A Pascoa Continua. Jesus Desapareceu!


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Causou espanto e admiração a constatação de que o sepulcro estava vazio. Dois dias antes haviam depositado ali um homem totalmente desfigurado e massacrado pela dor e pelo sofrimento anterior à sua morte. No entanto, agora o túmulo está vazio.


O que teria acontecido?!


O Evangelista Mateus descreve o acontecimento como um grande terremoto com o aparecimento de um anjo que tinha o aspecto de relâmpago, que removeu a pedra que fechava o sepulcro e que dizia: “Ele ressuscitou de entre os mortos, e eis que vos precede na Galiléia; lá o vereis”.

Nesta narrativa Mateus diz que os guardas ficaram com tanto medo que caíram como mortos, enquanto que as mulheres que haviam ido ao sepulcro, Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago, tiveram uma reação de comoção e alegria tamanha que as impulsionou para ir contar aos discípulos este fato.

No texto de Lucas as mulheres ficaram perplexas e se prostraram por terra cheias de medo, enquanto dois anjos lhes recordavam o que Jesus havia dito a respeito de tudo aquilo, ou seja, de como o Filho do Homem deveria ser entregue, crucificado e depois no terceiro dia ressuscitar.

Novamente a reação das mulheres, agora segundo Marcos, Maria de Magdala, Maria Mãe de Tiago e Salomé, foi, antes de tudo, de grande espanto, e depois fogem do túmulo, cheias de temor. Viram-se tomadas de tamanho estupor que as deixou caladas, e por medo, não disseram nada a ninguém.

Maria Madalena, na madrugada do primeiro dia da semana judaica, quando vê a pedra retirada do sepulcro imediatamente corre para contar o ocorrido a Simão, e “ao discípulo que Jesus amava”: “Retiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o colocaram”. Assim João narra o acontecimento daquele dia.
O fato é único em todos os evangelistas: O túmulo está vazio.
Cristo não está lá onde o depositaram depois de sua morte ignominiosa.


Cristo Ressuscitou!


Este é o fato mais extraordinário que poderia acontecer após os últimos dias vividos no sofrimento e na angústia, no medo e na humilhação daquele julgamento iníquo, cheio de mentiras e contradições, que mais parecia um pesadelo do que realidade para os discípulos, seguido da barbárie do caminho do calvário e da crucifixão: Sinais da desilusão e do desmoronamento das expectativas criadas pelo anúncio de um novo tempo, do Reino de Deus que havia chegado.

A morte de Jesus havia sepultado todas as esperanças e expectativas e trazido o medo de tudo o que viria após a sua morte. O espanto, a perplexidade, o medo e o estupor são o primeiro momento da ressurreição. Afinal, era um morto que voltava a viver. Um homem sepultado que não estava mais no sepulcro.

O segundo momento vivido é o reconhecimento de que aquele que não estava mais nas garras da morte, não estava mais no sepulcro, era o Senhor, era o Cristo, o Nazareno, o Crucificado que havia vencido a humilhação, o sofrimento e a morte, e que agora estava presente novamente e definitivamente no sofrimento e nas angústias, enfim na vida do seu povo. Este é o momento da comoção e da alegria que fez com que as mulheres fossem correndo contar aos discípulos o que havia acontecido e que impulsionou a todos eles a testemunhar com destemor a ressurreição, pois a partir deste fato entenderam as palavras de Jesus antes de sua morte e qual era a missão do discípulo. O fato da ressurreição continua hoje provocando reações de desconcerto e de alegria que nos chamam a uma reflexão profunda e a uma tomada de consciência cada vez maior sobre a nossa vida de fé, chamados a ser discípulos e testemunhas.


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Diante da ressurreição, a descrença e a dúvida aparecem como uma verdade no coração do homem contemporâneo que procura para si uma garantia de vida no que é pobre, vil e passageiro, incapaz, portanto, de dar-lhe a imortalidade, tanto almejada. Busca desta forma o imortal, mas rejeita a ressurreição e o Ressuscitado tentando criar para si uma resposta que provenha da razão ou que lhe dê um consolo mais plausível e humano para a morte não compreendida e não aceita.

O cristão contempla na ressurreição de Jesus Cristo um mistério profundo do amor de Deus que recria o homem, que o salva, que o resgata da morte para restaurar a sua imagem divina e eterna perdida pelo pecado. Não teria tanta importância para o homem de hoje a ressurreição de um homem morto há mais de dois milênios, e ficaria apenas como uma narrativa fantástica, como tantas outras já conhecidas e que se tornaram apenas lendas do passado, se este Ressuscitado não fosse hoje reconhecido, proclamado e acolhido como o Senhor, o Cristo vivo que se faz presente na sua e na nossa vida a cada dia.

O fato da ressurreição é o acontecimento mais importante de nossa fé porque nele proclamamos que Cristo vive, está vivo e está entre nós. Tornou-se alimento no pão e no vinho “eucaristizados”. Sua Palavra tornou-se viva entre nós porque realizou plenamente nele o mistério do amor de Deus que criou o homem para que pudesse participar da plenitude da vida. È isto que faz com que o homem de fé possa também ressuscitar com Cristo, vencer as barreiras da morte e do sepulcro.

A ressurreição é a certeza de que hoje a morte é vencida e que podemos ter a garantia de que em Cristo a vida vale a pena e de que o amor realmente vence a morte.

Pe. Sebastião Fábio Girolamola.


Veja fotos e mais detalhes na – acidigital – semana santa.

Veja Também –Testemunho de um Milágre Eucarístico.

Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu.
(Atos dos Apóstolos 1,11)




2 Respostas

  1. Sou grato ao DEUS dos deuses que através de seu filho unigenito JESUS CRISTO DE NAZARE
    fuI resgatado e hoje sou seu humilde discipulo e pastor servo leal de sua Palavra as SANTAS E SAGRADAS ESCRITURAS não poderia deixar de no amor AGAPE exortar os Srs. Padres (pais) que sabendo da Verdade segundo o Evangelho de São João 14,6 nos mostra sugiro que leiam e meditem muito, muito, muito… e temam o DEUS dos crentes seg. João 3,16 AMÉM!!

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  2. Qero externar o meu mais profundo sentimento de amor por JESUS CRISTO DE NAZARE e pela SANTAS E SAGRADAS ESCRITURAS que dizem no livro do Apocalipse; 21,19

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