio’ e que é, ‘ao mesmo tempo, santa e necessitada de purificação, prosseguindo constantemente no seu esforço de penitência e de renovação’.”146
  3. A natureza progressiva da conversão molda a nossa capacidade de entender e viver os ensinamentos da Igreja. Falando sobre o progresso moral dos cristãos casados, o Papa João Paulo II distinguiu entre “a lei da gradualidade” e “a gradualidade da lei.”147 A “lei da gradualidade” refere-se à natureza progressiva da conversão. Recuperado das feridas do pecado, os cristãos crescem em santidade em todas áreas de suas vidas, incluindo a sua sexualidade. Quando ficam aquém disso, precisam voltar para a misericórdia de Deus, acessível nos sacramentos da Igreja.
  4. A “gradualidade da lei”, por outro lado, é a ideia equivocada de que há “vários graus e várias formas de preceito na lei divina para homens em situações diversas.”148 Por exemplo, alguns argumentam, erroneamente, que os casais que sentem o ensinamento católico sobre a paternidade responsável como um peso deveriam ser incentivados a seguir a sua própria consciência na escolha da contracepção. Esta é uma forma errada de gradualismo. De fato, disfarça uma forma de paternalismo, negando a capacidade de alguns membros da Igreja em responder a plenitude do amor de Deus, e visando “diminuir à força” a moral cristã ensinada a eles.
  5. Em um espírito de verdadeira gradualidade, o Papa Francisco recentemente elogiou a coragem do seu predecessor Paulo VI na sua encíclica Humanae vitae. Ao resistir a uma crescente pressão social para o controle da população, o Papa Francisco disse (sobre Paulo VI) que o seu “gênio foi profético, ele teve a coragem de escolher o lado oposto da maioria, defender a disciplina moral, frear a cultura, e se opor ao neo-malthusianismo, presente e futuro.”149
  6. Mas, ao mesmo tempo, o Papa Francisco observou que Paulo VI disse aos seus confessores para interpretarem a sua encíclica com “muita misericórdia e atenção com as situações concretas… A questão não é mudar a doutrina, porém ir além disso, e certificar-se que o cuida do pastoral leva em conta as situações e o que cada pessoa é capaz de fazer”.150 Portanto, a Igreja chama os seus membros à plenitude da verdade e os encoraja a beneficiar-se da piedade de Deus à medida que crescem em sua capacidade de viver.

O ensinamento católico depende da comunidade católica

  1. Muitos dos ensinos morais de Cristo e, portanto, a ética católica, são exigentes. Mas presumem que os cristãos tenham um espírito de discipulado, uma vida de oração, e o compromisso para o desenvolvimento social e o testemunho cristão econômico. Sobretudo, pressupõem uma vida numa comunidade cristã – ou seja, uma família de outros homens e mulheres que encontram Jesus, e juntos confessam que ele é o Senhor, desejando que a sua graça molde as suas vidas e ajudando uns aos outros a responder o seu chamado.
  2. A Doutrina católica sobre a homossexualidade deve ser entendida sob essa ótica. Os mesmos ensinamentos que convidam as pessoas atraídas pelo mesmo sexo a viverem vidas de castidade em forma de continência, convidam a todos os católicos a abandonar os seus próprios medos, e a evitar a discriminação injusta, a fim de receber os seus irmãos e irmãs homossexuais à comunhão de amor e verdade dentro da Igreja.151 Todos os cristãos são chamados a enfrentar as suas inclinações sexuais desordenadas e a crescer na castidade – ninguém é isento deste chamado – e, conseqüentemente, na sua capacidade de doar e receber amor de uma maneira consoante com o seu estado de vida.152 Porém, a resposta para este apelo à conversão é inevitavelmente uma obra em progresso em nós, pecadores recuperados, que constituímos a Igreja, como membros seus. A chave é criar, dentro da família, da paróquia e da comunidade cristã, um ambiente de apoio mútuo, onde crescimento moral e mudança possam ocorrer.
  3. Parte da urgência em aprovar e outorgar o estatuto legal de casamentos entre pessoas do mesmo sexo e a coabitação de pessoas do sexo oposto provem de um medo compreensível da solidão. Mais e mais na cultura dominante secular, ter um parceiro erótico é percebido como uma clara necessidade, e assim se pensa que o posicionamento da Igreja é cruel, pois estaria condenando homens e mulheres a uma vida de solidão.
  4. Mas se paroquianos comuns entenderem a razão por trás do celibato como uma prática de comunidade, e se mais igrejas domésticas levassem o apostolado da hospitalidade mais a sério, então a antiga doutrina católica sobre a castidade vivida em continência fora do matrimônio talvez parecesse mais plausível aos olhos modernos. Em outras palavras, se as nossas paróquias realmente fossem lugares onde “solteiro” não significasse “solitário,” onde redes estendidas de amigos e famílias realmente compartilhassem a alegria e a tristeza de cada um, então, talvez, algumas das objeções do mundo aos ensinamentos católicos poderiam ser desarmados. Os católicos podem abraçar os apostolados da hospitalidade, não importa o quão hostil ou indiferente a cultura ao entorno possa ser. Ninguém está limitando leigos ou ordenados católicos na amizade que se pode oferecer aos que passam provações.
  5. No seu cuidado pastoral dos divorciados ou novamente casados, a Igreja tem buscado combinar fidelidade ao ensinamento de Jesus sobre a indissolubilidade do matrimônio – que consternou os seus discípulos – com a misericórdia no centro do seu ministério. Considerem, por exemplo, os ensinamentos de Bento XVI sobre a situação pastoral de homens e mulheres divorciados:

Considero grande tarefa duma paróquia, duma comunidade católica, fazer todo o possível para que elas sintam que são amadas, acolhidas, que não estão “fora” […]. Devem ver que mesmo assim vivem plenamente na Igreja. […] Este sofrimento não é só um tormento físico e psíquico, mas também um sofrer na comunidade da Igreja pelos grandes valores da nossa fé. Penso que o seu sofrimento, se realmente aceite interiormente, seja um dom para a Igreja. Devem saber que precisamente assim servem a Igreja, estão no coração da Igreja.153

  1. Em outras palavras, Bento XVI pressupôs a verdade do ensino de Cristo, mas não simplesmente descartou os divorciados que voltaram a se casar, dizendo-lhes para ranger os dentes ou sofrer em solidão. Esse não é o caminho da Igreja, e qualquer católico que age como se fosse assim deveria lembrar que um dos crimes dos fariseus era sobrecarregar os outros com as leis, mesmo sem “levantar um dedo” para ajudar as pessoas com os seus fardos (cf. Mt 23, 4). Em vez disso, Bento XVI recorda o Catecismo da Igreja Católica, que diz que “padres e toda a comunidade devem manifestar uma solicitude atenta” para com os católicos divorciados, para que eles não se sintam excluídos.154
  2. Os laços da amizade fazem suportáveis as exigências do discipulado.155 “Carregando os fardos uns dos outros”,156 dentro da comunidade cristã, possibilita-se que os seus membros caminhem um trajeto de cura e conversão. A caridade fraterna faz a fidelidade possível. Também oferece um testemunho e incentivo para toda a Igreja. O Catecismo da Igreja Católica tem algo parecido em mente quando diz que cônjuges, que perseveram em casamentos difíceis, “merecem a gratidão e o amparo da comunidade eclesial.”157

O mesmo pode ser dito para todos que se encontram em situações familiares desafiantes.

  1. Em uma cultura que vacila entre anonimato por um lado e curiosidade voyeurística “sobre os detalhes das vidas de outras pessoas”, por outro, o Papa Francisco nos chama para acompanhar uns aos outros no obra de crescimento espiritual.158 Ele diz: “um válido acompanhante não transige com os fatalismos nem com a pusilanimidade. Convida sempre a querer curar-se, a pegar no catre (cf. Mt 9, 6), a abraça a cruz, a deixar tudo e partir sem anunciar o Evangelho.”159 Os que são curados são capazes de estender o convite de cura a outros.
  2. A fé cristã e a salvação não são individualistas; são profundamente comunhonal: “A fé tem uma forma necessariamente eclesial, é professada partindo do corpo de Cristo, como comunhão concreta dos crentes. A partir deste lugar eclesial, ela abre o indivíduo cristão a todos os homens. Uma vez escutada, a palavra de Cristo, quando ouvida, pelo seu próprio dinamismo, transforma-se em resposta no cristão, tornando-se ela mesma palavra pronunciada, confissão de fé.”160
  3. Jesus ensinou muitas coisas sobre sexo e casamento que eram difíceis de se viver, tanto nos tempo antigos como hoje em dia. Mas não estamos sozinhos quando enfrentamos estas dificuldades. A vida no Corpo de Cristo é destinada para ser vivida como membros interdependentes, que constroem uns aos outros no amor.161 O ensinamento, os sacramentos e a comunidade da Igreja existem para ajudar no caminho. Com paciência, perdão e confiança, no Corpo de Cristo, juntos podemos curar e viver de tal forma que poderia parecer impossível.

Questões para partilha.

  1. a) A Igreja é um hospital de campanha. Como a Igreja ajuda as pessoas que estão feridas? Como podemos melhorar?
  2. b) Por que os católicos não são individualistas morais? Por que enfatizamos o apoio da comunidade? Como você tem percebido a graça de Deus trabalhando por meio de uma comunidade?
  3. c) Quais são os obstáculos para se criar amizades espirituais na sua cultura? O que a sua paróquia ou diocese pode fazer para encorajar amizades católicas?
  4. d) Qual apoio existe na sua paróquia ou diocese para se fazer progresso na castidade? Existem grupos de apoio ou oportunidades para a educação? Com qual freqüência é oferecido o sacramento da Penitência? Há oportunidades para uma direção espiritual?

VIII. Um lar para o coração ferido   

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Fonte em PDF: http://www.worldmeeting2015.org/

Observações Notas Finais do texto:

  1. 132. Cf. Jo 6, 60-66. 133. Mc 3,13-35 e Lc 8,19-21. 134. Cf. CIgC, 77, 85. Cf. Dei Verbum (DV), 7. 135. Papa Francisco, Entrevista Artigo “Um grande coração aberto para Deus” America (Setembro 30, 2013). 136. Cf. CIgC, 2351-56 e FC, 24. 137. Cf. Papa João Paulo II, Carta às famílias Gratissimam Sane (GrS) (1994), 9. 138. Santo Agostinho, Sermões III/6 (184- 229Z), trans. Edmund Hill, O.P., ed. John Rotelle, O.S.A. (New York, 1993), 323. Para outras referências nas quais Agostinho descreve a salvação em termos de cura vejase Serm. 229E (ibid., p. 283); Confissões VII, xx, 26; X, xxx, 42; De doctrina christiana 1, 27; 4, 95; Enchiridion 3.11; 22.81; 23. 92; 32.121; De nuptiis, Bk. 2, 9. III; 38. XXIII. 139. Santo Agostinho, Tractates on the Gospel of John (Tratado sobre o Evangelho de João), 41.13.2. Saint Augustine Tractates on the Gospel of John 28-54, trans. John W. Rettig (Washington: CUA Press, 1993), 148-49. 140. EG, 3 141. DCE, 1. 142. Papa João Paulo II, Encíclica Veritatis splendor (VS) (1993), 7. 143. Cf. EG, 19-24. 144. Cf. DV, 10. 145. CIgC, 1421. 146. CIgC, 1428. 147. Cf. FC, 34. O amor é a nossa missão (Portuguese).indd 125 1/6/15 10:37 AM O AMOR É A NOSSA MISSÃO 126 148. FC, 34. 149. Francisco X. Rocca, “Pope, in interview, suggests church could tolerate some civil unions” (Papa, em entrevista, sugere que a Igreja poderia tolerar algumas uniões civis) Catholic News Service, Março 5, 2014. 150. Francisco X. Rocca, “Pope, in interview, suggests church could tolerate some civil unions” (Papa, em entrevista, sugere que a Igreja poderia tolerar algumas uniões civis) Catholic News Service, Março 5, 2014. 151. Cf. CIgC, 2358-59. 152. Cf. CIgC, 2337, 2348. 153. Papa Bento XVI, Discurso “Festa dos testemunhos”, Milão (2 de junho de 2012). 154. CIgC, 1651. 155. Cf. DCE, 1. 156. Cf. Gl 6, 2. Veja-se acima n. 88. 157. CIgC, 1648. 158. Cf. EG, 169-173. 159. EG, 172. 160. LF, 22. 161. Cf. 1Cor 12, 26-27 e CIgC, 521, 953.

Encontro de Casais com Cristo_ECC Semana_da_Familia
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

MÃE, MESTRA, FAMÍLIA: A NATUREZA E O PAPEL DA IGREJA. SNF – 2015.


– IV tema da Semana Nacional da Família – 2015.



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A Igreja possui suas instâncias institucionais, pois deve atuar no mundo. Contudo esse aspecto não contempla toda a sua essência. A Igreja é a Esposa de Cristo, ela não é algo neutro. Nas palavras de São João XXIII, Ela é nossa mãe e mestra, nosso conforto e guia, nossa família de fé. Mesmo quando seus membros e líderes pecam, ainda precisamos da sabedoria da Igreja, dos sacramentos, do apoio e da proclamação da verdade, pois ela é o próprio Corpo de Jesus no mundo; a família do povo de Deus em larga escala. A Igreja é nossa mãe; nós somos seus filhos e filhas

  1. A Igreja é a Jerusalém celeste,“a Jerusalém do alto […] é a nossa mãe.” (162) (Gl 4, 26) A Igreja é a “mãe do nosso novo nascimento”.163 A Igreja, como noiva virginal de Cristo, faz nascer filhos e filhas que vão “nascer do alto […] nascer da água e do Espírito” (Jo 3, 3, 5). 175. O que significa “nascer do alto”? Quer dizer que não possuímos identidade terrena após o batismo? Não, mas quer dizer que “das fontes batismais nasce o único povo de Deus da Nova Aliança, que ultrapassa todos os limites naturais ou humanos das nações, das culturas, das raças e dos sexos: “Por isso é que todos nós fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo.” (164) Significa que como filhos e filhas da Igreja, temos uma nova identidade que não destrói, mas transcende todas as maneiras que os seres humanos, naturalmente, constroem suas identidades.
  2. Como membros da Igreja, somos membros de “um só corpo” que não é definido por nenhuma classificação humana, tal como idade, nacionalidade, inteligência ou qualquer feito humano tal como eficiência, organização ou virtude moral. Se a Igreja fosse definida por qualquer uma dessas qualidades humanas, não teríamos renascido “do alto”, mas somente da Terra, de nós mesmos e de nossas capacidades limitadas. Não importa quão inteligente ou virtuoso sejamos, isso não é nada comparado ao amor perfeito de Cristo e de sua esposa, a Jerusalém do alto, nossa mãe, a Igreja. Ao tornarmo-nos seu filho ou filha, recebemos um dom, uma nova identidade em Cristo, que, por nossos méritos, não podemos nos conceder.

Como e por que a Igreja é santa

  1. Quando dizemos que a Igreja é “imaculada” não ignoramos o fato de que todos os seus membros são pecadores, pois a Igreja é “santa e sempre necessitada de purificação”.165 Sua santidade é a santidade de Cristo, seu esposo. É o amor de Cristo, o esposo, que cria inicialmente a Igreja: “Mas a Igreja nasceu principalmente do dom total de Cristo pela nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na cruz. […] Assim como Eva foi formada do costado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração trespassado de Cristo, morto na cruz.” (166)
  2. Podemos dizer que a “constituição” da Igreja não é uma virtude, santificação ou feito que tenhamos obtido, mas o dom total de Cristo. Quando nascemos da Igreja como mãe, nascemos do amor de Cristo. Esse amor dá à Igreja identidade, não como uma nação, agremiação ou clube humanamente constituído entre pares, mas como a “noiva”, a “esposa”, que é “uma só carne”, e um só corpo, com Cristo.
  3. Esse amor pelo qual nascemos em Cristo é um amor que não podemos dar a nós mesmos. Uma vez recebido, é purificador, de modo que a Igreja, na pessoa de cada um dos filhos e filhas, sempre é transformada no amor de Cristo até que Cristo se forme plenamente em todos. Esse é o sentido da imagem da Igreja peregrina, uma Igreja “a caminho” rumo à perfeição última, perfeição no, e pelo, próprio amor que acima de tudo a define.
  4. Até que isso se realize, a Igreja verá que a peregrinação é exercitar “continuamente a penitência e a renovação”, (167) e que não pode e não pretenderá perfeição exceto naquilo que é seu dote, o sangue de Cristo, ou seja, seu amor.

Quando os católicos pecam, a santidade não é suprimida da Igreja

  1. O fundamento da Igreja em Cristo significa que o pecado na Igreja, mesmo o pecado nos sacerdotes ordenados, não pode invalidar a identidade da Igreja ou sua santidade porque a identidade da Igreja não provém de nenhum de nós. Deriva de Cristo. No Antigo Testamento, o povo de Deus, Israel, era definido por sua aliança com Deus e nenhuma porção de pecado por sua parte poderia invalidar tal “eleição” ou a identidade que essa aliança concedeu-lhes como povo de Deus. Onde quer que fossem, Deus não os abandonava. Quem quer que os encontrasse, sempre encontrava o povo de Deus, não importando quão pecadores fossem quaisquer dos membros.
  2. A fidelidade da Aliança de Deus também se aplica à Igreja. O milagre da Igreja é que o amor de Deus que a define não pode ser suprimido por pecado algum de seus membros. É uma sociedade visível no mundo, mas que não é definida por nada que seja “deste mundo”. Eis o que é tão belo na Igreja. Não temos de esperar pela criação da sociedade de doze perfeitos para que declaremos que nossa Igreja é digna de crédito. Não depositamos nossas esperanças em virtudes ou perfeições humanas, mas acreditamos em Jesus Cristo, que morreu por nós e por seu sangue nos tornou “gente escolhida, o sacerdócio régio, a nação santa, o povo que ele adquiriu, a fim de que proclameis os grandes feitos daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa” (1Pd 2, 9). A autoridade magisterial e a responsabilidade da Igreja
  3. A Igreja, como mãe, nos comunica uma nova identidade no amor e na santidade em que ela mesma foi formada, tendo também a responsabilidade de nos ensinar e formar, de modo ainda mais perfeito, na nova identidade que recebemos, não do mundo, mas do alto. Não há autoridade secular que possa destituí-la dessa função, porque a identidade que a Igreja recebe e, posteriormente, concede, não vem dos feitos deste mundo, como vimos, mas ela os transcende e aperfeiçoa. Antes, “o múnus pastoral do Magistério está, assim, ordenado a velar para que o povo de Deus permaneça na verdade que liberta.” (168)
  4. A autoridade magisterial da Igreja serve à totalidade do povo de Deus por preservar intacta a verdade do Evangelho, juntamente com todos os ensinamentos morais revelados no Evangelho, que implícita ou explicitamente, sustentam a liberdade humana. Isso inclui verdades tais como a dignidade da pessoa humana, a bondade da criação, a nobreza do estado matrimonial e sua orientação intrínseca para uma comunhão de amor capaz de gerar vida. Essas verdades não podem ser anuladas pelos pecados cometidos contra a dignidade que proclamam. Antes, esses pecados levam a Igreja a proclamar tais verdades mais fielmente, mesmo quando busca renovação nessas mesmas verdades e no amor do qual derivam.

Como os casais unidos em matrimônio e as famílias dão testemunho da Igreja

  1. Cônjuges cristãos têm um papel-chave na proclamação dessas verdades, de modo que o mundo crê mais persuasivamente, através das vidas que são continuamente transformadas pelo amor que é participado aos casais no sacramento do Matrimônio e define tal comunhão como marido e mulher. O Papa Francisco descreveu de maneira tocante o testemunho da verdade que os esposos cristãos podem oferecer, com o apoio das graças do sacramento do Matrimônio:
    • Os esposos cristãos não são ingênuos, conhecem os problemas e os perigos da vida. Mas não têm medo de assumir a própria responsabilidade, diante de Deus e da sociedade. Sem fugir nem isolar-se, sem renunciar à missão de formar uma família e trazer ao mundo filhos. – Mas hoje, Padre, é difícil… Sem dúvida que é difícil! Por isso, é preciso a graça, a graça que nos dá o sacramento! Os sacramentos não servem para decorar a vida – mas que lindo matrimônio, que linda cerimônia, que linda festa!… Mas aquilo não é o sacramento, aquela não é a graça do sacramento. Aquela é uma decoração! E a graça não é para decorar a vida, é para nos fazer fortes na vida, para nos fazer corajosos, para podermos seguir em frente! Sem nos isolarmos, sempre juntos. Os cristãos casam-se sacramentalmente, porque estão cientes de precisarem do sacramento! (169)
  2. Ambos os papas, São João Paulo II e Bento XVI, tiveram a oportunidade de citar um trecho da exortação apostólica Evangelii nuntiandi: “O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, […] ou então se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas” (170). O papa Francisco convoca o casal cristão a ser a espécie de mestre que as pessoas do mundo de hoje ouvirão, mestres que ensinem pelo testemunho e, portanto, sustentem a verdade e revelem essa capacidade de persuasão na abertura para uma nova vida, no calor do amor mútuo e na prontidão à hospitalidade, como oásis de amor e misericórdia numa cultura tantas vezes marcada pelo cinismo, pela dureza de coração e pelo desânimo.
  3. O testemunho dos esposos cristãos pode trazer luz a um mundo que valoriza eficiência às pessoas, e o “ter” ao “ser”, e, assim, esquece completamente os valores da “pessoa” e do “ser”. Que aqueles que são unidos pelo matrimônio em Cristo possam ser testemunhas fiéis do seu amor e se tornem mestres da verdade que, sempre e em todo o lugar, é intrinsecamente atrativa.
  4. A Igreja é uma instituição, mas é sempre mais que uma instituição. É mãe, esposa, corpo, família e aliança. Todos os batizados são seus filhos e filhas, o que confere aos cristãos a mais fundamental e autêntica das identidades. Assim como nosso pecado nunca apaga nossa conformidade à imagem de Deus e nossa condição de membros da família divina. Quando os católicos pecam, isso não suprime a santidade da Igreja. A essência da Igreja baseia-se em Jesus Cristo, um fundamento que nos chama à responsabilidade, mas que também é mais profundo e mais seguro que qualquer falha ou sucesso humanos. Apesar das muitas insuficiências, a Igreja não pode esquivar-se da responsabilidade de pregar o Evangelho e, assim, levar adiante sua missão de amor.

Questões para partilha.

  1. a) Como a Aliança de Deus nos protege, mesmo quando pecamos?
  2. b) Todos pecam, até os líderes católicos. Por que, afinal, dizemos que a Igreja é santa?
  3. c) O que Jesus quer que façamos quando a Igreja deixa de viver conforme sua vontade?
  4. d) Por que Jesus ama a Igreja? O que na Igreja lhe agrada? O que lhe causa desapontamento?

 IX. Mãe, mestra, família: a natureza e o papel da Igreja

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Observações Notas Finais do texto:

162. Cf. CIgC, 757. 163. CIgC, 169. 164. CIgC, 1267, citando 1Cor 12, 13. 165. LG, 8 e CIgC, 827. 166. CIgC, 766. 167. LG, 8 e CIgC, 827. 168. CIgC, 890. 169. Papa Francisco, Discurso “às famílias em peregrinação por ocasião do ano da fé”, Cidade do Vaticano (26 de outubro de 2013). 170. EN, 41

Encontro de Casais com Cristo_ECC Semana_da_Familia
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

Luz num mundo de trevas. – SNF – 2015.


– VII tema da Semana Nacional da Família – 2015.



Lanterna_de_luz



Em seu ápice, a família é uma escola de amor, justiça, compaixão, perdão, respeito mútuo, paciência e humildade em meio a um mundo encoberto pelo egoísmo e o conflito. Neste sentido, as famílias ensinam o que significa ser humano. Contudo, são muitas as tentações que surgem procurando nos induzir a esquecer que o homem e a mulher foram criados para a aliança e a comunhão. A pobreza, a ostentação da riqueza, a pornografia, a contracepção, além dos erros de natureza filosófica e intelectual são exemplos de elementos que podem suscitar contextos de desafio ou ameaça para a vida saudável da família. A Igreja resiste a tudo isso em nome da proteção da família.

Os efeitos da queda original.

  1. Somos criaturas falhas. Nem sempre amamos como deveríamos. Mas se reconhecermos e nomearmos nossos pecados, podemos nos arrepender deles.
  2. Pode-se verificar a marca de nossa natureza enfraquecida pelo pecado em nossas ações cotidianas: em nosso coração dividido, bem como nos obstáculos à virtude, tão corriqueiros no mundo. O “regime do pecado” “faz-se sentir nas relações entre o homem e a mulher. Sua união sempre foi ameaçada pela discórdia, por um espírito de domina- ção, pela infidelidade, pelo ciúme e por conflitos que podem chegar ao ódio e à ruptura. Essa desordem pode manifestar-se de maneira mais ou menos grave e pode ser mais ou menos superada, segundo as culturas, as épocas e os indivíduos. Tais dificuldades, no entanto, parecem ter um caráter universal”.(108)
  3. O documento preparatório para o Sínodo Extraordinário dos Bispos de 2014, sobre os “Desafios Pastorais da Família no Contexto da Evangelização”, menciona uma vasta gama de questões globais:
  • Entre as numerosas novas situações que exigem a atenção e o compromisso pastoral da Igreja, será suficiente recordar: os matrimônios mistos ou interreligiosos; a família monoparental; a poligamia; os matrimônios combinados, com a conseqüente problemática do dote, por vezes entendido como preço de compra da mulher; o sistema das castas; a cultura do não comprometimento e da presumível instabilidade do vínculo; as formas de feminismo hostis à Igreja; os fenômenos migratórios e reformulação da própria idéia de família; o pluralismo relativista na noção de matrimônio; a influência dos meios de comunicação sobre a cultura popular na compreensão do matrimônio e da vida familiar; as tendências de pensamento subjacentes a propostas legislativas que desvalorizam a permanência e a fidelidade do pacto matrimonial; o difundir-se do fenômeno das mães de substituição (“barriga de aluguel”); e as novas interpretações dos direitos humanos. (109)

Questões econômicas e contextos

  1. A pobreza e as dificuldades econômicas debilitam o matrimônio e a vida familiar em todo o mundo. Certo dia, na Oração do Ângelus, o Santo Padre, apontando para um grande cartaz no meio da multidão disse:
  • Leio ali, escrito grande: “Os pobres não podem esperar”. É bonito! E isto faz-me pensar que Jesus nasceu numa manjedoura, não nasceu numa casa. Depois teve que fugir, ir ao Egito para salvar a vida. Por fim, voltou para a própria casa, em Nazaré.
  • E penso hoje, também lendo aquela escrita, nas numerosas famílias sem casa, quer porque nunca a possuíram, quer porque a perderam por vários motivos. Família e casa caminham juntas. É muito difícil levar em frente uma família sem morar numa casa… Convido a todos — pessoas, entidades sociais, autoridades — a fazer todo o possível para que cada família possa ter uma casa. (110)
  1. Ao mesmo tempo, dados das ciências sociais mostram que os casamentos estáveis e as famílias auxiliam na superação da pobreza, da mesma forma que a pobreza age contra os casamentos estáveis e as famílias. Os casamentos bem alicerçados e as famílias geram esperança, e a esperança conduz a propósitos e a realizações. Esses dados sugerem o modo como a fé cristã vigorosa possui conseqüências práticas e espirituais. Uma das razões pelas quais a Igreja dá grande atenção às circunstâncias econômicas em nossas vidas, bem como as de ordem espiritual, é auxiliar as famílias a quebrarem círculos viciosos e transformá-los em círculos virtuosos.
  2. A última encíclica do Papa Bento XVI, Caritas in veritate, insiste na “forte ligação entre a ética da vida e a ética social”. (111) O Papa Bento observou que “a família tem necessidade da casa, do emprego, ou do justo reconhecimento da atividade doméstica dos pais, da escola para os filhos, de assistência sanitária básica para todos”. (112) Jesus preocupase com a pessoa integral. Ele mesmo conheceu a pobreza e veio de uma família que viveu como refugiada.113 Ele agora convoca sua Igreja para se levantar em solidariedade às famílias em situações semelhantes.(114)
  3. Em outras palavras, se dizemos que nos preocupamos com a família, precisamos cuidar dos pobres. Se cuidarmos dos pobres estaremos servindo à família.
  4. A atual economia global, hipercapitalista, também prejudica a classe média e os ricos. A cultura de massa, por exemplo, mercantiliza o sexo. O marketing corporativo cria um apetite insaciável por novas experiências, um clima de contínuo perambular e insatisfeito desejo. A vida nas culturas do mercado moderno torna-se uma luta contra a cacofonia da alienação, do barulho, dos insaciáveis desejos, elementos estes que rompem a estabilidade da família e alimentam um sentimento de permissão. A vida numa perpétua situação de mercado pode nos fazer pensar que, se desejamos alguma coisa, se se está de acordo com isso e se há condições financeiras para tanto, então temos direito a ter. Esse sentimento de permissão é uma ilusão destrutiva, um tipo de escravidão aos apetites que enfraquece nossa liberdade para uma vida virtuosa. Nosso fracasso em acolher os limites, nossa insistência obstinada em satisfazer nossos impulsos abastece muitos problemas espirituais e materiais no mundo contemporâneo.

Por que a pornografia e a masturbação são moralmente erradas

  1. O mercantilismo do sexo sempre comporta o mercantilismo das pessoas. A pornografia – freqüentemente ligada e alimentada pela crueldade do tráfico humano – tornou-se pandêmica, e não somente entre os homens, mas também em número ascendente entre as mulheres. Esta lucrativa indústria global pode invadir qualquer lar que tenha um computador ou TV a cabo. A pornografia catequiza seus consumidores para verem as outras pessoas como objetos para a satisfação de seus apetites.
  2. Para todos nós, é realmente difícil a tarefa de aprender a paciência, a generosidade, a tolerância, a grandeza e outros aspectos do amor cruciforme. A pornografia torna a doação de nós mesmos aos outros e à aliança divina ainda mais penosa, até mesmo para o usuário casual. A masturbação é moralmente errônea por razões análogas. Quando um indivíduo “curte” ou justifica o uso da pornografia e da masturbação, ele ou ela suprime a capacidade de abnegação, de uma sexualidade madura e a intimidade genuína com o cônjuge. Não é de se espantar que a pornografia ocupe um papel preponderante na ruptura de muitos casamentos na atualidade. A pornografia e a masturbação também podem agredir a vocação dos celibatários precisamente pelo dado ilusoriamente privado dessas práticas.

Por que o uso dos contraceptivos é moralmente errado?

  1. De certa forma, os contraceptivos também nos levam a considerar o desejo sexual como uma prerrogativa para o uso. Permitem os usuários tratar o desejo pela intimidade sexual como autojustificante. Separando a procriação da comunhão, os contraceptivos obscurecem e, finalmente, prejudicam as razões do matrimônio.
  2. Os casais que evitam ter filhos devem fazê-lo com boas intenções. Muitos casais experimentam e acreditam que o sexo com o uso de contraceptivos é essencial para manter os laços do matrimônio, ou que esta modalidade seja inofensiva, pois não haveria vítimas. Muitos casais estão tão acostumados aos contraceptivos que o ensinamento da Igreja pode parecer retrógrado.
  3. Mas se um casal procura verdadeiramente a liberdade interior, o dom mútuo de si mesmo, e o amor sacrificial a que a aliança de Deus chama-nos, então é difícil imaginar em que sentido os contraceptivos seriam necessários e essenciais. A Igreja acredita que a insistência para o uso dos contraceptivos tem como origem vários mitos sobre o matrimônio que não são verdadeiros. Como o Papa Pio XII explicou:
  • Há aqueles que alegariam que a felicidade no casamento está em proporção direta ao gozo recíproco nas relações conjugais. Não é bem assim. De fato, a felicidade no casamento está em proporção direta ao respeito mútuo dos cônjuges, mesmo em sua vida íntima. (115)
  1. Em outras palavras, ao pensar nos contraceptivos como necessários ou úteis estabelece-se uma premissa errada. Em seu fundamento, um matrimônio feliz – o matrimônio que persiste durante a vida – tem mais em comum com a força generosa e paciente do celibato do que O amor é a nossa missão com o chamado pelo Papa Pio XII de “hedonismo refinado”. (116) Recentemente, o Papa Francisco referiu-se à Sagrada Família enfatizando as qualidades da generosidade e da liberdade interior que facilitam e possibilitam um bom matrimônio:
  • José era um homem que ouvia sempre a voz de Deus, profundamente sensível ao seu desejo secreto, um homem atento às mensagens que lhe chegavam do fundo do coração e das alturas. Não se obstinou em perseguir aquele seu projeto de vida, não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma, mas esteve pronto para se pôr à disposição da novidade que, de forma desconcertante, lhe se apresentava. Era um homem bom. Não odiava. E assim, José tornou-se ainda mais livre e grande. Aceitando-se segundo o desígnio do Senhor, José encontra-se plenamente a si mesmo, para além de si. Esta sua liberdade de renunciar ao que é seu, à posse da sua própria existência, e esta sua plena disponibilidade interior à vontade de Deus, nos interpelam e nos mostram o caminho. (117)
  1. Os contraceptivos obscurecem a liberdade e a força interior. À medida que os desejos sexuais são tratados como prerrogativas ou desejos que não podem ficar sem satisfação imediata, manifesta-se a necessidade de se crescer na liberdade interior. Como uma “solução técnica” ao que é um problema moral, os contraceptivos escondem “a questão fundamental, que diz respeito ao sentido da sexualidade humana e à necessidade de um controle responsável, para que o seu exercício possa tornar-se expressão de amor pessoal.” (118)

Os benefícios do planejamento natural da família.

  1. Com certeza a “paternidade responsável” inclui o discernimento sobre quando ter filhos. Sérias razões, emergindo das “condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais”, podem levar os cônjuges a decidirem não ter filhos por algum tempo definido ou indefinido. (119)
  2. Maridos e esposas católicos que se encontram nesta situação precisam de mestres, conselheiros e amigos que possam preparar e apoiar o casal no planejamento natural da família (PNF). Paróquias e dioceses devem fazer deste apoio uma prioridade pastoral e de fácil acesso. É realmente mais provável que o casal exerça o ensinamento católico se houver uma direção espiritual, instrução prática e amigos solidários. Leigos, padres e bispos, todos têm responsabilidade de criar estas condições facilitadoras.
  3. Se um casal, com corações generosos, e depois de um período de oração e reflexão verdadeira, discernir que não seja o tempo na vida conjugal em que Deus os chama para ter mais filhos, então, por vezes, o planejamento natural da família poderá requerer deles a abstenção das relações sexuais. Praticando assim o PNF, o casal subordina ou oferece os desejos sexuais imediatos ao sentido maior da vocação de Deus na vida do casal. Esta subordinação da vontade e do desejo é uma das várias maneiras em que o PNF e os contraceptivos são tão diferentes um do outro: objetivamente e experiencialmente. O PNF é uma forma intima e exigente, e, desta forma, potencialmente linda e intensa de seguir o Senhor no matrimônio.
  4. O PNF é estabelecido sobre a beleza e a necessidade da intimidade sexual conjugal. Por depender da abstinência ocasional para espaçar os nascimentos de filhos, o PNF convoca os casais à comunicação e ao autodomínio. Como o vínculo matrimonial, o PNF modela e disciplina o desejo sexual. A ideia própria da monogamia pressupõe que a humanidade caída pode disciplinar os desejos perambulantes e aprender a tratar um esposo com generosidade e fidelidade. Desta maneira, a abstinência periódica, requerida pelo PNF, ajuda a aprofundar e desenvolver um compromisso que as pessoas casadas já fizeram. Embora o PNF não garanta um matrimônio feliz, nem isente o casal dos sofrimentos normais do matrimônio, este é uma tentativa de construir uma casa sobre a rocha e não sobre a areia.

Os contraceptivos ampliam a confusão sobre as questões do matrimônio

  1. Como a Igreja predisse há quase 50 anos, os contraceptivos não só arruínam os matrimônios, mas também possuem outros efeitos colaterais.120 O acesso extremamente fácil dos contraceptivos induz a que poucas pessoas tenham o hábito da abstinência e o do autodomínio sexual. Desta forma, os contraceptivos fizeram o celibato muito menos plausível para a sociedade moderna e, desta forma também fizeram com que o matrimônio e outros tipos de românticos casais parecessem virtualmente impossíveis. Quando isso acontece, toda a vida social de uma comunidade é distorcida. E, à medida que os contraceptivos diminuem a plausibilidade do celibato, contribuem à escassez de sacerdotes e religiosos jovens. Os contraceptivos também fazem o sexo fora do matrimônio (tanto o pré-matrimonial quanto o extramatrimonial) parecer superficialmente mais plausíveis, como se a intimidade sexual pudesse existir sem conseqüências. E, certamente, muitos dos mesmos argumentos pelo sexo sem abertura à procriação, que procuram justificar os contraceptivos, também se aplicam a justificar o aborto permissivo – ainda mais horrendo e brutal.
  2. Separando assim o sexo e a procriação, os contraceptivos encorajam uma cultura que supõe o matrimônio como um companheirismo emocional e erótico. Esta perspectiva reducionista e desordenada alimenta a confusão atual sobre a verdadeira natureza do matrimônio, tornando o divórcio mais corriqueiro e comum, como se o matrimônio fosse um contrato que pudesse ser quebrado e renegociado. Recentemente escreveu o Papa Francisco:
  • A família atravessa uma crise cultural profunda, como todas as comunidades e vínculos sociais. […] O matrimônio tende a ser visto como mera forma de gratificação afetiva, que se pode constituir de qualquer maneira e modificar-se de acordo com a sensibilidade de cada um. Mas a contribuição indispensável do matrimônio à sociedade supera o nível da afetividade e o das O amor é a nossa missão necessidades ocasionais do casal. Como ensinam os Bispos franceses, não provém do sentimento amoroso, efêmero por definição, mas da profundidade do compromisso assumido pelos esposos que aceitam entrar numa união de vida total. (121)

Por que a Igreja não apóia o denominado matrimônio entre pessoas do mesmo sexo?

  1. A orientação do matrimônio como satisfação erótica ou emocional, a qual é um movimento facilitado pela separação entre sexo e procriação, corroborou a hipótese das uniões entre pessoas do mesmo sexo. Em alguns países, atualmente, há articulações que visam redefinir o matrimônio como sendo qualquer relação de caráter sexual ou afetivo estabelecida entre dois adultos. Esta revisada visão do matrimônio tem se firmado onde o divórcio e os contraceptivos constituem uma prática estabelecida. Desta forma, a redefinição do matrimônio para incluir os do mesmo sexo surge, logo em seguida, como algo válido.
  2. Com respeito à hipótese do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, como já bem se sabe, a Igreja se recusa a dar sua bênção ou sancioná-lo. Não se trata de um fechamento ou falta de reconhecimento da intensidade do amor e das amizades entre pessoas do mesmo sexo. Como deve estar claro neste ponto desta catequese, a Igreja Católica sustenta que todos são chamados a doar e receber amor. Amizades do mesmo sexo comprometidas, sacrificiais e castas devem ser apreciadas e estimadas. Visto que os católicos têm um compromisso ao amor, à hospitalidade, à interdependência e à atitude de “carregar os fardos uns dos outros” (122), a Igreja, em todos os níveis, quer apoiar e fomentar as oportunidades de amizade casta, sempre procurando a solidariedade para com aqueles que, por qualquer razão, não podem se casar.
  3. A verdadeira amizade é uma vocação antiga e honrável. São Aelred de Rievaulx observou que o desejo por um amigo nasce do âmago da alma. (123) Amigos verdadeiros produzem um “fruto” e uma “suavidade”, enquanto ajudam um ao outro a dar uma resposta a Deus e a viver o Evangelho. (124) Quer se desenvolva entre pessoas do mesmo sexo ou do oposto, a amizade representa um grande benefício para todos e conduz à comunhão espiritual.” (125)
  4. Como provavelmente já deve ter ficado claro, quando os católicos falam de matrimônio, referem-se a algo distinto das outras relações de amor particularmente intensas, mesmo se esse amor é profundo, resiste penosamente e por um longo período. Uma intimidade afetiva intensa de longo prazo não é o suficiente para o matrimônio. O matrimônio, como de fato foi universalmente reconhecido até muito recentemente no Ocidente, é estabelecido nos deveres que emergem das possibilidades e desafios apresentados pelo potencial de procriação dado pela anatomia sexual diferenciada dos homens e das mulheres.
  5. A Igreja convida os homens e as mulheres a verem em sua sexualidade a possibilidade de uma vocação. Alcançar a maturidade enquanto homem e mulher significa assumir determinadas questões para si: Como Deus me chama a integrar minha sexualidade em Seu plano para a minha vida? Criados à imagem de Deus, nosso destino é sempre a comunhão, o sacrifício, o serviço e o amor. A pergunta para todos nós é como doar os aspectos sexuais das nossas vidas no matrimônio ou na comunhão vivida através do celibato. Em nenhum dos casos, o nosso desejo erótico ou romântico é soberano ou autônomo. Seremos chamados inevitavelmente a fazermos sacrifícios que não escolheríamos se escrevêssemos os nossos próprios roteiros de vida.

O contexto filosófico, legal e político do matrimônio na contemporaneidade

  1. Os debates sobre a redefinição do matrimônio, inclusive as questões do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, levantam questões legais e políticas. Na teoria política e na teologia, os católicos falam da família como uma instituição pré-política.126 Em outras palavras, a família é legalmente “anterior” à sociedade civil, à comunidade e ao Estado político, já que a família é “fundada diretamente na natureza”. (127) A sociedade não inventou nem fundou a família; ao contrário, a família é a fundação da sociedade: “A família – na qual se congregam as diferentes gerações que reciprocamente se ajudam a alcançar uma sabedoria mais plena e a conciliar os direitos pessoais com as outras exigências da vida social – constitui, assim, o fundamento da sociedade.” (128) Assim as autoridades públicas possuem a obrigação de proteger e servir à família.
  2. Até recentemente, esta perspectiva da família era também amplamente aceitada pelos não católicos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, de 1948 insiste que “a família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.” (129) Contudo, haja vista que mais jurisdições repensam o matrimônio como uma questão de preferência individual, subtraindo qualquer conexão orgânica à diferença sexual e à procriação, e promovendo uma perspectiva contratual daquele, esse consenso desaparece. Atualmente, o Estado pretende cada vez mais inventar o matrimônio e redefini-lo segundo seu querer. (130) Supostamente, a família já não constrói a sociedade e o Estado, ao contrário, o Estado agora presume supervisionar e autorizar a família.
  3. Alguns legisladores pretendem então codificar esta inversão filosófica em novas leis matrimoniais. No lugar de acolher o matrimônio como uma instituição fundada na natureza, a nova perspectiva considera o matrimônio infinitamente plástico, subordinado e maleável à vontade política. Em prol da proteção das famílias, dos matrimônios e das crianças, a Igreja não tem outra opção a não ser resistir a este revisionismo.
  4. Uma sociedade que acredita erroneamente ser o matrimônio sempre renegociável, percebido somente a partir de um acordo humano autorreferencial, verá o matrimônio unicamente como um contrato, como um acordo voluntário entre duas pessoas com direitos individuas. Mas estes meros contratos não são iguais ao matrimônio fundado sobre uma aliança de misericórdia. A lógica de tais contratos não é a lógica paulina de Efésios 5, em que o esposo e a esposa se amam ao modo da cruz. O raciocínio que subjaz estes contratos defectivos se opõe ao dom do matrimônio como sacramento da aliança.
  5. A Igreja é obrigada a resistir à propagação de falsas lógicas para o matrimônio. O Papa Francisco assim observou:
  • Em repetidas ocasiões, ela (a Igreja) serviu de medianeira na solução de problemas que afetam a paz, a concórdia, o meio ambiente, a defesa da vida, os direitos humanos e civis, etc. E como é grande a contribuição das escolas e das universidades católicas no mundo inteiro! E é muito bom que assim seja. Mas, quando levantamos outras questões que suscitam menor acolhimento público, custa-nos a demonstrar que o fazemos por fidelidade às mesmas convicções sobre a dignidade da pessoa humana e do bem comum. (131)
  1. Como dissemos ao início desta catequese, todos os ensinamentos da Igreja sobre o matrimônio, a família e a sexualidade têm sua fonte em Jesus. A teologia moral católica é uma narrativa coerente capaz de satisfazer os questionamentos humanos mais profundos. Uma narrativa singular e unificante proveniente das convicções cristãs fundamentais sobre a criação divina e a aliança, sobre a queda original da humanidade e sobre a encarnação de Cristo, sua vida, crucifixão e ressurreição. Estes ensinamentos envolvem sacrifícios e sofrimentos para todos os que desejam ser discípulos de Jesus, porém eles também proporcionam novas oportunidades para a beleza e o florescer humano.
  2. Quando a verdadeira natureza do matrimônio é debilitada ou compreendida de forma irrisória, a família torna-se enfraquecida. Quando a família está enfraquecida, todos nós tendemos a certo tipo de individualismo brutal. Perdemos de forma muito fácil o hábito da suavidade de Cristo e a disciplina de sua aliança. Quando a família está fortalecida – quando cria espaço para os esposos, esposas e seus filhos para realizar a arte da doação aos moldes da aliança divina – então a luz entra num mundo de trevas. Nesta luz, a verdadeira natureza da família pode ser vista. E é por isso que a Igreja resiste às sombras que ameaçam a família. 146. Todos nós experimentamos a queda. A desordem em cada coração humano possui um contexto e conseqüências sociais. A comunhão para a qual fomos criados é ameaçada por nossos desejos desregrados, por nossa situação financeira, pela pornografia, pela contracepção, pelo divórcio e por confusões legais ou intelectuais. Mas o amor é a nossa missão, e a Igreja procura uma alternativa para a vida social, uma comunidade cuja diretriz é a misericórdia de Jesus, sua generosidade, liberdade e fidelidade. Os diversos ministérios da Igreja promovem a cultura da vida, a ajuda aos pobres, o apoio ao planejamento natural da família e a articulação de uma filosofia do direito mais coerente. Quando os católicos resistem ao divórcio, ao casamento de pessoas do mesmo sexo ou às revisões indistintas do direito matrimonial, estes também assumem a responsabilidade de fomentar comunidades de amparo e amor.

Questões para partilha.

  1. a) Explique as conexões entre o cuidado da Igreja pelos pobres e seu ensinamento sobre sexo e castidade.
  2. b) Qual é a diferença entre contracepção e planejamento natural da família?
  3. c) Qual o denominador comum entre divórcio, contracepção e casamento entre pessoas do mesmo sexo?
  4. d) Quais desafios à castidade existem em sua comunidade, e aonde as pessoas de sua paróquia podem ir para aprender sobre a perspectiva da Igreja? Como sua paróquia pode apoiar as pessoas que querem viver de acordo com os ensinamentos da Igreja?

VII. Luz num mundo de trevas   

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Observações Notas Finais do texto:

108. CIgC, 1606. 109. Sínodo dos Bispos, Assembleia Geral Extraordinária, Documento Preparatório: “Desafios Pastorais da família no contexto da evangelização”, Cidade do Vaticano (2013). 110. Papa Francisco, Angelus, Cidade do Vaticano (22 de dezembro, 2013). 111. Papa Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate (CV) (2009), 15. 112. Papa Bento XVI, Messagem “Para a Celebração do Dia Mundial da Paz” (1 de janeiro de 2008). 113. Cf. Mt 2, 13-23. 114. Papa Francisco, “Papa fala sobre a Sagrada Família enquanto refugiados e reza pelo Sínodo,” (29 de dezembro, 2013). 115. Papa Pio XII, “Alocução às parteiras” (29 de outubro de 1951). 116. Papa Pio XII, “Alocução às parteiras” (29 de outubro de 1951). 117. Papa Francisco, Angelus, Cidade do Vaticano (22 de dezembro de 2013). O amor é a nossa missão (Portuguese).indd 124 1/6/15 10:37 AM n o Ta s f I n a I s 125 118. Papa Bento XVI, Mensagem do Papa Bento XVI ao congresso internacional no 40º aniversário da “Humanae vitae” de Paulo VI (2 de outubro de 2008). 119. Cf. HV, 10 e CIgC, 2368. 120. Cf. HV, 17. 121. EG, 66. 122. Veja-se acima n. 88. 123. Santo Aelred de Rievaulx, De Spirituali Amicitia, 1: 51. 124. Santo Aelred de Rievaulx, De Spirituali Amicitia, 1: 45-46. 125. CIgC, 2347. Veja-se acima, 102. 126. CDSI, 21 127. Papa Leão XIII, Encíclica Rerum novarum (RN) (1891), 13 128. GS, 52 129. Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo 16. 130. Cf. EG, 66 131. EG, 65.

Encontro de Casais com Cristo_ECC Semana_da_Familia
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

Todo amor dá fruto. – SNF – 2015.


– VI tema da Semana Nacional da Família – 2015.



Todo_amor_da_fruto



Nem todos são chamados ao matrimônio. Mas toda vida é destinada a ser fecunda. Toda vida tem o poder e a necessidade de nutrir nova vida –se não for por meio da geração e criação de filhos, então por outros meios vitais de doação, realização de obras e de serviços. A Igreja é uma família com diferentes vocações, cada uma distinta, mas cada uma necessita das outras e se apoiam mutuamente. O sacerdócio, a vida religiosa e a vocação do celibato laical enriquecem e são enriquecidos pelo testemunho do estado matrimonial. As diferentes maneiras de ser casto ou celibatário fora do matrimônio são formas de doar a vida ao serviço de Deus e da comunidade humana.

  1. Dois sacramentos da Igreja são os únicos dedicados “à salvação dos outros.” A Ordem e o Matrimônio “conferem uma graça especial para uma missão particular na Igreja em ordem à edificação do povo de Deus”. (91)
  2. Em outras palavras, nem todos homens e mulheres precisam ser pais biológicos para irradiar o amor de Deus ou para fazer parte da “família de famílias” que conhecemos como sendo Igreja. A vocação para o sacerdócio, ou voto de vida religiosa, tem a sua própria integridade e honra. A Igreja sempre precisa de padres e religiosos, e os pais devem ajudar todos os seus filhos e filhas a estar atentos à possibilidade de que Deus possa estar chamando-os para oferecer a sua vida dessa forma.
  3. Além disso, há muitos leigos celibatários que têm o seu próprio papel insubstituível na Igreja. A Igreja conhece muitas distintas maneiras de se viver o celibato, mas todas são, de uma forma ou outra, um chamado para servir a Igreja e fomentar a comunhão de modo a serem análogas à paternidade.
  4. O celibato autêntico – seja leigo, ordenado ou consagrado – é orientado para a vida social e comunitária. Ser um “pai espiritual” ou “mãe espiritual” – talvez como membro do clero ou religioso, mas também como padrinho, um parente adotado, ou um catequista ou professor, ou simplesmente como mentor e amigo – é uma vocação estimada, algo essencial para uma comunidade cristã saudável e próspera.
  5. São João Paulo II uma vez refletiu sobre as qualidades maternas de Madre Teresa, e, por extensão, sobre a fecundidade e a fertilidade espirituais da vida celibatária em geral:
    • É muito habitual chamar “madre” a uma religiosa. Mas em Madre Teresa este apelativo assumiu uma intensidade especial. Uma mãe conhece-se pela capacidade de se dar. Observar Madre Teresa no trato, nas atitudes, no modo de ser, ajudava a compreender o que significava para ela, além da dimensão puramente física, ser mãe; ajudava-a a chegar à raiz espiritual da maternidade. Sabemos bem qual era o seu segredo:  ela estava cheia de Cristo e, por isso, olhava para todos com os olhos e o coração de Cristo. Tinha tomado a sério a sua palavra “Tive fome e destes-me de comer…” (Mt  25, 35) Por isso, não se cansava de “adotar” como filhos os seus pobres. O seu amor era concreto, empreendedor; levava-a onde poucos tinham coragem de chegar, onde a miséria era tão grande que provocava medo. Não me admira que os homens do nosso tempo sejam atraídos e fascinados por ela. Pois encarnou aquele amor que Jesus indicou como distintivo para os seus discípulos:  “Assim, todos saberão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13, 35). (92)

    Vidas radiantes como a da Beata Teresa de Calcutá e São João Paulo II mostram que o celibato nas suas diversas variações pode ser uma maneira interessante, um belo caminho de vida. A lógica e as possibilidades do celibato

  6. Anteriormente nesta catequese, citando Santo Agostinho, vimos que a proposta de ter filhos não era apenas continuar a espécie ou construir uma sociedade civil, porém, cumular a cidade celestial com a alegria de uma nova vida. Esta distinção – entre a meta natural de procriação e a vocação teológica para se preparar para o Reino de Deus em plena realização – permite a Igreja fazer mais uma afirmação: para cumprir o seu destino como homens e mulheres, todas pessoas podem ser fecundas, mas nem todos precisam se casar.
  7. A Igreja oferece o casamento como uma vocação, uma possibilidade; por isso não pode ser uma lei ou um requisito para uma realizada vida católica. (93) Segue-se, então, que o celibato precisa existir na vida social da Igreja para que o casamento seja uma questão de liberdade em vez de impulso. Se existe de fato mais de uma maneira de ordenar a própria vida sexual, a masculinidade ou a feminilidade em relação à vida eterna, o celibato é esta alternativa. “A família é a vocação que Deus inscreveu na natureza do homem e da mulher, mas existe outra vocação complementar ao matrimônio: o chamamento ao celibato e à virgindade pelo Reino dos céus. Foi a vocação que o próprio Jesus viveu.”(94)
  8. Celibato e casamento não competem um com o outro. Mais uma vez, como Santo Ambrósio ensinou: “nós não louvamos nenhum para a exclusão dos outros… Isto é o que faz a riqueza da disciplina da Igreja”. (95) Celibato e matrimônio são vocações complementares, pois ambos proclamam que a intimidade sexual não pode ser testada. (96) Tanto celibatários como pessoas casadas respeitam a estrutura do amor da aliança e evitam o “teste” ou a intimidade condicional. (97) Tanto o celibato como o casamento rejeitam o sexo no contexto chamado pelo Papa Francisco de “cultura do descartável.” (98) Tanto o celibato como o casamento rejeitam relações sexuais condicionadas meramente na satisfação de desejos eróticos.
  9. Observar a disciplina do celibato ou a do casamento são dois caminhos para homens e mulheres estarem em solidariedade um com o outro e evitarem servir só aos desejos sexuais. Celibato e casamento são as únicas duas maneiras de vida que convergem com a conclusão de que o casamento é a forma plenamente humana para atos da procriação, à luz da imagem de Deus que habita em nós e molda as nossas vidas. O celibato – que não só inclui padres e religiosos consagrados, porém todos que são castos fora do matrimônio – é o modo de vida de pessoas que não são casadas, mas que honram com as alianças.
  10. Tudo o que a Igreja tem ensinado sobre ser criado para a felicidade, sobre ser criado à imagem de Deus, sobre precisar amar e ser amado serve tanto para as pessoas celibatárias quanto para as que são casadas. O celibato pode ser confirmado e permanente, como no caso da vida religiosa consagrada, ou no caso de alguém incapaz de se casar por causa de deficiência ou outra circunstância, ou pode ser só potencialmente permanente, como no caso de uma pessoa jovem discernindo sua vocação. Em todos estes casos, o celibatário segue os passos de Jesus, amadurecendo, oferecendo o seu “eu” a Deus, confiando no seu plano e construindo uma vida baseada no amor para com os outros com piedade, paciência generosidade e serviço.
  11. Em qualquer sociedade, muitos serão marginalizados se o casamento é visto como obrigatório, como se fosse preciso ter um parceiro romântico para ser completo. O celibato na Igreja rebela-se contra esta idéia enganosa. Por exemplo, viúvas muitas vezes são deixadas de lado em sociedades tradicionais, e pessoas solteiras em sociedades modernas freqüentemente socializam-se em clubes, pubs e bares onde a promiscuidade é comum. Criar espaço alternativo, onde as pessoas que não são casados possam experimentar a felicidade e ter uma missão, é uma significativa hospitalidade, algo que cristãos precisam empreender uns para com os outros como forma de libertação e acolhimento.
  12. Algumas pessoas querem se casar, mas não conseguem achar um cônjuge, devido a circunstâncias alheias à sua vontade. Uma vida de esperança e espera não significa abandono a uma existência estéril. Quando se vive em prontidão ativa à vontade de Deus ao modo como esta vontade se desenvolve na história pessoal de cada um, fazendo do “faça-se” de Maria o seu próprio, bênçãos poderão advir. (99) Assim como todos são chamados a dar e receber amor, como o amor cristão é voltado para fora, o celibato é uma prática de comunhão. Quando nos amamos uns aos outros castamente fora do casamento, o fruto é a amizade: “A  virtude da castidade expande-se na  amizade […]. A castidade exprime-se especialmente na amizade para com o próximo. Desenvolvida entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos diferentes, a amizade representa um grande bem para todos. Conduz à comunhão espiritual.” (100)
  13. Celibatários – e de forma limitada, mas análoga, os casais inférteis – também desfrutam de uma liberdade única, uma liberdade atrativa para certos tipos de serviço, amizade e comunidade. Celibatários e sem filhos são relativamente mais disponíveis para a experiência casta na vida em comunidade, para carreiras que exigem flexibilidade, para oração e contemplação. Os celibatários, casais sem filhos, pessoas idosas, mesmo saudáveis (talvez com filhos adultos) têm benefícios relacionados ao tempo que muitos pais normalmente não têm. Essas pessoas podem se dedicar ao trabalho catequético e a outros ministérios paroquiais, e até apostolados e testemunhar em situações perigosas o que seria impossível para famílias com filhos. Os solteiros ou os casais sem filhos desfrutam de uma disposição que lhes dá mais discrição e criatividade com relação às possibilidades de hospitalidade e amizade. Quando São Paulo aconselha o celibato, pensa estar propondo uma possibilidade que tem os seus desafios, mas também tem os seus benefícios e liberdades: “Se, porém, casares, não estarás pecando. E, se a virgem se casar, não peca. Mas as pessoas casadas terão as tribulações da vida matrimonial, e eu gostaria de poupar-vos isso. Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. Gostaria de vê-los livres de preocupações.” (1Cor 7, 28 e 32a) A aliança espiritual e social entre celibato e casamento
  14. O Catecismo da Igreja Católica diz que “todos os fiéis de Cristo são chamados a viver uma vida casta de acordo com seus estados particulares de vida. No momento do seu Batismo, o cristão se compromete a viver a sua vida afetiva em castidade”. (101) O celibato, portanto, é aliado ao casamento, fazendo semelhante oferecimento interno de si mesmo ao Senhor. Tanto pessoas celibatárias como casadas comprometem a sua vida por meio da aliança com Deus de acordo com as suas respectivas vocações. Existem diferenças práticas na vocação de cada indivíduo particular, mas o movimento interno da alma, o próprio oferecimento do coração, é semelhante em seu núcleo. Celibatários e cônjuges maduros estão familiarizados, de modo sábio, com muitas das mesmas habilidades espirituais.
  15. No caso do casamento, quando esposos e esposas se doam um ao outro, com um amor que imita Jesus, o dom mútuo de si mesmo é parte da obra de Cristo, se unindo ao mesmo espírito de doação do próprio Jesus à Igreja. Quando os cônjuges trocam os seus juramentos na Igreja, na sua liturgia de casamento, Cristo recebe o seu amor nupcial e faz com que seja parte do seu próprio dom eucarístico de si para a Igreja e para o Pai que, glorificado com o sacrifício do Filho, concede o Espírito Santo aos cônjuges para selar a sua união. (102) A nupcial fecundidade, assim, é antes de tudo o dom e a tarefa do vínculo sacramental. É exatamente por isso que São João Paulo II disse, de modo belo, que o vínculo nupcial que aos cônjuges foi dado para desfrutar e viver faz deles “a lembrança permanente para a Igreja do que aconteceu na Cruz; são para eles mesmos e para os filhos testemunhas da salvação da qual o sacramento os faz participar”. (103)
  16. No caso de celibato, um raciocínio semelhante é possível. O amor de Cristo é continente porque faz dele mesmo uma doação total; uma afirmação incondicional do outro “o que o homem poderá dar em troca da sua vida?” (Mt 16, 26) O amor de Cristo é expresso no seu desejo de compartilhar tudo de si com os seus discípulos (cf. Lc 22, 15), para dar-se totalmente a eles e trazer a todos de volta ao Pai e compartilhar a própria glória de Deus. (104) O amor matrimonial é a lógica da aliança que define o modo como procriamos; amor celibatário é a lógica da aliança vitalizada na comunidade inteira.
  17. Como casamento e celibato são vocações complementares para adultos católicos, deveríamos criar os nossos jovens para perceber que um parceiro romântico não é essencial para a felicidade humana. Se o casamento em si toma forma de aliança de Jesus conosco, e se esta aliança também cria a possibilidade, então a vida de jovens que não são casados é melhor compreendida, não em termos de namoro ou relacionamentos esporádicos, mas como um tempo de discernimento e cultivo de amizades. Os hábitos e habilidades de verdadeira amizade são básicos para a vida, tanto no casamento como em comunidades celibatárias. A questão sobre a vocação que adolescentes e outros jovens enfrentam hoje em dia precisa envolver mais do que preferência romântica. Os jovens precisam adquirir certas habilidades internas espirituais, independentemente do que sua vida futura lhes reserva.
  18. Por esta razão, as paróquias deveriam prestar muita atenção à dimensão social da castidade e do celibato. O celibato impõe desafios únicos, e, como o Catecismo da Igreja Católica observa, aprender o autodomínio sexual implica um aspecto cultural: somos pessoas independentes, e viver a castidade pode tanto ser facilitado como impedido pela nossa situação social. (105) As possibilidades de vida que os jovens pensam ser imagináveis dependem dos exemplos que veem e das histórias que ouvem.
  19. Como o celibato é tão “contracultura”, existe ainda o risco de que, mesmo nas paróquias, não seja completamente entendido. Pessoas solteiras “merecem, portanto, a estima e a solicitude atenta da Igreja, particularmente dos pastores.” (106) Não só os pastores, mas também a família e as pessoas solteiras deveriam dar passos concretos para garantir que “solteiro”, no contexto católico, claramente não é o mesmo que solitário ou isolado. Pessoas solteiras precisam de comunhão para compartilhar os seus fardos e tristezas, bem como a responsabilidade e a oportunidade de serviço. “Mas a todas é necessário abrir as portas dos lares, ‘igrejas domésticas’, e da grande família que é a Igreja devem estar abertas” para os não casados.” (107)
  20. Esta visão sugere uma necessidade para todos examinarem como se contribui para a atmosfera e a essência da vida paroquial. Se os pais desencorajam os filhos ao sacerdócio, à vida religiosa consagrada, ou a outras vocações celibatárias, então a comunidade inteira deveria examinar a sua consciência. O celibato autêntico sempre é ricamente social, e se o celibatário é visto como unicamente solitário ou alienado, então algo na prática ou na estrutura da vida da comunidade está errado. Os celibatários devem tomar iniciativas para servir e envolver-se, e as famílias devem tomar medidas para ser hospitaleiras, para adotar “tias” e “tios” e para ser inclusivos na construção de famílias ampliadas ou comunidades intencionais.
  21. Uma rica vida social faz todo tipo de celibato mais plausível para o mundo, porque enfraquece a crítica do celibato que diz que semelhante vida é inevitavelmente solitária. Para assumir esta visão, para superar a inércia dos hábitos sociais que segregam solteiros e negligenciam as oportunidades do celibato, exige-se um compromisso criativo, tanto por parte de leigos como do clero. Jesus é o nosso Senhor, e o Senhor diz que “através deste testemunho todos reconhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros.” (Jo 13, 35). O amor deve visivelmente animar a vida paroquial para todos.
  22. O Celibato não é estéril, nem é “solteiro” no sentido de isolado ou autônomo. Na Igreja, todos somos interdependentes, criados para a comunhão, criados para dar e receber amor. Esta visão da vida humana gera inesgotável variedade de vocações criativas. O celibato possui exigências únicas para aqueles que o adotam, mas celibatários também têm privilégios e oportunidades únicas. Celibatários respeitam o potencial sexual ou biológico do casamento, e agem a partir de uma semelhante lógica e doação espiritual. Os celibatários e casais casados precisam um do outro para sustentar e crescer a “ família de famílias” que é chamada Igreja.

Questões para partilha

  1. a) O que o celibato e o casamento têm em comum?
  2. b) Quais são alguns dos desafios e fardos que pessoas solteiras enfrentam na sua comunidade? Como podem amigos, famílias e paró- quias as ajudar? Quais são alguns dos benefícios do celibato? Como as pessoas solteiras podem servir à comunidade?
  3. c) As crianças na sua paróquia chegam a conhecer uma variedade de padres, monges, freiras, e outras irmãs religiosas? Pode pensar em maneiras de introduzir exemplos de celibato na sua comunidade? Você tem encorajado crianças que você conhece para ser padre ou religioso consagrado? Por que sim ou por que não?
  4. d) Que boas razões para se escolher o casamento ou o celibato? Quais são as razões desfavoráveis? Como uma pessoa deve discernir a sua vocação?

  1. VI. Todo amor dá fruto  

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Observações Notas Finais do texto:

  1. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIgC) (2005), 321. 92. Papa João Paulo II, Discurso “Encontro das famílias adotivas organizado pelas Missionárias da Caridade” (5 de setembro de 2000) 93. Cf. 1Cor 7,25-40. 94. Papa Francisco, Discurso “Encontro com os jovens da Região da Úmbria” Assis (4 de outubro de 2013). 95. CIgC, 2349, citando St. Ambrósio, De viduis 4.23 96. Cf. CIgC, 1646. Veja-se acima n. 58. 97. Cf. CIgC, 2391. Veja-se acima n. 58. 98. Veja-se acima n. 60. 99. Cf. Lc 1, 38. 100. CIgC, 2347. 101. CIgC, 2348. 102. CIgC, 1624. 103. FC, 13 104. Cf. Jo 1,14; 17, 24. 105. CIgC, 2344. 106. CIgC, 1658. 107. CIgC, 1658.

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