Eu sou Tua ovelha Senhor.


 

Ágape – Novo Livro de Padre Marcelo Rossi


ÁGAPE ( O Bom Pastor )

Padre Marcelo Rossi



Senhor,

Tu és o Bom Pastor.
Eu sou a Tua ovelha.

Em alguns dias, estou sujo;
Em outros estou doente.
Em alguns dias, me escondo;
Em outros, me revelo.

Sou uma ovelha ora mansa, ora agitada.
Sou uma ovelha ora perdida, ora reconhecida.

Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Eu conheço a Tua voz.
É que às vezes a surdez toma conta de mim.

Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Não permita que eu me perca,
que eu me desvie do Teu rebanho.

Mas se eu me perder, eu Te peço, Senhor, Vem me encontrar.

Amém.



ORAÇAO DO BOM PASTOR LIVRO AGAPE


PADRE MARCELO ROSSI

Em seu livro Ágape, com prefácio de Gabriel Chalita, o sacerdote católico tece suas reflexões sobre passagens do Evangelho de São João e convida o leitor a enveredar por inspiradas orações.Os dicionários definem a palavra “ágape” como a refeição promovida pelos primitivos cristãos a fim de celebrar o rito eucarístico. O rito confraternizava ricos e pobres em torno de ideais como amizade, caridade, amor. Em Ágape, livro lançado pela Editora Globo, padre Marcelo Rossi retoma e amplia o sentido original do conceito: “Ágape é uma palavra de origem grega que significa o amor divino. O amor de Deus pelos seus filhos. E ainda o amor que as pessoas sentem umas pelas outras inspiradas nesse amor divino”, assinala no texto de introdução do volume.

Com abordagem de comunicação moderna, original e leve, padre Marcelo leva conforto espiritual e ensinamentos da Igreja Católica para milhões de brasileiros por meio de programas de rádio e TV. O estilo claro, direto e sereno que o transformou em fenômeno midiático está impregnado, agora, em Ágape, obra literária em que o autor apresenta trechos selecionados do Evangelho de são João e os reinterpreta à luz do significado do amor divino no mundo contemporâneo.

Madre Teresa de Calcutá e Zilda Arns são alguns exemplos evocados pelo sacerdote para ilustrar as manifestações do ágape, seja pela via da caridade, seja na forma do amor ao próximo, sem exigências nem cobranças. O amor ágape, salienta o autor, não é contemplativo nem se encerra no indivíduo, mas exige ação pessoal e ação interpessoal.

Mais do que se apresentar como estudo teológico sobre os escritos narrados pelo apóstolo, o livro tem explícita intenção oracional. Nesse sentido, trata-se de um diálogo entre o autor, na condição de padre, e seus filhos em busca da boa palavra. Cada capítulo do volume se encerra com uma oração envolvendo os temas ali examinados pelo autor, como a convidar os leitores para um momento de introspecção e de acolhimento das mensagens de Jesus segundo são João.

A escolha do Evangelho de são João entre tantas outras possibilidades dentro da Bíblia é justificada por padre Marcelo pela beleza da estrutura literária e pela impressionante delicadeza com que são descritos os momentos da vida de Jesus – como se o apóstolo não se contentasse em apenas narrar os fatos, mas quisesse nos trazer para dentro da situação descrita. Compartilhar a beleza das narrações do evangelista com os leitores é outro dos objetivos declarados do autor, que busca, com Ágape, incentivar cada vez mais a leitura da Palavra de Deus.


Padre Marcelo Rossi se encontra com o Papa Bento XVI.


No prefácio escrito para a obra, Gabriel Chalita acrescenta: “O convite que padre Marcelo nos faz com este livro é exatamente este, que sejamos bons! Que a leitura de trechos da vida de Jesus nos ajude a compreender melhor esse Homem extraordinário que foi capaz de superar a lei e apresentar a razão da própria lei: a pessoa humana. Jesus surpreendeu e surpreende. Seu olhar apaixonante nos impulsiona a desacreditar de teses que nos apresentam um mundo mesquinho, materialista, egoico.”


Título: Ágape
Autor: Padre Marcelo Rossi
Gênero: Religioso
Editora: Globo
Formato: 13,7 x 20,8 cm
Número de páginas: 128
Site: http://www.globolivros.com.br/

ORAÇAO DO BOM PASTOR LIVRO AGAPE


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Um testemunho do poder de Deus.



“Deus nos leva por caminhos inesperados, e o que não prevíamos para nossa vida, talvez seja exatamente a missão que Ele tenha reservado para nos oferecer.”


Testemunhos[1]



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Estava Eu visitando alguns blog’s “Radicais”, quando encontrei um ótimo comentário sobre o tema que estava exposto no Post, no entanto, este mesmo comentário foi largamente criticado e não pouparam elogios negativos ao Anônimo.

De certa forma, eu fiz um comentário semelhante em confirmação ao mesmo anterior do “Anônimo”, quando fizeram a minha pessoa o mesmo tipo de elogios negativos, inclusive me chamando de covarde pensando que eu fosse o mesmo Anônimo anterior. Este “Anônimo”, retornou outro comentário em minha defesa e se identificou como um ex. Católico, sendo isto o suficiente para que o menosprezassem de todas as formas possíveis. Então entrei com um novo comentário, pedindo um pouco mais de respeito com as pessoas, mesmo que fossem elas Católicas ou ex. Católicas e acrescentei que era por esse tipo de comportamento de certas pessoas que se dizem Católicas é que muitas pessoas se afastam da Igreja chateadas e magoadas e acabam se tornando protestantes. Mas que neste caso, deveríamos acolher os nossos irmãos com amor e carinho, mesmo que estivessem afastados, pois quem sabe? Seria esta a chance que os traria de volta ao seio da Igreja.

Dirigi-me então ao comentarista “Anônimo identificado como ex. Católico”, Fiz lhe um convite para que retornasse à Igreja Católica, que a RCC o acolheria de braços abertos, mesmo sem saber de onde ele era ou qual seria sua situação religiosa no momento ou se realmente em sua cidade haveria um Líder Católico com o coração aberto para acolher uma pessoa nesta situação, sabendo como reconduzi-lo ao seio da Igreja.

Para minha surpresa ele respondeu dizendo que não havia se afastado da Igreja por motivos de fé, mas porque Deus havia revelado este desejo em sua vida, e anos depois, situações em sua vida o conduziram a este destino, sendo que não guarda mágoa e nem preconceito contra a Igreja Católica e ainda mantém amizade com seus amigos e parceiros de trabalho nos grupos que participou.

Mas o que eu gostaria de ressaltar não seria estes detalhes, mas o que aconteceu na vida particular deste filho de Deus, testemunho que ele me contou no outro Blog e que eu copiei antes que fosse deletado, afinal de contas era um testemunho recente de apenas um més, mesmo sendo de outra religião ressalta apenas o poder de Deus agindo através da união na oração de intercessão de irmãos de varias denominações sem preconceitos e sem divisões.

Este post não tem por objetivo ressaltar denominações religiosas, mas somente o Amor de Deus que atua sem preconceitos entre seus filhos, que participam de várias denominações diferentes e que um dia estaremos todos juntos diante do único e verdadeiro Pastor que é Jesus, o filho de Deus assentado no trono do grande julgamento.

Veja seu testemunho imparcial,

Para honra e glória do nome de Deus.

Anônimo disse…

Presente para você, agradeço a oferta, não querendo desmerecê-lo, mais acredite, estou melhor agora. Na verdade, deixei o Romanismo não por influência direta dos protestantes, pois eles não têm o poder de convencer ninguém de seus erros, mais por um grande milagre realizado em minha família. Na época, há 21 anos, ainda era católico romano e praticante, e como tal, odiava os protestantes com ódio mortal.

Uma noite, após voltar da novena, ainda era solteiro, e, depois de rezar, tive uma visão estando acordado e lúcido. Nesta visão eu me via com a Bíblia em mãos, pregando o Evangelho em uma igreja evangélica. Essa visão durou cerca de 5 minutos e depois desapareceu. Fiquei atônito com aquilo e voltei a rezar pedindo a Deus esclarecimento. Fiquei com medo de a resposta de Deus ser que eu devia ser protestante. Não contei nada a ninguém e nem ao padre. Então, os anos passaram e eu casei-me e constitui família, mais nunca me esquecendo daquela visão. Continuei exercendo minhas funções na paróquia como um bom católico.

Nesse intervalo de tempo passei a estudar a bíblia com dedicação e, quando nasceu o meu segundo filho veio a confirmação do que Deus queria de mim. Aos seis meses de vida ele foi acometido de uma infecção intestinal que o levou a passar por dois hospitais públicos e por fim, um particular. A medicina decretou sua enfermidade sem solução e que ele não tinha nenhuma chance de sobreviver. Envidei todos os esforços pra salvar o meu filho. Gastei o que não tinha e rezei para todos os santos que eu possuía em minha casa e os devotava, mas foi tudo em vão. Então, no último momento, quando o meu filho já dava os últimos sinais de vida, Deus faz a sua parte. Chegam ali três senhoras evangélicas e, vendo a situação do menino e sabendo que eu era Católico romano, pediram minha permissão para interceder por ele. Eu não aceitei de início, mais depois vendo que não tinha nada a perder mesmo, pois meu filho já estava morrendo, então eu permiti a oração. Naquele momento vi todo o meu conceito a respeito dos protestantes cair por terra junto com o meu orgulho. Deus realizou um milagre diante de meus olhos, curando o meu filho instantaneamente. Naquela hora o Espírito Santo tomou conta do meu ser verdadeiramente e eu caí prostrado ante a majestade de Deus, tendo também a minha vida transformada.

Esse fato se deu no dia 29 de julho de 1987, às 21:15 horas. Minha esposa recebeu o batismo com o Espírito Santo e hoje somos uma família feliz a serviço do reino de Deus. Sou dirigente de congregação e usufruo do respeito e amizade de todas as pessoas de minha comunidade, inclusive dos irmãos católicos, que por inúmeras vezes vão até a igreja que eu administro para visitarem e pedirem orações em seus favores.

No início deste ano tive a perda da minha visão por decorrência de uma diabetes. Segundo a medicina a diabetes não tem cura e desencadeia uma série de problemas na pessoa, inclusive a cegueira, como eu fui vítima. O oftalmologista ao analisar o meu problema decretou: o caso é irreversível. Como sou muito conhecido na comunidade, o fato logo ficou conhecido de todos. Católicos e as várias denominações evangélicas fizeram corrente de oração ao meu favor. No dia 07 de março de 2008, no mês passado, Deus ouviu as orações dos irmãos e me curou instantaneamente devolvendo a minha visão e curando-me da diabetes. Hoje leio a bíblia sem precisar de óculos, pois o que Deus faz é bem feito. Não tomo mais nenhuma espécie de medicamento para controlar o diabetes, pois o nível de açúcar no meu sangue está normal. Ontem o médico que acompanha o meu caso veio visitar-me e disse que nunca viu acontecer algo semelhante durante toda a sua vida profissional.

Quero dizer com isso o que Pedro sentiu quando visitou Cornélio em Cesaréia (Atos 10). Pedro, por ser judeu e discípulo de Jesus, achava que somente eles eram os merecedores das bênçãos de Deus e da salvação. Quando ele testemunhou a salvação de Cornélio e sua família e também o batismo com o Espírito Santo sobre uma pessoa até então considerada por Pedro imunda e indigna, pelo fato de não ser judia, Pedro caiu em si e disse: “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” (Atos 10.34,35).

Se Deus que é Santo e Justo não faz acepção de pessoas, porque a sua igreja que é a coluna e apoio da verdade e a sua única representante legal aqui na terra o deverá fazê-lo?

Termino dizendo que não seremos aceitos diante de Deus por placa de igreja ou pelo número de fiéis, mais por nossa caridade e fraternidade com aqueles que foram feitos a imagem e semelhança d’Ele.

João, o discípulo amado ensina a igreja dizendo: “E agora, senhora, rogo-te, não como se escrevesse um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros” (II João 1. 5).

E, quando Jesus voltar para reinar Ele, antes de tudo, fará a grande separação: “E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes das ovelhas; “E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo (Mateus 25. 32, 33, 34)… …”Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;” (Mateus 25 : 41).

“Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim (Mateus 25. 45).

Será que esses “pequeninos” são aqueles que fazem parte da nossa igreja somente?

Reflita: DE QUE LADO VOCÊ QUER ESTAR ?

Do lado de Deus ?

ou do lado de seu inimigo ?

Deus os abençoe!

Ex-Católico Romano.
23 de Abril de 2008 06:4
8

Este Testemunho foi dirigido à minha pessoa, que fiz uma oferta de acolhimento a este anônimo que eu não sabia quem era, porém foi escrito em um blog tremendamente preconceituoso, tanto é que ele foi apagado imediatamente ao ser lido pelo “moderador do Blog”, porque estes jamais aceitarão a unidade dos filhos de Deus porque se julgam os únicos e verdadeiros salvos por Deus. São Paulo escrevendo aos Corintios fala claramente sobre isso:

Se eu não tiver Amor,

Nada disso me adiantará…” (leia)

Seremos salvos na medida da nossa resposta ao Amor de Deus, se amarmos nosso irmão como Jesus nos amou, será o suficiente para garantir um bilhete de entrada no céu, porém se amaldiçoar-mos até mesmo o nosso inimigo estaremos nos desviando do caminho que nos leva a salvação eterna.

Mais um Conselho de São Paulo:

Aquele que está de pé, cuide-se para que não caia…




Haverá um só rebanho e um só Pastor.


Um assunto muito controvertido nos dias de hoje, se bem que, quando a Igreja começou, tinha como objetivo se tornar universal abrangendo todas as pessoas deste planeta, mas o que se assiste hoje nesta terra são ovelhas espalhadas por todos os lados, afastadas, desgarradas, machucadas, feridas, famintas, desunidas, concorrentes e algumas nem se parecem mais com ovelhas se assemelhando mais a lobos vorazes.


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Mediante esta situação

O que nós poderíamos fazer ?

Jesus, é o Bom Pastor.


Que vos parece? Um homem possui cem ovelhas: uma delas se desgarra. Não deixa ele as noventa e nove na montanha, para ir buscar aquela que se desgarrou? (São Mateus 18,12)

Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor. (São João 10,16)

Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. (São Mateus 25,32)

Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. (São Marcos 6,34)


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12 – Haverá um só rebanho e um só pastor.



“Tenho ainda outras ovelhas que não são deste rebanho; também a elas eu devo conduzir: e elas escutarão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor” (Jo 10,16).



A ovelha, um animal macio no corpo e na lã, é chamada em latim “óvis”, de oblação, oferta, porque no início não se ofereciam em sacrifício touros e sim ovelhas.

Ovelhas são os fiéis da Igreja de Cristo que todos os dias sobre o altar da paixão do Senhor e no “sacrifício” do coração arrependido oferecem-se a si mesmos qual hóstia pura, santa e agradável a Deus. “Tenho outras ovelhas”, isto é, os gentios, os pagãos, “que não são deste rebanho”, não são do povo de Israel; “também a estas eu devo conduzir” por meio dos apóstolos e “haverá um só rebanho e um só pastor”. E esta é a Igreja reunida e formada por ambos os povos. Esta é a mulher de que fala o Apocalipse; “Apareceu no céu um sinal grandioso: uma mulher vestida de sol, com a lua sob seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava pelas dores e trabalho de parto” (Ap 12,1-12). Sentido alegórico. Esta mulher representa a Igreja que de bom alvitre é chamada “mulher”, porque fecunda de muitos filhos que gerou pela água e pelo Espírito Santo. Esta é a mulher vestida de sol . O sol é assim chamado por que ele aparece sozinho, depois de ter obscurecido com o seu fulgor todas as demais estrelas. O sol é Jesus Cristo! Ele habita numa luz inacessível cujo esplendor vela e obscurece os frágeis raios de todos os santos, se forem comparados a Ele, porque “não há santo como o Senhor” (1R 2,2). Diz Jó: “Mesmo que eu me lavasse com as águas da neve e minhas mãos brilhassem como nunca, assim mesmo tu me jogarias no lodo e minhas próprias roupas teriam horror de mim (Jó 9,30-31).

Nas águas da neve é representada o arrependimento das lágrimas e nas mãos que brilham a perfeição do agir. Diz, pois: mesmo se eu me lavasse com as águas da neve, isto é, do arrependimento, e minhas mãos brilhassem com o esplendor de uma conduta perfeita, mesmo assim me jogarias no lodo, isto é, me farias ver que sou ainda sujo e teriam horror de mim, isto é, me tornariam abominável, as minhas vestes, quer dizer, as minhas qualidades ou os membros do meu corpo, se quisesses tratar-me com rigor: mas, ajuda-me, tu, ó Senhor! Diz Isaías: “Todos nós nos tornamos sujos”, isto é, como um leproso; “todas as nossas justiças são como o pano de mulher menstruada; todos nós caímos como folhas e as nossas maldades nos levaram como vento” (64,6). Por isso o único bom, o único justo e santo é aquele sol de cuja fé e de cuja graça a Igreja é vestida. “E com a lua sob seus pés”. A lua, por causa das variações de seu aspecto. Está indicando a instabilidade da nossa mísera condição. Daqui o dito: “O jogo de sorte muda que nem a lua: cresce e diminui, nunca fica a mesma”. Por isso o Eclesiástico diz: “O estulto muda como a lua” (27,12). O estulto, isto é, o seguidor deste mundo, passa dos “chifres” (forma da lua no primeiro e último quarto) da soberba à “forma arredondada” da concupiscência carnal e vice-versa. Esta inconstante prosperidade das coisas caducas deve ser posta sob os pés da Igreja. Os pés da Igreja são todos os prelados que devem conduzí-la como os pés conduzem e sustentam o corpo. E sob estes pés devem ser pisados como esterco todas as coisas temporais. Por isso lemos em Atos: “Todos os que possuíam campos ou casas os vendiam, traziam a importância daquilo que tinha sido vendido e a depositavam aos pés dos Apóstolos” (4,34) porque consideravam como esterco todas aquelas coisas. “Tinha sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas”. As doze estrelas são os doze Apóstolos que iluminam a noite deste mundo. “Vós sois – diz o Senhor – a luz do mundo” (Mt 5,14). A coroa, assim chamada porque é como uma roda em volta da cabeça, de doze estrelas é a fé dos doze apóstolos; e é coroa porque não tolera acréscimo ou diminuição, como todo círculo: e isso porque é completa e perfeita.

          A Igreja tem filhos, concebidos como a semente da palavra de Deus, grita pelas dores nos penitentes e sofre no parto pelos esforços de converter os pecadores. Por isso ela, com as palavras de Baruc, diz:

“Fui deixada sozinha; me despojei da estola da paz e me vesti com o saco da súplica e gritarei ao Altíssimo por todos os meus dias. Animai-vos, filhos, gritai ao Senhor e ele vos livrará das mãos e do poder dos inimigos. Ele vos fez partir no luto e no choro, mas vos reconduzirá a mim, o Senhor, na alegria e exultação” (4,19-23).

E isto acontece no dia das Cinzas quando os penitentes são convidados a ficarem fora da igreja e no dia da Ceia do Senhor quando são ali acolhidos. Sentido moral. “Uma mulher vestida de sol”. É a alma fiel de quem diz Salomão: “Quem encontrará uma mulher forte? Seu valor é como aquele das coisas trazidas de longe e da extremidade da terra” (Pv 31,10). Feliz a alma que, revestida pela força do alto, resiste impávida na adversidade e na prosperidade e derrota com coragem os poderes do ar. O valor, o preço desta mulher foi Jesus Cristo que por sua redenção veio de longe; do seio do Pai, em sua divindade e da extremidade da terra, quer dizer, de parentes paupérrimos, em sua humanidade. Ou ainda: por “preço” entendam-se as virtudes. Com este preço se é resgatado, redimido. Diz Salomão: o resgate do homem são suas riquezas (Pv 13,8), isto é, as virtudes (riquezas espirituais) . As virtudes vêm de longe, isto é, do alto; os vícios, ao invés, são nossos familiares, porque provêm de nós mesmos. Esta mulher é vestida de sol. Observe-se que no sol existem três qualidades: candura, esplendor e calor. Na candura é significada a castidade, no esplendor a humildade e no calor a caridade. Com estas três virtudes se confecciona o manto da alma fiel, da esposa do celeste esposo. Sobre este manto diz Booz a Rute: “Alarga o manto com que te cobres e segura-o com todas as duas mãos. Ela o estendeu e o segurou estendido e ele colocou seis medidas de cevada e pôs-lhe nos ombros” (Rt 3,15). Booz quer dizer “forte”, Rute “que se vê e tem pressa”. Vejamos o significado da extensão do manto, as duas mãos e as seis medidas de cevada. Rute é a alma que, vendo a miséria deste mundo, a falsidade do diabo, a concupiscência da carne, apressa-se na direção da glória da vida eterna. Alarga este manto quando atribui não a si mas a Deus a sua castidade, a humildade e a caridade e mostra estas virtudes unicamente para a edificação do próximo. E, para não perdê-las, segura-as com as duas mãos, isto é, com o temor e com o amor de Deus. Nós Vos pedimos, Senhor Jesus, Vós que sois o bom pastor: Guardai-nos como vossas ovelhas, Defendei-nos dos mercenários e do lobo E coroai-nos no vosso Reino Com a coroa da vida eterna. Dignai-vos conceder-nos Vós que sois bendito, glorioso, E digno de louvor por todos os séculos do séculos. E toda ovelha, E toda alma fiel diga: Amém. Aleluia!

(Sermões, vol. I, p. 272 e ss, Ed. Mess. Padova, 1979 –
II Domingo de Páscoa)
Tradução: Frei Geraldo Monteiro, OFM Conv


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