Creio em um só Deus, Uno e Trino.



A doutrina da Trindade
As três Pessoas distintas
O Pai, Filho e o Espírito Santo
compartilham a mesma natureza de Deus: Trindade


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Sempre tenhais em mente que esta é a regra de fé que eu professo; por isto testemunho que o Pai, o Filho e o Espírito são inseparáveis um do outro, e assim sabereis em que sentido isto é dito. Agora, observeis: minha afirmação é que o Pai é um, o Filho um e o Espírito um, e que Eles são distintos de um ao outro”
(Tertuliano, Contra Praxéias)


Não é de se surpreender que virtualmente todas as seitas não-cristãs e todas as religiões de mundo rejeitam e negam a doutrina da Trindade. Isto é principalmente devido a uma incompreensão junto com uma invenção de enganos da própria doutrina. Conseqüentemente, as objeções afirmadas pelas Testemunhas de Jeová não são baseadas em sólidos pontos bíblicos mas em suas próprias criações teológicas – que Jesus não é Deus. Os cristãos acreditam que Jesus é completamente Deus e que Deus é Tri-pessoal, somente em base das Escrituras.

Quando conversamos sobre a Trindade com as Testemunha de Jeová, o problema principal que impede a maioria dos cristãos de discutir dentro da Bíblia é comumente conhecido como “barreira da linguagem”. Em outras palavras, certos termos cristãos usados pelos cristãos também são usados pelas Testemunhas de Jeová mas de uma forma completamente diferente.

Então, temos que definir primeiro os termos. Se os termos não forem colocados dentro de seu contexto, então haverá equívocos que impedirão uma apresentação do evangelho. Você estará falando as mesmas palavras mas aplicando significados diferentes.

Assim, quando conversar sobre a doutrina da Trindade, lembre-se: DEFINA PRIMEIRO OS TERMOS. Em outras palavras, antes de começar a usar passagens das Escriturassua primeira pergunta para as Testemunha de Jeová deveria ser: “como você entende a doutrina da Trindade”? Então, dependendo em como eles respondem, comece a explicar biblicamente a definição correta.



Pai_Filho_Espirito_Santo


A DOUTRINA DA TRINDADE EXPLICADA


São três as premissas que demonstram os dados bíblicos para a Trindade:

Premissa um:

há um Deus eterno

Premissa dois:

há três Pessoas que são DEUS

Premissa três:

há três Pessoas distintas uma das outra.

Conclusão:

As três Pessoas distintas – o Pai, Filho e o Espírito Santo – compartilham a natureza de Deus: Trindade.

As três Pessoas distintas são coiguais, coeternas e coexistentes.

PREMISSA UM:


pai+eterno+amo-vos[1]


Existe um Deus eterno (ontologicamente: i.e., em natureza. Cf. Gal. 4:8).

“Ouça, ó Israel! O SENHOR é nosso Deus, o SENHOR é um só” (Dt. 6:4)*

“Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus. Não vos assombreis, nem temais; acaso, desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça“.(Is. 44:6, 8; grifo nosso)

“Assim diz o SENHOR, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o SENHOR, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra” (Is. 44:24)

* Shema Yisraêl, Yehowah, Elohainoo, Yehowah aichod: “ouvi, Israel: Jeová, nosso Deus, é um Jeová”. Nesta passagem os judeus colocaram grande atenção e é uma das quatro passagens que eles escrevem em seus filactérios: sobre a palavra Elohim, Simeon Ben Joachi disse: “Venha e veja o mistério da palavra Elohim: há três graus e cada grau é por si mesmo único e mesmo assim são todos um, unidos em um e não divididos”.

PREMISSA DOIS:

As Escrituras apresentam três Pessoas DISTINTAS ou Egos (não “pessoas”

três Pessoas DISTINTAS ou Egos (não “pessoas”1), o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus ontologicamente (por natureza) e são chamados de “Deus” ou Jeová.

O PAI É DEUS

Veja as saudações nas epístolas paulinas: “graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Rm.1:7; Gl. 1:11). As TJ não irão contra este versículo, embora elas digam que Deus o Pai é o “Todo-poderoso” e Jesus é só “poderoso” ou “um deus”. Porém, ao dizer que Jesus é só “um deus” ou “poderoso” mas não “Todo-poderoso”, elas ignoram o fato que os judeus eram monoteístas: tinham a crença num verdadeiro Deus. Eles não aceitaram a idéia de dois deuses verdadeiros: um grande Todo-poderoso e um outro “deus”. Este era um conceito pagão, não cristão 2.

Que o termo “Deus poderoso” (Hb. El gibbor) como em Is. 9:6, era um título recorrente para Jeová no Velho Testamento não é considerado pelas Testemunha de Jeová (por exemplo, Dt. 10:17; Sl. 24:8; Jr. 32:18; cf. o texto hebraico). De fato, até mesmo sua própria Bíblia (i.e., a Tradução do Novo Mundo) chama Jeová de “Deus poderoso” (Is.. 10:21; Jr. 32:18).

Quando citam Is. 9:6: “seu [Messias] será chamado Deus poderoso…” as TJ dizem: “Jesus é poderoso mas não o Todo-poderoso”. Só que elas se esquecem totalmente que o termo “poderoso” (como em Deus poderoso) é um adjetivo, como com El “shaddai”, que só pode se referir ao verdadeiro “Deus” (El). Conseqüentemente, o termo hebraico El (em contraste com Elohim, no plural) era um termo reservado SÓ para Jeová. Nenhum homem poderoso ou anjo foi chamado de El no Velho Testamento. Os judeus eram monoteístas e não tinham este conceito pagão de dois deuseus: um Deus maior e um deus, como as Testemunha de Jeová ensinam e isto é politeísmo, não monoteísmo.

JESUS É CHAMADO DE “O DEUS” (O THEOS)

Mateus 1:23:

“e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus [ho theos “o Deus”]conosco).”

Jo. 1:1:

o Jesus é o Deus Eterno distinto do Deus Pai:

No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus (theos en ho logos (“Deus era a Palavra”).

Jo. 20:28

Tomé disse a Jesus (falando direto a Ele): ho kurios mou kai ho theos mou, lit., “o Senhor de mim e o Deus de mim” (veja a própria interlinear do grego da Torre chamado:The Kingdom Interlinear Translation 3.

Fp. 2:6:

pois ele [sempre], subsistindo [huparchon] em forma [“natureza”, NIV] [morphe] de Deus 4 não julgou como usurpação o ser igual a Deus, mas se esvaziou e tomou a forma[morphe] de um servo, tornando-se em semelhança de homens. e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz…para que ao nome de Jesus SE DOBRE TODO JOELHO, nos céus, na terra e debaixo da terra,e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (grifo nosso).

Cl. 2:9:

porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade [theotetos].

Tt. 2:13:

“O grande Deus e Salvador”: tou megalou theou kai soteros hemon Christou Iesou, lit., “o grande Deus e Salvador de nós Cristo Jesus”. Nota: em 2 Pedro 1:1 temos a mesma construção gramatical (i.e., artigo-substantivo-kai-substantivo): tou theou hemon kai soteros Iesou Christou, lit., “o Deus de nós e Salvador Jesus Cristo (cf. 2 Ts 1:12; 2 Pd. 1:11; 2:20; 3:2, 18,; veja o grego.).

Hb. 1:8:

“Mas do Filho Ele [o Pai] diz, “SEU TRONO, Ó DEUS É PARA SEMPRE E SEMPRE…” (ho thronos sou ho theos, lit., “o trono de ti o Deus…”). Clique aqui para um estudo mais profundo.

JESUS CRISTO: O ETERNO EGO EIMI (“EU SOU”)

Estes seriam Mc. 6:50; Jo. 8:24; 8:28; 8:58; 13:19 (cf. Is. 43:10; LXX); 18:5; 18:6; e 18:8.

*Por que é importante saber e ensinar que Jesus É Deus? Além do que Jesus declara em Jo. 4:24; 17:3 e 1 Jo. 2:23, Jesus declara em Jo. 8:24:

“Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU [ego eimi], morrereis nos vossos pecados

*Veja: Jo. 1:18; Rm. 9:5; Fl. 2:6-11; Cl. 2:9 (theotētos); Heb. 1:3; 1 Jo. 5:20; Ap. 5:13-14.[A Trindade: um Deus revelado em três pessoas distintas e coiguais].

O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA E É CHAMADO DE “DEUS”

As TJ ensinam que o Espírito Santo é a “força ativa” de Jeová e não uma pessoa. Eles comparam o espírito santo com a “eletricidade”. Porém, o Espírito Santo não pode ser qualquer coisa senão uma pessoa ciente, que tem personalidade. O Espírito Santo tem uma relação pessoal com o Pai e Jesus, como também todos os crentes.

O ESPÍRITO SANTO É DEUS

At. 5.3,4, Ananias e Safira:

“Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?
Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (grifo nosso)

Mentir ao Espírito Santo é o mesmo que mentir a Deus porque Ele é Deus. Você não pode mentir para uma eletricidade ou uma força. Somente uma pessoa ou ser (ego) pode ser enganada. Também compare At. 28:25-26 com Is. 6:ss. Em Is. 6:1ss. lemos que Jeová está no trono falando por Isaías (vv. 9-10), mas Paulo (em At. 28:25-26) atribui as palavras de Jeová ao Espírito Santo.

O ESPÍRITO SANTO COMUNICA

NOTA: este é um grande ponto para testemunhar às Testemunhas de Jeová (uma força?)

At. 8:29
Hb. 3:7-11, 18,; cf. Sl. 95:7-11
Hb. 10:15-17; cf. Jr. 31:33, 34.

O ESPÍRITO SANTO SE IDENTIFICA COMO “EU” (EGO)

At. 13:2:

O Espírito Santo não pensa em Si mesmo como uma “atividade de Deus”, mas o Espírito Santo se identifica como “eu” quer dizer, um Ser (ego).

“Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu (ego) os enviei” (At. 10:19-20; grifo nosso).

Enquanto ministravam publicamente a Jeová e jejuavam, o espírito santo disse: “Dentre todas as pessoas, separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os chamei[proskeklēmai]. Concordemente, estes homens, enviados pelo espírito santo, desceram a Selêucia, e dali navegaram para Chipre.(At. 13:2, 4,; TNM; grifo nosso).

Na passagem acima (da própria tradução da Bíblia TJ: TNM) lemos que o Espírito Santo:Comunica. A eletricidade pode fazer isso?

Às vezes as Testemunhas de Jeová dirão que o “Espírito Santo” (hagion pneuma) está no gênero neutro. E isto é verdade, mas em substantivos gregos necessariamente não indica o gênero natural (por exemplo, “amor” é feminino; “crianças” e “meninas” são neutros)

PRONOMES PESSOAIS SÃO APLICADOS AO ESPÍRITO SANTO

Em João capítulos 14 e 16 Jesus usa pronomes pessoais para se referir ao Espírito Santo:

“Mas quando o Espírito [ekeinos] da verdade vier, ele os guiará em toda a verdade. Porque ele não falará de Si mesmo; mas tudo que ele ouvir vai falar: e ele lhes fará conhecido as coisas por vir. Ele me glorificará; porque ele receberá do que é meu, e lhes mostrará. (Jo. 16:13-14 – Pesito siríaca; grifo nosso).

O ESPÍRITO SANTO TEM ATRIBUTOS PESSOAIS


Vontade:
1 Coríntios 12:9-11.

Emoções: Efésios 4:30.

Mente: 1 Coríntios 2:10, 11,; Romanos 8:27.

Intercede (ora): Romanos 8:26.

Pode-se mentir a Ele: Atos 5:3.

Pode ser blasfemado: Marcos 3:29, 30.

Comanda: Atos 13:4; At. 16:6.

O ESPÍRITO SANTO AMA: ROMANOS 15:30

“Agora eu vos peço, irmãos, por causa de nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor que o Espírito inspira, para lutar comigo em orações a Deus em meu nome” (Rm. 15:30 –Williams; grifo nosso).

O ESPÍRITO SANTO É IGUAL AO PAI E AO FILHO

Mt. 28:19:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo…” (também veja At. 28:25-27; 2 Cor. 13:14; Ef.. 2:18)

PREMISSA TRÊS

O Pai, e o Filho, e o Espírito Santo são DISTINTOS.

Considerações gramaticais

Jo. 1:1: ” e a Palavra estava com Deus…”

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com [pros] Deus, e o Verbo era Deus. (en arche en ho logos, kai ho logos en pros ton theon, kai theos en ho logos).

No Novo Testamento a palavra “com” (pros), quando se refere a pessoas, indica uma relação entre pessoas distintas. Além disso, o Verbo estava, pros ton theon, “com o Deus”, que expressa a relação íntima e amorosa relação que o Verbo tinha com Deus Pai.

Primeiro e terceira pessoa pronomes pessoais:

Ao longo do capítulo 14, Jesus se diferencia claramente do Pai usando o primeiro pronome pessoal (“eu,” “eu,” “Meu”) para se referir a Ele e o pronome de terceira pessoa(“Ele,” “Ele,” “Seu”) para se referir ao Pai (por exemplo, Jo. 14:7, 10, 16). Este caso de distinção marcada também é evidente quando Jesus se diferencia de Deus o Espírito Santo:

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro [allon, Veja nº 42 abaixo] Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,” (Jo. 14:16; também veja 14:7, 10, 26,; grifo nosso).

Preposições diferentes:

Também no NT, particularmente em João capítulos 14-16, Jesus se distingue do Pai usando preposições diferentes. Este uso de preposições diferentes “mostra uma relação entre eles” e denota claramente uma distinção essencial, por exemplo, “ninguém vem ao[pros] Pai senão por [dia] mim” (Jo. 14:6); “quem crê em [eis] mim…. eu vou ao [pros] o Pai” (v. 12; cf. também Jo. 15:26; 16:28). Paulo usa preposições diferentes para diferenciar o Pai do Filho. Em Ef. 2:18, Paulo ensina que pela agência do Filho, os cristãos têm acessoao Pai por meio do Espírito:

“Pois, por Ele [di’autou: o Filho] ambos temos acesso, em [en] um Espírito, ao Pai [pros ton patera]” (Ef. 2:18).

O Pai e o Filho e o Espírito Santo são claramente diferenciados em Mateus 28:19; e 2 coríntios 13:14 (5)

Distinção de sujeito-objeto

Se Jesus e o Pai não fossem Pessoas cientes distintas, não esperaríamos ver uma relação de sujeito-objeto entre eles:

“Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.
E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu [sujeito] Filho amado [objeto], em quemme [sujeito] comprazo.” (Mt. 3:16-17; grifo nosso; também veja, Mt.17:5).

“Eu [sujeito] te [objeto] glorifiquei na terra, consumando a obra que me [sujeito] confiaste [objeto] para fazer;” (Jo. 17:4; também veja Lc. 23:34, 46).

O Pai e o Filho são referidos como “Eu”–”Tu” em relação um ao outro; o Filho se refere ao Pai como “Tu” e Ele como “eu”. O Pai se refere a Jesus como “tu” e Ele como “eu”. O Filho se relaciona pessoalmente ao Pai e o Espírito Santo, e o contrário é completamente verdade do Pai e o Espírito Santo relativo a um ao outro.

A repetição do artigo:

Em Mateus 28:19, a frase: eis to onoma tou patros kai tou huiou kai tou hagiou pneumatos, “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,” gramaticalemente fala por si mesmo. Note a repetição do artigo tou, “o” antes de cada substantivo: tou patros “do Pai”,tou huiou “do Filho”, tou hagiou pneumatos “do Espírito Santo”. E cada substantivo é ligado pela conjunção conetivo kai, “e”. Assim, este tipo de construção (ver Sharp #6) claramente mostra a distinção entre todas as três Pessoas.

Em Apocalipse 5:13 o Cordeiro e o Pai são apresentados como dois objetos distintos de adoração divina pois são diferenciados pela repetição do artigo :

“Àquele
[] que está sentado no trono e ao Cordeiro [kai tō arniō], seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos”

Portanto, Paulo apresenta as três Pessoas não como unipessonal, mas como três Pessoas distintas:

“A graça do Senhor Jesus Cristo [tou kuriou Iēsou Christou], e [kai] o amor do [o] Deus [tou theou], e [kai] a comunhão do Espírito Santo [tou hagiou pneumatos] estejam convosco” (2 Cor. 13:14).

Há muitas outras passagens onde regra 6 se Sharp se aplica e denota distinção entre as três Pessoas na Trindade (por exemplo, Mt. 28:19; 1 Tessalonicenses 3:1; 2 Tessalonicenses 2:16-17; 1 Jo. 2:22-23). Mais adiante, ve com O Pai e o Filho, mas o Pai e Filho são claramente mostrados como duas Pessoas pela repetição do artigo tou “o” e apreposição repetida meta, “com”.

“E o que vimos e ouvimos, também vos fazemos conhecidos, para que possam ter comunhão conosco [meta]; e nossa comunhão é com [meta] o Pai [tou patros], e com [meta] Seu Filho Jesus [tou huiou] o Messias” (1. Jo. 1.3 – Pesito siríaca -grifo nosso)

Assim, há numerosas passagens onde são usadas preposições diferentes para diferenciar as Pessoas da Trindade (por exemplo, Jo. 14:6, 12,; 15:26; 16:28; Ef.. 2:18).

Jo. 17:5

“E agora, meu Pai, glorifica-me, com essa glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (Pesito siríaca – grifo nosso).

As saudações paulinas

gramaticamente distinguem entre o Pai e o Filho. Na consciência de Paulo, a “graça” e “paz” fluem igualmente do (apo) Pai e do Filho.

*NOTA: Para saber mais sobre as distinções ontológicas entre as Pessoas da Trindade veja sobre unicismo.

CONCLUSÃO: Então, todas as três Pessoas COMPARTILHAM a natureza de UM SER: Deus Pai, Deus Filho, e Deus Espírito Santo. A Trindade não são três deuses (i.e., triteísmo) nem Jesus é o Pai (i.e., modalismo) eles são DISTINTOS (“a Palavra estava COM Deus” Jo. 1:1).

RESUMO

PREMISSA UM:
Existe UM DEUS verdadeiro por natureza.

PREMISSA DOIS:

As Escrituras apresentam o Pai, o Filho e o Espírito Santo como Deus.

PREMISSA TRÊS:

O Pai, o Filho e o Espírito Santo são Pessoas distintas ou Egos, cientes um ao outro. Como também existindo entre si em uma amorosa comunhão – mesmo antes do tempo existir (cf. Jo. 17:5).

CONCLUSÃO:

O dados bíblicos estão claros: as três Pessoas compartilham a mesma natureza de UM DEUS ETERNO.

Rejeitando o Deus da Bíblia, as Testemunha de Jeová acreditam em um Deus que não existe. Só o verdadeiro Deus das Escrituras existe. O deus da Torre de Vigia não pode salvar ninguém, não existe. Elas crêem em um Deus unitário (uma Pessoa) e rejeitam o Deus triúno bíblico.

Precisamos pedir a Deus para abrir seus corações e mentes assim para poderem entender quem é Deus e Jesus Cristo. Só Ele pode dar a salvação.

A doutrina da Trindade não se originou num concílio do quarto século nem surgiu da Igreja católica. Deus revela Sua natureza (que Ele é um Ser tri-pessoal) nas próprias Escrituras. Usamos a palavra “Trindade” para comunicar os dados bíblicos que são revelados nas Escrituras. Se simplesmente deixarmos o texto falar por si mesmo, então, não chegaremos a conclusões antibíblicas. Temos a Palavra de Deus, nossa responsável para conferir a verdade do verdadeiro Deus; não há desculpa:

“E agora, não sabes? não ouviste? o Deus eterno, o Deus que formou os confins da terra” (Is. 40:28).

Jesus estava claro:

“Eu vos digo, que morrereis em vossos pecados; porque se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (Jo. 8:24).

As Testemunha de Jeová tentam desesperadamente refutar a doutrina. Porém, como irá perceber, assim como os unicistas pentecostais, as TJ usam os piores métodos possíveis de interpretação por meio de textos distorcidos, afirmações filosóficas e falácias lógicas. E, assim como todos os anti-trinitários, falsificam citações e citam errados os Pais da Igreja e os teólogos cristãos.

Comunhão pessoal entre as Pessoas da Trindade

“Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro(allos) é o que testifica a meu respeito, e sei que é verdadeiro o testemunho que ele dá de mim.” (Jo. 5:31-32; cf. 3:35; 10:17; 14:31).

NOTAS

1 – Freqüentemente, a objeção mais feita, principalmente por aqueles que rejeitam a Trindade, é sobre a palavra “Pessoa”. Ao definir a Trindade, os Pais de Igreja usariam “as Pessoas” de um modo menos individualista, como usaríamos o termo hoje. As igrejas no Ocidente utilizaram persona (latim) e as igrejas do Oriente – hupostasis (grego). O líder da Reforma, João Calvino, disse: “Então, por Pessoa eu quero dizer uma subsistência no ser Divino….”

Porém, a analogia habitual empregada pela igreja antiga para ilustrar a Trindade era o“modelo psicológico – dentro de um corpo existe um intelecto, um coração e uma vontade” (por exemplo, S. Agostinho). A palavra “Pessoa” é usada porque o Pai, Filho, e Espírito Santo possuem atributos pessoais. Além disso, aplicam-se pronomes pessoais a eles nas Escrituras. O Pai, Filho, e Espírito Santo são assuntos intelectuais, emocionais, conscientes que tem uma íntima relação um com (Gr. pros; como em Jo. 1:1) o outro.

2 – As Escrituras são claras: só há UM VERDADEIRO DEUS, e assim todas as outras coisas chamadas de “deus” são falsos deuses ou por natureza não são Deus (Gal. 4:8) como os anjos (cf. Sl. 8:5 com Hb. 2:7). Jesus é chamado “um deus” (na TNM, Jo. 1:1) e Ele é chamado “o Deus” em Jo. 20:28; Ti. 2:13; 2 Pedro 1:1 (veja a Interlinear da Torre de Vigia: KIT). Levando em conta este fato, devemos perguntar para as Testemunhas de Jeová: “Jesus é um Deus verdadeiro ou um deus falso”? Qualquer resposta será desastrosa para seus ensinos.

3, um ponto que é perdido freqüentemente pelos Testemunha de Jeová é que Tomé enviou o Jesus como, ” o Deus ” (theos de ho). a Maioria do misguidedly de Testemunha de Jeová diz que só Jeová é chamado ” o Deus “. Mas como visto acima, junto com Jo. 20:28, theos ” de ” ho também é aplicado ao Jesus a Mateus 1:23; Ti. 2:13; 2 Pedro 1:1; 2 Tessalonicenses 1:12 e Hb.. 1:8 vêem os Testemunha de Jeová possuir texto grego: Tradução Interlinear do Reino onde eles traduziram estas passagens corretamente.

4, em Fp. 2:6 (NASB) a palavra traduziu ” existido ” (huparchon) é um particípio tenso presente que leva o significado de existência continuada. Jesus sempre estava existindo na ” forma ” (morphe) de Deus ou como o NIV traduz: ” Quem, sendo em muito natureza Deus “. é dito que Jesus Cristo é o CRIADOR de TODAS as COISAS e não só uma parte de criação como os Testemunha de Jeová afirma confiantemente (cf. Jo. 1:3; Col. 1:15-17; Hb.. 1:2, 10).

5, porém os Testemunha de Jeová acreditam que o Pai, Filho e Espírito Santo são distintos que eles rejeitam entretanto, que eles são da mesma substância: DEUS (veja Hb.. 1:3, onde é dito que o Jesus é a ” representação ” exata da substância de Deus ou natureza: hypostaseos de tes de charakter).

Abraços amados(as)

Blog Teologia Pastoral SJRP


Trindade Vitral Divino Pai Eterno

Trindade Vitral Divino Pai Eterno


Fonte: Teologia Pastoral SJRP – 

Diocese de São José do Rio Preto


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slaid: Elaborado por “Buscando novas águas” Liturgia Dominical.



Padre Fábio de Melo se defende sobre críticas a respeito de Maria e crendices populares.



Padre Fabio de Melo é considerado ex Padre por criticar Maria.

Manchete ainda bombando como viral na net até hoje…

PENSEI QUE ESSE ASSUNTO FOSSE PAGINA VIRADA, TANTO QUE HAVIA JÁ PREPARADO ESTE POST MAS NÃO CHEGUEI A DIVULGA-LO, PORÉM, EIS QUE ENCONTREI HOJE UM POST COM ALTA AUDIÊNCIA QUE ABORDAVA ESTE ASSUNTO COMO SE TIVESSE OCORRIDO ONTEM, O QUE ACHEI MAIS GRAVE NO TEXTO DA MANCHETE FOI A DECLARAÇÃO DE QUE FÁBIO DE MELO AGORA É EX PADRE E QUE CHOROU AMARGAMENTE QUANDO LEU AS CRÍTICAS A SEU RESPEITO ADICIONANDO UMA FOTO DE PADRE FÁBIO ÀS LÁGRIMAS, MAS NA VERDADE UMA FOTO JÁ BEM MAIS ANTIGA QUE FOI TIRADA POR OCASIÃO DO FALECIMENTO DE UM AMIGO.

Este assunto já havia sido esclarecido por uma declaração pública de Padre Fábio a qual esta copiada abaixo:

Deixei um comentário na pagina em questão sobre este assunto onde já havia uma grande polêmica, porém aqueles que acusam Padre Fábio de Melo de erro doutrinário e desprezo à Virgem Maria são os mesmos que o perseguem dia e noite o criticando até mesmo por um espirro fora de hora, mas a resposta para esses perseguidores foi escrita por São João já a 2000 anos atrás:


“Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 – Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.” (João 3, 16)




http://www.genizahvirtual.com/2014/01/padre-fabio-melo-criticou-idolatria.html


Outros titulos com Fabio de Melo

Queridos amigos,

Em virtude da polêmica que envolveu minha fidelidade à Ortodoxia Católica, venho esclarecer alguns pontos.

Em nenhum momento da minha vida atentei contra a sacralidade da Igreja Católica Apostólica Romana. Sou Mestre em Teologia Dogmática e zelo muito para que minha pregação esteja de acordo com os ensinamentos da Igreja. Este é o credo que professo: “Creio na Santa Igreja Católica Una, Santa, Católica e Apostólica.” Nunca inventei uma crença particular, ou um modo diferente de compreender esta profissão de fé.

A expressão que usei no programa de “De frente com Gabi”, “Jesus queria o Reino de Deus, mas nós demos a Ele a Igreja” é uma expressão muito usada nos bastidores acadêmicos que frequentei em minha vida, e está distante da proposta herética que ela já representou em outros tempos. O significado evoluiu.

Nossa Fundação é Santa, pois fomos instituídos pelo Cristo. “A Igreja é um corpo, em que nós somos os membros e Jesus Cristo é a cabeça (Col 1,18; I Cor 12,27). Na cabeça o Reino já está estabelecido. Em Cristo, o Reino já está plenamente manifestado. Mas os membros do corpo ainda estão no contexto da busca, pois continuamos arrastando as consequências adâmicas do nosso pecado. E por isto, mesmo que em Cristo o Reino já esteja plenamente manifestado, em nós, Igreja, povo de Deus, ele continua sendo a meta que nunca deixamos de buscar.

O Concílio Vaticano II, através de sua Constituição Dogmática Lumen Gentium, enfatizou que a Igreja é povo de Deus. O povo é errante, pois apesar de estar mergulhado nas graças do batismo, ainda sofre as consequências da fragilidade que o pecado lhe deixou. O mesmo Concílio declarou “O Reino de Cristo já presente em mistério, cresce visivelmente no mundo pelo poder de Deus…” (LG 3).

Presente em mistério. Isto é, cabe a nós, membros deste corpo, apressar a sua chegada. A Igreja é triunfante, mas também é peregrina, penitente, pois que carrega em sua carne a fragilidade de seus membros.

Sim, a Igreja é santa, mas comporta em seu seio os pecadores que somos nós. E por isso dizemos, também com o perigo da imprecisão teológica: “A Igreja é Santa e pecadora”. Bento XVI sugeriu modificar a expressão. “A Igreja é Santa, mas há pecado na Igreja”. Notem que ele salvaguarda a santidade na essência.

Mas o pecado existe na Igreja. Por isto rezamos nas liturgias diárias pelo Santo Padre, pelos bispos, pelo clero, pelo povo de Deus. Clamamos por purificação, luzes em nossas decisões, pois sabemos que é missão do Espírito encaminhar na terra a Igreja que ainda não é Reino de Deus (porque maculada pelos nossos pecados), e que ao Cristo damos diariamente. Mas nós caminhamos na esperança. Sabemos que um dia todas as partes do corpo estarão agindo em perfeita harmonia com a cabeça. Seremos a “Jerusalém Celeste”.

Eu assumo que errei ao usar a expressão. Eu não estava numa sala de aula, lugar onde a Ortodoxia convive bem com a dialética. Não considerei que muitos telespectadores poderiam não entender o contexto da comparação. E por isso peço desculpas. E junto às desculpas, faço minha retratação. Nunca tive problema em assumir meus equívocos. Usei uma expressão que carece ser contextualizada com outras explicações, para que não pareça irresponsável, nem tampouco herética.

Repito. Eu não nego nem neguei a definição dogmática expressa na Lumem Gentium, Número 5.

“O mistério da santa Igreja manifesta-se na sua fundação. O Senhor Jesus deu início à Sua Igreja pregando a boa nova do advento do Reino de Deus prometido desde há séculos nas Escrituras: «cumpriu-se o tempo, o Reino de Deus está próximo» (Mc. 1,15; cfr. Mt. 4,17). Este Reino manifesta-se na palavra, nas obras e na presença de Cristo. A palavra do Senhor compara-se à semente lançada ao campo (Mc. 4,14): aqueles que a ouvem com fé e entram a fazer parte do pequeno rebanho de Cristo (Luc. 12,32), já receberam o Reino; depois, por força própria, a semente germina e cresce até ao tempo da messe (cfr. Mc. 4, 26-29). Também os milagres de Jesus comprovam que já chegou à terra o Reino: «Se lanço fora os demônios com o poder de Deus, é que chegou a vós o Reino de Deus» (Luc. 11,20; cfr. Mt. 12,28). Mas este Reino manifesta-se sobretudo na própria pessoa de Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, que veio «para servir e dar a sua vida em redenção por muitos» (Mt. 10,45).”

E quando Jesus, tendo sofrido pelos homens a morte da cruz, ressuscitou, apareceu como Senhor e Cristo e sacerdote eterno (cfr. Act. 2,36; Hebr. 5,6; 7, 17-21) e derramou sobre os discípulos o Espírito prometido pelo Pai (cfr. Act. 2,33). Pelo que a Igreja, enriquecida com os dons do seu fundador e guardando fielmente os seus preceitos de caridade, de humildade e de abnegação, recebe a missão de anunciar e instaurar o Reino de Cristo e de Deus em todos os povos, e constitui o germe e o princípio deste mesmo Reino na terra. Enquanto vai crescendo, suspira pela consumação do Reino e espera e deseja juntar-se ao seu Rei na glória.”

Agradeço pela prece dos que me acompanharam neste momento tão sofrido.

Com minha benção,

Padre Fábio de Melo.





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Esclarecimento de Pe. Fabio de Melo.



Padre Fábio de Melo divulga esclarecimento sobre polêmicas infundadas envolvendo seu nome depois de uma entrevista no programa de TV “De frente com Gabi.”


Outros titulos com Fabio de Melo

Queridos amigos,

Em virtude da polêmica que envolveu minha fidelidade à Ortodoxia Católica, venho esclarecer alguns pontos.

Em nenhum momento da minha vida atentei contra a sacralidade da Igreja Católica Apostólica Romana. Sou Mestre em Teologia Dogmática e zelo muito para que minha pregação esteja de acordo com os ensinamentos da Igreja. Este é o credo que professo: “Creio na Santa Igreja Católica Una, Santa, Católica e Apostólica.” Nunca inventei uma crença particular, ou um modo diferente de compreender esta profissão de fé.

A expressão que usei no programa de “De frente com Gabi”, “Jesus queria o Reino de Deus, mas nós demos a Ele a Igreja” é uma expressão muito usada nos bastidores acadêmicos que frequentei em minha vida, e está distante da proposta herética que ela já representou em outros tempos. O significado evoluiu.

Nossa Fundação é Santa, pois fomos instituídos pelo Cristo. “A Igreja é um corpo, em que nós somos os membros e Jesus Cristo é a cabeça (Col 1,18; I Cor 12,27). Na cabeça o Reino já está estabelecido. Em Cristo, o Reino já está plenamente manifestado. Mas os membros do corpo ainda estão no contexto da busca, pois continuamos arrastando as consequências adâmicas do nosso pecado. E por isto, mesmo que em Cristo o Reino já esteja plenamente manifestado, em nós, Igreja, povo de Deus, ele continua sendo a meta que nunca deixamos de buscar.

O Concílio Vaticano II, através de sua Constituição Dogmática Lumen Gentium, enfatizou que a Igreja é povo de Deus. O povo é errante, pois apesar de estar mergulhado nas graças do batismo, ainda sofre as consequências da fragilidade que o pecado lhe deixou. O mesmo Concílio declarou “O Reino de Cristo já presente em mistério, cresce visivelmente no mundo pelo poder de Deus…” (LG 3).

Presente em mistério. Isto é, cabe a nós, membros deste corpo, apressar a sua chegada. A Igreja é triunfante, mas também é peregrina, penitente, pois que carrega em sua carne a fragilidade de seus membros.

Sim, a Igreja é santa, mas comporta em seu seio os pecadores que somos nós. E por isso dizemos, também com o perigo da imprecisão teológica: “A Igreja é Santa e pecadora”. Bento XVI sugeriu modificar a expressão. “A Igreja é Santa, mas há pecado na Igreja”. Notem que ele salvaguarda a santidade na essência.

Mas o pecado existe na Igreja. Por isto rezamos nas liturgias diárias pelo Santo Padre, pelos bispos, pelo clero, pelo povo de Deus. Clamamos por purificação, luzes em nossas decisões, pois sabemos que é missão do Espírito encaminhar na terra a Igreja que ainda não é Reino de Deus (porque maculada pelos nossos pecados), e que ao Cristo damos diariamente. Mas nós caminhamos na esperança. Sabemos que um dia todas as partes do corpo estarão agindo em perfeita harmonia com a cabeça. Seremos a “Jerusalém Celeste”.

Eu assumo que errei ao usar a expressão. Eu não estava numa sala de aula, lugar onde a Ortodoxia convive bem com a dialética. Não considerei que muitos telespectadores poderiam não entender o contexto da comparação. E por isso peço desculpas. E junto às desculpas, faço minha retratação. Nunca tive problema em assumir meus equívocos. Usei uma expressão que carece ser contextualizada com outras explicações, para que não pareça irresponsável, nem tampouco herética.

Repito. Eu não nego nem neguei a definição dogmática expressa na Lumem Gentium, Número 5.

“O mistério da santa Igreja manifesta-se na sua fundação. O Senhor Jesus deu início à Sua Igreja pregando a boa nova do advento do Reino de Deus prometido desde há séculos nas Escrituras: «cumpriu-se o tempo, o Reino de Deus está próximo» (Mc. 1,15; cfr. Mt. 4,17). Este Reino manifesta-se na palavra, nas obras e na presença de Cristo. A palavra do Senhor compara-se à semente lançada ao campo (Mc. 4,14): aqueles que a ouvem com fé e entram a fazer parte do pequeno rebanho de Cristo (Luc. 12,32), já receberam o Reino; depois, por força própria, a semente germina e cresce até ao tempo da messe (cfr. Mc. 4, 26-29). Também os milagres de Jesus comprovam que já chegou à terra o Reino: «Se lanço fora os demônios com o poder de Deus, é que chegou a vós o Reino de Deus» (Luc. 11,20; cfr. Mt. 12,28). Mas este Reino manifesta-se sobretudo na própria pessoa de Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, que veio «para servir e dar a sua vida em redenção por muitos» (Mt. 10,45).”

E quando Jesus, tendo sofrido pelos homens a morte da cruz, ressuscitou, apareceu como Senhor e Cristo e sacerdote eterno (cfr. Act. 2,36; Hebr. 5,6; 7, 17-21) e derramou sobre os discípulos o Espírito prometido pelo Pai (cfr. Act. 2,33). Pelo que a Igreja, enriquecida com os dons do seu fundador e guardando fielmente os seus preceitos de caridade, de humildade e de abnegação, recebe a missão de anunciar e instaurar o Reino de Cristo e de Deus em todos os povos, e constitui o germe e o princípio deste mesmo Reino na terra. Enquanto vai crescendo, suspira pela consumação do Reino e espera e deseja juntar-se ao seu Rei na glória.”

Agradeço pela prece dos que me acompanharam neste momento tão sofrido.

Com minha benção,

Padre Fábio de Melo.




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Teologia versus Ateísmo.


Uma Resposta Sábia da Teologia para a astúcia do ateísmo.


BENTO XVI e a sua grande sabedoria e impressionante lucidez em carta que escreveu como resposta ao matemático e ateu italiano Piergiorgio Odifreddi, que lhe dirigiu o livro “Caro Papa, escrevo-te”, no qual fala sobre a Igreja, Cristo, Bento XVI, ciência e o mal. 

É magistral como o Papa emérito o responde! Com palavras acertadas, mas sem nunca abandonar o bom trato. Bento XVI é daqueles que sabem revidar graves argumentos sem, contudo, perder a boa classe. Confiram:


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REUTERS/Osservatore Romano


Ilustríssimo Senhor Professor Odifreddi, (…) gostaria de lhe agradecer por ter tentado até o último detalhe se confrontar com o meu livro e, assim, com a minha fé; é exatamente isso, em grande parte, que eu havia intencionado com o meu discurso à Cúria Romana por ocasião do Natal de 2009. Devo agradecer também pelo modo leal como tratou o meu texto, buscando sinceramente prestar-lhe justiça.

O meu julgamento acerca do seu livro, no seu conjunto, porém, é em si mesmo bastante contrastante. Eu li algumas partes dele com prazer e proveito. Em outras partes, ao invés, me admirei com uma certa agressividade e com a imprudência da argumentação. (…)

Várias vezes, o senhor me aponta que a teologia seria ficção científica. A esse respeito, eu me admiro que o senhor, no entanto, considere o meu livro digno de uma discussão tão detalhada. Permita-me propor quatro pontos a respeito de tal questão:

1. É correto afirmar que “ciência”, no sentido mais estrito da palavra, só a matemática o é, enquanto eu aprendi com o senhor que, mesmo aqui, seria preciso distinguir ainda entre a aritmética e a geometria. Em todas as matérias específicas, a cientificidade, a cada vez, tem a sua própria forma, segundo a particularidade do seu objeto. O essencial é que ela aplique um método verificável, exclua a arbitrariedade e garanta a racionalidade nas respectivas modalidades diferentes.

2. O senhor deveria ao menos reconhecer que, no âmbito histórico e no do pensamento filosófico, a teologia produziu resultados duradouros.

3. Uma função importante da teologia é a de manter a religião ligada à razão, e a razão, à religião. Ambas as funções são de essencial importância para a humanidade. No meu diálogo com Habermas, mostrei que existem patologias da religião e – não menos perigosas – patologias da razão. Ambas precisam uma da outra, e mantê-las continuamente conectadas é uma importante tarefa da teologia.

4. A ficção científica existe, por outro lado, no âmbito de muitas ciências. Eu designaria o que o senhor expõe sobre as teorias acerca do início e do fim do mundo em Heisenberg, Schrödinger, etc., como ficção científica no bom sentido: são visões e antecipações para chegar a um verdadeiro conhecimento, mas são, justamente, apenas imaginações com as quais tentamos nos aproximar da realidade. Além disso, existe a ficção científica em grande estilo, exatamente dentro da teoria da evolução também. O gene egoísta de Richard Dawkins é um exemplo clássico de ficção científica. O grande Jacques Monod escreveu frases que ele mesmo deve ter inserido na sua obra seguramente apenas como ficção científica. Cito: “O surgimento dos vertebrados tetrápodes (…) justamente tem sua origem do fato de que um peixe primitivo ‘escolheu’ ir a explorar a terra, sobre a qual, porém, ele era incapaz de se deslocar, exceto saltitando desajeitadamente e criando, assim, como consequência de uma modificação do comportamento, a pressão seletiva graças à qual se desenvolveriam os membros robustos dos tetrápodes. Entre os descendentes desse audaz explorador, desse Magellan da evolução, alguns podem correr a uma velocidade de 70 quilômetros por hora…” (citado segundo a edição italiana de Il caso e la necessità, Milão, 2001, p. 117ss.).

Em todas as temáticas discutidas até agora, trata-se de um diálogo sério, para o qual eu – como já disse repetidamente – sou grato. As coisas são diferentes no capítulo sobre o sacerdote e a moral católica, e ainda diferentes nos capítulos sobre Jesus. Quanto ao que o senhor diz sobre o abuso moral de menores por parte de sacerdotes, eu só posso reconhecer – como o senhor sabe – com profunda consternação. Eu nunca tentei mascarar essas coisas. O fato de que o poder do mal penetra a tal ponto no mundo interior da fé é para nós um sofrimento que, por um lado, devemos suportar, enquanto, por outro, devemos, ao mesmo tempo, fazer todo o possível para que casos desse tipo não se repitam. Também não é motivo de conforto saber que, segundo as pesquisas dos sociólogos, a porcentagem dos sacerdotes réus desses crimes não é mais alta do que a presente em outras categorias profissionais semelhantes. Em todo caso, não se deveria apresentar ostensivamente esse desvio como se se tratasse de uma imundície específica do catolicismo.

Se não é lícito calar sobre o mal na Igreja, também não se deve silenciar, porém, sobre o grande rastro luminoso de bondade e de pureza, que a fé cristã traçou ao longo dos séculos. É preciso lembrar as figuras grandes e puras que a fé produziu – de Bento de Núrsia e a sua irmã Escolástica, Francisco e Clara de Assis, Teresa de Ávila e João da Cruz, aos grandes santos da caridade como Vicente de Paulo e Camilo de Lellis, até a Madre Teresa de Calcutá e as grandes e nobres figuras da Turim do século XIX. Também é verdade hoje que a fé leva muitas pessoas ao amor desinteressado, ao serviço pelos outros, à sinceridade e à justiça. (…)

O que o senhor diz sobre a figura de Jesus não é digno do seu nível científico. Se o senhor põe a questão como se, no fundo, não soubesse nada de Jesus e como se d’Ele, como figura histórica, nada fosse verificável, então eu só posso convidá-lo de modo decidido a tornar-se um pouco mais competente do ponto de vista histórico. Recomendo-lhe, para isso, sobretudo os quatro volumes que Martin Hengel (exegeta da Faculdade de Teologia Protestante de Tübingen) publicou juntamente com Maria Schwemer: é um exemplo excelente de precisão histórica e de amplíssima informação histórica. Diante disso, o que o senhor diz sobre Jesus é um falar imprudente que não deveria repetir. O fato de que na exegese também foram escritas muitas coisas de escassa seriedade é, infelizmente, um fato indiscutível. O seminário norte-americano sobre Jesus que o senhor cita nas páginas 105ss. só confirma mais uma vez o que Albert Schweitzer havia notado a respeito da Leben-Jesu-Forschung (Pesquisa sobre a vida de Jesus), isto é, que o chamado “Jesus histórico” é, em grande parte, o espelho das ideias dos autores. Tais formas mal sucedidas de trabalho histórico, porém, não comprometem, de fato, a importância da pesquisa histórica séria, que nos levou a conhecimentos verdadeiros e seguros sobre o anúncio e a figura de Jesus.

(…) Além disso, devo rejeitar com força a sua afirmação (p. 126) segundo a qual eu teria apresentado a exegese histórico-crítica como um instrumento do anticristo. Tratando o relato das tentações de Jesus, apenas retomei a tese de Soloviev, segundo a qual a exegese histórico-crítica também pode ser usada pelo anticristo – o que é um fato incontestável. Ao mesmo tempo, porém, sempre – e em particular no prefácio ao primeiro volume do meu livro sobre Jesus de Nazaré – eu esclareci de modo evidente que a exegese histórico-crítica é necessária para uma fé que não propõe mitos com imagens históricas, mas reivindica uma historicidade verdadeira e, por isso, deve apresentar a realidade histórica das suas afirmações de modo científico também. Por isso, também não é correto que o senhor diga que eu estaria interessado somente na meta-história: muito pelo contrário, todos os meus esforços têm o objetivo de mostrar que o Jesus descrito nos Evangelhos também é o Jesus histórico real; que se trata de história realmente ocorrida. (…)

Com o 19º capítulo do seu livro, voltamos aos aspectos positivos do seu diálogo com o meu pensamento. (…) Mesmo que a sua interpretação de João 1, 1 seja muito distante da que o evangelista pretendia dizer, existe, no entanto, uma convergência que é importante. Se o senhor, porém, quer substituir Deus por “A Natureza”, resta a questão: quem ou o que é essa natureza. Em nenhum lugar, o senhor a define e, assim, ela parece ser uma divindade irracional que não explica nada. Mas eu gostaria, acima de tudo, de fazer notar ainda que, na sua religião da matemática, três temas fundamentais da existência humana continuam não considerados: a liberdade, o amor e o mal. Admiro-me que o senhor, com uma única referência, liquide a liberdade que, contudo, foi e é o valor fundamental da época moderna. O amor, no seu livro, não aparece, e também não há nenhuma informação sobre o mal. Independentemente do que a neurobiologia diga ou não diga sobre a liberdade, no drama real da nossa história ela está presente como realidade determinante e deve ser levada em consideração. Mas a sua religião matemática não conhece nenhuma informação sobre o mal. Uma religião que ignore essas questões fundamentais permanece vazia.

Ilustríssimo Senhor Professor, a minha crítica ao seu livro, em parte, é dura. Mas a franqueza faz parte do diálogo; só assim o conhecimento pode crescer. O senhor foi muito franco e, assim, aceitará que eu também o seja. Em todo caso, porém, avalio muito positivamente o fato de que o senhor, através do seu contínuo confronto com a minha Introdução ao cristianismo, tenha buscado um diálogo tão aberto com a fé da Igreja Católica e que, apesar de todos os contrastes, no âmbito central, não faltem totalmente as convergências.

Com cordiais saudações e com todos os melhores votos para o seu trabalho.


Texto publicado em italiano na edição de 24 setembro 2013 do jornal la Repubblica, com tradução portuguesa de Moisés Sbardelotto.

Na imagem, Bento XVI, ainda Papa de fato, lendo o L’Osservatore Romano durante suas férias em julho de 2010, em Castel Gandolfo.

Créditos da imagem: Reuters/L’Osservatore Romano.


MILAGRE DE LANCIANO

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Solenidade da Santíssima Trindade.



Homilia do Santo Padre Papa Bento XVI



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Tradução: Nicole Melhado
Boletim da Santa Sé


É grande a minha alegria em poder dividir com vocês o pão da Palavra de Deus e da Eucaristia e poder dirigir-vos, caros Irmãos, a minha cordial saudação.

Celebramos hoje a festa da Santíssima Trindade: Deus Pai e Filho e Espírito Santo, Festa de Deus, do centro da nossa fé. Quando se pensa na Trindade, vem em mente o aspecto do mistério: são Três e são Um, um só Deus em três Pessoas. Na realidade, Deus não pode ser outro que um mistério para nós na sua grandeza e, todavia, Ele se revelou. Podemos conhecê-Lo no Seu Filho e, assim também, conhecer o Pai e o Espírito Santo.


Detalhe central da Santíssima Trindade – Amplie a imagem inteira 2300 k


A Liturgia de hoje, no entanto, leva nossa atenção não tanto sobre o mistério, mas sobre a realidade de amor que é contida neste primeiro e supremo mistério da nossa fé. O Pai, o Filho e o Espírito Santo como um, porque é amor e o amor é a força vivificante absoluta, a unidade criada do amor é reconhecimento; e o Espírito Santo é como o fruto deste amor recíproco entre o Pai e o Filho.

Os textos da Santa Missa de hoje falam de Deus e por isso falam de amor; não se fixa tanto sobre o mistério das três Pessoas, mas sobre o amor que neles constitui o sustento, a unidade e a trindade ao mesmo tempo.

O primeiro texto que escutamos é do Livro do Êxodo – sobre ele falei numa recente Catequese de quarta-feira – e é surpreendente que a revelação do amor de Deus venha depois de um grandíssimo pecado do povo. Apenas foi concluído o pacto de aliança feito no monte Sinai e o povo já deixa faltar a fé.

A ausência de Moisés se prolonga e logo o povo diz: “Mas onde está este Moisés, onde está o seu Deus?” e pede a Aarão para fazer a eles um deus que seja visível, acessível, manobrável, ao alcance do homem, em vez daques misterioso Deus invisível, longe. Aarão concorda e faz um beserro de ouro.

Descendo do Sinai, Moisés vê o que aconteceu e quebra as tábuas da aliança, que é já rompida, quebrada, duas pedras nas quais estavam escritos os Dez Mandamento, o conteúdo concreto do pacto com Deus. Tudo parece perdido, toda a amizade, desde o ínicio, já está estraçalhada.

No entanto, no momento deste grandíssimo pecado do povo, Deus, por intercessão de Moisés, decide perdoar e convida Moisés a subir novamente ao monte para receber de novo a Sua lei, os Dez Mandamento e renovar o pacto.

Moisés pede então a Deus para se revelar, fazer visível o seu rosto. Mas Deus não mostra Sua face, revela por sua vez o seu ser pleno de bondade com estas palabras: “Javé, javé, Deus compassivo e misericordioso, lento para a cólera, rico em bondade e em fidelidade” (Ex 34, 6).

Está é a Face de Deus. Esta autodefinição de Deus manisfesta o seu amor misericordioso: um amor que vence o pecado, cobre-o, apaga-o. E podemos ser sempre seguros desta bondade que não nos deixa. Não pode haver revelação mais clara. Nós temos um Deus que renuncia destruir o pecador e que quer manisfestar o seu amor de maneira ainda mais profunda e surpreendente, justamente diante do pecador para oferecer a possibilidade da conversão e do perdão.

O Evangelho completa esta revelação, que escutamos na primeira leitura, porque indica até que ponto Deus mostrou sua misericórdia. O evangelista João reflete esta expressão de Jesus: “De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo que nele crer não pereça, mas tenha vida eterna” (3, 16)

No momento existe o mal, o egoísmo, a maldade e Deus poder vir para julgar este mundo, para destruir o mal, para castigar aqueles que operam nas trevas. Em vez, Ele mostra o amor ao mundo, amor pelo homem, no momento do seu pecado, e envia aquilo que há de mais precioso: O Seu Filho unigênito. E não só envia, mas faz dom ao mundo. Jesus é o Filho de Deus que nasceu por nós, que viveu por nós, que venceu o mal perdoando os pecados, acolhendo todos. Respondendo o amor que vem do Pai, o Filho deu sua própria vida por nós: sobre a cruz, o amor misterioso de Deus chega ao cume. E é sobre a cruz que o Filho de Deus nos concede a participação à vida eterna, que vem comunicada com o dom do Espírito Santo.

Assim, no mistério da cruz, estão presentes as três Pessoas divinas: o Pai, que doa seu Filho unigênito para a salvação do mundo; o Filho, que cumpre até o fim o designo do Pai; o Espírito Santo – efuso de Jesus no momento da morte – que vem nos tornar participantes da vida divina., para transformar a nossa existência, porque é animado do amor divino.


O Papa Bento XVI visita San Marino neste domingo (19) (Foto: AP/Marco Vasini)


Caros irmãos e irmãs! A fé no Deus Trinitário caracterizou também esta Igreja de San Marino-Montefeltro no curso de sua história antiga e gloriosa. A evangelização desta terra é santos escultores Marino e Leão, aos quais, na metade do século III depois de Cristo, teriam chegado em Rimini da Dalmácia.

Por suas santidades de vida seriam consagrados, um sacerdote e o outro diácono, pelo bispo Gaudenzio e por ele enviados ao interior, um ao monte Feretro, que depois recebeu o nome de San Leo, e outro ao monte Titano, que depois recebeu o nome de San Marino.

Deixando de lado as questões histórias – que não cabem a nós aprofundar – interessa afirmar como Marino e Leão levaram no contexto desta realidade local, com a fé no Deus revelado em Jesus Cristo, perspectivas e valores novos, determinando o nascimento de uma cultura e uma civilização centrada na pessoa humana, imagem de deus e por isso portadora de direitos presentes em cada legislação humana.

A variedade de diversas etnias – romanos, godos e lombardos – que entravam em contato entre eles, às vezes de maneira muito conflituiso, encontram no comum referimento à fé, um fator potente e edificação ética, cultural, social e, de qualquer modo, política. Era evidente aos olhos deles que não poderia se comprir um projeto de civilização até que todos os componentes do povo não fizessem parte de um comunidade cristã vivente e bem estruturada e edificada sobre a fé no Deus Trinitário.

Portanto, pode se dizer que a riqueza deste povo, a vossa riqueza, caros samarineses, foi e é a fé, e esta fé criou uma civilização realmente única. Junto à fé, ocorre depois recordar a absoluta fidelidade aos Bispo de Roma, a quela esta Igreja sempre olhou com devoção e afeto; como também a atenção demonstrada a grande tradição da Igreja oriental e a profunda devoção a Virgem Maria.

Vocês são justamente orgulhosos e gratos pelo quanto o Espírito Santo operou pelos séculos na vossa Igreja. Mas vocês sabem também que o melhor modo de apreciar um hereditariedade é cultivar e redeclarar. Na realidade, vocês são chamados a desenvolver este precioso depósito num dos momentos mais decisivos da história.

Hoje, a nossa missão é dever confrontar as profundas e rápidas transformações culturais, sociais, econômicas e políticas, que determinaram novas orientações e modificaram mentalidades, costumes e sensibilidade. Também aqui, de fato, como em outros lugares, não faltam dificuldades e obstáculos, devidos, sobretudo, aos modelos hedônicos que obscurecem a mente e ameaçam desfazer toda a moralidade.

Há a tentação de acreditar que a riqueza do homem não é a fé, mas o seu poder pessoal e social, sua inteligência, sua cultura e sua capacidade de manipulação científica, tecnológica e social da realidade.

Assim, também nesta terra, começou-se a substituir a fé e os valore cristão pelas riquezas, que, no fim, se revelam inconsistentes e incapazes de assegurar a grande promessa verdadeira, do bem, do belo e do justo que pelos séculos vossos antepassados indentificaram com a experiência da fé. Não esqueçam a crise que se agrava em não poucas famílias da difusa fragilidade psicológica e espiritual dos casais, como também a cansativa experiência de muitps educadores oferecer contínua formação aos jovens condicionados a muitas precariedades, primeiro entre todos aqueles do meio social e depois da possibilidade de trabalho.

Queridos amigos! Conheço bem o empenho de cada componente desta Igreja na promoção da vida cristã nos seus vários aspectos. Exorto a todos os fiéis que sejam como fermento no mundo, mostrem, seja em Montefeltro ou em San Marino, que os cristão estão presentes, pró-ativos e coerentes. Que os sacerdote, os religiosos e religiosas vivam sempre na mais cordial e afetiva comunhão eclesial ajudando e escutando o pastor diocesano. Também peço a vocês com urgência uma revitalização das vocações sacerdotais, em especial a consagração: faço um apelo às família e aos jovens para que abram a alma para um resposta pronta ao chamado de Deus.


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Nunca se arrependerão de ser generosos com Deus! A vocês leigos, recomento o empenho ativo na comunidade, de modo que, além de seus deveres civis, políticos, sociais e culturais, possam encontrar tempo e disponibilidade para a vida da fé, a vida pastoral.

Caros Fieis! Permaneçam firmes fiéis ao patrimônio construído nos séculos pelo impulso dos vossos grandes padroeiros, Marino e Leão. Invoco a benção de Deus sobre o vosso caminho de hoje e de amanhã e recomento a todos “à graça do Senhor Jesus Cristo, ao amor de Deus e à comunhão do Espírito Santo”(2Cor 13,11). Amém!


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slaid: Elaborado por “Buscando novas águas” Liturgia Dominical.



Domingo da Santíssima Trindade.



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Conta-se que Santo Agostinho andava certo dia a passear na praia meditando sobre o mistério da Santíssima Trindade:

Um Só Deus em três pessoas distintas…

Enquanto caminhava, observou um menino que carregava um pequeníssimo balde com água. A criança ia até o mar, trazia a água e deitava-a dentro de um pequeno buraco que havia feito. Após ver repetidas vezes o menino fazer a mesma coisa, resolveu interrogá-lo sobre o que pretendia. O menino, olhando-o, respondeu com simplicidade:

– “Quero colocar a água do mar neste buraco”.

Santo Agostinho sorriu e respondeu-lhe:

– “mas tu não percebes que isso é impossível mesmo que trabalhes toda a vida? O mar é infinitamente grande. Jamais o irás conseguir colocar aí todo dentro desse pequeno buraco…”.

Então, novamente olhando para Santo Agostinho, o menino respondeu-lhe: “ora, é mais fácil a água do mar caber nesse pequeno buraco do que o mistério da Santíssima Trindade ser entendido por um homem!”. É mais fácil colocar toda a água do mar aqui dentro deste buraco que o homem conseguir entender o mistério da Santíssima Trindade.


O homem é infinitamente pequeno e Deus é infinitamente grande!




Há 15 dias atrás celebramos a festa da glorificação do Filho (a 2ª Pessoa) – Ascensão de Jesus ao Céu;

Há 08 dias celebramos a festa da descida do Espírito Santo (a festa da 3ª Pessoa) – Pentecostes;

E hoje celebramos o Domingo da Santíssima Trindade – Queremos hoje contemplar a Deus como uno na diversidade de três pessoas.

– O Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Esta festa não é essencialmente um convite a decifrar ou interpretar o “mistério” que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”, mas deverá ser uma oportunidade para contemplar o nosso Deus, que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor que é ELE próprio.
Não é fácil falar de Deus… pela grandeza que Ele tem e pela nossa pequenez! Deus permanecerá sempre como mistério impossível para nós de abarcar, interpretar na totalidade!

Jamais poderemos interpretar toda a densidade e profundidade deste mistério que é Deus uno e trino; no entanto, podemos e deveremos, procurar crescer no seu conhecimento. Só conheceremos e entenderemos Deus na medida em que pessoalmente o quisermos levar para o nosso dia a dia.

Para termos acesso a essa intimidade com Deus temos como auxílio especial a Sagrada Escritura que nos revela quem é Deus em Jesus Cristo, hoje presente no Espírito Santo.

Celebrar a Santíssima Trindade é muito mais que querer entender um Deus uno que vive e se manifesta em três pessoas. Celebrar a Santíssima Trindade é querer descobrir que o nosso Deus é uma comunhão de amor.

Permiti-me que partilhe uma das histórias de Santo Agostinho.
Conta-se que Santo Agostinho andava certo dia a passear na praia a meditar sobre este mistério da Santíssima Trindade: um Deus em três pessoas distintas… Enquanto caminhava, observou um menino que carregava um pequeníssimo balde com água. A criança ia até o mar, trazia a água e deitava-a dentro de um pequeno buraco que havia feito. Após ver repetidas vezes o menino fazer a mesma coisa, resolveu interrogá-lo sobre o que pretendia. O menino, olhando-o, respondeu com simplicidade: -“quero colocar a água do mar neste buraco”. Santo Agostinho sorriu e respondeu-lhe: -“mas tu não percebes que isso é impossível mesmo que trabalhes toda a vida? O mar é infinitamente grande. Jamais o irás conseguir colocar aí todo dentro desse pequeno buraco…”.

Então, novamente olhando para Santo Agostinho, o menino respondeu-lhe: “ora, é mais fácil a água do mar caber nesse pequeno buraco do que o mistério da Santíssima Trindade ser entendido por um homem!”. É mais fácil colocar toda a água do mar aqui dentro deste buraco que o homem conseguir entender o mistério da Santíssima Trindade. O homem é infinitamente pequeno e Deus é infinitamente grande!

È uma “históriazinha” cheia de verdade. Só poderíamos compreender perfeitamente a Santíssima Trindade se nós próprios fossemos ‘deuses’.

Queremos ser “deuses” e queremos limitar Deus às nossas capacidades intelectuais. Queremos que ele “caiba” dentro da nossa capacidade de raciocínio… IMPOSSIVEL! Deus é infinitamente maior.

Podemos, contudo, por meio da razão iluminada pela fé, chegar a um conhecimento ainda que limitado.

O conhecimento que podemos ter terá de ser feito tendo por base comparações, que são sempre, por natureza imensamente limitadas e às vezes até infelizes.

A Santíssima Trindade é como o fogo que queima, que ilumina e que aquece, sendo apenas fogo. É sempre apenas uma coisa – fogo – mas manifesta-se de diversas formas… assim Deus também… é sempre Deus – mas manifesta-se como Pai Criador, como Filho Redentor/Salvador, como Espírito Santo, auxiliador!




A Santíssima Trindade é superior à capacidade humana de entendimento, mas não contraria a razão. Dizer que existe “um Deus em três pessoas” faz sentido… já dizer que “há um Deus em três

deuses!” não faz sentido e contraria a razão humana.

Deus revela-se na Trindade como um mistério de amor e porque vive numa comunhão de amor quer amar-nos sempre e quer introduzir-nos na sua família.

Em nós está o Pai, que nos chamou do nada, que insuflou o seu sopro de vida e nos chama a realizar a nossa vocação pessoal de Filhos de Deus.

Em nós está o Filho, que entregou a sua vida por nós.

Em nós está o Espírito Santo que constantemente nos ilumina e nos chama a caminhar ao encontro do Deus amor.

Nós fazemos parte da Santíssima Trindade – podemos de alguma forma dizer que nós somos a 4ª pessoa da Trindade Divina.“PELO MENOS É A PROPOSTA QUE JESUS NOS FAZ em São João Cap. 17”, Deus vive em comunhão de amor para nos convidar a amar! Se vivermos para amar fazemos parte da família de Deus – vivemos em Deus.

Adoremos – a Santíssima Trindade e o amor infinito que esta tem por cada um de nós.

Amemos – a Trindade que primeiro nos amou e constantemente permanece em nós.

Imitemos – a Trindade e vivamos para amar e em comunhão com todos.

Sejamos reflexos da Trindade, isto é, sejamos sinais de comunhão, de partilha, de esperança para este mundo tão dividido, individualista e sem esperança.


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slaid: Elaborado por “Buscando novas águas” Liturgia Dominical.