In Memorian – Orlando Fedeli.


O site Montfort divulgou neste último dia 9/6/2010 uma nota de falecimento de seu Fundador e diretor, O Professor Orlando Fedeli.

Ele foi vítima de um infarto e não foram divulgados maiores detalhes sobre o acontecimento, seu sepultamento ocorreu ontem à tarde às 16:00 Hs logo após uma Missa celebrada com corpo presente na Igreja Nossa Senhora das Dores.

Endereço: Rua Tabor, 283 – Ipiranga.

Cemitério Vila Mariana

Endereço: São Paulo/SP, Rua Lacerda Franco, 2012.

Mapaaqui.

.

Neste momento de dor, que possamos nos unir em oração, para que Deus derrame suas graças e console os corações, que possa acolher também este filho que tanto lutou pela Fé Católica.

.

Usando as palavras de São Paulo:

(II Timóteo 4,7)

“Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.”


DECLARAÇÕES DE UM EX-SEMINARISTA DO IBP SOBRE A MONTFORT.

Não quero tocar em feridas antigas, e muito menos perturbar os mortos, mas como estive entre aqueles que participaram do êxodo da Montfort, este testemunho do Padre Renato Leite merece alguns esclarecimentos.

Desde que a casa de formação do “IBP” foi inaugurada em São Paulo (novembro de 2006, e o IBP foi erigido em setembro de 2006), a influência do senhor Orlando Fedeli era evidente, tanto que os candidatos só eram aprovados depois que passassem por uma entrevista com ele (tanto que em março de 2007 já eram quatro os moradores da casa, e o Pe. Renato só mudou-se para lá em maio).

Depois de algum tempo de convivência, algumas “cartas” foram postas à mesa, e ficou claro que o verdadeiro objetivo da Montfort (entenda como “OF”, “Orlando Fedeli e CIA”, sua esposa e alguns militantes conhecidos como ‘os mais velhos’) era ter os seus padres para formar um instituto próprio, que se chamaria Instituto Santa Catarina de Sena (para quem conhece a correspondência ou a história desta santa, já sabe porque foi escolhida como padroeira de um instituto NADA SANTO).

Este instituto teria como superior eclesiástico o Pe. Renato (outros padres foram cogitados, mas ou não aceitaram ou não aceitariam), e seria formado por ele e os padres da Montfort “formados” no IBP (por isso, antes de viajar à França e se entender com o Pe. Laguerie, o prof. dr. OF fez uma pequena paradinha em Roma. Até permitiu-se fotografar com o Mons. Ranjith, mesmo ele sendo UM MODERNISTA BANDIDO, assim como todos os Bispos da Igreja [sic!]).

Mons. Ranjith, E Orlando Fedeli - Fonte: Montfort

Depois de visitar a casa no Brasil em jun/jul de 2007, o Pe Laguerie enviou naquele mesmo ano duas pessoas de sua confiança para levantar alguns esclarecimentos, e suas suspeitas foram confirmadas: quando estas pessoas chegaram à casa não estava presente nenhum responsável pelos candidatos (o Pe Renato estava viajando, e ainda não havia outro padre residente); não havia um regulamento, a convivência era muito difícil (partidários da Montfort x candidatos da Igreja COMUM); não havia horário (estava sujeito ao humor do superior da casa); enfim, tudo ao contrário do que foi apresentado ao Pe Laguerie quando esteve aqui.

Os “missi dominici” ficaram alguns dias em São Paulo, mas depois foram para o Chile e colocaram os problemas encontrados para o Pe Navas, que estava alheio a tudo. Desta reunião com o Pe Navas surgiu um horário e regulamento para a casa (ago/2007), que nunca foi cumprido, e que só se tornou conhecido em out/2007 quando em visita à casa de São Paulo para conversar com três candidatos que foram expulsos pelo OF, questionou sobre o cumprimento do horário e regulamento que ele tinha escrito. Não sei o que se deu com estes rapazes, mas eles sempre foram honestos em não aderir à Montfort, mesmo morando na casa, e sempre questionaram ao Pe Renato o porquê dele não fazer nada para mudar a situação. As respostas mais comuns eram: “Meu filho, são eles que pagam nossas contas!”, ou em um de seus chiliques ordinários quando ficava revoltado por algum motivo com a Montfort: “Essa gente não sabe quanto custa um padre. Estou aqui fazendo um favor! Qualquer outro padre iria pedir salário, plano de saúde, carro…”.

A grande confusão começou quando o Pe Perrel viria para o Brasil: nervos a flor da pele, reuniões e cochichos para todos os lados, ataques e chiliques. Quando o Pe Perrel chegou, Pe Renato não era mais um dos habitantes da casa, pois tinha se transferido para o Colégio São Mauro, junto com o seu protegido.


O desfecho da história os senhores já conhecem, exceto o que aconteceu com alguns candidatos: os que tem maior aptidão (submissão à Montfort e aptidão intelectual) foram encaminhados para o seminário do IBP ou dos Oratorianos na Holanda (com a colaboração de um padre oratoriano que já foi monge no Mosteiro da Santa Cruz, em Nova Friburgo-RJ), e aqueles que não tem tanta aptidão, ficaram nos oratorianos de São Paulo (sob “tutela” deste mesmo padre, que aliás permite ao prof. dr OF lecionar aos seus vocacionados), ou ficaram perdidos, sem saber se tinham ou não vocação, e há um caso de ex-seminarista que não foi readmitido no seu antigo seminário.


Desculpem-me por ter feito este comentário tão longo, e principalmente por tê-lo tornado em um desabafo, mas a verdade precisava ser dita, e o Pe Renato não é uma vítima inocente que “se deu conta da encrenca na qual havia se metido”. Desde o princípio ele soube e foi conivente com o verdadeiro objetivo da associação IBP-Montfort, associação esta que ainda hoje está em vigor, pois há alunos do OF no IBP, e a Montfort contribui financeiramente com o IBP (só em 2006 na ereção doaram 30mil euros, além de pagarem a hospedagem de cinco seminaristas brasileiros), mas a matemágica financeira da Montfort e de suas outras associações não é assunto deste comentário.

Não queria torná-lo demasiado pessoal, mas esta revolta e desequilíbrio são alguns dos efeitos que a Montfort causa naqueles que fazem parte ou já estiveram, de alguma forma, envolvidos com eles.

Ao Pe Renato, para sua questão “quanto custa um padre”, tenho a resposta: para os homens não sei, mas para Deus custa muitas almas.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

horsemansp@—–.com

Comentário 1752 Anônimo em  20/01/2010 at 2:38

Enfim os Olhos se Abriram.


Em Honra de Dom Marcel

François Lefebvre

click e Leia Mais


MINHA JORNADA DE SAÍDA DO CISMA DE LEFEBVRE.

Por Pete Vere


Sábios Conselhos Sobre a Montfort.

Visão cristã.

Site Montfort…

Não é tão católico quanto gostaria de ser!

Caros Visitantes, várias pessoas têm perguntado sobre as idéias e opiniões do site Montfort. Trata-se de um site católico, de pessoas que, penso, sejam sinceras.

No entanto, as idéias expressas nesse site não são expressão do sentir da Igreja. Há nele alguns graves problemas teológicos, que podem levar a uma deturpação da fé católica e chegar mesmo a uma ruptura com a Igreja.

Eis alguns pontos, entre outros:

1. Uma triste confusão entre Tradição e tradicionalismo, que termina por motivar um apego a formas e expressões do catolicismo que não são normativas nem obrigatórias nos dias atuais.

2. Alguns documentos do Magistério da Igreja são lidos de modo fundamentalista, fora do contexto histórico que lhes deram origem. O resultado é uma teologia torta, fechada e que em muito pouco exprime a genuína fé católica.

3. Há uma clara tendência de desvalorizar e menosprezar o Concílio Vaticano II. Isto é absolutamente inadmissível! O Concílio tem tanta autoridade quanto os concílios anteriores. Não se pode responder aos exageros “progressistas” da interpretação conciliar com os exageros “tradicionalistas” e integristas! Não se deve ser mais papista que o Papa! Um bom católico estará sempre em sincera comunhão com o Papa – e os papas Beato João XXIII, Servo de Deus Paulo VI, Servo de Deus João Paulo I, Servo de Deus João Paulo II Magno e Bento XVI sempre defenderam o Vaticano II na sua integridade e procuram coibir os excessos que possam existir na interpretação do Concílio. Combater o Vaticano II é colocar-se em choque com o Magistério papal e com o Colégio Episcopal, que são assistidos pelo Espírito Santo. Eis aqui um perigoso caminho que peca por presunção de ter mais discernimento que os legítimos pastores da Igreja, a quem o prometeu sua assistência! Toda vez que isso aconteceu, terminou-se numa triste heresia e em doloroso cisma…

4. Há um endeusamento da Missa de São Pio V que é errado, fora de contexto e trai a grande tradição litúrgica da Igreja. A Igreja tem, teve e terá sempre o direito e o dever de modificar seus ritos, de acordo com as circunstâncias e o discernimento da legítima autoridade apostólica, desde que não fira a essência mesma da estrutura sacramental. Nunca passou pela cabeça do Papa São Pio V que o missal por ele aprovado fosse eterno, perpétuo e irretocável! Isso é totalmente descabido e contrário à grande Tradição da Igreja! Nem os ritos primitivos, praticados pelos Apóstolos, tiveram essa pretensão de irretocabilidade! Essa idéia vem deu ma leitura que peca gravemente no seu método hermenêutico… Aqui acontece o que acontece com os protestantes fundamentalistas quando lêem a Bíblia! É verdade que tem havido graves distorções na liturgia no Brasil e no mundo, mas não se corrige tais problemas com soluções erradas e artificiais. Notem os meus leitores que o Papa Bento XVI é um amigo da Missa de São Pio V, mas não cai nos exageros dos tradicionalistas nem em desautoriza em nada o Concílio Vaticano II e o Missal de Paulo VI, tão legítimo quanto o trindentino.

Não duvido da boa fé desse irmãos do site Montfort e admiro seu desejo de transmitir a fé católica, mas lamento muito que confundam a fé da Igreja com uma determinada mentalidade, estreitando o frescor do Evangelho e desconhecendo que a Igreja é o Povo de Deus reunido como Corpo de Cristo e feito Templo do Espírito Santo peregrinando na história “entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus” até a Pátria eterna. Não se pode confundir a sensibilidade da Igreja em determinada época com a sensibilidade que deve perdurar para sempre…

Sugiro, portanto, aos meus caros Visitantes, muita prudência ao visitar o referido site, sabendo que estão entrando em contato com opiniões de um grupo que não está em plena sintonia com o sentimento da Igreja e de seus pastores, correndo, assim, o risco de afastarem-se da plena comunhão com a Igreja… O que ali houver de bom, aproveitem; o que tiver gosto de um tradicionalismo que se afasta do sentir do Papa e do Colégio Episcopal, evitem e não sigam…

Escrito por Pe. Henrique às 19/04/2007 – 21h51

http://costa_hs.blog.uol.com.br/arch2007-04-15_2007-04-21.html

Ps. Estes conselhos resultaram em Criticas da Montfort, que resultaram em mais conselhos para nós.

Visão cristã

Apareceu no site Montfort uma forte reação ao que escrevi sobre o referido site e a respeito da Missa de São Pio V como ele apresenta e defende (procure aqui o meu texto)… Não o transcreverei aqui e não indicarei o local do artigo, pois penso, sinceramente, que não vale a pena. Somente, a quem interessar possa, digo quanto segue, como sacerdote católico que deseja estar em plena, sincera e filial comunhão com a Igreja e seus legítimos pastores:

1. Reitero tudo quanto afirmei. O site Montfort desautoriza o Papa Paulo VI e seus sucessores e, assim, põe-se em rota de colisão com a Igreja. A fidelidade à Igreja católica não é a uma Igreja idealizada, mas à Igreja de hoje, com seus pastores e seus desafios!

2. Apesar de desejar ser sinceramente católico, esse site tem feito mal a muita gente que, sem critérios suficientes, termina caindo numa visão estreita do que é o cristianismo, a Igreja e a liturgia católica, com a boa fé e o triste engano de ser fiel à Tradição. A Tradição aí é confundida com imobilismo e rigidez… É esta miopia no modo de compreendê-la que chamo de tradicionalismo. O cristianismo é tradicional, não tradicionalista ou reacionário!

3. De modo gravíssimo, o pessoal do site Montfort desautoriza e tenta esvaziar o Concílio Vaticano II. É o mesmo erro dos que tentam esvaziar o Concílio de Trento e o Concílio Vaticano I. Todo católico deve ter o Vaticano II em tanta estima e considerção quanto qualquer outro concílio ecumênico. Com os mesmos argumentos tortos do pessoal do Montfort, há aqueles que desejam reduzir os concílios pós 1054 a concílios gerais do Ocidente. Exagero vai, exagero vem – e quem periclita é a fé católica e a unidade da Igreja!

4. O site Montfort adota uma visão meio paranóica, vendo conspiração maçônica e modernista em toda parte! O modernismo foi um erro combatido a seu tempo. Ainda hoje influencia certa teologia. Mas, não tem o menor sentido viver numa cruzada paranoicamente anti-modernista! Acusam de modernismo grandes teólogos do século XX, como Henri de Lubac e Yves Congar e denigrem a memória do grande teólogo Hans Urs von Balthasar! Todos esses teólogos eminentes e santos, apesar de serem somente padres, foram feitos cardeais por João Paulo II Magno e são queridíssimos de Bento XVI. Quanto a de Lubac, Ratzinger o considera um de seus mestres! Será que João Paulo II e Bento XVI são hereges modernistas? Ou será que são ignorantes tolos, que nem percebem o perigo desses teólogos? O site Montfort e outros sites tradicionalistas alardeam fidelidade ao Papa e depois minam-lhe a autoridade; citam o que interessa dos livros de Ratzinger, mas ignoram solenemente que o mestre teológico de Ratzinger é de Lubac! O Papa, para eles, serve somente no que lhes convém! É o mesmo raciocínio do pessoal da Teologia da Libertação! Os extremos se tocam…

5. O articulista do site Montfort foi injusto e desleal para comigo ao afirmar que defendo a ressurreição imediatamente após a morte. Não é verdade! Sempre critiquei duramente tal impostação! A ressurreição é um processo que se inicia logo após a morte, com a glorificação da alma, e terá sua consumação com a ressurreição corporal, no final dos tempos. É isso que ensino; é isso que a Igreja crê e a Congregação para a Doutrina da Fé reafirmou há alguns anos. E só isso. Não se deveria impugnar um sacerdote por ” eu ouvi dizer que” e por suposições infndadas… Seria bom fazer um exame de consciência! No entanto, sei que o meu modo de fazer teologia não agradaria ao pessoal do Montfort. Sou de outra escola e sou plenamente católico, sem restrições a papas ou concílios. Até me criticam por chamar de “Magno” a João Paulo II, afirmando que a Igreja não lhe deu esse título. A verdade, é que não aceitam realmente o Papa João Paulo…  Quanto ao título “magno”, não é a Igreja quem o dá, mas a própria história pela boca das gerações. “Magno” não é título religioso! Por isso, Alexandre Magno, Pompeu Magno, Constantino Magno, Carlos Magno… Posso chamar João Paulo II de Magno (Grande), sim! Posso e devo, porque ele o foi: homem da Tradição, consciente do presente e aberto ao futuro! Nunca foi um tradicionalista enferrujado, peneumatômaco (= assassino do Espírito)! Assim, “Magno”, o chamou o Cardeal Sodano na homilia da Missa do dia seguinte à sua piedosa morte (“João Paulo, o Grande”); assim o chamou Bento XVI na sua primeira palavra após a eleição: “Depois do Grande Papa João Paulo II”; assim muitos o chamam na Europa… Estou bem acompanhado, portanto!

Escrito por Pe. Henrique 23/06/2007 – às 13h07

O site Montfort: doce veneno – II

6. Quanto à discussão sobre o poligenismo ou monogenismo, é questão absolutamente aberta (não adianta citar erroneamente a Humani Generis de Pio XII, que não se pronunciou de modo infalível). Qualquer teólogo católico dirá isso. Nenhum católico é obrigado a pensar que a humanidade veio de um só casal. Eu defendo claramente o poligenismo, mas respeito quem pensa diversamente, pois não é assunto fechado. O problema do pessoal do Montfort é que também não aceita outra leitura da Escritura a não ser a que despreza o estudo dos gêneros literários (recomendado vivamente deste o tempo de Pio XII!)… É triste quando a fé tem que enterrar a cabeça para não ver a realidade e já não leva a sério as descobertas sérias da ciência! Que ironia: o pessoal do Montfort, que tem tanta raiva dos protestantes, nisso, é igualzinho aos protestantes fundamentalistas pentecostais dos EUA, que desejam proibir que se ensine a evolução nas escolas!

7. O problema do pessoal do Montfort é muita vontade de conhecer a teologia católica, mas sem os pressupostos teológicos necessários. Por falta de uma  criteriologia no que diz respeito aos instrumentos hermenêuticos da ciência teológica, cai-se, então num fundamentalismo de dar pena – e me dá mesmo, sinceramente, porque esse pessoal, com seu zelo, poderia fazer um bem imenso à Igreja. Por outro lado, é doença intelectual mesmo dizer “odeio tudo que é moderno”. E é contraditório, pois se escreve isso com o teclado de um moderno computador, usando a internet, o meio mais moderno de comunicação! Pensem na esquizofrenia!

8. Não pretendo polemizar, mas repito: cuidado com o site Montfort, pois está se afastando do sentir com a Igreja… É o caminho que leva à heresia e ao cisma. É bom evitá-lo! Queira Deus que os jovens não se deixem levar por essas idéias obsessivas… É uma pena, porque a absolutização da própria Missa de São Pio V (em si, bela e legítima, mas chamada erroneamante de “Missa de Sempre” devido a um endeusamento, uma absolutização imprópria da liturgia de uma época determinada) terminará por fazer com que muitos Bispos neguem a permissão para celebrá-la, já que começa a se tornar uma bandeira do tradicionalismo (no sentido negativo mesmo) e do integrismo! Eu mesmo, que nada tenho contra esse belo rito, jamais o celebraria por quem me pedisse com essa mentalidade integrista; penso que nenhum Bispo de responsabilidade e senso eclesial fá-lo-ia!

Que pena! Repito: cuidado com o site Montfort: está fazendo mal; parece doce católico, mas é veneno! Descobri que aquele articulista lá não é tão sincero e honesto intelctualmente como eu pensava. Na verdade, é um bom sofista que adora arengar feito galo de briga, vendo heresia e perigo por todo lado! E só!

Escrito por Pe. Henrique às 23/06/2007 – 13h06

Parabens Professor Orlando Fedeli.

Os Bons e Maus Frutos da Montfort ?

Recebi um exelente comentário narrando o testemunho pessoal de um professor no rio de Janeiro a respeito das verdades que ele conheceu em compania do Professor Orlando Fedeli, eu prefiro não dar a minha opinião sobre o assunto, já que aquele que participou de dentro da Montfort pode testemunhar fatos que eu não participei pessoalmente, portanto este texto abaixo é de  total responsabilidade de seu autor que assina abaixo do texto.

Visita ao Papa João Paulo II

Visita ao Papa João Paulo II

Comentário Enviado em 24/04/2008 _às_ 8:00

É uma lástima ver que muitos caem nas garras fedelianas.

Estive junto a este grupo por 5 anos, mas sempre com lucidez, nunca me resvalando em damasia para este conciliábulo, pois, desde o início vi certos cacoetes peculiares ao grupo e por isso tinha minhas reticências.

Porém, sempre pensei que poderia salvar as coisas boas aí ensinadas, reter o que é natural e perfectivo para a inteligência humana, pois muitos dos componentes deste conciliábulo possuem boa formação e erudição.

Engano meu. Com o tempo fui vendo que o bem existente entre eles é apenas o suporte necessário, mínimo, para o mal, e que este, portanto, era a tônica destes senhores.

O que fazem e ensinam junto aos mais íntimos, e eu cheguei a ser um deles, é simplesmente destoante de qualquer ser humano que tenha o mais tênue pundonor.

Papas são achincalhados, como por exemplo São Pio X, reprovado por Fedeli por ter fundado o Sodalitium Pianum, que, segundo Fedeli, era uma sociedade secreta para vigilância dos modernistas. Leão XIII é visto como péssimo papa, devido a interpretação sadia que deu da democracia, na questão francesa. (Parece que Orlando não estudou a fundo Dr. Plínio Corrêa de Oliveira, pois este, no seu livro ‘Elites…’ , explica magistralmente esta questão leonina). Outro papa recorrentes nos deboches fedelianos é Pio XII, que Fedeli afirma ter tido uma freira como amante, a Madre Pascoalina.

Enfim, este senhor, de que si mesmo faz uma alta imagem, pois certa vez me disse que seu e-mail é FEDELIORLAND@…, porque traduz-se por TERRA (land) MAIS FIEL (do latim fidelior), este senhor, patrocinado pelo Sr. Alberto Zucchi, um de seus fiéis, anda pelo Brasil a disseminar suas ideologias próprias, à semelhança de um guru, distorcendo e destoando as inteligências, que de muitos já estão distorcidas devido aos vícios da modernidade, corropendo as vontades, que, em vez de aderirem ao Bem, muitas vezes, aliciadas, aderem às figurações de bens propostas por estes sectários.

Rezemos à Nossa Senhora, Aquela que um dia esmagou a cabeça de Satanás, que esmague no presente todos aqueles que visam, mediante uma gnose barata, um conhecimento infundado, mas tido como libertador, destruir a Verdade, a Bondade e a Beleza das almas.

Prof. Paulo Babosa

Rio de Janeiro, 05 de junho de 2009 – 17:12

Salve Maria!

Paulo Barbosa disse

Junho 5, 2009 às 7:43 pm

Amanhã, sábado, 05 de junho de 2009, Orlando Fedeli estará mais uma vez no Rio, no bairro do Méier, e desta vez o tema de sua aula será caluniar aos que saíram de sua companhia. Como é farta a multidão dos imbecis… Ainda este tipo encontra elementos que o ouve e aplaude, mas por pouco tempo, pois, como os antigos dizem, o tempo é o senhor da história e um dia este contador de estórias ficará só…

Dom Orani deve providenciar aqui no Rio de Janeiro também a retirada deste senhor que mimeticamente, quando surpreendido pelas autoridades eclesiásticas, diz que apenas ensina história, e junto aos seus acrescenta: história da missa, do vaticano, etc etc… Veja a baixeza do baixinho e alopécico senhor…

Paulo Barbosa

Rio de Janeiro, 04 de junho de 2009.

.

VEJA OS FRUTOS DE ORLANDO FEDELI

QUEM É PAULO BARBOSA ?

VEJA SUAS PROPRIAS DECLARAÇÕES

COHLIDAS EM UM BLOG SEDEVACANTISTA

DE SANDRO DE PONTES

Declaração Oficial

do ex-coordenador da Montfort, RJ

Prezados amigos, salve Maria.

O blog Parusia publicou declaração do ex coordenador da Montfort no Rio de Janeiro, o senhor Paulo Barbosa. Nela, este nosso irmão fala sobre dois assuntos: a relação com o prefessor Orlando Fedeli e a sua posição sobre a crise na Igreja. Eis o link:

Este Link citado foi retirado do ar:

http://parusiavr.blogspot.com/2009/02/declaracao-oficial-do-ex-coordenador-da.html

Um abraço a todos e rezemos pela unidade fundamentada na verdade de todos aqueles que amam e Igreja e rejeitam o Vaticano II e a missa nova, ou seja, os tradicionalistas e os sedevacantistas. (frutos de Fedeli)

Sandro de Pontes

Declaração Oficial do ex-coordenador da Montfort, RJ

O Sr. Orlando Fedeli, a quem muito estimo, meu compadre, padrinho de meu filho Gustavo Maria Mota Barbosa, a quem devo uma parcela considerável do meu conhecimento, vem a tempo enviando-me e-mails onde, numa atitude que ultrapassa sua estatura de leigo e professor de História erige-se em perscrutador do interior humano indagando qual ou quais proposições de fé fazem parte de minha adesão intelectual. Responderei-lhe sim, mas antes deixarei consignado que sempre o tive como mero professor, profundo em alguns tópicos de história, superficial em outros que não sejam da área histórica, como por exemplo filosofia e teologia, mas que mesmo assim dispunha-se a ensinar. Nunca passou por minha cabeça, durante os cinco anos em que me relacionei tanto com Orlando Fedeli, quanto com outros robustos membros da Associação Cultural Montfort, considerá-lo como superior de minha consciência a ponto de ter que lhe dar satisfação de minhas disposições interiores, em qualquer área que seja, mormente na de Fé. Diz o adágio: internis nec Ecclesia se nec Ecclesia. Quanto mais Orlando Fedeli. Porém fazendo uso de minha liberdade de arbítrio, sem coação de quem quer que seja, mas espontaneamente, faço a seguinte declaração:Declaro publicamente a todos que adiro firmemente ao Magistério universal da Igreja Católica, a Fé universal comum a clérigos e leigos, transcendente a todos os tempos e cabeças humanas. Pelo que não sigo o “critério próprio livre” do Concílio Vaticano II e de seus papas e bispos da “nova igreja católica” conciliar, mas sim a vacância da Sé Apostólica de São Pedro.

Paulo Barbosa (assinatura)

Ex- coordenador do “Grupo Amigos da Montfort”, do Rio de Janeiro, Brasil

O Prof. Paulo Barbosa é latinista e atualmente reside no Rio de Janeiro. Teve seu nome por muito tempo na página principal da Montfort como professor de Latim.

Meu próprio comentário:

Lamentávelmente postei este comentário que recebi do Professor Paulo Barbosa, primeiramente falando sobre seu afastamento da Montfort, que na verdade seria muito bom, mas evidentemente se tornar um sedevacantista possa ser ainda algo muito pior para ele como Católico, se bem que para nós é bem melhor, porque assume sua condição verdadeira que é não ser um verdadeiro Católico já que não aceita Bento XVI como seu Papa.

Como ele mesmo declarou, uma boa parcela de seus conhecimentos são oriundos dos ensinamentos de Orlando Fedeli, ensinamentos estes que culminaram em sua decisão de se tornar um Sedevacantista, somando-se a varios outros ex. Monfortinos como Sandro de Pontes, Rodrigo Antonio Maria Silva e Felipe Coelho e outros que não conheço.

Como o Sr. Fedeli ensina a divisão e a insubimissão aos verdadeiros pilares da Igreja Católica, acaba levando as pessoas a não crerem em mais nada e a não se submeterem a mais ninguém alem de si mesmas dando um grito de liberdade inclusive de seu próprio guru Orlando Fedeli.

Lamento lhe dizer isto professor Paulo, mas a sua decisão é um efeito dos conhecimentos que o Sr. absorveu do guru Orlando Fedeli, do qual acabou de se divorciar, abandone também os seus ensinamentos e volte para a Igreja verdadeira que é conduzida por Bento XVI, nosso verdadeiro Papa.

Caso contrário só posso lamentar que sua condição atual seja ainda pior que a anterior.

Deus te ama.

Não Existem mais Segredos em Fátima !

O Vaticano entregou dia (26 de junho, 2000) cópias do texto original do “Terceiro Segredo de Fátima” e um documento explicando sua interpretação sobre o que a Virgem Maria teria dito aos três pequenos pastores portugueses em aparições no ano de 1917.

Leia => Sou do céu…

Vim para vos pedir

que estejais aqui.


O Papa João Paulo II conversa com a Irmã Lúcia durante sua visita a Portugal em Maio



Fotocópia da Carta

que contém

O segredo.


Revelação do III Segredo de Fátima Pelo Papa João Paulo II.Todas as informações referentes a este assunto, incluíndo o segredo estão neste power point.


Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo em a mão esquerda; ao cintilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro:

O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n’uma luz imensa que é Deus: “algo semelhante a como se vêem as pessoas n’um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”.

Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subiam uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio tremulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho;

chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições.

Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.

Tuy-3-1-1944 “.

Segundo a Igreja, o texto previu o atentado do papa João Paulo II e a perseguição dos cristãos pelos comunistas. O mistério foi revelado no dia 13 de maio passado, quando o papa João Paulo II visitou Portugal e beatificou dois dos pastores, Francisco e Jacinta

O texto atual do segredo foi escrito em 1944 pela única das crianças que ainda vive: a Irmã Lúcia dos Santos, atualmente com 93 anos.

Por muito tempo, especulava-se que o segredo seria uma visão apocalíptica do fim do mundo. Mas, nas 43 páginas do documento denominado “A Visão de Fátima”, o Vaticano confirma sua legitimidade, referindo-se a eventos que já aconteceram.

“Nenhum grande mistério foi divulgado; nem o futuro foi revelado”, escreveu o cardeal Joseph Ratzinger, em um comentário na interpretação do Vaticano.

“Uma leitura cuidadosa do texto, provavelmente causará desapontamento ou surpresa depois de toda a especulação que provocou”.

O comentário de Ratzinger também sugeriu que o turco que atirou no papa, Mehmet Ali Agca, foi apenas um instrumento no plano de Deus.

O papa, logo após ter sido baleado, disse acreditar que a mão da Virgem Maria desviou a bala, permitindo que ele sobrevivesse.

“João Paulo II leu pela primeira vez o terceiro segredo de Fátima após o atentado”, disse o monsenhor Tarcisio Bertone, assistente de Ratzinger, na entrevista coletiva que sucedeu a apresentação dos detalhes, nesta segunda-feira.

Citando uma das diversas visões dos pequenos pastores, a terrível imagem de um anjo com uma espada brilhante representaria a ameaça do juízo final sobre o mundo.

“Atualmente, a perspectiva de que o mundo poderia ser reduzido a cinzas por um mar de fogo não passa de fantasia: os homens, com suas invenções, têm falsificado o significado da espada flamejante”, escreveu o cardeal em uma aparente referência às armas nucleares.

Segundo Ratzinger, “a importância da liberdade humana é ressaltada: o futuro não é um cenário imutável e a visão de uma criança não é uma previsão infalível do futuro, onde nada pode ser mudado”.

Os dois primeiros segredos foram o final da Primeira e o início da Segunda Guerra Mundial e o ascensão e queda do comunismo na União Soviética.

Perguntado por jornalistas se os segredos de Fátima pertenciam ao passado e não ao futuro, Ratzinger respondeu: “Acho que sim; aqui, estamos lidando com uma história muito específica”.

Ratzinger também afirmou que algumas interpretações populares sobre a Terceira Guerra Mundial foram “equivocadas”.

Em 1981, o atentado contra João Paulo II aconteceu no dia 13 de maio, a data coincide com uma das aparições da Virgem aos pastores em 1917.

O documento inclui uma fotocópia do que foi escrito à mão, em português, pela Irmã Lúcia, um segredo que permaneceu trancado no Vaticano, assim como a interpretação da visão. .

Antes de decidir revelar o mistério no mês passado, uma comissão do Vaticano visitou a Irmã Lúcia, no convento onde ela vive, para saber sua opinião sobre a interpretação do papa e pedir sua autorização para revelá-lo.

“A Irmã Lúcia repetiu sua convicção de que a visão de Fátima se referiu à luta dos ateus comunistas para acabar com o cristianismo e descreveu o terrível sofrimento das vítimas da fé no século XX”, diz o documento.

obs.:

Quando perguntamos se a figura principal da visão era o papa, a Irmã Lúcia respondeu, sem titubear, que sim”.

Em plena Praça de São Pedro, Agca atirou em João Paulo II e o deixou à beira da morte no dia 13 de maio de 1981. Nesse tempo, a Polônia, terra natal do papa, iniciava um processo que terminaria com o colapso do comunismo na Europa Oriental.

Segundo o documento: “a Irmã Lúcia concorda plenamente com o papa, afirmando que foi a mão da Virgem que guiou as balas e fez João Paulo II sobreviver ao atentado”, que aconteceu no dia de um dos aniversários da visão.


http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/frutos-do-espirito.jpg https://presentepravoce.files.wordpress.com/2008/05/terco.jpg?w=130&h=120
PRESENTEPRAVOCE http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/eucaristia.jpg

Oração a N. Sra. Fátima


Joana D’arc a virgem guerreira.

Esta sendo rodado mais um filme sobre a vida e morte da Virgem de Orlean’s, são varios projetos para se fazer um filme de época mais fiel em honra daquela que doou sua vida pela libertação do povo Frances.

Veja Gloria e Martírio de Santa Joana d’Arc.

virgem-guerreira.jpg

To The Ron Maxwell Home Page

MUITAS FOTOS DE EPOCA

Cauchon O Bispo Traidor.

bispo-cauchon-08.jpg

Nossa Senhora de Guadalupe.

Nossa Senhora Aparecida.

O segredo que habita em cada um de nós.

Por um Fio.

Dons do Espírito Santo.

Papa Bento XVI fala aos Bispos de todo Mundo.

Carta do Papa sobre remissão da excomunhão aos bispos ordenados por Dom Lefebvre CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 12 de março de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos a carta que Bento XVI enviou aos bispos do mundo, em que explica as razões em torno da remissão da excomunhão aos bispos ordenados ilegitimamente em 1988 pelo arcebispo Marcel Lefebvre.

Fonte:ZP09031201 – 12-03-2009
Permalink: http://www.zenit.org/article-21042?l=portuguese

Papa Bento XVI.

Papa Bento XVI.

A carta foi divulgada hoje pela Santa Sé.

CARTA DE SUA SANTIDADE BENTO XVI

AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA

A PROPÓSITO DA REMISSÃO

DA EXCOMUNHÃO

AOS QUATRO BISPOS CONSAGRADOS

PELO ARCEBISPO LEFEBVRE

Amados Irmãos no ministério episcopal!

A remissão da excomunhão aos quatro Bispos, consagrados no ano de 1988 pelo Arcebispo Lefebvre sem mandato da Santa Sé, por variadas razões suscitou, dentro e fora da Igreja Católica, uma discussão de tal veemência como desde há muito tempo não se tinha experiência. Muitos Bispos sentiram-se perplexos perante um facto que se verificou inesperadamente e era difícil de enquadrar positivamente nas questões e nas tarefas actuais da Igreja. Embora muitos Bispos e fiéis estivessem, em linha de princípio, dispostos a considerar positivamente a decisão do Papa pela reconciliação, contra isso levantava-se a questão acerca da conveniência de semelhante gesto quando comparado com as verdadeiras urgências duma vida de fé no nosso tempo. Ao contrário, alguns grupos acusavam abertamente o Papa de querer voltar atrás, para antes do Concílio: desencadeou-se assim um avalanche de protestos, cujo azedume revelava feridas que remontavam mais além do momento. Por isso senti-me impelido a dirigir-vos, amados Irmãos, uma palavra esclarecedora, que pretende ajudar a compreender as intenções que me guiaram a mim e aos órgãos competentes da Santa Sé ao dar este passo. Espero deste modo contribuir para a paz na Igreja.

Uma contrariedade que eu não podia prever foi o facto de o caso Williamson se ter sobreposto à remissão da excomunhão. O gesto discreto de misericórdia para com quatro Bispos, ordenados válida mas não legitimamente, de improviso apareceu como algo completamente diverso: como um desmentido da reconciliação entre cristãos e judeus e, consequentemente, como a revogação de quanto, nesta matéria, o Concílio tinha deixado claro para o caminho da Igreja. E assim o convite à reconciliação com um grupo eclesial implicado num processo de separação transformou-se no seu contrário: uma aparente inversão de marcha relativamente a todos os passos de reconciliação entre cristãos e judeus feitos a partir do Concílio – passos esses cuja adopção e promoção tinham sido, desde o início, um objectivo do meu trabalho teológico pessoal. O facto de que esta sobreposição de dois processos contrapostos se tenha verificado e que durante algum tempo tenha perturbado a paz entre cristãos e judeus e mesmo a paz no seio da Igreja, posso apenas deplorá-lo profundamente. Disseram-me que o acompanhar com atenção as notícias ao nosso alcance na internet teria permitido chegar tempestivamente ao conhecimento do problema. Fica-me a lição de que, para o futuro, na Santa Sé deveremos prestar mais atenção a esta fonte de notícias. Fiquei triste pelo facto de inclusive católicos, que no fundo poderiam saber melhor como tudo se desenrola, se sentirem no dever de atacar-me e com uma virulência de lança em riste. Por isso mesmo sinto-me ainda mais agradecido aos amigos judeus que ajudaram a eliminar prontamente o equívoco e a restabelecer aquela atmosfera de amizade e confiança que, durante todo o período do meu pontificado – tal como no tempo do Papa João Paulo II –, existiu e, graças a Deus, continua a existir.

Outro erro, que lamento sinceramente, consiste no facto de não terem sido ilustrados de modo suficientemente claro, no momento da publicação, o alcance e os limites do provimento de 21 de Janeiro de 2009. A excomunhão atinge pessoas, não instituições. Uma ordenação episcopal sem o mandato pontifício significa o perigo de um cisma, porque põe em questão a unidade do colégio episcopal com o Papa. Por isso a Igreja tem de reagir com a punição mais severa, a excomunhão, a fim de chamar as pessoas assim punidas ao arrependimento e ao regresso à unidade. Passados vinte anos daquelas ordenações, tal objectivo infelizmente ainda não foi alcançado.

A remissão da excomunhão tem em vista a mesma finalidade que pretende a punição: convidar uma vez mais os quatro Bispos ao regresso. Este gesto tornara-se possível depois que os interessados exprimiram o seu reconhecimento, em linha de princípio, do Papa e da sua potestade de Pastor, embora com reservas em matéria de obediência à sua autoridade doutrinal e à do Concílio. E isto traz-me de volta à distinção entre pessoa e instituição. A remissão da excomunhão era um provimento no âmbito da disciplina eclesiástica: as pessoas ficavam libertas do peso de consciência constituído pela punição eclesiástica mais grave. É preciso distinguir este nível disciplinar do âmbito doutrinal. O facto de a Fraternidade São Pio X não possuir uma posição canónica na Igreja não se baseia, ao fim e ao cabo, em razões disciplinares mas doutrinais. Enquanto a Fraternidade não tiver uma posição canónica na Igreja, também os seus ministros não exercem ministérios legítimos na Igreja. Por conseguinte, é necessário distinguir o nível disciplinar, que diz respeito às pessoas enquanto tais, do nível doutrinal em que estão em questão o ministério e a instituição. Especificando uma vez mais: enquanto as questões relativas à doutrina não forem esclarecidas, a Fraternidade não possui qualquer estado canónico na Igreja, e os seus ministros – embora tenham sido libertos da punição eclesiástica – não exercem de modo legítimo qualquer ministério na Igreja.

À luz desta situação, é minha intenção unir, futuramente, a Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei»– instituição competente desde 1988 para as comunidades e pessoas que, saídas da Fraternidade São Pio X ou de idênticas agregações, queiram voltar à plena comunhão com o Papa – à Congregação para a Doutrina da Fé. Deste modo torna-se claro que os problemas, que agora se devem tratar, são de natureza essencialmente doutrinal e dizem respeito sobretudo à aceitação do Concílio Vaticano II e do magistério pós-conciliar dos Papas. Os organismos colegiais pelos quais a Congregação estuda as questões que se lhe apresentam (especialmente a habitual reunião dos Cardeais às quartas-feiras e a Plenária anual ou bienal) garantem o envolvimento dos Prefeitos de várias Congregações romanas e dos representantes do episcopado mundial nas decisões a tomar. Não se pode congelar a autoridade magisterial da Igreja no ano de 1962: isto deve ser bem claro para a Fraternidade. Mas, a alguns daqueles que se destacam como grandes defensores do Concílio, deve também ser lembrado que o Vaticano II traz consigo toda a história doutrinal da Igreja. Quem quiser ser obediente ao Concílio, deve aceitar a fé professada no decurso dos séculos e não pode cortar as raízes de que vive a árvore.

Dito isto, espero, amados Irmãos, que tenham ficado claros tanto o significado positivo como os limites do provimento de 21 de Janeiro de 2009. Mas resta a questão: Tal provimento era necessário? Constituía verdadeiramente uma prioridade? Não há porventura coisas muito mais importantes? Certamente existem coisas mais importantes e mais urgentes. Penso ter evidenciado as prioridades do meu Pontificado nos discursos que pronunciei nos seus primórdios. Aquilo que disse então permanece inalteradamente a minha linha orientadora. A primeira prioridade para o Sucessor de Pedro foi fixada pelo Senhor, no Cenáculo, de maneira inequivocável: «Tu (…) confirma os teus irmãos» (Lc 22, 32). O próprio Pedro formulou, de um modo novo, esta prioridade na sua primeira Carta: «Estai sempre prontos a responder (…) a todo aquele que vos perguntar a razão da esperança que está em vós» (1 Ped 3, 15). No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus. Não a um deus qualquer, mas àquele Deus que falou no Sinai; àquele Deus cujo rosto reconhecemos no amor levado até ao extremo (cf. Jo13, 1) em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. O verdadeiro problema neste momento da nossa história é que Deus possa desaparecer do horizonte dos homens e que, com o apagar-se da luz vinda de Deus, a humanidade seja surpreendida pela falta de orientação, cujos efeitos destrutivos se manifestam cada vez mais.

Conduzir os homens para Deus, para o Deus que fala na Bíblia: tal é a prioridade suprema e fundamental da Igreja e do Sucessor de Pedro neste tempo. Segue-se daqui, como consequência lógica, que devemos ter a peito a unidade dos crentes. De facto, a sua desunião, a sua contraposição interna põe em dúvida a credibilidade do seu falar de Deus. Por isso, o esforço em prol do testemunho comum de fé dos cristãos – em prol do ecumenismo – está incluído na prioridade suprema. A isto vem juntar-se a necessidade de que todos aqueles que crêem em Deus procurem juntos a paz, tentem aproximar-se uns dos outros a fim de caminharem juntos – embora na diversidade das suas imagens de Deus – para a fonte da Luz: é isto o diálogo inter-religioso. Quem anuncia Deus como Amor levado «até ao extremo» deve dar testemunho do amor: dedicar-se com amor aos doentes, afastar o ódio e a inimizade, tal é a dimensão social da fé cristã, de que falei na Encíclica Deus caritas est.

Em conclusão, se o árduo empenho em prol da fé, da esperança e do amor no mundo constitui neste momento (e, de formas diversas, sempre) a verdadeira prioridade para a Igreja, então fazem parte dele também as pequenas e médias reconciliações. O facto que o gesto submisso duma mão estendida tenha dado origem a um grande rumor, transformando-se precisamente assim no contrário duma reconciliação é um dado que devemos registar. Mas eu pergunto agora: Verdadeiramente era e é errado ir, mesmo neste caso, ao encontro do irmão que «tem alguma coisa contra ti» (cf. Mt 5, 23s) e procurar a reconciliação? Não deve porventura a própria sociedade civil tentar prevenir as radicalizações e reintegrar os seus eventuais aderentes – na medida do possível – nas grandes forças que plasmam a vida social, para evitar a segregação deles com todas as suas consequências? Poderá ser totalmente errado o facto de se empenhar na dissolução de endurecimentos e de restrições, de modo a dar espaço a quanto nisso haja de positivo e de recuperável para o conjunto? Eu mesmo constatei, nos anos posteriores a 1988, como, graças ao seu regresso, se modificara o clima interno de comunidades antes separadas de Roma; como o regresso na grande e ampla Igreja comum fizera de tal modo superar posições unilaterais e abrandar inflexibilidades que depois resultaram forças positivas para o conjunto. Poderá deixar-nos totalmente indiferentes uma comunidade onde se encontram 491 sacerdotes, 215 seminaristas, 6 seminários, 88 escolas, 2 institutos universitários, 117 irmãos, 164 irmãs e milhares de fiéis? Verdadeiramente devemos com toda a tranquilidade deixá-los andar à deriva longe da Igreja? Penso, por exemplo, nos 491 sacerdotes: não podemos conhecer toda a trama das suas motivações; mas penso que não se teriam decidido pelo sacerdócio, se, a par de diversos elementos vesgos e combalidos, não tivesse havido o amor por Cristo e a vontade de anunciá-Lo e, com Ele, o Deus vivo. Poderemos nós simplesmente excluí-los, enquanto representantes de um grupo marginal radical, da busca da reconciliação e da unidade? E depois que será deles?

É certo que, desde há muito tempo e novamente nesta ocasião concreta, ouvimos da boca de representantes daquela comunidade muitas coisas dissonantes: sobranceria e presunção, fixação em pontos unilaterais, etc. Em abono da verdade, devo acrescentar que também recebi uma série de comoventes testemunhos de gratidão, nos quais se vislumbrava uma abertura dos corações. Mas não deveria a grande Igreja permitir-se também de ser generosa, ciente da concepção ampla e fecunda que possui, ciente da promessa que lhe foi feita? Não deveremos nós, como bons educadores, ser capazes também de não reparar em diversas coisas não boas e diligenciar por arrastar para fora de mesquinhices? E não deveremos porventura admitir que, em ambientes da Igreja, também surgiu qualquer dissonância? Às vezes fica-se com a impressão de que a nossa sociedade tenha necessidade pelo menos de um grupo ao qual não conceda qualquer tolerância, contra o qual seja possível tranquilamente arremeter-se com aversão. E se alguém ousa aproximar-se do mesmo – do Papa, neste caso – perde também o direito à tolerância e pode de igual modo ser tratado com aversão sem temor nem decência.

Amados Irmãos, nos dias em que me veio à mente escrever-vos esta carta, deu-se o caso de, noSeminário Romano, ter de interpretar e comentar o texto de Gal 5, 13-15. Notei com surpresa o carácter imediato com que estas frases nos falam do momento actual: «Não abuseis da liberdade como pretexto para viverdes segundo a carne; mas, pela caridade, colocai-vos ao serviço uns dos outros, porque toda a lei se resume nesta palavra: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais mutuamente, tomai cuidado em não vos destruirdes uns aos outros». Sempre tive a propensão de considerar esta frase como um daqueles exageros retóricos que às vezes se encontram em São Paulo. E, sob certos aspectos, pode ser assim. Mas, infelizmente, este «morder e devorar» existe também hoje na Igreja como expressão duma liberdade mal interpretada. Porventura será motivo de surpresa saber que nós também não somos melhores do que os Gálatas? Que pelo menos estamos ameaçados pelas mesmas tentações? Que temos de aprender sempre de novo o recto uso da liberdade? E que devemos aprender sem cessar a prioridade suprema: o amor? No dia em que falei disto noSeminário Maior, celebrava-se em Roma a festa de Nossa Senhora da Confiança. De facto, Maria ensina-nos a confiança. Conduz-nos ao Filho, de Quem todos nós podemos fiar-nos. Ele guiar-nos-á, mesmo em tempos turbulentos. Deste modo quero agradecer de coração aos numerosos Bispos que, neste período, me deram comoventes provas de confiança e afecto, e sobretudo me asseguraram a sua oração. Este agradecimento vale também para todos os fiéis que, neste tempo, testemunharam a sua inalterável fidelidade para com o Sucessor de São Pedro. O Senhor nos proteja a todos nós e nos conduza pelo caminho da paz. Tais são os votos que espontaneamente me brotam do coração neste início da Quaresma, tempo litúrgico particularmente favorável à purificação interior, que nos convida a todos a olhar com renovada esperança para a meta luminosa da Páscoa.

Com uma especial Bênção Apostólica, me confirmo

Vosso no Senhor

BENEDICTUS PP. XVI

Vaticano, 10 de Março de 2009.