Quanto vale um amigo?



Quanto vale a vida de um amigo?



O que é um verdadeiro amigo:

 


Disse um soldado ao seu comandante:
-“O meu amigo não voltou do campo de batalha.

– Meu comandante, solicito autorização para ir lá buscá-lo.”
Respondeu o oficial:
-“Autorização negada!”

– “Não quero que você arrisque a sua vida por um homem que, provavelmente, já está morto!”

O soldado ignorando a proibição retornou ao campo de batalha para encontrar seu amigo.

Uma hora mais tarde voltou mortalmente ferido, carregando o cadáver do seu amigo.

O oficial ficou furioso:
-“Eu não lhe disse que ele estava morto?!”
-“Diga – me, valeu a pena ir até lá para trazer um cadáver?”

E o soldado, moribundo, respondeu:
-“Claro que sim, meu comandante!
Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e disse-me:
        

– Eu tinha a certeza que voltarias por mim!”


Autor: desconhecido



“Um amigo é aquele que chega quando todos já se foram.



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Amigo Fiel Quem sou faz a diferença Tende_Misericordia_Senhor

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Um soldado sobrevivente pintou o retrato do herói que o salvou e entregou a seu pai como uma homenagem. Apesar de ser uma simples obra de um pintor amador desconhecido era a obra de maior valor de uma coleção preciosíssima.



Testemunho de Oração Conjugal.



MARIDO E MULHER  QUE REZAM JUNTOS.



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 ORAÇÃO CONJUGAL

A origem da vida sempre está em Deus. Cada pessoa que vem a esse mundo mais cedo ou mais tarde conhecem a morte, eu e você iremos morrer. Tudo isso para descobrirmos que Deus é o autor da vida.

No relacionamento conjugal, não podemos dispensar Deus. Se há morte rondando sua casa, convide o autor da vida para entrar no seu relacionamento conjugal hoje.

Sou casada há dez meses e não teve um dia se quer que eu e o meu esposo não tenhamos orado juntos, desde o tempo de preparação para o namoro, mesmo que por um breve tempo, seja nas situações simples àquelas mais complicadas; nossa história é muito marcada pela presença de Deus nas coisas mais simples. Não consigo imaginar nossa vida longe do plano de Deus. Ele é o nosso TUDO a Ele servimos, para Ele vivemos.

Pe. João Mohana escreve em seu livro Casar para Crescer:

“O casal que não ora, não tem Deus consigo, por mais que suponha. Se não cria oportunidade para Deus entrar, quem entra é o demônio. Oração conjugal, é o teste da presença de Deus num casal, da intimidade desse casal com Deus da vida e do amor”.

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Nas Sagradas Escrituras podemos encontrar muitos casais que nos inspiram: casais fascinantes. Também encontramos casais egoístas, desajustados, interesseiros, desobedientes. Procure observar onde você e o seu cônjuge se encaixa.

Vamos então entrar na casa de Sara, filha de Raquel e Edna.

Sara já havia casado sete vezes e na noite de núpcias o seu marido morria, um após o outro. Que tristeza para o coração de Sara, uma jovem bonita e temente a Deus. (Tob. 1, Ss).

Tobias, filho de Tobit é enviado a Ecbátana á casa de Sara. Sua missão era receber um pagamento de uma dívida, o devedor, além de israelita é seu parente bem intencionado, o pai de Sara.

Ao encontrar Sara sua prima, Tobias se torna o oitavo deslumbrado. De hóspede, Tobias passa a ser esposo casando-se com Ela.

E aqui está o mais essencial na vida a dois:

O oração conjugal do casal:

Sara participa do mérito, já que soube se abrir numa atitude sensata e corajosa. Era preciso que a morte que rondava a vida de Sara fosse banida pelo autor da vida!

Já no leito conjugal, Tobias a convida, tratando-a por “irmã”, uma linda expressão, para que ela se levante e juntos roguem a Deus para que lhes conceda misericórdia e salvação. (Tob. 7, 4-5).

O final da história já era de se esperar…

Se no seu matrimônio você dispensou Deus, sem dúvida alguma sua união está sob pena de comprometer o destino da vida, está entregue às forças do mal, a porta foi aberta. Só em Deus nasce o amor, mesmo que os amantes ignorem isso.

A expressão com que Tobias trata Sara nas Sagradas Escrituras revela o seu coração. Embora fossem primos, essa expressão “irmã”, na boca de Tobias manifesta a força dos valores espirituais no coração dele.

,Marido e mulher que tem consigo o Senhor tem a luz dentro de si, a força de Deus está na intimidade de cada um, é um ser humano que sabe olhar para o outro ser humano.

O que é provável acontecer com um casal que não busca Deus é ver tão somente as enfermidades da alma, os desajustes começam a partir disso, oferecem ao outro somente o que é ruim.

Se você crer que a força de Deus está em seu cônjuge, porque não convidá-lo, para trilhar juntos o caminho do céu? Seu cônjuge é o seu companheiro de céu e a oração é o combustível que colocará você em movimento.

Pergunto: Há morte rondando o seu casamento? Porque não deixa entrar o autor da vida? Porque manter o coração fechado enquanto o Deus da vida dseja entrar?

Se duas vidas se juntam para crescer impulsionados pelo amor, não há o que temer: “no amor não há temor”.

Um abraço fraterno,

Maria Rosângela – Comunidade Canção Nova. 

https://jarles.wordpress.com/



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Perdoar-para-ser-perdoado[1] Discussion Between Guy And Girl Over Gray Background Extase_cume_da_oracao

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Oração conjugal.



MARIDO E MULHER DEVEM REZAR JUNTOS.



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“Em verdade, eu vos digo, se dois entre vós, sobre a terra se unirem para pedir alguma coisa a meu Pai, Ele os atenderá. Porque onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles”.

(S. Mt 18,19-20)




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 1. a oração conjugal é uma condição para o crescimento da espiritualidade do casal.

· A oração feita em comum marido e mulher, gera frutos de comunhão com Deus e um com o outro:

· Através da oração conjugal, nos revelamos um ao outro na presença de Deus:

· Diante de Deus, nossas máscaras tendem a cair, não há como sermos falsos diante de Deus;

· Um dos grandes desafios da oração conjugal é justamente esse medo de revelar sua alma. sua fé, sua vivência interior diante de Deus, pois a oração revela aquilo que somos e manifesta Deus em nossas vidas;

· O casal deve lutar para proporcionar esse momento precioso e necessário para sua vida conjugal;

· Seus efeitos são extraordinários, pois na oração falamos com Deus daquilo que sentimos que estamos vivendo, e de sua parte Deus nos comunica sua vontade e sua direção para nossas vidas.

· A oração é um diálogo, por isso ela tem dois momentos inseparáveis, primeiro, falamos com Deus, depois, escutamos Deus;

· Muitos casais nos dizem que rezam antes de dormir, alguns até utilizam aquela tradicional: “Com Deus me deito, com Deus me levanto, com a virgem Maria e o divino Espírito Santo”;

· Alguns ainda, rezam o Pai Nosso, um Creio, Ave-Maria, outros até rezam o terço;

· Todas essas orações são boas, mas ainda não é a oração conjugal que Deus deseja que vivamos, essa é uma oração mais profunda, ou seja, uma experiência dos dois com Deus;

· Por isso, não pode ser uma oração rápida, formal, recitada, mas uma oração vocal que brote do coração:

· Que expresse o que estamos sentindo e vivendo naquele momento como casal e como família



2. Como fazer a oração conjugal?

· Falamos com Deus

· Em um primeiro momento, é falar em voz alta diante de Deus e do outro aquilo que está em meu coração, enquanto o outro ouve, partilha comigo de minha oração, intercede por mim em seu coração, enquanto me revelo diante de Deus.

· Depois é a vez de o outro expressar seus sentimentos, seu coração diante de Deus.

· É importante expressar sem medo, sem restrições aquilo que está no coração, pois é o íntimo do nosso coração que interessa para Deus.

· Quando nos revelamos a Deus diante do outro, permitimos que no outro conheça melhor meu interior, minha vida com Deus.

b) Deus fala conosco:

· Depois desse primeiro momento diante de Deus, que pode ser feito da forma que cada casal achar melhor, usando também um salmo, uma passagem bíblica, etc;

· Depois de esgotado o que gostaríamos de dizer para Deus, é hora de ouvirmos Deus;

· É momento de silenciar nossos corações, de deixar Deus falar em mim;

· Muitos podem até nos dizer, “mas eu não consigo escutar Deus”;

· Deus nos fala de diversas formas: Como escutar Deus?

· No silêncio do coração com palavras interiores;

· Com sentimentos interiores que expressam o sentimento de Deus para nós;

· Através de uma citação bíblica que o Espírito nos inspira;

· E também através dos fatos de nossas vidas;

· Na oração conjugal, o Espírito Santo de Deus irá utilizar-se de todos esses recursos e outros mais para levar-nos a meditar e descobrir a direção que Deus está dando para nossas vidas.

c) Partilha da escuta e direcionamento familiar

· Após esse momento, o casal faz um momento de partilha, onde fala daquilo que sentiu, ou está sentindo em seu coração, aquilo que Deus está mostrando para nossas vidas;

· Após a partilha dos dois, o casal avalia qual a direção que Deus está dando para aquele tempo em sua vida conjugal e familiar;

· A oração conjugal dessa forma tem força para nos impulsionar por toda uma semana, por isso temos proposto que seja feita dessa forma ao menos uma vez por semana;

· Nos outros dias, a oração familiar estará dando manutenção a esse momento forte que vivemos como casal;

· O fruto da oração conjugal é a harmonia de sentimentos, a harmonia na vida sexual, a harmonia no diálogo, o reflorescimento do amor e dos frutos do amor, como a paciência, mansidão, delicadeza…

· Pois quando nos expomos à presença de Deus como casal, somos banhados pelo amor purificador e restaurador de Deus em nossas vidas.

Nossa Senhora das famílias rogai por nos!


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Um amigo nunca se deixa para trás.




Um conto de Paulo Coelho que reflete uma grande verdade, mesmo que não se trate de morte, entrar no céu ou ir para o inferno, a verdadeira amizade cria um laço incapaz de ser rompido mesmo nas maiores dificuldades, se com nossos amiguinhos animais é assim o que diria quando se trata de homens que foram criados à imagem e semelhança de Deus que é AMOR em sua essência e incapaz de virar as costas ao mais vil pecador, quanto mais ao seu melhor amigo que é VOCÊ com certeza. Jesus te ama




 1. Um Amigo nunca Se deixa para trás



2. Um homem, o seu cavalo e o seu cão iam por um caminho…

3. Quando passavam perto de uma árvore enorme, caiu um raio 4. e os três morreram fulminados.

5. Mas o homem não se deu conta de que já tinha abandonado este mundo, e prosseguiu o seu caminho com os seus dois animais (às vezes os mortos andam um certo tempo antes de tomarem consciência da sua nova condição…)

6. O caminho era muito comprido e, colina acima, o Sol estava muito intenso; eles estavam suados e sedentos.

7. Numa curva do caminho viram um magnífico portal de mármore, que conduzia a uma praça pavimentada com portais de ouro.

8. O caminhante dirigiu-se ao homem que guardava a entrada e travou com ele, o seguinte diálogo: – Bons dias.           – Como se chama este lugar tão bonito? – Céu

9. – Que bom termos chegado ao Céu, porque estamos sedentos! – Você pode entrar e beber quanta água queira. E o guardião apontou a fonte. – Mas o meu cavalo e o meu cão também têm sede… – Sinto muito – disse o guardião – mas aqui não é permitida a entrada de animais.

10. O homem levantou-se com grande desgosto, visto que tinha muitíssima sede, mas não pensava em beber sozinho. Agradeceu ao guardião e seguiu adiante.

11. Depois de caminhar um bom pedaço de tempo encosta acima, já exaustos os três, chegaram a um outro sítio, cuja entrada estava assinalada por uma porta velha que dava para um caminho de terra ladeado por árvores…

12. À sombra de uma das árvores estava deitado um homem, com a cabeça tapada por um chapéu. Dormia, provavelmente. – Bons dias – disse o caminhante. O homem respondeu com um aceno. – Temos muita sede, o meu cavalo, o meu cão e eu. – Há uma fonte no meio daquelas rochas – disse o homem apontando o lugar.

13. – Podeis beber toda a água que quiserdes. O homem, o cavalo e o cão foram até à fonte e mataram a sua sede. O caminhante voltou atrás, para agradecer ao homem. – Podeis voltar sempre que quiserdes – respondeu este.

14. – A propósito, como se chama este lugar ? – perguntou o caminhante.

– CÉU.

– O Céu? Mas, o guardião do portão de mármore disse-me que ali é que era o Céu!

15. –Ali não é o Céu, é o inferno  

– Contradisse o guardião.

– O caminhante ficou perplexo.

Deverias proibir que utilizem o vosso nome!                                    

– Essa informação falsa deve provocar grandes confusões!

– advertiu o caminhante.

Jamais abandones os teus verdadeiros Amigos, ainda que isso te traga inconvenientes pessoais.

16. –De modo nenhum!

Respondeu o guardião

Na realidade, fazem nos um grande favor, porque ficam ali  todos os que são capazes de abandonar os seus melhores amigos… 

17. Jamais abandones os teus verdadeiros Amigos, ainda que isso te traga inconvenientes pessoais.

18. Se eles se vêem a dar o seu amor e companhia, ficas em dívida para com eles: “Nunca os abandones”.

19. Porque: Fazer um Amigo é uma Graça. Ter um Amigo é um Dom. Conservar um Amigo é uma Virtude,

20.  Ser Teu Amigo!  É uma  Honra. Digo eu ! . . .   


 Paulo Coelho.


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Frases para mensagens em Lembrancinhas de Encontro para Casais.




Frases_e_mensagens_para_lembrancinhas_de_encontro_de_casais



Os casais bonitos são aqueles que acima de namorados, são amigos. Brincam, brigam, tiram sarro um do outro, se mordem, beliscam, mas se amam de um jeito que nenhuma pessoa do mundo consegue duvidar. Amor não é só beijos e amassos, amor é cuidado, amor é carinho, amor também é amizade!”


Frases_e_mensagens_para_casais_1



Deus Uniu





O casamento não é a união de duas pessoas perfeitas, que nasceram uma para a outra, mas a união de duas pessoas que se compreendem, que se aceitam, e que apenas por amor desejam ser sempre melhores uma para a outra.

Augusto Branco


“Um Casamento Perfeito é a junção de duas pessoas imperfeitas que se recusam a desistir um do outro…”



Casamento

Perfeito Existe ?

Link p/ post


“Amor que é Amor, dura a vida inteira. Se não durar é porque nunca foi Amor…”

Pe. Fábio de Melo




Sonharás com os filhos desta união até antes de tê-los, e quando estes vierem, saberás tu o que é a mais completa realização do amor entre um homem e uma mulher.

Augusto Branco




Nem as flores, nem a festa, nem todo o brilho que acompanha a celebração desta união se compara à beleza radiante do sorriso deste casal!

Augusto Branco



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“O Amor é paciente, o amor é bondoso. Não tem inveja. O Amor não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor jamais acabará.” (I Cor. 13,4-8) 


“Um dia você aprende que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso !!!”

Assim é o amor que tudo desculpa e tudo perdoa…


Veja o poema completo


Há três coisas que me são mistério, quatro mesmo, que não compreendo: O vôo da águia nos céus, o rastejar da cobra no rochedo, a navegação de um navio em pleno mar, o caminho de um homem junto a uma jovem.”  (Prov. 30,18-19)


Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa




“Nos relacionamentos, quando as imagens assumem o primeiro plano, a pessoa é relegada ao segundo plano.”

– Sri Bhagavan



Tende_Misericordia_Senhor



Amor não se conjuga no passado; ou se ama para sempre, ou nunca se amou verdadeiramente.

M. Paglia




Poema romântico cristão




O casamento civil não garante que vocês ficarão juntos para sempre, é só papel. É preciso amor, respeito, confiança, compreensão, amizade e fé em seu relacionamento para torná-lo duradouro e eterno.




Para fazer a diferença na vida de alguém, você não tem que ser brilhante, rico, bonito, ou perfeito.

Você apenas tem que ama-la(o).

 Mandy Hale.




dicas de mensagens para casais católicos


“Tão doce  tarde que passamos juntos, Apreciando um céu de andorinhas…   

E a brisa leve do outono amigo acompanhava todas preces minhas… 

Preces clementes para o Bom Pastor abençoar a nossa união, que nosso ninho seja puro amor,que nos tornemos um só coração …”




“Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.”  (S. Mateus 19,6) 



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“É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. ” (Eclesiastes 4,9)



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“Ficar junto da pessoa amada é tudo o que mais queremos na vida. E quando encontramos alguém especial, devemos enchê-la com doses de amor e carinho. Mostre tudo que há em seu coração!”




Quando duas pessoa se amam não há mais nada que as impeça de viver sob o mesmo teto, mas tomar a decisão de se casar não pode ser algo sem pensar, é preciso muito planejamento e ser uma decisão de ambos.


“O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.” Antoine de Saint-Exupéry


“O amor é a força mais sutil do mundo.” Gandhi.


“Tudo que sabemos do amor, é que o amor é tudo que existe.” Emily Dickinson.


“O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição.” Aristóteles.


casal por do sol




As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir. Se alguém desse toda a riqueza de sua casa em troca do amor, só obteria desprezo.           (Cânticos 8,7)



canticos_8_7_aguas_apagar_amor_riquezas_sua_casa 1_joao_4_12_ninguem_jamais_viu_deus_amarmos_uns_outros


“Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito.”  (1 João 4,12)







“Os casais bonitos são aqueles que acima de namorados, são amigos. Brincam, brigam, tiram sarro um do outro, se mordem, beliscam, mas se amam de um jeito que nenhuma pessoa do mundo consegue duvidar. Amor não é só beijos e amassos, amor é cuidado, amor é carinho, amor também é amizade!



Algumas vezes na vida encontramos alguém especial
Alguém que muda sua vida apenas fazendo parte dela
Alguém que faz você sorrir
Alguém que faz você acreditar que existe algo bom no mundo
Alguém que convence você que realmente existe uma porta aberta
apenas esperando para ser aberta por você
Este é um sentimento para sempre
Um sentimento chamado de AMOR ETERNO.      Desconhecido


O_Sentido_da_Vida



Já era amor antes de ser
Já era seu antes do sim
Já era nós antes que eu pudesse escolher
Eu te encontrei e me perdi
Eu permiti acontecer, aconteceu sem avisar
Isso que é amar.

Henrique e Juliano – Vida




“O verdadeiro Amor nasce em Tempos Difíceis”



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Oração dos casais.


Oração conjugal


Faça este exercício, de rezar com seu cônjuge por alguma intenção que esteja no coração um do outro, não é fácil sairmos de nós mesmos, abrirmos mão de nossas opiniões.

A vida de oração a dois ajuda no diálogo entre os esposos. Faz cair as resistências gerando um clima de harmonia entre o casal.

Isso fará bem não só para o casal, mas para todos os que convivem em casa.

 “Quem vai dar o primeiro passo?”


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Oração para o Matrimônio


Senhor, ajuda-nos a lembrar de quando nos conhecemos e do grande amor que cresceu entre nós. Para trabalharmos esse amor em coisas práticas para que nada possa nos separar. Pedimos palavras dóceis, gentis e amáveis. Corações sempre prontos a pedir perdão, bem como perdoar também.

Caro Senhor, colocamos a nossa união em vossas mãos.

   Amem.


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“O casal que não reza junto, que não reza um pelo outro, que não reza um com o outro,  não é um casal de verdade.”      

 Pe. Leo


Oração Conjugal:

Rezar juntos, marido e mulher, todos os dias.

“Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade”.    (Jo 17,23)

Cristo está presente de uma maneira muito especial quando os esposos rezam juntos. Não somente eles renovam o seu “sim” a Deus, mas atingem essa unidade profunda que só se consegue através da união dos corações e dos espíritos no sacramento do matrimônio.

A oração conjugal torna-se a expressão comum de duas orações individuais e deve nascer naturalmente de uma vida partilhada. Se cada um dos esposos tem seu estilo de oração, é importante que eles tentem desenvolver uma maneira comum de rezar, para descobrir e viver uma nova dimensão de sua vida conjugal. Sua oração em comum será mais fácil, mais autêntica e profunda quando a escuta da Palavra de Deus e a oração silenciosa são uma prática regular dos dois esposos.

Quando o casal tem filhos, é importante que um tempo seja reservado para a oração em família. O casal é, para os filhos, seu primeiro lugar de aprendizagem. Cabe aos pais transmitir-lhes a fé e agir de tal maneira que a casa seja um lugar onde se sintam à vontade de rezar. As crianças que estão crescendo podem desejar uma relação mais pessoal com Deus; entretanto, alguns continuam disponíveis para partilhar um momento de oração em família, antes da refeição, por exemplo.

    (Texto extraído do Guia das Equipes de Nossa Senhora)



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Querido Pai Celestial, obrigado por nos manter seguros em Suas mãos, e perto de Teu coração. Estamos gratos pela sua Palavra que nos lembra o quanto é importante manter a guarda de nossa casa, cuidar de nosso casamento, proteger os nossos corações contra o inimigo. Nós não conseguimos fazer tudo isso sozinhos, Senhor. Nós precisamos de sua ajuda. Precisamos de Seu poder e graça. Precisamos da sua força. Nós precisamos de Ti Senhor para nos conduzir com sabedoria e segurança. 

Amem.




“O maior gesto do AMOR conjugal não esta nas mãos que se enlaçam, nem nos lábios que se tocam; está nos joelhos que se dobram para uma oração lado a lado.”



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ORAÇÃO DOS CASAIS


Obrigado, SENHOR, pelo amor que nos une! Abençoa, SENHOR, esse amor, para que seja, a cada dia, mais novo e criativo!

Novo, para recomeçar sempre e com mais entusiasmo; novo, para sustentar-nos nas horas de crises e dificuldades; Criativo, para compreender as pessoas que caminham ao nosso lado; criativo, para estender a mão aos irmãos carentes.

Novo e criativo, para ser fonte geradora de paz, de harmonia e de filhos de Deus, livres e conscientes.

Abençoa, SENHOR, todos os casais que confiam em Ti, que confiam no amor e num mundo melhor.

Amém.



ORAÇÃO DA FAMÍLIA


Ó Deus, de quem procede toda paternidade no céu e na terra, Pai, que és Amor e Vida, faz que cada família humana sobre a terra se converta, por meio de Teu Filho, Jesus Cristo, “nascido de Mulher”, e mediante o Espírito Santo, fonte de caridade divina, em verdadeiro santuário da vida e do amor para as gerações que se renovam.

Faz que Tua graça guie os pensamentos e as obras dos esposos para o bem de suas famílias e de todas as famílias do mundo.

Faz que as jovens gerações encontrem na família um forte apoio para sua humanidade e seu crescimento, na verdade e no amor.

Faz que o amor, reafirmado pela graça do Sacramento do Matrimônio, revele-se mais forte de qualquer debilidade e qualquer crise, pelas quais às vezes passam nossas famílias.

Faz, finalmente, te pedimos por intercessão da Sagrada Família de Nazaré, que a Igreja em todas as nações da Terra possa cumprir frutiferamente sua missão na família e por meio da família.

Tu que és a Vida, a Verdade e o Amor, na unidade do Espírito Santo.

Amém!


O primeiro Sacramento que aparece na Sagrada Escritura é o Matrimônio (Gn 2); bem como o último (Ap 21-22).

         Os Profetas sempre compararam as relações entre o povo eleito e Deus com as relações entre os casais. E o próprio São Paulo, celibatário, compara as relações entre a Igreja e Cristo com o Sagrado Matrimônio (Ef 5, 25-27). Este Sacramento perpassa toda a História da Salvação, a ponto de Nosso Divino Salvador nascer no seio da Sagrada Família de Nazaré

         Que Cristo Jesus, tendo elevado o Matrimônio a dignidade de Sacramento torne a sua família como a Dele.

         Rezemos com a oração de Sara, mulher de Tobias: “Tende piedade de nós, Senhor; tende piedade de nós, e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice!” (Tb 8, 10).

Com a prece e a bênção copiosa do Céu, Mons. Inácio José Schuster, pároco





ORAÇÃO DOS CASAIS



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“Senhor Jesus, nós te agradecemos
porque vieste morar em nosso meio
para trazer vida, e vida em abundância;

Acolhe nosso desejo de sempre nos
conservarmos unidos na compreensão
mútua, na comunicação e comunhão profunda;

Faze que, apesar das dificuldades,
não nos afastemos um do outro,
mas saibamos buscar o caminho do amor,
feito de compreensão e diálogo;

Senhor Jesus, permanece sempre
em nossas vidas e abençoa os lares
que precisam de paz.

Amém” 



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Familia_projeto_de_Deus ECC_Encontro_de_casais-_com_Cristo_Catolico Oracao_dos_casais

Dinâmica – Indissolubilidade do Matrimônio.



Objetivo: Demonstrar como acontece na prática o termo “SEREIS UMA SÓ CARNE” e a indissolubilidade Matrimonial para que seja bem compreendida pelos Noivos ou casais participantes do curso, levando em consideração que o AMOR é a peça fundamental que motiva, causa e mantém o Verdadeiro Matrimônio.



(O que é Amálgama?)

Amalgama

Não deixamos o texto neste post, pois seria cópia de outro post já editado, apenas modificamos o Título principal, pois as buscas não indicavam o outro título, para acessar basta clicar no link que é a imagem acima. CLICK NA FOTO ->



PEQUENA DINÂMICA SOBRE A INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO.


Uma_so_carne


UMA SÓ CARNE


Casal_recorte_de_papel


Entregar a cada casal um casalzinho de recortes (de papel) podem ser de cores diferentes. Dizer que cada recorte representa um dos cônjuges. Dizer que eles eram assim antes de se casarem (separados), mas que agora, unidos pelo amor, são uma só carne. Entregar uma cola para cada casal (escrever no rótulo da cola a palavra amor) e pedir para que colem os bonecos um no outro. Pronto!!!

(*) Pode ser um só cola para todos…

Deixe para terminar a dinâmica no final do encontro.  Peça que os casais tentem descolar os recortes que foram colados no início do encontro e verifiquem que não há essa possibilidade, ou seja, depois de casados não há separação. E em caso de separação sempre fica sequelas.





(Dinâmica do Café com Leite:)


Leite_café


Amalgama




.


Creio em um só Deus, Uno e Trino.



A doutrina da Trindade
As três Pessoas distintas
O Pai, Filho e o Espírito Santo
compartilham a mesma natureza de Deus: Trindade


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Sempre tenhais em mente que esta é a regra de fé que eu professo; por isto testemunho que o Pai, o Filho e o Espírito são inseparáveis um do outro, e assim sabereis em que sentido isto é dito. Agora, observeis: minha afirmação é que o Pai é um, o Filho um e o Espírito um, e que Eles são distintos de um ao outro”
(Tertuliano, Contra Praxéias)


Não é de se surpreender que virtualmente todas as seitas não-cristãs e todas as religiões de mundo rejeitam e negam a doutrina da Trindade. Isto é principalmente devido a uma incompreensão junto com uma invenção de enganos da própria doutrina. Conseqüentemente, as objeções afirmadas pelas Testemunhas de Jeová não são baseadas em sólidos pontos bíblicos mas em suas próprias criações teológicas – que Jesus não é Deus. Os cristãos acreditam que Jesus é completamente Deus e que Deus é Tri-pessoal, somente em base das Escrituras.

Quando conversamos sobre a Trindade com as Testemunha de Jeová, o problema principal que impede a maioria dos cristãos de discutir dentro da Bíblia é comumente conhecido como “barreira da linguagem”. Em outras palavras, certos termos cristãos usados pelos cristãos também são usados pelas Testemunhas de Jeová mas de uma forma completamente diferente.

Então, temos que definir primeiro os termos. Se os termos não forem colocados dentro de seu contexto, então haverá equívocos que impedirão uma apresentação do evangelho. Você estará falando as mesmas palavras mas aplicando significados diferentes.

Assim, quando conversar sobre a doutrina da Trindade, lembre-se: DEFINA PRIMEIRO OS TERMOS. Em outras palavras, antes de começar a usar passagens das Escriturassua primeira pergunta para as Testemunha de Jeová deveria ser: “como você entende a doutrina da Trindade”? Então, dependendo em como eles respondem, comece a explicar biblicamente a definição correta.



Pai_Filho_Espirito_Santo


A DOUTRINA DA TRINDADE EXPLICADA


São três as premissas que demonstram os dados bíblicos para a Trindade:

Premissa um:

há um Deus eterno

Premissa dois:

há três Pessoas que são DEUS

Premissa três:

há três Pessoas distintas uma das outra.

Conclusão:

As três Pessoas distintas – o Pai, Filho e o Espírito Santo – compartilham a natureza de Deus: Trindade.

As três Pessoas distintas são coiguais, coeternas e coexistentes.

PREMISSA UM:


pai+eterno+amo-vos[1]


Existe um Deus eterno (ontologicamente: i.e., em natureza. Cf. Gal. 4:8).

“Ouça, ó Israel! O SENHOR é nosso Deus, o SENHOR é um só” (Dt. 6:4)*

“Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus. Não vos assombreis, nem temais; acaso, desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça“.(Is. 44:6, 8; grifo nosso)

“Assim diz o SENHOR, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o SENHOR, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra” (Is. 44:24)

* Shema Yisraêl, Yehowah, Elohainoo, Yehowah aichod: “ouvi, Israel: Jeová, nosso Deus, é um Jeová”. Nesta passagem os judeus colocaram grande atenção e é uma das quatro passagens que eles escrevem em seus filactérios: sobre a palavra Elohim, Simeon Ben Joachi disse: “Venha e veja o mistério da palavra Elohim: há três graus e cada grau é por si mesmo único e mesmo assim são todos um, unidos em um e não divididos”.

PREMISSA DOIS:

As Escrituras apresentam três Pessoas DISTINTAS ou Egos (não “pessoas”

três Pessoas DISTINTAS ou Egos (não “pessoas”1), o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus ontologicamente (por natureza) e são chamados de “Deus” ou Jeová.

O PAI É DEUS

Veja as saudações nas epístolas paulinas: “graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Rm.1:7; Gl. 1:11). As TJ não irão contra este versículo, embora elas digam que Deus o Pai é o “Todo-poderoso” e Jesus é só “poderoso” ou “um deus”. Porém, ao dizer que Jesus é só “um deus” ou “poderoso” mas não “Todo-poderoso”, elas ignoram o fato que os judeus eram monoteístas: tinham a crença num verdadeiro Deus. Eles não aceitaram a idéia de dois deuses verdadeiros: um grande Todo-poderoso e um outro “deus”. Este era um conceito pagão, não cristão 2.

Que o termo “Deus poderoso” (Hb. El gibbor) como em Is. 9:6, era um título recorrente para Jeová no Velho Testamento não é considerado pelas Testemunha de Jeová (por exemplo, Dt. 10:17; Sl. 24:8; Jr. 32:18; cf. o texto hebraico). De fato, até mesmo sua própria Bíblia (i.e., a Tradução do Novo Mundo) chama Jeová de “Deus poderoso” (Is.. 10:21; Jr. 32:18).

Quando citam Is. 9:6: “seu [Messias] será chamado Deus poderoso…” as TJ dizem: “Jesus é poderoso mas não o Todo-poderoso”. Só que elas se esquecem totalmente que o termo “poderoso” (como em Deus poderoso) é um adjetivo, como com El “shaddai”, que só pode se referir ao verdadeiro “Deus” (El). Conseqüentemente, o termo hebraico El (em contraste com Elohim, no plural) era um termo reservado SÓ para Jeová. Nenhum homem poderoso ou anjo foi chamado de El no Velho Testamento. Os judeus eram monoteístas e não tinham este conceito pagão de dois deuseus: um Deus maior e um deus, como as Testemunha de Jeová ensinam e isto é politeísmo, não monoteísmo.

JESUS É CHAMADO DE “O DEUS” (O THEOS)

Mateus 1:23:

“e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus [ho theos “o Deus”]conosco).”

Jo. 1:1:

o Jesus é o Deus Eterno distinto do Deus Pai:

No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus (theos en ho logos (“Deus era a Palavra”).

Jo. 20:28

Tomé disse a Jesus (falando direto a Ele): ho kurios mou kai ho theos mou, lit., “o Senhor de mim e o Deus de mim” (veja a própria interlinear do grego da Torre chamado:The Kingdom Interlinear Translation 3.

Fp. 2:6:

pois ele [sempre], subsistindo [huparchon] em forma [“natureza”, NIV] [morphe] de Deus 4 não julgou como usurpação o ser igual a Deus, mas se esvaziou e tomou a forma[morphe] de um servo, tornando-se em semelhança de homens. e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz…para que ao nome de Jesus SE DOBRE TODO JOELHO, nos céus, na terra e debaixo da terra,e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (grifo nosso).

Cl. 2:9:

porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade [theotetos].

Tt. 2:13:

“O grande Deus e Salvador”: tou megalou theou kai soteros hemon Christou Iesou, lit., “o grande Deus e Salvador de nós Cristo Jesus”. Nota: em 2 Pedro 1:1 temos a mesma construção gramatical (i.e., artigo-substantivo-kai-substantivo): tou theou hemon kai soteros Iesou Christou, lit., “o Deus de nós e Salvador Jesus Cristo (cf. 2 Ts 1:12; 2 Pd. 1:11; 2:20; 3:2, 18,; veja o grego.).

Hb. 1:8:

“Mas do Filho Ele [o Pai] diz, “SEU TRONO, Ó DEUS É PARA SEMPRE E SEMPRE…” (ho thronos sou ho theos, lit., “o trono de ti o Deus…”). Clique aqui para um estudo mais profundo.

JESUS CRISTO: O ETERNO EGO EIMI (“EU SOU”)

Estes seriam Mc. 6:50; Jo. 8:24; 8:28; 8:58; 13:19 (cf. Is. 43:10; LXX); 18:5; 18:6; e 18:8.

*Por que é importante saber e ensinar que Jesus É Deus? Além do que Jesus declara em Jo. 4:24; 17:3 e 1 Jo. 2:23, Jesus declara em Jo. 8:24:

“Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU [ego eimi], morrereis nos vossos pecados

*Veja: Jo. 1:18; Rm. 9:5; Fl. 2:6-11; Cl. 2:9 (theotētos); Heb. 1:3; 1 Jo. 5:20; Ap. 5:13-14.[A Trindade: um Deus revelado em três pessoas distintas e coiguais].

O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA E É CHAMADO DE “DEUS”

As TJ ensinam que o Espírito Santo é a “força ativa” de Jeová e não uma pessoa. Eles comparam o espírito santo com a “eletricidade”. Porém, o Espírito Santo não pode ser qualquer coisa senão uma pessoa ciente, que tem personalidade. O Espírito Santo tem uma relação pessoal com o Pai e Jesus, como também todos os crentes.

O ESPÍRITO SANTO É DEUS

At. 5.3,4, Ananias e Safira:

“Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?
Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (grifo nosso)

Mentir ao Espírito Santo é o mesmo que mentir a Deus porque Ele é Deus. Você não pode mentir para uma eletricidade ou uma força. Somente uma pessoa ou ser (ego) pode ser enganada. Também compare At. 28:25-26 com Is. 6:ss. Em Is. 6:1ss. lemos que Jeová está no trono falando por Isaías (vv. 9-10), mas Paulo (em At. 28:25-26) atribui as palavras de Jeová ao Espírito Santo.

O ESPÍRITO SANTO COMUNICA

NOTA: este é um grande ponto para testemunhar às Testemunhas de Jeová (uma força?)

At. 8:29
Hb. 3:7-11, 18,; cf. Sl. 95:7-11
Hb. 10:15-17; cf. Jr. 31:33, 34.

O ESPÍRITO SANTO SE IDENTIFICA COMO “EU” (EGO)

At. 13:2:

O Espírito Santo não pensa em Si mesmo como uma “atividade de Deus”, mas o Espírito Santo se identifica como “eu” quer dizer, um Ser (ego).

“Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu (ego) os enviei” (At. 10:19-20; grifo nosso).

Enquanto ministravam publicamente a Jeová e jejuavam, o espírito santo disse: “Dentre todas as pessoas, separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os chamei[proskeklēmai]. Concordemente, estes homens, enviados pelo espírito santo, desceram a Selêucia, e dali navegaram para Chipre.(At. 13:2, 4,; TNM; grifo nosso).

Na passagem acima (da própria tradução da Bíblia TJ: TNM) lemos que o Espírito Santo:Comunica. A eletricidade pode fazer isso?

Às vezes as Testemunhas de Jeová dirão que o “Espírito Santo” (hagion pneuma) está no gênero neutro. E isto é verdade, mas em substantivos gregos necessariamente não indica o gênero natural (por exemplo, “amor” é feminino; “crianças” e “meninas” são neutros)

PRONOMES PESSOAIS SÃO APLICADOS AO ESPÍRITO SANTO

Em João capítulos 14 e 16 Jesus usa pronomes pessoais para se referir ao Espírito Santo:

“Mas quando o Espírito [ekeinos] da verdade vier, ele os guiará em toda a verdade. Porque ele não falará de Si mesmo; mas tudo que ele ouvir vai falar: e ele lhes fará conhecido as coisas por vir. Ele me glorificará; porque ele receberá do que é meu, e lhes mostrará. (Jo. 16:13-14 – Pesito siríaca; grifo nosso).

O ESPÍRITO SANTO TEM ATRIBUTOS PESSOAIS


Vontade:
1 Coríntios 12:9-11.

Emoções: Efésios 4:30.

Mente: 1 Coríntios 2:10, 11,; Romanos 8:27.

Intercede (ora): Romanos 8:26.

Pode-se mentir a Ele: Atos 5:3.

Pode ser blasfemado: Marcos 3:29, 30.

Comanda: Atos 13:4; At. 16:6.

O ESPÍRITO SANTO AMA: ROMANOS 15:30

“Agora eu vos peço, irmãos, por causa de nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor que o Espírito inspira, para lutar comigo em orações a Deus em meu nome” (Rm. 15:30 –Williams; grifo nosso).

O ESPÍRITO SANTO É IGUAL AO PAI E AO FILHO

Mt. 28:19:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo…” (também veja At. 28:25-27; 2 Cor. 13:14; Ef.. 2:18)

PREMISSA TRÊS

O Pai, e o Filho, e o Espírito Santo são DISTINTOS.

Considerações gramaticais

Jo. 1:1: ” e a Palavra estava com Deus…”

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com [pros] Deus, e o Verbo era Deus. (en arche en ho logos, kai ho logos en pros ton theon, kai theos en ho logos).

No Novo Testamento a palavra “com” (pros), quando se refere a pessoas, indica uma relação entre pessoas distintas. Além disso, o Verbo estava, pros ton theon, “com o Deus”, que expressa a relação íntima e amorosa relação que o Verbo tinha com Deus Pai.

Primeiro e terceira pessoa pronomes pessoais:

Ao longo do capítulo 14, Jesus se diferencia claramente do Pai usando o primeiro pronome pessoal (“eu,” “eu,” “Meu”) para se referir a Ele e o pronome de terceira pessoa(“Ele,” “Ele,” “Seu”) para se referir ao Pai (por exemplo, Jo. 14:7, 10, 16). Este caso de distinção marcada também é evidente quando Jesus se diferencia de Deus o Espírito Santo:

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro [allon, Veja nº 42 abaixo] Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,” (Jo. 14:16; também veja 14:7, 10, 26,; grifo nosso).

Preposições diferentes:

Também no NT, particularmente em João capítulos 14-16, Jesus se distingue do Pai usando preposições diferentes. Este uso de preposições diferentes “mostra uma relação entre eles” e denota claramente uma distinção essencial, por exemplo, “ninguém vem ao[pros] Pai senão por [dia] mim” (Jo. 14:6); “quem crê em [eis] mim…. eu vou ao [pros] o Pai” (v. 12; cf. também Jo. 15:26; 16:28). Paulo usa preposições diferentes para diferenciar o Pai do Filho. Em Ef. 2:18, Paulo ensina que pela agência do Filho, os cristãos têm acessoao Pai por meio do Espírito:

“Pois, por Ele [di’autou: o Filho] ambos temos acesso, em [en] um Espírito, ao Pai [pros ton patera]” (Ef. 2:18).

O Pai e o Filho e o Espírito Santo são claramente diferenciados em Mateus 28:19; e 2 coríntios 13:14 (5)

Distinção de sujeito-objeto

Se Jesus e o Pai não fossem Pessoas cientes distintas, não esperaríamos ver uma relação de sujeito-objeto entre eles:

“Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.
E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu [sujeito] Filho amado [objeto], em quemme [sujeito] comprazo.” (Mt. 3:16-17; grifo nosso; também veja, Mt.17:5).

“Eu [sujeito] te [objeto] glorifiquei na terra, consumando a obra que me [sujeito] confiaste [objeto] para fazer;” (Jo. 17:4; também veja Lc. 23:34, 46).

O Pai e o Filho são referidos como “Eu”–”Tu” em relação um ao outro; o Filho se refere ao Pai como “Tu” e Ele como “eu”. O Pai se refere a Jesus como “tu” e Ele como “eu”. O Filho se relaciona pessoalmente ao Pai e o Espírito Santo, e o contrário é completamente verdade do Pai e o Espírito Santo relativo a um ao outro.

A repetição do artigo:

Em Mateus 28:19, a frase: eis to onoma tou patros kai tou huiou kai tou hagiou pneumatos, “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,” gramaticalemente fala por si mesmo. Note a repetição do artigo tou, “o” antes de cada substantivo: tou patros “do Pai”,tou huiou “do Filho”, tou hagiou pneumatos “do Espírito Santo”. E cada substantivo é ligado pela conjunção conetivo kai, “e”. Assim, este tipo de construção (ver Sharp #6) claramente mostra a distinção entre todas as três Pessoas.

Em Apocalipse 5:13 o Cordeiro e o Pai são apresentados como dois objetos distintos de adoração divina pois são diferenciados pela repetição do artigo :

“Àquele
[] que está sentado no trono e ao Cordeiro [kai tō arniō], seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos”

Portanto, Paulo apresenta as três Pessoas não como unipessonal, mas como três Pessoas distintas:

“A graça do Senhor Jesus Cristo [tou kuriou Iēsou Christou], e [kai] o amor do [o] Deus [tou theou], e [kai] a comunhão do Espírito Santo [tou hagiou pneumatos] estejam convosco” (2 Cor. 13:14).

Há muitas outras passagens onde regra 6 se Sharp se aplica e denota distinção entre as três Pessoas na Trindade (por exemplo, Mt. 28:19; 1 Tessalonicenses 3:1; 2 Tessalonicenses 2:16-17; 1 Jo. 2:22-23). Mais adiante, ve com O Pai e o Filho, mas o Pai e Filho são claramente mostrados como duas Pessoas pela repetição do artigo tou “o” e apreposição repetida meta, “com”.

“E o que vimos e ouvimos, também vos fazemos conhecidos, para que possam ter comunhão conosco [meta]; e nossa comunhão é com [meta] o Pai [tou patros], e com [meta] Seu Filho Jesus [tou huiou] o Messias” (1. Jo. 1.3 – Pesito siríaca -grifo nosso)

Assim, há numerosas passagens onde são usadas preposições diferentes para diferenciar as Pessoas da Trindade (por exemplo, Jo. 14:6, 12,; 15:26; 16:28; Ef.. 2:18).

Jo. 17:5

“E agora, meu Pai, glorifica-me, com essa glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (Pesito siríaca – grifo nosso).

As saudações paulinas

gramaticamente distinguem entre o Pai e o Filho. Na consciência de Paulo, a “graça” e “paz” fluem igualmente do (apo) Pai e do Filho.

*NOTA: Para saber mais sobre as distinções ontológicas entre as Pessoas da Trindade veja sobre unicismo.

CONCLUSÃO: Então, todas as três Pessoas COMPARTILHAM a natureza de UM SER: Deus Pai, Deus Filho, e Deus Espírito Santo. A Trindade não são três deuses (i.e., triteísmo) nem Jesus é o Pai (i.e., modalismo) eles são DISTINTOS (“a Palavra estava COM Deus” Jo. 1:1).

RESUMO

PREMISSA UM:
Existe UM DEUS verdadeiro por natureza.

PREMISSA DOIS:

As Escrituras apresentam o Pai, o Filho e o Espírito Santo como Deus.

PREMISSA TRÊS:

O Pai, o Filho e o Espírito Santo são Pessoas distintas ou Egos, cientes um ao outro. Como também existindo entre si em uma amorosa comunhão – mesmo antes do tempo existir (cf. Jo. 17:5).

CONCLUSÃO:

O dados bíblicos estão claros: as três Pessoas compartilham a mesma natureza de UM DEUS ETERNO.

Rejeitando o Deus da Bíblia, as Testemunha de Jeová acreditam em um Deus que não existe. Só o verdadeiro Deus das Escrituras existe. O deus da Torre de Vigia não pode salvar ninguém, não existe. Elas crêem em um Deus unitário (uma Pessoa) e rejeitam o Deus triúno bíblico.

Precisamos pedir a Deus para abrir seus corações e mentes assim para poderem entender quem é Deus e Jesus Cristo. Só Ele pode dar a salvação.

A doutrina da Trindade não se originou num concílio do quarto século nem surgiu da Igreja católica. Deus revela Sua natureza (que Ele é um Ser tri-pessoal) nas próprias Escrituras. Usamos a palavra “Trindade” para comunicar os dados bíblicos que são revelados nas Escrituras. Se simplesmente deixarmos o texto falar por si mesmo, então, não chegaremos a conclusões antibíblicas. Temos a Palavra de Deus, nossa responsável para conferir a verdade do verdadeiro Deus; não há desculpa:

“E agora, não sabes? não ouviste? o Deus eterno, o Deus que formou os confins da terra” (Is. 40:28).

Jesus estava claro:

“Eu vos digo, que morrereis em vossos pecados; porque se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (Jo. 8:24).

As Testemunha de Jeová tentam desesperadamente refutar a doutrina. Porém, como irá perceber, assim como os unicistas pentecostais, as TJ usam os piores métodos possíveis de interpretação por meio de textos distorcidos, afirmações filosóficas e falácias lógicas. E, assim como todos os anti-trinitários, falsificam citações e citam errados os Pais da Igreja e os teólogos cristãos.

Comunhão pessoal entre as Pessoas da Trindade

“Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro(allos) é o que testifica a meu respeito, e sei que é verdadeiro o testemunho que ele dá de mim.” (Jo. 5:31-32; cf. 3:35; 10:17; 14:31).

NOTAS

1 – Freqüentemente, a objeção mais feita, principalmente por aqueles que rejeitam a Trindade, é sobre a palavra “Pessoa”. Ao definir a Trindade, os Pais de Igreja usariam “as Pessoas” de um modo menos individualista, como usaríamos o termo hoje. As igrejas no Ocidente utilizaram persona (latim) e as igrejas do Oriente – hupostasis (grego). O líder da Reforma, João Calvino, disse: “Então, por Pessoa eu quero dizer uma subsistência no ser Divino….”

Porém, a analogia habitual empregada pela igreja antiga para ilustrar a Trindade era o“modelo psicológico – dentro de um corpo existe um intelecto, um coração e uma vontade” (por exemplo, S. Agostinho). A palavra “Pessoa” é usada porque o Pai, Filho, e Espírito Santo possuem atributos pessoais. Além disso, aplicam-se pronomes pessoais a eles nas Escrituras. O Pai, Filho, e Espírito Santo são assuntos intelectuais, emocionais, conscientes que tem uma íntima relação um com (Gr. pros; como em Jo. 1:1) o outro.

2 – As Escrituras são claras: só há UM VERDADEIRO DEUS, e assim todas as outras coisas chamadas de “deus” são falsos deuses ou por natureza não são Deus (Gal. 4:8) como os anjos (cf. Sl. 8:5 com Hb. 2:7). Jesus é chamado “um deus” (na TNM, Jo. 1:1) e Ele é chamado “o Deus” em Jo. 20:28; Ti. 2:13; 2 Pedro 1:1 (veja a Interlinear da Torre de Vigia: KIT). Levando em conta este fato, devemos perguntar para as Testemunhas de Jeová: “Jesus é um Deus verdadeiro ou um deus falso”? Qualquer resposta será desastrosa para seus ensinos.

3, um ponto que é perdido freqüentemente pelos Testemunha de Jeová é que Tomé enviou o Jesus como, ” o Deus ” (theos de ho). a Maioria do misguidedly de Testemunha de Jeová diz que só Jeová é chamado ” o Deus “. Mas como visto acima, junto com Jo. 20:28, theos ” de ” ho também é aplicado ao Jesus a Mateus 1:23; Ti. 2:13; 2 Pedro 1:1; 2 Tessalonicenses 1:12 e Hb.. 1:8 vêem os Testemunha de Jeová possuir texto grego: Tradução Interlinear do Reino onde eles traduziram estas passagens corretamente.

4, em Fp. 2:6 (NASB) a palavra traduziu ” existido ” (huparchon) é um particípio tenso presente que leva o significado de existência continuada. Jesus sempre estava existindo na ” forma ” (morphe) de Deus ou como o NIV traduz: ” Quem, sendo em muito natureza Deus “. é dito que Jesus Cristo é o CRIADOR de TODAS as COISAS e não só uma parte de criação como os Testemunha de Jeová afirma confiantemente (cf. Jo. 1:3; Col. 1:15-17; Hb.. 1:2, 10).

5, porém os Testemunha de Jeová acreditam que o Pai, Filho e Espírito Santo são distintos que eles rejeitam entretanto, que eles são da mesma substância: DEUS (veja Hb.. 1:3, onde é dito que o Jesus é a ” representação ” exata da substância de Deus ou natureza: hypostaseos de tes de charakter).

Abraços amados(as)

Blog Teologia Pastoral SJRP


Trindade Vitral Divino Pai Eterno

Trindade Vitral Divino Pai Eterno


Fonte: Teologia Pastoral SJRP – 

Diocese de São José do Rio Preto


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slaid: Elaborado por “Buscando novas águas” Liturgia Dominical.



Dinâmica do Amalgama com Durepoxi.



Objetivo: Explicar o termo “UMA SÓ CARNE” e a indissolubilidade Matrimonial para que seja bem compreendida pelos Noivos ou casais participantes do curso, levando em consideração que o AMOR é a peça fundamental que motiva, causa e mantém o Verdadeiro Matrimônio.



(O que é Amálgama?)

Amalgama


(Definição:) 

O que é Amálgama:

Amálgama é uma liga de mercúrio com outro metal, e tem diversas funções, por exemplo, a amálgama de estanho serve para espelhar o vidro, a amálgama é também utilizada na odontologia.

Uma amálgama é uma solução de um ou vários metais em mercúrio ou liga de um determinado metal e mercúrio. Quando a percentagem de metal é pequena, a amálgama é líquida; quando a percentagem é grande, a amálgama é sólida. As amálgamas são utilizadas na extração de ouro e prata a partir de fios de minério (amalgamação).

No sentido figurado, uma amálgama é também o nome que se dá à mistura de coisas diversas e heterogêneas. É também a reunião desordenada de pessoas de diferentes classes e qualidades. Em linguística, amálgama é também a mistura de duas palavras com o objetivo de criar uma nova.

Amalgama2

Andamento:

Em nosso caso iremos usar a definição básica que é a união de dois materiais diferentes para formar um terceiro material único para que se entenda o significado lógico do termo “Já não sereis mais dois e sim uma só carne.”

(São Marcos 10, 6)

“Mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. 7. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher; 8. e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu.”

1ª opção: Usando Durepoxi.

Durepoxi

Podemos dizer que o Durepoxi seria o melhor exemplo para o nosso assunto, pois é composto de duas partes distintas porém iguais em tamanho e forma e se misturam totalmente até formar um outro material que irá se solidificar com o tempo tornando-se inseparável.

Se não for explicado o que se deve fazer com o material ao publico cada um pode entender de uma forma diferente e realizar algo que não seja o que se pretende e dando margens à justificação e explicações posteriores, é exatamente o que “PRETENDEMOS FAZER”, causar erros propositalmente.

Como por exemplo:

Entregamos dois pedaços de Durepoxi para cada casal, uma parte branca “Adesivo” e uma parte cinza “endurecedor” e pedimos que cada um execute um “CASAMENTO”, logicamente esta dinâmica deve ser executada antes que se fale ou se explique o que é o Sacramento do Matrimônio e até mesmo antes de se dizer que o Homem e a mulher deve formar uma só carne no casamento, na verdade podemos executar a tarefa antes da palestra para aproveitar a falta de conhecimento das pessoas usando o resultado para ilustrar a palestra, caso todos façam um amalgama perfeito você ficará sem exemplos práticos, mas pode improvisar fazendo você mesmo o exemplo.   Em minha experiência, todas as vezes que executei a dinâmica sempre obtive vários exemplos de erros que poderiam ser usados como observação no tema.

Se o casal fizer o que manda a instrução da caixa do Durepoxi explica como modo de uso como adesivo, estariam fazendo exatamente o correto, por isso o uso do Durepoxi já em si mesmo estaria induzindo o casal a executar corretamente a tarefa, mas em todos os casos que executei obtive mais erros do que acertos.

Exemplo 1. Enrolam-se os dois pedaços de Durepoxi e os mantém separados ou apenas juntados por fora:

Exemplo 2: Juntam-se as duas partes apenas amassando uma na outra.

Exemplo 3: fazem uma aliança que entrelaçam uma na outra.

Exemplo 4: fazem bonequinhos e colocam juntos de mãos dadas.

Durepoxi

Em todos esses casos você pode separar uma parte da outra e poderá usar como exemplo de “SEPARAÇÃO” devido ao casamento mal feito e sem compromisso de fidelidade, usando o versículo Bíblico poderá mostrar a maneira correta de se fazer o Amalgama entre os dois elementos do Durepoxi e mostrar que no futuro seria não somente inseparável, mas também indestrutível.

O modo de mostrar o correto é amassando as duas partes uma com a outra e reamassando, espremendo, dobrando, sovando a massa e a misturando até ficar com uma cor só, pois se ela for mal misturada deixando partes de cores diferentes não se solidificará corretamente e com o tempo irá se decompor, já se ela for misturada corretamente se solidificará e permanecerá solida para sempre.

Depois de passar o texto do tema ou no tempo que você quiser poderá então retornar ao resultado da dinâmica e usá-los para ensinar o que é “INDISSOLUBILIDADE MATRIMONIAL”.

Enquanto você mistura a massa para que ela se torne uma só você pode ir narrando os sofrimentos que o casal enfrenta em seu dia a dia e poderá ir falando como se resolve estes problemas com o sofrimento, a paciência, o amor, o perdão, a superação, pois pode vir a tentação, a discórdia, a incompreensão, mas quando existe o amor, a compreensão, a cumplicidade, a fidelidade se vence todo sofrimento e isso pode ser comparado com o amassar da massa que no fim se torna uma só peça sólida.

Tudo isso foi feito usando a cola Durepoxi como exemplo, mas existe a massa colorida de criança brincar que é bem mais barata e serve ao mesmo propósito se diferenciando apenas que no futuro não se solidificará e neste caso para se usar no exemplo acima ela também leva a desvantagem de não induzir o casal a misturar a massa como o adesivo Durepoxi e assim poderá surgir muito mais exemplos de erro na interpretação do verdadeiro “MATRIMÔNIO”, não se esqueça de entregar massas de cores diferentes representando o masculino com uma cor mais escura e o feminino com uma cor mais clara resultando numa mistura homogenia com uma cor intermediária fácil de ser observada à distância.

Obs: Existem formulas para que você mesmo faça esta massa com farinha de trigo, tinta, oléo e sem cola branca caso não encontre nas livrarias além de poderem ser reutilizadas como brinquedo para as crianças que estiverem no encontro depois da analise do resultado.

Como fazer você mesmo massa de modelar!

Como fazer massa de modelar

Agora faça um desafio:

Quem é capaz de separar a mistura.  Ofereça um prêmio e etc.

Certamente não aparecerão voluntários para a tarefa…

Insista no desafio até que todos digam que é impossível…

Desafie o homem mais forte do grupo a realizar a tarefa e quando ele confirmar que não pode executar a tarefa então reflita a frase:

A mistura não pode mais ser separada,

O Matrimônio da mesma forma é “Indissolúvel”, uma vez feita a união por Deus, ela se torna para sempre, por isso a Igreja não anula e nem desfaz o Matrimônio, apenas declara em certos casos específicos que ele nunca existiu.

“Não separe o homem aquilo que Deus uniu”

(A família verdadeiramente cristã é capaz de mudar o mundo em que vivemos da água para o vinho).


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Harmonia Conjugal

A Vivência do Sacramento

do Matrimônio


Parábolas

& Reflexões


Jesus estará sempre no meio de nós quando…




“Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estarei Eu no meio deles.”

(Mt 18, 20)



Deus quer estar presente no meio de nós! Sim, entre nós Ele quer estabelecer a Sua morada. Nesta terra nada é mais desejável do que estar na Presença de Deus. É ela o nosso repouso, abrigo, força; precisamos mais dela do que do ar para respirar. Com ela, tudo nos vem em acréscimo. Sem essa Presença, somos como terra árida e sem água.

Nesses dias, na Cracolândia, um senhor que estava se destruindo nas drogas e na vida do crime, ao ver nossos missionários chegando para evangelizar, começou a dizer: “O Reino de Deus, a Presença de Deus, vocês são a Presença de Deus!” e chorava de alegria. Sem a Presença de Deus, nada tem sentido!

Moisés, no livro de Ex 33, recebeu de Deus a promessa de que iria conquistar a terra prometida e vencer os inimigos, porém não teria a Presença do Senhor mesmo sendo acompanhado pelo Seu anjo. Ele se recusou terminantemente a partir, até que o próprio Senhor, movido pela súplica de Moisés, prometeu a Sua Presença e foi com ele. Se esta Presença é tão preciosa, não podemos poupar esforços para tê-La viva, no meio de nós.

Existem de fato algumas “condições” para que o Senhor esteja Presente no meio de nós. Em Mt 18, 20 podemos ver as condições essenciais:
Dois ou três: a Palavra não fala de dois ou três santos, mas de qualquer irmão que se coloque de acordo com outro irmão. Mesmo um pecador pode desejar esta unidade “em nome de Jesus”. Não se trata de buscar a santidade pessoal, mas “a comunhão que, como dizia Orígenes, contém e atrai a Presença do Senhor”. É na unidade que o Senhor se manifesta, por isso Jesus envia os Apóstolos “dois a dois onde Ele mesmo queria ir” (cf. Lc 10). Por isso, Jesus, após a Sua Ressurreição, aparece aos Apóstolos reunidos, e Tomé, que estava ausente, acaba não experimentando a Sua Presença e duvida dela (cf. Jo 20, 24ss).

Estar em acordo: esse “acordo” se dá na contínua busca pela comunhão a qual exige algumas escolhas concretas. É preciso que a comunhão seja declarada. Colocar-se em acordo, em uma mesma escolha que expresse o desejo de dar a vida pelo outro. É preciso continuamente tomar a iniciativa nos atos de amor, colocando-se em sintonia, como as cordas do violão que precisam “ser esticadas” no ponto certo, para que estejam “em acordo, no mesmo acorde”, em harmonia. Isso exige saber se perdoar, recomeçar sempre; exige que o amor seja recíproco. É preciso vencer a tentação do “acomodar-se” para “acordar-se”. Não existe nada mais divino do que se perdoar, o recomeçar em comunhão. Lembro-me do dia em que na Comunidade tínhamos deixado um pão mofar. Percebendo essa falta de cuidado com as doações, um por um começou, espontaneamente, a pedir perdão ao outro e todos pegaram um pedaço daquele pão e comeram. Sentíamos Deus tão Presente e vivo no meio de nós! Chorávamos de alegria. Os vizinhos, naquele momento, viram fogo em cima do telhado da nossa Capela, e para nós, este fogo foi um sinal da Presença do Senhor.



Unidos em nome de Jesus: essa é a última condição. Biblicamente a palavra “nome” significa “debaixo do poderio” da Vontade do Senhor. Eis que o centro da nossa unidade não está na simpatia, na amizade humana, nos interesses particulares. Os padres da Igreja diziam que é difícil encontrar pessoas unidas pela Vontade do Senhor. Mas esse é o segredo da Unidade Divina. Quanto mais nos aproximarmos do Senhor, mais unidos estaremos entre nós, como os raios que se unem ao sol. Renovemos então a escolha de Santa Faustina: “ a partir de hoje não farei mais a minha vontade. A partir de hoje farei a Vontade de Deus em tudo, sempre, custe o que custar…” (Diário de Santa Faustina, p.1264). Decididamente, façamos como Moisés; não demos nenhum passo sem termos entre nós a Presença Viva de Deus que tudo fecunda. Só assim a Aliança de Misericórdia poderá gerar frutos de Vida Eterna.



Pe. João Giorgio Henrique Gonçalves

Amizade Eterna.



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Amizade é algo que nasce dentro do coração, é um sentimento puro e leve…
Amizade não é cobrança, é confiança.
Amizade não se define com palavras, se define com emoção.
Amizade não te leva a sofrer, não decepciona…
Amizade traz carinho, afeto, amor.
Amizade não se mostra só em um sorriso, e sim nas lágrimas.
Amizade não é feita só de momentos bons, mas sim de momentos difíceis que a gente divide.
Amizade não começa por acaso, é destino.
Amizade se descobre todo momento, nas pequenas coisas.
Amizade não está perto somente quando você precisa, porque está perto sempre. Amizade não engana, não finge, não desaparece, não deixa de existir.
Amizade sempre cresce, ela é parte de nossas vidas, é o que nos completa no caminho.
Amizade não é sentimento finito, é eterna.
Amizade começa antes mesmo de nos conhecermos em carne e osso, ela é do Espírito.
Amizade não termina com a morte, ela renasce pra ser ainda mais forte…
Nunca pense que perdeu uma amizade, pois se perdeu não era amizade.
(AD)

AMIZADE_COMO_A_SUA



O_estranho A_palavra_tem_poder Amigos_como_a_rocha

o alpinista Qual o Melhor presente de Natal Fruto_Espírito


Solenidade da Santíssima Trindade.



Homilia do Santo Padre Papa Bento XVI



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Tradução: Nicole Melhado
Boletim da Santa Sé


É grande a minha alegria em poder dividir com vocês o pão da Palavra de Deus e da Eucaristia e poder dirigir-vos, caros Irmãos, a minha cordial saudação.

Celebramos hoje a festa da Santíssima Trindade: Deus Pai e Filho e Espírito Santo, Festa de Deus, do centro da nossa fé. Quando se pensa na Trindade, vem em mente o aspecto do mistério: são Três e são Um, um só Deus em três Pessoas. Na realidade, Deus não pode ser outro que um mistério para nós na sua grandeza e, todavia, Ele se revelou. Podemos conhecê-Lo no Seu Filho e, assim também, conhecer o Pai e o Espírito Santo.


Detalhe central da Santíssima Trindade – Amplie a imagem inteira 2300 k


A Liturgia de hoje, no entanto, leva nossa atenção não tanto sobre o mistério, mas sobre a realidade de amor que é contida neste primeiro e supremo mistério da nossa fé. O Pai, o Filho e o Espírito Santo como um, porque é amor e o amor é a força vivificante absoluta, a unidade criada do amor é reconhecimento; e o Espírito Santo é como o fruto deste amor recíproco entre o Pai e o Filho.

Os textos da Santa Missa de hoje falam de Deus e por isso falam de amor; não se fixa tanto sobre o mistério das três Pessoas, mas sobre o amor que neles constitui o sustento, a unidade e a trindade ao mesmo tempo.

O primeiro texto que escutamos é do Livro do Êxodo – sobre ele falei numa recente Catequese de quarta-feira – e é surpreendente que a revelação do amor de Deus venha depois de um grandíssimo pecado do povo. Apenas foi concluído o pacto de aliança feito no monte Sinai e o povo já deixa faltar a fé.

A ausência de Moisés se prolonga e logo o povo diz: “Mas onde está este Moisés, onde está o seu Deus?” e pede a Aarão para fazer a eles um deus que seja visível, acessível, manobrável, ao alcance do homem, em vez daquele misterioso Deus invisível, longe. Aarão concorda e faz um bezerro de ouro.

Descendo do Sinai, Moisés vê o que aconteceu e quebra as tábuas da aliança, que é já rompida, quebrada, duas pedras nas quais estavam escritos os Dez Mandamento, o conteúdo concreto do pacto com Deus. Tudo parece perdido, toda a amizade, desde o inicio, já está estraçalhada.

No entanto, no momento deste grandíssimo pecado do povo, Deus, por intercessão de Moisés, decide perdoar e convida Moisés a subir novamente ao monte para receber de novo a Sua lei, os Dez Mandamento e renovar o pacto.

Moisés pede então a Deus para se revelar, fazer visível o seu rosto. Mas Deus não mostra Sua face, revela por sua vez o seu ser pleno de bondade com estas palavras: “Javé, javé, Deus compassivo e misericordioso, lento para a cólera, rico em bondade e em fidelidade” (Ex 34, 6).

Está é a Face de Deus. Esta autodefinição de Deus manisfesta o seu amor misericordioso: um amor que vence o pecado, cobre-o, apaga-o. E podemos ser sempre seguros desta bondade que não nos deixa. Não pode haver revelação mais clara. Nós temos um Deus que renuncia destruir o pecador e que quer manisfestar o seu amor de maneira ainda mais profunda e surpreendente, justamente diante do pecador para oferecer a possibilidade da conversão e do perdão.

O Evangelho completa esta revelação, que escutamos na primeira leitura, porque indica até que ponto Deus mostrou sua misericórdia. O evangelista João reflete esta expressão de Jesus: “De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo que nele crer não pereça, mas tenha vida eterna” (3, 16)

No momento existe o mal, o egoísmo, a maldade e Deus poder vir para julgar este mundo, para destruir o mal, para castigar aqueles que operam nas trevas. Em vez, Ele mostra o amor ao mundo, amor pelo homem, no momento do seu pecado, e envia aquilo que há de mais precioso: O Seu Filho unigênito. E não só envia, mas faz dom ao mundo. Jesus é o Filho de Deus que nasceu por nós, que viveu por nós, que venceu o mal perdoando os pecados, acolhendo todos. Respondendo o amor que vem do Pai, o Filho deu sua própria vida por nós: sobre a cruz, o amor misterioso de Deus chega ao cume. E é sobre a cruz que o Filho de Deus nos concede a participação à vida eterna, que vem comunicada com o dom do Espírito Santo.

Assim, no mistério da cruz, estão presentes as três Pessoas divinas: o Pai, que doa seu Filho unigênito para a salvação do mundo; o Filho, que cumpre até o fim o designo do Pai; o Espírito Santo – efuso de Jesus no momento da morte – que vem nos tornar participantes da vida divina., para transformar a nossa existência, porque é animado do amor divino.


O Papa Bento XVI visita San Marino neste domingo (19) (Foto: AP/Marco Vasini)


Caros irmãos e irmãs! A fé no Deus Trinitário caracterizou também esta Igreja de San Marino-Monte feltro no curso de sua história antiga e gloriosa. A evangelização desta terra é santos escultores Marino e Leão, aos quais, na metade do século III depois de Cristo, teriam chegado em Rimini da Dalmácia.

Por suas santidades de vida seriam consagrados, um sacerdote e o outro diácono, pelo bispo Gaudenzio e por ele enviados ao interior, um ao monte Feretro, que depois recebeu o nome de San Leo, e outro ao monte Titano, que depois recebeu o nome de San Marino.

Deixando de lado as questões histórias – que não cabem a nós aprofundar – interessa afirmar como Marino e Leão levaram no contexto desta realidade local, com a fé no Deus revelado em Jesus Cristo, perspectivas e valores novos, determinando o nascimento de uma cultura e uma civilização centrada na pessoa humana, imagem de deus e por isso portadora de direitos presentes em cada legislação humana.

A variedade de diversas etnias – romanos, godos e lombardos – que entravam em contato entre eles, às vezes de maneira muito conflituosa, encontram no comum referimento à fé, um fator potente e edificação ética, cultural, social e, de qualquer modo, política. Era evidente aos olhos deles que não poderia se cumprir um projeto de civilização até que todos os componentes do povo não fizessem parte de um comunidade cristã vivente e bem estruturada e edificada sobre a fé no Deus Trinitário.

Portanto, pode se dizer que a riqueza deste povo, a vossa riqueza, caros samarineses, foi e é a fé, e esta fé criou uma civilização realmente única. Junto à fé, ocorre depois recordar a absoluta fidelidade aos Bispo de Roma, a quela esta Igreja sempre olhou com devoção e afeto; como também a atenção demonstrada a grande tradição da Igreja oriental e a profunda devoção a Virgem Maria.

Vocês são justamente orgulhosos e gratos pelo quanto o Espírito Santo operou pelos séculos na vossa Igreja. Mas vocês sabem também que o melhor modo de apreciar um hereditariedade é cultivar e redeclarar. Na realidade, vocês são chamados a desenvolver este precioso depósito num dos momentos mais decisivos da história.

Hoje, a nossa missão é dever confrontar as profundas e rápidas transformações culturais, sociais, econômicas e políticas, que determinaram novas orientações e modificaram mentalidades, costumes e sensibilidade. Também aqui, de fato, como em outros lugares, não faltam dificuldades e obstáculos, devidos, sobretudo, aos modelos hedônicos que obscurecem a mente e ameaçam desfazer toda a moralidade.

Há a tentação de acreditar que a riqueza do homem não é a fé, mas o seu poder pessoal e social, sua inteligência, sua cultura e sua capacidade de manipulação científica, tecnológica e social da realidade.

Assim, também nesta terra, começou-se a substituir a fé e os valore cristão pelas riquezas, que, no fim, se revelam inconsistentes e incapazes de assegurar a grande promessa verdadeira, do bem, do belo e do justo que pelos séculos vossos antepassados identificaram com a experiência da fé. Não esqueçam a crise que se agrava em não poucas famílias da difusa fragilidade psicológica e espiritual dos casais, como também a cansativa experiência de muitos educadores oferecer contínua formação aos jovens condicionados a muitas precariedades, primeiro entre todos aqueles do meio social e depois da possibilidade de trabalho.

Queridos amigos! Conheço bem o empenho de cada componente desta Igreja na promoção da vida cristã nos seus vários aspectos. Exorto a todos os fiéis que sejam como fermento no mundo, mostrem, seja em Monte Feltro ou em San Marino, que os cristãos estão presentes, pró-ativos e coerentes. Que os sacerdotes, os religiosos e religiosas vivam sempre na mais cordial e afetiva comunhão eclesial ajudando e escutando o pastor diocesano. Também peço a vocês com urgência uma revitalização das vocações sacerdotais, em especial a consagração: faço um apelo às família e aos jovens para que abram a alma para um resposta pronta ao chamado de Deus.


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Nunca se arrependerão de ser generosos com Deus! A vocês leigos, recomento o empenho ativo na comunidade, de modo que, além de seus deveres civis, políticos, sociais e culturais, possam encontrar tempo e disponibilidade para a vida da fé, a vida pastoral.

Caros Fieis! Permaneçam firmes fiéis ao patrimônio construído nos séculos pelo impulso dos vossos grandes padroeiros, Marino e Leão. Invoco a benção de Deus sobre o vosso caminho de hoje e de amanhã e recomento a todos “à graça do Senhor Jesus Cristo, ao amor de Deus e à comunhão do Espírito Santo”(2Cor 13,11). Amém!


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slid: Elaborado por “Buscando novas águas” Liturgia Dominical.



A família que reza unida, permanece unida.



As famílias num passado recente tinham muitas tradições no que diz respeito às orações e práticas religiosas. Muitas casas tinham um altar com santinhos e uma luz votiva. Mas Deus está presente quando uma casa é destituída de amor? O rosário era recitado em família. Mas como nós nos esforçamos para viver os mistérios do rosário? Uma imagem do Sagrado Coração de Jesus foi entronizado no lar. Mas é Jesus, realmente o Senhor da nossa casa e de nossas vidas? Já nós descartamos dessas práticas porque perdemos o sentido por trás delas? Já substituímos algumas outras práticas que consagram esses valores? Há valores em conflito na sociedade de hoje que por vezes coexistem em nossos corações, sem um segundo pensamento.

Tradição vem do tradere palavra latina, que significa entregar. Temos mão de alguma coisa que está viva e é de valor. Quais são os valores que nós, como uma família cristã, deliberadamente escolher entre as alternativas oferecidas pela mídia, para que todos nós somos super-exposta? Se eu passar muitas horas assistindo à televisão, na Internet, lendo revistas e jornais, sem examinar criticamente o que vejo e ouço, eu sou sutil lavagem cerebral por valores mundanos. Ao contrário de quanto tempo vai nos refletir sobre a Palavra de Deus?

As famílias podem orar juntos sem rezar. Eles podem recitar uma série de fórmulas piedosas ajoelhados, enquanto suas mentes e corações estão longe de Deus. Se houver ódio, inimizade, inveja, orgulho e falta de perdão entre eles, isto é oração? Se for hipocrisia orar em tal estado, a resposta é não se desfazer da oração, mas se deve primeiro reconciliar como membros da família.

É a família reunida em seu nome, em Sua presença, para a Sua glória, louvar, agradecer, adorar e pedir-Lhe que os unem no amor? O retrato na parede deve ajudar-nos a ver Jesus presente em cada um de nós.

Isso exige auto-esvaziamento e morrendo diariamente a nós mesmos (refletir sobre Fl 2, 1-11). A oração não é mecânico. As mentes e os corações dos membros da família estão unidos pela Palavra e do Espírito, quando nos reunimos na fé e no amor.

“Quando orardes, não use um monte de palavras sem sentido, como fazem os pagãos pensando que os seus deuses irão ouvi-los porque as suas orações são longas” (Mateus 6:7). Muitas pessoas rezam em fórmulas prefixadas. Eles não conseguem orar com suas próprias palavras e falar com Deus como um Pai “Abba” (Papaizinho).

Oração também é escuta de Deus e escutar um ao outro. Quando partilhamos o que o Espírito está dizendo a cada um depois de refletir sobre o Evangelho, Deus nos fala através dos outros. Mas não devemos pregar. Ao invés partilhar como nós mesmos precisamos mudar ou melhorar nossa vivência Cristã.

“Se você perdoar os erros que cometeram contra você, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará os erros que você cometeu” Mt 6:14-15 a falta de perdão e mantendo os ressentimentos e mágoas vivas em nossos corações são um verdadeiro obstáculo à oração em família ou o casal. Nenhuma cura ou a reconciliação pode ter lugar desde que teimosamente se agarram ao direito de ser e de agir justos.

Relembre a história do fariseu e o cobrador de impostos. Quem deve assemelhar nas minhas atitudes? “Nem todo o que me chama de Senhor. Senhor entrará no Reino dos Céus, mas somente aqueles que fazem o que meu Pai celestial quer que eles façam. Quando o dia do juízo final, muitos me dirão:” Senhor, Senhor! Em seu nome, falou a mensagem de Deus, pelo seu nome, expulsou muitos demônios e fizemos muitos milagres! Então eu lhes direi: ‘Nunca vos conheci. Fique longe de mim, vós, povo malvado! ” (Mateus 6:21-23)

Qual é a vontade do meu Pai para mim, como marido, esposa, pai, filho, irmão, irmã, empregador ou trabalhador doméstico, hoje nesta casa? O Espírito Santo irá revelar isso para mim, se eu pedir-lhe para fazê-lo e ouvi-lo falar para mim, através das Escrituras, os ensinamentos da Igreja e através de si. Ele me dará a força para obedecê-lo. Partilhamos estas inspirações do Espírito Santo de uma forma interativa na nossa oração em família.

A oração é estreitamente ligada à missão confiada a casais, pais e famílias. Qual é a missão da sua Igreja doméstica ou em casa? O reino de Deus já entrou em nossas vidas e em nossas casas neste mundo. Não é um evento futuro depois que morrermos. Todos nós somos chamados e capacitados para construir esse reino de justiça, a misericórdia, o amor e a unidade, todos os dias. Deus dá a cada membro da família de certos dons e oportunidades para usar esses dons para a edificação da Comunidade e principalmente da sua própria família.

Hoje muitos de nós podemos ter mais educação formal, dinheiro e facilidades que os nossos antepassados não puderam. Estamos expostos a muitas fontes de informação que pode nos tornar mais acessíveis e de serviço aos outros. Eles também podem fazer-nos mais vulneráveis ​​à tentação e egoísmo. Como usamos os dons e as oportunidades que Deus investe em nós, para anunciar o Reino de Deus em nosso mundo agora?

Madre Teresa foi uma mulher de oração. Então, foi Mahatma Gandhi. O que eles têm a nos ensinar? Sem oração: a Dois “Casal”, pessoal e oração familiar, que são deixados para os nossos próprios recursos, que são escassos. Mas quando ligar a Deus, que é a força motriz da oração, somos iluminados, reforçado e equipado pelo Espírito Santo para fazer obras que seriam impossíveis para pessoas como nós, com inteligência limitada, discernimento e capacidade criativa.

Estamos vivendo em tempos incertos. Nós nos preocupamos se a nossa aposentadoria, pensões e apólices de seguro serão o suficiente. Tudo que nos cerca está mudando rapidamente, estamos confusos e incapazes de acompanhar o ritmo desta mudança.

Ravi Shankar com sua Arte de Viver está atraindo milhares de pessoas a buscar a paz interior ou como lidar com o estresse. Yoga, meditação Vipassana e várias estratégias para lidar com as emoções são populares hoje entre aqueles com recursos de tempo e dinheiro.

Nós, católicos acreditamos que a confiança em Deus e a providência é ainda mais necessária. A oração nos ajuda a voltar para Deus com confiança infantil. Ela nos ajuda a caminhar humildemente com nosso Deus. Ela nos ajuda a vencer as tentações e nos fortalece quando somos colocados à prova. Nosso Deus está lá para nos livrar do mal.

Peçamos a Maria que nos ajude a rezar com a família da maneira que ela fez para que possamos viver unidos na fé e no amor. Amém

Por padre. Pedro De Sousa

Fonte Original:

The Family That Prays Together Stays Together

by Fr. Peter de Sousa


CHÁCARA JEUS CURA Dia_família


UBUNTU.


Umuntu ngumuntu nagabantu

 “Uma pessoa é uma pessoa por causa das outras pessoas”

(Ditado sul africano da tribo Ubuntu)


UNIDADE E IGUALDADE.


A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz em Florianópolis SC (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu. Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já!”, elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse “Já!”, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam: “Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”

Ele ficou de cara! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?



GAROTA AFRICANA.


Ubuntu significa:

“Sou quem sou, por quem somos todos nós”.

Ubuntu é uma antiga palavra Africana, cujo significado é:
“Humanidade para todos”.

Ubuntu também quer dizer

“Eu sou o que sou devido ao que todos nós somos”.

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos…



UBUNTU PRA VOCÊ TAMBÉM !


Uma corrida semelhante a esta feita em uma olimpíada para criaças exepcionais deu um resultado semelhante, o que deixa as pessoas normais bastante intrigadas sem saber porque nós abandonamos a felicidade que deveria ser normal e preferimos a infelicidade gerada pelo egoísmo social.

Seria esta sindrome apenas falta de conhecimento, treinamento ou apenas deveríamos deixar as coisas ser como deveriam ser sem a interferência de treinamentos opostos ?

Veja o Post Abaixo:

Não existe estranhos, apenas amigos!





O amor Fraterno.

CRF-2010 – 1ª Reflexão.

Senhor, ensinai-nos a viver o amor Fraterno.

São João, 14, 15 a 21

15. Se me amais, guardareis os meus mandamentos. 16. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. 17. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós. 18. Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós. 19. Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, me tornareis a ver, porque eu vivo e vós vivereis. 20. Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós. 21. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.

Reflexão:

Uma das missões de Jesus neste mundo foi exatamente ensinar as pessoas a viverem conforme um novo modelo de vida e não usou apenas de palavras, mas principalmente com seus próprios exemplos.

Dizer ensina-nos a Amar é fácil, difícil mesmo é Amar de verdade e o Amor de Jesus foi daqueles que durou até o fim culminando com sua entrega na cruz por amor de mim e de você perdoando todos nossos erros e pecados.

Jesus não nos mandava fazer coisas difíceis e impossíveis, Ele pedia que fizéssemos apenas o que Ele fazia, “Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei…”, logo não era um bicho de sete cabeças ou algo desconhecido ou impossível, mas sim fazer exatamente como Ele fazia.

A poucos dias li em um livro com exemplos de orações escritas por crianças, que por ser crianças agem inocentemente e expressam seus pensamentos e sentimentos sem se preocupar muito com o que estão dizendo, o garotinho escreveu assim:

“Senhor Jesus, é verdade que você me ama e ama também o mundo inteiro ?

Porque é muita gente e aqui em casa sou só eu, Papai, Mamãe e meu irmãozinho e eu não consigo amar a todos !”

O garotinho expressou em sua oração nada mais e nada menos do que um sentimento que muitas vezes reprimimos dentro de nós dizendo que “Eu amo a todos”, quando na verdade eu odeio o meu “irmãozinho” e se fosse possível eu o esganaria na primeira oportunidade, vejamos que um exemplo desta verdade já estava escrito na Bíblia quando Moisés fala sobre Caim ter matado Abel por causa de seu ciúme e inveja.

Amar é em primeiro lugar apagar este tipo de egoísmo que existe em nós, precisamos nos afastar do orgulho, da inveja e do ciúme para evitar o ódio que gera o crime o pecado e a morte.

Uma vez afastados destes pecados graves iremos analisar o segundo passo que seria Amar verdadeiramente o irmão, que neste caso não o seria o seu “irmãozinho” filho de seu Pai e sua Mãe que as vezes é até mais difícil de ser amado, mas queremos falar do amor Fraterno na comunidade que é a Igreja, na Família como um todo e também na sociedade onde vivem os irmãos necessitados que nem conhecemos e aqueles exploradores que estão sempre em evidência e não se tocam a respeito deste assunto.

Este amor é aquele que pede o nosso desprendimento interior, o abandono completo de nosso eu e a compreensão efetiva daquela oração que Jesus nos ensinou “O Pai Nosso”, uma das grandes novidades do evangelho do Reino pregado por Jesus é que Ele ensina na coletividade e na unidade perfeita.

Por exemplo, Ele formou uma pequena comunidade de amor com seus discípulos os quais aprenderam com Ele todas as coisas e ficaram responsáveis de nos ensinar tudo aquilo que Jesus queria que aprendêssemos, logo que a Igreja se iniciou, formou-se uma grande comunidade de Amor que dividiam todos os bens em comum e viviam como uma só família, isto fluiu naturalmente da vivência dos ensinamentos de Jesus, esta comunidade é o que Chamamos hoje de Igreja.

A Comunidade unida pelo Bem Comum é Forte e vitoriosa. Foto: guerreirodaalemoa.blogspot.com/

Vemos que o mundo hoje e a Igreja estão longe de alcançarem aquele objetivo inicial, mas ao mesmo tempo se compararmos a vida na sociedade de hoje com as daquele tempo, diríamos que ela espelha verdadeiramente os planos de Deus, o que nos falta é sermos mais fiéis aos nossos princípios Cristãos, só não alcançamos melhores resultados na sociedade é porque não seguimos 100 % tudo o que Jesus nos ensinou, queremos sempre o que é bom, mas na hora de oferecer o bem, o amor para as outras pessoas sempre os oferecemos com reservas e egoísmo.

Jesus disse que quando mais doamos, mais receberemos e que quanto mais amarmos o nosso irmão mais seremos amados por eles e pelos outros e isto se chama reciprocidade, uma troca e oferta continua que supre todas as necessidades e gera o que mais procuramos em toda a nossa vida, que é a FELICIDADE, ou nunca ouviu aquela frase que diz  “existe muito mais alegria em dar do que em receber.?”

São Francisco de Assis foi o Santo que mais viveu esta verdade e vivia sempre feliz e contente, cheio da alegria e da Paz que vem do Senhor.

Na nossa vida prática podemos nos dispor a aprender o que Jesus nos ensina com seus exemplos, aprender o que os Santos puseram em prática em suas vidas e foram bem sucedidos já que eram homens comuns e não Deus como Jesus e assim serve de espelho para nós, precisamos compreender que quando uma pessoa faz um bom propósito de viver como Jesus viveu ela automaticamente contagia aqueles que vivem ao seu redor e estendem os benefícios à toda a comunidade e todos começam a experimentarem mais amor e mais alegria em suas vidas.

A começar em Mim, devemos olhar para nós mesmos e não esperar que os outros tomem a iniciativa, porque a proposta é para mim e para você, a promessa de Deus é para nós e não para os outros, eles serão atraídos a viverem também este chamado à medida que observarem os frutos que produzimos, ao observarem que somos pessoas felizes e alegres e que é muito melhor estar em Jesus e na Igreja do que perdidos no mundo sem rumo e sem direção, neste ponto caberá a nós com muito amor saber acolher os recém convertidos e ensinar a todos o que aprendemos de Jesus.

Para que tudo isso aconteça em nosso meio, Jesus enviou o seu Espírito Santo para estar conosco, nos auxiliando e conduzindo nos momentos mais difíceis e confusos, nos dando força para suportar as perseguições e nos inspirando em tudo o que devemos viver e ensinar.

Resta-nos ainda a alegria da certeza da Vitória, porque Jesus nos revela que suas palavras e seus ensinamentos jamais passarão até que tudo se cumpra, isto para nos mostrar que nada do que Ele nos ensinou é impossível de ser vivido na comunidade além de nos dar a imagem de um mundo novo que não refletirá mais toda a tristeza e desordens originadas do pecado e da injustiça, mas será sim aquele mundo que todos tem sonhado, mas que porém nem sempre trabalhamos para que possamos alcança-lo.


Perguntas para Partilha:

1 – Baseados nos ensinamentos de Jesus como podemos conciliar a vivência do Amor e a exigência de Justiça ?

Na verdade o Amor é aquele que produz a perfeita Justiça, sem amor não haverá uma justiça justa, como se diz, neste caso estamos analisando a Justiça humana e não a Justiça Divina, porque pelo que conhecemos das leis civis elas sempre prejudicam os mais fracos e nunca os mais fortes e assim mantém-se uma situação de desequilíbrio na face da terra, mas a Justiça Divina esta julga o pecador com a mesma medida com que ele julga seu irmão ou aquele que lhe é inferior, não que seja uma Justiça de dois pesos e duas medidas, mas é por isso que Deus nos diz que devemos sempre optar pelo perdão e pela misericórdia e não pelo julgamento e a condenação, porque todos nós precisamos de muito perdão e muita misericórdia para conseguirmos entrar no céu e se atuarmos neste mundo como Juizes que condenam tudo na verdade condenamos os nossos próprios pecados e defeitos que vemos nas outras pessoas, por isso o Amor é sempre a melhor opção porque é com ele que somos capazes de perdoar assim como Jesus nos Perdoou.

Este amor jamais entrará em conflito com a Justiça Divina, mas muitas vezes ele entra em conflito com a Justiça humana quando condenamos alguém injustamente a pagar por um erro que não cometeu ou deixamos alguém que cometeu erros graves sem pagar por seus crimes, muitas vezes condenamos alguém como um Bandido enquanto outro que comete o mesmo erro é um grande e fiel amigo e merece todo nosso perdão.

Por outro lado, todos aqueles que cometem pecados, erros e crimes são merecedores de uma punição, isto porque toda causa tem seu efeito e quando cometemos um crime, sabemos que este crime tem uma punição, logo é uma aceitação consciente desta punição, um ladrão quando atira em alguém ou até mesmo quando assalta alguém com arma em punho, isto é porque ele sabe que pode matar alguém e que este crime será punido e não terá perdão, isto porque um criminoso não pode ficar livre para cometer outros crimes contra outras pessoas inocentes que nada de errado fizeram contra a sociedade, neste caso a lei social não se dá perdão a crimes cometido e sim impõe-se uma pena a cada um deles, o que precisamos é que esta lei funcione para todos os que cometem crimes e não apenas para alguns.

2 – Como entendemos esta frase: “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.”?

Eu entendo como uma opção de exclusão, sendo ao escolher uma opção AUTOMÁTICAMENTE excluímos a outra, isto significa caminhos diferentes ou direções opostas, sendo que para me aproximar de Deus eu preciso me afastar do Dinheiro.

Veja bem, estamos falando de serviço e não de posse.

Servir aqui se entende como prestar serviço, ser empregado, prestar obediência, ser dependente e etc. e num sentido utilizado por Jesus, que seria bem mais grave, deixar o dinheiro ser como se fosse um deus aquém você ama em primeiro lugar.

Alguém pode justificar que Dinheiro não é uma pessoa e nem poderia exercer tal domínio sobre alguém, na verdade é o que mais acontece, mesmo sendo uma matéria física que representa algo virtual e inexistente, algo que valoriza e desvaloriza dependendo da maré de expectativa geral do planeta, muitos vivem e respiram ter e possuir e acabam se escravizando e perdendo toda a vida por este motivo.

O dinheiro não é uma pessoa, logo não pode ter ou possuir alguém, mas podemos dizer que pessoas agem como se toda a sua vida dependesse de ajuntar uma boa quantidade de Dinheiro para que depois possa aproveitar dele para viver bem tranqüilamente sem trabalhar, o que muitas vezes ocorre é que nunca se alcança o objetivo desejado, ou quando se alcança sempre se busca um mais além, é neste ponto que você deixa de ser o Senhor de sua própria vida que passa a ser dominada, direcionada e motivada por uma posse desenfreada de alguma coisa.

O dinheiro é muito bom desde que seja possuído por você, que o usa como bem lhe entender principalmente quando você não tem problema em segura-lo sem necessidade.

Este é um princípio contra a poupança, é verdade, pode ser mesmo, porque a poupança hoje se faz necessária justamente por causa dos juros que o crédito lhe cobra, que na verdade lhe empresta o seu próprio dinheiro depositado e mesmo assim lhe cobra juros por ele.

O mundo de hoje deixou de ter dinheiro circulante e passou a ter crédito, que nada mais é que uma promessa de pagamento futuro e você passa a dever o trabalho que ainda fará amanhã e não o que já fez, esta forma de funcionamento da economia é ainda mais prejudicial ao homem, porque o escraviza ainda mais, porque ele passa a penhorar todo o seu futuro em troca de um pequeno benefício no dia de hoje.

A culpa destes acontecimentos está exatamente no desejo do homem de querer sempre mais e assim os outros incentivam esta necessidade lhe dando agora um pouquinho para tirar mais que o dobro depois aos pouquinhos, se o homem não fosse conduzido ou movido pela anciã de ter e possuir este mal não aconteceria, porque não acharia quem caísse na armadilha e nem morderia a isca.

Quando nos entregamos a Deus e confiamos em seu nome não nos submetemos às conseqüências deste mal, mas mais importante seria que todos tivessem este mesmo objetivo porque é um bem comunitário que deveria ser buscado pela comunidade toda ao mesmo tempo.




Celebrando o Natal – 2015



Fernanda Brum canta o Magnicat de Maria em seu lançamento Celebrando o Natal.   Usando as palavras de Padre Joãozinho […] Faz tempo que a grande maioria dos evangélicos mantém um estranho pudor para falar sobre Maria. É estranho porque sendo “evangélicos” deveriam cantar todo o Evangelho. […], Padre Joãozinho tem razão em suas palavras e evidentemente podemos notar que apesar de algumas acusações sem fundamento a nós Católicos, a pessoa de Maria e seu mérito perante Deus não teria nada a ver com o nosso pressuposto pecado, portanto deixar de proclamar partes do evangelho só porque esta parte se refere a uma pessoa muito amada por nós Católicos não faria sentido já que esta pessoa foi escolhida por Deus para ser a Mãe de Jesus e não por nós meras criaturas humanas.

Quero parabenizar Fernanda Brum por seu lançamento e espero que não seja mal compreendida por seus irmãos evangélicos e nem por nós Católicos, vejo nesta atitude uma forte motivação Divina em busca da união dos filhos de Deus e espero que seu Cd seja muito abençoado.


Ouça a canção:


FERNANDA BRUM – MARIA


Gostaria de transcrever aqui uma observação da pessoa que postou o clip no Youtube que foi retirado, este que aí esta é um outro clip com a mesma música sem o comentário abaixo:

[…]QUERO DEIXAR CLARO QUE MARIA FOI A MULHER MAIS DIGNA QUE DEUS ENCONTROU NA TERRA PARA GERAR JESUS EM SEU VENTRE, E ELA COM ESMERO CUMPRIU SEU PAPEL, PORÉM O FATO DE ADORAR A MESMA, NÃO É O CORRETO,…[…]

Copiei este texto para esclarecer mais uma vez e deichar nosso amigo tranquilo com sua conciência, porque nós Católicos jamais adoramos Maria.

Quando homenageamos nossa mãe terrena ou quando homenageamos nossa mãe no céu que é Maria, simplesmente manifestamos nosso reconhecimento por tudo que ela foi capaz de fazer por amor a nós e a seu Filho Jesus nosso Salvador.

Estas homenagens e festividades jamais foram consideradas culto de adoração por nós e jamais foram executadas com este objetivo.

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Outras Fotos

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Domingo da Santíssima Trindade.



 O nosso Deus é um

Deus uno e Trino.




Conta-se que Santo Agostinho andava certo dia a passear na praia meditando sobre o mistério da Santíssima Trindade:

Um Só Deus em três pessoas distintas…

Enquanto caminhava, observou um menino que carregava um pequeníssimo balde com água. A criança ia até o mar, trazia a água e deitava-a dentro de um pequeno buraco que havia feito. Após ver repetidas vezes o menino fazer a mesma coisa, resolveu interrogá-lo sobre o que pretendia. O menino, olhando-o, respondeu com simplicidade:

– “Quero colocar a água do mar neste buraco”.

Santo Agostinho sorriu e respondeu-lhe:

– “mas tu não percebes que isso é impossível mesmo que trabalhes toda a vida? O mar é infinitamente grande. Jamais o irás conseguir colocar aí todo dentro desse pequeno buraco…”.

Então, novamente olhando para Santo Agostinho, o menino respondeu-lhe: “ora, é mais fácil a água do mar caber nesse pequeno buraco do que o mistério da Santíssima Trindade ser entendido por um homem!”. É mais fácil colocar toda a água do mar aqui dentro deste buraco que o homem conseguir entender o mistério da Santíssima Trindade.


O homem é infinitamente pequeno e Deus é infinitamente grande!




Há 15 dias atrás celebramos a festa da glorificação do Filho (a 2ª Pessoa) – Ascensão de Jesus ao Céu;

Há 08 dias celebramos a festa da descida do Espírito Santo (a festa da 3ª Pessoa) – Pentecostes;

E hoje celebramos o Domingo da Santíssima Trindade – Queremos hoje contemplar a Deus como uno na diversidade de três pessoas.

– O Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Esta festa não é essencialmente um convite a decifrar ou interpretar o “mistério” que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”, mas deverá ser uma oportunidade para contemplar o nosso Deus, que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor que é ELE próprio.
Não é fácil falar de Deus… pela grandeza que Ele tem e pela nossa pequenez! Deus permanecerá sempre como mistério impossível para nós de abarcar, interpretar na totalidade!

Jamais poderemos interpretar toda a densidade e profundidade deste mistério que é Deus uno e trino; no entanto, podemos e deveremos, procurar crescer no seu conhecimento. Só conheceremos e entenderemos Deus na medida em que pessoalmente o quisermos levar para o nosso dia a dia.

Para termos acesso a essa intimidade com Deus temos como auxílio especial a Sagrada Escritura que nos revela quem é Deus em Jesus Cristo, hoje presente no Espírito Santo.

Celebrar a Santíssima Trindade é muito mais que querer entender um Deus uno que vive e se manifesta em três pessoas. Celebrar a Santíssima Trindade é querer descobrir que o nosso Deus é uma comunhão de amor.

Permiti-me que partilhe uma das histórias de Santo Agostinho.

Conta-se que Santo Agostinho andava certo dia a passear na praia a meditar sobre este mistério da Santíssima Trindade: um Deus em três pessoas distintas… Enquanto caminhava, observou um menino que carregava um pequeníssimo balde com água. A criança ia até o mar, trazia a água e deitava-a dentro de um pequeno buraco que havia feito. Após ver repetidas vezes o menino fazer a mesma coisa, resolveu interrogá-lo sobre o que pretendia. O menino, olhando-o, respondeu com simplicidade: -“quero colocar a água do mar neste buraco”. Santo Agostinho sorriu e respondeu-lhe: -“mas tu não percebes que isso é impossível mesmo que trabalhes toda a vida? O mar é infinitamente grande. Jamais o irás conseguir colocar aí todo dentro desse pequeno buraco…”.

Então, novamente olhando para Santo Agostinho, o menino respondeu-lhe: “ora, é mais fácil a água do mar caber nesse pequeno buraco do que o mistério da Santíssima Trindade ser entendido por um homem!”. É mais fácil colocar toda a água do mar aqui dentro deste buraco que o homem conseguir entender o mistério da Santíssima Trindade. O homem é infinitamente pequeno e Deus é infinitamente grande!

É uma “históriazinha” cheia de verdade. Só poderíamos compreender perfeitamente a Santíssima Trindade se nós próprios fossemos ‘deuses’.

Queremos ser “deuses” e queremos limitar Deus às nossas capacidades intelectuais. Queremos que ele “caiba” dentro da nossa capacidade de raciocínio… IMPOSSÍVEL! Deus é infinitamente maior.

Podemos, contudo, por meio da razão iluminada pela fé, chegar a um conhecimento ainda que limitado.

O conhecimento que podemos ter terá de ser feito tendo por base comparações, que são sempre, por natureza imensamente limitadas e às vezes até infelizes.

A Santíssima Trindade é como o fogo que queima, que ilumina e que aquece, sendo apenas fogo. É sempre apenas uma coisa – fogo – mas manifesta-se de diversas formas… assim Deus também… é sempre Deus – mas manifesta-se como Pai Criador, como Filho Redentor/Salvador, como Espírito Santo, auxiliador!




A Santíssima Trindade é superior à capacidade humana de entendimento, mas não contraria a razão. Dizer que existe “um Deus em três pessoas” faz sentido… já dizer que “há um Deus em três deuses!” não faz sentido e contraria a razão humana.

Deus revela-se na Trindade como um mistério de amor e porque vive numa comunhão de amor quer amar-nos sempre e quer introduzir-nos na sua família.

Em nós está o Pai, que nos chamou do nada, que insuflou o seu sopro de vida e nos chama a realizar a nossa vocação pessoal de Filhos de Deus.

Em nós está o Filho, que entregou a sua vida por nós.

Em nós está o Espírito Santo que constantemente nos ilumina e nos chama a caminhar ao encontro do Deus amor.

Nós fazemos parte da Santíssima Trindade – podemos de alguma forma dizer que nós somos a 4ª pessoa da Trindade Divina.“PELO MENOS É A PROPOSTA QUE JESUS NOS FAZ em São João Cap. 17”, Deus vive em comunhão de amor para nos convidar a amar! Se vivermos para amar fazemos parte da família de Deus – vivemos em Deus.

Adoremos – a Santíssima Trindade e o amor infinito que esta tem por cada um de nós.

Amemos – a Trindade que primeiro nos amou e constantemente permanece em nós.

Imitemos – a Trindade e vivamos para amar e em comunhão com todos.

Sejamos reflexos da Trindade, isto é, sejamos sinais de comunhão, de partilha, de esperança para este mundo tão dividido, individualista e sem esperança.


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slaid: Elaborado por “Buscando novas águas” Liturgia Dominical.



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O Mistério Da Igreja.

Uma jovem de apenas 2000 anos.

Françoá R. F. Costa*

Sumário

1 – O Mistério da Igreja: sua origem, fundação e missão

2 – Povo de Deus, Corpo de Cristo, Templo do Espírito Santo

3 – Una, Santa, Católica e Apostólica

a) A Igreja de Cristo é una e única

b) A Igreja é Santa

c) A Igreja é Católica

d) A Igreja é Apostólica

4 – Os fiéis de Cristo – Leigos, Vida Consagrada, Hierarquia

a) Os leigos

b) A vida consagrada

c) O minstério na Igreja

5 – A “Communio Sanctorum”

6 – Maria, Mãe de Cristo e da Igreja 

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Os Padres da Igreja gostavam de comparar a Igreja à lua, pois assim como a lua recebe toda a sua luz do sol, assim também a Igreja recebe toda a sua luz de Cristo1. Meditar sobre o Mistério da Igreja é também meditar sobre o que somos enquanto cristãos, somos Igreja.

O sol que ilumina a Igreja, Cristo, é também quem mantém a sua jovialidade. A Igreja não envelhece, ela passa por fases que a levam ao amadurecimento no curso da história. Contudo, a vitalidade essencial que lhe vem do Pai em Cristo pelo Espírito Santo é sempre a mesma, a de Deus enquanto participada por essa criatura sua, a Igreja, que acolhe no seu seio a nova criação, a humanidade redimida no sangue do Cordeiro que tira o pecado do mundo..

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1 – O Mistério da Igreja: sua origem, fundação e missão.

Para perscrutar o mistério da Igreja, convém meditar primeiro sobre sua origem no desígnio da Santíssima Trindade e sobre sua realização progressiva no curso da história”2.

Podemos pensar no mistério da Igreja, isto é, considerando-a, ela mesma, como um mistério; também podemos falar da Igreja do mistério, enquanto que ela é depositária do Mistério de Cristo. A Igreja na terra é – como diz o Concílio Vaticano II3 – como um sacramento, ou seja, sinal vísivel de uma realidade invisível. A Igreja, Mistério de comunhão entre Deus e os homens, e destes entre si e com Deus, ésacramentum communionis, sacramento da comunhão: ela visibiliza o mistério de união com Deus e com os demais.

O Catecismo da Igreja Católica fala da Igreja como um projeto nascido no coração do Pai, prefigurada desde a origem do mundo, preparada na Antiga Aliança, instituída por Jesus Cristo, manifestada pelo Espírito Santo e consumada na glória4. Diz ainda: “A Igreja está na história, mas ao mesmo tempo a transcende. É unicamente “com os olhos da fé” que se pode enxergar em sua realidade visível, ao mesmo tempo, uma realidade espiritual, portadora de vida divina”5.

Ela é um mistério revelado paulatinamente até que chegasse a plenitude dos tempos (Cfr. Gal 4,4) e Jesus Cristo – que é a plenitude e o mediador da Revelação – a fundasse. Em primeiro lugar: como a Igreja é um projeto nascido no coração do Pai, e como o Pai é eterno, podemos dizer que a Igreja existe desde toda a eternidade no coração de Deus.

Como foi dito anteriormente, a Igreja é mistério de comunhão dos homens com o Pai no Filho pelo Espírito Santo. Esse elemento é central para compreender a Igreja: Comunhão. Deus chama toda a humanidade para viver em comunhão com ele, de tal maneira que podemos dizer quea Igreja é a humanidade redimida e em comunhão com a Trindade beatíssima . Deus chama à comunhão. “A palavra “Igreja” [“ekklésia”, do grego “ekkaléin” – “chamar fora”] significa “convocação”. Designa assembléia do povo, geralmente de caráter religioso. É o termo usado freqüentemente no Antigo Testamento grego para a assembléia do povo eleito diante de Deus, sobretudo para a assembléia do Sinai, onde Israel recebeu a Lei e foi constituído por Deus seu povo santo… O termo “Kyriakä”, do qual deriva “Chruch”, “Kirche”, significa “a que pertence ao Senhor”… “A Igreja” é o povo que Deus reúne no mundo inteiro. Existe nas comunidades locais e se realiza como assembléia litúrgica sobretudo eucarística. Ela vive da Palavra e do Corpo de Cristo e se torna assim, Corpo de Cristo”6.

O amor da Trindade pela humanidade fez com que a Igreja fosse prefigurada na arca de Noé, na assembléia de Israel, no templo de Jerusalém etc. Deus criou o ser humano para fazê-lo participante de sua vida divina, não existe um só ser humano que não tenha esse fim sobrenatural. E o meio através do qual esse fim sobrenatural se realiza é a Igreja. Ao mesmo tempo que a Igreja é o meio pelo qual se realiza essa comunhão com Deus, ela também é – com relação ao mundo – a finalidade de todas as coisas7.

Quando o homem e a mulher pecaram, o Senhor prometeu a salvação (Cfr. Gn 3,15). A partir daí começou o tempo de preparação da Igreja. Alguns Santos Padres falaram até daEcclesia ab Adamo, a Igreja desde os tempos de Adão, e da Ecclesia ab Abel , a Igreja desde os tempos de Abel. “A preparação longínqua do Povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que será o pai de um grande povo. A preparação imediata tem seus inícios com a eleição de Israel como povo de Deus”8.

Quando chegou o momento Cristo instituiu a sua Igreja: “o Senhor Jesus dotou sua comunidade de uma estrutura que permanecerá até a plena consumação do Reino. Há antes de tudo a escolha dos Doze, com Pedro como seu chefe. Representando as doze tribos de Israel, eles serão a pedra de fundação da nova Jerusalém. Os Doze e os outros discípulos participam da missão de Cristo, de seu poder, mas também de sua sorte. Por meio de todos esses atos, Cristo prepara e constrói a sua Igreja.

“Mas a Igreja nasceu primeiramente do dom total de Cristo para nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na Cruz. “O começo e o crescimento da Igreja são significados pelo sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado.” “Pois do lado de Cristo dormindo na Cruz é que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja”. Da mesma forma que Eva foi formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração traspassado de Cristo morto na Cruz”9.

Podemos observar que o Catecismo não utiliza apenas uma passagem para explicar-nos a fundação da Igreja, como a conhecida “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). É verdade que essa passagem continua mantendo toda a sua importância nesse contexto, pois trata-se de uma promessa do Senhor, já realizada, pois a Igreja foi fundada. O Catecismo da Igreja fala de “atos fundacionais de Cristo”: a reunião de discípulos, a escolha dos Doze, a primazia de Pedro no grupo dos Doze, a instituição da Eucaristia, o Mistério Pascal. Como tudo o que Deus fazad extram , ou seja, o que acontece fora da vida íntima de Deus, são ações comuns às três divinas Pessoas da Trindade, entenderemos também a função importantíssima do Espírito Santo, que é Espírito do Pai e do Filho, em Pentecostes e nos primeiros anos da Igreja nesteprocesso fundacional. O Espírito Santo pode ser chamado co-fundador da Igreja com Cristo. A Igreja é fruto da missão conjunta do Filho e do Espírito Santo, enviados pelo Pai.

A Igreja foi manifestada pelo Espírito Santo. “Terminada a obra que o Pai havia confiado ao Filho para realizar na terra, foi enviado o Espírito Santo para santificar a Igreja permanentemente”10. Esta Igreja também será consumada na glória quando Cristo volte em sua glória11. Então a Igreja estará para sempre resplandecente de santidade.

A missão da Igreja é a mesma de Cristo: a salvação da humanidade. Ela continua a missão de Jesus Cristo. “Por ser “convocação” de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos”12. O Cristo glorificado que recebeu do Pai toda autoridade, todo poder, faz com que sua Esposa participe desta mesma autoridade, deste mesmo poder: a missão de Cristo sacerdote, profeta e rei faz-se presente por participação na missão da Igreja, Povo sacerdotal, profético e régio.

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2 – Povo de Deus, Corpo de Cristo, Templo do Espírito Santo

Outrora Deus fez para si um povo, o Povo de Israel. Ele enviou o seu Filho para salvar esse povo, o qual não aceitou – na maioria de seus membros – o Messias enviado. Então Deus formou para si umNovo Povo , a Igreja, constituído pelos que nascem pela fé e pelo Batismo; este povo tem por Chefe Jesus Cristo; como condição, a dignidade da liberdade dos filhos de Deus; como lei, o mandamento novo de amar como Cristo mesmo nos amou; como missão, ser sal da terra e luz do mundo; como meta, o Reino de Deus, do qual a mesma Igreja já é germe13. O Novo Povo de Deus é um povo sacerdotal, profético e régio, e todo e qualquer batizado participa dessas três funções de Cristo14.

A Igreja é também o Corpo de Cristo. Distingamos: o corpo físico do Senhor é aquele que ele tem agora no céu, corpo glorioso; o corpo eucarístico do Senhor é o que nós temos no Sacramento da Eucaristia, trata-se de uma presença substancial, não-física; o corpo místico do Senhor é a Igreja. É São Paulo quem usa essa bela imagem: “Com efeito, o corpo é um e, não obstante, tem muitos membros, mas todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, formam um só corpo. Assim também acontece com Cristo. Pois fomos todos batizados num só Espírito para ser um só corpo” (1 Cor 12,12-13).

“A comparação da Igreja com o corpo projeta uma luz sobre os laços íntimos entre a Igreja e Cristo. Ela não é somente congregada em torno dele; é unificada nele, em seu Corpo”15. O “Christus totus – Cristo total” é Cristo-Cabeça e a Igreja-Corpo. Esta união maravilhosa existente entre Cristo e sua Igreja não impede a distinção que há entre os mesmos; daí a importância de outra bela imagem: a Igreja é a Esposa de Cristo:“ela é a Esposa imaculada do Cordeiro imaculado, a qual Cristo “amou, pela qual se entregou, a fim de santifica-la” (Ef 5,26). Efectivamente, a consideração da Igreja como esposa tem a vantagem de balancear a anterior, já que ao apresentar a Igreja como corpo poderia dar-se o perigo de uma divinização confusa da Igreja; a Igreja é também esposa e, como toda esposa, distinta do esposo. Desta maneira, fica claro que a Igreja écreatura Verbi, criatura do Verbo de Deus.

A Igreja é também Templo do Espírito Santo, que nela habita, vivicando-a e santificando-a; ele é o “Dominus et Vivificans – Senhor e Doador de vida”, é ele quem distribui os dons da Cabeça (Cristo) ao Corpo (Igreja). “O Espírito Santo é “o Princípio de toda ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas partes do corpo””16. Essa ação misteriosa do Espírito Santo se percebe não só na Igreja enquanto instituição, mas também em cada cristão que se deixa conduzir docilmente por seu amor e poder. O Espírito do Pai e do Filho habita no coração dos filhos de Deus por graça e, dessa maneira, cada cristão é templo vivo da presença de Deus onde quer que se encontre.

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3 – Una, Santa, Católica e Apostólica

a) A Igreja de Cristo é una e única.

É una por sua Fonte, a Trindade Beatíssima, um só Deus em três Pessoas; por seu Fundador, Jesus Cristo; por sua Alma, o Espírito Santo17. Alguém poderia perguntar: se a Igreja é una com uma indivisibilidade tão fundada, como explicar a diversidade que há nela? A resposta pode dar-se na mesma linha do que antes foi dito: Deus é um, mas também é trino; a Igreja é una, mas também guarda em si a diversidade. Esta variedade de povos, culturas, espiritualidade, ritos, não impedem a unidade da Igreja. Ela desprende todo o vigor de sua unidade em meio de tão rica variedade.

Em concreto, para verificar o grau de unidade que alguém tem com a Igreja de Cristo é importante fixar-se nos vínculos de unidade. Logicamente, o vínculo dito “invisível” não é verificável pois se trata da graça de Deus, que faz com que haja“a caridade, que é o vínculo da perfeição” (Cl 3,14). Além do vínculo invisível, existem os vínculos visíveis, que sim são verificáveis: a profissão de uma única fé recebida dos apóstolos, a celebração dos Sacramentos, a sucessão apostólica (através do Sacramento da Ordem, que mantém a concórdia na Família de Deus que é a Igreja). Classicamente, isso tem sido expressado assim: comunhão na Fé, nos Sacramentos e no Regime18.

Em sentido estrito, para que alguém esteja em plena comunhão com a Igreja são necessários todos os vínculos, sem excluir a graça de Deus. Não será dificil concluir, a partir da consideração anterior que nós, os que estamos em plena comunhão com a Igreja Católica mediante os vínculos externos ou visíveis, podemos não estar em plena comunhão se consideramos o estado de graça. É doutrina católica que não é possível saber com certeza de fé se estamos ou não na graça de Deus. Consequência: nunca presumir! É verdade que sempre podemos, supostos os meios sobrenaturais adequados, confiar que estamos em graça; no entanto, sempre com o santo temor de Deus e a consciência de que quem nos salva é o Serhor. Somos a comunidade dos salvados em busca da salvação!

Talvez alguém se assustaria com a afirmação tão clara que os filhos da Igreja ousam dizer nos tempos atuais: a Igreja de Cristo é a Igreja Católica. Contudo, isso é verdade: a Igreja que Jesus Cristo quis e fundou é a Igreja Católica, a única Igreja de Cristo, entregue a Pedro e aos demais Apóstolos. “Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste na (“subsistit in”) Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”19.

O que fazer então com o ecumenismo? Será o que antes se afirmou não desmorona essa tentativa de unidade? Não. O ecumenismo não pode ser confundido com o “falso irenismo”, com meias verdades, com maneiras suaves fundadas na ignorância. Com o movimento ecumênico, a Igreja tem procurado fazer realidade o desejo de Cristo de que todos sejam um (Cfr. Jo 17,21), e fá-lo na verdade e na caridade. Apesar de ser um trabalho difícil, o ecumenismo precisa ir adiante. O primeiro gesto ecumênico a ser feito, porém, é o da oração; precisamos rezar muitas vezes a oração que Cristo rezou:“que todos sejam um” . No Concilio Vaticano II, “por «movimento ecuménico» entendem-se as actividades e iniciativas, que são suscitadas e ordenadas, segundo as várias necessidades da Igreja e oportunidades dos tempos, no sentido de favorecer a unidade dos cristãos. Tais são: primeiro, todos os esforços para eliminar palavras, juízos e ações que, segundo a equidade e a verdade, não correspondem à condição dos irmãos separados e, por isso, tornam mais difíceis as relações com eles; depois, o «diálogo» estabelecido entre peritos competentes, em reuniões de cristãos das diversas Igrejas em Comunidades, organizadas em espírito religioso, em que cada qual explica mais profundamente a doutrina da sua Comunhão e apresenta com clareza as suas características. Com este diálogo, todos adquirem um conhecimento mais verdadeiro e um apreço mais justo da doutrina e da vida de cada Comunhão. Então estas Comunhões conseguem também uma mais ampla colaboração em certas obrigações que a consciência cristã exige em vista do bem comum. E onde for possível, reúnem-se em oração unânime. Enfim, todos examinam a sua fidelidade à vontade de Cristo acerca da Igreja e, na medida da necessidade, levam vigorosamente por diante o trabalho de renovação e de reforma”20. Uma observação que vale a pena fazer neste momento é que a conversão das pessoas à uma determinada Igreja ou Comunidade Eclesial não vai em contra do ecumenismo. Caso um irmão de uma confissão evangélica queira alcançar a plena comunhão com a Igreja Católica será sempre bem recebido e nós, os católicos, devemos alegrar-nos imensamente de que essa pessoa alcance a plenitude dos meios para a sua salvação.

Para que fique mais claro: uma pessoa chega a pertencer a Igreja de Cristo pelo batismo. Qualquer batizado pertence à Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica. Isso quer dizer, a efeitos práticos, que um cristão de uma comunidade eclesial evangélica pertence à Igreja de Cristo, mas não pertence a ela totalmente; de fato, quanto esse cristão vem à Igreja Católica fala-se que ele alcançou aplena comunhão com a Igreja. Com outras palavras, antes de ser católico ele pertencia à Igreja de Cristo, mas só parcialmente; depois de vir à Igreja Católica ele alcançou a comunhão plena com essa Igreja.

b) A Igreja é Santa

Esse é um artigo do Credo que talvez, inclusive para muitos cristãos, resulte um pouco difícil de aceitar. O problema é que ao ver a vida de alguns discípulos de Cristo, inclusive de membros da hierarquia, muitas pessoas se assustam. No entanto, é preciso dizer, não deveriam assustar-se: a Igreja está composta de seres humanos, e como tais, falíveis. Quando uma pessoa olha para si mesmo e vê a capacidade que tem para cometer os piores pecados já cometidas por outros, não se assustará mais; ao contrário, pedirá a misericórdia de Deus e para si, para seus irmãos e para toda a humanidade. O artigo da fé continúa de pé, a Igreja é santa, “é aos olhos de Deus, indefectivelmente santa. Pois Cristo, Filho de Deus, que com o Pai e o Espírito Santo é proclamado o ‘único Santo’, amou a Igreja como sua Esposa. Por ela se entregou a fim de santificá-la. Uniu-a a si como seu corpo e cumulou-a com o dom Espírito Santo, para a glória de Deus.” A Igreja é, portanto, “o Povo santo de Deus”, e seus membros são chamados “santos””21. Como explica-se, por tanto, a existência de membros pecadores dentro da Igreja? É preciso distinguir a Igreja enquanto Corpo de Cristo, intimamente unida ao seu Senhor, totalmente santa, e os membros desse Corpo, santos e pecadores. Essa distinção, porém, oferece uma dificuldade clara: já que o corpo está formado pelos membros do mesmo, como pode acontecer que esse corpo seja santo e os membros desse corpo sejam pecadores? Assim explica J.-H. Nicolas: “A Igreja é santa porque ela é o Corpo de Cristo, o meio de sua presença no mundo e na história depois da Ascensão. Essa santidade é total porque não depende da santidade dos seus membros, mas da santidade de Cristo, que Ele torna presente. Mas, nós não podemos dizer que Ele faça uma abstração total da santidade dos seus membros (…)

“A santidade objetiva da Igreja pode crescer? Parece que de duas maneiras: quantitativamente, à medida que a Igreja se espalha pelo mundo; qualitativamente, segundo a esplendor e a força do seu testemunho. Desde este ponto vista existe sem dúvidas fases de progresso e de regresso, de acordo com as épocas e com os lugares. Cada vez que um membro da Igreja peca, na medida que ele peca, ele se separa da Igreja ao mesmo tempo que de Cristo. Existem graus nesta separação (…). Mas se tal pessoa é membro da Igreja, não o é em razão de seus pecados, nem mesmo com seus pecados, mais apesar dos seus pecados22. Uma observação ao que foi transcrito é que como o batismo imprime um selo indelével, o pecador nunca se separa totalmente da Igreja.

A maneira explicada acima poderia dar a impressão de que tudo ficou resolvido. Para balancear melhor apresentamos também a visão de outro grande teólogo de nossos dias, o então Cardeal Ioseph Ratzinger em seu livro “Introdução ao Cristianismo”. Primeiramente, o autor faz notar a irritação que sentimos, cristãos e não-cristãos, quando afirmamos que a Igreja é Santa. Isto é assim porque vemos tantas miserias humanas no seio da Igreja que alguém já teve coragem de dizer: “Isso já não é uma noiva, é antes um monstro terrivelmente deformado e feroz”. Dante Aligieri “viu sentada no carro da Igreja a meretriz da Babilônia”23. Em tudo isso, vemos sempre o sonho de uma perfeição imaculada dentro da distinção preto ou branco. Acontece, no entanto, que esta perfeição sine macula, sem mancha, só se dará na Nova Terra e nos Novos Céus. Não! Creio na Santa Igreja Católica não se refere em primeiro lugar à santidade dos seus membros, mas “consiste naquele poder de santificação que Deus exerce nela apesar da pecaminosidade humana. (…) O próprio Deus prendeu-se aos homens, ele deixou prender por eles. A Nova Aliança (…) é graça concedida por Deus, e esta não recua diante da infidelidade do ser humano. (…) Como a liberalidade do Senhor nunca foi revogada, a Igreja continua sendo sempre aquela que é santificada por ele e na qual a santidade doSenhor que se torna presente e que escolhe como recipiente de sua presença, num amor paradoxal, também e justamente as mãos sujas dos homens. É santidade que brilha como santidade de Cristo em meio ao pecado da Igreja”24.

Jesus Cristo, em seu caminar terreno, se relaciona com os pecadores: não os condena, os aceita em sua companhia, come com eles; “essa mistura indiscriminada chegou a ponto de ele mesmo ser transformado “em pecado” (…). Não é a Igreja simplesmente a continuação dessa atitude de Deus que se mistura com a miserabilidade humana?”25. Outro ponto interessante nesta questão é observar que a santidade da Igreja “não está em primerio lugar nos órgãos que a organizam, reformam, governam, e sim naqueles que simplesmente crêem e que recebem nela o dom da fé que se torna a sua vida”26. Ratzinger manifesta uma primazia do dom de Deus sobre a correspondência humana: a Igreja é Santa porque manifesta a santidade de Jesus Cristo nos dons administrados, que é vida de seus fiéis. Assim como acommunio sanctorum , a comunhão dos santos, se refere em primeiro lugar às coisas santas, a fé e aos sacramentos da fé, assim também a santidade da Igreja se refere em primeiro lugar à santidade de Jesus Cristo presente na Igreja através de seus dons, não é à toa que a Igreja é chamada justamentecommunio . Neste sentido fica claro que Ratzinger não tem nenhum problema em dizer que a Igreja é Santa  e ao mesmo tempo falar dessa santidade “em meio ao pecado da Igreja”27, de “santidade imperfeita da Igreja”28. Chega até mesmo a afirmar que o Concilio Vaticano II falou da Igreja Santa e pecadora, mas timidamente29.

As duas visões teológicas sobre a santidade da Igreja ajuda-nos a ter uma visão bastante equilibrada sobre esta questão. Não é possível andar por aí dizendo que a Igreja é pecadora. Isso é um disparate! A Igreja é Santa, é assim que rezamos no Credo. À hora de explicar as coisas tampouco vale omitir as dificuldades do problema: há pecadores no seio da Igreja que é Santa. Eis aqui duas verdades “aparentemente” contraditórias que precisam ser conjugadas. Quando se entende cada vez mais esta questão, será mais fácil também comprender que a Igreja pode ser sempre reformada, renovada e, de fato, o Espírito Santo faz isso constantemente em seu Templo Santo.

c) A Igreja é Católica

A nossa reflexão sobre a catolicidade da Igreja também terá como motor o texto do Catecismo: “a palavra “católico” significa “universal”… A Igreja é católica em duplo sentido. Ela é católica porque nela Cristo está presente. “Onde está Cristo Jesus está a Igreja Católica.” Nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua Cabeça, o que implica que ela recebe “a plenitude dos meios de salvação” que ele quis: confissão de fé correta e completa, vida sacramental integral e ministério ordenado na sucessão apostólica. Neste sentido fundamental, a Igreja era católica no dia de Pentecostes e o será sempre, até o dia da Parusia. Ela é católica porque é enviada em missão por Cristo à universalidade do gênero humano”30.

Como a Igreja Universal, Católica, é enviada à universalidade humana, é preciso concluir que Deus chama a todos os seres humanos a pertencer ao seu novo Povo31. A Igreja é instrumento universal de salvação e, consequentemente, continua válida aquela verdade: extra Ecclesiam nulla salus – fora da Igreja não há salvação, já que toda salvação vem de Cristo, e Cristo sempre leva consigo a sua Igreja, que é o seu Corpo. Será que a Cabeça anda por aí separada do Corpo? Cabeça fora do corpo ou corpo fora do corpo significa morte. De fato, o Concílio Vaticano II afirmou: “não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar”32; afirmou também: “Aqueles, portanto, que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com coração sincero e tentam, sob influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida por meio do ditame da consciência podem conseguir a salvação eterna”33. Essa salvação, no entanto, se dá por Cristo e na Igreja, porém de uma maneira misteriosa no âmbito do que podemos chamar “caminhos extraordinários da graça”. Com tudo isso, fica sempre firme o dever o direito da Igreja de levar a Boa Nova a todos os homens34.

Uma consequencia espiritual para o cristão de pertencer à Igreja Católica será a de procurar ser cada vez mais “universal”. O católico precisa ter o coração grande, não pode olhar só para a sua vida, sua paróquia, sua diocese. Precisa pensar em todos os cristãos e enviar ajuda espiritual a todos os irmãos no mundo inteiro. Essa dimensão tão essencial do catolicismo poderia ser vivida, por exemplo, pensando no Papa e suas intenções e unindo-se a elas frequentemente. Desde Roma a todo o mundo e desde cada Igreja Local, unida à Igreja Capital, Roma, a todos os cristãos no mundo inteiro. Nessa dimensão universal não podemos esquecer-nos tampouco dos irmãos que terminam a sua purificação na Igreja padecente nem dos irmãos que são-nos de grande ajuda na Igreja celestial, à qual tendemos.

d) A Igreja é Apostólica.

O Catecismo diz que a Igreja é apostólica “por ser fundada sobre os apóstolos, e isto em um tríplice sentido:
– ela foi e continua sendo construída sobre o “fundamento dos apóstolos” (Ef 2,20), testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo;
– ela conserva e transmite, com a ajuda do Espírito que ela habita, o ensinamento, o depósito precioso, as salutares palavras ouvidas da boca dos apóstolos;
– ela continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos até a volta de Cristo, graças aos que a eles sucedem na missão pastoral: o colégio dos bispos, “assistido pelos presbíteros, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja”35.

É importante entender também que Colégio Episcopal cuja cabeça é o Papa é a sucessão do Colégio Apostólico cuja cabeça é Pedro. Um bispo entra no Colégio Episcopal no momento da sua ordenação episcopal, ou seja, um bispo em concreto não é um sucessor de um apóstolo em concreto, mas é sucessor dos apóstolos, a sucessão é de colégio a colégio, não individual. Apenas o Papa sucede individualmente a um apóstolo, Pedro.

Quando dizemos que a Igreja é Romana queremos expressar uma faceta do que chamamos apostolicidade e universalidade. Efetivamente, o apóstolo Pedro, posto à frente do grupo dos Doze Apóstolos, foi martirizado em Roma. Por desígnio de Deus, Roma estaría para sempre ligada a Pedro e aos seus sucesores. A missão de Pedro na Igreja – missão de unidade na catolicidade– deveria continuar; sendo assim, todos os que se sentariam na Cátedra de Pedro seriam seus sucessores postos à frente dos bispos e de todos os fiéis.

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4 – Os fiéis de Cristo

Leigos, Vida Consagrada, Hierarquia.

Uma pessoa torna-se fiel de Cristo ao ser batizada. Este Sacramento é a porta, por ele se entra na Igreja de Cristo: “Entre todos os fiéis de Cristo, por sua regeneração em Cristo, vigora, no que se refere à dignidade e à atividade, uma verdadeira igualdade, pela qual todos, segundo a condição e os múnus próprios de cada um, cooperam na construção do Corpo de Cristo”36.

Essa vocação comum de fiel não existe, no entanto, em estado puro. A ação do Espírito Santo a configura de tal manera que o cristão será sempre um fiel leigo ou um fiel da vida consagrada ou um fiel ministro sagrado.

a) Os leigos

Os leigos são aqueles aos quais é específico “por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus… A eles, portanto, cabe de maneira especial iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente unidos, que elas continuamente se façam e cresçam segundo Cristo e contribuam para o louvor do Criador e Redentor”37. Podemos observar que o Concilio Vaticano II entende a vocação do fiel leigo no marco da vocação universal à santidade, comum a todo membro da Igreja, e situa o apostolado laical no meio das atividades temporais que realiza. “Uma vez que, como todos os fiéis, os leigos são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, eles têm obrigação e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra”38. A Igreja não considera o trabalho evangelizador do leigo como uma espécie de “prolongação da mão” da hierarquia eclesiástica. O leigo pode e deve fazer apostolado porque recebeu essa missão de Cristo na Igreja no momento do seu batismo; ele não precisa pedir permissão ao bispo ou ao presbítero para evangelizar, fá-lo-á pelo simples e sublime fato de estar configurado com Cristo, Sacerdote, Profeta e Rei, e, em consequência, em virtude do sacerdócio comum, ou existencial, do qual é portador. O que foi dito até o momento nem vai em deterioro da obediência que todos os fiéis devem aos seus Pastores, nem impede que em várias ocasiões o apostolado dos leigos seja organizado pelas estruturas da Igreja.

O fiel leigo realiza o seu apostolado em primeiro lugar na família, no trabalho e em qualquer outra tarefa temporal que exerça. Num segundo momento, poderá também ajudar nas atividades paroquiais. Talvez isso poderia ser ainda hoje novedoso. E não deveria sê-lo! Talvez é exatamente por causa de uma mal interpretação da função do leigo na Igreja e no mundo que tenhamos tão poucos leigos coerentes entre seus iguais fermentando todos os ambiente com a luz e a caridade de Cristo. Se os leigos fossem mais conscientes da sua missão, o Brasil não teria, por exemplo, algumas leis injustas que atualmente suplantam a moral, não só a cristã, mas inclusive os principios mais básicos da estrutura humana. De fato, a moral cristão não vai contra o ser humano, mas o plenifica como ser humano.

A santidade, na mente do Concilio Vaticano II, não é privilégio de um estado de vida na Igreja, todos estão chamados à santidade. Todos os batizados estão obrigados a buscar a santidade de vida no próprio estado, seja solteiro, casado, celibatário, sacerdote, leigo ou religioso. É importante lembrar-nos que a santidade, que em primeiro lugar é obra da graça de Deus, cada santo é uma obra de Deus; é também fruto do esforço pessoal que se concreta na vida de oração –  sacramental, pessoal e penitencial (oração dos sentidos) – e na prática das boas obras. Santo é aquele que ama a Deus e, por amor a Deus, ama a todos sem distinção.

b) A vida consagrada

Ainda que a expressão vida consagrada não especifique muito o que é a vida religiosa, dado que todo fiel é consagrado a Cristo, utilizá-la-emos aqui como sinônimo devida religiosa e de vida daqueles que professam os conselhos evangélicos de maneira semelhante à dos religiosos, se trata da vida daqueles fiéis que professam publicamente os chamados conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. O Catecismo depois de esclarecer que tais conselhos são propostos a todo seguidor do Senhor, diz que “a perfeição da caridade à qual todos os fiéis são chamados comporta para os que assumem livremente o chamado à vida consagrada a obrigação de praticar a castidade no celibato pelo Reino, a pobreza e a obediência. É a profissão desses conselhos em um estado de vida estável reconhecido pela Igreja que caracteriza a “vida consagrada” a Deus”39.

A pobreza, a castidade e a obediência podem e devem ser vividas por qualquer cristão como virtudes; a diferença do religioso é que eles, além de vivê-las como virtudes, as vivem como votos. A diferença entre um religioso e um leigo, por exemplo, não é que o religioso deva ser mais santo que o leigo; a vocação à santidade é para todos conforme o ensino da Igreja. Para compreender melhor as vocações na Igreja é preciso que penetremos cada vez mais nas isondáveis riquezas do mistério de Cristo e de sua Igreja. O Corpo Místico de Cristo, a Igreja, é Virgem e Esposa, está na terra e está no céu, é humana e ao mesmo tempo está na esfera sobrenatural… Parece contraditório? Não é que seja contraditório, simplesmente há tanta luz que não consiguimos ver bem. Cada vocação na Igreja destaca um aspecto do mistério de Cristo e de sua Igreja. O religioso, por exemplo, mostra na maneira de viver as suas relações com o mundo o carácter escatológico da Igreja, recorda aos demais fiéis que esse mundo passa e que precisamos, todos nós, ter o coração nas coisas do alto vivendo ao mesmo tempo e plenamente entre os nosso iguais.

c) O minstério na Igreja

Os sacramentos da Iniciação Cristã – Batismo, Confirmação, Eucaristia – permitem que o ser huamno llegue a participar do Mistério de Cristo e da Igreja. O sacramento da Ordem faz com que alguns membros do Povo de Deus sejam constituídos ministros de seus irmãos, servidores do sacerdócio comum. Desta maneira, dá-se nesse Povo de Deus um primeiro binômio de carácter sacramental: fiéis y ministros, que, configurado pela doação carismática do Espírito Santo – em conjunto com a ação de Cristo –, dá lugar às chamadas “posições eclesiológicas históricas” na Igreja: leigo, ministro, religioso.

Os ministros da Ordem Sagrada – bispos, presbíteros, diáconos – constituem a assim chamada hierarquia da Igreja: “para apascentar e aumentar continuamente o Povo de Deus, [Cristo] instituiu na Igreja diversos ministérios, para bem de todo o corpo. Com efeito, os ministros que têm o poder sagrado servem os seus irmãos para que todos os que pertencem ao Povo de Deus, e por isso possuem a verdadeira dignidade cristã, alcancem a salvação”40.

Os Bispos são os sucessores dos apóstolos; o Papa, que também é um Bispo – o Bispo de Roma – é sucessor do apóstolo Pedro, apenas ele sucede individualmente a um apóstolo, já que a sucessão que se dá nos demais bispos é colegial. Todos os bispos têm o múnus de ensinar, santificar e reger a Igreja de Deus, em comunhão com o Bispo de Roma, que tem a primazia, como S. Pedro também a tem entre os apóstolos. Cada bispo tem toda a potestade sagrada sacramentalmente, isto é, não a recebe por delegação do Papa; claro está que no exercício dessasacra potestas, poder sagrado, é preciso estar em comunhão com a cabeça do Colégio Episcopal, o Romano Pontífice.

Os Presbíteros são os cooperadores dos Bispos. Recebem também o múnus de ensinar, santificar e reger o Povo de Deus, em comunhão com o Bispo. Em todo sacerdote está garantizado que nas ações sacramentais quem atua é Cristo; o sacerdote agein Persona Christi Capitis, dessa maneira os fiéis sempre recebem os dons de Cristo através da Igreja, ainda que o sacerdote seja um ministro indigno. Não há dúvida que o sacerdote, como recentemente recordava o Papa Bento XVI no seu discurso aos participantes da Reunião Plenária da Congregação para o Clero (16/03/2009), deve tender à perfeição, à santidade de vida. Os ministros da Ordem Sagrada, penso especialmente nos sacerdotes seculares (diocesanos), não fazem votos de pobreza, obediência e castidade, não são religiosos no sentido anteriormente explicado. Tudo isso, como é lógico, não deve levar à conclusão errônea de que eles não vivam essas realidades como virtudes. Todo cristão deve ser pobre, obediente, casto, humilde, misericordioso, afável etc. Em consequência, o sacerdote também e, além do mais, por um novo título, o da sua ordenação, que o põe à frente do povo de Deus representando o mesmo Cristo. O sacerdote deve estar adornado de todas as virtudes cristãs, de todas as virtudes do Coração sacerdotal de Cristo.

Os diáconos são aqueles que servem o Povo de Deus na “diaconia” (no serviço) da liturgia, da palavra e da caridade, em comunhão com o Bispo e seu presbitério41. Atualmente a Igreja vive uma dupla modalidade do único diaconato: diaconato transitorio e diaconato permenente. Ainda que essa terminologia deixe a desejar, o que se quer expressar com ela é que alguns homens são ordenados diáconos com vistas ao presbiterado (diaconato transitório), outros o são de maneira estável (diáconos permanentes). Estes últimos podem ser escolhidos entre homens casados e ao receber o diaconato de modo permanente não pretendem ser sacerdotes, o que desejam é realizar um serviço ao Povo de Deus tendo recebido o sacramento da ordem no grau do diaconado.

Santo Inácio de Antioquia tem uma frase lapidada sobre a hierarquia eclesiástica: “segui todos o Bispo, como Jesus Cristo [segue] o Pai, e o presbitério como aos apóstolos; quanto aos diáconos, respeitai-os como a lei de Deus. Que ninguém faça sem o Bispo nada que diz respeito à Igreja”42.

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5 – A “Communio Sanctorum”

“A comunhão dos Santos é precisamente a Igreja”43. Essa comunhão se dá nos bens espirituais: na fé, nos sacramentos, nos carismas, na caridade etc; também se dá entre a Igreja do céu e a da terra, que se manifesta especialmente com a intercessão dos santos e na comunhão com os mesmos. Encontramo-nos na “única família de Deus. “Todos os que somos filhos de Deus e constituímos uma única família em Cristo, enquanto nos comunicamos uns com os outros em mútua caridade e num mesmo louvor à Santíssima Trindade, realizamos a vocação própria da Igreja”44.

A comunhão que se dá entre as tres Pessoas da Santíssima Trindade e os santos no céu se deixa ver como em um espelho aqui nesta terra. Um dia, quando a Igreja seja toda ela gloriosa, existirá apenas a comunhão em sua realização máxima, a Igrejain Patria. No entanto, já agora podemos viver essa comunhão dos santos. Não nos esqueçamos que os santos no céu intercedem por nós, que o louvor que eles tributam ao Deus uno e trino na glória celeste é participado aqui na terra na liturgia da Igreja; além do mais, cada cristão pode ajudar os demais irmãos com a sua oração, sacrificio e caridade. Tudo isso é viver a comunhão dos santos.

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6 – Maria, Mãe de Cristo e da Igreja

Maria Santíssima é Mãe de Cristo, portanto Mãe de Deus e Mãe da Igreja, já que esta é o Corpo de Cristo. Ela é Mãe da Cabeça e dos membros. “Por sua adesão total à vontade do Pai, à obra redentora de seu Filho, a cada moção do Espírito Santo, a Virgem Maria é para a Igreja o modelo da fé e da caridade. Com isso, ela é “membro supereminente e absolutamente único da Igreja”, sendo até a “realização exemplar (typus)” da Igreja. Mas seu papel em relação à Igreja e a toda a humanidade vai ainda mais longe. “De modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por este motivo ela se tornou para nós mãe na ordem da graça””45.

Nós, os filhos de Deus por graça, nunca podemos ter medo de venerar a Mãe de Jesus. Não se trata de um ato de idolatria! Nada mais contrário à piedade cristã! Os cristãos de todos os tempos louvaram a Santa Maria sabendo que estavam realizando aquelas palavras que o Espírito Santo colocou nos lábios dela:“Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lc 1,48). É preciso que confiemos também na força ecumênica da devoção a Nossa Senhora. Ela é Mãe, e como toda boa mãe está muito interessada na reunião de todos os seus filhos na Casa pensada por Deus para todos que é a Igreja Católica.

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Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa,
sacerdote do clero secular
da Diocese de Anápolis,
01/05/2009

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Igreja Católica.

Os caminhos do diálogo, dentro e na própria Igreja.

É evidente que o caminho da unidade, depende de um dialogo franco e aberto, primeiramente dentro da própria casa, depois com os vizinhos e aí então com o mundo. Jesus disse que nos ultimos tempos antes de sua volta, haveria um só rebanho e um só Pastor.

Mas como chegar à esta realidade se dentro de sua própria casa não existe dialogo, quanto mais unidade ?

Com iniciativa do Papa um encontro foi realizado em Roma e outros se seguiram em todo o mundo, promovendo a unidade entre os diversos movimentos existentes dentro da Igreja Católica, com o objetivo de manter um corpo coeso, unido e forte para enfrentar os momentos mais difíceis que virão.

Comunhão entre movimentos eclesiais e novas comunidades.

Por que no momento que antecedeu o Concílio Vaticano II e, sobretudo, após o Concílio, surgiram na Igreja tantos Movimentos eclesiais e novas comunidades?

Porque enquanto na Igreja pós-conciliar havia quem falava de ‘inverno’ e não da anunciada ‘primavera’, o Espírito Santo quis, por assim dizer, tomar novamente a palavra. Em jovens homens e em jovens mulheres brotava novamente a fé, vivida como um dom, na sua integralidade, como um presente precioso que doa a vida.”

Foi o que afirmou o cardeal Joseph Ratzinger no início da sua explanação teológica, durante o Congresso de fundadores ou responsáveis de Movimentos eclesiais, poucos dias antes de Pentecostes 1998.

Mas não era possível prever o desenvolvimento que aconteceria, quando entre eles começou a se realizar a “comunhão” como resposta ao Papa João Paulo II que, no grande encontro da vigília de Pentecostes de 1998, indicou aos Movimentos eclesiais e novas comunidades uma nova etapa: dar à Igreja “frutos maduros de comunhão”.

Com alegria, o amor recíproco começou a ser vivido entre os Movimentos: “ame o outro Movimento como o seu”, permanecendo sempre fiel ao próprio carisma. Mesmo na diversidade de carismas e finalidades, esta comunhão faz com que se sintam irmãos e, conseqüentemente, que sejam reconhecidos como discípulos de Cristo.

Começaram a rezar uns pelos outros e a descobrir a beleza e a peculiaridade dos diversos carismas. Teve início uma colaboração efetiva, acompanhada por um recíproco enriquecimento espiritual, seja compartilhando alegrias e dificuldades no testemunho do Evangelho, seja ao oferecer juntos a própria contribuição à vida e às estruturas da Igreja local. Cada um dilatou o próprio coração sobre toda a Igreja, destinatária de cada um dos carismas.
Aumentou o amor para com o Papa, que distribuiu copiosamente sobre todos sua benção e seus benefícios. A amizade que se estabeleceu provocou nos Movimentos uma renovada juventude.

A comunhão entre Movimentos, que teve início em Roma, difunde-se no mundo.

Esta comunhão, que desabrochou em Roma com grande maravilha, difunde-se em todas as partes do mundo. Para dar uma idéia da dimensão geográfica da comunhão entre Movimentos, podemos dizer que a partir de 1998 realizaram-se, no mundo inteiro, seguindo o exemplo do encontro entre Movimentos na Praça de São Pedro com João Paulo II, 306 “Jornadas Pentecostes” com a participação de mais de meio milhão de pessoas, membros de 331 Movimentos e comunidades eclesiais.

O encorajamento do Papa e dos bispos

Esta iniciativa foi encorajada pelo Papa João Paulo II em uma carta autógrafa dirigida à fundadora do Movimento dos Focolares:

O trabalho comum com outros Movimentos eclesiais a fim de encontrar um ponto de unidade, mesmo na diversidade dos carismas (…) é uma notícia muito confortante (…), porque a indispensável colaboração entre as diferentes realidades eclesiais certamente produzirá muitos frutos”.

Comentário de um bispo após uma Jornada transcorrida em uma reunião dos movimentos: “É tempo de unidade dos carismas na Igreja, é a hora da eclesiologia de comunhão, como se vivia nas origens. É uma novidade que tem futuro. É o futuro da Igreja!”.

Um grande número de bispos diocesanos percebeu e favoreceu esta comunhão que, como afirmaram, traz ao povo um novo ardor evangélico. Para citar um dos muitos exemplos de colaboração recíproca, o cardeal Daneels, na Bélgica, convidou todos os Movimentos da diocese de Bruxelas para a preparação do encontro “Bruxelas 2006”, um projeto para a evangelização das grandes metrópoles.

Contatos

Secretaria para o diálogo entre Movimentos e novas comunidades
Via di Frascati, 306
00040 – Rocca di Papa (Roma) – Itália
Fone: 39/06/947989 Fax: 39/06/94749320
e-mail: info.primodialogo@focolare.org