Tabela Resumo dos livros da Bíblia.



Tabela Bíblica


Para facilitar a sua compreensão e ajudar a programar a sua leitura diária da Palavra estamos disponibilizando esta tabela periódica que descreve todos os detalhes de cada livro da Bíblia.

Uma oferta especial dos Amiguinhos de Deus.





A Bíblia é um conjunto de livros que revelam a vida de Deus presente na história dos homens. Na Bíblia encontramos a Palavra de Deus expressa pela palavra dos homens, revelando o projeto de Deus, que transforma a história e a leva em direção à liberdade plena para todos.

A palavra Bíblia, vem do grego e quer dizer coleção de livros. Ao todo a Bíblia Católica é composta por 73 livros, de épocas, autores e escritos diferentes. A Bíblia é dividida em duas partes, o Antigo Testamento contendo os livros que narram a história do Povo de Deus e foram escritos antes de Cristo (a.C). Correspondem a Primeira Aliança e o Novo Testamento contendo os livros que narram a vida de Jesus e das primeiras comunidades cristãs. Contam a história do novo Povo de Deus e foram escritos depois de Cristo (d.C.). Correspondem à Nova Aliança.

O Antigo Testamento contém 46 Livros e o Novo Testamento contém 27 Livros.

Baixe em PDF e imprima a “tabela periódica” dos livros da nossa Bíblia.


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“Porque meu povo se perde por falta de conhecimento; por teres rejeitado a instrução, te excluirei de meu sacerdócio; já que esqueceste a Lei de teu Deus, também eu me esquecerei dos teus filhos.*”  Oséias, 4,6



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Dez bons motivos para se ler a Bíblia Católica.



POR QUAL MOTIVO EU LERIA A BÍBLIA?


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          Muitas pessoas não tem o costume de ler a Bíblia, outros tem preguiça mesmo, tem os que preferem ler outras coisas até mesmo com muitas paginas a mais, isto só porque não sabem o que estão perdendo, pois depois que experimentam um pouquinho lamentam o tempo que foi perdido, por isso não perca mais tempo em sua vida, comece a ler a Bíblia agora mesmo, estou passando aqui apenas 10 razões para que você faça isso, porém existem muito mais a encontrar dentro deste tesouro.



1 – Para ter alegria.

Sem a Palavra de Deus, é impossível viver livre da ansiedade e inquietação:

“Vós me ensinareis o caminho da vida, há abundância de alegria junto de vós, e delícias eternas à vossa direita.” (Salmo 15,11).

“Neemias disse-lhes: Ide para as vossas casas, fazei um bom jantar, tomai bebidas doces, e reparti com aqueles que nada têm pronto; porque este dia é um dia de festa consagrado ao nosso Senhor; não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força. (Neemias 8,10)


2 – Para ter paz.

O Senhor lhe concederá a paz que o mundo não lhe pode dar. Primeiro, porém, você precisa encontra-la na Palavra de Deus:

Grande paz têm aqueles que amam vossa lei: não há para eles nada que os perturbe. (Salmo 118,165).


 3 – Para receber cura & libertação.

Você precisa estudar a Palavra de Deus para descobrir em que áreas necessita de libertação

“Enviou a sua palavra para os curar, para os arrancar da morte.” (Salmo 106,20) 

E Jesus dizia aos judeus que nele creram: Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos livrará(João 8,31-32).  


 4 – Para ter sabedoria.

O conhecimento da Palavra de Deus é o ponto de partida para você desenvolver sabedoria

“A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples.” (Salmo 18,8)

“Porque meu povo se perde por falta de conhecimento; por teres rejeitado a instrução, excluir-te-ei de meu sacerdócio; já que esqueceste a lei de teu Deus, também eu me esquecerei dos teus filhos.” (Oséias 4,6)


 5 – Para saber aonde você está indo.



Você não tem como prever o futuro nem como saber exatamente para onde está rumando, mas a Palavra de Deus a guiará

“Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos, uma luz em meu caminho.” (Salmo 118,105).  

“Eis o que diz o Senhor, teu Redentor, o Santo de Israel: eu sou o Senhor teu Deus, que te dá lições salutares, que te conduz pelo caminho que deves seguir.” (Isaías 58,17)


 6 – Para ter sucesso.

Quando você vive de acordo com os ensinamentos da Bíblia, seus caminhos prosperaram e você é bem-sucedido

“Traze sempre na boca (as palavras) deste livro da lei; medita-o dia e noite, cuidando de fazer tudo o que nele está escrito; assim prosperarás em teus caminhos e serás bem-sucedido.” (Josué 1,8).

“Já sei que o Senhor reservou a vitória para seu ungido, e o ouviu do alto de seu santuário pelo poder de seu braço vencedor.” (Salmo 19,7). 


 7 – Para viver em pureza.

A fim de desfrutar mais da presença de Deus, você precisa viver em santidade e pureza. Para isso, precisa ser purificado por meio da Palavra de Deus

“Como um jovem manterá pura a sua vida? Sendo fiel às vossas palavras.” (Salmo 118,9).

“Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. …  Aspergi-me com um ramo de hissope e ficarei puro. Lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve. (Salmo 50, 4-9)


 8 – Para obedecer a Deus.

Se você não entender as leis de Deus, não terá como obedecer-Lhe

“Mostrai-me, Senhor, o caminho de vossas leis, para que eu nele permaneça com fidelidade. Ensinai-me a observar a vossa lei e a guardá-la de todo o coração. Conduzi-me pelas sendas de vossas leis, porque nelas estão minhas delícias. Inclinai-me o coração às vossas ordens e não para a avareza. (Salmo 118,33-35).


 9 – Para crescer na fé.

Não é possível crescer na fé sem ler e ouvir a Palavra de Deus

“Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo.” (Romanos 10,17).

Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. (II Pedro 3,18)


 10 – Para discernir entre o bem e o mal.

Nos tempos de relativismo em que vivemos, precisamos ainda mais da Palavra de Deus para fazer distinção entre o certo e o errado.

“O homem espiritual, ao contrário, julga todas as coisas e não é julgado por ninguém.” (II Coríntios 2,15)

Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal. (Hebreus 5,13-14)

E temos ainda outras milhares de razões…



Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaías 55,6)


“Virão dias – oráculo do Senhor Javé – em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor. 12. Andarão errantes de um mar a outro, vaguearão do norte ao oriente; correrão por toda parte buscando a palavra do Senhor, e não a encontrarão. (Amós 8)


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“Tu, porém, permanece firme naquilo que aprendeste e creste. Sabes de quem aprendeste.  E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo.  Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça.  Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.” (II Timóteo, 3, 14-17)


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MINHA FAMÍLIA, MEU MAIOR TESOURO.

VALORIZE OS TESOUROS DE SUA FAMÍLIA.


O Vaso Rachado

TEMOS UM TESOURO EM VASOS DE BARRO.

O VASO RACHADO.



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Biblia_chave_carro Quem sou faz a diferença Tende_Misericordia_Senhor

BAIXE Os SLAID’s EM POWER POINT PARA VISUALIZAR OS EFEITOS




 Dinâmica do baú do tesouro escondido.

http://coisinhasdajack-coisinhasdajack.blogspot.com.br/2011_12_23_archive.html?view=classic


Um desafio de Fé!


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Quem aceitará este desafio ?

Era um grande desafio participar da ultima aula do Professor de filosofia.

Este fato aconteceu na Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos da América a apenas alguns anos atrás.

Havia um professor de filosofia que era um ateu convicto.

Sua meta principal sempre foi tomar um semestre inteiro para provar que DEUS não existia.

Os estudantes sempre tinham medo de argüi-lo por causa da sua lógica implacável.

Por 20 anos ensinou e mostrou que jamais haveria alguém que ousasse contrariá-lo, embora, às vezes surgisse alguém que o tentasse, nunca o venciam.

No final de todo semestre, no último dia, fazia a mesma pergunta à sua classe de 300 alunos:

– Se há alguém aqui que ainda acredita em Jesus, que fique de pé!

Em 20 anos ninguém ousou levantar-se.

Sabiam o que o professor faria em seguida. Diria:

– Porque qualquer um que acredita em Deus é um tolo! Se Deus existe impediria que este giz caísse ao chão e se quebrasse.

Esta simples questão provaria que Ele existe, mas, não pode fazer isso!

E todos os anos soltava o giz, que caia ao chão partindo-se em pedaços.

E todos os estudantes apenas ficavam quietos, vendo a DEMONSTRAÇÃO.

A maioria dos alunos pensavam que Deus poderia não existir. Certamente, havia alguns cristãos mas, todos tiveram muito medo de ficar de pé.

Bem… há alguns anos chegou a vez de um jovem cristão que tinha ouvido sobre a fama daquele professor.

O jovem estava com medo, mas, por 3 meses daquele semestre orou todas as manhãs, pedindo que tivesse coragem de se levantar, não importando o que o professor dissesse ou o que a classe pensasse.

Nada do que dissessem abalaria sua fé… ao menos era seu desejo.

Finalmente o dia chegou.



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O professor disse a famosa frase:

– Se há alguém aqui que ainda acredita em Jesus, que fique de pé!

O professor e os 300 alunos viram, atônitos, o rapaz levantar-se no fundo da sala.

O professor gritou:

– Você é um TOLO!!! Se Deus existe impedirá que este giz caia ao chão e se quebre!

E começou a erguer o braço, quando o giz escorregou entre seus dedos, deslizou pela camisa, por uma das pernas da calça, correu sobre o sapato e ao tocar no chão simplesmente rolou, sem se quebrar.

O queixo do professor caiu enquanto seu olhar, assustado, seguia o giz rolando ao chão.

Quando o giz parou de rolar levantou a cabeça… encarou o jovem e… saiu apressadamente da sala. O rapaz caminhou firmemente para a frente de seus colegas e, por meia hora, compartilhou sua fé em Jesus.

Os 300 estudantes ouviram, silenciosamente, sobre o amor de Deus por todos e sobre seu poder através de Jesus.


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Um teste de Fé

Veja o texto em Power Point



E o Verbo se fez Carne.


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A PALAVRA DE DEUS NA VIDA DO CRISTÃO

Pe. Françoa Costa

1. Vamos por um momento pedir permissão às três Pessoas da Santíssima Trindade para ver algo desse grande Mistério. O Pai desde toda a eternidade gera o Filho. Neste exato momento, se nos é permitido falar assim, o Pai gera o Filho, que já foi gerado, já está gerado e não precisa de nenhuma perfeição posterior nessa geração. Grande mistério! Lembremo-nos, portanto, que estamos no âmbito da eternidade, onde não há passado nem futuro, tudo é um eterno presente.

O Evangelho Segundo São João começa assim: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.”“No princípio, Deus criou o céu e a terra”(1,1). Como Deus criou? Com sua Palavra: “Deus disse” (1,3). Dessa maneira vemos que a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, já se encontrava presente na criação do mundo. O mesmo São João continua a dizer o seguinte em seu prólogo: “Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito.” (1,3) (1,1) Essa narração nos lembra aquela outra do primeiro livro do Antigo Testamento, o Gênesis:

Aquele que já estava presente no seio do Pai desde toda a eternidade, que se encontrava na criação do mundo, veio a este mundo em carne mortal na plenitude dos tempos (cf.Gl 4,4). Por que? São João responde: “Deus amou tanto o mundo, que entregou seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eternal.” (3,16). Para que tivéssemos vida eterna, isto é para que participemos da intimidade de Deus pela graça agora, pela visão da glória mais tarde.

“E a Palavra [o Verbo] se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Já que habitou entre nós, precisamos aprender essa Palavra. O que eu quero dizer é que a Palavra de Deus não é em primeiro lugar a Bíblia, a Palavra de Deus é o próprio Jesus Cristo. O título dessa palestra é “a Palavra de Deus na vida do cristão”, mas poderia ter o seguinte sinônimo “Jesus Cristo na vida do cristão”. Ele é a Palavra eterna do Pai que desceu do céu e se encarnou no seio de Maria Virgem.

2. A Bíblia é a Palavra de Deus porque nele encontramos Jesus Cristo, toda a Sagrada Escritura fala de Cristo, se assim não fosse não teria nenhum interesse para nós a não ser enquanto um simples livre edificante. Todo o poder da Sagrada Escritura vem de sua referência a Cristo. Também o Antigo Testamento fala de Cristo enquanto que é preparação para a vinda do Messias.

A Sagrada Escritura é, portanto, muito importante. Esta tem um significado especial quando nós a escutamos dentro da liturgia da Igreja. Diz a Intrução Geral do Missal Romano: “Quando se lêem as Sagradas Escrituras, o próprio Deus fala ao seu povo, e Cristo, presente em sua palavra anuncia o Evangelho” (nº29). Consequência prática: “escutar com veneração as leituras da Palavra de Deus”(id.). Outra consequência é que o leitor precisa ler bem para que a assembléia entenda o texto sagrado. Esse texto da Instrução também explica porque só o diácono ou o sacerdote lêem o Evangelho: é Cristo quem anuncia. A especial configuração com Cristo que confere o Sacramento da Ordem capacitam o diácono e o presbítero para a proclamação do Evangelho.

Ainda que a Bíblia proclamada na Igreja seja muito importante, não podemos menosprezar a leitura orante e pessoal da Escritura Santa que todos nós devemos cultivar a diário. Conselho prático: 5 minutos diários de leitura da Bíblia com a meta de ler toda a Bíblia.

Como entenderam durante tantos anos de história a Sagrada Escritura? Alguns momentos importantes:
– Como os Padres da Igreja a entenderam? tinham como princípio fundamental que é preciso ler a Escritura com o mesmo espírito com que foi escrita. Esta idéia se encontra no Concílio Vaticano II. Assim como o Espírito Santo assistiu o escritor sagrado (hagiógrafo), assim também assegura o entendimento mais profundo do texto por parte dos leitores subsequentes. Os Padres da Igreja tinham uma leitura sapiencial
da Sagrada Escritura, degustavam-na, praticavam a “ruminatio Scripturae”, davam voltas aos textos saboreando-os, faziam muitas conexões entre várias passagens.

– Como os medievais a entenderam? concentraram-se sobretudo no desenvolvimento da doutrina dos sentidos da Escritura. “A letra ensina o que aconteceu; a alegoria, o que deves crer; a moral, o que deves fazer; a anagogia, para onde deves caminhar.” (CCE 118). O Catecismo se refere a esse tema a partir do número 115. Fala, primeiramente, do sentido literalsentido spiritual (graças à unidade do projeto de Deus, não somente o texto da Escritura, mas também as realidades e os acontecimentos de que ele fala, podem ser sinais). O sentido espiritual pode ser: 1) alegórico (ver os significados dos acontecimentos em Cristo; ex.: a travessia do mar vermelho é um sinal da vitória de Cristo, e também do Batismo); 2) moral3) anagógico (podemos ver realidades e acontecimentos em sua significação eterna, conduzindo-nos à nossa Pátria; a Igreja na terra, dessa maneira, é sinal da Jerusalém celeste). (o sentido significado pelas palavras e descoberto pela correta interpretação, que tem suas regras, e que depois as veremos; todos os sentidos da Escritura devem ter seu fundamento neste) e do (os acontecimentos relatados na Sagrada Escritura devem conduzir-nos a um justo agir);

– A Reforma Protestante introduz uma tensão entre a compreensão pessoal e o texto em si mesmo. Falta, neste caso, uma mediação da Igreja, que ajude a armonizar os dois fatores. No protestantismo há uma interpretação pessoal e individualista da Sagrada Escritura, o que contribui enormente para que haja tantas comunidades, cada uma com a Bíblia, cada uma com interpretações divergentes.

São Agostinho tem uma frase muito bela que nos mostra a importância da Igreja na adesão à Escritura Santa: Ego vero Evangelio non crederem, nisi me catholicae Ecclesiae commoveret auctoritas – Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica.

E quais são os critérios para uma correta interpretação da Bíblia? Diz o Catecismo (a partir do nº 109) que na Sagrada Escritura Deus fala aos homens à maneira dos homens.intenção dos autores sagrados, para isso há que levar em consideração as condições da época e da cultura deles, os gêneros literários em uso naquele tempo, os modos, então correntes, de sentir, falar e narrar. Para uma interpretação conforme o Espírito que inspirou a Escritura o Concílio Vaticano II dá três critérios: 1) prestar muita atenção ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira (não se pode pegar um versículo e isolá-lo do todo, isso fazem os protestantes), a Bíblia é una por causa da unidade do projeto de Deus, do qual Jesus Cristo é o centro e o coração, daí que os Evangelhos sejam também o centro e o coração das Escrituras; 2) ler a Escritura dentro “da tradição viva da Igreja inteira”, já que a Igreja leva em sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus e é o Espírito Santo que dá à Igreja a interpretação espiritual da Escritura; 3) estar atento “à analogia da fé”, por analogia da fé entendemos a coesão das verdades da fé entre si e no projeto total da Revelação, sendo assim não pode haver nunca uma contradição entre o que se lê na Bíblia com alguma verdade que a Igreja firmemente crê. Precisamos portanto descobrir a

3. “São João Crisóstomo chama as Sagradas Escrituras de cartas enviadas por Deus aos homens… São Jerônimo exortava a um amigo seu que lesse as divinas Escrituras com frequência e que nunca abandonasse tal leitura.
“O Concílio Vaticano II recomenda insistentemente a leitura assídua da Sagrada Escritura para que adquiram a ciência suprema de Jesus Cristo (Fl 3,8), pois desconhecer a Escritura é desconhecer a Cristo (S.Jerônimo)” (Antologia de Textos, pág.1308). Aconselho a que façam a experiência pessoal de ouvir ler a Sagrada Escritura ou de escutá-la na Sagrada Liturgia com espírito orante e, a continuação, se estiverem na Santa Missa, a fazer da homilia um momento de oração, de conversa com Deus.

Diz São Tomás de Aquino que “depois que uma pessoa estuda a Escritura torna-se uma pessoa sensível, ou seja, adquire o discernimento e o gusto da razão para distinguir o bem do mal, o doce do amargo”. Para amar a Cristo há que conhecê-lo. Ninguém ama aquilo que não conhece. O amor cresce à medida que nós conhecemos mais. Ainda que também é verdade que o próprio ato de amar dá um conhecimento que nós podemos chamar sapiencial porque é cheio de sabor. Dessa maneira, há que conhecer para amar e há que amar para conhecer mais ainda.

“São Paulo dizia aos primeiros cristãos: A Palavra de Deus é viva e eficaz… é sempre atual, nova para cada ser humano, nova a cada dia, e, além do mais, é palavra pessoal porque vai destinada expressamente a cada um de nós… Jesus Cristo continua a falar-nos. Suas palavras, por ser divinas e eternas, são sempre atuais. Ler o Evangelho com fé é crer que tudo o que lá se diz está, de alguma maneira, acontecendo agora. É atual a ida e a volta do filho pródigo; a ovelha que anda perdida e o pastor que sai a buscá-la; a necessidade do fermento para transformar a massa e da luz para que ilume a tremenda escuridão que, às vezes, vem sobre o mundo e sobre o homem.” (Antologia de textos, id.)

São Josemaría Escrivá aconselhava a ler o Evanglho como se fôssemos um personagem a mais. Dessa maneira, na gruta de Belém eu posso ser um dos pastores; nas bodas de Caná eu posso ser o fotógrafo; na passagem do jovem rico eu mesmo posso ser esse jovem; na multiplicação dos pães eu até posso ver a cara de pasmo que os discípulos devem ter feito ao verem tão poucos pães e tão poucos peixes alimentarem tamanha multidão, eu também com eles me admiro; na transfiguração, ainda que o Senhor tenha chamado consigo apenas três, eu posso ser o intrometido e curioso que os acompanha.

“No Santo Evangelho está escrita a história profunda de nossa vida; está escrita a história de nossas relações com Deus.

“O Evangelho nos revela o que é e vale a nossa vida e nos traça o caminho que devemos seguir. O Verbo – a Palavra – é a luz que ilumina todo homem (Jo 1,9). E não há ser humano ao qual não tenha sido dirigida esta Palavra… O Evangelho deve ser o primeiro livro do cristão porque é-nos imprescindível o conhecimento de Cristo; é preciso que o olhemos e o conetemplemos até que conheçamos a memória todos os seus traços.” (Antologia de textos, págs.1308-1309).

Dois propósitos:
– Estar mais atentos à proclamação da Palavra de Deus na Liturgia da Santa Missa;
– Fazer ao menos 5 minutos diários de leitura da Sagrada Escritura a começar pelo Novo Testamento.

Santa Maria, Sede da Sabedoria, interceda por nós.

(Pe. Françoa Costa – Setembro/07) – VEJA O LINK

Texto Publicado também em:

http://www.cursilhoanapolis.com.br/artigos/view/1

O Paraíso de Adão e Eva.




O sonho mais comum do ser humano é viver em paz e tranquilidade em um lugar lindo onde o sol brilha sem muito calor e tendo ao alcance da mão o alimento fresquinho e natural sem que para isso seja preciso o mínimo esforço, poderíamos definir este sonho como: “O Paraíso”, evidentemente nos dias de hoje este lugar não existe, pois até mesmo para quem tem muito dinheiro esta tranquilidade custa muito caro e para usufruir de algumas horas deste luxo teremos que suar muito a camisa antes e depois.

A Palavra de Deus se inicia com a narrativa de um lugar semelhante a este e que nele nossos primeiros pais tiveram o privilégio de viverem seus melhores dias, mas que por ironia do destino perderam o direito de viverem eternamente nesta condição em troca de uma simples maçã e agora como consequência para nós restou apenas um sonho e para os que creem na Palavra de Deus algo que é muito mais real do que a própria vida que é a promessa de um dia estarmos novamente ao lado do Pai desfrutando do verdadeiro paraíso eterno.

É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” (I Corintios 2, 9)


A pergunta mais insistente feita nos cursos bíblicos consiste na confirmação da existência de Adão e Eva, E ela puxa outras questões como: Quem garante que eles formaram o primeiro casal? Não haveriam outros casais na terra? Se formavam o primeiro casal, com quem se casaram os seus filhos? e etc…



Palavras da serpente


A pergunta é feita porque nem todos têm a possibilidade de estudar mais a fundo a Bíblia.

Com base em seu texto, a Bíblia fala de um único casal. Na realidade, porém, não esta falando do primeiro casal e sim da formação do Homem e da Mulher. È o jeito de o autor falar. No início, diz ele: Deus fez o homem e a mulher, ou seja, a raça humana teve um começo. E isso ninguém pode negar. Que o homem se chamava Adão e a mulher Eva, isto é relativo. O autor do texto não está dando nomes próprios, mas coletivos. Pois, refere-se aos seres humanos de maneira concreta e prática. Em vez de falar “um primeiro homem, uma primeira mulher”, ele usou dois nomes que não são nomes próprios, e sim, nomes muito concretos: Adão e Eva.

Na língua hebraica esses nomes têm significados e calhavam bem com a intenção do autor. Adão significa: aquele que vem da terra, homem (como em português: Homem= húmus). Eva significa: aquela que dá vida. O autor designa, então, com muita propriedade o primeiro casal como Adão e Eva, querendo dizer: o homem é criado, terreno, material (Adão); a mulher é terrena, material, criada e geradora da vida (Eva). Os nomes designam, então, todo homem, toda mulher e não só o primeiro casal. Portanto, Adão e Eva existiram como existem hoje o homem e a mulher, não necessariamente como nomes próprios.

Numa palavra: o texto ensina que o homem e a mulher tiveram começo e foram criados por Deus.

Por Frei Mauro Strabelli

Extraído do livro Bíblia: Perguntas que o povo faz.

Strabeli, Mauro.  Editora Paulus, 1990


HISTÓRIAS DO PADRE LEO
https://presentepravoce.files.wordpress.com/2008/12/sag-fam-lk.jpg?w=130&h=120&h=120

 

Vale a Pena Pregar a Palavra de Deus.


Veja Por que:



“VIVER A PALAVRA DE DEUS”


Testemunho de Roberto Tannus

Pregador de Goiãnia-Go

Era o ano de 1979 e fazia um ano que participava da Renovação Carismática Católica. Tinha sido convidado para pregar em um Seminário de Vida no Espírito Santo na Penitenciária Estadual. O tema: “Viver a Palavra de Deus”. Preparei-me o melhor que pude com jejum e oração. Além de estar principiando na pregação ainda tinha o desafio de falar a um grupo de detentos, que se reuniam para receber a Palavra de Deus.

Ao adentrarmos no presídio, logo após termos sido revistados, nos dirigimos à sala de reuniões aonde aconteceria o Seminário. Para surpresa nossa, no mesmo local estavam já reunidos um grupo de estudo composto de alguns carcereiros. Um deles nos falou: “Os detentos estão agora reunidos na quadra de esportes. Se quiserem, um dos guardas poderá acompanhá-los até lá e pedir que eles parem um pouco o futebol para ouvirem vocês”. Quando chegamos ao local as intercessoras disseram: “Vai você, Roberto, e pega a bola deles, senão não param para nos ouvir”. Pensei comigo mesmo: (Que fria…!) Para a minha sorte a bola foi mal chutada indo parar bem nos meus pés e só tive o trabalho para me abaixar e colocar a pelota debaixo do braço. Com a outra mão eu carregava a Bíblia. Falei em voz forte, esperando que o guarda ficasse perto de mim, mas ele se afastou, deixando-me falando sozinho no meio da turma, que reclamava e resmungava. Por mais que eu tentasse me fazer ser ouvido, dizendo que estava lá para pregar a Palavra de Deus, meus argumentos não eram suficientes para acalmar os ânimos exaltados ““.

Foi aí que veio do meio deles um homem de pele escura, alto, forte, que levantou a mão (que parecia ser maior que meu rosto!) e veio em minha direção dizendo: “Silencio! Silencio! Eu tenho algo a dizer”. Como ele viesse em minha direção sem mudar de rumo e sem abaixar a mão, fiquei ali firme!!! Sim!!! ou quase!!! Ele arrancou a Bíblia de minha mão e bradou em alta voz (agora todos o escutavam em silêncio): “Vocês estão vendo este Livro? Fechado ele é um livro qualquer. Mas, aberto, é a boca de Deus que fala!” Enfim, minhas pernas pararam de tremer. Ele continuou: “Vocês sabem que eu fui um dos piores bandidos que atormentou o Estado do Mato Grosso e Goiás. Fiz muita maldade. Mas, um dia, um grupo de católicos duma tal da “carismática” entraram em minha cela impuseram as mãos sobre mim e rezaram pedindo o Espírito Santo e me deram uma Bíblia de presente. Como aconteceu também com Saulo de Tarso, que depois de conhecer a Jesus passou a ser chamado Paulo, a partir daquele dia escamas caíram dos meus olhos. Eu era cego. Mas descobri que aos pés de Jesus eu sou um homem livre. Foi preciso eu vir aqui para a prisão para conhecer Jesus. O Espírito Santo abriu os meus olhos e curou toda a minha cegueira quando eu lia este Livro Sagrado”.

A partir daquele momento passei a amar mais ainda a Palavra de Deus. Sei que já contei várias vezes esse testemunho, porém, é uma história que não dá para mudar. Testemunho é testemunho e pronto!

Nunca mais vi aquele grande homem negro, nem tive mais notícias dele “ em alguns encontros nossos da Renovação Carismática de Goiânia ele chegou a dar seu testemunho, isso ainda nos anos de 1979 e 1980; mas, depois disso, ninguém mais soube do seu paradeiro. Sumiu sem deixar notícias. Entretanto, as palavras dele marcaram toda a minha vida e ficaram para sempre gravadas no meu coração: a Bíblia é a boca de Deus que fala!”

Roberto Tannus



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de Deus pra você.


Semeando a cultura de Pentecostes



Ignorar a Escritura é ignorar Cristo.


A Palavra de Deus é viva e eficaz

e produz o seu efeito quando vivida.



“Ignorar a Escritura é ignorar Cristo”.


Esse pensamento de São Jerônimo nos introduz no grande mistério da Sagrada Escritura na vida do Cristão. Ter um profundo contato com a Escritura todos os dias é entrar em perfeita sintonia com o Senhor e estabelecer uma relação de intimidade com Ele.

O mês de setembro na Igreja é comumente dedicado a uma maior atenção á Sagrada Escritura com o objetivo de fazer com o que todos os cristãos nunca se esqueçam que a Palavra de Deus deve ocupar a centralidade de sua vida. Conhecer a Escritura é conhecer o próprio Cristo, que é a plenitude de toda revelação.


São Jerônimo é o ícone desse amor profundo á Escritura. Enamorado da palavra de Deus, Jerônimo perguntava-se: “Como é possível viver sem o conhecimento das Escrituras, pelas quais se aprende a conhecer o próprio Cristo, que é a vida dos fiéis?”


A Bíblia, instrumento pelo qual Deus fala aos fiéis em cada dia, converte-se deste modo em estímulo e manancial da vida cristã para todas as situações e para todas as pessoas.

“Ler a Escritura é conversar com Deus”, explicou: “Se rezas”, escreve São Jerônimo a uma jovem nobre de Roma “falas com o Esposo; se lês, é Ele quem te fala”. (Papa Bento XVI em 07/12/2007;discurso sobre São Jerônimo)

Um dos momentos privilegiados de profunda sintonia com Deus através da Sagrada Escritura se dá na Liturgia da Palavra, o primeiro banquete oferecido aos fiéis na celebração da Santa Missa.



A Liturgia da Palavra é apresentada como um grande banquete que alimenta a nossa fé. Durante a Liturgia da Palavra observamos dois momentos muito importantes:

1. Jesus Cristo, Palavra do Pai, que nos fala na Liturgia.

2. A HOMILIA, atualização da Palavra de Deus.

São dois movimentos: Deus que nos fala e o Sacerdote que fala de Deus para a assembleia. Falemos então sobre a homilia.

Depois de proclamadas as leituras inicia-se a atualização da PALAVRA DE DEUS através da homilia. <.br>A palavra homilia significa “conversa familiar”. Daí é que concluímos que ela seja uma atualização da Palavra de Deus, pois traz para o nosso conhecimento, de forma simples e adequada, os elementos essenciais da Palavra que foi proclamada de modo que os fiéis captem a mensagem viva dessa Palavra.

A homilia é parte constitutiva da liturgia diz a SC 52: “Recomenda-se vivamente a homilia, como parte própria da liturgia; nela, no decurso do ano litúrgico, são apresentados dos textos sagrados, os mistérios de fé e as normas da vida cristã”.

A homilia deve ter em primeiro como fonte inspiradora o próprio texto bíblico, porém, é uma atualização do texto para nós hoje. Não é uma aula de teologia, nem um discurso político, nem uma aula de exegese bíblica, nem muito menos deve ser encomendada anteriormente para passar um ‘sermão’ na comunidade.

Por assim dizer, a homilia deve ser um eco fiel da Palavra de Deus.

Na estrutura da Celebração Eucarística a homilia nos leva a compreender o espírito do que estamos celebrando, nos leva a uma espiritualidade profunda e nos compromete com Deus e com os irmãos.

Para compreender bem o mistério que celebramos a homilia envolve quatro eixos fundamentais: (1).



1. Um anúncio, um chamado à fé em Cristo salvador: “Cumpriu-se hoje diante de vocês esta passagem da Escritura” (Lc 4,11).

2. Um ensinamento sobre o significado dos fatos e das palavras escutadas a partir da Escritura e da liturgia. Jesus procede assim com discípulos de Emaús: “Começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele diziam as Escrituras” (Lc 24,25).

3. Uma introdução para provocar a resposta dos fiéis à Palavra anunciada. Apoiando-se na força do Espírito Santo, o pregador usa parábolas, mostra a graça atuando na Igreja, ele mesmo se apresenta como testemunha.

4. Uma introdução ao mistério de comunhão com o Senhor: a especificidade da maneira de instrução constituída pela homilia reside precisamente em sua orientação litúrgica e sacramental. Ela deve conduzir os fiéis ao encontro pessoal com o Senhor que opera no e ao reconhecimento como irmãos dos que se unem na mesma confissão de fé e na mesma ação de graças.

A palavra de Deus proclamada e atualizada pela homilia, leva o fiel a uma maior compreensão de sua missão e ajuda-o a colocar na pauta do dia os ensinamentos da Sagrada Escritura.

“A Palavra de Deus extraída do Livro Sagrado, proclamada pelo leitor, acolhida e celebrada na comunidade, ilumina o discernimento e a vivência da palavra do livro da vida. Aquele que, no cotidiano da vida, alimenta-se do pão da Palavra de Deus torna-se sensível e aberto ao mistério do Pai que se revela nos acontecimentos e situações do caminho, seja na história pessoal, ou no projeto de vida da sociedade”.(2)

A Palavra de Deus é viva e eficaz e produz o seu efeito quando vivida. Diz São Tiago: “Tornai-vos praticantes da Palavra e não simples ouvintes, enganado-vos a vós mesmos! Com efeito, aquele que ouve a Palavra e não a pratica assemelha-se a um homem que, observando o seu rosto no espelho, se limita a observar-se e vai-se embora, esquecendo-se logo de sua aparência. Mas aquele que pratica, esse é bem- aventurado naquilo que faz” (cf. Tg 1, 22-25).

Que a Palavra de Deus seja “lâmpada para seus pés e luz para seu caminho”!
Deus te abençoe!

Pe. Nilso Aparecido Motta, sacerdote incardinado na dioc ese de Osasco, liberado para Missão.
Apresenta o programa “Você pode ser Feliz” pela TV Século 21 toda sexta-feira das 09:00 às 11:30.


1 CELAM. Manual de Liturgia, Vol. II, Paulus, 2005. p. 188
2 CELAM. Manual de Liturgia, Vol. II, Paulus, 2005. p. 190