Você está em dúvida sobre qual é sua vocação?




Outro dia, meu filho de 5 anos me disse: “Mãe, quando eu crescer vou ser veterinário de zoológico, vou casar e ter 5 filhos”. Na hora dei risada e lhe respondi: “Filho, falta muito tempo ainda, você pode mudar de ideia”. Mas, ele foi categórico em afirmar seus planos já pré-estabelecidos.


Jaqueline Moreira
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator



Isto é Vocação ?



Fiquei pensando quantas dúvidas existem acerca da vocação! Quantas vezes nós, já adultos e formados, não temos certeza sobre qual caminho seguir ou se as escolhas que fizemos foram certas.

Por isso, gostaria de lhe propor a ir muito além de uma simples reflexão – caso ou compro uma bicicleta.

Proponho perguntar a Deus: “Quais são os teus planos para mim? O que tu sonhastes para mim?”.

Nesta pergunta, ou antes dela, cabe uma reflexão se alguma vez você perguntou a Deus qual é sua vocação, pois esse é o chamado mais profundo e íntimo que Ele designou para você antes mesmo de nascer.

Sim, Deus te projetou para algo que somente você pode realizar e a vocação é algo a ser decifrado, uma trilha a percorrer, um caminho que só é descoberto quando damos passos nessa direção.

Como uma mata fechada que espera o explorador, nesta exploração é possível perceber coisas jamais vistas, novidades e tesouros impensados, que só quando enveredar por essas matas vai ser capaz de descobrir.

Este é um mistério que somente você pode descobrir! Seu chamado de ser e agir é único e irrepetível.

Talvez você se questione nesse momento: “Que loucura isso, já estou vivido, já escolhi meu estado de vida (matrimônio, sacerdócio ou celibato) e profissão. O que mais preciso descobrir?”.

Alguns acham que o chamado a uma vocação é algo restrito aos padres e religiosos, mas isso é um engano porque cada homem foi criado por Deus a uma vocação específica. A um chamado à liberdade. A vocação cristã diz respeito a todo batizado que quer viver autenticamente e na radicalidade do seu batismo – como leigo, leigo consagrado, sacerdote ou celibatário.

A pergunta deve ser: “Como posso te amar mais, Senhor?”.

Eu, Jaqueline como leiga, esposa e mãe de 3 filhos, assim como os discípulos, perguntei a Jesus: “Onde vives?”. E a resposta foi a mesma que os discípulos receberam: “Vinde e vede!”.  (cf. Jo 1,38-39)

Senti-me impelida a dar a minha vida. Como toda decisão feita na juventude, ela precisou ser regada com uma dose de fé, cuidada e zelada. Como uma plantinha que cresce, precisou mudar de vaso e, muitas vezes, ser adubada.



Hoje vivo como leiga que deu sua vida e sua família pelo Reino, pela Igreja. E isso é possível porque já estava inscrito em minha vida, porque Deus pensou isso para mim e me capacitou a dizer “Sim!”. E, me capacita até hoje.

Deus não nos pede nada que não podemos suportar e, como São João Paulo II disse: “Deus não nos tira nada. Ele nos dá tudo”.

Encontrar a vocação é descobrir para que viemos ao mundo, para que Deus nos criou.  Se descobrirmos isso, descobriremos o sentido do nosso existir e o caminho da nossa mais plena realização.

Vivemos muito tempo frustrados e insatisfeitos, sem sentido para a vida, mas vivemos assim porque ainda não descobrimos nosso chamado mais profundo, onde de fato nos realizaremos plenamente.

Mas, a realização plena, a autorrealização se dá quando descobrimos que existe algo que Deus pensou para nós, uma missão pessoal, um chamado íntimo que Ele fez e pensou para cada um, individualmente. Somente nos realizamos quando o caminho que trilhamos coincide com o projeto de Deus e, aí, podemos nos comprometer com Ele, dando nosso melhor, alcançando a plenitude, um maior grau de santidade.

Como descobrir a vocação?

Na verdade, desde pequenos deveríamos ser estimulados a refletir sobre isso. Deveria fazer parte do desenvolvimento humano desde a infância aspirar a nossa vocação, e isso deveria ser amadurecido gradativamente para que, chegando a juventude, o momento das escolhas, pudéssemos nos questionar com maturidade.

Tendo plena consciência dos limites e fraquezas, também dos dons e capacitações, seria muito mais fácil dizer sim a algo radical, a uma vocação, a um chamado porque seríamos capazes de assumi-lo com responsabilidade e determinação.

A partir do momento que a pessoa faz o discernimento de sua vocação na fase adulta, ela pode definir seu estado de vida, que deve ser coerente com a própria vocação. Assumindo a vocação e o estado de vida, então, ela pode trilhar o caminho que Deus pensou para ela.

Mas, não é esse o caminho natural, não somos educados e nem educamos nossos filhos para se questionarem sobre tem um chamado, uma vocação. Na verdade, educamos para que eles decidam-se por algo que gostem, que lhes dê dinheiro e conforto.

Só que a descoberta da vocação, muitas vezes, não traz conforto. Ela desinstala, exige renúncia e cruz. Afinal, foi assim que Jesus nos ensinou: “Quem quiser me seguir, tome sua cruz e siga-me” (Mt. 16,24).

Exige, muitas vezes, que andemos na contramão dos planos predeterminados para nós; exige que os renunciemos, para que possamos descobrir e ouvir a voz de Deus que nos chama.

Vocação profissional um caminho de santidade

Mesmo dentro da profissão que você tem certeza que é sua vocação, você pode santificar e transformar a maneira de exercê-la, sendo santo no mundo.

Um grande exemplo dessa santidade através da profissão é São José Moscati, médico, que sentiu que seu chamado à medicina ia muito além de um atendimento às pessoas, mas era seu dever amar cada doente e dar a vida por eles.

Mas, isso só é possível descobrir, como disse acima, perguntando para Jesus e, a partir daí, fazer o discernimento vocacional junto com um diretor espiritual, um padre ou leigo amadurecido na fé, que possa lhe ajudar e direcionar.

Isso exige que você tenha fé e intimidade com Deus para escutá-lo. Exige muito mais decisão de seguir aquilo que o Senhor te aponta.

Talvez a pergunta que te inquiete nesse momento seja esta: “Mas, onde e como devo procurar a minha vocação?”. O primeiro passo é a oração e a intimidade com Deus: “Fala, Senhor, que teu Servo escuta”, como nos fala a palavra em 1 Samuel 3,10.

E depois, percebendo os movimentos e carismas que há na Igreja, inspirados pelo Espírito Santo, que são um socorro ao povo de Deus.

Existem inúmeras vocações na Igreja, manifestações, maneiras de dar-se mais a Deus e ao seu povo. Existe um lugar com o qual o teu coração se sentirá unido e perceberá que aquele povo é o teu povo, que aquele carisma, que a missão daquela comunidade te inspira te toca também.

Existe um carisma, movimento ou pastoral que vive daquela maneira que você sempre aspirou e desejou viver. Podemos dizer, de maneira bem simples, que existe um lugar na Igreja que combina com você.

Para a descoberta da vocação é necessário duas vozes: uma que Chama: “Samuel, Samuel” e outra que responde: “Fala, Senhor, que teu servo escuta”.

Deus te chama, Ele tem te chamado a seguir uma vocação! Não tenha medo de escutá-lo, não adie sua felicidade plena, não tenha medo de dizer “sim”, de responder aos apelos do Senhor.



Jaqueline Moreira
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator


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Olha o que Deus fez comigo!

Não Desprezes a Graça do Perdão.



Três Cruzes – Três Opções

Duas estórias de PERDÃO semelhantes com resultados diferentes assim como os dois ladrões ao lado de Jesus na Cruz.


Qual seria a sua opção?

Será que eu também preciso de perdão?



1 – O Jovem condenado à Forca!

Na época do Velho oeste Americano, Dois Jovens se desentenderam por um motivo fútil e começaram uma discussão que se agravou tornando-se uma luta, ao levar um soco um dos jovens caiu em cima de uma pedra e veio a óbito ali mesmo com varias testemunhas.

O jovem então foi preso e condenado à forca pelo crime de homicídio. Os moradores que testemunharam o fato ocorrido e conheciam aquele jovem condenado acharam que a pena fora muito grave pelo crime cometido, já que ele não teve a intenção de matar o amigo e sim foi uma consequência das circunstâncias da queda.

O povo então fez uma petição que foi encaminhada ao Governador que tinha o poder de “DAR UMA CARTA DE PERDÃO”, suspendendo a pena daquele jovem apesar do crime cometido e deram vários motivos pelo qual o jovem merecia o perdão e anulação da sentença.

O governador comovido com aquelas ponderações, então, considerou perdoá-lo, mas antes quis conhecê-lo pessoalmente.

Foi até aquela cidade e dirigiu-se à prisão, e antes de falar com o jovem disfarçou-se de pastor e pediu ao carcereiro para falar com o garoto.    Colocou a carta de perdão dentro de uma Bíblia, e ao encontrar com o prisioneiro, disse: “Eu vim aqui para vê-lo e tenho algo muito importante para você”.

Porém, a reação do rapaz deixou todos impressionados. Ele começou a esbravejar gritando que não queria saber de nada, que não queria ouvir nenhum sermão, e ameaçou cuspir e atirar objetos na direção do suposto sacerdote caso este não fosse embora.

Depois de muito insistir sem êxito conversar com o infrator no intuito de lhe entregar a carta de perdão teve que ir embora para a sua própria segurança, sem lhe entregar a carta.

Ao sair, o carcereiro foi até o rapaz, e indignado disse:

“Você é muito Burro mesmo e um grande tolo! ”

Estranhando a postura do carcereiro, o prisioneiro perguntou por que lhe dizia aquilo.

Só porque distratei aquele pregador?

Então ele falou: “Aquele homem, na verdade, não era um pastor. Era o governador disfarçado, e dentro daquela bíblia estava a sua carta de perdão. Mas você, orgulhoso, não quis ouvi-lo. E agora, não tem mais SALVAÇÃO para você, irá ser enforcado amanhã mesmo”.



No dia seguinte, como era de costume, permitiram que o jovem condenado dissesse suas últimas palavras aos presentes.

Aquele jovem, então, disse: “Daqui a alguns instantes, eu serei enforcado. Mas, engana-se quem pensa que a minha morte será por causa do crime que eu cometi. Na verdade, devido ao meu orgulho, eu vou morrer por causa do perdão que eu recusei”.

Conclusão: Por orgulho e insensatez o Jovem perdeu o seu perdão, não porque o Governador não o tivesse perdoado, mas porque não foi capaz de aceitá-lo, isto também é o que acontece conosco quando resistimos ao amor do Pai e fechamos nosso coração para receber o seu Amor e seu perdão.



2 – Um pai rico visita seu filho pródigo moribundo em um sótão e o perdoa antes de morrer:

O Sr. William Dawson estava pregando em Londres, uma noite no final de seu sermão, ele disse assim:

“Não há ninguém em toda esta cidade “Londres” que Cristo não possa salvar ainda hoje.”

De manhã, uma jovem o procurou e disse: “Sr. Dawson, em seu sermão de ontem a noite, o Sr. disse que ‘em Londres não havia nenhum homem que Cristo não pudesse salvar.’

– Certo!  Correto, eu disse sim e é verdade.

Tem um jovem em meu bairro que diz que não pode ser salvo e que não quer mais me ouvir falar sobre isso. O Senhor poderia ir vê-lo? Tenho certeza de que pode fazer mais por ele do que eu fiz até agora. “ O Sr. Dawson prontamente aceitou o convite e foi com a jovem para o “East End”, um bairro pobre de Londres.

– Subiu uma daquelas ruas estreitas de lá e, no topo de uma escada precária, encontrou um sótão, no qual um homem estava esticado sobre a palha. Ele se inclinou sobre ele e disse: “Amigo”. “Amigo!” Acorde!

Respondeu o jovem, voltando-se para ele: “você deve estar me confundindo com outra pessoa. Eu não tenho nenhum amigo!”. “Ah! sim!”, respondeu o Cristão, “você está enganado. ‘Cristo é seu amigo sim, Ele ama até mesmo o pior dos pecadores.” O homem achou isso bom demais. “sabe porque”, disse ele, “toda a minha família me rejeitou; todos os meus amigos me abandonaram e ninguém se importa comigo”.   O Sr. Dawson falou com ele gentilmente e citou promessa após promessa do Senhor Deus – disse-lhe o que Cristo havia sofrido para lhe dar a vida eterna.

A princípio, seus esforços foram infrutíferos, mas finalmente a luz do evangelho começou a penetrar naquele coração, e o primeiro sinal foi que seu coração se dirigiu àqueles que o haviam ferido. E, meus amigos? como será? Esta é uma das primeiras indicações da aceitação de Cristo pelo pecador. Disse ainda: “Eu poderia morrer em paz agora mesmo se meu pai me perdoasse”. “Bem”, respondeu o homem de Deus, “irei ver seu pai e pedir perdão por você a ele”.

“Não, não”, foi a triste resposta do jovem, “você não pode se aproximar dele. Meu pai me deserdou; tirou meu nome dos registros da família; proibiu a menção de meu nome em sua casa por qualquer um da família ou dos empregados em sua presença, e não adianta nada ir lá falar com ele. “



No entanto, o Sr. Dawson obteve o endereço de seu pai e saiu dali para o outro lado da cidade, subiu os degraus de uma linda vila e tocou a campainha de um palacete.   Um criado muito chique atendeu à porta e o conduziu à sala de estar. Havia tudo naquela casa para conforto e luxo que o dinheiro poderia comprar. Ele não pôde deixar de contrastar a cena da pobreza naquele sótão com a cena da elegância luxuriante em todos os lugares ao seu redor. Um comerciante orgulhoso e de aparência arrogante entrou na sala e, quando se adiantou para cumprimenta-lo, o Sr. Dawson, disse assim: “Acredito que o Senhor tenha um filho chamado Joseph?” e o comerciante jogou a mão para trás e ficou parado. “Se você veio aqui falar deste renegado… – Não quero ouvir nada. – eu quero que você vá embora. Eu não tenho nenhum filho com esse nome. Eu o deserdei.

Se ele lhe falou alguma coisa, ele está apenas te enganando.”  – “Bem”, respondeu o Sr. Dawson, a princípio ele nem queria me ouvir e depois me pediu para não vir até aqui falar qualquer coisa sobre ele, porém… “ele ainda é seu filho agora, mas em breve não será mais, isso não deve demorar muito.”

O pai ficou parado por um minuto olhando para aquele homem, e então perguntou: “Joseph está doente?” “Sim”, foi a resposta, “ele está na hora da morte. Eu só vim pedir perdão por ele, para que ele possa morrer em paz. Eu não peço nenhum favor; quando ele morrer, nós cuidaremos de tudo. “

O pai colocou as mãos no rosto e grandes lágrimas rolaram pelo rosto, enquanto ele dizia: “Você pode me levar até ele?” Em pouco tempo, ele estava naquela rua estreita onde seu filho estava morrendo e, enquanto subia as escadas imundas, dificilmente parecia possível que o seu garoto estivesse em um lugar assim. Quando ele entrou no sótão, mal conseguiu reconhecer o filho, e quando se inclinou sobre ele, o garoto abriu os olhos e disse: “Ó pai, você pode … – você me perdoa?” e o pai respondeu: “Ó Joseph, eu o teria perdoado já há muito tempo, se você quisesse que eu assim o fizesse”.

Aquele homem altivo deitou a cabeça de seu menino em seu peito e o filho lhe contou o que Cristo havia feito por ele; como Ele perdoou seus pecados, trouxe paz à sua alma; como aquele Filho de Deus o havia encontrado naquele pobre sótão e fez tudo por ele.  O pai queria que o servo o levasse para casa.  – “Não, pai”, disse o menino, “tenho pouco tempo de vida e prefiro morrer aqui neste lugar”.   Ele ficou mais algumas horas ali e passou daquele sótão no “East End” para as colinas eternas do Senhor.



Conclusão: Aquele jovem pecador que fora altivo e orgulhoso no passado a ponto de perder toda sua dignidade, amigos e o amor e carinho de sua família, agora derrotado pelo pecado se julgava indigno de receber o perdão de alguém, nem mesmo do Senhor Deus, mas teve a oportunidade de acolher uma voz que lhe afirmou, que Deus o amava e lhe perdoava e assim ele aceitou o perdão de Deus e teve a oportunidade de se reconciliar com sua família e morrer em paz.



3 – Um Jovem inocente morre na cruz.

Falamos no início de três cruzes e três opções, ouvimos a seguir a história de dois jovens que estavam condenados à morte em virtude dos pecados que cometeram em vida e assim podemos comparar a mesma situação que aconteceu no Calvário quando dois ladrões condenados à morte se encontraram com Jesus que também compartilhava a mesma condenação, mas que porém não havia cometido nenhum crime e nenhum pecado.

Esta situação intrigou aqueles dois condenados, pois apesar de ser inocente e estar todo machucado, Jesus parecia não se incomodar com o fim que lhe esperava.

Um dos condenados percebeu a grandeza daquele homem e descobriu que ele sim era mesmo o Rei que tinha o poder para perdoar os pecados e transgressões e logo foi capaz de admitir seu erro e sua culpa ao mesmo tempo que pediu sua MISERICÓRDIA, já o outro permaneceu na sua arrogância e viu ali ao seu lado apenas um homem incapaz de vencer a morte que o aguardava.

Diferentemente daqueles dois ladrões, Jesus foi crucificado não por seus crimes, mas sim pelos crimes de seus perseguidores e inimigos, Jesus escolheu a Cruz não para condenar os outros e sim para morrer em favor dos outros, Jesus não foi pregado na Cruz como todos viram e testemunharam e sim subiu ali e ficou de braços abertos por sua própria vontade, pois todos nós sabemos que evitar a cruz dos homens seria a coisa mais fácil a se fazer por quem tinha todo o poder do universo a seu favor, tanto que Ele mesmo se referiu a isso quando disse a Pilatos que seu imenso exército de anjos poderia intervir e libertá-lo se assim fosse a sua vontade.

O nosso Rei e Senhor assumiu a nossa condenação para que assim todo homem fosse perdoado de seus pecados destruindo a distância entre Pai e filho e reaproximando nossos corações, assim podemos dizer que, Jesus perdoou todos os nossos pecados e nos deu a oportunidade de estarmos livres para uma nova vida, mas é claro, que somente aqueles que abrirem seus corações e aceitarem este “PERDÃO” poderá recebê-lo, o que nos leva a se lembrar das duas atitudes dos jovens condenados nas duas histórias anteriores.

Um, por ignorância e orgulho, não aceitou a carta que lhe concedia o “PERDÃO”.

O outro mesmo tendo o mesmo pecado, já não lhe afetava mais e agora sendo humilde estava disposto a tudo apenas para receber o “PERDÃO” de seu pai.

No fim, Jesus também morreu naquela cruz, porém não porque não obteve perdão de algo que não fez, mas para que todos pudessem ser perdoados de seus crimes e pecados.

Essas foram umas de suas últimas palavras:”


“Pai, perdoa-lhes;
Porque não sabem o que fazem”
São Lucas, 23,34



OUTRAS INDICAÇÕES SEMELHANTES


Jesus é Rei e Senhor
Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito

WALLPAPERS SOBRE O TEMA




Aquele que vem a mim não terá fome.



“Jesus disse: Eu sou o pão da vida;

aquele que vem a mim não terá fome.”

( São João 6, 35)



Cinco_paes


Esta frase nos faz lembrar que Jesus multiplicou cinco pães e dois peixes para alimentar uma multidão e que todos comeram até se fartar, também nos faz lembrar que durante quarenta anos o povo Judeu vagou pelo deserto, mas jamais lhes faltaram pão e água, pois o maná caia do céu todo santo dia e até mesmo a rocha sólida vertia água fresca para saciar a sede do povo de Deus.   Sabemos que na presença de Jesus ninguém poderia reclamar da falta de pão, porém, Hoje queremos falar de outro tipo de fome, que na verdade é bem mais comum do que parece. 


Todos nós, em alguma fase de nossas vidas, percebemos que existe um grande vazio dentro de nós. Uma sensação, comparativamente falando, de uma fome insaciável.

As soluções escolhidas para suprir essa necessidade que, quase sempre não entendemos o que realmente é, são diversas.

Algumas pessoas escolhem a caridade, outras apostam suas fichas em busca da saciedade em relacionamentos fúteis, realização profissional, posses, drogas. Enfim, as opções são as mais variadas.



Vazio_interior


Mas por que esse sentimento surge dentro de nós?

Segundo o que está escrito em (Gn 1, 26):  “Deus nos fez a Sua imagem e semelhança,” Ele colocou a Sua essência dentro de mim e de nós. O vazio que sentimos nada mais é que o resultado do afastamento entre Deus e o Homem, a separação que foi causada pelo pecado de cada um. (Rm 3, 23). É por Ele que, mesmo sem entender, ansiamos e buscamos.

Como disse o Salmista no Cap. 41:

2. Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por vós, ó meu Deus. 3. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus?

Também foi escrito pelo Profeta Amós 8, 11 e 12:

11. Virão dias – oráculo do Senhor Javé – em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor. 12. Andarão errantes de um mar a outro, vaguearão do norte ao oriente; correrão por toda parte buscando a palavra do Senhor, e não a encontrarão.

Mesmo sem entender a razão desta fome insaciável, é  fato que a palavra de Deus já havia declarado isto a muitos anos atrás e é bem certo de que quanto mais o homem se afasta de Deus e quanto mais nos se aproxima a segunda vinda do Senhor Jesus, esta fome só ficará cada vez mais evidente, no entanto a palavra também prevê que nos últimos tempos sobrevirão dias difíceis e que encontrar o verdadeiro alimento sólido capaz de saciar a nossa fome será uma missão impossível.  Em alguns lugares será por impedimento político, em outros por apostasia da Fé e já em outros por pura prática de mercenarismo mesmo e assim as pequeninas ovelhas do Senhor não encontrarão as pastagens verdejantes que antes eram tão abundantes e frescas.

Quando estas coisas começarem a acontecer, então compreenderemos o que Jesus realmente quis nos dizer quando proclamou estas palavras:

 “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome.”



Meu Pastor


“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue

Permanece em mim e eu nele.”



Naquele mesmo dia muitos dos discípulos de Jesus preferiram abandonar o discipulado e se afastaram do Mestre, foi aí então que Jesus proferiu o seu mais duro discurso finalizando com a pior de todas as propostas que já havia feito aos seus amados seguidores;  “Vós também quereis me abandonar?”, mas Jesus ouviu de Pedro a melhor de todas as respostas que se poderia ouvir; Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. Esta resposta confirma exatamente que reconhecemos que somente Jesus pode nos dar o alimento que sacia a nossa fome e tira o nosso vazio.

Como São Pedro, um dia também reconheceremos que Jesus é o único que pode nos saciar, dia após dia tirando o nosso vazio e então nos rendemos inteiramente diante aos seus pés como a mulher adultera.

No entanto, ao longo do tempo, muitos de nós já não sentiremos mais essa fome.

Podemos então perguntar, Seria isso normal ou não?

A verdade é que todas as vezes que fazemos uma refeição completa saciaremos provisoriamente a nossa fome e não definitivamente como alguns poderiam pensar, mas no caso de Jesus, muitas pessoas pensam que basta buscar esta plenitude uma única vez e depois deixam de procurar o Mestre e acabam se afastando ainda mais do verdadeiro caminho.

Talvez você discorde de mim e tenha pensado, “Nós só seremos completos e teremos nossa fome totalmente saciada no dia que estivermos com Jesus!”. E você está certo. Em I João 3, 2 lemos que só seremos plenamente semelhantes a Jesus quando Ele se manifestar. Então provavelmente você está se perguntando:

“Como então perdemos a nossa fome por Jesus?”.

Geralmente em festas e recepções os anfitriões servem petiscos antes do prato principal para que os convidados não fiquem com fome e muitos comem tanto que acabam ficando sem fome e não conseguem nem experimentar o prato principal da noite. Nós temos sido como esses convidados. Nos alimentamos de tantas outras coisas e acabamos não sentido fome pelo prato principal que é o próprio CRISTO ! Olha que eu não estou me referindo somente ao pecado, pois existem muitas outras coisas que podem, aparentemente, preencher o vazio e saciar a fome da nossa alma na hora errada nos impedindo de receber a melhor parte. A vida ministerial é um bom exemplo. O nosso chamado é algo de Deus, mas muitas vezes ocupa o lugar que era pra ser de Jesus. Passamos a acreditar que as coisas acontecem por nossa causa e, muitas vezes, nos tornamos independentes de Deus.

Um dia Jesus disse: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome.” (São João 6, 35). Ir até Jesus remete-nos a uma idéia de prática contínua, ininterrupta. Se não buscarmos ao Senhor todos os dias passaremos a saciar a nossa fome com aquilo que a nossa carne deseja e não com o que Jesus nos oferece. Como o Padre Léo nos relembra sempre, “Buscai as coisas do Alto… e não às da terra .” e assim como São Paulo já nos ensinava, o nosso objetivo é alcançar o céu e não apenas uma simples coroa corruptível aqui na terra, mas muitos de nós tem trocado o céu prometido por Jesus por coroas, dinheiro, posição hierárquica, honras e glórias terrenas que não passarão de sete palmos abaixo da planta de nossos pés.

Se essa tem sido a sua realidade, faça todos os seus apetites se submeterem a vontade de Deus. Esforce-se ao Maximo como São Paulo descreve a rotina da vida de um atleta se preparando para uma grande maratona, pois precisamos estar preparados todos os dias para vencer todas as barreiras que batem à nossa porta.

A oração e o jejum são a melhor dupla para que façamos isso! A Bíblia diz que o pecado não terá domínio sobre nós (Rm 6,14), então você pode escolher aquilo que irá te alimentar e aquilo que saciará a sua fome.

Qual tem sido o tamanho da sua fome por Jesus?

Ele realmente é o pão da vida para você?

Ele é aquele que possui palavras de vida eterna?

Você pretende seguir Jesus até a morte de Cruz ou esta palavra é dura demais para suportar?

Sabemos pelas escrituras sagradas que somente quatro pessoas próximas a Jesus estavam com Ele no momento de sua morte na Cruz; sua mãe, sua tia, Maria Madalena e São João o discípulo mais jovem.  Os outros estavam com medo e não foram capazes de segui-lo nem mesmo até à cruz como poderiam assumir esta cruz como Ele assumiu por amor a nós?

Toda essa história mudou quando todos os Discípulos saciaram a sua sede de Deus ao receberam a plenitude da promessa do Pai em Pentecostes (Atos 2, 1) e assim como a Samaritana receberam a água viva que se tornou uma fonte a jorrar pela vida eterna sendo totalmente transformados em novas criaturas conforme a imagem do Cristo filho do Deus vivo.


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Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.     (São João 6,51)


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O Amor é o Bem Maior.


É difícil ficar indiferente a esta passagem do evangelho se confrontarmos com a sinceridade de nosso coração. (São Marcos, 10, 17 a 27)


17. Tendo ele saído para se pôr a caminho, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: “Bom Mestre, que farei para alcançar a vida eterna?” 18. Jesus disse-lhe: “Por que me chamas bom? Só Deus é bom. 19. Conheces os mandamentos: não mates; não cometas adultério; não furtes; não digas falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe.” 20. Ele respondeu-lhe: “Mestre, tudo isto tenho observado desde a minha mocidade.” 21. Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: “Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me. 22. Ele entristeceu-se com estas palavras e foi-se todo abatido, porque possuía muitos bens. 23. E, olhando Jesus em derredor, disse a seus discípulos: “Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!” 24. Os discípulos ficaram assombrados com suas palavras. Mas Jesus replicou: “Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas! 25. É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus.” 26. Eles ainda mais se admiravam, dizendo a si próprios: “Quem pode então salvar-se?” 27. Olhando Jesus para eles, disse: “Aos homens isto é impossível, mas não a Deus; pois a Deus tudo é possível.


Gravuras do evangelho o novo testamento 244 Cristo e o Jovem Rico

Gravuras do evangelho o novo testamento 244 Cristo e o Jovem Rico


LIBERTE-SE AGORA MESMO !



Ninguém pode duvidar das boas intenções deste jovem que se aproximou de Jesus para fazer uma pergunta: “Bom Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?” (Marcos 10.17). Como Marcos nos escreve, é claro que o coração tinha necessidade de alguma outra coisa a mais em sua vida, é fácil supor que, como um bom israelita sabia muito bem o que a lei diz sobre isso, mas por dentro havia uma preocupação, um preciso ir mais além e, portanto, desafia Jesus.

Em nossa vida cristã diária, devemos aprender a superar essa visão que reduz a fé a uma mera questão de cumprimento de obrigações relacionadas à lei. A nossa fé é muito mais do que isso. É um compromisso de coração a alguém, que é Deus. Quando colocamos o nosso coração em alguma coisa, vai também a nossa vida e, no caso da fé, precisamos superar muita coisa para, em seguida, mantermos um compromisso mais sério com Deus, mas parece que hoje em dia aos crentes preferem mesmo é afrouxar as amarras deste compromisso lenda uma vida cristã no meio termo. Quem ama não se conforma com qualquer coisa. Quem ama procura um relacionamento pessoal sério, íntimo, se compromete com os detalhes e leva todos a oportunidade de crescer no amor. Aqueles que amam a Deus de verdade é dado a plenitude do seu amor.

Na verdade, a resposta de Jesus à pergunta do jovem é uma porta de entrada para o dom total do AMOR: “Vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres (…), depois vem e segue-me” (Mc 10, 21) . Não é um aniquilar-se só porque é doado o que se tem, mas é uma descoberta do que seja uma expressão genuína de amor. Abramos, então, os nossos corações para o amor presente. Vamos viver o nosso relacionamento com Deus em que a chave da Salvação. Oração, serviço, trabalho, louvor, sacrifício… Tudo isso são formas de dar e se doar, portanto, formas de amor.   O Senhor busca em nós não somente um coração justo e sincero, mas também um coração amoroso e generoso, aberto às exigências do amor exemplo Maximo do sacrifício de Cristo por nós na cruz. Porque, nas palavras de João Paulo II “o amor que vem de Deus, amor terno e esponsal é uma fonte de exigências profundas e radicais.”

(Joaquim P. PETIT Llimona L.C. – Evangeli.net)



O modelo e a caricatura.


Pensar como Jesus Pensou 08.08.2011, Programa de Padre Zezinho na Rede Aparecida



Padre Zezinho fala sobre acolhida ao próximo e fala sobre a história de Jesus seu amor e sua acolhida ao irmão, mas sobretudo ele fala sobre aqueles que dizem que são Cristãos e se esquecem que a palavra Cristão significa exatamente fazer e executar tudo aquilo que Jesus Cristo fazia neste mundo.

Se esquecer deste detalhe primordial da religião Cristã pode  surpreender muitos pregadores, pastores e profetas que serão pegos de calças na mão e sem oleo de reserva para sua lamparina.

A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.

(Romanos 13,12)



Caricatura de Profeta

Pensar como Jesus Pensou 09.08



A Pessoa Plena

Pensar como Jesus Pensou 10.08.2011




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REDE APARECIDA

Você em boa companhia
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FRANCISCO E CLARA NAMORO

Eu sou Tua ovelha Senhor.


 

Ágape – Novo Livro de Padre Marcelo Rossi


ÁGAPE ( O Bom Pastor )

Padre Marcelo Rossi



Senhor,

Tu és o Bom Pastor.
Eu sou a Tua ovelha.

Em alguns dias, estou sujo;
Em outros estou doente.
Em alguns dias, me escondo;
Em outros, me revelo.

Sou uma ovelha ora mansa, ora agitada.
Sou uma ovelha ora perdida, ora reconhecida.

Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Eu conheço a Tua voz.
É que às vezes a surdez toma conta de mim.

Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Não permita que eu me perca,
que eu me desvie do Teu rebanho.

Mas se eu me perder, eu Te peço, Senhor, Vem me encontrar.

Amém.



ORAÇAO DO BOM PASTOR LIVRO AGAPE


PADRE MARCELO ROSSI

Em seu livro Ágape, com prefácio de Gabriel Chalita, o sacerdote católico tece suas reflexões sobre passagens do Evangelho de São João e convida o leitor a enveredar por inspiradas orações.Os dicionários definem a palavra “ágape” como a refeição promovida pelos primitivos cristãos a fim de celebrar o rito eucarístico. O rito confraternizava ricos e pobres em torno de ideais como amizade, caridade, amor. Em Ágape, livro lançado pela Editora Globo, padre Marcelo Rossi retoma e amplia o sentido original do conceito: “Ágape é uma palavra de origem grega que significa o amor divino. O amor de Deus pelos seus filhos. E ainda o amor que as pessoas sentem umas pelas outras inspiradas nesse amor divino”, assinala no texto de introdução do volume.

Com abordagem de comunicação moderna, original e leve, padre Marcelo leva conforto espiritual e ensinamentos da Igreja Católica para milhões de brasileiros por meio de programas de rádio e TV. O estilo claro, direto e sereno que o transformou em fenômeno midiático está impregnado, agora, em Ágape, obra literária em que o autor apresenta trechos selecionados do Evangelho de são João e os reinterpreta à luz do significado do amor divino no mundo contemporâneo.

Madre Teresa de Calcutá e Zilda Arns são alguns exemplos evocados pelo sacerdote para ilustrar as manifestações do ágape, seja pela via da caridade, seja na forma do amor ao próximo, sem exigências nem cobranças. O amor ágape, salienta o autor, não é contemplativo nem se encerra no indivíduo, mas exige ação pessoal e ação interpessoal.

Mais do que se apresentar como estudo teológico sobre os escritos narrados pelo apóstolo, o livro tem explícita intenção oracional. Nesse sentido, trata-se de um diálogo entre o autor, na condição de padre, e seus filhos em busca da boa palavra. Cada capítulo do volume se encerra com uma oração envolvendo os temas ali examinados pelo autor, como a convidar os leitores para um momento de introspecção e de acolhimento das mensagens de Jesus segundo são João.

A escolha do Evangelho de são João entre tantas outras possibilidades dentro da Bíblia é justificada por padre Marcelo pela beleza da estrutura literária e pela impressionante delicadeza com que são descritos os momentos da vida de Jesus – como se o apóstolo não se contentasse em apenas narrar os fatos, mas quisesse nos trazer para dentro da situação descrita. Compartilhar a beleza das narrações do evangelista com os leitores é outro dos objetivos declarados do autor, que busca, com Ágape, incentivar cada vez mais a leitura da Palavra de Deus.


Padre Marcelo Rossi se encontra com o Papa Bento XVI.


No prefácio escrito para a obra, Gabriel Chalita acrescenta: “O convite que padre Marcelo nos faz com este livro é exatamente este, que sejamos bons! Que a leitura de trechos da vida de Jesus nos ajude a compreender melhor esse Homem extraordinário que foi capaz de superar a lei e apresentar a razão da própria lei: a pessoa humana. Jesus surpreendeu e surpreende. Seu olhar apaixonante nos impulsiona a desacreditar de teses que nos apresentam um mundo mesquinho, materialista, egoico.”


Título: Ágape
Autor: Padre Marcelo Rossi
Gênero: Religioso
Editora: Globo
Formato: 13,7 x 20,8 cm
Número de páginas: 128
Site: http://www.globolivros.com.br/

ORAÇAO DO BOM PASTOR LIVRO AGAPE


Chamados_Comunicar Sou_tua_ovelha_Senhor Ouvir_o_bom_pastor


Eu Não disse Sim a Jesus !




Um jovem tinha tudo para ser mais um daqueles que um dia seriam conhecidos como apóstolos e colunas da Santa Igreja, mas a ultima vez que o vimos foi quando se afastava de Jesus demonstrando um olhar muito triste.


Gravuras do Evangelho o novo testamento 244 Cristo e o Jovem Rico


Isto é Vocação ?



Hoje, 02/08/08 a homilia de Pe. Augusto no final do encontro de jovens, me fez lembrar do jovem rico, para quem não conhece esta história, podemos dizer que este jovem foi um daqueles que Jesus chamou para segui-lo, mas que não disse Sim a Jesus, preferiu voltar para sua casa e suas posses.

A história nos diz que ele era um jovem muito religioso e fiel a todos os mandamentos da lei, ou seja era uma pessoa integra e correta, no entanto não disse Sim a Jesus.

Isto quer dizer então que ele não foi salvo e era na verdade um pecador ?

   Não, não podemos afirmar isto, mas podemos dizer que ele perdeu a melhor parte, que afinal de contas, sempre foi estar ao lado de Jesus.    A história de Marta e Maria retrata bem este fato, quem em nossos dias atuais não quereria trocar pelo menos duas palavras com o Mestre, bastaria dizer que Jesus estaria em tal lugar a tal hora para que este local ficasse abarrotado de gente, era assim que acontecia quando Jesus realizava seus prodígios no passado e continua assim quando Ele realiza milagres em nosso meio.

Pe. Augusto nos contava que:

Quando ainda era um seminarista, ele era o motorista da Kombi que levava os outros seminaristas para o local das aulas, e que esta Kombi não estava lá muito boa.   Um certo dia a kombi quebrou e ele ficou na beira do caminho com o carro parado enquanto que os outros seguiram seu destino.    Enquanto aguardava o socorro, chegou um homem aparentando muito doente e fraco e lhe disse:

– Oi Seu Padre.

– Eu Não sou Padre, sou apenas um seminarista.

-Tudo bem seu Padre, mas eu preciso que o Sr. me arrume um dinheiro prá…

-Mas eu já lhe disse, que não sou Padre, sou um seminarista e não tenho dinheiro algum comigo, estou apenas aguardando socorro para a kombi que se quebrou.

Mas o homem tratou de continuar explicando sua necessidade.

-Pois, é, eu preciso de um dinheiro para pagar a prestação do meu plano funerário, que está atrasado, na verdade eu preciso de mais dinheiro para comprar remédio para me tratar da AID’S, mas se pagar o plano funerário já esta bom.

O Seminarista dialogando com ele, tentou compreender o problema daquele homem.

No que ele lhe disse:

– Quando eu tinha mais ou menos a sua idade, quando ainda participava de grupos de jovens na Igreja, um  dia eu senti o chamado de Jesus bem forte em meu coração para um comprometimento maior e mais sério com Ele, no entanto, eu tinha um sonho de ser caminhoneiro e acabei optando por seguir este meu sonho.   Cresci e me tornei um motorista que vivia na estrada, sem compromissos fixos com a Igreja, isto me afastou de Deus e a estrada me aproximou de situações inesperadas que me levaram a me envolver com o pecado pesado.   Diversas Mulheres, prostituição, bebida, drogas e etc.     O pecado já era comum em minha vida e eu nem percebia o que estava acontecendo comigo, até que  um certo dia descobri que estava com AID’s, então perdi a saúde, a alegria, o emprego e a minha vida agora é apenas uma contagem regressiva, por isso, como eu não tenho mais nenhuma esperança nesta vida que ainda me resta, preciso pelo menos manter o meu carnê em dia, para garantir que eu seja enterrado com dignidade.

– Esta história realmente foi uma surpresa para o seminarista, que tanto sofreu para estar ali tentando seguir seu caminho até o Sacerdócio.

Por mais difícil que pareça para um Jovem dizer sim a Jesus, afinal de contas serão muitos sonhos a serem abandonados para que este novo sonho seja realizado plenamente, mesmo assim dizer Sim não seria uma opção tão ruim ou até talvez seja a melhor opção.

Na verdade era isto que este homem estava dizendo ao afirmar que sua escolha não fora afinal de contas uma opção acertada, e que, quem sabe, se ele tivesse ouvido o chamado de Jesus naquele dia, hoje pelo menos ainda estaria vivo e com uma boa esperança de vida eterna.

Quando o chamado de Jesus é verdadeiro, não há como fugir, não há como fingir que não escutou e mesmo que você diga não, seu coração sempre baterá mais forte quando se lembrar daquele momento decisivo.

Como se chamava mesmo o Jovem rico ?

Porque será que ninguém sabe o seu nome ?

Se ele tivesse aceitado o chamado de Jesus, certamente seu nome estaria escrito na Bíblia, quem sabe até sendo o autor de um dos 5 evangelhos.

Esta mesma voz de Cristo ainda hoje ressoa em nossos ouvidos:


Ordenação em Roma, no Centro de Estudos Superiores da Legião de Cristo, pelo Cardeal Rivera, da Cidade do México. http://blog.veritatis.com.br/2007_03_01_archive.html


Quanto a Você, deixe tudo, venha e siga-me…

Vocação na verdade é assumir uma decisão de seguir a Jesus e viver a sua vida e não mais a minha, esta decisão não implica que eu me torne um Sacerdote ou uma Freira, nem mesmo um monge enclausurado no alto de uma montanha.   Dizer Sim a Jesus implica em deixar que Ele conduza a sua vida, de forma que ela gere mais vida e mais amor para aqueles que morrem no desespero porque não encontram mais sentido em suas vidas medíocres.

Da mesma forma que Deus precisa de Sacerdotes como pastores para as ovelhas de seu rebanho, ele também precisa de ovelhas que gerem outras ovelhas para este mesmo Rebanho, afinal de contas por melhor que seja o Pastor e salve suas ovelhas retirando-as da boca do Leão e do Lobo feroz “Como fez o Rei Davi” ele jamais poderá gerar ovelhinhas para o seu rebanho crescer, por isso um bom cristão deve gerar outros bons Cristãos que caminham e vivam na presença de Jesus e não gerar lobos e leões que vivam à espreita nos caminhos escuros deste mundo prontos para devorar as ovelhinhas perdidas.

É nisto que se resume o nosso Sim a Jesus, um sim perfeitamente plausível, que na verdade nada mais é do que um Não ao pecado que nos afasta de Deus nos levando a morte eterna.

O homem donte seguiu sua história e certamente hoje não está mais entre os vivos e o Seminarista continuou seu caminho e hoje é um Sacerdote que nos ajuda a seguir nossos caminhos na presença de Deus dizendo Não a todo pecado que nos afasta da fonte da água viva que é Jesus.


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Um testemunho do poder de Deus.



“Deus nos leva por caminhos inesperados, e o que não prevíamos para nossa vida, talvez seja exatamente a missão que Ele tenha reservado para nos oferecer.”


Testemunhos[1]



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Estava Eu visitando alguns blog’s “Radicais”, quando encontrei um ótimo comentário sobre o tema que estava exposto no Post, no entanto, este mesmo comentário foi largamente criticado e não pouparam elogios negativos ao Anônimo.

De certa forma, eu fiz um comentário semelhante em confirmação ao mesmo anterior do “Anônimo”, quando fizeram a minha pessoa o mesmo tipo de elogios negativos, inclusive me chamando de covarde pensando que eu fosse o mesmo Anônimo anterior. Este “Anônimo”, retornou outro comentário em minha defesa e se identificou como um ex. Católico, sendo isto o suficiente para que o menosprezassem de todas as formas possíveis. Então entrei com um novo comentário, pedindo um pouco mais de respeito com as pessoas, mesmo que fossem elas Católicas ou ex. Católicas e acrescentei que era por esse tipo de comportamento de certas pessoas que se dizem Católicas é que muitas pessoas se afastam da Igreja chateadas e magoadas e acabam se tornando protestantes. Mas que neste caso, deveríamos acolher os nossos irmãos com amor e carinho, mesmo que estivessem afastados, pois quem sabe? Seria esta a chance que os traria de volta ao seio da Igreja.

Dirigi-me então ao comentarista “Anônimo identificado como ex. Católico”, Fiz lhe um convite para que retornasse à Igreja Católica, que a RCC o acolheria de braços abertos, mesmo sem saber de onde ele era ou qual seria sua situação religiosa no momento ou se realmente em sua cidade haveria um Líder Católico com o coração aberto para acolher uma pessoa nesta situação, sabendo como reconduzi-lo ao seio da Igreja.

Para minha surpresa ele respondeu dizendo que não havia se afastado da Igreja por motivos de fé, mas porque Deus havia revelado este desejo em sua vida, e anos depois, situações em sua vida o conduziram a este destino, sendo que não guarda mágoa e nem preconceito contra a Igreja Católica e ainda mantém amizade com seus amigos e parceiros de trabalho nos grupos que participou.

Mas o que eu gostaria de ressaltar não seria estes detalhes, mas o que aconteceu na vida particular deste filho de Deus, testemunho que ele me contou no outro Blog e que eu copiei antes que fosse deletado, afinal de contas era um testemunho recente de apenas um més, mesmo sendo de outra religião ressalta apenas o poder de Deus agindo através da união na oração de intercessão de irmãos de varias denominações sem preconceitos e sem divisões.

Este post não tem por objetivo ressaltar denominações religiosas, mas somente o Amor de Deus que atua sem preconceitos entre seus filhos, que participam de várias denominações diferentes e que um dia estaremos todos juntos diante do único e verdadeiro Pastor que é Jesus, o filho de Deus assentado no trono do grande julgamento.

Veja seu testemunho imparcial,

Para honra e glória do nome de Deus.

Anônimo disse…

Presente para você, agradeço a oferta, não querendo desmerecê-lo, mais acredite, estou melhor agora. Na verdade, deixei o Romanismo não por influência direta dos protestantes, pois eles não têm o poder de convencer ninguém de seus erros, mais por um grande milagre realizado em minha família. Na época, há 21 anos, ainda era católico romano e praticante, e como tal, odiava os protestantes com ódio mortal.

Uma noite, após voltar da novena, ainda era solteiro, e, depois de rezar, tive uma visão estando acordado e lúcido. Nesta visão eu me via com a Bíblia em mãos, pregando o Evangelho em uma igreja evangélica. Essa visão durou cerca de 5 minutos e depois desapareceu. Fiquei atônito com aquilo e voltei a rezar pedindo a Deus esclarecimento. Fiquei com medo de a resposta de Deus ser que eu devia ser protestante. Não contei nada a ninguém e nem ao padre. Então, os anos passaram e eu casei-me e constitui família, mais nunca me esquecendo daquela visão. Continuei exercendo minhas funções na paróquia como um bom católico.

Nesse intervalo de tempo passei a estudar a bíblia com dedicação e, quando nasceu o meu segundo filho veio a confirmação do que Deus queria de mim. Aos seis meses de vida ele foi acometido de uma infecção intestinal que o levou a passar por dois hospitais públicos e por fim, um particular. A medicina decretou sua enfermidade sem solução e que ele não tinha nenhuma chance de sobreviver. Envidei todos os esforços pra salvar o meu filho. Gastei o que não tinha e rezei para todos os santos que eu possuía em minha casa e os devotava, mas foi tudo em vão. Então, no último momento, quando o meu filho já dava os últimos sinais de vida, Deus faz a sua parte. Chegam ali três senhoras evangélicas e, vendo a situação do menino e sabendo que eu era Católico romano, pediram minha permissão para interceder por ele. Eu não aceitei de início, mais depois vendo que não tinha nada a perder mesmo, pois meu filho já estava morrendo, então eu permiti a oração. Naquele momento vi todo o meu conceito a respeito dos protestantes cair por terra junto com o meu orgulho. Deus realizou um milagre diante de meus olhos, curando o meu filho instantaneamente. Naquela hora o Espírito Santo tomou conta do meu ser verdadeiramente e eu caí prostrado ante a majestade de Deus, tendo também a minha vida transformada.

Esse fato se deu no dia 29 de julho de 1987, às 21:15 horas. Minha esposa recebeu o batismo com o Espírito Santo e hoje somos uma família feliz a serviço do reino de Deus. Sou dirigente de congregação e usufruo do respeito e amizade de todas as pessoas de minha comunidade, inclusive dos irmãos católicos, que por inúmeras vezes vão até a igreja que eu administro para visitarem e pedirem orações em seus favores.

No início deste ano tive a perda da minha visão por decorrência de uma diabetes. Segundo a medicina a diabetes não tem cura e desencadeia uma série de problemas na pessoa, inclusive a cegueira, como eu fui vítima. O oftalmologista ao analisar o meu problema decretou: o caso é irreversível. Como sou muito conhecido na comunidade, o fato logo ficou conhecido de todos. Católicos e as várias denominações evangélicas fizeram corrente de oração ao meu favor. No dia 07 de março de 2008, no mês passado, Deus ouviu as orações dos irmãos e me curou instantaneamente devolvendo a minha visão e curando-me da diabetes. Hoje leio a bíblia sem precisar de óculos, pois o que Deus faz é bem feito. Não tomo mais nenhuma espécie de medicamento para controlar o diabetes, pois o nível de açúcar no meu sangue está normal. Ontem o médico que acompanha o meu caso veio visitar-me e disse que nunca viu acontecer algo semelhante durante toda a sua vida profissional.

Quero dizer com isso o que Pedro sentiu quando visitou Cornélio em Cesaréia (Atos 10). Pedro, por ser judeu e discípulo de Jesus, achava que somente eles eram os merecedores das bênçãos de Deus e da salvação. Quando ele testemunhou a salvação de Cornélio e sua família e também o batismo com o Espírito Santo sobre uma pessoa até então considerada por Pedro imunda e indigna, pelo fato de não ser judia, Pedro caiu em si e disse: “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” (Atos 10.34,35).

Se Deus que é Santo e Justo não faz acepção de pessoas, porque a sua igreja que é a coluna e apoio da verdade e a sua única representante legal aqui na terra o deverá fazê-lo?

Termino dizendo que não seremos aceitos diante de Deus por placa de igreja ou pelo número de fiéis, mais por nossa caridade e fraternidade com aqueles que foram feitos a imagem e semelhança d’Ele.

João, o discípulo amado ensina a igreja dizendo: “E agora, senhora, rogo-te, não como se escrevesse um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros” (II João 1. 5).

E, quando Jesus voltar para reinar Ele, antes de tudo, fará a grande separação: “E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes das ovelhas; “E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo (Mateus 25. 32, 33, 34)… …”Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;” (Mateus 25 : 41).

“Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim (Mateus 25. 45).

Será que esses “pequeninos” são aqueles que fazem parte da nossa igreja somente?

Reflita: DE QUE LADO VOCÊ QUER ESTAR ?

Do lado de Deus ?

ou do lado de seu inimigo ?

Deus os abençoe!

Ex-Católico Romano.
23 de Abril de 2008 06:4
8

Este Testemunho foi dirigido à minha pessoa, que fiz uma oferta de acolhimento a este anônimo que eu não sabia quem era, porém foi escrito em um blog tremendamente preconceituoso, tanto é que ele foi apagado imediatamente ao ser lido pelo “moderador do Blog”, porque estes jamais aceitarão a unidade dos filhos de Deus porque se julgam os únicos e verdadeiros salvos por Deus. São Paulo escrevendo aos Corintios fala claramente sobre isso:

Se eu não tiver Amor,

Nada disso me adiantará…” (leia)

Seremos salvos na medida da nossa resposta ao Amor de Deus, se amarmos nosso irmão como Jesus nos amou, será o suficiente para garantir um bilhete de entrada no céu, porém se amaldiçoar-mos até mesmo o nosso inimigo estaremos nos desviando do caminho que nos leva a salvação eterna.

Mais um Conselho de São Paulo:

Aquele que está de pé, cuide-se para que não caia…




Haverá um só rebanho e um só Pastor.


Um assunto muito controvertido nos dias de hoje, se bem que, quando a Igreja começou, tinha como objetivo se tornar universal abrangendo todas as pessoas deste planeta, mas o que se assiste hoje nesta terra são ovelhas espalhadas por todos os lados, afastadas, desgarradas, machucadas, feridas, famintas, desunidas, concorrentes e algumas nem se parecem mais com ovelhas se assemelhando mais a lobos vorazes.


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Mediante esta situação

O que nós poderíamos fazer ?

Jesus, é o Bom Pastor.


Que vos parece? Um homem possui cem ovelhas: uma delas se desgarra. Não deixa ele as noventa e nove na montanha, para ir buscar aquela que se desgarrou? (São Mateus 18,12)

Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor. (São João 10,16)

Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. (São Mateus 25,32)

Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. (São Marcos 6,34)


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12 – Haverá um só rebanho e um só pastor.



“Tenho ainda outras ovelhas que não são deste rebanho; também a elas eu devo conduzir: e elas escutarão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor” (Jo 10,16).



A ovelha, um animal macio no corpo e na lã, é chamada em latim “óvis”, de oblação, oferta, porque no início não se ofereciam em sacrifício touros e sim ovelhas.

Ovelhas são os fiéis da Igreja de Cristo que todos os dias sobre o altar da paixão do Senhor e no “sacrifício” do coração arrependido oferecem-se a si mesmos qual hóstia pura, santa e agradável a Deus. “Tenho outras ovelhas”, isto é, os gentios, os pagãos, “que não são deste rebanho”, não são do povo de Israel; “também a estas eu devo conduzir” por meio dos apóstolos e “haverá um só rebanho e um só pastor”. E esta é a Igreja reunida e formada por ambos os povos. Esta é a mulher de que fala o Apocalipse; “Apareceu no céu um sinal grandioso: uma mulher vestida de sol, com a lua sob seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava pelas dores e trabalho de parto” (Ap 12,1-12). Sentido alegórico. Esta mulher representa a Igreja que de bom alvitre é chamada “mulher”, porque fecunda de muitos filhos que gerou pela água e pelo Espírito Santo. Esta é a mulher vestida de sol . O sol é assim chamado por que ele aparece sozinho, depois de ter obscurecido com o seu fulgor todas as demais estrelas. O sol é Jesus Cristo! Ele habita numa luz inacessível cujo esplendor vela e obscurece os frágeis raios de todos os santos, se forem comparados a Ele, porque “não há santo como o Senhor” (1R 2,2). Diz Jó: “Mesmo que eu me lavasse com as águas da neve e minhas mãos brilhassem como nunca, assim mesmo tu me jogarias no lodo e minhas próprias roupas teriam horror de mim (Jó 9,30-31).

Nas águas da neve é representada o arrependimento das lágrimas e nas mãos que brilham a perfeição do agir. Diz, pois: mesmo se eu me lavasse com as águas da neve, isto é, do arrependimento, e minhas mãos brilhassem com o esplendor de uma conduta perfeita, mesmo assim me jogarias no lodo, isto é, me farias ver que sou ainda sujo e teriam horror de mim, isto é, me tornariam abominável, as minhas vestes, quer dizer, as minhas qualidades ou os membros do meu corpo, se quisesses tratar-me com rigor: mas, ajuda-me, tu, ó Senhor! Diz Isaías: “Todos nós nos tornamos sujos”, isto é, como um leproso; “todas as nossas justiças são como o pano de mulher menstruada; todos nós caímos como folhas e as nossas maldades nos levaram como vento” (64,6). Por isso o único bom, o único justo e santo é aquele sol de cuja fé e de cuja graça a Igreja é vestida. “E com a lua sob seus pés”. A lua, por causa das variações de seu aspecto. Está indicando a instabilidade da nossa mísera condição. Daqui o dito: “O jogo de sorte muda que nem a lua: cresce e diminui, nunca fica a mesma”. Por isso o Eclesiástico diz: “O estulto muda como a lua” (27,12). O estulto, isto é, o seguidor deste mundo, passa dos “chifres” (forma da lua no primeiro e último quarto) da soberba à “forma arredondada” da concupiscência carnal e vice-versa. Esta inconstante prosperidade das coisas caducas deve ser posta sob os pés da Igreja. Os pés da Igreja são todos os prelados que devem conduzí-la como os pés conduzem e sustentam o corpo. E sob estes pés devem ser pisados como esterco todas as coisas temporais. Por isso lemos em Atos: “Todos os que possuíam campos ou casas os vendiam, traziam a importância daquilo que tinha sido vendido e a depositavam aos pés dos Apóstolos” (4,34) porque consideravam como esterco todas aquelas coisas. “Tinha sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas”. As doze estrelas são os doze Apóstolos que iluminam a noite deste mundo. “Vós sois – diz o Senhor – a luz do mundo” (Mt 5,14). A coroa, assim chamada porque é como uma roda em volta da cabeça, de doze estrelas é a fé dos doze apóstolos; e é coroa porque não tolera acréscimo ou diminuição, como todo círculo: e isso porque é completa e perfeita.

          A Igreja tem filhos, concebidos como a semente da palavra de Deus, grita pelas dores nos penitentes e sofre no parto pelos esforços de converter os pecadores. Por isso ela, com as palavras de Baruc, diz:

“Fui deixada sozinha; me despojei da estola da paz e me vesti com o saco da súplica e gritarei ao Altíssimo por todos os meus dias. Animai-vos, filhos, gritai ao Senhor e ele vos livrará das mãos e do poder dos inimigos. Ele vos fez partir no luto e no choro, mas vos reconduzirá a mim, o Senhor, na alegria e exultação” (4,19-23).

E isto acontece no dia das Cinzas quando os penitentes são convidados a ficarem fora da igreja e no dia da Ceia do Senhor quando são ali acolhidos. Sentido moral. “Uma mulher vestida de sol”. É a alma fiel de quem diz Salomão: “Quem encontrará uma mulher forte? Seu valor é como aquele das coisas trazidas de longe e da extremidade da terra” (Pv 31,10). Feliz a alma que, revestida pela força do alto, resiste impávida na adversidade e na prosperidade e derrota com coragem os poderes do ar. O valor, o preço desta mulher foi Jesus Cristo que por sua redenção veio de longe; do seio do Pai, em sua divindade e da extremidade da terra, quer dizer, de parentes paupérrimos, em sua humanidade. Ou ainda: por “preço” entendam-se as virtudes. Com este preço se é resgatado, redimido. Diz Salomão: o resgate do homem são suas riquezas (Pv 13,8), isto é, as virtudes (riquezas espirituais) . As virtudes vêm de longe, isto é, do alto; os vícios, ao invés, são nossos familiares, porque provêm de nós mesmos. Esta mulher é vestida de sol. Observe-se que no sol existem três qualidades: candura, esplendor e calor. Na candura é significada a castidade, no esplendor a humildade e no calor a caridade. Com estas três virtudes se confecciona o manto da alma fiel, da esposa do celeste esposo. Sobre este manto diz Booz a Rute: “Alarga o manto com que te cobres e segura-o com todas as duas mãos. Ela o estendeu e o segurou estendido e ele colocou seis medidas de cevada e pôs-lhe nos ombros” (Rt 3,15). Booz quer dizer “forte”, Rute “que se vê e tem pressa”. Vejamos o significado da extensão do manto, as duas mãos e as seis medidas de cevada. Rute é a alma que, vendo a miséria deste mundo, a falsidade do diabo, a concupiscência da carne, apressa-se na direção da glória da vida eterna. Alarga este manto quando atribui não a si mas a Deus a sua castidade, a humildade e a caridade e mostra estas virtudes unicamente para a edificação do próximo. E, para não perdê-las, segura-as com as duas mãos, isto é, com o temor e com o amor de Deus. Nós Vos pedimos, Senhor Jesus, Vós que sois o bom pastor: Guardai-nos como vossas ovelhas, Defendei-nos dos mercenários e do lobo E coroai-nos no vosso Reino Com a coroa da vida eterna. Dignai-vos conceder-nos Vós que sois bendito, glorioso, E digno de louvor por todos os séculos do séculos. E toda ovelha, E toda alma fiel diga: Amém. Aleluia!

(Sermões, vol. I, p. 272 e ss, Ed. Mess. Padova, 1979 –
II Domingo de Páscoa)
Tradução: Frei Geraldo Monteiro, OFM Conv


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