Somos a Igreja Católica e Universal.



CATÓLICA É UNIVERSAL PORQUE É DE TODOS E PARA TODOS.



“Este Evangelho do Reino será pregado pelo mundo inteiro para servir de testemunho a todas as nações, e então chegará o fim.”             (S. Mateus 24,14)



 Exatamente isso, somos da Igreja Universal. E será fácil entendermos o porque somos da verdadeira Igreja Universal. E sim, está foi a fundada por Jesus Cristo. A Igreja vem a mais de 2000 (dois mil anos) diante do ocidente e do oriente evangelizando e construindo história e colaborando com o desenvolvimento da humanidade.

IGREJA UNIVERSAL

Para entendermos o porque que a Igreja é a Igreja Universal, necessitamos entender antes de mais nada que a IGREJA DE JESUS CRISTO NÃO TEM NOME. Isso mesmo, a Igreja não tem nome, o nome da Igreja não é Católica. E vou buscar explicar para você meu caro amigo(a).

Mas primeiro vamos entender o porque que a IGREJA CATÓLICA é de fato a IGREJA UNIVERSAL. O termo CATÓLICA vem do GREGO e significa nada mais e nada menos que UNIVERSAL. Deste modo, todos nós batizados nesta Igreja pertencemos a Igreja Universal.

A igreja tem por missão, evangelizar e nesta missão EVANGELIZAR o MUNDO INTEIRO. Sendo assim, a Igreja só pode ter a qualidade ou atributo de ser universal.

Para entender melhor, o que seria estes atributos, suponha que você queira ver sobre os atributos do Papa Francisco, quais seriam? Exemplo: sua idade, sua altura, a cor dos olhos e etc.

A mesma coisa é a Igreja, em se tratando de seu nome, como disse antes, a Igreja não tem nome, mas sim ATRIBUTOS. Quais seriam os atributos da Igreja? A Igreja portanto tem o atributo de ser CATÓLICA, APOSTÓLICA e ROMANA.

Portanto a Igreja Universal pois faz parte de sua missão, o atributo de ser missionária, evangelizadora e anunciar Cristo aos povos. É Apostólica, por ser a Igreja dos Apóstolos e por eles continuada e guardar os ensinamentos dos mesmos Apóstolos.  E é Romana por ter a tradição ocidental, e por ser Roma a sede da Igreja, além de que, como ensina a TRADIÇÃO, o Apóstolo Pedro morreu em Roma.


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A Igreja Católica abraça todo o mundo com sua missão evangelizadora. E a esta Igreja está unida todos aqueles que receberam dos Apóstolos a missão do Cristo em continuar a Igreja. E unidos universalmente, todos os Bispos ao Bispo de Roma, o Papa.

No Catecismo da Igreja Católica encontramos:



A exemplo dos doze Apóstolos escolhidos e enviados por Cristo, a união dos membros da hierarquia eclesiástica está ao serviço da comunhão dos fiéis. Cada Bispo exerce o ministério, como membro do colégio episcopal, em comunhão com o Papa, participando com ele na solicitude pela Igreja universal. Os sacerdotes exercem o seu ministério no presbitério da Igreja particular, em comunhão com o próprio Bispo e sob a sua condução. (CIC §878)



E esta mesma união, faz da Igreja universal, no sentido de que todos estão incluídos e unidos a ela e com os Bispos.



Fonte. http://www.catequesedoleigo.com.br/


A heresia do evangelho da prosperidade Ide e evangelizai a todo mundo o-maior-tesouro-do-mundo
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Evangelizar:


Vocação e missão da Igreja




1. Depois disso, designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir.

2. Disse-lhes: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.

3. Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos.

4. Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho.

5. Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa!

6. Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós.

7. Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa.

8. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir.

9. Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo.



Na revelação bíblica, a missão está intimamente relacionada à história da salvação, ao desejo de Deus de “que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.” (ITm 2,4) Por isso a missão está ligada ao envio: “Ide, fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo quanto vos mandei.” (Mt 28,19-20)

Esse envio justifica e motiva a missão da comunidade cristã.

O motivo primordial da missão é e sempre será o mandato missionário que Jesus Cristo deu aos apóstolos e aos discípulos no termo de sua existência terrena. É um ato de obediência fundamental que a Igreja deve prestar, até o fim da história, à vontade de seu autor. Por isso a Igreja procurou sempre tomar consciência de sua natureza evangelizadora.

A evangelização exprime a identidade, a vocação própria da Igreja, sua missão essencial: “Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade.” (Paulo 6° “Evangelii nuntiandi”, 14)

Eis por que a evangelização é o núcleo central da missão da Igreja. Sem esse trabalho, a Igreja não passaria de um “clube” qualquer. Poderia ser um excelente “clube de amigos”, mas não a Igreja de Jesus.

Quando falamos da atividade missionária da comunidade eclesial, precisamos passar da missão à missionariedade, do objeto (o que fazer) ao sujeito (quem vai fazer) do mandato missionário.

Não é suficiente perceber a necessidade da missão, mas é fundamental tomar consciência de que toda a Igreja, e nela cada batizado ou batizada, é o sujeito da missão. Fica, pois, muito claro que toda a Igreja é por sua natureza missionária.

Os cristãos não podem permanecer passivos, reduzindo, muitas vezes, sua pertença eclesial a momentos rituais. É preciso colocar toda a Igreja em “estado permanente de missão”.

A Igreja é toda missionária em seus membros que agem de diversos modos, de acordo com a multiplicidade e a variedade dos carismas e dons. É em cada um de seus membros que a comunidade cristã coloca-se a serviço da evangelização e é enviada para pregar o Evangelho a toda criatura.

A grande missão da Igreja concretiza-se na preocupação com a pessoa humana em sua totalidade. Não é preocupação com uma salvação abstraía, mas compromisso de fé com o ser humano, com seu crescimento no seguimento de Jesus e com sua plena realização em todos os sentidos, porque entre evangelização e promoção humana — como sabiamente afirmou o Papa Paulo 6° — existem de fato laços profundos.

Em outras palavras, a Igreja deve permanecer sempre a serviço da pessoa humana, colaborando concretamente para a libertação da humanidade. O compromisso com a justiça é parte indispensável do processo de evangelização.

A defesa dos direitos humanos, da dignidade da pessoa, não é oportunismo ou modismo, mas sinal de fidelidade e de autenticidade da missão evangélica da Igreja.

É preciso, pois, proclamar corajosamente a necessidade de libertação da pessoa humana, a fim de que se possa superar a situação de injustiça que exclui cada vez mais pessoas do acesso aos bens indispensáveis a uma vida digna. Esse compromisso com a libertação do ser humano concretiza-se na opção pêlos pobres.

A Igreja missionária a serviço do Evangelho faz dela uma de suas características fundamentais. Optar pelo pobre “é condição necessária e irrenunciável do caráter evangélico da ação da Igreja.” (CNBB Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora, 194) É claro que assumir, sem meios termos, a causa dos excluídos e excluídas exige uma verdadeira reviravolta na própria vida. É preciso entrar naquele processo de “metânoia” (mudança de mentalidade) do qual fala o Evangelho.

Daí “a necessidade de uma conversão de toda a Igreja para uma opção preferencial pêlos pobres, no intuito de sua integral libertação.” (Documento de Puebla, 1134)

Em sua missão, a Igreja, além do anúncio da dignidade da pessoa humana, deve denunciar todas as formas de opressão. Uma Igreja verdadeiramente missionária é aquela que anuncia a cada ser humano que ele é filho de Deus em Cristo, aquela que se compromete com a libertação de toda a humanidade.

Nesse campo da libertação integral das pessoas, segundo o Documento de Puebla, n° 562, a missão da Igreja “é imensa e mais do que nunca necessária. Para cumpri-la, requer-se a ação da Igreja toda — pastores, ministros consagrados, religiosos, leigos, cada qual em sua missão própria.

Uns e outros, unidos a Cristo na oração e na abnegação, comprometer-se-ão, sem ódios nem violência, até as últimas conseqüências, na conquista de uma sociedade mais justa, livre e pacífica”, sonho de nosso povo e sinal autêntico de verdadeira evangelização.


Por: Padre Sebastião Luiz de Souza
É reitor do seminário Propedêutico e promotor vocacional da Diocese de PiracicabaFonte: Catequese Católica – Leia os outros artigos— com Rcc Anápolis Goiás


Novidade da Net.

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Quem gosta de navegar pela internet em busca de novidades, agora pode encontrar também alguém que jamais imaginaria estar navegando por estes mares.

Afinal, mesmo Ele não entendendo nada de Bit’s e sendo um simples carpinteiro também não entendia nada de navegação nautica, mas foi o único que conseguiu vencer totalmente a ferocidade das ondas de um mar agitado por uma violenta tempestade e andando sobre estas águas sem se afundar ainda foi capaz  de acalmar totalmente toda esta violência da natureza.

Este homem, também conhecido por Jesus já está caminhando pelos “Bit’s” do mundo digital, Ele é o único que consegue abranger todas as conexões com a maior velocidade.

Afinal o mundo virtual precisa de salvação tanto quanto o mundo real em que vivemos, já que ele se tornou o principal veículo que transporta formação e informação para a grande maioria do mundo.

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“Onde abundou o pecado, superambundou a graça…”


Evangelizar na internet já não é uma novidade, são milhares de pessoas que buscam respostas para diversas peguntas que caem em seus corações, dúvidas ou apenas uma busca de conhecimento para retransmitir a outras pessoas.

Cada um destes dois motivos são muito importantes, porque o mundo carece do conhecimento e da palavra de Deus, como diz as profecias: “O Mundo tem Fome  e sede da palavra de Deus” e pelo que percebemos o que mais prolifera tanto no mundo normal como no mundo digital são as falsas informações e ou as famosas “MANCHETES” para chamar a atenção dos internautas, mas que no fundo ninguém se preocupa em formar e criar uma conciência nas pessoas que procuram algo diferente sobre uma palavra “qualquer”, como por exemplo, ainda não entendo porque alguém faria uma pesquisa buscando simplesmente pela palavra “JESUS”, uma vez que o resultado de sua pesquisa o direcionará à uma infinidade de páginas falando sobre diversos assuntos diferentes, porpesoas, religiões e de formas totalmente diferentes.

Mas devemos olhar para este Internauta como Jesus olhou para Zaqueu:

Afinal de contas o que Zaqueu esperava ver em  “JESUS” o olhando de longe em cima de uma árvore ?

De lá de cima ele poderia ver tudo; como Ele andava, falava e agia, veria também todas as pessoas em volta de Dele, mas não teria um contato direto com Ele  e nem teria como tocar em suas vestes.    Na verdade não se comprometeria com Ele de forma alguma, pois era apenas um observador a longa distância.

Mas realmente este é o nosso chamado, em Hab 2,2 diz para escrevermos uma frase, para que mesmo quem olhe de longe, sinta-se atraído a se aproximar e conhecer os tesouros do evangelho de Jesus.


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Zaqueu mesmo em cima da árvore, à uma distância consideravelmente segura, tendo entre  ele e Jesus uma imensa multidão, teve o privilégio de ser escolhido para ser o anfitrião do mestre naquela noite, o que ele aceitou com imenso prazer.    Veja você, que seria um simples observador, que passa por aqui por acaso e não esperava ser reconhecido nem rastreado.  Pois eu lhe digo, neste momento Jesus te escolheu para recebê-lo em sua casa e lhe faz esta pergunta:

Posso entrar em tua morada hoje ?

O poder das palavras de Jesus transcende o nosso entendimento, e atinge até mesmo as sombras que a luz não penetraria, são como raios “X” que penetram o nosso interior e revelam o mais profundo de nosso ser, e o melhor de tudo, até mesmo nos cura e transforma sem que percebamos a sua ação dentro de nós.

Ainda ontem, estava lendo a história de Santo Inácio de Loyola, o fundador dos Jesuítas, aqueles que espalharam o evangelho pelo mundo através das missões, há quem discorde e diga que os interesses eram apenas colonização, mas na verdade se hoje somos Cristãos, devemos agradecer ao trabalho destes homens que abandonaram suas casas, família, nação, amigos e vieram para um mundo totalmente desconhecido trazendo em suas sacolas praticamente somente o evangelho de Jesus.   Este Santo homem, um dia, totalmente distraído olhando as margens do Rio, viu como que um raio, que derrepente iluminou toda sua conciência que parecia estar em trevas e ele começou a entender de uma forma totalmente nova  tudo aquilo que havia estudado em sua vida, para ele tudo parecia fazer sentido agora que Deus lhe  abrira os olhos para entender a sua palavra, “A Bíblia”, e a partir daquele momento ele começou a agir da forma que acabou culminando na maior expansão do evangelho que se tem notícia neste mundo através das grandes missões.

É por este motivo que, acredito que esta palavra pode realizar maravilhas em todas as partes deste mundo e salvar você que neste exato instante sente seu coração batendo de forma diferente, pensando, Como pode acontecer isto ?   Como Jesus me conhece, sendo que eu o estou vendo agora pela primeira vez ?

Presentepravoce


Antes que no seio

fosses formado,

eu já te conhecia;

antes de teu nascimento,

eu já te havia consagrado,

e te havia designado

profeta das nações.

(Jeremias 1,5)




Primeira Missa no Brasil.

Porto Seguro: reembarcados, levantaram âncora e navegaram mais acima, para um lugar mais protegido, o Porto Seguro, onde foi rezada a 1ª Missa, no Domingo de Páscoa no dia 26 de abril de 1500. A terra recém achada foi considerada como uma dádiva divina colocada ao alcance de D. Manuel. A cerimônia religiosa, oficiada por D. Henrique de Coimbra, consagrou-a como espaço a ser convertido e integrado à Cristandade. Depois de mais alguns encontros onde estiveram presentes mais de 400 indígenas, curiosos perante a chegada daquela gente estranha, a expedição fez-se novamente ao mar no dia 2 de maio de 1500, retomando a viagem para a Índia. Não ficaram mais de dez dias na Terra dos Papagaios, como foi popularmente chamada. Além de dois degredados que aqui foram deixados aos prantos, dois grumetes fugiram de bordo e nunca mais foram vistos. Eram, esses anônimos, os primeiros brasileiros.

Parte integrante do arquivo Histórico em PDF

1500 A Primeira Missa no Brasil

A Primeira Missa no Brasil, Victor Meireles, 1860.

A Primeira Missa no Brasil, Victor Meireles, 1860.


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Curiosidade

Um novo mundo

Encontraram, os lusos, um outro mundo abaixo do equinócio. Ninguém o assinalara antes. Nem os portulanos o indicavam,
nem o celebrado Globo de Martim Behaim de 1492, onde, ao ocidente, só se viam desenhadas algumas ilhas, a maioria delas imaginárias (com a das “Sete Cidades”, ou mesmo
uma de nome “Brasil”). Se Deus, até então, não avisara a existência daquelas terras aos cristãos, e se os nativos ignoravam a existência de Jesus Cristo, concluíram também que não tinham ciência, nem juízo, do crime de Adão. Convenceram-se, então, não haver Pecado do lado de cá do equador. Por essas bandas era um vale-tudo.

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A Primeira Missa

Dias já faziam em que estavam os lusos ali entre idas à praia e voltas ao mar. Carregavam água, frutas e o lenho para os barcos, enquanto dois carpinteiros separavam um enorme tronco para a feitura da Cruz. Os índios, uns oitenta ou mais, tagarelas, estorvantes, arrodeavam os marinheiros em seus afazeres, olhando, pasmos, o efeito do fio do ferro na árvore. Da mata próxima vinham os barulhos da bicharada, o ruído forte dos papagaios, dos bugios, e de uma poucas pombas-rolas. A missa mesmo, a primeira no Brasil, deu-se no Domingo de Páscoa, 26 de abril de 1500, quando afincaram a Cruz no chão macio de um banco de areia em Porto Seguro.

O Frei Henrique de Coimbra, um franciscano, oficiou-a todo aparamentado, enquanto a tripulação congregava-se na praia às voltas do altar. Tomavam posse daquela Ilha de Vera Cruz, em nome do rei de Portugal e da Santa Fé católica. Os nativos, dóceis, se portaram de tal modo que Caminha convenceu-se da fácil conversão deles no futuro.

Um par de padres, dos bons, escreveu ele ao rei, bastava.

E a conclusão de Caminha:

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Carta de Caminha

Carta de Caminha

Caminha

E quando veio o Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles (os índios) se levantaram conosco e alçaram as mãos, ficando assim, até ser acabado: e então tornaram-se a assentar como nós… e em tal maneira sossegados, que, certifico a Vossa Alteza, nos fez muita devoção.- Carta de Caminha a El-Rei, 1º de maio de 1500

Frei Henrique sacraliza o ato de posse do Brasil

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A decisão de vir ocupar o Brasil
Porém, não foi essa a decisão da Coroa. Demorou quase meio século para que um reduzido destacamento de jesuítas desembarcasse no Brasil para fins de catequese. As políticas anteriores de ocupação da nova terra (o arrendamento ao consórcio de cristãos-novos de Fernão de Noronha, e, depois, a doação de capitanias), redundaram em fracasso.
Foi o acirramento do combate teológico contra os protestantes, e as visitas das naus bretãs e flamengas atrás do pau-tinta, que fizeram o rei abandonar a desatenção para com o Brasil. Tinha urgentemente que ocupar os pontos estratégicos da costa e pôr aqueles hereges a correr.
Ou tomava conta de vez, ou perdia tudo.

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A expansão do Catolicismo
E assim, com igrejas e capelas, santuários erguidos nas aparições da Virgem, orações, cantorias, procissões, conversões e batismos, trazendo mais padres e outras ordens (dos franciscanos, carmelitas, beneditinos, mercedários, e outros), a Igreja Católica foi doutrinando, educando e civilizando o bruto que aqui estava, e o outro bruto que aqui chegava. Com ameaças ao Inferno, recorrendo, por vezes, à “vara de ferro” e ao látego, erguidos contra o animismo, o feiticismo, a magia e a heresia, espantaram-nos desta parte do Novo Mundo. Uma Santa Casa aqui, um Colégio acolá, uma cama de lençóis para um doente, um tema de Cícero, um asilo para um órfão, uma lição do De Bello Gallico, que, somados aos oceânicos sermões do Padre Vieira, fizeram
com que se mantivesse, em mãos católicas, uma das maiores extensões de terras do mundo ocidental. E dizer que tudo isso começou 500 atrás, numa improvisada missa campal, puxada à frente de uma cruz de madeira bárbara, em hora de sol a pino, encerrada em seu final à bulha de “corno ou buzina”, saltos e danças, feitos por uns nativos esquisitos, numa desconhecida praia da Bahia!

Padre Vieira - O Gigante Barroco
Padre Vieira – O Gigante Barroco

Parte integrante do arquivo Histórico em PDF

1500 A Primeira Missa no Brasil

Santo Inácio de Loyola.


Do meio de uma batalha, foi resgatado entre a vida e a morte, foi levado de volta ao lar pelo proprio inimigo, com muito sofrimento recuperou-se do tiro de um canhão sentindo um forte chamado de Deus, porém não entendia o sentimento de seu coração, abandonou uma vida de pecado e peregrinou em vários lugares buscando no conhecimento e nas experiências  de vida, algo que viesse preencher aquela fome e sede que sentia em seu coração.

De repente, enquanto meditava olhando o Rio que passava à sua frente, Deus abriu seus olhos seu entendimento e a partir daquele instante foi como que compreendesse tudo que já havia estudado e  experimentado, tudo lhe soava novo, inusitado, palavras que diziam coisas que nunca tinha ouvido antes.    A partir deste entendimento Inácio tomou atitudes em sua vida que culminaram em um projeto de missões de evangelização que espalhou o evangelho de Jesus por quase todo o mundo conhecido e o recém descoberto na América.


Conheçã mais um pouco da História de:

Santo Inácio de Loyola.



Até os 30 anos de idade Inácio foi um homem mundano e cheio de vaidades. O que queria era ganhar prestígio, conquistar amorosamente algumas mulheres interessantes e fazer uma boa carreira nos caminhos do poder. Seus pais, Beltrão Yañez de Oñaz e D.Marina Saenz de Licona pertenciam à pequena nobreza camponesa do País Basco. Foi o caçula dentre 13 irmãos.

Todos eram católicos, mas freqüentemente não viviam a fé que professavam. Havia um divórcio sério entre fé e vida. Falavam uma coisa e facilmente faziam outra, por desgraça, bem diferente. Saiu da casa dos seus pais com 15 anos. Seus pais já tinham falecido. Foi, então, morar com um parente riquíssimo, chamado João Velasquez de Cuellar.

Morou com eles toda sua juventude!… Mais tarde, quando eles perderam tudo o que possuíam, passou três anos morando sozinho em Nájera, uma bela cidade onde se misturavam a religião e o pecado. Por um certo tempo, o ambiente que o rodeava girava apenas sobre sexo, poder e dinheiro. Em 1521, ele estava lutando em Pamplona contra os franceses.



Uma bala de canhão passou entre suas pernas, destroçando a direita e quebrando a esquerda. Teve dores terríveis e passou um mês inteiro entre a vida e a morte. De toda aquela dor nasceu um novo Inácio.

Começou a ler a Bíblia. No início pouco entendia, apenas sentia que era chuva caindo em terra muito seca. Foi descobrindo um “valor maior” que relativizava, com sua presença, todos os outros valores. Todos os outros valores perderam seu mágico fascínio diante do Criador deles. Deus entrou de cheio na sua vida dando-lhe um sentido que jamais tivera. Aprendeu a orar, a dialogar e se encontrar com Jesus como um amigo faz com outro.

À medida que o tempo ia passando, afeiçoava-se mais e mais à pessoa de Jesus. Os homens quebraram-lhe as pernas, mas Deus tocava profundamente o seu coração. O estar presente diante de Jesus o fortalecia e cicatrizava todas aquelas feridas morais de sua vida passada. Começou a criar novas formas, para romper de uma vez por todas com as antigas atrações mundanas e colocar Jesus, e só ele, no centro da sua vida, como único Senhor e Deus. Percebeu que sua vida espiritual crescia à medida que renunciava ao seu próprio querer e interesse. Começou a confessar e comungar freqüentemente.



Recuperado, Inácio fez em Manresa uma experiência fortíssima de oração, abnegação e auto-análise, colocando a realidade direto com a Palavra de Deus. Aprendeu a rezar e a se perceber por dentro. Analisou, uma e outra vez, as moções percebidas, seus sentimentos e a causa de tudo isso. Foi uma experiência maravilhosa estes “Exercícios Espirituais”. Sua vida se fez transparente.

Se fez pobre com os pobres, trocando suas roupas com um mendigo, ocultando seu sobrenome, ocupando o lugar social dos pequeninos… Foi a Jerusalém, contemplando com olhar de menino os lugares por onde Jesus tinha passado, perdoado, amado. Esteve na cadeia, preso pela Inquisição, suspeito de ser radical demais por causa de Jesus.

Caminhou incansavelmente falando de Jesus a todos, sobretudo aos mais pobres, aos doentes, aos pecadores, levando libertação aos oprimidos, esperança aos cansados, vida nova a todos. Sempre movido, impelido pelo Espírito Santo de Jesus. Inácio era um apaixonado de Jesus! Ele verdadeiramente o cativou! Também descobriu que a vida não tem sentido se não colocada a serviço dos outros. Jesus veio para servir, não para ser servido. Assim como o Pai enviou o seu Filho para dar-nos vida nova, também Jesus nos envia, pelo mundo afora, para que ajudemos na libertação de todos os homens e mulheres, nossos irmãos e nossas irmãs.

Fé e justiça são cara e coroa de uma mesma moeda. No início ele estava meio perdido, não sabia nada, não entendia nada a não ser que Jesus o amava incondicionalmente. Depois percebeu que ele o ensinava como um professor faz com seu discípulo. A primeira coisa que aprendeu foi o discernimento. Foi um aprendizado lento, mas o marcou para sempre.

Percebeu que quando fazia coisas erradas, que nada tinham a ver com o Projeto de Deus, ele se sentia mal, com remorsos, vazio, seco e descontente. E, quando tentava com a ajuda dele, vencer suas fraquezas, concretizando um pouco os valores do Evangelho, se sentia feliz da vida, muito contente, realizado. Analisando o que “sentia” por dentro – e por fora, nos acontecimentos históricos que nos rodeiam, procurar as causas, ver se são boas ou não, foi optando sempre por aquilo que estava de acordo com os valores do Evangelho de Jesus.

Inácio estudou na Universidade de Paris, fazendo apostolado com seus colegas de sala… Foi uma surpresa muito agradável perceber que outros jovens desejosos de “algo a mais” na vida quiseram fazer, durante 30 dias seguidos, os Exercícios Espirituais. Alguns deles optaram por viver radicalmente o Evangelho em pobreza, castidade e obediência e assim colocar-se a serviço dos outros na Igreja, sob a orientação do Papa.

Eles e Inácio queriam a mesma coisa e então se perguntavam porque não viver juntos, para ajudarem-se mutuamente no seguimento do Senhor e no serviço ao próximo. Decidiram chamar-se “Companheiros de Jesus” pois era isso mesmo que queriam: estar sempre com ele. Os primeiros jesuítas surgiram de um grupo de jovens de diversos países que estudavam na Universidade de Paris. O Papa Paulo III os aprovou oficialmente como ordem religiosa em 1540. Quando Inácio morreu, em 1556, havia no mundo 1.000 jesuítas. Hoje são mais de 21.000 os jesuítas espalhados por mais de 111 países.

Texto original postado em: http://www.jesuitas.com.br/histor.htm

Jusuitas.com


Missões no Brasil. COMO UMA BOMBA

http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg?w=130&h=120

Missões, Também em minha Casa !

Outubro mês das Missões.

As missões da Igreja Católica é a grande responsável pela evangelização no mundo de hoje e principalmente por levar a palavra de Deus até aos confins da terra como foi pedido por Jesus.

Ide por todo o mundo e pregai

O Evangelho a toda criatura.

São Marcos, 16,15

Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo.

Atos dos Apóstolos, 1,8

.https://presentepravoce.files.wordpress.com/2008/10/missoes-no-mundo.jpg

HISTÓRIA DAS RELIGIÕES NO MUNDO

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Usando as palavras da Igreja “Redemptoris missio“, O Espírito Santo é o grande protagonista, desta obra, pois Ele ficou encarregado de continuar a obra da Salvação neste mundo, nós homens, somos apenas coadjuvantes e colaboradores com a Igreja de levar o evangelho a toda criatura.

Na animação do mapa acima, até parece que o mundo quase todo já foi evangelizado, mas na verdade, existem lacunas enormes, principalmente na África e nos lugares onde outras religiões dominam, não permitindo a convivência com o Cristianismo.   Sem contar com muitas pessoas nas áreas consideradas Cristãs, que já não mais professam nenhuma fé, mesmo sendo descendentes diretas de famílias evangelizadas, de uma forma ou de outra se afastaram da fé e já se declaram céticas, ou seja, pessoas que apesar de terem o conhecimento de Deus, não aceitam os seus ensinamentos.

A Obra missionária e evangelística deve ser permanente e jamais se findar, mesmo que o clero não seja o suficiente, nem mesmo para atender as areas já evangelizadas, faz parte do espírito da Igreja esta ação missionária e evangelizadora, por outro lado esta ação também pode ser exercida por nós leigos que na verdade também fomos chamados por Jesus a sermos multiplicadores desta semente do Reino de Deus, como está claramente descrito na Parábola do Semeador.

Se ficar difícil para nós irmos em missão para uma terra estranha que fala outra língua diferente da nossa, é evidente que podemos e devemos evangelizar o nosso vizinho ou os nossos amigos que não conhecem a Jesus, porque uma coisa é ouvir falar de Jesus, outra é conhecê-lo pessoalmente, sempre acabamos caindo no mesmo exemplo de Zaqueu, que subiu numa árvore para ver Jesus de longe, mal sabia ele que Jesus já havia programado jantar em sua casa naquela noite.    Esta é a diferença entre ouvir falar de Jesus de longe e conhecê-lo pessoalmente sentado ao seu lado em sua própria mesa comendo ao seu lado e lhe transmitindo diretamente as suas maravilhosas palavras.

Isto é ser uma semente que caiu em terra boa, que produz fruto a cem, a sessenta e a trinta por um, devemos sempre relembrar também que o ramo que não produz fruto será cortado e lançado ao fogo, portanto quando produzirmos o nosso fruto, mesmo que seja apenas dez por um, estaremos garantindo a nossa própria salvação, porque a palavra de Deus diz que: quem ouve a palavra de Deus e não põe em pratica é semelhante a um homem que construiu sua casa sobre a areia, apenas com uma chuva e uma ventania foi direto para o chão e tudo foi perdido. (São Mateus 7,26)

Ide por todo o mundo e pregai

O Evangelho a toda criatura.

São Marcos, 16,15

O Projeto da Evangelização 2000 era bastante ousado, pretendia em dez anos realizar o que todos os missionários não conseguiram realizar em dois mil anos de história, podemos dizer que o objetivo pleno não foi conquistado, mas muitas pessoas foram evangelizadas e continuam dando fruto até o dia de hoje, foram muitos os frutos deste trabalho que ainda continua sendo realizado por diversas comunidades missionárias que aderiram de corpo e alma a este projeto de evangelização do mundo moderno, que difere bastante do passado, não pela distância ou o desconhecimento total da pessoa de Jesus, mas por um mundo que já ouviu falar de Jesus, porém nunca o conheceu como um verdadeiro amigo.

Este é o nosso desafio de hoje, não apenas falar ou proclamar o nome de Jesus, mas quebrar o gelo que se formou nestes últimos séculos de um Deus de Amor e misericórdia que está tão longe do nosso alcance pessoal e tornar este Jesus vivo em cada coração.

Para que isto aconteça, o primeiro passo tem que ser dado por mim nesta direção.

Preciso descer da minha árvore

e receber Jesus em minha CASA,

“isto é, em meu CORAÇÃO”.

Depois Convidar aqueles que conheço a

Recebê-lo também.


Missões no Brasil. COMO UMA BOMBA


Mensagem do Papa sobre Missões.

Mensagem do Papa para o Domingo Mundial das Missões a 19/10/2008.

“Servos e apóstolos de Jesus Cristo”

http://www.diocesesantoandre.org.br/imagens/noticias/cartamissio.jpg

PAPA BENTO XVI ÀS CRIANÇAS DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA MISSIONÁRIA

Queridos irmãos e irmãs

Por ocasião do Dia Missionário Mundial, gostaria de vos convidar a reflectir acerca da urgência que subsiste em anunciar o Evangelho inclusivamente nesta nossa época. O mandato missionário continua a constituir uma prioridade absoluta para todos os baptizados, chamados a ser “servos e apóstolos de Jesus Cristo” Evangelii nuntiandi, que “evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade” (n. 14). Como modelo deste compromisso apostólico, apraz-me indicar particularmente São Paulo, o Apóstolo das nações, uma vez que no corrente ano celebramos um Jubileu especial a ele dedicado. Trata-se do Ano Paulino, que nos oferece a oportunidade de familiarizar com este insigne Apóstolo, que recebeu a vocação de proclamar o Evangelho aos gentios, em conformidade com quanto o Senhor lhe tinha prenunciado: “Vai! É para longe, é para junto dos pagãos que Eu te hei-de enviar” (Act 22, 21). Como deixar de aproveitar a oportunidade oferecida por este Jubileu especial às Igrejas locais, às comunidades cristãs e a cada um dos fiéis separadamente, para propagar até aos extremos confins do mundo “o anúncio do Evangelho, força de Deus para a salvação de todo aquele que acredita” (cf. Rm 1, 16)? neste início de milénio. O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, já afirmava na Exortação Apostólica

1. A humanidade tem necessidade de libertação

A humanidade tem necessidade de ser libertada e redimida. A própria criação afirma São Paulo sofre e nutre a esperança de entrar na liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8, 19-22). Estas palavras são verdadeiras também no mundo de hoje. A criação sofre. A humanidade sofre e espera a verdadeira liberdade, aguarda um mundo diferente, melhor; espera a “redenção”. E, em última análise, sabe que este novo mundo esperado supõe um homem novo, supõe “filhos de Deus”. Vejamos mais de perto a situação do mundo de hoje. Se, por um lado, o panorama internacional apresenta perspectivas de um desenvolvimento económico e social promissor, por outro, chama a nossa atenção para algumas graves preocupações no que diz respeito ao próprio porvir do homem. Em não poucos casos, a violência caracteriza os relacionamentos entre os indivíduos e os povos; a pobreza oprime milhões de habitantes; as discriminações e às vezes até as perseguições por motivos raciais, culturais e religiosos impelem numerosas pessoas a escapar dos seus países para procurar refúgio e salvaguarda alhures; quando não tem como finalidade a dignidade e o bem do homem, quando não tem em vista um desenvolvimento solidário, o progresso tecnológico perde a sua potencialidade de factor de esperança e, ao contrário, corre o risco de agravar os desequilíbrios e as injustiças já existentes. Além disso, há uma ameaça constante no que se refere à relação homem-meio ambiente, devido ao uso indiscriminado dos recursos, com repercussões sobre a própria saúde física e mental do ser humano. Depois, o futuro do homem é posto em risco pelos atentados contra a sua vida, atentados estes que adquirem várias formas e modalidades.

Diante deste cenário, “sentimos o peso da inquietação, agitados entre a esperança e a angústia” (Constituição Gaudium et spes, 4) e, preocupados, interrogamo-nos: o que será da humanidade e da criação? Existe esperança para o futuro, ou melhor, há um futuro para a humanidade? E como será este futuro? A resposta a estas interrogações provêm-nos do Evangelho. Cristo é o nosso futuro e, como escrevi na Carta Encíclica Spe salvi, o seu Evangelho é a comunicação que “transforma a vida”, incute a esperança, abre de par em par as portas obscuras do tempo e ilumina o porvir da humanidade e do universo (cf. n. 2). São Paulo compreendeu bem que somente em Cristo a humanidade pode encontrar a redenção e a esperança. Por isso, sentia impelente e urgente a missão de “anunciar a promessa da vida em Jesus Cristo” (2 Tm 1, 1), “nossa esperança” (1 Tm 1, 1), a fim de que todos os povos possam participar na mesma herança e tornar-se partícipes da promessa por meio do Evangelho (cf. Ef 3, 6). Ele estava consciente de que, desprovida de Cristo, a humanidade permanece “sem esperança e sem Deus no mundo (Ef 2, 12) sem esperança porque sem Deus” (Spe salvi, 3). Com efeito, “quem não conhece Deus, mesmo podendo ter muitas esperanças, no fundo está sem esperança, sem a grande esperança que sustenta toda a vida (cf. Ef 2, 12)” (Ibid., n. 27).

2. A Missão é uma questão de amor

Por conseguinte, anunciar Cristo e a sua mensagem salvífica constitui um dever premente para todos. “Ai de mim afirmava São Paulo se eu não anunciar o Evangelho!” (1 Cor 9, 16). No caminho de Damasco, ele tinha experimentado e compreendido que a redenção e a missão são obra de Deus e do seu amor. O amor de Cristo levou-o a percorrer os caminhos do Império Romano como arauto, apóstolo, anunciador e mestre do Evangelho, do qual se proclamava “embaixador aprisionado” (Ef 6, 20). A caridade divina tornou-o “tudo para todos, a fim de salvar alguns a qualquer custo” (1 Cor 9, 22). Considerando a experiência de São Paulo, compreendemos que a actividade missionária é a resposta ao amor com que Deus nos ama. O seu amor redime-nos e impele-nos rumo à missio ad gentes; é a energia espiritual capaz de fazer crescer na família humana a harmonia, a justiça, a comunhão entre as pessoas, as raças e os povos, à qual todos aspiram (cf. Carta Encíclica Deus caritas est, 12). Portanto é Deus, que é amor, quem conduz a Igreja rumo às fronteiras da humanidade e quem chama os evangelizadores a beberem “da fonte primeira e originária que é Jesus Cristo, de cujo Coração trespassado brota o amor de Deus” (Deus caritas est, 7). Somente deste manancial se podem haurir a atenção, a ternura, a compaixão, o acolhimento, a disponibilidade e o interesse pelos problemas das pessoas, assim como aquelas outras virtudes necessárias para que os mensageiros do Evangelho deixem tudo e se dediquem completa e incondicionalmente a difundir no mundo o perfume da caridade de Cristo.

3. Evangelizar sempre

Enquanto a primeira evangelização em não poucas regiões do mundo permanece necessária e urgente, a escassez de clero e a falta de vocações afligem hoje várias Dioceses e Institutos de vida consagrada. É importante reiterar que, mesmo na presença de dificuldades crescentes, o mandato de Cristo de evangelizar todos os povos permanece uma prioridade. Nenhuma razão pode justificar uma sua diminuição ou uma sua interrupção, dado que “a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja” (Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, 14). Esta missão “ainda está no começo e devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço” (João Paulo II, Carta Encíclica Redemptoris missio, 1). Como deixar de pensar aqui no Macedónio que, tendo aparecido em sonho a Paulo, clamava: “Vem à Macedónia e ajuda-nos”? Hoje são inúmeros aqueles que esperam o anúncio do Evangelho, aqueles que se sentem sequiosos de esperança e de amor. Quantos se deixam interpelar profundamente por este pedido de ajuda que se eleva da humanidade, abandonam tudo por Cristo e transmitem aos homens a fé e o amor por Ele! (cf. Spe salvi, 8).

4. “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!” (1 Cor 9, 16)

Caros irmãos e irmãs, “duc in altum”! Façamo-nos ao largo no vasto mar do mundo e, aceitando o convite de Jesus, lancemos as redes sem temor, confiantes na sua ajuda constante. São Paulo recorda-nos que anunciar o Evangelho não é um título de glória (cf. 1 Cor 9, 16), mas uma tarefa e uma alegria. Estimados irmãos Bispos, seguindo o exemplo de Paulo, cada um se sinta “prisioneiro de Cristo em favor dos pagãos” (Ef 3, 1), consciente de que nas dificuldades e nas provações pode contar com a força que dele nos provém. O Bispo é consagrado não apenas para a sua diocese, mas para a salvação do mundo inteiro (cf. Carta Encíclica Redemptoris missio, 63). Como o Apóstolo Paulo, ele é chamado a ir ao encontro daqueles que estão distantes, dos que ainda não conhecem Cristo, ou que ainda não experimentaram o seu amor libertador; o seu compromisso consiste em tornar missionária toda a comunidade diocesana, contribuindo de bom grado, em conformidade com as possibilidades, para destinar presbíteros e leigos a outras Igrejas, para o serviço da evangelização. Assim, a missio ad gentes torna-se o princípio unificador e convergente de toda a sua actividade pastoral e caritativa.

Vós, queridos presbíteros, primeiros colaboradores dos Bispos, sede pastores generosos e evangelizadores entusiastas! Não poucos de vós, ao longo destas décadas, partiram para os territórios de missão, a seguir à Carta Encíclica Fidei donum, cujo 50º aniversário há pouco comemorámos, e com a qual o meu venerado Predecessor o Servo de Deus Pio XII deu impulso à cooperação entre as Igrejas. Formulo votos a fim de que não definhe esta tensão missionária nas Igrejas locais, apesar da escassez de clero que aflige não poucas delas.

E vós, amados religiosos e religiosas, caracterizados por vocação por uma forte conotação missionária, levai o anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos que estão distantes, mediante um testemunho coerente de Cristo e um seguimento radical do seu Evangelho.

Todos vós, prezados fiéis leigos que trabalhais nos diversos âmbitos da sociedade, sois chamados a participar na difusão do Evangelho de maneira cada vez mais relevante. Assim, abre-se diante de vós um areópago complexo e multifacetado a ser evangelizado: o mundo. Dai testemunho com a vossa própria vida, do facto de que os cristãos “pertencem a uma sociedade nova, rumo à qual caminham e que, na sua peregrinação, é antecipada” (Spe salvi, 4).

5. Conclusão

Caros irmãos e irmãs, a celebração do Dia Missionário Mundial encoraje todos vós a tomar uma renovada consciência da urgente necessidade de anunciar o Evangelho. Não posso deixar de relevar com profundo apreço a contribuição das Pontifícias Obras Missionárias para a acção evangelizadora da Igreja. Agradeço-lhes o apoio que oferecem a todas as Comunidades, de maneira especial às mais jovens. Elas constituem um válido instrumento para animar e formar missionariamente o Povo de Deus e alimentam a comunhão de pessoas e de bens entre os vários membros do Corpo místico de Cristo. A colecta, que no Dia Missionário Mundial se realiza em todas as paróquias, seja um sinal de comunhão e de solicitude recíproca entre as Igrejas. Enfim, que no povo cristão se intensifique cada vez mais a oração, meio espiritual indispensável para difundir no meio de todos os povos a luz de Cristo, “a luz por antonomásia” que resplandece sobre “as trevas da história” (Spe salvi, 49). Enquanto confio ao Senhor a obra apostólica dos missionários, das Igrejas espalhadas pelo mundo e dos fiéis comprometidos em várias actividades missionárias, invocando a intercessão do Apóstolo Paulo e de Maria Santíssima, “Arca da Aliança viva”, Estrela da evangelização e da esperança, concedo a todos a Bênção apostólica.

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 31 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos a mensagem que Bento XVI escreveu com motivo do Domingo Mundial das Missões (DOMUND), que se celebrará a 19 de outubro.

ZP08073108 – 31-07-2008
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