Dom da Interpretação das Línguas


Interpretação


Não é uma tradução. Quando uma profecia é proclamada em línguas, ou seja, com gemidos inefáveis, ininteligíveis, faz-se necessária a utilização do dom da Interpretação das Línguas, em que uma ou mais pessoas, respeitando-se a ordem, irá proclamar aquela mesma profecia em vernáculo, isto é, em linguagem inteligível, no idioma do grupo. É imprescindível que haja quem interprete uma profecia proclamada em línguas, sob pena de o povo não entender a mensagem divina a ele dirigida. Veja o que Paulo nos ensina acerca da Interpretação das Línguas em I Cor. 14, 13. 27-28.

O que é a interpretação de Línguas?

Se a oração em línguas edifica a pessoa, a fala em línguas deve receber interpretação, que é dom do Espírito Santo. A expressão falar em línguas sugere, então, uma mensagem que chega para a comunidade ou para uma pessoa no dom de línguas, e para que os ouvintes compreendam a mensagem, esta precisa ser interpretada. Se na assembléia não tiver ninguém que a interprete, então, o transmissor da mensagem deve silenciar-se.

O dom da interpretação de línguas não é um dom de tradução. Trata-se de uma moção, uma unção do Espírito Santo para se tornar compreensível aos membros da comunidade aquela mensagem do Senhor que chega pelo dom de Línguas.

A interpretação como um dom permanente

Assim, orar em línguas é um dom permanente, podendo-se dispor dele a qualquer momento para a edificação pessoal; e o falar, emitir uma mensagem do Senhor em línguas pode ser considerado uma carisma transitório (temporário), usado em determinados momentos; contudo, são sempre dons de Deus e carismas diferentes. Estes carismas podem se manifestar em qualquer membro da comunidade, segundo a vontade de Deus com a unção do Espírito Santo para que suas mensagens sejam passadas ao seu povo.

Na fala em Línguas, Deus pode nos dar uma Revelação, Profecia ou Palavra de Ciência, Doutrina, ou discurso em línguas. E nesses casos deverá ter interpretação. Quando se FALA em línguas, se pressupõe dom de línguas e o da interpretação, para que assim, se torne conhecido o pensamento do Senhor. Paulo diz: “Se não houver intérprete, fiquem calados na reunião” (v.28), por isso se indica que esse dom pode ser considerado permanente.

Como a interpretação se manifesta

A interpretação consiste “numa inspiração especial do Espírito Santo pela qual o agraciado é capacitado a dar sentido a uma mensagem vaga; este dom diz respeito ao conteúdo espiritual de uma mensagem; e quando uma mensagem em línguas recebe uma interpretação”.

Este dom se manifesta na mente da pessoa que recebe o significado da mensagem, e esta é movida a repassar com palavras inteligíveis a todos os presentes a mensagem que vem do Senhor. A mensagem em línguas pode ser curta ou longa, porém a interpretação dever ser concisa e clara, para que todos entendam. O Senhor não envia uma mensagem em partes, portanto, a interpretação deve trazer a mensagem em sua totalidade e não dividida em partes. Mais de uma pessoa pode receber a mesma interpretação de uma mensagem, nesse caso o comportamento deve ser o mesmo do utilizado nas profecias e dizer: Eu confirmo!

Há unção para a interpretação?

Sim, assim como há unção nas profecias e nas mensagens em línguas, vemos também, que há na interpretação. Podemos dizer que esta unção é uma espécie de um impulso para a interpretação, e quanto mais o intérprete se habitua a essa unção, mais fácil ficará de identificar o modo como o Senhor dita as palavras.

A interpretação deve ser correta e não contradizer as Escrituras, o magistério da Igreja ou o sesus fidei do povo de Deus. Caso contrário, a interpretação deve ser interrompida. O intérprete, ao proclamar uma mensagem, deve iniciar da seguinte forma: Eis o que o Senhor diz! Pois é em nome do Senhor que ele proclama a mensagem e não por si próprio.

Todo carisma, como o da interpretação, visa a edificação da Igreja; para isso deve ser pedido com humildade, abrindo-se sempre mais a ação do Senhor.  

Fonte: Os carismas do Espírito Santo

Autor: Pe Isac Isaías Valle – 2ª Edição





Dom da Piedade.


Dons do Espírito Santo:


Dom da Piedade

Com Papa Francisco


Dom_da_Piedade

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje queremos nos concentrar em um dom do Espírito Santo que tantas vezes é mal entendido ou considerado de modo superficial, e em vez disso toca no coração a nossa identidade e a nossa vida cristã: trata-se do dom da Piedade.

É preciso esclarecer logo que este dom não se identifica com ter compaixão de alguém, ter piedade do próximo, mas indica a nossa pertença a Deus e a nossa ligação profunda com Ele, uma ligação que dá sentido a toda a nossa vida e que nos mantém sadios, em comunhão com Ele, mesmo nos momentos mais difíceis e conturbados.

1. Esta ligação com o Senhor não deve ser entendida como um dever ou uma imposição. É uma ligação que vem de dentro. Trata-se de uma relação vivida com coração: é a nossa amizade com Deus, dada a nós por Jesus, uma amizade que muda a nossa vida e nos enche de entusiasmo, de alegria. Por isso, o dom da piedade suscita em nós antes de tudo a gratidão e o louvor. É este, na verdade, o motivo e o sentido mais autêntico do nosso culto e da nossa adoração. Quando o Espírito Santo nos faz perceber a presença do Senhor e todo o seu amor por nós, aquece-nos o coração e nos move quase naturalmente à oração e à celebração. Piedade, então, é sinônimo de autêntico espírito religioso, de intimidade filial com Deus, daquela capacidade de rezar a Ele com amor e simplicidade que é própria das pessoas humildes de coração.

2. Se o dom da piedade nos faz crescer na relação e na comunhão com Deus e nos leva a viver como seus filhos, ao mesmo tempo nos ajuda a dirigir este amor também para os outros e a reconhecê-los como irmãos. E então sim seremos movidos por sentimentos de piedade – não de pietismo! – nos confrontos com quem está próximo a nós e com aqueles que encontramos todos os dias. Por que digo não de pietismo? Porque alguns pensam que ter piedade é fechar os olhos, fazer uma cara de imagem, fazer de conta que é um santo. No dialeto piemontês se diz ‘fare la “mugna quacia”’. Este não é o dom da piedade. O dom da piedade significa ser realmente capaz de alegar-se com quem está na alegria, de chorar com quem chora, de estar próximo a quem está sozinho ou angustiado, de corrigir quem está no erro, de consolar quem está aflito, de acolher e socorrer quem está precisando. Há uma relação muito estreita entre o dom da piedade e a mansidão. O dom da piedade que nos dá o Espírito Santo nos faz mansos, nos faz tranquilos, pacientes, em paz com Deus, a serviço dos outros com mansidão.

Queridos amigos, na Carta aos Romanos o apóstolo Paulo afirma: “Todos aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai” (Rm 8,14-15). Peçamos ao Senhor que o dom do seu Espírito possa vencer o nosso temor, as nossas incertezas, também o nosso espírito inquieto, impaciente, e possa nos tornar testemunhas alegres de Deus e do seu amor, adorando o Senhor em verdade e também no serviço ao próximo com mansidão e com sorriso que sempre o Espírito Santo nos dá na alegria. Que o Espírito Santo dê a todos nós este dom da piedade.

Quarta-feira, 04 de Junho de 2014

Papa Francisco

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Dom da Ciência.


Dons do Espírito Santo:


O Dom da Ciência

Com Papa Francisco   


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Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje gostaria de destacar outro dom do Espírito Santo, o dom da ciência. Quando se fala de ciência, o pensamento vai imediatamente à capacidade do homem de conhecer sempre melhor a realidade que o cerca e de descobrir as leis que regulam a natureza e o universo. A ciência que vem do Espírito Santo, porém, não se limita ao conhecimento humano: é um dom especial, que nos leva a entender, através da criação, a grandeza e o amor de Deus e a sua relação profunda com cada criatura.

1. Quando os nossos olhos são iluminados pelo Espírito, abrem-se à contemplação de Deus, na beleza da natureza e na grandiosidade do cosmo, e nos levam a descobrir como cada coisa nos fala Dele e do seu amor. Tudo isto suscita em nós grande admiração e um profundo sentido de gratidão! É a sensação que experimentamos também quando admiramos uma obra de arte ou qualquer outra maravilha que seja fruto da invenção e da criatividade do homem: diante de tudo isso, o Espírito nos leva a louvar o Senhor do fundo do nosso coração e a reconhecer, em tudo aquilo que temos e somos, um dom inestimável de Deus e um sinal do seu infinito amor por nós.

2. No primeiro capítulo do Gênesis, propriamente no início de toda a Bíblia, coloca-se em evidência que Deus se alegra com a sua criação, destacando repetidamente a beleza e a bondade de cada coisa. Ao término de cada dia, está escrito: “Deus viu que era coisa boa” (1, 12. 18. 21. 25): se Deus vê que a criação é uma coisa boa, é uma coisa bela, também nós devemos assumir esta atitude e ver que a criação é coisa boa e bela. Eis o dom da ciência que nos faz ver esta beleza, portanto louvamos a Deus agradecendo-lhe por ter nos dado tanta beleza. E quando Deus terminou de criar o homem não disse “viu que era coisa boa”, mas disse que era “muito boa” (v. 31). Aos olhos de Deus nós somos a coisa mais bela, grande, boa da criação: mesmo os anjos estão abaixo de nós, nós somos mais que os anjos, como ouvimos no livro dos Salmos. O Senhor nos quer bem! Devemos agradecer a Ele por isto. O dom da ciência nos coloca em profunda sintonia com o Criador e nos faz participar da clareza do seu olhar e do seu juízo. É nesta perspectiva que conseguimos entender no homem e na mulher o vértice da criação, como cumprimento de um projeto de amor que está impresso em cada um de nós e que nos faz reconhecer como irmãos e irmãs.

3. Tudo isto é motivo de serenidade e de paz e faz do cristão um testemunho alegre de Deus, nos passos de São Francisco de Assis e de tantos santos que souberam louvar e cantar o seu amor através da contemplação da criação. Ao mesmo tempo, porém, o dom da ciência nos ajuda a não cair em algumas atitudes excessivas ou erradas. A primeira é constituída pelo risco de nos considerarmos donos da criação. A criação não é uma propriedade, na qual podemos mandar de acordo com a nossa vontade; nem, tão pouco, é uma propriedade somente de alguns, de poucos: a criação é um presente, é um presente maravilhoso de Deus que nos deu para que cuidemos dela e a utilizemos em benefício de todos, sempre com grande respeito e gratidão. A segunda atitude errada é representada pela tentação de nos pararmos nas criaturas, como se estas pudessem oferecer a resposta a todas as nossas expectativas. Com o dom da ciência, o Espírito nos ajuda a não cair neste erro.

Mas gostaria de retornar ao primeiro caminho errado: dominar a criação em vez de protegê-la. Devemos proteger a criação porque é um presente que o Senhor nos deu, é um presente de Deus para nós; nós somos guardiães da criação. Quando nós exploramos a criação, destruímos o sinal do amor de Deus. Destruir a criação é dizer a Deus: “não gosto”. E isto não é bom: eis o pecado.

A proteção da criação é justamente a proteção do presente de Deus e é dizer a Deus: “obrigado, eu sou o guardião da criação, mas para fazê-la progredir, nunca para destruir o teu presente”. Esta deve ser a nossa atitude diante da criação: protegê-la, porque se nós destruímos a criação, a criação nos destruirá! Não se esqueçam disso. Uma vez eu estava no campo e ouvi um dito de uma pessoa simples, que gostava tanto das flores e cuidava delas. Disse-me: “Devemos proteger estas coisas belas que Deus nos deu; a criação é para nós a fim de que nós a aproveitemos bem; não explorar, mas protegê-la, porque Deus perdoa sempre, nós homens perdoamos algumas vezes, mas a criação não perdoa jamais e se você não a protege ela te destruirá”.

Isto deve nos fazer pensar e pedir ao Espírito Santo o dom, o dom da ciência para entender bem que a criação é o mais belo presente de Deus. Ele fez tantas coisas boas para a melhor coisa que é a pessoa humana.

Quarta-feira, 21 de maio de 2014

Papa Francisco

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Dom do Conselho.


 

Dons do Espírito Santo:


O Dom do Conselho


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Queridos irmãos e irmãs, bom dia! 2020

Ouvimos na leitura do trecho do livro dos Salmos “O Senhor me deu conselho, mesmo de noite o meu coração me exorta” (Sal 16, 7). E este é um outro dom do Espírito Santo: o dom do conselho. Sabemos quanto é importante, nos momentos mais delicados, poder contar com sugestões de pessoas sábias e que nos querem bem. Ora, através do dom do conselho, é o próprio Deus, com o seu Espírito, a iluminar o nosso coração, de forma a nos fazer compreender o modo correto de falar e de se comportar e o caminho a seguir. Mas como esse dom age em nós?

1. No momento em que o acolhemos e o hospedamos no nosso coração, o Espírito Santo logo começa a nos tornar sensíveis à sua voz e a orientar os nossos pensamentos, os nossos sentimentos e as nossas intenções segundo o coração de Deus. Ao mesmo tempo, leva-nos sempre mais a dirigir o olhar interior para Jesus, como modelo do nosso modo de agir e de nos relacionarmos com Deus Pai e com os irmãos. O conselho, então, é o dom com que o Espírito Santo torna a nossa consciência capaz de fazer uma escolha concreta em comunhão com Deus, segundo a lógica de Jesus e do seu Evangelho. Deste modo, o Espírito nos faz crescer interiormente, faz-nos crescer positivamente, faz-nos crescer na comunidade e nos ajuda a não ficar à mercê do egoísmo e do próprio modo de ver as coisas. Assim, o Espírito nos ajuda a crescer e também a viver em comunidade. A condição essencial para conservar este dom é a oração. Sempre voltamos ao mesmo tema: a oração! Mas é tão importante a oração. Rezar com as orações que todos nós sabemos desde criança, mas também rezar com as nossas palavras. Rezar ao Senhor: “Senhor, ajuda-me, aconselha-me, o que devo fazer agora?”. E com a oração abrimos espaço, a fim de que o Espírito venha e nos ajude naquele momento, aconselhe-nos sobre o que nós devemos fazer. A oração! Nunca esquecer a oração. Nunca! Ninguém, ninguém percebe quando nós rezamos no ônibus, na estrada: rezamos em silêncio com o coração. Aproveitemos esses momentos para rezar, rezar para que o Espírito nos dê o dom do conselho.

2. Na intimidade com Deus e na escuta da sua Palavra, gradualmente colocamos de lado a nossa lógica pessoal, ditada nas maiorias das vezes pelos nossos fechamentos, pelos nossos preconceitos e pelas nossas ambições, e aprendemos, em vez disso, a perguntar ao Senhor: qual é o teu desejo, qual é a tua vontade, o que te agrada? Deste modo amadurece em nós uma sintonia profunda, quase inata no Espírito e se experimenta quanto são verdadeiras as palavras de Jesus reportadas no Evangelho de Mateus: “Não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar nem com que haveis de dizer: naquele momento, ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós” (Mt 10, 19-20).  É o Espírito que nos aconselha, mas nós devemos abrir espaço ao Espírito, para que possa nos aconselhar. E abrir espaço é rezar, rezar para que Ele venha e nos ajude sempre.

3. Como todos os outros dons do Espírito, então, também o conselho constitui um tesouro para toda a comunidade cristã. O Senhor não nos fala somente na intimidade do coração, fala-nos sim, mas não somente ali, mas nos fala também através da voz e do testemunho dos irmãos. É realmente um grande dom poder encontrar homens e mulheres de fé, que, sobretudo nos momentos mais complicados e importantes da nossa vida, ajudam-nos a fazer luz no nosso coração, a reconhecer a vontade do Senhor!

Eu me lembro uma vez no santuário de Luján, estava no confessionário, diante o qual havia uma fila longa. Havia um rapaz todo moderno, com piercings e tatuagens, todas estas coisas… E veio para me dizer algo que acontecia com ele. Era um problema grande, difícil. E me disse: eu contei tudo isso à minha mãe e ela me disse: vá à Nossa Senhora e ela te dirá o que você deve fazer. Eis uma mulher que tinha o dom do conselho. Não sabia encontrar uma saída para o problema do filho, mas indicou o caminho justo: Vá a Nossa Senhora e ela lhe dirá. Este é o dom do conselho. Aquela mulher humilde, simples, deu ao filho o conselho mais verdadeiro. De fato, este rapaz me disse: olhei para Nossa Senhora e senti que devia fazer isto, isto e isto… Eu não precisei falar, já tinham dito tudo sua mãe e o próprio rapaz. Este é o dom do conselho. Vocês, mães, que têm este dom, peçam – no para os seus filhos. O dom de aconselhar os filhos é um dom de Deus.

Queridos amigos, o Salmo 16, que ouvimos, convida-nos a rezar com estas palavras: “Bendigo o Senhor porque me deu conselho, porque mesmo de noite o coração me exorta. Ponho sempre o Senhor diante dos olhos, pois ele está à minha direita, não vacilarei” (vv. 7-8). Que o Espírito possa sempre infundir no nosso coração esta certeza e nos encher assim com o seu consolo e a sua paz! Peçam sempre o dom do conselho.

Quarta-feira, 7 de maio de 2014

Papa Francisco

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Dom_da_Ciencia Sete_dons Dom Fortaleza
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Sete_dons

Os Sete Dons do Espírito Santo.



Os Dons do Espírito Santo:


Os Sete Dons Ordinários

E os Dons Extraordinários


Sete_dons



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O Dom do Espírito Santo.

Oração Pedindo os Dons do Espírito Santo.

Vem Espírito Santo, Vem !!!

Dons Ordinários

1 – Dom da Sabedoria.

2- O Dom do Entendimento.

3 – Dom da Ciência.

4 – Dom da Conselho.

5 – Dom da Fortaleza.

6 – Dom da Piedade.

7 -Dom do Temor de Deus.


Sete_dons Dom_da_Sabedoria
Dom_da_Ciencia Dom_do_conselho Dom Fortaleza
Dom_da_Piedade Dom_do_temor_do_senhor

Dons Extraordinários:

O Dom do Espírito Santo.

Glossolalia, Xenoglossia ou Dom de Línguas estranhas.

O Dom da Profecia.

O Dom de Ciência e Sabedoria.

Dom de Cura e Libertação.


Recebendo_o_Espirito_Santo Dom_Linguas_estranhas Interpretação_LÍNGUAS
Dom_profecia Dom_da_Ciencia
Dom_Cura_libertação
Repouso_no_Espírito_2 Dom_Fé_Milagres Dom_Discernimento

Frutos_do_Espírito


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TÍTULO AUTOR
Catequese com o Papa: o dom da Sabedoria Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom do Entendimento Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom do Conselho Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom da Fortaleza Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom da Ciência Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom da Piedade Vera Lúcia


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Sete_dons
Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito


Dom da Fortaleza.


Dons do Espírito Santo:


O Dom da Fortaleza


Dom Fortaleza

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Refletimos nas catequeses passadas sobre os primeiros três dons do Espírito Santo: a sabedoria, o entendimento e o conselho. Hoje pensemos naquilo que o Senhor faz: Ele vem sempre para nos apoiar na nossa fraqueza e faz isto com um dom especial: o dom da fortaleza.

1. Há uma parábola, contada por Jesus, que nos ajuda a acolher a importância deste dom. Um semeador sai para semear; nem toda a semente que espalha, porém, dá fruto. Aquilo que acaba pelo caminho é comido pelos pássaros; aquilo que cai em terreno rochoso ou em meio a espinhos semeia, mas logo é secado pelo sol ou sufocado pelos espinhos. Somente aquilo que termina em terreno bom pode crescer e dar fruto (cfr Mc 4, 3-9 // Mt 13, 3-9 // Lc 8, 4-8). Como o próprio Jesus explica aos seus discípulos, este semeador representa o Pai, que espalha abundantemente a semente da sua Palavra. A semente, porém, muitas vezes encontra a aridez do nosso coração e, mesmo quando é acolhida, corre o risco de permanecer estéril. Com o dom da fortaleza, em vez disso, o Espírito Santo liberta o terreno do nosso coração, liberta-o do torpor, das incertezas e de todos os nossos medos que possam impedi-Lo, de modo que a Palavra do Senhor seja colocada em prática, de modo autêntico e alegre. É uma verdadeira ajuda este dom da fortaleza, dá-nos força, liberta-nos também de tantos impedimentos.

2. Há também momentos difíceis e situações extremas nas quais o dom da fortaleza se manifesta de modo extraordinário, exemplar. É o caso daqueles que se encontram diante de experiências particularmente duras e dolorosas, que perturbam suas vidas e de seus entes queridos. A Igreja resplandece com o testemunho de tantos irmãos e irmãs que não exitaram em dar a própria vida para permanecerem fiéis ao Senhor e ao seu Evangelho. Mesmo hoje não faltam cristãos que em tantas partes do mundo continuam a celebrar e a testemunhar a sua fé, com profunda convicção e serenidade, e resistem mesmo quando sabem que isso pode comportar um preço mais alto. Também nós, todos nós, conhecemos pessoas que viveram situações difíceis, tantas dores. Pensemos naqueles homens, naquelas mulheres que levam uma vida difícil, lutam para levar adiante a família e educar os filhos: fazem tudo isso porque há o espírito de fortaleza que os ajuda. Quantos homens e mulheres – nós não sabemos seus nomes – que honram nosso povo, nossa Igreja, porque são fortes: fortes em levar adiante sua vida, sua família, seu trabalho, sua fé. Estes nossos irmãos e irmãs são santos, santos no cotidiano, santos escondidos em meio a nós: têm justamente o dom da fortaleza para poder levar adiante o seu dever de pessoas, de pais, de mães, de irmãos, de irmãs, de cidadãos. Temos tantos! Agradeçamos ao Senhor por estes cristãos que são de uma santidade escondida: é o Espírito Santo que têm dentro que os leva adiante! E nos fará bem pensar nessas pessoas: se elas fazem tudo isso, se elas podem fazê-lo, por que não eu? E nos fará bem também pedir ao Senhor que nos dê o dom da fortaleza.

3. Não é preciso pensar que o dom da fortaleza seja necessário somente em algumas ocasiões, ou em situações particulares. Este dom deve constituir um pano de fundo do nosso ser cristão, na ordinariedade da nossa vida cotidiana. Como disse, em todos os dias da vida cotidiana devemos ser fortes, temos necessidade desta fortaleza, para levar adiante a nossa vida, a nossa família, a nossa fé. O apóstolo Paulo disse uma frase que nos fará bem ouvir: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fil 4, 13). Quando enfrentamos a vida ordinária, quando vêm as dificuldades, recordemos isto: “Tudo posso naquele que me fortalece”. O Senhor nos dá a força, sempre, não a deixa faltar. O Senhor não nos dá uma prova maior do que podemos tolerar. Ele está sempre conosco. “Tudo posso naquele me fortalece”.

Queridos amigos, às vezes podemos ser tentados a nos deixar levar pela preguiça ou, pior, pelo desânimo, sobretudo diante dos cansaços e das provações da vida. Nestes casos, não vamos desanimar, invoquemos o Espírito Santo para que, com o dom da fortaleza, possa aliviar o nosso coração e comunicar nova força e entusiasmo na nossa vida e no nosso seguimento a Jesus.

Quarta-feira, 14 de Maio de 2014

Papa Francisco

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Glossolalia, Xenoglossia ou Dom de Línguas estranhas.


O que diz a ciência humana sobre o Dom de Línguas.

Usado pelos Carismáticos Católicos e Igrejas Pentecostais.


Ciência_linguas


Novos estudos científicos comprovam a veracidade

do Dom de Línguas.

A Ciência faz um estudo sobre o Dom de Línguas, mais conhecido como:


A GLOSSOLALIA E A XENOGLOSSIA.

CIÊNCIA

O dom de línguas

Por Enrique Coperías


Os cientistas têm se interessado por séculos por um curioso fenómeno conhecido como glossolalia, termo religioso que designa o ato de falar em uma língua desconhecida, durante um êxtase místico. Uma equipe de pesquisadores descobriu as áreas do cérebro envolvidas na sua gênese.

O dom de línguas ou glossolalia (originado da palavra grega “glossa = língua”, e “lalin = falar”) é originalmente um termo religioso que é mencionado no Novo Testamento, e refere-se ao “DOM”-“presente” que os Apóstolos receberam através da descida do Espírito Santo em Pentecostes, e eles por sua vez, transmitiram a outros que também creram na promessa, por imposição das mãos “para assim falar fluentemente idiomas estrangeiros sem ter aprendido, como no Pentecostes.”

Wikipedia/Glossolalia_religiosa

Xenoglossia (do grego xen(o) = estranho, estrangeiro + gloss(o) = língua) consiste no falar, de forma espontânea, em língua ou línguas, que não foram previamente aprendidas.1

É também um suposto fenômeno metapsíquico no qual uma pessoa seria capaz de falar idiomas que nunca aprendeu, como, por exemplo, uma pessoa começar a falar alemão fluentemente sem nunca ter aprendido alemão, ser alemão ou conviver com alemães.

Wikipedia/Xenoglossia


A união de todos os povos e a evangelização de todos os seres humanos é o desejo mais íntimo do coração de Deus.

Este Evangelho do Reino será pregado pelo mundo inteiro para servir de testemunho a todas as nações,” (São Mateus 24, 14)

“E então todo o que invocar o nome do Senhor será salvo.”

(Jl 3,1-5).(Atos 2, 21)



O Livro dos Atos dos Apóstolos Cap. 2 narra os acontecimentos daquele dia de Pentecostes em que os apóstolos estavam reunidos no Cenáculo com outras 120 pessoas em Jerusalém, “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas” (2,4). Estas línguas foram reconhecidas como línguas fluentes na época, realmente faladas em alguns países da região, diferentes daquelas faladas pelos seguidores de Jesus, como os que estavam presentes os ouviam falando em sua própria língua natal e se admiravam deste fato porque eram todos eles apenas pescadores pobres da Galiléia (2:8-9). Este milagre poliglota é repetido no início da Igreja Cristã e também em outras religiões do mundo greco-romano.

Seitas não Cristãs mostram casos de glossolalia como o da sacerdotisa de Delfos e da Sibila de Cumas. Acreditava-se que esses oráculos vinham de um deus e, usando de suas vozes, ele se comunicava com os mortais em uma linguagem misteriosa, que deveria ser interpretadas por sacerdotes especializados. Atualmente, algumas seitas, notadamente os pentecostais, que têm muitos seguidores nas Américas, incentivam a presença do dom de línguas entre os seguidores. Para conseguir induzir estados de êxtase “Oração profunda”, durante o qual a pessoa em transe sente diretamente ligada a Deus para louvá-lo com exclamações desconexas e sem sentido, que são interpretadas como línguas estranhas e como sinal do Batismo no Espírito Santo.




ESTUDOS CIENTÍFICOS DA NEUROTEOLOGIA

Esta figura mostra duas fatias transaxial do estado cantando (a) eo estado glossolalia (b) com rCBF representado como>> vermelho amarelo verde> azul. Estas imagens demonstram diminuição FSCr durante a glossolalia nos lobos frontais bilateralmente. Além disso, há uma acentuada diminuição do fluxo sanguíneo no caudado esquerdo (como indicado pela seta) durante a glossolalia em comparação com o estado a cantar.


SPECTwvt[1]


O mundo da parapsicologia e ocultismo também são interessados neste fenômeno, que muitos preferiram diferenciar chamando de “xenoglossia” renomeado o dom de Deus e incluindo-o dentro das faculdades humanas inexploradas pela ciência (Subconsciente).   E, claro, o mundo do espiritismo, que atingiu um crescimento enorme nos últimos dois séculos, assumiu também o fenômeno. Os meios adquiridos pelo corpo docente da magia da glossolalia, e suas sessões eram capazes de falar pela boca dos mortos em línguas estranhas, por vezes, necessária a presença de um tradutor. charlatães insolente e encontraram apoio nos investigadores paranormais.


Do ponto de vista infinitamente mais graves, os grandes Laboratórios de medicamentos estão interessados na glossolalia patológica, os pacientes com distúrbio da linguagem que envolve a invenção de palavras, que conferem um sentido somente para si mesmos.

Você tem uma base neurológica para o dom de línguas?

Hoje, a ciência psiquiátrica tem ferramentas para explorar esse universo interior, ou seja, neste meio quilo de massa encefálica que é o nosso cérebro.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Pennsylvania School of Medicine usou a tomografia por emissão (SPECT) para analisar a atividade cerebral de cinco membros de uma congregação pentescostal praticante da glossolalia.

O Spect permite aos cientistas detectar com precisão as áreas do cérebro envolvidas em uma determinada atividade mental humana. O voluntário receberá injetado em sua veia um radiofármaco, que viaja para o cérebro e pode detectar os neurônios mais ativos.

Nas palavras dos autores do estudo, Dr. Steve Paulson e Andrew Newberg, o teste foi um sucesso. Sua pesquisa começou com a seleção de pessoas fluentes em glossolalia, cinco mulheres de uma congregação religiosa reconhecida por sua capacidade e naturalidade em usar o dom de línguas em suas orações”, a conexão através da oração profunda diretamente com Deus” e falar em línguas “estranhas”.

“O dom de línguas é uma forma muito rara de vocal. Aparece como se a pessoa falasse uma língua, mas incompreensível. Quando a glossolalia é submetida a análise linguística considera-se que o curso não corresponde claramente com qualquer estrutura linguística . O que vem da sua boca não parece ser uma língua”, diz o Dr. Newberg,”O Fenômeno”, acrescenta o pesquisador, é muito interessante porque nós não vemos nenhuma atividade em áreas do cérebro envolvidas na linguagem. Para uma pessoa que acredita firmemente na glossolalia, a origem da vocalização é muito clara. “Descartiano dualismo monismo contra a Idade do cérebro: os eventos mentais (psicológico, espiritual) e eventos cerebral (psychochemicals) são a mesma coisa?



A EXPERIÊNCIA SE RESUME ASSIM:


Paulson e Newberg escolheram cinco mulheres negras e determinaram que elas cantassem um canto gospel e depois falassem em linguagem cifrada ou “Cantando em Júbilo”. Para cada atividade, as mulheres receberam uma dose intravenosa de um marcador radioativo, um informante que mostra as áreas do cérebro com aumento do fluxo sanguíneo e, portanto, com mais atividade neuronal. Os cientistas na última edição da revista Psychiatry Research: Neuroimagem que a atividade dos lobos frontais dos cinco voluntários experimentaram uma queda significativa durante a glossolalia, em comparação com os momentos em que cantavam a música gospel. Esses lobos estão intimamente ligadas com o sentido de si mesmo.

Newberg admite que o achado é intrigante e explica o por que “As Pessoas realmente acreditam que é o Espírito de Deus se move em seu corpo e está controlando o que eles dizem.” Na verdade, as mulheres não controlaram os seus centros de línguas, enquanto experimentavam o dom de línguas. Por outro lado, O SPECT revelou um aumento na região parietal do cérebro que integra a informação sensorial de diferentes partes do corpo, que nos orienta no espaço e faz a distinção clara entre o eu e o mundo exterior. Este aumento de atividade parietal reforça o sentimento de “contato” por todo o corpo, e explica a sensação de estar imbuído do Espírito, de acordo com o psicólogo Michael Persinger, da Laurentian University.

Após esta descoberta, alguns especialistas se perguntam mais uma vez, se Deus está na sinapse cerebral, que separa um neurônio miniespacial de outro lugar onde ela ocorre e do movimento de neurotransmissores, os mensageiros de impulsos elétricos, a linguá franca da nossa cabeça para pensar.

FONTE: http://findesemana.libertaddigital.com/el-don-de-lenguas-1276232602.html

Referências:  tradução:  GOOGLE

Francis, L. (2003). Personalidade e Glossolalia: um estudo entre Evangélica Masculino Clero Psicologia Pastoral, 51 (5), 391-396 DOI: 10,1023 / A: 1023618715407

Goodman, Felicitas D. (1969). Análise fonética da glossolalia em quatro contextos culturais. Jornal para o estudo científico de Religião, 8 (2), 227-239.

Newberg, A., INVERNO, N., MORGAN, D., & WALDMAN, M. (2006). A medição do fluxo sanguíneo cerebral regional durante a glossolalia: Um estudo preliminar SPECT Psychiatry Research: Neuroimagem, 148 (1), 67-71 DOI: 10.1016/j.pscychresns.2006.07.001

Richardson, James T. (1973). Interpretações psicológicas de Glossolalia: um reexame da pesquisa. Jornal para o estudo científico de Religião, 12 (2), 199-207.

O dom de Línguas
 http://www.nytimes.com/2006/11/07/health/07brain.html?_r=0 – descreve a experiência