O Valor de uma Ave-Maria.



TODAS A GERAÇÕES TE PROCLAMARÃO BEM AVENTURADA.




AVE MARIA MINHA MÃE



Trechos selecionados da obra de São Luís Maria Grignion de Montfort


“A Ave-Maria, rezada com devoção, atenção e modéstia, é, como dizem os santos, o inimigo do demônio, pondo-o logo em fuga, e o martelo que o esmaga; a santificação da alma, a alegria dos anjos, a melodia dos predestinados, o cântico do Novo Testamento, o prazer de Maria e a glória da Santíssima Trindade. A Ave-Maria é um orvalho celeste que torna a alma fecunda; é um beijo casto e amoroso que se dá em Maria, é uma rosa vermelha que se lhe apresenta, é uma pérola preciosa que se lhe oferece, é uma taça de ambrosia e de néctar divino que se lhe dá. Todas estas comparações são de santos ilustres”.

“[Vários santos] compuseram livros inteiros sobre as maravilhas e a eficácia da Ave Maria, para conversão das almas. Altamente publicaram e pregaram que a salvação do mundo começou pela Ave-Maria, e a salvação de cada um em particular está ligada a esta prece; que foi esta prece que trouxe à terra seca e árida o fruto da vida, e que é esta mesma prece que deve fazer germinar em nossa alma a palavra de Deus e produzir o fruto de vida, Jesus Cristo; que a Ave-Maria é um orvalho celeste que umedece a terra, isto é, a alma para fazer brotar o fruto no tempo adequado; e que uma alma que não for orvalhada por esta prece ou orvalho celeste não dará fruto algum, nem dará senão espinhos, e não estará longe de ser amaldiçoada. (…) Pois sempre se verificou que aqueles que trazem o sinal de condenação, como os hereges, os ímpios, os orgulhosos, e os mundanos, odeiam e desprezam a Ave-maria e o terço. Os hereges ainda aprendem e recitam o Pai-Nosso, mas abominam a Ave-Maria e o terço. Trariam antes uma serpente sobre o peito do que o rosário ou o terço”.

“Não sei como isto acontece nem por que; entretanto é verdade, e não conheço melhor segredo para verificar se uma pessoa é de Deus, do que examinar se gosta ou não de rezar a Ave-Maria e o terço”.

“Almas predestinadas, escravos de Jesus em Maria, aprendei que a Ave-Maria é a mais bela de todas as orações, depois do Pai-Nosso. É a saudação mais perfeita que podeis fazer a Maria, pois é a saudação que o altíssimo indicou a um arcanjo para ganhar o coração da Virgem de Nazaré”.

“Rogo-vos instantemente, pelo amor que vos consagro em Jesus e Maria, que não vos contenteis de recitar a coroinha da Santíssima Virgem, mas também o vosso terço, e até, se houver tempo, o vosso rosário, todos os dias, e abençoareis, na hora da morte, o dia e a hora em que me acreditastes; e, depois de ter semeado sob as bênçãos de Jesus e de Maria, colhereis bênçãos eternas no Céu”.


São Luís Maria G. de Montfort
(Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 249 a 254).




Quem eram os irmãos de Jesus?

São eles (Tiago, José, Judas e Simão) e outras duas irmãs cujos nomes não são citados.



Os chamados irmãos de Jesus, são na verdade primos e primas de primeiro e segundo grau de Jesus, saiba como e por que !

*CATÓLICOS – Jesus Cristo é Filho único

PROTESTANTE – Tiago, José, Judas e Simão

FATO DA VIDA: um novo laço de parentesco

Novamente vem o problema dos parentes de Jesus. A Igreja sempre ensina que Jesus é Filho único e unigênito de Maria. Como então aparecem no Evangelho o nome de outros irmãos ?

Os que gostam de reduzir Maria a uma mulher corriqueira, se agarram a esta e outras passagens ( Mc 3,31-35; Lc 8,19; Mt 12,46 ).

Acontece, porém, que no tempo de Jesus, nas famílias hebréias, eram considerados juridicamente irmãos os primos e sobrinhos.

Estas passagens tem um sentido bem mais amplo : Jesus veio criar um novo laço de parentesco, maior que os vínculos do sangue e da carne: a família dos que crêem no Filho de Deus, dos que fazem a vontade do Pai.

A estes Jesus chama de “irmãos, irmãs e mãe ” ( Mt 12,50 ). A esta nova família, a família de Deus na terra , Jesus chamou de Reino dos Céus “.

A PALAVRA DE DEUS

“Estando ainda a falar às multidões, sua mãe e seus irmãos estavam fora, procurando falar-lhe” (Mt 12,46 )

“Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão?

E as suas irmãs não estão aqui entre nós?” (Mc 6,3)

Chegaram, então, a sua mãe e seus irmãos e, ficando do lado de fora, mandaram chamá-lo.

Havia uma multidão sentada em torno dele. Disseram–lhe “A tua mãe, os teus irmãos e as tuas irmãs estão lá fora e te procuram”. E Jesus perguntou : “Quem é minha mãe e meus irmãos ? “E, percorrendo com o olhar os que estavam sentados ao seu redor, disse : “Eis a minha mãe e os meus irmãos . Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe “. (Mc 3,31-35)

“Sua mãe e seus irmãos chegaram até ele, mas não podiam abordá-lo por causa da multidão… Avisaram-no então: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora, querendo te ver .” Mas ele respondeu : “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que puvem a palavra de Deus e a põem em prática “.

EXPLICAÇÃO

a)-QUE SIGNIFICA OS IRMÃOS DE JESUS NA LÍNGUA DE JESUS ?

Há uma discussão entre católicos e protestantes em torno dos irmãos de Jesus.

Essa expressão ocorre várias vezes nos Evangelhos.

A igreja Católica, apoiando-se na sua longa tradição, já muito antiga, ensina que Nossa Senhora só teve um único filho, Jesus Cristo; e que ela foi sempre virgem antes do parto, no parto e depois do parto.

Os protestantes, apoiando-se na sua pequena tradição, explicam essa expressão ao pé da letra “irmãos de Jesus” e afirmam que Maria teve outros filhos, além de Jesus.

E mostram, por exemplo, o texto de Marcos 6,3:

“Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão?

E as suas irmãs não estão aqui entre nós?”

Tomando este texto ao pé da letra os protestantes concluem que, depois do nascimento virginal de Jesus, Maria e José tiveram, no mínimo, quatro filhos e duas filhas.( 6 )

Na Bíblia, a palavra irmão é muito elástica.

Lá dentro cabe muita gente, não só os irmãos filhos dos mesmos pais, mas também os primos e outros parentes.

Era mais ou menos como a palavra primo, hoje, no Brasil.

É também uma palavra muito elástica que não pode ser tomada ao pé da letra, por exemplo, um fulano chega perto de você e diz:

“Aquele lá é um primo meu”.

Você toma a palavra primo ao pé da letra e pergunta:

“Então, é filho do irmão de seu pai ou de sua mãe?”

Ele responde:

“Que nada! É filho do irmão de um tio de meu avô!”

Realmente, no Brasil, a gente não pode tomar ao pé da letra a palavra primo.

A mesma coisa vale para a palavra irmão na língua de Jesus.

Se você fosse perguntar a São Marcos:

“Então, aqueles quatro irmãos de Jesus são todos filhos de José e de Maria?” Ele responderia:

“Que nada!

São filhos de uma prima ou irmã da mãe de Jesus!”

De fato o mesmo Marcos diz de Tiago que ele é irmão de Jesus (Marcos 6,3) e filho de uma outra Maria (Marcos 16,1).

São Mateus diz claramente que se tratava de uma “outra Maria” (Mateus 28,1).

Então na Bíblia a palavra irmão ou irmã de Jesus eram primos e primas. ( 6 )

b) EXEMPLOS DA PALAVRA IRMÃO QUE NÃO É IRMÃO

1)”Disse Abraão a Ló: Peço-te que não haja brigas entre mim e ti, nem entre nossos pastores, pois somos irmãos” (Gênesis 13,8).

Ora, a Bíblia nos fala que Ló era filho de Arão, e Arão era irmão de Abraão (GN 11,27-28).

Vejam só: Abraão era tio de Ló e chama Ló de irmão.

2) “Eleasar morreu e não deixou filhos, mas filhas e estas casaram-se com os filhos de Cis seus irmãos”(1CR 23,22).

Eleasar e Cis eram filhos de Mooli (1CR 23,21).

Logo os filhos de Cis eram primos primeiros das filhas de Eleasar.

E a Bíblia falou que os filhos de Cis eram “irmãos” das filhas de Eleasar.

c) OS CHAMADOS IRMÃOS DE JESUS O QUE ERAM ?

Os chamados irmãos de Jesus (Tiago, José, Judas e Simão) são primos

Descrevendo a cena do calvário São João fala que lá estavam, junto da cruz de Jesus, sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena (João 19,25).

Descrevendo a mesma cena, São Mateus e São Marcos falam que esta outra Maria era mãe de Tiago, o menor e de José (MT 27,56 e MC 15,40).

Vimos então, que Tiago e José chamados por Marcos de irmãos de Jesus eram filhos da outra Maria, a mulher de Cléofas ou Alfeu.

Esta outra Maria era “irmã ” ou prima de Nossa Senhora como disse São João.

Logo, Tiago e José eram primos – primeiros ou primos-segundos de Jesus. Judas, outro irmão” de Jesus é apontado como irmão de Tiago (LC 6,16) e ele mesmo, na sua Epístola, fala que é irmão de Tiago (Jd 1).

Logo, ele é também primo de Jesus, o mesmo acontecendo com Simão.

6.5- UMA MENSAGEM PARA A VIDA

Jesus Cristo, quando estava pregado na cruz, entregou sua Mãe para João tomar conta dela (João 19,27) :

“E a partir dessa hora o discípulo a recebeu em sua casa”.

Ora, se Nossa Senhora tivesse outros filhos e filhas, será que iam deixá-la ir para casa dos outros ou iria entregar sua Mãe ao apóstolo João que era um estranho e não pertencia à família?

Será que estes irmãos, e sobretudo, estas irmãs iriam permitir uma coisa assim?

Disso tudo, nós concluímos que Maria Santíssima só teve mesmo o seu Divino Filho, Jesus Cristo.

E que podemos e devemos chamá-la com o nome de Sempre Virgem Maria.

Nós católicos não queremos ficar discutindo com protestantes.

Mas precisamos sempre esclarecer as verdades de nossa fé, para podermos vivê-la e transmiti-la com firmeza aos outros.

Maria Santíssima é a Virgem Mãe de Deus e nossa.

Pe. Lucas de Paula almeida, CM

*PADRE LUCAS – 60 anos e 33 anos de padre é sacerdote vicentino da Congregação da Missão (CM), maestro, compositor, cantor e escritor. 48 livros publicados e 46 CD editados (vencedor de23 Campanhas da Fraternidade)

Outros textos semelhantes e mais completos:

http://ointercessor.blogspot.com/2009/04/e-os-irmaos-de-jesus.html

http://www.filhosdapaixao.org.br/protestantes/desmascarando_os_protestantes/001_maria_santissima/002_maria_santissima.htm


Semeando a cultura de Pentecostes


Jesus Ressucitado se encontra com Maria sua Mãe!

Os evangelistas não relatam este encontro, mas também não dizem que ele não tenha acontecido, afinal muitos outros encontros ou aparições também não foram escritos  nos evangelhos como nos diz São João, “Não caberiam nos livros se fossem relatados tudo aquilo que Jesus havia executado neste mundo…”, mas porém só foram relatados os acontecimentos relacionados com a nossa fé.



Depois da deposição de Jesus no sepulcro, Maria é a única que permanece a ter viva a chama da fé, preparando-se para acolher o anúncio jubiloso e surpreendente da ressurreição. A espera vivida no Sábado Santo constitui um dos momentos mais altos da fé da Mãe do Senhor: na obscuridade que envolve o universo, Ela entrega-se plenamente ao Deus da vida e, recordando as palavras do Filho, espera a realização plena das promessas divinas.

Os Evangelhos narram diversas aparições do Ressuscitado, mas não o encontro de Jesus com a sua Mãe. Este silêncio não deve levar a concluir que, depois da Ressurreição, Cristo não tenha aparecido a Maria; convida-nos, ao contrário, a procurar os motivos dessa escolha por parte dos evangelistas. Supondo uma “omissão”, ela poderia ser atribuída ao fato que tudo o que é necessário para o nosso conhecimento salvífico é confiado à palavra de “testemunhas anteriormente designadas por Deus” (At. 10, 41), isto é, aos Apóstolos que “com grande poder” deram testemunho da ressurreição do Senhor Jesus (cf. At. 4,33).

Antes que a eles, o Ressuscitado apareceu a algumas mulheres fiéis, por causa da sua função eclesial: “Ide dizer a Meus irmãos que partam para a Galileia, e lá Me verão” (Mt. 28,10). Se os autores do Novo Testamento não falam do encontro da Mãe com o Filho ressuscitado, isto talvez seja atribuível ao fato que semelhante testemunho poderia ser considerado, por parte daqueles que negavam a ressurreição do Senhor, muito interessado, e portanto não digno de fé.

2. Os Evangelhos, além disso, referem um pequeno número de aparições de Jesus ressuscitado, e não certamente o relatório completo de quanto aconteceu nos 40 dias após a Páscoa. São Paulo recorda uma aparição “a mais de quinhentos irmãos, de uma só vez” (1 Cor. 15, 6). Como justificar que um fato conhecido por muitos não seja referido pelos Evangelistas, apesar do seu caráter excepcional? É sinal evidente de que outras aparições do Ressuscitado, embora estivessem no elenco dos notórios fatos ocorridos, não tenham sido mencionadas. Como poderia a Virgem, presente na primeira comunidade dos discípulos (cf. At. 1, 14), ter sido excluída do número daqueles que se encontraram com o seu divino Filho, ressuscitado dos mortos?

3. É antes legítimo pensar que, de modo semelhante a Mãe tenha sido a primeira pessoa a quem Jesus ressuscitado apareceu. A ausência de Maria do grupo das mulheres que ao alvorecer se dirige ao sepulcro (cf. Mc. 16, 1; Mt. 28, 1), não poderia talvez constituir um indício do fato de Ela já se ter encontrado com Jesus? Esta dedução encontraria confirmação no dado que as primeiras testemunhas da ressurreição, por vontade de Jesus, foram as mulheres, que tinham permanecido fiéis ao pé da Cruz, e portanto mais firmes na fé. Com efeito, a uma delas, Maria de Mágdala, o Ressuscitado, confia a mensagem a ser transmitida aos Apóstolos ( cf. Jo. 20,17-18).

Também este elemento consente talvez pensar em Jesus que aparece em primeiro lugar à sua Mãe, Aquela que permaneceu a mais fiel e, na prova, conservou íntegra a fé. Por fim, o caráter único e especial da presença da Virgem no Calvário e a sua perfeita união com o Filho no sofrimento da Cruz, parecem postular uma sua particularíssima participação no mistério da ressurreição.

Um autor do século quinto, Sedúlio, afirma que Cristo Se mostrou no esplendor da vida ressuscitada, antes de tudo, à própria Mãe. Com efeito, Aquela que na anunciação tinha sido a via do Seu ingresso no mundo, era chamada a difundir a maravilhosa notícia da ressurreição, para se fazer anunciadora da Sua vinda gloriosa. Inundada assim pela glória do Ressuscitado, Ela antecipa o “resplendor” da Igreja (cf. Sedúlio, Carmen Pascale, 5, 357-364, CSEL 10, 140 s.).

4. Sendo imagem e modelo da Igreja, que espera o Ressuscitado e que no grupo dos discípulos O encontra durante as aparições pascais, parece razoável pensar que Maria tenha tido um contato pessoal com o Filho ressuscitado, para gozar também ela da plenitude da alegria pascal.

Presente no Calvário durante a Sexta-Feira Santa (cf. Jo. 19, 25) e no cenáculo, no Pentecostes (cf. At. 1, 14), a Virgem Santíssima foi provavelmente testemunha privilegiada da ressurreição de Cristo, completando desse modo a sua participação em todos os momentos essenciais do Mistério pascal. Acolhendo Jesus ressuscitado, Maria é além disso sinal e antecipação da humanidade, que espera obter a sua plena realização mediante a ressurreição dentre os mortos.

No tempo pascal a comunidade cristã, ao dirigir-se à Mãe do Senhor, convida-a a alegrar-se: “Regina caeli, laetare. Aleluja!”, “Rainha do céu, alegra-te. Aleluia!”. Recorda assim a alegria de Maria pela ressurreição de Jesus, prolongando no tempo o “alegra-te” que lhe fora dirigido pelo Anjo na anunciação, para que se tornasse “causa de júbilo” para a humanidade inteira.


Maria & Cristo. PPT

Jesus & Maria. Post


Fonte : L’Osservatore Romano, ed. port. n.21, 24/05/1997, pag. 12(240)

DO Livro: A VIRGEM MARIA – 58 CATEQUESES DO PAPA JOÃO PAULO II- EDITORA CLÉOFAS  – http://www.cleofas.com.br


 


Semeando a cultura de Pentecostes