Dinâmica: Sal da Terra




〈 SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO 〉




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Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.” (S. Mateus 5, 13″





Objetivo: Promover reflexão sobre o comportamento do cristão como “sal da terra”.

Material: 03 copos transparentes com água, 02 saquinhos com sal, 01 colher de chá, 01 colher de sopa de sal.




Metodologia: Explique que o sal representa o cristão e o copo com água está representando o mundo.

– Solicite atenção dos participantes para o que você vai realizar.



– Arrume os 03 copos com água sobre uma mesa.
– Coloque:
01 saquinho de sal dentro de 01 copo – não retire a embalagem(situação 01);
01 saquinho de sal ao lado de outro copo( situação 02);
01 colher de sal no último copo e misture( situação 03).
– Pergunte: Qual situação melhor representa a conduta do cristão no mundo?
– Aguarde as respostas. É comum haver votação para as três situações, com maioria para a situação 01. Mas, como você já deve ter percebido, a situação correta é a representada na situação 03.
– Questione:
Para as situações 01 e 02: Como o cristão pode estar influenciado o meio, como sal da terra, se estar isolado do mundo?
Para a situação 03: Está correto o crente está misturado com o mundo? Nós somos deste mundo?
– Após os questionamentos, leia:

“Vois sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens”. (S. Mt 5,13)

“Bom é o sal; mas se o sal degenerar, com que se adubará?” (S. Lc 14,34)

“E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós deste mundo, eu não sou deste mundo”. (S. Jo 8,23)

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há”.(I Jo 2,1)

Espera-se que, após os questionamentos e a leitura das citações bíblicas, os alunos tenham compreendido que a situação 03 representa a conduta do cristão como sal da terra.



1 – Dinâmicas Equivalente com Sonrisal:


Dinâmica do Sonrisal

“A Fé sem obras é Morta.”

Se misturar na comunidade



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Pecado_involuntario Sal_da_terra Pipoca_sem_sal



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O casal Cristão no Mundo de Hoje – Testemunho.


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Por ironia do destino ou não (é o poder de Deus mesmo) me deparo com aquelas recordações do Facebook em que exatamente no dia 30 de setembro de 2013 eu contava como foi trabalhar no Encontro de Casais com Cristo pela primeira vez:

“Ainda estamos anestesiados com as “doses cavalares” que recebemos do Senhor em três dias maravilhosos.

Não há cansaço ou enjoo (estava grávida de três meses) que atrapalhe tamanha benção recebida.

E sinceramente, faria tudo de novo! 

Agora mais do que nunca, temos a obrigação de deixar rastros de Deus por onde passarmos, por isso quero deixar o meu testemunho de como foi essa experiência na minha vida.

Um casal jovem, com pouco tempo de casados dando uma palestra para 20 casais de até 50 anos de união.


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Tema : Palestra

O Casal Cristão no Mundo de Hoje.



Que responsabilidade! que nervosismo! que tremedeira….. a primeira vez a gente nunca esquece!

Pessoas desconhecidas, depositando toda expectativa em nós. Com sede de serem tocados de alguma forma.

Do meu digníssimo marido a maior surpresa. Arrancou gargalhadas de todos na primeira frase dita. Estou encantada (embora tenha o atrapalhado falar mais). Mas ele foi incrível, não parecia em nada o cara tímido que sempre conheci…. Me apaixonei ainda mais por este novo jeito Diego de ser.

Teve tremenda facilidade em interagir com os outros maridos presentes, que faziam perguntas e queriam ouvir mais. Se alegraram ao ouvirem do papai de primeira viagem que o herdeiro (a) está a caminho. E como foi aplaudido!

Estou boquiaberta até agora… meu marido disse tudo isso! Quem diria não? Ficarei nas nuvens o resto da semana…. se bobear para sempre com o gostinho de quero mais.

Os SINCEROS votos de felicidade, agradecimento e bênçãos valem mais do que qualquer moeda deste mundo.

E o principal: Deus fez de nós verdadeiros porta vozes. Tudo que dissemos, com certeza veio do “Cara lá de cima”….ELE ia soprando em nossos ouvidos cada palavra a ser dita, cada brincadeira a ser feita. E em um tom descontraído conseguimos passar a SUA MENSAGEM.



Missão cumprida! 

Com muito orgulho e sem nenhuma vergonha, somos um Casal em Cristo!

Agradeço a Deus, pelo privilegio da oportunidade. Se fomos escolhidos, não foi por acaso, e queremos continuar sempre nesta jornada…..Amém!”

Nossa!

Hoje, 30 de setembro de 2015 aqui estou escrevendo sobre o mesmo assunto novamente. A diferença, é que em 2013 compartilhei esta experiência apenas com os meus amigos da rede social. Hoje, tenho um blog e meu testemunho vai para quase 600 famílias que não conheço pessoalmente.

O que mudou de lá para cá?

Continuamos anestesiados com a mesma emoção de ter trabalhado para o Senhor e em prol de outras famílias mais uma vez.

Fomos convidados a dar a mesma palestra: “O Casal Cristão no Mundo de Hoje”.

Fora isso, ainda tínhamos a missão de convidar outros casais a participarem do encontro.

Que responsabilidade!

Como disse, não posso entrar em detalhes. Afinal, se eu contar tudo não despertaremos a curiosidade de outras famílias para participarem do encontro.

Mas a moral da história se resume em:

“O mundo não lê a Bíblia, eles leem a nossa vida. Se você quiser mostrar a Bíblia para eles, mostre através da sua vida”.

Não somos um casal perfeito e uma coisa posso contar: não sei se vocês perceberam mas há um gap referente ao ano de 2014. Não participamos? Pelo contrário, trabalhamos da mesma forma mas recusamos a palestra.

Explico tal como expliquei para os 23 casais que nos ouviram na tarde deste último domingo:

Não estávamos bem ao ponto de dar uma palestra. Sim! Enfrentávamos a nossa primeira grande crise no relacionamento. Iasmin estava com apenas cinco meses, eu tinha acabado de voltar da licença maternidade, o estresse em “deixar” a minha filha ainda tão pequena me consumia. Trata-se de um momento muito difícil na vida de uma mulher e muitas vezes com motivo ou sem motivo (foram várias tentações na época), acabava descontando a minha fúria em meu companheiro.

Superamos, graças a Deus! O que nos possibilitou dar este relato na palestra deste ano.

O casal cristão é aquele que justamente consegue enfrentar as tentações pregadas pelo mundo lá fora, que ora junto e sabe o poder do perdão. Enquanto houver amor e fé, haverá o perdão. Ensinamos mais uma vez aos casais que nos ouvia, uma forma simples de se perdoarem (risos).



E foi bom a gente ter passado por esta crise no ano passado para conseguirmos dar a mesma palestra com um olhar muito mais maduro desta vez.

Iasmin, trabalha desde quando estava dentro da minha barriga e ficamos felizes com isso. Sentimos que estamos fazendo a nossa parte para que a nossa filha cresça e aprenda aquilo que julgamos certo.

Não estou aqui para falar de religião, estou aqui para falar de fé. Da importância de crermos em algo para dar um norte em nossas vidas.

A recompensa disso?

Não é dinheiro nem nenhum outro tipo de moeda de troca. E sim o simples fato de poder fazer bem ao próximo. Famílias desconhecidas que agora se tornaram nossas amigas depois de três dias de convivência.

Há um pós encontro, e foi de arrepiar ver os seus testemunhos ontem. Dizendo o quanto aprenderam conosco. Maridos e pais de família encantados, afirmando que mudarão suas posturas daqui para frente. Que valorizarão muito mais suas esposas e filhos.

Que seus amigos questionavam onde eles estavam escondidos no último final de semana e eles respondiam que estavam fazendo uma viagem para um outro planeta.

Lagrimas de emoção!

E nos questionaram: a alegria deste grupo é sempre assim?

Respondemos sem sombra de dúvidas: Sempre!

Pois, vivemos em Cristo! Com todos os nossos defeitos e pecados, mas, o simples fato de termos Deus como alicerce de nossas famílias faz com que tenhamos forças de superar qualquer obstáculo.

Valeu a pena?

Ver a Iasmin batendo palma ontem ao final de cada testemunho mesmo sem entender ao certo o que estava acontecendo, nos prova que sim.

Prova que nossa família pelo menos busca o caminho certo.

Não sabemos o dia de amanhã e pode ser sim que alguma hora fraquejamos. Afinal, quantas familiais não se desfazem hoje em dia?

Mas, não quero pensar nisso agora e enquanto tivermos Deus em nossos corações, teremos forças para defender a nossa família.

Encerro com o trecho de uma música que foi cantada no evento de ontem, que por coincidência foi uma das músicas do meu casamento e que mexeu muito comigo:


Celina Borges – Nas Asas do Senhor

“Eu posso ir muito além de onde estou 

Vou nas asas do Senhor 

O Teu amor é o que me conduz

Posso voar e subir sem me cansar

Ir pra frente sem me fatigar

Vou com asas, como águia

Pois confio no Senhor!”


(Nas asas do Senhor – Celina Borges)




Nossa participação no ECC

Há todo um  sigilo que devo manter porém, ao mesmo tempo é uma experiência tão única que me sinto na obrigação de repassar.


Os dois grandes lobos.



A sabedoria de como viver a vida se adquire com o tempo, antigamente se aprendia muito com os mais velhos, Pais e avós.    Se muito valorizava a sabedoria dos antepassados, hoje o comodismo e a massificação consumista nos imprime novos valores, ou melhor dizendo, reprime nossos verdadeiros valores familiares e até mesmo do ser humano para que sejamos facilmente massificados e nos tornemos apenas consumidores descartáveis, mas isso nem sempre foi assim:

Esta é uma antiga história dos índios cherokee sobre o cacique de uma grande aldeia.

Veja o Texto:



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Existe uma antiga história dos índios cherokee sobre o cacique de uma grande aldeia. Um dia, o cacique decidiu que era hora de orientar o seu neto favorito sobre a vida. Ele o levou para o meio da floresta, fez com que se sentasse sob uma velha árvore e explicou, “Filho, existe uma batalha sendo travada dentro da mente e do coração de todo ser humano que vive hoje. Embora eu seja um velho e sábio cacique, o líder da nossa tribo, essa mesma batalha é travada dentro de mim. Se você não souber dessa batalha, ela o fará perder o juízo. Você nunca saberá que direção tomar. As vezes vencerá na vida e, depois, sem entender o porquê, perceberá que está perdido, confuso, com medo, arriscado a perder tudo o que trabalhou tanto para ganhar. Você muitas vezes achará que está fazendo a coisa certa e depois descobrirá que fez as escolhas erradas. Se você não entender as forças do bem e do mal, a vida individual e a vida coletiva, o verdadeiro eu e o falso eu, você viverá a vida todo num grande tumulto.

“E como se existissem dois grandes lobos vivendo dentro de mim; um é branco e o outro é preto. O lobo branco é bom, gentil e não faz mal a ninguém. Ele vive em harmonia com tudo à sua volta e não se ofende se a intenção não era ofender. O lobo bom, sensato e certo de quem ele é e do que é capaz, briga apenas quando essa é a coisa certa a fazer e quando precisa se proteger ou à sua família, e mesmo então ele faz isso da maneira certa. Ele toma conta de todos os outros lobos da matilha e nunca se desvia da sua natureza.

“Mas existe o lobo preto também, que vive dentro de mim, e esse lobo é bem diferente. Ele é ruidoso, zangado, descontente, ciumento e medroso. Basta uma coisinha para que ele se encha de fúria. Ele briga com todo mundo, o tempo todo, sem nenhuma razão. Ele não consegue pensar com clareza, porque a sua ganância para ter sempre mais e a sua raiva e a sua ira são grandes demais. Mas trata-se de uma raiva infrutífera, filho, porque ela não muda nada. Esse lobo só procura confusão aonde quer que vá, e por isso sempre acaba achando. Ele não confia em ninguém, por isso não tem amigos de verdade.”

O velho cacique ficou sentado em silêncio durante alguns minutos, deixando que a história dos dois lobos penetrasse na mente do jovem neto. Então ele lentamente se curvou, olhou fixamente nos olhos do menino e confessou, “As vezes, é difícil viver com esses dois lobos dentro de mim, pois eles brigam muito para dominar o meu espírito”

Cativado pela história do ancião sobre essa grande batalha interior, o menino puxou a tanga do avô e perguntou, ansioso, “Qual dos dois lobos vence, vovô?” E com um sorriso cheio de sabedoria e uma voz firme e forte, o cacique diz, “Os dois, filho. Veja, se eu escolho alimentar só o lobo branco, o preto ficará à espreita, esperando o momento em que eu sair do equilíbrio ou ficar ocupado demais para prestar atenção às minhas responsabilidades, e então atacará o lobo branco e causará muitos problemas para mim e nossa tribo. Ele viverá sempre com raiva e brigará para atrair a atenção pela qual tanto anseia. Mas, se eu prestar um pouquinho de atenção no lobo preto, compreendendo a sua natureza, se reconhecê-lo como a força poderosa que ele é e deixá-lo saber que eu o respeito pelo seu caráter e o usarei para me ajudar se um dia eu ou a tribo estivermos em apuros, ele ficará feliz, e o lobo branco ficará feliz também, e ambos vencerão. Todos venceremos”.

Sem entender direito, o menino perguntou, “Não entendi, vovô. Como os dois lobos podem ganhar?” O cacique continuou a explicação: “Veja, filho, o lobo preto tem muitas qualidades importantes de que eu posso precisar, dependendo das circunstâncias. Ele é feroz, determinado, e não se deixará subjugar nem por um segundo. Ele é inteligente, astuto e capaz dos pensamentos e estratégias mais tortuosos, o que é importante em tempos de guerra. Ele tem os sentidos aguçados e superiores que só aqueles que olham através da escuridão podem apreciar. Em meio a um ataque, ele poderia ser o nosso maior aliado”. O cacique então tirou da sua bolsa alguns pedaços de carne defumada e colocou-os no chão, um à direita e o outro à esquerda. Ele apontou para a carne e disse, “À minha esquerda está a comida para o lobo branco e à minha direita está a comida para o lobo preto. Se eu optar por alimentar os dois, eles não brigarão mais pela minha atenção, e eu poderei utilizar cada um deles como precisar. E como não haverá guerra entre eles, poderei ouvir a voz da minha sabedoria profunda e escolher qual dos dois pode me ajudar melhor em cada circunstância. Se a sua avó quer uma carne para fazer uma refeição especial e eu não cuidei disso como deveria, posso pedir para o lobo branco me emprestar a sua magia e consolar o lobo preto da sua avó, que estará zangada e faminta. O lobo branco sempre sabe o que dizer e me ajudará a ser mais sensível às necessidades dela. Veja, filho, se você compreender que existem duas grandes forças dentro de você e respeitar a ambas igualmente, as duas sairão ganhando e haverá paz. A paz, meu filho, é a missão dos cherokees – o propósito supremo da vida. Um homem que tem paz dentro de si tem tudo. Um homem dividido pela guerra em seu íntimo não tem nada. Você é um jovem que precisa escolher como vai lidar com as forças opostas que vivem no seu interior. A sua decisão determinará a qualidade do resto da sua vida. E quando um dos lobos precisar de atenção especial, o que acontecerá às vezes, você não terá do que se envergonhar; poderá simplesmente admitir isso para os anciãos e conseguirá a ajuda de que precisa. Quando isso for de conhecimento público, aqueles que já travaram essa mesma batalha podem oferecer-lhe a sua sabedoria”.


Dois_grandes_lobos


Essa história simples e pungente explica como é a experiência humana. Cada um de nós está em meio a uma batalha contínua, em que as forças da luz e da escuridão competem pela nossa atenção e pela nossa submissão. Tanto a luz quanto a escuridão habitam dentro de nós ao mesmo tempo. Verdade seja dita: existe uma matilha inteira de lobos dentro de nós – o lobo amoroso, o lobo bondoso, o lobo esperto, o lobo sensível, o lobo forte, o lobo altruísta, o lobo generoso e o lobo criativo. Junto com esses aspectos positivos existem o lobo insatisfeito, o lobo ingrato, o lobo autoritário, o lobo desagradável, o lobo egoísta, o lobo indecente, o lobo mentiroso e o lobo destrutivo. Todo dia temos a oportunidade de reconhecer todos esses lobos, todas essas partes de nós mesmos, e escolher como iremos nos relacionar com cada um deles. Será que continuaremos condenando alguns e fingindo que eles não existem ou vamos tomar posse de toda a matilha?

Por que sentimos a necessidade de negar a matilha de lobos que vive em nós? A resposta é fácil. Ou achamos que ela não existe ou que não deveria existir. Tememos que, se admitirmos todos os diferentes eus que ocupam espaço na nossa psique, de algum modo seremos rotulados de esquisitos, diferentes, prejudiciais ou psicologicamente fragmentados. Achamos que devemos ser pessoas boas e “normais”, dentro das quais só mora um único eu. Mas existem muitos eus e a recusa em entrar em acordo com eles é um grave erro – que nos levará a cometer atos estúpidos e temerários de autossabotagem.

Eis o grande segredo: existem muitos eus contidos dentro do nosso “eu”, pois dentro de cada um de nós existem todas as qualidades possíveis. Não há nada que possamos ver e nada que possamos julgar que não exista dentro de nós. Todos somos luz e escuridão, santos e pecadores, pessoas adoráveis e abomináveis. Somos todos gentis e calorosos, mas também frios e cruéis. Dentro de você e dentro de mim existem todas as qualidades conhecidas pela espécie humana. Embora possamos não estar conscientes de todas as qualidades que possuímos, elas estão adormecidas dentro e nós e podem despertar a qualquer momento, em qualquer lugar. A compreensão disso nos permite entender por que todos nós, que somos “bons”, somos capazes de fazer coisas ruins e, mais importante, por que às vezes nos tornamos os nossos piores inimigos.

Baseado em: “Como entender o efeito sombra em sua vida” de Debbie Ford.



a historia dos lobos

editando aguarde