O Poder da Cruz de Cristo.



Por ocasião da festa da Exaltação da Santa Cruz de Cristo.



O Império Romano, depois do imperador Diocleciano, foi conduzido com grandes contendas e divisões, à medida que imperadores e vice-imperadores do Ocidente e do Oriente lutavam pelo poder.   Entre eles estava Flavius ​​Valerius Constantinus, conhecido também como Constantino, o Grande, que foi nomeado César ou vice-imperador do Ocidente pelo sucessor de Diocleciano, Galério.    Constantino estava no controle da Grã-Bretanha e da Gália, enquanto seu cunhado Maxêncio, levantou-se e travou uma guerra contra Galério e fez incursões bem-sucedidas na Itália e em Roma.

Quando Galério morreu (311 dC), Constantino trouxe suas campanhas de guerra para a Itália e, conseqüentemente, venceu batalhas em Turim e Verona e avançou ainda mais para Roma, que estava militarmente sob o comando de Maxêncio.   Maxêncio, sob forte desafio, saiu para combater Constantino, mas foi derrotado na ponte de Milvian.    A batalha da ponte de Milvian foi produtiva de uma sucessão de vitórias que, por volta de 324 dC, Constantino passou a ser o mestre de todo o Império Romano.

Esta vitória de Constantino sobre Maxêncio na Ponte de Milvian foi rodeada com inúmeros detalhes históricos intrigantes, relacionados à CRUZ.   Uma história do que aconteceu foi registrada por Eusébio de Cesaréia, um estudioso das escrituras e historiador que escreveu a primeira biografia detalhada de Constantino logo após sua morte.    Obviamente, ele conhecia Constantino muito bem e mencionou que recebeu a história diretamente do imperador.    Constantino era um imperador pagão e um devoto do deus do sol; Sol Invictus, o sol não conquistado. No entanto, antes da batalha da Ponte da Milvânia, ele e seu exército viram uma CRUZ de luz no céu acima do sol com palavras em grego que geralmente são traduzidas para o latim como ” In hoc signo vinces ” (‘Neste sinal se conquista’).   Naquela noite, Constantino teve um sonho em que Cristo lhe disse para usar o sinal da cruz contra seus inimigos.   Ele ficou tão impressionado que tinha o símbolo cristão marcado nos escudos de seus soldados e, quando a batalha da Ponte da Milvânia lhe deu uma vitória esmagadora, ele a atribuiu ao sinal da CRUZ que lhe foi revelada.



 

Alguns anos após a vitória na Ponte de Milvian, a mãe de Constantino, que se converteu ao cristianismo e que mais tarde se tornou Santa Helena, foi a Jerusalém em busca da cruz na qual Jesus Cristo foi crucificado. Escavações extensas foram feitas no local do enterro do Senhor até que três “cruzes” foram recuperadas. Havia confusão sobre qual era a Cruz de Cristo, pois havia dois ladrões crucificados em ambos os lados de Cristo no Calvário. Para determinar qual das três era a Cruz de Cristo, pedia-se a uma pessoa doente que tocasse nas três cruzes em intervalos diferentes e se a pessoa se recuperasse instantaneamente com o toque em uma delas, essa seria a CRUZ verdadeira.   Essa cruz em particular também efetuou muitos outros milagres e foi assim confirmada, aclamada e exaltada como a Cruz de Cristo. No local da descoberta, uma igreja foi erguida e foi dedicada como uma basílica com o nome de Igreja do Santo Sepulcro em 14 de setembro de 335. Esta é a razão remota por trás da festa de hoje.



A Primeira Leitura de hoje (Números 21, 4b-9) forneceu um pano de fundo para a Cruz. Disseram-nos que quando o povo de Israel ficou impaciente no deserto e blasfemou contra Deus e Moisés, Deus enviou serpentes ardentes entre o povo que os morderam e muitos morreram. Diante desse flagelo, o povo veio a Moisés pedir perdão e Deus pediu a Moisés que fizesse uma serpente ardente e a colocasse em um estandarte, e qualquer um que olhasse para ele depois de ser mordido não morreria.

Qualquer pessoa atenta gostaria de saber por que Deus escolheu punir o povo por meio de picadas de cobra e também decidiu salvá-las por meio da imagem de uma serpente de fogo presa no alto de um poste. Na história bíblica, a primeira menção real de uma serpente foi no Jardim do Éden (Gênesis 3, 1 e seguintes) e foram as insinuações da serpente que fizeram Adão e Eva pecarem contra Deus, o que também aconteceu pela árvore no meio. do jardim. Aquela árvore estava alta como o estandarte de Moisés.

Significativamente, Deus permitiu que as serpentes as mordessem, lembrando-as da fonte original do fracasso humano; a serpente junto à árvore no meio do jardim. No momento em que ele queria salvá-los, ele usava a imagem de uma serpente que, ao contrário das outras, não mordia e estava presa em um poste ao contrário das outras que estavam pelo chão abaixo do poste.   Agora a vida consistia em olhar para cima e para o alto na serpente presa no poste.  É como dizer às pessoas “nisso reside a sua salvação”. Assim como foi dito a Constantino “neste sinal você conquistará”!



A expressão completa do poder da cruz pode ser encontrada na cruz de Cristo. Agora há um contraste entre a árvore do Éden e a cruz do Calvário. Pela árvore do Éden, falhamos e perdemos nossa amizade com Deus, mas pela árvore (cruz) do Calvário fomos levantados e recuperamos nossa amizade com Deus. Pela árvore do Éden fomos condenados, mas pela árvore (cruz) do Calvário fomos salvos. Assim como ninguém que fora mordido pelas serpentes poderiam se recuperar sem olhar para a serpente ardente no alto do poste, ninguém pode ser salvo sem a Cruz do Calvário.

Nosso Senhor na Leitura do Evangelho deste dia da festa da Santa Cruz (João 3, 13-17) disse a Nicodemos que, assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim DEVE ser levantado o Filho do homem e quem n’Ele crer não deve perecer, mas terá a vida eterna. A serpente foi levantada em um estandarte e nosso Senhor foi levantado na cruz.   A cruz é, portanto, um sinal e símbolo da salvação. Na cruz há vida eterna para quem quer que acredite.

O ensaio de nossa compreensão do fenômeno da cruz será muito apropriado aqui. Para a maioria das pessoas, a cruz é simplesmente um fardo, mas isso não é verdade. Um olhar atento a uma cruz revela que é um sinal adicional (+). Portanto, há ganhos na cruz e não perdas (-) menos.   Além disso, a cruz pode servir como uma escada para nos ajudar a escalar obstáculos quando a colocamos contra qualquer obstáculo. Mais ainda, a cruz também pode ser uma chave ou uma espada quando a colocamos na posição horizontal.

A cruz também é um instrumento de exaltação. Com sua posição de pé, ele nos aponta para o céu; isso nos aponta para uma altura maior. É sobre esse fundamento que São Paulo, na Segunda Leitura (Filipenses 2, 6-11), estabeleceu que nosso Senhor Jesus Cristo, além de ter igualdade com Deus, se humilhou para pegar a Cruz por nossa causa, sendo humilde até morte. Com base nisso, Deus o levantou (o exaltou) e lhe deu um nome que está acima de qualquer outro nome. A cruz, sem dúvida, fornece as estruturas para sermos elevados ou exaltados. Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu que, quando fosse levantado, atrairia todos para si mesmo (João 12,32). É bom notar que, sendo levantado, ele está levando todas as pessoas a uma posição exaltada.

Hoje não há mensagem maior do que a mensagem da cruz. São Paulo observaria que a mensagem da cruz é LOUCURA para os que estão perecendo, mas para nós que estamos sendo salvos é o poder de Deus (1 Cor. 1, 18). Portanto, para aqueles que estão sendo salvos, isso nos diz que pode haver lágrimas à noite, mas a alegria vem pela manhã (Salmo 30, 5). Diz-nos para não nos preocuparmos que nosso Senhor tenha vencido o mundo (João 16,33) e nos diz para não permitir que nossos corações sejam perturbados. Que devemos confiar em Deus (João 14, 1).

Ao celebrarmos a exaltação da cruz, lembremo-nos de que nossa própria exaltação está na mesma cruz de Jesus Cristo. Portanto, devemos estar prontos para carregar e defender nossa cruz onde quer que nos encontremos, porque seremos exaltados pelas mãos atenciosas de Deus e pelo coração amoroso.


Feliz comemoração

Pe. Bonnie

(fatherbonny@hotmail.com)


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Jesus é Rei e Senhor
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Efeitos da Efusão e do Repouso no Espírito Santo.



Quais são os efeitos da Efusão e do Repouso no Espírito Santo?

Extraído do livro “Efusão e Repouso no Espírito Santo” (3ª Edição) de João Carlos da Silva Dias.


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Os efeitos da Efusão e do Repouso no Espírito Santo são numerosos e multiformes. A primeira conseqüência da Efusão e do Repouso no Espírito é um crescimento na vida de oração. Graças a um melhor exercício das virtudes teologias da fé, da esperança e da caridade, faz-se a descoberta ou a redescoberta da presença de Deus e do Seu Amor. Isto provoca um estabelecimento ou um retomar da vida de oração pessoal que permite uma melhor percepção e compreensão do mistério Trinitário. A Efusão e o Repouso no Espírito Santo abrem o nosso coração de uma forma sublime para se ter uma relação forte e efetiva com Deus como Pai, com Jesus como Mestre e Senhor e com o Espírito Santo como condutor e guia. Por outras palavras, um crente experimenta a vida Trinitária de Deus nele próprio. Normalmente o que acontece é que o Espírito Santo dá à pessoa uma nova vida em Cristo. Com o poder do Espírito, Jesus torna se o centro de nossa vida e, em conseqüência disso, vivemos uma vida em Jesus, com Jesus e para Jesus. Uma vida Cristo-cêntrica permitir-nos-á crescer em Cristo e tornarmo-nos como Cristo, havendo uma verdadeira transformação pela ação do Espírito, que nos permitirá dizer que “já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2:20). Além disso, num estado de pertença e de identificação maior com Jesus isso permite-nos ser verdadeiros filhos adotivos do Pai (Gl 4:6). Com a Efusão e Repouso no Espírito, dá-se uma autêntica conversão e tornamo-nos mais orantes. Nos testemunhos é freqüente as pessoas dizerem que passaram a ter “fome e sede” de Deus. O Espírito Santo faz elevar o nosso coração para Deus e permite-nos livrarmo-nos da nossa fraqueza na oração.

O Espírito dá Sabedoria para conhecer mais sobre Deus, nós próprios e os outros. O Espírito infunde em nós um grande desejo pela Palavra de Deus, a Sagrada Escritura. Ler a Bíblia passa a ter grande sentido na nossa vida, abrindo a nossa visão ao plano de Deus. Como resultado, encontramos razões, em abundância, para agradecer a Deus e para louvar sempre o Pai e o Filho por todos os acontecimentos na nossa vida. A Efusão do Espírito eleva-nos para um estado espiritual, em que sentimos a nossa vida cristã mais poderosamente, mais eficazmente, sem abdicarmos de nenhum dos seus princípios. O Espírito Santo impele-nos a viver uma vida santa. É a verdadeira vocação cristã. O Espírito, que reside em nós, permite-nos ultrapassar a carne, o mundo e Satanás, pois tendo experimentado a santidade profundamente em nós, irradiaremos para os outros através de palavras e ações. Num crente, o Espírito de Santidade dará poder e luz aos outros. Pela Efusão do Espírito, tornamo-nos mais conscientes da atuação de Satanás e como resistir-lhe. O poder do Espírito dar-nos-á resistência aos ataques dos poderes malignos. O poder do Espírito fortalece-nos para falar sobre Jesus aos outros, de uma forma que faz com que se tornem crentes. Haverá um entusiasmo genuíno pela evangelização. O Espírito, em nós, ajuda-nos a ajudar as obras de evangelização, não apenas dando ofertas monetárias, mas em muito mais.

Um outro fruto da Efusão e do Repouso no Espírito é a descoberta do verdadeiro amor fraterno. Na verdade ao permitir que descubramos o Amor que é a própria vida da Trindade, o Espírito Santo ensina-nos a viver um verdadeiro amor fraterno que é, ao mesmo tempo, o testemunho e o teste de um autêntico amor de Deus. O exercício deste amor fraterno, na comunhão eclesial, ensinamos a amar como Jesus nos ama e concede-nos a alegria de sermos irmãos e irmãs n’Ele para formar o Seu corpo que é a Igreja. Este amor fraterno, dom de Deus, incute-nos o espírito de missão e coloca-nos generosamente ao serviço dos outros. Os grupos de oração tornam-se verdadeiras comunidades de oração, de fé, de esperança e de amor.


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As pessoas e as famílias reencontram a força para se perdoarem como Jesus nos perdoou, para se reconciliarem como Jesus nos reconciliou com Deus e para deixarem a graça de Deus curar as suas feridas do passado. Alguns grupos caminham por vezes até à vida em comunidade, para um compromisso ainda mais radical ao serviço de Deus e dos homens, experimentando assim uma nova forma de vida comunitária na igreja. Um outro fruto da Efusão e do Repouso no Espírito é aproximar-nos da Igreja e termos uma melhor compreensão do seu mistério profundo. O Espírito Santo não é um espírito de divisão. Pelo contrário, é um espírito de comunhão. Ele suscita uma redescoberta da Igreja, como mistério da comunhão com Deus e como instituição hierarquicamente organizada. Com a Efusão do Espírito, começamos, mais e mais, a apreciar, o poder dos sacramentos e vivemos neles com uma experiência pessoal. Ao redescobrir que a Igreja é tanto carismática como institucional, conseguimos não voltar a julgá-la exteriormente e perceber que ela é, antes de mais, o Corpo de Cristo, sacramento da Sua presença no mundo, e que a hierarquia é um serviço para o seu crescimento no amor. O Espírito permitir-nos-á assim entrar num relacionamento com outros cristãos, tendo uma grande consideração e respeito pela Igreja e suas autoridades. Pela Efusão do Espírito Santo é-nos dado um maior amor filial pela Igreja, uma atenção e docilidade maiores aos seus ensinamentos, uma participação mais assídua à liturgia e aos sacramentos e uma devoção mais autêntica a Maria. Longe de nos afastar da Igreja, um dos frutos da Efusão do Espírito é aproximarmo-nos dela e uma melhor compreensão do seu mistério profundo.

Um outro fruto da Efusão e do Repouso no Espírito é a cura e libertação. No seguimento da Efusão e Repouso no Espírito é possível fazer-se a experiência de uma cura e/ou libertação. Nos testemunhos apresentados (cf. Cap. 10 – Testemunhos de Efusão e do Repouso no Espírito Santo) existem relatos de curas e libertações. Vê-se que à medida que entramos em contacto com o Amor de Deus o Senhor pode operar em nós grandes curas espirituais e físicas. Deus não é apenas o autor do poder, Ele é o poder e por isso tudo pode. Na verdade, a tomada de consciência mais viva da presença de Deus e a entrega total do nosso ser à ação transformadora do Espírito Santo trazem consigo a libertação de certas formas de escravatura/pecado (vícios, violência, alcoolismo, droga, sexualidade desordenada, ciúme, egoísmo, superstição, obsessões de suicídio, etc.) e o desaparecimento progressivo de certos bloqueios (ansiedades, angústias, escrúpulos, inibições, complexos de inferioridade, etc.). Assim podem ocorrer verdadeiras curas interiores e por vezes físicas. E simultaneamente uma paz e uma alegria invadem progressivamente todo o nosso ser. Trata-se de um ponto importante que mostra que a Efusão e o Repouso no Espírito não é uma emoção sentimental ou uma evasão das realidades da vida. A Efusão ajuda-nos a mudar a nossa vida, a abandonar radical ou progressivamente atitudes e hábitos que não são conformes à vontade e ao projeto de Deus para cada um de nós. Um outro fruto da Efusão e do Repouso no Espírito é o crescimento dos frutos, dons e carismas do Espírito. É pelo crescimento dos frutos de santidade que nós sabemos se uma pessoa foi de fato “batizada” pelo Espírito Santo. Aquela libertação das nossas escravidões e bloqueios é acompanhada pelo crescimento dos frutos espirituais: “mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio. Contra tais coisas não há lei.” (Gl 5:22-23). Da experiência dos frutos do Espírito, através da Efusão e Repouso no Espírito, tornamo-nos mais alegres, com paz e poder. Até nas alturas de sofrimento e de rejeições, seremos fortalecidos para seguir Jesus de uma forma mais próxima. Este crescimento dos frutos do Espírito em nós é a manifestação do crescimento da nova criatura, do homem novo. Pela ação do Espírito, pelo crescimento da nossa vida teologal, pelo encontro mais assíduo com o Senhor na oração pessoal e comunitária, na leitura das Escrituras e nos sacramentos, nós permanecemos em Deus e Deus permanece em nós e podemos assim dar muitos frutos e frutos duradouros: “Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e Eu nele produz muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer.” (Jo 15:5). Além de nos fortalecer o Espírito também nos dá vários dons e carismas. O Espírito ajuda-nos a formar grupos de oração, a participar nos grupos de oração, a visitar os doentes em casa ou no hospital e a rezar pela sua cura. Através do Espírito, faremos adequadamente o discernimento da nossa vocação na vida e abraçá-la-emos como a vontade de Deus e encontraremos nisso a felicidade.

Extraído do livro “Efusão e Repouso no Espírito Santo” (3ª Edição) de João Carlos da Silva Dias. Encomendas: mirjsd@gmail.com; Tel.: 00351.914137940

Testemunho de conversão: http://www.santidade.net/artigos/jsd_testemunho.pd




Batismo_Espírito_1 Fruto_do_Espirito


Efusão_no_Espirito_1

Queira Receber a Efusão do Espírito!



Vem_Espirito


Este texto foi desdobrado em duas Dinâmicas que estão em outros Post’s distintos e relacionados com o entendimento deste texto.


Tres_garrafas_2

Dinâmica das

três garrafas.


Pipoca_estourando_Efusão

Dinâmica:

A Transformação

do Homem interior.



Fruto_Espírito Recebendo_o_Espirito_Santo Batismo_Espírito
Sete_dons

Como posso receber o Batismo No Espírito Santo agora mesmo?



Derramarei_o_Espirito_Santo


Recebi esta mesma pergunta diversas vezes nos comentários e sempre foram respondidas particularmente, mas como ela continua sendo recorrente com o mesmo teor resolvi editar minhas respostas em um só post apesar dos temas já estarem divulgados em outras publicações, porém à medida que citarmos os textos já publicados anteriormente faremos Link’s para reencaminhar o leitor a mais detalhes específicos, estes Link’s sempre aparecerão na cor azul e sublinhados, para acessá-los basta clicar na frase com o mouse.

O nosso Ministério neste Blog, ou seja, o nosso trabalho realizado aqui neste blog e também nas pregações que já realizamos em diversos grupos, encontros e cidades se tratam de revelar, explicar e testemunhar exatamente o que é e como acontece o Batismo no Espírito Santo na vida de cada um de nós, por isso adiantamos que o assunto é extenso e com muitos detalhes que por si só sem o conhecimento de todos eles não impediriam o Batismo pessoal no Espírito Santo, mas simplesmente esclarece os acontecimentos e as sensações que podem ser diferentes em cada pessoa.

Durante muitos anos o termo “Batismo no Espírito Santo” ficou como que esquecido em um canto na Igreja Católica e pouco se falava sobre ele ou quase nunca se falava sobre esclarecimentos sobre este assunto, quando por acaso alguma coisa relacionada à ação do Espírito Santo acontecia sempre tratavam de esconder o fato, disfarçar e esquecer o mais breve possível.

A Igreja Cristã, Católica como a conhecemos nasceu e se espalhou pelo o mundo graças ao cumprimento das promessas de Deus feitas aos Judeus no antigo testamento, promessas essas que a princípio eram direcionadas à um povo exclusivo, à uma raça eleita, separada e consagrada a Deus, mas que porém por suas falhas e recaídas no pecado, novas promessas foram feitas e a exclusividade deixou de existir, por isso a “Promessa da Nova Aliança” é direcionada não apenas aos “Judeus”, mas sim à todos aqueles que creem nessas palavras, por isso a necessidade de se evangelizar a toda criatura, pois a promessa é para todos, mas como a receberiam se nada sabem sobre ela?

Jesus foi o inicio de tudo, pois Ele foi enviado por Deus ao mundo exatamente para cumprir tudo que havia sido prometido através de profecias no antigo testamento e que até aquela data ainda não haviam se cumprido.

A primeira promessa a ser cumprida foi o próprio nascimento de Jesus Cristo, pois Ele além de ser uma Promessa de Deus também seria aquele que prepararia o povo para receber o cumprimento das demais promessas que Ele mesmo cumpriria.


Jesus_batiza_no_Espírito_SantoQuem Batiza no Espírito Santo ?

“Se eu não for, o Espírito não virá a vós…” (São João 14)

Elaborei alguns power point’s que esclarecem o passo a passo das lembranças que Jesus fazia a respeito das promessas do Pai e foi adiando o fim de tudo para o dia de PENTECOSTES, que foi apenas um dia na história da Igreja, mas que representa na verdade uma porta que se abriu no céu para que o Espírito Santo fosse derramado sobre todos os homens de acordo a declaração de São Pedro em (Atos 2,14).

“POIS A PROMESSA É PARA VÓS, PARA VOSSOS FILHOS E FILHAS E PARA TODOS AQUELES QUE ACREDITAREM NESTA PALAVRA, HOJE, AMANHÃ E NO FUTURO, AQUI E AGORA, AMANHÃ AQUI E EM QUALQUER OUTRO LUGAR E ATÉ OS CONFINS DA TERRA ONDE FOR ANUNCIADOS O EVANGELHO.”

Isto significa que a promessa não era mais só para os Judeus e nem apenas só para os discípulos de Jesus reunidos no cenáculo naquele dia e sim para toda e qualquer pessoa na face da terra, viva ou que viesse a nascer no futuro.

É o que diz São Pedro se referindo à profecia de Joel 3 nos versos seguintes ao cumprimento da Promessa no dia de Pentecostes, pois a promessa era extensiva a todos os homens e não apenas aqueles que lá estavam ouvindo aquelas palavras.

Hoje estamos aqui, perguntando;

“Como eu posso receber o Espírito Santo ?”

A Verdade é que a PROMESSA JÁ FOI CUMPRIDA!  Ou seja, A PORTA JÁ ESTÁ ABERTA !

De acordo com o teor das primeiras pregações e expansão do Cristianismo (Atos 18) seria de praxe todos já estarem plenamente BATIZADOS NO ESPÍRITO SANTO.

Não é mais algo que devamos esperar por acontecer ou que devamos abrir uma porta para que entre ou ainda que devamos esperar a chuva cair para molhar a terra.

Na verdade é que já estamos debaixo desta chuva torrencial, o tempo do Kairós já foi inaugurado e a chuva está caindo em toda parte sem trégua desde Pentecostes e já podemos até anunciar uma inevitável inundação em toda a terra, queira o homem sim ou não queira, acreditando ou deixando de crer, pois assim profetizou Joel.


Vem_espirito_inunda_a_face_da_terra


As profecias que foram seguramente cumpridas por Jesus se referem à uma fonte que jorra sem cessar para a vida eterna… (S. João 7,38), à águas que cobrem a terra como as águas cobrem o fundo do mar… (Habacuc 2,14); ou ainda que Derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo:” (Atos 2,17).

Bom, se isto é verdade então porque eu ainda não fui batizado(a) no Espírito Santo? Porque ainda não falo em outras línguas? Estas sim deveriam ser as perguntas corretas já que não existe mais nenhuma porta a ser aberta, pelo menos do lado de Deus, pois todos os Dons do Pai estão à disposição da Igreja como os frutos estavam a disposição de Adão e Eva no Paraíso.

Disse o Pai misericordioso ao irmão do filho Pródigo:

“Tudo que é meu é teu…”

Você já ouviu falar de Zica virus, febre amarela, catapora, sarampo, sabe que tudo isto são doenças que são provocadas por infestação por vírus e que são facilmente contraídas quando estamos dentro de um ambientaste infectado, sabemos que no passado muitas pessoas morreram e estas doenças se espalhavam como rastro de pólvora e como a gripe apenas respirando o ar que uma pessoa contaminada expirou, mas que hoje isto já não acontece assim tão drasticamente desta forma como no passado porque o homem criou mecanismos para evitar este contágio descontrolado no mundo e para proteger as pessoas destas doenças fatais.  Criaram a VACINA e basta tomar uma dose desta vacina para que você não tenha a enfermidade mesmo estando exposto ao vírus em um ambiente contaminado, assim estas doenças praticamente foram eliminadas de diversos lugares no planeta.

De certa forma, o mundo ou as pessoas de dentro da Igreja criaram mecanismos protetores contra o eventual Batismo no Espírito, criaram uma vacina contra o Espírito Santo!

Como podes dizer isso?

Que absurdo ! Como se pode falar isso assim?

Uma das vacinas mais comuns chama-se “IGNORÂNCIA”!

Ignora-se as coisas mais simples que deveriam ter sido ensinadas na catequese e mesmo tendo sido ensinadas, ficou apenas na teoria e nunca foi praticado como no princípio da Igreja era totalmente fundamental.

São Paulo Já falava assim aos Corintios no Capitulo 12:

1. A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vivais na ignorância.”

Na verdade, se passaram 2000 anos e as pessoas continuam ignorando na prática tudo sobre o que São Paulo escreveu neste Capitulo 12.

Se Fala que estas manifestações não existem mais, sendo que Jesus disse que o Espírito Estaria eternamente conosco (S. João 14).

Dizem que isto é coisa de maluco, que essas coisas não acontecem de fato, que falar em línguas é coisa de demônio e espiritismo, que Deus não é surdo e não precisamos louvá-lo em alta voz, que não podemos bater palmas na Igreja para não ridicularizar Jesus Crucificado e diversas outras coisas insignificantes que ouvimos e vamos guardando e trancando no coração e quando o Espírito Santo Bate na sua porta para entrar… temos medo e receio de abrir a nossa porta, pois poderia acontecer aqueles sintomas que o mundo diz que é coisa de maluco e que cristão católico não tem dessas coisas não.


O que é batismo com o Espirito Santo? como alcança-lo nos dias de hoje?
O que é batismo com o Espirito Santo? como alcança-lo nos dias de hoje?

Fato:  A Igreja se iniciou na terra graças ao BATISMO NO ESPÍRITO SANTO.

Fato:  A Evangelização Cristã se espalhou pela terra graças aos Dons Espirituais exercidos pelos Apóstolos que foram adquiridos através do Batismo no Espírito Santo.

Fato:  Todas as pessoas que acreditavam no evangelho e foram Batizadas também receberam o Batismo no Espírito Santo. (diversas passagens em Atos)

Com o tempo, porém esta pratica foi sendo substituída pelos ensinamentos mais sólidos que foram sendo escritos com tinta em papeis, cartas e documentos e é neste ponto que São Paulo já naquela época criticava as comunidades que se apagavam no fogo do Espírito e voltando à antiga lei escrita nas pedras de Moisés.

Não podemos desprezar os ensinamentos dos Antigos Apóstolos e Profetas, mas não podemos jamais desprezar a fonte de onde veio todos esses ensinamentos que foram escritos que é o Espírito Santo que agora também habita em nossos corações.

Oh insensatos Gálatas 3, quem vos fascinou a vos outros…. Vós que começastes no Espírito agora estejais a se aperfeiçoar na carne….  II Cor 3 …. Vós sois uma carta de Cristo escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo…   A letra mata, mas o Espírito Vivifica…   Apocalipse 2, 14   “Tenho porém contra vós que arrefeceste o vosso primeiro amor…. volta pois donde caíste e retoma a prática das primeiras obras….” e por aí vai…

E o tempo foi passando e outras verdades foram tomando a frente desta verdade e acabou por ficar escondida e esquecida a VERDADE de que sem o Espírito Santo nada somos e nem seremos nada, sem o Espírito Santo não existiria Igreja e nem evangelho, Sem o Espírito Santo a Igreja é um corpo sem alma e sem alma o corpo não se mexe, não tem VIDA. (Ezequiel 34).

O Espírito é a alma da estrutura da Igreja, não adianta um esqueleto integro e perfeito, músculos sadios, sangue limpo e nem pele bonita, pois um corpo sem Espírito é um corpo morto e sem o Espírito Santo e sua ação nós e a Igreja estaríamos sem VIDA.

Quando falamos neste tom aparecem aqueles que nos criticam afirmando que a Igreja jamais se esqueceu do Espírito Santo, o que é bem verdade, pois o recebemos em nosso Batismo, o recebemos em nossa Crisma, mas quando se pergunta em publico… “Quem é o Espírito o Espírito Santo?” a grande maioria das pessoas apenas responde “É uma pombinha branca!”, ou seja, quem acredita que o Espírito Santo é só uma pombinha branca jamais sentirá o fogo arder em seu coração, não sentirá a chama que queima e transforma todo o nosso ser, não receberá a chama que nos dá força e poder nos revelando os Dons de Deus para executarmos a sua vontade neste mundo testemunhando o seu poder em nossas vidas.

Eu poderia lhe dizer agora que ser Batizado no Espírito Santo é muito simples e rápido!  Porque na verdade o Espírito Santo já está dentro de você!

É VERDADE!   PODE CRER !

A Promessa já foi cumprida, O Espírito já foi derramado!

O Que nós fazemos na verdade é só repetir e relembrar o que Jesus fez, relembrar as promessas de Deus e preparar o terreno para receber a chuva que germina esta semente que já recebemos em nosso coração.

O que fazemos mesmo é algo mais simples, convencemos as pessoas a fechar seus guarda-chuvas e se deixar molhar completamente.

Para nos abrirmos à ação do Espírito Santo é necessário alguns passos básicos como por exemplo:

É preciso conhecer o Amor de Deus por nós, saber que não experimentamos este amor pleno devido ao pecado que nos afasta de Deus deformando a imagem de Deus em nós e por isso precisamos arrepender destes pecados, renunciá-los confessando e crendo que Jesus é o nosso Salvador pessoal que pagou o preço de nossa condenação a morte na cruz e se tornou o Senhor de todas as coisas. É preciso aceitar Jesus como nosso Senhor pessoal, conhecer as promessas de Deus como e porque elas foram feitas e como foram cumpridas e porque hoje elas estariam totalmente à nossa disposição.

Depois de tudo isso o que fazemos é um momento de louvor que significa abrir as nossas portas, abandonar os nossos guarda-chuvas para que possamos ser totalmente mergulhados nas águas do Espírito Santo – O Batismo no Espírito Propriamente dito, isto é um mecanismo muito simples, o louvor é uma força que nos aproxima de Deus que é fogo e poder e assim como o milho de pipoca dentro de uma panela com óleo e fogo ele vai aquecendo até que explode e o grão de milho se torna uma linda pipoca, que não é mais milho e jamais retornará a ser milho novamente.   Por isso não usamos mais o termo Batismo no Espírito Santo, porque este Batismo “SACRAMENTO” já aconteceu e agora o que realizamos é apenas uma efusão que significa um aquecimento dessa pipoquinha que já está presente em seu coração e basta apenas esse calor para que ela se revele num segundo como o estouro do milho de pipoca ou noutra simples comparação, “É como a sementinha que foi plantada e recebe a água da chuva que vai amolecendo a casca até que ela germina e cresce para fora da terra se tornando uma imensa árvore.”

Teoricamente é somente isto e bastaria essa teoria para que você em um momento de louvor qualquer a qualquer momento se abrisse o suficiente e começasse ali mesmo a falar em outras línguas e profetizasse em publico sem o menor temor ou constrangimento com medo de ser criticado(a), isto é Batismo no Espírito, porém o que nos trava principalmente é o medo, a insegurança e o temor das outras pessoas.

Por isso quando realizamos um curso de experiência de oração ou seminário de vida no Espírito (1) estamos criando as condições necessárias para que as pessoas se soltem e serão auxiliadas pela oração de outras pessoas que já passaram por essa mesma experiência e se soltaram para deixar o Espírito agir em seus corações, por isso a teoria aqui apresentada é o suficiente para que você receba a efusão do Espírito Santo, porém dentro de um encontro de seminário 1 facilitará a sua aceitação pois estará em um recinto apropriado para tal acontecimento.

A comparação mais popular é mesmo a musiquinha da pipoca que estoura na panela, porque uma vai contagiando a outra e de repente todos estão cheios do Espírito Santo.

Qualquer duvida, não tenha receio, comunique novamente.

Veja nossos power point e textos sobre este assunto.

A Antiga Aliança… | Enchei-vos do Espírito Santo de Deus …

A PROMESSA DA NOVA ALIANÇA | Enchei-vos do Espírito Santo de …

As Promessas se cumprem em Jesus. | Enchei-vos do Espírito Santo …

Um Novo Pentecostes. | Enchei-vos do Espírito Santo de Deus …

Efusão significa um novo Derramamento do Espírito. | Enchei-vos do 

Efusão no Espírito Santo. | Enchei-vos do Espírito Santo de Deus …


http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg?w=130&h=120&h=120 SVE_I
Antiga_Aliança_02 Sete_dons
Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito

SEQUENCIA DE  POWER POINT  NO SLAIDSHARE


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Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito

Promovam Seminários de Vida no Espírito em vossas Paróquias.



“Peço a todos e a cada um que, como parte desta corrente de graça da Renovação Carismática, organizem Seminários de Vida no Espírito Santo em suas paróquias, seminários, escolas a fim de compartilhar o Batismo no Espírito“,

disse Papa Francisco que foi aplaudido ao fazer o pedido inesperado para os Sacerdotes presentes na Basília de São João de Latrão. O pontífice pediu também catequeses que “através do Espírito Santo produzissem a experiência pessoal com Jesus que transforma nossas vidas”.

Papa Francisco fala a padres da RCC.



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O Papa Francisco pediu aos padres reunidos no Terceiro Retiro Mundial para Sacerdotes promovido pela Renovação Carismática, em Roma, que compartilhem a experiência do Batismo no Espírito Santo através de seminários de Vida no Espírito Santo organizados e promovidos em suas Paróquias.

Encontro Internacional para Sacerdotes Organizado pelo International Catholic Charismatic Renewal Services – ICCRS que tem à frente Michelle Moran, o Retiro para Sacerdotes foi uma verdadeira renovação na vida dos padres  presentes e um marco deixado na história do movimento que surgiu no final da década de 60 nos Estados Unidos.


Trecho da palavra do Papa Francisco que contém o texto transcrito acima.



Palavra do Papa Completa.

Papa Francisco. III Retiro mundial de sacerdotes del 12 de junio de 2015



Resumo deste ensinamento na site oficial da RCC.


Francisco e os Carismáticos

Ao voltar do Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude o papa respondera a uma questão sobre a RCC levantada por um jornalista. Na ocasião, disse o papa: “eu vou dizer uma coisa: nos anos 1970, início dos 1980, eu não podia nem vê-los [ os carismáticos]. Uma vez, falando sobre eles, disse a seguinte frase: eles confundem uma celebração musical com uma escola de sambaEu me arrependi. Vi que os movimentos bem assessorados trilharam um bom caminho. Agora, vejo que esse movimento faz muito bem à Igreja em geral. Em Buenos Aires, eu fazia uma missa com eles uma vez por ano, na catedral. Vi o bem que eles faziam. Neste momento da Igreja, creio que os movimentos são necessários. Esses movimentos são uma graça para a Igreja. A Renovação Carismática não serve apenas para evitar que alguns sigam os pentecostais. Eles são importantes para a própria Igreja, a Igreja que se renova.

Nosso Post Anterior:

Papa Francisco Responde sobre a RCC.

Os Papas Falam à Renovação Carismática Católica.



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Os Papas acolhem a RCC



Seminário de Vida no Espírito Santo (SVE’S)

Seminário de Vida no Espírito Santo é uma sequência de pregações e orações cujo centro é o querigma (primeiro anúncio). O objetivo é proporcionar ao participante uma experiência pessoal com Jesus Cristo através do Batismo no Espírito Santo como fora prometido pelo Pai no AT e relembrado por Jesus no NT. Os encontros podem ser semanais, acontecerem dentro de retiros de finais de semana ou  ainda “relâmpagos” quando acontecem dentro de encontros pontuais.

Nossos Post’s sobre esse assunto:

Seminário de vida no Espírito.

Primeira Experiência de Oração – SVE I.

Seminário de Vida no Espírito – SVE I

Efusão no Espírito Santo.

É mesmo necessária uma nova Efusão do Espírito Santo?


SVE-1


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Kairós, O tempo Oportuno de Deus.


KAIRÓS: É o tempo determinado, nem antes e nem depois, o tempo, a hora, o minuto e o segundo certo para a ação de Deus, podemos dizer que não seria antes e nem depois, pois é o exato momento reservado por Deus.

SALVAÇÃO: “Muitas pessoas criticam este termo, principalmente no que tange à Salvação proposta por Jesus na Cruz, sendo que: aqueles que vivem tranquilos e sem dificuldade sem conhecer Jesus e não acreditando em Deus, se referem à Salvação como algo desnecessário.”

MEDITAÇÃO EM POWER POINT

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Kairós, O Tempo de Deus!

Post sobre o mesmo assunto, pois o texto abaixo é a transcrição do slaid que acompanha o post postado no Slaidshare – São complementares.

Visualização Slaid’s:

2.  “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:” (Eclesiastes 3,1)-15

3. Texto completo: (3.1) “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: 2 há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; 3 tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; 4 tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; 5 tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; 6 tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; 7 tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; 8 tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz. 9 Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se afadiga? 10 Vi o trabalho que Deus impôs aos filhos dos homens, para com ele os afligir. 11 Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim. 12 Sei que nada há melhor para o homem do que regozijar-se e levar vida regalada; 13 e também que é dom de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho 14 Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele. 15 O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou.” (Eclesiastes 3:1-15)

4. Uma pequena definição dos termos usados para definir o tempo na Bíblia:

Obs: Os gregos antigos possuíam duas palavras básicas para a moderna noção de “tempo”:

Chronos & Kairós

5. – Aion:  Indicava o tempo de prazo longuíssimo, um período muitíssimo distante, que não temos conta nem como medir. O apóstolo Paulo usa esse termo quando diz que Jesus é Senhor não apenas neste século, ou nesta era, isto é, aion, como também no tempo vindouro – inclui aí milênios,   SEMPRE.

6. Chronos: Na Mitologia Grega era um deus dominador que destruía e consumia tudo que criava. Comia os próprios filhos dando uma idéia de fim inevitável assim como o tempo consome e deteriora tudo que nasce ou é criado pela natureza. Sendo que seria impossível escapar deste fim assim como todos nós estamos fadados inevitavelmente à morte levados pelo efeito do tempo em nosso próprio corpo que tornará ao pó tudo aquilo que um dia viera deste mesmo pó da terra.

7. Kairós: Na Mitologia Grega Kairós era filho do deus Chronos que escapou da morte e que ao contrário de seu Pai dava uma oportunidade de Salvação desta inevitável destruição. Era rápido e imprevisível e assim escapava das armadilhas de seu pai. Porém era careca na parte de traz da cabeça e assim não podia ser agarrado por traz pelos cabelos ao passar, a única chance era agarrá-lo de frente de imediato sem hesitação.

8. Chronos:  Está relacionado com a ideia de tempo cronológico “Tempo linear, corrente e finito” Tempo físico mensurável e definido como os minutos, as horas, os dias, meses, anos e etc. Isto é. “Cronologia”

9. Kairós: É um tempo imensurável e imprevisível, está sempre no presente, mas eminentemente no passado, é um instante como um piscar de olhos. É descrito como “O tempo Oportuno”, “O Tempo de Deus”. É um tempo determinado e imediato em que podemos conseguir uma definição permanente para o futuro.

10. Kairós: – indica um período de tempo, uma ocasião adequada ou uma oportunidade. O tempo da oportunidade, o tempo de uma visitação, o tempo de uma estação, a época da adolescência, o período das chuvas, ou o tempo de casamento. Por exemplo: Jesus veio ao mundo no tempo certo de Deus, ou seja, no kairós de Deus. Isto significa que tudo estava preparado para Cristo nascer.

11. “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho.“ (São Marcos, 1,15) 

Jesus Inaugura assim o  Kairós.

12. O tempo da Graça, O tempo da Salvação.

“ É agora o momento favorável, É agora o dia da salvação ”. (II Cor. 6,2b)

13. O Que é SALVAÇÃO: É evitar o inevitável; É realizar o impossível; É receber o perdão De uma dívida impagável; É retornar à vida depois de perder até a ultima gota de sangue!  É escapar da morte recebendo mais uma chance e uma nova VIDA …

Muitas pessoas acham que não precisam de Salvação.

13. Porque rezam e vão à Igreja; Porque não cometem pecados graves; Porque não são pobres e dependentes; Porque são ricas e abastadas; Porque não estão doentes; Porque são pessoas boas E não cometem o mal; Porque não correm perigo; Porque não se vê nenhuma tempestade com chuvas, Raios, trovões, ventanias, furacões, tsunamis e terremotos a caminho… logo está tudo bem e sem problemas.

14. O Apocalipse (3,17) diz:

“Pois dizes: Sou rico, faço bons negócios, de nada necessito – e não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu. 18. Aconselho-te que compres de mim ouro provado ao fogo, para ficares rico; roupas alvas para te vestires, a fim de que não apareça a vergonha de tua nudez; e um colírio para ungir os olhos, de modo que possas ver claramente.”

14. Surpresa … (S. Mateus 24,35). O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. 36. Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai. 37. Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem. 38. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Surpresa … 2. Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite. 3. Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão.

15. Como um ladrão: 2. Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite. 3. Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão.

16. A Salvação é um Presente de Deus. (Efésios 2,8-9) Mas muitos ainda não a encontraram e nem perceberam o seu grande VALOR!

17. São Paulo escreve aos (Romanos 13,11). Isso é tanto mais importante porque sabeis em que tempo vivemos. Já é hora de despertardes do sono. A salvação está mais perto do que quando abraçamos a fé. 12. A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo- nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. São Pulo nos fala:

18. Não percebemos esta realidade espiritual e andamos perdidos no tempo! Mesmo cristãos andam afirmando que seu tempo não dá para nada e que seu dia teria que ter o dobro das horas para possibilitar o cumprimento de sua agenda! O que isto significa? O que a Palavra de Deus tem a nos dizer acerca disto?

19. A Palavra nos afirma que TUDO tem o seu tempo DETERMINADO: O nascer, o adolescer, o amadurecer, casar, envelhecer, morrer e etc. Quando tentamos fazer as coisas ou viver a vida fora do tempo determinado por Deus ou atropelando o “ciclo da vida”, corremos sérios riscos.

20. O tempo EXISTE para tudo aquilo que na vida se converte em um PROPÓSITO! O que é um propósito? 21. Um PROPÓSITO é uma determinação (atitude) interior, fruto de análise e reflexão, que gera e nutre uma AÇÃO exterior! A questão das Prioridades da Vida, claramente estabelecidas por Deus em Sua Palavra – (Efésios 5 e 6)

22. Conclusão … Nosso propósito, nossas prioridades, nossos planos e metas determinam como gastamos o nosso tempo. Por sua vez, a maneira como gastamos o nosso tempo determina quem e o que somos. O SEGREDO é começar a ouvir à Deus antes de decidir – uma decisão tomada é quase impossível de ser mudada.

23. Devemos participar efetivamente dos PLANOS DE DEUS para NOSSA VIDA.

Analise sua vida agora!

24. Quem quer hoje converter o seu tempo, entregar sua agenda ao Pai? Quem anda estressado, exausto, por estar vivendo um estilo de vida não compatível com a direção de Deus, conformando-se as imposições de uma sociedade que perdeu o rumo? É possível estar desgastado também por tentar fazer o Que Deus não mandou ou Tentar fazer mais do que ele requer.

25. (S. Mateus 25) – Os convites já foram enviados  Vinde benditos de meu Pai

26. O banquete está pronto, mas os convidados não foram dignos e não compareceram! (S. Mateus 22,8) E Você ? Também foi convidado! Não virá para a Festa?

27. O Tempo da graça está conosco agora, mas seu fim está próximo. O tempo de tomar a decisão está se esgotando e em breve as portas para o grande banquete serão fechadas e ninguém mais poderá entrar, não perca sua oportunidade.

Tome sua decisão agora!

28. “Vigiai, pois, com cuidado sobre a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios 16. que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus. 17. Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus.18.Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito.” (Efésios 5, 15).

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As Promessas se cumprem em Jesus.


As promessas de Deus no antigo testamento se cumprem em JESUS, inclusive a Promessa do Espírito Santo. Jesus cumpriu a Promessa do Pai para nós, nos revelou e entregou seu Espírito para estar eternamente conosco.  

MEDITAÇÃO EM POWER POINT

Jesus veio cumprir a promessa do Pai

“Jesus veio cumprir a promessas do Pai.”

“OS CÉUS PROCLAMAM A GLÓRIA DE DEUS”

Alguns Slaid’s do texto: 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 

Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, (Gálatas 4,4)

Simeão ao ver Jesus em suas Mãos disse: Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salvação. (São Lucas, 2 , 29 )

Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito Santo. Este é quem batiza no Espírito Santo. João disse a todos discípulos: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; (São Lucas 3,16)  – Siga – O … Ele vos Batizará no Espírito Santo e no fogo.

Antes de Cumprir definitivamente  a promessa de Deus, Jesus saiu anunciando que o Reino de Deus Estava Próximo, reafirmando tudo que o Pai já havia dito e prometido no Passado.

Jesus replicou-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus. (S. João 3 – Nicodemos)

O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com Aquele que nasceu do Espírito. (S. João 3).

Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais?  (S. João 3,12)

Se tu soubesses, quem É o que te pede, Dá-me de beber, Certamente lhe pedirias Tu mesma, e Eu lhe daria Uma água Viva… (S. João 4) A Samaritana água Viva…  Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede, mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna.

No último dia, que é o principal dia de festa de Pentecostes, estava Jesus de pé e clamava: Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. 38. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11). (S. João 7,37) 39. Dizia isso, referindo-se ao Espírito que haviam de receber os que cressem n’Ele, pois ainda não fora dado o Espírito, visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado. (S. João 7,39)

Podemos observar que tudo que Jesus fazia e tudo que Ele anunciava estava relacionado com o cumprimento da Promessa do Pai … Para Receberem o Espírito Santo e o Levarem a todas as nações, e a Todos os homens sem distinção alguma.

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. (João 14,16.)

Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito. (S. João 14)

Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! porque, se eu não for, O Paráclito Não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei. (João 16,7)

Estas foram as ultimas palavras de Jesus: Eu mesmo enviarei o Espírito Santo sobre vós. Cumprimento das Promessas do Pai. A partir deste momento começa a Paixão de Jesus que Culmina com sua Ressurreição, que é o sinal do: Cumprimento das Promessas do Pai.

Depois da Ressurreição Jesus apareceu no meio deles e comendo com eles se levantou e disse: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. 22. Depois dessas palavras, SOPROU sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo.” (S. João 20,21)

Ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem ali o cumprimento da promessa de seu Pai. Espírito Santo daqui há poucos dias. Que ouvistes, disse Ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis Batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias.

Esperem aqui o cumprimento da Promessa de meu Pai.

A Seqüência continua em PENTECOSTES …

Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: (Joel 3,3)


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NOVA ALIANÇA

PENTECOSTES


Comentário:

Este texto é uma sequência de quatro Power Point narrando a trajetória dos textos referentes a promessa do Espírito Santo, desde a antiga aliança até o Pentecostes, ainda iremos elaborar dois outros Power point narrando a comprovação do cumprimento da promessa e mostrando como o Espírito agia no início da Igreja


Alimento_Espiritual_Autêntico Dom_Fé_Milagres Nascer_da_agua_e_do_espirito
Eucaristia_centro_da_vida_da_Igreja Experiência_com_Deus Consertar_o_mundo


A Transformação do Homem interior pelo poder do Espírito Santo.



Para que vos conceda, segundo seu glorioso tesouro, que sejais poderosamente robustecidos pelo seu Espírito em vista do crescimento do vosso homem interiorQue Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados na caridade, (Efésios 3, 16-17)


Recebei o Espírito Santo




Fomos batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. O Pai que tudo criou por amor, o Filho amado que se encarnou, morreu, ressuscitou, voltou ao Céu, está presente conosco, um dia há de voltar glorioso, e o Espírito Santo de amor, alma da Igreja, presente do Ressuscitado à Igreja e ao mundo. O coração de nossa vida cristã está no amor, vida da Santíssima Trindade, força transformadora, capaz de mudar o mundo. No tempo do Espírito Santo, até o final dos tempos, somos chamados à missão de anunciar a Boa Nova do Evangelho.

Jesus ressuscitado apareceu aos seus discípulos, soprou sobre eles e lhes concedeu o Espírito Santo (Cf. Jo 20, 19-23). Quando veio o dia de Pentecostes, os que se encontravam em oração no Cenáculo, com Maria, a Mãe de Jesus, receberam o Espírito Santo (Cf. At 2, 1-11). Homens antes marcados pelo medo agora se lançam à missão. Multiplicaram-se os dons do Espírito Santo na vida de todos e os Atos dos Apóstolos testemunham os frutos de sua efusão, na pregação, vida comunitária, oração e milagres. E a Igreja cresceu com a força do Espírito, mantendo em todos os séculos o ardor missionário, para chegar aos confins da terra. Cada época, inclusive com suas crises, foi sempre marcada pela ação do Espírito Santo, que suscitou pessoas e iniciativas adequadas para que o Evangelho chegasse a todos.

E época de mudanças e crises é, de forma especial, o tempo em que vivemos, tanto que se diz com frequência que a atual é uma “mudança de época”, uma grande virada na história, que deixa perplexas pessoas e instituições, como se o chão fosse tirado de debaixo dos pés. Nos próximos meses serão comemorados os cinquenta anos da conclusão do Concílio Vaticano II, assim como de vários de seus documentos, frutos da ação do Espírito Santo, que impulsionou a belíssima estação missionária então inaugurada na Igreja. A última das grandes Constituições emanadas do Concílio continua plenamente atual, reveladora da perspicácia suscitada justamente pelo Espírito Santo, parecendo redigida para os dias que correm.

Nossa atual mudança de época é chamada de crise. O Concílio Vaticano II oferecia uma leitura que se revela pertinente: “Como acontece em qualquer crise de crescimento, esta transformação traz consigo não pequenas dificuldades. Assim, o homem, que tão imensamente alarga o próprio poder, nem sempre é capaz de colocá-lo ao seu serviço. Ao procurar penetrar mais fundo no interior de si mesmo, aparece frequentemente mais incerto a seu próprio respeito. E, descobrindo gradualmente com maior clareza as leis da vida social, hesita quanto à direção que a esta deve imprimir. Nunca o gênero humano teve ao seu dispor tão grande abundância de riquezas, possibilidades e poderio econômico; e, no entanto, uma imensa parte dos habitantes da terra é atormentada pela fome e pela miséria, e inúmeros são ainda os analfabetos. Nunca os homens tiveram um tão vivo sentido da liberdade como hoje, em que surgem novas formas de servidão social e psicológica. Ao mesmo tempo em que o mundo experimenta intensamente a própria unidade e a interdependência mútua dos seus membros na solidariedade necessária, ei-lo gravemente dilacerado por forças antagônicas; persistem ainda, com efeito, agudos conflitos políticos, sociais, econômicos, raciais e ideológicos, nem está eliminado o perigo duma guerra que tudo subverta. Aumenta o intercâmbio das ideias; mas as próprias palavras com que se exprimem conceitos da maior importância assumem sentidos muito diferentes segundo as diversas ideologias. Finalmente, procura-se com todo o empenho uma ordem temporal mais perfeita, mas sem que a acompanhe um progresso espiritual proporcionado. Marcados por circunstâncias tão complexas, muitos dos nossos contemporâneos são incapazes de discernir os valores verdadeiramente permanentes e de harmonizá-los com os novamente descobertos. Daí que, agitados entre a esperança e a angústia, sentem-se oprimidos pela inquietação, quando se interrogam acerca da evolução atual dos acontecimentos. Mas esta desafia o homem, força-o até a uma resposta” (GS 9).

O Espírito Santo suscita e exige de nós respostas adequadas, capazes de revelar o papel que cabe justamente aos cristãos na transformação da realidade. Um dos sinais da docilidade ao Espírito Santo é o sentido da esperança, com o qual se identificam os sinais da graça de Deus presentes nos corações das pessoas. Passar por todos os lugares recolhendo o que existe de positivo e de autêntico em todos, verdadeiras sementes do Verbo de Deus que o Espírito Santo plantou. Atrás de muitos olhares cheios de perplexidade, outros até marcados pela dor ou pela revolta, está latente a busca da verdade. Celebrar a Festa de Pentecostes é comprometer-se com a visão do bem existente, onde quer que nos encontremos, especialmente nos ambientes mais desafiadores.

As pessoas não esperam dos cristãos uma adaptação pura e simples aos conceitos de grupos ou correntes de pensamento. O respeito aos cristãos vem quando estes são coerentes e buscam as razões de suas convicções e as oferecem com simplicidade e realismo. Já ouvi jovens que afirmaram ainda não conseguirem viver como cristãos, mas sabedores de que estes proclama e vivem a verdade. Este é um caminho oferecido pelo Espírito Santo, adequado para nossos dias.


Pentecostes_2012


O Espírito Santo suscita para nosso tempo a coragem para sermos diferentes para melhor. Considero verdadeira tentação as respostas feitas de tradicionalismo e integrismo, com as quais alguns grupos pretendem contrapor-se às ondas destruidoras de valores de nosso tempo. É mais exigente e ao mesmo tempo mais forte que homens e mulheres convictos do Evangelho, presentes em todos os ambientes, criativos no diálogo, corajosos na descoberta das pontes a serem edificadas com as pessoas que muitas vezes os questionam, se sintam lançados aos novos campos de missão. O Espírito Santo nos conceda uma nova onda de profissionais, técnicos, cientistas, operários, políticos, gente de nosso tempo com uma nova qualidade, capazes de serem diante do mundo melhores, não para humilhar quem quer que seja, mas prontos a fecundar esta época com as mudanças mais profundas, aquelas que Ele mesmo, Espírito da verdade, planta em nossos corações.

Atitudes de nosso tempo, “da hora”, plenamente adequadas, como fruto do Pentecostes que celebramos: clareza de que Deus habita em nós como num templo, consciência de que a dignidade humana dada pelo Batismo, fazendo-nos novas criaturas; horror ao pecado, à mentira, à violência, à impureza (Cf. Gl 5, 13-26); oração contínua (Cf. Lc 18, 1) para viver sempre na presença de Deus; humildade, penitência, adesão à Igreja de Cristo e alegria constante. Pessoas assim, conduzidas pelo Espírito Santo, são capazes de fermentar a mudança do mundo e responder aos desafios de nosso tempo.


Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará
Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL


Fonte: www.rccbrasil.org.br/espiritualidade-e-formacao/index.php/artigos/1440-recebei-o-espirito-santo



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A APARÊNCIA DE CRISTO

IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS

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É mesmo necessária uma nova Efusão do Espírito Santo?



Porque razão há necessidade de uma Efusão do Espírito Santo se já somos batizados ou crismados?

Muitos cristãos, especialmente os católicos, pensam que o Espírito Santo foi, sobretudo dado nos Sacramentos, especialmente no Batismo e no Crisma ou Confirmação e, por isso, questionam-se muitas vezes, sobre qual é a necessidade da Efusão do Espírito Santo se o mesmo Espírito Santo já nos foi dado.



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Na verdade pelo Batismo, morrendo e ressuscitando com Cristo, nós nos tornamos filhos de Deus, somos marcados com o selo do Espírito Santo e chamados a partilhar a vida divina. Pela Confirmação nós recebemos os dons do Espírito Santo para crescermos nesta vida divina, para nos tornarmos conformes à imagem de Cristo, sermos missionários ao serviço do Evangelho, na Igreja.

O que acontece é que há uma diferença entre esta Infusão do Espírito e a Efusão do Espírito. Pelos sacramentos é-nos garantida a graça do Espírito. Mas o Espírito é livre e não opera apenas naquele momento que recebemos os sacramentos pela primeira vez.

A Efusão é uma manifestação do Espírito que está dentro de nós. O Espírito entra em nós através da infusão, do Batismo e também do Crisma, da Eucaristia, da Confissão, e dos outros sacramentos. Isto é através dos sacramentos há uma infusão do Espírito Santo. O Espírito entra dentro de nós e quando impomos as mãos a uma pessoa para a Efusão do Espírito, o Espírito já está dentro dela e manifesta-se. Ele cria dentro dela uma nova efusão do Seu poder, que se irradia no seu espírito e vai lavando, purificando, curando, transformando e renovando totalmente a vida dessa pessoa.


Corasao_Templo_do_Espírito


Quando Preparamos pessoas adultas para o receber o Sacramento do batismo elas entendem bem e compreendem o verdadeiro valor do Sacramento do Batismo, mas, de um modo geral o Batismo é ministrado em crianças na faixa etária de um mês a dois anos de idade. Nessa altura as crianças não sabiam quem era o Espírito Santo nem possuíam a necessária compreensão sobre o valor e utilidade do Batismo na sua vida. Por essa razão são os pais e os padrinhos que fazem a profissão de fé e assumem, perante Deus e a Igreja, a responsabilidade de transmitirem aos filhos e afilhados ao longo dos anos, em união com a catequese paroquial, os ensinamentos, deveres e obrigações oriundos dos Sacramentos. Embora se espere que lhes seja dada a experiência do Espírito no seu crescimento cristão, muitos não são educados nesta experiência do Espírito Santo. Depois quando alguns deles fazem o Crisma na sua adolescência e quando se espera que o sacramento da confirmação seja uma experiência de Efusão do Espírito Santo, tornando os crentes verdadeiros soldados de Cristo, tal como é prática hoje, também permanece muitas vezes como apenas um ritual, sem qualquer preparação e experiência profunda do Espírito Santo. E assim muitos cristãos prosseguem as suas orações e práticas religiosas, através de rituais e símbolos, sem conhecer a verdadeira unção e ação do Espírito Santo que recebem. A Efusão do Espírito vem “acordar” o nosso Batismo, o nosso Crisma. Em muitos batizados a Graça quase se extinguiu. “Deus estava lá e eu não sabia” (Gn 28,16). A Efusão vem realizar a promessa: “Se alguém Me ama, revelar-Me-ei a ele, Meu Pai amá-lo-á, Nós viremos a ele e faremos nele a Nossa morada” (S. Jo 14,21-23). O Espírito foi-nos dado no nosso Batismo, mas, ao longo do tempo, a fonte das Águas Vivas tornou-se salobra e deixou de jorrar, ou o poço ficou fundo e nós deixamos de saber tirar a água, ou a corda ficou demasiado curta para que o nosso balde possa descer até à água (S. Jo 4,11). No deserto do nosso coração está uma nascente escondida (S. João 7,38), mas nós esquecemos o caminho até ela. É então que a Efusão do Espírito Santo intervém para aqueles que sentem esse apelo e recebem essa graça. E com a Efusão um fogo nasceu das brasas que julgávamos apagadas. A mecha estava lá mas coberta por uma boa camada de cinza. O Espírito na Efusão liberta o Seu poder, vem derramar o Amor no nosso coração e revelar-nos Jesus como único Senhor e Salvador.

Nos encontros carismáticos de preparação para a Efusão do Espírito Santo (SVE I) os participantes são conduzidos, através de catequeses e ensinamentos simples (O Querigma), a um compromisso adulto e consciente para aceitar Jesus Cristo como o seu único Senhor e Salvador, após um arrependimento contrito e completo dos seus pecados. Depois, no dia da Efusão, após uma fervorosa oração de súplica, numa atmosfera impregnada de oração, e pela imposição das mãos, o Espírito Santo, que neles está adormecido, é despertado:

“Por isso recomendo-te que reacendas o dom de Deus que se encontra em ti, pela imposição das minhas mãos, pois Deus não nos concedeu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de autodomínio” (2 Tm 1,6-7).

O que se verifica é que antes da Efusão a pessoa estava a fazia uma resistência enorme às manifestações do Espírito Santo. Tinha o Espírito como que amarrado, fechado, sem poder soltar-se.


Libertando_Espírito


Com a Efusão e naquele ambiente de oração profunda, a pessoa pode abrir-se e deixar-se conduzir pelo Espírito Santo, ou seja, deixar que Ele se manifeste e liberte o Seu poder. A partir daquela altura a pessoa, se liberta inteiramente ao conseguir se abandonar e entregar completamente ao Senhor, já não oferece resistência à manifestação do Espírito e por isso começa a manifestar-se nela aquilo que o Espírito vai operando dentro de si. Daí que uma Efusão do Espírito seja uma renovação de todos os compromissos que se fizeram quando se receberam os vários sacramentos e a libertação da totalidade do Espírito Santo e graça recebidos. É por esta razão que, embora não seja outro sacramento, muitas pessoas têm experiências maiores com a recepção da Efusão do Espírito Santo do que com a recepção dos Sacramentos. Por incrível que pareça a sua experiência de Deus, durante a Efusão do Espírito é, em geral, maior que a experiência que tiveram na sua primeira comunhão, na profissão de fé ou mesmo no Crisma.

É verdade que todo o cristão batizado tem o Espírito Santo mas nem todos estão cheios do Espírito, daí que devamos ser “batizados” no Espírito Santo periodicamente. Todo o Católico deve portanto ter esta experiência da Efusão do Espírito Santo. Em resumo, uma pessoa primeiro deve-se preparar e desejar encher-se do Espírito Santo a fim de ter o Espírito dentro dela, para que no momento da Efusão, a pessoa se abra completamente e deixe que o Espírito, que já no seu interior, se manifeste e liberte o Seu poder. Penso que se no dia do Crisma houvesse também este ambiente forte de oração haveria também muitas Efusões nesse sacramento à semelhança do que acontece nos grupos carismáticos.



Extração do livro “Efusão e Repouso no Espírito Santo” (3ª Edição) de João Carlos da Silva Dias. Encomendas: mirjsd@gmail.com; Portugal: Tel.: 00351.914137940



Fruto_Espírito Efusão_no_Espirito_2 Batismo_Espírito
Sete_dons


Queira receber a Efusão do Espírito Santo.


“Aspirai aos dons espirituais”

monsenhor Jonas Abib


Aspirais_aos_Dons_Espirituais


Ser instrumento do Espírito Santo não é resultado da nossa perfeição nem da nossa santidade. Pelo contrário! Nosso caminho de santificação, de perfeição, passa, necessariamente, pela efusão do Espírito Santo, pois não é possível apenas com nosso esforço. Certamente, podemos colaborar, cooperar, deixar-nos trabalhar pelo Senhor, mas é Ele quem faz tudo.

Nossa conversão verdadeira acontece quando somos recriados no Espírito Santo. A partir daí, tomamos gosto pela oração, pela escuta da Palavra de Deus, e começamos a participar realmente da Missa e dos sacramentos, a trabalhar na Igreja, cooperando com o Senhor.

Desse modo, não podemos, por nós mesmos, conceder nem privar os outros da graça que recebemos gratuitamente. “Quem crê em mim, do seu seio, do seu interior, jorrarão rios de água viva.” Basta isso.

Quando recebi a efusão do Espírito Santo, tudo durou um dia só. Padre Haroldo J. Rahm, SJ, passou pelo nosso seminário e concedeu um dia de retiro aos seminaristas. Ele falou sobre os dons, os carismas do Espírito Santo, sobre a Renovação Carismática. Na época, não entendi o que significava efusão do Espírito, dons nem carismas na perspectiva da Renovação Carismática. Sabia o que eram os carismas, os dons, mas não da maneira como estava acontecendo: as pessoas sendo curadas, orando em línguas. A confusão tomou conta de minha cabeça. Não entendi nada.

“Tudo começa pela efusão do Espírito”, disse monsenhor Jonas Abib


Efusão_no_Espirito_2


No entanto, o Senhor semeou, no meu coração, um desejo muito grande. Nem sabia que graça era aquela que receberia, mas a queria muito. Quando o padre Haroldo impôs as mãos sobre mim e fez uma oração breve, não senti nada, pareceu-me que nada havia acontecido. Mas, à noite, sozinho no pátio do seminário, comecei a orar como nunca havia orado na minha vida.

Tudo começou a mudar, foi o surgimento do olho-d’água. Era aquela a efusão no Espírito Santo, do jeito que Jesus falou: “Do seu interior correrão rios de água viva”. Sabemos que um rio de água viva nasce de um olho-d’água, não há outra forma. Foi assim na minha vida; será assim na sua.

Depois de três meses, fui fazer uma experiência de oração com padre Haroldo e levei três jovens comigo; foi então que, ouvindo as palestras sobre efusão do Espírito e os dons, comecei a entender o que estava acontecendo comigo. Nos três meses anteriores, Deus me deu a graça de experimentar muitas coisas novas. Meu sacramento e minha vida mudaram e tornou-se mais verdadeiro o arrependimento dos meus pecados.

Ali, na experiência de oração, fui encontrar a explicação daquilo que, pela graça de Deus, estava vivendo.

Você quer ou não ser transformado pelo Espírito Santo? Não sei o grau de sua aridez, de suas dificuldades espirituais, só sei que chegou a hora: o Senhor quer que você mergulhe na graça da efusão do Espírito Santo.

Vamos dizer ao Senhor: Senhor Jesus, quero receber a efusão do Espírito Santo, como diz a Tua Palavra: “Sereis batizados”. Quero ver-me banhado no Teu Espírito, possuído, até as últimas fibras do meu ser, pelo Espírito Santo de Deus. Vem, Espírito!

“Sim, Jesus, dá-me Teu Espírito. Plenifica-me, Senhor. Derrama sobre mim o Teu Consolador. Senhor, concede-me a graça. Peço que manem de mim rios de água viva, que se realize em mim a promessa: ‘Vós sereis batizados no Espírito Santo’. Realiza a Palavra, Senhor Jesus:

‘Do seu interior correrão rios de água viva’. Realiza a Palavra: ‘Descerá sobre vós o Espírito Santo. Recebereis força, poder e sereis minhas testemunhas até os confins da terra.’”

Vem, Espírito Santo, porque eu preciso de Ti agora. Cobre cada um dos meus (nomeie cada pessoa que você deseje abençoar) e o conduz a Tua Igreja. Vem, Espírito Santo, derrama-Te sobre nós. Jesus, Tu és o batizador; batiza-nos no Espírito Santo. Precisamos desta graça. Cumpra-se, Senhor, a Tua Palavra. Amém!


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Artigo do livro:

“Aspirai aos dons espirituais”,

monsenhor Jonas Abib.


Tres_garrafas_2

Dinâmica das

três garrafas.


Pipoca_estourando_Efusão

Dinâmica:

A Transformação

do Homem interior.



Fruto_Espírito Efusão_no_Espirito_2 Batismo_Espírito
Sete_dons

Efusão significa um novo Derramamento do Espírito.


EXPLICANDO O ACONTECIMENTO DE UMA FORMA MAIS DINÂMICA.


Derrama_Espirito


A palavra Batizar significa mergulhar.

A palavra Efusão significa Derramar.

Em ambos os casos configura-se a ação do Espírito Santo na pessoa como se fosse uma água viva que molha todo o corpo conforme a simbologia usada por Jesus em (São João 7,38).

“Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva. (Zc 14,8; Is 58,11).

O Batismo recebido por Jesus das mãos de São João Batista era um mergulho nas águas do Rio Jordão que molhava todo o corpo, a pessoa deveria ficar totalmente submersa por alguns instantes representando assim uma morte e um reviver imediato ao sair da água. Uma morte para o pecado do homem velho e o renascimento de um novo homem comprometido com a santidade.

A Igreja Católica hoje usa o método da “EFUSÃO” para o Sacramento do Batismo.   Ou seja, usa um derramamento de água sobre a fronte da pessoa, principalmente pelo fato de estarmos Batizando crianças que correriam riscos desnecessários ao serem mergulhadas em um rio como Jesus foi.  Também foi desta forma que Deus cumpriu a sua promessa em Pentecostes.  Ele derramou chamas de fogo que repousaram sobre cada um dos apóstolos que estavam presentes no Cenáculo, assim também usamos apenas um derramamento para efetuar o Batismo e para se referir ao Batismo no Espírito que foi na verdade um derramamento e não um mergulho propriamente dito.

De uma forma ou de outra o que importa mesmo é receber a água viva do Batismo como algo que nos molhando ou nos encharcando provoca um mesmo efeito espiritual tirando de nós toda sujeira da alma e do espírito como a equivalência de um banho e uma limpeza de tudo que poderia impedir a ação de Deus em nossas vidas, inclusive e principalmente o pecado que não é uma sujeira que está grudada na pele exterior do corpo e sim uma sujeira que gruda na nossa alma, sendo que o lavar desta água externa é apenas um reflexo da verdadeira “ÁGUA VIVA” que jorra internamente no ser humano dentro de seu coração lavando-o de toda sujeira do pecado.


Efusão_no_Espirito_1


A Efusão externa é visivelmente apenas um derramamento de água sobre a pessoa, mas a efusão interna é um derramamento espiritual que impregna toda sua alma de uma forma equivalente ao molhar do corpo externo.

A Palavra de Deus vai muito além de uma ação visível e exterior no corpo humano, pois Deus declara na profecia que vai penetrar e introduzir seu Espírito dentro de nossos corações.   Ele diz que “TODOS” o conhecerão porque este Espírito que nos penetra irá nos revelar a pessoa de CRISTO nos levando ao conhecimento do Deus verdadeiro.   Este “CONHECIMENTO DO SENHOR”, não se trata de “SABEDORIA humana”, história ou conteúdo de memórias e dados de aprendizado, mas se trata de uma “INTIMIDADE PESSOAL”,   Você tem muitos amigos e sempre terá um amigo que é mais chegado no qual você confia de forma a ser capaz de partilhar os seus segredos mais íntimos.   Se perguntamos o “POR QUE?” que somos capazes de partilhar segredos  com nosso melhor amigo e não somos capazes de contar nada sobre nós à uma pessoa desconhecida a resposta será simplesmente porque “CONFIAMOS NELE” e confiamos porque conhecemos.    Assim também acontece com o conhecimento do Senhor expresso na profecia de (Jeremias 31) “Porque todos me conhecerão…”, nada mais é que uma apresentação de Jesus à pessoa que recebe o Espírito Santo, assim, aquele Jesus que parecia tão distante de nós de repente num piscar de olhos se torna o nosso melhor amigo ao qual seremos capazes de “CONFIAR” ao ponto de lhe contar os nossos maiores segredos e depositar até mesmo as nossas vidas em suas mãos como São Pedro foi capaz de se lançar-se ao mar e caminhar em direção a Cristo.    Quando “CONHECEMOS” E “CONFIAMOS” em alguém a este ponto somos capazes de abrir as portas de nossa casa para que Ele entre, não só a porta da sala de visitas, mas também aquela porta que vive trancada do porão onde você esconde todas as suas coisas velhas e tranqueiras inúteis e os segredos que você esconde de todas as visitas “DESCONHECIDAS”.

Muitas vezes chamamos este acontecimento de uma “EXPERIÊNCIA PESSOAL COM JESUS”, ou seja, você “CONHECEU JESUS PESSOALMENTE” a ponto de lhe confiar todos os seus segredos e abrir-lhe todas as portas de sua casa, quem não “CONHECEU E NÃO CONFIA EM JESUS A ESTE PONTO” não sabe o que é verdadeiramente uma “EFUSÃO NO ESPÍRITO” e por isso dizemos que todos precisam ter esta experiência pessoal com Jesus, PORQUE ELA É PESSOAL E INTRANSFERÍVEL.

Em uma outra Profecia Deus nos diz que:

“A Terra se encherá do conhecimento do Senhor assim como as águas cobrem o fundo do mar…”   (Isaías 11,9) e (Habacuc, 2,14)

O Sentido e tradução desta Profecia é que o Pai declara que seu Amor é tão imenso que será capaz de abraçar a todos os homens de uma só vez e fazer com que eles permaneçam sobre suas asas como a galinha acolhe todos os seus pintinhos para protegê-los do mal.  Este amor é o Espírito Santo Derramado sobre nós “a Igreja viva”, “INFUNDIDO” sobre nós o que abrange todo nosso ser como se estivéssemos totalmente mergulhados neste “MAR” DE água viva e não apenas um rio ou um copo d’água que nos molha, pois as águas vivas que o Pai derrama sobre nós são comparadas ao oceano que ocupa todo o planeta (Como o dilúvio de Noé) e o mais importante disso é que no fundo do mar permaneceremos sempre cheios deste Espírito. Eternamente e não apenas nos molhando agora e nos secando logo em seguida com uma toalha.


Saindo_na_chuva_para_se_molhar_3


Existe um ditado popular que diz:

“Quem sai na chuva é porque quer se molhar…”

Também é correto afirmar o contrário:

“Quem não quer se molhar não deve sair na chuva e nem mergulhar em uma piscina…”

Queremos dizer que em comparação com a chuva que cai do céu, a GRAÇA do ESPÍRITO SANTO também está caindo como jamais caiu antes nesta terra.    Assim como o Espírito Santo foi derramado sobre os Apóstolos em Pentecostes assim também Ele está sendo derramado sobre todos nós hoje, a unica diferença é que os Apóstolos foram para a chuva para se molhar e não levaram nenhum guarda chuva porque queriam ficar totalmente encharcados do Espírito Santo, olharam para o céu e pediram com o peito aberto:

“Senhor Envia tua chuva agora, tua chuva de graças e a chuva da água viva do Teu Espírito…”

“Eu quero saciar a minha sede de Ti Senhor…”

“Senhor, Envia teu Espírito agora…”

“Senhor, cumpra tua promessa em meu coração…”

“Senhor, eu quero estar cheio do teu Espírito…”

“Senhor, eu quero te conhecer, crer e confiar em ti de todo meu coração…”

“Senhor, eu abro as portas da minha casa e do meu coração para que você possa entrar e fazer a tua morada em meu ser…”

Nós estamos acostumados a sair de casa e olhar para o céu, se estiver nublado já é o suficiente para levarmos o guarda chuva para não correr o risco de nos molharmos.   Conheço muitas pessoas que fazem o mesmo quando vão ao encontro de Jesus assim como Nicodemos, sim muitas pessoas resistem a participar de um encontro fechado e quando vão chegam lá bem protegidas com medo de se molhar e o nosso trabalho mais difícil é mesmo quebrar esta proteção para que eles molhem pelo menos um pouquinho.

“Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto.  Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á.”   (S. Mateus, 7,8)

Não pedimos e por isso não recebemos, não aguardamos e por isso não experimentamos, não cremos e por isso não vemos a glória de Deus brilhar como Moisés viu.


Nao_cai_no_pecado


É correto dizer que para não cair em pecado, basta se afastar das tentações e também é correto dizer que se nos afastarmos de Deus e não tivermos a coragem de rasgar os nossos corações e entrar nesta chuva de peito aberto certamente iremos permanecer bem enxutos, porém totalmente vazios da graça de Deus.

É preciso que tenhamos a coragem de fazer o mesmo que os Apóstolos fizeram:

Permaneceram em Jerusalém até que Jesus cumpriu a Promessa de enviar seu Espírito Santo, caso contrário jamais receberemos esta água viva em nossos corações e jamais conheceremos o Senhor como Ele realmente É.


Vem_Espirito


Este texto foi desdobrado em duas Dinâmicas que estão em outros Post’s distintos e relacionados com o entendimento deste texto.


Tres_garrafas_2

Dinâmica das

três garrafas.


Pipoca_estourando_Efusão

Dinâmica:

A Transformação

do Homem interior.



Fruto_Espírito Recebendo_o_Espirito_Santo Batismo_Espírito
Sete_dons

Dinâmica das três garrafas.



Esta dinâmica demonstra por meios técnicos na prática como compreender o mecanismo do Batismo ou o efeito de um mergulho dentro d’água, comparação usada por Deus e por Jesus para ministrar o Batismo Sacramental “Novo Nascimento como filhos de Deus” e o Batismo no Espírito “A Recepção da graça plena e o poder da presença constante do Espírito Santo “PENTECOSTES” em nossos corações.

(I Cor, 3,16)



Tres_garrafas_1 Tres_garrafas_2

MATERIAIS:

Foto 1 – Pegamos uma vasilha grande transparente cheia de água, mais ou menos 30 l e colocamos em cima de uma mesa.

Foto 2 – Pegamos três garrafas pet transparentes de 600 ml ou mais:

a – Uma garrafa que esteja vazia, com tampa e com furos na parte inferior para que deixe vazar o líquido de seu interior num tempo médio de 2” mim.

b – Uma garrafa que esteja cheia de líquido escuro simbolizando uma água suja e contaminada, pode estar suja com borra de café que fica preta para que ao ser esvaziada permaneça ainda um pouco suja para se efetuar uma limpeza posterior.

c – Uma garrafa com água levemente tingida com corante simbolizando uma garrafa cheia de algo que seja útil ou alimento “algo bom”, porém demonstrando que a garrafa está cheia e ocupada com alguma coisa boa, no exemplo acima utilizamos uma garrafa de Coca Cola.


Explicando o Batismo como um mergulhar nas águas do Espírito.


Tres_garrafas_3 Tres_garrafas_4

Foto 3 – Se mergulharmos as 3 garrafas obteremos:

A – Uma garrafa fica boiando na superfície.

A garrafa vazia não mergulha e se molha muito pouco secando rapidamente.

1 – A garrafa vazia será comparada com uma pessoa que não se interessa por nada e não se compromete, passa pela vida e nada sente, não vive o evangelho e nem se toca porque está fechada em si mesma.

2 – A solução – abrir a tampa e mergulhar totalmente a garrafa para que se encha plenamente, mesmo sabendo que a garrafa tem vários furos em baixo.

B – Foto 7 – Retirando a garrafa da água veremos a garrafa cheia, porém irá se esvaziar aos poucos através dos furos até ficar totalmente vazia novamente.


Tres_garrafas_5 Tres_garrafas_6
Tres_garrafas_7 Tres_garrafas_8

Usando o exemplo (foto 5) podemos afirmar que quando mergulhamos na graça de Deus nos enchemos completamente (foto 6), porém ao sair para a vida (foto 7) comum no mundo, os problemas, as aflições do dia a dia irão gradativamente nos esvaziar desta graça até que ficaremos vazios novamente sendo assim necessário uma nova imersão para completar o nosso vazio, percebendo assim que teremos sempre a necessidade de retornar à fonte desta água viva (foto 5).

Usando o exemplo do filho pródigo:

Ao sair da casa de seu Pai com sua herança, ele carregou as mulas com tudo o que possuía, pegou mantimentos, água e levou joias e todo seu dinheiro para a viagem que não previa ter que voltar.

Pelo caminho ele foi comendo a comida, bebendo a água e gastando todo o dinheiro, vendeu seu tesouro, porém seu estoque não era renovado e não possuía nenhuma fonte de renda de mantimentos ou de água.  Com o passar do tempo seu tesouro se esgotou e ele ficou sem nada, totalmente vazio (foto 7) e foi neste ponto que aprendeu que precisava da fonte que existia na casa de seu Pai (foto 5), uma fonte inesgotável de riqueza.

Também poderemos comparar com um veículo que irá viajar uma distância de mais de 1500 Km, sua autonomia é de apenas 400 Km e assim precisará ser reabastecido no caminho por mais de uma vez ou não conseguirá alcançar o seu destino.

Conclusão: Não basta nos enchermos uma única vez da graça de Deus (f.6), pois a caminhada no mundo nos esvazia (f.7) e precisamos ser reabastecidos constantemente das graças de Deus (f.5) e assim atingimos o resultado ideal (Foto 8).

B – Duas garrafas ficam mergulhadas porém permanecendo com seu líquido interior intocável.


 foto 2  foto 4  foto 13
Tres_garrafas_2 Tres_garrafas_4 Tres_garrafas_13

Obs. 2: (Foto 4) – As garrafas fechadas ao serem retiradas da água ficam levemente molhadas exteriormente, porém secaram rapidamente, praticamente nem se nota que foram mergulhadas na água em comparação com a (Foto 2).

Obs. 3: (foto 13) Com tampa ou sem tampa, as duas garrafas que estavam cheias permanecerão intocadas e mesmo que se derrame água limpa sobre elas fará muito pouca diferença.

Comparação:

1 – A Garrafa com líquido escuro (água suja) será comparada com o homem pecador cheio de pecado e bloqueado que não se abre para a graça Divina e mesmo recebendo um pouco da graça permanecerá ainda sujo e no pecado.

Solução: (RENUNCIA) Abra a garrafa e despeje o líquido de seu interior em uma outra vasilha dizendo que está se esvaziando de si mesmo e renunciando a todo o mal e todo pecado, não basta esvaziar só um pouco (50%), Não basta esvaziar (99%) permanecendo ainda uma contaminação de impureza, é preciso se lavar e se limpar completamente. (Batismo de São João na água simbolizando o renascimento de um novo homem).


 foto 9 e 12  foto 10 e 14  foto 11 e 15
Tres_garrafas_9 Tres_garrafas_10 Tres_garrafas_11
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Depois encha a garrafa esvaziada na água limpa e perceba que ainda permaneceu um pouco de sujeira, repita a operação e demonstre que a conversão do coração muitas vezes não é 100% imediata como costumam dizer por aí e que precisamos rever muitas de nossas atitudes de erro (pecadão) e (pecadinhos), atitudes que muitas vezes podem não parecer pecado mas conduzem ao erro e ao pecado, sendo assim, precisamos fazer uma limpeza constante para nos santificarmos ainda mais.

2 – A Garrafa que estava cheia de um líquido bom será comparada a “SAULO” ou ao “JOVEM RICO” ou ainda ao irmão do filho pródigo que eram boas pessoas, mas apesar de estar perto de Deus e imbuídos de boa vontade estavam cheios de si mesmos e não da água viva oferecida por Deus, a comparação é clara:

Solução: (ENTREGA TOTAL)

(Filipenses 2,9) Jesus nos dá o melhor exemplo.

“Jesus aniquilou-se a si mesmo”…

O Jovem Rico apesar de fazer o bem sua vida toda e seguir a lei passo a passo, preferiu seus bens materiais a ter que seguir Jesus o filho de Deus.

O Filho não pródigo apesar de servir o seu pai todos os dias não refletia a sua imagem e nem as atitudes dele, tinha ódio e falta de perdão no coração e preferiu ficar de fora da grande festa preparada por seu Pai para o seu irmão que se converteu.

Saulo que estava tão cheio de fé e zelo pelas coisas de Deus que não enxergava o que era mais obvio bem na sua frente que Jesus é verdadeiramente o Filho de DEUS  e que veio fazer uma nova aliança com seu povo e eles o negaram pois estavam muito ocupados fazendo sua própria vontade e nem sequer se tocaram que Deus não queria nada daquilo que faziam e queria sim outra coisa muito diferente.  Neste caso a comparação é uma luz tão forte que chega a cegar Saulo e que depois ao se converter e voltar a enxergar torna-se “SÃO PAULO”.

Podemos ficar sem visão por dois motivos, por falta de luz e também por excesso de luz, no caso dos cegos era a falta de luz e no caso de São Paulo foi o excesso de luz que o impedia de ver a verdade.

Solução: Esvaziar-se de si mesmo e tornar a ser criança como Jesus disse a Nicodemos, pois quem não nascer de novo, não poderá entrar no reino de Deus.


Tres_garrafas_2

O NASCIMENTO DE UM NOVO SER!


Conclusão: Esta atitude não vale apenas para os pecadores, mas também para todos aqueles que se acham santos e não precisam desta graça pois já estão na Igreja servindo a Deus, a verdade é que todos nós precisamos desta água viva todos os dias e não somente uma unica vez na vida, precisamos renovar nossas forças e buscar a presença de Deus, buscar estar sempre cheios de seu Espírito Santo como nos recomenda São Paulo:



“Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus. Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito. Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo!” (Efésios 5, 17 a 20) 



Uma pergunta que sempre fazemos e as pessoas sempre erram a resposta:


Lampada_apagada 
O Que precisamos para acender uma lâmpada?

Ligar o interruptor?

Ligar a energia?

Sim, mas o essencial é que ela esteja APAGADA, pois se já estiver acesa não precisará aceder novamente.   Assim entendemos que precisamos esvaziar de nós mesmos para nos revestirmos do novo Homem segundo a vontade de Deus e por melhor que sejamos podemos ter certeza de que a “IMAGEM” “O MOLDE de DEUS” será sempre melhor ainda, é como comparar com a formatação de um “HD” de computador, pois o sistema a ser instalado será original e livre de qualquer imperfeição, vírus ou defeitos causados pelo uso.



“Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito.”        (São João 3, 5 e 6)



Nascer_da_agua_e_do_espirito


http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg?w=130&h=120&h=120
Sete_dons
Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito

 DINÂMICA EXPLICADA EM POWER POINT.




Efusão no Espírito Santo.


Pentecostes Maria 2


“Ide, ensinai todas as nações, e batizai-as em

nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.


SEMINÁRIO DE VIDA NO ESPÍRITO

Efusão do Espírito Santo
Pe. Philippe, OSB

INTRODUÇÃO

Nos Atos dos Apóstolos as primeiras testemunhas anunciam Jesus Cristo; aqueles que aceitam Jesus Cristo se “voltam para”, se convertem; em seguida recebem o dom do Espírito. Eis-nos chegados a esta etapa de nosso caminho. Entramos assim no coração da Renovação que é uma graça do Senhor, a graça que nos faz “redescobrir” a realidade do Espírito e sua ação em nossa vida.

Falaremos inicialmente desta graça que é chamada muitas vezes de efusão do Espírito; em seguida vamos introduzi-los na Koinonia: a comunidade de cristãos reunida no Espírito em nome de Jesus e finalmente será dado um ensinamento sobre o caminhar no Espírito que nos conduz progressivamente a viver verdadeiramente segundo o Evangelho.

NOTAS PRELIMINARES

1º Relembrando a Promessa de Jesus

Será suficiente citar alguns textos fundamentais:
Jo 14, 15-19; 14-26. At 1, 8; 2, 14-21.33.

2º A questão da terminologia

A Renovação é um dom de Deus para seus filhos. Depois é que vêm as palavras para exprimir o que se recebeu. O que conta é a realidade. As palavras que vamos usar são ainda provisórias. Os teólogos procuram expressões e definições.

Aqui tentaremos nos expressar da melhor maneira com palavras imperfeitas e provisórias.

Fala-se freqüentemente de Batismo no Espirito: esta expressão é ambígua. É por isso que os teólogos católicos não gostam dela. Nós fomos batizados uma vez por todas.

Alguns preferem falar em Efusão do Espírito: está bem, mas ela é um tanto vaga. Com efeito temos com freqüência “efusões” do Espírito Santo. Vamos tê-las até nossa morte. Por exemplo, o novo ritual dos doentes pede uma efusão do Espírito para o membro do Cristo que sofre e deve talvez enfrentar a morte. Trata-se aqui de uma graça particular que nos faz tomar consciência de uma realidade que tínhamos perdido de vista: a do Espírito Santo; a Renovação nos introduz na experiência do Espírito.

Outros preferem “libertação do Espírito”: esta expressão aproxima-se mais da realidade. Em inglês diz-se “The Release of the Holy Spirit”; a palavra “libertação” não é muito feliz nas línguas latinas, mas, na falta de melhor, traduz o que se quer dizer: a renovação liberta em nós os dons do Espírito Santo que nós já recebemos.

Eis o plano que seguiremos para esta apresentação:

PLANO:
A) – O vinculo entre a Renovação e a iniciação cristã.
B) – O que é a libertação do Espírito Santo: tentativa de formulação.
C) – Os efeitos da libertação do Espírito.
D) – Condições para receber esta graça da Renovação.
E) – Como se recebe esta graça, como nos é dada?

A) O VINCULO ENTRE A RENOVAÇÃO E A INICIAÇÃO CRISTÃ

Para nós católicos o Dom de Pentecostes nos é transmitido pelos três sacramentos da iniciação cristã: o Batismo, a Confirmação, a Eucaristia. O que o Espírito Santo e seus dons nos deram nestes três sacramentos:


Batismo Sacramento

O SACRAMENTO DO BATISMO


No Batismo

Tornando-nos participantes da própria vida de Deus, tornamo-nos filhos adotivos, irmãos de Jesus Cristo, somos habitados pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo.

O Espírito Santo é o artesão deste Batismo.

Isto é expresso com muita felicidade durante a Vigília Pascal no momento da bênção da água: “Por teu poder invisível, Senhor, realizas maravilhas nos teus sacramentos, e ao longo da história da salvação tu te servistes da água, tua criatura, para nos fazer conhecer a graça do batismo.

Desde o começo do mundo foi teu Espírito que planava sobre as águas para que elas recebessem em germe a força que santifica. Pelas águas do dilúvio, anunciavas o batismo, que faz reviver, já que ali a água prefigurava tanto a morte do pecado como o nascimento de toda justiça. Fizestes os filhos de Abraão passar a seco o Mar Vermelho para que a raça liberada da servidão representasse o povo dos batizados.

Teu Filho bem-amado, batizado por João nas águas do Jordão, recebeu a unção do Espírito Santo. Quando estava na cruz, deixou sair de seu lado aberto sangue e água; e quando ressuscitado, disse a seus discípulos: “Ide, ensinai todas as nações, e batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Agora, Senhor, olha com amor tua Igreja e faz jorrar nela a fonte do batismo. Que o Espírito Santo dê, por esta água, a graça do Cristo, a fim de que o homem, criado à tua semelhança, nela seja lavado, pelo batismo, das manchas que deformam esta imagem e renasça da água e do Espírito para a vida nova de filho de Deus. Nós te pedimos, Senhor: pela graça de teu Filho, que o poder do Espírito Santo venha sobre esta água, a fim de que todo homem que seja batizado, sepultado na morte com o Cristo, ressuscite com ele para a vida”.

Na Confirmação

O Espírito Santo torna-se o princípio ativo da nova vida. É ele que nos faz descobrir esta adoção, é ele que nos modela segundo Jesus Cristo, é ele que nos faz chamar: Abba, Pai, como o Filho único.

Tudo isto ele realiza com uma multidão de dons espirituais, os carismas.


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O SACRAMENTO DA EUCARISTIA


Na Eucaristia

É o mesmo Espírito que opera. Ele torna Jesus presente: “Santificai estas ofertas por teu Espírito, para que elas se tornem o Corpo e o Sangue de teu Filho” (Oração Eucarística nº 3).

Ele faz de nós um só corpo em Jesus Cristo: “Quando estivermos alimentados de seu Corpo e de seu Sangue e cheios do Espírito, concede-nos ser um só corpo e um só espírito no Cristo” (Oração Eucarística nº 3).

Recebemos portanto tudo: imensas energias espirituais foram depositadas em nós como fermentos, como sementes. O grão de mostarda foi plantado em nós. Depois disto é só uma questão de crescimento. É nesta perspectiva de crescimento que podemos apreender o que é a graça da Renovação.

B) O QUE É A LIBERTAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO: TENTATIVA DE FORMULAÇÃO

Após o que foi dito acima, será possível situar a Renovação e alcançarmos seu sentido e utilidade.

Retomemos a questão do crescimento.

Se olharmos o mundo cristão em seu conjunto, constataremos três graus nesse crescimento:

– Para um certo número, não há crescimento. Muitos cristãos estão completamente adormecidos. Não há frutos… São como ramos mortos.

– Para um grande número há poucos frutos. Muitos tornaram-se mornos: cristãos por tradição, cristãos só intelectualmente; cristãos que perdem o sentido do pecado.

– Para um pequeno número, há frutos autênticos do Espírito.

Dito isto, podemos tentar uma formulação da Renovação:

– É um dom de Deus ao mundo de hoje para uma retomada de consciência da realidade do Espírito, de sua ação insubstituível, de imensas riquezas que estão em nós.

– É uma graça que vem liberar uma fonte que se acha bloqueada em nós. O símbolo da água é sem dúvida o mais expressivo; é o que o próprio Jesus utiliza no dia da festa dos Tabernáculos, a festa da água: “No último dia da festa, que é o mais solene, Jesus, de pé, disse em voz alta: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, de seu seio jorrarão rios de água viva. Ele falava do Espírito que deviam receber os que nele cressem; pois não havia ainda Espírito, porque Jesus não fora ainda glorificado” (Jo 7, 37-39). Jesus é esta Água Viva, e o Espírito é o movimento, a corrente que a faz correr, que a faz jorrar.

– É uma graça que vem acordar uma força divina mais ou menos adormecida em nós: “Mas o Espírito Santo descerá sobre vós e dele recebereis força” (At 1,8).

– Esta graça que retira o bloqueio da Fonte, que liberta o Espírito, nos atinge a cada um no nível em que estamos.

Em alguns provocará uma verdadeira conversão: parte-se do zero, descobre-se Jesus Cristo.

A outros, ela faz sair do torpor, da mornidão.

A outros, enfim, ela fará entrar na plenitude do Espírito. Esta graça não é reservada a uma categoria de pessoas especiais; verificamos que ela se manifesta pelo mundo inteiro, não somente entre os católicos, mas também entre os protestantes e entre aqueles que ainda não encontraram o Cristo.


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Uma Experiência com deus e com DEUS!


C) OS EFEITOS DA LIBERTAÇÃO DO ESPIRITO

Quando constatamos os efeitos visíveis desta graça melhor podemos compreendê-la. Tentar formulá-la é uma coisa, experimentá-la é outra. O que descrevemos agora, nós o vimos não só uma vez, mas várias vezes e em pessoas das mais diversas idades, formação intelectual, origem social ou nacional e mesmo continental.

1. Jesus Cristo é o dom por excelência

Quando se descobre a realidade do Espírito, o primeiro efeito é sempre a descoberta ou a redescoberta ou o aprofundamento de uma relação vital com o Senhor Jesus Cristo. Jesus torna-se verdadeiramente o centro da vida e, aos poucos, tudo passa a ser vivido através dele: nossas ações, nossa visão das pessoas e dos acontecimentos. As palavras de Paulo entram em nossa vida: “viver com Jesus, por Jesus, para Jesus, em Jesus”.

Reencontra-se a vitalidade dos primeiros cristãos como depois de Pentecostes. E isto dentro de uma cristologia autêntica que ressoa como um cristal puro: é Jesus Cristo, o Filho de Deus, homem e Deus. Isto é muito importante. Com efeito, vários movimentos paralelos como “o movimento de Jesus”, “Jesus revolução”, “Jesus superstar” devem ser olhados com respeito e interesse, mas a sua cristologia é duvidosa e incompleta. A promessa de Jesus: o Espírito me revelará se realiza na Renovação: esta revelação faz Jesus se tornar a Vida de nossa vida. Nada disto é novo: trata-se de coisas reencontradas.

2. O gosto pela Santa Escritura

Isto é sempre uma conseqüência da libertação do Espírito em nós. Descobrimos a Palavra de Deus como uma palavra de Vida e penetramos no seu sentido pelos dons do Espirito Santo.

Aqui realiza-se outra vez a promessa de Jesus, e faz-se disso uma experiência pessoal: “Tenho ainda muito a vos dizer, mas não podeis agora compreender. Quando vier o Espirito da Verdade ele vos conduzirá para a verdade plena, pois não falará de si mesmo, mas dirá tudo que tiver ouvido e vos anunciará as coisas futuras” (Jo 16, 12-13). “Mas o Paráclito, o Espirito Santo que o Pai enviará em meu nome, é que vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse” (Jo 14, 26).

Isto não significa que devamos abandonar a exegese e não mais escutar a voz da Igreja, mas simplesmente que todo cristão que lê a Escritura abrindo-se à ação do Espirito descobrirá a Palavra de Deus como Palavra de Deus para ele hoje.

3. A comunhão fraterna

O Espirito continua aquilo que começou em Pentecostes. Aqueles que descobrem de verdade Jesus numa relação vital descobrem também que são irmãos e irmãs no Cristo. É uma experiência maravilhosa: vemos pessoas totalmente estranhas, mesmo opostas no plano humano, tornarem-se uma COMUNHÃO, realizarem a unidade com Jesus e entre elas, descobrirem um nível, uma profundidade de relacionamento que jamais haviam conhecido antes.

Numa mesma assembléia, vemos intelectuais, trabalhadores manuais, jovens e velhos, conservadores e progressistas, deficientes e saudáveis, negros e brancos. As divergências são ultrapassadas para dar lugar a esta comunhão que é o dom manifesto do Espírito Santo.

4. A liberdade espiritual

Tocamos aqui um ponto essencial que nos mostra que a Renovação não é uma espécie de emoção sentimental ou uma fuga às realidades da vida. Ela desperta em nós o dom da força que nos ajuda a mudar de vida, a abandonar progressivamente todas as atitudes que não estão de acordo com o Evangelho de Jesus Cristo. Foi assim que vi jovens abandonarem drogas ou abusos sexuais, casais que começaram a se amar de verdade, religiosas que deram uma arrancada em seu crescimento espiritual, padres que redescobriram o sacerdócio. Estes são todos fatos tangíveis, visíveis, da ação do Espírito Santo.


Fruto_Espírito

Os Frutos do Espírito Santo

O Bom Fruto Do Espírito Santo.


5. Crescimento dos frutos do Espírito

Esta liberdade espiritual, esta escapada de nossas servidões, são acompanhadas do crescimento dos frutos espirituais. Aqui apenas os mencionaremos: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio. Contra essas coisas não existe lei” (Gál 5, 22-23).

No final desta palestra falaremos mais desta ação do Espírito que muda nossas vidas.

6. Redescoberta da Igreja

Esta é também uma ação manifesta do Espírito. O Espírito não divide, ao contrário, unifica. Aqueles que entram para a Renovação redescobrem a Igreja com uma visão nova. Eles descobrem que a Igreja é ao mesmo tempo institucional e carismática.

A Igreja, quando se torna uma pura instituição, caminha para a morte; por outro lado, quando se torna só carismática, arrisca-se a ficar louca. A verdade total é a união do institucional com o carismático. Isto foi magnificamente demonstrado por ocasião da Reunião Internacional dos Líderes da Renovação realizada, em Roma, em outubro de 1973. Eles tinham um só desejo, o de encontrar o chefe visível da Igreja. Este encontro se realizou e foi confirmado numa imensa alegria em Pentecostes de 1975 que reuniu em Roma 10000 cristãos dos grupos da Renovação.

7. Reencontro de Maria

Desde o Vaticano II a devoção a Nossa Senhora se enfraqueceu bastante apesar do belo texto conciliar. Sob a ação do Espírito encontra-se Maria numa nova visão:

– Ela é aquela que recebeu a plenitude do Espírito e que nesta obediência ao Espírito nos deu Jesus Cristo.

– Ela é a carismática por excelência, ouvindo em seu coração a voz do Espírito e sempre respondendo a ela.

– Ela é aquela que jamais contristou o Espírito.

– Ela é aquela que estava presente ao nascimento da Igreja, orando com os Apóstolos e os discípulos na sala de cima e assistindo à realização da promessa de seu Filho.

8. Um caminho novo para o Ecumenismo

O que se passa conosco, católicos, passa-se também com nossos irmãos protestantes. Esta experiência comum é um caminho de reencontro, de aproximação. Não são poucas as reuniões de oração em que católicos e protestantes pelo mesmo Jesus, se dirigem ao mesmo Pai do Céu sob a ação do mesmo Espírito. São realmente redescobertas: os protestantes partilham sua experiência da Palavra de Deus, mas descobrem conosco a realidade da Eucaristia e se abrem ao lugar de Nossa Senhora na vida dos cristãos.

A respeito desses efeitos da Renovação poder-se-ia dizer: a Igreja redescobre que na realidade ela é carismática, isto é, que é normal que seus filhos recebam todos os dons espirituais para o crescimento do Reino de Deus. As vezes esses efeitos se manifestam como uma tempestade; mais freqüentemente, porém, como uma suave brisa, uma fonte de água viva que nos invade suavemente.

D) CONDIÇÕES PARA RECEBER ESTA GRAÇA DA RENOVAÇÃO

– Pobreza espiritual

Esta graça da Renovação é oferecida a todos que tomaram consciência de que nada absolutamente podem por si mesmos, de que estão na indigência, de que têm sede do Deus vivo; todos os que fizeram a experiência de sua fraqueza, de sua fragilidade.

– Ser como crianças

Em outras palavras, os sábios e prudentes deste mundo não podem descobrir o tesouro que carregam dentro de si. Temos de nos desfazer da crosta de intelectualismo e orgulho de espírito para podermos entrar no Reino Misterioso que nos foi prometido. Reler as palavras de Paulo aos Coríntios: Sabedoria do mundo, Sabedoria cristã (1 Cor 1, 17 e seguintes).

– Ter uma fé absoluta em Jesus: que prometeu o Espírito, em Jesus que envia, que dá o Espírito.

– É preciso desejar profundamente esta invasão do Espírito, esta plenitude do Espírito. Este desejo cresce em nós, insinua-se em nós, e se nos impõe. Desconfiemos, pois, de uma espécie de fantasia espiritual, de um desejo de seguir a moda, de fazer como os outros. Eis por que é preciso um certo tempo para que isto amadureça como um fruto e então nos seja dado.

E) COMO SE RECEBE ESTA GRAÇA, COMO NOS É DADA?

– É preciso aqui afirmar com ênfase que o Espírito age onde quer, como quer e quando quer.

Todo cristão é chamado a receber a plenitude do Espírito.

– O Espírito nos mostra hoje um caminho entre muitos outros. Tentemos mostrar este caminho sem excluir os outros:

1º Nós recebemos o poder de pedir. É preciso portanto, pedir, orar: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espirito Santo aos que o pedirem!” (Lc 11, 13).

2º É preciso pedir em conjunto. É uma atitude de humildade. Nós nos apoiamos na fé dos irmãos e irmãs no Cristo. Quando alguns estão reunidos em nome de Jesus, tornam-se muito fortes para pedir.

3º Pede-se com imposição de mãos. Aqui é preciso não se assustar. Não é um gesto mágico nem um gesto sacramental, é um gesto de oração que exprime o fato de que aqueles que oram estão verdadeiramente conscientes daquilo que fazem. E aquele que recebe a imposição de mãos toma também consciência de uma maneira bem forte de que se ora por ele, apenas isso. É um gesto que era normal entre os cristãos. Ainda é utilizado pelos padrinhos e madrinhas na confirmação.

4º As etapas da oração:

É um pouco como a renovação do Batismo e da Confirmação, como uma entrada nas profundidades do Batismo e da Confirmação.

Aquele que pede deve:

– exprimir sua fé em Jesus Cristo;

– exprimir de uma maneira global o arrependimento de suas faltas, retirando todo obstáculo à libertação do Espírito: sobretudo o perdão das ofensas; pedir a efusão do Espírito, o desbloqueio da fonte.

“Vem, Espírito Santo.”

“Jesus, realiza tua promessa, envia teu Espírito”;

– exprimir sua ação de graças.

É muito importante: é preciso agradecer porque a graça é concedida. Jesus prometeu, Jesus está cumprindo.

É isto; muito simples. Não procurem emoções extraordinárias. Mas de um modo ou de outro, cedo ou tarde constatarão que o Espírito que habita em vocês faz maravilhas.

Efusão do Espírito Santo
Pe. Philippe, OSB



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A Loucura da Cruz.



Existem coisas que nos parecem totalmente sem sentido ou então são totalmente absurdas, poderíamos dizer que este é o caso da cruz de Cristo, pois uma condenação de morte da pior maneira possível usada pelo ser humano para humilhar o condenado e mais ainda aqueles que o poderiam seguir seus ensinamentos provoca uma reação totalmente oposta ao esperado e ainda mais, este já era os planos daquele que fora condenado.

Para nós que hoje conhecemos esta história, resta nos compreender o significado deste imenso amor pessoal para conosco.



Réplica da Serpente de Bronze de Moisés – Perto do Monte Nebo, na Jordânia

foto © Joe Walker 2005


“E assim como Moisés levantou a Serpente  no deserto, assim importa que o filho do homem seja levantado, que todo aquele que n’Ele crê tenha a vida eterna.”
(S. João 3,15)

A história da serpente de bronze é encontrada em Números 21: 4-9

O povo murmurou contra Deus e contra Moisés: “Por que você nos tirou do Egito para morrermos no deserto? Porque não há comida e nem água, e nós detestamos este alimento miserável. “Então o Senhor enviou serpentes venenosas entre as pessoas, e elas morderam as pessoas, de modo que muitos israelitas morreram. O povo veio a Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti;. Interceda por nós ao Senhor para que tire de as serpentes de nosso meio “Então, Moisés orou pelo povo. E o Senhor disse a Moisés: “Faça uma serpente de Bronze e a coloque num poste, e todo aquele que for mordido deverá olhar para ela e então não morrerá.” “Então Moisés fez uma serpente de bronze, e pô-la sobre uma haste; e sempre que alguém era mordido por uma serpente, se dirigia à serpente no poste e a olhava para ela não morria.

A serpente de bronze aparece novamente em (2 Reis 18): [Ezequias] tirou os altos, quebrou as colunas, e cortou o poste sagrado. Ele quebrou em pedaços a serpente de bronze que Moisés fizera, porque até aqueles dias em que o povo de Israel tinham feito ofertas a ele, que era chamado de Neustã.

É um evento fascinante. É uma daquelas histórias bíblicas que deixa a consciência moderna embaraçada para encontrar uma explicação para o episódio todo. A serpente é um agente da destruição e morte, mas ao olhar para a serpente de bronze ela se tornava em um agente de cura. A mesma coisa que traz a morte, também, em outro contexto, traz a vida. Mas a passagem de 2 Reis dá algumas pistas de reflexão: há uma tendência no homem de recorrer em adoração aos meios de salvação, em vez de recorrer ao Deus da salvação!

De qualquer forma, parece uma inversão de valores, um completo absurdo da parte de Deus em usar esse sinal particular como um meio pelo qual os israelitas pecadores e murmuradores contra Deus estavam sendo curados. É aqui que se revela o significado “a tipologia” da cruz. Se era absurdo pensar em olhar para uma serpente de bronze para ser curado, então também é outro absurdo pensar o mesmo sobre olhar para Jesus crucificado. Este é, um dos motivos, uma primeira instância por que São Paulo chamará mais tarde de “A loucura da cruz.” Deus é completamente capaz de organizar as coisas de tal maneira que atinja o seu objetivo maior, bem, pode ser até muito estranho. Mas isso é o chamado e a forma de Deus agir, não a minha.

Jesus entra na história e revela que este evento é um precedente “a tipologia” , ou seja, um evento que tem um significado muito além de si mesmo. Isso é diferente de tratá-lo como apenas uma alegoria histórica.

Esta tipologia pode trabalhar de algumas maneiras.   Nós vemos a relação evidente entre a serpente que foi “levantada na vara” e Jesus “levantado na cruz”. A serpente é uma coisa tanto que provoca a morte ou de acordo com a decisão tomada pelos pecadores no deserto, ela se tornaria fonte de vida. Acontece o mesmo com Jesus: na passagem de (São João 3, 16), Ele pretende claramente que haja um resgate de todo homem,  mas já se fala do mal, daqueles que rejeitam olhar para a luz e preferem as trevas, estes terão como recompensa a morte eterna, resultado de sua própria escolha.

Pensando na Jordânia moderna, onde o memorial da serpente de bronze esta localizado atualmente, em um dia claro você pode visualizar a famosa “terra prometida”.

Para quem teve a oportunidade de visitar o local. É uma visão maravilhosa, olhar para a serpente de bronze vendo ao fundo a terra que mana leite e mel, aquela terra que Deus prometeu à descendência de Abraão e os conduziu pelo deserto naqueles quarenta anos para enfim tomar posse da promessa. É uma outra espécie de “tipologia geográfica”.

Quando olhamos para Jesus na cruz, como um desprezado assim como a serpente, podemos olhar para o passado vislumbrando o futuro da nova e eterna aliança, este é o caminho da cruz para a ressurreição, o verdadeiro lugar do Sacrifício que garante a nossa salvação eterna. 


Placa que indica a direção das cidades em Israel.


E assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas a fim de que o mundo seja salvo por ele.

Aqueles que acreditam nele não são condenados, mas quem não crer já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E este é o julgamento, que a luz veio ao mundo, e as pessoas preferiram as trevas à luz, porque suas obras eram más. Para todos os que fazem o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que seus atos não possam ser expostos. Mas aqueles que fazem o que é verdade vem para a luz, para que ele possa ser visto claramente que as suas obras têm sido feitas em Deus. “Como uma passagem da Quaresma, este texto fala da redenção fora do juízo. Observe que a fonte do julgamento aqui não é Jesus, mas nós mesmos. O “poder se expor” na luz é usado para mostrar o contraste entre o bem e o mal. Enquanto muitos poderiam ser tentados a viver conforme o final da mensagem, depois vem as palavras reconfortantes no v 16, o texto que temos continua.

Parece um acórdo de juizes baseando-se exclusivamente a este respeito: o que (ou quem) você ama? A Luz ou as Trevas ?  A escuridão impede a visão, impede de “olhar” aquele que foi levantado na Cruz. As trevas termina na opção de não ver o crucificado ou usando outra famosa expressão de Jesus “O Pior cego é aquele que prefere não ver”, porque mesmo tendo olhos sadios, preferem mantê-los fechados para não verem a verdade.

Há sempre (pelo menos para mim) uma disputa na forma de abordar os elementos de julgamento em tais textos. É certamente uma boa notícia que o propósito de Jesus não é condenar, mas para salvar (a partir de nossa propria decisão?). E ainda assim eu sinto que não é o caso de que Jesus não possa condenar alguém (ele disse muitas palavras duras no evangelho), mas sim que não há necessidade de outras provas que os nossos próprios atos, a fim de fazê-lo.  Primeiro caminho com poucas irregularidades: manter uma alegoria harmoniosa das duas histórias… olhar para Deus … olhe para Jesus na cruz, não importa quão absurdo que possa parecer. Olhe para cima. Deus ama todos os seus filhos que estão no mundo.

Segundo caminho com colisões: o agente que pela decisão do homem provoca a morte / é também o agente da salvação. É por isso que Jesus traz a referência. Os meios de salvação podem aparecer duros, mas é o único meio. Isso significava, para Jesus, tornando-se a serpente figurada na vara de Moisés (“Ele se tornou o pecado que não conheceu pecado”), a fim de trazer a cura definitiva aos que n’Ele creem. 

Fonte: http://joewalker.blogs.com/felixhominum/2009/03/sermon-notes-lent-4-year-b-john-31421.html

Outras fotos do local – Canção nova



Semeando a cultura de Pentecostes



Sinais de Pentecostes.


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No início, Adão era uma estátua de barro, porém Deus soprou sobre ele um espírito de vida e ele se tornou um ser vivo. Muito tempo depois, o Espírito de Deus veio sobre Maria e nela apareceu uma nova vida, a vida do novo Adão; a vida deu um grande salto de qualidade! Mais tarde, o Espírito de Deus veio ao sepulcro de Cristo e o reanimou e fez Jesus retornar à vida.

Mais uma vez, o Espírito veio sobre os apóstolos, em Pentecostes, e encontrou um punhado de homens temerosos, medrosos, inertes como Adão quando era uma estátua de barro e, com suas línguas de fogo, o Espírito fez aparecer a Igreja, corpo vivo de Cristo. Nós, que somos a Igreja, somos corpo vivo de Cristo pelo Espírito Santo.

A cada Eucaristia, o Espírito Santo desce sobre o altar e transforma o pão e o vinho em corpo e sangue vivo de Cristo. E um dia, no fim do mundo, o Espírito virá e dará vida aos nossos corpos mortais e nos fará ressurgir para a vida eterna.



De Saulo a Paulo

Agora vou lhes contar sobre a vida nova que o Espírito Santo me deu.

Até 1975, eu era um frade capuchinho que ensinava História das Origens Cristãs na Universidade de Milão, na Itália. Um dia, comecei a escutar pessoas que falavam de uma nova forma de rezar. Uma senhora, de quem eu era diretor espiritual, voltando de um retiro disse-me: “Encontrei pessoas que rezam de um modo estranho: levantam as mãos, batem palmas, são muito alegres e dizem que entre eles milagres acontecem”. Então eu lhe disse: “Nunca mais irás a essa casa de retiros”.

Esses dos quais aquela senhora falava eram carismáticos. Comecei a observá-los e via que algo daquilo que acontecia entre esses irmãos era exatamente aquilo que lemos nas primeiras comunidades cristãs.

Eu não podia negar que havia algo daqueles primórdios da Igreja, contudo havia fenômenos que me perturbavam, como falar em línguas, abraçar-se, profetizar…

Certo dia, fui quase forçado a um encontro carismático. Lá fui tomado de uma intensa e nova alegria, que não sabia explicar. Sentia-me sacudido. E, confessando as pessoas, percebia nelas um arrependimento novo, profundo. Eu podia ver e até tocar a graça de Deus. Mas continuava como um observador.

Em 1977, ganhei uma passagem para ir aos Estados Unidos, assistir à grande assembléia carismática ecumênica. Dentro de mim, dizia: “Isto vem de Deus, mas não me agrada”. E as 40 mil pessoas presentes ali cantavam: “Jericó deve cair”. Os meus colegas italianos me diziam: “Escuta bem, porque Jericó és tu”. Eles tinham razão, e Jericó caiu.

Depois do encontro fomos a uma comunidade carismática em New Jersey, onde aceitei receber a efusão do Espírito Santo, mas ainda com certa resistência. Um dos sinais do Pentecostes é Deus falar através dos humildes. Quando as pessoas rezavam por mim, todas as palavras proféticas pronunciadas falavam de evangelização, de Paulo que com Barnabé inicia suas viagens apostólicas, e um irmão proclamou: “Tu provarás de uma alegria nova em proclamar minha Palavra”.

Um detalhe importante é que enquanto se reza para que alguém receba a efusão do Espírito, se diz: “Escolhe Jesus como Senhor da tua vida” e, enquanto me diziam estas palavras, levantei os olhos e vi o crucifixo que estava sobre o altar da capela. Era como se Ele me esperasse para me dizer algo muito importante: “Atenção! Raniero, cuidado! Este é o Jesus que tu escolhes como teu Senhor, o Crucificado. Não é um Jesus fácil, sentimental”. Nesse momento, entendi que a RCC não é um fenômeno superficial, mas algo que nos leva diretamente ao coração do Evangelho, à cruz de Cristo.

Comecei a ler o breviário experimentando algo novo. Vocês sabem que um dos frutos mais evidentes do Espírito é abrir a nossa inteligência para entender as Escrituras. Outro sinal da transformação que o Espírito operara em mim era o novo desejo de rezar.

Três meses depois voltei à Itália e os meus irmãos diziam: “Que milagre! Mandamos à América Saulo e nos mandaram de volta Paulo”.

Pouco tempo depois, enquanto rezava com um grupo de oração em Milão, surpreendi-me fazendo a oração: “Senhor, não permita que eu morra como um professor universitário aposentado!” E o Senhor levou a sério minha oração.

Algumas semanas depois, rezando na cela de meu convento, tive a moção interior de visualizar Jesus que retornava do batismo no Jordão e começava a pregar o Reino de Deus, e ao passar por mim Ele dizia: “Se queres me ajudar a proclamar o Reino de Deus, deixa tudo e vem!”

Compreendi que Ele queria dizer: “Deixa tua cátedra na Universidade, tua direção de Departamento e te tornes um pregador itinerante da Palavra de Deus, no estilo de São Francisco de Assis”. E ao final daquela oração o Espírito havia colocado em meu coração um “sim”.

Fui ao meu superior geral dizer-lhe que me sentia chamado pelo Senhor. Ele me pediu para esperar um ano. Depois de um ano, ele disse: “Sim, é vontade de Deus, vá”. Assim, tornei-me pregador.

Foi o Espírito Santo e a experiência carismática que fizeram deste velho professor universitário um pregador do Evangelho.



A Casa Pontifícia


Três meses depois, recebi um telefonema de Roma, do meu superior geral que me dizia que o Santo Padre, João Paulo II, havia me escolhido como pregador da Casa Pontifícia. O Papa, com tudo o que tem para fazer, cada sexta-feira de manhã, durante a Quaresma e o Advento, deixa tudo e vem escutar a pregação de um frade capuchinho. Quantos de nós vão escutar pregações como o Papa? Ele não falta nunca. Certa vez, estando em viagem pela América Central, faltou a duas pregações; na sexta-feira seguinte, foi ao meu encontro e pediu desculpas por ter faltado a duas pregações.

Foi-me dada a oportunidade de fazer ressoar ali, no centro da Igreja, o que o Espírito Santo está fazendo na Igreja. O Senhor escolheu esse pobre frade capuchinho para fazer chegar ao coração da Igreja aquilo que vivemos aqui, esta força, esta esperança, esta certeza de que o Espírito Santo realizou um novo Pentecostes na Igreja.

Um dia, entendi que era hora de falar ao Papa, aos Cardeais, aos Bispos sobre a efusão no Espírito. Entre outras coisas, eu disse: “Alguns dizem que tendo recebido o Espírito Santo na Ordenação, no Batismo, não temos necessidade desta oração pedindo a efusão no Espírito, mas Jesus não poderia responder: “Eu também não estava cheio do Espírito desde o nascimento de Maria, e mesmo assim fui ao Jordão para ser batizado por um leigo que se chamava João Batista?”

No final da pregação, eu tinha um certo temor e veio ao meu encontro um Cardeal que me disse: “Hoje, nesta sala, ouvimos falar o Espírito Santo”.

O Santo Padre também sabe de minha experiência, pois lhe contei pessoalmente. Mesmo assim, já faz mais de 20 anos, e ele não me mandou embora. E aquilo que vocês encontram nos meus livros, quase tudo foi escutado antes pelo Papa.

Quero lhes contar um último detalhe que nos faz conhecer a grande paciência do Santo Padre e o seu imenso amor pela palavra de Deus. Uma vez por ano devo fazer a pregação, na Basílica de São Pedro, com o Papa que preside a celebração. É porém a única vez que não é ele quem prega. Lida a narração da Paixão, é o pregador da Casa Pontifícia quem deve subir ao altar do Papa e pregar. Na primeira vez, os degraus me pareciam mais altos que o monte Evereste. Falando na Basílica, dei-me conta de que deveria falar muito lentamente, porque há uma grande ressonância. Mas, falando lentamente, o tempo passava e ultrapassou em cerca de dez minutos o tempo previsto. Vocês sabem que imediatamente após essa pregação, toda sexta-feira da Paixão, o Papa vai ao Coliseu fazer a via-sacra, e o secretário, naturalmente, estava muito nervoso e olhava o relógio de vez em quando. No dia seguinte, disse às freiras que depois daquela função, o Papa o chamou e, com muita gentileza, disse: “Quando um homem de Deus fala, nunca devemos olhar o relógio”.



Coragem, e ao trabalho!


No dia em que meu superior me permitiu iniciar essa vida nova, no ofício das leituras havia um texto do profeta Ageu: “Coragem, Josué, sumo sacerdote, coragem Zorobabel, coragem todo o povo deste país, e ao trabalho. Coragem porque eu estou convosco, diz o Senhor” (Ag 2,4).

Lida essa passagem, fui à Praça de São Pedro e, olhando para a janela do Papa, comecei a gritar: “Coragem João Paulo II, mesmo se sabemos que és o homem mais corajoso do mundo; coragem Cardeais e Bispos, e ao trabalho, porque eu estou convosco, diz o Senhor”. Isso era fácil, pois não tinha ninguém lá, mas três meses depois eu me encontrava diante do Santo Padre e dos Cardeais e Bispos, e proclamei novamente aquela palavra de Ageu.

Hoje, anuncio estas palavras também a vocês: coragem, povo de Deus, e ao trabalho, à evangelização, à renovação da Igreja, porque eu estou convosco, diz o Senhor!

Frei Raniero Cantalamessa OFM Capuchinho

Goiânia sediará encontro com Frei Raniero Cantalamessa.

“A túnica era sem costura” Homilia da ultima Sexta Feira Santa.

Radicais Tradicionalis criticam a Pregação de Frei Raniero Cantalamessa em Roma.



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Seminário de Vida no Espirito
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A Família Conduzida pelo Espírito Santo.

  • Objetivo do tema:
  • “…dar-te-ei uma ajuda adequada” Gn 2,18

          Revelar a cada Casal Que o Don do Espírito Santo foi enviado primeiramente para nossas famílias, que tanto precisam da misericórdia de Deus.


Wallpaper – Baixaki


O CASAL E O ESPÍRITO SANTO

 (Atos 2, 14ª. 36, 41)

37. Quando ouviram isso, ficaram com o coração compungido e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: “Irmãos, que devemos fazer?” 38. Pedro respondeu: “Convertei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos vossos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. 39. Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar”.

Vamos Frisar esta frase:

“SEM MIM NADA PODEIS FAZER”

(São João 15, 5b)

Quem quer ficar sem Deus, na escuridão, sem paz e sem amor?

A resposta de todos seria a mesma…

– EU NÃO !

– Todos nós queremos a Paz, o Amor e a Felicidade, ninguém busca a tristeza, a frieza, a infelicidade ou a escuridão, mesmo não tendo uma concepção de Deus como Ele verdadeiramente É, todos querem e precisam daquilo que é a essência Divina.

“TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE”  (Fil 4, 13) 

Todos nós precisamos de Deus em nossas vidas, é Ele que completa todo nosso ser, somente Ele é a Paz e a alegria verdadeira.

São Paulo também se refere a esta verdade em (II Cor. 3, 5)

4. Tal é a convicção que temos em Deus por Cristo. 5. Não que sejamos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus. 6. Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.

O catecismo nos diz que:    CIC 1642 “Jesus é a fonte desta Graça. Como outrora Deus tomou a iniciativa do pacto de amor e fidelidade com o seu povo, assim agora o salvador e o Esposo da Igreja vem ao encontro dos cônjuges pelo sacramento do matrimonio. Permanece com eles, concede-lhes a força de segui-lo levando sua cruz e de levantar-se depois da queda, perdoar-se mutuamente, carregar o fardo uns dos outros, e amar-se com um amor sobrenatural, delicado e fecundo”.

Os Discípulos eram fracos: – Dormiram, falta de fé, não oravam, agiam por impulso, eram egoístas, ficaram em silêncio ao ver Jesus preso, não curavam, não expulsavam espíritos etc.

O que nos queremos relembrar e mostrar aqui é uma verdade bem aceita pela Igreja.

Os Discípulos de Jesus eram fracos e não conseguiam realizar as obras que Jesus realizava, foram varias as vezes que Jesus censurou a incredulidade e a fraqueza daqueles que o seguiam, não com o objetivo de afastá-los e sim com o objetivo de acordá-los para a nova realidade que passariam a enfrentar após a sua partida.

(Atos 2, 8)  Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.  Estas foram as ultimas palavras de Jesus a seus discípulos nesta terra, logo após se elevou ao Céu.

Nós também somos fracos e pecadores: nós também cometemos diversos erros e talvez muito mais que os discípulos de Jesus, isto significa que muito mais do que eles nós também precisamos da mesma força do alto que Jesus nos ofereceu.

Pois a promessa é para vós e vossos filhos, Nós também precisamos da Promessa do Pai e de acordo com São Pedro esta promessa foi feita para nós também.




Vamos relembrar:

QUEM É O ESPÍRITO SANTO PARA MIM?

  • É a Terceira pessoa da SS. Trindade,  Ele é o Paráclito, Ruah (sopro Divino),  O Consolador,  A Força do Alto, O Espírito do Senhor, etc…
    -O Espírito Santo é Deus.
    – E Ele se faz presente em todas as fases da história do povo de Deus.
  • “Façamos o Homem à nossa Imagem e semelhança.”

1) No Antigo Testamento:

  • – É a presença misteriosa de Deus   – “Pairava sobre as águas”. Gn 1,2
    – É o sopro de vida – Gn 2,7                 “Deus soprou o fôlego de vida”
    – foi quem falou pelos profetas  – motivando-os, inspirando-os.
    – é o Espírito da promessa do Pai
  • Ez 36, 25;
  • 25. Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações. 26. Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. 27. Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo com que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis os meus preceitos.
  •  Jr 31,31-34;
  • 31. Dias hão de vir – oráculo do Senhor – em que firmarei nova aliança com as casas de Israel e de Judá. 32. Será diferente da que concluí com seus pais no dia em que pela mão os tomei para tirá-los do Egito, aliança que violaram embora eu fosse o esposo deles. 33. Eis a aliança que, então, farei com a casa de Israel – oráculo do Senhor: Incutir-lhe-ei a minha lei; gravá-la-ei em seu coração. Serei o seu Deus e Israel será o meu povo.
  •  Jl 3,1-5.
  • 1. Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões. 2.Naqueles dias, derramarei também o meu Espírito sobre os escravos e as escravas.

2) No Novo Testamento:

  • – Ativo na Encarnação do Filho de Deus  Lc 1,26-35    “Minha sombra descerá sobre Ti e você conceberá um Filho”
    – No início da missão de Jesus  Lc 3,21-22 (Batismo).   “Este é o meu Filho muito Amado”

João Batista mandou que seus Discípulos seguissem a Jesus  dizendo:

“Ele é o Cristo, O Messias enviado pelo Pai, eu vos Batizo com água para o perdão dos pecados, mas Ele vos Batizará com o Espírito Santo no Fogo e com Poder…”

Mediante estas palavras eles o seguiram e se tornaram os primeiros Discípulos de Jesus.

O Que eles queriam ?

Aquilo que João disse …  O Batismo com o Espírito Santo segundo as Promessas feitas pelos profetas no passado.
-vemos então que:

  • – O Espírito Santo é o animador da missão de Jesus, e sua missão, é conjugada a do Senhor.

– Durante sua missão:

  • – JESUS PROMETE O ESPÍRITO SANTO:
    • – Promete para todos os homens
      João  4  A Samaritana.
    • “Quem tem sede, venha a mim e beba”   VOCE TEM SÊDE ?
    • João 7, 37
    • “Quem crer em mim, como diz as escrituras, do seu interior manarão rios de água viva”.
    • VOCÊ ACREDITA EM JESUS ?
    • João 14,15-18,26.;  15,26;
  • 16. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. 17. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.
  • 26. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.
  • Jesus diz que: O Pai enviará o Espírito Santo para ficar conosco da mesma forma que Ele estava conosco, Jesus ficou 33 anos na terra, mas o Espírito Santo Ficaria para sempre conosco.   Quando eu for, eu mesmo o enviarei.
  • 26.Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim.
    • At 1,5;  At 1,8

Papa Bento XVI e a Pomba Branca representando o Espírito Santo.


3) No tempo da Igreja  Pentecostes

  • – os discípulos obedientes
    – aguardam o dia do derramamento do Espírito Santo
  •  At 1,14. – chega o dia do cumprimento da promessa

O QUE MUDA COM O PENTECOSTES DOS APÓSTOLOS?

  • – transformam-se os ânimos, o modo de se viver, e seu efeito é visível na vida dos discípulos de Jesus

EFEITOS:   –  O Espírito Santo vem trazer:

  • VIDA, CORAGEM, INICIAR A IGREJA
    VIGOR, DESTEMOR,  INICIAR A EVANGELIZAÇÃO
  • -cheios do Espírito professam sua fé
    -tornam-se testemunhas de Jesus
    -distribuem a graça para todos

O PRESENTE:

O Dom do Espírito Santo é um Presente de Deus para nós que somos seus filhos.

Sem méritos – Jesus pagou o preço por nós na Cruz.

A Pérola Preciosa.

O cumprimento da Promessa:

São Paulo escreve em II Corintios 3 que:

Não há dúvida de que vós sois uma carta de Cristo, redigida por nosso ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações.

Isto mostrando que já naquele tempo se ensinava que as promessas do pai haviam sido cumpridas em Pentecostes e que portanto era evidente a presença de Deus dentro de nossos Corações, por isso o mesmo São Paulo também afirma sem margem de erro que:

(I Cor. 3,16) – Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?



Ministerio_para_as_familias

A Serpente de Bronze e a Cruz de Cristo.


Réplica da Serpente de Bronze de Moisés – Perto do Monte Nebo, na Jordânia

foto © Joe Walker 2005



E assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna.



A história da serpente de bronze é encontrada em: Números 21: 4-9

O povo murmurou contra Deus e contra Moisés: “Por que você nos tirou do Egito para morrermos no deserto? Porque não há comida e nem água, e nós detestamos este alimento miserável. “Então o Senhor enviou serpentes venenosas entre as pessoas, e elas morderam as pessoas, de modo que muitos israelitas morreram. O povo veio a Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti;. Interceda por nós ao Senhor para que tire as serpentes de nosso meio “Então, Moisés orou pelo povo. E o Senhor disse a Moisés: “Faça uma serpente de Bronze e a coloque num poste, e todo aquele que for mordido deverá olhar para ela e então não morrerá.” “Então Moisés fez uma serpente de bronze, e pô-la sobre uma haste; e sempre que alguém era mordido por uma serpente, se dirigia à serpente no poste e a olhava para ela não morria.

A serpente de bronze aparece novamente em 2 Reis 18: [Ezequias] tirou os altos, quebrou as colunas, e cortou o poste sagrado. Ele quebrou em pedaços a serpente de bronze que Moisés fizera, porque até aqueles dias em que o povo de Israel tinham feito ofertas a ele, que era chamado de Neustã.


JESUS+OU+NEUSTÃ[1]


Este é um evento fascinante. É uma daquelas histórias bíblicas que deixa a consciência moderna embaraçada para encontrar uma explicação para o episódio todo. A serpente é um agente da destruição e morte, mas ao olhar para a serpente de bronze ela se transformava em um agente de cura. A mesma figura que traz a morte, ao olhando por outro ângulo e outra esperança traz a vida.   A passagem de 2 Reis nos dá algumas pistas para reflexão: há uma tendência no homem carnal de recorrer em adoração aos objetos visíveis buscando salvação, em vez de recorrer ao Deus da salvação!

De qualquer forma, parece uma inversão de valores, um completo absurdo usar este sinal em particular como um meio pelo qual os israelitas pecadores e murmuradores contra Deus poderiam ser curados. É aqui que se revela o significado “a tipologia” da cruz. Se era absurdo pensar em olhar para uma serpente de bronze para ser curado, então também seria outro absurdo pensar o mesmo sobre olhar para Jesus crucificado. Este é, um dos motivos, uma primeira instância por que São Paulo chamará mais tarde de “A loucura da cruz.” Deus é completamente capaz de organizar as coisas de tal maneira que atinja o seu objetivo maior, bem, pode ser até muito estranho. Mas isso é o chamado e a forma de Deus agir, não a minha.

Jesus entra na história e revela que este evento é um precedente “a tipologia” , ou seja, um evento que tem um significado muito além de si mesmo. Isso é diferente de tratá-lo como apenas uma alegoria histórica.

Esta tipologia pode trabalhar de algumas maneiras.   Nós vemos a relação evidente entre a serpente que foi “levantada na vara” e Jesus “levantado na cruz”. A serpente é uma coisa tanto que provoca a morte ou de acordo com a decisão tomada pelos pecadores no deserto, ela se tornaria fonte de vida. Acontece o mesmo com Jesus: na passagem de São João 3, 16, ele pretende claramente que haja um resgate de todo homem,  mas já se fala do mal, daqueles que rejeitam olhar para a luz e preferem as trevas, estes terão como recompensa a morte eterna, resultado de sua própria escolha.

Pensando na Jordânia moderna, onde o memorial da serpente de bronze esta localizado atualmente, em um dia claro você pode visualizar a famosa “terra prometida”.

Para quem teve a oportunidade de visitar o local. É uma visão maravilhosa, olhar para a serpente de bronze vendo ao fundo a terra que mana leite e mel, aquela terra que Deus prometera à descendência de Abraão e os conduziu pelo deserto naqueles quarenta anos para enfim tomar posse da promessa. É uma outra espécie de “tipologia geográfica”.

Quando se olha para Jesus na cruz, como um desprezado assim como a serpente, podemos olhar para o passado vislumbrando o futuro da nova e eterna aliança, este é o caminho da cruz para a ressurreição, o verdadeiro lugar do Sacrifício que garante a nossa salvação eterna. 


Placa que indica a direção das cidades em Israel.


E assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas a fim de que o mundo seja salvo por ele.

Aqueles que acreditam nele não são condenados, mas quem não crer já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E este é o julgamento, que a luz veio ao mundo, e as pessoas preferiram as trevas à luz, porque suas obras eram más. Para todos os que fazem o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que seus atos não possam ser expostos. Mas aqueles que fazem o que é verdade vem para a luz, para que ele possa ser visto claramente que as suas obras têm sido feitas em Deus “.

Como uma passagem da Quaresma, este texto fala da redenção fora do juízo. Observe que a fonte do julgamento aqui não é Jesus, mas nós mesmos. O “poder se expor” na luz é usado para mostrar o contraste entre o bem e o mal. Enquanto muitos poderiam ser tentados a viver conforme o final da mensagem, depois vem as palavras reconfortantes no v 16, o texto que temos continua.

Parece um acordo de juízes baseando-se exclusivamente a este respeito: o que (ou quem) você ama? A Luz ou as Trevas ?  A escuridão impede a visão, impede de “olhar” aquele que foi levantado na Cruz. As trevas termina na opção de não ver o crucificado ou usando outra famosa expressão de Jesus “O Pior cego é aquele que prefere não ver”, porque mesmo tendo olhos sadios, preferem mantê-los fechados para não verem a verdade.   Há sempre (pelo menos para mim) uma disputa na forma de abordar os elementos de julgamento em tais textos. É certamente uma boa notícia que o propósito de Jesus não é condenar, mas para salvar (a partir de nossa própria decisão?). E ainda assim eu sinto que não é o caso de que Jesus não possa condenar alguém (ele disse muitas palavras duras no evangelho), mas sim que não há necessidade de outras provas que os nossos próprios atos, a fim de fazê-lo.   Primeiro caminho com poucas irregularidades: manter uma alegoria harmoniosa das duas histórias… olhar para Deus … olhe para Jesus na cruz, não importa quão absurdo que possa parecer. Olhe para cima. Deus ama todos os seus filhos que estão no mundo.

Segundo caminho com colisões: o agente que pela decide do homem provoca a morte / é também o agente da salvação. É por isso que Jesus traz a referência. Os meios de salvação podem aparecer duros, mas é o único meio. Isso significava, para Jesus, tornando-se a serpente figurada na vara de Moisés (“Ele se tornou o pecado que não conheceu pecado”), a fim de trazer a cura definitiva aos que n’Ele creem. 


Fonte: http://joewalker.blogs.com/felixhominum/2009/03/sermon-notes-lent-4-year-b-john-31421.html


Outras fotos do local – Canção nova



Semeando a cultura de Pentecostes


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Jesus é o mesmo!



As profecias do antigo testamento diziam que da Virgem nasceria uma criança, a qual se chamaria “EMANUEL” “Deus Conosco”, seria uma luz que brilharia para um mundo que andava em trevas.



Jesus

Em Belém, numa gruta, deitado em uma manjedoura, foi ali que os Três Reis Magos encontraram aquele que deveria ser o Rei dos Judeus, não estava no palácio e nem deitado em um Berço de ouro apesar de ser o Senhor de todo o universo, apenas os olhos dos animais contemplaram sua chegada a este mundo, porque todos os lugares onde um ser humano pudesse reclinar a cabeça já estava ocupado e não havia espaço para acolher aquele que criou todo o Cosmos.

Quando Jesus foi revelado ao mundo e todo olho poderia contemplá-lo reconhecendo o seu todo seu poder, confundiram-no com uma criança qualquer, pensaram ser Ele uma pessoa normal e mortal como qualquer um de nós, e preferiram se livrar d’Ele porque estava incomodando algumas consciências Farisaicas, e assim a história que tentaram finaliza-la cravando-a naquela cruz, na verdade apenas começou.

Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Na Plaquinha acima da cabeça do crucificado está escrito: “Jesus Cristo o Rei dos Judeus”, mas comumente chamado pelos filhos de Deus de Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

Esta Verdade é Jesus, e somente Ele pode ser considerado como único caminho, verdade e vida. Tudo mais é parcial e imperfeito, mesmo que seja 99,99…. % perfeito, não podemos declarar Santo como o Pai é Santo algo que não seja 100 % Perfeito.

Em (Hebreus 13,8) diz que “Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade.”

Porque Jesus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente o mesmo, um ser imutável e perfeito, o co-criador de todas as coisas, sem Ele nada do que foi feito se fez. No entanto, no mundo de hoje encontramos uma imagem diferente de Jesus em cada casa, em cada cabeça e em cada coração, cada um tentando seguir o único e indivisível Senhor de todas as coisas de uma forma completamente diferente uma da outra, há de se estranhar este fato interessante de se ver algo diferente onde só existe um Jesus verdadeiro e único caminho, nem a meditação sobre a imagem de duplo sentido explicaria algo tão contraditório.

Velha_Jovemde se crer e esperar que o mundo venha a conhecer este Jesus, assim como Ele é conhecido por seu Pai que está nos céus e nos testemunha que enviou seu Espírito Santo Justamente com o objetivo de auxiliar a nossa fraqueza e conhecimento intelectual limitado, levando-nos a relembrar as palavras que Ele mesmo nos ensinou, revelando-o assim de uma maneira inconfundível e imutável na figura de nosso único Pastor e Salvador de Toda a Igreja.

(São João, 16, 2 e 13) “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora”.

Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão.

(Efésios, 5, 17 e 18) “Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus”. Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito.

(São João, 18, 4 a 6)

Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais?

Responderam: A Jesus de Nazaré. Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, estava com eles.)

Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra.

Até mesmo os inimigos de Jesus o reconhecem como o verdadeiro Cristo, o texto ainda afirma que se ajoelham perante o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, fato que é confirmado em Filipenses 2 dizendo que todo joelho se dobrará no céu e nos infernos, mostrando que é claro e evidente o poder do nome de Nosso Senhor Jesus. Logo, como podem os Filhos de Deus continuarem vivendo neste mundo como se não conhececem seu proprio Pai de Amor ? Mesmo depois de receberem o Espírito de Filiação que clama Aba Pai em seus Corações?

Realmente são indagações que não temos como responder de imediato, muitos preferem até, apenas se justificar, do que buscarem as verdadeiras respostas para estas indagações.

Ficarei por aqui, rogando ao Pai através da mesma oração de Jesus.

Pai, rogo por todos aqueles que me destes deste mundo, porque são teus e não do mundo, rogo não para que os tires do mundo, mas para que os livres do mal, rogo para que se tornem um assim como nós, Eu em Ti e Tu em Mim, para que o mundo creia que Tu Me Enviates…

Faça sua estas Palavras de Jesus em Oração ao Pai, para que o mesmo Espírito que Habita em Jesus possa habitar também o teu Coração.

E a história que começou na cruz pode continuar hoje mesmo em sua vida, não com um Jesus morto e crucificado, mas com um Jesus ressucitado, vivo e poderoso, capaz de realizar muito mais do que já realizou neste mundo, com apenas uma diferença em relação ao passado, agora ninguém mais poderá dizer que Jesus não é o Cristo prometido pelo Pai, e que esta luz brilha cada vez mais forte em nosso mundo e principalmente em minha vida.

jesus na cruz

Jesus Cristo Crucificado.





A Promessa do Pai.



Promessa é um compromisso de entrega futura de algum bem ou serviço, com ou sem merecimento da parte interessada, com ou sem pagamento pelo serviço prestado ou pelo bem recebido.




Deus Pai, Criador de todas as coisas, fez muitas promessas para todos os homens e não exclusivamente para os Judeus que eram seu povo escolhido.

Josué quando pós seus pés em Canaã tomando posse da famosa terra prometida escreveu a seguinte observação em seu livro (Js 23,15), isto ele fez, finalizando o período do Êxodo, tempo em que os Israelitas fizeram a travessia do deserto até a terra de onde tinham saído 400 anos antes.   A unica observação sobre este assunto é que, dentre todos os homens que saíram do Egito apenas Josué teve o prazer de entrar na terra prometida enquanto que os outros morreram no deserto, todos os que entraram nasceram durante os anos que estiveram vagando pelo deserto porque seus pais desdenharam da terra que Deus havia lhes dado achando que teria sido melhor ter continuado como escravos do Faraó e de seu povo idólatra e pecador.

Mas falaremos em uma promessa específica de Deus para nós, porque esta promessa não seria apenas para os Judeus e na verdade ela foi feita muito tempo depois deles terem se estabelecido em sua terra tão esperada.

A certa altura desta história deste povo, Deus Pai falou através dos profetas sobre um assunto um pouco diferente, já que não era um assunto particular de um povo escolhido, mas se tratava de uma promessa feita a todos os povos e a todas as nações da terra.

Uma promessa de Deus feita até mesmo para aqueles que não o aceitavam, nem mesmo o conheciam e até então estariam todos perdidos vivendo no pecado.

Esta é a promessa que até hoje muitos ignoravam, alguns não a compreendem, outros não a querem e apenas poucos acreditam nela e entregam completamente suas vidas para alcançarem a plenitude dos efeitos desta promessa.

A Promessa do Pai se resume apenas nesta frase, “O Espírito Santo de Deus está dentro de vós”.  Eu escrevi esta frase no “tempo verbal”,  “PRESENTE”, porque não se trata mais de uma promessa feita no “PASSADO” e nem para o “FUTURO”, pois ela só pode ser conjugada ou entendida no tempo “PRESENTE”, o “KAIRÓS”, agora “IT’S NOW’.

Sim, se tratava de uma promessa futura quando os Profetas a anunciaram no antigo testamento, muitos anos se passaram sem que nada acontecesse em referência a esta Promessa.     Jesus veio ao mundo exatamente para se fazer cumprir esta promessa do Pai ao seu povo e a nós.     São João Batista recebeu esta revelação de Deus lhe dizendo: “Sobre quem vires repousar uma pomba Branca, este é o meu Filho muito amado, que eu enviei para vós como o Messias, Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.  Isto seria o cumprimento da promessa Divina que todos esperavam por todos aqueles anos.

Jesus, Porém, não a cumpriu de imediato, mesmo quando João enviou seus discípulos para cobrar d’Ele esta promessa: mandando lhe perguntar, se realmente era Ele aquele que Deus havia prometido ou se deveriam esperar por outra pessoa, Jesus lhes respondeu simplesmente que deveriam testemunhar o que tinha visto e ouvido e certamente este testemunho comprovaria que Jesus realmente era o Filho de Deus.

Durante seu Ministério na Terra, Jesus fez muitos milagres que o homem era incapaz de fazer por si mesmo, tudo isso para provar aos homens que realmente Ele era o Prometido de Deus e por várias vezes se referiu a promessa que cumpria no meio de nós, porém, reservou este momento tão esperado como uma condição do efeito da sua morte e ressurreição, já que foi pelo merecimento de seu sacrifício e o perdão total de nossos pecados é que poderíamos receber o premio de uma nova vida cheia da graça de Deus.

Na verdade, após aquele momento da Cruz, o mundo nunca mais foi o mesmo, porque a certeza da morte humana passou a ser uma certeza de vida eterna na graça de Deus, uma vez que Jesus morto na cruz indubitavelmente, testemunhado por várias pessoas que seu sangue se esvaiu por completo de seu corpo físico que também foi sepultado após a confirmação de seu óbito, este mesmo corpo físico recebeu uma nova vida e conviveu com todos aqueles que o conheciam durante mais quarenta dias até que finalizou sua estadia nesta terra com estas palavras:


Atos dos Apóstolos, 1


6.

7.

8.

9.

Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel?  Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo. Dizendo isso elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos..


Se seguirmos os acontecimentos, veremos que o Espírito santo de Deus realmente foi derramado sobre os Discípulos no dia de Pentecostes:

Mas e nós que não estávamos lá naquele dia ?

São Paulo o maior difusor do evangelho também não estava lá, porém recebeu a plenitude do Espírito em uma de suas investidas contra o Cristianismo nascente.

A promessa do Pai é para todos os homens e mulheres que habitam a face da terra e o direito de receber esta promessa se resume no fato de que Jesus a conquistou para nós cumprindo os planos do Pai.

Por isso o mundo nunca mais foi o mesmo, já que hoje, cada um de nós pode se encontrar com o Pai e receber a plenitude de sua promessa em nossas vidas.

É na verdade o que a Igreja ensina e sempre ensinou, já que faz parte de seu ministério no mundo, exatamente a difusão desta verdade, de levar todos a conhecerem esta verdade recebendo para si também esta promessa que lhes pertence.


Atos dos Apóstolos, 2


37.

Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram de Pedro e dos demais apóstolos: Que devemos fazer, irmãos?

38.

Pedro lhes respondeu: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.

39.

Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus.



Esta era uma uma promessa que se cumpriu e se cumpre hoje na vida de todos aqueles que acreditam e aceitam a ação do grande amor de Deus em suas vidas.



” O  PLANO  DE  DEUS “

PPT – Preparado para acompanhar o texto acima.


http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg?w=130&h=120 Nova_aliança_lk http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/frutos-do-espirito.jpg?w=130&h=120
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O Batismo no Espírito Santo seria apenas uma Teoria ?


Batismo_no_Espírito


Teoria absurda é afirmar que uma verdade Bíblica seria apenas uma teoria Carismática.

MAS FOI ESTA A AFIRMAÇÃO QUE ENCONTREI NESTE LINK

CLICK E LEIA

Este texto abaixo é uma resposta a uma afirmação do Jovem Responsável pelo Blog “Pacientes na Tribulação”, porque lançou um Desafio aos Carismáticos para que lhe provem que Deus realmente nos Batiza com seu Espírito Santo, Porém o mesmo apaga todo e qualquer comentário que lhe é enviado como se nenhum carismático ou qualquer outra pessoa lhe tivesse dito qualquer coisa a este respeito.

Mantendo assim a sua palavra como suprema e portanto imbatível.

Um desafio não respondido e portanto declarando o oponente como perdedor.

veja as minhas respostas neste Blog, já que meus comentários a este respeito em outros blog’s foram apagados, CLICK  e leia diversas respostas para este tema.

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO É REAL !

https://presentepravoce.wordpress.com/?s=batismo+no+espirito+santo

.

COMENTÁRIO POSTADO

como resposta

On Outubro 12, 2008 at 4:52 pm presentepravoce Said:

Your comment is awaiting moderation.

[…]…Os textos grifados entre colchetes são afirmações do Blog em questão no qual este comentário foi postado no link que o redireciona ao texto chave…[…]

Sizenando
Olá amigos, é um prazer Vê-los novamente.

[…] – a fim de demonstrar o quanto é absurda a teoria do “batismo no Espírito”.[…]

Vamos falar de “TEORIA”

Teoria é algo que não existe, mas pelo que vejo todos nós concordamos que o Batismo no Espírito Santo é algo bem real, o que difere em nosso pensamento é então a sua Criação.

Você diz que os protestantes inventaram o Batismo no Espírito Santo, logo não seria Divino e sim totalmente humano e portanto execrável.

Concordo em numero e grau que tudo que for invenção humana, devemos abolir da Igreja.

Porém estas palavras são Bíblicas e aparecem nas sagradas escrituras, pela primeira vez quando São João Batista diz:
(São João 1,33)

[…] Este é quem Batiza no Espírito Santo. […]

Se é Jesus quem Batiza com o Espírito Santo, logo não seria uma invensão humana, muito menos dos tais protestantes.

Mas de onde João Batista tirou estas palavras?

Disse ele:

[…] Aquele que me mandou batizar em água…[…]

Quem seria este “AQUELE”, certamente João Baptista estava falando do próprio Criador de todas as coisas, que falou com ele em particular sobre algo que nunca tinha sido dito antes, porém entendiam-se claramente que ele falava de estar mergulhados na presença da graça de Deus, porém, o resultado desta atitude ninguém sabia o que seria.

Mesmo havendo citações bíblicas no velho testamento, Jesus explicou como isto aconteceria a seus Discípulos desde o primeiro dia até o ultimo “Dia de Pentecostes”.

Porque começaram a segui-lo com a promessa de serem Batizados no Espírito Santo, logo é o que buscavam em Jesus e terminou no Pentecostes que realmente foi o cumprimento desta promessa para eles.

Então podemos resumir a sua “teoria” em algo que os discipulos de Jesus buscaram e queriam desde o momento que João os mandou segui-lo, até o momento que aquela chama de fogo repousou em seus corações.

Uma teoria tão real como a Igreja que existe hoje, porque se aqueles discipulos não tivessem acreditado em João e não tivessem seguido Jesus, não teriam recebido nada e não existiria Igreja hoje.

Teoria meu caro Márcio é dizer que Deus é uma Teoria, Vejo que você não tem a minima fé, porque diz que uma ação Divina é apenas teoria, pobre Nicodemos, tanta sabedoria humana, mas acabou rejeitando a sabedoria Divina que lhe daria a salvação.

[…] No “batismo no Espírito” não se usa óleo nenhum […] –

Logo não devemos confundir uma simples oração invocando a presença de Deus em minha vida e de meus Irmãos, desejando permanecer sempre submersos na graça de Deus com a administração de um Sacramento único que simboliza apenas o princípio de uma vida inteira plena da presença de Deus.

O que fazemos é simplesmente o que foi proposto no sacramento do crisma, nos tornamos soldados de Cristo que vão a luta todos os dias.

Treinam quando não estão em batalha, se alimentam, saciam a sede, preparam suas armas ou então serão presas fáceis para seus inimigos.

Leia a Bíblia, e por favor não faça uma afirmação absurda como esta, de dizer que um texto bíblico aceito pela Igreja como inspirado e base de toda a nossa fé, e que faz parte até mesmo do “CREDO” que professamos, seria apenas uma “TEORIA” carismática.

Está é muito simplória, pra não dizer herética.
uma negação de uma verdade Bíblica é heresia e se você negar a Bíblia será mais heresia ainda.

Eu até aceitaria o que você disse sobre os Carismáticos terem copiado o Batismo no Espirito Santo dos protestantes, desde que voce aceite que os protestantes copiaram o Batismo no Espírito Santo dos Católicos que viveram a palavra de Deus como ela é “AINDA HOJE” por mil e quinhentos anos antes de Lutero existir.

E jamais aceito que digam que as palavras de Deus são uma “TEORIA”.

(Hebreus 4,12)

Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração.

http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/juntas+e+medulas

Fique com Deus.

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https://presentepravoce.wordpress.com/2008/10/12/o-batismo-no-espirito-santo-e-apenas-uma-teoria/

MESMA HISTÓRIA.


http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/frutos-do-espirito.jpg?w=100&h=93

Quais são os Frutos

Do Espírito Santo?


CB055231


Seminário de Vida no Espirito

SVE I

BATISMO NO ESPÍRITO

ESPÍRITO SANTO


PENTECOSTES É UM PRESENTE DE DEUS PARA NÓS !



Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus. (Atos 2, 39)



Querido amigo:


presente-de-Deus-1[1]



Breve será comemorado mais um domingo de Pentecostes, em minhas orações matinais, meditando sobre este inefável presente de Deus, por intercessão de Seu Filho (e nosso particular amigo) Jesus, concluí exatamente isto: O Espírito Santo de Deus foi um grande presente d’Ele para nós. Um presente de amigo, sinal de Sua amizade por todos nós: filhos e filhas de Deus e Seus irmãos! A partir daí comecei a refletir sobre a importância da amizade em nossas vidas, e, naturalmente, pensando na nossa amizade (que eu também considero um grande presente de Deus), querido Demerval, resolvi, mais uma vez, partilhar com você – que faz parte um grupo especial de amigos e amigas – estas minhas reflexões que, espero, possam também lhes serem úteis. ….. Que o Espírito Santo de Deus possa, cada vez mais, estreitar a nossa amizade, a qual eu considero também um dom de Deus.

Kater Filho


UM PRESENTE DE AMIGO!


Refletindo sobre o presente de Pentecostes, percebi que este foi um gesto profundo de amizade de Jesus para com os Seus discípulos e para todos que, por meio de seus testemunhos, viessem a acreditar n’Ele e no Seu Evangelho, grupo seleto do qual cada um de nós, cristãos, faz parte, portanto um presente especial para cada um de nós!

Um gesto natural de amizade do verdadeiro amigo, que nunca abandona os que nele confiam: “Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós”. Jo 14, 18. Jesus Ressuscitado voltou a conviver com eles por mais 40 dias e, após ter cumprido este período, voltou ao Pai, mas, por ação do Espírito Santo deixado – e pela Eucaristia – permanece vivo em seus corações.

Diante disso passei a refletir sobre a importância da amizade entre nós, concluindo que, infelizmente, à medida que a tecnologia e a informática, aliadas à inteligência humana, facilitam a aproximação das pessoas, permitindo, cada vez mais, a comunicação entre elas, paradoxalmente as criaturas humanas sentem-se cada vez mais sós e isoladas dentro de suas “ilhas virtuais”.

É preocupante percebemos como, até mesmo dentro de uma família estabilizada, a solidão se instala na vida das pessoas. Eu e minha esposa costumamos dizer – nos retiros que pregamos para casais por este Brasil – que hoje a sociedade constitui “familhas” com “ilh” no lugar de “i” porque, na prática, são agrupamentos de pessoas isoladas como verdadeiras ilhas.

Dizemos família arquipélago que, na vida real, é um conjunto de ilhas que, convenientemente, vivem sob um mesmo teto minimizando as despesas comuns, partilhando algumas dependências da casa, mas que na verdade têm, cada uma delas, a sua maneira particular de pensar, de agir e de viver, não se importando muito com o que as outras ilhas façam, desde que essas, por sua vez, também não interfiram em sua vida pessoal. Observo o mesmo comportamento em algumas congregações religiosas..

Ora, amigos e amigas, isto não é, em hipótese alguma, o modelo de família (nem de comunidade religiosa) que Deus propôs à humanidade: um ambiente de partilha, de interação, enfim de amizade entre os seus membros e nunca de isolamento. Este isolamento, voluntário ou não, gera o individualismo que rapidamente evolui para o egoísmo que, por sua vez, bloqueia o desenvolvimento natural da amizade entre as pessoas!

As criaturas, neste anônimo e codificado mundo informatizado de hoje, mais do que nunca, anseiam por amizades verdadeiras! Os papos nos chats, as organizações virtuais tipo Orkut e outros sites, tentam, mas, felizmente, não satisfazem a nossa necessidade de cultivarmos amizades sérias e comprometidas. Amizades onde, pela convivência, aprendemos a conhecer, respeitar e amar profundamente o outro!

Como é bom podermos contar com amigos verdadeiros ao nosso lado! Amigos não têm preço, pois uma amizade é inestimável! Assim a Palavra de Deus, descreve a amizade: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel, nem mesmo o ouro nem a prata podem a ele ser comparados”.  (Eclo 6, 14 – 15).

Depois das denominações: Deus, pai, mãe, irmãos, irmãs, filhos e filhas, as palavras amigos e amigas são as que mais têm um significado especial para todos nós, mesmo porque a amizade, em muitos momentos de nossas vidas, chega a valer mais do que a própria consanguinidade! Quantos de nós já não experimentou isso? idioma



Ora o que é um amigo? Amigo é aquela pessoa com quem nós podemos contar em qualquer circunstância, como dizem os noivos nas celebrações matrimoniais: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e por todos os dias de nossas vidas. Aliás, se na vida conjugal não for cultivada uma sólida amizade entre o casal, independentemente da atração física e sexual, o casamento correrá sérios riscos de naufragar durante o seu decurso…

Casais apaixonados, acima de tudo, necessitam ser casais amigos. A amizade antecede o amor conjugal, pois o amor sólido e verdadeiro nasce e cresce a partir de uma sincera e gostosa amizade entre um casal. A paixão meramente física, mais cedo ou mais tarde, arrefecerá na vida dos cônjuges, debalde haja, da parte de ambos, um esforço válido e necessário para manter viva a atração sexual no casamento.

Sabemos que a natureza tem o seu ciclo evolutivo e nós, simples mortais, por mais que nos esforcemos na tentativa de protelar a natural falência de nossos órgãos e sentidos, cuidando de nossa saúde, evitando abusos desnecessários, tomando medicamentos modernos, nos exercitando, acabamos nos rendendo à infalível e cruel senilidade que, muitas vezes, nos prostra e nos faz pessoas totalmente dependentes das outras…

É aí que entra a amizade que suplanta todas as barreiras e serve, incondicionalmente, a pessoa amiga que dela precisar. Atendendo a casais em crise, podemos perceber nitidamente, o descuido dos conjugues quanto ao cultivo de uma boa amizade desenvolvida paralelamente ao desabrochar da natural paixão física e carnal.

Detectamos uma deficiência nefasta, porém muito comum, nas relações modernas: a grande dificuldade dos cônjuges de renunciarem, em benefício do próprio casal, às suas vontades, aos seus caprichos, ao seu conforto, à sua realização profissional, às suas convicções, seus hobbies, seus vícios, suas manias, seus desejos, seus sonhos, enfim a tudo o que acreditam ser seus direitos.

Ainda há poucos dias vimos, noticiado pela mídia mundial, um “relacionamento” iniciado, e celebrado com luxo e pompas, por um famoso jogador de futebol e uma modelo, terminar antes mesmo de se completar três meses! A causa? Não precisaríamos indagar, certamente estará relacionada a fatores que apontamos no parágrafo anterior…

No fundo, no fundo mesmo, poderíamos dizer que faltou a eles – e também a tantos casais que se casam nos dias de hoje, sem tempo suficiente até mesmo para se conhecerem – o desenvolvimento de uma boa amizade, antes de haver uma conjunção física e carnal, e o compromisso de uma união duradoura, até que a morte os separe.

A alegação comum e freqüente, nestes casos, é de que estes “direitos” – os quais se recusam a renunciar – são inerentes à sua vida, ou seja – como afirmam – são a “sua própria vida” e, por isso, “deles não abrem mão em hipótese alguma”, mesmo sob o risco de destruírem os seus lares. Falta-lhes a amizade sincera que é capaz de renunciar a tudo em benefício da pessoa amiga. Aliás, amizade é sinônimo de amor!


Sinônimo do mais puro amor que possa brotar do coração humano; diríamos do amor que mais se assemelha ao infinito e inesgotável amor de Deus por nós, seus filhos e filhas. Do amor que, teologicamente, identificamos como o Amor Ágape, que quer dizer o amor incondicional, o amor sem limites, o amor sem censuras! O Amor que Deus espargiu nos corações humanos no dia de Pentecostes.

Este Amor – verdadeiro presente de amigo – que o Espírito Santo de Deus derramou sobre a humanidade se origina da videira Jesus, que, num sinal de amizade por todos aqueles que Deus Lhe confiou, não os abandonou, quando precisou voltar para a casa do Pai. Ao contrário, rogou e o Pai enviou, em seu lugar, o Espírito Santo que trouxe em seu bojo o mais puro amor que a humanidade, até então, jamais havia experimentado!

O amor existente entre amigos verdadeiros é o da melhor cepa, o mais puro amor, o amor que nada exige em troca, um amor que é pura gratuidade e que se regozija apenas ao ver a alegria e a felicidade do outro, pelo qual nutre a amizade. Se formos buscar na Bíblia referências para este amor, as encontraremos na primeira Carta aos Coríntios, onde São Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, decodifica, em 15 gestos concretos, o Amor Ágape.

Gestos, como poderemos verificar, comuns entre os amigos verdadeiros. Tão comuns que nos permitem substituir, no texto, o vocábulo amor pela palavra amizade e que diz:

“A amizade é paciente, a amizade é bondosa. Não sente inveja. A amizade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. A amizade jamais acabará”. I Cor 13, 4-8.

Diante deste sábio texto bíblico, diríamos até, deste belíssimo poema divino, penso ser desnecessário tecer maiores comentários sobre a amizade, sob o risco de nos tornarmos redundantes. Resta-nos apenas, neste dia de Pentecostes, relembrarmos que o envio do Espírito Santo sobre nós foi, acima de tudo, um gesto de amizade de Jesus por todos nós.

Esta Sua amizade por nós está registrada no Evangelho de João quando, em Sua despedida, Ele amorosamente disse aos discípulos presentes (extensivo a nós que os sucedemos na missão): “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constitui para que vades e produzais frutos e o vosso fruto permaneça”. Jo 15, 15-16.

Obrigado Amigo, que Deus continue abençoando você e me permitindo privar, por muito tempo ainda nesta vida, de sua amizade sincera, fiel e verdadeira. Você, a quem Jesus chama de amigo, e eu considero um amigo verdadeiro, está, todos os dias, em minhas orações!

Antonio Miguel Kater Filho em 13/05/2005


https://presentepravoce.files.wordpress.com/2010/03/invocacao_espirito.ppt


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