Mensagens para Domingo de Ramos.



Feliz Domingo de Ramos.

Hosana ao Filho de David!


Mensagens personalizadas para Domingo de Ramos.


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Semeando a cultura de Pentecostes


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Qual o Melhor presente de Natal

 


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Arcebispo pede que os fiéis não batam palmas na missa!


Isto é verdade?

O arcebispo proibiu mesmo que se batesse palmas na Santa Missa?


Vejamos o texto original:


(AsiaNews) O prelado pede aos católicos que se abstenham de “aplausos inapropriados durante a missa”, lembrando que a Eucaristia é “um memorial do Calvário”. Se isso não for cortado o mais rápido possível, declara o bispo Villegas, o aplauso “pode ​​nos roubar o verdadeiro significado da liturgia e adoração cristã” .



E ele pergunta: “Alguém teria aplaudido enquanto Cristo subisse ao Calvário? Será que a Mãe Santíssima ou João, o favorito dela, teriam feito isso?


Claro!

Não existe novidade neste texto, é o mesmo que já foi divulgado anteriormente usando o nome do Papa Bento XVI.

O motivo também se trata do mesmo.

Ele se refere a APLAUSOS DURANTE a Santa Missa ou após apresentações ou pregações, isto porque, “TALVEZ” o povo esteja abusando deste dispositivo e atrapalhando a concentração no objetivo maior que é a Celebração em si, como não conhecemos o verdadeiro motivo LOCAL pelo qual o Arcebispo se motivou a fazer tal advertência, podemos dizer que, na verdade não se trata de “PALMAS” E SIM DE APLAUSOS que são duas coisas bem diferentes, mas os tradicionalistas usam a tradução errada propositalmente como “PALMAS” NO SENTIDO GENÉRICO para que fique subentendido que se trata de qualquer tipo de Palmas e não somente aplausos como o que teria sido a motivação do texto original.


A VERDADE É QUE SE TRATA DE UMA

MENTIRA DESLAVADA.


A Santa Igreja ou a Santa Sé, nem mesmo o Papa Francisco ou nenhum outro Papa anterior emitiu um documento que proibisse ou impedisse que se usasse palmas ou até mesmo aplausos durante uma celebração litúrgica, apenas se instrui que a usem de maneira moderada e em seu devido lugar.

Já que estamos iniciando mais uma quaresma, que fique bem claro que é de comum acordo que durante a quaresma não se usa nenhum tipo de APLAUSO e nem mesmo PALMAS durante uma celebração Litúrgica, porque é um tempo de PENITÊNCIA.

Gostaria de salientar que:  Se os tradicionalistas de plantão que emitem opiniões e ordens papais e as divulgam pela internet com o intuito de abafar o avanço do movimento de Renovação Carismática na Igreja, digo-lhes que estão perdendo o seu tempo.   Porque não são as palmas que motivam o movimento Carismático e sim é o próprio ESPÍRITO SANTO DE DEUS QUE NOS MOVE E QUER UMA RENOVAÇÃO PLENA NA SUA IGREJA antes que venham os dias do fim “Atos, 2,20”. e as palmas são apenas uma mera demonstração de nossa alegria de viver uma vida nova em Cristo.


As opiniões entre o clero se divergem a este respeito, há quem aceite as palmas e há quem as deteste.    Os leigos ficam cada vez mais confusos a este respeito, eu porém digo o seguinte, repetindo as palavras de “GAMALIEL”.

“38. Agora, pois, eu vos aconselho: não vos metais com estes homens. Deixai-os! Se o seu projeto ou a sua obra provém de homens, por si mesma se destruirá; 39. mas se provier de Deus, não podereis desfazê-la. Vós vos arriscaríeis a entrar em luta contra o próprio Deus”. Aceitaram o seu conselho.”  Atos dos Apóstolos, 5, 38-39

Ou ainda usando as palavras de Jesus quando a população de Jerusalém o aclamou na descida do monte das Oliveiras:

“37. Quando já se ia aproximando da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, tomada de alegria, começou a louvar a Deus em altas vozes, por todas as maravilhas que tinha visto. 38. E dizia: “Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus!”. 39. Nesse momento, alguns fariseus interpelaram a Jesus no meio da multidão: “Mestre, repreende os teus discípulos”. 40. Ele respondeu:

“Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras!”.”          São Lucas, 19,37-40

Para evitar discórdias e discussões eu digo a cada um que siga as instruções de seu Bispo Diocesano e o Sacerdote de sua Paróquia e não daqueles que se declaram doutores de Liturgia na internet.   Mesmo que as opiniões sejam diferentes tanto contra ou a favor das palmas e na medida do possível lute sempre para que a verdade prevaleça, já que o demônio usa das artimanhas da MENTIRA e do engano para iludir os fiéis até mesmo nas coisas mais simples e sem importância COMO ESTA QUESTÃO sobre o uso de palmas.

A Igreja não MENTE e faz parte de toda celebração Litúrgica Católica uma profunda meditação sobre os momentos do CALVÁRIO onde ninguém entre os seguidores de Cristo manifestou qualquer tipo de alegria, porém logo após o Rito da consagração se finaliza com a seguinte frase:


Pres.: Eis o mistério da Fé
Todos.: Anunciamos, Senhor a vossa morte
E proclamamos a vossa ressurreição.
Vinde, Senhor Jesus! Vinde, Senhor Jesus!


PROCLAMAMOS A VOSSA RESSURREIÇÃO:


Eu perguntaria o seguinte:

Qual a diferença que existe entre anunciar e PROCLAMAR?

Por que não PROCLAMAR a MORTE e anunciar a Ressurreição?

Quem dentre os filhos de Deus não estaria alegre com a Ressurreição de Cristo?

Qual destes dois fatos deixa o inimigo mais feliz?

Qual destes dois fatos deixam os Cristão mais alegres?

Quem não bateria PALMAS e APLAUDIRIA a chegada de Jesus como o povo simples de Jerusalém?

Quem não abriria a porta de sua casa para que Jesus entrasse como o pecador Zaqueu fez?

Quem não se alegraria com a notícia de que aquele Jesus que morreu na Cruz e que era a nossa esperança de Salvação na verdade não permaneceu morto mas está vivo ao nosso lado assim como os Discípulos de Emaus?

Jesus Disse:

“20. Em verdade, em verdade vos digo: haveis de lamentar e chorar, mas o mundo se há de alegrar. E haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza se há de transformar em alegria. 21. Quando a mulher está para dar à luz, sofre porque veio a sua hora. Mas, depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo. 22. Assim também vós: sem dúvida, agora estais tristes, mas hei de ver-vos outra vez, e o vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará a vossa alegria.”
São João, 16,20-22 – Bíblia Católica Online

Jesus quer. Sempre quis a nossa alegria, portanto não se deve jamais coibir as manifestações de alegria impondo apenas atitudes de tristeza, uma vez que a condição de morte foi transitória e já passou enquanto que a condição de vida de Jesus é PERMANENTE e todo aquele que sente esta presença de Jesus em seu coração será perfeitamente normal que manifeste esta alegria publicamente, pois esta é a vontade de Deus para todos nós seus filhos amados.

Não se esqueça que os verdadeiros responsáveis pela morte de Jesus não foram os pecadores do mundo e nem os Romanos que o pregaram na cruz e sim os traidores do evangelho como Judas e aqueles que o pagaram por esta traição pregando que assim estariam defendendo a tradição judaica e a verdade Divina quando na verdade defendiam sim as suas posições políticas na sociedade e na hierarquia da religião judaica.

A Bíblia não faz menção a nenhum aplauso ou palmas no CALVÁRIO e nem qualquer outro tipo de manifestação de alegria por parte dos fariseus e nem dos soldados Romanos a não ser insultos e injurias contra Jesus na Cruz, logo é incorreto dizer que os Algozes aplaudiram ou bateram palmas durante a crucificação de Cristo, pois apesar de matarem Jesus por interesse próprio e se beneficiarem com isso não trouxe alegria a ninguém nesta terra, nem mesmo ao pior dos pecadores.

A Morte de Jesus foi um fato transitório que durou apenas 39 horas enquanto a Ressurreição de Jesus é um fato permanente e eterno, seu corpo humano morreu sim naquela cruz, porém não se esqueça que o Verdadeiro filho de Deus “JESUS” que é Deus desde o princípio não morre, não morreu e não morrerá eternamente porque Ele é “DEUS” e Deus é eterno.  Hoje celebramos sim não a derrota de Jesus na cruz morto pelo pecado de todos nós, mas a vitória de Cristo sobre a morte e a sua Ressurreição que nos garante a VIDA eterna junto com Ele para sempre ao lado do Pai.   Este sim é o verdadeiro motivo de nossa CELEBRAÇÃO, já que sem a Ressurreição e sem o Pentecostes não existiria Igreja e nem mesmo Santa Missa nesta terra.


Aqui temos divulgado no Youtube uma opinião genérica e simplificada já que os documentos do Vaticano II abrem margem para a Inculturação local do Rito Litúrgico sem especificar para cada país ou língua o que se pode ou não fazer, já que para isso existe o Episcopado local que é dotado de autoridade na Igreja para definir tais procedimentos.



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Advento é Missão.


O Tempo do Advento

Com o tempo do Advento começa, na Igreja, um novo Ano Litúrgico, que tem início quatro semanas antes do Natal. Durante o novo ciclo litúrgico, que se inicia no dia 2 de dezembro – ano C, as reflexões terão por base o Evangelho segundo São Lucas. A liturgia do tempo do Advento apresenta-nos uma espiritualidade centrada na vinda do Senhor e sua espera: * recorda-nos a vinda do Senhor na carne (encarnação), dimensão histórica da salvação; * desperta-nos para a dimensão escatológica do mistério cristão; * nos insere na dimensão missionária da vinda de Cristo.

Vem Senhor Jesus!

Neste tempo de espera e esperança, a Igreja convida-nos a aprofundar na liturgia a mística da vigilância cristã, preparando-nos para a vinda do Senhor, na alegre expectativa, como uma noiva que se enfeita e se prepara para a chegada de seu Amado. “Maranata”! Vem, Senhor Jesus (1 Cor 16,22)!

A Palavra de Deus…

Nas Sagradas Escrituras, do Gênesis ao Apocalipse, Deus revela-nos “seu sonho” de restaurar, redimir e salvar todos os homens e mulheres, feitos à sua imagem e semelhança. Maria, com o seu SIM, concretizou o “sonho” de Deus de chegar a todos os homens e mulheres, de todos os tempos e raças, por meio de Seu Filho Jesus Cristo, o Missionário do Pai.

A Virgem do Advento:

O SIM d e Maria é compromisso com o “sonho” de Deus de salvar a todos e, por isso, ela está sempre a caminho, através dos séculos, em busca de seus filhos e filhas gerados na dor, aos pés da cruz (Jo 19,26). Maria, a Virgem do Advento, é o melhor exemplo para nós numa Igreja que quer viver a presença de Cristo no mundo de hoje (cf. Paulo VI – Carta apostólica sobre o culto à Virgem Maria – nº 4).

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Molduras para montagem de convites para festas juninas.



Ocê tá convidado prá nossa grande festança de São João.


Crie seus próprios convites personalizados e caracterizados para festas juninas, barraquinhas, quermesses ou festinha em sua casa. Utilize suas fotos pessoais ou outras que deseje para montagens.


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CRIANÇAS CARACTERIZADAS DE CAIPIRAS DANÇANDO


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Semeando a cultura de Pentecostes


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Canções ao Espírito Santo


Orações e Músicas mais belas dedicadas ao Espírito Santo


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Oração ao Espírito Santo

composta por S. Jose maria em abril de 1934:

Vem ó Espírito Santo!
Ilumina o meu entendimento, para conhecer os teus preceitos
Fortalece o meu coração contra as insídias do inimigo
Inflama a minha vontade…
Ouvi a tua voz e não quero endurecer-me e resistir, dizendo: depois…, amanhã.
Nunc coepi! Agora! Não suceda que o amanhã me venha a faltar.

Ó Espírito de verdade e sabedoria, Espírito de entendimento e de conselho, Espírito de alegria e de paz!: quero o que quiseres, quero porque queres, quero como quiseres, quero quando quiseres.

Sequência da Missa de Pentecostes
(O hino mais antigo ao Espírito Santo)

Vinde, ó Santo Espírito,
vinde, Amor ardente,
acendei na terra
vossa luz fulgente.

Vinde, Pai dos pobres: na dor e aflições,
vinde encher de gozo nossos corações.

Benfeitor supremo em todo o momento,
habitando em nós sois o nosso alento.

Descanso na luta e na paz encanto,
no calor sois brisa, conforto no pranto.

Luz de santidade, que no Céu ardeis,
abrasai as almas dos vossos fiéis.

Sem a vossa força e favor clemente,
nada há no homem que seja inocente.

Lavai nossas manchas, a aridez regai,
sarai os enfermos e a todos salvai.

Abrandai durezas para os caminhantes,
animai os tristes, guiai os errantes.

Vossos sete dons concedei à alma do que em Vós confia:

Virtude na vida, amparo na morte, no Céu alegria.

Amem.


VEM, ESPÍRITO CRIADOR


Hino de Vésperas na festa de Pentecostes
(Oração que João Paulo II rezava diariamente)

Vinde, Espírito Criador, Visitai as almas dos Vossos fiéis;
E enchei da graça divina os corações que criastes!

Vós sois o nosso Consolador, Dom do Deus Altíssimo,
Fonte viva, fogo, caridade, E unção espiritual.

Vós derramais sobre nós os sete dons;

Vós o dedo da mão de Deus; Vós o prometido do Pai;

Vós que pondes nos nossos lábios o tesouro da vossa palavra.

Acendei com a vossa luz a nossa inteligência;
Infundi o vosso amor nos nossos corações,
E com o vosso perpétuo auxílio
fortalecei a nossa débil carne.

Afastai de nós o inimigo; Dai-nos prontamente a paz,
Sede vós próprio o guia. Evitaremos todo o mal.

Por Vós conheçamos o Pai, e também o Filho;
dai-nos crer sempre em Vós, Espírito do Pai e do Filho.

Glória ao Pai, Senhor, e ao Filho que ressuscitou,
E ao Espírito Consolador. Por todos os séculos.

Amem.


Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e renovareis a face da terra.

Oremos.

Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis, e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

Oremos

Ó Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo este mesmo Espírito e gozemos sempre de Sua consolação.

Por Cristo, Senhor Nosso,

Amém.


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Vem Espírito Santo

(Ministério Jovem)


Vem espírito santo, Com teu poder renovar
Eu quero ter a vitória, Vem me purificar
Vem guiar o teu povo E convencer corações
Pra consolar os cansados E libertar das prisões
Vem espírito santo Faz morada em mim
Traz mais vida pra vida E me batiza, enfim

Para eu testemunhar, Para usar os teus dons
E teus frutos fruírem de mim Plenitude de ti
É o que eu busco ter Outra vez vou rogar para ti
Vem espírito – Vem espírito

Vem espírito santo Com teu poder renovar
Eu quero ter a vitória, Vem me purificar
Vem guiar o teu povo E convencer corações
Pra consolar os cansados E libertar das prisões
Vem espírito santo Faz morada em mim
Traz mais vida pra vida E me batiza, enfim

Para eu testemunhar, Para usar os teus dons
E teus frutos fruírem de mim Plenitude de ti
É o que eu busco ter Outra vez vou rogar para ti
Vem espírito
Vem espírito
Vem espírito
Vem espírito


.


Jesus Jesus

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10 Dicas para viver um melhor Advento e um Bom Natal.


Tempo de espera, oração e preparação para receber o Menino Deus no Natal.

ILLUSTRATION - Ein Mädchen hält ein entzündetes Streichholz vor vier brennenden Kerzen auf einem Adventskranz, aufgenommen am 25.11.2010 in Straubing (Niederbayern). Seit Mitte des 19. Jahrhunderts gibt es in Deutschland Adventskränze. Sie gelten als Symbol für die vorweihnachtliche Zeit. Foto: Armin Weigel dpa/lby
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Pagina reservada para expor todos os temas com assuntos referentes ao Natal.


1. “Advento” é uma palavra de etimologia latina, que significa “vinda”.

2. O Advento é um tempo litúrgico composto pelas quatro semanas que precedem o Natal, como tempo de preparação para o nascimento do Senhor.

3. O Advento tem como cor litúrgica o roxo, que significa penitência e conversão – neste caso, unidas à esperança diante da iminente vinda do Senhor.

4. O Advento é um período privilegiado para os cristãos, já que somos convidados a recordar o passado, viver o presente e preparar o futuro.

5. O Advento é memória do mistério de graça do nascimento de Jesus Cristo. É memória na encarnação. É memória das maravilhas que Deus faz em favor dos homens. É memória da primeira vinda do Senhor. O Advento é história viva.

6. O Advento é um convite a viver o presente da nossa vida cristã e a experimentar e testemunhar a presença de Jesus Cristo entre nós, conosco, por nós. O Advento nos interpela a viver sempre vigiantes, caminhando pelos caminhos do Senhor em justiça e amor. É uma época de presença encarnada do cristão, quem, cada vez que faz o bem, reatualiza a encarnação e o nascimento de Jesus.

7. O Advento prepara e antecipa o futuro. É um convite a preparar a segunda e definitiva vinda de Jesus Cristo, já na majestade da sua glória. Ele virá como Senhor e como juiz. O Advento nos faz proclamar a fé em sua vinda gloriosa e nos ajuda a preparar-nos para ela. Este tempo já é vida futura, é Reino, é escatologia.

8. O Advento e tempo para a revisão da própria vida à luz da vida de Jesus Cristo, à luz das promessas bíblicas e messiânicas. É tempo para o exame de consciência continuado, arrependido e agradecido.

9. O Advento é projeção de vida nova, de conversão permanente, do céu novo e da terra nova, que só são alcançados com o nosso esforço, de cada dia e de cada ato.

10. O Advento é o tempo de Maria de Nazaré, que esperou, que confiou na palavra de Deus, que se deixou invadir por Ele e em quem floresceu e resplandeceu o Salvador do mundo.

(Artigo publicado originalmente pela Revista Ecclesia)

Fonte: Aleteia.org/pt/

VII concerto de natal2



FELIZ NATAL A TODOS !


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Creio em um só Deus, Uno e Trino.



A doutrina da Trindade
As três Pessoas distintas
O Pai, Filho e o Espírito Santo
compartilham a mesma natureza de Deus: Trindade


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Sempre tenhais em mente que esta é a regra de fé que eu professo; por isto testemunho que o Pai, o Filho e o Espírito são inseparáveis um do outro, e assim sabereis em que sentido isto é dito. Agora, observeis: minha afirmação é que o Pai é um, o Filho um e o Espírito um, e que Eles são distintos de um ao outro”
(Tertuliano, Contra Praxéias)


Não é de se surpreender que virtualmente todas as seitas não-cristãs e todas as religiões de mundo rejeitam e negam a doutrina da Trindade. Isto é principalmente devido a uma incompreensão junto com uma invenção de enganos da própria doutrina. Conseqüentemente, as objeções afirmadas pelas Testemunhas de Jeová não são baseadas em sólidos pontos bíblicos mas em suas próprias criações teológicas – que Jesus não é Deus. Os cristãos acreditam que Jesus é completamente Deus e que Deus é Tri-pessoal, somente em base das Escrituras.

Quando conversamos sobre a Trindade com as Testemunha de Jeová, o problema principal que impede a maioria dos cristãos de discutir dentro da Bíblia é comumente conhecido como “barreira da linguagem”. Em outras palavras, certos termos cristãos usados pelos cristãos também são usados pelas Testemunhas de Jeová mas de uma forma completamente diferente.

Então, temos que definir primeiro os termos. Se os termos não forem colocados dentro de seu contexto, então haverá equívocos que impedirão uma apresentação do evangelho. Você estará falando as mesmas palavras mas aplicando significados diferentes.

Assim, quando conversar sobre a doutrina da Trindade, lembre-se: DEFINA PRIMEIRO OS TERMOS. Em outras palavras, antes de começar a usar passagens das Escriturassua primeira pergunta para as Testemunha de Jeová deveria ser: “como você entende a doutrina da Trindade”? Então, dependendo em como eles respondem, comece a explicar biblicamente a definição correta.



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A DOUTRINA DA TRINDADE EXPLICADA


São três as premissas que demonstram os dados bíblicos para a Trindade:

Premissa um:

há um Deus eterno

Premissa dois:

há três Pessoas que são DEUS

Premissa três:

há três Pessoas distintas uma das outra.

Conclusão:

As três Pessoas distintas – o Pai, Filho e o Espírito Santo – compartilham a natureza de Deus: Trindade.

As três Pessoas distintas são coiguais, coeternas e coexistentes.

PREMISSA UM:


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Existe um Deus eterno (ontologicamente: i.e., em natureza. Cf. Gal. 4:8).

“Ouça, ó Israel! O SENHOR é nosso Deus, o SENHOR é um só” (Dt. 6:4)*

“Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus. Não vos assombreis, nem temais; acaso, desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça“.(Is. 44:6, 8; grifo nosso)

“Assim diz o SENHOR, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o SENHOR, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra” (Is. 44:24)

* Shema Yisraêl, Yehowah, Elohainoo, Yehowah aichod: “ouvi, Israel: Jeová, nosso Deus, é um Jeová”. Nesta passagem os judeus colocaram grande atenção e é uma das quatro passagens que eles escrevem em seus filactérios: sobre a palavra Elohim, Simeon Ben Joachi disse: “Venha e veja o mistério da palavra Elohim: há três graus e cada grau é por si mesmo único e mesmo assim são todos um, unidos em um e não divididos”.

PREMISSA DOIS:

As Escrituras apresentam três Pessoas DISTINTAS ou Egos (não “pessoas”

três Pessoas DISTINTAS ou Egos (não “pessoas”1), o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus ontologicamente (por natureza) e são chamados de “Deus” ou Jeová.

O PAI É DEUS

Veja as saudações nas epístolas paulinas: “graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Rm.1:7; Gl. 1:11). As TJ não irão contra este versículo, embora elas digam que Deus o Pai é o “Todo-poderoso” e Jesus é só “poderoso” ou “um deus”. Porém, ao dizer que Jesus é só “um deus” ou “poderoso” mas não “Todo-poderoso”, elas ignoram o fato que os judeus eram monoteístas: tinham a crença num verdadeiro Deus. Eles não aceitaram a idéia de dois deuses verdadeiros: um grande Todo-poderoso e um outro “deus”. Este era um conceito pagão, não cristão 2.

Que o termo “Deus poderoso” (Hb. El gibbor) como em Is. 9:6, era um título recorrente para Jeová no Velho Testamento não é considerado pelas Testemunha de Jeová (por exemplo, Dt. 10:17; Sl. 24:8; Jr. 32:18; cf. o texto hebraico). De fato, até mesmo sua própria Bíblia (i.e., a Tradução do Novo Mundo) chama Jeová de “Deus poderoso” (Is.. 10:21; Jr. 32:18).

Quando citam Is. 9:6: “seu [Messias] será chamado Deus poderoso…” as TJ dizem: “Jesus é poderoso mas não o Todo-poderoso”. Só que elas se esquecem totalmente que o termo “poderoso” (como em Deus poderoso) é um adjetivo, como com El “shaddai”, que só pode se referir ao verdadeiro “Deus” (El). Conseqüentemente, o termo hebraico El (em contraste com Elohim, no plural) era um termo reservado SÓ para Jeová. Nenhum homem poderoso ou anjo foi chamado de El no Velho Testamento. Os judeus eram monoteístas e não tinham este conceito pagão de dois deuseus: um Deus maior e um deus, como as Testemunha de Jeová ensinam e isto é politeísmo, não monoteísmo.

JESUS É CHAMADO DE “O DEUS” (O THEOS)

Mateus 1:23:

“e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus [ho theos “o Deus”]conosco).”

Jo. 1:1:

o Jesus é o Deus Eterno distinto do Deus Pai:

No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus (theos en ho logos (“Deus era a Palavra”).

Jo. 20:28

Tomé disse a Jesus (falando direto a Ele): ho kurios mou kai ho theos mou, lit., “o Senhor de mim e o Deus de mim” (veja a própria interlinear do grego da Torre chamado:The Kingdom Interlinear Translation 3.

Fp. 2:6:

pois ele [sempre], subsistindo [huparchon] em forma [“natureza”, NIV] [morphe] de Deus 4 não julgou como usurpação o ser igual a Deus, mas se esvaziou e tomou a forma[morphe] de um servo, tornando-se em semelhança de homens. e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz…para que ao nome de Jesus SE DOBRE TODO JOELHO, nos céus, na terra e debaixo da terra,e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (grifo nosso).

Cl. 2:9:

porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade [theotetos].

Tt. 2:13:

“O grande Deus e Salvador”: tou megalou theou kai soteros hemon Christou Iesou, lit., “o grande Deus e Salvador de nós Cristo Jesus”. Nota: em 2 Pedro 1:1 temos a mesma construção gramatical (i.e., artigo-substantivo-kai-substantivo): tou theou hemon kai soteros Iesou Christou, lit., “o Deus de nós e Salvador Jesus Cristo (cf. 2 Ts 1:12; 2 Pd. 1:11; 2:20; 3:2, 18,; veja o grego.).

Hb. 1:8:

“Mas do Filho Ele [o Pai] diz, “SEU TRONO, Ó DEUS É PARA SEMPRE E SEMPRE…” (ho thronos sou ho theos, lit., “o trono de ti o Deus…”). Clique aqui para um estudo mais profundo.

JESUS CRISTO: O ETERNO EGO EIMI (“EU SOU”)

Estes seriam Mc. 6:50; Jo. 8:24; 8:28; 8:58; 13:19 (cf. Is. 43:10; LXX); 18:5; 18:6; e 18:8.

*Por que é importante saber e ensinar que Jesus É Deus? Além do que Jesus declara em Jo. 4:24; 17:3 e 1 Jo. 2:23, Jesus declara em Jo. 8:24:

“Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU [ego eimi], morrereis nos vossos pecados

*Veja: Jo. 1:18; Rm. 9:5; Fl. 2:6-11; Cl. 2:9 (theotētos); Heb. 1:3; 1 Jo. 5:20; Ap. 5:13-14.[A Trindade: um Deus revelado em três pessoas distintas e coiguais].

O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA E É CHAMADO DE “DEUS”

As TJ ensinam que o Espírito Santo é a “força ativa” de Jeová e não uma pessoa. Eles comparam o espírito santo com a “eletricidade”. Porém, o Espírito Santo não pode ser qualquer coisa senão uma pessoa ciente, que tem personalidade. O Espírito Santo tem uma relação pessoal com o Pai e Jesus, como também todos os crentes.

O ESPÍRITO SANTO É DEUS

At. 5.3,4, Ananias e Safira:

“Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?
Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (grifo nosso)

Mentir ao Espírito Santo é o mesmo que mentir a Deus porque Ele é Deus. Você não pode mentir para uma eletricidade ou uma força. Somente uma pessoa ou ser (ego) pode ser enganada. Também compare At. 28:25-26 com Is. 6:ss. Em Is. 6:1ss. lemos que Jeová está no trono falando por Isaías (vv. 9-10), mas Paulo (em At. 28:25-26) atribui as palavras de Jeová ao Espírito Santo.

O ESPÍRITO SANTO COMUNICA

NOTA: este é um grande ponto para testemunhar às Testemunhas de Jeová (uma força?)

At. 8:29
Hb. 3:7-11, 18,; cf. Sl. 95:7-11
Hb. 10:15-17; cf. Jr. 31:33, 34.

O ESPÍRITO SANTO SE IDENTIFICA COMO “EU” (EGO)

At. 13:2:

O Espírito Santo não pensa em Si mesmo como uma “atividade de Deus”, mas o Espírito Santo se identifica como “eu” quer dizer, um Ser (ego).

“Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu (ego) os enviei” (At. 10:19-20; grifo nosso).

Enquanto ministravam publicamente a Jeová e jejuavam, o espírito santo disse: “Dentre todas as pessoas, separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os chamei[proskeklēmai]. Concordemente, estes homens, enviados pelo espírito santo, desceram a Selêucia, e dali navegaram para Chipre.(At. 13:2, 4,; TNM; grifo nosso).

Na passagem acima (da própria tradução da Bíblia TJ: TNM) lemos que o Espírito Santo:Comunica. A eletricidade pode fazer isso?

Às vezes as Testemunhas de Jeová dirão que o “Espírito Santo” (hagion pneuma) está no gênero neutro. E isto é verdade, mas em substantivos gregos necessariamente não indica o gênero natural (por exemplo, “amor” é feminino; “crianças” e “meninas” são neutros)

PRONOMES PESSOAIS SÃO APLICADOS AO ESPÍRITO SANTO

Em João capítulos 14 e 16 Jesus usa pronomes pessoais para se referir ao Espírito Santo:

“Mas quando o Espírito [ekeinos] da verdade vier, ele os guiará em toda a verdade. Porque ele não falará de Si mesmo; mas tudo que ele ouvir vai falar: e ele lhes fará conhecido as coisas por vir. Ele me glorificará; porque ele receberá do que é meu, e lhes mostrará. (Jo. 16:13-14 – Pesito siríaca; grifo nosso).

O ESPÍRITO SANTO TEM ATRIBUTOS PESSOAIS


Vontade:
1 Coríntios 12:9-11.

Emoções: Efésios 4:30.

Mente: 1 Coríntios 2:10, 11,; Romanos 8:27.

Intercede (ora): Romanos 8:26.

Pode-se mentir a Ele: Atos 5:3.

Pode ser blasfemado: Marcos 3:29, 30.

Comanda: Atos 13:4; At. 16:6.

O ESPÍRITO SANTO AMA: ROMANOS 15:30

“Agora eu vos peço, irmãos, por causa de nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor que o Espírito inspira, para lutar comigo em orações a Deus em meu nome” (Rm. 15:30 –Williams; grifo nosso).

O ESPÍRITO SANTO É IGUAL AO PAI E AO FILHO

Mt. 28:19:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo…” (também veja At. 28:25-27; 2 Cor. 13:14; Ef.. 2:18)

PREMISSA TRÊS

O Pai, e o Filho, e o Espírito Santo são DISTINTOS.

Considerações gramaticais

Jo. 1:1: ” e a Palavra estava com Deus…”

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com [pros] Deus, e o Verbo era Deus. (en arche en ho logos, kai ho logos en pros ton theon, kai theos en ho logos).

No Novo Testamento a palavra “com” (pros), quando se refere a pessoas, indica uma relação entre pessoas distintas. Além disso, o Verbo estava, pros ton theon, “com o Deus”, que expressa a relação íntima e amorosa relação que o Verbo tinha com Deus Pai.

Primeiro e terceira pessoa pronomes pessoais:

Ao longo do capítulo 14, Jesus se diferencia claramente do Pai usando o primeiro pronome pessoal (“eu,” “eu,” “Meu”) para se referir a Ele e o pronome de terceira pessoa(“Ele,” “Ele,” “Seu”) para se referir ao Pai (por exemplo, Jo. 14:7, 10, 16). Este caso de distinção marcada também é evidente quando Jesus se diferencia de Deus o Espírito Santo:

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro [allon, Veja nº 42 abaixo] Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,” (Jo. 14:16; também veja 14:7, 10, 26,; grifo nosso).

Preposições diferentes:

Também no NT, particularmente em João capítulos 14-16, Jesus se distingue do Pai usando preposições diferentes. Este uso de preposições diferentes “mostra uma relação entre eles” e denota claramente uma distinção essencial, por exemplo, “ninguém vem ao[pros] Pai senão por [dia] mim” (Jo. 14:6); “quem crê em [eis] mim…. eu vou ao [pros] o Pai” (v. 12; cf. também Jo. 15:26; 16:28). Paulo usa preposições diferentes para diferenciar o Pai do Filho. Em Ef. 2:18, Paulo ensina que pela agência do Filho, os cristãos têm acessoao Pai por meio do Espírito:

“Pois, por Ele [di’autou: o Filho] ambos temos acesso, em [en] um Espírito, ao Pai [pros ton patera]” (Ef. 2:18).

O Pai e o Filho e o Espírito Santo são claramente diferenciados em Mateus 28:19; e 2 coríntios 13:14 (5)

Distinção de sujeito-objeto

Se Jesus e o Pai não fossem Pessoas cientes distintas, não esperaríamos ver uma relação de sujeito-objeto entre eles:

“Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.
E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu [sujeito] Filho amado [objeto], em quemme [sujeito] comprazo.” (Mt. 3:16-17; grifo nosso; também veja, Mt.17:5).

“Eu [sujeito] te [objeto] glorifiquei na terra, consumando a obra que me [sujeito] confiaste [objeto] para fazer;” (Jo. 17:4; também veja Lc. 23:34, 46).

O Pai e o Filho são referidos como “Eu”–”Tu” em relação um ao outro; o Filho se refere ao Pai como “Tu” e Ele como “eu”. O Pai se refere a Jesus como “tu” e Ele como “eu”. O Filho se relaciona pessoalmente ao Pai e o Espírito Santo, e o contrário é completamente verdade do Pai e o Espírito Santo relativo a um ao outro.

A repetição do artigo:

Em Mateus 28:19, a frase: eis to onoma tou patros kai tou huiou kai tou hagiou pneumatos, “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,” gramaticalemente fala por si mesmo. Note a repetição do artigo tou, “o” antes de cada substantivo: tou patros “do Pai”,tou huiou “do Filho”, tou hagiou pneumatos “do Espírito Santo”. E cada substantivo é ligado pela conjunção conetivo kai, “e”. Assim, este tipo de construção (ver Sharp #6) claramente mostra a distinção entre todas as três Pessoas.

Em Apocalipse 5:13 o Cordeiro e o Pai são apresentados como dois objetos distintos de adoração divina pois são diferenciados pela repetição do artigo :

“Àquele
[] que está sentado no trono e ao Cordeiro [kai tō arniō], seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos”

Portanto, Paulo apresenta as três Pessoas não como unipessonal, mas como três Pessoas distintas:

“A graça do Senhor Jesus Cristo [tou kuriou Iēsou Christou], e [kai] o amor do [o] Deus [tou theou], e [kai] a comunhão do Espírito Santo [tou hagiou pneumatos] estejam convosco” (2 Cor. 13:14).

Há muitas outras passagens onde regra 6 se Sharp se aplica e denota distinção entre as três Pessoas na Trindade (por exemplo, Mt. 28:19; 1 Tessalonicenses 3:1; 2 Tessalonicenses 2:16-17; 1 Jo. 2:22-23). Mais adiante, ve com O Pai e o Filho, mas o Pai e Filho são claramente mostrados como duas Pessoas pela repetição do artigo tou “o” e apreposição repetida meta, “com”.

“E o que vimos e ouvimos, também vos fazemos conhecidos, para que possam ter comunhão conosco [meta]; e nossa comunhão é com [meta] o Pai [tou patros], e com [meta] Seu Filho Jesus [tou huiou] o Messias” (1. Jo. 1.3 – Pesito siríaca -grifo nosso)

Assim, há numerosas passagens onde são usadas preposições diferentes para diferenciar as Pessoas da Trindade (por exemplo, Jo. 14:6, 12,; 15:26; 16:28; Ef.. 2:18).

Jo. 17:5

“E agora, meu Pai, glorifica-me, com essa glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (Pesito siríaca – grifo nosso).

As saudações paulinas

gramaticamente distinguem entre o Pai e o Filho. Na consciência de Paulo, a “graça” e “paz” fluem igualmente do (apo) Pai e do Filho.

*NOTA: Para saber mais sobre as distinções ontológicas entre as Pessoas da Trindade veja sobre unicismo.

CONCLUSÃO: Então, todas as três Pessoas COMPARTILHAM a natureza de UM SER: Deus Pai, Deus Filho, e Deus Espírito Santo. A Trindade não são três deuses (i.e., triteísmo) nem Jesus é o Pai (i.e., modalismo) eles são DISTINTOS (“a Palavra estava COM Deus” Jo. 1:1).

RESUMO

PREMISSA UM:
Existe UM DEUS verdadeiro por natureza.

PREMISSA DOIS:

As Escrituras apresentam o Pai, o Filho e o Espírito Santo como Deus.

PREMISSA TRÊS:

O Pai, o Filho e o Espírito Santo são Pessoas distintas ou Egos, cientes um ao outro. Como também existindo entre si em uma amorosa comunhão – mesmo antes do tempo existir (cf. Jo. 17:5).

CONCLUSÃO:

O dados bíblicos estão claros: as três Pessoas compartilham a mesma natureza de UM DEUS ETERNO.

Rejeitando o Deus da Bíblia, as Testemunha de Jeová acreditam em um Deus que não existe. Só o verdadeiro Deus das Escrituras existe. O deus da Torre de Vigia não pode salvar ninguém, não existe. Elas crêem em um Deus unitário (uma Pessoa) e rejeitam o Deus triúno bíblico.

Precisamos pedir a Deus para abrir seus corações e mentes assim para poderem entender quem é Deus e Jesus Cristo. Só Ele pode dar a salvação.

A doutrina da Trindade não se originou num concílio do quarto século nem surgiu da Igreja católica. Deus revela Sua natureza (que Ele é um Ser tri-pessoal) nas próprias Escrituras. Usamos a palavra “Trindade” para comunicar os dados bíblicos que são revelados nas Escrituras. Se simplesmente deixarmos o texto falar por si mesmo, então, não chegaremos a conclusões antibíblicas. Temos a Palavra de Deus, nossa responsável para conferir a verdade do verdadeiro Deus; não há desculpa:

“E agora, não sabes? não ouviste? o Deus eterno, o Deus que formou os confins da terra” (Is. 40:28).

Jesus estava claro:

“Eu vos digo, que morrereis em vossos pecados; porque se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (Jo. 8:24).

As Testemunha de Jeová tentam desesperadamente refutar a doutrina. Porém, como irá perceber, assim como os unicistas pentecostais, as TJ usam os piores métodos possíveis de interpretação por meio de textos distorcidos, afirmações filosóficas e falácias lógicas. E, assim como todos os anti-trinitários, falsificam citações e citam errados os Pais da Igreja e os teólogos cristãos.

Comunhão pessoal entre as Pessoas da Trindade

“Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro(allos) é o que testifica a meu respeito, e sei que é verdadeiro o testemunho que ele dá de mim.” (Jo. 5:31-32; cf. 3:35; 10:17; 14:31).

NOTAS

1 – Freqüentemente, a objeção mais feita, principalmente por aqueles que rejeitam a Trindade, é sobre a palavra “Pessoa”. Ao definir a Trindade, os Pais de Igreja usariam “as Pessoas” de um modo menos individualista, como usaríamos o termo hoje. As igrejas no Ocidente utilizaram persona (latim) e as igrejas do Oriente – hupostasis (grego). O líder da Reforma, João Calvino, disse: “Então, por Pessoa eu quero dizer uma subsistência no ser Divino….”

Porém, a analogia habitual empregada pela igreja antiga para ilustrar a Trindade era o“modelo psicológico – dentro de um corpo existe um intelecto, um coração e uma vontade” (por exemplo, S. Agostinho). A palavra “Pessoa” é usada porque o Pai, Filho, e Espírito Santo possuem atributos pessoais. Além disso, aplicam-se pronomes pessoais a eles nas Escrituras. O Pai, Filho, e Espírito Santo são assuntos intelectuais, emocionais, conscientes que tem uma íntima relação um com (Gr. pros; como em Jo. 1:1) o outro.

2 – As Escrituras são claras: só há UM VERDADEIRO DEUS, e assim todas as outras coisas chamadas de “deus” são falsos deuses ou por natureza não são Deus (Gal. 4:8) como os anjos (cf. Sl. 8:5 com Hb. 2:7). Jesus é chamado “um deus” (na TNM, Jo. 1:1) e Ele é chamado “o Deus” em Jo. 20:28; Ti. 2:13; 2 Pedro 1:1 (veja a Interlinear da Torre de Vigia: KIT). Levando em conta este fato, devemos perguntar para as Testemunhas de Jeová: “Jesus é um Deus verdadeiro ou um deus falso”? Qualquer resposta será desastrosa para seus ensinos.

3, um ponto que é perdido freqüentemente pelos Testemunha de Jeová é que Tomé enviou o Jesus como, ” o Deus ” (theos de ho). a Maioria do misguidedly de Testemunha de Jeová diz que só Jeová é chamado ” o Deus “. Mas como visto acima, junto com Jo. 20:28, theos ” de ” ho também é aplicado ao Jesus a Mateus 1:23; Ti. 2:13; 2 Pedro 1:1; 2 Tessalonicenses 1:12 e Hb.. 1:8 vêem os Testemunha de Jeová possuir texto grego: Tradução Interlinear do Reino onde eles traduziram estas passagens corretamente.

4, em Fp. 2:6 (NASB) a palavra traduziu ” existido ” (huparchon) é um particípio tenso presente que leva o significado de existência continuada. Jesus sempre estava existindo na ” forma ” (morphe) de Deus ou como o NIV traduz: ” Quem, sendo em muito natureza Deus “. é dito que Jesus Cristo é o CRIADOR de TODAS as COISAS e não só uma parte de criação como os Testemunha de Jeová afirma confiantemente (cf. Jo. 1:3; Col. 1:15-17; Hb.. 1:2, 10).

5, porém os Testemunha de Jeová acreditam que o Pai, Filho e Espírito Santo são distintos que eles rejeitam entretanto, que eles são da mesma substância: DEUS (veja Hb.. 1:3, onde é dito que o Jesus é a ” representação ” exata da substância de Deus ou natureza: hypostaseos de tes de charakter).

Abraços amados(as)

Blog Teologia Pastoral SJRP


Trindade Vitral Divino Pai Eterno

Trindade Vitral Divino Pai Eterno


Fonte: Teologia Pastoral SJRP – 

Diocese de São José do Rio Preto


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slaid: Elaborado por “Buscando novas águas” Liturgia Dominical.



A Ascensão do Senhor Jesus Cristo ao Céu.



O significado teológico da Ascensão do Senhor

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Doutrina Católica

Cônego Henrique Soares da Costa



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Façamos antes de tudo duas observações: 


Tema completo:

(1) Jesus ressuscitado tem uma vida divina, o Espírito Santo que ele recebeu do Pai na ressurreição e, agora, impregna toda a sua natureza humana, corpo e alma. Ora, esta vida divina do Ressuscitado é a força criadora e sustentadora de todo o tempo: Jesus entrou, pela ressurreição e imediatamente após a ressurreição, no princípio dos tempos, acima de todos os tempos, trazendo em seu presente todos os tempos. Sendo a vida divina o suporte de todo o tempo e seu eterno presente, o Cristo ressuscitado não somente pode interferir no tempo, mas também manifestar-se nele progressivamente pelas aparições, ascensão e pentecostes.

(2) O «céu» ao qual se alude na ascensão não é um lugar físico, mas a própria vida na comunhão trinitária: é o âmbito do Deus Uno e Trino, o estar do Filho com o Pai no Espírito Santo, numa comunhão plena e inenarrável de vida e amor, de plenitude e glória.

Biblicamente os dados sobre a ascensão são variados e complexos:

a) Mateus não fala dela porque deseja sublinhar a presença contínua de Jesus entre os seus discípulos:

Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos! (Mt 28,20).

b) Para Marcos a ascensão, apresentada logo depois do colóquio com os discípulos no Cenáculo, é vista como o ingresso definitivo de Jesus, também com a sua humanidade, na onipotência divina (cf. Mc 16,19). O «sentar-se à direita» indica a participação de Cristo, também com sua natureza humana, na potência real de Deus. Já São João Damasceno notava que a Direita do Pai não é um lugar, mas imagem da sua potência criadora. O “sentar-se à direita” significa, em última análise, que Cristo entrou, também com a sua natureza humana, na potência onicompreensiva de Deus.

c) Lucas, por sua vez, coloca a ascensão na mesma tarde da ressurreição (cf. Lc 24,13.19).

d) Em João, esta acontece na manhã mesma da ressurreição (cf. Jo 20,17).

e) É para os Atos dos Apóstolos – cujo autor é também Lucas – que a ascensão ocorre somente quarenta dias após a páscoa (cf. At 1,2s) e com uma descrição muito diferente da do Terceiro evangelho (cf. At 1,9-11)!

Uma coisa é certa: no pensamento do Novo Testamento, a ascensão deve ser colocada em relação com a ressurreição, tratando-se, portanto, de um evento que sublinha a glorificação celeste de Cristo. Esta é a sua primeira especificidade em relação à ressurreição. Ao afirmarmos a ressurreição, queremos dizer que Cristo foi vivificado, que venceu a morte, que o Pai não o abandonou e glorificou sua humanidade. Ao proclamarmos a ascensão, dizemos que este Cristo está com o Pai, imerso na sua glória e participando do seu senhorio sobre todos os tempos e toda a criação.

A diversidade temporal entre ressurreição e ascensão, apresentada nos textos do Novo Testamento (um espaço de quarenta dias nos Atos!) não é importante e deve-se à diferença tempo-eternidade. Cristo, ressuscitado e subido ao céu no mesmo dia da Páscoa, não cessou, por algum tempo, de dar instruções aos seus discípulos (cf. At 1,2) – é isto que os textos bíblicos querem dizer.

Note-se que o evento enquanto tal é real e possui um significado próprio; em outras palavras: a ascensão não é um mito; é uma realidade e um mistério de fé bem concreto. O modo como ela é narrada nos Atos é que tem um forte tom alegórico para exprimir uma realidade que nos ultrapassa totalmente! Logo Lucas, tão preocupado com a dimensão histórica (cf. Lc 1,1-4), propositalmente apresenta a ascensão de dois modos tão diversos (no Evangelho e nos Atos) exatamente para chamar atenção para a finalidade teológica de sua apresentação: a ressurreição não significa que a história humana tenha chegado ao seu termo e que o retorno de Jesus seja imediato. Lucas deseja mostrar que, a partir da Páscoa, Deus concede à Igreja espaço e tempo para desenvolver-se além de Jerusalém, da Judeia e da Samaria, até os confins da terra (cf. At 1,18). Assim, a ascensão não pode ser pensada como uma viagem espácio-temporal de um Jesus voando pelo espaço sideral, mas como entrada de Jesus-homem no âmbito do Pai, na sua glória divina. Sua humanidade, igual à nossa, agora está divinizada e entrou no âmbito de Deus uno e trino! Assim, trata-se de um caminho para o Pai, sendo um evento meta-histórico, transcendente, que se realiza no silêncio santo do mistério de Deus. É importante insistir: a ascensão não acontece na história humana; é um evento real, mas não é um evento histórico, pois ocorre no seio do Deus-Trindade! Note-se que aquele que ascende já não mais pertencia a este mundo: não é alguém deste mundo, mas o Ressuscitado – aquele que saiu do mundo na sexta-feira santa, entrando na morte, e saiu da morte, ressuscitado no domingo de páscoa, para entrar no Pai! Por isto mesmo, não se trata de um caminho visível, podendo ser narrado somente metaforicamente. Efetivamente, é o que São Lucas faz nos Atos dos Apóstolos!

Teologicamente, podemos apontar quatro significados para este evento salvífico:

1 – A ascensão como presença permanente de Cristo glorioso na Igreja. Neste sentido move-se o silêncio de Mateus: para ele a ascensão é um evento invisível aos homens, que se realizou em relação com a ressurreição. Mateus a compreende como presença contínua e misteriosa de Jesus entre os discípulos mesmo após a ressurreição:

Toda autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue. Ide, e fazei que todas as nações se tornem discípulos… E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28,18-20).

Assim, Mateus interpreta a vida do cristão na espera da Vinda do Senhor como uma existência em sua companhia já agora (cf. Mt 18,20): Cristo está presente também na ação apostólica da Igreja. Esta convicção está presente também nos outros textos neotestamentários: após a ascensão, são os discípulos que se tornam a manifestação da presença do Senhor no mundo. A ascensão é, portanto, um mistério de transformação íntima: até então Jesus tinha se dirigido ao mundo de modo visível; a partir de sua subida, ele encontra o mundo através dos seus discípulos; é neles que o Senhor se dirige ao mundo. A ascensão não é um perder-se de Jesus na imensidão do céu, mas sua plena imersão na Igreja, Comunidade dos seus discípulos, nos quais ele efunde o seu Espírito. Isto quer dizer que o Cristo está muito mais íntimo e interior à sua Igreja, aos seus discípulos e ao próprio mundo que antes da ressurreição!

2 – A ascensão como evento escatológico. A narrativa dos Atos sublinha este sentido: as nuvens podem evocar a parusia final, Vinda gloriosa do Senhor (cf. Lc 21,27; Ap 1,7; 14,14) em conexão com a presença e as palavras dos anjos.

Este Jesus, que foi arrebatado dentre vós para o céu, assim virá, do mesmo modo como o vistes partir para o céu (At 1,11).

Note-se que aqui são indicados dois importantes momentos da historia da salvação: ascensão e parusia; ambos são aspectos da mesma dignidade messiânica de Jesus – no primeiro momento (ascensão) ele entra no âmbito de Deus para tomar posse do reino escatológico, cuja potência descerá manifestamente ao mundo no Último Dia (parusia). A Igreja, novo povo de Deus vive, então, com o olhar para o céu, numa atitude de espera, de modo que a ascensão sublinha esta ânsia escatológica da Igreja e seu desejo de estar novamente com o Senhor.

3 – Ascensão como retorno ao Pai. Para João, a ascensão torna-se visível no levantamento da cruz (cf. Jo 3,14; 8,28; 12,32s): trata-se do momento do retorno de Jesus ao Pai. Assim, todo o destino de Jesus é finalizado à ascensão: sua descida pela encarnação é já endereçada à subida.

Saí do Pai e vim ao mundo; de novo deixo o mundo e vou para o Pai (Jo 16,28).

Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem (Jo 3,13).

Deste modo, a ascensão é o cumprimento da encarnação e da redenção: o Ressuscitado já subiu ao céu, já foi entronizado à Direita do Pai, atraindo seus discípulos a esta comunhão divina (cf. Jo 14,20; 17,23). Jesus, entronizado junto ao Pai, e Senhor de tudo e pólo de atração de toda a história humana e de todo o universo!

4 – A ascensão no seu aspecto cósmico e sacerdotal. Para Paulo, a ascensão leva a cumprimento um caminho cósmico de Cristo, que do mais profundo dos abismos conduziu-o à Direita de Deus.

O que desceu é também o que subiu acima de todos os céus, a fim de plenificar todas as coisas (Ef 4,10).

A partir de agora, tudo, no céu e na terra, está debaixo do senhorio do Ressuscitado e tudo caminha para ele. Ele é a plenitude e a consumação de todas as coisas! Na mesma linha move-se a (1Pd 3,22):

Tendo subido ao céu está à Direita de Deus, estando-lhe sujeitos os anjos, as Dominações e as Potestades.

A Epístola aos Hebreus, por sua vez, compreende este ingresso de Cristo no céu como exercício do seu sumo sacerdócio no Santuário celeste (cf. 4,14; 6,19s):

Cristo não entrou num santuário feito por mão humana, réplica do verdadeiro, e sim no próprio céu, a fim de comparecer, agora, diante da face de Deus em nosso favor (9,24).

Isto é, Aquele que entrou na plenitude da glória é o nosso eterno Salvador e Intercessor. É a mesma ideia do Apocalipse, ao falar do Cordeiro de pé como que imolado (cf. 5,4), isto é, o Cristo ressuscitado e glorificado diante do Trono do Pai, num esterno estado de imolação-intercessão por toda a humanidade.

Concluindo, a ascensão é o retorno vitorioso de Cristo ao Pai: é o «dia no qual o Cristo vitorioso subiu ao Pai», sendo constituído Senhor dos homens e do universo. Esta partida, contudo, não significa distanciamento dos seus discípulos nem ausência de sua Igreja: ele não só está conosco até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20), mas também está «em nós» e nós «nele», para sempre (cf. Jo 14,20; 17,23). Em certo sentido, a subtração do seu ser junto a nós visivelmente é o que torna possível o seu ser «em nós» – e isto é a participação no seu Espírito (cf. Jo 16,7), de modo que a ascensão é premissa para o dom do Espírito:

É do vosso interesse que eu parta, pois se eu não for, o Paráclito não virá a vós. Mas se eu for, enviá-lo-ei a vós (Jo 16,7).

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Cônego Henrique Soares da Costa


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Magnificat – O Cântico de Maria!



Cântico de entrada para o tempo do advento:

Veja a Letra, Cifra e Musica:

Um Cântico que utiliza a letra Bíblica do Cântico entoado por Nossa Senhora ao receber o Anúncio da vinda do Messias o Filho de Deus nosso Salvador e Senhor.



magni[1]



Cântico De Maria (Magnificat)

Padre Marcelo Rossi

Manifestou o poder do seu braço.
Desconcertou os corações assoberbados.
Derrubou do trono os poderosos.
Exaltou os humildes.

Minha alma glorifica o Senhor.
Meu espírito exulta de alegria.
Em Deus, meu Salvador. (4X)
Meu espírito exulta.

Saciou os indigentes de bens.
Despediu os ricos de mãos vazias.
Acolheu a Israel, lembrado de sua misericórdia.
Conforme prometera a nossos pais.
Em favor da posteridade de Abraão.

Manifestou o poder do seu braço.
Desconcertou os corações assoberbados.
Derrubou do trono os poderosos.
Exaltou os humildes.

Minha alma glorifica o Senhor.
Meu espírito exulta de alegria.
Em Deus, meu Salvador. (4X)
Meu espírito exulta.

Saciou os indigentes de bens.
Despediu os ricos de mãos vazias.
Acolheu a Israel, lembrado de sua misericórdia.
Conforme prometera a nossos pais.
Em favor da posteridade de Abraão.


Nome da Musica

Cifra

Vídeo

Cântico de Maria!!! – (Magnificat)

Cifra_Violao Cifra_Violao


Cantico de Maria

Magnificat

http://www.cifraclub.com.br/padre-marcelo-rossi/cantico-de-maria/


Posições para violão no Cifra Club

https://presentepravoce.files.wordpress.com/2008/11/cifra-club-lk.jpg?w=313&h=117



 

II Versão – Magnificat Lc 1,46 – 55 – CD Salmos para celebrar Shalom


 

Como ser um “servo”

e Ministro da Música ?



Natal

Então se verá o Filho do Homem.



Cântico de entrada para o tempo do advento:

Veja a Letra, Cifra e Musica:



Jesus_nuvens



Então Se Verá

Vencedores Por Cristo

Compositor: Vencedores Por Cristo

Então se verá, o Filho do Homem

Vindo sobre as nuvens com poder e glória

Porque assim como um relâmpago

Que sai do oriente e se mostra no ocidente

Assim há de ser a vinda do Filho do Homem.

Então se verá, o Filho do Homem

Vindo sobre as nuvens com poder e glória

Porque assim como um relâmpago

Que sai do oriente e se mostra no ocidente

Assim há de ser a vinda do Filho do Homem.


Jesus_nuvens-1800x2880 ANGELI_Jesus_nas_nuvens

Então se verá cifra

Cifra para Violão – copiar e imprimir


Posições para violão no Cifra Club

https://presentepravoce.files.wordpress.com/2008/11/cifra-club-lk.jpg?w=313&h=117



 

 

Como ser um “servo”

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Natal

Sobe à Jerusalém.



Cântico de ofertório para o tempo do advento:

Veja a Letra, Cifra e Musica:



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Sobe a Jerusalém, Virgem oferente sem igual

Vai apresenta ao Pai teu menino: luz

Que chegou o natal

E junto à sua cruz, quando Deus morreu fica de pé

Sim, Ele te salvou

Mas O ofereceste por nós com toda fé

Nós vamos renovar este sacrifício de Jesus:

Morte e ressurreição

Vida que brotou de sua oferta na cruz

Mãe, vem nos ensinar a fazer da vida uma oblação

Culto agradável a Deus

É fazer a oferta do próprio coração


4-oferendas-sobe-a-jerusalc3a9m[1]

CLICK E AMPLIE:

2020 HR
61802[1]

PARTITURA – CLICK E AMPLIE – COPIE PARA PARA IMPRIMIR



 

 

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Natal

Fidelidade à Liturgia Católica.


Dom João Wilk ao assumir a Diocese de Anápolis Discursou dizendo:



“Tenho por prumo a fidelidade ao eterno e imutável depósito da fé, herdado dos apóstolos. Tenho por linha a fidelidade ao atual Magistério da Igreja. Com estas ferramentas, quero trabalhar e ajudar a Igreja a crescer.”



Acompanhe o Discurso Completo de Pose de Dom João Wilk.



SEREMOS FIEIS À LITURGIA QUANDO A CONHECERMOS BEM.


Fidelidade (do latim fidelitas pelo latim vulgar fidelitate é o atributo ou a qualidade de quem ou do que é fiel (do latim fide ou fido), para significar quem ou o que conserva, “mantém”, preserva mesmo as suas características originais, pode-se dizer quem ou o que mantém-se fiel à referência.
Fidelidade implica confiança e vice-versa, e essa relação de implicação biunívoca aplica-se quer entre dois sujeitos (humanos), quer entre determinado sujeito e o objeto sob sua consideração, que, a seu turno, também pode ser abstrato ou concreto. Essa co-significação originária mostra-se plena quando se trata de dois sujeitos, ambos com capacidade ativa, pois, nesse caso se pode invocar o correlato confiança (<latim cum = “com, a significar em conjunto, ou também” + fidere, fide, fido = “fé, certeza previamente, mutuamente assentida”

ConjugalFidelidade conjugal

É a manifestação da fidelidade no domínio de uma relação conjugal — qualquer que seja a sua natureza em figuras e/ou em papéis de gênero —, que pode ser recíproca, mutuamente acordada e assentida, ou unilateral, acordada ou não. Implica necessariamente em mútua confiança, aceita esta e considerada como a base da estabilidade relacional. Sem dúvida, existe um equívoco generalizado no identificar fidelidade com sexualidade. Conquanto possa envolver também o aspecto sexualidade relacional — é o mais usual —, não se lhe prende exclusivamente, todavia, dado que há acordos de fidelidade que prescindem da vivência ou até da ideia de sexualidade, esta, per se, também ampla por demais em sua significação.

Liturgia

A palavra liturgia (do grego λειτουργία, “serviço” ou “trabalho público”) compreende uma celebração religiosa pré-definida, de acordo com as tradições de uma religião em particular; pode incluir ou referir-se a um ritual formal e elaborado (como a Missa Católica) ou uma atividade diária como as salats muçulmanas[1]

Significado da liturgia

Para os cristãos, Liturgia, é, pois, a atualização da entrega de Cristo para nossa salvação. Cristo entregou-se duma vez por todas, na Cruz. O que a liturgia faz é o memorial de Cristo e da nossa salvação, ou seja, torna presente, através da celebração, o acontecimento definitivo do Mistério Pascal. Através da celebração litúrgica, o crente é inserido nas realidades da sua salvação.

Liturgia é antes de tudo “serviço ao povo”, essa experiência é fruto de uma vivencia fraterna, ou seja é o culto é uma representação simbólica (que não se trata de uma encenação uma vez que o mistério é contemplado em “espírito e verdade”) da vida cotidiana do crente em comunhão com sua comunidade.

A Liturgia tem raízes absolutamente cristológicas. Cristo rompe com o ritualismo e torna a liturgia um “culto agradável a Deus”.


Qual é o Rito Litúrgico Atual da Igreja Católica?



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Rito Romano.


O rito romano é um dos ritos litúrgicos latinos, ou seja, um dos ritos litúrgicos ocidentais da Igreja Católica, que se desenvolveram numa zona da Europa ocidental e do norte da África, onde o latim era a língua da educação e da cultura, e que são distintos dos outros utilizados pelas Igrejas de rito oriental que se desenvolveram na Europa oriental e no Médio Oriente

Este rito litúrgico é aquele que predomina na Igreja Católica Latina, que conta com cerca de 98% dos fiéis católicos do Mundo.

Historicamente, a forma do Santo Sacrifício da Missa usada no Rito Romano de 1570 até 1970 (a “Missa Tridentina”) era conduzido, na maioria dos países, inteiramente em Latim eclesiástico, mas no Concílio Vaticano Segundo, no início dos anos 60, foi promulgada uma revisão da Missa, que agora é celebrada em todos os países na língua vernacular (local) além do Latim. Esta revisão, chamada também vulgarmente por movimento de reforma litúrgica, tem sido responsável nos últimos quarenta anos por uma convergência significativa das práticas predicamentais do Rito Latino com as das igrejas protestantes, afastando-as das dos outros ritos católicos, não-latinos.

Uma característica dos novos pontos de vista litúrgicos tem sido um “regresso às fontes”, que se diz que tem origem na redescoberta de antigos textos e práticas litúrgicas, bem como muitas práticas novas. As reformas litúrgicas pós-conciliares (pós-Vaticano II) incluem o uso da língua vernacular (local), uma maior ênfase na Liturgia da Palavra, e a clarificação do simbolismo. A característica mais visível das reformas é a postura do padre. No passado, o padre virava-se de frente para o altar, ficando, consequentemente, de costas para a congregação. As reformas fizeram com que o padre se voltasse para o povo, ficando entre eles o altar, já que este último é o centro da igreja. Isto simboliza, também, o desejo de que a missa se torne mais centrada nas pessoas. Há, todavia, críticos que não concordam com a natureza da missa pós-Vaticano II (conhecida por vezes como Novus Ordo Missae). Em 2003 foi revelado que a Missa Tridentina pré-Vaticano II estava de novo a ser celebrada na Basílica de S. Pedro (embora não no altar principal) e que o Papa João Paulo II começou a celebrar Missas Tridentinas na sua capela privada no Palácio Apostólico, no Vaticano.


Texto traduzido da Carta Apostólica em forma de “Motu Proprio” SUMMORUM PONTIFICUM


O QUE É ISSO?


È Uma Carta do Papa Bento XVI dirigida à toda Igreja Católica.

Tem por Objetivo Esclarecer o Uso dos diversos Ritos presentes na Igreja de Hoje.

: Confira o texto original diretamente do Vaticano em Latim

Sempre foi preocupação dos Sumos Pontífices até o tempo presente, que a Igreja de Cristo ofereça um culto digno à Divina Majestade “para louvor e glória de seu nome” e “para nosso bem e o de toda sua Santa Igreja”…

Art. 1. O Missal Romano promulgado por Paulo VI deve ser considerado como a expressão ordinária da lei da oração (lex orandi) da Igreja Católica de Rito Romano, enquanto que o Missal Romano promulgado por São Pio V e publicado novamente pelo Beato João XXIII como a expressão extraordinária da lei da oração (lex orandi) e em razão de seu venerável e antigo uso goze da devida honra. Estas duas expressões da lei da oração (lex orandi) da Igreja de maneira nenhuma levam a uma divisão na lei da oração (lex orandi) da Igreja, pois são dois usos do único Rito Romano.

O Papa Bento XVI Confirma as decisões do Concílio Vaticano II, apenas libera também o uso do Rito Tridentino “Em Latim” de uma forma extraordinária, sendo que de maneira nenhuma deverá substituir o Rito Romano atualmente em uso na lingua vernácula.

Portanto, é lícito celebrar o Sacrifício da Missa de acordo com a edição típica do Missal Romano promulgado pelo Beato João XXIII em 1962 e nunca anulado, como a forma extraordinária da Liturgia da Igreja. Estas condições estabelecidas pelos documentos prévios Quattuor abhinc annos e Ecclesia Dei para o uso deste Missal são substituídas pelas seguintes: …

Neste Caso, porém, no momento seria necessário um árduo trabalho de preparação com os Sacerdotes atuais, que estão desacostumados e pouco preparados para executarem de imediato este tipo de celebração, uma vez também que, não ficou como obrigatório esta preparação, somente para aqueles que desejarem. No entanto, já existe em Vários lugares, sacerdotes preparados e já celebrando a Missa de Sempre no Brasil.

Ser fiel à Liturgia de Sempre é portanto seguir as normas da Igreja, no Caso a norma atual. Estabelecida para que todos os Bispos a executem em suas Dioceses.

No Caso do Rito Tridentino Extraordinário, não será correto Celebrá-lo de maneira exclusiva em detrimento do Rito Romano, que deve ser o Rito ORDINÁRIO e aceitável, comumente celebrado nas missas dominicais com o povo.

Portanto quem ensina que o Rito Tridentino é o único correto e será exclusivo na Igreja Católica está cometendo um grande erro.

Devemos ser fieis ao nosso Papa, Ele é aquele que delimita o que cada um deve ou não fazer dentro da Liturgia da Missa e não certos professores de História ou padres isoladamente proclamando a sua própria disciplina de Fidelidade.

O caso de Marcel Lefebvre nos mostra claramente como não ser realmente fiel ao Papa ou à Igreja, como ele mesmo proclamava, estava defendendo a Igreja e até mesmo o próprio Papa dos erros do modernismo que perpetraram a mente dos Bispos Conciliares e acabaram realizando muitas mudanças no modo de ser Verdadeiramente Católico.

Ser Um Verdadeiro Católico implica em seguir a Comunhão da Igreja Militante, sendo fiel à sua Hierarquia, a partir do momento em que alguém se afasta desta Comunhão Plena e começa a Fomentar o seu próprio rebanho como fez Martinho Lutero na Alemanha, podemos considerá-lo como uma ovelha perdida, desorientada, nunca porém, como uma daquelas 99 que permanecem seguras juntas ao Pastor dentro do Aprisco Verdadeiro.

Há no Brasil grupos culturais, não eclesiásticos, Fundações meramente Históricas desligadas da hierarquia eclesial, sem nenhuma função dentro da Igreja, que divulgam e defendem o princípio das ideias Lefevristas, que ferem e dividem a Igreja provocando um Cisma de pensamento e mal estar dentro da Igreja, querendo afirmar com isso que existe uma crise dentro do Clero. Neste caso porém, se trata apenas de nuvens tempestuosas, com raios e trovões ameaçando chover do lado de fora do Aprisco Seguro de Cristo “A Verdadeira Igreja”, por mais forte que seja tal chuva, o maximo que pode ocorrer será algumas goteiras do lado de dentro, pois a Proprio Jesus Afirmou. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, NEM AS PORTAS DO INFERNO PREVALECERÃO CONTRA ELA… (São Mateus 16,18.).Última atualização em Qui, 10 de Março de 2011 17:52


CORPO DE DEUS MILAGRE DE LANCIANO

Bem Aventurado sois vós…



O Sermão da Montanha

“As Bem Aventuranças”

A verdadeira Santidade





ENTREGUES NAS MÃOS DO SENHOR

A santidade não é um artigo de luxo reservado a um grupo de privilegiados. É um ideal para o qual todos os cristãos devem tender, independentemente de sua condição social ou eclesial. Como ninguém é excluído, também ninguém pode eximir-se de dar sua resposta a este apelo divino. O importante é ter uma visão correta da santidade, para se evitar esmorecimentos diante de concepções falsas, e também para não ir atrás de um projeto de santidade incompatível com a proposta de Jesus.
O Evangelho entende a santidade como a capacidade de entregar-se totalmente nas mãos do Pai, de quem tudo se espera e em nome de quem se age em favor do semelhante. Neste caso, santidade e bem-aventurança identificam-se.


O sermão da montanha

5 Vendo as multidões, Jesus subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e, abrindo sua boca, ele começou a ensinar: “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança. Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus. Pois foi deste modo que perseguiram os profetas que vieram antes de vós. apartamentos para alugar em santos


Fundamentação Bíblica:  Mateus 5,1-12



Jesus Professor e provedor da verdadeira felicidade.

“Não pode existir alguém que não deseje ser feliz. Mas, oxalá os homens que tão vivamente desejam a recompensa não fugissem dos trabalhos que conduzem a ela!” – Assim começava Santo Agostinho o sermão sobre as bem-aventuranças no ano 415 em Cartago. Impressiona-nos vivamente que o Senhor relacione a felicidade daquelas multidões (cfr. Mt 5,1) com a pobreza, o choro, a mansidão, a fome e a sede de justiça, a misericórdia, a pureza de coração, a pacificidade, a perseguição sofrida e a calúnia padecida. Para os ouvidos mundanos, essas expressões não podem causar mais que rejeição! E, não obstante, são esses os trabalhos que conduzem a felicidade, como dizia o bispo de Hipona. Sem dúvida, é importante entender que Jesus não está pregando uma vida miserável, triste, sem nenhum prazer, sem garra e sem perspectiva. Vou ser sincero: eu também rejeitaria um cristianismo assim! Se o mártir visse somente os sofrimentos e a morte, não seria feliz. Para a testemunha da fé, os tormentos são suportados por amor a Deus e também por causa da recompensa, do prêmio, do céu!

Há outras palavras de Cristo que nos ajudam a compreender melhor as das bem-aventuranças: “ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais, com perseguições – e no século vindouro a vida eterna” (Mc 10,29-30). Neste século: deixar pai e ter cem pais, deixar mãe ter cem mães, deixar terras e ter cem vezes mais a quantidade de terra que se tinha… é ou não é rentável? E, depois: a vida eterna! E nem precisa ser bom comerciante para dizer que negócio é ouro!

A felicidade é uma realidade que vai mais além da pobreza, do choro, da mansidão e, não obstante, está presente em todas essas realidades, não por causa delas mesmas, mas por causa do espírito com o qual as vivemos e por causa das grandes coisas que nos aportam tão pouca renúncia. Em resumo: os que não conhecem a Deus estão perdendo tempo!

Realmente, o que faz feliz o coração humano não são as coisas desse mundo, mas o sentido na vivencia e na utilização dessas coisas. A mulher que vai ao salão de beleza e espera durante algumas horas para que a deixem bem bonita, é feliz; ela se submete a esse pequeno sacrifício por um bem maior. Quem sabe as consequências prejudiciais de uma noite de álcool e mesmo assim “toma todas”, é feliz; essa pessoa não busca as consequências, mas a alienação na qual encontra a felicidade por algumas horas. Inclusive quando pecamos, as ações por nós realizadas tem como fim a busca da felicidade, ainda que de maneira errada.

Com esses poucos exemplos é fácil ver e afirmar que há coisas que levam à autêntica felicidade e outras que levam a uma aparente felicidade. Como chamar felicidade aquilo que vai acabando conosco? Somente um louco buscaria a felicidade no encontro violentamente físico entre a sua cabeça e um poste.

Existe também uma “educação para a felicidade”, para buscar a felicidade. Há fases árduas nesse aprendizado. Além do mais, há coisas consideradas “chatas” que nos fazem felizes, como tomar um remédio amargo ou ir à escola. No momento não se percebe que é assim, mas com o passar do tempo estamos felizes e agradecidos por estar sadios e por não sermos burros.

Um bom professor da matéria chamada “felicidade” é Jesus. Que grande pedagogo! Afirma, para atrair os seus discípulos, que terão cem vezes mais aquilo que eles renunciarem. Com essa perspectiva, fica até fácil pedir a renúncia ao próprio eu (pobreza de espírito), pois seremos cem vezes mais nós mesmos, realmente viveremos de acordo com a nossa dignidade; o choro do esforço, pois assim não viveremos como seres adocicados e moles cuja felicidade se encontra na posição horizontal sobre um sofá macio (que pobreza de perspectiva!); a fome e a sede de justiça que nos faz ter uma vontade cem vezes mais firme para lutar pela felicidade dos outros, caminho de liberdade interior; a misericórdia que nos dá uma coragem centuplicada; a pureza de coração que nos faz cem vezes mais nobres porque dizemos “não” ao animal que está dentro de nós, preferimos viver como seres humanos; os pacíficos que estão dispostos a lutar cem vezes porque sabem que a paz é resultado da guerra que nos fazemos a nós mesmos contra as nossas más inclinações; a perseguição que nos faz cem vezes mais perspicazes para saber viver nesse mundo com a esperteza dos filhos de Deus e não ser bobos de ficar para trás em coisas nas quais deveríamos ser os primeiros; na calúnia sofrida que nos enterrará no húmus da humildade e nos fará andar centuplicadamente em verdade. E, depois, o descanso, a vida eterna, a vida sem fim, sempre, para sempre.

Pe. Françoá Costa

http://www.presbiteros.com.br/site/homilia-do-padre-francoa-costa-%E2%80%93-todos-os-santos/


Nos Revezes

da Vida (ECC)



O SENTIDO DA VIDA É RESTAURADO



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Sou_tua_ovelha_Senhor

Papa Francisco Responde sobre a RCC.


Em entrevista dentro do avião no retorno para Roma, Papa Francisco respondeu e esclareceu diversas questões pendentes aos repórteres, uma delas foi sobre a aceitação da Renovação Carismática Católica e neste caso ele mesmo esclareceu que sua primeira opinião antes de conhecer o movimento não foi nada boa, mas ao observar seu crescimento e amadurecimento hoje ele não só aceita como reconhece que é um instrumento essencial na renovação de toda a Igreja.


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Papa Francisco Fala sobre a RCC.


Texto Parcial da Entrevista:

A Igreja no Brasil está perdendo fiéis. A Renovação Carismática é uma possibilidade para evitar que eles sigam para as igrejas pentecostais?

Papa Francisco – É verdade, as estatísticas mostram. Falamos sobre isso ontem com os bispos brasileiros. E isso é um problema que incomoda os bispos brasileiros. Eu vou dizer uma coisa: nos anos 1970, início dos 1980, eu não podia nem vê-los. Uma vez, falando sobre eles, disse a seguinte frase: eles confundem uma celebração musical com uma escola de samba. Eu me arrependi. Vi que os movimentos bem assessorados trilharam um bom caminho. Agora, vejo que esse movimento faz muito bem à Igreja em geral. Em Buenos Aires, eu fazia uma missa com eles uma vez por ano, na catedral. Vi o bem que eles faziam. Neste momento da Igreja, creio que os movimentos são necessários. Esses movimentos são uma graça para a Igreja. A Renovação Carismática não serve apenas para evitar que alguns sigam os pentecostais. Eles são importantes para a própria Igreja, a Igreja que se renova.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/jamil-chade/2013/07/29/entrevista-com-o-papa-francisco-quem-sou-eu-para-julgar-os-gays/


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A Missa Parte por Parte.



Crer e compreender não são coisas opostas. Quando cremos, sentimos necessidade de dar razão à nossa fé, ou seja, dizer por que cremos. Quanto mais compreendermos os fundamentos de nossa fé, mais aptos estaremos para vivenciar, celebrar e testemunhar aquilo que cremos. Amamos mais aquilo que conhecemos mais. Sem conhecer não é possível amar. Aí está o objetivo deste livro: ajudar a conhecer para amar. É um texto para os que desejam entender o núcleo de nossa fé. 

A Igreja nos oferece diversos textos e livros que nos ajudam a entender as várias partes que compõem a Santa Missa, para que assim possamos participar melhor com nosso coração totalmente  voltado ao centro que é Jesus.


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RITOS INICIAIS 

Entrada do Celebrante

Vai começar a Celebração. É o nosso encontro com Deus, marcado pelo próprio Cristo. Jesus é o orante máximo que assume a Liturgia oficial da Igreja e consigo a oferece ao Pai. Ele é a cabeça e nós os membros desse corpo. Por isso nos incorporamos a Ele pra que nossa vida tenha sentido e nossa oração seja eficaz. Durante o canto de entrada, o padre acompanhado dos ministros, dirige-se ao altar. O celebrante faz uma inclinação e depois beija o altar. O beijo tem um endereço: não é propriamente para o mármore ou a madeira do altar, mas para o Cristo, que é o centro de nossa piedade.

Saudação

O padre dirige-se aos fiéis fazendo o sinal da cruz. Essa expressão “EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO”, tem um sentido bíblico. Nome em sentido bíblico quer dizer a própria pessoa. Isto é iniciamos a Missa colocando a nossa vida e toda a nossa ação nas mãos da Santíssima Trindade.

O sinal da cruz, significa que estamos na presença do Senhor e que compartilhamos de Sua autoridade e de Seu poder.

Ato penitencial

O Ato Penitencial é um convite para cada um olhar dentro de si mesmo diante do olhar de Deus, reconhecer e confessar os seus pecados, o arrependimento deve ser sincero. É um pedido de perdão que parte do coração com um sentido de mudança de vida e reconciliação com Deus e os irmãos.

E quando recitamos o Rito Penitencial, ficamos inteiramente receptivos à sua graça curativa: o Senhor nos perdoa, nos abrimos em perdão e estendemos a mão para perdoar a nós mesmos e aos outros.

Ao perdoar e receber o perdão divino, ficamos impregnados de misericórdia: somos como uma esponja seca que no mar da misericórdia começa a se embeber da graça e do amor que estão à nossa espera. É quando os fiéis em uníssono dizem: “Senhor, tende piedade de nós!”

Hino de louvor

O Glória é um hino de louvor à Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. No Glória (um dos primeiros cânticos de louvor da Igreja), entramos no louvor de Jesus diante do Pai, e a oração d’Ele torna-se nossa. Quando louvamos, reconhecemos o Senhor como criador e Seu contínuo envolvimento ativo em nossas vidas. Ele é o oleiro, nós somos a argila (Jer 18-6). Louvemos!

Nós temos a tendência a nos voltar para a súplica, ou seja, permanecemos no centro da oração. No louvor, ao contrário, Jesus é o centro de nossa oração. Louvemos o Senhor com todo o nosso ser, pois alguma coisa acontece quando nos esquecemos de nós mesmos. No louvor, servimos e adoramos o Senhor.

OREMOS

A oração é seguida de uma pausa este é o momento que o celebrante nos convida a nos colocarmos em oração. Durante esse tempo de silêncio cada um faça Mentalmente o seu pedido a Deus. Em seguida o padre eleva as mãos e profere a oração, oficialmente, em nome de toda a Igreja. Nesse ato de levantar as mãos o celebrante está assumindo e elevando a Deus todas as intenções dos fiéis. Após a oração todos respondem AMÉM, para dizer que aquela oração também é sua.

LITURGIA DA PALAVRA

Após o AMÉM da Oração, a comunidade senta-se mas deve esperar o celebrante dirigir-se à cadeira. A Liturgia da Palavra tem um conteúdo de maior importância, pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como “Povo de Deus”. A Palavra explicada, nosso compromisso com Deus, nossas súplicas e ofertas.

Primeira leitura

E quando se inicia a Liturgia da Palavra, peçamos ao Espírito Santo que nos fale por intermédio dos versículos bíblicos: que as leituras sejam para nós palavras de sabedoria, discernimento, compreensão e cura.

A Primeira Leitura geralmente é tirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado da História da Salvação. O próprio Jesus nos fala que nele se cumpriu o que foi predito pelos Profetas a respeito do Messias.

Salmo responsorial

Salmo Responsorial antecede a segunda leitura, é a nossa resposta a Deus pelo que foi dito na primeira leitura. Ajuda-nos a rezar e a meditar na Palavra acabada de proclamar. Pode ser cantado ou recitado.

Segunda leitura

A Segunda Leitura é tirada das Cartas, Atos ou Apocalipse. As cartas são dirigidas a uma comunidade a todos nós.

Canto de aclamação ao Evangelho

Terminada a Segunda Leitura, vem a Monição ao Evangelho, que é um breve comentário convidando e motivando a Assembléia a ouvir o Evangelho. O canto de Aclamação é uma espécie de aplauso para o Senhor que via nos falar.

Evangelho

Toda a Assembléia está de pé, numa atitude de expectativa para ouvir a Mensagem. A Palavra de Deus solenemente anunciada, não pode estar “dividida” com nada: com nenhum barulho, com nenhuma distração, com nenhuma preocupação. É como se Jesus, em Pessoa, se colocasse diante de nós para nos falar.

A Palavra do Senhor é luz para nossa inteligência, paz para nosso Espírito e alegria para nosso coração.

Homilia

É a interpretação de uma profecia ou a explicação de um texto bíblico. A Bíblia não é um livro de sabedoria humana, mas de inspiração divina. Jesus tinha encerrado sua missão na terra. Havia ensinado o povo e particularmente os discípulos.

Tinha morrido e ressuscitado dos mortos. Missão cumprida! Mas sua obra da Salvação não podia parar, devia continuar até o fim do mundo. Por isso Jesus passou aos Apóstolos o seu poder recebido do pai e lhes deu ordem para que pregassem o Evangelho a todos os povos. O sacerdote é esse “homem de Deus”. Na homilia ele “atualiza o que foi dito há dois mil anos e nos diz o que Deus está querendo nos dizer hoje”.

Então o sacerdote explica as leituras. É o próprio Jesus quem nos fala e nos convida a abrir nossos corações ao seu amor. Reflitamos sobre Suas palavras e respondamos colocando-as em prática em nossa vida.

Profissão de fé

Em seguida, os fiéis se levantam e recitam o Credo. Nessa oração professamos a fé do nosso Batismo.

A fé é à base da religião, o fundamento do amor e da esperança cristã. Crer em Deus é também confiar Nele. Creio em Deus Pai, com essa atitude queremos dizer que cremos na Palavra de Deus que foi proclamada e estamos prontos para pô-la em prática.

Oração da comunidade (Oração dos fiéis)

Depois de ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa fé e confiança em Deus que nos falou, nós colocamos em Suas mãos as nossas preces de maneira oficial e coletiva. Mesmo que o meu pedido não seja pronunciado em voz alta, eu posso colocá-lo na grande oração da comunidade. Assim se torna oração de toda a Igreja.

E ainda de pé rogamos a Deus pelas necessidades da Igreja, da comunidade e de cada fiel em particular. Nesse momento fazemos também nossas ofertas a Deus.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Na Missa ou Ceia do Senhor, o Povo de Deus é convidado e reunido, sob a presidência do sacerdote, que representa a pessoa de Cristo para celebrar a memória do Senhor.

Vem a seguir o momento mais sublime da missa: é a renovação do Sacrifício da Cruz, agora de maneira incruenta, isto é, sem dor e sem violência. Pela ação do Espírito Santo, realiza-se um milagre contínuo: a transformação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo. É o milagre da Transubstanciação, pelo qual Deus mantém as aparências do pão e do vinho (matéria) mesmo que tenha desaparecido a substância subjacente (do pão e do vinho). Ou seja, a substância agora é inteiramente a do Corpo, Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, embora as aparências sejam a do pão e do vinho.

Procissão das oferendas

As principais ofertas são o pão e vinho. Essa caminhada, levando para o altar as ofertas, significa que o pão e o vinho estão saindo das mãos do homem que trabalha. As demais ofertas representam igualmente a vida do povo, a coleta do dinheiro é o fruto da generosidade e do trabalho dos fiéis. Deus não precisa de esmola porque Ele não é mendigo e sim o Senhor da vida. A nossa oferta é um sinal de gratidão e contribui na conservação e manutenção da casa de Deus. Na Missa nós oferecemos a Deus o pão e o vinho que, pelo poder do mesmo Deus, mudam-se no Corpo e Sangue do Senhor. Um povo de fé traz apenas pão e vinho, mas no pão e no vinho, oferece a sua vida. O sacerdote oferece o pão a Deus, depois coloca a hóstia sobre o corporal e prepara o vinho para oferecê-lo do mesmo modo. Ele põe algumas gotas de água no vinho simboliza a união da natureza humana com a natureza divina. Na sua encarnação, Jesus assumiu a nossa humanidade e reuniu, em si, Deus e o Homem. E assim como a água colocada no cálice torna-se uma só coisa com o vinho, também nós, na Missa, nos unimos a Cristo para formar um só corpo com Ele. O celebrante lava as mãos, essa purificação das mãos significa uma purificação espiritual do ministro de Deus.

Santo

Prefácio é um hino “abertura” que nos introduz no Mistério Eucarístico. Por isso o celebrante convida a Assembléia para elevar os corações a Deus, dizendo Corações ao alto”! É um hino que proclama a Santidade de Deus e dá graças ao Senhor.

O final do Prefácio termina com a aclamação Santo, Santo, Santo… é tirado do livro do profeta Isaías (6,3) e a repetição é um reforço de expressão para significar o máximo de santidade, embora sendo pecadores, de lábios impuros, estamos nos preparando para receber o Corpo do Senhor.

Consagração do pão e vinho

O celebrante estende as mãos sobre o pão e vinho e pede ao Pai que os santifique enviando sobre eles o Espírito Santo. Por ordem de Cristo e recordando o que o próprio Jesus fez na Ceia e pronuncia estas palavras “TOMAI…

O celebrante faz uma genuflexão para adorar Jesus presente sobre o altar. Em seguida recorda que Jesus tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos dizendo: “TOMAI…… “FAZEI ISTO” aqui cumpre-se a vontade expressa de Jesus, que mandou celebrar a Ceia.

“EIS O MISTÉRIO DA FÉ” Estamos diante do Mistério de Deus. E o Mistério só é aceito por quem crê. 

Orações pela igreja 

A Igreja está espalhada por toda a terra e além dos limites geográficos: está na terra, como Igreja peregrina e militante; está no purgatório, como Igreja padecente; e está no céu como Igreja gloriosa e triunfante.

Entre todos os membros dessa Igreja, que está no céu e na terra, existe a intercomunicação da graça ou comunhão dos Santos. Uns oram pelos outros, pois somos todos irmãos, membros da grande Família de Deus.

A primeira oração é pelo Papa e pelo bispo Diocesano, são os pastores do rebanho, sua missão é ensinar, santificar e governar o Povo de deus. Por isso a comunidade precisa orar muito por eles. Rezar pelos mortos é um ato de caridade, a Igreja é mais para interceder do que para julgar, por isso na Missa rezamos pelos falecidos. Finalmente, pedimos por nós mesmos como “povo santo e pecador”.

Por Cristo, com Cristo e em Cristo 

Neste ato de louvor o celebrante levanta a Hóstia e o cálice e a assembléia responde amém.

RITO DA COMUNHÃO

Pai nosso 

Jesus nos ensinou a chamar a Deus de Pai e assim somos convidados a rezar o Pai-Nosso. É uma oração de relacionamento e de entrega. Ao nos abrirmos ao Pai, uma profunda sensação de integridade e descanso toma conta de nós. Como cristãos, fazer a vontade do Pai é tão importante para nosso espírito quanto o alimento é para nosso corpo.

O Pai Nosso, não é apenas uma simples fórmula de oração, nem um ensinamento teórico de doutrina. Antes de ser ensinado por Jesus, o Pai-Nosso foi vivido plenamente pelo mesmo Cristo. Portanto, deve ser vivido também pelos seus discípulos.

Com o Pai Nosso começa a preparação para a Comunhão Eucarística. Essa belíssima oração é a síntese do Evangelho. Para rezarmos bem o Pai Nosso, precisamos entrar no pensamento de Jesus e na vontade do Pai. Portanto, para eu comungar o Corpo do senhor na Eucaristia, preciso estar em “comunhão” com meus irmãos, que são membros do Corpo Místico de Cristo.

Pai Nosso é recitado de pé, com as mãos erguidas, na posição de orante.

Pode também ser cantado, mas sem alterar a sua fórmula. após o Pai Nosso na Missa não se diz amém pois a oração seguinte é continuação.

A paz

Após o Pai-Nosso, o sacerdote repete as palavras de Jesus: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”.

A paz é um dom de Deus. É o maior bem que há sobre a terra. Vale mais que todas as receitas, todos os remédios e todo o dinheiro do mundo. A paz foi o que Jesus deu aos seus Apóstolos como presente de sua Ressurreição.

Que paz é essa da qual fala Jesus? É o amor para com o próximo. Às vezes vamos à Igreja rezar pela paz no mundo, mas não estamos em paz conosco ou com nossas famílias. Não nos esqueçamos: a paz deve começar dentro de nós e dentro de nossas casas.

Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.

Fração do pão 

O celebrante parte da hóstia grande e coloca um pedacinho da mesma dentro do cálice, que representa a união do Corpo e do Sangue do Senhor num mesmo Sacrifício e mesma comunhão.

Cordeiro de Deus 

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Jesus é apresentado como o “cordeiro de Deus”. Os fIéis sentem-se indignos de receber o Corpo do Senhor e pedem perdão mais uma vez.

Comunhão 

A Eucaristia é um tesouro que Jesus, o Rei imortal e eterno, deixou como Mistério da Salvação para todos os que nele crêem. Comungar é receber Jesus Cristo, Reis dos Reis, para alimento de vida eterna.

À mesa do Senhor recebemos o alimento espiritual

A hora da Comunhão merece nosso mais profundo respeito, pois nos tornamos uma só coisa em Cristo. E sabemos que essa união com Cristo é o laço de caridade que nos une ao próximo. O fruto de nossa Comunhão não será verdadeiro se não vemos melhorar a nossa compaixão, paciência e compreensão para com os outros.

Modo de comungar 

Quem comunga recebendo a hóstia na mão deve elevar a mão esquerda aberta, para o padre colocar a comunhão na palma da mão. O comungaste imediatamente, pega a Hóstia com a direita e comunga ali mesmo na frente do padre ou ministro. Ou direto na boca.

Quando a comunhão é nas duas espécies, ou seja, pão e vinho é diretamente na boca.

Pós comunhão

Depois de comungar temos alguns preciosos minutos em que Nosso Senhor Jesus Cristo nos tem, poderíamos dizer, abraçados. Perguntemos corajosamente: Senhor, que queres que eu faça? E estejamos abertos para ouvirmos a resposta. Quantos milagres e quantas curas acontecem nesse momento em que Deus está vivo e presente em nós!

Rito final 

Seguem-se a Ação de Graças e os Ritos Finais. Despedimo-nos, e é nessa hora que começa nossa missão: a de levar Deus àqueles que nos foram confiados, a testemunhar Seu amor em nossos gestos, palavras a ações.

Como receber a benção 

É preciso valorizar mais e receber com fé a benção solene dada no final da Missa. E a Missa termina com a benção.

Qual a parte mais importante da Missa?

É justamente agora a parte mais importante da Missa, quando Ela se acaba, pois colocamos em prática tudo aquilo que ouvimos e aprendemos durante a celebração, enfim quando vivenciamos os ensinamentos de Deus Pai.


Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/especial/missa/01.htm


Power Point explicativo:





Panfleto explicativo:

para ser impresso e distribuído para crianças e adultos.


Sinais de Pentecostes.


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No início, Adão era uma estátua de barro, porém Deus soprou sobre ele um espírito de vida e ele se tornou um ser vivo. Muito tempo depois, o Espírito de Deus veio sobre Maria e nela apareceu uma nova vida, a vida do novo Adão; a vida deu um grande salto de qualidade! Mais tarde, o Espírito de Deus veio ao sepulcro de Cristo e o reanimou e fez Jesus retornar à vida.

Mais uma vez, o Espírito veio sobre os apóstolos, em Pentecostes, e encontrou um punhado de homens temerosos, medrosos, inertes como Adão quando era uma estátua de barro e, com suas línguas de fogo, o Espírito fez aparecer a Igreja, corpo vivo de Cristo. Nós, que somos a Igreja, somos corpo vivo de Cristo pelo Espírito Santo.

A cada Eucaristia, o Espírito Santo desce sobre o altar e transforma o pão e o vinho em corpo e sangue vivo de Cristo. E um dia, no fim do mundo, o Espírito virá e dará vida aos nossos corpos mortais e nos fará ressurgir para a vida eterna.



De Saulo a Paulo

Agora vou lhes contar sobre a vida nova que o Espírito Santo me deu.

Até 1975, eu era um frade capuchinho que ensinava História das Origens Cristãs na Universidade de Milão, na Itália. Um dia, comecei a escutar pessoas que falavam de uma nova forma de rezar. Uma senhora, de quem eu era diretor espiritual, voltando de um retiro disse-me: “Encontrei pessoas que rezam de um modo estranho: levantam as mãos, batem palmas, são muito alegres e dizem que entre eles milagres acontecem”. Então eu lhe disse: “Nunca mais irás a essa casa de retiros”.

Esses dos quais aquela senhora falava eram carismáticos. Comecei a observá-los e via que algo daquilo que acontecia entre esses irmãos era exatamente aquilo que lemos nas primeiras comunidades cristãs.

Eu não podia negar que havia algo daqueles primórdios da Igreja, contudo havia fenômenos que me perturbavam, como falar em línguas, abraçar-se, profetizar…

Certo dia, fui quase forçado a um encontro carismático. Lá fui tomado de uma intensa e nova alegria, que não sabia explicar. Sentia-me sacudido. E, confessando as pessoas, percebia nelas um arrependimento novo, profundo. Eu podia ver e até tocar a graça de Deus. Mas continuava como um observador.

Em 1977, ganhei uma passagem para ir aos Estados Unidos, assistir à grande assembléia carismática ecumênica. Dentro de mim, dizia: “Isto vem de Deus, mas não me agrada”. E as 40 mil pessoas presentes ali cantavam: “Jericó deve cair”. Os meus colegas italianos me diziam: “Escuta bem, porque Jericó és tu”. Eles tinham razão, e Jericó caiu.

Depois do encontro fomos a uma comunidade carismática em New Jersey, onde aceitei receber a efusão do Espírito Santo, mas ainda com certa resistência. Um dos sinais do Pentecostes é Deus falar através dos humildes. Quando as pessoas rezavam por mim, todas as palavras proféticas pronunciadas falavam de evangelização, de Paulo que com Barnabé inicia suas viagens apostólicas, e um irmão proclamou: “Tu provarás de uma alegria nova em proclamar minha Palavra”.

Um detalhe importante é que enquanto se reza para que alguém receba a efusão do Espírito, se diz: “Escolhe Jesus como Senhor da tua vida” e, enquanto me diziam estas palavras, levantei os olhos e vi o crucifixo que estava sobre o altar da capela. Era como se Ele me esperasse para me dizer algo muito importante: “Atenção! Raniero, cuidado! Este é o Jesus que tu escolhes como teu Senhor, o Crucificado. Não é um Jesus fácil, sentimental”. Nesse momento, entendi que a RCC não é um fenômeno superficial, mas algo que nos leva diretamente ao coração do Evangelho, à cruz de Cristo.

Comecei a ler o breviário experimentando algo novo. Vocês sabem que um dos frutos mais evidentes do Espírito é abrir a nossa inteligência para entender as Escrituras. Outro sinal da transformação que o Espírito operara em mim era o novo desejo de rezar.

Três meses depois voltei à Itália e os meus irmãos diziam: “Que milagre! Mandamos à América Saulo e nos mandaram de volta Paulo”.

Pouco tempo depois, enquanto rezava com um grupo de oração em Milão, surpreendi-me fazendo a oração: “Senhor, não permita que eu morra como um professor universitário aposentado!” E o Senhor levou a sério minha oração.

Algumas semanas depois, rezando na cela de meu convento, tive a moção interior de visualizar Jesus que retornava do batismo no Jordão e começava a pregar o Reino de Deus, e ao passar por mim Ele dizia: “Se queres me ajudar a proclamar o Reino de Deus, deixa tudo e vem!”

Compreendi que Ele queria dizer: “Deixa tua cátedra na Universidade, tua direção de Departamento e te tornes um pregador itinerante da Palavra de Deus, no estilo de São Francisco de Assis”. E ao final daquela oração o Espírito havia colocado em meu coração um “sim”.

Fui ao meu superior geral dizer-lhe que me sentia chamado pelo Senhor. Ele me pediu para esperar um ano. Depois de um ano, ele disse: “Sim, é vontade de Deus, vá”. Assim, tornei-me pregador.

Foi o Espírito Santo e a experiência carismática que fizeram deste velho professor universitário um pregador do Evangelho.



A Casa Pontifícia


Três meses depois, recebi um telefonema de Roma, do meu superior geral que me dizia que o Santo Padre, João Paulo II, havia me escolhido como pregador da Casa Pontifícia. O Papa, com tudo o que tem para fazer, cada sexta-feira de manhã, durante a Quaresma e o Advento, deixa tudo e vem escutar a pregação de um frade capuchinho. Quantos de nós vão escutar pregações como o Papa? Ele não falta nunca. Certa vez, estando em viagem pela América Central, faltou a duas pregações; na sexta-feira seguinte, foi ao meu encontro e pediu desculpas por ter faltado a duas pregações.

Foi-me dada a oportunidade de fazer ressoar ali, no centro da Igreja, o que o Espírito Santo está fazendo na Igreja. O Senhor escolheu esse pobre frade capuchinho para fazer chegar ao coração da Igreja aquilo que vivemos aqui, esta força, esta esperança, esta certeza de que o Espírito Santo realizou um novo Pentecostes na Igreja.

Um dia, entendi que era hora de falar ao Papa, aos Cardeais, aos Bispos sobre a efusão no Espírito. Entre outras coisas, eu disse: “Alguns dizem que tendo recebido o Espírito Santo na Ordenação, no Batismo, não temos necessidade desta oração pedindo a efusão no Espírito, mas Jesus não poderia responder: “Eu também não estava cheio do Espírito desde o nascimento de Maria, e mesmo assim fui ao Jordão para ser batizado por um leigo que se chamava João Batista?”

No final da pregação, eu tinha um certo temor e veio ao meu encontro um Cardeal que me disse: “Hoje, nesta sala, ouvimos falar o Espírito Santo”.

O Santo Padre também sabe de minha experiência, pois lhe contei pessoalmente. Mesmo assim, já faz mais de 20 anos, e ele não me mandou embora. E aquilo que vocês encontram nos meus livros, quase tudo foi escutado antes pelo Papa.

Quero lhes contar um último detalhe que nos faz conhecer a grande paciência do Santo Padre e o seu imenso amor pela palavra de Deus. Uma vez por ano devo fazer a pregação, na Basílica de São Pedro, com o Papa que preside a celebração. É porém a única vez que não é ele quem prega. Lida a narração da Paixão, é o pregador da Casa Pontifícia quem deve subir ao altar do Papa e pregar. Na primeira vez, os degraus me pareciam mais altos que o monte Evereste. Falando na Basílica, dei-me conta de que deveria falar muito lentamente, porque há uma grande ressonância. Mas, falando lentamente, o tempo passava e ultrapassou em cerca de dez minutos o tempo previsto. Vocês sabem que imediatamente após essa pregação, toda sexta-feira da Paixão, o Papa vai ao Coliseu fazer a via-sacra, e o secretário, naturalmente, estava muito nervoso e olhava o relógio de vez em quando. No dia seguinte, disse às freiras que depois daquela função, o Papa o chamou e, com muita gentileza, disse: “Quando um homem de Deus fala, nunca devemos olhar o relógio”.



Coragem, e ao trabalho!


No dia em que meu superior me permitiu iniciar essa vida nova, no ofício das leituras havia um texto do profeta Ageu: “Coragem, Josué, sumo sacerdote, coragem Zorobabel, coragem todo o povo deste país, e ao trabalho. Coragem porque eu estou convosco, diz o Senhor” (Ag 2,4).

Lida essa passagem, fui à Praça de São Pedro e, olhando para a janela do Papa, comecei a gritar: “Coragem João Paulo II, mesmo se sabemos que és o homem mais corajoso do mundo; coragem Cardeais e Bispos, e ao trabalho, porque eu estou convosco, diz o Senhor”. Isso era fácil, pois não tinha ninguém lá, mas três meses depois eu me encontrava diante do Santo Padre e dos Cardeais e Bispos, e proclamei novamente aquela palavra de Ageu.

Hoje, anuncio estas palavras também a vocês: coragem, povo de Deus, e ao trabalho, à evangelização, à renovação da Igreja, porque eu estou convosco, diz o Senhor!

Frei Raniero Cantalamessa OFM Capuchinho

Goiânia sediará encontro com Frei Raniero Cantalamessa.

“A túnica era sem costura” Homilia da ultima Sexta Feira Santa.

Radicais Tradicionalis criticam a Pregação de Frei Raniero Cantalamessa em Roma.



Pentecostes_Banner


Seminário de Vida no Espirito
http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg

Papa Proibe Bater Palmas na Santa Missa.


Iremos assistir agora a um vídeo que é parte integrante de uma Missa Celebrada por Bento XVI em visita pastoral a Aquileia e Veneza na Itália para uma multidão de fieis pertencentes a varias nacionalidades que lá estavam para acompanhar a posse de algumas Autoridades Eclesiásticas.   Durante a celebração enquanto os Bispos se apresentavam e beijavam a mão do Papa para receber a sua benção ouviam se aplausos e manifestações de apoio dos representantes de cada País ali representado, mas no momento em que a Santa Missa iria dar prosseguimento os locutores responsáveis pela organização do evento local entraram no ar falando ao microfone em diversas línguas apelando aos fieis que se aquietassem para a continuação da Santa Missa e uma boa participação Litúrgica.

Para tanto eu vos peço que assistam o vídeo e prestem atenção em quem falou, a quem falou e o que foi dito para a multidão:



Eis a tradução do texto : “Em respeito destes Divinos Mistérios que estamos celebrando em comunhão com Sua Santidade o Papa Bento XVI, recolhamo-nos em silêncio orante. Portanto, não se aplauda mais, nem sequer durante a homilia, e não se usem bandeiras, nem cartazes.”


Que descoberta Extraordinária!


Mediante a descoberta deste vídeo, vários Blog’s Tradicionalistas o divulgaram dizendo que o Papa Bento XVI havia proibido terminantemente o uso de palmas durante a Liturgia da Santa Missa em todo o mundo.

Referindo-se evidentemente ao modo pelo qual a RCC tem se apresentado nestes últimos anos no Brasil utilizando-se deste artifício “Cultural Brasileiro” como acompanhamento ritmico nas musicas Litúrgicas que se permite uma demonstração maior de alegria, visando assim imprimir mais alegria e participação nas Santas Missas por parte dos fieis.   Fato que tem cada dia conquistado mais adeptos, não somente dentro da RCC como também em outros movimentos e até mesmo dentro do clero nacional e internacional, principalmente pelo fato de que os fieis em sua grande maioria tem freqüentado mais as Santas Missas e aprovado esta nova maneira de prestar louvor a Deus.

No entanto, temos encontrado uma forte oposição por parte de uma pequena minoria tradicionalista que nem ao menos aceitam o Concílio Vaticano Segundo e se acham donos da Igreja e até mesmo da voz do Papa Beto XVI, pois assim colocam palavras de ordem em sua boca com força de documentos Eclesiásticos quando na verdade Bento XVI nada proferiu e nada assinou e que muito pelo contrário a Igreja vê com bons olhos esta forma de cantar louvores a Deus que está perfeitamente dentro das regras Litúrgicas, salvo é claro alguns casos isolados de abuso que são corrigidos facilmente apenas com cursos Litúrgicos em cada Diocese.

O Brasil Carismático tem acrescido em muito o numero de fieis assíduos e o Numero de vocações e a Igreja Católica em outros Países já busca no Brasil uma forma de levar esta nova maneira de agir para suas Dioceses locais, principalmente para os países Europeus em que a freqüência na Santa Missa é muito baixa e até convém lembrar que na Europa a inculturação local não abre espaço para o uso das Palmas na liturgia.



Banner’s como este acima estão circulando na net, em Blog’s e até no facebook gerando debates aviltados, discórdia entre Católicos e até discussão entre tradicionalistas e Carismáticos, tudo pelo fato de uma falsa tradução proposital de um aviso dado ao publico misto em uma Missa campal específica Celebrada na Europa e sendo aplicado como  “DOCUMENTO ECLESIÁSTICO”  onde afirmam que o Papa Bento XVI ordenou a toda a Igreja Católica que deixasse de Bater Palmas nas Santas Missas em todo o mundo, veja que a verdade é bem outra, sendo que o aviso veiculado naquela Missa era referente a APLAUSOS à personalidades que se apresentavam ali e não às palmas utilizadas como acompanhamento Rítmico das musicas Litúrgicas, sendo assim Cai a Farsa deste Banner e ainda fica evidenciado uma outra farsa maior ainda.

Este Banner acima traz o nome e não a assinatura do Papa Bento XVI, mesmo não sendo uma assinatura real, dá a entender que a frase e a ordem partiram de sua Santidade o Papa para todos os Fieis Católicos.

A frase: “SANTA MISSA É SACRIFÍCIO! QUEM BATE PALMA NA SANTA MISSA ESTÁ APLAUDINDO OS ALGOZES!” não é uma ordem Papal e nem foi escrita pelo Papa em sua autoridade como Sumo Pontífice da Igreja, ela é na verdade uma frase retirada do contexto de um livro intitulado “Introdução ao Espírito da Liturgia” e que nem se refere ao assunto aqui sugerido.   Segundo informação do autor do Banner acima, esta frase pertenceria ao  então Cardeal Ratzinger na época que o livro foi escrito, porém, agora os tradicionalistas querem dar-lhe poder de Encíclica Papal citando textos deste livro como se fossem ordens e normas para a Igreja e principalmente para os Carismáticos.

Uma farsa como esta deve ser tratada como farsa “MENTIRA”, pois a frase foi retirada de seu texto original e aplicada em outro contexto diferente, é por este motivo que os Blog’s Tradicionalistas não tem o menor respaldo de credibilidade, vamos derrubar esta farsa de uma vez por todas, divulguem esta verdade de todas as maneiras possíveis.



Uma outra mentira também muito divulgada pelos tradicionalistas é que a “Santa Missa” é o “SACRIFÍCIO DE CRISTO NA CRUZ” o que NÃO é uma “MENTIRA TOTAL”, mas sim uma “MEIA VERDADE” e não totalmente verdade, porque a Santa Missa é uma atualização da VIDA, SACRIFÍCIO, MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO” e não somente o SACRIFÍCIO, pois de nada adiantaria o Sacrifício de Cristo se Ele não houvesse ressuscitado, toda a história de nossa Salvação é atualizada ali na Santa Missa, as vezes se evidência mais uma parte e as vezes mais outra parte, dependendo do tempo Litúrgico.

Veja uma frase que retirei do site Montfort o maior baluarte tradicionalista referente a este assunto:

“A Missa torna presente o sacrifício de Cristo, não se acrescenta a ele e não o multiplica” [20].

Fica claro aqui que os próprios Tradicionalistas conhecem muito bem a VERDADE, mas que porém, fazem questão de suprimi-la ou esconde-la falando apenas a parte da verdade que lhes convém, pois aqui nesta frase que defende exatamente o fato de que na missa se torna presente o Sacrifício de Jesus agora pretendem resumi-la apenas a este fato, esquecendo-se dos outros motivos pelos quais nos reunimos para louvar a Deus na Santa Missa.  O Sacrifício de Jesus está presente sim no ato da consagração, mas não no ato da aclamação da palavra e nem no hino de louvor, pois ali está o Cristo vivo sendo aclamado como Rei e Senhor do universo que chega a Jerusalém no domingo de Ramos uma semana antes de sua morte, sendo assim, quem quer uma Santa Missa pela metade?   Nós queremos é participar de uma Santa Missa por inteiro.

Jesus ressuscita para a Vida eterna frente aos nossos olhos durante a Santa Missa e assim se doa como um presente a nós para que também nos tornemos participantes de sua VIDA plena, não existe um momento para expressarmos a nossa alegria melhor do que este.  A Igreja celebra acima de tudo a alegria da Ressurreição e diante desta ressurreição não há como o homem se manter triste, pois é neste ato de Jesus que cada um de nós recebe a Salvação eterna.

Da mesma forma que seria impossível visualizarmos Maria aplaudindo a morte de Jesus na cruz também é correto dizer que seria impossível não visualizarmos Maria com o maior sorriso, pulando de alegria, batendo palmas, correndo ao encontro de Jesus gritando e pulando além de dar milhões de beijos em seu Filho querido assim que ela o avistou VIVO pela primeira vez no Domingo de Páscoa, lembrando uma frase bíblica que diz “A tristeza pode durar uma noite, mas a alegria vem pelo amanhecer” e neste caso em particular, as trevas reinaram na terra por exatamente 39 horas apenas, porque depois da ressurreição de Cristo foi decretada a Vitoria sobre a morte que era o único trunfo que o inimigo de Deus mantinha em suas mãos desde o pecado original, mas agora graças à ressurreição de Cristo nós temos o direito de receber a vida eterna ao lado do Pai.



PODEMOS SIM CONTINUAR A BATER PALMAS NA SANTA MISSA.

A CNBB Esclarece como se deve Utilizar as Palmas na Santa Missa.



A CNBB Esclarece como se deve Utilizar as Palmas na Santa Missa.



Palmas na missa: sim ou não?

(Por Pe Rafael Fornasier – Julho de 2010)

Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida,  Bioética e a Família, da CNBB. 



Podemos Bater Palmas Na Missa ! < outro Post

A questão do respeito à liturgia da Igreja tem atualmente suscitado vários debates sobre temas como procissão, adoração ao Santíssimo Sacramento, cantos, missas tridentinas, manifestação de carismas extraordinários etc. Obviamente que tais temas não estão todos no mesmo nível ou no mesmo grau de valor, quando se refere a uma maior ou menor adequação às normas litúrgicas da Igreja. É o caso do questionamento que se pode levantar sobre BATER PALMAS durante a celebração da missa.

Antes de se tentar fazer brevemente aqui algumas considerações no tocante ao respeito da liturgia da Igreja, o que se pode dizer sobre as palmas em si?

Já há muito que, em tantas culturas – por que não dizer em todas, mesmo se com maior ou menor freqüência – se expressa os afetos com as palmas. Para manifestar entusiasmo e motivação ou para entusiasmar e motivar, as palmas são usadas de forma rítmica ou não.

Grandes aclamações de personalidades públicas, apresentações artísticas ou o simples fato de reconhecer algo bem feito, são acompanhados de palmas como sinal de ovação, reverência ou reconhecimento.

O ritmo de cantos e danças muitas vezes se inicia com palmas ou as gera. E até mesmo uma boa e sã gargalhada às vezes é completada com palmas, na exteriorização corporal das emoções. Este gesto que consiste em bater uma mão contra a outra, produzindo um som não é tão anódino quanto parece. Ademais, muito se poderia discorrer sobre quanto significado há as mãos. No contexto bíblico, deparar-se-á com um grande número de expressões que empreguem a “mão”, muitas vezes personificada, a fim de designar a intenção mais profunda do próprio sujeito agente. Assim as mãos são levantadas para exprimir a atitude de oração (cf. 2Mac 3,20; 1Tm 2,8) Encontrar-se-ão as palmas de aclamação a um rei (cf. 2R 11,11); o profeta bate palmas enquanto profetiza (cf. Ez 21,19); há também as palmas de censura e reprovação dos atos (cf. Ez 6,10; Lm 2,15); e até Deus bate palmas (cf. Ez 21,22)! Num hino de louvor, a natureza é convidada a exultar de alegria com as palmas (cf. Is 55,12; Sal 97,8), antropomorfismo que revela suas verossímeis raízes na liturgia do povo. Diz o salmo 46 (tradução da Bíblia Ave Maria): Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Coré. Povos, aplaudi com as mãos, aclamai a Deus com vozes alegres, porque o Senhor é o Altíssimo, o temível, o grande Rei do universo. Ele submeteu a nós as nações, colocou os povos sob nossos pés, escolheu uma terra para nossa herança, a glória de Jacó, seu amado. Subiu Deus por entre aclamações, o Senhor, ao som das trombetas. Cantai à glória de Deus, cantai; cantai à glória de nosso rei, cantai. Porque Deus é o rei do universo; entoai-lhe, pois, um hino! Deus reina sobre as nações, Deus está em seu trono sagrado. Reuniram-se os príncipes dos povos ao povo do Deus de Abraão, pois a Deus pertencem os grandes da terra, a ele, o soberanamente grande. Portanto, isto deixa entrever uma liturgia celebrada alegremente pelo povo de Israel, com instrumentos, ritmos, aclamações, na qual o corpo também está bastante envolvido. Tal fato se confirma em outros textos bíblicos (cf. 1Cr 16, 42; 1Cr 23,5; 2 Cr 7, 6; 2Cr 30,21; ). Seria fastidioso citar aqui todos os textos que mencionam os músicos, os corais, os instrumentos e os cânticos, através dos quais a alegria da música hebraica se traduz, dando lugar também aos afetos e sentimentos de todos os tipos e assumindo os gestos corporais.

Significativo é o texto de 2S 6,5: “Davi e toda a casa de Israel dançavam com todo o entusiasmo diante do Senhor, e cantavam acompanhados de harpas e de cítaras, de tamborins, de sistros e de címbalos”.   Seria difícil não imaginar o uso das palmas em tais celebrações.

Certamente que a liturgia da Igreja não é a mesma da época de Davi e do povo de Israel. Contudo, a liturgia da Igreja assumiu muitos traços das celebrações hebraicas, mantendo com estas uma grande semelhança nos primeiros séculos. Na época apostólica, para a celebração litúrgica, “se fala também de louvor de Deus, e oração de intercessão. Aqui se vê a continuidade com a tradição sinagogal que, no culto sabatino, faz uso das berakot (= orações de bênçãos) no contexto da leitura da Palavra de Deus e da sua explicação; Jesus era habituado a frequentar esta liturgia na sinagoga em dia de sábado (Lc 4,16-21)”

1. O questionamento, que se fará necessário, concerne não somente a história da liturgia, mas também a história da música sacra. Pois assim como a liturgia cristã teve suas influências sinagogais e seu desenvolvimento no encontro com outras culturas, assim também a música se desenvolverá e passará por diferentes estilos ao longo da história do culto cristão. Talvez, em certos momentos da história, um determinado estilo musical tenha sido mais valorizado na liturgia do que outros. Porém, na Constituição Dogmática Sacrosanctum Concilium, percebe-se que, ainda que o canto gregoriano tenha uma grande estima, não há nenhum estilo musical concreto que possa ser mais sacro do que outros, aprovando e aceitando “no culto divino todas as formas autênticas de arte, desde que dotadas das qualidades requeridas” (SC 112).

Ainda que haja palmas para diferentes situações, como já foi acima mostrado, é no âmbito da música litúrgica que justamente elas poderão assumir uma razão de ser e um sentido, os quais não ofendem a liturgia da Igreja em suas rubricas, e menos ainda o centro do mistério celebrado. Ademais isto também não significa que se estaria a forçar uma introdução das palmas no rito romano ou que se precisaria de uma autorização expressa, haja vista que os documentos da Igreja já dão uma margem para tanto.



Como se justificaria isto?

Já no início da parte da SC que trata da música (cf. 112) percebemos esta abertura a uma forma musical que, por seus aspectos culturais que englobam o ritmo e os gestos corporais, seria propensa a admitir as palmas em certas partes da celebração da missa, ato litúrgico por excelência. Quando o documento Musicam Sacram, de 1965, trata da participação do povo na liturgia ele diz o seguinte no n. 15: Esta participação:

a)     Deve ser antes de tudo interior; quer dizer que, por meio dela, os fiéis se unem em espírito ao que pronunciam ou escutam e cooperam com a graça divina.

b) Mas a participação deve ser também exterior; quer dizer que a participação interior deve expressar-se por meio de gestos e atitudes corporais, pelas respostas e pelo canto. Eduquem-se também os fiéis no sentido de se unirem

1 – GIGLIONI, Paolo, Introduzione alla liturgia, cap. 4, in Congregação para o Clero – Smart CD (BibliotecaLiturgia) 2001. Tradução nossa. interiormente ao que cantam os ministros ou o coro, de modo que elevem os seus espíritos para Deus, enquanto os escutam

2 .  Seria um erro pensar que dentre estes gestos corporais estariam as palmas, particularmente em certas culturas, nas quais os gestos assumem um papel relevante? Parece que a CNBB entende que não. Para uma cultura mestiça como a do povo brasileiro, repleta de elementos indígenas, europeus e africanos, o texto de um estudo da CNBB (n. 79) admite palmas como fazendo parte da liturgia. Por exemplo, para as aclamações, como participação do povo, devem ser incentivadas e mais variadas, através do canto, das palmas ou dos vivas

3 .  Ou ainda, para a acolhida inicial, “oportunamente, gestos da assembléia poderão intervir, por exemplo, acolher-se mutuamente através de saudações aos vizinhos, bater palmas, dar vivas em honra ao Cristo Ressuscitado, a Nossa Senhora, ao Padroeiro(a), em dia de festa etc.”

4 . Poder-se-ia objetar afirmando que os textos não tratam da música. Todavia, quando se procura interpretar o que o texto da SC diz nos números 118 e 119, deduz-se que haveria possibilidade de um acompanhamento do canto com as palmas. No n. 118, o Concílio afirma que se deve promover “muito o canto popular religioso, para que os fiéis possam cantar tanto nos exercícios piedosos e sagrados como nas próprias ações litúrgicas, segundo o que as rubricas determinam”. Entenda-se o canto popular religioso como aquele que assume os traços da música popular de um país, com seus ritmos, harmonias e melodias característicos.

Ora, em várias tradições populares da música brasileira e de tantos países, encontra-se o acompanhamento das palmas.

O número seguinte do documento acrescenta: “há povos com tradição musical própria, a qual tem excepcional importância na sua vida religiosa e social. Estime-se como se deve e dê-se-lhe o lugar que lhe compete, tanto na educação do sentido religioso desses povos como na adaptação do culto à sua índole, segundo os art. 39 e 40”. Portanto, o ensinamento conciliar já previa e incluía as diferentes tradições musicais – reconhecidas pelas autoridades eclesiásticas territoriais competentes – que certamente englobam variadas formas de expressões corporais. Por outro lado, há uma grande necessidade de formação litúrgica, a fim de evitar os excessos, como por exemplo, as palmas em momentos indevidos ou o incentivo exagerado às mesmas. Uma boa formação litúrgica atentará para o bom senso, à harmonia, à sobriedade e ao decoro, de tal forma que as manifestações exteriores na participação da celebração da missa não sobrepujem a adesão e a atenção interiores requeridas como primordiais.  Desde modo, conhecendo bem as características dos cantos que acompanham as distintas partes da celebração eucarística, evitar-se-á, por exemplo, palmas acompanhando o canto de comunhão, cuja índole é mais meditativa. Mesmo com a aprovação da CNBB, também as aclamações com palmas devem ser empregadas com parcimônia. Melhor seria reservá-las para os domingos “festivos”, solenidades ou nos momentos de grandes encontros de uma diocese. Assim como os músicos recebem uma formação musical no tangente à unidade e harmonia do conjunto, toda a assembléia também pode e deve estar atenta à este aspecto no tocante às palmas. Normalmente, um instrumento de ritmo tem seus momentos fortes e fracos,

2 Ver também n. 30 da SC.

3 Cf. CNBB, Animação Litúrgica no Brasil, estudos n. 79, 1984, n. 209.

4 Ibid., n. 244. assim como os outros instrumentos. Todos assumem uma justa medida de intensidade e volume que é prevista pela partitura. Isto também faz parte da harmonia e da estética musical.  Quando se trata de palmas, que compõem o conjunto celebrativo-musical, o discurso é  análogo. Portanto, será de grande proveito para a beleza da celebração litúrgica uma educação quanto ao emprego das palmas. Será, algumas vezes, uma situação de crescimento mútuo,  haja vista que se um irmão ou irmã está batendo palmas exageradamente, de modo descompassado ou em momentos inoportunos, uma gentil correção será oportuna.

Por fim, resta lembrar que as palmas não são obrigatórias e por isso nunca devem ser impostas a ninguém. O acolhimento de uma comunidade velará para que todos se sintam à  vontade e não em situações desconfortáveis durante as celebrações. A caridade manifestada no acolhimento e no desejo de fazer os outros participarem ativamente da celebração, deve caminhar junto com a necessidade de acolher o mistério vivido e celebrado através do culto oferto na e pela Igreja.

Pe Rafael C. Fornasier

Obs. do Blog. Padre Rafael finaliza este texto dizendo que as Palmas apesar de poderem fazer parte do culto litúrgico não devem ser impostas obrigatoriamente ao povo, isto porque quando este texto foi escrito não havia ainda o costume de se usarem palmas na Santa Missa, mas com o tempo o povo foi se acostumando e aceitando este fato sem nenhuma opressão e agora movimentos anti-vaticano II querem retroceder o espaço que a Liturgia avançou nestes anos todos pós Conciliar e atacam radicalmente a abertura que se deu à inculturação do canto litúrgico com o ato de cadenciar o rítimo com palmas, o que facilita em muito a participação do publico na execução de uma musica em louvou a Deus.  Eu aproveitaria aqui esta frase anterior de Pe. Rafael dizendo que: assim como não podemos obrigar os tradicionalistas a baterem palmas em suas celebrações, esperamos também que eles não imponham a sua vontade sobre os demais Católicos proibindo-os de se alegrarem nas celebrações e principalmente impedindo-os de baterem palmas com justificativas infundadas de que isto tornaria a Santa Missa um culto pagão ou simplesmente se assemelhariam à um culto evangélico.   Lamentavelmente eu gostaria de dizer ainda que:  Não é porque evangélicos batem palmas em seus cultos que nós Católicos estaríamos impedidos de bater palmas em nossas Missas e assim como existe esta diferenciação em nossas celebrações, no meio evangélico também existem cultos em que é expressamente proibido bater palmas e só é permitido que se toque um piano como acompanhamento musical, sendo assim, se bater palmas é ser protestante, aquele que não bate palma se assemelha aos protestantes tradicionais que proíbem o povo de bater palmas ou tocar qualquer instrumento musical no culto e o seu discurso é exatamente o mesmo que dos Tridentinos Católicos.

[1] Giglioni, Paolo, Introduzione alla liturgia, cap. 4, in Congregação para o Clero – Smart CD (Biblioteca-Liturgia) 2001. Tradução nossa.

[2] Ver também n. 30 da SC.

[3] Cf. CNBB, Animação Litúrgica no Brasil, estudos n. 79, 1984, n. 209.



Podemos Bater Palmas Na Missa !


Preferi usar neste Título um ponto de exclamação! Pois exprime não uma interrogação, nem uma afirmativa, mas o espanto de uma nova descoberta para a maioria de nós Católicos:




Que descoberta ?


Podemos sim bater palmas nas Missas?   É uma pergunta recentemente discutida em toda parte e muitos gostariam de imputar um silêncio fúnebre como velório na maior celebração da vida que conhecemos, pois na Santa Missa se relembra sim o momento que Jesus morreu na cruz, mas acima de tudo celebramos o fato que dividiu a historia em duas partes.  A verdade de um homem ter voltado dos mortos depois de ter sido declarado morto e sem nenhuma gota de sangue correndo em suas veias conforme a visão profética de Ezequiel 37.

As palmas nada mais são que um acompanhamento rítmico e cadencial das musicas que no contexto Litúrgico seriam apenas um instrumento musical tanto quanto um violão ou um tambor que sempre foram utilizados nos cultos a Deus como instrumentos de Louvor como declara o Rei Davi em diversos de seus Salmos.

(Salmo 150) 1 – Aleluia. Louvai o Senhor em seu santuário, louvai-o em seu majestoso firmamento. 2. Louvai-o por suas obras maravilhosas, louvai-o por sua majestade infinita. 3. Louvai-o ao som da trombeta, louvai-o com a lira e a cítara. 4. Louvai-o com tímpanos e danças, louvai-o com a harpa e a flauta. 5 .Louvai-o com címbalos sonoros, louvai-o com címbalos retumbantes. Tudo o que respira louve o Senhor!

Sendo assim, todo instrumento musical incluindo o som de nossas mãos batendo uma contra as outras em forma de louvor podem e devem fazer parte do nosso culto de louvor a Deus, desde que seja no momento Litúrgico oportuno e Não bater palmas nos momentos inoportunos ou em épocas ou dias que realizamos uma Liturgia mais voltada ao Silêncio e à Meditação.

Jamais podemos esquecer de que os dois pontos máximos de nossa Fé devem se expressar na Liturgia totalmente voltada para a alegria, Pois no Natal comemoramos a alegria do nascimento de Jesus e na Páscoa comemoramos a alegria da Ressurreição de Jesus.

Observação 1 – Uma coisa deve ficar bem clara, as palmas que acompanham musicas não devem ser confundidas com aplausos, parabenizações, comemoração ou barulho de qualquer outra natureza que atrapalhe o sentido litúrgico do momento e sim apenas como um instrumento de louvor ao Pai.

Até bem pouco tempo atrás estaria terminantemente proibido o uso de palmas de qualquer espécie na Liturgia da Santa Missa Católica, mas seria mesmo proibido ou seria apenas um desuso momentâneo e uma má interpretação do que realmente significa cada parte de nossa verdadeira Liturgia?

A Liturgia do Rito Romano utilizado na Igreja Católica é composto de várias partes distintas com objetivos distintos e complementares, assim como a vida e a ação de Jesus neste mundo não se expressa em apenas uma frase, ou em apenas um só de seus atos ou milagres, também a Liturgia serviria para nos situarmos e relembrarmos cada fase do que seria necessário para nossa Salvação plena, sendo assim, ela é composta de momentos de acolhida, perdão, cura, libertação, suplica, alimento corporal, alimento espiritual, meditação da vida morte e Ressurreição de Jesus, louvor, adoração, confraternização, avisos, comentários e despedidas; Partes que se expressam particulares dentro de um todo e que em si mesma “EM SEPARADO” teriam as suas particularidades e que dentro do todo deveriam ser bem expressas e não suprimidas por uma outra parte qualquer.  Isto significa que uma acolhida deve ser sempre feita com alegria para se cativar o visitante que chega, para que ele se sinta bem recebido na casa de Deus.   Da mesma forma o momento em que meditamos a morte de Jesus deve ter um ar de respeito e silêncio de meditação até o momento em que o Sacerdote levanta o Pão e o Vinho o Consagrando a Deus.   Neste exato momento a nossa Fé reconhece o Jesus Ressuscitado, pois acontece ali o milagre da Transubstanciação e o pão se torna Verdeira Carne do Cristo Vivo e presente no meio de nós, neste momento aquele que estava morto volta à vida e a nossa tristeza deve se transformar em verdadeira alegria como profetizou Jesus Em (S. João 16, 20).



Jesus ressuscita para a Vida eterna frente a nossos olhares e assim se doa como um presente a nós para que também nos tornemos participantes de sua VIDA plena, não existe um momento para expressarmos a nossa alegria plena melhor do que este, não existe ninguém que não se alegre e faça uma festa quando recebe uma vida nova, logo não existe motivo para chorar ou ficarmos de luto e sim para soltarmos fogos e por que não aplaudirmos aquele que agiu para conosco com tamanha Misericórdia?

Não podemos compreender o mistério da vinda de Jesus a este mundo apenas por seu nascimento, nem apenas por sua morte e muito menos apenas por sua Ressurreição, mas é a união destes momentos de extrema alegria, tristeza e depois Alegria extravasante em uma só celebração que nos faz compreender por completo qual foi a grande obra do amor de Deus neste mundo.



Eu também poderia ter colocado o título deste post usando um ponto de interrogação:

Podemos Bater Palmas Na Missa ?

Como se eu não soubesse a verdade sobre este assunto ou na verdade estaria usando um truque Psicológico de se quebrar um “PARADIGMA“, ou seja, melhor explicando, “Blefar em um jogo de cartas e esperar a reação do oponente”, sendo assim a verdade se tornaria apenas um jogo de “BLEFE” e não uma “VERDADE ABSOLUTA”, Isto seria uma opinião especulativa e não uma resposta definitiva sobre o tema, uma mera forma de ensinar a minha maneira de pensar e induzir as outras pessoas a pensarem o mesmo que eu penso.   Poderia ainda usar o texto de alguém no passado e desprezar outro texto que expressa um pensamento diferente, até mesmo escrito por um Santo de maior Renome Teológico, desde que este texto dissesse o que eu queria dizer e não o que eu não gostaria que soubessem, mas, bem sabemos que sobre este assunto muitos expressaram suas opiniões, mas ninguém jamais quis fazer delas uma regra eterna acima da vontade Divina.

Poderia também lhes responder porque Sim e NÃO porque Não. contestando aqueles que difundem a ideia do “Porque NÃO” e nem sequer aceitam discutir teologicamente o “Porque SIM”

Poderia Também usar um ponto no final desta frase e simplesmente afirmar que sim e pronto.

PODEMOS BATER PALMAS NA MISSA.

Outros Textos em sequencia a este:

A CNBB Esclarece como se deve Utilizar as Palmas na Santa Missa.

Papa Proibe Bater Palmas na Santa Missa.

A verdade porém é que existe uma controvérsia sobre este assunto em particular e por muitos e muitos anos prevaleceu a execução de um Rito humano em que se preferia não Louvar a Deus com Palmas e sim apenas com o SILÊNCIO.   Da mesma forma que poderíamos interpretar mal um bater de palmas rítmico em acompanhamento aos louvores musicais com um simples aplauso à um ser humano qualquer, poderíamos também interpretar o silêncio como uma ausência completa de louvor e também uma ausência completa de Fé, simplesmente pelo fato de que ninguém saberia o motivo pelo qual se estaria em Silêncio uma vez que todos estariam sempre em silêncio e não se pode ensinar nada apenas através do Silêncio pois a própria palavra de Deus afirma em (Rom. 10) que nossa fé vem de ouvir a Palavra de Deus, se não ouvimos e não expressamos o nosso louvor de forma audível não podemos avaliar o grau de perfeição deste Louvor, se bem que o próprio Jesus se manifestou a este respeito quando descia do Monte das Oliveiras se direcionando a Jerusalém naquele Primeiro domingo de Ramos da História:

(São Lucas 19, 37) – Quando já se ia aproximando da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, tomada de alegria, começou a louvar a Deus em altas vozes, por todas as maravilhas que tinha visto. 38. E dizia: Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus! 39. Neste momento, alguns fariseus interpelaram a Jesus no meio da multidão: Mestre, repreende os teus discípulos. 40. Ele respondeu:

Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras!

Lamentavelmente existem ainda muitos Fariseus e Tridentinos neste mundo que querem calar a voz daqueles que Louvam a Deus de todo Coração pela Alegria de nos ter enviado seu Filho Amado Jesus.

É uma pena, porque para eles as pedras clamarão e louvarão a Deus, pois ainda existem homens que possuem coração mais duro do que as pedras, é uma pena também porque não poderemos identificar estes homens como filhos de Deus e herdeiros dos céus, pois preferem o silêncio  e as trevas de seus segredos e pecados do que a graça de se manifestarem visivelmente como um filho que ama a Deus de todo coração.

A maneira correta de usarmos as Palmas em uma celebração Litúrgica é exatamente observarmos os momentos em que deveríamos expressar a nossa alegria e jamais bater palmas nos momentos de pesar, pois é por não saber observar estes momentos e abusarem da distração do Sacerdote, que alguns ministros de música podem cometer erros graves, mas tudo isso é apenas uma questão de aprendizado e aperfeiçoamento e não de proibição irrestrita.

O texto abaixo foi utilizado como resposta a um Blog defensor do “NÃO BATER PALMAS DE FORMA ALGUMA NA MISSA”, inclusive desobedecendo as regras Litúrgicas utilizadas pela Igreja Católica atualmente depois do Concílio Vaticano II em defesa de regras utilizadas no Rito Tridentino que deixaram de ser utilizadas como Rito “ORDINÁRIO” a mais de meio século.



Segue o texto:

Salve Maria

Deus seja Louvado

Caro Irmão, bem vejo a sua boa intenção em ensinar a verdade e propagar o respeito à santíssima Missa Católica, mas não podemos apenas observar que Maria derramou suas lágrimas pelo sofrimento de seu amado filho Jesus e uma espada transpassou seu coração com a dor mais terrível da terra e não somente ela pôde sentir esta dor, até mesmo seus discípulos presenciaram o apagar de uma luz, até mesmo da luz do sol que brilha ao meio dia e a esperança de Salvação para este mundo, tanto é que após a morte de Cristo nada mais se poderia fazer pela Salvação deste planeta e por isso alguns discípulos se dispersaram e voltaram para suas casas em Emaús tristes e abatidos e até compartilharam sua tristeza com um peregrino que encontraram pelo caminho, só restava agora morrer de tristeza.    O que eles não sabiam, porque sua falta de Fé os cegava, era que aquele peregrino era já o próprio CRISTO VIVO E RESSUSCITADO NO MEIO DELES.  Como podemos nos entristecer pela morte daquele que está vivo?  Como podemos fazer um velório de alguém que não morreu? como podemos permanecer tristes e abatidos sabendo que a fonte de nossa alegria é eterna? como podemos não manifestar a nossa alegria através de nossos aplausos e cânticos de júbilo em louvor àquele que morreu por nós ou antes, Daquele que ressuscitou dos mortos para nos dar a certeza da vida eterna ?   Não se esqueça que a Igreja Santa Católica e Apostólica Romana deve acreditar que Jesus está realmente vivo e presente na Ostia Consagrada, logo, mesmo que por um curto espaço de tempo Jesus tenha estado morto, em seu CORPO FÍSICO CARNAL, ELE NA VERDADE NUNCA ESTEVE MORTO PARA QUE PUDÉSSEMOS TEMER PELA PERCA DE NOSSA SALVAÇÃO.  JESUS MESMO DECLARA QUE quando Ele anunciou a sua morte, os corações de seus Discípulos se entristeceram e Ele mesmo os conforta dizendo que este momento seria breve e foi tão breve, que nem podemos comparar miseras 39 horas com uma eternidade que desfrutaremos a presença de Jesus em nossas vidas presentes e futuras.  Se portanto, agora seu coração se entristece por saber que Jesus morreu, muito mais há de se alegrar em saber que Jesus NÃO MORREU e jamais morrerá, pois Ele é Deus e é eternamente presente no meio de seu povo.

In Corde Jesu at Mariae, Semper



E o Pastor decidiu ir à Missa.


O banquete do Cordeiro [tweetmeme]


"Testemunho de um Pastor Evangélico que se converteu ao Catolicismo."


(São Mateus 22,4)



Scott Hahn

Ali estava eu, incógnito, um ministro protestante à paisana, esgueirando-me nos fundos de uma capela em Milwaukee para participar pela primeira vez da missa. A curiosidade me arrastara até lá e eu ainda não tinha certeza de que fosse uma curiosidade saudável. Ao estudar os escritos dos primeiros cristãos, encontrei inúmeras referências à “liturgia”, à “Eucaristia”, ao “sacrifício”. Para aqueles primeiros cristãos, separada do acontecimento que os católicos de hoje denominam “missa”, a Bíblia – o livro que eu mais amava – era incompreensível.

Eu queria entender os cristãos primeiros, mas não tinha nenhuma experiência de liturgia. Por isso, persuadi a mim mesmo a ir ver, como uma espécie de exercício acadêmico, mas jurando o tempo todo que não ia me ajoelhar nem participar de idolatria.

Sentei-me na obscuridade, em um banco bem no fundo daquela capela no subsolo. À minha frente havia um número considerável de fiéis, homens e mulheres de todas as idades. Impressionaram-me suas reflexões e sua evidente concentração na oração. Então um sino soou e todos se levantaram quando o padre surgiu de uma porta ao lado do altar. Hesitante, permaneci sentado. Durante anos, como calvinista evangélico, fui instruído para acreditar que a missa era o maior sacrilégio que alguém poderia cometer. Tinha aprendido que a missa era um ritual com o propósito de “sacrificar Jesus Cristo outra vez”. Por isso, eu seria um espectador, ficaria sentado, com a Bíblia aberta ao meu lado.

Entretanto, è medida que a missa prosseguia, alguma coisa me tocou. A Bíblia não estava só ao meu lado. Estava diante de mim – nas palavras da missa! Um versículo era de Isaías, outro dos Salmos, outro de Paulo. A experiência era prodigiosa. Eu queria interromper tudo e gritar: “Ei! Posso explicar o que está acontecendo a partir das Escrituras? Isso é maravilhoso!” Não obstante, mantive minha posição de espectador à parte até que ouvi o sacerdote pronunciar as palavras da consagração: “Isto é o meu corpo… Este é o cálice do meu sangue”.

Eu senti todas as minhas dúvidas se esvaírem. Quando vi o sacerdote elevar aquela hóstia branca, percebi que uma prece subiu de meu coração em um sussurro: “Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”

A partir daquele ponto, fiquei, por assim dizer, tolhido. Não imaginava uma emoção maior que a que aquelas palavras provocaram em mim. Porém a experiência intensificou-se um momento depois, quando ouvi a congregação repetir: “Cordeiro de Deus… Cordeiro de Deus… Cordeiro de Deus”, e o sacerdote responder: “Eis o Cordeiro de Deus…”, enquanto elevava a hóstia.

Em menos de um minuto a frase “Cordeiro de Deus” ressoou quatro vezes. Graças a longos anos de estudos bíblicos, percebi imediatamente onde eu estava. Estava no livro do Apocalipse, no qual Jesus é chamado Cordeiro nada menos que vinte e oito vezes em vinte e dois capítulos. Estava na festa de núpcias que João descreve no final do último livro da Bíblia. Estava diante do trono do céu, onde Jesus é saudado para sempre como o Cordeiro. Entretanto, não estava preparado para isso – eu estava na missa!

Voltei à missa no dia seguinte e no outro dia e no outro. Cada vez que voltava, eu “descobria” mais passagens das Escrituras consumadas diante dos meus olhos. Contudo, naquela capela escura, nenhum livro me era tão visível quanto o da revelação de Jesus Cristo, o Apocalipse, que descreve a adoração dos anjos e santos do céu. Como nesse livro, vi, naquela capela, sacerdotes paramentados, um altar, uma assembléia que entoava: “santo, santo, santo”. Vi a fumaça de incenso, ouvi a invocação de anjos e santos; eu mesmo entoava os aleluias, pois me sentia cada vez mais atraído a essa adoração. Continuei a me sentar no último banco com minha Bíblia e mal sabia para onde me voltar – para a ação no Apocalipse ou para a ação no altar, que pareciam cada vez mais ser exatamente a mesma.


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Mergulhei com vigor renovado em meu estudo do cristianismo antigo e descobri que os primeiros bispos, os Padres da Igreja, tinham feito a mesma “descoberta” que eu fazia a cada manhã. Eles consideravam o livro do Apocalipse a chave da liturgia e a liturgia a chave do livro do Apocalipse. Alguma coisa intensa aconteceu com o estudioso e crente que eu era. O livro da Bíblia que eu achava mais desconcertante – o do Apocalipse – agora elucidava as idéias mais fundamentais de minha fé: a idéia da aliança como elo sagrado da família de Deus. Além disso, a ação que eu considerava a maior das blasfêmias – a missa – agora se revelava o acontecimento que ratificou a aliança de Deus: “Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança”.

Eu estava aturdido com a novidade de tudo aquilo. Durante anos tentei compreender o livro do Apocalipse como uma espécie de mensagem codificada a respeito do fim do mundo, a respeito do culto no céu distante, a respeito de algo que, em sua maioria, os cristãos não poderiam experimentar aqui na terra. Agora, depois de duas semanas de comparecimento diário à missa, eu me via querendo levantar durante a liturgia e dizer: “Ei, pessoal. Quero lhes mostrar onde vocês estão no livro do Apocalipse! Consultem o capítulo 4, versículo 8. Agora mesmo vocês estão no céu”. 

No céu agora mesmo! Os Padres da Igreja mostraram que essa descoberta não era minha. Pregaram a respeito há mais de mil anos. Entretanto, eu estava convencido de que merecia o crédito pela redescoberta da relação entre a missa e o livro do Apocalipse. Então descobri que o Concílio Vaticano II tinha me passado para trás. Reflita nestas palavras da Constituição sobre a Sagrada Liturgia:

Na liturgia terrena, antegozando, participamos da liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual, peregrinos, nos encaminhamos. Lá, Cristo está sentado à direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro; com toda a milícia do exército celestial entoamos um hino de glória ao Senhor e, venerando a memória dos Santos, esperamos fazer parte da sociedade deles; suspiramos pelo Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, até que ele, nossa vida, se manifeste, e nós apareçamos com ele na glória. 

Espere um pouco. Isso é céu. Não, isso é a missa. Não, é o livro do Apocalipse. Espere um pouco: isso é tudo o que está acima. 

Esforcei-me bastante para ir devagar, cautelosamente, com o cuidado de evitar os perigos aos quais os convertidos são suscetíveis, pois eu estava depressa me convertendo à fé católica. Contudo, essa descoberta não era produto de uma imaginação superexcitada; era o ensinamento solene de um concílio da Igreja Católica. Com o tempo, descobri que era também a conclusão inevitável dos estudiosos protestantes mais rigorosos e honestos. Um deles, Leonard Thompson, escreveu que “até mesmo uma leitura superficial do livro do Apocalipse mostra a presença da linguagem litúrgica disposta em forma de culto… A linguagem de culto desempenha importante papel na coerência do livro”. Bastam as imagens da liturgia para tornar esse extraordinário livro compreensível. As figuras litúrgicas são essenciais para sua mensagem, escreve Thompson, e revelam “algo mais que visões de ‘coisas que estão por vir’”. 

O livro do Apocalipse tratava de Alguém que estava por vir. Tratava de Jesus Cristo e sua “segunda vinda”, a forma como, em geral, os cristãos traduziram a palavra grega parousia. Depois de passar horas e horas naquela capela de Milwaukee, em 1985, aprendi que aquele Alguém era o mesmo Jesus Cristo que o sacerdote católico erguia na hóstia. Se os cristãos primitivos estavam certos, eu sabia que, naquele exato momento, o céu tocava a terra. “Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”. 



Scott Hahn

O Banquete do Cordeiro

A missa segundo um convertido

Pgs 21-25. São Paulo: Edições Loyola, 2002.

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