Curso para Pais e Padrinhos.



Preparação para receber o Sagrado Sacramento do Batismo.

Principais requisitos e conteúdo básico para a preparação de um curso de Pais e Padrinhos para sua equipe Paroquial.

Devido à grande procura, estamos disponibilizando em nosso blog este texto que foi retirado da pagina Catequistas em Formação podendo ser adequado às suas necessidades locais.


http://www.catequistasemformacao.com/2014/06/encontro-com-pais-e-padrinhos-em.html

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Batismo Sacramento

O SACRAMENTO DO BATISMO

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O BATISMO DE JESUS



EQUIPE RESPONSÁVEL: Pastoral Catequética


PÚBLICO-ALVO: Pais e padrinhos das crianças que frequentam a catequese Paroquial e ainda não são batizadas.


TEMPO PREVISTO: 02 horas a 2h e meia. (Este tempo não prevê intervalo mas deixa os presentes livres para saírem caso necessário: ir ao banheiro, tomar água, atender ás crianças).


 

 AMBIENTAÇÃO:


 – À frente, preparar uma mesa para a acolhida da Bíblia. Um vaso de flores, um suporte (a vela será trazida na entronização).


Simbologia do Batismo:


– Expor os símbolos numa mesa, logo á entrada, arrumando-os com placas indicativas e convidar aos presentes que examinem os símbolos. (Fundo musical)
CRUZ É a identidade do Cristão. Traçada no peito e na testa significa que o batizando, pelo batismo, participa da morte libertadora de Jesus Cristo. Lembra a graça da redenção que Cristo nos proporcionou na Cruz.
O ÓLEO Assim como o óleo penetra na pele da criança, Cristo penetra na vida da pessoa, em especial no seu coração (a unção é feita no peito), fortalecendo o ungido na luta contra o mal.
A VELA e CÍRIO PASCAL Acesa no círio pascal, significa que Cristo iluminou o batizado, que deverá ser “luz do mundo”. Simboliza a presença do Espírito na vida do batizando e a fé em Jesus ressuscitado. Acende-se uma nova luz, luz da graça, da fé, que deve ser conservada até o fim da vida pela vivência em Cristo.
A VESTE BRANCA Expressa a pureza, a VIDA NOVA que recebemos no Batismo e que agora vamos viver. Sinaliza que o batizado “vestiu-se de Cristo”, o que equivale a dizer que ressuscitou com Cristo.
A ÁGUA Simboliza purificação e vida nova. A água batismal nos lava do pecado original e nos torna filhos de Deus e membros da Igreja. A água é sinal da graça de Deus, que nos purifica totalmente.
A PALAVRA È pela leitura constante da Palavra de Deus que renovamos diariamente a nossa fé pelo testemunho de nossos antepassados.

– Preparar uma mesa na recepção com água, chá, suco e bolachinhas. (Oferecer aos convidados enquanto fazem as inscrições).


01 – ACOLHIDA – Coordenação


02 – APRESENTAÇÃO DA EQUIPE E DOS PARTICIPANTES


Apresentar os catequistas presentes e dizer por qual turma são responsáveis. Pedir aos participantes que cada um que se identifique com o nome e, se pai/mãe ou padrinho/madrinha. Aos pais, pedir que digam o nome do filho que será batizado. Caso haja crianças presentes e se houver condições, pedir que se apresentem também, criando um clima de intimidade e aconchego.
Texto de apoio:

Cada ser humano é único, insubstituível. Somos pensados e amados por Deus, desde a eternidade e para toda a eternidade nesta individualidade singular, e assim devemos ser vistos e acolhidos pelos outros. Podemos possuir coisas e delas dispor a nosso bel-prazer, usando-as, subordinando-as a nossos interesses, trocando-as. Com as pessoas, não podemos fazer o mesmo. A pessoa deve ser aceita com suas próprias idéias, com seus sentimentos e sua maneira de ser. A pessoa não pode ser meio para atingirmos nossos objetivos. O outro é distinto de nós, com direito a ser quem realmente ele é, a ver reconhecida sua própria autonomia, sem precisar renunciar à sua personalidade para viver e conviver. O nome exprime esta identidade pessoal a ser reconhecida pelos outros, chamada a colocar-se a serviço de todos.


03 – OBJETIVO


– Apresentação do cronograma: Dizer aos presentes o que vai acontecer no encontro e se possível o tempo que vai durar cada etapa.

– Informar a localização dos banheiros, água e oferecer o “chá” (lanche), a ser compartilhado no final do encontro.


04 – ORAÇÃO INICIAL


Sejam bem-vindos. Nossa comunidade estava ansiosa por recebê-los.

Estamos aqui reunidos em nome do Pai, do Filho e do espírito Santo. No dia do nosso batismo o padre acolheu a todos, pais, padrinhos e familiares, dando-lhes as boas vindas, vamos hoje nos acolher desejando, uns aos outros, que Deus esteja conosco durante este encontro e que continue a habitar nosso espírito de uma forma diferente depois aprendermos um pouco mais sobre o batismo.
Rezemos juntos a oração que Jesus nos ensinou e que devemos ensinar aos nossos filhos:
Pai- Nosso…
Quero convidar agora, a …………. para nos apresentar um pequeno panorama da História da Salvação e das Alianças que Deus fez com seu povo.

05 – HISTÓRIA DA SALVAÇÃO


Material: – GRAVURAS com a história da salvação.
Atenção: Cantar a cada mudança de quadro-gravura o refrão:

“Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada,

Somente a Tua graça me basta e mais nada.”


O Povo de Deus – Padre Zezinho => Cifra Club



O PLANO Salvífico de DEUS com ênfase em Jesus Cristo (Querigma)

Objetivo: Apresentar de onde vem o Batismo, a origem do sacramento é a Páscoa de Jesus.

Apresentação em quadros: Caminhada do Povo de Deus

— Deus Pai Criador (apresentar a gravura do Paraíso): Homem e Mulher criados à imagem e semelhança de Deus / desejado e sonhado por Ele para ser feliz./com Liberdade/ Adão e Eva dizem Não ao plano de Deus. Pecado/ruptura da ALIANÇA entre Deus e o Homem./ Deus não desiste,Fiel à sua Promessa / propõe novas ALIANÇAS. E assim podemos cantar:

Canto: Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada, Somente a Tua graça me basta e mais nada.

As quatro grandes Alianças na Bíblia são:

– 1ª Aliança: Foi feita com Noé depois do dilúvio e seu símbolo é o Arco-íris (Gn 6ss). Pelas águas do dilúvio prefigura-se o nascimento da nova humanidade. Arco-íris liga o céu com a terra (Mostrar a gravura com a arca de Noé).

Canto:Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada Somente a Tua graça me basta e mais nada

– 2ª Aliança: Foi celebrada entre Deus e Abraão (Gn15ss). Seu símbolo é a circuncisão. Dá origem ao Povo de DEUS (apresentar a gravura com Abraão).

Canto:Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada Somente a Tua graça me basta e mais nada

– 3ª Aliança: Foi instituída com Moisés e com o povo no deserto na marcha para a Terra Prometida. Seu símbolo é a Lei (os 10 Mandamentos). As águas do mar Vermelho que atravessaram muda Morte versus Vida (Ex19ss) – (Mostrar gravura de Moisés no Mar Vermelho)

Canto:Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada Somente a Tua graça me basta e mais nada

– 4ª Aliança: A Nova e Eterna Aliança, feita por Jesus Cristo na Ceia. Seu símbolo é a Eucaristia (Mostrar gravura).

Canto:Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada Somente a Tua graça me basta e mais nada

A morte de Jesus na cruz Deus, não esgota sua DOAÇÃO, o Mistério Pascal permanecerá atual até o fim dos tempos através dos SACRAMENTOS. Do coração de Jesus transpassado por uma lança, correu sangue e água, surgindo do sangue a Eucaristia e da água o Batismo. Da Páscoa de Cristo nasce o Batismo!

Jesus Sacramento do Pai para o mundo, cria a Igreja, sacramento de Jesus!

E toda essa caminhada do Povo de Deus está narrada num “Manual de Instruções”, na Carta de Amor que Deus escreve para nós, vamos recebê-la cantando:

06 – ENTRONIZAÇÃO DA BÍBLIA – (Catequistas entram com a Bíblia e uma vela acesa)

Canto: A sua Palavra Senhor é sinal de interesse por nós.

Como o Pai ao redor de sua mesa,/revelando seus planos de amor.

É feliz quem escuta a Palavra/ e a guarda no seu coração.

Leitura Bíblica: Mateus 28, 18-29 – (Uma catequista)

Após a leitura, induzir os presentes a fechar os olhos e em silêncio, refletir sobre a palavra proclamada.

07 – VISÃO PANORÂMICA DOS SACRAMENTOS

Convidar os presentes a assistir um vídeo que foi preparado especialmente para os encontros de batismo.

Material: Vídeo das Paulinas – Série Sacramentos. Utilizar o Tema Batismo, nos capítulos:

– Batismo na tradição – Cap. 03

– A Teologia do batismo – Cap. 05

08 – PALESTRA – (Angela)

Teologia, compromissos do Batismo e envolvimento na comunidade.

Material:

– Apresentação em PowerPoint (projetor multimídia).

– Um vaso de cactos

PALESTRA – SACRAMENTO DO BATISMO (TEOLOGIA) – (Angela)

– Apresentação de slides – Com imagens

Slide 01 – Aconteceu naqueles dias, que Jesus veio de Nazaré da Galiléia e foi batizado por João no rio Jordão, e logo ao subir da água Ele viu os céus rasgando e o Espírito, como uma pomba, descer até Ele e uma voz veio dos céus: Tu és o meu Filho amado, em Ti me comprazo. (Mc 1,9-11)

Slide 02 – Antes de Jesus, já havia no antigo Egito e na Babilônia, banhos sagrados com a finalidade de purificar a pessoa mergulhada na água. João Batista realizava essa mesma prática, mas seu objetivo era a conversão para o perdão dos pecados. Jesus se faz batizar por João no Jordão, não porque precisava de conversão ou purificação, mas para mostrar que, a partir dali, estava sendo inaugurado um novo Batismo (o da graça) e uma nova religião (a do Espírito). E, ainda, para que Deus pudesse manifestar publicamente aos homens o seu Filho amado.

Slide 03 – O batismo (mergulho) é um gesto litúrgico realizado com água e contém em sua realidade simbólica dois momentos: a imersão (a adesão a Jesus, à missão) e a emersão (a vida nova em Jesus).

Esse mergulho nos exorta à purificação, à conversão e a um novo nascimento (o da água e do espírito).

Nele recebemos as Virtudes que vêm de Deus e nele têm seu objeto imediato:

São a Fé, a Esperança e a Caridade.

Recebemo-las com a graça do Batismo, e, em maior abundância, com a da Confirmação.

Slide 04 – Nosso batismo foi instituído por Jesus. Ele ordenou aos seus discípulos :

Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto Vos ordenei. E eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. (Mt 28,19-20).

Slide 05 – O Evangelho mostra Jesus sendo batizado junto com o povo. Isso mostra que Ele veio para se solidarizar com a humanidade. É assim que realizará seu projeto de vida. Cabe a cada um de nós, batizados, aderirmos a essa missão: estar à disposição da comunidade, ajudar aos nossos irmãos a defender os seus direitos e a denunciar toda e qualquer injustiça contra o projeto de vida de Deus.

Slide 06 – O Batismo impõe responsabilidades:

1 – Para com Deus – fé, aliança, culto e oração;

2 – Para com a Igreja – fidelidade, respeito e colaboração,

3 – Para com o próximo – caridade, justiça e serviço.

Slide 07 – Assim como o Batismo é a fonte de responsabilidades e deveres, é também:

Graça, porque é dado até aos culpados;

Dom, porque é conferido àqueles que nada trazem;

Unção, porque é sagrado e régio;

Iluminação, porque é luz resplandecente;

Veste, porque cobre nossa vergonha;

Banho, porque lava;

Selo, porque nos guarda e é sinal do Senhorio de Deus.

Slide 08 – O Batismo é um Sacramento que nos reconduz à comunhão com o Deus Pai que nos proclama Seus filhos muito amados aos nos tornar membros de Seu filho Jesus. Isso nos faz ser Igreja (assim como Jesus o é), pois nos infunde a fé, a esperança e a caridade.

Slide 09 – É um nascer de novo, da água e do Espírito (Jo 3,1-8). É a porta de entrada na Igreja. A partir do Batismo somos inseridos numa comunidade eclesial. Somos Corpo de Cristo, que é cabeça da Igreja. Temos a mesma missão de Jesus Cristo – enviados para falar em nome Dele, ser sal, luz e fermento. Evangelizar levando a Boa Nova a toda a criatura.

Slide 10 – Batizar quer dizer mergulhar. Todos os homens e mulheres estão mergulhados no acontecimento de salvação, todos estão mergulhados em Jesus Cristo – Ele veio para dar vida ao mundo. Veio salvar e não condenar.

Slide 11 – Imagens dos símbolos do batismo.

Sinal da Cruz – Água – Pai nosso – Creio – Veste branca – Vela – Óleo – Palavra de Deus

Slide 12 e 13 – Sinal da Cruz: Sinal do cristão – penetra no mistério do amor, família: Pai, Filho, Espírito Santo.

Água: dom de Deus. Fonte de vida e purificação. Simboliza a vida nova, do nascimento da água e do Espírito. Morte e vida, morte do homem/mulher velho (egoísta) e vida do homem/mulher novo (vida no amor).

Óleo: simboliza agilidade e força. Antigamente quando um lutador ia para a arena era besuntado de óleo. Atribuía-se ao óleo a propriedade de enrijecer e adestrar os músculos para o combate, ou ao menos tornar o lutador escorregadio e difícil de ser pego. Esta primeira unção feita no peito do batizando significa que o cristão deverá lutar na vida para conservar a fé.

Vela: a vela é o Círio Pascal, símbolo do Cristo ressuscitado, que vence as trevas do pecado, do egoísmo, do ódio, da maldade e de todo o mal. A chama da vela nos lembra que Cristo é a luz do mundo, e nós como cristãos (de Cristo) devemos iluminar o mundo também. A cera que se consome, lembra que Jesus consumiu sua vida na cruz por nosso amor, assim como também a vida do cristão deverá estar a serviço da comunidade.

Veste branca: simboliza se revestir de homem novo. Simboliza a pureza da fé e da vida. Simboliza a graça: a vida divina é a comunhão permanente com Deus.

Palavra de Deus (Bíblia): O próprio Cristo nos falando. Ele vem junto com a Palavra. Ele o Verbo dando orientações para a nossa vida. Ensinando a observar tudo que ordenou.

Creio: profissão de fé – condensado tudo o que o cristão deve crer. (convidar á oração).

Pai nosso: Oração dos filhos ensinada por Jesus, deve estar presente em todos os momentos da vida do cristão.

Slide 14 – Onde ficamos nós, pais e padrinhos, em tudo isso?

Slide 15 – A Educação pela fé: A conseqüência, para os pais que pedem o batismo para seus filhos, é o compromisso, já assumido na celebração do casamento, de educá-los na fé, dentro da comunidade eclesial. Pelo Batismo as crianças se tornam parte da Igreja. E naquele dia seus pais disseram que iam ajudá-las a crescer na fé, observando os Mandamentos e vivendo na comunidade dos seguidores de Jesus.

Slide 16 – A colaboração dos padrinhos: No cumprimento deste compromisso de educar seus filhos na fé, os pais são ajudados pelos padrinhos. Depois dos pais, padrinho e madrinha representam a Igreja, nossa Mãe, “que, pela pregação e pelo batismo, gera, para uma vida nova e imortal, os filhos concebidos do Espírito Santo e nascidos de Deus” (LG 64). Representam a Comunidade que, ao enriquecer-se com a entrada de um novo membro, vê sua responsabilidade também acrescida.

Os padrinhos, assim como os pais, são responsáveis pela formação religiosa de seus afilhados. Devem acompanhá-los em sua caminhada na Igreja e garantir-lhes uma vida cristã, dando-lhes o exemplo e o testemunho de fé.

(Fazer ligação sempre com a catequese dos filhos, chamando também à responsabilidade do acompanhamento das crianças nos encontros e nas missas dominicais, na participação da família e dos padrinhos na comunidade).

Explanação sobre o tema : “Enxertados em Cristo e na Igreja”. – (Helena)

Com um pequeno vaso de cactos, daqueles que possuem enxerto de duas ou mais espécies, fazer uma breve explicação do tema e da importância de “incorporar-se” à Igreja com o batismo.

– Abertura para questionamentos – (Caso alguma dúvida não consiga ser sanada, anotar nome e telefone e entrar em contato depois).

09 – MENSAGEM FINAL:

– Distribuir a oração a todos os presentes.

Texto de apoio: (um catequista)

Muitas vezes buscamos o sacramento querendo apenas seu efeito.

Porém, o sacramento não produz mágica.

Toda criança batizada é marcada com o selo do batismo para sempre.

Deus concede sua graça sem depender da resposta humana.

No entanto, o sacramento somente produzirá seus frutos, será eficaz, se a criança se abrir à Graça divina ao longo de sua existência segundo o caminho do Evangelho.

E isso requer uma família com princípios de fé, respeitosa do outro, bem como, padrinhos atuantes e comprometidos com a missão de ajudar na educação da fé de seus afilhados.

Para que vocês consigam cumprir a meta que é a iniciação completa da criança, com a Eucaristia e a Confirmação num processo permanente de conversão, vamos encerrar nosso encontro, pedindo que a graça do nosso batismo se faça presente, sempre, em nossas vidas, rezando juntos a oração do compromisso:

Oração do Compromisso

Senhor Deus,  Que pela graça do Batismo, saibamos dar aos nossos filhos e afilhados a condução necessária no caminho da fé,  Dá-nos sabedoria e discernimento para levá-los na fé até que possam assumir livre e pessoalmente a graça da fé e do batismo.

Que o Batismo lhes traga uma vida nova, nascida da água e do Espírito Santo. Que ao receber esta “Vida nova”, sejam lavadas de todo pecado.

Que nossas crianças sejam, real e verdadeiramente, enxertadas em Cristo e na Igreja. Que o óleo da bênção os revista da couraça de Cristo contra todo mal do mundo, Que a fé que lhes é infundida seja colocada a serviço do Reino de Deus, tornando-as templo do Espírito e co-herdeiras da vida eterna.

Que saibamos, por força do batismo, oferecer nossa vida a Deus e a educação de nossos filhos e afilhados, no serviço de cada dia, Que saibamos, como profetas, professar diante deles a fé que recebemos pela Igreja, com exemplo de vida e testemunho da palavra, Assim como fomos consagrados para formar um povo de sacerdotes e reis, que nossos filhos, batizados e herdeiros desse Reino aceitem e amem a Cristo Senhor, sobre a nossa proteção e nosso exemplo.

Amém.

– Utilizar a água benta para uma bênção a todos no final.

 Despedir-se de todos e agradecer a presença.

Bibliografia Consultada:

CIC – Catecismo da Igreja Católica. O sacramento do Batismo. Pgs. 340-355. Edições Loyola: 2000. CNBB. Batismo de Crianças – Documento 19. Itaici: 14/02/1980. Frei Ildo Peroni. Me verás pelas costas. Editora Oikos: 2008.

NUCAP. Batismo de crianças. Livro do catequista. Paulinas: 2008.

UNISAL. Teologia dos Sacramentos da Iniciação Cristã. Revista de Catequese nº130. Abril-junho 2010, pg.6-17.

Organização: Helena Okano – Angela Rocha

OBSERVAÇÕES:

O sucesso de qualquer encontro ou palestra, depende do carisma e da objetividade dos assessores. Os textos aqui colocados são sugestivos, podendo o palestrante enriquecer com experiências e incentivando a platéia à participação. Interessante incentivar testemunhos e na apresentação já ir colocando algumas coisas sobre o batismo: por exemplo, o NOME das pessoas… “Você sabe por que seus pais escolheram este nome?”

O encontro na paróquia durou duas horas e meia, sem intervalo. Observamos que não houve muitas saídas ou cansaço por parte dos presentes. Muito pelo contrário, via-se no semblante das pessoas o interesse pelo assunto abordado.

Acreditamos que a utilização de variados métodos didáticos colaborou para isso.

Ângela Rocha: Outras opções:  veja Link:

https://sites.google.com/site/obatismo/preparacao-para-o-batismo

Apostila: Subsídio pastoral elaborado pelo Pe. Antonio de Assis Ribeiro, implantado na Paróquia N. S. das Dores na Diocese de Humaitá/AM

http://www.youblisher.com/p/531081-Curso-de-preparacao-ao-Batismo/

Pastoral do Batismo

http://www.igrejasaopedro.org.br/index.php/apostolado-da-oraca/pastoral-do-batismo

 


Power Point com conteúdo básico e resumido.

Paróquia Divino Espírito Santo



Fruto_Espírito Efusão_no_Espirito_2 Batismo_Espírito
Sete_dons

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Esclarecimento sobre a Polêmica ocorrida na Missa de Paulo Goulart.



Padre Fábio de Melo Celebrou a Missa de 7º dia de Paulo Goulart e emociona Nicette Bruno, porém após a Santa Missa veio a polêmica sobre a Comunhão recebida pela viúva Nicette Bruno.

Afinal, Poderia ela ter recebido a comunhão ou não?


Outros titulos com Fabio de Melo

ESCLARECIMENTOS SOBRE A POSTAGEM DO PADRE FÁBIO DE MELO ENTREGANDO A SAGRADA COMUNHÃO A ATRIZ NICETTE BRUNO, ESPOSA DO FALECIDO PAULO GOULART.

Ontem 20/04 os seguidores de nossa página, Sou feliz por ser Católico(a), depararam-se com uma postagem “polêmica” (polêmica apenas para aqueles que aceitam o Espiritismo como algo bom): Uma foto (parecida com a imagem acima) da atriz Nicette Bruno recebendo a Santíssima Eucaristia das mãos do padre Fábio de Melo. Porém, existe um problema: a atriz não poderia receber a Eucaristia. Mas, por que?

Antes de responder a esse questionamento deixamos claro que não é nenhuma crítica ao servo de Deus, o padre Fábio de Melo, a quem admiramos muito, nem a atriz Nicette Bruno de fama reconhecida nacionalmente, e sim, ao fato e a doutrina espírita. Responderemos a postagem em ‘partes’:

1) Nicette Bruno é de fato, espírita?

Sim, a atriz Nicette Bruno, como seu falecido marido, Paulo Goulart sempre foram espíritas, inclusive criaram seus filhos nessa doutrina. Vários meios de comunicação comprovam que eles são de fato espíritas, tais como:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/03/reveja-trajetoria-profissional-do-ator-paulo-goulart.html(G1)

http://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2014/03/relembre-entrevista-em-que-nicette-bruno-fala-sobre-paulo-goulart-vida-nao-termina-na-tumba.html (REVISTA QUEM)

2) O que diz a Santa Madre Igreja sobre o Espiritismo?

No Catecismo, no parágrafo 2117 a Igreja declara: “Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos demônios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelem dele. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitimas nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.”

(*1). observação abaixo

4) O que diz a Sagrada Escritura sobre o Espiritismo?

No Livro de Levítico diz: “…Se alguém se dirigir aos espíritas ou adivinhos para formicar com eles, voltarei meu rosto contra esse homem e o cortarei do meu povo” (Levítico 20,6). O Livro de Levítico foi escrito a 2.399 anos atrás, antes mesmo de Cristo nascer, e desde desse tempo o Espírito Santo já nos alertava contra a prática de espiritismo.

“… Não se ache no meio de ti, quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê a adivinhação, a astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou a invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abominará aqueles que se dão a essas práticas…” (Deuteronômio 18,10-12).

Veja, que Deus, em Sua Palavra condena totalmente o Espiritismo.

3) O Espiritismo é Cristão?

Não! São Paulo nos explica em sua carta aos Efésios que “É pelo sangue de Jesus Cristo que temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de Sua graça que Ele derramou profusamente sobre nós” (1,7). A Nossa Redenção se deve pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, isso é outra verdade fundamental da Fé Cristã. Nisto consiste propriamente a boa nova. Porém, o Espiritismo nega isso. Allan Kardec (o fundador da doutrina espírita) diz que cada um deve ser SEU PRÓPRIO REDENTOR através do sistema de reencarnações. Além disso, o espiritismo nega a criação da alma humana, recusa a união substancial entre corpo e alma, afirma que não há anjos e demônios, repudia os privilégios de Maria Santíssima, não admite o pecado original, contesta a graça divina, abandona toda a doutrina sobrenatural, rejeita a unicidade da vida humana terrestre, ignora o Juízo particular depois da morte, não concebe a existência do Purgatório, ridiculariza o Inferno, reprova a ressurreição da carne e desdenha o Juízo Final. No livro “À Margem do Espiritismo” (FEB, 3ª edição, 1981, pág. 214), do espírita Carlos Imbassahy, lemos: “Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não aceita os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam seus ensinamentos nas Escrituras. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo.” O espiritismo nega dezenas de verdades cristãs proclamadas ao longo dos séculos. Eles negam até mesmo a Palavra revelada por Deus: a Bíblia.

4) Por fim, um Espírita pode receber a Sagradíssima Eucaristia?

Vejamos, primeiramente, o que diz a santa madre Igreja em seu Catecismo:

“A NINGUÉM É PERMITIDO PARTICIPAR DA EUCARISTIA, SENÃO ÀQUELE QUE, ADMITINDO COMO VERDADEIROS OS NOSSOS ENSINAMENTOS e tendo sido purificado pelo batismo para a remissão dos pecados e a regeneração, levar uma vida como Cristo ensinou.” (CIC 1355).

Além disso, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), EM 1953 reafirmou a determinação feita pelo Episcopado Nacional da Pastoral Coletiva de 1915, revista pelos Bispos em 1948 nestes termos: “Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, COMO VERDADEIROS HEREGES e fautores de heresias e NÃO PODEM SER ADMITIDOS À RECEPÇÃO DOS SACRAMENTOS, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de Fé”.

O Código de Direito Canônico, editado pelo Beato João Paulo II em 1983 também diz sobre esses casos: “chama-se heresia A NEGAÇÃO pertinaz, após a recepção do Santo Batismo, DE QUALQUER VERDADE QUE SE DEVE CRER COM FÉ DIVINA E CATÓLICA, ou se duvida pertinazmente a respeito dela” (Cân. 751);

O cânon 1364, parágrafo 1 do Código de Direito Canônico (CDC) determina que o “herege incorre automaticamente em excomunhão”, isto é: DEVE SER EXCLUÍDO DA RECEPÇÃO DOS SACRAMENTOS (Cân. 1331, parág. 1), não podem ser padrinhos de Batismo (Cân. 874), nem da Confirmação (Cân. 892) e não lhe será lícito receber o Sacramento do Matrimônio sem licença especial do Bispo (Cân. 1071) e sem as condições indicadas pelo Cânon 1125. Também não pode ser membro de associação ou irmandade católica (Cân. 316).

O Código de Direito Canônico afirma que todo aquele que nega uma verdade que se DEVE crer como fé divina é herege, e toda a doutrina que é contra a Católica, que foi revelada por Cristo é uma heresia. O CDC afirma que todo o herege sofre automaticamente a excomunhão, por isso devem ser excluídos da recepção dos Sacramentos, inclusive a Eucaristia.

5) Conclusão

Nicette Bruno jamais poderia ter recebido a Sagrada Comunhão, pois como bem o Catecismo destaca só se pode receber o Corpo, Sangue, Alma e Divindade (Eucaristia) de Cristo aquele que estiver em estado de graça e CRER FIEL E FIRMEMENTE em TUDO o que a Igreja ensina. A atriz é espírita, portanto aceita uma heresia, já que o Espiritismo é condenado por Deus e pela Igreja. Como já bem mostramos acima o Espiritismo nega todas as Verdades ensinadas por Cristo. E, todo aquele que à aceita, como bem destacado pela CNBB é um herege, pois é uma doutrina anti-cristã. E um herege, “incorre automaticamente em excomunhão”, afirma o Código de Direito Canônico.

Resumindo: a atriz não poderia receber a Eucaristia pois o Catecismo afirma que só aquele que crê nos ensinamentos da Igreja pode recebe-lA. E o Espiritismo nega até mesmo a Bíblia; tudo o que é Cristão o Espiritismo nega. O Cristão crê, como diz no Credo “na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém”. Enquanto os espíritas creem na reencarnação, doutrina condenada por Deus Todo-Poderoso.

Por fim, declaramos novamente que o artigo não é uma crítica ao padre nem a atriz, mas foi um alerta a todos os católicos para que se distanciem da doutrina Espírita, que nos afasta de Cristo e nos leva a um mundo de ilusão, como se a vida fosse um vídeo game, onde toda vez que desse um “game over” poderíamos começar tudo de novo. O que é falso e contrário ao que foi pregado por Cristo.

Nós, como cristãos não podemos julgar nenhuma pessoa, independente de religião. Nós devemos acolhe-las e rezar pela conversão das mesmas. E mostra-las que Cristo fundou uma só Igreja que contém toda a Verdade necessária para a nossa Salvação, e ela possui um nome: Católica Apostólica Romana. Não devemos criticar e julgar as pessoas, mas isso não quer dizer que não podemos mostrar que as outras religiões são falsas e contrárias a Doutrina que foi ensinada por nosso Pai. É uma OBRIGAÇÃO de todo o Cristão de mostrar que tudo o que é contrário a fé Católica é condenado por Deus. Se não o fizermos, pecamos, pois omissão é um pecado grave.

Rezemos pela conversão de todos os espíritas, muçulmanos, protestantes, judeus, ateus, hinduístas, budistas, etc, para que eles deixem suas religiões que são frutos da mente humana e voltem a sua Mãe, a Igreja que Cristo edificou sobre Pedro, o primeiro Papa [cf. Mt. 18,16]

Para maiores esclarecimentos recomendamos os seguintes vídeos do Padre Paulo Ricardo:

Quais as consequências de se crer na reencarnação?

http://www.youtube.com/watch?v=SVwugmbmKhA

O Espiritismo é cristão?
http://www.youtube.com/watch?v=rvCrBbBe5NE

“Não pode ter Deus por Pai, como não tem a Igreja por Mãe” (São Cipriano). A Igreja é nossa Mãe, e nós somos Seus filhos. Como Maria Santíssima ensinou ao Cristo, e Ele acolheu todos os seus ensinamentos, pois sabia que era para Seu bem. Também, nós, devemos acolher os ensinamentos da santa mãe Igreja, que se preocupa com seus filhos e faz de tudo para afastar-nos das trevas, e levar-nos ao Caminho da Salvação eterna. TUDO o que a Igreja ensina é para nosso bem e nossa Salvação, sejamos obedientes a nossa mãe Igreja, bem como Cristo foi obediente a Sua mãe, Maria Santíssima.

Deus os abençoe,
Equipe Sou feliz por ser Católico(a).

Fonte:
https://www.facebook.com/298547506887616/photos/a.298549123554121.67215.298547506887616/634948583247505/?type=1&theater

Nosso Blog Presentepravoce preferiu deixar apenas este esclarecimento se atendo apenas aos fatos sem julgar as pessoas envolvidas como outros Blogs o fazem até mesmo proferindo palavras indesejáveis, tanto porque não foram ouvidas nenhuma das partes envolvidas no episódio.

Quem vê cara não vê coração, o que se vê na TV ao vivo não mostra os bastidores e não temos conhecimento a respeito dos fatos que levaram à realização de uma Missa de Sétimo dia envolvendo uma pessoa que não professaria a nossa Fé enquanto estava viva ou se esta posição teria sido alterada antes  do episódio ocorrido.


(*1). obs. sobre o paragrafo 2117.

Este Texto é parte integrante do C.I.C. Catecismo da Igreja Católica que tem por objetivo nortear o caminho dos Católicos em sua Vida espiritual enquanto estão a caminho rumo à Salvação.

O texto é um resultado de estudos e deliberações dos Sínodos dos Bispos que se reúnem com o objetivo de rezar e escutar a Palavra de Deus e qual seja a sua vontade para seu povo com o objetivo de traçar a melhor maneira de conduzir este rebanho com o minimo de perdas pelo caminho.

Sempre existiram muitas ameaças ao povo de Deus nesta terra como nos alertou Jesus e os Apóstolos, pois são semelhantes a ovelhas que facilmente são arrebatadas pelos predadores deste mundo tenebroso e nos tempos modernos as ameças se tornaram também ideologias e se mostram através de desvios doutrinários que culminam na divisão do rebanho e no afastamento de suas ovelhas, ovelha afastada do rebanho é considerada ovelha perdida, doente, machucada e correndo risco de morte.

Os estudos dos diversos perigos doutrinários presentes em diversas partes do mundo com ocorrências nem sempre equivalentes em regiões diferentes levaram ao texto completo citado no Link do Vaticano e este paragrafo em copiado aqui enumera diversos destes erros onde entre eles consta o espiritismo, não que esta variação local do espiritismo pratique tudo o que está escrito neste paragrafo, pois o texto abrange muito mais do que uma certa área determinada e sim é direcionado ao mundo todo como um resumo geral.   Cada nação, língua, pais e Diocese deveria aplicar o texto conforme a necessidade de sua região e por esse motivo este texto foi usado, pois é nele que cita a situação necessária a ser observada, pois como está incluído neste paragrafo 2117 a Igreja não aconselha a participação de um fiel Católico no espiritismo, seja ele de qual ala pertença e assim como também não aconselha as demais praticas citadas no mesmo paragrafo, quanto a sensação de se ver uma acusação direta e por isso manifestar uma discordância da veracidade do texto não se justifica caso não pratiquem tais desvios, não seria isto motivo de indignação, pois não se trata de acusações à uma determinada filosofia ou religião e sim de precauções a serem tomadas por todo fiel Católico para não se contaminar com doutrinas não recomendadas por sua Igreja. 


HISTÓRIAS DO PADRE LEO
Outros titulos com Fabio de Melo
http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg
https://presentepravoce.files.wordpress.com/2008/12/sag-fam-lk.jpg?w=130&h=120&h=120


Bem Aventurado sois vós…



O Sermão da Montanha

“As Bem Aventuranças”

A verdadeira Santidade





ENTREGUES NAS MÃOS DO SENHOR

A santidade não é um artigo de luxo reservado a um grupo de privilegiados. É um ideal para o qual todos os cristãos devem tender, independentemente de sua condição social ou eclesial. Como ninguém é excluído, também ninguém pode eximir-se de dar sua resposta a este apelo divino. O importante é ter uma visão correta da santidade, para se evitar esmorecimentos diante de concepções falsas, e também para não ir atrás de um projeto de santidade incompatível com a proposta de Jesus.
O Evangelho entende a santidade como a capacidade de entregar-se totalmente nas mãos do Pai, de quem tudo se espera e em nome de quem se age em favor do semelhante. Neste caso, santidade e bem-aventurança identificam-se.


O sermão da montanha

5 Vendo as multidões, Jesus subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e, abrindo sua boca, ele começou a ensinar: “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança. Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus. Pois foi deste modo que perseguiram os profetas que vieram antes de vós. apartamentos para alugar em santos


Fundamentação Bíblica:  Mateus 5,1-12



Jesus Professor e provedor da verdadeira felicidade.

“Não pode existir alguém que não deseje ser feliz. Mas, oxalá os homens que tão vivamente desejam a recompensa não fugissem dos trabalhos que conduzem a ela!” – Assim começava Santo Agostinho o sermão sobre as bem-aventuranças no ano 415 em Cartago. Impressiona-nos vivamente que o Senhor relacione a felicidade daquelas multidões (cfr. Mt 5,1) com a pobreza, o choro, a mansidão, a fome e a sede de justiça, a misericórdia, a pureza de coração, a pacificidade, a perseguição sofrida e a calúnia padecida. Para os ouvidos mundanos, essas expressões não podem causar mais que rejeição! E, não obstante, são esses os trabalhos que conduzem a felicidade, como dizia o bispo de Hipona. Sem dúvida, é importante entender que Jesus não está pregando uma vida miserável, triste, sem nenhum prazer, sem garra e sem perspectiva. Vou ser sincero: eu também rejeitaria um cristianismo assim! Se o mártir visse somente os sofrimentos e a morte, não seria feliz. Para a testemunha da fé, os tormentos são suportados por amor a Deus e também por causa da recompensa, do prêmio, do céu!

Há outras palavras de Cristo que nos ajudam a compreender melhor as das bem-aventuranças: “ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais, com perseguições – e no século vindouro a vida eterna” (Mc 10,29-30). Neste século: deixar pai e ter cem pais, deixar mãe ter cem mães, deixar terras e ter cem vezes mais a quantidade de terra que se tinha… é ou não é rentável? E, depois: a vida eterna! E nem precisa ser bom comerciante para dizer que negócio é ouro!

A felicidade é uma realidade que vai mais além da pobreza, do choro, da mansidão e, não obstante, está presente em todas essas realidades, não por causa delas mesmas, mas por causa do espírito com o qual as vivemos e por causa das grandes coisas que nos aportam tão pouca renúncia. Em resumo: os que não conhecem a Deus estão perdendo tempo!

Realmente, o que faz feliz o coração humano não são as coisas desse mundo, mas o sentido na vivencia e na utilização dessas coisas. A mulher que vai ao salão de beleza e espera durante algumas horas para que a deixem bem bonita, é feliz; ela se submete a esse pequeno sacrifício por um bem maior. Quem sabe as consequências prejudiciais de uma noite de álcool e mesmo assim “toma todas”, é feliz; essa pessoa não busca as consequências, mas a alienação na qual encontra a felicidade por algumas horas. Inclusive quando pecamos, as ações por nós realizadas tem como fim a busca da felicidade, ainda que de maneira errada.

Com esses poucos exemplos é fácil ver e afirmar que há coisas que levam à autêntica felicidade e outras que levam a uma aparente felicidade. Como chamar felicidade aquilo que vai acabando conosco? Somente um louco buscaria a felicidade no encontro violentamente físico entre a sua cabeça e um poste.

Existe também uma “educação para a felicidade”, para buscar a felicidade. Há fases árduas nesse aprendizado. Além do mais, há coisas consideradas “chatas” que nos fazem felizes, como tomar um remédio amargo ou ir à escola. No momento não se percebe que é assim, mas com o passar do tempo estamos felizes e agradecidos por estar sadios e por não sermos burros.

Um bom professor da matéria chamada “felicidade” é Jesus. Que grande pedagogo! Afirma, para atrair os seus discípulos, que terão cem vezes mais aquilo que eles renunciarem. Com essa perspectiva, fica até fácil pedir a renúncia ao próprio eu (pobreza de espírito), pois seremos cem vezes mais nós mesmos, realmente viveremos de acordo com a nossa dignidade; o choro do esforço, pois assim não viveremos como seres adocicados e moles cuja felicidade se encontra na posição horizontal sobre um sofá macio (que pobreza de perspectiva!); a fome e a sede de justiça que nos faz ter uma vontade cem vezes mais firme para lutar pela felicidade dos outros, caminho de liberdade interior; a misericórdia que nos dá uma coragem centuplicada; a pureza de coração que nos faz cem vezes mais nobres porque dizemos “não” ao animal que está dentro de nós, preferimos viver como seres humanos; os pacíficos que estão dispostos a lutar cem vezes porque sabem que a paz é resultado da guerra que nos fazemos a nós mesmos contra as nossas más inclinações; a perseguição que nos faz cem vezes mais perspicazes para saber viver nesse mundo com a esperteza dos filhos de Deus e não ser bobos de ficar para trás em coisas nas quais deveríamos ser os primeiros; na calúnia sofrida que nos enterrará no húmus da humildade e nos fará andar centuplicadamente em verdade. E, depois, o descanso, a vida eterna, a vida sem fim, sempre, para sempre.

Pe. Françoá Costa

http://www.presbiteros.com.br/site/homilia-do-padre-francoa-costa-%E2%80%93-todos-os-santos/


Nos Revezes

da Vida (ECC)



O SENTIDO DA VIDA É RESTAURADO



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E o Verbo se fez Carne.


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A PALAVRA DE DEUS NA VIDA DO CRISTÃO

Pe. Françoa Costa

1. Vamos por um momento pedir permissão às três Pessoas da Santíssima Trindade para ver algo desse grande Mistério. O Pai desde toda a eternidade gera o Filho. Neste exato momento, se nos é permitido falar assim, o Pai gera o Filho, que já foi gerado, já está gerado e não precisa de nenhuma perfeição posterior nessa geração. Grande mistério! Lembremo-nos, portanto, que estamos no âmbito da eternidade, onde não há passado nem futuro, tudo é um eterno presente.

O Evangelho Segundo São João começa assim: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.”“No princípio, Deus criou o céu e a terra”(1,1). Como Deus criou? Com sua Palavra: “Deus disse” (1,3). Dessa maneira vemos que a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, já se encontrava presente na criação do mundo. O mesmo São João continua a dizer o seguinte em seu prólogo: “Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito.” (1,3) (1,1) Essa narração nos lembra aquela outra do primeiro livro do Antigo Testamento, o Gênesis:

Aquele que já estava presente no seio do Pai desde toda a eternidade, que se encontrava na criação do mundo, veio a este mundo em carne mortal na plenitude dos tempos (cf.Gl 4,4). Por que? São João responde: “Deus amou tanto o mundo, que entregou seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eternal.” (3,16). Para que tivéssemos vida eterna, isto é para que participemos da intimidade de Deus pela graça agora, pela visão da glória mais tarde.

“E a Palavra [o Verbo] se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Já que habitou entre nós, precisamos aprender essa Palavra. O que eu quero dizer é que a Palavra de Deus não é em primeiro lugar a Bíblia, a Palavra de Deus é o próprio Jesus Cristo. O título dessa palestra é “a Palavra de Deus na vida do cristão”, mas poderia ter o seguinte sinônimo “Jesus Cristo na vida do cristão”. Ele é a Palavra eterna do Pai que desceu do céu e se encarnou no seio de Maria Virgem.

2. A Bíblia é a Palavra de Deus porque nele encontramos Jesus Cristo, toda a Sagrada Escritura fala de Cristo, se assim não fosse não teria nenhum interesse para nós a não ser enquanto um simples livre edificante. Todo o poder da Sagrada Escritura vem de sua referência a Cristo. Também o Antigo Testamento fala de Cristo enquanto que é preparação para a vinda do Messias.

A Sagrada Escritura é, portanto, muito importante. Esta tem um significado especial quando nós a escutamos dentro da liturgia da Igreja. Diz a Intrução Geral do Missal Romano: “Quando se lêem as Sagradas Escrituras, o próprio Deus fala ao seu povo, e Cristo, presente em sua palavra anuncia o Evangelho” (nº29). Consequência prática: “escutar com veneração as leituras da Palavra de Deus”(id.). Outra consequência é que o leitor precisa ler bem para que a assembléia entenda o texto sagrado. Esse texto da Instrução também explica porque só o diácono ou o sacerdote lêem o Evangelho: é Cristo quem anuncia. A especial configuração com Cristo que confere o Sacramento da Ordem capacitam o diácono e o presbítero para a proclamação do Evangelho.

Ainda que a Bíblia proclamada na Igreja seja muito importante, não podemos menosprezar a leitura orante e pessoal da Escritura Santa que todos nós devemos cultivar a diário. Conselho prático: 5 minutos diários de leitura da Bíblia com a meta de ler toda a Bíblia.

Como entenderam durante tantos anos de história a Sagrada Escritura? Alguns momentos importantes:
– Como os Padres da Igreja a entenderam? tinham como princípio fundamental que é preciso ler a Escritura com o mesmo espírito com que foi escrita. Esta idéia se encontra no Concílio Vaticano II. Assim como o Espírito Santo assistiu o escritor sagrado (hagiógrafo), assim também assegura o entendimento mais profundo do texto por parte dos leitores subsequentes. Os Padres da Igreja tinham uma leitura sapiencial
da Sagrada Escritura, degustavam-na, praticavam a “ruminatio Scripturae”, davam voltas aos textos saboreando-os, faziam muitas conexões entre várias passagens.

– Como os medievais a entenderam? concentraram-se sobretudo no desenvolvimento da doutrina dos sentidos da Escritura. “A letra ensina o que aconteceu; a alegoria, o que deves crer; a moral, o que deves fazer; a anagogia, para onde deves caminhar.” (CCE 118). O Catecismo se refere a esse tema a partir do número 115. Fala, primeiramente, do sentido literalsentido spiritual (graças à unidade do projeto de Deus, não somente o texto da Escritura, mas também as realidades e os acontecimentos de que ele fala, podem ser sinais). O sentido espiritual pode ser: 1) alegórico (ver os significados dos acontecimentos em Cristo; ex.: a travessia do mar vermelho é um sinal da vitória de Cristo, e também do Batismo); 2) moral3) anagógico (podemos ver realidades e acontecimentos em sua significação eterna, conduzindo-nos à nossa Pátria; a Igreja na terra, dessa maneira, é sinal da Jerusalém celeste). (o sentido significado pelas palavras e descoberto pela correta interpretação, que tem suas regras, e que depois as veremos; todos os sentidos da Escritura devem ter seu fundamento neste) e do (os acontecimentos relatados na Sagrada Escritura devem conduzir-nos a um justo agir);

– A Reforma Protestante introduz uma tensão entre a compreensão pessoal e o texto em si mesmo. Falta, neste caso, uma mediação da Igreja, que ajude a armonizar os dois fatores. No protestantismo há uma interpretação pessoal e individualista da Sagrada Escritura, o que contribui enormente para que haja tantas comunidades, cada uma com a Bíblia, cada uma com interpretações divergentes.

São Agostinho tem uma frase muito bela que nos mostra a importância da Igreja na adesão à Escritura Santa: Ego vero Evangelio non crederem, nisi me catholicae Ecclesiae commoveret auctoritas – Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica.

E quais são os critérios para uma correta interpretação da Bíblia? Diz o Catecismo (a partir do nº 109) que na Sagrada Escritura Deus fala aos homens à maneira dos homens.intenção dos autores sagrados, para isso há que levar em consideração as condições da época e da cultura deles, os gêneros literários em uso naquele tempo, os modos, então correntes, de sentir, falar e narrar. Para uma interpretação conforme o Espírito que inspirou a Escritura o Concílio Vaticano II dá três critérios: 1) prestar muita atenção ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira (não se pode pegar um versículo e isolá-lo do todo, isso fazem os protestantes), a Bíblia é una por causa da unidade do projeto de Deus, do qual Jesus Cristo é o centro e o coração, daí que os Evangelhos sejam também o centro e o coração das Escrituras; 2) ler a Escritura dentro “da tradição viva da Igreja inteira”, já que a Igreja leva em sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus e é o Espírito Santo que dá à Igreja a interpretação espiritual da Escritura; 3) estar atento “à analogia da fé”, por analogia da fé entendemos a coesão das verdades da fé entre si e no projeto total da Revelação, sendo assim não pode haver nunca uma contradição entre o que se lê na Bíblia com alguma verdade que a Igreja firmemente crê. Precisamos portanto descobrir a

3. “São João Crisóstomo chama as Sagradas Escrituras de cartas enviadas por Deus aos homens… São Jerônimo exortava a um amigo seu que lesse as divinas Escrituras com frequência e que nunca abandonasse tal leitura.
“O Concílio Vaticano II recomenda insistentemente a leitura assídua da Sagrada Escritura para que adquiram a ciência suprema de Jesus Cristo (Fl 3,8), pois desconhecer a Escritura é desconhecer a Cristo (S.Jerônimo)” (Antologia de Textos, pág.1308). Aconselho a que façam a experiência pessoal de ouvir ler a Sagrada Escritura ou de escutá-la na Sagrada Liturgia com espírito orante e, a continuação, se estiverem na Santa Missa, a fazer da homilia um momento de oração, de conversa com Deus.

Diz São Tomás de Aquino que “depois que uma pessoa estuda a Escritura torna-se uma pessoa sensível, ou seja, adquire o discernimento e o gusto da razão para distinguir o bem do mal, o doce do amargo”. Para amar a Cristo há que conhecê-lo. Ninguém ama aquilo que não conhece. O amor cresce à medida que nós conhecemos mais. Ainda que também é verdade que o próprio ato de amar dá um conhecimento que nós podemos chamar sapiencial porque é cheio de sabor. Dessa maneira, há que conhecer para amar e há que amar para conhecer mais ainda.

“São Paulo dizia aos primeiros cristãos: A Palavra de Deus é viva e eficaz… é sempre atual, nova para cada ser humano, nova a cada dia, e, além do mais, é palavra pessoal porque vai destinada expressamente a cada um de nós… Jesus Cristo continua a falar-nos. Suas palavras, por ser divinas e eternas, são sempre atuais. Ler o Evangelho com fé é crer que tudo o que lá se diz está, de alguma maneira, acontecendo agora. É atual a ida e a volta do filho pródigo; a ovelha que anda perdida e o pastor que sai a buscá-la; a necessidade do fermento para transformar a massa e da luz para que ilume a tremenda escuridão que, às vezes, vem sobre o mundo e sobre o homem.” (Antologia de textos, id.)

São Josemaría Escrivá aconselhava a ler o Evanglho como se fôssemos um personagem a mais. Dessa maneira, na gruta de Belém eu posso ser um dos pastores; nas bodas de Caná eu posso ser o fotógrafo; na passagem do jovem rico eu mesmo posso ser esse jovem; na multiplicação dos pães eu até posso ver a cara de pasmo que os discípulos devem ter feito ao verem tão poucos pães e tão poucos peixes alimentarem tamanha multidão, eu também com eles me admiro; na transfiguração, ainda que o Senhor tenha chamado consigo apenas três, eu posso ser o intrometido e curioso que os acompanha.

“No Santo Evangelho está escrita a história profunda de nossa vida; está escrita a história de nossas relações com Deus.

“O Evangelho nos revela o que é e vale a nossa vida e nos traça o caminho que devemos seguir. O Verbo – a Palavra – é a luz que ilumina todo homem (Jo 1,9). E não há ser humano ao qual não tenha sido dirigida esta Palavra… O Evangelho deve ser o primeiro livro do cristão porque é-nos imprescindível o conhecimento de Cristo; é preciso que o olhemos e o conetemplemos até que conheçamos a memória todos os seus traços.” (Antologia de textos, págs.1308-1309).

Dois propósitos:
– Estar mais atentos à proclamação da Palavra de Deus na Liturgia da Santa Missa;
– Fazer ao menos 5 minutos diários de leitura da Sagrada Escritura a começar pelo Novo Testamento.

Santa Maria, Sede da Sabedoria, interceda por nós.

(Pe. Françoa Costa – Setembro/07) – VEJA O LINK

Texto Publicado também em:

http://www.cursilhoanapolis.com.br/artigos/view/1

Vale a Pena Pregar a Palavra de Deus.


Veja Por que:



“VIVER A PALAVRA DE DEUS”


Testemunho de Roberto Tannus

Pregador de Goiãnia-Go

Era o ano de 1979 e fazia um ano que participava da Renovação Carismática Católica. Tinha sido convidado para pregar em um Seminário de Vida no Espírito Santo na Penitenciária Estadual. O tema: “Viver a Palavra de Deus”. Preparei-me o melhor que pude com jejum e oração. Além de estar principiando na pregação ainda tinha o desafio de falar a um grupo de detentos, que se reuniam para receber a Palavra de Deus.

Ao adentrarmos no presídio, logo após termos sido revistados, nos dirigimos à sala de reuniões aonde aconteceria o Seminário. Para surpresa nossa, no mesmo local estavam já reunidos um grupo de estudo composto de alguns carcereiros. Um deles nos falou: “Os detentos estão agora reunidos na quadra de esportes. Se quiserem, um dos guardas poderá acompanhá-los até lá e pedir que eles parem um pouco o futebol para ouvirem vocês”. Quando chegamos ao local as intercessoras disseram: “Vai você, Roberto, e pega a bola deles, senão não param para nos ouvir”. Pensei comigo mesmo: (Que fria…!) Para a minha sorte a bola foi mal chutada indo parar bem nos meus pés e só tive o trabalho para me abaixar e colocar a pelota debaixo do braço. Com a outra mão eu carregava a Bíblia. Falei em voz forte, esperando que o guarda ficasse perto de mim, mas ele se afastou, deixando-me falando sozinho no meio da turma, que reclamava e resmungava. Por mais que eu tentasse me fazer ser ouvido, dizendo que estava lá para pregar a Palavra de Deus, meus argumentos não eram suficientes para acalmar os ânimos exaltados ““.

Foi aí que veio do meio deles um homem de pele escura, alto, forte, que levantou a mão (que parecia ser maior que meu rosto!) e veio em minha direção dizendo: “Silencio! Silencio! Eu tenho algo a dizer”. Como ele viesse em minha direção sem mudar de rumo e sem abaixar a mão, fiquei ali firme!!! Sim!!! ou quase!!! Ele arrancou a Bíblia de minha mão e bradou em alta voz (agora todos o escutavam em silêncio): “Vocês estão vendo este Livro? Fechado ele é um livro qualquer. Mas, aberto, é a boca de Deus que fala!” Enfim, minhas pernas pararam de tremer. Ele continuou: “Vocês sabem que eu fui um dos piores bandidos que atormentou o Estado do Mato Grosso e Goiás. Fiz muita maldade. Mas, um dia, um grupo de católicos duma tal da “carismática” entraram em minha cela impuseram as mãos sobre mim e rezaram pedindo o Espírito Santo e me deram uma Bíblia de presente. Como aconteceu também com Saulo de Tarso, que depois de conhecer a Jesus passou a ser chamado Paulo, a partir daquele dia escamas caíram dos meus olhos. Eu era cego. Mas descobri que aos pés de Jesus eu sou um homem livre. Foi preciso eu vir aqui para a prisão para conhecer Jesus. O Espírito Santo abriu os meus olhos e curou toda a minha cegueira quando eu lia este Livro Sagrado”.

A partir daquele momento passei a amar mais ainda a Palavra de Deus. Sei que já contei várias vezes esse testemunho, porém, é uma história que não dá para mudar. Testemunho é testemunho e pronto!

Nunca mais vi aquele grande homem negro, nem tive mais notícias dele “ em alguns encontros nossos da Renovação Carismática de Goiânia ele chegou a dar seu testemunho, isso ainda nos anos de 1979 e 1980; mas, depois disso, ninguém mais soube do seu paradeiro. Sumiu sem deixar notícias. Entretanto, as palavras dele marcaram toda a minha vida e ficaram para sempre gravadas no meu coração: a Bíblia é a boca de Deus que fala!”

Roberto Tannus



Leia você também

A Bíblia é uma Mensagem

de Deus pra você.


Semeando a cultura de Pentecostes



E o Pastor decidiu ir à Missa.


O banquete do Cordeiro [tweetmeme]


"Testemunho de um Pastor Evangélico que se converteu ao Catolicismo."


(São Mateus 22,4)



Scott Hahn

Ali estava eu, incógnito, um ministro protestante à paisana, esgueirando-me nos fundos de uma capela em Milwaukee para participar pela primeira vez da missa. A curiosidade me arrastara até lá e eu ainda não tinha certeza de que fosse uma curiosidade saudável. Ao estudar os escritos dos primeiros cristãos, encontrei inúmeras referências à “liturgia”, à “Eucaristia”, ao “sacrifício”. Para aqueles primeiros cristãos, separada do acontecimento que os católicos de hoje denominam “missa”, a Bíblia – o livro que eu mais amava – era incompreensível.

Eu queria entender os cristãos primeiros, mas não tinha nenhuma experiência de liturgia. Por isso, persuadi a mim mesmo a ir ver, como uma espécie de exercício acadêmico, mas jurando o tempo todo que não ia me ajoelhar nem participar de idolatria.

Sentei-me na obscuridade, em um banco bem no fundo daquela capela no subsolo. À minha frente havia um número considerável de fiéis, homens e mulheres de todas as idades. Impressionaram-me suas reflexões e sua evidente concentração na oração. Então um sino soou e todos se levantaram quando o padre surgiu de uma porta ao lado do altar. Hesitante, permaneci sentado. Durante anos, como calvinista evangélico, fui instruído para acreditar que a missa era o maior sacrilégio que alguém poderia cometer. Tinha aprendido que a missa era um ritual com o propósito de “sacrificar Jesus Cristo outra vez”. Por isso, eu seria um espectador, ficaria sentado, com a Bíblia aberta ao meu lado.

Entretanto, è medida que a missa prosseguia, alguma coisa me tocou. A Bíblia não estava só ao meu lado. Estava diante de mim – nas palavras da missa! Um versículo era de Isaías, outro dos Salmos, outro de Paulo. A experiência era prodigiosa. Eu queria interromper tudo e gritar: “Ei! Posso explicar o que está acontecendo a partir das Escrituras? Isso é maravilhoso!” Não obstante, mantive minha posição de espectador à parte até que ouvi o sacerdote pronunciar as palavras da consagração: “Isto é o meu corpo… Este é o cálice do meu sangue”.

Eu senti todas as minhas dúvidas se esvaírem. Quando vi o sacerdote elevar aquela hóstia branca, percebi que uma prece subiu de meu coração em um sussurro: “Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”

A partir daquele ponto, fiquei, por assim dizer, tolhido. Não imaginava uma emoção maior que a que aquelas palavras provocaram em mim. Porém a experiência intensificou-se um momento depois, quando ouvi a congregação repetir: “Cordeiro de Deus… Cordeiro de Deus… Cordeiro de Deus”, e o sacerdote responder: “Eis o Cordeiro de Deus…”, enquanto elevava a hóstia.

Em menos de um minuto a frase “Cordeiro de Deus” ressoou quatro vezes. Graças a longos anos de estudos bíblicos, percebi imediatamente onde eu estava. Estava no livro do Apocalipse, no qual Jesus é chamado Cordeiro nada menos que vinte e oito vezes em vinte e dois capítulos. Estava na festa de núpcias que João descreve no final do último livro da Bíblia. Estava diante do trono do céu, onde Jesus é saudado para sempre como o Cordeiro. Entretanto, não estava preparado para isso – eu estava na missa!

Voltei à missa no dia seguinte e no outro dia e no outro. Cada vez que voltava, eu “descobria” mais passagens das Escrituras consumadas diante dos meus olhos. Contudo, naquela capela escura, nenhum livro me era tão visível quanto o da revelação de Jesus Cristo, o Apocalipse, que descreve a adoração dos anjos e santos do céu. Como nesse livro, vi, naquela capela, sacerdotes paramentados, um altar, uma assembléia que entoava: “santo, santo, santo”. Vi a fumaça de incenso, ouvi a invocação de anjos e santos; eu mesmo entoava os aleluias, pois me sentia cada vez mais atraído a essa adoração. Continuei a me sentar no último banco com minha Bíblia e mal sabia para onde me voltar – para a ação no Apocalipse ou para a ação no altar, que pareciam cada vez mais ser exatamente a mesma.


https://i0.wp.com/lacosazuis.blogs.sapo.pt/arquivo/cordeiro_deus.jpg


Mergulhei com vigor renovado em meu estudo do cristianismo antigo e descobri que os primeiros bispos, os Padres da Igreja, tinham feito a mesma “descoberta” que eu fazia a cada manhã. Eles consideravam o livro do Apocalipse a chave da liturgia e a liturgia a chave do livro do Apocalipse. Alguma coisa intensa aconteceu com o estudioso e crente que eu era. O livro da Bíblia que eu achava mais desconcertante – o do Apocalipse – agora elucidava as idéias mais fundamentais de minha fé: a idéia da aliança como elo sagrado da família de Deus. Além disso, a ação que eu considerava a maior das blasfêmias – a missa – agora se revelava o acontecimento que ratificou a aliança de Deus: “Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança”.

Eu estava aturdido com a novidade de tudo aquilo. Durante anos tentei compreender o livro do Apocalipse como uma espécie de mensagem codificada a respeito do fim do mundo, a respeito do culto no céu distante, a respeito de algo que, em sua maioria, os cristãos não poderiam experimentar aqui na terra. Agora, depois de duas semanas de comparecimento diário à missa, eu me via querendo levantar durante a liturgia e dizer: “Ei, pessoal. Quero lhes mostrar onde vocês estão no livro do Apocalipse! Consultem o capítulo 4, versículo 8. Agora mesmo vocês estão no céu”. 

No céu agora mesmo! Os Padres da Igreja mostraram que essa descoberta não era minha. Pregaram a respeito há mais de mil anos. Entretanto, eu estava convencido de que merecia o crédito pela redescoberta da relação entre a missa e o livro do Apocalipse. Então descobri que o Concílio Vaticano II tinha me passado para trás. Reflita nestas palavras da Constituição sobre a Sagrada Liturgia:

Na liturgia terrena, antegozando, participamos da liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual, peregrinos, nos encaminhamos. Lá, Cristo está sentado à direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro; com toda a milícia do exército celestial entoamos um hino de glória ao Senhor e, venerando a memória dos Santos, esperamos fazer parte da sociedade deles; suspiramos pelo Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, até que ele, nossa vida, se manifeste, e nós apareçamos com ele na glória. 

Espere um pouco. Isso é céu. Não, isso é a missa. Não, é o livro do Apocalipse. Espere um pouco: isso é tudo o que está acima. 

Esforcei-me bastante para ir devagar, cautelosamente, com o cuidado de evitar os perigos aos quais os convertidos são suscetíveis, pois eu estava depressa me convertendo à fé católica. Contudo, essa descoberta não era produto de uma imaginação superexcitada; era o ensinamento solene de um concílio da Igreja Católica. Com o tempo, descobri que era também a conclusão inevitável dos estudiosos protestantes mais rigorosos e honestos. Um deles, Leonard Thompson, escreveu que “até mesmo uma leitura superficial do livro do Apocalipse mostra a presença da linguagem litúrgica disposta em forma de culto… A linguagem de culto desempenha importante papel na coerência do livro”. Bastam as imagens da liturgia para tornar esse extraordinário livro compreensível. As figuras litúrgicas são essenciais para sua mensagem, escreve Thompson, e revelam “algo mais que visões de ‘coisas que estão por vir’”. 

O livro do Apocalipse tratava de Alguém que estava por vir. Tratava de Jesus Cristo e sua “segunda vinda”, a forma como, em geral, os cristãos traduziram a palavra grega parousia. Depois de passar horas e horas naquela capela de Milwaukee, em 1985, aprendi que aquele Alguém era o mesmo Jesus Cristo que o sacerdote católico erguia na hóstia. Se os cristãos primitivos estavam certos, eu sabia que, naquele exato momento, o céu tocava a terra. “Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”. 



Scott Hahn

O Banquete do Cordeiro

A missa segundo um convertido

Pgs 21-25. São Paulo: Edições Loyola, 2002.

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Jesus é Misericordioso


O mundo dá glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!


João 3, 16-18




O corpo humano é bom, o sexo é bom, todas as criaturas são boas. Ou seja, a cerveja e a pinga não são más. O cigarro não é do diabo. A televisão não é o olho de Satanás. As calças femininas não são o pecado encarnado. As pessoas enquanto tais não são más. Em suma, o mundo não é mau.

No entanto, o mal se instalou no coração do ser humano por causa da malicia do pecado e desvirtuou o que em si é bom. Foi a partir desse momento, quando, por exemplo, o sexo, que em si é bom e que deve ser expressão do amor entre um homem e uma mulher unidos em santo matrimônio, começou a ser utilizado fora das relações matrimoniais e fora das regras ínsitas na natureza humana.

Há um interesse enorme em desvirtuar as relações sexuais, para colocar o corpo humano ao serviço do egoísmo e da depravação. Que absurdo quando se tolera o adultério como algo normal, a fornicação como algo normal ou as relações homossexuais como algo normal! Não é sinal de modernidade afirmar a baixeza; é simplesmente sinal de rebaixamento e perversão. A Igreja tem toda a compreensão e amor para com o pecador, mas nenhuma tolerância com o pecado.

Por que estamos falando dessas coisas? Em atenção às palavras que escutamos no Evangelho de hoje: “De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). A Trindade – Pai e Filho e Espírito Santo – ama o mundo e o cristão não pode não amá-lo.

O mundo dá glória a Deus, porque Deus o criou com muito amor! Não se pode ter uma visão pessimista e negativa das coisas que Deus criou. Caso vejamos as coisas negativamente, de maneira pessimista, colocando a culpa em tantas coisas e em tantas pessoas é porque o nosso olhar não é puro. O problema não está nas coisas, mas em nós, no nosso coração, dominado pela graça ou dominado pelo pecado.

Dá muito trabalho purificar o coração, sim. É obra de Deus, em primeiro lugar, mas cada um de nós pode colaborar com ele e olhar o mundo com seus olhos, devolver o sentido às coisas que Deus lhes deu.



Pe. Françoá Costa Diocese de Anápolis

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