Tabela Resumo dos livros da Bíblia.



Tabela Bíblica


Para facilitar a sua compreensão e ajudar a programar a sua leitura diária da Palavra estamos disponibilizando esta tabela periódica que descreve todos os detalhes de cada livro da Bíblia.

Uma oferta especial dos Amiguinhos de Deus.





A Bíblia é um conjunto de livros que revelam a vida de Deus presente na história dos homens. Na Bíblia encontramos a Palavra de Deus expressa pela palavra dos homens, revelando o projeto de Deus, que transforma a história e a leva em direção à liberdade plena para todos.

A palavra Bíblia, vem do grego e quer dizer coleção de livros. Ao todo a Bíblia Católica é composta por 73 livros, de épocas, autores e escritos diferentes. A Bíblia é dividida em duas partes, o Antigo Testamento contendo os livros que narram a história do Povo de Deus e foram escritos antes de Cristo (a.C). Correspondem a Primeira Aliança e o Novo Testamento contendo os livros que narram a vida de Jesus e das primeiras comunidades cristãs. Contam a história do novo Povo de Deus e foram escritos depois de Cristo (d.C.). Correspondem à Nova Aliança.

O Antigo Testamento contém 46 Livros e o Novo Testamento contém 27 Livros.

Baixe em PDF e imprima a “tabela periódica” dos livros da nossa Bíblia.


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“Porque meu povo se perde por falta de conhecimento; por teres rejeitado a instrução, te excluirei de meu sacerdócio; já que esqueceste a Lei de teu Deus, também eu me esquecerei dos teus filhos.*”  Oséias, 4,6



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Estamos comungando Jesus ou comendo hóstias ?



Uma pergunta interessante feita pelo meu professor de Antigo Testamento GABRIEL VILA VERDE © Antoine Mekary / ALETEIA Certo dia, em sala de aula, meu professor de Antigo Testamento perguntou:

“ESTAMOS COMUNGANDO JESUS OU COMENDO HÓSTIAS ? ”

Parece uma brincadeira, mas o questionamento é sério. Eu fiquei pensando… meu Deus! Já comunguei tantas vezes, já participei de MILHARES de Missas, mas… o que mudou? Em que mudei?

Comungar é estar unido, intimamente ligado ao Cristo. É viver como Ele viveu, pensar como Ele pensa, agir como Ele age! Da sua primeira comunhão pra cá, em que você melhorou? Quais foram os passos significativos no processo de conversão? Em suma: quais os frutos de santidade que a Eucaristia realizou em nós?

Santa Teresa de Ávila dizia que bastava uma comunhão em estado de graça para se santificar. A Beata Imelda morreu no dia da sua Primeira Comunhão. Morreu de amor. Tantos santos que entravam em êxtase na hora da Missa, como Luís de Monfort, Inácio de Loyola e José de Cupertino…

Irmã Dulce e Madre Teresa que saíam da Missa para dar socorro aos necessitados, Santa Gema Galgani que tinha o seio queimado por causa de um fogo misterioso que lhe incendiava, Santo Antônio de Lisboa que fez um jumento se ajoelhar diante da Hóstia para converter um ateu, Maria Milza que nunca aceitou ser ministra da comunhão por se sentir indigna de tocar o Corpo de Deus, a Beata Alexandrina que viveu 13 anos apenas com uma Eucaristia diária, etc… etc… etc…

Santo Agostinho dizia que nós metabolizamos os alimentos que comemos, mas quanto a Eucaristia, é ela que nos metaboliza.

E eu? E você? E nós? Estamos comungando Jesus ou comendo hóstias? Aquela partícula branca transforma o nosso interior ou é como uma vela acesa mergulhada na água? Pense… repense… medite…

(Seminarista Gabriel Vila Verde)


Fonte: Estamos comungando Jesus ou comendo hóstias ?


Alimento_Espiritual_Autêntico

Tema Apresentado no Grupo de Oração

Emanuel em 02/03/2015


http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg?w=130&h=120 Vazio_interior

Cinco_paes http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/eucaristia.jpg?w=130&h=120

Dez bons motivos para se ler a Bíblia Católica.



POR QUAL MOTIVO EU LERIA A BÍBLIA?


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          Muitas pessoas não tem o costume de ler a Bíblia, outros tem preguiça mesmo, tem os que preferem ler outras coisas até mesmo com muitas paginas a mais, isto só porque não sabem o que estão perdendo, pois depois que experimentam um pouquinho lamentam o tempo que foi perdido, por isso não perca mais tempo em sua vida, comece a ler a Bíblia agora mesmo, estou passando aqui apenas 10 razões para que você faça isso, porém existem muito mais a encontrar dentro deste tesouro.



1 – Para ter alegria.

Sem a Palavra de Deus, é impossível viver livre da ansiedade e inquietação:

“Vós me ensinareis o caminho da vida, há abundância de alegria junto de vós, e delícias eternas à vossa direita.” (Salmo 15,11).

“Neemias disse-lhes: Ide para as vossas casas, fazei um bom jantar, tomai bebidas doces, e reparti com aqueles que nada têm pronto; porque este dia é um dia de festa consagrado ao nosso Senhor; não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força. (Neemias 8,10)


2 – Para ter paz.

O Senhor lhe concederá a paz que o mundo não lhe pode dar. Primeiro, porém, você precisa encontra-la na Palavra de Deus:

Grande paz têm aqueles que amam vossa lei: não há para eles nada que os perturbe. (Salmo 118,165).


 3 – Para receber cura & libertação.

Você precisa estudar a Palavra de Deus para descobrir em que áreas necessita de libertação

“Enviou a sua palavra para os curar, para os arrancar da morte.” (Salmo 106,20) 

E Jesus dizia aos judeus que nele creram: Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos livrará(João 8,31-32).  


 4 – Para ter sabedoria.

O conhecimento da Palavra de Deus é o ponto de partida para você desenvolver sabedoria

“A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples.” (Salmo 18,8)

“Porque meu povo se perde por falta de conhecimento; por teres rejeitado a instrução, excluir-te-ei de meu sacerdócio; já que esqueceste a lei de teu Deus, também eu me esquecerei dos teus filhos.” (Oséias 4,6)


 5 – Para saber aonde você está indo.



Você não tem como prever o futuro nem como saber exatamente para onde está rumando, mas a Palavra de Deus a guiará

“Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos, uma luz em meu caminho.” (Salmo 118,105).  

“Eis o que diz o Senhor, teu Redentor, o Santo de Israel: eu sou o Senhor teu Deus, que te dá lições salutares, que te conduz pelo caminho que deves seguir.” (Isaías 58,17)


 6 – Para ter sucesso.

Quando você vive de acordo com os ensinamentos da Bíblia, seus caminhos prosperaram e você é bem-sucedido

“Traze sempre na boca (as palavras) deste livro da lei; medita-o dia e noite, cuidando de fazer tudo o que nele está escrito; assim prosperarás em teus caminhos e serás bem-sucedido.” (Josué 1,8).

“Já sei que o Senhor reservou a vitória para seu ungido, e o ouviu do alto de seu santuário pelo poder de seu braço vencedor.” (Salmo 19,7). 


 7 – Para viver em pureza.

A fim de desfrutar mais da presença de Deus, você precisa viver em santidade e pureza. Para isso, precisa ser purificado por meio da Palavra de Deus

“Como um jovem manterá pura a sua vida? Sendo fiel às vossas palavras.” (Salmo 118,9).

“Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. …  Aspergi-me com um ramo de hissope e ficarei puro. Lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve. (Salmo 50, 4-9)


 8 – Para obedecer a Deus.

Se você não entender as leis de Deus, não terá como obedecer-Lhe

“Mostrai-me, Senhor, o caminho de vossas leis, para que eu nele permaneça com fidelidade. Ensinai-me a observar a vossa lei e a guardá-la de todo o coração. Conduzi-me pelas sendas de vossas leis, porque nelas estão minhas delícias. Inclinai-me o coração às vossas ordens e não para a avareza. (Salmo 118,33-35).


 9 – Para crescer na fé.

Não é possível crescer na fé sem ler e ouvir a Palavra de Deus

“Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo.” (Romanos 10,17).

Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. (II Pedro 3,18)


 10 – Para discernir entre o bem e o mal.

Nos tempos de relativismo em que vivemos, precisamos ainda mais da Palavra de Deus para fazer distinção entre o certo e o errado.

“O homem espiritual, ao contrário, julga todas as coisas e não é julgado por ninguém.” (II Coríntios 2,15)

Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal. (Hebreus 5,13-14)

E temos ainda outras milhares de razões…



Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaías 55,6)


“Virão dias – oráculo do Senhor Javé – em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor. 12. Andarão errantes de um mar a outro, vaguearão do norte ao oriente; correrão por toda parte buscando a palavra do Senhor, e não a encontrarão. (Amós 8)


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“Tu, porém, permanece firme naquilo que aprendeste e creste. Sabes de quem aprendeste.  E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo.  Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça.  Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.” (II Timóteo, 3, 14-17)


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MINHA FAMÍLIA, MEU MAIOR TESOURO.

VALORIZE OS TESOUROS DE SUA FAMÍLIA.


O Vaso Rachado

TEMOS UM TESOURO EM VASOS DE BARRO.

O VASO RACHADO.



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BAIXE Os SLAID’s EM POWER POINT PARA VISUALIZAR OS EFEITOS




 Dinâmica do baú do tesouro escondido.

http://coisinhasdajack-coisinhasdajack.blogspot.com.br/2011_12_23_archive.html?view=classic


O Alimento Espiritual.



O Que é Alimento?


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Alimento é tudo aquilo que usamos para fortalecer o nosso corpo, na verdade o nosso corpo processa os alimentos que comemos e os transforma em combustível que move o nossos músculos, tudo aquilo que ingerimos irá passar pelo processo de digestão e será transformado para ser utilizado como energia e outra parte dele  será incorporado em células que farão parte do nosso corpo para o resto da vida. 

Nós não podemos sobreviver sem nos alimentar, faz parte do processo biológico natural do animal que é o ser humano, se você ficar 4 dias sem comer nada pode até morrer, há quem sobreviva mais tempo (limites 51 dias) e quem não resista muito tempo, mas uma coisa é certa, quem não se alimentar certamente morrerá mais cedo ou mais tarde.



“Durante a refeição, Jesus tomou em Suas Mãos O Pão, abençoou-O, partiu-O e O deu aos Seus discípulos, dizendo:

‘Tomai e comei, isto é o Meu Corpo’.

Tomou depois o cálice, rendeu graças e O deu, dizendo: ‘Bebei d’Ele todos, porque isto é o Meu Sangue, o Sangue da Nova Aliança, derramado por todos, em remissão dos pecados…” (Mt 26, 50b-52.)



CERTAMENTE MORREREMOS.


A história da criação diz que Deus criou todas as coisas e entregou aos homens para que lhes servisse como alimento.

  1. Deus disse: “Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento.
  2. E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a tudo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda erva verde por alimento.” E assim se fez.

Isso não seria nenhuma novidade, mas é só para constatarmos o fato de que ninguém, ninguém mesmo pode sobreviver sem o alimento material e natural que Deus reservou para nós.

O Alimento Espiritual.

No texto de (Mt 26, 50b-52.) em destaque acima diz que Jesus pegou o PÃO, sim, o Pão que comemos todos os dias, feito pelo padeiro da padaria com água, sal, fermento e farinha de trigo, mas depois de abençoá-lo Jesus se refere a Ele como: “ISTO É O MEU CORPO” ?

O Que teria acontecido com o pão comum e normal depois de ter sido “ABENÇOADO” por Jesus?

Tornou-se agora não apenas um alimento para o corpo material e sim um alimento para a “VIDA ESPIRITUAL“.

O Lado invisível que não podemos ver com os olhos da carne e sim com os olhos da Fé.

Vamos falar agora deste outro TIPO DE ALIMENTO, o alimento espiritual.

Quando Deus entrega tudo por alimento ao homem no paraíso Ele faz uma pequena ressalva:  

  1. Deu-lhe este preceito: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; 17 . mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, certamente morrerás.”

Podemos dizer que nem tudo que se pode comer é bom para o corpo e pode tirar-lhe a vida, assim também nem tudo que fazemos ou falamos é bom para o espírito e a alma humana e também podem causar-lhe até mesmo a morte espiritual que é o caso do pecado.

Porém a história nos diz que após comer o fruto proibido ninguém “MORREU”, Adão e Eva não morreram materialmente, permaneceram vivos como se não tivessem comido um veneno mortal assim percebemos que a morte a que Deus se referiu não seria uma morte física e sim a morte espiritual, por isso apesar de vivos a história de suas vidas foi totalmente alterada, entrou na jogada um outro tipo de morte, a morte espiritual que é a conseqüência do pecado original que cometeram e de todo e qualquer pecado que cometemos ainda hoje.

Precisamos entender esta comparação e a diferença entre esses dois alimentos bem distintos, assim como o corpo não sobreviverá sem o alimento material, a nossa alma também precisa e necessita do verdadeiro alimento espiritual que nos livrará da morte eterna conseqüência do pecado.

Levamos em consideração também que esse alimento espiritual que Deus nos oferece é muito mais do que apenas um alimento e serve também como remédio e antidoto contra o mal causado pelo pecado que cometemos.


Deus_Oração


O Pão da Oração:


Diz Santo Agostinho:

A oração é ainda o alimento da alma, porque assim como o corpo não se pode sustentar sem alimento, assim, sem a oração, não se pode conservar a vida da alma. Como o corpo e fortalecido pela comida, assim a alma do homem é conservada pela oração.

O diálogo entre Deus e o homem no paraíso (Gn 3,8) vem demonstrar que todos os homens precisam manter este contato diário com o Pai e sem ele nos sentiremos incompletos e vazios, com ele nos sentiremos amados e valorizados e sem Ela nos sentiremos longe e abandonados.

Quando eu comecei na Renovação Carismática Católica, existia uma coisa muito diferente dos outros grupos e da própria Santa Missa.    Na Santa Missa participamos de algo público e comunitário e mesmo que existam momentos individuais, as pessoas nem sempre experimentam um diálogo pessoal e particular com Deus, já os outros grupos na época raramente faziam orações e quando faziam sempre eram aquelas escritas em livretos e decoradas, rezava-se o terço, mas em nenhuma dessas orações poderíamos identificar como pessoal e particular, pois aquelas palavras foram proferias por uma outra pessoa e por melhores ou mais bonitas que fossem não proferidas por você. 

Por outro lado a Oração espontânea praticada pela RCC era algo novo, pois não era comum, na verdade não foi fácil abrir a minha boca no grupo de oração, pois eu era muito tímido, não falava em publico e muito menos tinha costume de fazer orações em particular, no entanto no dia em que fiz a minha primeira oração foi como o céu se abrisse e daí em diante sempre foi mais fácil esta comunicação com o Pai.   Hoje em nossos grupos de oração quase não se faz mais oração pessoal e vejo isso como um grande prejuízo irreparável em nossa intimidade com Deus, já que Jesus está nos chamando para estar sempre com Ele todos os dias e esse estar com Jesus não é para ficar em silêncio e sim para falar e expor aquilo que somos em sua presença.

PRECISAMOS RECUPERAR ESSES MOMENTOS DE ORAÇÃO, PORQUE FAZEM MUITA FALTA PARA NOSSO ESPÍRITO ESTAR NA PRESENÇA DE DEUS E OUVI-LO E SER OUVIDO POR ELE.

Leia mais sobre oração neste Blog, Click aqui:


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O Pão da Palavra


O C.I.C nos diz:

10.2 Alimento da Palavra de Deus

  • 2835 Este pedido e a responsabilidade que ele implica valem também para outra fome da qual os homens padecem: “O homem não vive apenas de pão, mas de tudo aquilo que procede da boca de Deus” (Mt 4,4), isto é, sua Palavra e seu Sopro. Os cristãos devem envidar todos os seus esforços para “anunciar o Evangelho aos pobres”.

  1. Virão dias – oráculo do Senhor Javé – em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor. 12. Andarão errantes de um mar a outro, vaguearão do norte ao oriente; correrão por toda parte buscando a palavra do Senhor, e não a encontrarão. (Profeta Amós 8, 11 e 12)

  • 104 Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra incessantemente seu alimento e sua força, pois nela não acolhe somente uma palavra humana, mas o que ela é realmente: a Palavra de Deus “Com efeito, nos Livros Sagrados o Pai que está nos céus vem carinhosamente ao encontro de seus filhos e com eles fala”.

P.10.12 Obras da Palavra de Deus

  • 131 “É tão grande o poder e a eficácia encerrados na Palavra de Deus, que ela constitui sustentáculo e vigor para a Igreja, e, para seus filhos, firmeza da fé, alimento da alma, pura e perene fonte da vida espiritual.” “É preciso que o acesso à Sagrada Escritura seja amplamente aberto aos fiéis.”

Este é um outro ponto bastante importante, porque a própria Bíblia se define como um importante alimento espiritual, São Paulo até diz aos Romanos que a Fé vem de ouvir a palavra de Deus e claramente se inclui também a leitura da palavra, já que os Coríntios e os Romanos não ouviram a voz de São Paulo quando receberam suas cartas e sim as suas cartas foram lidas na comunidade e hoje também podemos ler esta palavra e nos alimentar dela.

A RCC nasceu de uma busca por entender a palavra de Deus e daí se originou a busca pelo Espírito Santo que reavivou o Pentecostes na Igreja Católica, mas este fato não ficou no passado, porque é a vontade de Deus que todos cheguem ao pleno conhecimento de suas palavras.

(São Mateus 24,14). Este Evangelho do Reino será pregado pelo mundo inteiro para servir de testemunho a todas as nações, e então chegará o fim.

(Timóteo 2,4) O qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

Ler e conhecer a palavra de Deus é muito importante para nós, por isso ela se compara ao alimento já que sem o conhecimento da verdade não tem como acreditarmos em Deus e o buscarmos de todo coração.

Fast Food Espiritual

Você é do tipo que gosta de “fast food” espiritual?

Deixe-me explicar… Em outro post siga o link … (Aguarde)

Leia mais sobre A Palavra de Deus neste Blog, Click aqui:


Alimento_Espiritual_Autêntico


Jesus é o Pão da Vida:

“Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome.” (São João 6, 35). Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.     (São João 6,51)

Jesus disse certa vez que:

  1. Nossos pais comeram o maná no deserto, segundo o que está escrito: Deu-lhes de comer o pão vindo do céu (Sl 77,24). 32. Jesus respondeu-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu; 33. porque o pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo. 34. Disseram-lhe: Senhor, dá-nos sempre deste pão! 35. Jesus replicou: Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede. (São João 6, 31) 48.Eu sou o pão da vida. 49. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. 50. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.  51. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo. 52. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?  53. Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos.  54. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.  55. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida.  56. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.

Com essas palavras muitos discípulos se afastaram de Jesus pois pensavam que Ele estava falando literalmente sobre comer seu corpo, o que resultou no convite para quem se escandalizasse podia ir embora e que São Pedro lhe dá a melhor resposta de todas, “Senhor, a quem iremos, pois só Tu tens as palavras de vida eterna…”

Jesus não falava literalmente para que seu corpo fosse dilacerado e repartido entre todos para que comessem sua carne, tanto porque, sua carne humana não seria suficiente para todos nós, mas falava de um milagre ainda maior, da multiplicação de sua carne para alimentar a todos os homens da terra e não somente naquela época, mas durantes todos os séculos.   Hoje podemos declarar que Jesus falava da eucaristia, o verdadeiro alimento que se multiplica sobre o altar para alimentar todos os filhos de Deus.

Não basta hoje acreditar nesta verdade, é necessário participar da Eucaristia, é necessário se alimentar deste corpo de Cristo para que possamos ser fortes espiritualmente.

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Tema Apresentado no Grupo de Oração Emanuel em 02/03/2015


http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg?w=130&h=120 bRAÇOS DO pAI

Seminário de Vida no Espirito http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/eucaristia.jpg?w=130&h=120


Uma Experiência com deus e com DEUS!


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Experimente você Mesmo!


Encontro da Bíblia.


XXVI ENCONTRO DA BÍBLIA

 Setembro Mês da Bíblia

Dia 25/09/2016

ANÁPOLIS – GOIÁS


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BÍBLIA SAGRADA


A Diocese de Anápolis se prepara para mais uma grandiosa festa, é a 26ª Edição do Encontro da Bíblia que neste ano traz o tema

“Ele te dirá todas as palavras pelas quais serás salvo tu e toda a tua casa” (At 11,14).

Será um encontro voltado para o aprofundamento da Palavra de Deus e também de condução à oração com muito avivamento, cura e libertação. As crianças de 04 a 10 anos de idade poderão participar do Encontro da Bíblia Kids. A RCC Anápolis está preparando um espaço com  brincadeiras, atividades manuais, evangelização e oração para os pequenos.

Os jovens também terão uma acolhida especial com músicas e orações voltadas especialmente para eles.  E para todas as pessoas que desejarem atendimento individual de oração, haverá uma equipe de servos especialmente formados para atendê-las.


Encontro da Bíblia Em Anápolis

Dia 25/09/2016

No Centro de Evangelização João Paulo II

Sede do Escritório da RCC Em Anápolis

Rua, N Bairro São Joaquim

Próximo ao condomínio Porto Rico

Das 7:30 Hs às 18:00 Hs

Haverá fornecimento de almoço no local

Finalizando com a Santa Missa



XXIV ENCONTRO DA BÍBLIA

 Setembro Mês da Bíblia

Dia 28/09/2014


Biblia_2014



BÍBLIA SAGRADA


Este ano o encontro está programado para o mesmo local dos anos anteriores:


Encontro da Bíblia Em Anápolis

Dia 28/09/2014

No Centro de Evangelização João Paulo II

Sede do Escritório da RCC Em Anápolis

Rua, N Bairro São Joaquim

Próximo ao condomínio Porto Rico

Das 7:30 Hs às 18:00 Hs

Haverá fornecimento de almoço no local

Finalizando com a Santa Missa


ENCONTRO DA BÍBLIA – ANÁPOLIS.



Leia você também

A Bíblia é uma Mensagem

de Deus pra você.


Semeando a cultura de Pentecostes




Esclarecimento sobre a Polêmica ocorrida na Missa de Paulo Goulart.



Padre Fábio de Melo Celebrou a Missa de 7º dia de Paulo Goulart e emociona Nicette Bruno, porém após a Santa Missa veio a polêmica sobre a Comunhão recebida pela viúva Nicette Bruno.

Afinal, Poderia ela ter recebido a comunhão ou não?


Outros titulos com Fabio de Melo

ESCLARECIMENTOS SOBRE A POSTAGEM DO PADRE FÁBIO DE MELO ENTREGANDO A SAGRADA COMUNHÃO A ATRIZ NICETTE BRUNO, ESPOSA DO FALECIDO PAULO GOULART.

Ontem 20/04 os seguidores de nossa página, Sou feliz por ser Católico(a), depararam-se com uma postagem “polêmica” (polêmica apenas para aqueles que aceitam o Espiritismo como algo bom): Uma foto (parecida com a imagem acima) da atriz Nicette Bruno recebendo a Santíssima Eucaristia das mãos do padre Fábio de Melo. Porém, existe um problema: a atriz não poderia receber a Eucaristia. Mas, por que?

Antes de responder a esse questionamento deixamos claro que não é nenhuma crítica ao servo de Deus, o padre Fábio de Melo, a quem admiramos muito, nem a atriz Nicette Bruno de fama reconhecida nacionalmente, e sim, ao fato e a doutrina espírita. Responderemos a postagem em ‘partes’:

1) Nicette Bruno é de fato, espírita?

Sim, a atriz Nicette Bruno, como seu falecido marido, Paulo Goulart sempre foram espíritas, inclusive criaram seus filhos nessa doutrina. Vários meios de comunicação comprovam que eles são de fato espíritas, tais como:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/03/reveja-trajetoria-profissional-do-ator-paulo-goulart.html(G1)

http://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2014/03/relembre-entrevista-em-que-nicette-bruno-fala-sobre-paulo-goulart-vida-nao-termina-na-tumba.html (REVISTA QUEM)

2) O que diz a Santa Madre Igreja sobre o Espiritismo?

No Catecismo, no parágrafo 2117 a Igreja declara: “Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos demônios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelem dele. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitimas nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.”

(*1). observação abaixo

4) O que diz a Sagrada Escritura sobre o Espiritismo?

No Livro de Levítico diz: “…Se alguém se dirigir aos espíritas ou adivinhos para formicar com eles, voltarei meu rosto contra esse homem e o cortarei do meu povo” (Levítico 20,6). O Livro de Levítico foi escrito a 2.399 anos atrás, antes mesmo de Cristo nascer, e desde desse tempo o Espírito Santo já nos alertava contra a prática de espiritismo.

“… Não se ache no meio de ti, quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê a adivinhação, a astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou a invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abominará aqueles que se dão a essas práticas…” (Deuteronômio 18,10-12).

Veja, que Deus, em Sua Palavra condena totalmente o Espiritismo.

3) O Espiritismo é Cristão?

Não! São Paulo nos explica em sua carta aos Efésios que “É pelo sangue de Jesus Cristo que temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de Sua graça que Ele derramou profusamente sobre nós” (1,7). A Nossa Redenção se deve pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, isso é outra verdade fundamental da Fé Cristã. Nisto consiste propriamente a boa nova. Porém, o Espiritismo nega isso. Allan Kardec (o fundador da doutrina espírita) diz que cada um deve ser SEU PRÓPRIO REDENTOR através do sistema de reencarnações. Além disso, o espiritismo nega a criação da alma humana, recusa a união substancial entre corpo e alma, afirma que não há anjos e demônios, repudia os privilégios de Maria Santíssima, não admite o pecado original, contesta a graça divina, abandona toda a doutrina sobrenatural, rejeita a unicidade da vida humana terrestre, ignora o Juízo particular depois da morte, não concebe a existência do Purgatório, ridiculariza o Inferno, reprova a ressurreição da carne e desdenha o Juízo Final. No livro “À Margem do Espiritismo” (FEB, 3ª edição, 1981, pág. 214), do espírita Carlos Imbassahy, lemos: “Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não aceita os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam seus ensinamentos nas Escrituras. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo.” O espiritismo nega dezenas de verdades cristãs proclamadas ao longo dos séculos. Eles negam até mesmo a Palavra revelada por Deus: a Bíblia.

4) Por fim, um Espírita pode receber a Sagradíssima Eucaristia?

Vejamos, primeiramente, o que diz a santa madre Igreja em seu Catecismo:

“A NINGUÉM É PERMITIDO PARTICIPAR DA EUCARISTIA, SENÃO ÀQUELE QUE, ADMITINDO COMO VERDADEIROS OS NOSSOS ENSINAMENTOS e tendo sido purificado pelo batismo para a remissão dos pecados e a regeneração, levar uma vida como Cristo ensinou.” (CIC 1355).

Além disso, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), EM 1953 reafirmou a determinação feita pelo Episcopado Nacional da Pastoral Coletiva de 1915, revista pelos Bispos em 1948 nestes termos: “Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, COMO VERDADEIROS HEREGES e fautores de heresias e NÃO PODEM SER ADMITIDOS À RECEPÇÃO DOS SACRAMENTOS, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de Fé”.

O Código de Direito Canônico, editado pelo Beato João Paulo II em 1983 também diz sobre esses casos: “chama-se heresia A NEGAÇÃO pertinaz, após a recepção do Santo Batismo, DE QUALQUER VERDADE QUE SE DEVE CRER COM FÉ DIVINA E CATÓLICA, ou se duvida pertinazmente a respeito dela” (Cân. 751);

O cânon 1364, parágrafo 1 do Código de Direito Canônico (CDC) determina que o “herege incorre automaticamente em excomunhão”, isto é: DEVE SER EXCLUÍDO DA RECEPÇÃO DOS SACRAMENTOS (Cân. 1331, parág. 1), não podem ser padrinhos de Batismo (Cân. 874), nem da Confirmação (Cân. 892) e não lhe será lícito receber o Sacramento do Matrimônio sem licença especial do Bispo (Cân. 1071) e sem as condições indicadas pelo Cânon 1125. Também não pode ser membro de associação ou irmandade católica (Cân. 316).

O Código de Direito Canônico afirma que todo aquele que nega uma verdade que se DEVE crer como fé divina é herege, e toda a doutrina que é contra a Católica, que foi revelada por Cristo é uma heresia. O CDC afirma que todo o herege sofre automaticamente a excomunhão, por isso devem ser excluídos da recepção dos Sacramentos, inclusive a Eucaristia.

5) Conclusão

Nicette Bruno jamais poderia ter recebido a Sagrada Comunhão, pois como bem o Catecismo destaca só se pode receber o Corpo, Sangue, Alma e Divindade (Eucaristia) de Cristo aquele que estiver em estado de graça e CRER FIEL E FIRMEMENTE em TUDO o que a Igreja ensina. A atriz é espírita, portanto aceita uma heresia, já que o Espiritismo é condenado por Deus e pela Igreja. Como já bem mostramos acima o Espiritismo nega todas as Verdades ensinadas por Cristo. E, todo aquele que à aceita, como bem destacado pela CNBB é um herege, pois é uma doutrina anti-cristã. E um herege, “incorre automaticamente em excomunhão”, afirma o Código de Direito Canônico.

Resumindo: a atriz não poderia receber a Eucaristia pois o Catecismo afirma que só aquele que crê nos ensinamentos da Igreja pode recebe-lA. E o Espiritismo nega até mesmo a Bíblia; tudo o que é Cristão o Espiritismo nega. O Cristão crê, como diz no Credo “na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém”. Enquanto os espíritas creem na reencarnação, doutrina condenada por Deus Todo-Poderoso.

Por fim, declaramos novamente que o artigo não é uma crítica ao padre nem a atriz, mas foi um alerta a todos os católicos para que se distanciem da doutrina Espírita, que nos afasta de Cristo e nos leva a um mundo de ilusão, como se a vida fosse um vídeo game, onde toda vez que desse um “game over” poderíamos começar tudo de novo. O que é falso e contrário ao que foi pregado por Cristo.

Nós, como cristãos não podemos julgar nenhuma pessoa, independente de religião. Nós devemos acolhe-las e rezar pela conversão das mesmas. E mostra-las que Cristo fundou uma só Igreja que contém toda a Verdade necessária para a nossa Salvação, e ela possui um nome: Católica Apostólica Romana. Não devemos criticar e julgar as pessoas, mas isso não quer dizer que não podemos mostrar que as outras religiões são falsas e contrárias a Doutrina que foi ensinada por nosso Pai. É uma OBRIGAÇÃO de todo o Cristão de mostrar que tudo o que é contrário a fé Católica é condenado por Deus. Se não o fizermos, pecamos, pois omissão é um pecado grave.

Rezemos pela conversão de todos os espíritas, muçulmanos, protestantes, judeus, ateus, hinduístas, budistas, etc, para que eles deixem suas religiões que são frutos da mente humana e voltem a sua Mãe, a Igreja que Cristo edificou sobre Pedro, o primeiro Papa [cf. Mt. 18,16]

Para maiores esclarecimentos recomendamos os seguintes vídeos do Padre Paulo Ricardo:

Quais as consequências de se crer na reencarnação?

http://www.youtube.com/watch?v=SVwugmbmKhA

O Espiritismo é cristão?
http://www.youtube.com/watch?v=rvCrBbBe5NE

“Não pode ter Deus por Pai, como não tem a Igreja por Mãe” (São Cipriano). A Igreja é nossa Mãe, e nós somos Seus filhos. Como Maria Santíssima ensinou ao Cristo, e Ele acolheu todos os seus ensinamentos, pois sabia que era para Seu bem. Também, nós, devemos acolher os ensinamentos da santa mãe Igreja, que se preocupa com seus filhos e faz de tudo para afastar-nos das trevas, e levar-nos ao Caminho da Salvação eterna. TUDO o que a Igreja ensina é para nosso bem e nossa Salvação, sejamos obedientes a nossa mãe Igreja, bem como Cristo foi obediente a Sua mãe, Maria Santíssima.

Deus os abençoe,
Equipe Sou feliz por ser Católico(a).

Fonte:
https://www.facebook.com/298547506887616/photos/a.298549123554121.67215.298547506887616/634948583247505/?type=1&theater

Nosso Blog Presentepravoce preferiu deixar apenas este esclarecimento se atendo apenas aos fatos sem julgar as pessoas envolvidas como outros Blogs o fazem até mesmo proferindo palavras indesejáveis, tanto porque não foram ouvidas nenhuma das partes envolvidas no episódio.

Quem vê cara não vê coração, o que se vê na TV ao vivo não mostra os bastidores e não temos conhecimento a respeito dos fatos que levaram à realização de uma Missa de Sétimo dia envolvendo uma pessoa que não professaria a nossa Fé enquanto estava viva ou se esta posição teria sido alterada antes  do episódio ocorrido.


(*1). obs. sobre o paragrafo 2117.

Este Texto é parte integrante do C.I.C. Catecismo da Igreja Católica que tem por objetivo nortear o caminho dos Católicos em sua Vida espiritual enquanto estão a caminho rumo à Salvação.

O texto é um resultado de estudos e deliberações dos Sínodos dos Bispos que se reúnem com o objetivo de rezar e escutar a Palavra de Deus e qual seja a sua vontade para seu povo com o objetivo de traçar a melhor maneira de conduzir este rebanho com o minimo de perdas pelo caminho.

Sempre existiram muitas ameaças ao povo de Deus nesta terra como nos alertou Jesus e os Apóstolos, pois são semelhantes a ovelhas que facilmente são arrebatadas pelos predadores deste mundo tenebroso e nos tempos modernos as ameças se tornaram também ideologias e se mostram através de desvios doutrinários que culminam na divisão do rebanho e no afastamento de suas ovelhas, ovelha afastada do rebanho é considerada ovelha perdida, doente, machucada e correndo risco de morte.

Os estudos dos diversos perigos doutrinários presentes em diversas partes do mundo com ocorrências nem sempre equivalentes em regiões diferentes levaram ao texto completo citado no Link do Vaticano e este paragrafo em copiado aqui enumera diversos destes erros onde entre eles consta o espiritismo, não que esta variação local do espiritismo pratique tudo o que está escrito neste paragrafo, pois o texto abrange muito mais do que uma certa área determinada e sim é direcionado ao mundo todo como um resumo geral.   Cada nação, língua, pais e Diocese deveria aplicar o texto conforme a necessidade de sua região e por esse motivo este texto foi usado, pois é nele que cita a situação necessária a ser observada, pois como está incluído neste paragrafo 2117 a Igreja não aconselha a participação de um fiel Católico no espiritismo, seja ele de qual ala pertença e assim como também não aconselha as demais praticas citadas no mesmo paragrafo, quanto a sensação de se ver uma acusação direta e por isso manifestar uma discordância da veracidade do texto não se justifica caso não pratiquem tais desvios, não seria isto motivo de indignação, pois não se trata de acusações à uma determinada filosofia ou religião e sim de precauções a serem tomadas por todo fiel Católico para não se contaminar com doutrinas não recomendadas por sua Igreja. 


HISTÓRIAS DO PADRE LEO
Outros titulos com Fabio de Melo
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Esclarecimento de Pe. Fabio de Melo.



Padre Fábio de Melo divulga esclarecimento sobre polêmicas infundadas envolvendo seu nome depois de uma entrevista no programa de TV “De frente com Gabi.”


Outros titulos com Fabio de Melo

Queridos amigos,

Em virtude da polêmica que envolveu minha fidelidade à Ortodoxia Católica, venho esclarecer alguns pontos.

Em nenhum momento da minha vida atentei contra a sacralidade da Igreja Católica Apostólica Romana. Sou Mestre em Teologia Dogmática e zelo muito para que minha pregação esteja de acordo com os ensinamentos da Igreja. Este é o credo que professo: “Creio na Santa Igreja Católica Una, Santa, Católica e Apostólica.” Nunca inventei uma crença particular, ou um modo diferente de compreender esta profissão de fé.

A expressão que usei no programa de “De frente com Gabi”, “Jesus queria o Reino de Deus, mas nós demos a Ele a Igreja” é uma expressão muito usada nos bastidores acadêmicos que frequentei em minha vida, e está distante da proposta herética que ela já representou em outros tempos. O significado evoluiu.

Nossa Fundação é Santa, pois fomos instituídos pelo Cristo. “A Igreja é um corpo, em que nós somos os membros e Jesus Cristo é a cabeça (Col 1,18; I Cor 12,27). Na cabeça o Reino já está estabelecido. Em Cristo, o Reino já está plenamente manifestado. Mas os membros do corpo ainda estão no contexto da busca, pois continuamos arrastando as consequências adâmicas do nosso pecado. E por isto, mesmo que em Cristo o Reino já esteja plenamente manifestado, em nós, Igreja, povo de Deus, ele continua sendo a meta que nunca deixamos de buscar.

O Concílio Vaticano II, através de sua Constituição Dogmática Lumen Gentium, enfatizou que a Igreja é povo de Deus. O povo é errante, pois apesar de estar mergulhado nas graças do batismo, ainda sofre as consequências da fragilidade que o pecado lhe deixou. O mesmo Concílio declarou “O Reino de Cristo já presente em mistério, cresce visivelmente no mundo pelo poder de Deus…” (LG 3).

Presente em mistério. Isto é, cabe a nós, membros deste corpo, apressar a sua chegada. A Igreja é triunfante, mas também é peregrina, penitente, pois que carrega em sua carne a fragilidade de seus membros.

Sim, a Igreja é santa, mas comporta em seu seio os pecadores que somos nós. E por isso dizemos, também com o perigo da imprecisão teológica: “A Igreja é Santa e pecadora”. Bento XVI sugeriu modificar a expressão. “A Igreja é Santa, mas há pecado na Igreja”. Notem que ele salvaguarda a santidade na essência.

Mas o pecado existe na Igreja. Por isto rezamos nas liturgias diárias pelo Santo Padre, pelos bispos, pelo clero, pelo povo de Deus. Clamamos por purificação, luzes em nossas decisões, pois sabemos que é missão do Espírito encaminhar na terra a Igreja que ainda não é Reino de Deus (porque maculada pelos nossos pecados), e que ao Cristo damos diariamente. Mas nós caminhamos na esperança. Sabemos que um dia todas as partes do corpo estarão agindo em perfeita harmonia com a cabeça. Seremos a “Jerusalém Celeste”.

Eu assumo que errei ao usar a expressão. Eu não estava numa sala de aula, lugar onde a Ortodoxia convive bem com a dialética. Não considerei que muitos telespectadores poderiam não entender o contexto da comparação. E por isso peço desculpas. E junto às desculpas, faço minha retratação. Nunca tive problema em assumir meus equívocos. Usei uma expressão que carece ser contextualizada com outras explicações, para que não pareça irresponsável, nem tampouco herética.

Repito. Eu não nego nem neguei a definição dogmática expressa na Lumem Gentium, Número 5.

“O mistério da santa Igreja manifesta-se na sua fundação. O Senhor Jesus deu início à Sua Igreja pregando a boa nova do advento do Reino de Deus prometido desde há séculos nas Escrituras: «cumpriu-se o tempo, o Reino de Deus está próximo» (Mc. 1,15; cfr. Mt. 4,17). Este Reino manifesta-se na palavra, nas obras e na presença de Cristo. A palavra do Senhor compara-se à semente lançada ao campo (Mc. 4,14): aqueles que a ouvem com fé e entram a fazer parte do pequeno rebanho de Cristo (Luc. 12,32), já receberam o Reino; depois, por força própria, a semente germina e cresce até ao tempo da messe (cfr. Mc. 4, 26-29). Também os milagres de Jesus comprovam que já chegou à terra o Reino: «Se lanço fora os demônios com o poder de Deus, é que chegou a vós o Reino de Deus» (Luc. 11,20; cfr. Mt. 12,28). Mas este Reino manifesta-se sobretudo na própria pessoa de Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, que veio «para servir e dar a sua vida em redenção por muitos» (Mt. 10,45).”

E quando Jesus, tendo sofrido pelos homens a morte da cruz, ressuscitou, apareceu como Senhor e Cristo e sacerdote eterno (cfr. Act. 2,36; Hebr. 5,6; 7, 17-21) e derramou sobre os discípulos o Espírito prometido pelo Pai (cfr. Act. 2,33). Pelo que a Igreja, enriquecida com os dons do seu fundador e guardando fielmente os seus preceitos de caridade, de humildade e de abnegação, recebe a missão de anunciar e instaurar o Reino de Cristo e de Deus em todos os povos, e constitui o germe e o princípio deste mesmo Reino na terra. Enquanto vai crescendo, suspira pela consumação do Reino e espera e deseja juntar-se ao seu Rei na glória.”

Agradeço pela prece dos que me acompanharam neste momento tão sofrido.

Com minha benção,

Padre Fábio de Melo.




Posições para violão

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HISTÓRIAS DO PADRE LEO
Outros titulos com Fabio de Melo
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E o Verbo se fez Carne.


EOVerboSeFezCarne[1]


A PALAVRA DE DEUS NA VIDA DO CRISTÃO

Pe. Françoa Costa

1. Vamos por um momento pedir permissão às três Pessoas da Santíssima Trindade para ver algo desse grande Mistério. O Pai desde toda a eternidade gera o Filho. Neste exato momento, se nos é permitido falar assim, o Pai gera o Filho, que já foi gerado, já está gerado e não precisa de nenhuma perfeição posterior nessa geração. Grande mistério! Lembremo-nos, portanto, que estamos no âmbito da eternidade, onde não há passado nem futuro, tudo é um eterno presente.

O Evangelho Segundo São João começa assim: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.”“No princípio, Deus criou o céu e a terra”(1,1). Como Deus criou? Com sua Palavra: “Deus disse” (1,3). Dessa maneira vemos que a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, já se encontrava presente na criação do mundo. O mesmo São João continua a dizer o seguinte em seu prólogo: “Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito.” (1,3) (1,1) Essa narração nos lembra aquela outra do primeiro livro do Antigo Testamento, o Gênesis:

Aquele que já estava presente no seio do Pai desde toda a eternidade, que se encontrava na criação do mundo, veio a este mundo em carne mortal na plenitude dos tempos (cf.Gl 4,4). Por que? São João responde: “Deus amou tanto o mundo, que entregou seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eternal.” (3,16). Para que tivéssemos vida eterna, isto é para que participemos da intimidade de Deus pela graça agora, pela visão da glória mais tarde.

“E a Palavra [o Verbo] se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Já que habitou entre nós, precisamos aprender essa Palavra. O que eu quero dizer é que a Palavra de Deus não é em primeiro lugar a Bíblia, a Palavra de Deus é o próprio Jesus Cristo. O título dessa palestra é “a Palavra de Deus na vida do cristão”, mas poderia ter o seguinte sinônimo “Jesus Cristo na vida do cristão”. Ele é a Palavra eterna do Pai que desceu do céu e se encarnou no seio de Maria Virgem.

2. A Bíblia é a Palavra de Deus porque nele encontramos Jesus Cristo, toda a Sagrada Escritura fala de Cristo, se assim não fosse não teria nenhum interesse para nós a não ser enquanto um simples livre edificante. Todo o poder da Sagrada Escritura vem de sua referência a Cristo. Também o Antigo Testamento fala de Cristo enquanto que é preparação para a vinda do Messias.

A Sagrada Escritura é, portanto, muito importante. Esta tem um significado especial quando nós a escutamos dentro da liturgia da Igreja. Diz a Intrução Geral do Missal Romano: “Quando se lêem as Sagradas Escrituras, o próprio Deus fala ao seu povo, e Cristo, presente em sua palavra anuncia o Evangelho” (nº29). Consequência prática: “escutar com veneração as leituras da Palavra de Deus”(id.). Outra consequência é que o leitor precisa ler bem para que a assembléia entenda o texto sagrado. Esse texto da Instrução também explica porque só o diácono ou o sacerdote lêem o Evangelho: é Cristo quem anuncia. A especial configuração com Cristo que confere o Sacramento da Ordem capacitam o diácono e o presbítero para a proclamação do Evangelho.

Ainda que a Bíblia proclamada na Igreja seja muito importante, não podemos menosprezar a leitura orante e pessoal da Escritura Santa que todos nós devemos cultivar a diário. Conselho prático: 5 minutos diários de leitura da Bíblia com a meta de ler toda a Bíblia.

Como entenderam durante tantos anos de história a Sagrada Escritura? Alguns momentos importantes:
– Como os Padres da Igreja a entenderam? tinham como princípio fundamental que é preciso ler a Escritura com o mesmo espírito com que foi escrita. Esta idéia se encontra no Concílio Vaticano II. Assim como o Espírito Santo assistiu o escritor sagrado (hagiógrafo), assim também assegura o entendimento mais profundo do texto por parte dos leitores subsequentes. Os Padres da Igreja tinham uma leitura sapiencial
da Sagrada Escritura, degustavam-na, praticavam a “ruminatio Scripturae”, davam voltas aos textos saboreando-os, faziam muitas conexões entre várias passagens.

– Como os medievais a entenderam? concentraram-se sobretudo no desenvolvimento da doutrina dos sentidos da Escritura. “A letra ensina o que aconteceu; a alegoria, o que deves crer; a moral, o que deves fazer; a anagogia, para onde deves caminhar.” (CCE 118). O Catecismo se refere a esse tema a partir do número 115. Fala, primeiramente, do sentido literalsentido spiritual (graças à unidade do projeto de Deus, não somente o texto da Escritura, mas também as realidades e os acontecimentos de que ele fala, podem ser sinais). O sentido espiritual pode ser: 1) alegórico (ver os significados dos acontecimentos em Cristo; ex.: a travessia do mar vermelho é um sinal da vitória de Cristo, e também do Batismo); 2) moral3) anagógico (podemos ver realidades e acontecimentos em sua significação eterna, conduzindo-nos à nossa Pátria; a Igreja na terra, dessa maneira, é sinal da Jerusalém celeste). (o sentido significado pelas palavras e descoberto pela correta interpretação, que tem suas regras, e que depois as veremos; todos os sentidos da Escritura devem ter seu fundamento neste) e do (os acontecimentos relatados na Sagrada Escritura devem conduzir-nos a um justo agir);

– A Reforma Protestante introduz uma tensão entre a compreensão pessoal e o texto em si mesmo. Falta, neste caso, uma mediação da Igreja, que ajude a armonizar os dois fatores. No protestantismo há uma interpretação pessoal e individualista da Sagrada Escritura, o que contribui enormente para que haja tantas comunidades, cada uma com a Bíblia, cada uma com interpretações divergentes.

São Agostinho tem uma frase muito bela que nos mostra a importância da Igreja na adesão à Escritura Santa: Ego vero Evangelio non crederem, nisi me catholicae Ecclesiae commoveret auctoritas – Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica.

E quais são os critérios para uma correta interpretação da Bíblia? Diz o Catecismo (a partir do nº 109) que na Sagrada Escritura Deus fala aos homens à maneira dos homens.intenção dos autores sagrados, para isso há que levar em consideração as condições da época e da cultura deles, os gêneros literários em uso naquele tempo, os modos, então correntes, de sentir, falar e narrar. Para uma interpretação conforme o Espírito que inspirou a Escritura o Concílio Vaticano II dá três critérios: 1) prestar muita atenção ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira (não se pode pegar um versículo e isolá-lo do todo, isso fazem os protestantes), a Bíblia é una por causa da unidade do projeto de Deus, do qual Jesus Cristo é o centro e o coração, daí que os Evangelhos sejam também o centro e o coração das Escrituras; 2) ler a Escritura dentro “da tradição viva da Igreja inteira”, já que a Igreja leva em sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus e é o Espírito Santo que dá à Igreja a interpretação espiritual da Escritura; 3) estar atento “à analogia da fé”, por analogia da fé entendemos a coesão das verdades da fé entre si e no projeto total da Revelação, sendo assim não pode haver nunca uma contradição entre o que se lê na Bíblia com alguma verdade que a Igreja firmemente crê. Precisamos portanto descobrir a

3. “São João Crisóstomo chama as Sagradas Escrituras de cartas enviadas por Deus aos homens… São Jerônimo exortava a um amigo seu que lesse as divinas Escrituras com frequência e que nunca abandonasse tal leitura.
“O Concílio Vaticano II recomenda insistentemente a leitura assídua da Sagrada Escritura para que adquiram a ciência suprema de Jesus Cristo (Fl 3,8), pois desconhecer a Escritura é desconhecer a Cristo (S.Jerônimo)” (Antologia de Textos, pág.1308). Aconselho a que façam a experiência pessoal de ouvir ler a Sagrada Escritura ou de escutá-la na Sagrada Liturgia com espírito orante e, a continuação, se estiverem na Santa Missa, a fazer da homilia um momento de oração, de conversa com Deus.

Diz São Tomás de Aquino que “depois que uma pessoa estuda a Escritura torna-se uma pessoa sensível, ou seja, adquire o discernimento e o gusto da razão para distinguir o bem do mal, o doce do amargo”. Para amar a Cristo há que conhecê-lo. Ninguém ama aquilo que não conhece. O amor cresce à medida que nós conhecemos mais. Ainda que também é verdade que o próprio ato de amar dá um conhecimento que nós podemos chamar sapiencial porque é cheio de sabor. Dessa maneira, há que conhecer para amar e há que amar para conhecer mais ainda.

“São Paulo dizia aos primeiros cristãos: A Palavra de Deus é viva e eficaz… é sempre atual, nova para cada ser humano, nova a cada dia, e, além do mais, é palavra pessoal porque vai destinada expressamente a cada um de nós… Jesus Cristo continua a falar-nos. Suas palavras, por ser divinas e eternas, são sempre atuais. Ler o Evangelho com fé é crer que tudo o que lá se diz está, de alguma maneira, acontecendo agora. É atual a ida e a volta do filho pródigo; a ovelha que anda perdida e o pastor que sai a buscá-la; a necessidade do fermento para transformar a massa e da luz para que ilume a tremenda escuridão que, às vezes, vem sobre o mundo e sobre o homem.” (Antologia de textos, id.)

São Josemaría Escrivá aconselhava a ler o Evanglho como se fôssemos um personagem a mais. Dessa maneira, na gruta de Belém eu posso ser um dos pastores; nas bodas de Caná eu posso ser o fotógrafo; na passagem do jovem rico eu mesmo posso ser esse jovem; na multiplicação dos pães eu até posso ver a cara de pasmo que os discípulos devem ter feito ao verem tão poucos pães e tão poucos peixes alimentarem tamanha multidão, eu também com eles me admiro; na transfiguração, ainda que o Senhor tenha chamado consigo apenas três, eu posso ser o intrometido e curioso que os acompanha.

“No Santo Evangelho está escrita a história profunda de nossa vida; está escrita a história de nossas relações com Deus.

“O Evangelho nos revela o que é e vale a nossa vida e nos traça o caminho que devemos seguir. O Verbo – a Palavra – é a luz que ilumina todo homem (Jo 1,9). E não há ser humano ao qual não tenha sido dirigida esta Palavra… O Evangelho deve ser o primeiro livro do cristão porque é-nos imprescindível o conhecimento de Cristo; é preciso que o olhemos e o conetemplemos até que conheçamos a memória todos os seus traços.” (Antologia de textos, págs.1308-1309).

Dois propósitos:
– Estar mais atentos à proclamação da Palavra de Deus na Liturgia da Santa Missa;
– Fazer ao menos 5 minutos diários de leitura da Sagrada Escritura a começar pelo Novo Testamento.

Santa Maria, Sede da Sabedoria, interceda por nós.

(Pe. Françoa Costa – Setembro/07) – VEJA O LINK

Texto Publicado também em:

http://www.cursilhoanapolis.com.br/artigos/view/1

O Ano da Fé.

Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio Porta Fidei com a qual se proclama o Ano da Fé

(out/2012 – out/2013)



1. A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar aquela porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início com o Batismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos creem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.

2. Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: «A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude» (Homilia no início do ministério petrino do Bispo de Roma, (24 de Abril de 2005): AAS 97 (2005), 710). Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado (Cf. Bento XVI, Homilia da Santa Missa no Terreiro do Paço (Lisboa – 11 de Maio de 2010): L’Osservatore Romano (ed. port. de 15/V/2010), 3.). Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.

3. Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação.

4. À luz de tudo isto, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II, (Cf. João Paulo II, Const. ap. Fidei depositum (11 de Outubro de 1992): AAS 86 (1994), 113-118) com o objetivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé. Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese (Cf. Relação final do Sínodo Extraordinário dos Bispos (7 de Dezembro de 1985), II, B, a, 4: L’Osservatore Romano (ed. port. de 22/XII/1985), 650) e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Será uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé. Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, proclamou um semelhante, em 1967, para comemorar o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo no décimo nono centenário do seu supremo testemunho. Idealizou-o como um momento solene, para que houvesse, em toda a Igreja, «uma autêntica e sincera profissão da mesma fé»; quis ainda que esta fosse confirmada de maneira «individual e colectiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca» (Paulo VI, Exort. ap. Petrum et Paulum Apostolos, no XIX centenário do martírio dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (22 de Fevereiro de 1967): AAS 59 (1967), 196). Pensava que a Igreja poderia assim retomar «exacta consciência da sua fé para a reavivar, purificar, confirmar, confessar» (Ibid.: o.c., 198.). As grandes convulsões, que se verificaram naquele Ano, tornaram ainda mais evidente a necessidade duma tal celebração. Esta terminou com a Profissão de Fé do Povo de Deus, (Paulo VI, Profissão Solene de Fé, Homilia durante a Concelebração por ocasião do XIX centenário do martírio dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, no encerramento do «Ano da Fé» (30 de Junho de 1968): AAS 60 (1968), 433-445) para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o património de todos os crentes, necessitam de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado.

5. Sob alguns aspectos, o meu venerado Predecessor viu este Ano como uma «consequência e exigência pós-conciliar» (Paulo VI, Audiência Geral (14 de Junho de 1967): Insegnamenti V (1967), 801), bem ciente das graves dificuldades daquele tempo sobretudo no que se referia à profissão da verdadeira fé e da sua recta interpretação. Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, «não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte (6 de Janeiro de 2001), 57: AAS 93 (2001), 308). Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: «Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja» (Discurso à Cúria Romana, (22 de Dezembro de 2005): AAS 98 (2006), 52).

6. A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen Gentium, afirma: «Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7, 26), não conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Heb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Igreja Lumen Gentium, 8).

Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. Act 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo Batismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A «fé, que atua pelo amor» (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de acção, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17).

7. «Caritas Christi urget nos – o amor de Cristo nos impele» (2 Cor 5, 14): é o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28, 19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de facto, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos. Os crentes – atesta Santo Agostinho – «fortificam-se acreditando» (De utilitate credendi, 1, 2). O Santo Bispo de Hipona tinha boas razões para falar assim. Como sabemos, a sua vida foi uma busca contínua da beleza da fé enquanto o seu coração não encontrou descanso em Deus (Cf. Confissões, 1, 1). Os seus numerosos escritos, onde se explica a importância de crer e a verdade da fé, permaneceram até aos nossos dias como um patrimônio de riqueza incomparável e consentem ainda a tantas pessoas à procura de Deus de encontrarem o justo percurso para chegar à «porta da fé».

Por conseguinte, só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus.

8. Nesta feliz ocorrência, pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo.

9. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium, 10). Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada (Cf. João Paulo II, Const. ap. Fidei depositum (11 de Outubro de 1992): AAS 86 (1994), 116) e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano.

Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Batismo  Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a redditio symboli (a entrega do Credo): «O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele» (Sermo 215, 1).

10. Queria agora delinear um percurso que ajude a compreender de maneira mais profunda os conteúdos da fé e, juntamente com eles, também o acto pelo qual decidimos, com plena liberdade, entregar-nos totalmente a Deus. De facto, existe uma unidade profunda entre o acto com que se crê e os conteúdos a que damos o nosso assentimento. O apóstolo Paulo permite entrar dentro desta realidade quando escreve: «Acredita-se com o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé» (Rm 10, 10). O coração indica que o primeiro ato, pelo qual se chega à fé, é dom de Deus e ação da graça que age e transforma a pessoa até ao mais íntimo dela mesma.

A este respeito é muito eloquente o exemplo de Lídia. Narra São Lucas que o apóstolo Paulo, encontrando-se em Filipos, num sábado foi anunciar o Evangelho a algumas mulheres; entre elas, estava Lídia. «O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia» (At 16, 14). O sentido contido na expressão é importante. São Lucas ensina que o conhecimento dos conteúdos que se deve acreditar não é suficiente, se depois o coração – autêntico sacrário da pessoa – não for aberto pela graça, que consente de ter olhos para ver em profundidade e compreender que o que foi anunciado é a Palavra de Deus.

Por sua vez, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um facto privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este «estar com Ele» introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita. No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé a toda a gente. É o dom do Espírito Santo que prepara para a missão e fortalece o nosso testemunho, tornando-o franco e corajoso.

A própria profissão da fé é um ato simultaneamente pessoal e comunitário. De facto, o primeiro sujeito da fé é a Igreja. É na fé da comunidade cristã que cada um recebe o Batismo, sinal eficaz da entrada no povo dos crentes para obter a salvação. Como atesta o Catecismo da Igreja Católica, «“Eu creio”: é a fé da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasião do Batismo. “Nós cremos”: é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. “Eu creio”: é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: “Eu creio”, “Nós cremos”» (Catecismo da Igreja Católica, 167).

Como se pode notar, o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja. O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus. Por isso, o assentimento prestado implica que, quando se acredita, se aceita livremente todo o mistério da fé, porque o garante da sua verdade é o próprio Deus, que Se revela e permite conhecer o seu mistério de amor (Cf. Conc. Ecum. Vat. I, Const. dogm. sobre a fé católica Dei Filius, cap. III: DS 3008-3009; Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Revelação divina Dei Verbum, 5)

Por outro lado, não podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, há muitas pessoas que, embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo. Esta busca é um verdadeiro «preâmbulo» da fé, porque move as pessoas pela estrada que conduz ao mistério de Deus. De facto, a própria razão do homem traz inscrita em si mesma a exigência «daquilo que vale e permanece sempre» (Bento XVI, Discurso no «Collège des Bernardins» (Paris, 12 de Setembro de 2008): AAS 100 (2008), 722). Esta exigência constitui um convite permanente, inscrito indelevelmente no coração humano, para se pôr a caminho ao encontro d’Aquele que não teríamos procurado se Ele não tivesse já vindo ao nosso encontro (Cf. Santo Agostinho, Confissões, 13, 1). É precisamente a este encontro que nos convida e abre plenamente a fé.

11. Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II. Na Constituição Apostólica Fidei depositum – não sem razão assinada na passagem do trigésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II – o Beato João Paulo II escrevia: «Este catecismo dará um contributo muito importante à obra de renovação de toda a vida eclesial (…). Declaro-o norma segura para o ensino da fé e, por isso, instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial» (João Paulo II, Const. ap. Fidei depositum (11 de Outubro de 1992): AAS 86 (1994), 115 e 117).

É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé.

Na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Repassando as páginas, descobre-se que o que ali se apresenta não é uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja. Na verdade, a seguir à profissão de fé, vem a explicação da vida sacramental, na qual Cristo está presente e operante, continuando a construir a sua Igreja. Sem a liturgia e os sacramentos, a profissão de fé não seria eficaz, porque faltaria a graça que sustenta o testemunho dos cristãos. Na mesma linha, a doutrina do Catecismo sobre a vida moral adquire todo o seu significado, se for colocada em relação com a fé, a liturgia e a oração.

12. Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar.

De facto, em nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm duma diversa mentalidade que, particularmente hoje, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas, a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas tendem, embora por caminhos diferentes, para a verdade (Cf. João Paulo II, Carta enc. Fides et ratio (14 de Setembro de 1998), 34.106: AAS 91 (1999), 31-32.86-87).

13. Será decisivo repassar, durante este Ano, a história da nossa fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. Enquanto a primeira põe em evidência a grande contribuição que homens e mulheres prestaram para o crescimento e o progresso da comunidade com o testemunho da sua vida, o segundo deve provocar em todos uma sincera e contínua obra de conversão para experimentar a misericórdia do Pai, que vem ao encontro de todos.

Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, «autor e consumador da fé» (Heb 12, 2): n’Ele encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realização no mistério da sua Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar connosco a fragilidade humana para a transformar com a força da sua ressurreição. N’Ele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram estes dois mil anos da nossa história de salvação.

Pela fé, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus na obediência da sua dedicação (cf. Lc 1, 38). Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam (cf. Lc 1, 46-55). Com alegria e trepidação, deu à luz o seu Filho unigênito  mantendo intacta a sua virgindade (cf. Lc 2, 6-7). Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egito a fim de O salvar da perseguição de Herodes (cf. Mt 2, 13-15). Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota (cf. Jo 19, 25-27). Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo (cf. Lc 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo (cf. Act 1, 14; 2, 1-4).

Pela fé, os Apóstolos deixaram tudo para seguir o Mestre (cf. Mc 10, 28). Acreditaram nas palavras com que Ele anunciava o Reino de Deus presente e realizado na sua Pessoa (cf. Lc 11, 20). Viveram em comunhão de vida com Jesus, que os instruía com a sua doutrina, deixando-lhes uma nova regra de vida pela qual haveriam de ser reconhecidos como seus discípulos depois da morte d’Ele (cf. Jo 13, 34-35). Pela fé, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de levar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16, 15) e, sem temor algum, anunciaram a todos a alegria da ressurreição, de que foram fiéis testemunhas.

Pela fé, os discípulos formaram a primeira comunidade reunida à volta do ensino dos Apóstolos, na oração, na celebração da Eucaristia, pondo em comum aquilo que possuíam para acudir às necessidades dos irmãos (cf. Act 2, 42-47).

Pela fé, os mártires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformara, tornando-os capazes de chegar até ao dom maior do amor com o perdão dos seus próprios perseguidores.

Pela fé, homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em simplicidade evangélica a obediência, a pobreza e a castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor, que não tarda a vir. Pela fé, muitos cristãos se fizeram promotores de uma acção em prol da justiça, para tornar palpável a palavra do Senhor, que veio anunciar a libertação da opressão e um ano de graça para todos (cf. Lc 4, 18-19).

Pela fé, no decurso dos séculos, homens e mulheres de todas as idades, cujo nome está escrito no Livro da vida (cf. Ap 7, 9; 13, 8), confessaram a beleza de seguir o Senhor Jesus nos lugares onde eram chamados a dar testemunho do seu ser cristão: na família, na profissão, na vida pública, no exercício dos carismas e ministérios a que foram chamados.

Pela fé, vivemos também nós, reconhecendo o Senhor Jesus vivo e presente na nossa vida e na história.

14. O Ano da Fé será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. Recorda São Paulo: «Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade» (1 Cor 13, 13). Com palavras ainda mais incisivas – que não cessam de empenhar os cristãos –, afirmava o apóstolo Tiago: «De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda! Poderá alguém alegar sensatamente: “Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé”» (Tg 2, 14-18).

A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra de realizar o seu caminho. De facto, não poucos cristãos dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo. Em virtude da fé, podemos reconhecer naqueles que pedem o nosso amor o rosto do Senhor ressuscitado. «Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40): estas palavras de Jesus são uma advertência que não se deve esquecer e um convite perene a devolvermos aquele amor com que Ele cuida de nós. É a fé que permite reconhecer Cristo, e é o seu próprio amor que impele a socorrê-Lo sempre que Se faz próximo nosso no caminho da vida. Sustentados pela fé, olhamos com esperança o nosso serviço no mundo, aguardando «novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça» (2 Ped 3, 13; cf. Ap 21, 1).

15. Já no termo da sua vida, o apóstolo Paulo pede ao discípulo Timóteo que «procure a fé» (cf. 2 Tm 2, 22) com a mesma constância de quando era novo (cf. 2 Tm 3, 15). Sintamos este convite dirigido a cada um de nós, para que ninguém se torne indolente na fé. Esta é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. Solícita a identificar os sinais dos tempos no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo. Aquilo de que o mundo tem hoje particular necessidade é o testemunho credível de quantos, iluminados na mente e no coração pela Palavra do Senhor, são capazes de abrir o coração e a mente de muitos outros ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim.

Que «a Palavra do Senhor avance e seja glorificada» (2 Ts 3, 1)! Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. As seguintes palavras do apóstolo Pedro lançam um último jorro de luz sobre a fé: «É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações; deste modo, a qualidade genuína da vossa fé – muito mais preciosa do que o ouro perecível, por certo também provado pelo fogo – será achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de Jesus Cristo. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, credes n’Ele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas» (1 Ped 1, 6-9). A vida dos cristãos conhece a experiência da alegria e a do sofrimento. Quantos Santos viveram na solidão! Quantos crentes, mesmo em nossos dias, provados pelo silêncio de Deus, cuja voz consoladora queriam ouvir! As provas da vida, ao mesmo tempo que permitem compreender o mistério da Cruz e participar nos sofrimentos de Cristo (cf. Cl 1, 24) , são prelúdio da alegria e da esperança a que a fé conduz: «Quando sou fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 10). Com firme certeza, acreditamos que o Senhor Jesus derrotou o mal e a morte. Com esta confiança segura, confiamo-nos a Ele: Ele, presente no meio de nós, vence o poder do maligno (cf. Lc 11, 20); e a Igreja, comunidade visível da sua misericórdia, permanece n’Ele como sinal da reconciliação definitiva com o Pai.

À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 11 de Outubro do ano 2011, sétimo de Pontificado.



Vale a Pena Pregar a Palavra de Deus.


Veja Por que:



“VIVER A PALAVRA DE DEUS”


Testemunho de Roberto Tannus

Pregador de Goiãnia-Go

Era o ano de 1979 e fazia um ano que participava da Renovação Carismática Católica. Tinha sido convidado para pregar em um Seminário de Vida no Espírito Santo na Penitenciária Estadual. O tema: “Viver a Palavra de Deus”. Preparei-me o melhor que pude com jejum e oração. Além de estar principiando na pregação ainda tinha o desafio de falar a um grupo de detentos, que se reuniam para receber a Palavra de Deus.

Ao adentrarmos no presídio, logo após termos sido revistados, nos dirigimos à sala de reuniões aonde aconteceria o Seminário. Para surpresa nossa, no mesmo local estavam já reunidos um grupo de estudo composto de alguns carcereiros. Um deles nos falou: “Os detentos estão agora reunidos na quadra de esportes. Se quiserem, um dos guardas poderá acompanhá-los até lá e pedir que eles parem um pouco o futebol para ouvirem vocês”. Quando chegamos ao local as intercessoras disseram: “Vai você, Roberto, e pega a bola deles, senão não param para nos ouvir”. Pensei comigo mesmo: (Que fria…!) Para a minha sorte a bola foi mal chutada indo parar bem nos meus pés e só tive o trabalho para me abaixar e colocar a pelota debaixo do braço. Com a outra mão eu carregava a Bíblia. Falei em voz forte, esperando que o guarda ficasse perto de mim, mas ele se afastou, deixando-me falando sozinho no meio da turma, que reclamava e resmungava. Por mais que eu tentasse me fazer ser ouvido, dizendo que estava lá para pregar a Palavra de Deus, meus argumentos não eram suficientes para acalmar os ânimos exaltados ““.

Foi aí que veio do meio deles um homem de pele escura, alto, forte, que levantou a mão (que parecia ser maior que meu rosto!) e veio em minha direção dizendo: “Silencio! Silencio! Eu tenho algo a dizer”. Como ele viesse em minha direção sem mudar de rumo e sem abaixar a mão, fiquei ali firme!!! Sim!!! ou quase!!! Ele arrancou a Bíblia de minha mão e bradou em alta voz (agora todos o escutavam em silêncio): “Vocês estão vendo este Livro? Fechado ele é um livro qualquer. Mas, aberto, é a boca de Deus que fala!” Enfim, minhas pernas pararam de tremer. Ele continuou: “Vocês sabem que eu fui um dos piores bandidos que atormentou o Estado do Mato Grosso e Goiás. Fiz muita maldade. Mas, um dia, um grupo de católicos duma tal da “carismática” entraram em minha cela impuseram as mãos sobre mim e rezaram pedindo o Espírito Santo e me deram uma Bíblia de presente. Como aconteceu também com Saulo de Tarso, que depois de conhecer a Jesus passou a ser chamado Paulo, a partir daquele dia escamas caíram dos meus olhos. Eu era cego. Mas descobri que aos pés de Jesus eu sou um homem livre. Foi preciso eu vir aqui para a prisão para conhecer Jesus. O Espírito Santo abriu os meus olhos e curou toda a minha cegueira quando eu lia este Livro Sagrado”.

A partir daquele momento passei a amar mais ainda a Palavra de Deus. Sei que já contei várias vezes esse testemunho, porém, é uma história que não dá para mudar. Testemunho é testemunho e pronto!

Nunca mais vi aquele grande homem negro, nem tive mais notícias dele “ em alguns encontros nossos da Renovação Carismática de Goiânia ele chegou a dar seu testemunho, isso ainda nos anos de 1979 e 1980; mas, depois disso, ninguém mais soube do seu paradeiro. Sumiu sem deixar notícias. Entretanto, as palavras dele marcaram toda a minha vida e ficaram para sempre gravadas no meu coração: a Bíblia é a boca de Deus que fala!”

Roberto Tannus



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de Deus pra você.


Semeando a cultura de Pentecostes



Semana Da Bíblia – Anápolis.


A Faculdade Católica de Anápolis e a Renovação Carismática Catolica de Anápolis estarão promovendo este ano a Semana da Bíblia com a Presença de nosso Bispo diocesano Dom João Wilk e o Pregador Roberto Tannus de Goiânia.

Venha aprender muito mais e tirar suas dúvidas sobre diversos temas na Doutrina Católica:

Taxa: R$. 3,00

Progranação:

27/09 – Segunda – Feira

Reforço dos principais pontos doutrinários da fé Católica.

28/09 – Terça – Feira

Aprofundamento Doutrinário sobre o Purgatório, céu e Ressurreição X  Espiritismo e Protestantismo.

29/09 – Quarta – Feira

Eucaristia, Matrimônio e a diferença entre a Santa Missa e a Ceia Protestante.

30/09 – Quinta – Feira

Palestra com o Bispo diocesano Dom João Wilk com o tema da Unidade, Obediência e amor à Igreja.

Mesa redonda com Plenário e esclarecimento de dúvidas dos Fiéis.

01/10 – Sexta – Feira – Encerramento

Santa Missa com Oração de Cura e Libertação.


Patrocinadores:


Local:

Centro de Evangelização João Paulo II

Escritório da RCC na Diocese de Anápolis.

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LOCALIZAÇÃO NO WILKMAPIA

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PRESENTEPRAVOCE

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Curso Fé Católica Com Roberto Tannus.



Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito.

(I São Pedro, 3,15b)

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida

E São Pedro e São Paulo

Com o Apoio da

Faculdade Católica de Anápolis

Promovem

A Semana Teológica

Com o Tema:

A Fé Católica

Coordenado por Roberto Tannus

Teólogo e Pregador de Goiânia – Goiás


Será abordado no tema:

A Igreja Apostólica;

A Palavra de Deus;

Maria e os Irmãos de Jesus;

Maria e os Santos;

Cristianismo e o Espiritismo;

Nova Era e Outras seitas.



Curso de fé Católica – em 9 partes











Pregador com os joelhos no chão



Eucaristia
http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg?w=130&h=120&h=120 Miguél Arcanjo

Eucaristia.



TEMAS DIVERSOS SOBRE A EUCARISTIA:


“Eu Sou o Pão da Vida”

Corpus Cristhi, a Festa do Corpo de Deus é destaque neste Blog, Links para outros Post’s referentes a este mesmo tema:



Corpus Cristhi

Solenidade do Corpo de Deus.

Ao se aproximar as festividades de Corpus Christi, devemos lançar uma pergunta aos fiéis Católicos de todas as partes: Por que existe esta comemoração?


Corpus+Christi+2009[1]

Corpus Cristhi

Eu sou o Pao da Vida.

Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.     (São João 6,51) Podemos até considerar que; este foi o dia mais crítico do relacionamento entre Cristo e seus Discípulos. No momento em […]


jesus_apostolos2[1]

Jesus está Vivo na Eucaristia.

Santo Antonio e a mula do Herege . Em todos os lugares por onde passava, Santo Antônio de Pádua era o flagelo dos hereges, em virtude do maravilhoso dom que possuía de refutar suas objeções e desmascarar suas calúnias contra a Fé Católica. Encontrando-se ele certo dia em Toulouse (França) para combater os erros dos inimigos […]


Eucaristia,

O Corpo Vivo de Cristo.

Estes são 10 dos mais conhecidos Milagres Eucarísticos ocorridos no mundo. A divulgação destes fatos milagrosos é tão importante quanto o motivo pelo qual Deus os tenha realizado em cada lugar em par.

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Alimento_Espiritual_Autêntico

O Alimento Espiritual.

Os meios através dos quais Deus nos alimenta e fortalece

“Não só de Pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”

Deus dispôs aos homens diversos Sacramentos e meios para nos alimentar com sua palavra e sua graça, precisamos buscar todas as oportunidades que Deus nos dá…    … Leia mais →


sede_de_Agua_viva

Aquele que vem a Mim, não terá sede.

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“Minha Alma tem Sede De Deus”

Mas quem lhe pede, Dá-me de beber ?   Deus tem sede?

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Cinco_paes

Aquele que vem a mim não terá fome.

Eu sou o Pao da Vida.

“Jesus disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome.” ( São João 6, 35) Esta frase nos faz lembrar que Jesus multiplicou cinco pães e dois peixes para alimentar uma multidão e que todos comeram até se fartar, também nos faz lembrar que durante quarenta anos o povo […]    … Leia mais →


O Mistério

Da Igreja.

Uma jovem de apenas 2000 anos. Françoá R. F. Costa* – O Mistério da Igreja: Templos do espírito Santo: etc …  … Leia mais →


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Dom Bosco.

O sonho profético de Dom Bosco. Uma grande Barca em alto mar, onde o Papa […] um Pilar que é a Eucaristia e outro que é a Virgem Maria  … Leia Mais →


Um Milagre Eucarístico Que ficou oculto 12 anos!

Milagre Eucarístico existe mesmo ? Ou é Invensão da Igreja Católica ? Agimos como São Tomé quando duvidamos das palavras de Jesus… …Leia Mais →


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Lânciano.

Milagre_Eucaristico_Lanciano.pps Mensagem em Power Point. Capela Sagrada Familia por fotos que falam. … Leia mais →


Comprovação do Milágre Eucarístico de Lanciano.

Este Milagre de Lanciano foi minuciosamente estudado pela ciência e chegaram à uma conclusão  … Leia Mais →



Adorai,

Adorai, Adorai …

“Deus é Espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade.” … Leia Mais →

(São João 4,24).


Vamos Repartir o Pão

E a Palavra de Deus.

Frei Raniero Cantalamessa. PARTILHAR O PÃO ! No fundo, o que estamos fazendo neste momento também …Leia mais →


A Pascoa Continua.

Jesus Desapareceu!

Causou espanto e admiração a constatação de que o sepulcro estava vazio. Dois dias antes haviam depo … Leia Mais →


O mistério da Última Ceia

Homilia do Santo Papa Bento XVI na Quinta-Feira Santa, dia 9 de abril de 2009 Disponível no site Can … more →


TRADIÇÃO E “TRADICIONALISTAS”.

Dom João Wilk, Bispo da Diocese de Anápolis esclarece a seus fiéis sobre modernismo, tradição e os Radicais Tradicionalistas

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A Santa Ceia.

A Santa Ceia e o Código da Vinci. Leonardo Da Vinci pintou mesmo um retrato da Ultima Ceia de Cristo …Leia mais →


Há “coisas antigas e coisas novas” que pertencem ao mesmo tesouro da Igreja de sempre .

Termos como ‘pré-conciliar’ e ‘pós-conciliar’ me parece que pertencem a uma linguagem que já foi su …Leia Mais →


Trindade, Mistério ou o Segredo da Verdadeira Unidade ?


O Mundo precisa de Paz para não sucumbir em suas guerras e aventuras terroristas. Para conquistarmos uma verdadeira e duradoura Paz, necessitamos em primeiro lugar atingirmos a unidade perfeita da Trindade Divina, que deveria deixar de ser um “segredo” e ou um “Mistério” para nós, tornando-se a fonte que supre o Amor que é o único capaz de assegurar uma unidade plena.

Conhecer plenamente a Trindade Divina é o primeiro passo para nos aproximarmos desta vontade de Jesus.

22 – Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: 23 – eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim.(S João, 17, 22, 23)

Sizenando

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A PALAVRA DE DEUS NA VIDA DO CRISTÃO


Pe. Françoa Costa

1. Vamos por um momento pedir permissão às três Pessoas da Santíssima Trindade para ver algo desse grande Mistério. O Pai desde toda a eternidade gera o Filho. Neste exato momento, se nos é permitido falar assim, o Pai gera o Filho, que já foi gerado, já está gerado e não precisa de nenhuma perfeição posterior nessa geração. Grande mistério! Lembremo-nos, portanto, que estamos no âmbito da eternidade, onde não há passado nem futuro, tudo é um eterno presente.

O Evangelho Segundo São João começa assim: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.”“No princípio, Deus criou o céu e a terra”(1,1). Como Deus criou? Com sua Palavra: “Deus disse” (1,3). Dessa maneira vemos que a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, já se encontrava presente na criação do mundo. O mesmo São João continua a dizer o seguinte em seu prólogo: “Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito.” (1,3) (1,1) Essa narração nos lembra aquela outra do primeiro livro do Antigo Testamento, o Gênesis:

Aquele que já estava presente no seio do Pai desde toda a eternidade, que se encontrava na criação do mundo, veio a este mundo em carne mortal na plenitude dos tempos (cf.Gl 4,4). Por que? São João responde: “Deus amou tanto o mundo, que entregou seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eternal.” (3,16). Para que tivéssemos vida eterna, isto é para que participemos da intimidade de Deus pela graça agora, pela visão da glória mais tarde.

“E a Palavra [o Verbo] se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Já que habitou entre nós, precisamos aprender essa Palavra. O que eu quero dizer é que a Palavra de Deus não é em primeiro lugar a Bíblia, a Palavra de Deus é o próprio Jesus Cristo. O título dessa palestra é “a Palavra de Deus na vida do cristão”, mas poderia ter o seguinte sinônimo “Jesus Cristo na vida do cristão”. Ele é a Palavra eterna do Pai que desceu do céu e se encarnou no seio de Maria Virgem.

2. A Bíblia é a Palavra de Deus porque nele encontramos Jesus Cristo, toda a Sagrada Escritura fala de Cristo, se assim não fosse não teria nenhum interesse para nós a não ser enquanto um simples livre edificante. Todo o poder da Sagrada Escritura vem de sua referência a Cristo. Também o Antigo Testamento fala de Cristo enquanto que é preparação para a vinda do Messias.

A Sagrada Escritura é, portanto, muito importante. Esta tem um significado especial quando nós a escutamos dentro da liturgia da Igreja. Diz a Instrução Geral do Missal Romano: “Quando se lêem as Sagradas Escrituras, o próprio Deus fala ao seu povo, e Cristo, presente em sua palavra anuncia o Evangelho” (nº29). Consequência prática: “escutar com veneração as leituras da Palavra de Deus”(id.). Outra consequência é que o leitor precisa ler bem para que a assembléia entenda o texto sagrado. Esse texto da Instrução também explica porque só o diácono ou o sacerdote lêem o Evangelho: é Cristo quem anuncia. A especial configuração com Cristo que confere o Sacramento da Ordem capacitam o diácono e o presbítero para a proclamação do Evangelho.

Ainda que a Bíblia proclamada na Igreja seja muito importante, não podemos menosprezar a leitura orante e pessoal da Escritura Santa que todos nós devemos cultivar a diário. Conselho prático: 5 minutos diários de leitura da Bíblia com a meta de ler toda a Bíblia.

Como entenderam durante tantos anos de história a Sagrada Escritura? Alguns momentos importantes:
– Como os Padres da Igreja a entenderam? tinham como princípio fundamental que é preciso ler a Escritura com o mesmo espírito com que foi escrita. Esta ideia se encontra no Concílio Vaticano II. Assim como o Espírito Santo assistiu o escritor sagrado (hagiógrafo), assim também assegura o entendimento mais profundo do texto por parte dos leitores subsequentes. Os Padres da Igreja tinham uma leitura sapiencial
da Sagrada Escritura, degustavam-na, praticavam a “ruminatio Scripturae”, davam voltas aos textos saboreando-os, faziam muitas conexões entre várias passagens.

– Como os medievais a entenderam? concentraram-se sobretudo no desenvolvimento da doutrina dos sentidos da Escritura. “A letra ensina o que aconteceu; a alegoria, o que deves crer; a moral, o que deves fazer; a anagogia, para onde deves caminhar.” (CCE 118). O Catecismo se refere a esse tema a partir do número 115. Fala, primeiramente, do sentido literalsentido spiritual (graças à unidade do projeto de Deus, não somente o texto da Escritura, mas também as realidades e os acontecimentos de que ele fala, podem ser sinais). O sentido espiritual pode ser: 1) alegórico (ver os significados dos acontecimentos em Cristo; ex.: a travessia do mar vermelho é um sinal da vitória de Cristo, e também do Batismo); 2) moral-3) anagógico (podemos ver realidades e acontecimentos em sua significação eterna, conduzindo-nos à nossa Pátria; a Igreja na terra, dessa maneira, é sinal da Jerusalém celeste). (o sentido significado pelas palavras e descoberto pela correta interpretação, que tem suas regras, e que depois as veremos; todos os sentidos da Escritura devem ter seu fundamento neste) e do (os acontecimentos relatados na Sagrada Escritura devem conduzir-nos a um justo agir);

– A Reforma Protestante introduz uma tensão entre a compreensão pessoal e o texto em si mesmo. Falta, neste caso, uma mediação da Igreja, que ajude a harmonizar os dois fatores. No protestantismo há uma interpretação pessoal e individualista da Sagrada Escritura, o que contribui enormemente para que haja tantas comunidades, cada uma com a Bíblia, cada uma com interpretações divergentes.

São Agostinho tem uma frase muito bela que nos mostra a importância da Igreja na adesão à Escritura Santa: Ego vero Evangelio non crederem, nisi me catholicae Ecclesiae commoveret auctoritas – Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica.

E quais são os critérios para uma correta interpretação da Bíblia? Diz o Catecismo (a partir do nº 109) que na Sagrada Escritura Deus fala aos homens à maneira dos homens.intenção dos autores sagrados, para isso há que levar em consideração as condições da época e da cultura deles, os gêneros literários em uso naquele tempo, os modos, então correntes, de sentir, falar e narrar. Para uma interpretação conforme o Espírito que inspirou a Escritura o Concílio Vaticano II dá três critérios: 1) prestar muita atenção ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira (não se pode pegar um versículo e isolá-lo do todo, isso fazem os protestantes), a Bíblia é una por causa da unidade do projeto de Deus, do qual Jesus Cristo é o centro e o coração, daí que os Evangelhos sejam também o centro e o coração das Escrituras; 2) ler a Escritura dentro “da tradição viva da Igreja inteira”, já que a Igreja leva em sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus e é o Espírito Santo que dá à Igreja a interpretação espiritual da Escritura; 3) estar atento “à analogia da fé”, por analogia da fé entendemos a coesão das verdades da fé entre si e no projeto total da Revelação, sendo assim não pode haver nunca uma contradição entre o que se lê na Bíblia com alguma verdade que a Igreja firmemente crê. Precisamos portanto descobrir a

3. “São João Crisóstomo chama as Sagradas Escrituras de cartas enviadas por Deus aos homens… São Jerônimo exortava a um amigo seu que lesse as divinas Escrituras com frequência e que nunca abandonasse tal leitura.
“O Concílio Vaticano II recomenda insistentemente a leitura assídua da Sagrada Escritura para que adquiram a ciência suprema de Jesus Cristo (Fl 3,8), pois desconhecer a Escritura é desconhecer a Cristo (S.Jerônimo)” (Antologia de Textos, pág. 1308). Aconselho a que façam a experiência pessoal de ouvir ler a Sagrada Escritura ou de escutá-la na Sagrada Liturgia com espírito orante e, a continuação, se estiverem na Santa Missa, a fazer da homilia um momento de oração, de conversa com Deus.

Diz São Tomás de Aquino que “depois que uma pessoa estuda a Escritura torna-se uma pessoa sensível, ou seja, adquire o discernimento e o gusto da razão para distinguir o bem do mal, o doce do amargo”. Para amar a Cristo há que conhecê-lo. Ninguém ama aquilo que não conhece. O amor cresce à medida que nós conhecemos mais. Ainda que também é verdade que o próprio ato de amar dá um conhecimento que nós podemos chamar sapiencial porque é cheio de sabor. Dessa maneira, há que conhecer para amar e há que amar para conhecer mais ainda.

“São Paulo dizia aos primeiros cristãos: A Palavra de Deus é viva e eficaz… é sempre atual, nova para cada ser humano, nova a cada dia, e, além do mais, é palavra pessoal porque vai destinada expressamente a cada um de nós… Jesus Cristo continua a falar-nos. Suas palavras, por ser divinas e eternas, são sempre atuais. Ler o Evangelho com fé é crer que tudo o que lá se diz está, de alguma maneira, acontecendo agora. É atual a ida e a volta do filho pródigo; a ovelha que anda perdida e o pastor que sai a buscá-la; a necessidade do fermento para transformar a massa e da luz para que ilumine a tremenda escuridão que, às vezes, vem sobre o mundo e sobre o homem.” (Antologia de textos, id.)

São Jose maría Escrivá aconselhava a ler o Evangelho como se fôssemos um personagem a mais. Dessa maneira, na gruta de Belém eu posso ser um dos pastores; nas bodas de Caná eu posso ser o fotógrafo; na passagem do jovem rico eu mesmo posso ser esse jovem; na multiplicação dos pães eu até posso ver a cara de pasmo que os discípulos devem ter feito ao verem tão poucos pães e tão poucos peixes alimentarem tamanha multidão, eu também com eles me admiro; na transfiguração, ainda que o Senhor tenha chamado consigo apenas três, eu posso ser o intrometido e curioso que os acompanha.

“No Santo Evangelho está escrita a história profunda de nossa vida; está escrita a história de nossas relações com Deus.

“O Evangelho nos revela o que é e vale a nossa vida e nos traça o caminho que devemos seguir. O Verbo – a Palavra – é a luz que ilumina todo homem (Jo 1,9). E não há ser humano ao qual não tenha sido dirigida esta Palavra… O Evangelho deve ser o primeiro livro do cristão porque é-nos imprescindível o conhecimento de Cristo; é preciso que o olhemos e o contemplemos até que conheçamos a memória todos os seus traços.” (Antologia de textos, págs. 1308-1309).

Dois propósitos:
– Estar mais atentos à proclamação da Palavra de Deus na Liturgia da Santa Missa;
– Fazer ao menos 5 minutos diários de leitura da Sagrada Escritura a começar pelo Novo Testamento.

Santa Maria, Sede da Sabedoria, interceda por nós.

(Pe. Françoa Costa – Setembro/07) – VEJA O LINK

Texto Publicado também em:

http://www.cursilhoanapolis.com.br/artigos/view/1



Semeando a cultura de Pentecostes



slaid: Elaborado por “Buscando novas águas” Liturgia Dominical.