Sentindo a Presença de Deus!



Arrepios, calor nas mãos e no coração, aumento da pulsação cardíaca, tremor nas pernas e mãos, Língua trêmula, leveza no corpo e na alma, repouso no Espírito e outras manifestações que causam apreensões e duvidas na maioria das pessoas que as sentem pela primeira vez.

O que poderia significar essas sensações?

E quando se relacionam com momentos de Oração?


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Religião:

O objetivo de qualquer RELIGIÃO (*) é ligar o homem a Deus ou seja, refazer a amizade perdida e reunir a criatura com seu criador causando o efeito inverso do  episódio narrado a respeito do pecado de Adão e Eva quando foram expulsos do paraíso que causou o afastamento do Homem de Deus como sua consequência principal.

Assim sendo, o objetivo primordial da Igreja é levar o homem a ter uma comunhão com Deus restabelecendo o relacionamento de Pai e filho que foi quebrado como efeito do pecado, sendo que precisamos compreender que Deus não está longe de nós, mas pode ser alcançado por todo aquele que o busca. (“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” “Jeremias 29,13”)

Deus se revela como uma pessoa, revela seu filho como uma pessoa visível e presente junto de nós e comprova que o Espírito Santo também é uma pessoa e também estaria presente no meio de seu povo, é estranho porém não reconhecer que esse Deus “PESSOA” não poderia ser tocado ou ouvido, visto ou sentido, saboreado ou experimentado!   Se somos pessoas sensíveis, logo seria mais do que normal sentir o toque da pessoa que está ao nosso lado, se assim não fosse, certamente iremos interpretar que realmente não existe ninguém do nosso lado.   A Fé nos garante que os nossos sentimentos não nos enganam e que realmente podemos experimentar a presença Real de Jesus no meio de Nós quando nos reunimos em seu nome em ADORAÇÃO.

Perguntas: ???

Muitas pessoas procuram respostas e conhecimento sobre sensações que se afloram nos momentos de louvor, adoração, oração e até mesmo durante uma pregação da palavra quando estamos reunidos em nome de Jesus na Igreja ou fora dela.   

É muito comum entre nós, principalmente entre aqueles que já estão a mais tempo na atividade da pregação ou ministrando louvor em encontros e grupos de oração dizer que “ARREPIAMOS” quando acontece um forte impacto na pregação ou um bom momento de louvor em que uma música bem ministrada causa um clima de proximidade e ação de Deus entre nós, as vezes pode parecer uma simples brincadeira, mas dizemos assim porque a sensação de arrepiar ou sentir um bom momento de oração se manifesta em todos nós e não apenas naqueles que procuram saber suas causas e efeitos.  Estes sentimentos humanos também se manifestam naqueles que ficam em silêncio, porque já estão acostumados ou porque se assustam e preferem negar suas emoções e sentimentos humanos.

A negativa e a tentativa de amortizar a evidência dessas sensações é muito comum entre nós e principalmente nas vertentes mais tradicionalistas da Igreja que criticam o lado “Pentecostal” que dá mais ênfase às moções do Espírito Santo entre nós.    Esta vertente tradicionalista diz que as emoções são causadas pelos ministrantes, ou seja, são provocadas intencionalmente nas pessoas que estão presentes por ações psicológicas, porém podemos dizer que as emoções estão presentes em todos os seres humanos e o que as aflora em nossa pele não é a vontade de outra pessoa externa e sim a reação de nosso próprio ser interior, de nossa alma e de nosso espírito humano.


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Os Cinco Sentidos:


Estudamos na escola que o corpo humano possui cinco sentidos que são eles; Audição, Tato, Paladar, Olfato e Visão. mas a sensibilidade do corpo humano não se resume apenas a estes 5 sentidos por isso há quem acrescente também um 6º sentido espiritual relacionado as sensações não ligadas ao corpo.   Muitas reações de nosso corpo físico não são justificadas por esses cinco sentidos carnais, um arrepio pode ser causado por uma brisa fria, mas pode ser causado também pelo toque de alguém que se ama e a simples proximidade desta pessoa pode lhe causar muitas emoções e sensações.  Assim podemos justificar também um toque de Deus em nossa alma e espírito.   Mesmo que Deus não esteja materializado do meu lado Ele te ama e quer que você saiba disso, pois bem, sabemos que Deus é Espírito e seu toque não ocorre no corpo físico e sim no corpo espiritual, porém esse toque de Deus causa uma reação tanto na alma como também externamente em nosso corpo físico.

As emoções fazem parte do ser humano “Completo” (corpo, alma e espírito) e não se pode separar a alma do corpo a não ser pela morte física.   Estas emoções estão presentes em nossa vida em todas as situações, a sensação de alegria e felicidade se manifestam quando nos sentimos bem, fato que geralmente acontece quando nos aproximamos mais de Deus e confiamos em seu amor e por assim dizer quando um momento de louvor eleva a nossa alma e nosso espírito à um estágio de sensação agradável de estar na presença de Deus. Normalmente as nossas emoções se afloram automaticamente sem ser necessário a intervenção de uma outra pessoa, neste caso reconhecemos que a função de um bom ministro de louvor seria exatamente elevar o nível de proximidade entre Deus e as pessoas presentes.   Quando isso ocorre com perfeição os corações se abrem e Deus pode agir com liberdade no publico presente e neste caso cada pessoa em particular poderá ter uma sensação diferente; tem aqueles que apenas sentem um leve toque de Deus, tem aqueles que são profundamente tocados e tem aqueles que nada sentem sem se referir àqueles que fogem da presença de Deus que apesar de ser uma minoria devemos confessar que elas existem de fato já que uma pessoa com histórico de possessão não consegue permanecer em um ambiente em que Deus é exaltado e louvado.


Arrepio é uma sensação do corpo:


arrepio[1]


Os seres humanos sentem arrepio quando estão com frio, com medo, com raiva, quando sentem admiração por alguém, quando se aproximam ou sentem a aproximação de alguém. . Muitas outras criaturas também sentem arrepios pela mesma razão, é por isso que um gato ou um cão ficam de cabelos em pé e os espinhos de um porco-espinho levantam abruptamente quando se sentem ameaçados. Os pelos se arrepiam, como uma defesa do corpo em resposta ao medo, para aparentarmos maiores e assustarmos os ‘inimigos’. Isso se vivêssemos em condições selvagens, como os demais animais. Os arrepios não tem mais essas funções em nós, por vivermos com roupas e não precisarmos ‘parecer maiores’, pois não temos predadores naturais. Porém essa sensibilidade possui outras razões externas e internas ao corpo, na sexualidade ou apenas pelo amor alguém pode arrepiar o corpo todo apenas por um toque ou ao sentir a proximidade de alguém, que pode ser negativa trazendo uma sensação ruim ou totalmente positiva quando nos dá uma sensação gostosa.


Fato: (São João 3,19) – Nicodemos vai falar com Jesus.


nicodemos-e-jesusOra, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. 20. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.


EU QUERO VER O SENHOR DEUS!


No passado muitas pessoas desejaram “VER” a Deus, (Tem que ver para crer) uma dessas pessoas foi Moisés que como diz a escritura bíblica foi o único ser humano que mais se aproximou desse objetivo a ponto de estar escrito que “Moisés falava com Deus Face a Face”, porém as traduções deixam bem claro que este “face a face” não se referia a “frente a frente fisicamente” e sim a um diálogo franco, aberto e sem segredos como dois amigos se relacionam, seria mais uma questão de intimidade do que de visibilidade, esta verdade fica evidente quando o mesmo Moisés pede ao Senhor para vê-lo.  

Está escrito: “Ninguém jamais viu a Deus (S. João 1,18)”, nem mesmo Moisés que tinha a maior intimidade com Ele e lhe foi permitido apenas contemplar a sua glória através da fenda de uma rocha.

São João ao escrever esta frase se referia exatamente ao fato de que aquele Deus invisível que jamais foi contemplado por um ser humano anteriormente agora poderia ser sentido, ouvido, visto, tocado e para completar os cinco sentidos do corpo humano poderia até ser saboreado como VINHO NOVO e o verdadeiro pão do Céu, completando-se assim o sentido da frase “SER CONHECIDO PLENAMENTE” “Face a Face”.    Esta revelação Divina acontece através da encarnação de Jesus e a sua presença viva nesta terra, porém os filhos escolhidos de Deus não o reconheceram e tudo culminou na eliminação deste filho tão amado do Pai que muito mais do que uma morte na cruz significou a rejeição pessoal daquele povo escolhido.   Não receberam o seu Deus em seu meio e em seus corações, não experimentaram verdadeiramente aquilo que Moisés havia experimentado em se mais alto sentido. 

Jesus se refere a este fato falando a Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu”. (S. João 3,13)”, depois a Felipe “Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai ?” (S. João 14,9) e por ultimo a São Tomé dizendo “ bem-aventurados os que não viram e creram.(S. João 20)” se referindo ainda ao fato de que: (S. Lucas 10,24). “pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.”


“Bem aventurados os que não viram e creram!.” (São João 20,29)


Jesus é o Deus encarnado, aquele mesmo Deus criador do céu e da terra que Moisés desejou ver e não viu, Jesus desceu de seu trono e se fez homem como nós.   Sem deixar de ser Deus caminhou entre nós e manifestou o seu poder para que todos pudessem reconhecê-lo como o verdadeiro Deus e apesar de que muitas pessoas não acreditaram nesta possibilidade o tendo apenas como um Profeta enviado por Deus os seus amigos mais próximos (Discípulos) confessaram verbalmente (São Pedro – Tu és o cristo) que Jesus Cristo era realmente o Messias enviado por Deus, porém a missão de Jesus na terra tinha o seu tempo programado e apesar de ter que voltar para o Pai deixaria em seu lugar outra pessoa que da mesma forma que Ele seria o nosso apoio e sustentáculo, seria aquele que permaneceria conosco até o fim dos tempos.   Esta pessoa que conhecemos como: “ O Paráclito” ou seja o Espírito Santo de Deus conforme fora prometido no passado estaria presente no meio de nós, porém as pessoas podem dizer que não o vêem e nem o reconhecem, mas a sua presença é sensível e audível e pode até ser visível, Ele se faz ouvir e se faz ser percebido através de sua unção ou de seu toque, assim como toda sensibilidade humana ela ocorre através de nossas emoções e sentidos da carne, mas podem ser facilmente percebidos, discernidos e separados de outros meros sentimentos humanos relacionados os 5 sentidos da carne.   Não se esqueça que o Espírito Santo também é uma pessoa e como toda pessoa pode ser percebido assim como Jesus foi reconhecido em nosso meio por muitas pessoas e apesar de todos os seus milagres muitos também preferiram negar a sua presença e até os dias de hoje preferem dizer que o Messias não veio ainda a esta terra.

Quando Jesus foi batizado, o Espírito Santo desceu de maneira visível sobre Ele em forma de uma pomba branca e se ouviu a voz de Deus confirmando esta visão, da mesma forma, no dia de Pentecostes o Espírito Santo se manifestou como um vento impetuoso e desceu sobre cada um deles de maneira visível em forma de uma chama ardente.   Estes são sinais visíveis e audíveis sem levar em consideração os sinais sensíveis da presença do Espírito Santo entre nós.


Testemunho dos dois Discípulos de Emaus:

(São Lucas 24, 32) “Diziam então um para o outro: Não se nos ABRASAVA o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”

Esta frase pode ser traduzida por aumento na pulsação e calor no peito, outros sinais podem ter acorrido mesmo que não foram citados no texto.


E Seus olhos se abriram ao Partir do Pão.

Jesus partindo o Pão com os Discípulos de Emaús.


Podemos dizer então que nos dias atuais o Espírito Santo como um bom hóspede da alma prefere se manifestar mais discretamente e como Ele está dentro de nosso ser a nossa sensibilidade é sempre pessoal, ou seja, se Deus age em você, dentro de seu coração será evidente que não aparecerá um sinal visível externamente e sim um sensação interna em seu corpo como descreveram os Discípulos de Emaús.

Cuidados com o Discernimento:

Há pessoas que contestam essas sensações e de tanto falar que é errado sentir calor ou arrepio porque são meras sensações humanas as pessoas acabam ficando insensíveis ao Espírito Santo, pois o confundem com emoções humanas e não lhe dão mais crédito.

Existem também aqueles que acham que se não sentirem um arrepio, um calor, um tremor é porque o Espírito Santo não se manifestou, mas isso não é verdade e precisamos saber que Deus estará sempre presente independentemente de nossas sensações. (*) outro Post específico.

Levamos também em consideração que quanto mais presentes estivermos na graça menos sensível ela se tornará, não porque ela deixará de agir, mas porque já estaremos mergulhados em sua presença constantemente.   Quando alguém entra em uma piscina de água fria ele sentirá um arrepio subindo pelo corpo, mas se ele estiver dentro desta água a algum tempo já não sentirá mais este arrepio, da mesma forma acontece conosco e por isso as nossas sensações tendem a diminuir com o nosso tempo de caminhada e só sentiremos algo a mais quando o nível de presença de Deus exceder as nossas expectativas e assim podemos mais uma vez experimentar as sensações do primeiro amor.

Outras considerações sobre o tema:

Êxtase: literalmente quer dizer arrebatar-se, desprender-se subitamente, sair de si, elevar-se.  (sit. Wilkpédia). O sentido da palavra porém tem se ampliado para outras formas de arrebatamento, mas no nosso caso basta saber que seria atingir o alvo primordial do espírito humano ao entrar em oração cujo cerne se concentra em estar em plena comunhão com Deus.


O Repouso no Espírito: Veja os Post’s sobre o tema.

Unção do Espírito: Alguns sinais da unção do Espírito Santo.


Fruto_do_Espirito Alimento_Espiritual_Autêntico
Experiência_com_Deus Aspirais_aos_Dons_Espirituais Vem_Espirito

 

Quem vai pagar o Pato?


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(Tudo tem seu preço, mas as vezes acabamos pagando muito caro por algo sem o minimo valor.  Mas por que isso acontece?)


Havia dois irmãos que visitavam seus avós no sítio, nas férias.

– Felipe, o menino, ganhou um estilingue para brincar no mato.

Praticava sempre, mas nunca conseguia acertar o alvo.



Certa tarde viu o pato de estimação da vovó…

Em um impulso atirou e acabou acertando o pato na cabeça e o matou. Ele ficou chocado e triste!



Entrou em pânico e escondeu o pato morto no meio do mato!

Beatriz, a sua irmã viu tudo mas não disse nada aos avós.



Após o almoço no dia seguinte, a avó disse: “Beatriz, vamos lavar a louça”

Mas ela disse: ” Vovó, o Filipe me disse que queria ajudar na cozinha”. E olhando para ele sussurrou: “Lembra do pato?” Então o Felipe lavou os pratos.



Mais tarde o vovô perguntou se as crianças queriam pescar e a vovó disse: “Desculpe, mas eu preciso que a Beatriz me ajude a fazer o jantar.”

Beatriz apenas sorriu e disse, “Está bem, mas o Filipe me disse que queria ajudar hoje”, e sussurrou novamente para ele, “Lembra do pato?”

Então a Beatriz foi pescar e Filipe ficou para ajudar.


Após vários dias o Filipe sempre ficava fazendo o trabalho da Beatriz até que ele, finalmente não aguentando mais, confessou para a avó que tinha matado o pato.


Neto e Avó


A vovó o abraçou e disse: “Querido, eu sei… eu estava na janela e vi tudo, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar a Beatriz fazer você de escravo!”



Qualquer que seja o seu passado, ou o que você tenha feito… (mentir, enganar, seus maus hábitos, ódio, raiva, amargura, etc )…. seja o que for… você precisa saber que Deus estava na janela e viu tudo como aconteceu.

Ele conhece toda a sua vida … Ele quer que você saiba que Ele te ama e que você já está perdoado.Ele está apenas querendo saber quanto tempo você vai deixar o diabo fazer de você um escravo.



Deus só está esperando você pedir perdão, Ele não só perdoa, mas Ele se esquece.

É pela graça e misericórdia de Deus que somos salvos. Vá em frente e faça a diferença na vida de alguém hoje.


Compartilhe esta mensagem com um amigo e lembre-se sempre: Deus está na janela e sabe de tudo!



“A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus

não irá protegê-lo.”


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(Um Desafio Para Mim e para Você)


SER FIEL ACIMA DE TUDO

Presentepravoce – Sizenando


Complemento

Meditando as consequências do pecado




EM BUSCA DA FELICIDADE.

Um Filme baseado em fatos reais



Uma Experiência com deus e com DEUS!


O Deus vivo e verdadeiro passa em nossos caminhos como uma brisa suave e amena, para possibilitar-nos experiências marcadas pelo amor, pela alegria e pela paz. Só O perceberemos se formos capazes de valorizar o sorriso de uma criança, a beleza de uma flor à beira do caminho ou a onda do mar que se desmancha na areia da praia.

Dom Murilo S.R. Krieger, scj







A Experiência de Elias

O Grande Profeta do Antigo Testamento.



A Bíblia, nos capítulos dezoito e dezenove do Primeiro Livro dos Reis, nos apresenta uma extraordinária experiência de Deus, tendo como protagonista o profeta Elias. O fato ali narrado ocorreu cerca de nove séculos antes da era cristã.

Elias não se conformava com o comportamento do povo escolhido, que havia abandonado o culto ao Deus verdadeiro para seguir as idéias dos profetas dos povos vizinhos, adoradores do deus Baal. Tendo percebido que, sem algum gesto dramático, não conseguiria levar seu próprio povo à conversão, propôs um desafio aos profetas de Baal: eles escolheriam um novilho, o preparariam para o sacrifício e o colocariam sobre a lenha, mas sem pôr fogo. Ele, por sua vez, faria o mesmo. Em seguida, cada um invocaria o nome de sua divindade: ela é que deveria acender o fogo, para que a oferta fosse queimada. Conforme a resposta obtida, saberiam do lado de quem estava o Deus verdadeiro.

Aceito o desafio, os seguidores de Baal dispuseram tudo de acordo com o que fora combinado e iniciaram as súplicas. Multiplicaram as orações e nada conseguiram. Vendo-os e escutando-os, Elias fez um comentário irônico: “Gritai mais alto, pois sendo deus, Baal pode estar ocupado. Quem sabe ausentou-se ou está de viagem; ou talvez esteja dormindo e seja preciso acordá-lo”. Os profetas de Baal passaram das súplicas aos gritos; em seguida, se autoferiram até o sangue escorrer. Nada conseguiram.


Elias contra os pofetas de baal.



Ao chegar sua vez, Elias mandou que derramassem água tanto sobre a lenha como sobre a oferenda que preparara. Pediu, então, que Deus se manifestasse: “Ouve-me, Senhor, ouve-me, para que este povo reconheça que tu, Senhor, és Deus, e que és tu que convertes os seus corações”. A resposta foi imediata: veio fogo sobre o altar, consumindo a oferta, a lenha e as próprias pedras do altar. Tirando proveito de seu sucesso e querendo exterminar o mal pela raiz, Elias mandou que fossem degolados todos os profetas de Baal. Depois disso, foi ameaçado de morte e perseguido. Para piorar a situação, teve o desgosto de ver que, mesmo depois disso tudo, seu povo não se converteu ao Deus verdadeiro. Desanimado e com vontade de morrer, foi socorrido por um anjo e partiu em direção ao Monte Horeb. Ali fez a experiência de Deus a que me referi no início.

Sabendo que o Senhor passaria em seu caminho, o profeta o esperou, de pé. Viu então, sucessivamente, o desenrolar de vários fenômenos grandiosos. Ficou atento, pois Deus poderia se manifestar através deles. Mas Deus não estava nem no furacão violento, nem no terremoto, nem no fogo. Finalmente, ouviu-se o murmúrio de uma brisa suave. O Senhor estava nela.

Também hoje, em nossa vida, Deus se manifesta muitas vezes e de maneiras diferentes. Por vezes serve-se de acontecimentos extraordinários, como são os desequilíbrios da natureza, as grandes decepções, uma doença grave ou a morte de uma pessoa que nos é querida. Normalmente, porém, manifesta-se em nossa vida por meio de brisas suaves – isto é, de acontecimentos tão simples que não valorizamos; tão rotineiros que nem percebemos; tão frequentes que nem lhes damos valor. Contudo, cada passagem sua é especial, irrepetível e única.




O episódio envolvendo Elias nos ensina que é o Senhor que escolhe a maneira de se manifestar a nós. Mesmo assim, muitos preferem ir atrás de experiências exóticas ou envolvidas pelo misticismo superficial, já que elas não exigem qualquer mudança de vida. São preferidas as experiências que mais agradam aos sentidos e as que acalmam a consciência com pensamentos vagos e que, por isso mesmo, não geram nenhum compromisso ou responsabilidade. Sem perceber, imitam-se, hoje, os antigos pagãos, que costumavam criar deuses à sua própria imagem e semelhança – isto é, com as limitações e os defeitos humanos.

Enquanto isso, o Deus vivo e verdadeiro passa em nossos caminhos como uma brisa suave e amena, para possibilitar-nos experiências marcadas pelo amor, pela alegria e pela paz. Só O perceberemos se formos capazes de valorizar o sorriso de uma criança, a beleza de uma flor à beira do caminho ou a onda do mar que se desmancha na areia da praia.

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia – BA

CNBB


Seminário de Vida no Espirito

Seminário de Vida no Espirito

Virtudes.



Virtude é uma qualidade moral particular. Virtude é uma disposição estável em ordem a praticar o bem; revela mais do que uma simples característica ou uma aptidão para uma determinada ação boa: trata-se de uma verdadeira inclinação. Virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente. A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Virtude, segundo Aristóteles, é uma disposição adquirida de fazer o bem,e elas se aperfeiçoam com o hábito.

A virtude na doutrina católica
Segundo a doutrina da Igreja Católica, e especialmente S. Gregório de Nissa, a virtude é “uma disposição habitual e firme para fazer o bem”, sendo o fim de uma vida virtuosa tornar-se semelhante a Deus. Existem numerosas virtudes que se relacionam entre si tornando virtuosa a própria vida.

No Catolicismo, existem 2 categorias de virtudes:
As virtudes teologais, cuja origem, motivo e objeto imediato são o próprio Deus. Os cristãos acreditam que elas são infundidas no homem com a graça santificante, e que elas tornam os homens capazes de viver em relação com a Santíssima Trindade. Elas fundamentam e animam o agir moral do cristão, vivificando as virtudes humanas. Para os cristãos, elas são o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano.

As virtudes teologais são três:
Fé: através dela, os cristãos crêem em Deus, nas suas verdades reveladas e nos ensinamentos da Igreja, visto que Deus é a própria Verdade. Pela fé, “o homem entrega-se a Deus livremente. Por isso, o crente procura conhecer e fazer a vontade de Deus, porque «a fé opera pela caridade» (Gal 5,6)”.

Esperança: por meio dela, os crentes, por ajuda da graça do Espírito Santo, esperam a vida eterna e o Reino de Deus, colocando a sua confiança perseverante nas promessas de Cristo.

Caridade (ou Amor): através dela, “amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos por amor de Deus. Jesus faz dela o mandamento novo, a plenitude da lei”. Para os crentes, a caridade é «o vínculo da perfeição» (Col 3,14), logo a mais importante e o fundamento das virtudes. São Paulo disse que, de todas as virtudes, “o maior destas é o amor” (ou caridade). O Amor é também visto como uma “dádiva de si mesmo” e “o oposto de usar”.

As virtudes humanas que são perfeições habituais e estáveis da inteligência e da vontade humanas. Elas regulam os atos humanos, ordenam as paixões humanas e guiam a conduta humana segundo a razão e a fé. Adquiridas e reforçadas por atos moralmente bons e repetidos, os cristãos acreditam que estas virtudes são purificadas e elevadas pela graça divina.
Entre as virtudes humanas são constantemente destacadas as virtudes cardeais, que são consideradas as principais por serem os apoios à volta dos quais giram as demais virtudes humanas:
. a prudência, que “dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir. Ela conduz a outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida”, sendo por isso considerada a virtude-mãe humana.
. a justiça, que é uma constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido;
. a fortaleza que assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem;
. e a temperança que “modera a atracção dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados”, sendo por isso descrita como sendo a prudência aplicada aos prazeres [7].
Para contrariar e opôr-se aos Sete pecados capitais, existe também um outro tipo de organização das virtudes, que é baseada nas chamadas Sete Virtudes: Castidade, Generosidade, Temperança, Diligência, Paciência, Caridade e Humildade.


Sete virtudes
As Sete Virtudes são derivadas do épico Psychomachia, poema escrito por Aurelius Clemens Prudentius intitulando a batalha das boas virtudes e vícios malignos. A grande popularidade deste trabalho na Idade Média ajudou a espalhar este conceito pela Europa. É alegado que a prática dessas virtudes protege a pessoa contra tentações dos Sete Pecados Capitais, com cada um tendo sua respectiva contra-parte. Existem duas variações distintas das virtudes, reconhecidas por diferentes grupos.

As Virtudes
Ordenadas em ordem crescente de santicidade, as sete virtudes sagradas são:

Castidade (Latim castitate) – opõe luxúria
Auto-satisfação, simplicidade. Abraçar a moral de si próprio e alcançar pureza de pensamento através de educação e melhorias.

Generosidade (Latim, liberalis) – opõe avareza
Despreendimento, largueza. Dar sem esperar receber, uma notabilidade de pensamentos ou ações.

Temperança (Latim temperantia) – opõe gula
Auto-controle, moderação, temperança. Constante demonstração de uma prática de abstenção.

Diligência (Latim diligentia) – opõe preguiça
Presteza, ética, decisão, concisão e objetividade. Ações e trabalhos integrados com as próprias crenças.

Paciência (Latim, patientia) – opõe ira
Serenidade, paz. Resistência a influências externas e moderação da própria vontade.

Caridade (Latim, humanitas) – opõe inveja
Auto-satisfação. Compaixão, amizade e simpatia sem causar prejuízos.

Humildade (Latim, humilitas) – opõe vaidade
Modéstia. Comportamento de total respeito ao próximo.

Humildade
Humildade vem do Latim humus que significa “filhos da terra”. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde, quem se vangloria da sua mostra simplesmente que lhe falta. É nessa posição que talvez se situe a humilde confissão de Albert Einstein quando reconhece que “por detrás da matéria há algo de inexplicável”.

Por humilde também se pode entender a personalidade que assume seus deveres, obrigações, erros e culpas sem resistência. Assim, se pode dizer que a pessoa ou indivíduo “assume humildemente”.

Paciencia
Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar. É a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranqüila e acreditando que você irá conseguir o que quer, de ser perseverante, de esperar o momento certo para certas atitudes, de aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha obtido , capacidade de ouvir alguém, com calma, com atenção, sem ter pressa, capacidade de se libertar da ansiedade. A tolerância e a paciência são fontes de apoio seguro nos quais podemos confiar. Ser paciente é ser educado, ser humanizado e saber agir com calma e com tolerância. A paciência também é uma caridade quando praticada nos relacionamentos interpessoais.

O desenvolvimento da paciência
Diz-se que dentre as sete virtudes, a mais difícil de desenvolver é a paciência, mas uma vez desenvolvida, esta trás inúmeros benefícios. É possível exercitar a paciência em diversas áreas, como por exemplo: No trânsito, na fila do banco, na convivência familiar, no trabalho, nos estudos, etc. Uma pessoa paciente sabe que para alcançar um objetivo é necessário passar por pequenos obstáculos que devem ser analisados cuidadosamente para passar ao próximo obstáculo até alcançar o objetivo final. O impaciente, ao contrário, costuma ver o problema como um todo, e por isso normalmente fica nervoso e estressado pois não consegue resolver as coisas de uma vez só.

Diligêcia
A diligência é uma das virtudes da religião cristã. Referente ao zelo, dedicação, esforço, cuidado com o outro.

Temperança
A temperança (σωφροσύνη, sophrosyne , temperantia) é uma das virtudes ditas universais, uma dais quais propostas pelo cristianismo. Temperança significa equilibrar, colocar sob limites, “moderar a atracção dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporcionar o equilíbrio no uso dos bens criados” (CCIC, n. 383). Essa virtude serve para controlar o pecado da gula. É também uma das 4 virtudes cardinais.

Generosidade
Generosidade é a virtude em que a pessoa ou o animal tem quando acrescenta algo ao próximo. Generosidade se aplica também quando a pessoa que dá algo a alguém tem o o suficiente para dividir ou não. Não se limita apenas em bens materiais. Generosos são tanto as pessoas que se sentem bem em dividir um tesouro com mais pessoas porque isso as fará bem, tanto quanto aquela pessoa que dividirá um tempo agradável para outros sem a necessidade de receber algo em troca.

Já segundo Rene Descartes, em Tratado das Paixões e também nos Princípios de Filosofia, a generosidade é apresentada como uma despertadora do real valor do Eu e ao mesmo tempo como mediadora para que a vontade se disponha a aceitar o concurso do entendimento, acabando assim a causa do erro. Neste caso, passa a ser um conceito de mediação entre a Vontade e o Entendimento.

Caridade
Caridade é um sentimento ou uma acção altruísta de ajudar o próximo sem buscar qualquer tipo de recompensa. Amor ao próximo; bondade; benevolência; compaixão; esmola.

Na religião Cristã
Caridade é uma das virtudes teologais e uma das sete virtudes. Tem o mesmo significado que o Ágape.

É um sentimento que pode ter dois sentidos, o sentimento para si mesmo, e ao próximo.

O Cristianismo afirma que a caridade é o “amar ao próximo como a si mesmo”. E afirma que se uma pessoa não se amar adulterando e mentindo à si mesma sobre as coisas que a rodeia, defendendo somente o seu ponto de vista sem pensar no ponto de vista divino, pode estar “amando” o seu próximo, mas da sua maneira, pois quanto mais buscar o esclarecimento divino sobre como amar à si mesma, maior poderá ser o amor desta pessoa pelo seu próximo.

E afirma que nos dias actuais muitos estão buscando a Cristo, mas da sua “maneira”, não procurando arrepender de suas acções, pois em si mesmos não acham culpa alguma, pois defendem os seus próprios pontos de vista. Esquecem-se que o salário de pecado é a morte, e quem não se ama (caridade) peca, pois quem exerce a caridade, não peca, pois acaba amando à Deus mais do que a si mesma, ouvindo assim a sua voz e colocando em prática a Verdade que recebe. Dizendo, que quem ama a Cristo, confirma também o Senhorio de Cristo sobre a si mesma, abandonando tudo por Ele, pois um Servo abandona tudo pelo seu Senhor, vivendo somente para ele.

Aliás, Jesus Cristo ordenou: “Amar a Deus sobre todas as coisas”, isto para os cristãos constitui a parte fundamental da caridade.

Quem tem o amor, prova, não somente com palavras mas sim com acções. Abrindo mão dos costumes dos gentios por amar a Deus sobre todas as coisas, seguindo a sua voz e os seus mandamentos.

Resumindo e usando as palavras do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, “a caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos por amor de Deus. Jesus faz dela o mandamento novo, a plenitude da lei. A caridade é «o vínculo da perfeição» (Col 3,14) e o fundamento das outras virtudes, que ela anima, inspira e ordena: sem ela «não sou nada» e «nada me aproveita» (1 Cor 13,1-3)”.

São Paulo disse que, de todas as virtudes, “o maior destas é o amor” (ou caridade). O Amor é também visto como uma “dádiva de si mesmo” e “o oposto de usar”.

Castidade
Castidade é o comportamento voluntário de abstinência de prazeres e de prática de atos sexuais, seja por motivos religiosos ou sociais. Teologicamente diz-se que modera o prazer vinculado à propagação da espécie.

Castidade diz respeito aos prazeres sensuais, e nisso já se acha outra fonte de constantes equívocos. Pois sensual não é necessariamente o mesmo que sexual, embora possa haver conexão entre ambos. Sensual é tudo aquilo que diz respeito aos sentidos (os cinco clássicos ou tantos quantos possam ser identificados).

Assim, ao se falar que “castidade é abstinência total dos prazeres sensuais (sendo isso um compromisso ou voto de castidade), é preciso ter em mente o significado preciso de “sensualidade”, muito embora, a compreensão esperada e sugerida, na maioria das vezes, seja de sensualidade no sentido de atributo de atração sexual.

A compreensão psicológica/psicanalítica, conquanto possa conferir certo grau de liberdade nas condutas — independentemente de juízo de valor, pró ou contra — no final das contas, também é a mesma.

Virtude
O fato da castidade ser uma manifestação da virtude da temperança não significa que esteja desvinculada de outras virtudes humanas, na verdade a castidade se relaciona com qualquer manifestação da vida humana. Segundo Giulia Veronese “a castidade é mais do que a simples continência. A castidade sexual expressa a renúncia consciente e vigilante da sexualidade (entendida como exercício do sexo ou que pode conduzir a ele) por parte da pessoa, obedecendo a fins mais elevados. A castidade é o resultado normal de uma eleição humana; representa a exigente coerência com valores superiores, requer o compromisso pleno de si mesmo e o coração que quer permanecer na sua integridade. Pressupõe sempre uma consciência, mais ou menos clara, do valor da sexualidade na sua dupla finalidade de procriação e amor.”

Castidade religiosa

A castidade cristã
Do ponto de vista da moral do cristianismo nas suas distintas denominações, a castidade é a virtude que governa e modera o desejo do prazer sexual, segundo os princípios da fé e da razão e recebe também a denominação de Santa Pureza.

Pela castidade a pessoa adquire o domínio de sua sexualidade, para ser capaz de integrá-la em uma personalidade compatível com os pontos de vista religiosos. Para o cristianismo não é uma negação da sexualidade mas sim fruto do Espírito Santo e consiste no domínio de si mesmo, e na capacidade de orientar o instinto sexual para as causas morais ligadas ao crescimento espiritual e corporal das pessoas.

Para o cristianismo a castidade é uma virtude necessária nos distintos estados situacionais da vida quer sejam casados ou solteiros.

Os regimes da castidade
Todo cristão é chamado à castidade. O cristão se há “revestido de Cristo” (Ga 3, 27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis cristãos são chamados a uma vida casta segundo o seu estado de vida particular. No momento do seu Batismo, o cristão se compromete a dirigir a sua afetividade na castidade.

Existem tres formas da virtude da castidade: a dos esposos, a das viúvas e a da virgindade. As relações sexuais somente serão castas dentro do matrimônio.

Castidade conjugal
Para os casados significa fidelidade ao cônjuge e aos compromissos assumidos no matrimônio.Para o casado significa, também — mas não só — manter-se fiel ao matrimônio. Até porque o conceito de fidelidade é, per se, muitíssimo mais abrangente do que o concebe a compreensão ordinária (popular, vulgar).

Fidelidade é um atributo elevado, primeiramente da pessoa para consigo mesma, interior, de tal modo que “se alguém é fiel a outrém, certamente o é pelo fato de primeiramente o ser em seu íntimo. Pode-se mesmo fazer a seguinte inferência: quem é fiel (lato sensu) é casto e vice-versa.

Os esposos cristãos têm sempre presente que, segundo a doutrina de São Paulo, o matrimônio cristão é símbolo da união existente entre cristo e a sua Igreja. O primeiro efeito deste amor é a união indissolúvel de corações, e por conseguinte, a inviolabilidade da fidelidade de um ao outro.

Os esposos devem respeitar a santidade do leito conjugal com a pureza de suas intenções e a honestidade de seu trato. Devem cumprir fiel e sinceramente o dever conjugal, pois tudo o que serve para a transmissão da vida é, não só lícito, como louvável, mas qualquer ato que se opuser a este fim primeiro constitui pecado grave.

Continência
Para os solteiros que aspirem ao matrimônio requer abstenção absoluta (continência) até o casamento, significa portanto abstinência. Para o solteiro, castidade, pela sua abrangência conceitual, tem, também — e compreensivelmente — o sentido de de manter-se virgem (casto, puro), até o casamento, como se o entenda na cultura onde vive.

A castidade oferece no cristianismo uma preparação espiritual para o sacerdócio, o matrimônio, a vida religiosa ou o celibato. O voto de castidade total é considerado obrigatório para os ministros consagrados (sacerdotes e bispos, assim como para as distintas órdens religiosas, tanto masculinas como femininas. Não obstante este voto absoluto não é requerido em outras igrejas cristãs como a protestante.

Segundo a moral cristã a castidade purifica o amor e o eleva, é a melhor forma de compreender e sobretudo de valorizar o amor.

Fidelidade é amor e respeito ao próximo e a Deus, é ser sincero aos seus compromissos e escolhas, é abnegação aos desejos da carne, a cobição pelo proximo e ao alheio. Ser fiel é ter compromisso, e não apenas envolver se.

Virtudes auxiliares da castidade
O pudor, que protege a intimidade e consiste na vergonha nascida do temor de realizar um ato indecoroso ou indigno. É uma espécie de sentinela de defesa da castidade.

A humildade, que faz desconfiar de si mesmo e confiar em Deus e fugir das ocasiões que põem em perigo a castidade.

A mortificação que disciplina o amor ao deleite desordenado e ataca o mal pela raíz. A prática da sobriedade e às vezes do jejum ou de alguma penitência exterior.

A laboriosidade, diligência e aplicação nos estudos e no cumprimento das próprias obrigações, que previne os males e perigos decorrentes da ociosidade.

A caridade, ou seja o amor de Deus, que, enchendo o coração o desocupa de afetos desordenados (Deus caritas est).

A piedade, virtude que leva à devoção e à oração. Os católicos costumam ainda cultivar a devoção à Virgem Maria como protetora da virtude da castidade que também a denominam de “santa pureza”.

As ofensas contra a castidade
Dentro da moral cristã são consideradas ofensas graves contra a virtude da castidade:

. luxúria, que constitui uma busca desordenada do prazer venéro, uma vez que é buscado exclusivamente por si mesmo.
. masturbação que é considerado um ato anti natura.
. fornicação, vista como relações sexuais fora do matrimônio e as relações pré-matrimoniais..
. homossexualidade, é considerada contraria à lei natural, fecha o ato sexual ao dom da vida.
. pornografia, segundo a moral cristã “desnaturaliza a finalidade do ato sexual”.
. prostituição
. violação e
. o incesto, são as principais ofensas contra a virtude da castidade.

Os santos e a castidade
Todos os santos, notadamente, os reconhecidos pela Igreja Católica, leigos ou religiosos, de alguma forma sempre fizeram a apologia da castidade, desde os primórdios do cristianismo até os dias atuais. São Josemaria Escrivá, canonizado no último decênio do século XX, por exemplo, deixou escrito sobre a castidade:

Que bela é a santa pureza! Mas não é santa nem agradável a Deus, se a separamos da caridade. A caridade é a semente que crescerá e dará frutos saborosíssimos com a rega que é a pureza. Sem caridade, a pureza é infecunda, e as suas águas estéreis convertem as almas num lamaçal, num charco imundo, donde saem baforadas de soberba.
A caridade teologal surge-nos, sem dúvida, como a mais alta das virtudes. Mas a castidade é o meio “sine qua non”, uma condição imprescindível para se atingir o diálogo íntimo com Deus. E quando não é observada, quando não se luta, acaba-se cego; não se vê nada, porque o homem animal não pode perceber as coisas que são do Espírito de Deus.
Nós queremos olhar com olhos limpos, animados pela pregação do Mestre: “Bem-aventurados os que têm o coração puro, porque verão a Deus.” A Igreja apresentou sempre estas palavras como um convite à castidade. Guardam um coração sadio, escreve São João Crisóstomo, “os que possuem uma consciência completamente limpa ou os que amam a castidade.” Nenhuma virtude é tão necessária como esta para ver a Deus.

Referências
↑ TANQUEREY, Adolphe. Compêndio de Teología Ascética y Mística, Madri: Edicionaes Palabra, 1996, pg.582.
↑ Tomás de Aquino, Suma Teológica, 2-2q 141 a 1.
↑ Victor Garcia Hoz. Ed. Rialp, Madri, 1992.
↑ Idem, pg. 584.
↑ Oração da tradição católica: Ave maris stella Virgo singularis Inter omnes mitis Nos culpes solutos Mites fac et castos.
↑ Catecismo da Igreja Católica n. 2357 a 2359. “Atos homossexuais são contrários à lei natural (…) Eles não vêem de uma complementaridade afetiva e sexual genuína. Não são aprovados sob nenhuma circunstância.”
↑ (Caminho, 119)
↑ (Amigos de Deus, 175)

Virtudes cardinais
Na Igreja Cristã, existe quatro virtudes cardinais (ou virtudes cardeais) que polarizam todas as ou tras virtudes morais humanas. O conceito teológico destas quatro virtudes foi derivado inicialmente do esquema de Platão e foram adaptadas por: Santo Ambrósio, Santo Agostinho de Hipona e São Tomás de Aquino.

Segundo a doutrina católica, elas “são perfeições habituais e estáveis da inteligência e da vontade humanas, que regulam os nossos actos, ordenam as nossas paixões e guiam a nossa conduta segundo a razão e a fé. Adquiridas e reforçadas por actos moralmente bons e repetidos, são purificadas e elevadas pela graça divina”. As virtudes cardeais são quatro:

a prudência, que “dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir. Ela conduz a outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida”, sendo por isso considerada a virtude-mãe humana.

a justiça, que é uma constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido;

a fortaleza que assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem;

e a temperança que “modera a atracção dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados”, sendo por isso descrita como sendo a prudência aplicada aos prazeres.

Temperança
A temperança é uma das virtudes ditas universais, uma dais quais propostas pelo cristianismo. Temperança significa equilibrar, colocar sob limites, “moderar a atracção dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporcionar o equilíbrio no uso dos bens criados” (CCIC, n. 383). Essa virtude serve para controlar o pecado da gula.

Justiça
O termo justiça (do latim iustitia, por via semi-erudita), de maneira simples, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o principio básico de um acordo que objetiva manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal (constitucionalidade das leis) ou na sua aplicação a casos específicos (litígio).

Sua ordem máxima, representada em Roma por uma estátua, com olhos vendados, visa seus valores máximos onde “todos são iguais perante a lei” e “todos têm iguais garantias legais”, ou ainda, “todos têm iguais direitos”. A justiça deve buscar a igualdade entre os cidadãos.

O Poder Judiciário no Estado moderno tem a tarefa da aplicação das leis promulgadas pelo Poder Legislativo. É boa doutrina democrática manter independentes as decisões legislativas das decisões judiciais, e vice-versa, como uma das formas de evitar o despotismo.

Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).

A justiça implica, também, em alteridade. Uma vez que justiça equivale a igualdade, e que igualdade é um conceito relacional (ou seja, diferentemente da liberdade, a igualdade sempre refere-se a um outro, como podemos constatar da falta de sentido na frase “João é igual” se comparada à frase “João é livre”), é impossível, segundo Aristóteles e Santo Tomás de Aquino praticar uma injustiça contra si mesmo. Apenas em sentido metafórico poderíamos falar em injustiça contra si, mas, nesse caso, o termo injustiça pode mais adequadamente ser substituído por um outro vício do caráter.

Justiça também é uma das quatro virtudes cardinais, e ela, segundo a doutrina da Igreja Católica, consiste “na constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido” (CCIC, n. 381).

Fortaleza
Fortaleza é uma das 4 virtudes cardinais do cristianismo e, segunda a doutrina cristã, ela “assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem, chegando até à capacidade do eventual sacrifício da própria vida por uma causa justa” (CCIC, n. 382).

Prudencia
Prudência, na mitologia é o nome romano de Métis, a deusa da prudência.

Classicamente, prudência é considerada uma virtude, e de fato, uma das quatro Virtudes Cardinais. A palavra vem de prudencia (expressão francesa do final do século 13), do latim prudentia (significando “previsão, sagacidade”. Freqüentemente é associada com a Sabedoria, Introspecção, e Conhecimento. Neste caso, a virtude é a capacidade de julgar entre acções maliciosas e virtuosas, não só num sentido geral, mas com referência a acções apropriadas num tempo dado e lugar. Embora a prudência não execute qualquer acção, e está preocupada unicamente com o conhecimento, todas virtudes têm que estar reguladas por ela. Distinguir quando atos são corajosos, ao contrário de descuidado ou covardemente, por exemplo, é um ato de prudência. Ela é classificada como um “cardinal”, quer dizer que uma virtude “principal”. Por outras palavras, prudência “dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir. Ela conduz a outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida” (CCIC, n. 380).

Embora prudência seria aplicada a qualquer julgamento, as tarefas mais difíceis, que distinguem uma pessoa como prudente, são por exemplo, como quando uma pessoa determinar o que seria melhor dar como doações de caridade, ou decidir como punir uma criança, a fim de prevenir repetir uma ofensa.

Convencionalmente, prudência é o exercício de julgamento sadio em negócios práticos.

Modernamente, no entanto, a palavra tornou-se crescentemente sinônimo de cautela. Neste sentido, prudência nomeia uma relutância de tomar riscos, que permanece uma virtude com respeito aos riscos desnecessários, mas quando injustamente estendido (sobre-cautela), pode tornar-se o vício de covardia.

Virtudes teologais
Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, as virtudes teologais “têm como origem, motivo e objecto imediato o próprio Deus. São infundidas no homem com a graça santificante, tornam-nos capazes de viver em relação com a Trindade e fundamentam e animam o agir moral do cristão, vivificando as virtudes humanas. Elas são o penhor da presença e da acção do Espírito Santo nas faculdades do ser humano”.

No excerto bíblico “1a Coríntios 13:13”, apresenta-nos a seguinte citação: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”. Num outro excerto bíblico “Gálatas 5:6”, cita o seguinte: “a Fé actua pelo amor”.

As virtudes teologais existem como complemento às Virtudes cardinais e são três:

Fé: através dela, os cristãos crêem em Deus, nas suas verdades reveladas e nos ensinamentos da Igreja, visto que Deus é a própria Verdade. Pela fé, “o homem entrega-se a Deus livremente. Por isso, o crente procura conhecer e fazer a vontade de Deus, porque «a fé opera pela caridade» (Gal 5,6)”.

Esperança: por meio dela, os crentes, por ajuda da graça do Espírito Santo, esperam a vida eterna e o Reino de Deus, colocando a sua confiança perseverante nas promessas de Cristo.

Caridade (ou Amor): através dela, “amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos por amor de Deus. Jesus faz dela o mandamento novo, a plenitude da lei”. Para os crentes, a caridade é «o vínculo da perfeição» (Col 3,14), logo a mais importante e o fundamento das virtudes. O Amor é também visto como uma “dádiva de si mesmo” e “o oposto de usar”.

Virtudes heróicas
Virtudes heróicas, ou simplesmente virtude heróica, é a designação canónica dada ao conjunto de requisitos de exemplaridade de vida que devem ser demonstrados para que se inicie o processo formal de canonização na Igreja Católica Romana e noutras confissões cristãs. A demonstração da existência de virtude heróica é feita pela análise, post mortem, do comportamento e percurso de vida do candidato à santidade, tendo de ficar claro, e para além de qualquer dúvida, que em vida a conduta do candidato se pautou pela prática para além do comum das virtudes teologais e das virtudes cardeais.

Fonte total: http://pt.wikipedia.org



Há Poder De Deus !

DVD Há poder de Deus

No dia 13 de Outubro de 2009, aconteceu a gravação do DVD Há poder de Deus com Ironi Spuldaro e Ministério Há poder de Deus, todos servos do Grupo de Oração Caminhando Com Jesus e Maria do Santuário Nossa Senhora Aparecida em Guarapuava a gravação do DVD aconteceu na cidade de Maringá.
O Lançamento oficial do DVD de Ironi Spuldaro e o Ministério Há Poder de Deus será em Dezembro pela TV Século.

Fonte:Vanusa Frigeri MCC Diocese de Guarapuava. Mais novidades em http://www.ironispuldaro.com.br”


IRONI   SPULDARO


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