O Milagre do pouco – 5 pães e 2 peixes.




Entre os milagres que Jesus realizou, existe um que pode nos ajudar a refletir sobre o nosso presente, como também sobre o nosso possível futuro.

O Evangelho de Jesus Cristo segundo João (6,1-15) narra a multiplicação dos pães e dos peixes, realizado por Jesus de Nazaré, para alimentar uma grande multidão, composta de cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.

Na verdade, o próprio Jesus não tinha nada no seu bornal para compartilhar com aquelas pessoas. No entanto, havia ali um menino com cinco pães de cevada e dois peixes, e que colocou o que tinha à disposição do Mestre, para que pudesse multiplicar em grande quantidade, tanto que, depois de terem comido, recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram.

O autor do milagre é, sem dúvida, Jesus, mas se aquele menino não estivesse ali com o pouco que tinha colocado à disposição de todos, aquela multidão que tinha seguido o Messias não teria saciado a sua fome.

No contexto em que vivemos atualmente, repleto de lutas, correria e desespero, renúncias e sofrimentos, caracterizado por uma realidade politico-sócio-econômica-cultural dramática, o gesto desse menino, que põe à disposição o seu “quase nada” para os outros é, sem dúvida, uma referência para toda a comunidade humana, seja ela cristã ou não.

Naquele contexto histórico de limitação concreta, aquele menino, sem pensar ou refletir muito sobre a condição transcendental do homem, sobre as tendências e condições sexuais de cada um ou sobre a possibilidade de ganhar algo em troca, coloca tudo o que tem à disposição para todos os que ali estavam famintos.

Parece que ele havia compreendido que o que deveria determinar a sua ação era, de fato, a necessidade humana ali manifestada. A vida humana ameaçada, nesse caso, pela fome.

Aqui e agora, nós também, sem muitas considerações de merecimentos ou outras quaisquer condições, somos chamados como comunidade internacional, nacional e local, mas também enquanto indivíduos, a imitar o comportamento daquele menino com os seus cinco pãezinhos e dois peixinhos. Aliás, a empatia demonstrada pelo menino é cada vez mais urgente, como é urgente mais humanidade.

O nosso Brasil, no atual contexto, se quiser encontrar alguma possibilidade ou oportunidade de renovação, precisa colocar de lado os próprios egoísmos descobrindo, com coragem, como abrir-se à possibilidade de uma existência baseada na confiança recíproca, na centralidade da pessoa, na honestidade nas atividades das Instituições, como também no desenvolvimento e busca pelo trabalho justo e digno, colocando alguma coisa de cada um, ainda que pouco, para os outros. Altruísmo, sim!

As questões econômicas, à luz das recentes descobertas de corrupção na política e dos políticos, que estamos presenciando e sofrendo ultimamente, nos induzem a pensar que um país unido pela superação do descrédito nas instituições, pela ética e honestidade para vencer a corrupção passa, necessariamente, por uma nova postura baseada não nos interesses dos grandes grupos financeiros que exploram para ganhar e lucrar cada vez mais. Não esperemos isso deles! O menino dos cinco pães e dos dois peixes nos ensina a lição de que isso deixa de ser utopia quando começa por mim e comigo.

Se não houver disposição para um salto de qualidade de postura e comportamento humanos, de colocar o pouco de cada um à disposição do bem comum, em todos os setores da vida social, nenhuma eleição possibilitará a melhora e o desenvolvimento das condições sociais, indiferentemente dos candidatos que teremos na disputa eleitoral.

A crise econômica acompanhada e alimentada por uma crise cultural e de valores, nos coloca seriamente diante de um limite: a única saída está na constatação de que já não é possível considerar a coisa pública, de modo geral, como até agora tem sido feito e pensado. O país não suporta mais!

Para mudar essa “marcha” para a superação e o avanço, além do esforço das instituições e movimentos, leigos e/ou religiosos é necessária, antes de tudo, uma renovação/reforma política real – não a mera substituição dos nomes nas siglas dos partidos – chamada a formar as futuras gerações para administrar e gerir o bem comum como opção para uma verdadeira busca do bem de todos e de cada um.

Para que isso ocorra, ouso dizer, todos os sujeitos políticos, não apenas os homens da política, antigos e recentes, tem um único caminho para oferecer algo novo: colocar à disposição o que possuem, apresentar a sua boa vontade para com o todo, sem esconder ou roubar para si, como fez o menino do Evangelho, ainda que sejam cinco pães e dois peixes.


Frei Alfredo Francisco de Souza, SIA – Missionário Inaciano


 



WALLPAPERS




Tudo que você sempre quis!


Para quem viu o primeiro, não perca o segundo…

Vem aí a Segunda edição do encontro de aprofundamento:

“Tudo que você sempre quis.”

Promoção: Acampamento Maanaim, Grupo Kairós e Renovação Carismática Católica de Anápolis.



De 29 a 31 de Março de 2019.

Local: Chácara de Retiro Próximo a Ouro Verde.

Ministrado por uma Equipe de São Paulo. 

OBS:

Em breve postaremos mapa de localização e detalhes sobre o transporte para o local na data do encontro.


Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”

(I Coríntios 2,9.)


Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por vós, ó meu Deus. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus? ” (Salmo 41 2)


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Tocar_o_Senhor seminario[1]
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Sobre estes anúncios

Ocasionalmente, alguns dos seus visitantes podem ver um anúncio aqui.

Conte mais | Ignorar esta mensagem


Aquele que vem a mim não terá fome.



“Jesus disse: Eu sou o pão da vida;

aquele que vem a mim não terá fome.”

( São João 6, 35)



Cinco_paes


Esta frase nos faz lembrar que Jesus multiplicou cinco pães e dois peixes para alimentar uma multidão e que todos comeram até se fartar, também nos faz lembrar que durante quarenta anos o povo Judeu vagou pelo deserto, mas jamais lhes faltaram pão e água, pois o maná caia do céu todo santo dia e até mesmo a rocha sólida vertia água fresca para saciar a sede do povo de Deus.   Sabemos que na presença de Jesus ninguém poderia reclamar da falta de pão, porém, Hoje queremos falar de outro tipo de fome, que na verdade é bem mais comum do que parece. 


Todos nós, em alguma fase de nossas vidas, percebemos que existe um grande vazio dentro de nós. Uma sensação, comparativamente falando, de uma fome insaciável.

As soluções escolhidas para suprir essa necessidade que, quase sempre não entendemos o que realmente é, são diversas.

Algumas pessoas escolhem a caridade, outras apostam suas fichas em busca da saciedade em relacionamentos fúteis, realização profissional, posses, drogas. Enfim, as opções são as mais variadas.



Vazio_interior


Mas por que esse sentimento surge dentro de nós?

Segundo o que está escrito em (Gn 1, 26):  “Deus nos fez a Sua imagem e semelhança,” Ele colocou a Sua essência dentro de mim e de nós. O vazio que sentimos nada mais é que o resultado do afastamento entre Deus e o Homem, a separação que foi causada pelo pecado de cada um. (Rm 3, 23). É por Ele que, mesmo sem entender, ansiamos e buscamos.

Como disse o Salmista no Cap. 41:

2. Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por vós, ó meu Deus. 3. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus?

Também foi escrito pelo Profeta Amós 8, 11 e 12:

11. Virão dias – oráculo do Senhor Javé – em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor. 12. Andarão errantes de um mar a outro, vaguearão do norte ao oriente; correrão por toda parte buscando a palavra do Senhor, e não a encontrarão.

Mesmo sem entender a razão desta fome insaciável, é  fato que a palavra de Deus já havia declarado isto a muitos anos atrás e é bem certo de que quanto mais o homem se afasta de Deus e quanto mais nos se aproxima a segunda vinda do Senhor Jesus, esta fome só ficará cada vez mais evidente, no entanto a palavra também prevê que nos últimos tempos sobrevirão dias difíceis e que encontrar o verdadeiro alimento sólido capaz de saciar a nossa fome será uma missão impossível.  Em alguns lugares será por impedimento político, em outros por apostasia da Fé e já em outros por pura prática de mercenarismo mesmo e assim as pequeninas ovelhas do Senhor não encontrarão as pastagens verdejantes que antes eram tão abundantes e frescas.

Quando estas coisas começarem a acontecer, então compreenderemos o que Jesus realmente quis nos dizer quando proclamou estas palavras:

 “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome.”



Meu Pastor


“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue

Permanece em mim e eu nele.”



Naquele mesmo dia muitos dos discípulos de Jesus preferiram abandonar o discipulado e se afastaram do Mestre, foi aí então que Jesus proferiu o seu mais duro discurso finalizando com a pior de todas as propostas que já havia feito aos seus amados seguidores;  “Vós também quereis me abandonar?”, mas Jesus ouviu de Pedro a melhor de todas as respostas que se poderia ouvir; Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. Esta resposta confirma exatamente que reconhecemos que somente Jesus pode nos dar o alimento que sacia a nossa fome e tira o nosso vazio.

Como São Pedro, um dia também reconheceremos que Jesus é o único que pode nos saciar, dia após dia tirando o nosso vazio e então nos rendemos inteiramente diante aos seus pés como a mulher adultera.

No entanto, ao longo do tempo, muitos de nós já não sentiremos mais essa fome.

Podemos então perguntar, Seria isso normal ou não?

A verdade é que todas as vezes que fazemos uma refeição completa saciaremos provisoriamente a nossa fome e não definitivamente como alguns poderiam pensar, mas no caso de Jesus, muitas pessoas pensam que basta buscar esta plenitude uma única vez e depois deixam de procurar o Mestre e acabam se afastando ainda mais do verdadeiro caminho.

Talvez você discorde de mim e tenha pensado, “Nós só seremos completos e teremos nossa fome totalmente saciada no dia que estivermos com Jesus!”. E você está certo. Em I João 3, 2 lemos que só seremos plenamente semelhantes a Jesus quando Ele se manifestar. Então provavelmente você está se perguntando:

“Como então perdemos a nossa fome por Jesus?”.

Geralmente em festas e recepções os anfitriões servem petiscos antes do prato principal para que os convidados não fiquem com fome e muitos comem tanto que acabam ficando sem fome e não conseguem nem experimentar o prato principal da noite. Nós temos sido como esses convidados. Nos alimentamos de tantas outras coisas e acabamos não sentido fome pelo prato principal que é o próprio CRISTO ! Olha que eu não estou me referindo somente ao pecado, pois existem muitas outras coisas que podem, aparentemente, preencher o vazio e saciar a fome da nossa alma na hora errada nos impedindo de receber a melhor parte. A vida ministerial é um bom exemplo. O nosso chamado é algo de Deus, mas muitas vezes ocupa o lugar que era pra ser de Jesus. Passamos a acreditar que as coisas acontecem por nossa causa e, muitas vezes, nos tornamos independentes de Deus.

Um dia Jesus disse: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome.” (São João 6, 35). Ir até Jesus remete-nos a uma idéia de prática contínua, ininterrupta. Se não buscarmos ao Senhor todos os dias passaremos a saciar a nossa fome com aquilo que a nossa carne deseja e não com o que Jesus nos oferece. Como o Padre Léo nos relembra sempre, “Buscai as coisas do Alto… e não às da terra .” e assim como São Paulo já nos ensinava, o nosso objetivo é alcançar o céu e não apenas uma simples coroa corruptível aqui na terra, mas muitos de nós tem trocado o céu prometido por Jesus por coroas, dinheiro, posição hierárquica, honras e glórias terrenas que não passarão de sete palmos abaixo da planta de nossos pés.

Se essa tem sido a sua realidade, faça todos os seus apetites se submeterem a vontade de Deus. Esforce-se ao Maximo como São Paulo descreve a rotina da vida de um atleta se preparando para uma grande maratona, pois precisamos estar preparados todos os dias para vencer todas as barreiras que batem à nossa porta.

A oração e o jejum são a melhor dupla para que façamos isso! A Bíblia diz que o pecado não terá domínio sobre nós (Rm 6,14), então você pode escolher aquilo que irá te alimentar e aquilo que saciará a sua fome.

Qual tem sido o tamanho da sua fome por Jesus?

Ele realmente é o pão da vida para você?

Ele é aquele que possui palavras de vida eterna?

Você pretende seguir Jesus até a morte de Cruz ou esta palavra é dura demais para suportar?

Sabemos pelas escrituras sagradas que somente quatro pessoas próximas a Jesus estavam com Ele no momento de sua morte na Cruz; sua mãe, sua tia, Maria Madalena e São João o discípulo mais jovem.  Os outros estavam com medo e não foram capazes de segui-lo nem mesmo até à cruz como poderiam assumir esta cruz como Ele assumiu por amor a nós?

Toda essa história mudou quando todos os Discípulos saciaram a sua sede de Deus ao receberam a plenitude da promessa do Pai em Pentecostes (Atos 2, 1) e assim como a Samaritana receberam a água viva que se tornou uma fonte a jorrar pela vida eterna sendo totalmente transformados em novas criaturas conforme a imagem do Cristo filho do Deus vivo.


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Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.     (São João 6,51)


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Onças & Morangos.



Eu sou Feliz!   E Você?   Por que não?


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 2. Talvez, ao me ouvir falar em felicidade, você se pergunte se eu não tenho problemas, se tudo dá sempre certo para mim, se nunca passei por uma grande dificuldade que me tenha deixado marcas, como ocorre com a maioria das pessoas.

3. É claro que sim, sou como todo mundo. Tenho angústias, fico estressado, as pessoas às vezes me traem, mas eu procuro sempre .

4. … Comer  os MORANGOS da vida.

5. Um homem estava caçando quando inesperadamente deu de cara com um ENORME urso, sem muita alternativa ele fugiu…

Bear Atack - Ataque de Urso

6. Na direção que fugiu havia um barranco e escorregou agarrado-se em uma raiz no meio do caminho …

7. O Urso veio em perseguição, mas parou na beira do barranco tentando alcançar o seu almoço com as patas.

Logo foram chegando também pelo lado de baixo duas Onças famintas que saltavam tentando agarrar as suas pernas…

8, Embaixo as onças com muita fome só aguardavam a sua queda para devorá-los imediatamente…

10. Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando. Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas dos seus pés. As onças embaixo querendo comê- lo e o urso em cima querendo devorá-lo.

11. Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol.

12. Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango.

13. Quando pôde olhá-lo melhor, ficou inebriado com sua beleza.

14. Então, levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento. Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso. Deu para entender?

15. Talvez você me pergunte: “Mas e o Urso?” Dane-se o urso e coma o morango!

16. “E as Onças?” Azar das onças, coma o MORANGO! Se ele não desistir, as onças ou o urso desistirão.

17. Relaxe e viva um dia por vez: coma o morango. Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro.

18. Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças a arrancar nossos pés. Isso faz parte da vida e é importante que saibamos viver dentro desse cenário.  

19. Mas nós precisamos saber comer os morangos, sempre. A gente não pode deixar de comê-los só porque existem ursos e onças. Você pode argumentar: “Eu tenho muitos problemas para resolver”. Problemas não impedem ninguém de ser feliz.

20. Coma o morango, não deixe que ele escape. Poderá não haver outra oportunidade de experimentar algo tão saboroso. Saboreie os bons momentos. Sempre existirão ursos, onças e morangos. Eles fazem parte da vida.

21. Mas o importante é saber aproveitar o morango. Coma o morango quando ele aparecer. Não deixe para depois. O melhor momento para ser feliz é agora. O futuro é uma ilusão que sempre será diferente do que imaginamos.

22. As pessoas veem o sucesso como uma miragem. Como aquela história da cenoura pendurada na frente do burro que nunca a alcança. As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram felicidade.

23. Então, continuam avançando e inventam outras metas que também não as tornam felizes.

24. Vivem esperando o dia em que alcançarão algo que as deixará felizes. Elas esquecem que a felicidade é construída todos os dias.

25. Lembre-se: A felicidade não é algo que você vai conquistar fora de você…

Abraços Célio Normando Reformatação – Presentepravoce

26. “Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas.” (S. Mateus 10,16) Link’s para outras Mensagens

1. MORANGOS ~ Roberto Shinyashiki



“Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”    

(S. Mateus 6,34)


Baseado em uma história real.

http://www.stories.org.br/urso_bi.html


o_papagaio_na_gaiola_de_luxo O_jovem_que_se_parecia_com_Cristo
A casa em chamas Santidade_Felicidade Tende_Misericordia_Senhor

BAIXE O SLAID EM POWER POINT PARA VISUALIZAR OS EFEITOS



A Cultura da Morte.



Estamos assistindo o crescimento de um fenômeno que o Papa João Paulo II tem chamado de cultura da morte, ou ´civilização da morte´. Opondo´se frontalmente aos valores da doutrina cristã, que defende a vida acima de tudo, esta ´cultura´ destruidora propõe a morte como solução de uma série de problemas. Será que a morte pode ser solução para algum mal ?

 A nossa civilização, desorientada com os males que ela mesma gerou, por aceitar ´soluções fáceis´ para os seus problemas difíceis, não sabendo mais como enfrentá´los, começa propor ´a morte´, como remédio, por incrível que possa parecer. Onde fomos parar?!…

 A eliminação da vida humana, sem grande pesar, parece ser a solução fácil, rápida e cômoda, para se ver livre dos ´indesejados´, mesmo que estes sejam pessoas humanas, criadas à imagem de Deus. É o caminho fácil, cômodo e perigoso, de que ´os fins justificam meios´. Se aceitarmos este principio, então, o comportamento humano não estará mais sujeito à ética e à moral, e tudo passará a ser válido. E aí estaremos a um passo de derrubar os pilares que sustentam a autêntica civilização humana, baseada na relevância da ´vida´.

 Na encíclica Evangelium Vitae, o Papa João Paulo II condena, esta ´cultura da morte´ que se opõe `a ´civilização do amor´. Diz o Papa:

 ´Amplos setores da opinião pública justificam alguns crimes contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual, sobre tal pressuposto, pretendem não só a sua impunidade, mas ainda a própria autorização da parte do Estado para os praticar com absoluta liberdade e, mais, com a colaboração gratuita dos Serviços de Saúde´ (n.4).

 E o Santo Padre vê tudo isso como:

 ´…uma grave derrocada moral da sociedade: opções, outrora consideradas criminosas e rejeitadas pelo senso moral comum, tornam´se socialmente respeitáveis´(n.5).

 ´…as ameaças contra a vida não diminuíram… trata´se de ameaças programadas de maneira científica e sistemática. O século XX ficará considerado uma época de ataques maciços contra a vida… Os falsos profetas e os falsos mestres conheceram o maior sucesso possível… a verdade é que estamos perante uma objetiva ´conjura contra a vida´ que vê também implicadas Instituições Internacionais, empenhadas a encorajar e programar verdadeiras e próprias campanhas para difundir a contracepção, a esterilização e o aborto. Não se pode negar, enfim, que os meios de comunicação são frequentemente cúmplices dessa conjura, ao abonarem junto da opinião pública aquela cultura que apresenta o recurso à contracepção, à esterilização, ao aborto e à própria eutanásia como sinais do progresso e conquista da liberdade, enquanto descrevem como inimigas da liberdade e do progresso as posições incondicionalmente a favor da vida´(17).

 Este brado do Papa precisa ser ouvido por todos e meditado profundamente.Como ele diz, há hoje uma verdadeira conjura contra a vida, ´a vida está jurada de morte´, um verdadeiro combate se trava entre a vida e a morte, e cada um de nós é chamado a defender a vida.

 Inacreditavelmente um médico americano inventou a ´máquina do suicídio´, para que as pessoas morram ´sem dor´. Lança um livro, em seguida, que se torna um ´Best Sellers´. Quer dizer, a sociedade acolheu o seu invento. E muitos já foram mortos nesta ´máquina´, sem que houvesse, exceto por parte da Igreja Católica, um repúdio da sociedade. É terrivelmente sintomático! A vida está em decadência e a morte começa a atrair…

 A eutanásia é defendida e proposta como ´um alívio´ para o paciente. Nada se valoriza em relação à vida eterna, e à possibilidade de que a alma seja salva até mesmo nos últimos momentos de agonia do paciente. A visão reducionista e materialista de que a vida termina com a morte, justifica o médico apressar o fim daquele que sofre. Todo o riquíssimo valor salvífico do sofrimento é rejeitado e esquecido. A palavra da Escritura que nos ensina: ´completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo´ (Col. 1,24), já não tem valor.

 No mundo todo o aborto continua a ser criminosamente praticado. São 40 milhões por ano no mundo; 4 milhões no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde. Por um lado faz´se de tudo para salvar um bebê prematuro de 12 semanas de gestação, por outro lado, mata´se friamente no ventre materno o mesmo bebê que já tem 24 semanas!

 Se a vida não for respeitada e protegida no ventre materno, não o será em nenhuma outra situação, pois o seu valor é o mesmo.

 Se dermos à mãe o direito de matar o seu filho não nascido, por que se tornou um estorvo para ela, deveremos dar também ao filho o direito de matar a mãe, velha e doente, que se tornou um estorvo para ele. É lógico que ambas as situações são absurdas ! A solução é a vida e não a morte. Pobre criatura humana que apela para a morte dos seus próprios filhos !… A que ponto chegou a nossa ´civilização´ sem Deus!

 Outros, manipulam e selecionam ´embriões humanos´, como se a vida humana fosse um objeto, uma ´coisa´, na mão dos pesquisadores. Nada mais trágico e perigoso do que esta fria ´coisificação´ da vida. Em termos claros o Santo Padre já se manifestou contra essas experiências e contra a geração do ´bebê de proveta´. A vida só pode ser gerada segundo os critérios naturais de Deus, é a palavra da Igreja.

 Pior ainda que essas manipulações da vida são os linchamentos sumários praticados em praças públicas, execuções premeditadas de jovens e crianças, assassinatos frios e encomendados, crimes passionais e toda sorte de violência que se cultiva contra a vida, até em filmes e revistas.

 Às vésperas de mais um ano novo nascer, no dia 29 de dezembro de 1991, um filho matava o próprio pai, à luz do dia, numa praça pública de Porto Alegre. Na praça da Redenção !… E tudo sob a mira de uma máquina fotográfica, de alguém que queria ´faturar´ com aquela tragédia! É demais!…

 Temos de acordar. Dizer basta a esta ´cultura mórbida´, sob pena de sermos engolidos por ela.

 Será que não temos nada melhor a oferecer aos nossos filhos, senão a morte, para a solução dos problemas da vida?

 Das duas uma: ou a vida está acima de qualquer pretexto, ou, dentro em breve, qualquer pretexto será suficiente para se eliminar uma vida. Vale a pena repetir aqui o que disse Madre Teresa de Calcutá, ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em 1994: ´O aborto é pior do que a guerra e pior do que a fome´.

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por Felipe de Aquino, Professor
http://www.cleofas.com.br

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=4587


Para uma reflexão mais aprofundada veja o vídeo abaixo:



Semeando a cultura de Pentecostes


Natal

PAI TÔ COM FOME!


Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão quentinho e falou:

– Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência….

– Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente…

Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

– Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho…

Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) – arroz, feijão, bife e ovo…

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua….

Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá…

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada…

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades…

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

– Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim… Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer…

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho…

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas…

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório…

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos ‘biscates aqui e acolá’, mas que há 2 meses não recebia nada…

Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias…

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho…

Ao chegar em casa com toda aquela ‘fartura’, Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso…

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores…

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho…

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando…

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa…

E, ele não se enganou – durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres…

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar…

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta…

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula…

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro…

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o ‘antigo funcionário’ tão elegante em seu primeiro terno…


Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço…

Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista…

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um…

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido…

Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da ‘Casa do Caminho’, que seu pai fundou com tanto carinho:

‘Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!’

(História verídica)

A Procura da Felicidade é uma história semelhante, um filme muito bom que mostra a garra e a perseverança de um Pai que luta contra as adversidades da vida em busca de uma vida feliz para seu filho e sua Família.

Não perca a oportunidade de ver este filme…


Veja Mais:

Filme: À Procura da Felicidade

presentepravocewordpres.com




A Verdade Nua e Crua !



Esta é a realidade que se vive em

Grande Parte da África,

Mas que as lentes não mostram

e os olhos preferem não ver.



Esta é a Foto Polêmica

De Kevin Carter em 1993.

Pode até ser uma foto de fatos

ocorridos a muitos anos atrás,

Mas esta realidade

mudou muito Pouco Ou quase nada!


Carter, o fotográfo suicidou-se após ganhar o premio.

Foto Ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1994

Kevin Carter, o fotógrafo suicidou-se após ganhar o premio.



Foto publicada pelo Jornal “The New York Times” foi tirada em 1993 no Sudão, pelo fotógrafo sul-africano Kevin Carter (1960-1994). Ela mostra uma criança faminta sem forças para continuar rastejando para um campo de alimento da ONU, a um quilômetro dali. O urubu espera a morte desta para então poder devorá-la.

Carter disse que esperou em torno de vinte minutos para que o urubu fosse embora, mas isto não aconteceu. Então rapidamente tirou a foto e fez o urubu fugir dali, açoitando-o.

Em seguida, saiu dali o mais rápido possível.

Outro fotógrafo criticou duramente sua postura por apenas fotografar, mas não ajudar, a pequena garota: “Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento de sofrimento dela talvez também seja um predador, outro urubu na cena.”, teria dito.

Um ano depois o fotógrafo, em profunda depressão, suicidou-se.

O paradeiro da criança é desconhecido.

Eu estou depressivo… sem telefone… dinheiro para o aluguel… dinheiro para o sustento de criança… dinheiro para dívidas… dinheiro!!!… Eu estou sendo perseguido pela viva memória de matanças, cadáveres, cólera e dor… pela criança faminta ou ferida… pelos homens loucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policial, assassinos…
Trecho de sua carta de suicídio.


Referências:

http://www.hbo.com/docs/programs/kevincarter/index.html
http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,981431,00.html


Esta história foi filmada e ganhou diversos prêmios apesar de seu final deprimente.


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Várias versões são contadas, alguns dizem que a criança estava com uma doença contagiosa, outras que ele foi impedido por soldados de dar socorro à criança e que não podia interferir com os habitantes locais, mas mesmo assim ele teria pedido socorro ao posto da ONU a 1000m do local.   Ao procurar pela criança mais tarde, nada foi encontrado e ninguém deu nenhuma notícia da criança nem se sabe o que lhe teria acontecido.

Carter pode ter se sucumbido à dor de sua consciência e tirado a própria vida, afinal somente ele poderia realmente saber o que pensou no momento em que estava a espreita para tirar a melhor foto do ano.

O fato é que sua fotografia mostra ao mundo que não apenas ele agiu como um abutre, mas principalmente aqueles que poderiam ser considerados as maiores aves de rapina que são os verdadeiros responsáveis pela fome e pela miséria do mundo.   Estas não são assim tão visíveis a ponto de serem fotografadas, mas são bem conhecidas por todos aqueles que são espertos o bastante para ficar de olhos bem fechados.

A pobreza no mundo não é culpa da seca ou da aridez dos desertos, mas sim dos corações frios e dos olhos que se fecham para tal realidade, preferindo acusar o outro e não assumir a própria culpa.

Nosso amigo Carter teria se redimido do seu pecado, apenas lutando para que o mundo conhecesse a VERDADE que ele viu e fotografou, mas como não fez nada disso mudando esta realidade e nem pretendia fazer nada, preferiu então tirar sua própria vida. Justamente esta é a atitude que jamais devemos tomar, porque se assim for não haverá quem afugente os abutres e nem sequer quem mostre esta triste verdade ao mundo, na pior das hipóteses o máximo que lhe aconteceria era perder a vida por uma causa justa e não inutilmente como fez.

O Filme sobre sua vida, tenta argumentar exatamente o que um fotografo estrangeiro presencia e sente ao entrar dentro de um campo de batalha como “Peça Neutra” e ao mesmo tempo carregar sobre si o peso de se neutralizar no meio em que vive não podendo levantar um dedo sequer para evitar o que acontece ao seu redor.

O fotografo foi condenado pelo colega de profissão por ter agido como um mau Samaritano, mas de certa forma é a atitude que a maioria das pessoas tomam ao ver e presenciar fatos e situações semelhantes, mesmo não estando impossibilitados de agir no meio em que vivem, mas quando se trata de culpar o outro pela atitude que eu não tomei, todos concordam que deveriam ter feito alguma coisa, menos ter deixado o mundo continuar sendo o que sempre foi.

A verdade é que todos nós e cada um em particular, um dia terá a sua chance de acolher o próximo agindo como um bom Samaritano, se você ainda não teve esta oportunidade, prepare-se para a ter a qualquer momento, porque certamente ela virá.   A sua  resposta e a sua atitude tem o poder de mudar a vida de alguém para sempre, sendo o maior beneficiado você mesmo.

Termino este post indicando o depoimento de uma pessoa “anônima” que descobriu ter mudado sua própria história  quando salvou a vida de seu melhor amigo.  Este depoimento vale a pena ser conhecido, principalmente após a meditação sobre a foto acima, porque a nossa atitude, por mais simples que possa parecer poderá salvar a vida de alguém, mesmo que  seja ele totalmente desconhecido.


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Quanto Vale a vida de um bom Amigo?




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Vamos Repartir o Pão e a Palavra de Deus.

Frei Raniero Cantalamessa.

PARTILHAR O PÃO !

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No fundo, o que estamos fazendo neste momento também é uma multiplicação dos pães: o pão da palavra de Deus. Eu parti o pão da palavra e a internet multiplicou minhas palavras, de forma que mais de 5 mil homens, também neste momento, se alimentaram e ficaram saciados. Resta uma tarefa: recolher «os pedaços que sobraram», fazer a Palavra chegar também a quem não participou do banquete. Converter-se em «repetidores» e testemunhas da mensagem.

Este texto é o parágrafo final da homilia de Frei Raniero sobre a multiplicação dos pães, bem sabemos nós, que Jesus sendo o Filho de Deus é capaz de fazer até mesmo coisas impossíveis, mas neste milagre tão famoso e comentado, não foi assim um milagre tão dificil de ser executado, porém creio eu, que seja o mais difícil de ser executado pelo homem de hoje.

Se naquela época já era difícil, imaginem hoje que os homens são ainda muito mais egoistas.

Diz-se que Jesus multiplicou os pães, mas na verdade Ele havia perguntado antes, quem tinha qualquer tipo de alimento para que fosse colocado em comum a fim de que todos se alimentassem. Logicamente, se eu estivesse lá, diria não tenho nada aqui comigo agora, pois de que valeria meus cinco pães e meus dois peixes para aquela multidão esfomeada, mal daria para aplacar minha propria fome.

Quem diria ?

Estava ali também um garotinho que também posuia outros cinco pães e dois peixinhos, os quais ele entregou a Jesus, que os abençou pedindo ao Pai que os multiplicasse saciando a fome de toda aquela multidão.   Senti-me um verdadeiro egoista, mas envergonhado de não ter oferecido o pouco que tinha, resolvi colocar o que eu possuia no cesto, discretamente sem que ninguém visse quando fosse tirar o meu pedaço de pão. Pois bem, esta não é uma versão verídica e talvés muitos contestem até mesmo sua provável divulgação, mas creio eu que realmente foi esta a intensão de Jesus quando pediu aqueles pães, que mesmo tão poucos foram capazes de alimentar tamanha multidão.

Multiplicados ou não, por um milagre divino, um milagre muito maior seria o fim do egoismo humano, sendo capaz de doar tudo o que tinha em favor de seu irmão necessitado.    Jesus multiplicou os pães, saciou a todos, é claro que isto foi um grande milagre, mas Jesus foi embora para saciar outros rebamhos, enquanto que aquela multidão continua ali, e na verdade bem sabemos que no dia sequinte irão precisar de mais pão e mais peixe para se alimentar novamente.     Tudo bem, não temos Jesus presente, mas continuamos tendo os mesmos cinco pães e os dois peixes, exatamente aquilo que Jesus nos pediu para que executasse aquele grande milagre.

A nossa parte do milagre, ou seja a nossa contribuição, continua em nossas mãos, sem elas não haveria nenhum milagre, certamente com elas e a nossa disposição em doá-las o milagre sera sempre presente e atual, porque Jesus na verdade estará sempre presente no meio de nós, mesmo quando pensamos que Ele esteja em outro lugar, sendo assim o milagre continua possível e executável.

A pergunta que não se cala será sempre a mesma:

Porque Jesus não fez aparecer um grande banquete apenas estalando os dedos ?

É verdade que o Maior Milagre neste texto não é a multiplicação de pães e peixes e sim a abertura do coração dos homens egoistas que foram capazes de doar o que tinham para Jesus em favor daqueles que nem ao menos conhecemos.

Bastaria o eco das palavras de Jesus, para que esse milagre se realizasse no dia seguinte, no outro dia e até mesmo hoje, neste mundo onde tantos morrem de fome enquanto que muitos outros acumulam seus  peixes que apodressem no fundo da sacola ou diriamos as riquezas nos cofres de banco e até mesmo desperdiçam aquilo que falta na mesa do faminto.

Digo agora, este milagre esta em minhas mãos e também em suas mãos, ou seria em nossos corações ? Uma coisa eu garanto, quando se reunem um pão e um peixe em favor do necessitado ele continuará se multiplicando e sobrando, tanto para quem recebe quanto para quem doa, não foi assim que aconteceu naquele dia ?  Como diz o evangelho, […] dos pedaços que sobraram, foram recolhidos doze cestos cheios.

A pergunta de hoje também continua sendo a mesma:

O que temos em nossas mãos a disposição para doar ?

Frei Raniero comparou com um grande pequenique onde todos comeram e se fartaram, e que a fome de hoje não é tanto do pão de farinha, mas do pão da palavra de Deus, covém que, aquele que tem, mesmo que seja um peixinho ou um paozinho, deve colocá-lo a disposição do mestre que é Jesus e certamente o fruto desta doação será grande e comparado a uma multiplicação muito maior do que aquela que se deu naquele dia.     Está chegando a hora de recolher os pedaços que sobrarão desta grande multiplicação da palavra de Deus, pergunto apenas:

Você já contribuiu com seu pedaço ?

Você já se alimentou ?

Você já evangelizou alguém ?

Você já transmitiu aquilo que você aprendeu para seu irmão, seu amigo, seu vizinho, etc… ?

Na verdade é isto que Jesus nos manda fazer hoje, repartir o pão da palavra a quem quer que seja e em todos os lugares, até mesmo na África, ou na China ou nos confins do mundo, onde jamais se tenha ouvido falar de Jesus.

Este lugar existe e pode estar muito mais perto do que você possa imaginar, até mesmo ao seu lado na sua cama, ou atrás de você nuna fila de banco.

Bom, para finalizar, faço minhas as palavras de Frei Raniero

[…] Vamos fazer a Palavra chegar também a quem não participou do banquete.[…]

Eis a minha contribuição, eis o meu pedacinho, de boca em boca, de palavra em palavra, de blog em blog , uma cópia que se copia chega ao coração de alguém que providêncialmente navegava e fazia uma consulta, buscando alguma coisa para saciar a sua fome de Amor e da palavra de Deus, são milhões as pessoas que vagam em busca de um sentido para suas vidas e são estas as que fazem parte daquela  imensa multidão que Jesus olhou ao longe deixando escapar suas lágrimas, pois pareciam ovelhas sem Pastor sem rumo e nem direção, sedentas e famintas de algo que somente Jesus pode lhes dar.

O mundo pode oferecer caminhos demais, mas não oferece Jesus que é o único Caminho, Verdade e Vida, mas aquele que já experimentou este caminho e esta verdadeira vida é responsável por  cada uma destas ovelhas que se perdem, mas sei que a partir desta palavra não existirá mais ovelhas sem pastor ou multidões famintas, porque o meu paozinho e o seu peixinho estarão à disposição de Jesus para saciar  a quem precisar.

Quando for saciada a fome da palavra de Deus certamente não existirá mais fome de pão, porque o verdadeiro Cristão não é egoista, mesquinho ou avarento.

Eis aí o Grande Milagre !

Amem.



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