Sentindo a Presença de Deus!



Arrepios, calor nas mãos e no coração, aumento da pulsação cardíaca, tremor nas pernas e mãos, Língua trêmula, leveza no corpo e na alma, repouso no Espírito e outras manifestações que causam apreensões e duvidas na maioria das pessoas que as sentem pela primeira vez.

O que poderia significar essas sensações?

E quando se relacionam com momentos de Oração?


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Religião:

O objetivo de qualquer RELIGIÃO (*) é ligar o homem a Deus ou seja, refazer a amizade perdida e reunir a criatura com seu criador causando o efeito inverso do  episódio narrado a respeito do pecado de Adão e Eva quando foram expulsos do paraíso que causou o afastamento do Homem de Deus como sua consequência principal.

Assim sendo, o objetivo primordial da Igreja é levar o homem a ter uma comunhão com Deus restabelecendo o relacionamento de Pai e filho que foi quebrado como efeito do pecado, sendo que precisamos compreender que Deus não está longe de nós, mas pode ser alcançado por todo aquele que o busca. (“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” “Jeremias 29,13”)

Deus se revela como uma pessoa, revela seu filho como uma pessoa visível e presente junto de nós e comprova que o Espírito Santo também é uma pessoa e também estaria presente no meio de seu povo, é estranho porém não reconhecer que esse Deus “PESSOA” não poderia ser tocado ou ouvido, visto ou sentido, saboreado ou experimentado!   Se somos pessoas sensíveis, logo seria mais do que normal sentir o toque da pessoa que está ao nosso lado, se assim não fosse, certamente iremos interpretar que realmente não existe ninguém do nosso lado.   A Fé nos garante que os nossos sentimentos não nos enganam e que realmente podemos experimentar a presença Real de Jesus no meio de Nós quando nos reunimos em seu nome em ADORAÇÃO.

Perguntas: ???

Muitas pessoas procuram respostas e conhecimento sobre sensações que se afloram nos momentos de louvor, adoração, oração e até mesmo durante uma pregação da palavra quando estamos reunidos em nome de Jesus na Igreja ou fora dela.   

É muito comum entre nós, principalmente entre aqueles que já estão a mais tempo na atividade da pregação ou ministrando louvor em encontros e grupos de oração dizer que “ARREPIAMOS” quando acontece um forte impacto na pregação ou um bom momento de louvor em que uma música bem ministrada causa um clima de proximidade e ação de Deus entre nós, as vezes pode parecer uma simples brincadeira, mas dizemos assim porque a sensação de arrepiar ou sentir um bom momento de oração se manifesta em todos nós e não apenas naqueles que procuram saber suas causas e efeitos.  Estes sentimentos humanos também se manifestam naqueles que ficam em silêncio, porque já estão acostumados ou porque se assustam e preferem negar suas emoções e sentimentos humanos.

A negativa e a tentativa de amortizar a evidência dessas sensações é muito comum entre nós e principalmente nas vertentes mais tradicionalistas da Igreja que criticam o lado “Pentecostal” que dá mais ênfase às moções do Espírito Santo entre nós.    Esta vertente tradicionalista diz que as emoções são causadas pelos ministrantes, ou seja, são provocadas intencionalmente nas pessoas que estão presentes por ações psicológicas, porém podemos dizer que as emoções estão presentes em todos os seres humanos e o que as aflora em nossa pele não é a vontade de outra pessoa externa e sim a reação de nosso próprio ser interior, de nossa alma e de nosso espírito humano.


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Os Cinco Sentidos:


Estudamos na escola que o corpo humano possui cinco sentidos que são eles; Audição, Tato, Paladar, Olfato e Visão. mas a sensibilidade do corpo humano não se resume apenas a estes 5 sentidos por isso há quem acrescente também um 6º sentido espiritual relacionado as sensações não ligadas ao corpo.   Muitas reações de nosso corpo físico não são justificadas por esses cinco sentidos carnais, um arrepio pode ser causado por uma brisa fria, mas pode ser causado também pelo toque de alguém que se ama e a simples proximidade desta pessoa pode lhe causar muitas emoções e sensações.  Assim podemos justificar também um toque de Deus em nossa alma e espírito.   Mesmo que Deus não esteja materializado do meu lado Ele te ama e quer que você saiba disso, pois bem, sabemos que Deus é Espírito e seu toque não ocorre no corpo físico e sim no corpo espiritual, porém esse toque de Deus causa uma reação tanto na alma como também externamente em nosso corpo físico.

As emoções fazem parte do ser humano “Completo” (corpo, alma e espírito) e não se pode separar a alma do corpo a não ser pela morte física.   Estas emoções estão presentes em nossa vida em todas as situações, a sensação de alegria e felicidade se manifestam quando nos sentimos bem, fato que geralmente acontece quando nos aproximamos mais de Deus e confiamos em seu amor e por assim dizer quando um momento de louvor eleva a nossa alma e nosso espírito à um estágio de sensação agradável de estar na presença de Deus. Normalmente as nossas emoções se afloram automaticamente sem ser necessário a intervenção de uma outra pessoa, neste caso reconhecemos que a função de um bom ministro de louvor seria exatamente elevar o nível de proximidade entre Deus e as pessoas presentes.   Quando isso ocorre com perfeição os corações se abrem e Deus pode agir com liberdade no publico presente e neste caso cada pessoa em particular poderá ter uma sensação diferente; tem aqueles que apenas sentem um leve toque de Deus, tem aqueles que são profundamente tocados e tem aqueles que nada sentem sem se referir àqueles que fogem da presença de Deus que apesar de ser uma minoria devemos confessar que elas existem de fato já que uma pessoa com histórico de possessão não consegue permanecer em um ambiente em que Deus é exaltado e louvado.


Arrepio é uma sensação do corpo:


arrepio[1]


Os seres humanos sentem arrepio quando estão com frio, com medo, com raiva, quando sentem admiração por alguém, quando se aproximam ou sentem a aproximação de alguém. . Muitas outras criaturas também sentem arrepios pela mesma razão, é por isso que um gato ou um cão ficam de cabelos em pé e os espinhos de um porco-espinho levantam abruptamente quando se sentem ameaçados. Os pelos se arrepiam, como uma defesa do corpo em resposta ao medo, para aparentarmos maiores e assustarmos os ‘inimigos’. Isso se vivêssemos em condições selvagens, como os demais animais. Os arrepios não tem mais essas funções em nós, por vivermos com roupas e não precisarmos ‘parecer maiores’, pois não temos predadores naturais. Porém essa sensibilidade possui outras razões externas e internas ao corpo, na sexualidade ou apenas pelo amor alguém pode arrepiar o corpo todo apenas por um toque ou ao sentir a proximidade de alguém, que pode ser negativa trazendo uma sensação ruim ou totalmente positiva quando nos dá uma sensação gostosa.


Fato: (São João 3,19) – Nicodemos vai falar com Jesus.


nicodemos-e-jesusOra, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. 20. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.


EU QUERO VER O SENHOR DEUS!


No passado muitas pessoas desejaram “VER” a Deus, (Tem que ver para crer) uma dessas pessoas foi Moisés que como diz a escritura bíblica foi o único ser humano que mais se aproximou desse objetivo a ponto de estar escrito que “Moisés falava com Deus Face a Face”, porém as traduções deixam bem claro que este “face a face” não se referia a “frente a frente fisicamente” e sim a um diálogo franco, aberto e sem segredos como dois amigos se relacionam, seria mais uma questão de intimidade do que de visibilidade, esta verdade fica evidente quando o mesmo Moisés pede ao Senhor para vê-lo.  

Está escrito: “Ninguém jamais viu a Deus (S. João 1,18)”, nem mesmo Moisés que tinha a maior intimidade com Ele e lhe foi permitido apenas contemplar a sua glória através da fenda de uma rocha.

São João ao escrever esta frase se referia exatamente ao fato de que aquele Deus invisível que jamais foi contemplado por um ser humano anteriormente agora poderia ser sentido, ouvido, visto, tocado e para completar os cinco sentidos do corpo humano poderia até ser saboreado como VINHO NOVO e o verdadeiro pão do Céu, completando-se assim o sentido da frase “SER CONHECIDO PLENAMENTE” “Face a Face”.    Esta revelação Divina acontece através da encarnação de Jesus e a sua presença viva nesta terra, porém os filhos escolhidos de Deus não o reconheceram e tudo culminou na eliminação deste filho tão amado do Pai que muito mais do que uma morte na cruz significou a rejeição pessoal daquele povo escolhido.   Não receberam o seu Deus em seu meio e em seus corações, não experimentaram verdadeiramente aquilo que Moisés havia experimentado em se mais alto sentido. 

Jesus se refere a este fato falando a Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu”. (S. João 3,13)”, depois a Felipe “Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai ?” (S. João 14,9) e por ultimo a São Tomé dizendo “ bem-aventurados os que não viram e creram.(S. João 20)” se referindo ainda ao fato de que: (S. Lucas 10,24). “pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.”


“Bem aventurados os que não viram e creram!.” (São João 20,29)


Jesus é o Deus encarnado, aquele mesmo Deus criador do céu e da terra que Moisés desejou ver e não viu, Jesus desceu de seu trono e se fez homem como nós.   Sem deixar de ser Deus caminhou entre nós e manifestou o seu poder para que todos pudessem reconhecê-lo como o verdadeiro Deus e apesar de que muitas pessoas não acreditaram nesta possibilidade o tendo apenas como um Profeta enviado por Deus os seus amigos mais próximos (Discípulos) confessaram verbalmente (São Pedro – Tu és o cristo) que Jesus Cristo era realmente o Messias enviado por Deus, porém a missão de Jesus na terra tinha o seu tempo programado e apesar de ter que voltar para o Pai deixaria em seu lugar outra pessoa que da mesma forma que Ele seria o nosso apoio e sustentáculo, seria aquele que permaneceria conosco até o fim dos tempos.   Esta pessoa que conhecemos como: “ O Paráclito” ou seja o Espírito Santo de Deus conforme fora prometido no passado estaria presente no meio de nós, porém as pessoas podem dizer que não o vêem e nem o reconhecem, mas a sua presença é sensível e audível e pode até ser visível, Ele se faz ouvir e se faz ser percebido através de sua unção ou de seu toque, assim como toda sensibilidade humana ela ocorre através de nossas emoções e sentidos da carne, mas podem ser facilmente percebidos, discernidos e separados de outros meros sentimentos humanos relacionados os 5 sentidos da carne.   Não se esqueça que o Espírito Santo também é uma pessoa e como toda pessoa pode ser percebido assim como Jesus foi reconhecido em nosso meio por muitas pessoas e apesar de todos os seus milagres muitos também preferiram negar a sua presença e até os dias de hoje preferem dizer que o Messias não veio ainda a esta terra.

Quando Jesus foi batizado, o Espírito Santo desceu de maneira visível sobre Ele em forma de uma pomba branca e se ouviu a voz de Deus confirmando esta visão, da mesma forma, no dia de Pentecostes o Espírito Santo se manifestou como um vento impetuoso e desceu sobre cada um deles de maneira visível em forma de uma chama ardente.   Estes são sinais visíveis e audíveis sem levar em consideração os sinais sensíveis da presença do Espírito Santo entre nós.


Testemunho dos dois Discípulos de Emaus:

(São Lucas 24, 32) “Diziam então um para o outro: Não se nos ABRASAVA o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”

Esta frase pode ser traduzida por aumento na pulsação e calor no peito, outros sinais podem ter acorrido mesmo que não foram citados no texto.


E Seus olhos se abriram ao Partir do Pão.

Jesus partindo o Pão com os Discípulos de Emaús.


Podemos dizer então que nos dias atuais o Espírito Santo como um bom hóspede da alma prefere se manifestar mais discretamente e como Ele está dentro de nosso ser a nossa sensibilidade é sempre pessoal, ou seja, se Deus age em você, dentro de seu coração será evidente que não aparecerá um sinal visível externamente e sim um sensação interna em seu corpo como descreveram os Discípulos de Emaús.

Cuidados com o Discernimento:

Há pessoas que contestam essas sensações e de tanto falar que é errado sentir calor ou arrepio porque são meras sensações humanas as pessoas acabam ficando insensíveis ao Espírito Santo, pois o confundem com emoções humanas e não lhe dão mais crédito.

Existem também aqueles que acham que se não sentirem um arrepio, um calor, um tremor é porque o Espírito Santo não se manifestou, mas isso não é verdade e precisamos saber que Deus estará sempre presente independentemente de nossas sensações. (*) outro Post específico.

Levamos também em consideração que quanto mais presentes estivermos na graça menos sensível ela se tornará, não porque ela deixará de agir, mas porque já estaremos mergulhados em sua presença constantemente.   Quando alguém entra em uma piscina de água fria ele sentirá um arrepio subindo pelo corpo, mas se ele estiver dentro desta água a algum tempo já não sentirá mais este arrepio, da mesma forma acontece conosco e por isso as nossas sensações tendem a diminuir com o nosso tempo de caminhada e só sentiremos algo a mais quando o nível de presença de Deus exceder as nossas expectativas e assim podemos mais uma vez experimentar as sensações do primeiro amor.

Outras considerações sobre o tema:

Êxtase: literalmente quer dizer arrebatar-se, desprender-se subitamente, sair de si, elevar-se.  (sit. Wilkpédia). O sentido da palavra porém tem se ampliado para outras formas de arrebatamento, mas no nosso caso basta saber que seria atingir o alvo primordial do espírito humano ao entrar em oração cujo cerne se concentra em estar em plena comunhão com Deus.


O Repouso no Espírito: Veja os Post’s sobre o tema.

Unção do Espírito: Alguns sinais da unção do Espírito Santo.


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Semeando a cultura de Pentecostes


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O DOM DA PROFECIA.

Os Dons Extraordinários do Espírito Santo:


O DOM DA PROFECIA



Ensinamento sobre o dom da Profecia

Os grupos de oração carismáticos constituem pequenas comunidades de fé, alimentadas pela palavra, e ao mesmo tempo numa comunhão de amor fraterno, onde a oração brota espontaneamente, através do espírito de abertura; fruto do Espírito Santo.

A oração carismática é essencialmente guiada pelo Espírito Santo. É Ele quem deve agir, inspirar e mover.

Numa oração carismática sempre se manifestará a ação do Espírito Santo através dos seus dons.

Pela Efusão do Espírito Santo recebemos graças divinas, que fazem de nós um povo cristão, profético, ao qual são distribuídos dons e carismas, segundo a vontade de Deus .

Ao falarmos de profecia, vem-nos à ideia:

Os profetas do Antigo Testamento, mas não è disso que vamos falar propriamente. Falando da importância do dom de profecia na reunião de oração, S. Paulo, na primeira Carta aos Coríntios, cap 12, 13 e 14, nos adverte quanto à importância dos dons do Espírito Santo, na vida do crente e na vida da comunidade.

PROCURAI O AMOR. Entretanto, aspirai aos dons do Espírito, principalmente à profecia -(I Corintios 14,1).

Aquele que tem o dom da profecia é alguém que tem intimidade com Deus, pois a profecia é um sinal do amor de Deus, e não um sinal de santidade.

O nosso profetizar é sempre imperfeito e devemos ser sempre ponderados.  A profecia é um dom do Senhor, uma ação de Deus; Deus é amor; O Senhor está mais ansioso para nos falar, do que nós para O ouvir, devemos cooperar o mais possível com o seu amor, o Espírito Santo é quem nos unge, e essa unção é a chave que nos permite  saber que o Senhor quer falar.

São Paulo exortava a comunidade de Coríntio a profetizar, mas com ordem. “A cada um è dada uma manifestação do Espírito, para o proveito comum. A uns è dada, pelo Espírito, a PROFECIA” – Cor 12, 7-10“A uns, Cristo constituiu apóstolos. A outros, PROFETAS. A outros, evangelistas…” – (Ef 4,11) “Temos dons diversos, conforme a graça que nos foi concedida . Aquele que tem o DOM DO PROFECIA, exerça-o conforme a Fé”. – Rom 12,6 A profecia é um dom carismático dado  pelo Espírito Santo a alguns fiéis que conhecem os dons e creem neles, e são sempre para enriquecimento da Comunidade, no nosso caso, o grupo de Oração.

A profecia ocorre em primeiro lugar, pela escuta das palavras do Senhor no nosso intimo e depois pela transmissão dessas palavras na fé, sob unção (Atos 2,14-18)O ideal é que a profecia aconteça de maneira adequada, em voz alta, e clara de modo compassado e humilde, pois é assim que o Espírito atua através de nós. O momento próprio para profetizar depende da estrutura do grupo de oração. O ciclo da oração na renovação carismática: CÂNTICOS – ORAÇÃO de LOUVOR – ORAÇÃO em LINGUÁS: E depois fazer silêncio para ouvir a profecia; a seguir á oração em línguas á o momento de escuta SILENCIO, e o Senhor vem consolar o seu povo; advertir, encorajar, dar a sua paz, dar esperança, força, orientar e curar.

Ninguém pode dizer Senhor a não ser pela ação do Espírito Santo, a ação de Deus está em que, através do seu Espírito, devemo-nos ajudar uns aos outros.

Pelo discernimento sabemos o que é verdadeiro:

A comunidade deve avaliar, discernir se a profecia é realmente do Senhor. A finalidade da profecia é levar as pessoas a uma mudança de vida, foi o que se passou no episódio de Jesus e Samaritana.  Outra regra para o discernimento da profecia é que ela seja julgada à luz dos ensinamentos cristãos e bíblicos.

Por vezes acontece a não PROFECIA.

Ela é composta de uma mensagem piedosa ou um recado que nós próprios queremos dar a alguém; é uma mensagem da nossa imaginação e não do Espirito Santo.  Não é que isso seja uma coisa má, mas devemos evitar; Quando não temos a certeza se é profecia devemos pedir esclarecimento ao Espirito Santo ou pedir ajuda ao irmão que esta ao nosso lado, e se não há certezas é preferível não falar. A verdadeira profecia vem sempre marcada com a luz do Espirito Santo, e onde Ele bate deixa marcas.  Para quem ela é dirigida, apercebem-se que aquelas palavras  foram destinadas para si, normalmente há sempre algum esclarecimento: alegria, esperança, fé conselho, orientação, sobretudo o Senhor fala-nos muito do Seu amor e do Seu perdão, e isso consola-nos muito.

PROFECIA EM LINGUÁS:

A profecia  é um carisma é uma manifestação do Espirito de Deus, O qual reside no nosso coração.  A profecia em línguas não acontece tão frequentemente, esta precisa de interpretação, pois é dirigida por Deus aos homens.

É necessário ouvir com atenção e devoção a profecia em línguas para poder ser interpretada; a interpretação é dada a alguém do grupo com esse carisma, e este com verdade e obediência diz a toda a assembleia as palavras que interpretou. Deus serve-se de nós como filhos, mas também como servos inúteis.

Aqueles que tem desenvolvido este dom, percebem de imediato quando se trata de oração ou de profecia.  Este assunto é um terreno espiritual muito delicado. Precisa, por isso, de um cuidado muito especial para evitar abusos e falhas.

Ensinamento de Emília Morais

http://www.nadateespante.com/products/o-dom-da-profecia/

Frutos_do_Espírito


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TÍTULO AUTOR
Catequese com o Papa: o dom da Sabedoria Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom do Entendimento Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom do Conselho Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom da Fortaleza Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom da Ciência Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom da Piedade Vera Lúcia

http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg?w=130&h=120&h=120


Desafio Lançai a Palavra.


“…Por causa de tua palavra, lançarei a rede.”

(S. Lucas 5, 5b) 



“LANÇAR  A  PALAVRA  DE  DEUS”


Esta é uma passagem muito conhecida de todos nós, mas em todas as vezes que meditamos sobre ela sempre imaginamos Pedro e João jogando as redes sobre o mar, não apenas lançando as redes, mas depois de uma noite longa de trabalho e totalmente cansados sem ter sequer conseguido retirar um só peixe do mar receberam a palavra de Jesus que apesar de nem ser pescador acabou indicando o local onde estariam os peixes no mar, o mesmo local que contrariava a experiência de um bom pescador, pois seria o local menos provável onde os peixes poderiam estar, no entanto, por causa da palavra do Mestre assim o fizeram e por terem obedecido a Jesus sem duvidar e sem hesitar acabaram por realizar a melhor pesca de todas que realizaram em suas vidas.

Hoje nos encontramos na mesma situação, como se estivéssemos em um deserto ressequido onde não há nenhum sinal de umidade, só existe areia, pedras e vento quente, poderíamos comparar com a parábola do semeador e afirmar que neste terreno jamais brotaria uma só semente e em comparação com a pesca frustrada de Pedro e João não existiria um peixe sequer em todo o mar, esta semente e esta rede significam a mesma coisa, é como se fosse a palavra de Deus sendo lançada ao mundo, sendo proclamada, sendo anunciada, sendo pregada aos corações, porém o quadro que imaginamos é aquele de São João Batista gritando no deserto onde os homens nem ousariam andar e mesmo aqueles que por lá passassem não dariam ouvidos àquelas palavras de vida.

O Desafio lançado por Cristo aos seus discípulos naquele dia foi exatamente este, o mesmo lançado aos profetas do antigo testamento:

Dir-lhes-ás: oráculo do Senhor Javé – quer te escutem ou não. (Ezequiel 3, 11)” Ou Escreve esta visão, grava-a em tabuinhas, para que ela possa ser lida facilmente; (Hab 2, 2)”

Noé também recebeu uma mensagem semelhante porque enquanto ele construía aquela imensa arca da Salvação que resistiria à uma grande inundação o céu não demonstrava nenhuma chuva assim tão severa e por muitos anos ele foi fiel ao seu propósito mesmo não vendo a razão de seu sacrifício estampado nos céus, mas ao final de seu trabalho ele pode experimentar que a palavra de Deus sempre se cumpre mesmo que 40 anos tenham se passado desde a sua audição inicial.

Deus proclama através do profeta Isaías que: 10. Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer, 11.assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão.

Muitos foram aqueles que mesmo contra toda esperança lançaram esta palavra ao vento ou em terreno ressequido, muitos foram aqueles que gritaram no deserto, muitos foram aqueles que escreveram e copiaram esta palavra anos a fio como São Jerônimo até que um dia ela chegasse em nossas mãos e aos nossos ouvidos e assim produzissem o fruto da Salvação de Cristo em nossas vidas.   Agora este desafio chega a um novo propósito, lançar a palavra em todo mundo, quer ouçam ou quer deixem de ouvir, quer vejam ou quer fechem seus olhos como os cegos, mas o propósito vai além, pois é necessário que aquele que crê em Cristo lance também a sua rede em águas mais profundas, lance a sua rede ao lado esquerdo do barco, lance a sua rede lá em sua casa, lá onde seus amigos se reúnem e lá onde os surdos e os cegos se encontram, pois o pão da palavra não é só para os filhos fieis do Pai, mas também para aqueles que tem fome  e sede desta palavra, porque esta palavra cura e liberta, esta palavra fortalece e levanta o enfermo, esta palavra faz crescer em nós um novo homem e é por causa desta palavra, por causa deste evangelho que muitos morreram no passado, mas é principalmente por causa desta palavra que hoje podemos ter esta vida nova em nós.

(Romanos 10) 8. Que diz ela, afinal? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração (Dt 30,14). Essa é a palavra da fé, que pregamos. 9. Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 10. É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se chega à salvação. 11. A Escritura diz: Todo o que nele crer não será confundido (Is 28,16). 12. Pois não há distinção entre judeu e grego, porque todos têm um mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam, 13. porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Jl 3,5). 14. Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue? 15. E como pregarão, se não forem enviados, como está escrito: Quão formosos são os pés daqueles que anunciam as boas novas (Is 52,7)? 16. Mas não são todos que prestaram ouvido à boa nova. É o que exclama Isaías: Senhor, quem acreditou na nossa pregação (Is 53,1)? 17. Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo. 18. Pergunto, agora: Acaso não ouviram? Claro que sim! Por toda a terra correu a sua voz, e até os confins do mundo foram as suas palavras (Sl 18,5).

Não há mais o que dizer, pois a palavra de Deus já disse tudo, agora o desafio está com você, anuncie, pregue, proclame, grite e jamais se esqueça de lançar a sua semente e a sua palavra.

Presentepravoce


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de Deus pra você.


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Uma Experiência com deus e com DEUS!


O Deus vivo e verdadeiro passa em nossos caminhos como uma brisa suave e amena, para possibilitar-nos experiências marcadas pelo amor, pela alegria e pela paz. Só O perceberemos se formos capazes de valorizar o sorriso de uma criança, a beleza de uma flor à beira do caminho ou a onda do mar que se desmancha na areia da praia.

Dom Murilo S.R. Krieger, scj







A Experiência de Elias

O Grande Profeta do Antigo Testamento.



A Bíblia, nos capítulos dezoito e dezenove do Primeiro Livro dos Reis, nos apresenta uma extraordinária experiência de Deus, tendo como protagonista o profeta Elias. O fato ali narrado ocorreu cerca de nove séculos antes da era cristã.

Elias não se conformava com o comportamento do povo escolhido, que havia abandonado o culto ao Deus verdadeiro para seguir as idéias dos profetas dos povos vizinhos, adoradores do deus Baal. Tendo percebido que, sem algum gesto dramático, não conseguiria levar seu próprio povo à conversão, propôs um desafio aos profetas de Baal: eles escolheriam um novilho, o preparariam para o sacrifício e o colocariam sobre a lenha, mas sem pôr fogo. Ele, por sua vez, faria o mesmo. Em seguida, cada um invocaria o nome de sua divindade: ela é que deveria acender o fogo, para que a oferta fosse queimada. Conforme a resposta obtida, saberiam do lado de quem estava o Deus verdadeiro.

Aceito o desafio, os seguidores de Baal dispuseram tudo de acordo com o que fora combinado e iniciaram as súplicas. Multiplicaram as orações e nada conseguiram. Vendo-os e escutando-os, Elias fez um comentário irônico: “Gritai mais alto, pois sendo deus, Baal pode estar ocupado. Quem sabe ausentou-se ou está de viagem; ou talvez esteja dormindo e seja preciso acordá-lo”. Os profetas de Baal passaram das súplicas aos gritos; em seguida, se autoferiram até o sangue escorrer. Nada conseguiram.


Elias contra os pofetas de baal.



Ao chegar sua vez, Elias mandou que derramassem água tanto sobre a lenha como sobre a oferenda que preparara. Pediu, então, que Deus se manifestasse: “Ouve-me, Senhor, ouve-me, para que este povo reconheça que tu, Senhor, és Deus, e que és tu que convertes os seus corações”. A resposta foi imediata: veio fogo sobre o altar, consumindo a oferta, a lenha e as próprias pedras do altar. Tirando proveito de seu sucesso e querendo exterminar o mal pela raiz, Elias mandou que fossem degolados todos os profetas de Baal. Depois disso, foi ameaçado de morte e perseguido. Para piorar a situação, teve o desgosto de ver que, mesmo depois disso tudo, seu povo não se converteu ao Deus verdadeiro. Desanimado e com vontade de morrer, foi socorrido por um anjo e partiu em direção ao Monte Horeb. Ali fez a experiência de Deus a que me referi no início.

Sabendo que o Senhor passaria em seu caminho, o profeta o esperou, de pé. Viu então, sucessivamente, o desenrolar de vários fenômenos grandiosos. Ficou atento, pois Deus poderia se manifestar através deles. Mas Deus não estava nem no furacão violento, nem no terremoto, nem no fogo. Finalmente, ouviu-se o murmúrio de uma brisa suave. O Senhor estava nela.

Também hoje, em nossa vida, Deus se manifesta muitas vezes e de maneiras diferentes. Por vezes serve-se de acontecimentos extraordinários, como são os desequilíbrios da natureza, as grandes decepções, uma doença grave ou a morte de uma pessoa que nos é querida. Normalmente, porém, manifesta-se em nossa vida por meio de brisas suaves – isto é, de acontecimentos tão simples que não valorizamos; tão rotineiros que nem percebemos; tão frequentes que nem lhes damos valor. Contudo, cada passagem sua é especial, irrepetível e única.




O episódio envolvendo Elias nos ensina que é o Senhor que escolhe a maneira de se manifestar a nós. Mesmo assim, muitos preferem ir atrás de experiências exóticas ou envolvidas pelo misticismo superficial, já que elas não exigem qualquer mudança de vida. São preferidas as experiências que mais agradam aos sentidos e as que acalmam a consciência com pensamentos vagos e que, por isso mesmo, não geram nenhum compromisso ou responsabilidade. Sem perceber, imitam-se, hoje, os antigos pagãos, que costumavam criar deuses à sua própria imagem e semelhança – isto é, com as limitações e os defeitos humanos.

Enquanto isso, o Deus vivo e verdadeiro passa em nossos caminhos como uma brisa suave e amena, para possibilitar-nos experiências marcadas pelo amor, pela alegria e pela paz. Só O perceberemos se formos capazes de valorizar o sorriso de uma criança, a beleza de uma flor à beira do caminho ou a onda do mar que se desmancha na areia da praia.

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia – BA

CNBB


Seminário de Vida no Espirito

Seminário de Vida no Espirito

O modelo e a caricatura.


Pensar como Jesus Pensou 08.08.2011, Programa de Padre Zezinho na Rede Aparecida



Padre Zezinho fala sobre acolhida ao próximo e fala sobre a história de Jesus seu amor e sua acolhida ao irmão, mas sobretudo ele fala sobre aqueles que dizem que são Cristãos e se esquecem que a palavra Cristão significa exatamente fazer e executar tudo aquilo que Jesus Cristo fazia neste mundo.

Se esquecer deste detalhe primordial da religião Cristã pode  surpreender muitos pregadores, pastores e profetas que serão pegos de calças na mão e sem oleo de reserva para sua lamparina.

A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.

(Romanos 13,12)



Caricatura de Profeta

Pensar como Jesus Pensou 09.08



A Pessoa Plena

Pensar como Jesus Pensou 10.08.2011




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REDE APARECIDA

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FRANCISCO E CLARA NAMORO

João Batista, mais que um Profeta.

São João Batista

«Mais que um profeta».

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Advento na Casa Pontifícia – 2007-12-14

Na vez passada, partindo do texto de Hebreus 1, 1-3, tentei traçar a imagem de Jesus segundo uma comparação com os profetas. Mas entre o tempo dos profetas e o de Jesus existe uma figura especial que faz o papel de ponte entre os primeiros e o segundo: João Batista. Nada melhor, no Novo Testamento, para evidenciar a novidade de Cristo, que a comparação com João Batista.

O tema do cumprimento, da mudança histórica, emerge nítido dos textos nos quais o próprio Jesus se expressa sobre sua relação com o Precursor. Atualmente os estudiosos reconhecem que as passagens que se lêem ao respeito nos evangelhos não são invenções ou adaptações apologéticas da comunidade, posteriores à Páscoa, mas se remontam na substância ao Jesus histórico. Alguns deles são, de fato, inexplicáveis se são atribuídos à comunidade cristã posterior [1].

Uma reflexão sobre Jesus e João Batista é também a melhor forma de estar em sintonia com a liturgia do Advento. As leituras do Evangelho do segundo e do terceiro domingo do Advento têm, de fato, no centro a figura e a mensagem do Precursor. Há uma progressão no Advento: na primeira semana a voz sobressalente é a do profeta Isaías, que anuncia o Messias de longe; na segunda e terceira semana é a do Batista, que anuncia o Cristo presente; na última semana, o profeta e o Precursor deixam o lugar para a Mãe, que o leva em seu seio.

Nesta capela, temos o Precursor ante nossos olhos em dois momentos. No muro lateral, nós o vemos no ato de batizar Jesus, inclinado para ele em sinal de reconhecimento de sua superioridade; no muro do fundo, na atitude da Déesis típica da iconografia bizantina.



1. A grande mudança


Em texto mais completo no qual Jesus se expressa sobre sua relação com João Batista é a passagem do Evangelho que a liturgia nos fará ler no próximo domingo na Missa. João, desde a prisão, envia seus discípulos para perguntar a Jesus: «És tu aquele que há de vir ou devemos esperar outro?»

(Mt 11, 2-6; Lc 7, 19-23).

A pregação do Mestre de Nazaré, a quem ele mesmo havia batizado e apresentado a Israel, parece a João que vai em uma direção diferente da reluzente que ele esperava. Mais que o juízo eminente de Deus, Ele pregava a misericórdia presente, oferecida a todos, justos e pecadores.

O mais significativo de todo o texto é o elogio que Jesus faz a João Batista, após ter respondido à sua pergunta: «O que fostes ver, então? Um profeta? Sim, eu vos digo, e mais do que um profeta […]. Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu nenhum maior do que João, o Batista, e, no entanto, o menor No Reino dos Céus é maior do que ele. Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e violentos se apoderam dele. Porque todos os profetas bem como a Lei profetizaram, até João. E, se quiserdes dar crédito, ele é o Elias que deve vir. Que tem ouvidos, ouça!»

(Mt 11, 9-15).

Uma coisa se vê clara destas palavras: entre a missão de João o Batista e a de Jesus ocorreu algo decisivo, que constitui uma divisória entre duas épocas. O centro de gravidade da história se deslocou: o mais importante já não está em um futuro mais ou menos iminente, mas está «aqui e agora», no reino que já está operante na pessoa de Cristo. Entre as duas pregações, suscitou um salto de qualidade: o menor da nova ordem é superior ao maior da ordem precedente.

Este tema do cumprimento e de mudança de época encontra confirmação em muitos outros contextos do Evangelho. Basta recordar algumas palavras de Jesus como: «Aqui há alguém maior que Jonas […]. Aqui há alguém maior que Salomão!» (Mt 12, 41-42). «Felizes os vossos olhos, porque vêem, e vossos ouvidos, porque ouvem! Em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, mas não o viram, e ouvir o que vós ouvis, mas não o ouviram» (Mt 13, 16-17). Todas as chamadas «parábolas do Reino» – como a do tesouro escondido e a da pérola preciosa – expressam, de maneira cada vez diferente e nova, a mesma idéia de fundo: com Jesus soou a hora decisiva da história: ante Ele se impõe a decisão da qual depende a salvação.

Foi esta a constatação que impulsionou os discípulos de Bultmann a separar-se do mestre. Bultmann situava Jesus no judaísmo, fazendo d’Ele uma premissa do cristianismo, não um cristão ainda; contudo, ele atribuía a grande mudança à fé da comunidade pós-pascal. Bornkamm e Conzelmann perceberam a impossibilidade destas teses: «a mudança histórica» ocorre já na pregação de Jesus. João pertence às «premissas» e à preparação, mas com Jesus já estamos no tempo do cumprimento.
Em seu livro «Jesus de Nazaré», o Santo Padre confirma esta conquista da exegese mais séria e atualizada. Escreve: «Para que se chegasse a esse confronto radical, de ser concebido até este extremo – de ser entregue aos romanos –, deve ter acontecido, deve ter sido dito algo dramático. O estimulante e o grandioso encontram-se precisamente no princípio; a Igreja em formação só lentamente é que devia reconhecê-los em toda a sua grandeza, gradualmente compreendê-los por meio de uma reflexão que ia se constituindo numa interior ‘recordação’. (…) O grandioso, o novo e estimulante têm sua origem precisamente em Jesus; na fé e na vida da comunidade isso é desenvolvido, mas não criado. Sim, a ‘comunidade’ não teria de modo nenhum se formado nem sobrevivido se uma realidade extraordinária não a precedesse» [2].

Na teologia de Lucas, é evidente que Jesus ocupa «o centro do tempo». Com sua vinda, Ele dividiu a historia em duas partes, criando um «antes» e um «depois» absolutos. Hoje se está convertendo em prática comum, especialmente na imprensa leiga, abandonar o modo tradicional de datar os acontecimentos «antes de Cristo» ou «depois de Cristo» (ante Christum natum e post Christum natum) a favor da fórmula mais neutra «antes da era comum» e «da era comum». É uma opção motivada pelo desejo de não irritar a sensibilidade de povos de outras religiões que utilizam a cronologia cristã. Em tal sentido, é preciso que respeitá-la, mas para os cristãos permanece indiscutível o papel «discriminante» da vinda de Cristo para a história religiosa da humanidade.

2. Ele vos batizará no Espírito Santo

Agora, como sempre, partamos da certeza exegética e teológica evidenciada para chegar ao hoje de nossa vida.

A comparação entre João Batista e Jesus se cristaliza no Novo Testamento na comparação entre o batismo de água e o batismo do Espírito. «Eu vos batizei com água, mas Ele vos batizará com o Espírito Santo» (Mc 1, 8; Mt 3, 11; Lc 3, 16). «Eu não o conhecia – diz João Batista no Evangelho de João –, mas aquele que me enviou para batizar com água, disse-me: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é o que batiza com o Espírito Santo’» (Jo 1, 33). E Pedro, na casa de Cornélio: «Lembrei-me, então, desta palavra do Senhor: ‘João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo’»

(Atos 11, 16).

O que quer dizer que Jesus é aquele que batiza no Espírito Santo? A expressão não só serve para distinguir o batismo de Jesus do de João; serve para distinguir toda a pessoa e obra de Cristo com relação à do Precursor. Em outras palavras, em toda sua obra, Jesus é aquele que batiza no Espírito Santo. Batizar aqui tem um significado metafórico: quer dizer inundar, envolver por todas as partes, como faz a água com os corpos submersos nela.

Jesus «batiza no Espírito Santo» no sentido de que recebe e dá o Espírito «sem medida» (Jo 3, 34), «infunde» seu Espírito (Atos 2, 3) sobre toda a humanidade redimida. A expressão se refere mais ao acontecimento de Pentecostes que ao sacramento do batismo. «João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo dentro de poucos dias» (Atos 1, 5), diz Jesus aos apóstolos, referindo-se evidentemente a Pentecostes, que aconteceria em breve.

A expressão «batizar no Espírito» define, portanto, a obra essencial do Messias, que já nos profetas do Antigo Testamento aparece orientada a regenerar a humanidade mediante uma grande e universal efusão do Espírito de Deus (Jl 3, 1 ss.). Aplicando tudo isso à vida e ao tempo da Igreja, devemos concluir que Jesus ressuscitado não batiza no Espírito Santo unicamente no sacramento do batismo, mas, de maneira diferente, também em outros momentos: na Eucaristia, na escuta da Palavra e, em geral, em todos os meios de graça.

Santo Tomás de Aquino escreve: «Existe uma missão invisível do Espírito cada vez que se realiza um progresso na virtude ou um aumento de graça…; quando alguém passa a uma nova atividade ou a um novo estado de graça» [3]. A própria liturgia da Igreja o inculca. Todas suas orações e seus hinos ao Espírito Santo começam com o grito: «Vinde!»: «Vinde, Espírito Criador», «Vinde, Espírito Santo». Contudo, quem assim reza já recebeu o Espírito uma vez. Quer dizer que o Espírito é algo que recebemos e que devemos receber sempre de novo.


3. O batismo no Espírito


Neste contexto, é preciso aludir ao chamado «batismo no Espírito», que há um século converteu-se em experiência viva para milhões de crentes de quase todas as denominações cristãs. Trata-se de um rito feito de gestos de grande simplicidade, acompanhados de disposições de arrependimento e de fé na promessa de Cristo: «O Pai dará o Espírito Santo a quem pedir».
É uma renovação e uma reativação, não apenas do batismo e da confirmação, mas de todos os eventos de graça do próprio estado: ordenação sacerdotal, profissão religiosa, matrimônio. O interessado prepara-se para isso – além de fazê-lo com uma boa confissão – através de encontros de catequese nos quais se pões de novo em contato vivo e gozoso com as principais verdades e realidades da fé: o amor de Deus, o pecado, a salvação, a vida nova, a transformação em Cristo, os carismas, os frutos do Espírito Santo. Todo um clima caracterizado de profunda comunhão fraterna.

Às vezes, em contrapartida, ocorre espontaneamente, fora de todo esquema; é como se fosse «surpreendido» pelo Espírito. Um homem deu este testemunho: «Estava no avião lendo o último capítulo de um livro sobre o Espírito Santo. Em certo momento, foi como se o Espírito Santo saísse das páginas do livro e entrasse em meu corpo. Começaram a brotar lágrimas dos meus olhos. Comecei a orar. Estava vencido por uma força muito acima de mim» [4].

O efeito mais comum desta graça é que o Espírito Santo, de ser um objeto de fé intelectual, mais ou menos abstrato, converte-se em um fato de experiência. Karl Rahner escreveu: «Não podemos contestar que o homem tenha aqui [na terra. N. do T.]
experiências de graça que lhe dão uma sensação de libertação, abrem-lhe horizontes completamente novos, imprimem-se profundamente nele, transformam-no, moldando, até por longo tempo, sua atitude cristã mais íntima. Nada impede de chamar tais experiências de batismo do Espírito» [5].

Através do que se denomina, precisamente, «batismo do Espírito», tem-se experiência da unção do Espírito Santo na oração, de seu poder no ministério pastoral, de seu consolo na provação, de sua guia nas decisões. Antes ainda que na manifestação dos carismas, é assim como se lhe percebe: como Espírito que transforma interiormente, dá o gosto do louvor a Deus, abre a mente à compreensão das escrituras, ensina a proclamar Jesus como «Senhor» e dá o valor de assumir tarefas novas e difíceis, no serviço de Deus e do próximo.

Neste ano, celebra-se o quadragésimo aniversário do retiro a partir do qual começou, em 1967, a Renovação Carismática na Igreja Católica, que se estima que chegou em poucos anos a não menos que 80 milhões de católicos. Eis aqui como descrevia os efeitos do batismo do Espírito sobre si mesma e sobre o grupo uma das pessoas que estavam presentes naquele primeiro retiro:

«Nossa fé se tornou mais viva; nosso crer se converteu em uma espécie de conhecimento. De repente, o sobrenatural se tornou mais real que o natural. Em uma palavra, Jesus é um ser vivo para nós… A oração e os sacramentos chegaram a ser realmente nosso pão de cada dia, deixando de ser umas genéricas ‘práticas piedosas’. Um amor pelas Escrituras que nunca podia imaginar, uma transformação de nossas relações com os demais, uma necessidade e uma força de dar testemunho muito além de toda expectativa: tudo isso chegou a fazer parte de nossa vida. A experiência inicial do batismo do Espírito não nos proporcionou uma especial emoção externa, mas nossa vida encheu-se de serenidade, confiança, alegria e paz… Cantamos o Veni creator Spiritus antes de cada reunião, levando a sério o que dizíamos, e tudo isso nos situa em uma perfeita atmosfera ecumênica» [6].

Todos vemos com clareza que estas são precisamente as coisas de que a Igreja mais necessita hoje para anunciar o Evangelho a um mundo relutante diante da fé e do sobrenatural. Não é que estejam chamados a experimentar a graça de um novo Pentecostes desta forma. Mas todos estamos chamados a não permanecer fora desta «corrente de graça» que a Igreja do pós-Concílio atravessa. João XXIII falou, em seu tempo, de um «novo Pentecostes»; Paulo VI foi além e falou de um «perene Pentecostes», de um Pentecostes contínuo. Vale a pena voltar a ouvir as palavras que ele pronunciou em uma audiência geral:

«Perguntamo-nos mais de uma vez… qual é a necessidade, primeira e última, que advertimos para esta nossa bendita e amada Igreja. Temos de dizer quase tremendo e suplicando, já que, como sabeis, trata-se de seu mistério e de sua vida: o Espírito, o Espírito Santo, o animador e santificador da Igreja, sua respiração divina, o vento que sopra em suas velas, seu princípio unificador, sua fonte interior de luz e força, seu apoio e seu consolador, sua fonte de carismas e cantos, sua paz e sua alegria, sua prenda e prelúdio de vida bem-aventurada e eterna. A Igreja necessita de seu perene Pentecostes: necessita do fogo no coração, palavra nos lábios, profecia no olhar… A Igreja necessita recuperar o ímpeto, a satisfação, a certeza de sua verdade» [7].

O filósofo Heidegger concluía sua análise da sociedade com a voz de alarme: «Só um deus pode nos salvar». Este Deus que nos pode salvar, e que nos salvará, nós, cristãos, o conhecemos: é o Espírito Santo! Atualmente cresce a moda da aromaterapia. Consiste na utilização de óleos essenciais que emanam perfume para manter a saúde ou como terapia de alguns transtornos. A internet está cheia de propagandas de aromaterapia. Não se contenta prometendo com eles bem-estar físico como a cura do estresse; existem também «perfumes da alma», por exemplo, o perfume para obter «a paz interior».

Os médicos convidam a desconfiar desta prática, que não está cientificamente comprovada e, mais ainda, em alguns casos tem contradições. Mas o que quero dizer é que existe uma aromaterapia segura, infalível, que não tem contra-indicações: a que está feita como o aroma especial, com o «sagrado crisma da alma», que é o Espírito Santo! Santo Inácio de Antioquia escreveu: «O Senhor recebeu sobre sua cabeça uma unção perfumada (myron) para exalar sobre a Igreja a incorruptibilidade» [8].

O Espírito Santo é especialista sobretudo nas doenças do matrimônio e da família, que são os grandes enfermos de hoje. O casamento consiste em doar-se um ao outro, é o sacramento de fazer-se doação. O Espírito Santo é o dom feito pessoa; é a doação do Pai ao Filho e do Filho ao Pai. Onde Ele chega, renasce a capacidade de tornar-se dom, e com ela a alegria e a beleza dos esposos de viverem juntos. O amor de Deus que Ele «derrama em nossos corações» reaviva toda expressão de amor, e em primeiro lugar o amor conjugal. O Espírito Santo pode fazer verdadeiramente da família «a principal agência de paz», como a define o Santo Padre na Mensagem para o próximo Dia Mundial da Paz.

São numerosos os exemplos de casamentos mortos que ressuscitaram a uma vida nova pela ação do Espírito. Recolhi justamente nestes dias o comovedor testemunho de um casal que tenho intenção de dar a conhecer em meu programa de televisão sobre o Evangelho pela festa do Batismo de Jesus…

O Espírito reaviva, naturalmente, também a vida dos consagrados, que consiste em tornar a própria vida um dom e uma oblação «de suave aroma» a Deus pelos irmãos (Ef 5,2).


4. A nova profecia de João Batista


Voltando a João Batista, ele pode nos iluminar sobre como levar a cabo nossa tarefa profética no mundo de hoje. Jesus define João Batista como «mais que um profeta», mas onde está a profecia em seu caso? Os profetas anunciavam uma salvação futura; mas o Precursor não é alguém que anuncia uma salvação futura; ele indica alguém que está presente. Então, em que sentido pode-se chamar profeta? Isaías, Jeremias, Ezequiel ajudavam o povo a superar a barreira do tempo; João Batista ajuda o povo a superar a barreira, ainda mais grossa, das aparências contrárias, do escândalo, da banalidade e da pobreza com que a hora fatídica se manifesta.

É fácil crer em algo grandioso, divino, quando se estabelece em um futuro indefinido: «naqueles dias», «nos últimos dias», em um contexto cósmico, com os céus destilando doçura e a terra abrindo-se para que germine o Salvador. É mais difícil quando se deve dizer: «Está aqui! É Ele!»

Com as palavras: «Em meio de vós há alguém a quem não conheceis!» (Jo 1, 26), João Batista inaugurou a nova profecia, a do tempo da Igreja, que não consiste em anunciar uma salvação futura ou distante, mas em revelar a presença escondida de Cristo no mundo. Em arrancar o véu dos olhos das pessoas, sacudir a indiferença, repetindo com Isaías: «Existe algo novo: já está a caminho; não o reconheceis?» (Is 43, 19).

É verdade que se passaram 20 séculos e que sabemos, sobre Jesus, muito mais que João. Mas o escândalo não desapareceu. Em tempos de João, o escândalo derivava do corpo físico de Jesus, de sua carne tão similar à nossa, exceto no pecado. Também hoje é seu corpo, sua carne, a que cria dificuldades e escandaliza: seu corpo místico, tão parecido com o restante da humanidade, sem excluir , lamentavelmente, nem sequer o pecado.

«O testemunho de Jesus – lê-se no Apocalipse – é o espírito de profecia» (Ap 19-10), isto é, para dar testemunho de Jesus, requer-se espírito de profecia. Existe este espírito de profecia na Igreja? Cultiva-se? Alimenta-se? Ou se crê, tacitamente, que se pode prescindir dele, apontando mais para meios e recursos humanos?

João Batista nos ensina que para ser profetas não se necessita de uma grande doutrina ou eloqüência. Ele não é um grande teólogo, tem uma cristologia bastante pobre e rudimentar. Não conhece ainda os títulos mais elevados de Jesus: Filho de Deus, Verbo, nem sequer o de Filho do homem. Mas como consegue fazer ouvir a grandeza e unicidade de Cristo! Usa imagens simples, de um camponês: «Não sou digno de amarrar as suas sandálias». O mundo e a humanidade aparecem, por suas palavras, dentro de uma peneira que Ele, o Messias, sustenta e agita com suas mãos. Perante Ele se decide quem permanece e quem cai, quem é grão bom e quem é palha que o vento leva.

Em 1992, celebrou-se um retiro sacerdotal em Monterrey, México, por ocasião dos 500 anos da primeira evangelização da América Latina. Estavam presentes 1.700 sacerdotes e cerca de 60 bispos. Durante a homilia da Missa conclusiva, falei da necessidade urgente que a Igreja tem de profecia. Depois da comunhão, orou-se por um novo Pentecostes em pequenos grupos distribuídos pela grande basílica. Eu tinha ficado no presbitério. Em certo momento, um jovem sacerdote aproximou-se em silêncio, ajoelhou-se e, com um olhar que jamais esquecerei, disse: «Abençoe-me, padre; quero ser profeta de Deus!». Eu estremeci, porque via que evidentemente a graça o movia.

Com humildade, poderíamos fazer nosso o desejo daquele sacerdote: «Quero ser um profeta para Deus». Pequeno, desconhecido de todos, não importa; mas alguém que, como dizia Paulo VI, tenha «fogo no coração, palavra nos lábios, profecia no olhar».

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[1] Cf. J. D.G. Dunn, Christianity in the Making, I. Jesus remembered, Grand Rapids. Mich. 2003, parte III, cap. 12, trad. ital. Gli albori del Cristianesimo, I, 2, Paideia, Brescia 2006, pp. 485-496.
[2] Bento XVI, Jesus de Nazaré, Planeta 2007, p. 275.
[3] S. Tommaso d’Aquino, Somma teologica, I,q.43, a. 6, ad 2.; cf. F. Sullivan, in Dict.Spir. 12, 1045.
[4] En “New Covenant”(Ann Arbor, Michigan), junio 1984, p.12.
[5] K. Rahner, Erfahrung des Geistes. Meditation auf Pfingsten, Herder, Friburgo i. Br. 1977.
[6] Testemunho de P. Gallagher Mansfield, As by a New Pentecost, Steubenville 1992, pp. 25 s.
[7] Discurso na audiência geral del 29 de novembro de 1972 (Insegnamenti di Paolo VI, Tipografia Poliglotta Vaticana, X, pp. 1210s.).
[8] S. Ignazio d’Antiochia, Agli Efesini 17.

Tradução: Élison Santos/Alexandre Ribeiro. Revisão: Aline Banchieri.



FRANCISCO E CLARA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA