Civilizações precolombianas na América.



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O Filme Apocalipto acordou o mundo para uma antiga verdade do verdadeiro povo Americano.

O nosso Eldorado era um verdadeiro Paraíso.



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Rowell foi capaz de descobrir novas abordagens em fotográfica mesmo a mais emblemática das localidades. Machu Picchu, no Peru, fotografado inúmeras vezes por diversos fotógrafos diferentes a partir do mesmo local, agora, sob um aspecto totalmente novo e surpreendente, o pôr-do-sol em 1995 do mesmo ponto de vista.

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Foram povos que dominaram boa parte das Américas antes da chegada dos europeus ao continente, no século 16. A civilização maia foi a primeira a se consolidar como um império, atingindo o auge no final do século 9 – época em que o território maia se estendia do sul do México à Guatemala. Arqueólogos especulam que guerras ou o esgotamento das terras cultiváveis levou a civilização a um rápido declínio a partir do ano 900. No início do século 16, quando os espanhóis desbravaram a América, os maias encontrados eram simples agricultores que apenas praticavam rituais religiosos de seus ancestrais. Já os astecas estavam no auge nesse período. A civilização deles surgiu mais ao norte do México. Enquanto seus “vizinhos” maias entravam em decadência, os astecas começaram a crescer por volta do século 12. Formando alianças com estados vizinhos, montaram um grande império que ainda estava se expandindo quando ocorreu o contato com os espanhóis, em 1519. Em apenas dois anos os invasores do Velho Mundo dominaram o mais importante centro asteca: Tenochtitlán, a atual Cidade do México. Era outro império pré-colombiano que chegava ao fim. Na América do Sul, os incas viveriam uma história semelhante. Até o século 14, eram só mais uma tribo indígena espalhada pela cordilheira dos Andes. Mas a partir do século 15 se expandiram, atacando vilas vizinhas. Quando os espanhóis chegaram, os incas já dominavam uma grande área do norte do Equador à região central do Chile. Epidemias e lutas pela sucessão imperial deixaram a civilização enfraquecida para enfrentar os conquistadores europeus. Resultado: assim como fizeram com os astecas, os espanhóis derrotaram rapidamente o império inca. Levou só três anos, de 1532 a 1535.

ANTES DE COLOMBO

Semelhanças e diferenças entre as três civilizações mais importantes da América

INCAS

Idioma – A língua era o quéchua, falado por todo o território em vários dialetos. Outros povos conquistados pelos incas podiam manter seu idioma original, desde que falassem o quéchua como língua principal.



Hoje, quase a metade da população do Peru ainda usa o idioma

Escrita – Não desenvolveram a escrita. Mas criaram um complexo sistema para números na forma de nós distribuídos em uma corda. Apenas pessoas especialmente treinadas entendiam essa contagem, cujo significado não foi totalmente decifrado até hoje

População – Foi o maior dos três impérios em número de súditos: 12 milhões de pessoas. As conquistas territoriais pela cordilheira dos Andes e ao longo da costa do Pacífico começaram no início do século 15. Cem anos depois, a população sob domínio inca atingiria seu auge

Cidades – Na época da chegada dos espanhóis, em 1532, calcula-se que Cuzco, a capital do império, tinha cerca de 40 mil habitantes. Outra cidade inca bastante famosa, Machu Picchu, era bem menor, abrigando em torno de mil pessoas

Sociedade – Era uma civilização muito estratificada, em que era quase impossível mudar de classe social.

O poder supremo pertencia ao imperador, que era auxiliado por uma aristocracia hereditária. Esta exercia a autoridade com rigor e medidas muitas vezes sangrentas

Poderio militar – Seus exércitos, de camponeses recrutados para campanhas militares, eram muito numerosos. Tinham como armas principais lanças de madeira com várias pontas de pedra e atiradeiras (feitas com lã de lhama) para arremessar pedras

Ciência e tecnologia – Possuíam conhecimentos astronômicos avançados e eram capazes de aplicar conceitos de matemática e geometria nas suas construções. Apesar disso, a tecnologia de construção dos incas era relativamente simples, fazendo uso em especial de artefatos de pedra

Grandes realizações – Construíram um incrível complexo de estradas ligando todo o império. O sistema tinha duas vias principais no sentido norte-sul: uma, com cerca

de 3.600 km, corria ao longo da costa do Pacífico e a outra, com quase a mesma extensão, seguia pelos Andes.




Onde Nossa Senhora de Guadalupe

aparece nesta história


MAIAS


Idioma – Não havia um único idioma principal. Os atuais descendentes de maias, por exemplo, podem ser divididos em seis grupos principais, que falam dialetos às vezes muito semelhantes, mas em outros casos com grandes variações

Escrita – As paredes de seus templos e palácios são cobertas de inscrições em hieróglifos. Os textos, em boa parte já decifrados, registravam principalmente as histórias das dinastias maias, suas guerras contra cidades rivais e o sacrifício de inimigos para agradar aos deuses

População – Os números da época da conquista espanhola não são confiáveis.

Mas, apesar de a civilização ter sido quase dizimada, ainda hoje existem cerca de 4 milhões de descendentes dos maias na América Central ? o que dá uma idéia da grandiosidade da sua população

Cidades – As cidades maias ? algumas com até 50 mil habitantes ? eram muitas vezes independentes, mas podiam liderar federações que abrangiam grandes territórios. Palácios e templos eram de pedras, enquanto a população comum vivia em cabanas de madeira

Sociedade – Até meados do século 20, arqueólogos achavam que a sociedade maia tinha no topo uma classe de pacíficos sacerdotes observadores de estrelas, mantidos por camponeses devotos. Hoje já se sabe que essa sociedade era agitada com freqüência por guerras entre cidades

Poderio militar – Sua força militar residia no tamanho dos exércitos que podiam ser recrutados. Os armamentos, porém, eram mais limitados: arcos e flechas de concepção primitiva, lanças e escudos de madeira e até mesmo pedras que podiam ser atiradas com as mãos

Ciência e tecnologia – Faziam avançados cálculos matemáticos e observações astronômicas. Tinham um calendário de 260 dias (determinado por complexos movimentos de astros) e já entendiam o conceito do número zero ? que só posteriormente seria bem compreendido pelos europeus

Grandes realizações – Produziram obras arquitetônicas tão grandiosas quanto egípcios, gregos e romanos. A cidade de Teotihuacán, por exemplo, possuía um complexo monumental de 600 pirâmides.

Em Tikal, havia um templo com 70 metros de altura, o maior edifício erguido na América antiga


ASTECAS




Geografia, Clima e Arqueologia:



Idioma – Falavam o nahuatl, que faz parte de um grande grupo de idiomas indígenas ? incluindo o de tribos do Velho Oeste americano. Os astecas podiam ser chamados de Mexica, algo como “lago da Lua” ? nome mítico de um lago da região

Escrita – Usavam sinais conhecidos como pictógrafos ou pictogramas, com figuras de serpentes, seres humanos e outros elementos da natureza, formando uma variedade de escrita. Alguns dos pictógrafos simbolizavam idéias; outros representavam sons de sílabas

População – Em 1519, a população estimada do império asteca era de 5 a 6 milhões de pessoas, espalhadas por centenas de pequenos estados/cidades.

A expansão dos astecas se deu do norte para o sul da América Central, conquistando outras civilizações, como os toltecas

Cidades – Em seu auge, Tenochtitlán (hoje a Cidade do México) tinha mais de 140 mil habitantes! Ela foi a maior cidade das antigas civilizações da América. Os templos eram de pedra e alinhados aos astros. Já o povo morava em cabanas feitas de madeira com lama seca

Sociedade – O poder pertencia ao setor militar da sociedade. Sacerdotes e burocratas administravam o império, enquanto as classes mais baixas eram formadas por servos, serviçais e escravos. Demonstrar bravura nas guerras era a principal forma de ascensão social na cultura asteca

Poderio militar – Camponeses podiam ser convocados a qualquer momento para integrar os exércitos astecas, que preferiam ferir a matar seus inimigos ? obtendo prisioneiros para usar em sacrifícios. Lanças, porretes e escudos redondos de madeira eram os principais equipamentos

Ciência e tecnologia – Tinham um calendário com cálculo preciso do ano solar (com 365 dias) e usavam um diferente sistema de contagem tendo como base o número 20. Médicos astecas podiam consolidar ossos quebrados e fazer obturações em dentes

Grandes realizações – Desenvolveram um planejamento urbano impecável. Suas obras públicas incluíam quilômetros de estradas e aquedutos. A capital Tenochtitlán foi erguida em área pantanosa, cuidadosamente drenada e aterrada para comportar cerca de 100 pirâmides e torres

Enviado por: marciobmmorais (1720) Publicado em: 11/09/05 13:49hs.

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Mensagem em – PPS

DECLARO-ME VIVO

Poema de um Índio Quechua

Reflexões em Power Point sobre a campanha da Fraternidade 2011


FRANCISCO E CLARA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

MAIAS, ASTECAS E INCAS

INTRODUÇÃO


Quando Colombo chegou à América, em 1492, encontrou o continente habitado há muito tempo por várias civilizações e povos. Os povos pré-colombianos apresentavam diferentes estágios de desenvolvimento cultural e material, classificados em: sociedades de colectores/caçadores e sociedades agrárias. Dentro deste segundo grupo, três culturas merecem maior destaque: os maias e os astecas, no México e América Central, e os incas na Cordilheira dos Andes, na América do Sul. Alcançaram notáveis conhecimentos de astronomia e matemática, além de dominarem técnicas complexas de construção, metalurgia e cerâmica. Não conheciam a roda e o cavalo, mas desenvolveram técnicas eficientes de agricultura. Enquanto o fim da cultura maia é até hoje um mistério, sabemos que os povos astecas e incas decaíram perante a conquista espanhola.



Civilizações pré-colombianas


Quando o primeiro grande descobridor europeu, Cristóvão Colombo, aporta ao continente americano, encontra lá estabelecidas três grandes culturas, espalhadas por uma vastíssima região que se estende do México ao Chile: os Astecas, os Incas e os Maias.
Os Astecas haviam-se instalado há séculos, após várias guerras de conquista, no território a que hoje chamamos México. Aí constituíram um estado que de algum modo se pode comparar aos estados da Antiguidade, quer aos do Médio Oriente quer aos da região índica. Os Astecas tinham já desenvolvido um sistema de escrita, onde se misturavam sinais ortográficos de carácter fonético e ideogramas, com os quais podiam registar as suas obras poéticas e os seus mitos. Tratava-se de uma sociedade dividida em clãs, em que os sacerdotes e os guerreiros detinham um grande poder sobre os restantes segmentos da sociedade; a pirâmide social descia até aos servos, ocupados na produção agrícola, passando por uma classe de comerciantes e de artesãos. A religião, politeísta, tinha uma tão grande influência na vida quotidiana que a chegada dos conquistadores espanhóis foi encarada por todos, incluindo o imperador reinante, como uma inelutável fatalidade prevista nos mitos. À religião estava associada a astronomia, que registava assinaláveis progressos, embora baseada apenas na observação directa dos fenómenos; dessa observação tinham sido deduzidos dois calendários, um religioso (de 260 dias, dividido em vinte “meses”) e um solar (com 365 dias, com 18 meses), sendo os nomes dos meses relacionados com o ciclo dos trabalhos agrícolas. A atestar a sua competência técnica (embora não seja muito completo o conhecimento das suas técnicas de construção) estão as pirâmides, destinadas à prática religiosa (no seu topo localizava-se a mesa dos sacrifícios humanos) e a sua escultura (geralmente de temas dramáticos).
Os Incas tinham estabelecido o seu império num vasto território que ia da actual Colômbia à costa chilena. A conquista de tão vasto domínio não estava ainda perfeitamente consolidada no momento da chegada dos conquistadores espanhóis, o que de certo modo facilitou a implantação e dominação destes (o Império Inca seria destruído em 1532, quando Francisco Pizarro derrotou e matou o imperador Atahualpa). A organização social inca, fortemente hierarquizada, compreendia uma família real (cuja origem e poder se identificava com mitos ancestrais), ligada a uma nobreza detentora de poder político, religioso e militar, à qual se subordinava uma classe de agricultores e artesãos, terminando nos trabalhadores agrícolas, destituídos de toda a liberdade. O imperador dispunha de um corpo de cobradores de impostos dotado de apreciável autoridade; por outro lado, a extensão do império obrigava a uma regionalização e à consequente distribuição do poder por um segmento nobre, que representava o poder imperial em todo o vasto país. A economia era baseada unicamente na produção agrícola, sendo a terra propriedade do estado, que a distribuía aos que a iriam trabalhar. É assim fácil de entender que a religião, organizada e dirigida pelo estado, estivesse também, nos seus rituais e mitos, ligada ao ciclo da produção agrícola. Da arte deste povo, que não possui a monumentalidade dos Astecas, conhecem-se esculturas murais com pouca variedade de motivos e trabalhos decorativos em metais preciosos. O maior exemplo das capacidades da sua engenharia está nas estradas andinas que permitiam atravessar todo o império.
A cultura maia apresenta características diferentes das duas anteriores. Os Maias eram uma federação de estados, que se criou em territórios que hoje fazem parte do México (Chiapas) e da Guatemala. A Federação teve uma vida agitadíssima: encontrava-se constituída no século IV da nossa era, mas foi palco de numerosas lutas internas, prolongadas e destruidoras, acabando o povo maia por se fundir com os toltecas (século X), o que lhe deu novo fôlego. As suas cidades começaram a renascer, recompondo-se a Federação. No entanto, nas vésperas da conquista espanhola a crise voltara a instalar-se, e os conquistadores foram encontrar um povo em decadência e desorganização, cuja cultura tinha já quase desaparecido inteiramente. Nos meados do século XVI a cultura maia tinha sofrido o mesmo destino das restantes culturas pré-colombianas: a integração no império espanhol.


Maias – História


O território maia dividia-se em três zonas: a Norte, que compreendia a península do Iucatão; a do Centro, abrangendo o norte da Guatemala; a Sul, que abrangia as terras altas desta última região e Chiapas, bem como litoral confinante do Pacífico. As primeiras comunidades agrícolas maias remontam a cerca de 2000 a. C – 250 d. C. (período pré-clássico). As primeiras pirâmides surgem nos últimos 500 anos desse período, tal como a cerâmica pintada ou as abóbadas em sacada dos templos, tão características da arquitectura maia. Entre 250 e 950 da era cristã, o período clássico, os maias atingem a sua máxima expansão territorial, principalmente no Centro. A região do Sul, porém, começou a entrar na órbita de povos oriundos de Teotihuacán, grande metrópole do México central.
Na parte final da época clássica, todavia, começa a decadência maia nas terras do Centro, com o abandono de inúmeras cidades. A causa deste declínio maia nesta região ainda está envolta em brumas, antevendo-se hipóteses ligadas a guerras ou consequências de excesso populacional. O período pós-clássico (950-1500) foi marcado pela chegada dos Toltecas, provenientes da região central mexicana. Os cronistas maias atribuem-lhes o insuflar de um renascimento maia no Iucatão, onde Chichen Itzá se tornou na nova capital. Foi, entretanto, abandonada cerca de 1200, passando Mayapán a capital da região, que passa a liderar uma liga de cidades-estado com o seu nome. No entanto, a rivalidade entre linhagens nobres determinou a destruição e abandono da cidade, lançando o Iucatão na anarquia e em contínuas guerras entre as cidades-estado. O Sul, contrariamente, era constituído por pequenos estados fortes, que reivindicavam uma origem tolteca.
Em meados do século XVI, os Maias ocupavam um território entre o norte de Iucatão e a costa do Pacífico da Guatemala, atingindo as Honduras e o actual estado mexicano de Tabasco. Com a conquista espanhola em 1511, a região Centro passa a ser a zona de refúgio dos fugitivos maias; no Iucatão e nas terras altas assistiu-se à concentração da população maia em aldeias de evangelização. Não obstante a resistência aos espanhóis, a população maia declina e conhece a opressão do invasor, para além das mortandades devido a epidemias dizimadoras. Subsistem ainda hoje, no Iucatão mexicano, na Guatemala e Belize cerca de 300 000 descendentes dos maias, com algumas das tradições e estruturas sociais antigas.


Organização social e política


A sociedade maia dividia-se em classes sociais. A nobreza, possuidora de terras e cargos decisivos, era detentora dos mais altos títulos militares e religiosos. A maior parte da população era composta por camponeses, que sustentavam a nobreza, o clero, os comerciantes e os artesãos. Talvez existissem servos nas propriedades da nobreza, tal como escravos, antigos prisioneiros de guerra. Os maias não construíram um grande império (como os Toltecas, Astecas ou Teotihuácan no México central), antes dividiam-se em cidades-estado governadas por uma linhagem masculina, como quando chegaram os espanhóis. No entanto, existiram grandes cidades que dominaram territórios adjacentes de grande extensão. O clero era poderoso, detendo o monopólio de todos os conhecimentos.


Economia 


A agricultura era a principal atividade (milho, legumes, cacau, algodão, frutos). Criavam-se cães, perus e abelhas, não se descurando a caça ou a pesca. O comércio entre cidades vizinhas ou com regiões afastadas era bastante dinâmico e rentável. Os principais produtos eram o cacau, as plumas de quetzal, a obsidiana, as conchas ou o jade, que chegavam a longínquas terras por terra ou por mar.


Religião 


Era uma religião politeísta. As divindades mais conhecidas e representadas eram Chac, deus da Chuva, Kinich Ahau, do Sol (que se transforma em jaguar durante o seu trajecto nocturno “sob” a Terra) e o deus da Morte, que tinha várias designações. Existiam deuses para cada classe social ou profissão, como o de Kukulcán, grande herói mitológico dos maias. O clero maia tinha também responsabilidades e supervisão sobre o plano científico, não se restringindo apenas à esfera religiosa.


Arquitetura, artes plásticas e artesanato


O plano-tipo dos centros de culto dos maias consistia numa praça retangular rodeada por três ou quatro pirâmides e plataformas. As pirâmides eram degraus, por vezes de grande declive. Em torno de edifícios de grandes fachadas esculpidas, situavam-se as áreas residenciais. A arquitetura ganhou um carácter fortificado na segunda metade do período pós-clássico (entre 1200 e 1500), devido às guerras sucessivas entre os pequenos estados. A escultura maia conheceu as suas melhores realizações nos altares e estelas em frente aos templos. Era quase sempre feita em baixo-relevo. As estelas representam dignitários vestidos de forma complexa, contendo inscrições hieroglíficas (datas e inscrições dinásticas); a mais antiga, existente em Tikal, na Guatemala, remonta a 292 d. C.. Conservaram-se mal, todavia, as pinturas interiores dos edifícios. Os maias eram um povo de artistas de grande perfeição e requinte. Trabalhavam o jade, as conchas, a obsidiana ou a cerâmica, quer para ornamentação quer para utensilagem.



Ciências 


A escrita hieroglífica maia era a mais elaborada da América Central pré-colombiana, utilizando ideogramas e fonogramas. Os principais textos eram de carácter cronológico ou astronômico, existindo também o dinástico. Possuíam um sistema numérico e de cálculo. Usavam dois tipos de calendário, como sucedia em outros povos da América Central: um ritual, de 260 dias divididos em 13 períodos de 20 dias cada; outro solar, com 365 dias mas com 18 meses de 20 dias cada, sobrando 5 adicionais. Cada data era representada nos dois calendários, com cada combinação a repetir-se apenas de 52 em 52 anos. A data da “fundação” da civilização maia corresponde a 3113 a. C..


Literatura 


Devido à diversidade de línguas utilizadas, a literatura maia é difícil de compreender, facto que é agravado pela existência de caracteres pictográficos em parte ainda por decifrar. Mesmo os códices maias conservados até hoje (o de Dresden, o de Madrid ou o dos Três Cortesãos, por exemplo) escondem ainda muitos segredos. Também graças aos missionários espanhóis e às suas transcrições e estudos – e a muitos índios actuais – nos é possível conhecer esses textos e tradições literárias. Os cronistas espanhóis mais uma vez forneceram inúmeras informações etnográficas e históricas essenciais para a compreensão dos textos maias. A literatura maia tornou-se mais conhecida graças à obra mitológica Popol-Vuh (origem do mundo e da humanidade, bem como da genealogia maia) e ao drama Rabinal Achi (de inspiração religiosa e guerreira). O primeiro contém uma linguagem de grande intensidade poética. Dos maias do Iucatão chegaram-nos os livros dos Chilam-Balam, cujo teor profético e mitológico não deixa de apresentar grande interesse histórico, religioso e astronómico. Existiam também textos de gênero médico e farmacêutico impregnados na mitologia, na astronomia, na história e na religião, temas fundamentais da literatura maia.


Astecas – História 


Se se acreditar nos contos tradicionais da América Central, os Astecas, ou Mexicas, povo de língua nahuatl, eram originários de uma região desconhecida e de localização incerta: Aztlán, algures naquilo que é hoje o México. Ali se teriam estabelecido por volta do século II da era cristã. Mil anos depois, irradiariam para o sul do México, estabelecendo-se durante mais de cem anos em Tula, a capital dos Toltecas. Entretanto, por volta do século XIV, ocupam a região da actual cidade do México, submetendo-se aos reinos que então aí existiam. Os astecas, porém, cerca de 1325 (ou 1345) fundam a cidade de Tenochtitlán (ou México), capital do seu futuro reino, cujo primeiro soberano foi Acamapichtili. Em 1428-29, dá-se uma aliança política entre essa cidade e as de Texcoco e Tlacopan, que depois se unem as três na sequência da queda da dinastia Tepaneca que dominava há muito a região da actual Cidade do México.
O soberano asteca, entretanto, assume as funções de comando dos respectivos exércitos confederados, o que proporcionou uma gradual ascensão do seu povo e o domínio efectivo sobre os outros dois. No entanto, a unidade não se desfizera, actuando como um bloco, principalmente no plano militar: depois de dominar os povos vizinhos, os aliados empreendem a conquista de terra fora da região do México. Por isso, em meados do século XVI dominavam já um vasto território, atingindo a costa do Golfo do México e o litoral do Pacífico (na região actual de Guerrero), atingindo, a sul, o istmo de Tehuantepec. Os soberanos de Tenochtitlán foram decisivos neste processo de conquistas, destacando-se Moctezuma I e Axayacatl, cujo filho, Moctezuma II, ficou célebre por ter resistido aos conquistadores espanhóis comandados por Hernán Cortez, que tomou Tenochtitlán e acabou por matar o referido monarca. Todavia, o filho e o sobrinho de Moctezuma II, respectivamente Cuitlahuac e Cuauhtémoc, tentaram resistir aos espanhóis, embora fracassando. Cuauhtémoc foi o último imperador asteca, tendo sido deposto em 1525.


Organização social e política 


Originariamente igualitária, dividida em clãs (calpulli) a sociedade asteca transformou-se gradualmente devido a diferenças e choques entre a nobreza e o povo, surgindo também novos grupos sociais (mercadores, funcionários, artesãos) detentores de grandes privilégios. Os comerciantes tinham mesmo uma função de espionagem nos territórios exteriores onde comerciavam. Abaixo destes estratos, estavam as gentes comuns (macehualtin), cidadãos livres sujeitos a tributos e corveias. Na base estavam os camponeses sem terras (mayeques), e os escravos, que tinham alguns direitos, como a posse de terras ou o casamento com cidadãos livres. Por oposição, no topo estava o tlaotani, chefe político, militar e talvez religioso, personagem que durante o reinado de Moctezuma II deteve imenso poder. Abaixo deste, estava o cihuacoatl, primeiro-ministro e juiz supremo, comandante militar e regente na ausência do tlaotani. O poder executivo era composto por quatro conselheiros eleitos ao mesmo tempo que o soberano. Existiam ainda os chefes detentores de títulos, terras e cargos, a nobreza. A sociedade asteca não era fechada, pois a guerra, elemento muito importante nesta civilização, era uma forma de se poder obter honras e distinções.
A formação dos futuros cidadãos era feita em dois tipos de escolas: o telpochcalli, onde as crianças aprendiam as artes da guerra; o calmecac, para o ensino da religião e das artes. O primeiro provavelmente terá servido os cidadãos livres do povo, o segundo para a nobreza.


Economia 


A principal atividade era a agricultura, desenvolvida e produtiva, baseada no cultivo de milho e legumes, como o tomate ou os pimentos. Os astecas cultivavam “jardins flutuantes” na laguna do México, junto a Tenochtitlán, autênticas maravilhas da técnica agrária. Criavam perus e também cães, de que apreciavam imenso a companhia e a… carne. O comércio era muito desenvolvido entre os astecas, trocando manufacturas da sua capital por produtos como o jade, o cacau, o algodão, metais preciosos e plumas de aves das regiões tropicais. Para além da riqueza amealhada no comércio, arrecadavam somas consideráveis nos tributos das trinta e oito províncias do império.


Religião


Máscara Asteca

Era uma civilização politeísta e prestava grande importância a cada momento da vida humana, o que explica o grande poder dos sacerdotes astecas, reguladores das forças naturais. Entre os seus deuses, destacam-se Huitzilopochtili, deus da Noite e da Guerra, rival de Quetzalcoátl, o grande deus da civilização asteca; Tlaloc, deus da Chuva; Chalchiuhtlicue, sua companheira; e Tlazolteotl, deusa do Amor. Os astecas ofereciam sacrifícios rituais aos deuses, às vezes humanos (e até canibalismo ritual), muitos deles cativos de guerra. Os astecas acreditavam que o destino do homem no além dependia da forma como morria: os guerreiros, quando mortos em combate, acompanhavam o sol até ao seu zénite. Davam imensa importância ao futuro, que se “previa” segundo a adivinhação através de um calendário de 260 dias, sendo uma tarefa dos sacerdotes, que a desempenhavam em dias festivos ou em grandes acontecimentos públicos. A astronomia asteca, apoiada no culto solar, atingiu desenvolvimentos e graus de conhecimento extremamente avançados.


Arquitetura e artes plásticas 


Pouco restando da sua arquitetura, os astecas construíram obras monumentais, destruídas posteriormente pelos conquistadores espanhóis. Inspirava-se na arte Tolteca e de Teotihuácan, bem como no estilo huáxteca, embora tivesse elementos originais. Os templos eram imponentes, bem como as pirâmides, ladeadas de outras construções. A capital, Tenochtitlán, terá sido um conjunto arquitetônico impressionante até à sua destruição pelos espanhóis. As estátuas e baixos-relevos são também identificativas da arte asteca, com particular destaque as composições de carácter religioso, como a estátua gigante da deusa Coatlicue, ou o célebre e enorme calendário solar. A ourivesaria e as plumagens eram expressões artísticas de grande importância entre os astecas, bem como as máscaras e as peças de joalharia. Os templos e palácios eram, como no Egito, ornados de frescos e inscrições hieroglíficas consteladas de coloridas ilustrações. Todo este patrimônio móvel e imóvel foi pilhado e arrasado pelos espanhóis depois de 1525.


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Praça das três culturas (ruínas do Império Asteca), Cidade do México 


Literatura 


O grande instrumento da literatura asteca era a sua língua, o nahuátl, que tinha uma forma de escrita que depois foi decifrada e transcrita pelos espanhóis, que ainda assim destruíram muitos manuscritos desta civilização. Os textos que chegaram até nós foram transmitidos pelos missionários, que recolheram e transcreveram as tradições nahuátl pré-colombianas (por exemplo, os códices Borbonicus, Tonamatl ou Mendoza). Os principais temas eram os religiosos, rituais, mitológicos, históricos ou genealógicos. Quanto à forma, a poesia foi o género mais cultivado, muitas vezes associada à música ou à dança. Com o canto (de guerra, divino ou florido) e as coreografias, cada palavra dos poemas ficou gravada na memória dos dançarinos e do seu povo, o que fez com que esse patrimônio artístico asteca perdurasse até hoje. A prosa era também cultivada, principalmente a retórica – de carácter moralista ou educativo – e a narrativa histórica, as lendas e as genealogias, fontes preciosas de informação sobre a civilização asteca. A tradição literária asteca manteve-se ao longo da dominação espanhola, mesmo na língua dos conquistadores.


Incas – História 


De acordo com os cronistas espanhóis, as populações andinas conquistadas afirmavam pertencer ao poderoso império de Tahuantinsuyu, ao qual atribuíam uma origem lendária. Esta contava que quatro jovens e suas esposas abandonaram um dia as suas quatro cavernas, em Pacari-tampu. Um deles, Ayar Manco, fixou-se, com sua mulher, Mama Ocllo, na região de Cuzco, aí começando uma civilização, a dos Incas. Ayar Manco, ou Manco Cápac, era considerado como o primeiro soberano da dinastia Inca, tendo reinado no século XII da era cristã. A arqueologia tem dados algumas bases verídicas a esta obra civilizadora dos habitantes de Cuzco sobre a região circundante. No entanto, apontam-se três povos como estando na base da civilização Inca: os aimarás, a sul de Cuzco; os quechuas, provavelmente os fundadores do império I.; os yungas, do litoral.
Há também uma outra hipótese para a génese dos Incas: uma procedência marítima, apoiada em similitudes antropológicas e culturais entre eles e povos do México e até da Ásia. No entanto, Manco Cápac, é, sem dúvida, uma figura histórica concreta, tendo estado na origem do império (ou dinastia) Inca, tendo vivido no século XIII. Mas a hegemonia inca só advém com Yáhuar Huárac, que domina efectivamente o vale de Cuzco e submete os povos vizinhos. A ele sucedeu Viracocha, que sofreu ameaças de povos do litoral e de outras regiões andinas, tendo seu filho Inca Yupánqui, todavia, repelido essas ameaças exteriores, reformado o estado inca e criado bases políticas para a sua expansão territorial. Adoptou o nome de Pachacútec, “o reformador do mundo”. Seu filho, Tupac Yupánqui será o grande obreiro da expansão inca, a partir de 1471. Atingiu a actual Quito, a norte, e a sul, o noroeste daquilo que é hoje a Argentina, o norte do Chile e grande parte da Bolívia. No entanto, com a sua morte, em 1527, sobreveio a divisão entre os Incas, graças à luta pelo poder sobre o grande império entre os seus filhos, Atahualpa e Huáscar. Esta guerra civil enfraqueceu o país e abriu brechas que facilitaram a conquista do território por Francisco Pizarro. Prisioneiro dos espanhóis, Atahualpa foi por eles executado em 1533, sendo substituído por Manco Inca, um soberano fantoche, que morre em 1537. Ainda que tenha subsistido uma guerrilha contra o poder espanhol, este acabou por se consolidar e fazer desaparecer politicamente o império dos Incas.


Organização social e política 


Existia uma linhagem imperial, formada pelos descendentes da linha masculina do imperador, tendo como função primordial preservar a memória e a múmia do seu antepassado. O herdeiro era o filho do Inca e da Coya, a rainha (sua irmã). Existia depois uma “nobreza” inca, parte vivendo em Cuzco e sendo da família do imperador, a restante vivendo nas terras do Império. Depois, e em parte ainda englobado na nobreza (ou dela oriundo), surgia o clero, seguido dos artesãos especializados (arquitetos, escultores, oleiros, entre outros, e principalmente, os metalurgistas, protegidos do Inca). Abaixo destes grupos, que compreendiam também os guerreiros, estavam os camponeses e, depois, os servos, ou Yana. Existia também um grupo de mulheres que eram encerradas em comunidades do tipo “conventual”, outras consagradas como virgens ao Sol, outras obrigadas a tecer e costurar toda a vida a lã dos rebanhos imperiais.
Vasto e multiétnico, o império inca era fortemente centralizado na pessoa do soberano, de origem divina e com autoridade absoluta. Era assistido por um conselho; cada província tinha um governador, que exercia o poder em seu nome; depois, vinham os funcionários, que faziam respeitar a autoridade do Inca e recolhiam os impostos. Como forma de união das etnias subjugadas pelo império Inca, o soberano impunha-lhes o uso do quechua (ou runa-sumi) e o culto ao deus Sol, sendo estes os dois maiores instrumentos de coesão imperial. Uma rede de vias cobrindo todo o império, secundada por “correios” rápidos e por um exército móvel e eficaz, era também um fator de unidade nacional, para além da educação em Cuzco de muitos filhos da nobreza provincial.


Economia 


Assentava na repartição tripartida das terras. A primeira parte, atribuída ao Sol, era cultivada para suprir as necessidades do clero; a segunda pertencia ao Inca, mas servia muitas vezes de reserva; a terceira, era a do ayllu (grupo de famílias unidas por parentesco ou aliança e habitando na mesma terra). As terras e os pastos eram divididos em parcelas e explorados pelas famílias. O ayllu, enorme reserva de trabalho (não só agropastoril mas também mineira e das grandes obras públicas), estava devidamente recenseado e controlado pelo Inca e seus funcionários (os quipu-camayoc).


Religião 


O culto primacial e imperial era o do Sol (Inti), embora se adorasse também, por exemplo, a Lua (Killa) e o Relâmpago (Illapa). Toleravam-se também os cultos regionais, das etnias subjugadas, ainda que fossem secundários.


Arquitectura e artesanato 


Construíram uma imponente arquitetura de pendor “megalítico”, amplamente pragmática e severa, fosse em palácios, templos ou residências. De planta quase sempre retangular, os edifícios eram feitos através do ajustamento de blocos de pedra irregulares ou de tipo “almofadado” no exterior. As aberturas eram trapezoidais, surgindo nichos abertos nas paredes. Raramente a escultura aparece associada à arquitetura, da qual se destacam as fortalezas, vias, templos, canais ou as cidades, como Machu Picchu ou Cuzco.
Produziam cerâmica, alguma com grandes primores artísticos, obedecendo a decorações geométricas e policromáticas. Celebrizaram-se mais nos tecidos (principalmente em lã) e na metalurgia e ourivesaria, na qual criaram magníficas obras de arte em ouro, prata, platina e cobre (que ligaram ao estanho para obter bronze). Faziam não só ornamentos, mas também armas e instrumentos utilitários.


Ciências 


Devido à ausência de escrita, é impossível avaliar o avanço científico dos Incas, que deve ter sido notável, pelo menos em relação à astronomia, à metalurgia e à “engenharia civil”. Eram dotados de um calendário.


Literatura 


Devido à insuficiência de fontes, a literatura dos incas é bem menos conhecida do que a dos Maias ou dos Astecas. Os incas não desenvolveram um sistema de representação gráfica que se pudesse considerar escrita, persistindo na literatura exclusivamente oral. A repressão colonial espanhola sobre a cultura inca foi também responsável pelo apagar de muitas tradições literárias daquele povo. Todavia, os cronistas espanhóis, como Cieza de León e Cristóbal de Molina deram a conhecer as expressões poéticas e seus temas, para além de hinos. Pode-se, a partir desses testemunhos e da tradição oral que se manteve durante muito tempo, denotar um carácter oficial da literatura inca, muito ligada ao cerimonial litúrgico e à perpetuação das tradições e lendas desse povo. Havia pois uma função pública e ritual, que se manifesta também nas criações líricas ou dramáticas do povo. A produção literária inca estava a cargo de dois tipos de criadores (com estatuto oficial), o amauta, filósofo e historiador, e o arawicus, poeta e músico.
O teatro era muito apreciado e de grande importância, embora também impregnado de um carácter institucional e patriótico, principalmente no género dramático, pois também existiam “comédias”, com mais música instrumental e canto. Uma das peças que chegou aos nossos dias é o Ollantay, drama de cerca de 2 000 versos sobre uma paixão contrariada pela religião e pelo sentido de estado, elementos muito fortes no quotidiano e cultura incas. A poesia era igualmente difundida e apreciada, fosse de carácter sacro (em hinos) ou profano, como o arawi, poema lírico centrado no sofrimento do amor. Os contos maravilhosos e as narrativas mitológicas eram também comuns e importantes elementos da literatura e cultura do povo inca.


Revoltas Incas 


Os Incas são um povo nativo da América do Sul, da região andina, que desenvolveram um próspero império no século XV, devastado depois pelos conquistadores espanhóis, comandados pelo implacável aventureiro de nome Francisco Pizarro.
No ano de 1525, o Império Inca encontrava-se dividido, pois à morte de Huayna Capac o império ficara desprovido de um herdeiro que assegurasse a continuidade do trono, cobiçado por dois dos seus filhos, os meio-irmãos Huáscar e Atahualpa. Estes dois potenciais candidatos ao trono envolveram-se numa luta fratricida pela posse do império, que culminou com a captura de Huáscar, em 1532, e que positivamente veio debilitar a já fragilizada unidade do império.
Foi neste momento bastante delicado que os espanhóis chegaram a este território. Pizarro fazia-se acompanhar por um grupo de 180 homens, que os Incas identificaram como sendo semideuses da sua mitologia que retornavam à Terra. A estratégia de Pizarro foi simples: aprisionou Atahualpa e desestabilizou a unidade deste povo dividido. Este temeu que o seu rival o vencesse e assim ordenou que os conquistadores executassem o seu meio-irmão, oferecendo-lhes em troca ouro como forma de pagar o seu resgate. Mas este não foi de todo recompensado pelos espanhóis, que o mataram em 1533.
Um irmão de Huáscar, Manco Capac, subiu ao trono com o apoio dos espanhóis, mas veio a rebelar-se contra os seus apoiantes, que o aniquilaram sem piedade. Tupac Amaru, seu filho, e único representante da linhagem inca, foi decapitado, ficando assim destruída qualquer possibilidade de reabilitação deste império.


Conclusão 


Neste trabalho ficamos a conhecer melhor a história das mais importantes civilizações pré-colombianas (maias, astecas e incas): a sua organização social e política, economia, religião, arquitetura, artes plásticas e literatura.

Ficamos também a saber que a civilização Maia desapareceu sem deixar um único rasto ou pista para saber o que aconteceu.
Também aprendemos que a civilização Inca teve bastantes revoltas e desapareceu com o auxílio dos espanhóis.
Este trabalho também nos ensinou que a civilização Asteca desapareceu numa grande guerra contra os espanhóis.
Por fim, concluímos que os espanhóis foram responsáveis pela conquista extremamente violenta destas civilizações, destruindo as suas principais cidades e causando a morte a milhares de ameríndios.

me, leve a nossa alma aos páramos da Igreja triunfante.


WALLPAPERS



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38 Respostas

  1. […] Civilizações precolombianas na América. […]

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  2. […] Civilizações precolombianas na América. […]

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  3. […] Civilizações precolombianas na América. […]

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  4. [...] Civilizações precolombianas na América. [...]

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  5. ñ ajudou em nada

    Resposta:

    Pq ñ ?

    O que vc procura ?

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  6. porque o governo investe o nossos impostos e m campo de futebol em vez de investir o dinheiro nos hospitais.

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    • A Sua Pergunta é muito Boa, mas somente o Governo poderá dar-lhe a resposta, afinal de contas a culpa é toda daqueles que votam, porque são eles que escolhem os seus governantes, só pra ter uma ideia, nas ultimas eleições para a presidência havia candidatos ex. presidiári@, comunista participande de quadrilha que assaltou roubou e até provocou a morte de outras pessoas e mesmo assim o povo votou nesta pessoa, a quem devemos julgar então ?

      Em relação ao campo de futebol, relembremos apenas o seguinte, todo investimento em campos de futebol, espera-se que se retorne em turistas que trarão muito dinheiro ao País quando vierem assistir os jogos da copa do mundo em 2014 e todos nós sabemos que brasileiro é viciado em uma bolinha, logo este investimento neste Páis da bola jamais será um prejuizo e sim um lucro, o problema da saude é outro, é falta de boa vontade mesmo, porque dinheiro o país tem e até desperdiça na gestão e controle dos gastos publicos.

      presentepravoce

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  7. Adorei, esse site é d+!!!!
    Me ajudou com o meu trabalho de Geografia…
    Bjs, Bjs…. +:-)

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  8. [...] Civilizações precolombianas na América. « Vem Espírito Santo, Vem …, on 06/07/2010 at 23:20 said: [...]

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  9. gostei muito das explicações!!!!!!
    obgggg

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  10. ggggggggooooooooooooooosssssssssssssstttttttttttteeeeeeeeeeeiiiiiiii mmmmmmmmmmmmttttttttttttttoooooooooooo llllllllllllleeeeeeeeeeeeegggggggggaaaaaaaaaaaaaallllllllllll

    Tradução:
    Gostei, Muito Legal !

    Resposta

    Muito chic!

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  11. não poço ya !

    Resposta:

    Retirei as letras repetidas, isto foi o que sobrou !

    O que significa isto Andrei ?

    T. Login

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  12. valeu me ajudou muito no trabalho de historia

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  13. MUITO DOIDO ESSE VIDEO VEI!! OLHA GOSTEI PRA CARACA.. MAIS PRA Q A LITERATURA? OOK ATE MAIS FELIPE 7° A

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  14. gostei de todas as explicações

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  15. valeu achei tudo o roteiro de pesquisa

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  16. obrigado me ajudou muito esse site

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  17. obrigado

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  18. muiitoo obriigadoo
    me ajudou muiito

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  19. Conteúdo censurado

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  20. ACHEI TUUUDO O QUE EU PROCURAVA :)

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  21. [...] e Imutável.Aqueles que Confiam no Senhor…Um Milagre Eucarístico que ficou oculto 12 anos!Civilizações precolombianas na América.Orações ao Espírito Santo.WALLPAPER'S DE MARIA SANTÍSSIMA, PARA SUA [...]

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  22. Pow isso aew é muiito grande carã
    eu voo levar 1 semana para ler qee sacoo

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  23. gostaria de saber se os incas registravam atividades e acontecimentos e informações sobre as cOlheitas em um suporte da escrita composto de cordões de diferentes cores que recebiam o nome de?

    RESPOSTA:

    Veja o que eu encontrei:

    Nos quipus cada nó nos cordões tinha a mesma função, mas com significado variados. Assim, um nó simples indicava o algarismo um. Nós cada vez mais grossos figuravam os algarismos de dois a nove. O conceito de zero era conhecido e estava subtendido nas operações numéricas. Alguns historiadores (Faria, Berutti e Marques, 1998: 109) chegam a declarara que os espaços vazios entre os nós dos quipus representava o zero.

    mas não fala nada sobre colheita ou registro histórico e sim apenas de matémática e contabilidade geral:

    Há, contudo, interpretações que não se sustentam entre os demais historiadores. Para Moraes (1998: 41) o quipu era uma espécie de elaborada calculadora manual feita de cordões coloridos e nós.

    Os quipus Incaicos possuíam suas características qualitativas pelo uso de cada cordão horizontal e vertical. Os cordões horizontais representavam grupos contábeis, cuja finalidade era o registro de fenômenos de mesma natureza, como por exemplo, a cobrança de tributos, os estoques, os recenseamentos, etc. Os cordões verticais, cada um de cor diferente, representavam as contas contábeis propriamente ditas. Cada cor correspondia a uma conta específica. Muitos historiadores contam que, muito provavelmente, os fios brancos correspondiam à lã dos Lhamas, os amarelos ao milho, os dourados ao ouro, e assim por diante. Do ponto de vista quantitativo os quipus informavam, com precisão, as quantidades envolvidas no registro através das torções dos nós e suas posições nos cordões verticais.

    encontre mais detalhes em
    [DOC] CÓDIGO E ARTE: http://www.ufpa.br/npadc/gemaz/textos/artigoss/incas.doc
    Civilização Inca

    http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/civilizacao-inca/civilizacao-inca1.php

    Agricola e Pecuaria: Julho 2008

    http://www.agricolaepecuaria.com.br/2008_07_01_archive.html

    Até logo – Sizenando

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  24. Esqueci de dizer acima que sou estudante de História, estou no 3° periodo e estou sempre precisando esclarecer minhas dúvidas … dúvidas de uma cabeça que as vezes esquece de pensar com isenção ou seja tenho uma cabeça conteporanêa… e acima de tudo preciso aprender a aprender para ensinar bem… abraços e perdoe-me as perguntas se estas parecerem muito óbvias….Ah! e muito obrigado celeste

    Resposta.

    Olá Celste.

    Não sou prof. de História, nem estudei o assunto em geral, mas sobre este assunto em particular li vários textos em diversas partes, devido ao interesse pela falsidade do descobrimento da América, porque pelo que podemos provar agora, nem América e nem Brasil foram descobertos e sim invadidos e colonizados apenas como exploração, um detalhe claro em relação à carta de Pero vaz de Caminha ao Rei de Portugal.

    Ele sugeriu que se enviasse apenas dois Padres bons que se converteria todos os índios, estes Padres nunca foram enviados, demonstrando que ninguém tinha interesse em continuar por aqui e somente de roubar o que se podia carregar, mas 45 anos depois é que a coisa mudou de figura e o interesse passou a ser mesmo morar nesta terra onde mana leite e mel.

    Obrigado.

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  25. Adorei o texto e´principalmente o contexto bem articulado ou seja “amarrado”, algumas pessoas teem facilidade com termos e leituras desconexas eu , porém prefiro uma história bem redonda…. sou ávida por fatos, datas etc… Também sei Que a História não é linear, mas procuro sempre buscar suporte para determinados fatos ou acontecimentos buscando raciocinar de forma lógica.
    Senti falta somente de um aspecto … como se deu a passagem para a nobreza hereditária/hierarquica por conta da expansão espanhola nas Américas?
    Já busquei em vários sites e ainda não compreendi…. se vc puder me esclarecer ficarei muito grata… atenciosamente Celeste

    Resposta
    Olá Celeste
    Obrigado, este texto não é meu, encontrei-o em um blog de existência curta, que foi apagado, mas depois descobri que medade dele faz parte de http://www.klickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,POR-1376-,00.html que só é assessado por quem tem código de socio, esta aí também disponibilizado um link para uma página bem mais completa sobre o tema, estes dois aí são bem resumidos.

    Mas não me lembro de ter lido nele “nobreza hereditária/hierarquica “, este texto aí é sobre a colonização, já este outro assunto, me parece que já é bem depois, como estruturação da civilização espanhola, já não saberia eu onde encontrar tal assunto.

    Obrigado.

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  26. eu adorei esse site achei tudi q estava procurando
    bj

    Obrigadoooo !!!!

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  27. [...] e… em Apocalipto, Filme de Mel Gibso…Patricia de Aguiar M… em Sobre Mim.Civilizações precolo… em Pentecostes a Festa do Espírit…presentepravoce em Um testemunho do poder [...]

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  28. aulas de hisótias prof geyssa

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  29. história dos astecas aulas geysa

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  30. Meu caro e desconhecido amigo,sou advogado,jornalista estudante do curso de história,parabens por sua publicação.

    =====
    Resposta
    =====

    Caro amigo José, escrevi alguns textos sobre este assunto e publiquei, vi que o interesse por este assunto era crescente e quase tudo que eu encotrava estava escrito em Espanhol, afinal de contas estes povos estão na area que foi ocupada pelos Espanhois na América.
    Estava preparando um resumo, traduzindo alguns textos para o Português quando encontrei este prontinho num Blog recem criado, que aparentemente tinha sido copiado de um outro lugar e que a pessoa o havia copiado somente para experimentar como se postava um texto no Blog, porém não havia nenhuma indicação de sua autoria e depois não encontrei mais o texto onde o havia encontrado, creio que tenha sido retirado do ar.
    Encontrei um outro site bem mais completo, porém bem mais longo para um Blog, até o sito e indico o caminho para ele, mas são poucas pessoas que o buscam, na verdade todos preferem este post bem mais resumido e prático.
    Continuo procurando o autor deste texto para poder citá-lo e devolver-lhe o mérito de seu excelente trabalho.
    Na verdade, também trabalhei um pouquinho no post, na formatação e distribuição dos paragrafos, porque o texto original era um bloco só de cima abaixo, por isso eu acho que era uma cópia onde se perdeu toda a formatação do texto original.

    Descobri de onde os textos foram retirados:

    Na verdade são dois textos distintos sobre o mesmo assunto.

    o primeiro:
    Enviado por: marciobmmorais (1720)
    Publicado em: 11/09/05 13:49hs.

    http://tutomania.com.br/saiba-mais/quem-foram-os-incas-os-maias-e-os-astecas#conteudo

    Visualizações: 5157 até 10/10/08

    o Texto abaixo está disponível em:

    http://www.klickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,POR-1376-,00.html

    Este texto está disponível, mas é preciso se cadastrar no site, por isso não é encontrado nas buscas pela net e também não indica o nome do Autor.

    Já inclui estes dados no Post, indicando a autoria dos mesmos.

    Obrigado

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  31. um trabalho muito interessante de várias civilizações pré-colombianas muito legal!!!!

    =======
    Resposta
    =======

    Olá Rodrigo
    Seja bem vindo

    Na verdade este tema foi crescendo a partir da reflexão sobre o Apocalypto de Mel Gibsom.
    Incrivel, todos criticam o filme, mais ficam fascinados pela civilização Maya e procuram conhecê-las mais.

    Sabemos que quando os Espanhois conquistaram a América do Norte, simplesmente queimaram toda a cultura e religiosidade daquele povo, que foi considerada uma influência maligna, já que se matavam uns aos outros sem a menor piedade, e isto é contra o nosso Cristianismo.

    Haviam muitos livros, sobre a cultura, o conhecimento matemático e arquitetônico, agricultura, religioso, histórico e etc. tudo se perdeu na fogueira, hoje o mundo lamenta esta perda, porque morrem de curiosidade sobre o conhecimento perdido e não podem adivinhar como conseguiam fazer coisas que não conseguimos até hoje.

    Dentre todos os livros queimados, foram salvos quatro, por pessoas que os esconderam e que depois os venderam na Europa onde ficaram mais de 2 seculos simplesmente recebendo poeira nas prateleiras, até que resolveram estudá-los e compreendê-los.

    Hoje divulgam previsões profêticas sobre o fim do mundo relatadas nestes livros, previsões muito subjetivas e aleatórias mas que coincidem com outras profecias do mesmo tipo em outras religiões inclusive a Cristã. A diferença é que Jesus não marcou o dia e a hora que retornaria, já os Mayas finalizaram suas profecias em um dia exato, não tendo nada mais a dizer além desta data 21/12/2008.

    Será que o tal livro realmente terminaria nesta data ou haveria uma continuação que foi queimada ? ou talvez não haviam ainda escrito a continuação ? Quem pode saber agora depois de 500 anos que a fogueira queimou todos os segredos de uma Civilização totalmente desconhecida e agora tão “Misteriosa”.

    Muita coisa ainda pode ser revelada, porque a cada dia se abre um tumulo com artefatos que contém parte da história deste povo, tanto Maias como Astecas ou os Incas que viviam na América do Sul.

    Hoje já se sabe que foi uma grande perda para a humanidade queimar uma história que poderia ser muito útil hoje, ou será que seria mesmo a nossa destruição ?

    É um Mistério, estou preparando outro post sobre este assunto em breve.

    Obrigado pela visita.

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  32. VALEU

    Me Ajudo Muito No Meu Trabalho De Historia………

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  33. Gostei vai ajudar muito pra pesquisa do meu trabalho
    VALEU ADOREI O SITE
    BEIJOS

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  34. amei esse site

    ++++++
    Olá Jose Deyvson
    Obrigado por seu elogio, espero que seja cinsero, pois,
    Não poderia dizer o mesmo a respeito de sua merchandising, afinal de contas não aprovo o uso de bebidas alcoolicas, não viste aí do lado o Link de uma chácara de recuperação de dependentes quimicos, e voce vem colocando um link aqui propagando justamente o contrário, não lhe culpo por este erro, espero que voce seja apenas um contratado via e_mail para sair por aí colando links em blog’s alheios, de qualquer forma gostaria de lhe desejar que Deus lhe arrume um outro serviço o mais rápido possível, para que você fique livre deste vício de uma véz por todas.

    Que Deus te abençoe.

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