Porta do Céu.



Maria Porta do Céu.





Porta do Céu

Fábio de Melo

Se a dor te toma por demais
Se o mundo não te crê jamais
Sabe, pois, que há alguém por ti
Orando, intercedendo, há sim!
Puro esplendor e amor de mãe
Sacrário vivo de Deus Pai
Em ti Maria eu encontrei
A vida que pra mim eu quis

Imaginei como seria o paraíso de Jesus
Com paz e harmonia em nossos corações
Pra sempre então seria eterno em louvor
Aquele que um dia veio e nos salvou

Ó Mãe santíssima, me leva a Deus
E para sempre exultarei com cantos
Hinos de louvor, buscando a salvação
E nessa hora em que eu te rogo aqui
Dentro em meu peito está vontade
De te conhecer, Maria tu que és porta do céu .

Compositores: Helano Souza



Oração a Maria, porta do céu!

Ó Maria, Mãe e Virgem e Porta do Céu,
Por ti nos veio a salvação,
E toda a graça flui para nós por Tuas mãos,
E apenas a fiel imitação de Ti me santificará.

[Diário 161]. ”
Ad Jesum per Mariam”!
– A Jesus por Maria.





Frases de Padre Fábio de Melo.


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Frases de Padre Fábio de Melo.



20 FRASES DO PADRE FABIO DE MELO



Pura sabedoria e amor!!

Veja:




1. Palavras erradas costumam machucar para o resto da vida, já o silêncio certo pode ser a resposta de muitas perguntas…

2. Eu só posso estar na vida do outro para fazer o bem, para acrescentar, caso contrário, eu sou perfeitamente dispensável.

3. Quem me julga pelas aparências corre o risco de nunca ver verdadeiramente o meu coração.

4. Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes.

5. Quanto maior a armadura, mais frágil é o ser que a habita…



6. Você é quem decide o que vai ser eterno em você, no seu coração. Deus nos dá o dom de eternizar em nós o que vale a pena, e esquecer definitivamente aquilo que não vale…

7. O que as pessoas pensam a meu respeito, só diz respeito à elas!



8. Só dê ouvidos a quem te ama. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. O que te salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a teu respeito.

9. Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.

10. Toda forma de saber nasce de um não saber.



11. Erros nos preparam para a vida…

12. Por que nós estamos tão sequestrados por essa ideia de que a gente só tem que prestar atenção no que perdemos? Quem presta atenção demais naquilo que perdeu, corre o risco de não ver o que está ganhando hoje!

13. Tem dia que põe virgula, tem dia que põe reticências, tem dia que põe ponto final e tem dia que tem a necessidade de virar a página.

14. Não diga as coisas com pressa. Mais vale um silêncio certo que uma palavra errada!

15. Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós,será plantação que poderá ser vista de longe…



16. Você sabe que alguém te ama não pelo que ele fala, mas pelo o que faz. O amor não sobrevive de teorias.

17. Não entendo a tristeza como ausência de felicidade. Acho que elas coexistem. Somos felizes e tristes. Felizes porque tentamos entender a nossa missão. Tristes porque assim tem de ser. A tristeza nos empresta respeito ao outro e percepção mais aguçada da dor. Talvez tristeza seja ausência de alegria, de riso fácil, não de felicidade.

18. A beleza da vida se multiplica cada vez
Que a gente partilha com alguém que a gente ama.
Se você quiser multiplicar a vida
Você precisa dividi-la.

19. Demore na dúvida… E descubra a sabedoria que insiste em se esconder na ausência de palavras.

20. Realidades comuns nos nossos dias, em que as pessoas se tornam incapazes de romper com as forças que as destroem. Perdem o amor próprio, deixam de olhar o que amam; desamparam-se aos poucos até perder o senso de direção.





VIDA





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Sentindo a Presença de Deus!



Arrepios, calor nas mãos e no coração, aumento da pulsação cardíaca, tremor nas pernas e mãos, Língua trêmula, leveza no corpo e na alma, repouso no Espírito e outras manifestações que causam apreensões e duvidas na maioria das pessoas que as sentem pela primeira vez.

O que poderia significar essas sensações?

E quando se relacionam com momentos de Oração?


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Religião:

O objetivo de qualquer RELIGIÃO (*) é ligar o homem a Deus ou seja, refazer a amizade perdida e reunir a criatura com seu criador causando o efeito inverso do  episódio narrado a respeito do pecado de Adão e Eva quando foram expulsos do paraíso que causou o afastamento do Homem de Deus como sua consequência principal.

Assim sendo, o objetivo primordial da Igreja é levar o homem a ter uma comunhão com Deus restabelecendo o relacionamento de Pai e filho que foi quebrado como efeito do pecado, sendo que precisamos compreender que Deus não está longe de nós, mas pode ser alcançado por todo aquele que o busca. (“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” “Jeremias 29,13”)

Deus se revela como uma pessoa, revela seu filho como uma pessoa visível e presente junto de nós e comprova que o Espírito Santo também é uma pessoa e também estaria presente no meio de seu povo, é estranho porém não reconhecer que esse Deus “PESSOA” não poderia ser tocado ou ouvido, visto ou sentido, saboreado ou experimentado!   Se somos pessoas sensíveis, logo seria mais do que normal sentir o toque da pessoa que está ao nosso lado, se assim não fosse, certamente iremos interpretar que realmente não existe ninguém do nosso lado.   A Fé nos garante que os nossos sentimentos não nos enganam e que realmente podemos experimentar a presença Real de Jesus no meio de Nós quando nos reunimos em seu nome em ADORAÇÃO.

Perguntas: ???

Muitas pessoas procuram respostas e conhecimento sobre sensações que se afloram nos momentos de louvor, adoração, oração e até mesmo durante uma pregação da palavra quando estamos reunidos em nome de Jesus na Igreja ou fora dela.   

É muito comum entre nós, principalmente entre aqueles que já estão a mais tempo na atividade da pregação ou ministrando louvor em encontros e grupos de oração dizer que “ARREPIAMOS” quando acontece um forte impacto na pregação ou um bom momento de louvor em que uma música bem ministrada causa um clima de proximidade e ação de Deus entre nós, as vezes pode parecer uma simples brincadeira, mas dizemos assim porque a sensação de arrepiar ou sentir um bom momento de oração se manifesta em todos nós e não apenas naqueles que procuram saber suas causas e efeitos.  Estes sentimentos humanos também se manifestam naqueles que ficam em silêncio, porque já estão acostumados ou porque se assustam e preferem negar suas emoções e sentimentos humanos.

A negativa e a tentativa de amortizar a evidência dessas sensações é muito comum entre nós e principalmente nas vertentes mais tradicionalistas da Igreja que criticam o lado “Pentecostal” que dá mais ênfase às moções do Espírito Santo entre nós.    Esta vertente tradicionalista diz que as emoções são causadas pelos ministrantes, ou seja, são provocadas intencionalmente nas pessoas que estão presentes por ações psicológicas, porém podemos dizer que as emoções estão presentes em todos os seres humanos e o que as aflora em nossa pele não é a vontade de outra pessoa externa e sim a reação de nosso próprio ser interior, de nossa alma e de nosso espírito humano.


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Os Cinco Sentidos:


Estudamos na escola que o corpo humano possui cinco sentidos que são eles; Audição, Tato, Paladar, Olfato e Visão. mas a sensibilidade do corpo humano não se resume apenas a estes 5 sentidos por isso há quem acrescente também um 6º sentido espiritual relacionado as sensações não ligadas ao corpo.   Muitas reações de nosso corpo físico não são justificadas por esses cinco sentidos carnais, um arrepio pode ser causado por uma brisa fria, mas pode ser causado também pelo toque de alguém que se ama e a simples proximidade desta pessoa pode lhe causar muitas emoções e sensações.  Assim podemos justificar também um toque de Deus em nossa alma e espírito.   Mesmo que Deus não esteja materializado do meu lado Ele te ama e quer que você saiba disso, pois bem, sabemos que Deus é Espírito e seu toque não ocorre no corpo físico e sim no corpo espiritual, porém esse toque de Deus causa uma reação tanto na alma como também externamente em nosso corpo físico.

As emoções fazem parte do ser humano “Completo” (corpo, alma e espírito) e não se pode separar a alma do corpo a não ser pela morte física.   Estas emoções estão presentes em nossa vida em todas as situações, a sensação de alegria e felicidade se manifestam quando nos sentimos bem, fato que geralmente acontece quando nos aproximamos mais de Deus e confiamos em seu amor e por assim dizer quando um momento de louvor eleva a nossa alma e nosso espírito à um estágio de sensação agradável de estar na presença de Deus. Normalmente as nossas emoções se afloram automaticamente sem ser necessário a intervenção de uma outra pessoa, neste caso reconhecemos que a função de um bom ministro de louvor seria exatamente elevar o nível de proximidade entre Deus e as pessoas presentes.   Quando isso ocorre com perfeição os corações se abrem e Deus pode agir com liberdade no publico presente e neste caso cada pessoa em particular poderá ter uma sensação diferente; tem aqueles que apenas sentem um leve toque de Deus, tem aqueles que são profundamente tocados e tem aqueles que nada sentem sem se referir àqueles que fogem da presença de Deus que apesar de ser uma minoria devemos confessar que elas existem de fato já que uma pessoa com histórico de possessão não consegue permanecer em um ambiente em que Deus é exaltado e louvado.


Arrepio é uma sensação do corpo:


arrepio[1]


Os seres humanos sentem arrepio quando estão com frio, com medo, com raiva, quando sentem admiração por alguém, quando se aproximam ou sentem a aproximação de alguém. . Muitas outras criaturas também sentem arrepios pela mesma razão, é por isso que um gato ou um cão ficam de cabelos em pé e os espinhos de um porco-espinho levantam abruptamente quando se sentem ameaçados. Os pelos se arrepiam, como uma defesa do corpo em resposta ao medo, para aparentarmos maiores e assustarmos os ‘inimigos’. Isso se vivêssemos em condições selvagens, como os demais animais. Os arrepios não tem mais essas funções em nós, por vivermos com roupas e não precisarmos ‘parecer maiores’, pois não temos predadores naturais. Porém essa sensibilidade possui outras razões externas e internas ao corpo, na sexualidade ou apenas pelo amor alguém pode arrepiar o corpo todo apenas por um toque ou ao sentir a proximidade de alguém, que pode ser negativa trazendo uma sensação ruim ou totalmente positiva quando nos dá uma sensação gostosa.


Fato: (São João 3,19) – Nicodemos vai falar com Jesus.


nicodemos-e-jesusOra, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. 20. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.


EU QUERO VER O SENHOR DEUS!


No passado muitas pessoas desejaram “VER” a Deus, (Tem que ver para crer) uma dessas pessoas foi Moisés que como diz a escritura bíblica foi o único ser humano que mais se aproximou desse objetivo a ponto de estar escrito que “Moisés falava com Deus Face a Face”, porém as traduções deixam bem claro que este “face a face” não se referia a “frente a frente fisicamente” e sim a um diálogo franco, aberto e sem segredos como dois amigos se relacionam, seria mais uma questão de intimidade do que de visibilidade, esta verdade fica evidente quando o mesmo Moisés pede ao Senhor para vê-lo.  

Está escrito: “Ninguém jamais viu a Deus (S. João 1,18)”, nem mesmo Moisés que tinha a maior intimidade com Ele e lhe foi permitido apenas contemplar a sua glória através da fenda de uma rocha.

São João ao escrever esta frase se referia exatamente ao fato de que aquele Deus invisível que jamais foi contemplado por um ser humano anteriormente agora poderia ser sentido, ouvido, visto, tocado e para completar os cinco sentidos do corpo humano poderia até ser saboreado como VINHO NOVO e o verdadeiro pão do Céu, completando-se assim o sentido da frase “SER CONHECIDO PLENAMENTE” “Face a Face”.    Esta revelação Divina acontece através da encarnação de Jesus e a sua presença viva nesta terra, porém os filhos escolhidos de Deus não o reconheceram e tudo culminou na eliminação deste filho tão amado do Pai que muito mais do que uma morte na cruz significou a rejeição pessoal daquele povo escolhido.   Não receberam o seu Deus em seu meio e em seus corações, não experimentaram verdadeiramente aquilo que Moisés havia experimentado em se mais alto sentido. 

Jesus se refere a este fato falando a Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu”. (S. João 3,13)”, depois a Felipe “Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai ?” (S. João 14,9) e por ultimo a São Tomé dizendo “ bem-aventurados os que não viram e creram.(S. João 20)” se referindo ainda ao fato de que: (S. Lucas 10,24). “pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.”


“Bem aventurados os que não viram e creram!.” (São João 20,29)


Jesus é o Deus encarnado, aquele mesmo Deus criador do céu e da terra que Moisés desejou ver e não viu, Jesus desceu de seu trono e se fez homem como nós.   Sem deixar de ser Deus caminhou entre nós e manifestou o seu poder para que todos pudessem reconhecê-lo como o verdadeiro Deus e apesar de que muitas pessoas não acreditaram nesta possibilidade o tendo apenas como um Profeta enviado por Deus os seus amigos mais próximos (Discípulos) confessaram verbalmente (São Pedro – Tu és o cristo) que Jesus Cristo era realmente o Messias enviado por Deus, porém a missão de Jesus na terra tinha o seu tempo programado e apesar de ter que voltar para o Pai deixaria em seu lugar outra pessoa que da mesma forma que Ele seria o nosso apoio e sustentáculo, seria aquele que permaneceria conosco até o fim dos tempos.   Esta pessoa que conhecemos como: “ O Paráclito” ou seja o Espírito Santo de Deus conforme fora prometido no passado estaria presente no meio de nós, porém as pessoas podem dizer que não o vêem e nem o reconhecem, mas a sua presença é sensível e audível e pode até ser visível, Ele se faz ouvir e se faz ser percebido através de sua unção ou de seu toque, assim como toda sensibilidade humana ela ocorre através de nossas emoções e sentidos da carne, mas podem ser facilmente percebidos, discernidos e separados de outros meros sentimentos humanos relacionados os 5 sentidos da carne.   Não se esqueça que o Espírito Santo também é uma pessoa e como toda pessoa pode ser percebido assim como Jesus foi reconhecido em nosso meio por muitas pessoas e apesar de todos os seus milagres muitos também preferiram negar a sua presença e até os dias de hoje preferem dizer que o Messias não veio ainda a esta terra.

Quando Jesus foi batizado, o Espírito Santo desceu de maneira visível sobre Ele em forma de uma pomba branca e se ouviu a voz de Deus confirmando esta visão, da mesma forma, no dia de Pentecostes o Espírito Santo se manifestou como um vento impetuoso e desceu sobre cada um deles de maneira visível em forma de uma chama ardente.   Estes são sinais visíveis e audíveis sem levar em consideração os sinais sensíveis da presença do Espírito Santo entre nós.


Testemunho dos dois Discípulos de Emaus:

(São Lucas 24, 32) “Diziam então um para o outro: Não se nos ABRASAVA o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”

Esta frase pode ser traduzida por aumento na pulsação e calor no peito, outros sinais podem ter acorrido mesmo que não foram citados no texto.


E Seus olhos se abriram ao Partir do Pão.

Jesus partindo o Pão com os Discípulos de Emaús.


Podemos dizer então que nos dias atuais o Espírito Santo como um bom hóspede da alma prefere se manifestar mais discretamente e como Ele está dentro de nosso ser a nossa sensibilidade é sempre pessoal, ou seja, se Deus age em você, dentro de seu coração será evidente que não aparecerá um sinal visível externamente e sim um sensação interna em seu corpo como descreveram os Discípulos de Emaús.

Cuidados com o Discernimento:

Há pessoas que contestam essas sensações e de tanto falar que é errado sentir calor ou arrepio porque são meras sensações humanas as pessoas acabam ficando insensíveis ao Espírito Santo, pois o confundem com emoções humanas e não lhe dão mais crédito.

Existem também aqueles que acham que se não sentirem um arrepio, um calor, um tremor é porque o Espírito Santo não se manifestou, mas isso não é verdade e precisamos saber que Deus estará sempre presente independentemente de nossas sensações. (*) outro Post específico.

Levamos também em consideração que quanto mais presentes estivermos na graça menos sensível ela se tornará, não porque ela deixará de agir, mas porque já estaremos mergulhados em sua presença constantemente.   Quando alguém entra em uma piscina de água fria ele sentirá um arrepio subindo pelo corpo, mas se ele estiver dentro desta água a algum tempo já não sentirá mais este arrepio, da mesma forma acontece conosco e por isso as nossas sensações tendem a diminuir com o nosso tempo de caminhada e só sentiremos algo a mais quando o nível de presença de Deus exceder as nossas expectativas e assim podemos mais uma vez experimentar as sensações do primeiro amor.

Outras considerações sobre o tema:

Êxtase: literalmente quer dizer arrebatar-se, desprender-se subitamente, sair de si, elevar-se.  (sit. Wilkpédia). O sentido da palavra porém tem se ampliado para outras formas de arrebatamento, mas no nosso caso basta saber que seria atingir o alvo primordial do espírito humano ao entrar em oração cujo cerne se concentra em estar em plena comunhão com Deus.


O Repouso no Espírito: Veja os Post’s sobre o tema.

Unção do Espírito: Alguns sinais da unção do Espírito Santo.


Fruto_do_Espirito Alimento_Espiritual_Autêntico
Experiência_com_Deus Aspirais_aos_Dons_Espirituais Vem_Espirito

 

Nossa Senhora na Vida da Família.


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Palestra:


  MARIA   NOSSA FAMÍLIA MISSÃO:
Vocação E A Nossa Vocação?  Ter fé
Espiritualidade E A nossa Vivência da fé? Viver a fé
Solidariedade  Como exercemos o amor? Expandir a fé
Discipulado  Somos discípulos? Profética
Família Sagrada   Em que nos espelhamos? Sacerdotal
Ma.–Rainha da Família  Devoção: amar Real-Pastoral

ABERTURA


Falar em Maria e seu envolvimento com a família é algo muito especial.Cada ação que conhecemos da nossa querida Mãe é um ensinamento. São exemplos perfeitos sobre os quais devemos refletir mais para podermos conduzir melhor nossas famílias.

A nossa devoção a Ela se baseia no amor. E amar a Maria é fazer o que Ela deseja e evitar o que lhe desagrada. Quem ama se volta para a pessoa amada, alegra-se e está disposto a tudo por quem ama. E amar Maria faz com que cresçamos na humildade e na confiança em Deus.


ANUNCIACION DE MARIA


  1. O MISTÉRIO DA ANUNCIAÇÃO

Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”(Lc.1,38). Partindo do “SIM” confiante de Maria, relativamente à encarnação de Jesus Cristo, contemplamos o mistério da Anunciação, um dos mais importantes da nossa fé.

“Não temas Maria, pois encontrastes graças diante de Deus!” Juntamente com a anunciação, queremos lembrar, também, o mistério divino e humano, que é a nossa vocação. Eis o elemento essencial da vocação, não temer, seja para o sacerdócio, para a vida, para uma missão, para uma profissão, para o matrimônio, ou para a maternidade, porque o temor que sempre acompanha o ser humano precisa ser superado, e nisto seremos ajudados como aconteceu com Maria.


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  1.  FÉ E ESPIRITUALIDADE 

Seguindo os passos de Maria na visita a sua prima Isabel, percebemos o modo de sua espiritualidade rica e prática. É sentimento puro e verdadeiro. É algo que vem de Deus.

Com essa espiritualidade, a pessoa se torna sensível, positiva, otimista, encantadora, hospitaleira e ama incondicionalmente. Sai de si, vai ao encontro, provoca o encontro.

 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E com grande grito exclamou:

Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar. Bem aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu”.

Assim falou Isabel, respondendo a saudação de Maria. São palavras inspiradas pelo Espírito Santo (Lc 1,41) e focalizam a virtude principal de Maria: A FÉ, vivida numa profunda espiritualidade.

 A situação de mãe não beneficiaria em nada se não tivesse gerado Cristo no coração mais que no corpo. Não era fácil acreditar que Deus pudesse assumir a forma humana e morar entre nós(Jo.1,14). Maria acreditou neste projeto de Deus, que parecia impossível.

Nós, casais cristãos, também somos chamados para a mesma atitude de fé que leve a olhar, corajosamente, além das possibilidades e limites humanos. E que a exemplo de Maria, tenhamos sempre uma fé forte e solidificada.

Naquela visita, da parte de Maria, ocorre a exaltação do belo cântico conhecido como Magnificat. (Lc. 1,39-56). “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador; porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão Bem – aventurada, porque me fez grandes coisas o Poderoso; E Santo é o Seu Nome. E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem. Com o seu braço agiu valorosamente. Dissipou os soberbos no pensamento dos seus corações. Depôs do trono os poderosos, e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu vazio os ricos. Auxiliou a Israel, seu servo, recordando-se de sua misericórdia, como falou a nossos pais, para com Abraão e sua posteridade, para sempre.”

 Com o Magnificat Maria mostra que tinha uma verdadeira e bela espiritualidade. A consciência social de Maria é impressionante. Ela sabia que “Deus ouve os gemidos dos humilhados e os temores dos angustiados”. Para ela, tais pessoas serão exaltadas em tempo oportuno, enquanto os poderosos serão derrubados do seu trono.

 Os que pisam e oprimem perderão seu domínio. Não se sustentarão.Maria é consciente das injustiças humanas, mas não instiga a violência, não encoraja o ser humano a fazer justiça com as próprias mãos. Ela entrega essa tarefa a Deus.

A mulher que iria educar o filho que se tornaria uma fonte de luz para os povos não podia ter uma espiritualidade dogmática, radical, rígida. Era uma religiosidade diferente da religiosidade de sua época, inclusive de espiritualidades de gerações futuras.

Na grande experiência de Maria vale a sensação de doação, da compreensão, da oração, até do martírio. Não tem espaço para o egoísmo, para ao individualismo, para o relativismo, para os interesses pessoais, que são chagas destruidoras da harmonia familiar nos tempos atuais.

 Maria nos mostra os alicerces de uma autêntica espiritualidade libertadora, dentro dos valores do evangelho. Numa vida conjugal que respeita, que é sensível, que é fiel, que perdoa, onde existe o diálogo, a oração, a meditação,  a reflexão sobre a palavra de Deus, a comunhão de vida totalmente tomada pelo amor  incondicional.

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3. MARIA – MODELO DE AMOR E SOLIDARIEDADE

O comportamento de Maria na festa de casamento de Caná da Galiléia, quando ela se preocupou com a família dos noivos com a falta de vinho, e, ao procurar seu filho Jesus, provoca a ocorrência do primeiro milagre, a transformação de água em vinho, quando determina: ”Fazei tudo o que Ele vos mandar”, nos diz muito.

Bem como já vimos na visita a Isabel, porque ela estava grávida de seis meses e precisava de ajuda, vem nos mostrar que da fé e da esperança nasce o amor para com o próximo. Toda a existência humana tem seu valor pela qualidade deste amor.

Maria é nosso modelo na solidariedade que deve nos comprometer no engajamento em favor do próximo, seja envolvendo familiares, vizinhos, amigos e todos os que passam necessidades, pois a caridade não tem limites


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  1.  MARIA – PRIMEIRA DISCÍPULA DE JESUS

Na vida de Maria em plena obediência ao plano de Deus, conforme ela mesma falou: “Faça-se  em mim conforme a tua palavra”, Maria apresenta-se como a primeira discípula, a primeira seguidora de Cristo.

O próprio Jesus confirma isto quando é informado da presença de sua mãe e outros parentes que estão a sua procura. Ele exclama: Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos, e Ele mesmo responde: Todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.(Mt.12, 46-50). Quem mais do que Maria fez a vontade do Pai?

Outra passagem contida em Lucas cap. 11, 27-28, apresenta uma mulher que diz em alta voz: “Feliz o ventre que te carregou, e os seios que te amamentaram”. Ao que Jesus responde: “Mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”. Quem mais do que Maria ouviu a Palavra de Deus e a pôs em prática?

Certamente não foi fácil para Maria ser Discípula de Jesus. Basta pensar que este caminho passa pela morte do Calvário. E Maria acompanhou seu Filho no caminho do Gólgota, e esteve como Mãe dolorosa, junto a Ele ao pé de sua cruz.

Estava certo Simeão quando afirmou a Maria no Templo quando da consagração de Jesus no Templo em Jerusalém: “Eis que este menino vai ser causa de queda e elevação de muitos em Israel. Ele será sinal de contradição. Quanto a você, Maria, uma espada há de atravessar-lhe a alma (Lc.2,34-35).


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  1.  A SAGRADA FAMÍLIA E A NOSSA FAMÍLIA

A sagrada família é proposta pela Igreja como modelo de toda família cristã. Primeiramente, pela supremacia de Deus profundamente reconhecida na casa de Nazaré.

Deus está sempre em primeiro lugar, tudo lhe é subordinado! O sofrimento é abraçado com profundo espírito de fé. Vêem em cada circunstância a manifestação de um plano divino, embora muitas vezes envolto em mistério.

Quando a vida de uma família é inspirada em semelhantes princípios, tudo corre em perfeita ordem. A obediência a Deus e às suas leis leva os filhos a honrarem os pais, estes a amarem-se e compreenderem-se mutuamente e a quererem bem aos filhos, educando-os em um clima de amor e confiança.

 O Evangelho põe em relevo a inconfundível fisionomia espiritual da Sagrada Família. Maria e José ao apresentarem Jesus no Templo, mais do que cumprir uma formalidade segundo a lei judaica, renovaram a Deus a oferta de sua submissão.

Em nossos dias são muitos os fatores que condicionam a vida familiar, podendo eventualmente distorcer a educação e formação dos filhos.Vemos o materialismo que tenta afogar a fé, tornando ídolos o poder, o dinheiro e o prazer. Corrompendo as pessoas e destruindo progressivamente a fortaleza das famílias.

As famílias católicas são chamadas assim, a transmitir aos seus membros mais novos uma fé eclesial que os diferencie como cristãos católicos. Os casais têm, por isso, uma particular responsabilidade perante a Igreja.

 Responsabilidade cada vez mais difícil de levar a diante, num contexto social e cultural que promove a indiferença religiosa ou apresenta o ateísmo como atitudes “sensatas” e “esclarecidas”


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  1.  MARIA – RAINHA DA FAMÍLIA

Deus quis entrar na história por meio de uma família. Maria só pode ser considerada Rainha por que deu à luz o Rei dos reis. E a Virgem Maria, sendo a Mãe da Igreja, seja também a Mãe da “Igreja doméstica”.

 Ser Igreja-Família significa viver no lar as três grandes características do todo batizado: ser profeta, sacerdote e pastor.

Ser profeta no lar significa cultivar a Palavra de Deus. A Igreja-família lê, medita, partilha e pratica a palavra. Não basta ter devoção à Palavra, deixando a bíblia aberta em um Salmo qualquer. É preciso ler.

Ser Profeta no Lar é educar os filhos na fé. Os esposos prometem isso no dia do seu casamento. Não basta mandar os filhos para a catequese. É preciso, desde pequenos, ensinar-lhes as primeiras orações, levar o filho à Igreja, rezar em casa.

Ser Sacerdote no lar é torná-lo um lugar de orações.  Há momentos mais fortes de oração em família. A noite de Natal é um deles. Não basta trocar presentes. É preciso sentir Deus presente. Se a família é cristã, como o Natal pode ser pagão? Em algumas famílias a ceia de Natal em peru e árvore… Tem até Papai Noel. Nem sempre tem presépio e, pior, às vezes falta uma breve oração.

Em nossas casas se reza antes das refeições? E quando morre um familiar, o que se faz no velório? Famílias que são Igreja tiram um tempo para rezar algumas dezenas do Rosário.

Ser Pastor – Servidor no lar é tornar a Igreja Família num espaço da Pratica do Amor. Um espaço da prática do serviço entre seus membros. Pai e mãe são pastores deste pequeno rebanho. A primeira e principal Pastoral de todo marido e mulher é em sua própria casa.    

Ser profeta – significa cultivar a palavra de Deus no Lar – Educar os filhos na fé;

Ser sacerdote –  torna o lar local de orações – diariamente e momentos fortes;

Ser pastor –  torna o lar local de amor e serviço – primeira pastoral

Fonte: Severino Alves

http://severinoalves.blogspot.com.br/

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OUTRAS INDICAÇÕES:


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Um desafio de Fé!


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Quem aceitará este desafio ?

Era um grande desafio participar da ultima aula do Professor de filosofia.

Este fato aconteceu na Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos da América a apenas alguns anos atrás.

Havia um professor de filosofia que era um ateu convicto.

Sua meta principal sempre foi tomar um semestre inteiro para provar que DEUS não existia.

Os estudantes sempre tinham medo de argüi-lo por causa da sua lógica implacável.

Por 20 anos ensinou e mostrou que jamais haveria alguém que ousasse contrariá-lo, embora, às vezes surgisse alguém que o tentasse, nunca o venciam.

No final de todo semestre, no último dia, fazia a mesma pergunta à sua classe de 300 alunos:

– Se há alguém aqui que ainda acredita em Jesus, que fique de pé!

Em 20 anos ninguém ousou levantar-se.

Sabiam o que o professor faria em seguida. Diria:

– Porque qualquer um que acredita em Deus é um tolo! Se Deus existe impediria que este giz caísse ao chão e se quebrasse.

Esta simples questão provaria que Ele existe, mas, não pode fazer isso!

E todos os anos soltava o giz, que caia ao chão partindo-se em pedaços.

E todos os estudantes apenas ficavam quietos, vendo a DEMONSTRAÇÃO.

A maioria dos alunos pensavam que Deus poderia não existir. Certamente, havia alguns cristãos mas, todos tiveram muito medo de ficar de pé.

Bem… há alguns anos chegou a vez de um jovem cristão que tinha ouvido sobre a fama daquele professor.

O jovem estava com medo, mas, por 3 meses daquele semestre orou todas as manhãs, pedindo que tivesse coragem de se levantar, não importando o que o professor dissesse ou o que a classe pensasse.

Nada do que dissessem abalaria sua fé… ao menos era seu desejo.

Finalmente o dia chegou.



Giz_na_mão


O professor disse a famosa frase:

– Se há alguém aqui que ainda acredita em Jesus, que fique de pé!

O professor e os 300 alunos viram, atônitos, o rapaz levantar-se no fundo da sala.

O professor gritou:

– Você é um TOLO!!! Se Deus existe impedirá que este giz caia ao chão e se quebre!

E começou a erguer o braço, quando o giz escorregou entre seus dedos, deslizou pela camisa, por uma das pernas da calça, correu sobre o sapato e ao tocar no chão simplesmente rolou, sem se quebrar.

O queixo do professor caiu enquanto seu olhar, assustado, seguia o giz rolando ao chão.

Quando o giz parou de rolar levantou a cabeça… encarou o jovem e… saiu apressadamente da sala. O rapaz caminhou firmemente para a frente de seus colegas e, por meia hora, compartilhou sua fé em Jesus.

Os 300 estudantes ouviram, silenciosamente, sobre o amor de Deus por todos e sobre seu poder através de Jesus.


O_Alpinista

Um teste de Fé

Veja o texto em Power Point



Teologia versus Ateísmo.


Uma Resposta Sábia da Teologia para a astúcia do ateísmo.


BENTO XVI e a sua grande sabedoria e impressionante lucidez em carta que escreveu como resposta ao matemático e ateu italiano Piergiorgio Odifreddi, que lhe dirigiu o livro “Caro Papa, escrevo-te”, no qual fala sobre a Igreja, Cristo, Bento XVI, ciência e o mal. 

É magistral como o Papa emérito o responde! Com palavras acertadas, mas sem nunca abandonar o bom trato. Bento XVI é daqueles que sabem revidar graves argumentos sem, contudo, perder a boa classe. Confiram:


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REUTERS/Osservatore Romano


Ilustríssimo Senhor Professor Odifreddi, (…) gostaria de lhe agradecer por ter tentado até o último detalhe se confrontar com o meu livro e, assim, com a minha fé; é exatamente isso, em grande parte, que eu havia intencionado com o meu discurso à Cúria Romana por ocasião do Natal de 2009. Devo agradecer também pelo modo leal como tratou o meu texto, buscando sinceramente prestar-lhe justiça.

O meu julgamento acerca do seu livro, no seu conjunto, porém, é em si mesmo bastante contrastante. Eu li algumas partes dele com prazer e proveito. Em outras partes, ao invés, me admirei com uma certa agressividade e com a imprudência da argumentação. (…)

Várias vezes, o senhor me aponta que a teologia seria ficção científica. A esse respeito, eu me admiro que o senhor, no entanto, considere o meu livro digno de uma discussão tão detalhada. Permita-me propor quatro pontos a respeito de tal questão:

1. É correto afirmar que “ciência”, no sentido mais estrito da palavra, só a matemática o é, enquanto eu aprendi com o senhor que, mesmo aqui, seria preciso distinguir ainda entre a aritmética e a geometria. Em todas as matérias específicas, a cientificidade, a cada vez, tem a sua própria forma, segundo a particularidade do seu objeto. O essencial é que ela aplique um método verificável, exclua a arbitrariedade e garanta a racionalidade nas respectivas modalidades diferentes.

2. O senhor deveria ao menos reconhecer que, no âmbito histórico e no do pensamento filosófico, a teologia produziu resultados duradouros.

3. Uma função importante da teologia é a de manter a religião ligada à razão, e a razão, à religião. Ambas as funções são de essencial importância para a humanidade. No meu diálogo com Habermas, mostrei que existem patologias da religião e – não menos perigosas – patologias da razão. Ambas precisam uma da outra, e mantê-las continuamente conectadas é uma importante tarefa da teologia.

4. A ficção científica existe, por outro lado, no âmbito de muitas ciências. Eu designaria o que o senhor expõe sobre as teorias acerca do início e do fim do mundo em Heisenberg, Schrödinger, etc., como ficção científica no bom sentido: são visões e antecipações para chegar a um verdadeiro conhecimento, mas são, justamente, apenas imaginações com as quais tentamos nos aproximar da realidade. Além disso, existe a ficção científica em grande estilo, exatamente dentro da teoria da evolução também. O gene egoísta de Richard Dawkins é um exemplo clássico de ficção científica. O grande Jacques Monod escreveu frases que ele mesmo deve ter inserido na sua obra seguramente apenas como ficção científica. Cito: “O surgimento dos vertebrados tetrápodes (…) justamente tem sua origem do fato de que um peixe primitivo ‘escolheu’ ir a explorar a terra, sobre a qual, porém, ele era incapaz de se deslocar, exceto saltitando desajeitadamente e criando, assim, como consequência de uma modificação do comportamento, a pressão seletiva graças à qual se desenvolveriam os membros robustos dos tetrápodes. Entre os descendentes desse audaz explorador, desse Magellan da evolução, alguns podem correr a uma velocidade de 70 quilômetros por hora…” (citado segundo a edição italiana de Il caso e la necessità, Milão, 2001, p. 117ss.).

Em todas as temáticas discutidas até agora, trata-se de um diálogo sério, para o qual eu – como já disse repetidamente – sou grato. As coisas são diferentes no capítulo sobre o sacerdote e a moral católica, e ainda diferentes nos capítulos sobre Jesus. Quanto ao que o senhor diz sobre o abuso moral de menores por parte de sacerdotes, eu só posso reconhecer – como o senhor sabe – com profunda consternação. Eu nunca tentei mascarar essas coisas. O fato de que o poder do mal penetra a tal ponto no mundo interior da fé é para nós um sofrimento que, por um lado, devemos suportar, enquanto, por outro, devemos, ao mesmo tempo, fazer todo o possível para que casos desse tipo não se repitam. Também não é motivo de conforto saber que, segundo as pesquisas dos sociólogos, a porcentagem dos sacerdotes réus desses crimes não é mais alta do que a presente em outras categorias profissionais semelhantes. Em todo caso, não se deveria apresentar ostensivamente esse desvio como se se tratasse de uma imundície específica do catolicismo.

Se não é lícito calar sobre o mal na Igreja, também não se deve silenciar, porém, sobre o grande rastro luminoso de bondade e de pureza, que a fé cristã traçou ao longo dos séculos. É preciso lembrar as figuras grandes e puras que a fé produziu – de Bento de Núrsia e a sua irmã Escolástica, Francisco e Clara de Assis, Teresa de Ávila e João da Cruz, aos grandes santos da caridade como Vicente de Paulo e Camilo de Lellis, até a Madre Teresa de Calcutá e as grandes e nobres figuras da Turim do século XIX. Também é verdade hoje que a fé leva muitas pessoas ao amor desinteressado, ao serviço pelos outros, à sinceridade e à justiça. (…)

O que o senhor diz sobre a figura de Jesus não é digno do seu nível científico. Se o senhor põe a questão como se, no fundo, não soubesse nada de Jesus e como se d’Ele, como figura histórica, nada fosse verificável, então eu só posso convidá-lo de modo decidido a tornar-se um pouco mais competente do ponto de vista histórico. Recomendo-lhe, para isso, sobretudo os quatro volumes que Martin Hengel (exegeta da Faculdade de Teologia Protestante de Tübingen) publicou juntamente com Maria Schwemer: é um exemplo excelente de precisão histórica e de amplíssima informação histórica. Diante disso, o que o senhor diz sobre Jesus é um falar imprudente que não deveria repetir. O fato de que na exegese também foram escritas muitas coisas de escassa seriedade é, infelizmente, um fato indiscutível. O seminário norte-americano sobre Jesus que o senhor cita nas páginas 105ss. só confirma mais uma vez o que Albert Schweitzer havia notado a respeito da Leben-Jesu-Forschung (Pesquisa sobre a vida de Jesus), isto é, que o chamado “Jesus histórico” é, em grande parte, o espelho das ideias dos autores. Tais formas mal sucedidas de trabalho histórico, porém, não comprometem, de fato, a importância da pesquisa histórica séria, que nos levou a conhecimentos verdadeiros e seguros sobre o anúncio e a figura de Jesus.

(…) Além disso, devo rejeitar com força a sua afirmação (p. 126) segundo a qual eu teria apresentado a exegese histórico-crítica como um instrumento do anticristo. Tratando o relato das tentações de Jesus, apenas retomei a tese de Soloviev, segundo a qual a exegese histórico-crítica também pode ser usada pelo anticristo – o que é um fato incontestável. Ao mesmo tempo, porém, sempre – e em particular no prefácio ao primeiro volume do meu livro sobre Jesus de Nazaré – eu esclareci de modo evidente que a exegese histórico-crítica é necessária para uma fé que não propõe mitos com imagens históricas, mas reivindica uma historicidade verdadeira e, por isso, deve apresentar a realidade histórica das suas afirmações de modo científico também. Por isso, também não é correto que o senhor diga que eu estaria interessado somente na meta-história: muito pelo contrário, todos os meus esforços têm o objetivo de mostrar que o Jesus descrito nos Evangelhos também é o Jesus histórico real; que se trata de história realmente ocorrida. (…)

Com o 19º capítulo do seu livro, voltamos aos aspectos positivos do seu diálogo com o meu pensamento. (…) Mesmo que a sua interpretação de João 1, 1 seja muito distante da que o evangelista pretendia dizer, existe, no entanto, uma convergência que é importante. Se o senhor, porém, quer substituir Deus por “A Natureza”, resta a questão: quem ou o que é essa natureza. Em nenhum lugar, o senhor a define e, assim, ela parece ser uma divindade irracional que não explica nada. Mas eu gostaria, acima de tudo, de fazer notar ainda que, na sua religião da matemática, três temas fundamentais da existência humana continuam não considerados: a liberdade, o amor e o mal. Admiro-me que o senhor, com uma única referência, liquide a liberdade que, contudo, foi e é o valor fundamental da época moderna. O amor, no seu livro, não aparece, e também não há nenhuma informação sobre o mal. Independentemente do que a neurobiologia diga ou não diga sobre a liberdade, no drama real da nossa história ela está presente como realidade determinante e deve ser levada em consideração. Mas a sua religião matemática não conhece nenhuma informação sobre o mal. Uma religião que ignore essas questões fundamentais permanece vazia.

Ilustríssimo Senhor Professor, a minha crítica ao seu livro, em parte, é dura. Mas a franqueza faz parte do diálogo; só assim o conhecimento pode crescer. O senhor foi muito franco e, assim, aceitará que eu também o seja. Em todo caso, porém, avalio muito positivamente o fato de que o senhor, através do seu contínuo confronto com a minha Introdução ao cristianismo, tenha buscado um diálogo tão aberto com a fé da Igreja Católica e que, apesar de todos os contrastes, no âmbito central, não faltem totalmente as convergências.

Com cordiais saudações e com todos os melhores votos para o seu trabalho.


Texto publicado em italiano na edição de 24 setembro 2013 do jornal la Repubblica, com tradução portuguesa de Moisés Sbardelotto.

Na imagem, Bento XVI, ainda Papa de fato, lendo o L’Osservatore Romano durante suas férias em julho de 2010, em Castel Gandolfo.

Créditos da imagem: Reuters/L’Osservatore Romano.


MILAGRE DE LANCIANO

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Criador do Logo Escolhido para o JMJ 2013 participa da RCC.



Divulgado o logotipo que representará a campanha do JMJ 2013 a se realizar no Rio de Janeiro – Brasil



Gustavo Curty Huguenin – Portal http://www.jmj2013.com

Uma grande alegria para a família carismática do Brasil! O ganhador do concurso que escolheu a Logo da Jornada Mundial da Juventude 2013, que será realizada na cidade do Rio de Janeiro, é membro da Renovação Carismática Católica. O lançamento foi feito na noite dessa terça-feira (07), na capital carioca.

Gustavo Curty Huguenin mora na cidade de Cantagalo/RJ e pertence ao Grupo de Oração Bem Aventurados de Maria. Ele atua no Ministério de Comunicação Social e foi um dos responsáveis pela remodelação da Marca da RCCBRASIL e pela elaboração do Manual da Identidade Visual do Movimento.

Ao falar sobre a conquista para o Site Oficial da JMJ Rio 2013, Gustavo se referiu à alegria por poder servir a Igreja através da RCC: “Fui conhecendo e podendo amar mais a Igreja através da Renovação. Posso servir ao Senhor através deste movimento e das equipes pastorais da Igreja”, afirmou.

Entenda melhor a Logo:





Leia Mais:
http://www.rccrs.com.br/noticias/brasil/




CHÁCARA JEUS CURA