Caça Palavra de Natal.



Caça palavras com temas Natalinos para as crianças da catequese se divertirem e aperfeiçoarem seus conhecimentos.



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Moldura-de-Natal

Semeando a cultura de Pentecostes


Qual o Melhor presente de Natal Armadura-criança-efesios-6
Natal Natal

Dinâmica – Indissolubilidade do Matrimônio.



Objetivo: Demonstrar como acontece na prática o termo “SEREIS UMA SÓ CARNE” e a indissolubilidade Matrimonial para que seja bem compreendida pelos Noivos ou casais participantes do curso, levando em consideração que o AMOR é a peça fundamental que motiva, causa e mantém o Verdadeiro Matrimônio.



(O que é Amálgama?)

Amalgama

Não deixamos o texto neste post, pois seria cópia de outro post já editado, apenas modificamos o Título principal, pois as buscas não indicavam o outro título, para acessar basta clicar no link que é a imagem acima. CLICK NA FOTO ->



PEQUENA DINÂMICA SOBRE A INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO.


Uma_so_carne


UMA SÓ CARNE


Casal_recorte_de_papel


Entregar a cada casal um casalzinho de recortes (de papel) podem ser de cores diferentes. Dizer que cada recorte representa um dos cônjuges. Dizer que eles eram assim antes de se casarem (separados), mas que agora, unidos pelo amor, são uma só carne. Entregar uma cola para cada casal (escrever no rótulo da cola a palavra amor) e pedir para que colem os bonecos um no outro. Pronto!!!

(*) Pode ser um só cola para todos…

Deixe para terminar a dinâmica no final do encontro.  Peça que os casais tentem descolar os recortes que foram colados no início do encontro e verifiquem que não há essa possibilidade, ou seja, depois de casados não há separação. E em caso de separação sempre fica sequelas.





(Dinâmica do Café com Leite:)


Leite_café


Amalgama




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Dinâmica da caneta dentro da garrafa.



Descrição – A caneta na Garrafa


Caneta_na_garrafa_3


Objetivo: Fortalecimento da união de um grupo e experimentar a importância da cooperação na facilitação da conclusão de uma tarefa ou objetivo comum que foi proposto.

Grau de dificuldade: fácil, médio e ou difícil.

Fase do grupo: indiferente ou Liderança.

Dimensão do grupo: entre 8 e 16 participantes;

Duração: aproximadamente 5 minutos;

Materiais necessários: uma caneta, uma garrafa vazia, um rolo de cordão; Cortar o cordão em tamanhos de mais ou menos três metros amarrando-os no centro com uma caneta pendurada com mais ou menos 20 Cm de cordão.

Obs: o tamanho dos cordões e a distância influem diretamente no grau de dificuldade.

Local: Sala ampla.

Variações de dificuldade: Vide mais abaixo, podendo ser aplicadas em conjunto, uma após a outra ou separadamente.

Desenvolvimento: Os participantes fazem um círculo e no meio será colocada uma garrafa vazia. Cada participante segura na ponta de um cordão que estará ligado a uma caneta no centro e aos outros cordões serão distribuídos em outras direções para os colegas do grupo que irão segurar nas outras pontas opostas.

O objetivo do jogo é colocar a caneta dentro da garrafa apenas segurando nas pontas dos cordões, como está exemplificado nas imagens abaixo.


Caneta_na_garrafa_2 Caneta_na_garrafa_1

Aplicação 1: Apenas como descontração do grupo, escolher apenas o modelo mais fácil que gastará pouco tempo e não precisará de avaliação.

Aplicação 2: Descobrir e treinar lideranças, escolher os modelos mais difíceis e avaliar o desempenho.

Variações de dificuldade:

Fácil: cada um pega na ponta do cordão podendo falar e coordenar a vontade.

Fácil -: Cada um pega na ponta do cordão, mas não podem falar nada, mantendo silêncio.

Médio: Cada um segura o cordão, podem falar, mas ficam de costas.

Médio: Cada um pode amarrar o cordão na cintura.

Difícil (+): Os Participante seguram os cordões, porém ficam andando em círculo enquanto tentam o equilíbrio.

Difícil: (Teste de Liderança) Cada um segura o cordão, mas estarão de olhos vendados e uma pessoa ficará no comando como líder.

Escalar um ou dois candidatos a Líder,

Detalhe: Para facilitar a liderança o candidato a Líder deve conhecer o nome de todos os liderados vendados, isto pode ser exposto antes aos candidatos ou deixar que eles descubram por si mesmos durante a execução da tarefa.

Neste caso o segundo candidato na tentativa sempre levará a vantagem do aprendizado do primeiro.

Complicando: Objetivo de avaliação da rapidez na percepção e solução de problemas:

Na fase fácil você pode combinar com uma, duas ou três pessoas que estarão em lados diferentes e agindo separadamente sem que as outras pessoas saibam, elas irão sabotar a ação do grupo atrapalhando discretamente o equilíbrio da caneta até serem descobertos, aí sim deixará seguirem livremente sem sabotagem a conclusão da tarefa que é muito fácil.




Dinâmica
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Dinâmica das três garrafas.


Exemplificar de modo didático o termo “Batismo”, submersão, imersão molhar e permanecer molhado, para se compreender a ação de Deus dentro do coração do homem através dos Sacramentos do Batismo e da Confirmação.


Dinâmica do Amalgama com Durepoxi.



Objetivo: Explicar o termo “UMA SÓ CARNE” e a indissolubilidade Matrimonial para que seja bem compreendida pelos Noivos ou casais participantes do curso, levando em consideração que o AMOR é a peça fundamental que motiva, causa e mantém o Verdadeiro Matrimônio.



(O que é Amálgama?)

Amalgama


(Definição:) 

O que é Amálgama:

Amálgama é uma liga de mercúrio com outro metal, e tem diversas funções, por exemplo, a amálgama de estanho serve para espelhar o vidro, a amálgama é também utilizada na odontologia.

Uma amálgama é uma solução de um ou vários metais em mercúrio ou liga de um determinado metal e mercúrio. Quando a percentagem de metal é pequena, a amálgama é líquida; quando a percentagem é grande, a amálgama é sólida. As amálgamas são utilizadas na extração de ouro e prata a partir de fios de minério (amalgamação).

No sentido figurado, uma amálgama é também o nome que se dá à mistura de coisas diversas e heterogêneas. É também a reunião desordenada de pessoas de diferentes classes e qualidades. Em linguística, amálgama é também a mistura de duas palavras com o objetivo de criar uma nova.

Amalgama2

Andamento:

Em nosso caso iremos usar a definição básica que é a união de dois materiais diferentes para formar um terceiro material único para que se entenda o significado lógico do termo “Já não sereis mais dois e sim uma só carne.”

(São Marcos 10, 6)

“Mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. 7. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher; 8. e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu.”

1ª opção: Usando Durepoxi.

Durepoxi

Podemos dizer que o Durepoxi seria o melhor exemplo para o nosso assunto, pois é composto de duas partes distintas porém iguais em tamanho e forma e se misturam totalmente até formar um outro material que irá se solidificar com o tempo tornando-se inseparável.

Se não for explicado o que se deve fazer com o material ao publico cada um pode entender de uma forma diferente e realizar algo que não seja o que se pretende e dando margens à justificação e explicações posteriores, é exatamente o que “PRETENDEMOS FAZER”, causar erros propositalmente.

Como por exemplo:

Entregamos dois pedaços de Durepoxi para cada casal, uma parte branca “Adesivo” e uma parte cinza “endurecedor” e pedimos que cada um execute um “CASAMENTO”, logicamente esta dinâmica deve ser executada antes que se fale ou se explique o que é o Sacramento do Matrimônio e até mesmo antes de se dizer que o Homem e a mulher deve formar uma só carne no casamento, na verdade podemos executar a tarefa antes da palestra para aproveitar a falta de conhecimento das pessoas usando o resultado para ilustrar a palestra, caso todos façam um amalgama perfeito você ficará sem exemplos práticos, mas pode improvisar fazendo você mesmo o exemplo.   Em minha experiência, todas as vezes que executei a dinâmica sempre obtive vários exemplos de erros que poderiam ser usados como observação no tema.

Se o casal fizer o que manda a instrução da caixa do Durepoxi explica como modo de uso como adesivo, estariam fazendo exatamente o correto, por isso o uso do Durepoxi já em si mesmo estaria induzindo o casal a executar corretamente a tarefa, mas em todos os casos que executei obtive mais erros do que acertos.

Exemplo 1. Enrolam-se os dois pedaços de Durepoxi e os mantém separados ou apenas juntados por fora:

Exemplo 2: Juntam-se as duas partes apenas amassando uma na outra.

Exemplo 3: fazem uma aliança que entrelaçam uma na outra.

Exemplo 4: fazem bonequinhos e colocam juntos de mãos dadas.

Durepoxi

Em todos esses casos você pode separar uma parte da outra e poderá usar como exemplo de “SEPARAÇÃO” devido ao casamento mal feito e sem compromisso de fidelidade, usando o versículo Bíblico poderá mostrar a maneira correta de se fazer o Amalgama entre os dois elementos do Durepoxi e mostrar que no futuro seria não somente inseparável, mas também indestrutível.

O modo de mostrar o correto é amassando as duas partes uma com a outra e reamassando, espremendo, dobrando, sovando a massa e a misturando até ficar com uma cor só, pois se ela for mal misturada deixando partes de cores diferentes não se solidificará corretamente e com o tempo irá se decompor, já se ela for misturada corretamente se solidificará e permanecerá solida para sempre.

Depois de passar o texto do tema ou no tempo que você quiser poderá então retornar ao resultado da dinâmica e usá-los para ensinar o que é “INDISSOLUBILIDADE MATRIMONIAL”.

Enquanto você mistura a massa para que ela se torne uma só você pode ir narrando os sofrimentos que o casal enfrenta em seu dia a dia e poderá ir falando como se resolve estes problemas com o sofrimento, a paciência, o amor, o perdão, a superação, pois pode vir a tentação, a discórdia, a incompreensão, mas quando existe o amor, a compreensão, a cumplicidade, a fidelidade se vence todo sofrimento e isso pode ser comparado com o amassar da massa que no fim se torna uma só peça sólida.

Tudo isso foi feito usando a cola Durepoxi como exemplo, mas existe a massa colorida de criança brincar que é bem mais barata e serve ao mesmo propósito se diferenciando apenas que no futuro não se solidificará e neste caso para se usar no exemplo acima ela também leva a desvantagem de não induzir o casal a misturar a massa como o adesivo Durepoxi e assim poderá surgir muito mais exemplos de erro na interpretação do verdadeiro “MATRIMÔNIO”, não se esqueça de entregar massas de cores diferentes representando o masculino com uma cor mais escura e o feminino com uma cor mais clara resultando numa mistura homogenia com uma cor intermediária fácil de ser observada à distância.

Obs: Existem formulas para que você mesmo faça esta massa com farinha de trigo, tinta, oléo e sem cola branca caso não encontre nas livrarias além de poderem ser reutilizadas como brinquedo para as crianças que estiverem no encontro depois da analise do resultado.

Como fazer você mesmo massa de modelar!

Como fazer massa de modelar

Agora faça um desafio:

Quem é capaz de separar a mistura.  Ofereça um prêmio e etc.

Certamente não aparecerão voluntários para a tarefa…

Insista no desafio até que todos digam que é impossível…

Desafie o homem mais forte do grupo a realizar a tarefa e quando ele confirmar que não pode executar a tarefa então reflita a frase:

A mistura não pode mais ser separada,

O Matrimônio da mesma forma é “Indissolúvel”, uma vez feita a união por Deus, ela se torna para sempre, por isso a Igreja não anula e nem desfaz o Matrimônio, apenas declara em certos casos específicos que ele nunca existiu.

“Não separe o homem aquilo que Deus uniu”

(A família verdadeiramente cristã é capaz de mudar o mundo em que vivemos da água para o vinho).


Mãos_na_massa Leite_café



Harmonia Conjugal

A Vivência do Sacramento

do Matrimônio


Parábolas

& Reflexões


Como fazer você mesmo massa de modelar!



Objetivo: Fazer massa de modelar para que as crianças brinquem sem o risco de se contaminarem e com um preço acessível, lembrando que a massa caseira é para uso imediato e não pode ser guardado por muito tempo.




(MASSA DE MODELAR)



Como fazer massa de modelar




Post-massinha[1]


As crianças adoram brincar com massinhas de modelar, e elas ficam a toda hora inventando figuras diferentes; justamente por isso, hoje irei lhe ensinar o passo a passo desta massa de modelar feita em casa, que sem sombra de dúvidas será mais barata do que as comerciais.


Materiais Usados:


ingredientes1[1]


  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 xícara de sal
  • 2 colheres de óleo de cozinha
  • Corantes de alimento comestível cores diversas
  • Água, quantidade necessária

Passo-a-passo:


Em uma tigela misture a farinha de trigo, o sal e o óleo, e pouco a pouco coloque a água, até obter uma boa consistência que lhe permita modelar. Sove bem até que deixe de grudar nos dedos.

Quando você terminar, tinja a massa com os corantes, sovando-a bem. Depois guarde-a coberta com papel filme na geladeira até o uso.

Categoria: Artesanato


massinha-de-modelar-branding-sensorial-brandsense[1]


(A família verdadeiramente cristã é capaz de mudar o mundo em que vivemos da água para o vinho).



Amalgama



Harmonia Conjugal

A Vivência do Sacramento

do Matrimônio


Parábolas

& Reflexões


A vida não é uma Balada!


A Balada dura apenas uma noite.



E a Vida Continua…


O direito de se divertir e encontrar os amigos para algumas horas de distração juntos, nunca pode tirar, da consciência, o dever de cuidar-se e cuidar dos outros. Os encontros sempre foram uma oportunidade bonita de estreitar laços de amizade e construir relacionamentos verdadeiros. As baladas são uma oportunidade positiva, para quem tem a cabeça no lugar, assim como outros ambientes sociais, e podem conduzir a uma verdadeira vivência dos valores da vida humana, como por exemplo a amizade, o respeito e a valorização do outro e da vida. Somos ou não somos corresponsáveis para criar um mundo melhor?   Acreditamos ou não que a vida é um presente de Deus e que deve ser preservada a todo custo?

    Diante de tantos fatos de jovens se matando no trânsito, excedendo em bebida alcoólica, em drogas que afetam diretamente a consciência e o correto uso da razão; diante das reuniões exclusivas para determinados grupos sociais; diante da diversidade de opções que levam jovens ou adultos a viverem alienados em um mundo ilusório, acreditando serem felizes, pergunto: Quantas vidas foram e estão sendo ceifadas, a cada dia, por causa dos abusos e extravagâncias? Como convencer esta gente que pensa que a vida não vale nada? Como os pais podem ficar tranquilos em casa em um fim de semana, sem ver os filhos de volta? Quando e como voltam? Quantos não voltaram, senão em um carro funerário!

    Como parte deste mundo imundo, não podemos estar de braços cruzados. Muitas iniciativas foram tomadas e estão sendo levadas a bom termo. Atitudes de repressão, como também de educação e de prevenção, são realizadas em todos os ambientes, com o objetivo de proporcionar qualidade de vida e favorecer a construção de uma sociedade cada vez mais solidária e segura.  Além de todo o trabalho feito, a prevenção e a verdadeira educação vêm da família, onde, desde pequenos, aprendem a viver os limites da vida, onde aprendem o quanto vale cada coisa que usam, sabem de onde veio e quanto suor custou. Ao mesmo tempo, aprendem, com os pais, o caminho da igreja, do amor e o temor de Deus. Desde o colo materno e paterno os pequenos aprendem que a vida vale mais, que acima de tudo temos um Deus que nos ama e nos quer ver felizes, aqui e na eternidade.

    Sem querer fazer dos filhos estátuas ou múmias sem sentimentos ou desejos, os pais devem, como missão, oferecer um caminho onde saibam valorizar o pouco, onde saibam viver na abundância e na carência, onde aprendam deste a tenra idade a orar e dobrar os joelhos, reconhecer que não estão sozinhos. Ninguém pode furtar-se a esse dever. É puro engano pensar: Vou deixar meus filhos crescerem e quando grande eles decidem o que querem seguir. A primeira escola, a primeira igreja, a primeira professora, o primeiro catequista é a sua casa, é o seu colo, é sua experiência de Deus. Quantos pais e mães, vazios de Deus, sem nenhuma experiência espiritual para apresentar aos filhos! Ninguém dá o que não tem.  Com certeza, muitos deram tudo, menos o essencial. Com certeza, muitos não tinham nada e deram o que tinham: o amor e o carinho de quem acredita que a vida é dom de  Deus Pai. Assim vamos contemplar um mundo, onde a morte não ocupa o primeiro lugar e nem nossas ruas ficarão manchadas de sangue de inocentes e de irresponsáveis que matam e morrem. A vida não é apenas uma balada.



por: Dom Anuar Battisti

Arquediocese de Maringá – Paraná



CHÁCARA JEUS CURA

Diversão no Carnaval.



Divertir-se é muito bom. Quem não gosta? A diversão revigora as nossas forças e quando é realizada em companhia dos demais nos torna mais generosos e mais sociáveis. Aproximam-se dias maravilhosos para a diversão, os do carnaval. O ócio também é educativo quando bem vivido. Já Santo Tomás de Aquino, e antes dele Aristóteles, falava da virtude que põe o justo meio entre a relaxação no lúdico e a seriedade excessiva, trata-se da virtude da eutrapelia.   A “pessoa eutrapélica” é a pessoa bem orientada nas diversões, com boa agilidade e que conserva a elegância do espírito também nos momentos lúdicos. Os santos são exemplos de pessoas eutrapélicas. S. Felipe Neri e S. João Bosco são conhecidos, entre outras coisas, pelo bom humor; S. Jose maria Escrivá costumava dizer que em 1928, quando fundou o Opus Dei, tinha “somente vinte e seis anos, graça de Deus e bom humor”; de S. Tomás Moro parece que se populariza cada vez mais a sua oração para pedir o bom humor; também o futuro beato, João Paulo II, é muito conhecido pela sua alegria, bom humor e jovialidade. A santidade sempre é alegre e divertida, tem rosto amável e por isso atrai.

A eutrapelia é uma virtude que se enquadra dentro da virtude da modéstia, que por sua vez é parte da virtude da temperança. Diz Santo Tomás que a virtude, essa força habitual para realizar um bem determinado, tem a ver com duas realidades: em primeiro lugar diz relação aos vícios contrários que exclui e as concupiscências que refreia; em segundo lugar, diz relação ao fim que pretende alcançar. E, no que diz respeito aos vícios e as concupiscências, a virtude – continua S. Tomás – é mais necessária aos jovens dado que nesse período encontra-se neles a concupiscência deleitável devido ao fervor da idade, ao fogo da paixão (cfr. S. Th. II-II, q. 149, a.4c).

A pessoa humana não aguenta trabalhar o tempo todo e nunca descansar. É necessário que de tempos em tempos descansemos. Se esticarmos uma corda e a deixarmos tensa durante muito tempo, não aguentará, se partirá. Não podemos viver numa tensão permanente; se assim fosse, nos quebraríamos. É muito importante que nos entreguemos às diversões, aos jogos e às festas, nas quais se busca o prazer que nos faz descansar. Logicamente, essas diversões, jogos e festas, deverão ser conforme a reta razão, pois devemos ser virtuosos aos divertir-nos, com autêntica eutrapelia.

Atuar com excesso nas diversões mostra que o apetite do que se diverte é desordenado, fora da ordem da razão. São Paulo adverte: “nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças. Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento – verdadeiros idólatras! – terá herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5,4-5) . “Scurrilitas”, em latim, e “eutrapelia”, em grego, são as palavras originais que em português são traduzidas por “conversas levianas”. Não obstante, essa eutrapelia da qual fala S. Paulo não é a eutrapelia da qual falávamos acima, mas das “conversas levianas”, isto é, na linha do excesso do espírito lúdico. Se não há excesso, se o jocoso é usado para relaxar um pouco das tensões do cotidiano, se a diversão não é tomada como um fim em si mesmo e se são diversões que não ofendem a Deus, não só é lícito entregar-nos aos prazeres das diversões, mas é também muito aconselhável.

No entanto, brincar o carnaval com sentido cristão e, por tanto, também humano, não é fácil. É possível se há organização: em família e com amigos responsáveis. Nesse sentido, alguns movimentos da Igreja Católica, máxime a Renovação Carismática, tem o costume de organizar eventos de oração e de encontro durante esses dias. Trata-se de uma iniciativa assaz louvável. Cada família, cada grupo ou associação poderia, com criatividade, encontrar maneiras de divertir-se à beça, fraternalmente e aproveitando o tempo para viver essa dimensão tão humana e tão cristã, a alegria. Logicamente, não é necessário que seja um encontro de oração. Poderia ser também. O importante é aproveitar para que tenhamos momentos alegres com os outros através de encontros amigáveis, educados e respeitosos dos bons costumes. Também é importante que haja um bom almoço e – por que não? – um futebolzinho ou algo semelhante.


Cartaz do encontro da Comunidade Shaloon


Há poucos dias, estive conversando com um amigo sobre um tema típico de ciência-ficção: o que aconteceria se, por pouquíssimo tempo, a gravidade dos corpos deixasse de existir em toda a terra? Parece-me que acabamos por concluir, não de uma maneira científica, mas intuitivamente, de que seria o caos.

Se os objetos deixassem de atrair-se teríamos um espetáculo assombroso e não desejável de ver-se: carros, a 120 km/h, que de repente se elevam no ar e, sem direção, vão a qualquer parte; pontes que poderiam soltar algumas junturas e sair do seu lugar habitual; pessoas que, em seu passeio vespertino, se veem sem um ponto de referência; restaurantes com todos os produtos alimentícios nos ares, as cadeiras com os seus clientes suspendidos a 1m e o caldo das panelas saindo das mesmas e caindo na cabeça do primeiro que encontrar, ou melhor, sem gravidade o caldo também poderia “cair para cima”. Seria uma loucura! O que aconteceria com as águas dos oceanos, com os incêndios que estão acontecendo agora mesmo, com os icebergs, com os aviões que estão em plena pista já no ponto de decolagem, com cantores e artistas em geral em suas apresentações, com … ? Agora, imagine só, tudo isso por um minuto. Depois desses 60 segundos… tudo voltaria ao normal? Certamente que não. O carro que estava a 120 km/h, quando a gravidade voltasse, onde estaria? Não na ponte, provavelmente, mas no rio; os que estavam para atravessar uma ponte, onde estariam? E os aviões? E?

Não adianta fazer um montão de barbaridades, pensando que quando chegar a Quaresma tudo vai se arrumar. Isso é ilusão! “No coração dos homens, Deus tem sido colocado aos pés de Satanás”, dizia G. K. Chesterton. “Depois me converterei”, poder-se-ia pensar. No entanto, ninguém poderia garantir a alguém que pensasse assim que na quarta-feira de cinzas tal fulano ainda estaria vivo. Deus sempre nos perdoa, nos restaura, mas, sem dúvida, os vícios contraídos em momentos de farra, deixam a sua gosma nojenta.

“Em toda parte os malvados andam soltos, porque se exalta entre os homens a baixeza” (Sl 11,8). Esse versículo do salmo bem poderia aplicar-se a algumas manifestações carnavalescas. Já que entre os homens se exalta a baixeza, e não preciso pensar muito para concluir que é assim mesmo, os malvados andam soltos e continuam disseminando as suas tresloucadas ideias. Aos retirar os valores tidos como tais e trocá-los pelos falsos valores, vê-se o assombroso resultado: crianças que perdem a inocência, adolescentes e jovens semelhantes a bestas que não conseguem submeter as paixões à razão e à vontade, famílias que se desintegram. A lei da gravidade dos costumes está desaparecendo! E o que acontecerá?

Não percamos a gravidade de filhos de Deus. Vamos divertir-nos, e até dar gargalhadas, mas o faremos sempre dentro da virtude e do sentido que temos da nossa filiação divina. Tenhamos sempre em alta estima, em meio às nossas diversões, virtudes como a sobriedade no uso dos alimentos e das bebidas, amor à santa pureza e ao pudor, a honra à palavra dada, a generosidade na escuta e no serviço aos outros. Tudo isso é eutrapelia. Não se trata de ser chatos nem relaxados, mas de ser santos fazendo com que seja amável e alegre o caminho da santidade. Na presença de Deus, todos nós teremos um bom carnaval, divertido e normal, com eutrapelia e amor de Deus. Bom carnaval, então!


Pe. Françoá Rodrigues Figueredo Costa

Publicado em: http://www.presbiteros.com.br/site/diversao-no-carnaval/

2/02/2010 por presentepravoce | Editar