Sentindo a Presença de Deus!



Arrepios, calor nas mãos e no coração, aumento da pulsação cardíaca, tremor nas pernas e mãos, Língua trêmula, leveza no corpo e na alma, repouso no Espírito e outras manifestações que causam apreensões e duvidas na maioria das pessoas que as sentem pela primeira vez.

O que poderia significar essas sensações?

E quando se relacionam com momentos de Oração?


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Religião:

O objetivo de qualquer RELIGIÃO (*) é ligar o homem a Deus ou seja, refazer a amizade perdida e reunir a criatura com seu criador causando o efeito inverso do  episódio narrado a respeito do pecado de Adão e Eva quando foram expulsos do paraíso que causou o afastamento do Homem de Deus como sua consequência principal.

Assim sendo, o objetivo primordial da Igreja é levar o homem a ter uma comunhão com Deus restabelecendo o relacionamento de Pai e filho que foi quebrado como efeito do pecado, sendo que precisamos compreender que Deus não está longe de nós, mas pode ser alcançado por todo aquele que o busca. (“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” “Jeremias 29,13”)

Deus se revela como uma pessoa, revela seu filho como uma pessoa visível e presente junto de nós e comprova que o Espírito Santo também é uma pessoa e também estaria presente no meio de seu povo, é estranho porém não reconhecer que esse Deus “PESSOA” não poderia ser tocado ou ouvido, visto ou sentido, saboreado ou experimentado!   Se somos pessoas sensíveis, logo seria mais do que normal sentir o toque da pessoa que está ao nosso lado, se assim não fosse, certamente iremos interpretar que realmente não existe ninguém do nosso lado.   A Fé nos garante que os nossos sentimentos não nos enganam e que realmente podemos experimentar a presença Real de Jesus no meio de Nós quando nos reunimos em seu nome em ADORAÇÃO.

Perguntas: ???

Muitas pessoas procuram respostas e conhecimento sobre sensações que se afloram nos momentos de louvor, adoração, oração e até mesmo durante uma pregação da palavra quando estamos reunidos em nome de Jesus na Igreja ou fora dela.   

É muito comum entre nós, principalmente entre aqueles que já estão a mais tempo na atividade da pregação ou ministrando louvor em encontros e grupos de oração dizer que “ARREPIAMOS” quando acontece um forte impacto na pregação ou um bom momento de louvor em que uma música bem ministrada causa um clima de proximidade e ação de Deus entre nós, as vezes pode parecer uma simples brincadeira, mas dizemos assim porque a sensação de arrepiar ou sentir um bom momento de oração se manifesta em todos nós e não apenas naqueles que procuram saber suas causas e efeitos.  Estes sentimentos humanos também se manifestam naqueles que ficam em silêncio, porque já estão acostumados ou porque se assustam e preferem negar suas emoções e sentimentos humanos.

A negativa e a tentativa de amortizar a evidência dessas sensações é muito comum entre nós e principalmente nas vertentes mais tradicionalistas da Igreja que criticam o lado “Pentecostal” que dá mais ênfase às moções do Espírito Santo entre nós.    Esta vertente tradicionalista diz que as emoções são causadas pelos ministrantes, ou seja, são provocadas intencionalmente nas pessoas que estão presentes por ações psicológicas, porém podemos dizer que as emoções estão presentes em todos os seres humanos e o que as aflora em nossa pele não é a vontade de outra pessoa externa e sim a reação de nosso próprio ser interior, de nossa alma e de nosso espírito humano.


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Os Cinco Sentidos:


Estudamos na escola que o corpo humano possui cinco sentidos que são eles; Audição, Tato, Paladar, Olfato e Visão. mas a sensibilidade do corpo humano não se resume apenas a estes 5 sentidos por isso há quem acrescente também um 6º sentido espiritual relacionado as sensações não ligadas ao corpo.   Muitas reações de nosso corpo físico não são justificadas por esses cinco sentidos carnais, um arrepio pode ser causado por uma brisa fria, mas pode ser causado também pelo toque de alguém que se ama e a simples proximidade desta pessoa pode lhe causar muitas emoções e sensações.  Assim podemos justificar também um toque de Deus em nossa alma e espírito.   Mesmo que Deus não esteja materializado do meu lado Ele te ama e quer que você saiba disso, pois bem, sabemos que Deus é Espírito e seu toque não ocorre no corpo físico e sim no corpo espiritual, porém esse toque de Deus causa uma reação tanto na alma como também externamente em nosso corpo físico.

As emoções fazem parte do ser humano “Completo” (corpo, alma e espírito) e não se pode separar a alma do corpo a não ser pela morte física.   Estas emoções estão presentes em nossa vida em todas as situações, a sensação de alegria e felicidade se manifestam quando nos sentimos bem, fato que geralmente acontece quando nos aproximamos mais de Deus e confiamos em seu amor e por assim dizer quando um momento de louvor eleva a nossa alma e nosso espírito à um estágio de sensação agradável de estar na presença de Deus. Normalmente as nossas emoções se afloram automaticamente sem ser necessário a intervenção de uma outra pessoa, neste caso reconhecemos que a função de um bom ministro de louvor seria exatamente elevar o nível de proximidade entre Deus e as pessoas presentes.   Quando isso ocorre com perfeição os corações se abrem e Deus pode agir com liberdade no publico presente e neste caso cada pessoa em particular poderá ter uma sensação diferente; tem aqueles que apenas sentem um leve toque de Deus, tem aqueles que são profundamente tocados e tem aqueles que nada sentem sem se referir àqueles que fogem da presença de Deus que apesar de ser uma minoria devemos confessar que elas existem de fato já que uma pessoa com histórico de possessão não consegue permanecer em um ambiente em que Deus é exaltado e louvado.


Arrepio é uma sensação do corpo:


arrepio[1]


Os seres humanos sentem arrepio quando estão com frio, com medo, com raiva, quando sentem admiração por alguém, quando se aproximam ou sentem a aproximação de alguém. . Muitas outras criaturas também sentem arrepios pela mesma razão, é por isso que um gato ou um cão ficam de cabelos em pé e os espinhos de um porco-espinho levantam abruptamente quando se sentem ameaçados. Os pelos se arrepiam, como uma defesa do corpo em resposta ao medo, para aparentarmos maiores e assustarmos os ‘inimigos’. Isso se vivêssemos em condições selvagens, como os demais animais. Os arrepios não tem mais essas funções em nós, por vivermos com roupas e não precisarmos ‘parecer maiores’, pois não temos predadores naturais. Porém essa sensibilidade possui outras razões externas e internas ao corpo, na sexualidade ou apenas pelo amor alguém pode arrepiar o corpo todo apenas por um toque ou ao sentir a proximidade de alguém, que pode ser negativa trazendo uma sensação ruim ou totalmente positiva quando nos dá uma sensação gostosa.


Fato: (São João 3,19) – Nicodemos vai falar com Jesus.


nicodemos-e-jesusOra, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. 20. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.


EU QUERO VER O SENHOR DEUS!


No passado muitas pessoas desejaram “VER” a Deus, (Tem que ver para crer) uma dessas pessoas foi Moisés que como diz a escritura bíblica foi o único ser humano que mais se aproximou desse objetivo a ponto de estar escrito que “Moisés falava com Deus Face a Face”, porém as traduções deixam bem claro que este “face a face” não se referia a “frente a frente fisicamente” e sim a um diálogo franco, aberto e sem segredos como dois amigos se relacionam, seria mais uma questão de intimidade do que de visibilidade, esta verdade fica evidente quando o mesmo Moisés pede ao Senhor para vê-lo.  

Está escrito: “Ninguém jamais viu a Deus (S. João 1,18)”, nem mesmo Moisés que tinha a maior intimidade com Ele e lhe foi permitido apenas contemplar a sua glória através da fenda de uma rocha.

São João ao escrever esta frase se referia exatamente ao fato de que aquele Deus invisível que jamais foi contemplado por um ser humano anteriormente agora poderia ser sentido, ouvido, visto, tocado e para completar os cinco sentidos do corpo humano poderia até ser saboreado como VINHO NOVO e o verdadeiro pão do Céu, completando-se assim o sentido da frase “SER CONHECIDO PLENAMENTE” “Face a Face”.    Esta revelação Divina acontece através da encarnação de Jesus e a sua presença viva nesta terra, porém os filhos escolhidos de Deus não o reconheceram e tudo culminou na eliminação deste filho tão amado do Pai que muito mais do que uma morte na cruz significou a rejeição pessoal daquele povo escolhido.   Não receberam o seu Deus em seu meio e em seus corações, não experimentaram verdadeiramente aquilo que Moisés havia experimentado em se mais alto sentido. 

Jesus se refere a este fato falando a Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu”. (S. João 3,13)”, depois a Felipe “Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai ?” (S. João 14,9) e por ultimo a São Tomé dizendo “ bem-aventurados os que não viram e creram.(S. João 20)” se referindo ainda ao fato de que: (S. Lucas 10,24). “pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.”


“Bem aventurados os que não viram e creram!.” (São João 20,29)


Jesus é o Deus encarnado, aquele mesmo Deus criador do céu e da terra que Moisés desejou ver e não viu, Jesus desceu de seu trono e se fez homem como nós.   Sem deixar de ser Deus caminhou entre nós e manifestou o seu poder para que todos pudessem reconhecê-lo como o verdadeiro Deus e apesar de que muitas pessoas não acreditaram nesta possibilidade o tendo apenas como um Profeta enviado por Deus os seus amigos mais próximos (Discípulos) confessaram verbalmente (São Pedro – Tu és o cristo) que Jesus Cristo era realmente o Messias enviado por Deus, porém a missão de Jesus na terra tinha o seu tempo programado e apesar de ter que voltar para o Pai deixaria em seu lugar outra pessoa que da mesma forma que Ele seria o nosso apoio e sustentáculo, seria aquele que permaneceria conosco até o fim dos tempos.   Esta pessoa que conhecemos como: “ O Paráclito” ou seja o Espírito Santo de Deus conforme fora prometido no passado estaria presente no meio de nós, porém as pessoas podem dizer que não o vêem e nem o reconhecem, mas a sua presença é sensível e audível e pode até ser visível, Ele se faz ouvir e se faz ser percebido através de sua unção ou de seu toque, assim como toda sensibilidade humana ela ocorre através de nossas emoções e sentidos da carne, mas podem ser facilmente percebidos, discernidos e separados de outros meros sentimentos humanos relacionados os 5 sentidos da carne.   Não se esqueça que o Espírito Santo também é uma pessoa e como toda pessoa pode ser percebido assim como Jesus foi reconhecido em nosso meio por muitas pessoas e apesar de todos os seus milagres muitos também preferiram negar a sua presença e até os dias de hoje preferem dizer que o Messias não veio ainda a esta terra.

Quando Jesus foi batizado, o Espírito Santo desceu de maneira visível sobre Ele em forma de uma pomba branca e se ouviu a voz de Deus confirmando esta visão, da mesma forma, no dia de Pentecostes o Espírito Santo se manifestou como um vento impetuoso e desceu sobre cada um deles de maneira visível em forma de uma chama ardente.   Estes são sinais visíveis e audíveis sem levar em consideração os sinais sensíveis da presença do Espírito Santo entre nós.


Testemunho dos dois Discípulos de Emaus:

(São Lucas 24, 32) “Diziam então um para o outro: Não se nos ABRASAVA o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”

Esta frase pode ser traduzida por aumento na pulsação e calor no peito, outros sinais podem ter acorrido mesmo que não foram citados no texto.


E Seus olhos se abriram ao Partir do Pão.

Jesus partindo o Pão com os Discípulos de Emaús.


Podemos dizer então que nos dias atuais o Espírito Santo como um bom hóspede da alma prefere se manifestar mais discretamente e como Ele está dentro de nosso ser a nossa sensibilidade é sempre pessoal, ou seja, se Deus age em você, dentro de seu coração será evidente que não aparecerá um sinal visível externamente e sim um sensação interna em seu corpo como descreveram os Discípulos de Emaús.

Cuidados com o Discernimento:

Há pessoas que contestam essas sensações e de tanto falar que é errado sentir calor ou arrepio porque são meras sensações humanas as pessoas acabam ficando insensíveis ao Espírito Santo, pois o confundem com emoções humanas e não lhe dão mais crédito.

Existem também aqueles que acham que se não sentirem um arrepio, um calor, um tremor é porque o Espírito Santo não se manifestou, mas isso não é verdade e precisamos saber que Deus estará sempre presente independentemente de nossas sensações. (*) outro Post específico.

Levamos também em consideração que quanto mais presentes estivermos na graça menos sensível ela se tornará, não porque ela deixará de agir, mas porque já estaremos mergulhados em sua presença constantemente.   Quando alguém entra em uma piscina de água fria ele sentirá um arrepio subindo pelo corpo, mas se ele estiver dentro desta água a algum tempo já não sentirá mais este arrepio, da mesma forma acontece conosco e por isso as nossas sensações tendem a diminuir com o nosso tempo de caminhada e só sentiremos algo a mais quando o nível de presença de Deus exceder as nossas expectativas e assim podemos mais uma vez experimentar as sensações do primeiro amor.

Outras considerações sobre o tema:

Êxtase: literalmente quer dizer arrebatar-se, desprender-se subitamente, sair de si, elevar-se.  (sit. Wilkpédia). O sentido da palavra porém tem se ampliado para outras formas de arrebatamento, mas no nosso caso basta saber que seria atingir o alvo primordial do espírito humano ao entrar em oração cujo cerne se concentra em estar em plena comunhão com Deus.


O Repouso no Espírito: Veja os Post’s sobre o tema.

Unção do Espírito: Alguns sinais da unção do Espírito Santo.


Fruto_do_Espirito Alimento_Espiritual_Autêntico
Experiência_com_Deus Aspirais_aos_Dons_Espirituais Vem_Espirito

 

Conhecendo Jesus Pessoalmente.


Jesus_e_seus_melhores_amigos


“Então, ninguém terá encargo de instruir seu próximo ou irmão, dizendo: Aprende a conhecer o Senhor, porque todos me conhecerão, grandes e pequenos…” (Jeremias 31,34)


Queremos conhecer Jesus pessoalmente, e nos tornarmos Seus amigos de verdade, não só colegas. Existe uma grande diferença entre amigo e colega. Os colegas são pessoas que pertencem à nossa comunidade, ou escola, ou Igreja, com quem temos um relacionamento amigável, mas não temos intimidade.

O amigo é aquele com quem temos intimidade, que está sempre ao nosso lado, que nos defende, que compartilha conosco nossas dores e alegrias, que quer o nosso bem, e não nos trai.

“Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.” (S. João 15,14-15)

Certa vez Jesus perguntou aos discípulos: Quem dizem que eu sou?  Responderam-lhe: Uns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros pensam que ressuscitou algum dos antigos profetas. Perguntou-lhes, então: E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro respondeu: O Cristo de Deus. (S. Lucas 9,18-20)

Um grande filósofo, escritor e historiador francês chamado Ernst Renan fez a seguinte observação: “Na área religiosa, Jesus é a figura mais genial que jamais viveu. Seu brilho é de natureza eterna e Seu reinado jamais acaba. Ele é único em qualquer sentido e não pode ser comparado a ninguém. Sem Cristo não se entende a história”.

Você também acha que Jesus “É o CARA!”, a Pessoa mais fantástica que já existiu na Terra? Eu também penso assim!

Mas, seria só isso?

Ninguém pode amar aquele que não conhece, por isso é tão importante “CONHECER” a Jesus, pois caso contrário será impossível amá-lo mesmo que se concorde que Ele seja a pessoa mais importante da terra.   Jesus não veio ao mundo em busca de notoriedade, riqueza ou poder, Ele veio sim para se revelar a nós, tornar-se conhecido, não apenas de ouvir falar, mas principalmente para ser seu amigo mais íntimo.

A Grande mensagem do livro de Jó, aquele homem que mesmo sendo bom e fiel passou pela maior provação que a história bíblica se refere é a conclusão final de Jó, pois foi passando pela dificuldade e provação que ele chegou a conhecer a verdadeira face de Deus.

“Eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora os meus olhos te vêem.” (Jó 42,5)

Hoje o mundo passa por uma crise de identidade e de Fé, e mesmo que todos conheçam a Jesus de ouvir falar e saber de seus grandes feitos, histórias e milagres isto é muito diferente de ser seu melhor amigo.

Em Romanos 10 São Paulo nos diz que a Fé vem de ouvir a palavra de Deus e como nos dias de hoje a palavra de Deus é bastante difundida, a Bíblia ainda é o livro mais vendido em todo planeta e o evangelho é anunciado em todos os lugares, nas Igrejas, nos estádios, nas praças, no rádio, revistas, jornais, televisão e internet ainda assim podemos dizer que apesar de todos estarem ouvindo falar de Jesus e de Deus o números dos amigos de Jesus ainda pouco supera os “12”.

Você pode até contestar esta quantidade e dizer que este número verdadeiro supera em muito os 144.000 que serão salvos como diz o (Apocalipse 14,4), mas se analisarmos os frutos da Fé e do trabalho destes 12 primeiros homens que seguiram a Jesus poderíamos dizer que o trabalho de um exército de amigos de Jesus transformaria o mundo em poucos dias, mas a revelação de Jesus não se dá em grande escala quando alguém prega a palavra de Deus no meio da multidão, ela acontece pessoalmente em cada coração quando você o busca através da oração, pois a revelação de amor de Deus se dá a nível pessoal.   A fé que conquistamos ao ouvirmos alguém falar de Jesus deve nos levar à essa intimidade pessoal com Ele a ponto de o reconhecermos como nosso melhor amigo, Senhor e Salvador pessoal e jamais o abandonarmos mesmo nos momentos mais difíceis da vida como Jó perseverou fiel até o fim.

Se assim for, então teremos alcançado nosso objetivo.


Conhecendo_jesus_pessoalmente


Ver_a_Deus Amigos_como_a_rocha
Experimente_Jesus_no_Coracao

A espiritualidade dos casais em segunda união.


É direito de todo cristão manter um relacionamento com Deus, inclusive os casais em segunda união.


O-que-a-Igreja-diz-aos-casais-em-segunda-união[1]


Durante muitos anos a Igreja lutou ardorosamente contra a separação das Famílias enquanto o mundo infundia cada vez mais um costume desfavorável à união Matrimonial perpétua, apesar desta situação não trazer felicidade e nem harmonia aos casais separados este numero tem crescido muito além do que era esperado.   Estes casais de segunda união que se formaram se mantiveram presentes na Igreja, pois mesmo em pecado a Fé permanece e precisa ser alimentada, mas com a discriminação dos demais casais e de pessoas mais influentes na vida pastoral muitos casais se sentem indesejados se afastando da mãe Igreja e buscando outras opções de mante uma comunhão com Deus e alguns até abandonando a fé enquanto que os que permaneciam fieis sentiam uma imensa fome espiritual buscando alimento sem o encontrar.


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HOJE A IGREJA CATÓLICA QUER MUDAR ESTA ANTIGA ATITUDE DE ALGUMAS PESSOAS, JÁ EXISTEM DOCUMENTOS QUE PROMOVEM O ACOLHIMENTO TAMBÉM DESTES CASAIS E OS REINTEGRA NA VIDA E NA COMUNHÃO PAROQUIAL COM ALGUMAS RESSALVAS QUE NÃO AFETAM SIGNIFICATIVAMENTE A PERSEVERANÇA NA FÉ E A SALVAÇÃO PESSOAL.



A Igreja não quer discriminar nem punir os casais em segunda união, mas lhes oferecer um caminho espiritual-pastoral adaptado à sua situação, o qual é apontado claramente pela Familiaris Consortio”. Esse caminho pode ser chamado e é de fato um caminho espiritual-pastoral, muito rico de frutos de vida cristã, mesmo que o status permanente de segunda união seja uma situação irregular.

A Exortação Apostólica Familiaris Consortio”, 1981, de João Paulo II, no n. 84, exorta os casais divorciados a participar de um caminho de vida cristã que deve consistir em:

Ouvir a Palavra de Deus, frequentar o sacrifício da Missa, perseverar na oração, incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justiça, educar os filhos na fé cristã, cultivar o espírito e as obras de penitência, que se resume em “perseverarem na oração, na penitência e na caridade”.

A Exortação Apostólica Sacramentum caritatis, 2007, de Bento XVI, no n.29, reafirma o convite de cultivar, quanto possível, um estilo cristão de vida por meio da participação da Santa Missa, ainda que sem receber a comunhão, da escuta da Palavra de Deus, da adoração Eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo franco com um sacerdote ou mestre de vida espiritual, da dedicação ao serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho na educação dos filhos”.


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 A comunhão com a Palavra de Deus


Escutar é mais que ouvir, é atender o que se diz. É ir assimilando e tornando pessoal o que foi dito. É algo ativo, não passivo. É uma abertura a Deus que a eles dirige a Sua Palavra. Por intermédio de Isaías ou de Paulo fala-lhes aqui e agora. Algumas vezes, esta Palavra os consola e os anima. Outras julga suas atitudes e desautoriza seu estilo de vida, convidando-os para a conversão. Sempre os ilumina, os estimula e os alimenta.

A Palavra que Deus lhes dirige é, sobretudo uma Pessoa: o Seu Verbo, a Sua Palavra, Jesus Cristo. Ele não se dá somente no Pão e no Vinho, mas está realmente presente na Palavra que nos é proclamada e que escutamos. Também a nós o Pai continua a dizer: “Este é o meu Filho muito amado: escutai-O.

A leitura da Sagrada Escritura, acompanhada pela oração, estabelece um colóquio de familiaridade entre Deus e o homem, pois a Ele falamos quando rezamos, a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (DV 25). Este colóquio torna-se mais intenso pela Lectio Divina”, ou seja, pela leitura meditada da Bíblia, que se prolonga na oração contemplativa. A Lectio é divina, porque se lê a Deus na Sua Palavra e com o Seu Espírito, pode ajudar os casais em segunda união na consecução de uma grande familiaridade não só com a Palavra, mas com o mesmo Deus.


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A visita e a adoração ao Santíssimo Sacramento:


Jesus, sendo vivo e presente no Sacrário, pode ser visitado e adorado. Ele espera, ouve, conforta, anima, sustenta e cura. Por conseguinte, a visita e a adoração ao Santíssimo é um verdadeiro e íntimo encontro entre o visitante e o Visitado, que é Jesus. A visita e a adoração são uma escolha pessoal do visitante, e, acima de tudo, um ato de amor para com o Visitado. A simples visita ao Santíssimo transforma-se em adoração, que é o ponto mais alto desse encontro.

Os casais em segunda união são chamados e convidados para serem os adoradores do Santíssimo pela prática tradicional da hora santa, que muito os ajudará na espiritualidade, seja do grupo como também do próprio casal. A prática freqüente da hora santa não é um opcional, por isso não se pode deixá-la facilmente de lado, pois ela é necessária para a perseverança.


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A visita a Maria Santíssima: um conforto para o seu povo


Se o próprio Jesus, moribundo na cruz, deu Maria como Mãe ao discípulo: ’Mulher, eis aí teu filho’; e a você discípulo como Mãe: ‘Eis aí, tua mãe!’ (João 19, 26-27), é bom e recomendável que o casal em segunda união não tenha medo em fazer esta visita de carinho para receber conforto, força e consolação de sua Mãe. Essa visita pode ser feita numa capela dedicada a Virgem Maria ou em casa junto com a família ou na intimidade do seu quarto. Pensando nisso, é bom e confortável que o casal em segunda união não se esqueça de visitar, quantas vezes puder, Maria Santíssima.

Visitar Maria, a Mãe de Jesus, é ir ao seu encontro sem reservas, é entregar-se de coração a um coração que não tem limites para amar. Nossa Senhora em Medjugorie disse aos videntes e a nós seus filhos: “”Se soubésseis quanto vos amo, choraríeis de alegria””. Maria nos ama muito, como filhos queridos. O que ela mais deseja é ver seus filhos deixarem-se amar por ela. O seu desejo é o de seu Filho: salvar a todos. A Santíssima Virgem nos espera, todos os dias, e ela sabe que quanto mais perto estivermos dela, mais perto ficaremos de Jesus, pois a sua meta é a de nos levar a Ele.


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Perseverança na Oração


O casal em segunda união é convidado para perseverar na oração. A oração pode ser pessoal, pode ser como casal, com a família e os filhos ou oração comunitária com os outros casais ou com outros fiéis.


Participação da Santa Missa: um encontro de amor


O casal de segunda união, como todo bom cristão, considerando este amor infinito de Jesus, deve participar da Santa Missa com amor fervoroso, de modo a particular do momento da consagração, pois é nesse momento que Jesus é vivo e presente.

Bento XVI, em recente discurso ao clero de Aosta, valoriza a participação dos casais recasados na Santa Missa mesmo sem a comunhão eucarística. A esse respeito o Papa fez este lindo e confortável comentário:

“Uma Eucaristia sem a comunhão eucarística não é certamente completa, pois lhe falta algo essencial. Todavia, é também verdade que participar na Eucaristia sem a comunhão eucarística não é igual a nada, é sempre um estar envolvido no mistério da cruz e da ressurreição de Cristo. É sempre uma participação no grande sacramento, na dimensão espiritual, pneumática e também eclesial, se não estreitamente sacramental.

E dado que é o sacramento da Paixão do Senhor, é Cristo sofredor que abraça de modo particular essas pessoas e comunica-se com elas de outra forma; portanto, elas podem sentir-se abraçadas pelo Senhor crucificado que cai por terra e sofre por elas e com elas.

Por conseguinte, é necessário fazer compreender que mesmo que, infelizmente, falte uma dimensão fundamental, todavia tais pessoas não devem ser excluídas do grande mistério da Eucaristia, do amor de Cristo aqui presente. Isso parece-me importante, como é importante que o pároco e a comunidade paroquial levem tais pessoas a sentir que, se por um lado, devemos respeitar a indissolubilidade do sacramento e, por outro, amamos as pessoas que sofrem também por nós. “E devemos também sofrer juntamente com elas, porque dão um testemunho importante, a fim de que saibam que no momento em que se cede por amor, se comete injustiça ao próprio sacramento, e a indissolubilidade parece cada vez mais menos verdadeira”.

Padre Alir Sanagiotto, SCJ.




A Pastoral Familiar no Brasil.




Encontro de Casais com Cristo_ECC



A vivência da sexualidade dentro do matrimônio.



A vivência conjugal dentro

do matrimônio cristão”.

Palestra para encontro de Casais.

Professor Felipe Aquino



AMOR-CONJUGAL[1]


Fundamentação Bíblica:

(Gênesis 1, 31). Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom.


Formação: Harmonia conjugal e sexual do casal cristão


Casal_amoroso



4. Respondeu-lhes Jesus: Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse:  5Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? 6. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.



A vida sexual do casal é importante para que marido e mulher se completem e sejam felizes. O despreparo nesse campo leva muitos casais à separação. O que falta na verdade, por parte dos casais, é o conhecimento exato do sentido e do fim da vida sexual.

A maioria das pessoas não recebeu educação sexual sadia e, muitas vezes, aprendeu sobre sexo de maneira inadequada: nos filmes, com a prostituta nas revistas pornográficas, com pessoas despreparadas ou, o que é pior, maliciosas… Não há legítima vida sexual sem a vivência do amor. Assim como você dá uma flor, um presente, um beijo, para manifestar o seu carinho à sua esposa, vocês se doam fisicamente para manifestar um ao outro o seu amor e se multiplicarem. Sem as dimensões unitiva e procriativa o sexo perde o seu sentido.

Hoje, mais do que nunca o sexo é vilipendiado, explorado, vendido e corrompido. A mulher se deixa usar e vender como simples mercadoria de consumo e de prazer. Basta olhar para os anúncios comerciais. Por causa de toda essa destruidora exploração sexual, muitos se casam com o objetivo quase exclusivo de obter sexo “oficializado” e permanente. Grande ilusão que rapidamente se desfaz. A vida sexual do casal, se não for manifestação intensa de todo o seu amor, em pouco tempo poderá ser motivo de desilusão e até de separação do casal. Conheço casais que, com menos de um ano de casados, já estavam desiludidos com a vida sexual. Para que o casal tenha um saudável ajustamento sexual, é preciso que vença três obstáculos: a ignorância, o medo e o egoísmo.

Antes de tudo, o casal deve se conscientizar de que o sexo é belo e legítimo no casamento, enquanto manifestação do amor conjugal. Não existe nada mais deplorável do que um casal que expõe seu relacionamento sexual aos amigos, como se isso fosse vantagem.

O ato conjugal só pertence ao casal e a sua intimidade deve ser inviolável. O que é válido no ato sexual do casal? Aquilo que é natural. (ou seja: aquilo que é realizado como a natureza dos corpos sugere)

É legítimo que o marido prepare a mulher com as carícias que ela precisa, o importante é que o ato sexual seja consumado de maneira natural, normal, com a possibilidade de estar aberto a uma nova vida.

O casal não precisa ir para um motel para viver bem a vida sexual; ali é um lugar de pecado (adultério e fornicação) e o casal cristão não pode frequentar esses lugares e fomentar a sua propagação.

São Paulo diz: “O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e ela da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido. A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence a seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor de seu corpo ele pertence à sua esposa. Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração e depois retornai novamente um para o outro, para que não vos tente Satanás por vossa incontinência” (I Cor 7,3-5).

São Paulo deixa claro a legitimidade e a importância da vida sexual no casamento. É interessante notar que ele diz que o corpo do marido pertence à mulher, e vice-versa; ele não diz que o corpo da namorada pertence ao namorado ou da noiva pertence ao noivo. Quantos jovens, no namoro brincam com o sexo e depois abortam o próprio filho!

Quantos maridos se emporcalham com as prostitutas e depois vêm trazer suas doenças venéreas para a esposa! Quantas crianças são abandonadas nos orfanatos pela irresponsabilidade de um ato sexual fora do casamento! Pegue o jornal e verá as conseqüências do sexo fora do casamento. E essa lista poderia ser mais ampliada ainda. Veja a Aids… Não se iluda: fora do plano de Deus, o sexo se torna um vício como outro qualquer, e como todo viciado é insaciável, também o marido viciado em sexo não se satisfará apenas com uma mulher.

Vivendo a vida sexual apenas com sua esposa você nunca terá a consciência pesada por ter prostituído uma mulher, ou gerado uma mãe solteira e um filho que não conhecerá o pai. Com a sua esposa, você nunca contrairá uma terrível sífilis, blenorragia ou cancro, e nem estará correndo o risco de levar um tiro por estar adulterando com a mulher do próximo.

Não é à toa que Jesus ensina a cortar o mal pela raiz, isto é, na intenção do olhar “Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5, 28). Se você deseja ser fiel a seu cônjuge, exercite desde já a fidelidade do pensamento e do olhar.

O leito do casal é o único lugar em que o sexo é vivido legitimamente. “Vós todos considerai o matrimônio com respeito, e conservai o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros” (Hb 13,4).

É necessário um verdadeiro aprendizado para o ajustamento sexual do casal. Como em tudo, o sexo na mulher é diferente do sexo no homem, e ambos se completam. Um amigo meu dizia que o homem é como o “fogão a gás”, a qualquer hora se acende rapidamente, enquanto a mulher é como o “fogão à lenha”, gasta mais tempo e paciência para ser aceso. Deus quis assim com a Sua sabedoria e amor.

O impulso sexual no homem é vulcânico e estimulado pelo olhar, enquanto que a mulher reage a atos, a palavras gentis e às carícias. As emoções da mulher são menos eruptivas que as do homem, mas, depois de algum tempo, são igualmente intensas e têm a capacidade de “queimar” durante mais tempo e de alcançar o clímax mais devagar, extinguindo-se mais lentamente.

Agora quero falar a você, esposa. A frigidez, na maioria das vezes, é de origem psicológica. Por um processo de reeducação, você pode aprender a vencer suas inibições. Você precisa afastar de sua mente qualquer preconceito prejudicial ou que a leva a considerá-lo como algo mau. Por causa da reação negativa da esposa, muitos maridos acabam caindo nos braços de outra mulher. Não destrua o seu casamento por causa do comodismo e má vontade.

Nos dias em que você não tem realmente condições para o ato sexual, seja franca e diga a seu marido, mas não se negue a ele constantemente. Saiba conversar com ele francamente sobre esse assunto. Se você sentir que seu relacionamento se torna apenas uma obrigação, sem alegria, procure a orientação de um conselheiro cristão. Deus tem coisas melhores para você.

Agora gostaria de falar um pouco a você, marido. Uma coisa que você precisa exercitar é o autocontrole, no esforço de tornar verdadeiramente profunda e enriquecida a sua relação conjugal. Você pode obter satisfação física de forma bem simples, mas se a sua esposa não experimentar essa satisfação, então o seu casamento não alcançará o ajustamento. As mulheres reagem ao sentimento carinhoso e às palavras gentis. Inicie a preparação do ato conjugal desde o café da manhã, manifestando o seu amor pela sua esposa. Ao chegar do trabalho, não deixe de cumprimentá-la com um beijo carinhoso. O ato conjugal é preparado durante todo o dia. Há maridos que maltratam as esposas durante o dia todo e à noite querem ter um perfeito ato conjugal com ela. É claro que ela vai dizer não. Lembre-se: o sexo é manifestação do amor. Procure levar sua esposa em vez de somente satisfazer seus próprios desejos. À medida que você a satisfizer criará nela um maior desejo pelo ato e assim, ao dar amor, você receberá amor de volta. Prepare pacientemente sua esposa para o ato conjugal. Enquanto ela não manifestar que está preparada, não concretize o ato. Depois, não se apresse em se afastar dela. Para ela, faz parte da satisfação a proximidade física com o marido.

O importante é lembrar sempre que o ato conjugal é a celebração do amor. Sem uma vida amorosa, um casal nunca terá harmonia sexual. Na liberdade do amor tudo poderá ser vivido, respeitando-se a natureza, a dignidade do outro e a lei de Deus.



Professor Felipe Aquino



Um Casal em Harmonia só terá Alegrias mesmo nas Dificuldades e muitos motivos para comemorar a Felicidade da sua Família.


harmonia - Dinner_couple

HARMONIA

CONJUGAL

E SEXUAL


TEMAS COMPLEMENTARES AO TEMA ANTERIOR


As duas Faces do Amor.

Experimente clicar nestes Link’s Abaixo.


Sexo entre quatro paredes

vale tudo?


Matrimônio

no desígnio de Deus.


Não se Ama

Quem não se Conhece.





Sexo entre quatro paredes vale tudo?


ESTA É UMA PERGUNTA MUITO COMUM EM ENCONTROS DE CASAIS REALIZADOS EM COMUNIDADES CATÓLICAS, QUE GERALMENTE É REALIZADO PARA AQUELES QUE QUEREM E AINDA PERMANECEM EM UM MATRIMÔNIO SÓLIDO, ISTO PORQUE É UMA AFIRMAÇÃO BASTANTE COMUM NA MÍDIA SOCIAL QUE PARA UMA REALIZAÇÃO SEXUAL PLENA TEM QUE SE QUEBRAR TODOS OS TABUS E REGRAS, TUDO DEVE SER FEITO NA MAIS PLENA LIBERDADE E ESPONTANEIDADE.


Polêmica casal


Em justificativa a estas afirmações se utilizam de exemplos e atitudes da Igreja no passado, isto porque a Igreja muitas vezes preferiu não se intrometer na vida íntima dos casais a menos que algo  muito errado esteja acontecendo ali.   Como a Igreja nunca se preocupou muito com a intimidade do casal, pouco se sabe sobre este assunto e no passado para se evitar muita conversa preferiam utilizar o silêncio ou o radicalismo proibindo tudo, pois em termos de conhecimento do corpo humano e prevenção da saúde física pouco se sabia e era mais fácil evitar completamente um mal cortando-o totalmente pela raiz já que era mais fácil proibir do que explicar certas coisas, o que gerou o termo “TABU” que é algo exatamente que todos evitam falar publicamente e se age sempre com bastante restrição.

Hoje porém, após o Concílio Vaticano II a Igreja Católica está muito mais aberta ao assunto sobre intimidade dos casais, principalmente para aqueles que escolheram a vida Cristã como objetivo de vida, isto porque o entrosamento e a felicidade de um casal depende de um bom relacionamento afetivo e sexual.   A Igreja age como pastora dos fieis e também como mãe dos filhos de Deus com o objetivo de instruí-los a alcançarem a plena felicidade conjugal e não para satisfazer os apetites da sociedade sem Deus que com devaneios pecaminosos ao invés de conduzir as pessoas à felicidade conduzem a infelicidade, à separação e à perdição.

Vou continuar citando um texto do Prof. Felipe de Aquino que complementa um pouco mais este assunto:

A Igreja é muito discreta ao falar do ato sexual do casal cristão, mas não deixa de dizer, no Catecismo, que:

§2362 – “Os atos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, testemunham e desenvolvem a mútua doação, pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido” (GS 49,2). A sexualidade é fonte de alegria e de prazer”.

“A sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Ela só se realiza de maneira verdadeiramente humana se for parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até a morte.” (CIC, §2361; FC,11).

O Papa Pio XII já tinha dito há muito que:

“O próprio Criador (…) estabeleceu que nesta função (isto é, de geração) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo os esposos devem saber manter-se nos limites de uma moderação justa (g.m.)” (Pio XII, 29/10/1951).

O fato do sexo ser legítimo, no casamento, e só no casamento, não quer dizer que nele “vale tudo”, como se diz. Não somos animais irracionais; aliás, nem os animais irracionais fazem “tudo” em termos de sexo. Ao contrário, são extremamente naturais.

A moral católica se rege pela “lei natural”, que Deus colocou no mundo e no coração do homem. Aquilo que não está de acordo com a natureza, não está de acordo com a moral. Esta é a regra básica da Moral Católica. Será que, por exemplo, o sexo oral ou anal estão de acordo com a natureza?Certamente não, no meu modo de ver.

Sabemos que é necessário e legítimo o prelúdio sexual, especialmente para a mulher atingir o orgasmo junto com o marido; mas não é necessário para isso o sexo oral ou anal, que não são naturais; o que a mulher mais precisa na verdade, para ter uma harmonia sexual com o esposo, é ser muito amada. O ato sexual não começa quando ambos vão dormir; mas desde quando se levantam para começar um novo dia.


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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino @pfelipeaquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”. Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor:http://www.cleofas.com.br


Em resumo, a resposta a esta pergunta seria aquela mesma resposta já bem conhecida de São Paulo frente à diversidade de pecados oferecidos tanto naquela época como nos dias de hoje:

12. Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.   (I Cor 6, 12)

O principal componente desta frase de São Paulo como da não aprovação plena da pergunta do Título seria palavra “TUDO”, isto porque  tudo significa “TUDO MESMO” e a verdade é que muita coisa é permitida até mesmo muita coisa que no passado era considerado como pecado pois se descobriu que uma boa intimidade entre duas pessoas requer muito mais entrega, confiança e cumplicidade, não para fazer coisas contra a natureza humana ou coisas que prejudicariam a sua saúde tanto corporal como mental ou espiritual, isto porque a palavra “tudo” abrangeria muita coisa que mesmo não sendo pecado seria desnecessário além de pessoas desonestas e mal intencionadas se utilizarem da abertura plena para prejudicarem outras pessoas, sendo assim, seria mais fácil dizer o que não convém na intimidade do casal do que relacionar um numero incontável de intimidades que seria desaconselhável e até mesmo desnecessário discorrer sobre cada uma delas.

Hoje se assiste em filmes pornográficos um incontável numero de atrocidades, coisas que na realidade não acontecem em nenhum relacionamento afetivo e que não interferem em nada na plena realização sexual, poderíamos dizer até que seria o contrário, pois existem senas humilhantes tanto para mulheres quanto para homens sem dizer que seria totalmente contra-indicado por qualquer agente de saúde sem dizer que em um filme tudo é acompanhado, manipulado,  maquiado, cortado o que deu errado, repetido sem dizer que não temos o menor conhecimento das consequências daqueles atos, existe relatos até de pessoas que vieram a óbito, sendo assim, tais filmes jamais deveriam servir de aprendizado ou objetivo de nossos interesses de realização sexual, pois na verdade tais imagens não mostram a vida de pessoas felizes e realizadas e sim quase sempre revelam totalmente o contrário, logo jamais se poderia permitir que o “TUDO” que nos traria a plena realização em nossa intimidade sexual pudesse ser entendido como esses maus exemplos que são comercializados com o único objetivo da satisfação apenas do prazer carnal e não da felicidade do ser humano na sua totalidade corpo, alma e espírito. 


SEXO ANAL

“O Que Diz a Indústria Pornográfica?”

E Qual é a VERDADE Científica.