Oração de Madre Teresa de Calcutá.



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ORAÇÃO:

Mantenha seus olhos puros para que Jesus possa olhar através deles.

Mantenha sua língua pura para que Jesus possa falar por sua boca.

Mantenha suas mãos puras para que Jesus possa trabalhar com suas mãos.

Mantenha sua mente pura para que Jesus possa pensar seus pensamentos em sua mente.

Mantenha seu coração puro para que Jesus possa amar com seu coração.

Peça a Jesus para viver sua própria vida em você porque:

Ele é a Verdade da humildade.

Ele é a Luz da caridade.

Ele é a Vida da santidade.

Amem!



O Papagaio na Gaiola de luxo:


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Semeando a cultura de Pentecostes


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A santidade de Madre Teresa de Calcutá.



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Madre Teresa de Calcutá possui esta belíssima e profunda reflexão sobre a santidade:



Madre Teresa de Calcutá possui esta belíssima e profunda reflexão sobre a santidade:

As pessoas dizem um monte de coisas inteligentes, grandiosas, belas, maravilhosas, enquanto eu digo coisas aparentemente bobas, coisas que até crianças podem compreender. E, no entanto, as pessoas são infladas por estas palavras, porque conseguem compreendê-las e torná-las suas, pois a santidade não é um luxo para poucos escolhidos.

A santidade é um dever para todos, para vós e para mim. Mas o que é a santidade? A santidade é aceitar  a vontade de Deus com um grande sorriso…Nisso ela se resume.

Aceitar a vontade de Deus, aceitá-lo quando surge em nossa vida, aceitar que tome de nós o que quiser, aceitar que nos use como quiser…sem nos consultar. Mas, infelizmente, queremos ser consultados!

A santidade é deixar que Ele nos use, que se sirva de nós, nos faça em pedaços, nos esvazie completamente de nós mesmos.”

Sábias palavras de Madre Teresa!! A santidade não é  um privilégio de poucos…os santos foram também pecadores como nós, que um dia souberam  aceitar a vontade de Deus com alegria, mesmo nos momentos de provações e perseguições.

O Papa Bento XVI, baseando-se em São João da Cruz afirmou:

A santidade não é uma obra nossa, muito difícil, mas é exatamente essa “abertura”: abrir as janelas da nossa alma para que a luz de Deus possa entrar, não esquecer de Deus, porque exatamente na abertura à sua luz se encontra a força, se encontra a alegria dos remidos. Peçamos ao Senhor para que nos ajude a encontrar essa santidade, deixemo-nos amar por Deus, que é a vocação de nós todos e a verdadeira redenção”.

Assim, podemos dizer que a santidade está nesse “esvaziar-se de nós mesmos”, e na abertura do nosso coração à Deus. A santidade está na simplicidade de quem mantém um coração de criança, como nos disse Jesus: “Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, porque a pessoas assim é que pertence o Reino de Deus.”




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Dinâmica e Reflexão para grupo de Oração Jovem.



Objetivo: Restaurar e valorizar a verdadeira imagem humana, sua dignidade e semelhança Divina levando a pessoa a reconhecer-se como FILHO de DEUS e muito amado pelo Pai.


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1. Em um grupo de jovens em encontro aberto ou fechado pode ser ministrado uma meditação referente ao texto abaixo.

Com uma musica de fundo, uma luz mediana, alguém com uma boa voz, calma e tranquila pode conduzir a meditação lendo o texto ou apresentando-o em Power Point.

O Momento também abre uma porta para a continuação de uma cura interior mais profunda, este sim sendo mais indicado para encontros fechados.

Veja o texto e a história no post:


A Imagem de Cristo




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2. Deus Disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.”  Criou pois o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher   (Genesis 1,26-27)


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Verdades & Segredos ocultos !

O Buda de Ouro.!


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O segredo que habita em cada um de nós.


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 .


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Temos Um Tesouro em Vasos de Barro!



Anel_Valor A casa em chamas
Amigo Fiel Quem sou faz a diferença O_Segredo_de_vencer_grandes_desafios

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A Imagem de Cristo.



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1. Esta é a estória de um jovem que se parecia muito com Cristo e foi o modelo para a famosa obra de Leonardo Da Vinci. Ele tinha tudo de bom na vida e cantava em um coral, mas por uma ironia do destino perdeu tudo que possuía semelhante aos muitos jovens que se jogam nas drogas e perdem sua dignidade e vão parar nas ruas mendigando e cometendo pequenos crimes assim como o filho pródigo e se encontram em situação lastimável, mas por uma simples intervenção Divina tudo pode ser recuperado novamente.

Veja a história:


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2. Deus Disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.”  Criou pois o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher   (Genesis 1,26-27)

3. Conta-se que: Quando o grande Leonardo da Vinci quis pintar a sua famosa obra “A Ultima Ceia”, procurou um jovem modelo e belo que representasse a pessoa de Jesus.

4. Procurou alguém em vários ambientes, até que encontrou um jovem belo, sensível, firme e viril, quando assistia a um coral numa Igreja; viu em um dos cantores a imagem perfeita de Cristo.

5. Convidou-o para ir ao seu ateliê, e reproduziu seus traços em estudos e esboços.

6. O Jovem ficou muito entusiasmado e feliz ao ver seu rosto estampado no rosto de Cristo.

7. A partir de então ele foi pintando um a um dos apóstolos … Tomé, Felipe, Mateus, Simão, Tiago, Judas Tadeu; 8. Bartolomeu, João, Simão Pedro e Tiago menor.   Passaram-se quatro anos, e Leonardo já tinha pintado quase todos os Apóstolos, e 9. A “Última Ceia” estava quase pronta, mas, Da Vinci ainda não havia encontrado o modelo ideal para pintar o traidor de Jesus.

10. Faltava ainda “Judas Iscariotes, que ele deixou de propósito para o final…

11. Queria alguém que representasse a traição e a degeneração. 12. Depois de muitos dias procurando, o pintor finalmente encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, atirado na sarjeta.

13. O seu olhar tinha algo de duro, de falso, de ambíguo… 

14. Ofereceu-lhe 30 moedas, uma boa importância para posar como modelo na sua obra prima.


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15. Da Vinci copiava as linhas da impiedade, Do pecado, do egoísmo,  tão bem delineadas  na face do mendigo  Que mal conseguia parar em pé.

16. Quando terminou a pintura, viu que o jovem mendigo derramava algumas lágrimas e o pintor lhe perguntou por que se emocionara de tal maneira!

17. Ele então respondeu: “O senhor não me reconhece?”.

– Não!  – Por que, Deveria?

Diante da negativa de Leonardo, o jovem disse, para assombro do Pintor:

18. Pois fui eu mesmo que lhe servi de modelo a quatro anos atrás … 19. Quando o Senhor Pintava a figura que está no centro do quadro, Jesus Cristo, O Senhor!

20. Nesses quatro anos que se passaram este jovem perdeu tudo que possuía. Perdeu suas posses, sua posição social, seu trabalho, sua família, sua dignidade e praticamente sua vida.

(*) – Obs. :   Hoje em dia muitos jovens se perdem assim pelo usos de drogas!

21. Sua imagem se deformou de tal maneira que já não mais refletia a semelhança de Cristo e sim refletia mais a aparência de Judas seu traidor, exatamente o oposto do que era antes…

22. A Figura de Cristo na cruz ficou totalmente desfigurada pelo efeito do pecado do Homem.  Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. (Isaias 53,3)

23. Este personagem é real e a história guardou o seu nome. Chamava-se Pietro BondinelliMas há quem o considere apenas como uma lenda…

Lenda, ou não a verdade é que essa história não só é Real como totalmente atual, pois este jovem pode ser visualizado em todo e qualquer rosto que se olha no espelho, uma vez que todos nós fomos criados à imagem de Cristo, porém nos deixamos levar pelo mundo e deformamos esta imagem a ponto de sermos confundidos com a pior das criaturas humanas.


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24. Todos nós fomos criados segundo a semelhança de Cristo, não só a imagem exterior, mas também o homem interior. 25. Um mesmo homem pode ser bom ou mal, pode ser semelhante a Cristo ou ao seu inimigo… Tudo isso dependerá de suas escolhas e atitudes, pois o caminho que escolher trilhar definirá o seu destino final. 

26. Cabe a você não deixar que o mundo lhe engane a ponto de destruir esta semelhança de Deus que existe em  você, mesmo que a dor e tristeza invada  seu coração… Resista firme com fé, pois nada neste mundo pode nos afastar do amor de Cristo. (Rom 8) 

27. A semelhança de Cristo e os Dons de Deus são os bens mais preciosos que possuímos, por isso precisam ser preservados como um verdadeiro tesouro.

28. São Paulo dizia: “Vivo, mas já não sou eu; é CRISTO que vive em mim. “(Galátas 2,20), ou seja, ele considerava que sua vida era um completo testemunho de Cristo a ponto de ser identificado como Ele mesmo.

29. “Visamos o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. (Efésios 4,12-13)

31. A Igreja recebeu a missão de conduzir o homem na sua restauração integral e levando- o à plenitude da santidade que é a recuperação da imagem e semelhança de Deus conforme a criação original para que possamos enfim receber a herança das promessas Divinas habitando eternamente nas moradas celestiais.

32. Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios. Link’s para outras Mensagens segunda-feira, 22 de agosto de 20165:30:24 Os que ele distinguiu de antemão, também os predestinou para serem conformes à a fim de que este seja o primogênito entre uma multidão de irmãos.

30. CRÉDITOS do Texto: Dom Rafael Cifuente livro “Sacerdotes para o terceiro milênio” Musica: Noites Traiçoeiras Formatação: Presentepravoce


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Um jovem que se parecia com Cristo

Reflexão post anterior



Jesus_e_seus_melhores_amigos A casa em chamas
Amigo Fiel Quem sou faz a diferença Tende_Misericordia_Senhor

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O Mestre dos Mestres.



Escrito de sabedoria parte da obra de Augusto Cury, destacando O Mestre dos Mestres que entre os homens mais sábios de seu tempo e de todos os tempos não apenas se destacou, mas perpetuou-se como o mais aplaudido, mais lido apesar de nada ter escrito pessoalmente, o mais divulgado e o mais replicado em toda a terra.

Augusto Cury

Leia o texto:


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“Mestre dos Mestres”


Augusto Cury

2. Que o “Mestre dos Mestres” lhe ensine, que nas falhas e lágrimas,se esculpe a sabedoria.

3. Que o “ Mestre da SENSIBILIDADE,” lhe ensine a contemplar as coisas simples.

4. E a navegar nas águas da emoção.

5. Que o “Mestre da Vida” lhe ensine a não ter medo de viver, e a superar os momentos mais difíceis da sua história.

6. Que o “MESTRE do AMOR” lhe ensine, que a vida é o maior espetáculo, no teatro da existência.

7. Que o “MESTRE INESQUECÍVEL” lhe ensine, que os fracos julgam e desistem, enquanto os fortes compreendem e têm esperança.

8. Não somos perfeitos, decepções, frustrações e perdas, sempre acontecerão…

9. Mas DEUS é o artesão do espírito e da alma humana.

10. Depois da mais bela noite, surgirá o mais belo amanhecer. ESPERE-O!

11. Todos nós, passamos por determinadas angústias e ansiedades, pois algumas das nossas mazelas da vida,são imprevisíveis e inevitáveis.

12. Na escola da existência,aprende-se, que se adquire experiência não só com os acertos e as conquistas, mas com as derrotas,as perdas e o caos emocional e social.

13. Foi nessa escola tão sinuosa que JESUS se tornou, O MESTRE dos MESTRES!

14. Aprendi com o Mestre dos Mestres que a arte de pensar é o tesouro dos sábios.

15. Aprendi um pouco mais a pensar antes de reagir, a expor – e não impor – minhas idéias e a entender que cada pessoa é um ser único no palco da existência.

16. Aprendi com o Mestre da Sensibilidade a navegar nas águas da emoção, a não ter medo da dor,

17. A procurar um profundo significado para a vida e a perceber que nas coisas mais simples e anônimas se escondem os segredos da felicidade.

18. Aprendi com o Mestre da Vida que viver é uma experiência única, belíssima, mas brevíssima.

19. E, por saber que a vida passa tão rápido, sinto necessidade de compreender minhas limitações e aproveitar cada lágrima, sorriso, sucesso e fracasso como uma oportunidade preciosa de crescer


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20. Aprendi que o amor acalma a emoção, tranqüiliza o pensamento, incendeia a motivação, rompe obstáculos intransponíveis e faz da vida uma agradável aventura, sem tédio, angústia ou solidão.

21. Por tudo isso Jesus Cristo se tornou, para mim, um Mestre Inesquecível.

22. SEJA FELIZ !

Créditos: “O Mestre dos Mestres”, Academia de Inteligência, São Paulo, 2002.

Imagens: Internet

Música: Movie Theme

23. “Para o Mestre dos Mestres a pessoa era mais importante do que seus próprios erros”

Augusto Cury

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Sizenando – segunda-feira, 27 de junho de 2016


Augusto Cury

Dr. Augusto Cury

Escritor de varias obras.



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Curso para Pais e Padrinhos.



Preparação para receber o Sagrado Sacramento do Batismo.

Principais requisitos e conteúdo básico para a preparação de um curso de Pais e Padrinhos para sua equipe Paroquial.

Devido à grande procura, estamos disponibilizando em nosso blog este texto que foi retirado da pagina Catequistas em Formação podendo ser adequado às suas necessidades locais.


http://www.catequistasemformacao.com/2014/06/encontro-com-pais-e-padrinhos-em.html

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Batismo Sacramento

O SACRAMENTO DO BATISMO

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O BATISMO DE JESUS



EQUIPE RESPONSÁVEL: Pastoral Catequética


PÚBLICO-ALVO: Pais e padrinhos das crianças que frequentam a catequese Paroquial e ainda não são batizadas.


TEMPO PREVISTO: 02 horas a 2h e meia. (Este tempo não prevê intervalo mas deixa os presentes livres para saírem caso necessário: ir ao banheiro, tomar água, atender ás crianças).


 

 AMBIENTAÇÃO:


 – À frente, preparar uma mesa para a acolhida da Bíblia. Um vaso de flores, um suporte (a vela será trazida na entronização).


Simbologia do Batismo:


– Expor os símbolos numa mesa, logo á entrada, arrumando-os com placas indicativas e convidar aos presentes que examinem os símbolos. (Fundo musical)
CRUZ É a identidade do Cristão. Traçada no peito e na testa significa que o batizando, pelo batismo, participa da morte libertadora de Jesus Cristo. Lembra a graça da redenção que Cristo nos proporcionou na Cruz.
O ÓLEO Assim como o óleo penetra na pele da criança, Cristo penetra na vida da pessoa, em especial no seu coração (a unção é feita no peito), fortalecendo o ungido na luta contra o mal.
A VELA e CÍRIO PASCAL Acesa no círio pascal, significa que Cristo iluminou o batizado, que deverá ser “luz do mundo”. Simboliza a presença do Espírito na vida do batizando e a fé em Jesus ressuscitado. Acende-se uma nova luz, luz da graça, da fé, que deve ser conservada até o fim da vida pela vivência em Cristo.
A VESTE BRANCA Expressa a pureza, a VIDA NOVA que recebemos no Batismo e que agora vamos viver. Sinaliza que o batizado “vestiu-se de Cristo”, o que equivale a dizer que ressuscitou com Cristo.
A ÁGUA Simboliza purificação e vida nova. A água batismal nos lava do pecado original e nos torna filhos de Deus e membros da Igreja. A água é sinal da graça de Deus, que nos purifica totalmente.
A PALAVRA È pela leitura constante da Palavra de Deus que renovamos diariamente a nossa fé pelo testemunho de nossos antepassados.

– Preparar uma mesa na recepção com água, chá, suco e bolachinhas. (Oferecer aos convidados enquanto fazem as inscrições).


01 – ACOLHIDA – Coordenação


02 – APRESENTAÇÃO DA EQUIPE E DOS PARTICIPANTES


Apresentar os catequistas presentes e dizer por qual turma são responsáveis. Pedir aos participantes que cada um que se identifique com o nome e, se pai/mãe ou padrinho/madrinha. Aos pais, pedir que digam o nome do filho que será batizado. Caso haja crianças presentes e se houver condições, pedir que se apresentem também, criando um clima de intimidade e aconchego.
Texto de apoio:

Cada ser humano é único, insubstituível. Somos pensados e amados por Deus, desde a eternidade e para toda a eternidade nesta individualidade singular, e assim devemos ser vistos e acolhidos pelos outros. Podemos possuir coisas e delas dispor a nosso bel-prazer, usando-as, subordinando-as a nossos interesses, trocando-as. Com as pessoas, não podemos fazer o mesmo. A pessoa deve ser aceita com suas próprias idéias, com seus sentimentos e sua maneira de ser. A pessoa não pode ser meio para atingirmos nossos objetivos. O outro é distinto de nós, com direito a ser quem realmente ele é, a ver reconhecida sua própria autonomia, sem precisar renunciar à sua personalidade para viver e conviver. O nome exprime esta identidade pessoal a ser reconhecida pelos outros, chamada a colocar-se a serviço de todos.


03 – OBJETIVO


– Apresentação do cronograma: Dizer aos presentes o que vai acontecer no encontro e se possível o tempo que vai durar cada etapa.

– Informar a localização dos banheiros, água e oferecer o “chá” (lanche), a ser compartilhado no final do encontro.


04 – ORAÇÃO INICIAL


Sejam bem-vindos. Nossa comunidade estava ansiosa por recebê-los.

Estamos aqui reunidos em nome do Pai, do Filho e do espírito Santo. No dia do nosso batismo o padre acolheu a todos, pais, padrinhos e familiares, dando-lhes as boas vindas, vamos hoje nos acolher desejando, uns aos outros, que Deus esteja conosco durante este encontro e que continue a habitar nosso espírito de uma forma diferente depois aprendermos um pouco mais sobre o batismo.
Rezemos juntos a oração que Jesus nos ensinou e que devemos ensinar aos nossos filhos:
Pai- Nosso…
Quero convidar agora, a …………. para nos apresentar um pequeno panorama da História da Salvação e das Alianças que Deus fez com seu povo.

05 – HISTÓRIA DA SALVAÇÃO


Material: – GRAVURAS com a história da salvação.
Atenção: Cantar a cada mudança de quadro-gravura o refrão:

“Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada,

Somente a Tua graça me basta e mais nada.”


O Povo de Deus – Padre Zezinho => Cifra Club



O PLANO Salvífico de DEUS com ênfase em Jesus Cristo (Querigma)

Objetivo: Apresentar de onde vem o Batismo, a origem do sacramento é a Páscoa de Jesus.

Apresentação em quadros: Caminhada do Povo de Deus

— Deus Pai Criador (apresentar a gravura do Paraíso): Homem e Mulher criados à imagem e semelhança de Deus / desejado e sonhado por Ele para ser feliz./com Liberdade/ Adão e Eva dizem Não ao plano de Deus. Pecado/ruptura da ALIANÇA entre Deus e o Homem./ Deus não desiste,Fiel à sua Promessa / propõe novas ALIANÇAS. E assim podemos cantar:

Canto: Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada, Somente a Tua graça me basta e mais nada.

As quatro grandes Alianças na Bíblia são:

– 1ª Aliança: Foi feita com Noé depois do dilúvio e seu símbolo é o Arco-íris (Gn 6ss). Pelas águas do dilúvio prefigura-se o nascimento da nova humanidade. Arco-íris liga o céu com a terra (Mostrar a gravura com a arca de Noé).

Canto:Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada Somente a Tua graça me basta e mais nada

– 2ª Aliança: Foi celebrada entre Deus e Abraão (Gn15ss). Seu símbolo é a circuncisão. Dá origem ao Povo de DEUS (apresentar a gravura com Abraão).

Canto:Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada Somente a Tua graça me basta e mais nada

– 3ª Aliança: Foi instituída com Moisés e com o povo no deserto na marcha para a Terra Prometida. Seu símbolo é a Lei (os 10 Mandamentos). As águas do mar Vermelho que atravessaram muda Morte versus Vida (Ex19ss) – (Mostrar gravura de Moisés no Mar Vermelho)

Canto:Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada Somente a Tua graça me basta e mais nada

– 4ª Aliança: A Nova e Eterna Aliança, feita por Jesus Cristo na Ceia. Seu símbolo é a Eucaristia (Mostrar gravura).

Canto:Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada Somente a Tua graça me basta e mais nada

A morte de Jesus na cruz Deus, não esgota sua DOAÇÃO, o Mistério Pascal permanecerá atual até o fim dos tempos através dos SACRAMENTOS. Do coração de Jesus transpassado por uma lança, correu sangue e água, surgindo do sangue a Eucaristia e da água o Batismo. Da Páscoa de Cristo nasce o Batismo!

Jesus Sacramento do Pai para o mundo, cria a Igreja, sacramento de Jesus!

E toda essa caminhada do Povo de Deus está narrada num “Manual de Instruções”, na Carta de Amor que Deus escreve para nós, vamos recebê-la cantando:

06 – ENTRONIZAÇÃO DA BÍBLIA – (Catequistas entram com a Bíblia e uma vela acesa)

Canto: A sua Palavra Senhor é sinal de interesse por nós.

Como o Pai ao redor de sua mesa,/revelando seus planos de amor.

É feliz quem escuta a Palavra/ e a guarda no seu coração.

Leitura Bíblica: Mateus 28, 18-29 – (Uma catequista)

Após a leitura, induzir os presentes a fechar os olhos e em silêncio, refletir sobre a palavra proclamada.

07 – VISÃO PANORÂMICA DOS SACRAMENTOS

Convidar os presentes a assistir um vídeo que foi preparado especialmente para os encontros de batismo.

Material: Vídeo das Paulinas – Série Sacramentos. Utilizar o Tema Batismo, nos capítulos:

– Batismo na tradição – Cap. 03

– A Teologia do batismo – Cap. 05

08 – PALESTRA – (Angela)

Teologia, compromissos do Batismo e envolvimento na comunidade.

Material:

– Apresentação em PowerPoint (projetor multimídia).

– Um vaso de cactos

PALESTRA – SACRAMENTO DO BATISMO (TEOLOGIA) – (Angela)

– Apresentação de slides – Com imagens

Slide 01 – Aconteceu naqueles dias, que Jesus veio de Nazaré da Galiléia e foi batizado por João no rio Jordão, e logo ao subir da água Ele viu os céus rasgando e o Espírito, como uma pomba, descer até Ele e uma voz veio dos céus: Tu és o meu Filho amado, em Ti me comprazo. (Mc 1,9-11)

Slide 02 – Antes de Jesus, já havia no antigo Egito e na Babilônia, banhos sagrados com a finalidade de purificar a pessoa mergulhada na água. João Batista realizava essa mesma prática, mas seu objetivo era a conversão para o perdão dos pecados. Jesus se faz batizar por João no Jordão, não porque precisava de conversão ou purificação, mas para mostrar que, a partir dali, estava sendo inaugurado um novo Batismo (o da graça) e uma nova religião (a do Espírito). E, ainda, para que Deus pudesse manifestar publicamente aos homens o seu Filho amado.

Slide 03 – O batismo (mergulho) é um gesto litúrgico realizado com água e contém em sua realidade simbólica dois momentos: a imersão (a adesão a Jesus, à missão) e a emersão (a vida nova em Jesus).

Esse mergulho nos exorta à purificação, à conversão e a um novo nascimento (o da água e do espírito).

Nele recebemos as Virtudes que vêm de Deus e nele têm seu objeto imediato:

São a Fé, a Esperança e a Caridade.

Recebemo-las com a graça do Batismo, e, em maior abundância, com a da Confirmação.

Slide 04 – Nosso batismo foi instituído por Jesus. Ele ordenou aos seus discípulos :

Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto Vos ordenei. E eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. (Mt 28,19-20).

Slide 05 – O Evangelho mostra Jesus sendo batizado junto com o povo. Isso mostra que Ele veio para se solidarizar com a humanidade. É assim que realizará seu projeto de vida. Cabe a cada um de nós, batizados, aderirmos a essa missão: estar à disposição da comunidade, ajudar aos nossos irmãos a defender os seus direitos e a denunciar toda e qualquer injustiça contra o projeto de vida de Deus.

Slide 06 – O Batismo impõe responsabilidades:

1 – Para com Deus – fé, aliança, culto e oração;

2 – Para com a Igreja – fidelidade, respeito e colaboração,

3 – Para com o próximo – caridade, justiça e serviço.

Slide 07 – Assim como o Batismo é a fonte de responsabilidades e deveres, é também:

Graça, porque é dado até aos culpados;

Dom, porque é conferido àqueles que nada trazem;

Unção, porque é sagrado e régio;

Iluminação, porque é luz resplandecente;

Veste, porque cobre nossa vergonha;

Banho, porque lava;

Selo, porque nos guarda e é sinal do Senhorio de Deus.

Slide 08 – O Batismo é um Sacramento que nos reconduz à comunhão com o Deus Pai que nos proclama Seus filhos muito amados aos nos tornar membros de Seu filho Jesus. Isso nos faz ser Igreja (assim como Jesus o é), pois nos infunde a fé, a esperança e a caridade.

Slide 09 – É um nascer de novo, da água e do Espírito (Jo 3,1-8). É a porta de entrada na Igreja. A partir do Batismo somos inseridos numa comunidade eclesial. Somos Corpo de Cristo, que é cabeça da Igreja. Temos a mesma missão de Jesus Cristo – enviados para falar em nome Dele, ser sal, luz e fermento. Evangelizar levando a Boa Nova a toda a criatura.

Slide 10 – Batizar quer dizer mergulhar. Todos os homens e mulheres estão mergulhados no acontecimento de salvação, todos estão mergulhados em Jesus Cristo – Ele veio para dar vida ao mundo. Veio salvar e não condenar.

Slide 11 – Imagens dos símbolos do batismo.

Sinal da Cruz – Água – Pai nosso – Creio – Veste branca – Vela – Óleo – Palavra de Deus

Slide 12 e 13 – Sinal da Cruz: Sinal do cristão – penetra no mistério do amor, família: Pai, Filho, Espírito Santo.

Água: dom de Deus. Fonte de vida e purificação. Simboliza a vida nova, do nascimento da água e do Espírito. Morte e vida, morte do homem/mulher velho (egoísta) e vida do homem/mulher novo (vida no amor).

Óleo: simboliza agilidade e força. Antigamente quando um lutador ia para a arena era besuntado de óleo. Atribuía-se ao óleo a propriedade de enrijecer e adestrar os músculos para o combate, ou ao menos tornar o lutador escorregadio e difícil de ser pego. Esta primeira unção feita no peito do batizando significa que o cristão deverá lutar na vida para conservar a fé.

Vela: a vela é o Círio Pascal, símbolo do Cristo ressuscitado, que vence as trevas do pecado, do egoísmo, do ódio, da maldade e de todo o mal. A chama da vela nos lembra que Cristo é a luz do mundo, e nós como cristãos (de Cristo) devemos iluminar o mundo também. A cera que se consome, lembra que Jesus consumiu sua vida na cruz por nosso amor, assim como também a vida do cristão deverá estar a serviço da comunidade.

Veste branca: simboliza se revestir de homem novo. Simboliza a pureza da fé e da vida. Simboliza a graça: a vida divina é a comunhão permanente com Deus.

Palavra de Deus (Bíblia): O próprio Cristo nos falando. Ele vem junto com a Palavra. Ele o Verbo dando orientações para a nossa vida. Ensinando a observar tudo que ordenou.

Creio: profissão de fé – condensado tudo o que o cristão deve crer. (convidar á oração).

Pai nosso: Oração dos filhos ensinada por Jesus, deve estar presente em todos os momentos da vida do cristão.

Slide 14 – Onde ficamos nós, pais e padrinhos, em tudo isso?

Slide 15 – A Educação pela fé: A conseqüência, para os pais que pedem o batismo para seus filhos, é o compromisso, já assumido na celebração do casamento, de educá-los na fé, dentro da comunidade eclesial. Pelo Batismo as crianças se tornam parte da Igreja. E naquele dia seus pais disseram que iam ajudá-las a crescer na fé, observando os Mandamentos e vivendo na comunidade dos seguidores de Jesus.

Slide 16 – A colaboração dos padrinhos: No cumprimento deste compromisso de educar seus filhos na fé, os pais são ajudados pelos padrinhos. Depois dos pais, padrinho e madrinha representam a Igreja, nossa Mãe, “que, pela pregação e pelo batismo, gera, para uma vida nova e imortal, os filhos concebidos do Espírito Santo e nascidos de Deus” (LG 64). Representam a Comunidade que, ao enriquecer-se com a entrada de um novo membro, vê sua responsabilidade também acrescida.

Os padrinhos, assim como os pais, são responsáveis pela formação religiosa de seus afilhados. Devem acompanhá-los em sua caminhada na Igreja e garantir-lhes uma vida cristã, dando-lhes o exemplo e o testemunho de fé.

(Fazer ligação sempre com a catequese dos filhos, chamando também à responsabilidade do acompanhamento das crianças nos encontros e nas missas dominicais, na participação da família e dos padrinhos na comunidade).

Explanação sobre o tema : “Enxertados em Cristo e na Igreja”. – (Helena)

Com um pequeno vaso de cactos, daqueles que possuem enxerto de duas ou mais espécies, fazer uma breve explicação do tema e da importância de “incorporar-se” à Igreja com o batismo.

– Abertura para questionamentos – (Caso alguma dúvida não consiga ser sanada, anotar nome e telefone e entrar em contato depois).

09 – MENSAGEM FINAL:

– Distribuir a oração a todos os presentes.

Texto de apoio: (um catequista)

Muitas vezes buscamos o sacramento querendo apenas seu efeito.

Porém, o sacramento não produz mágica.

Toda criança batizada é marcada com o selo do batismo para sempre.

Deus concede sua graça sem depender da resposta humana.

No entanto, o sacramento somente produzirá seus frutos, será eficaz, se a criança se abrir à Graça divina ao longo de sua existência segundo o caminho do Evangelho.

E isso requer uma família com princípios de fé, respeitosa do outro, bem como, padrinhos atuantes e comprometidos com a missão de ajudar na educação da fé de seus afilhados.

Para que vocês consigam cumprir a meta que é a iniciação completa da criança, com a Eucaristia e a Confirmação num processo permanente de conversão, vamos encerrar nosso encontro, pedindo que a graça do nosso batismo se faça presente, sempre, em nossas vidas, rezando juntos a oração do compromisso:

Oração do Compromisso

Senhor Deus,  Que pela graça do Batismo, saibamos dar aos nossos filhos e afilhados a condução necessária no caminho da fé,  Dá-nos sabedoria e discernimento para levá-los na fé até que possam assumir livre e pessoalmente a graça da fé e do batismo.

Que o Batismo lhes traga uma vida nova, nascida da água e do Espírito Santo. Que ao receber esta “Vida nova”, sejam lavadas de todo pecado.

Que nossas crianças sejam, real e verdadeiramente, enxertadas em Cristo e na Igreja. Que o óleo da bênção os revista da couraça de Cristo contra todo mal do mundo, Que a fé que lhes é infundida seja colocada a serviço do Reino de Deus, tornando-as templo do Espírito e co-herdeiras da vida eterna.

Que saibamos, por força do batismo, oferecer nossa vida a Deus e a educação de nossos filhos e afilhados, no serviço de cada dia, Que saibamos, como profetas, professar diante deles a fé que recebemos pela Igreja, com exemplo de vida e testemunho da palavra, Assim como fomos consagrados para formar um povo de sacerdotes e reis, que nossos filhos, batizados e herdeiros desse Reino aceitem e amem a Cristo Senhor, sobre a nossa proteção e nosso exemplo.

Amém.

– Utilizar a água benta para uma bênção a todos no final.

 Despedir-se de todos e agradecer a presença.

Bibliografia Consultada:

CIC – Catecismo da Igreja Católica. O sacramento do Batismo. Pgs. 340-355. Edições Loyola: 2000. CNBB. Batismo de Crianças – Documento 19. Itaici: 14/02/1980. Frei Ildo Peroni. Me verás pelas costas. Editora Oikos: 2008.

NUCAP. Batismo de crianças. Livro do catequista. Paulinas: 2008.

UNISAL. Teologia dos Sacramentos da Iniciação Cristã. Revista de Catequese nº130. Abril-junho 2010, pg.6-17.

Organização: Helena Okano – Angela Rocha

OBSERVAÇÕES:

O sucesso de qualquer encontro ou palestra, depende do carisma e da objetividade dos assessores. Os textos aqui colocados são sugestivos, podendo o palestrante enriquecer com experiências e incentivando a platéia à participação. Interessante incentivar testemunhos e na apresentação já ir colocando algumas coisas sobre o batismo: por exemplo, o NOME das pessoas… “Você sabe por que seus pais escolheram este nome?”

O encontro na paróquia durou duas horas e meia, sem intervalo. Observamos que não houve muitas saídas ou cansaço por parte dos presentes. Muito pelo contrário, via-se no semblante das pessoas o interesse pelo assunto abordado.

Acreditamos que a utilização de variados métodos didáticos colaborou para isso.

Ângela Rocha: Outras opções:  veja Link:

https://sites.google.com/site/obatismo/preparacao-para-o-batismo

Apostila: Subsídio pastoral elaborado pelo Pe. Antonio de Assis Ribeiro, implantado na Paróquia N. S. das Dores na Diocese de Humaitá/AM

http://www.youblisher.com/p/531081-Curso-de-preparacao-ao-Batismo/

Pastoral do Batismo

http://www.igrejasaopedro.org.br/index.php/apostolado-da-oraca/pastoral-do-batismo

 


Power Point com conteúdo básico e resumido.

Paróquia Divino Espírito Santo



Fruto_Espírito Efusão_no_Espirito_2 Batismo_Espírito
Sete_dons

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Madre Teresa Receberá o Título de Santa Definitivamente.



O prof. Carlo Jovine, membro do Conselho Médico nomeado pelo Vaticano, explica a incrível cura de um engenheiro brasileiro por intercessão da futura santa


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“A minha experiência profissional colocou-me várias vezes diante de eventos difíceis de explicar de uma perspectiva científica, mas o que aconteceu em 2008, com um engenheiro brasileiro, é realmente incrível…”. São as palavras do Professor. Carlo Jovine, perito oficial da Congregação para as Causas dos Santos, neurologista principal do hospital São João Batista da Ordem de Malta.

O prof. Jovine participou da Junta Médica designada pelo Vaticano para analisar, de uma perspectiva científica, a cura extraordinária de Marcilio Haddad Andrino, engenheiro mecânico nascido em Santos, perto de São Paulo, por intercessão de Madre Teresa de Calcutá. O milagre pelo qual o Papa Francisco autorizou a Congregação a promulgar o decreto dando o  sinal verde para a canonização.


Em dezembro de 2008, aos 35 anos, o engenheiro Andrino foi hospitalizado com urgência. Tinha ficado doente de repente e apresentava graves distúrbios neurológicos. Os testes especializados tinham mostrado a presença de oito abcessos cerebrais, oito seja, outo pontos com infecção na área do cérebro.


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Diz o Prof. Jovine que o abcesso cerebral é uma área purulenta na génese bacteriana ou viral, que determina a destruição dos tecidos e a produção de pus no interior do cérebro. Após a internação de emergência, a ressonância confirmou a gravidade da patologia. O paciente entrou em coma e, depois de alguns dias, apareceu também uma hidrocefalia obstrutiva, ou seja, uma obstrução do líquido do cérebro, que determinou um quadro de hipertensão intracraniana.

A situação era tão grave que o cirurgião, prof. Cabral, na presença de um quadro clínico de deterioração progressiva, com o risco de morte iminente, decidiu submeter o homem a uma cirurgia de emergência. Mas foi neste momento que aconteceu uma série de eventos inexplicáveis.

O paciente, levado à sala de cirurgia em condições de coma, de repente abriu os olhos e, para o espanto dos presentes, perguntou por que estava lá. O prof. Cabral, recuperado do choque e constatando a plena consciência do paciente, decidiu não fazer a cirurgia e esperar para realizar imediatamente uma tomografia computadorizada imediato do cérebro para entender o que estava acontecendo. O exame revelou uma mudança radical do quadro patológico pré-existente, com o desaparecimento da hidrocefalia e a redução de 70% dos abscessos cerebrais.

Dentro de alguns dias, as condições de Andrino melhoraram a tal ponto que o prof. Cabral, constatando as perfeitas condições clínicas e neurológicas, decidiu dar alta para o paciente certificando a ausência de qualquer sinal das alterações anteriores. Não havia nenhum sinal nem dos abcessos cerebrais nem da hidrocefalia. Mas a coisa mais surpreendente era que o paciente não apresentava nenhuma sequela da grave doença que o atingiu. No prazo de alguns dias – do 13 de dezembro, data da prevista cirurgia programa, ao 23 de dezembro, data que recebeu alta do hospital – o engenheiro tinha ficado curado de maneira definitiva e total.

Marcilio Haddad Andrino atualmente dirige, trabalha, tem dois filhos, é totalmente autônomo e, especialmente, não apresenta nenhuma sequela negativa. Uma cura que, em relação à gravidade, o processo e as graves consequências associadas, difere de uma forma inexplicável do desenvolvimento normal da doença, bem como do conhecimento da ciência médica.

Deve-se enfatizar que, mesmo no caso hipotético de uma eventual recuperação, essa deveria ter passado por uma cirurgia (que não aconteceu), teria um curso lento e, em qualquer caso, teria dado alguns resultados. Mas, pelo contrário, a cura ocorreu espontaneamente, sem qualquer intervenção médica.

“Não há precedente – explica Jovine. De um só abscesso cerebral é possível curar-se, mas com oito abscessos cerebrais e uma hidrocefalia aguda, a percentagem de morte é praticamente de 100%. A partir desta cadeia de eventos e dos exames clínicos, especialistas e peritos, concluímos necessariamente que estamos lidando com um evento cientificamente inexplicável, acontecido de modo resolutivo, imediato, duradouro e total. E isso, para a Igreja, equivale a um milagre”.

Um milagre que, pela forma com que se manifestou, leva à intercessão de Madre Teresa, a célebre freira albanesa, fundadora das Missionárias da Caridade, protetora dos “últimos”, que viveu e morreu em odor de santidade, confirmando, com a sua vida exemplar, a “vox Populi” que, já em vida, a proclamava santa.

Mas qual é a ligação entre Madre Teresa e a cura inexplicável de Marcilio Haddad Andrino? A esposa do engenheiro brasileiro, Fernanda, enquanto as condições de seu marido estavam em deterioração dramática, foi ao padre Elmiran Ferreira, pároco da igreja de Nossa Senhora de Aparecida, São Vicente. O pároco estava para celebrar uma Missa de comemoração com as Missionárias da Caridade. O sacerdote ouviu o acontecido e procurou consolar Fernanda; entregou-lhe um folheto de novenas e lhe disse para continuar a rezar pedindo a intercessão da Beata.

A situação estava precipitando. Assim, na tarde da primeira cirurgia, Pe. Ferreira foi ao hospital junto com a mulher. Juntos recitaram as orações e administrou a Marcílio o sacramento da extrema unção. Depois disso, junto com Fernanda, colocou ao lado da cabeça do homem um santinho e uma relíquia de Madre Teresa. Em pouco tempo manifestou-se a cura extraordinária.

O Prof. Jovine salientou que, embora ele já seja um crente, quando executa tarefas periciais deste tipo e responsabilidade, tende deliberadamente a afastar qualquer sugestão para se concentrar exclusivamente sobre a objetividade científica do caso examinado. Por isso, foi em 2011, quando analisou a cura de Irmã Normand que foi a causa da beatificação de Karol Wojtyla, e assim foi hoje para a cura do engenheiro. Andrino, da qual surgirá a canonização da Madre Teresa.


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E a conclusão é que a objetividade da análise, com base em provas médicas e documentos, confirma que a cura do  engenheiro Andrino é absolutamente inexplicável do ponto de vista científico. Estamos, portanto, na presença de um evento incrível que tem proporcionado mais uma prova da santidade de Madre Teresa.



quer-fazer-algo-para-promover-a-paz-mundial-mensagem-familia Comemorando 100 anos de Madre Tereza.
paz-madre-teresa-1025[1] Madre_tereza_Fan_page Natal


Um lar para o coração ferido. SNF – 2015.


– VIII tema da Semana Nacional da Família – 2015.



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Atualmente muitos enfrentam situações de sofrimento resultantes da pobreza, das deficiências, das doenças, das drogas, do desemprego e da solidão vivenciada pelos idosos. Além disso, o divórcio e as questões dos indivíduos com atração por pessoas do mesmo sexo impactam a vida das famílias de distintas e intensas formas. As famílias cristãs e os grupos familiares deveriam ser fontes de misericórdia, segurança, amizade e apoio para aqueles que lutam com estas questões.

Ouvir as palavras incisivas de Jesus

  1. Ao cumprimentar a Sagrada Família no Templo, Simeão declara que o menino Jesus é destinado “a ser sinal de contradição” (Lc 2, 34). Os evangelhos provam a verdade destas palavras na reação ao ministério de Jesus por parte dos seus contemporâneos. Jesus ofende, até mesmo, muitos dos seus seguidores.132 Uma razão são as “falas duras” encontrados em suas palavras.
  2. Algumas das palavras mais duras referem-se ao matrimônio, ao desejo sexual e à família. Os ensinamentos de Jesus sobre a indissolubilidade do casamento não só chocam os fariseus, mas também os seus próprios seguidores: “Se a situação do homem com a mulher é assim, é melhor não casar” disseram os discípulos. (Mt 19, 10) No Sermão da montanha, Jesus não só aprofunda os dez mandamentos, mas como o novo Moisés, ele chama os seus seguidores para uma transformação radical dos seus corações: “Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Ora, eu vos digo: todo aquele olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela em seu coração.” (Mt 5, 27-28)
  3. Os discípulos do Senhor formam uma nova família messiânica que transcende e assume prioridade no que concerne às tradicionais relações familiares.133 Para os seguidores de Cristo, a água do batismo é mais densa do que o sangue. A Aliança do Senhor dá um novo contexto para a compreensão de nossos corpos e nossas relações.
  4. A Igreja continua a missão de Cristo no mundo. “Quem vos escuta, a mim escuta”, Jesus afirma aos discípulos, que Ele envia em Seu nome (Lc 10, 16). Os bispos, em comunhão com o Santo Padre, sucedem os apóstolos no seu ministério.134 Portanto, ninguém deve se surpreender sobre o fato de alguns ensinamentos da Igreja também serem percebidos como “falas duras” fora de sintonia com a cultura atual, sobretudo com relação ao casamento, à expressão sexual e à família.

A Igreja é um hospital de campanha

  1. Para entender corretamente o ministério de ensinar da Igreja, também precisamos considerar a sua natureza pastoral. O Papa Francisco uma vez criou o vínculo entre a Igreja e “um hospital de campanha depois de uma batalha.” Ele disse: “É inútil perguntar a uma pessoa seriamente ferida se ela tem colesterol alto e sobre o seu nível de açúcar no sangue! É preciso curar as suas feridas. Então poderemos falar sobre outras coisas. Cure as feridas, cure as feridas….É preciso começar debaixo para cima.”135
  2. A sexualidade é particularmente vulnerável a tais feridas. Homens, mulheres e crianças podem ser feridos pelo comportamento sexual promíscuo (o seu próprio ou de outros), pela pornografia e outras formas de objetificação, estupro, prostituição, tráfico humano, divórcio e o medo do compromisso criado por uma cultura cada vez mais anti-matrimonial.136 Porque a família molda os seus membros tão profundamente – incluindo a “genealogia da pessoa” biológica, social e relacionalmente – relações quebradas dentro da família deixam feridas amargamente dolorosas.137
  3. O Papa nos ajuda a ver as “firmes palavras” da Igreja como palavras que nos curam. Mas devemos nos dedicar a uma sorte de triagem, tratando cada ferida segundo sua gravidade.
  4. Os evangelhos estão cheios de relatos de curas de Jesus. Cristo, o médico, é uma imagem freqüente nas obras de Santo Agostinho. Em uma homilia de Páscoa, escreve: “O Senhor, [assim como] um médico experiente, sabia melhor o que estava acontecendo no homem doente do que ele mesmo. O que os médicos fazem pelas indisposições dos corpos é o que o Senhor também pode fazer pelas indisposições das almas”.138 Com base na parábola do Bom Samaritano, Agostinho vê a Igreja como uma pousada onde o viajante ferido é levado para se recuperar: “Vamos, ferido, suplica o médico, vamos levá-lo para a pousada para ser curado…Por isso, irmãos, a Igreja também, neste tempo no qual o homem ferido é curado, é a pousada do viajante.”139
  5. Na Igreja, a primeira prioridade é levar as pessoas a um encontro com o Médico Divino. Qualquer encontro com Cristo traz cura para a humanidade decaída, e o Espírito Santo sempre pode ser invocado aos nossos corações para permitir penitência e conversão. Nas palavras do Papa Francisco: “Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de o procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que ‘da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído’.”140
  6. Quando o Papa Francisco insistiu num encontro pessoal com Jesus, ele reafirmou o trabalho dos seus predecessores. O Papa Bento XVI disse: “ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo.”141 E o Papa João Paulo II sublinhou que: “para que os homens possam realizar este ‘encontro’ com Cristo, Deus quis a sua Igreja. Ela, de fato, ‘deseja servir esta única finalidade: que cada homem possa encontrar Cristo, a fim de que Cristo possa percorrer juntamente com cada homem o caminho da vida’.”142
  7. A nova evangelização pode ser entendida como levar os feridos do campo de batalha do mundo para conhecer o Médico Divino, e a cura que Ele oferece dentro da comunidade da Igreja. O Papa Francisco vê esta tarefa como o desafio de ser uma “Igreja missionária” ou “uma Igreja em saída.”143

Com paciência e perdão, a Igreja nos ajuda a curar e a crescer

  1. Dentro da Igreja, o poder de cura da graça de Deus é comunicado pelo Espírito Santo. O Espírito Santo faz Jesus presente no culto litúrgico, na leitura orante da Escritura, à luz da tradição sagrada, e no seu ofício de ensinar, que está a serviço de Deus.144 Cristo, o Médico, manifesta-se, particularmente, nos sacramentos da Penitência e da Unção dos Enfermos, que são os dois sacramentos da cura.145
  2. A participação na vida sacramental, o desenvolvimento de uma vida de oração, a prática de caridade, a disciplina espiritual, a responsabilidade e o apoio de amigos da Igreja oferecem ao ferido um caminho de conversão para um cristão em recuperação. Mas a conversão não se completa num instante. Continua como um chamado constante para todos os membros da Igreja: “o apelo de Cristo à conversão continua a fazer-se ouvir na vida dos cristãos. Esta segunda conversão é uma tarefa ininterrupta para toda a Igreja, que ‘contém pecadores no seu seio’ e que é, ‘ao mesmo tempo, santa e necessitada de purificação, prosseguindo constantemente no seu esforço de penitência e de renovação’.”146
  3. A natureza progressiva da conversão molda a nossa capacidade de entender e viver os ensinamentos da Igreja. Falando sobre o progresso moral dos cristãos casados, o Papa João Paulo II distinguiu entre “a lei da gradualidade” e “a gradualidade da lei.”147 A “lei da gradualidade” refere-se à natureza progressiva da conversão. Recuperado das feridas do pecado, os cristãos crescem em santidade em todas áreas de suas vidas, incluindo a sua sexualidade. Quando ficam aquém disso, precisam voltar para a misericórdia de Deus, acessível nos sacramentos da Igreja.
  4. A “gradualidade da lei”, por outro lado, é a ideia equivocada de que há “vários graus e várias formas de preceito na lei divina para homens em situações diversas.”148 Por exemplo, alguns argumentam, erroneamente, que os casais que sentem o ensinamento católico sobre a paternidade responsável como um peso deveriam ser incentivados a seguir a sua própria consciência na escolha da contracepção. Esta é uma forma errada de gradualismo. De fato, disfarça uma forma de paternalismo, negando a capacidade de alguns membros da Igreja em responder a plenitude do amor de Deus, e visando “diminuir à força” a moral cristã ensinada a eles.
  5. Em um espírito de verdadeira gradualidade, o Papa Francisco recentemente elogiou a coragem do seu predecessor Paulo VI na sua encíclica Humanae vitae. Ao resistir a uma crescente pressão social para o controle da população, o Papa Francisco disse (sobre Paulo VI) que o seu “gênio foi profético, ele teve a coragem de escolher o lado oposto da maioria, defender a disciplina moral, frear a cultura, e se opor ao neo-malthusianismo, presente e futuro.”149
  6. Mas, ao mesmo tempo, o Papa Francisco observou que Paulo VI disse aos seus confessores para interpretarem a sua encíclica com “muita misericórdia e atenção com as situações concretas… A questão não é mudar a doutrina, porém ir além disso, e certificar-se que o cuida do pastoral leva em conta as situações e o que cada pessoa é capaz de fazer”.150 Portanto, a Igreja chama os seus membros à plenitude da verdade e os encoraja a beneficiar-se da piedade de Deus à medida que crescem em sua capacidade de viver.

O ensinamento católico depende da comunidade católica

  1. Muitos dos ensinos morais de Cristo e, portanto, a ética católica, são exigentes. Mas presumem que os cristãos tenham um espírito de discipulado, uma vida de oração, e o compromisso para o desenvolvimento social e o testemunho cristão econômico. Sobretudo, pressupõem uma vida numa comunidade cristã – ou seja, uma família de outros homens e mulheres que encontram Jesus, e juntos confessam que ele é o Senhor, desejando que a sua graça molde as suas vidas e ajudando uns aos outros a responder o seu chamado.
  2. A Doutrina católica sobre a homossexualidade deve ser entendida sob essa ótica. Os mesmos ensinamentos que convidam as pessoas atraídas pelo mesmo sexo a viverem vidas de castidade em forma de continência, convidam a todos os católicos a abandonar os seus próprios medos, e a evitar a discriminação injusta, a fim de receber os seus irmãos e irmãs homossexuais à comunhão de amor e verdade dentro da Igreja.151 Todos os cristãos são chamados a enfrentar as suas inclinações sexuais desordenadas e a crescer na castidade – ninguém é isento deste chamado – e, conseqüentemente, na sua capacidade de doar e receber amor de uma maneira consoante com o seu estado de vida.152 Porém, a resposta para este apelo à conversão é inevitavelmente uma obra em progresso em nós, pecadores recuperados, que constituímos a Igreja, como membros seus. A chave é criar, dentro da família, da paróquia e da comunidade cristã, um ambiente de apoio mútuo, onde crescimento moral e mudança possam ocorrer.
  3. Parte da urgência em aprovar e outorgar o estatuto legal de casamentos entre pessoas do mesmo sexo e a coabitação de pessoas do sexo oposto provem de um medo compreensível da solidão. Mais e mais na cultura dominante secular, ter um parceiro erótico é percebido como uma clara necessidade, e assim se pensa que o posicionamento da Igreja é cruel, pois estaria condenando homens e mulheres a uma vida de solidão.
  4. Mas se paroquianos comuns entenderem a razão por trás do celibato como uma prática de comunidade, e se mais igrejas domésticas levassem o apostolado da hospitalidade mais a sério, então a antiga doutrina católica sobre a castidade vivida em continência fora do matrimônio talvez parecesse mais plausível aos olhos modernos. Em outras palavras, se as nossas paróquias realmente fossem lugares onde “solteiro” não significasse “solitário,” onde redes estendidas de amigos e famílias realmente compartilhassem a alegria e a tristeza de cada um, então, talvez, algumas das objeções do mundo aos ensinamentos católicos poderiam ser desarmados. Os católicos podem abraçar os apostolados da hospitalidade, não importa o quão hostil ou indiferente a cultura ao entorno possa ser. Ninguém está limitando leigos ou ordenados católicos na amizade que se pode oferecer aos que passam provações.
  5. No seu cuidado pastoral dos divorciados ou novamente casados, a Igreja tem buscado combinar fidelidade ao ensinamento de Jesus sobre a indissolubilidade do matrimônio – que consternou os seus discípulos – com a misericórdia no centro do seu ministério. Considerem, por exemplo, os ensinamentos de Bento XVI sobre a situação pastoral de homens e mulheres divorciados:

Considero grande tarefa duma paróquia, duma comunidade católica, fazer todo o possível para que elas sintam que são amadas, acolhidas, que não estão “fora” […]. Devem ver que mesmo assim vivem plenamente na Igreja. […] Este sofrimento não é só um tormento físico e psíquico, mas também um sofrer na comunidade da Igreja pelos grandes valores da nossa fé. Penso que o seu sofrimento, se realmente aceite interiormente, seja um dom para a Igreja. Devem saber que precisamente assim servem a Igreja, estão no coração da Igreja.153

  1. Em outras palavras, Bento XVI pressupôs a verdade do ensino de Cristo, mas não simplesmente descartou os divorciados que voltaram a se casar, dizendo-lhes para ranger os dentes ou sofrer em solidão. Esse não é o caminho da Igreja, e qualquer católico que age como se fosse assim deveria lembrar que um dos crimes dos fariseus era sobrecarregar os outros com as leis, mesmo sem “levantar um dedo” para ajudar as pessoas com os seus fardos (cf. Mt 23, 4). Em vez disso, Bento XVI recorda o Catecismo da Igreja Católica, que diz que “padres e toda a comunidade devem manifestar uma solicitude atenta” para com os católicos divorciados, para que eles não se sintam excluídos.154
  2. Os laços da amizade fazem suportáveis as exigências do discipulado.155 “Carregando os fardos uns dos outros”,156 dentro da comunidade cristã, possibilita-se que os seus membros caminhem um trajeto de cura e conversão. A caridade fraterna faz a fidelidade possível. Também oferece um testemunho e incentivo para toda a Igreja. O Catecismo da Igreja Católica tem algo parecido em mente quando diz que cônjuges, que perseveram em casamentos difíceis, “merecem a gratidão e o amparo da comunidade eclesial.”157

O mesmo pode ser dito para todos que se encontram em situações familiares desafiantes.

  1. Em uma cultura que vacila entre anonimato por um lado e curiosidade voyeurística “sobre os detalhes das vidas de outras pessoas”, por outro, o Papa Francisco nos chama para acompanhar uns aos outros no obra de crescimento espiritual.158 Ele diz: “um válido acompanhante não transige com os fatalismos nem com a pusilanimidade. Convida sempre a querer curar-se, a pegar no catre (cf. Mt 9, 6), a abraça a cruz, a deixar tudo e partir sem anunciar o Evangelho.”159 Os que são curados são capazes de estender o convite de cura a outros.
  2. A fé cristã e a salvação não são individualistas; são profundamente comunhonal: “A fé tem uma forma necessariamente eclesial, é professada partindo do corpo de Cristo, como comunhão concreta dos crentes. A partir deste lugar eclesial, ela abre o indivíduo cristão a todos os homens. Uma vez escutada, a palavra de Cristo, quando ouvida, pelo seu próprio dinamismo, transforma-se em resposta no cristão, tornando-se ela mesma palavra pronunciada, confissão de fé.”160
  3. Jesus ensinou muitas coisas sobre sexo e casamento que eram difíceis de se viver, tanto nos tempo antigos como hoje em dia. Mas não estamos sozinhos quando enfrentamos estas dificuldades. A vida no Corpo de Cristo é destinada para ser vivida como membros interdependentes, que constroem uns aos outros no amor.161 O ensinamento, os sacramentos e a comunidade da Igreja existem para ajudar no caminho. Com paciência, perdão e confiança, no Corpo de Cristo, juntos podemos curar e viver de tal forma que poderia parecer impossível.

Questões para partilha.

  1. a) A Igreja é um hospital de campanha. Como a Igreja ajuda as pessoas que estão feridas? Como podemos melhorar?
  2. b) Por que os católicos não são individualistas morais? Por que enfatizamos o apoio da comunidade? Como você tem percebido a graça de Deus trabalhando por meio de uma comunidade?
  3. c) Quais são os obstáculos para se criar amizades espirituais na sua cultura? O que a sua paróquia ou diocese pode fazer para encorajar amizades católicas?
  4. d) Qual apoio existe na sua paróquia ou diocese para se fazer progresso na castidade? Existem grupos de apoio ou oportunidades para a educação? Com qual freqüência é oferecido o sacramento da Penitência? Há oportunidades para uma direção espiritual?

VIII. Um lar para o coração ferido   

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Fonte em PDF: http://www.worldmeeting2015.org/

Observações Notas Finais do texto:

  1. 132. Cf. Jo 6, 60-66. 133. Mc 3,13-35 e Lc 8,19-21. 134. Cf. CIgC, 77, 85. Cf. Dei Verbum (DV), 7. 135. Papa Francisco, Entrevista Artigo “Um grande coração aberto para Deus” America (Setembro 30, 2013). 136. Cf. CIgC, 2351-56 e FC, 24. 137. Cf. Papa João Paulo II, Carta às famílias Gratissimam Sane (GrS) (1994), 9. 138. Santo Agostinho, Sermões III/6 (184- 229Z), trans. Edmund Hill, O.P., ed. John Rotelle, O.S.A. (New York, 1993), 323. Para outras referências nas quais Agostinho descreve a salvação em termos de cura vejase Serm. 229E (ibid., p. 283); Confissões VII, xx, 26; X, xxx, 42; De doctrina christiana 1, 27; 4, 95; Enchiridion 3.11; 22.81; 23. 92; 32.121; De nuptiis, Bk. 2, 9. III; 38. XXIII. 139. Santo Agostinho, Tractates on the Gospel of John (Tratado sobre o Evangelho de João), 41.13.2. Saint Augustine Tractates on the Gospel of John 28-54, trans. John W. Rettig (Washington: CUA Press, 1993), 148-49. 140. EG, 3 141. DCE, 1. 142. Papa João Paulo II, Encíclica Veritatis splendor (VS) (1993), 7. 143. Cf. EG, 19-24. 144. Cf. DV, 10. 145. CIgC, 1421. 146. CIgC, 1428. 147. Cf. FC, 34. O amor é a nossa missão (Portuguese).indd 125 1/6/15 10:37 AM O AMOR É A NOSSA MISSÃO 126 148. FC, 34. 149. Francisco X. Rocca, “Pope, in interview, suggests church could tolerate some civil unions” (Papa, em entrevista, sugere que a Igreja poderia tolerar algumas uniões civis) Catholic News Service, Março 5, 2014. 150. Francisco X. Rocca, “Pope, in interview, suggests church could tolerate some civil unions” (Papa, em entrevista, sugere que a Igreja poderia tolerar algumas uniões civis) Catholic News Service, Março 5, 2014. 151. Cf. CIgC, 2358-59. 152. Cf. CIgC, 2337, 2348. 153. Papa Bento XVI, Discurso “Festa dos testemunhos”, Milão (2 de junho de 2012). 154. CIgC, 1651. 155. Cf. DCE, 1. 156. Cf. Gl 6, 2. Veja-se acima n. 88. 157. CIgC, 1648. 158. Cf. EG, 169-173. 159. EG, 172. 160. LF, 22. 161. Cf. 1Cor 12, 26-27 e CIgC, 521, 953.

Encontro de Casais com Cristo_ECC Semana_da_Familia
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

MÃE, MESTRA, FAMÍLIA: A NATUREZA E O PAPEL DA IGREJA. SNF – 2015.


– IV tema da Semana Nacional da Família – 2015.



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A Igreja possui suas instâncias institucionais, pois deve atuar no mundo. Contudo esse aspecto não contempla toda a sua essência. A Igreja é a Esposa de Cristo, ela não é algo neutro. Nas palavras de São João XXIII, Ela é nossa mãe e mestra, nosso conforto e guia, nossa família de fé. Mesmo quando seus membros e líderes pecam, ainda precisamos da sabedoria da Igreja, dos sacramentos, do apoio e da proclamação da verdade, pois ela é o próprio Corpo de Jesus no mundo; a família do povo de Deus em larga escala. A Igreja é nossa mãe; nós somos seus filhos e filhas

  1. A Igreja é a Jerusalém celeste,“a Jerusalém do alto […] é a nossa mãe.” (162) (Gl 4, 26) A Igreja é a “mãe do nosso novo nascimento”.163 A Igreja, como noiva virginal de Cristo, faz nascer filhos e filhas que vão “nascer do alto […] nascer da água e do Espírito” (Jo 3, 3, 5). 175. O que significa “nascer do alto”? Quer dizer que não possuímos identidade terrena após o batismo? Não, mas quer dizer que “das fontes batismais nasce o único povo de Deus da Nova Aliança, que ultrapassa todos os limites naturais ou humanos das nações, das culturas, das raças e dos sexos: “Por isso é que todos nós fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo.” (164) Significa que como filhos e filhas da Igreja, temos uma nova identidade que não destrói, mas transcende todas as maneiras que os seres humanos, naturalmente, constroem suas identidades.
  2. Como membros da Igreja, somos membros de “um só corpo” que não é definido por nenhuma classificação humana, tal como idade, nacionalidade, inteligência ou qualquer feito humano tal como eficiência, organização ou virtude moral. Se a Igreja fosse definida por qualquer uma dessas qualidades humanas, não teríamos renascido “do alto”, mas somente da Terra, de nós mesmos e de nossas capacidades limitadas. Não importa quão inteligente ou virtuoso sejamos, isso não é nada comparado ao amor perfeito de Cristo e de sua esposa, a Jerusalém do alto, nossa mãe, a Igreja. Ao tornarmo-nos seu filho ou filha, recebemos um dom, uma nova identidade em Cristo, que, por nossos méritos, não podemos nos conceder.

Como e por que a Igreja é santa

  1. Quando dizemos que a Igreja é “imaculada” não ignoramos o fato de que todos os seus membros são pecadores, pois a Igreja é “santa e sempre necessitada de purificação”.165 Sua santidade é a santidade de Cristo, seu esposo. É o amor de Cristo, o esposo, que cria inicialmente a Igreja: “Mas a Igreja nasceu principalmente do dom total de Cristo pela nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na cruz. […] Assim como Eva foi formada do costado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração trespassado de Cristo, morto na cruz.” (166)
  2. Podemos dizer que a “constituição” da Igreja não é uma virtude, santificação ou feito que tenhamos obtido, mas o dom total de Cristo. Quando nascemos da Igreja como mãe, nascemos do amor de Cristo. Esse amor dá à Igreja identidade, não como uma nação, agremiação ou clube humanamente constituído entre pares, mas como a “noiva”, a “esposa”, que é “uma só carne”, e um só corpo, com Cristo.
  3. Esse amor pelo qual nascemos em Cristo é um amor que não podemos dar a nós mesmos. Uma vez recebido, é purificador, de modo que a Igreja, na pessoa de cada um dos filhos e filhas, sempre é transformada no amor de Cristo até que Cristo se forme plenamente em todos. Esse é o sentido da imagem da Igreja peregrina, uma Igreja “a caminho” rumo à perfeição última, perfeição no, e pelo, próprio amor que acima de tudo a define.
  4. Até que isso se realize, a Igreja verá que a peregrinação é exercitar “continuamente a penitência e a renovação”, (167) e que não pode e não pretenderá perfeição exceto naquilo que é seu dote, o sangue de Cristo, ou seja, seu amor.

Quando os católicos pecam, a santidade não é suprimida da Igreja

  1. O fundamento da Igreja em Cristo significa que o pecado na Igreja, mesmo o pecado nos sacerdotes ordenados, não pode invalidar a identidade da Igreja ou sua santidade porque a identidade da Igreja não provém de nenhum de nós. Deriva de Cristo. No Antigo Testamento, o povo de Deus, Israel, era definido por sua aliança com Deus e nenhuma porção de pecado por sua parte poderia invalidar tal “eleição” ou a identidade que essa aliança concedeu-lhes como povo de Deus. Onde quer que fossem, Deus não os abandonava. Quem quer que os encontrasse, sempre encontrava o povo de Deus, não importando quão pecadores fossem quaisquer dos membros.
  2. A fidelidade da Aliança de Deus também se aplica à Igreja. O milagre da Igreja é que o amor de Deus que a define não pode ser suprimido por pecado algum de seus membros. É uma sociedade visível no mundo, mas que não é definida por nada que seja “deste mundo”. Eis o que é tão belo na Igreja. Não temos de esperar pela criação da sociedade de doze perfeitos para que declaremos que nossa Igreja é digna de crédito. Não depositamos nossas esperanças em virtudes ou perfeições humanas, mas acreditamos em Jesus Cristo, que morreu por nós e por seu sangue nos tornou “gente escolhida, o sacerdócio régio, a nação santa, o povo que ele adquiriu, a fim de que proclameis os grandes feitos daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa” (1Pd 2, 9). A autoridade magisterial e a responsabilidade da Igreja
  3. A Igreja, como mãe, nos comunica uma nova identidade no amor e na santidade em que ela mesma foi formada, tendo também a responsabilidade de nos ensinar e formar, de modo ainda mais perfeito, na nova identidade que recebemos, não do mundo, mas do alto. Não há autoridade secular que possa destituí-la dessa função, porque a identidade que a Igreja recebe e, posteriormente, concede, não vem dos feitos deste mundo, como vimos, mas ela os transcende e aperfeiçoa. Antes, “o múnus pastoral do Magistério está, assim, ordenado a velar para que o povo de Deus permaneça na verdade que liberta.” (168)
  4. A autoridade magisterial da Igreja serve à totalidade do povo de Deus por preservar intacta a verdade do Evangelho, juntamente com todos os ensinamentos morais revelados no Evangelho, que implícita ou explicitamente, sustentam a liberdade humana. Isso inclui verdades tais como a dignidade da pessoa humana, a bondade da criação, a nobreza do estado matrimonial e sua orientação intrínseca para uma comunhão de amor capaz de gerar vida. Essas verdades não podem ser anuladas pelos pecados cometidos contra a dignidade que proclamam. Antes, esses pecados levam a Igreja a proclamar tais verdades mais fielmente, mesmo quando busca renovação nessas mesmas verdades e no amor do qual derivam.

Como os casais unidos em matrimônio e as famílias dão testemunho da Igreja

  1. Cônjuges cristãos têm um papel-chave na proclamação dessas verdades, de modo que o mundo crê mais persuasivamente, através das vidas que são continuamente transformadas pelo amor que é participado aos casais no sacramento do Matrimônio e define tal comunhão como marido e mulher. O Papa Francisco descreveu de maneira tocante o testemunho da verdade que os esposos cristãos podem oferecer, com o apoio das graças do sacramento do Matrimônio:
    • Os esposos cristãos não são ingênuos, conhecem os problemas e os perigos da vida. Mas não têm medo de assumir a própria responsabilidade, diante de Deus e da sociedade. Sem fugir nem isolar-se, sem renunciar à missão de formar uma família e trazer ao mundo filhos. – Mas hoje, Padre, é difícil… Sem dúvida que é difícil! Por isso, é preciso a graça, a graça que nos dá o sacramento! Os sacramentos não servem para decorar a vida – mas que lindo matrimônio, que linda cerimônia, que linda festa!… Mas aquilo não é o sacramento, aquela não é a graça do sacramento. Aquela é uma decoração! E a graça não é para decorar a vida, é para nos fazer fortes na vida, para nos fazer corajosos, para podermos seguir em frente! Sem nos isolarmos, sempre juntos. Os cristãos casam-se sacramentalmente, porque estão cientes de precisarem do sacramento! (169)
  2. Ambos os papas, São João Paulo II e Bento XVI, tiveram a oportunidade de citar um trecho da exortação apostólica Evangelii nuntiandi: “O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, […] ou então se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas” (170). O papa Francisco convoca o casal cristão a ser a espécie de mestre que as pessoas do mundo de hoje ouvirão, mestres que ensinem pelo testemunho e, portanto, sustentem a verdade e revelem essa capacidade de persuasão na abertura para uma nova vida, no calor do amor mútuo e na prontidão à hospitalidade, como oásis de amor e misericórdia numa cultura tantas vezes marcada pelo cinismo, pela dureza de coração e pelo desânimo.
  3. O testemunho dos esposos cristãos pode trazer luz a um mundo que valoriza eficiência às pessoas, e o “ter” ao “ser”, e, assim, esquece completamente os valores da “pessoa” e do “ser”. Que aqueles que são unidos pelo matrimônio em Cristo possam ser testemunhas fiéis do seu amor e se tornem mestres da verdade que, sempre e em todo o lugar, é intrinsecamente atrativa.
  4. A Igreja é uma instituição, mas é sempre mais que uma instituição. É mãe, esposa, corpo, família e aliança. Todos os batizados são seus filhos e filhas, o que confere aos cristãos a mais fundamental e autêntica das identidades. Assim como nosso pecado nunca apaga nossa conformidade à imagem de Deus e nossa condição de membros da família divina. Quando os católicos pecam, isso não suprime a santidade da Igreja. A essência da Igreja baseia-se em Jesus Cristo, um fundamento que nos chama à responsabilidade, mas que também é mais profundo e mais seguro que qualquer falha ou sucesso humanos. Apesar das muitas insuficiências, a Igreja não pode esquivar-se da responsabilidade de pregar o Evangelho e, assim, levar adiante sua missão de amor.

Questões para partilha.

  1. a) Como a Aliança de Deus nos protege, mesmo quando pecamos?
  2. b) Todos pecam, até os líderes católicos. Por que, afinal, dizemos que a Igreja é santa?
  3. c) O que Jesus quer que façamos quando a Igreja deixa de viver conforme sua vontade?
  4. d) Por que Jesus ama a Igreja? O que na Igreja lhe agrada? O que lhe causa desapontamento?

 IX. Mãe, mestra, família: a natureza e o papel da Igreja

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Observações Notas Finais do texto:

162. Cf. CIgC, 757. 163. CIgC, 169. 164. CIgC, 1267, citando 1Cor 12, 13. 165. LG, 8 e CIgC, 827. 166. CIgC, 766. 167. LG, 8 e CIgC, 827. 168. CIgC, 890. 169. Papa Francisco, Discurso “às famílias em peregrinação por ocasião do ano da fé”, Cidade do Vaticano (26 de outubro de 2013). 170. EN, 41

Encontro de Casais com Cristo_ECC Semana_da_Familia
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

Luz num mundo de trevas. – SNF – 2015.


– VII tema da Semana Nacional da Família – 2015.



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Em seu ápice, a família é uma escola de amor, justiça, compaixão, perdão, respeito mútuo, paciência e humildade em meio a um mundo encoberto pelo egoísmo e o conflito. Neste sentido, as famílias ensinam o que significa ser humano. Contudo, são muitas as tentações que surgem procurando nos induzir a esquecer que o homem e a mulher foram criados para a aliança e a comunhão. A pobreza, a ostentação da riqueza, a pornografia, a contracepção, além dos erros de natureza filosófica e intelectual são exemplos de elementos que podem suscitar contextos de desafio ou ameaça para a vida saudável da família. A Igreja resiste a tudo isso em nome da proteção da família.

Os efeitos da queda original.

  1. Somos criaturas falhas. Nem sempre amamos como deveríamos. Mas se reconhecermos e nomearmos nossos pecados, podemos nos arrepender deles.
  2. Pode-se verificar a marca de nossa natureza enfraquecida pelo pecado em nossas ações cotidianas: em nosso coração dividido, bem como nos obstáculos à virtude, tão corriqueiros no mundo. O “regime do pecado” “faz-se sentir nas relações entre o homem e a mulher. Sua união sempre foi ameaçada pela discórdia, por um espírito de domina- ção, pela infidelidade, pelo ciúme e por conflitos que podem chegar ao ódio e à ruptura. Essa desordem pode manifestar-se de maneira mais ou menos grave e pode ser mais ou menos superada, segundo as culturas, as épocas e os indivíduos. Tais dificuldades, no entanto, parecem ter um caráter universal”.(108)
  3. O documento preparatório para o Sínodo Extraordinário dos Bispos de 2014, sobre os “Desafios Pastorais da Família no Contexto da Evangelização”, menciona uma vasta gama de questões globais:
  • Entre as numerosas novas situações que exigem a atenção e o compromisso pastoral da Igreja, será suficiente recordar: os matrimônios mistos ou interreligiosos; a família monoparental; a poligamia; os matrimônios combinados, com a conseqüente problemática do dote, por vezes entendido como preço de compra da mulher; o sistema das castas; a cultura do não comprometimento e da presumível instabilidade do vínculo; as formas de feminismo hostis à Igreja; os fenômenos migratórios e reformulação da própria idéia de família; o pluralismo relativista na noção de matrimônio; a influência dos meios de comunicação sobre a cultura popular na compreensão do matrimônio e da vida familiar; as tendências de pensamento subjacentes a propostas legislativas que desvalorizam a permanência e a fidelidade do pacto matrimonial; o difundir-se do fenômeno das mães de substituição (“barriga de aluguel”); e as novas interpretações dos direitos humanos. (109)

Questões econômicas e contextos

  1. A pobreza e as dificuldades econômicas debilitam o matrimônio e a vida familiar em todo o mundo. Certo dia, na Oração do Ângelus, o Santo Padre, apontando para um grande cartaz no meio da multidão disse:
  • Leio ali, escrito grande: “Os pobres não podem esperar”. É bonito! E isto faz-me pensar que Jesus nasceu numa manjedoura, não nasceu numa casa. Depois teve que fugir, ir ao Egito para salvar a vida. Por fim, voltou para a própria casa, em Nazaré.
  • E penso hoje, também lendo aquela escrita, nas numerosas famílias sem casa, quer porque nunca a possuíram, quer porque a perderam por vários motivos. Família e casa caminham juntas. É muito difícil levar em frente uma família sem morar numa casa… Convido a todos — pessoas, entidades sociais, autoridades — a fazer todo o possível para que cada família possa ter uma casa. (110)
  1. Ao mesmo tempo, dados das ciências sociais mostram que os casamentos estáveis e as famílias auxiliam na superação da pobreza, da mesma forma que a pobreza age contra os casamentos estáveis e as famílias. Os casamentos bem alicerçados e as famílias geram esperança, e a esperança conduz a propósitos e a realizações. Esses dados sugerem o modo como a fé cristã vigorosa possui conseqüências práticas e espirituais. Uma das razões pelas quais a Igreja dá grande atenção às circunstâncias econômicas em nossas vidas, bem como as de ordem espiritual, é auxiliar as famílias a quebrarem círculos viciosos e transformá-los em círculos virtuosos.
  2. A última encíclica do Papa Bento XVI, Caritas in veritate, insiste na “forte ligação entre a ética da vida e a ética social”. (111) O Papa Bento observou que “a família tem necessidade da casa, do emprego, ou do justo reconhecimento da atividade doméstica dos pais, da escola para os filhos, de assistência sanitária básica para todos”. (112) Jesus preocupase com a pessoa integral. Ele mesmo conheceu a pobreza e veio de uma família que viveu como refugiada.113 Ele agora convoca sua Igreja para se levantar em solidariedade às famílias em situações semelhantes.(114)
  3. Em outras palavras, se dizemos que nos preocupamos com a família, precisamos cuidar dos pobres. Se cuidarmos dos pobres estaremos servindo à família.
  4. A atual economia global, hipercapitalista, também prejudica a classe média e os ricos. A cultura de massa, por exemplo, mercantiliza o sexo. O marketing corporativo cria um apetite insaciável por novas experiências, um clima de contínuo perambular e insatisfeito desejo. A vida nas culturas do mercado moderno torna-se uma luta contra a cacofonia da alienação, do barulho, dos insaciáveis desejos, elementos estes que rompem a estabilidade da família e alimentam um sentimento de permissão. A vida numa perpétua situação de mercado pode nos fazer pensar que, se desejamos alguma coisa, se se está de acordo com isso e se há condições financeiras para tanto, então temos direito a ter. Esse sentimento de permissão é uma ilusão destrutiva, um tipo de escravidão aos apetites que enfraquece nossa liberdade para uma vida virtuosa. Nosso fracasso em acolher os limites, nossa insistência obstinada em satisfazer nossos impulsos abastece muitos problemas espirituais e materiais no mundo contemporâneo.

Por que a pornografia e a masturbação são moralmente erradas

  1. O mercantilismo do sexo sempre comporta o mercantilismo das pessoas. A pornografia – freqüentemente ligada e alimentada pela crueldade do tráfico humano – tornou-se pandêmica, e não somente entre os homens, mas também em número ascendente entre as mulheres. Esta lucrativa indústria global pode invadir qualquer lar que tenha um computador ou TV a cabo. A pornografia catequiza seus consumidores para verem as outras pessoas como objetos para a satisfação de seus apetites.
  2. Para todos nós, é realmente difícil a tarefa de aprender a paciência, a generosidade, a tolerância, a grandeza e outros aspectos do amor cruciforme. A pornografia torna a doação de nós mesmos aos outros e à aliança divina ainda mais penosa, até mesmo para o usuário casual. A masturbação é moralmente errônea por razões análogas. Quando um indivíduo “curte” ou justifica o uso da pornografia e da masturbação, ele ou ela suprime a capacidade de abnegação, de uma sexualidade madura e a intimidade genuína com o cônjuge. Não é de se espantar que a pornografia ocupe um papel preponderante na ruptura de muitos casamentos na atualidade. A pornografia e a masturbação também podem agredir a vocação dos celibatários precisamente pelo dado ilusoriamente privado dessas práticas.

Por que o uso dos contraceptivos é moralmente errado?

  1. De certa forma, os contraceptivos também nos levam a considerar o desejo sexual como uma prerrogativa para o uso. Permitem os usuários tratar o desejo pela intimidade sexual como autojustificante. Separando a procriação da comunhão, os contraceptivos obscurecem e, finalmente, prejudicam as razões do matrimônio.
  2. Os casais que evitam ter filhos devem fazê-lo com boas intenções. Muitos casais experimentam e acreditam que o sexo com o uso de contraceptivos é essencial para manter os laços do matrimônio, ou que esta modalidade seja inofensiva, pois não haveria vítimas. Muitos casais estão tão acostumados aos contraceptivos que o ensinamento da Igreja pode parecer retrógrado.
  3. Mas se um casal procura verdadeiramente a liberdade interior, o dom mútuo de si mesmo, e o amor sacrificial a que a aliança de Deus chama-nos, então é difícil imaginar em que sentido os contraceptivos seriam necessários e essenciais. A Igreja acredita que a insistência para o uso dos contraceptivos tem como origem vários mitos sobre o matrimônio que não são verdadeiros. Como o Papa Pio XII explicou:
  • Há aqueles que alegariam que a felicidade no casamento está em proporção direta ao gozo recíproco nas relações conjugais. Não é bem assim. De fato, a felicidade no casamento está em proporção direta ao respeito mútuo dos cônjuges, mesmo em sua vida íntima. (115)
  1. Em outras palavras, ao pensar nos contraceptivos como necessários ou úteis estabelece-se uma premissa errada. Em seu fundamento, um matrimônio feliz – o matrimônio que persiste durante a vida – tem mais em comum com a força generosa e paciente do celibato do que O amor é a nossa missão com o chamado pelo Papa Pio XII de “hedonismo refinado”. (116) Recentemente, o Papa Francisco referiu-se à Sagrada Família enfatizando as qualidades da generosidade e da liberdade interior que facilitam e possibilitam um bom matrimônio:
  • José era um homem que ouvia sempre a voz de Deus, profundamente sensível ao seu desejo secreto, um homem atento às mensagens que lhe chegavam do fundo do coração e das alturas. Não se obstinou em perseguir aquele seu projeto de vida, não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma, mas esteve pronto para se pôr à disposição da novidade que, de forma desconcertante, lhe se apresentava. Era um homem bom. Não odiava. E assim, José tornou-se ainda mais livre e grande. Aceitando-se segundo o desígnio do Senhor, José encontra-se plenamente a si mesmo, para além de si. Esta sua liberdade de renunciar ao que é seu, à posse da sua própria existência, e esta sua plena disponibilidade interior à vontade de Deus, nos interpelam e nos mostram o caminho. (117)
  1. Os contraceptivos obscurecem a liberdade e a força interior. À medida que os desejos sexuais são tratados como prerrogativas ou desejos que não podem ficar sem satisfação imediata, manifesta-se a necessidade de se crescer na liberdade interior. Como uma “solução técnica” ao que é um problema moral, os contraceptivos escondem “a questão fundamental, que diz respeito ao sentido da sexualidade humana e à necessidade de um controle responsável, para que o seu exercício possa tornar-se expressão de amor pessoal.” (118)

Os benefícios do planejamento natural da família.

  1. Com certeza a “paternidade responsável” inclui o discernimento sobre quando ter filhos. Sérias razões, emergindo das “condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais”, podem levar os cônjuges a decidirem não ter filhos por algum tempo definido ou indefinido. (119)
  2. Maridos e esposas católicos que se encontram nesta situação precisam de mestres, conselheiros e amigos que possam preparar e apoiar o casal no planejamento natural da família (PNF). Paróquias e dioceses devem fazer deste apoio uma prioridade pastoral e de fácil acesso. É realmente mais provável que o casal exerça o ensinamento católico se houver uma direção espiritual, instrução prática e amigos solidários. Leigos, padres e bispos, todos têm responsabilidade de criar estas condições facilitadoras.
  3. Se um casal, com corações generosos, e depois de um período de oração e reflexão verdadeira, discernir que não seja o tempo na vida conjugal em que Deus os chama para ter mais filhos, então, por vezes, o planejamento natural da família poderá requerer deles a abstenção das relações sexuais. Praticando assim o PNF, o casal subordina ou oferece os desejos sexuais imediatos ao sentido maior da vocação de Deus na vida do casal. Esta subordinação da vontade e do desejo é uma das várias maneiras em que o PNF e os contraceptivos são tão diferentes um do outro: objetivamente e experiencialmente. O PNF é uma forma intima e exigente, e, desta forma, potencialmente linda e intensa de seguir o Senhor no matrimônio.
  4. O PNF é estabelecido sobre a beleza e a necessidade da intimidade sexual conjugal. Por depender da abstinência ocasional para espaçar os nascimentos de filhos, o PNF convoca os casais à comunicação e ao autodomínio. Como o vínculo matrimonial, o PNF modela e disciplina o desejo sexual. A ideia própria da monogamia pressupõe que a humanidade caída pode disciplinar os desejos perambulantes e aprender a tratar um esposo com generosidade e fidelidade. Desta maneira, a abstinência periódica, requerida pelo PNF, ajuda a aprofundar e desenvolver um compromisso que as pessoas casadas já fizeram. Embora o PNF não garanta um matrimônio feliz, nem isente o casal dos sofrimentos normais do matrimônio, este é uma tentativa de construir uma casa sobre a rocha e não sobre a areia.

Os contraceptivos ampliam a confusão sobre as questões do matrimônio

  1. Como a Igreja predisse há quase 50 anos, os contraceptivos não só arruínam os matrimônios, mas também possuem outros efeitos colaterais.120 O acesso extremamente fácil dos contraceptivos induz a que poucas pessoas tenham o hábito da abstinência e o do autodomínio sexual. Desta forma, os contraceptivos fizeram o celibato muito menos plausível para a sociedade moderna e, desta forma também fizeram com que o matrimônio e outros tipos de românticos casais parecessem virtualmente impossíveis. Quando isso acontece, toda a vida social de uma comunidade é distorcida. E, à medida que os contraceptivos diminuem a plausibilidade do celibato, contribuem à escassez de sacerdotes e religiosos jovens. Os contraceptivos também fazem o sexo fora do matrimônio (tanto o pré-matrimonial quanto o extramatrimonial) parecer superficialmente mais plausíveis, como se a intimidade sexual pudesse existir sem conseqüências. E, certamente, muitos dos mesmos argumentos pelo sexo sem abertura à procriação, que procuram justificar os contraceptivos, também se aplicam a justificar o aborto permissivo – ainda mais horrendo e brutal.
  2. Separando assim o sexo e a procriação, os contraceptivos encorajam uma cultura que supõe o matrimônio como um companheirismo emocional e erótico. Esta perspectiva reducionista e desordenada alimenta a confusão atual sobre a verdadeira natureza do matrimônio, tornando o divórcio mais corriqueiro e comum, como se o matrimônio fosse um contrato que pudesse ser quebrado e renegociado. Recentemente escreveu o Papa Francisco:
  • A família atravessa uma crise cultural profunda, como todas as comunidades e vínculos sociais. […] O matrimônio tende a ser visto como mera forma de gratificação afetiva, que se pode constituir de qualquer maneira e modificar-se de acordo com a sensibilidade de cada um. Mas a contribuição indispensável do matrimônio à sociedade supera o nível da afetividade e o das O amor é a nossa missão necessidades ocasionais do casal. Como ensinam os Bispos franceses, não provém do sentimento amoroso, efêmero por definição, mas da profundidade do compromisso assumido pelos esposos que aceitam entrar numa união de vida total. (121)

Por que a Igreja não apóia o denominado matrimônio entre pessoas do mesmo sexo?

  1. A orientação do matrimônio como satisfação erótica ou emocional, a qual é um movimento facilitado pela separação entre sexo e procriação, corroborou a hipótese das uniões entre pessoas do mesmo sexo. Em alguns países, atualmente, há articulações que visam redefinir o matrimônio como sendo qualquer relação de caráter sexual ou afetivo estabelecida entre dois adultos. Esta revisada visão do matrimônio tem se firmado onde o divórcio e os contraceptivos constituem uma prática estabelecida. Desta forma, a redefinição do matrimônio para incluir os do mesmo sexo surge, logo em seguida, como algo válido.
  2. Com respeito à hipótese do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, como já bem se sabe, a Igreja se recusa a dar sua bênção ou sancioná-lo. Não se trata de um fechamento ou falta de reconhecimento da intensidade do amor e das amizades entre pessoas do mesmo sexo. Como deve estar claro neste ponto desta catequese, a Igreja Católica sustenta que todos são chamados a doar e receber amor. Amizades do mesmo sexo comprometidas, sacrificiais e castas devem ser apreciadas e estimadas. Visto que os católicos têm um compromisso ao amor, à hospitalidade, à interdependência e à atitude de “carregar os fardos uns dos outros” (122), a Igreja, em todos os níveis, quer apoiar e fomentar as oportunidades de amizade casta, sempre procurando a solidariedade para com aqueles que, por qualquer razão, não podem se casar.
  3. A verdadeira amizade é uma vocação antiga e honrável. São Aelred de Rievaulx observou que o desejo por um amigo nasce do âmago da alma. (123) Amigos verdadeiros produzem um “fruto” e uma “suavidade”, enquanto ajudam um ao outro a dar uma resposta a Deus e a viver o Evangelho. (124) Quer se desenvolva entre pessoas do mesmo sexo ou do oposto, a amizade representa um grande benefício para todos e conduz à comunhão espiritual.” (125)
  4. Como provavelmente já deve ter ficado claro, quando os católicos falam de matrimônio, referem-se a algo distinto das outras relações de amor particularmente intensas, mesmo se esse amor é profundo, resiste penosamente e por um longo período. Uma intimidade afetiva intensa de longo prazo não é o suficiente para o matrimônio. O matrimônio, como de fato foi universalmente reconhecido até muito recentemente no Ocidente, é estabelecido nos deveres que emergem das possibilidades e desafios apresentados pelo potencial de procriação dado pela anatomia sexual diferenciada dos homens e das mulheres.
  5. A Igreja convida os homens e as mulheres a verem em sua sexualidade a possibilidade de uma vocação. Alcançar a maturidade enquanto homem e mulher significa assumir determinadas questões para si: Como Deus me chama a integrar minha sexualidade em Seu plano para a minha vida? Criados à imagem de Deus, nosso destino é sempre a comunhão, o sacrifício, o serviço e o amor. A pergunta para todos nós é como doar os aspectos sexuais das nossas vidas no matrimônio ou na comunhão vivida através do celibato. Em nenhum dos casos, o nosso desejo erótico ou romântico é soberano ou autônomo. Seremos chamados inevitavelmente a fazermos sacrifícios que não escolheríamos se escrevêssemos os nossos próprios roteiros de vida.

O contexto filosófico, legal e político do matrimônio na contemporaneidade

  1. Os debates sobre a redefinição do matrimônio, inclusive as questões do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, levantam questões legais e políticas. Na teoria política e na teologia, os católicos falam da família como uma instituição pré-política.126 Em outras palavras, a família é legalmente “anterior” à sociedade civil, à comunidade e ao Estado político, já que a família é “fundada diretamente na natureza”. (127) A sociedade não inventou nem fundou a família; ao contrário, a família é a fundação da sociedade: “A família – na qual se congregam as diferentes gerações que reciprocamente se ajudam a alcançar uma sabedoria mais plena e a conciliar os direitos pessoais com as outras exigências da vida social – constitui, assim, o fundamento da sociedade.” (128) Assim as autoridades públicas possuem a obrigação de proteger e servir à família.
  2. Até recentemente, esta perspectiva da família era também amplamente aceitada pelos não católicos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, de 1948 insiste que “a família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.” (129) Contudo, haja vista que mais jurisdições repensam o matrimônio como uma questão de preferência individual, subtraindo qualquer conexão orgânica à diferença sexual e à procriação, e promovendo uma perspectiva contratual daquele, esse consenso desaparece. Atualmente, o Estado pretende cada vez mais inventar o matrimônio e redefini-lo segundo seu querer. (130) Supostamente, a família já não constrói a sociedade e o Estado, ao contrário, o Estado agora presume supervisionar e autorizar a família.
  3. Alguns legisladores pretendem então codificar esta inversão filosófica em novas leis matrimoniais. No lugar de acolher o matrimônio como uma instituição fundada na natureza, a nova perspectiva considera o matrimônio infinitamente plástico, subordinado e maleável à vontade política. Em prol da proteção das famílias, dos matrimônios e das crianças, a Igreja não tem outra opção a não ser resistir a este revisionismo.
  4. Uma sociedade que acredita erroneamente ser o matrimônio sempre renegociável, percebido somente a partir de um acordo humano autorreferencial, verá o matrimônio unicamente como um contrato, como um acordo voluntário entre duas pessoas com direitos individuas. Mas estes meros contratos não são iguais ao matrimônio fundado sobre uma aliança de misericórdia. A lógica de tais contratos não é a lógica paulina de Efésios 5, em que o esposo e a esposa se amam ao modo da cruz. O raciocínio que subjaz estes contratos defectivos se opõe ao dom do matrimônio como sacramento da aliança.
  5. A Igreja é obrigada a resistir à propagação de falsas lógicas para o matrimônio. O Papa Francisco assim observou:
  • Em repetidas ocasiões, ela (a Igreja) serviu de medianeira na solução de problemas que afetam a paz, a concórdia, o meio ambiente, a defesa da vida, os direitos humanos e civis, etc. E como é grande a contribuição das escolas e das universidades católicas no mundo inteiro! E é muito bom que assim seja. Mas, quando levantamos outras questões que suscitam menor acolhimento público, custa-nos a demonstrar que o fazemos por fidelidade às mesmas convicções sobre a dignidade da pessoa humana e do bem comum. (131)
  1. Como dissemos ao início desta catequese, todos os ensinamentos da Igreja sobre o matrimônio, a família e a sexualidade têm sua fonte em Jesus. A teologia moral católica é uma narrativa coerente capaz de satisfazer os questionamentos humanos mais profundos. Uma narrativa singular e unificante proveniente das convicções cristãs fundamentais sobre a criação divina e a aliança, sobre a queda original da humanidade e sobre a encarnação de Cristo, sua vida, crucifixão e ressurreição. Estes ensinamentos envolvem sacrifícios e sofrimentos para todos os que desejam ser discípulos de Jesus, porém eles também proporcionam novas oportunidades para a beleza e o florescer humano.
  2. Quando a verdadeira natureza do matrimônio é debilitada ou compreendida de forma irrisória, a família torna-se enfraquecida. Quando a família está enfraquecida, todos nós tendemos a certo tipo de individualismo brutal. Perdemos de forma muito fácil o hábito da suavidade de Cristo e a disciplina de sua aliança. Quando a família está fortalecida – quando cria espaço para os esposos, esposas e seus filhos para realizar a arte da doação aos moldes da aliança divina – então a luz entra num mundo de trevas. Nesta luz, a verdadeira natureza da família pode ser vista. E é por isso que a Igreja resiste às sombras que ameaçam a família. 146. Todos nós experimentamos a queda. A desordem em cada coração humano possui um contexto e conseqüências sociais. A comunhão para a qual fomos criados é ameaçada por nossos desejos desregrados, por nossa situação financeira, pela pornografia, pela contracepção, pelo divórcio e por confusões legais ou intelectuais. Mas o amor é a nossa missão, e a Igreja procura uma alternativa para a vida social, uma comunidade cuja diretriz é a misericórdia de Jesus, sua generosidade, liberdade e fidelidade. Os diversos ministérios da Igreja promovem a cultura da vida, a ajuda aos pobres, o apoio ao planejamento natural da família e a articulação de uma filosofia do direito mais coerente. Quando os católicos resistem ao divórcio, ao casamento de pessoas do mesmo sexo ou às revisões indistintas do direito matrimonial, estes também assumem a responsabilidade de fomentar comunidades de amparo e amor.

Questões para partilha.

  1. a) Explique as conexões entre o cuidado da Igreja pelos pobres e seu ensinamento sobre sexo e castidade.
  2. b) Qual é a diferença entre contracepção e planejamento natural da família?
  3. c) Qual o denominador comum entre divórcio, contracepção e casamento entre pessoas do mesmo sexo?
  4. d) Quais desafios à castidade existem em sua comunidade, e aonde as pessoas de sua paróquia podem ir para aprender sobre a perspectiva da Igreja? Como sua paróquia pode apoiar as pessoas que querem viver de acordo com os ensinamentos da Igreja?

VII. Luz num mundo de trevas   

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Observações Notas Finais do texto:

108. CIgC, 1606. 109. Sínodo dos Bispos, Assembleia Geral Extraordinária, Documento Preparatório: “Desafios Pastorais da família no contexto da evangelização”, Cidade do Vaticano (2013). 110. Papa Francisco, Angelus, Cidade do Vaticano (22 de dezembro, 2013). 111. Papa Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate (CV) (2009), 15. 112. Papa Bento XVI, Messagem “Para a Celebração do Dia Mundial da Paz” (1 de janeiro de 2008). 113. Cf. Mt 2, 13-23. 114. Papa Francisco, “Papa fala sobre a Sagrada Família enquanto refugiados e reza pelo Sínodo,” (29 de dezembro, 2013). 115. Papa Pio XII, “Alocução às parteiras” (29 de outubro de 1951). 116. Papa Pio XII, “Alocução às parteiras” (29 de outubro de 1951). 117. Papa Francisco, Angelus, Cidade do Vaticano (22 de dezembro de 2013). O amor é a nossa missão (Portuguese).indd 124 1/6/15 10:37 AM n o Ta s f I n a I s 125 118. Papa Bento XVI, Mensagem do Papa Bento XVI ao congresso internacional no 40º aniversário da “Humanae vitae” de Paulo VI (2 de outubro de 2008). 119. Cf. HV, 10 e CIgC, 2368. 120. Cf. HV, 17. 121. EG, 66. 122. Veja-se acima n. 88. 123. Santo Aelred de Rievaulx, De Spirituali Amicitia, 1: 51. 124. Santo Aelred de Rievaulx, De Spirituali Amicitia, 1: 45-46. 125. CIgC, 2347. Veja-se acima, 102. 126. CDSI, 21 127. Papa Leão XIII, Encíclica Rerum novarum (RN) (1891), 13 128. GS, 52 129. Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo 16. 130. Cf. EG, 66 131. EG, 65.

Encontro de Casais com Cristo_ECC Semana_da_Familia
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

Todo amor dá fruto. – SNF – 2015.


– VI tema da Semana Nacional da Família – 2015.



Todo_amor_da_fruto



Nem todos são chamados ao matrimônio. Mas toda vida é destinada a ser fecunda. Toda vida tem o poder e a necessidade de nutrir nova vida –se não for por meio da geração e criação de filhos, então por outros meios vitais de doação, realização de obras e de serviços. A Igreja é uma família com diferentes vocações, cada uma distinta, mas cada uma necessita das outras e se apoiam mutuamente. O sacerdócio, a vida religiosa e a vocação do celibato laical enriquecem e são enriquecidos pelo testemunho do estado matrimonial. As diferentes maneiras de ser casto ou celibatário fora do matrimônio são formas de doar a vida ao serviço de Deus e da comunidade humana.

  1. Dois sacramentos da Igreja são os únicos dedicados “à salvação dos outros.” A Ordem e o Matrimônio “conferem uma graça especial para uma missão particular na Igreja em ordem à edificação do povo de Deus”. (91)
  2. Em outras palavras, nem todos homens e mulheres precisam ser pais biológicos para irradiar o amor de Deus ou para fazer parte da “família de famílias” que conhecemos como sendo Igreja. A vocação para o sacerdócio, ou voto de vida religiosa, tem a sua própria integridade e honra. A Igreja sempre precisa de padres e religiosos, e os pais devem ajudar todos os seus filhos e filhas a estar atentos à possibilidade de que Deus possa estar chamando-os para oferecer a sua vida dessa forma.
  3. Além disso, há muitos leigos celibatários que têm o seu próprio papel insubstituível na Igreja. A Igreja conhece muitas distintas maneiras de se viver o celibato, mas todas são, de uma forma ou outra, um chamado para servir a Igreja e fomentar a comunhão de modo a serem análogas à paternidade.
  4. O celibato autêntico – seja leigo, ordenado ou consagrado – é orientado para a vida social e comunitária. Ser um “pai espiritual” ou “mãe espiritual” – talvez como membro do clero ou religioso, mas também como padrinho, um parente adotado, ou um catequista ou professor, ou simplesmente como mentor e amigo – é uma vocação estimada, algo essencial para uma comunidade cristã saudável e próspera.
  5. São João Paulo II uma vez refletiu sobre as qualidades maternas de Madre Teresa, e, por extensão, sobre a fecundidade e a fertilidade espirituais da vida celibatária em geral:
    • É muito habitual chamar “madre” a uma religiosa. Mas em Madre Teresa este apelativo assumiu uma intensidade especial. Uma mãe conhece-se pela capacidade de se dar. Observar Madre Teresa no trato, nas atitudes, no modo de ser, ajudava a compreender o que significava para ela, além da dimensão puramente física, ser mãe; ajudava-a a chegar à raiz espiritual da maternidade. Sabemos bem qual era o seu segredo:  ela estava cheia de Cristo e, por isso, olhava para todos com os olhos e o coração de Cristo. Tinha tomado a sério a sua palavra “Tive fome e destes-me de comer…” (Mt  25, 35) Por isso, não se cansava de “adotar” como filhos os seus pobres. O seu amor era concreto, empreendedor; levava-a onde poucos tinham coragem de chegar, onde a miséria era tão grande que provocava medo. Não me admira que os homens do nosso tempo sejam atraídos e fascinados por ela. Pois encarnou aquele amor que Jesus indicou como distintivo para os seus discípulos:  “Assim, todos saberão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13, 35). (92)

    Vidas radiantes como a da Beata Teresa de Calcutá e São João Paulo II mostram que o celibato nas suas diversas variações pode ser uma maneira interessante, um belo caminho de vida. A lógica e as possibilidades do celibato

  6. Anteriormente nesta catequese, citando Santo Agostinho, vimos que a proposta de ter filhos não era apenas continuar a espécie ou construir uma sociedade civil, porém, cumular a cidade celestial com a alegria de uma nova vida. Esta distinção – entre a meta natural de procriação e a vocação teológica para se preparar para o Reino de Deus em plena realização – permite a Igreja fazer mais uma afirmação: para cumprir o seu destino como homens e mulheres, todas pessoas podem ser fecundas, mas nem todos precisam se casar.
  7. A Igreja oferece o casamento como uma vocação, uma possibilidade; por isso não pode ser uma lei ou um requisito para uma realizada vida católica. (93) Segue-se, então, que o celibato precisa existir na vida social da Igreja para que o casamento seja uma questão de liberdade em vez de impulso. Se existe de fato mais de uma maneira de ordenar a própria vida sexual, a masculinidade ou a feminilidade em relação à vida eterna, o celibato é esta alternativa. “A família é a vocação que Deus inscreveu na natureza do homem e da mulher, mas existe outra vocação complementar ao matrimônio: o chamamento ao celibato e à virgindade pelo Reino dos céus. Foi a vocação que o próprio Jesus viveu.”(94)
  8. Celibato e casamento não competem um com o outro. Mais uma vez, como Santo Ambrósio ensinou: “nós não louvamos nenhum para a exclusão dos outros… Isto é o que faz a riqueza da disciplina da Igreja”. (95) Celibato e matrimônio são vocações complementares, pois ambos proclamam que a intimidade sexual não pode ser testada. (96) Tanto celibatários como pessoas casadas respeitam a estrutura do amor da aliança e evitam o “teste” ou a intimidade condicional. (97) Tanto o celibato como o casamento rejeitam o sexo no contexto chamado pelo Papa Francisco de “cultura do descartável.” (98) Tanto o celibato como o casamento rejeitam relações sexuais condicionadas meramente na satisfação de desejos eróticos.
  9. Observar a disciplina do celibato ou a do casamento são dois caminhos para homens e mulheres estarem em solidariedade um com o outro e evitarem servir só aos desejos sexuais. Celibato e casamento são as únicas duas maneiras de vida que convergem com a conclusão de que o casamento é a forma plenamente humana para atos da procriação, à luz da imagem de Deus que habita em nós e molda as nossas vidas. O celibato – que não só inclui padres e religiosos consagrados, porém todos que são castos fora do matrimônio – é o modo de vida de pessoas que não são casadas, mas que honram com as alianças.
  10. Tudo o que a Igreja tem ensinado sobre ser criado para a felicidade, sobre ser criado à imagem de Deus, sobre precisar amar e ser amado serve tanto para as pessoas celibatárias quanto para as que são casadas. O celibato pode ser confirmado e permanente, como no caso da vida religiosa consagrada, ou no caso de alguém incapaz de se casar por causa de deficiência ou outra circunstância, ou pode ser só potencialmente permanente, como no caso de uma pessoa jovem discernindo sua vocação. Em todos estes casos, o celibatário segue os passos de Jesus, amadurecendo, oferecendo o seu “eu” a Deus, confiando no seu plano e construindo uma vida baseada no amor para com os outros com piedade, paciência generosidade e serviço.
  11. Em qualquer sociedade, muitos serão marginalizados se o casamento é visto como obrigatório, como se fosse preciso ter um parceiro romântico para ser completo. O celibato na Igreja rebela-se contra esta idéia enganosa. Por exemplo, viúvas muitas vezes são deixadas de lado em sociedades tradicionais, e pessoas solteiras em sociedades modernas freqüentemente socializam-se em clubes, pubs e bares onde a promiscuidade é comum. Criar espaço alternativo, onde as pessoas que não são casados possam experimentar a felicidade e ter uma missão, é uma significativa hospitalidade, algo que cristãos precisam empreender uns para com os outros como forma de libertação e acolhimento.
  12. Algumas pessoas querem se casar, mas não conseguem achar um cônjuge, devido a circunstâncias alheias à sua vontade. Uma vida de esperança e espera não significa abandono a uma existência estéril. Quando se vive em prontidão ativa à vontade de Deus ao modo como esta vontade se desenvolve na história pessoal de cada um, fazendo do “faça-se” de Maria o seu próprio, bênçãos poderão advir. (99) Assim como todos são chamados a dar e receber amor, como o amor cristão é voltado para fora, o celibato é uma prática de comunhão. Quando nos amamos uns aos outros castamente fora do casamento, o fruto é a amizade: “A  virtude da castidade expande-se na  amizade […]. A castidade exprime-se especialmente na amizade para com o próximo. Desenvolvida entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos diferentes, a amizade representa um grande bem para todos. Conduz à comunhão espiritual.” (100)
  13. Celibatários – e de forma limitada, mas análoga, os casais inférteis – também desfrutam de uma liberdade única, uma liberdade atrativa para certos tipos de serviço, amizade e comunidade. Celibatários e sem filhos são relativamente mais disponíveis para a experiência casta na vida em comunidade, para carreiras que exigem flexibilidade, para oração e contemplação. Os celibatários, casais sem filhos, pessoas idosas, mesmo saudáveis (talvez com filhos adultos) têm benefícios relacionados ao tempo que muitos pais normalmente não têm. Essas pessoas podem se dedicar ao trabalho catequético e a outros ministérios paroquiais, e até apostolados e testemunhar em situações perigosas o que seria impossível para famílias com filhos. Os solteiros ou os casais sem filhos desfrutam de uma disposição que lhes dá mais discrição e criatividade com relação às possibilidades de hospitalidade e amizade. Quando São Paulo aconselha o celibato, pensa estar propondo uma possibilidade que tem os seus desafios, mas também tem os seus benefícios e liberdades: “Se, porém, casares, não estarás pecando. E, se a virgem se casar, não peca. Mas as pessoas casadas terão as tribulações da vida matrimonial, e eu gostaria de poupar-vos isso. Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. Gostaria de vê-los livres de preocupações.” (1Cor 7, 28 e 32a) A aliança espiritual e social entre celibato e casamento
  14. O Catecismo da Igreja Católica diz que “todos os fiéis de Cristo são chamados a viver uma vida casta de acordo com seus estados particulares de vida. No momento do seu Batismo, o cristão se compromete a viver a sua vida afetiva em castidade”. (101) O celibato, portanto, é aliado ao casamento, fazendo semelhante oferecimento interno de si mesmo ao Senhor. Tanto pessoas celibatárias como casadas comprometem a sua vida por meio da aliança com Deus de acordo com as suas respectivas vocações. Existem diferenças práticas na vocação de cada indivíduo particular, mas o movimento interno da alma, o próprio oferecimento do coração, é semelhante em seu núcleo. Celibatários e cônjuges maduros estão familiarizados, de modo sábio, com muitas das mesmas habilidades espirituais.
  15. No caso do casamento, quando esposos e esposas se doam um ao outro, com um amor que imita Jesus, o dom mútuo de si mesmo é parte da obra de Cristo, se unindo ao mesmo espírito de doação do próprio Jesus à Igreja. Quando os cônjuges trocam os seus juramentos na Igreja, na sua liturgia de casamento, Cristo recebe o seu amor nupcial e faz com que seja parte do seu próprio dom eucarístico de si para a Igreja e para o Pai que, glorificado com o sacrifício do Filho, concede o Espírito Santo aos cônjuges para selar a sua união. (102) A nupcial fecundidade, assim, é antes de tudo o dom e a tarefa do vínculo sacramental. É exatamente por isso que São João Paulo II disse, de modo belo, que o vínculo nupcial que aos cônjuges foi dado para desfrutar e viver faz deles “a lembrança permanente para a Igreja do que aconteceu na Cruz; são para eles mesmos e para os filhos testemunhas da salvação da qual o sacramento os faz participar”. (103)
  16. No caso de celibato, um raciocínio semelhante é possível. O amor de Cristo é continente porque faz dele mesmo uma doação total; uma afirmação incondicional do outro “o que o homem poderá dar em troca da sua vida?” (Mt 16, 26) O amor de Cristo é expresso no seu desejo de compartilhar tudo de si com os seus discípulos (cf. Lc 22, 15), para dar-se totalmente a eles e trazer a todos de volta ao Pai e compartilhar a própria glória de Deus. (104) O amor matrimonial é a lógica da aliança que define o modo como procriamos; amor celibatário é a lógica da aliança vitalizada na comunidade inteira.
  17. Como casamento e celibato são vocações complementares para adultos católicos, deveríamos criar os nossos jovens para perceber que um parceiro romântico não é essencial para a felicidade humana. Se o casamento em si toma forma de aliança de Jesus conosco, e se esta aliança também cria a possibilidade, então a vida de jovens que não são casados é melhor compreendida, não em termos de namoro ou relacionamentos esporádicos, mas como um tempo de discernimento e cultivo de amizades. Os hábitos e habilidades de verdadeira amizade são básicos para a vida, tanto no casamento como em comunidades celibatárias. A questão sobre a vocação que adolescentes e outros jovens enfrentam hoje em dia precisa envolver mais do que preferência romântica. Os jovens precisam adquirir certas habilidades internas espirituais, independentemente do que sua vida futura lhes reserva.
  18. Por esta razão, as paróquias deveriam prestar muita atenção à dimensão social da castidade e do celibato. O celibato impõe desafios únicos, e, como o Catecismo da Igreja Católica observa, aprender o autodomínio sexual implica um aspecto cultural: somos pessoas independentes, e viver a castidade pode tanto ser facilitado como impedido pela nossa situação social. (105) As possibilidades de vida que os jovens pensam ser imagináveis dependem dos exemplos que veem e das histórias que ouvem.
  19. Como o celibato é tão “contracultura”, existe ainda o risco de que, mesmo nas paróquias, não seja completamente entendido. Pessoas solteiras “merecem, portanto, a estima e a solicitude atenta da Igreja, particularmente dos pastores.” (106) Não só os pastores, mas também a família e as pessoas solteiras deveriam dar passos concretos para garantir que “solteiro”, no contexto católico, claramente não é o mesmo que solitário ou isolado. Pessoas solteiras precisam de comunhão para compartilhar os seus fardos e tristezas, bem como a responsabilidade e a oportunidade de serviço. “Mas a todas é necessário abrir as portas dos lares, ‘igrejas domésticas’, e da grande família que é a Igreja devem estar abertas” para os não casados.” (107)
  20. Esta visão sugere uma necessidade para todos examinarem como se contribui para a atmosfera e a essência da vida paroquial. Se os pais desencorajam os filhos ao sacerdócio, à vida religiosa consagrada, ou a outras vocações celibatárias, então a comunidade inteira deveria examinar a sua consciência. O celibato autêntico sempre é ricamente social, e se o celibatário é visto como unicamente solitário ou alienado, então algo na prática ou na estrutura da vida da comunidade está errado. Os celibatários devem tomar iniciativas para servir e envolver-se, e as famílias devem tomar medidas para ser hospitaleiras, para adotar “tias” e “tios” e para ser inclusivos na construção de famílias ampliadas ou comunidades intencionais.
  21. Uma rica vida social faz todo tipo de celibato mais plausível para o mundo, porque enfraquece a crítica do celibato que diz que semelhante vida é inevitavelmente solitária. Para assumir esta visão, para superar a inércia dos hábitos sociais que segregam solteiros e negligenciam as oportunidades do celibato, exige-se um compromisso criativo, tanto por parte de leigos como do clero. Jesus é o nosso Senhor, e o Senhor diz que “através deste testemunho todos reconhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros.” (Jo 13, 35). O amor deve visivelmente animar a vida paroquial para todos.
  22. O Celibato não é estéril, nem é “solteiro” no sentido de isolado ou autônomo. Na Igreja, todos somos interdependentes, criados para a comunhão, criados para dar e receber amor. Esta visão da vida humana gera inesgotável variedade de vocações criativas. O celibato possui exigências únicas para aqueles que o adotam, mas celibatários também têm privilégios e oportunidades únicas. Celibatários respeitam o potencial sexual ou biológico do casamento, e agem a partir de uma semelhante lógica e doação espiritual. Os celibatários e casais casados precisam um do outro para sustentar e crescer a “ família de famílias” que é chamada Igreja.

Questões para partilha

  1. a) O que o celibato e o casamento têm em comum?
  2. b) Quais são alguns dos desafios e fardos que pessoas solteiras enfrentam na sua comunidade? Como podem amigos, famílias e paró- quias as ajudar? Quais são alguns dos benefícios do celibato? Como as pessoas solteiras podem servir à comunidade?
  3. c) As crianças na sua paróquia chegam a conhecer uma variedade de padres, monges, freiras, e outras irmãs religiosas? Pode pensar em maneiras de introduzir exemplos de celibato na sua comunidade? Você tem encorajado crianças que você conhece para ser padre ou religioso consagrado? Por que sim ou por que não?
  4. d) Que boas razões para se escolher o casamento ou o celibato? Quais são as razões desfavoráveis? Como uma pessoa deve discernir a sua vocação?

  1. VI. Todo amor dá fruto  

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Observações Notas Finais do texto:

  1. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIgC) (2005), 321. 92. Papa João Paulo II, Discurso “Encontro das famílias adotivas organizado pelas Missionárias da Caridade” (5 de setembro de 2000) 93. Cf. 1Cor 7,25-40. 94. Papa Francisco, Discurso “Encontro com os jovens da Região da Úmbria” Assis (4 de outubro de 2013). 95. CIgC, 2349, citando St. Ambrósio, De viduis 4.23 96. Cf. CIgC, 1646. Veja-se acima n. 58. 97. Cf. CIgC, 2391. Veja-se acima n. 58. 98. Veja-se acima n. 60. 99. Cf. Lc 1, 38. 100. CIgC, 2347. 101. CIgC, 2348. 102. CIgC, 1624. 103. FC, 13 104. Cf. Jo 1,14; 17, 24. 105. CIgC, 2344. 106. CIgC, 1658. 107. CIgC, 1658.

Encontro de Casais com Cristo_ECC Semana_da_Familia
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

Criando o Futuro. SNF – 2015.


– V tema da Semana Nacional da Família – 2015.



Homenagem_mães_presentepravoce2



O casamento deve ser fecundo e aberto às novas vidas. As crianças modelam o futuro, da mesma forma que elas mesmas são formadas em suas famílias. Sem as crianças não pode haver o futuro. Crianças criadas com amor e orientação são a base para um futuro de amor. Crianças feridas prenunciam um futuro ferido. As famílias constituem o fundamento para todas as outras formas de comunidade. As famílias são igrejas domésticas, lugares no quais os pais auxiliam os filhos a descobrirem que Deus os ama e tem um plano para a vida de cada um.

O casamento fornece o contexto espiritual para as possibilidades criadas pela biologia

  1. O casamento inclui amor, lealdade e compromisso. Mas assim é o caso de muitas outras relações dignas. O casamento é algo distinto. O casamento é a aliança construída no poder de procriação do homem e da mulher. A nossa biologia coloca certas limitações e possibilidades, e o casamento é uma resposta para viver esta situação em santidade.
  2. Trataremos a outra resposta ao chamado de Deus – o celibato – no próximo capítulo. No capítulo sete, refletiremos sobre os desafios à ideia de fecundidade no casamento, desafios que surgem das questões do casamento fechado à concepção e do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nesta seção, precisamos discutir como o amor conjugal integra a fecundidade de homens e mulheres com o sacramento da aliança de Deus.
  3. O casamento é uma resposta à possibilidade da procriação entre homens e mulheres. Quando um homem e uma mulher se casam, dando o passo adicional de livremente consentir em promessas de mútua fidelidade e permanência, (61) o casamento coloca a procriação no contexto da dignidade humana e da liberdade. As promessas matrimoniais são análogas à aliança de Deus com Israel e a Igreja. O casamento, como a Igreja ensina, é “o pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si o consórcio íntimo de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educa- ção da prole, entre os batizados foi elevado por Cristo nosso Senhor à dignidade de sacramento.” (62) Em síntese, o casamento é uma comunidade de vida e de amor.(63)
  4. O sacramento do Matrimônio torna fiel a força da aliança de Deus, bem como a sua comunhão trina com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, disponível ao esposo e à esposa. Este fundamento espiritual dá uma nova e mais profunda razão à fecundidade biológica, porque se abrir à geração de filhos é uma extensão da generosidade divina. Desse modo, podemos ver como os clássicos “três bens do casamento” (filhos, fidelidade e sacramento), segundo Santo Agostinho, são enraizados no plano divino. (64)

A vocação espiritual da paternidade

  1. Como acontece com qualquer questão vocacional, a questão de saber se e quando ter filhos não é algo a ser decidido simplesmente de acordo com critérios humanos autorreferencias. Existem reais e legítimas condições humanas “físicas, econômicas, psicológicas e sociais”, que esposos e esposas deveriam considerar no seu discernimento. (65) Mas, ao final, a questão sobre se tornar pais repousa sobre a mesma justificativa que o próprio matrimônio sacramental: amor na forma de serviço, sacrifício, confiança e abertura à generosidade de Deus. O casamento católico tem como perspectiva os sacramentos e o apoio da comunidade cristã e, assim, quando cônjuges católicos consideram a possibilidade de se tornarem pais continuam no mesmo contexto espiritual e comunitário.
  2. Quando cônjuges tornam-se pais, a dinâmica interna da criação de Deus e o sacramento do Matrimônio aparecem de forma bonita e particularmente clara. Quando o casal têm filhos de acordo com o padrão de amor que Cristo tem para conosco, o mesmo amor também orienta os novos pais na educação e na formação espiritual dos seus filhos.66 “Estas crianças são elos de uma corrente”, disse o Papa Francisco quando recentemente batizou 32 bebês. “Vocês, pais, apresentam hoje seus filhos para serem batizados. Amanhã, serão eles a apresentarem seus filhos ou netos. Eis a corrente da fé!” (67)
  3. Esta corrente de filhos e pais estende-se por milênios. Duas vezes ao dia, – e ainda hoje – orações judaicas começam com a antiga Sh´ma (Shema), uma oração encontrada em Deuteronômio:

Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno. Tu as repetirás com insistência a teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em casa ou andando a caminho, quando te deitares ou te levantares. (68)

  1. Repetimos: Tu as repetirás com insistência a teus filhos. No coração deste mandamento, esta responsabilidade fundamental, está a reafirmação cotidiana entre Deus e Israel. Os pais devem incentivar e guiar os seus filhos na sua relação comunitária com Deus. Assim o Deuteronômio diz: ensine e compartilhe as glórias de Deus com as suas crianças. Jesus diz o mesmo aos seus discípulos: deixem-nos vir a mim (cf. Mt 19, 14). Tanto o Deuteronômio quanto Jesus estão falando para nós. Ambos estão dizendo: Certifiquem-se de que as crianças sob sua responsabilidade tenham uma relação com Deus e com o povo de Deus. Ensinem às crianças a orar e contemplar o Senhor. Motivem isso cotidianamente na sua casa, e não criem obstáculos para isso.
  2. Esta vocação confere um propósito à paternidade dos pais católicos. O mesmo amor que preenche homens e mulheres, ensinando-lhes o caminho da aliança e trazendo-os ao sacramento do Matrimônio, faz com que um casal se torne uma família. (69) Um esposo e uma esposa tornam-se pai e mãe: “Desta união origina-se a família, na qual nascem novos cidadãos da sociedade humana, os quais, para perpetuar o Povo de Deus através dos tempos, se tornam filhos de Deus pela graça do Espírito Santo, no Batismo”. (70) Cristãos não só têm filhos para continuar a espécie e construir a sociedade, mas para que toda a família possa ser formada para a comunhão dos santos. De acordo com as palavras de Santo Agostinho, o amor sexual entre homem e mulher “é a sementeira, por assim dizer, de uma cidade”, (71) e ele tem em mente não só a cidade terrena ou a sociedade civil, mas também a cidade celestial, onde a Igreja chegará à plenitude.

A vida na Igreja doméstica

  1. O Vaticano II chamou a família de “igreja doméstica,” uma Ecclesia domestica:

Na família, como numa igreja doméstica, devem os pais, pela palavra e pelo exemplo, ser para os filhos os primeiros arautos da fé e favorecer a vocação própria de cada um, especialmente a vocação sagrada. (72)

A natureza vocacional da vida familiar requer viver com atenção. “Cada homem é chamado a desenvolver-se, porque toda a vida é vocação.” (73) Mas, construir um matrimônio, discernir uma vocação não “vem do nada.”(74) Os hábitos de discernimento podem ser ensinados e cultivados. É responsabilidade de um pai e de uma mãe estar com as crianças em casa e na Igreja e rezar regularmente. Não vão aprender como fazê-lo, se não são ensinados. Os pais podem buscar ajuda de padrinhos, avós, professores, clérigos e religiosos para cumprir com as suas responsabilidades e para que os filhos também possam crescer e aprender sobre a oração. O Papa Francisco, um jesuíta com anos de formação na arte do discernimento, descreve como a oração e a vocação caminham juntas: “É importante ter uma relação cotidiana com Ele [Deus], ouvi-lo em silêncio diante do Tabernáculo e no íntimo de nós mesmos, falar-lhe, receber os sacramentos. Manter esta relação familiar com o Senhor é como deixar aberta a janela da nossa vida, a fim de que Ele nos faça ouvir a sua voz, o que Ele deseja de nós”.(75)

  1. Praticar e ensinar o discernimento à família implica paciência e oração, um desejo constante para purificar motivos, para confessar e fazer penitência, para ser paciente no lento trabalho de crescer na virtude, para abrir a sua imaginação para as Escrituras e o testemunho da Igreja, e para entender a sua vida interior. Aprender a discernir para nós mesmos e transmiti-lo às nossas crianças implica humildade, uma abertura a críticas construtivas e diálogo sobre como Deus pode estar influenciando a nossa vida. Uma abordagem vocacional para a vida implica uma disposição em ser honesto sobre os nossos próprios desejos, mas, sobretudo, oferecer a nossa vida a Deus, ser aberto para as aventuras e novos planos que possam se apresentar quando dizemos “ não seja feito como eu quero, mas como tu queres.” (76) (Mt 26, 39; cf. 26, 42) Santa Teresa de Lisieux rezou desta maneira quando era criança, dizendo: “Meu Deus, eu escolho tudo. Eu não quero ser uma santa pela metade. Eu não tenho medo de sofrer por Vós. Eu só temo uma coisa: fazer a minha vontade própria. Então recebei-a, porque eu escolho tudo que Vós quiserdes.” (77)
  2. Especialmente quando uma família tem muitos filhos, os pais enfrentam uma ampla gama de tensões. Paternidade é exigente. Não obstante, se a meta da vida familiar cristã é abrir as janelas da casa à graça de Deus na vida cotidiana, então mesmo em meio à fadiga e ao caos doméstico, os pais podem manter-se abertos ao Espírito. Ninguém quer sobrecarregar os pais. Porém, “amor de Deus […]não se deve exercitar apenas nas coisas grandes, mas, antes de mais, nas circunstâncias ordinárias da vida.”(78) Na vulnerabilidade de tais momentos, os pais podem entender o que São Paulo pretendia quando disse: “pois quando sou fraco, então é que sou forte.” (2Cor 12, 10)
  3. A paternidade tem um modo de esvaziar pretextos; de fazer-nos ver que não somos autossuficientes, mas que precisamos da ajuda e força de Deus, família, paróquia e amigos. A maneira como uma família responde à adversidade e à doença, ou reúne para as refeições e devoções, ou toma decisões financeiras estabelecendo prioridades, ou a forma como faz escolhas sobre o lazer, o trabalho ou a carreira dos pais, a formação acadêmica dos filhos, e mesmo sobre os horários para dormir. Esses e muitos outros aspectos da “economia doméstica” formam as imaginações e horizontes das crianças. Rotinas internas podem ser espaços privilegiados onde a luz do Espírito penetra, onde uma atitude de gentileza e hospitalidade cristã fermenta toda vida.

O nosso contexto cultural requer que as famílias tenham discernimento.

  1. Papa Francisco expressa muitas destas idéias de uma maneira prática:

Penso que todos nós podemos melhorar um pouco neste aspecto, tornando-nos todos mais ouvintes da Palavra de Deus, para sermos menos ricos com as nossas palavras e mais ricos com as suas Palavras. […] Penso no pai e na mãe, que são os primeiros educadores: como podem educar, se a sua consciência não for iluminada pela Palavra de Deus, se o seu modo de pensar e de agir não se deixar orientar pela Palavra; que exemplo podem dar aos seus filhos? Isto é importante, porque depois o pai e a mãe queixam-se: “Este filho…”. Mas tu, que testemunho lhe ofereceste? Como lhe falaste? Da Palavra de Deus, ou da palavra do noticiário televisivo? O pai e a mãe devem falar da Palavra de Deus! E penso nos catequistas, em todos os educadores: se o seu coração não for aquecido pela Palavra, como podem sensibilizar os corações dos outros, das crianças, dos jovens e dos adultos? Não é suficiente ler as Sagradas Escrituras, mas é preciso ouvir Jesus que fala através delas: é precisamente Jesus quem fala nas Escrituras, é Jesus quem fala nelas. […] Interroguemo-nos […] que lugar ocupa a Palavra de Deus na minha existência, na vida de todos os dias? Estou sintonizado com Deus, ou com tantas palavras da moda ou ainda comigo mesmo? Uma pergunta que cada um de nós deve formular. (79)

  1. O Papa se referiu aos noticiários da TV, aos quais não deveríamos dar tanta atenção, ao levantar questões sobre as grandes mídias, incluindo as redes sociais da internet e outras formas de cultura popular. Relacionar-se com estas formas de cultura não é algo que deveria acontecer de modo automático; relacionar-se com estas formas de cultura de maneira construtiva também requer discernimento. O Catecismo da Igreja Católica, ao tratar da igreja doméstica, observa que o mundo de hoje “frequentemente é estranho e até hostil à fé.”80 Numa cultura fragmentada, o ambiente social e das mídias podem comprometer a autoridade dos pais em geral, e a paternidade católica em particular. Pais e filhos devem refletir sobre a maneira da sua família estar no mundo, sem pertencer ao mundo.(81)
  2. Quando qualquer um de nós – mas especialmente as crianças – encontra a cultura, nossas imaginações e ambições são moldadas. Em grande medida, todos nós – mas especialmente as crianças – adquirimos as nossas expectativas por uma boa vida, em parte por meio de imagens, filmes, músicas e histórias da nossa vida. Portanto, cabe aos pais, à toda família, padrinhos e mentores adultos e educadores, monitorar esta exposição, e garantir que as imaginações das crianças sejam fortalecidas e nutridas com alimentos saudáveis, com material que proteja a sua inocência, estimule o seu apetite pela aventura da vida cristã e evoque um sentido vocacional da vida. Beleza e contemplação devem ser parte do ambiente comum de uma criança, para que elas aprendam a perceber a dimensão sacramental da realidade. Pais, idosos, padrinhos, parentes, paroquianos, catequistas e professores precisam modelar estas atitudes para as crianças. A formação de jovens necessariamente implica “conhecimento do livro”. Alfabetização espiritual significa conhecimento sobre os fatos da fé. Mas é ainda mais essencial ensinar às crianças como orar, e sugerir-lhes modelos a seguir, exemplos de adultos para elas testemunharem e aspirarem.
  3. Crianças mais velhas podem tornar-se devidamente autoconscientes e reflexivas sobre a cultura do seu ambiente, e também começar a formar uma perspectiva madura sobre a oração e o discernimento vocacional. Estes temas importantes devem ser parte da preparação para se receber o sacramento da Confirmação, o qual concede a graça para possibilitar o fiel discipulado na vida. (82)

A família e a paróquia dependem uma da outra

  1. A Ecclesia domestica, evidentemente, não pode existir sem a Ecclesia. A Igreja doméstica implica uma relação com a Igreja universal: “A família, para ser uma ‘pequena igreja’ precisa ser bem integrada com a ‘grande igreja’, isto é, com a família de Deus da qual Cristo veio.”83 A participação regular na missa de domingo com toda a Igreja é um sine qua non (o meio através do qual) para a igreja doméstica realizar seu nome. A Igreja universal é portadora e mestra da aliança de Deus com o seu povo, a mesma aliança que possibilita e sustenta a vida conjugal e familiar.
  2. O Papa Bento XVI falou sobre a paróquia como uma “família de famílias”, que é “capaz de compartilhar umas com as outras, não só os prazeres, mas também as inevitáveis dificuldades de iniciar a vida familiar.” (84) Com certeza, sacramentos, e frequentemente as obras corporais de misericórdia, podem ser prestativamente facilitadas pela paróquia. As crianças precisam ver os seus pais e outros adultos em suas vidas demonstrando solidariedade com os pobres e fazendo coisas que os beneficiem. Paróquias e dioceses podem ajudar a suscitar estas ocasiões.85 A igreja doméstica serve a paróquia e é servida pela paróquia.
  3. A paróquia, a diocese e outras instituições católicas como escolas, movimentos e associações são especialmente essenciais para as crianças que só têm o pai ou só a mãe. As crianças podem estar sem um ou ambos os pais por uma série de razões, incluindo morte e doença, divórcio, migração, guerra, álcool e dependência de drogas, violência doméstica, abuso, perseguição política, desemprego ou itinerantes condições de trabalho devido à pobreza.86 Infelizmente, às vezes, esposos e esposas, mães e pais separam-se, muitas vezes por razões que exigem a nossa compaixão. “O abalo emocional sofrido por crianças de pais separados, que de repente se encontram com um pai ou mãe solteira ou em uma família ‘nova’, representa um desafio para Bispos, catequistas, professores e todos que são responsáveis pelos jovens. […] Não é uma questão de substituir os seus pais, porém, de colaborar com eles”. (87)
  4. Para uma paróquia efetivamente ser “uma família de famílias” é necessário que haja ações concretas de hospitalidade e generosidade. São João Paulo II disse que “abrir as portas da própria casa e ainda mais do próprio coração” é uma maneira de imitar a Cristo.88 Prestar e receber ajuda são coisas íntimas. Ninguém, especialmente uma criança, pais que lutam com crises inesperadas, idosos em situação vulnerável, ou toda pessoa que estiver sofrendo, deveria ser solitário no seio da família da paróquia. Nada comparado com a amizade e o servir uns aos outros entre simples paroquianos durante a semana, prolongando a vida da Igreja para além das celebrações dominicais. O modo como os leigos se tratam entre eles vai determinar se uma paróquia está cumprindo a sua missão. Esta visão de vida paroquial deve ser ensinada e modelada pelo clero, talvez especialmente em paróquias grandes onde haja a tentação para o anonimato. Mas, ao final, vitalizar uma paróquia desta forma não pode ser de modo clericalizado. Esta é uma versão da vida da Igreja que requer leigos. São Paulo disse aos Gálatas que se “carregue os fardos pesados uns dos outros e” assim ”cumpram a lei de Cristo” (Gl 6, 2). Assim, por conseguinte, se não carregamos os fardos uns dos outros, se deixamos famílias vulneráveis e pessoas solitárias por conta própria ao abandono, então não realizamos o que somos capazes de realizar. Se os nossos estilos de vida não estiverem baseados em comunhão e serviço, então não poderemos amadurecer. Fomos feitos uns para os outros, e viver como se isto não fosse verdade é uma tristeza, uma falta de realização da lei vivificante de Cristo.
  5. A hospitalidade para com as crianças solitárias naturalmente levantará a questão da adoção. João Paulo II, falando para uma assembléia de famílias adotivas, disse:

Adotar uma criança é uma grande obra de amor. Quando ela se realiza, dá-se muito, mas também se recebe muito. É uma verdadeira troca de bens. O nosso tempo conhece, infelizmente, também neste âmbito, não poucas contradições. Perante muitas crianças que, pela morte ou a inabilidade dos pais, ficam sem família, há muitos casais que decidem viver sem filhos por motivos não raro egoístas. Outros se deixam desencorajar por dificuldades econômicas, sociais ou burocráticas. Outros ainda, desejosos de ter um filho “próprio” custe o que custar, vão muito além da legítima ajuda que a ciência médica pode assegurar à procriação, utilizando práticas moralmente repreensíveis. Diante dessas tendências, é preciso reafirmar que as indicações da lei moral não se resolvem com princípios abstratos, mas tutelam o verdadeiro bem do homem, e neste caso o bem da criança, em relação dos interesses aos próprios pais. (89)

João Paulo II esperava que “famílias cristãs fossem capazes de mostrar maior disposição para adotar e criar crianças que têm perdidos os seus pais ou sido abandonados por eles.” (90) Ele tinha esta esperança porque o amor que anima um casamento cristão é a aliança de Deus, um amor que é eternamente hospitaleiro e pleno de vida.

  1. A intimidade sexual entre homens e mulheres aumenta a possibilidade de se ter filhos. Nenhum outro relacionamento leva a esta possibilidade básica, orgânica e biológica. O casamento entre um homem e uma mulher traz este potencial da fecundidade para um contexto espiritual. Ser pais é uma vocação espiritual, porque em última instância significa preparar os nossos filhos para serem santos. Esta ousada ambição implica humildes mas importantes práticas no lar, como a oração e o cultivo de uma disposição espiritual. Isso requer que pais tenham discernimento sobre como uma família se insere na ampla cultura. Conduzir as crianças para o Senhor significa que a igreja doméstica precisa de se integrar tanto com a paróquia como com o resto da Igreja universal. Os desafios da vida familiar exigem apoio. Nenhuma família consegue se desenvolver por sua própria conta. Para prosperar, as famílias precisam das suas paróquias, e as suas paróquias precisam delas. Os leigos são necessários para criar e servir nesses ministérios.

Questões para Partilha:

  1. a) Como o casamento entre um homem e uma mulher se difere de outras amizades íntimas?

  2. b) Você nunca orou com uma criança? Que tal ler a Bíblia com uma criança ou discutir outros aspectos da fé? Se você mesmo não é pai, há crianças na sua vida que poderiam precisar de um amigo ou um mentor?
  3. c) Quais são os hábitos de discernimento? Qual vocação você gostaria de ter?
  4. d) O que é uma igreja doméstica? Como a paróquia serve a família e como a família serve a paróquia? Como a família e a paróquia podem “cumprir a lei de Cristo” como descrito em Gálatas 6, 2?


Fonte em PDF: http://www.worldmeeting2015.org/

Observações Notas Finais do texto:

61. CDC, 1056-1057. 62. CDC, 1055. 63. GS, 47. 64. Santo Agostinho, De Bono Conjugali 32; De Genesi ad Litteram 9.7.12; De nuptiis et concupiscentia, 1.10.11, 17.19, e 21.23. 65. HV, 10. 66. CIgC, 1652-1653, citando GS 48 e 50. 67. Kerri Lanartowick, “‘Hand on the faith,’ Pope instructs parents at baptism,” Catholic News Agency, 12 January 2014. 68. Dt 6, 4-7. Com grifo nosso 69. FC, 14. 70. Vaticano II, Constituição dogmática Lumen gentium (LG) (1964), 11. 71. Santo Agostinho, The City of God Against the Pagans (Cambridge, Cambridge University Press, 1998), p. 667, §15.16. 72. LG, 11 e CIgC, 1655-1658. 73. Papa Paulo VI, Encíclica Populorum progressio (PP) (1967), 15. 74. HV, 10. 75. Papa Francisco, Discurso “Encontro com os jovens da Região da Úmbria” Assis (4 de outubro de 2013). 76. Cf. Mt 6, 10; 7, 21; 12, 50 e 21, 31. 77. Santa Teresa de Lisieux, Autobiografia de Santa Teresa de Lisieux: história de uma Alma – The Autobiography of Saint Therese of Lisieux: The Story of a Soul, tradução. John Beevers (Doubleday, 2001), 9. 78. GS, 38. 79. Papa Francisco, Discurso “´Encontro com o clero, os consagrados e os membros dos conselhos pastorais diocesanos” Assis, (04 de outubro de 2013). 80. CIgC, 1656. 81. Cf. Jn 15, 19 e Rm 12, 2. 82. Cf. CIgC 1303 e 1308. 83. Papa Francisco, Discurso “Famílias ensinam o sentido da vida” (04 de outubro de 2010). 84. Papa Bento, Discurso “Faça da paróquia uma família de famílias”. Paróquia de São Corbiano-Roma (21 de março 2011). 85. Cf. FC, 44. 86. Cf. FC, 71 e 77. 87. Pontifício Conselho para a Família, Enchiridion da Família (2004), 1303-1304. O amor é a nossa missão (Portuguese).indd 123 1/6/15 10:37 AM O AMOR É A NOSSA MISSÃO 124 88. Cf. FC, 44. 89. Papa Jõao Paulo II, Discurso “´Encontro das famílias adotivas organizado pelas Missionárias da Caridade” (5 de setembro de 2000). 90. FC, 41.


Encontro de Casais com Cristo_ECC Semana_da_Familia
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

Dois que se tornam Um. – SNF – 2015.


– IV tema da Semana Nacional da Família – 2015.



http://www.aascj.org.br/home/2011/02/16/catolico-pode-casar-com-protestante/

O Sacramento do Matrimônio – Uma só Carne



Não fomos feitos para ficar sozinhos. Os seres humanos precisam uns dos outros e se complementam. A amizade e a comunidade satisfazem aquele anseio por laços de interesse comum e amor. O matrimônio é uma forma íntima e singular de amizade que convida um homem e uma mulher a amar um ao outro aos moldes da Aliança Divina. O matrimônio é um sacramento. O amor matrimonial é frutífero e ofertado sem reservas. Este amor está abarcado na imagem de fidelidade de Jesus à Igreja.

Virtude, amor e bondade nos ajudarão a cumprir a missão

  1. O texto da 1Cor 13, 4-7 é uma escolha muito popular nos matrimônios cristãos: “O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo.”
  2. O texto é belo. Tendo sido criados à imagem de Deus, amar dessa maneira está de acordo com nossa verdadeira natureza humana. No entanto, amar assim nunca é fácil. Requer humildade e paciência. Como disse recentemente o Papa Francisco: “A fé não é um refúgio para gente sem coragem”.(48) O amor conjugal deve ser construído sobre algo mais que romance. O romance é maravilhoso, mas, sozinho, não sobrevive às preocupações e desafios que, inevitavelmente, afligem todo casal. Para ser o que somos – para amar como fomos criados para amar certas virtudes são necessárias. Devemos estar abertos para essas virtudes, cultivá-las para cumprir nossa missão.
  3. A “Teologia do Corpo” de São João Paulo II fala de uma espécie de “liberdade interior” e de “autodomínio” que os cônjuges precisam para se tornarem, verdadeiramente, um dom para o outro.49 Uma pessoa muitíssimo atada a esperanças românticas, sem o fermento da liberdade interior e a capacidade de autossacrifício, perderá flexibilidade. Para viver a sacramentalidade do casamento e seguir a trilha das promessas divinas, maridos e mulheres necessitam da capacidade de transcender o ressentimento, de deixar de lado os direitos e precisam dar um passo rumo à generosidade. Sem essa liberdade e força interiores, problemas sérios seguramente surgirão, pois a vida coloca maridos e mulheres em situações que não são nada românticas.
  4. Nenhum casamento baseado na mera atração sexual perdura. Parceiros eróticos, concentrados principalmente em se possuírem, não têm a habilidade interior para retroceder e dar espaço à autocrítica, à reconciliação e ao crescimento. A promessa conjugal de amar incondicionalmente, como Deus, ajuda a criar e proteger esse espaço vital. O compromisso sacramental de levar a cabo a obra do amor, mesmo quando é difícil amar, é um ingrediente essencial da aliança de Deus.

Amor verdadeiro gera compromisso

  1. Nenhum ser mortal pode satisfazer todos os desejos. A verdadeira unidade conjugal está baseada na aliança de Deus, uma promessa que acolhe bem o desejo erótico, mas que, de modo cada vez mais profundo, compromete homem e mulher, um com o outro na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza. O matrimônio cristão não é um teste romântico ou um arranjo condicional “até nova ordem”. (50) O assim chamado casamento “à experiência”, como tentativa de viver de modo íntimo, mas hipoteticamente testar o relacionamento e prosseguir enquanto o romance estiver fluindo, é uma contradição em si. (51) O Papa Francisco, recentemente, apresentou a seguinte idéia em um pronunciamento público:
  • “Mas vós sabeis que o matrimônio é para a vida inteira?” “Ah, nós amamo-nos muito, mas… permaneceremos juntos enquanto o amor durar. Quando terminar, cada qual toma o seu rumo”. É o egoísmo: quando eu não sinto, interrompo o matrimônio e esqueço aquela “uma só carne” que não se pode dividir. É arriscado casar: é arriscado! É aquele egoísmo que nos ameaça, porque dentro de nós todos temos a possibilidade de uma dupla personalidade: aquela que diz: “Eu, livre, eu quero isto…”, e a outra que diz: “Eu, me, mim, comigo, para mim…” Sempre o egoísmo, que volta e não sabe abrir-se ao próximo. (52)
  1. Em resposta à gama de possíveis preocupações e medos, a Igreja indica Jesus, oferece os sacramentos e o apoio de seus próprios membros em mútuo companheirismo, confiante que para todos os desafios, o modo cristão de amar é possível e revelará nossas verdadeiras identidades. A Igreja promete a seus filhos e filhas que o Matrimônio é um sacramento, que o enlace e a prática do casamento católico tornam real, presente e eficaz a graça que o sustenta. Em resposta às nossas ansiedades, a Igreja insiste que prometer amar à maneira da aliança não é algo hipotético para santos idealizados como perfeitos, mas para um compromisso possível para os pecadores de hoje que estão no caminho. Como o Papa Francisco afirma: “No sacramento do Matrimônio há um desígnio deveras maravilhoso! E realiza-se na simplicidade e até na fragilidade da condição humana. Bem sabemos quantas dificuldades e provas enfrenta a vida de dois esposos… O importante é manter viva a união com Deus, que está na base do vínculo conjugal.” (53)
  2. Amar as pessoas desta forma não é algo a ser adiado, dizendo-se que se tentará quando se tiver organizado determinadas questões prá- ticas. As questões práticas da vida são abordadas de forma adequada somente quando amamos desta forma. Amar nesses moldes não é um ideal ou um horizonte inalcançável, ao contrário, amar assim é algo que se escolhe no dia a dia; inicia-se no aqui e no agora, em meio às pressões diárias. Em outra ocasião, ensinou-nos o Papa Francisco:
  • O matrimônio é também um trabalho para realizar em cada dia, poderia dizer um trabalho artesanal, uma obra de ourivesaria, uma vez que o marido tem a tarefa de fazer com que a sua esposa seja mais mulher, e a esposa tem o dever de fazer com que o marido seja mais homem. É preciso crescer também em humanidade, como homem e como mulher. É isto que deveis fazer entre vós. E isto chama-se crescer juntos. Isto não provém do ar! É o Senhor que o abençoa, mas deriva das vossas mãos, das vossas atitudes, do vosso estilo de vida, do modo como vos amais um ao outro. Deveis fazer-vos crescer um ao outro! Fazer com que o outro prospere sempre. (54)

O Papa Francisco reconhece que muitas pessoas podem ter receio desse desafio, que as pessoas podem até evitar o matrimônio em função do ceticismo ou do medo:

  • Hoje em dia, muitas pessoas têm medo de fazer escolhas definitivas. […] Parece impossível fazer escolhas para a vida inteira. […] E esta mentalidade leva muitas pessoas que se preparam para o matrimônio a afirmar: “permaneçamos juntos, enquanto o amor durar”; e depois? Muitas saudações e até à vista! E assim termina o matrimônio. Mas o que entendemos por “amor”? Apenas um sentimento, uma condição psicofísica? Sem dúvida, se for assim, não será possível construir sobre ele algo de sólido. Ao contrário, se o amor for uma relação, então será uma realidade que cresce, e como exemplo até podemos dizer que se constrói como uma casa. E a casa construísse juntos, não sozinhos! […] E não desejais alicerçá-la sobre a areia dos sentimentos que vão e voltam, mas sobre a rocha do amor autêntico, do amor que provém de Deus. […] Por favor, não devemos deixar-nos dominar pela “cultura do provisório”! Esta cultura que hoje invade todos nós, esta cultura do provisório. Não pode ser assim! Portanto, como se cura este medo do “para sempre”? Cura-se dia após dia, confiando-se ao Senhor Jesus numa vida que se torna um caminho espiritual quotidiano, feito de passos, de pequenos passos, de passos de crescimento comum […] (55)

Bons casamentos são construídos sobre as virtudes, em especial a misericórdia e a castidade

  1. Aqueles que desejam construir seu matrimônio sobre a rocha haverão de cultivar determinadas virtudes. O Catecismo da Igreja Católica afirma que no sacramento do Matrimônio, Cristo habita com o casal e lhe ajuda a carregar sua cruz, “levantar-se depois da queda, perdoar-se mutuamente, carregar o fardo uns dos outros”.56 O Papa Francisco faz uma correlação de forma sucinta quando afirma que a vida em comum é uma arte que pode ser resumida em três palavras: por favor, obrigado e desculpa. (57) Aprender a utilizar essas expressões pode ser difícil, mas, por outro lado, os casamentos podem se tornar muito penosos, de forma súbita, na falta delas.
  2. Todas as virtudes cardeais (prudência, temperança, justiça, fortaleza) juntamente com as virtudes teologais (fé, esperança e amor) são importantíssimas e relevantes para que o matrimônio floresça. A semente em particular que provê o crescimento do matrimônio é a castidade. Precisamos da prática da liberdade interior para treinarmos nossos corações para o matrimônio; a práxis de percebermos nossa sexualidade no contexto da comunhão e da santidade individual um do outro. A castidade forma o bom hábito da abnegação e do autocontrole, que são pré-requisitos para tratar os outros com misericórdia.
  3. A verdadeira união matrimonial jaz também na misericórdia, uma virtude que aprendemos de Jesus e observamos por toda a Aliança de Deus. Rezamos na liturgia: “Senhor, tende piedade”, e o Senhor nos concede sua misericórdia de modo que possamos ser misericordiosos.
  4. A misericórdia cresce à medida que amamos como Cristo nos ensinou. A “graça do matrimônio cristão é um fruto da Cruz de Cristo, fonte de toda a vida cristã”. (58) Os católicos creem que “é o próprio Cristo quem age” em cada um dos sete sacramentos, e que o Espírito Santo é como um fogo atuando, “transformando em vida divina” tudo o que alcança. (59) No sacramento do Matrimônio, a aliança divina torna-se visível, a graça da aliança é comunicada e compartilhada.60 Neste sacramento, a aliança de Deus adentra nossos lares e torna-se o alicerce de nossas famílias.
  5. O matrimônio cristão é uma questão de mútua oferta. É certo que há alternativas e outros modelos de “matrimônio” oferecidos à sociedade como um todo. Contudo à medida que o “matrimônio” torna-se uma espécie de premiação concedida a si mesmo e ao parceiro somente após uma longa seqüência de experiências eróticas, ou quando este se situa no simples nível do contrato, ou seja, uma divisão de direitos entre indivíduos que procuram proteger sua autonomia, estamos semeando, desta forma, as sementes do desapontamento e do conflito. O eros se esvai e declina. E uma situação de litígio por direitos não é terreno fértil para a misericórdia.
  6. Ao longo dos séculos, os seres humanos se casaram por inúmeras razões, algumas enobrecedoras e outras apenas pragmáticas. No matrimônio sacramental, a Igreja nos oferece abrigo, graça e um ensinamento diário sobre a natureza de Deus. Os compromissos matrimoniais no seio da Igreja convocam constantemente o esposo e a esposa a alcançar o melhor de suas naturezas e ainda situam o casamento num âmbito de relação aos outros sacramentos, em especial a Reconciliação e a Eucaristia. Esta economia sacramental pressupõe a reconciliação e a fidelidade como alicerces da vida conjugal, e, ao realizar isso, fomenta e protege a verdadeira comunhão entre os dois sexos. Para as pessoas nesta época pós-moderna, incertas no que e em quem podem confiar, tal empreendimento parece arriscado. Porém, a Igreja, que conhece o coração humano melhor do que nós mesmos, sabe também quem é Jesus: o Senhor digno de confiança. Sua forma de amar é indubitavelmente a única.
  7. Jesus cria uma nova possibilidade para nós, uma nova visão do casamento fundamentada em sua aliança com a Igreja, uma vida conjugal alicerçada na solidez, na castidade e na misericórdia. Pode-se perceber como o matrimônio sacramental integra-se com a inteireza da vida cristã, pois o cultivar das virtudes do amor, da liberdade interior, da fidelidade, da misericórdia e do perdão é um projeto para toda a vida que se constrói sobre o hábito da oração, participação nos sacramentos e familiaridade com a história da Aliança divina. O Senhor sabe que nem todos os casamentos demonstram todas as virtudes a todo tempo, entretanto em sua misericórdia, Ele nos oferece a Penitência e a Eucaristia de modo que possamos crescer em nossa capacidade de amar como Jesus ama. Orientar nossas vidas a este modo requer de nós sacrifício, contudo, no final das contas, como é bela esta vida. Jesus é o caminho para a verdade e a alegria.

Questões para partilha

  1. a) Qual é a espiritualidade católica do matrimônio? O que as famílias podem fazer para celebrar e proteger o matrimônio cristão?
  2. b) Sendo o matrimônio um sacramento, quais as implicações para o namoro? Quais qualidades deveríamos buscar em um possível futuro cônjuge?
  3. c) Como se relacionam os sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia com o sacramento do Matrimônio?
  4. d) No Pai-Nosso, dizemos “perdoai-nos a nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Você considera isso fácil ou difícil de realizar? Como o perdão possibilita as relações?


Fonte em PDF: http://www.worldmeeting2015.org/

Observações Notas Finais do texto:

48. LF, 53 49. Cf. TdC (16 de Janeiro, 1980). 50. CIgC, 1646. 51. Cf. CIgC, 2391. 52. Papa Francisco, Mensagem, “Encontro com os Jovens da Região da Úmbria”, Assis (4 de outubro de 2013). 53. Papa Francisco, Audiência Geral, “Matrimônio: o coração do plano de amor de Deus para a humanidade ” (2 de abril de 2014). 54. Papa Francisco, Discurso aos noivos que se preparam para o matrimônio, Cidade do Vaticano (14 de fevereiro, 2014). 55. Papa Francisco, Discurso aos noivos que se preparam para o matrimônio, Cidade do Vaticano (14 de fevereiro, 2014). 56. CIgC, 1642. 57. Papa Francisco, Discurso aos noivos que se preparam para o matrimônio, Cidade do Vaticano (14 de fevereiro, 2014). 58. CIgC, 1615. 59. Cf. CIgC, 1127. 60. CIgC, 1617.


Encontro de Casais com Cristo_ECC Semana_da_Familia
Estatuto_destruição_da_Familia Familia_projeto_de_Deus Espiritualidade_Cristã_familia

O significado da sexualidade humana – SNF – 2015.


– III tema da Semana Nacional da Família – 2015.



Masculino_ou_Feminino_genero_não



O mundo tangível, terreno, corpóreo é mais do que matéria inerte ou maleável ao arbítrio humano. A criação é sagrada. Tem um significado sacramental. Reflete a glória de Deus. Inclui nosso corpo. Nossa sexualidade tem a capacidade de procriar e partilhar da dignidade de ser criada à imagem de Deus. Precisamos viver de acordo com isso.

O mundo físico da natureza está cheio de bondade espiritual

37. A fé católica sempre foi uma religião vigorosamente “física”. A Bíblia começa com um jardim e termina com um banquete. (33) Deus criou o mundo e disse que era bom e ingressou na história. Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnou-se e tornou-se um de nós. Nos sacramentos, coisas materiais são consagradas e transformadas em sinais visíveis da graça. Os costumeiros pão e vinho, água, óleo e o toque das mãos humanas são modos tangíveis pelos quais a presença de Deus se torna efetiva e real.

38. Acreditamos nas obras materiais da caridade. Quando alimentamos os famintos, damos de beber a quem tem sede, vestimos o que está nu, abrigamos os estrangeiros, assistimos aos doentes, visitamos os encarcerados ou enterramos os mortos, verdadeiramente, servimos a Jesus (cf. Mt 25, 3540). Confiamos na bondade da criação de Deus (cf. Gn 1, 431). Essa confiança permeia a imaginação católica. Torna-se visível em nossa arte e arquitetura, na cadência das festas e jejuns do calendário litúrgico, na piedade popular e nos sacramentais.

A sexualidade masculina e feminina participa do propósito espiritual

39. A criação material tem um significado espiritual com consequências para o modo como vivemos como homem e mulher. Nossa sexualidade tem um propósito. Nossos corpos não são meros invólucros para a alma ou máquinas sensórias para o cérebro. Não são matéria-prima que possamos maltratar ou reprogramar à vontade. Para os cristãos, corpo e espírito estão profundamente integrados. Cada ser humano é uma unidade de corpo e alma. Santa Hildegarda de Bingen escreveu que “O corpo é, na verdade, o templo da alma, cooperando com a alma por meio dos sentidos como a roda de moinho é movida pela água.” (34) O corpo tem uma dignidade inerente como parte da criação de Deus. É parte íntima de nossa identidade e destino eterno. Os dois sexos, literalmente, encarnam o desígnio divino de interdependência humana, de comunidade e de abertura à nova vida. Não podemos degradar ou maltratar o corpo sem infligir um custo ao espírito.

40. Por certo, nem sempre amamos como deveríamos. O sexo é um fator extremamente poderoso nos assuntos humanos – tanto para o bem quanto para o mal. Assim, a sexualidade usada de maneira incorreta ou desordenada sempre foi uma grande fonte de confusão e pecado. Desejo sexual e auto-compreensão podem ser complexos, mas não são auto-interpretáveis. Nossa identidade é revelada em Jesus e no plano de Deus para nossas vidas, não em autoafirmações decaídas.

41. O casamento existe porque a procriação e a comunhão, a biologia e a promessa divina, o natural e o sobrenatural, juntos, fundamentam o que é ser “humano”. O matrimônio existe porque descobrimos e aceitamos, e não porque inventamos ou renegociamos a vocação para a oferta de si mesmo que é algo intrínseco a ser criado, na aliança, homem e mulher. O matrimônio é uma criação de Deus, porque somos criaturas de Deus, e porque Deus criou homem e mulher para comungar com ele de sua aliança.

42. Nossa origem, com dois sexos diferentes e complementares, e a vocação ao amor, à comunhão e à vida (35) são um único e mesmo momento. Nas palavras do papa Francisco: “Esta é a história do amor, a história da obra-prima da criação.” (36)

43. Essa vocação ao amor, à comunhão e à vida, envolve todo o ser do homem e da mulher, corpo e alma. A pessoa humana é, simultaneamente, um ser físico e espiritual. (37) O corpo, de certo modo, revela a pessoa. (38) Consequentemente, a sexualidade humana nunca é simplesmente funcional. A diferença sexual, visível no corpo, favorece diretamente o caráter esponsal do corpo e a capacidade de amar da pessoa. (39) No centro desse chamado a amar, está o chamado de Deus: “Sede fecundos e multiplicai-vos” (Gn 1, 28). A união esponsal dos cônjuges por intermédio do corpo também é, portanto, pela própria natureza, um chamado para viver como pai e mãe. (40)

44. Por justo motivo percebemos júbilo nas palavras de Adão à primeira visão de Eva: “Desta vez sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!” (Gn 2, 23). O Catecismo da Igreja Católica observa que desde o início: “O homem descobre a mulher como um outro ‘eu’, da mesma humanidade”. (41) Homem e mulher partilham de idêntica dignidade que provém de Deus, o Criador. No plano de Deus, semelhança e alteridade de homem e mulher coincidem na complementaridade sexual como masculino e feminino. Criados juntos (cf. Gn 1, 2627), homem e mulher são destinados um para o outro. (42) A diferença sexual é uma advertência primordial de que somos feitos para doarmo-nos aos outros guiados pela virtude e pelo amor de Deus.

45. São João Paulo II muitas vezes falou sobre “o significado nupcial ou esponsal do corpo”. (43) Fez ressoar o ensinamento do Concílio Vaticano II que a “união [entre homem e mulher] constitui a primeira forma de comunhão entre pessoas”.(44)  A diferença sexual, todavia, marca todos os relacionamentos, mesmo para os que ainda não são casados, já que ingressamos na vida como filho ou filha. Somos chamados a ser irmão ou irmã, não só para a nossa família, mas também para com os mais necessitados, para as comunidades e para a Igreja. Nossa identidade como homens e mulheres está na base de nossa vocação à paternidade ou à maternidade, natural ou espiritual. Dessa maneira, a diferença sexual tem importância universal.

46. Por ser um componente central de nossa identidade, a sexualidade não pode ser isolada do significado da pessoa humana. O sexo nunca é, simplesmente, um impulso físico ou emocional. Sempre encerra algo mais. O desejo sexual mostra que nunca somos autossuficientes. Almejamos uma amizade íntima com outrem. A relação sexual, não importa quão fortuita, nunca é apenas um ato biológico. De fato, a intimidade sexual é sempre, em certo sentido, conjugal, porque cria um laço humano, pouco importando o quanto seja intencional. Um ato conjugal propriamente ordenado nunca é simplesmente um ato erótico autônomo, voltado para si mesmo. Nossa sexualidade é pessoal e íntima, mas sempre tem uma dimensão e consequência sociais. Um matrimônio sacramental nunca é um bem privado, mas algo descoberto na relação com a aliança maior com Deus.

Temos uma ética sexual porque o sexo tem um significado espiritual

47. Duas vocações diferentes fazem justiça à convocação de ser homem e de ser mulher no plano de Deus: matrimônio e celibato. Ambas as disciplinas convergem na premissa comum de que a intimidade sexual entre homem e mulher é parte e desabrocha no contexto de uma aliança. O celibato é o caminho pelo qual as pessoas não casadas confirmam a verdade e a beleza do matrimônio. Ambos, celibato e matrimônio, se abstêm de ter relações sexuais que usem outras pessoas de modo condicional ou temporário. A autêntica abstinência do celibato, certamente, não é o desdém pelo sexo, mas, ao contrário, significa honrar o sexo por insistir que a intimidade sexual serve à promessa divina e é servida por esta. Ao viver à luz dessa aliança, os casais unidos em matrimônio e os celibatários oferecem, igualmente, a sexualidade à comunidade, para a criação de uma sociedade que não tem por base a concupiscência e a exploração.

48. Os três capítulos a seguir abordarão, em detalhes, o matrimônio (capítulos 4 e 5) e o celibato (capítulo 6). Ambas as modalidades, no entanto, estão baseadas no mandamento divino para viver a masculinidade e a feminilidade de modo generoso, fazendo dom de si. Esses dois estados de vida voltam o olhar para a promessa divina e experimentam, no fato da criação como homem e mulher, uma ocasião de alegria. A disciplina que se impõe ao amor – a disciplina dos que observam a aliança – às vezes é sentida como um fardo; todavia, essa disciplina honra e revela, precisamente, o verdadeiro significado do amor criado à imagem de Deus.

49. Nossa criação como homem e mulher à imagem de Deus é o motivo pelo qual todos somos chamados à virtude da castidade. A castidade é expressa de maneiras diferentes, caso sejamos casados ou não. Entretanto, para todos, a castidade encerra a recusa a utilizar o próprio corpo ou o corpo de outrem como objetos de consumo. A castidade é o hábito, sejamos casados ou não, de viver nossa sexualidade com dignidade e graças à luz dos mandamentos de Deus. Concupiscência é o oposto de castidade. A concupiscência inclui olhar para o próximo de modo utilitário, como se o corpo do outro existisse simplesmente para satisfazer um apetite. A verdadeira castidade “não despreza o corpo”, mas o vê nas dimensões plenas da pessoa. (45) A castidade é um grande “sim” à verdade da humanidade criada à imagem de Deus e chamada para viver na aliança.

50. Compreendida dessa maneira, a castidade é o que todos são chamados a praticar: “Todo o batizado é chamado à castidade. […] As pessoas casadas são chamadas a viver a castidade conjugal; as outras praticam a castidade na continência.” (46) O amor matrimonial casto situa o eros no contexto do amor, do cuidado, da fidelidade e da abertura aos filhos. O celibato casto, pela continência, afirma que a intimidade sexual pertence ao contexto do amor, do cuidado e da fidelidade.

51. As raízes desse ensinamento cristão são antigas. Como escreveu Santo Ambrósio, no Século IV: “Existem três formas da virtude da castidade: uma, das esposas: outra, das viúvas; a terceira, da virgindade. Não louvamos uma com exclusão das outras. […] É nisso que a disciplina da Igreja é rica.” (47)

52. Saber como viver esse ensinamento concretamente, seja no matrimônio ou no celibato e nas circunstâncias difíceis dos dias de hoje, é a tarefa que nos servirá de guia na continuidade desta catequese.

53. Deus criou todo o mundo material por amor a nós. Tudo o que podemos ver e tocar, até mesmo nossos corpos femininos e masculinos, foi criado para a aliança com Deus. Nem sempre amamos como deveríamos, mas o amor exemplar de Deus nos protege e nos faz retornar às nossas devidas naturezas. Matrimônio e celibato são dois modos de estar juntos como homem e mulher à luz das promessas de Deus e, por isso, tanto o matrimônio quanto o celibato são considerados modos de vida castos.

Questões para partilha

  • Por que os católicos apreciam e valorizam tanto o mundo físico, tangível? Pense em alguma coisa bela, como a natureza, os corpos, a comida ou a arte – por que essas coisas são tão importantes na tradição católica?
  • Qual é o propósito da criação? O mundo físico é um livro em branco que somos livres para reger e explorar conforme nossos próprios desejos?
  • Descanso, comida, prazer e beleza são atraentes. Mas, às vezes, temos desejos e apetites profundos além daquilo que é bom para nós. Como sabermos quando um desejo é legítimo e bom? Como podemos cuidar e desfrutar da criação e de nosso corpo na vida diária?
  • Por que você acha que a prática católica inclui, tradicionalmente, festas e jejuns? Celibato e matrimônio?

Fonte em PDF: http://www.worldmeeting2015.org/

Observações Notas Finais do texto:

(33). Cf. CIgC, 1602. 34. Santa Hildegard de Bingen, Explanatio Symboli Sancti Athanasii in Patrologia Latina 197, 1073. Cf. 1Cor 6, 19. 35. CIgC, 2331 e FC, 11. 36. Papa Francisco, Homilia, “The Pope’s Mass at Santa Marta – When a love fails,” L’Osservatore Romano, (28 February 2014). 37. Cf. CIgC, 362. 38. Cf. Papa João Paulo II, Audiências das Quartas-feiras, Teologia do corpo (TdC) (9 de Janeiro, 1980). 39. Cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta sobre a Colaboração entre homens e mulheres , (2004), 8. 40. Cf. Papa Paul VI, Encíclica Humanae vitae (HV) (1968), 12. 41. CIgC, 371. 42. Cf. CIgC, 371. 43. Cf. TdC (2 de Janeiro, 1980). 44. GS, 12. 45. Cf. Karol Wojtyla, Love and Responsibility (Amor e Responsabilidade) (Ignatius Press, 1993), 171. 46. Cf. CIgC, 2348 e 2349. 47. CIgC, 2349.


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Dom de Milagres.

 Dons Carismáticos Extraordinários – SVE II.

Dom de Milagres


“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes MILAGRES acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.”

 (São Marcos 16, 15 a 18)


 
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Jesus Jesus


RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA – BRASIL

SECRETARIA PAULO APÓSTOLO

Módulo Básico – Apostila 02 – 2ª Edição

Carisma dos Milagres


  • De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações.  

  • (Atos dos Apóstolos 2, 43)  e   (Atos dos Apóstolos 4, 30)
  • Estendei a vossa mão para que se realizem curas, milagres e prodígios pelo nome de Jesus, vosso santo servo! 


1. Introdução

O dom de milagres sempre esteve presente na história da salvação, desde o Antigo Testamento, provando a presença viva de Deus junto ao seu povo eleito. Muitos milagres foram operados através dos patriarcas (cf. Ex 7, 8-13), dos profetas (cf. 1Rs 17, 7ss; 1Rs 18, 20ss; 2Rs 2, 19ss) e outros tantos narrados na Bíblia.

Os milagres atestavam a divindade do Deus da Aliança, sua predileção por seu povo escolhido, sua assistência divina, seu poder glorioso. Eram sinais e prodígios que confirmavam a fé do povo no único Deus verdadeiro.

2. Conceito

O dom de milagres pode ser definido como uma ação do poder de Deus intervindo extraordinariamente em determinada situação. Algumas curas são milagres, mas esse dom não se limita à ação de Deus na restauração da saúde. Quando acontece uma cura instantânea, é milagre porque o fator intervenção de Deus é óbvio a ponto de não ser refutado.

Em alguns casos, a ação de Deus é súbita e extraordinária. “O milagre é um acontecimento ou evento sobrenatural, ou a execução de algo que seja contrário às leis da natureza; é um fenômeno sobrenatural, que desafia a razão e transcende as leis naturais; este dom é simplesmente a habilidade dada por Deus de cooperar-se com Ele, enquanto Ele executa os milagres através de um ato cooperativo com os homens”.

Todo milagre cristão autêntico aponta para a cruz e a ressurreição, começando com o milagre inicial da salvação e continuando através de todos os grandes e pequenos milagres subsequentes.

Os milagres são intervenções diretas de Deus na natureza do homem ou na ordem da criação. Os milagres provam o poder de Deus agindo na vida dos homens, levando-os a uma fé sempre mais crescente.

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3. Jesus e os milagres

Os evangelistas usam três termos ao referirem à intervenção de Deus: falam de fatos miraculosos, de demonstração de força e de sinais; geralmente, a palavra “milagre” vem acompanhada de um ou outro termo (revelando ser o milagre uma manifestação de força divina e sinal da ação de Deus). O que mais se realça nos milagres de Jesus é seu caráter extraordinário: cura instantânea de doenças incuráveis, ressurreição dos mortos, multiplicação dos pães, o que faz o povo se maravilhar. O escopo evangélico é o de ressaltar a manifestação da força e o caráter sinal. Este é o sentido dos milagres de Jesus: abrir os olhos sobre o mistério de sua Pessoa!

As curas e milagres estavam profundamente relacionados com a Pessoa Divina de Jesus, para a abertura da fé e confirmação de sua união com o Pai (cf. Jo 6, 28-29; 11, 40-42; 14, 11 ); estavam relacionados com o poder que Ele tinha como Filho de Deus (cf. Mc 2, 10; At 10, 38) e estreitamente ligados, combinados com a evangelização que proclamava. Evidenciava-se, assim, sua divindade de Messias, de Ungido do Pai pelo Espírito Santo (cf. Lc 4, 14; 10, 21).

Muitas vezes, apesar dos milagres e por causa da sua obstinação, os judeus não acreditavam em Jesus (cf. Mt 13, 58; Mc 6, 4-6; Jo 12, 37). Mas, freqüentemente, Jesus operava milagres, deixando-se levar pela compaixão diante do sofrimento humano (cf. Mt 9, 36; 14, 14; Mc 8, 2; Lc7, 13).

Os milagres eram também um meio do povo glorificar a Deus: ao ver a cura da mulher que vivia encurvada fazia dezoito anos (cf. Lc 13, 10ss), o povo foi levado ao entusiasmo; ao presenciar a cura de um cego em Jericó (cf. Lc 18, 35ss), o povo deu glória a Deus; diante da cura do paralítico em Cafarnaum (cf. Mt 9, 1ss), o povo glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens; ante o espetáculo dos mudos que falavam, dos aleijados que eram curados, dos coxos que andavam, dos cegos que viam (cf. Mt 15, 29-31), o povo glorificava o Deus de Israel.

Neste sentido, o milagre não apenas revelava a bondade de Deus e sua compaixão pelos homens ao curá-los, mas “efetuava também a salvação de Deus. É um ato de força, de poder, para repelir os adversários de Deus: uma irrupção do divino neste mundo, e ao mesmo tempo um sinal do mundo vindouro”. Sinalizava-se deste modo a presença salvífica de Deus em meio aos homens, e a implantação do seu Reino ( cf. Mc 6, 7; 7, 26; Lc 7, 22; 9, 1-6; Mt 12, 28; Lc 7, 18ss).

Os milagres de Jesus confirmavam à sua doutrina – é o que os Evangelhos afirmam em tantos relatos que trazem. A evangelização de Jesus era acompanhada de sinais prodigiosos, de milagres, confirmando sua eficácia, seu poder. O mesmo aconteceu com os apóstolos na Igreja Primitiva: “O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam” (Mc 16, 20).

4. A Igreja e os milagres

Jesus não guardou somente para si esse poder que Ele tem como Filho de Deu nem o restringiu somente à ação, aos seus gestos e ao tempo em que viveu no mundo. Jesus quis que a Igreja também fosse participante desse poder, para continuar a atrair para Ele os homens de todos os tempos. Assim, após a ressurreição, Ele deu aos apóstolos a mesma missão que teve: “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio” (Jo 20, 21); “Quem vos ouve, a mim ouve” (Lc, 10); “Quem vos recebe, a Mim recebe, e recebe Àquele que Me enviou” (Mt 10, 40).

Ao escolher os apóstolos, conferiu-lhes poder de expulsar os espíritos imundos e curar todo o mal e toda a enfermidade; de anunciar o Reino de Deus e de curar os doentes; de ressuscitar, de purificar os leprosos” (Mt 10, 1-8). E os apóstolos “partiram e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho fazendo curas por toda a parte” (Lc 9, 1-6).

O anúncio do Evangelho e os milagres acompanharam os apóstolos, mesmo depois da ascensão de Jesus ao Pai. Jesus lhes prometera o Espírito Santo, que lhes daria força” (cf. At l, 8), que os “revestiria da força do alto” (cf. Lc 24, 49), para que cumprissem plenamente a missão que Jesus lhes dera, de testemunhá-Lo ante os homens de todos os tempos e nações, “até os confins do mundo”.

A Igreja Primitiva entendeu que a fé em Jesus, tanto dos apóstolos quanto dos seus ouvintes, provocaria milagres como confirmação da ação de Jesus, pela força do Espírito Santo (cf. Gl 3, 5). É o que se pode ver, por exemplo, na cura do coxo junto à Porta Formosa do Templo ( cf. At 3, 1ss), realizada por Pedro e João.

No Concílio de Jerusalém, Barnabé e Paulo contaram à assembléia quantos milagres e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios (cf. At 15, 12). Deus “fazia milagres extraordinários por intermédio de Paulo, de modo que lenços e outros panos, que tinham tocado seu corpo, eram levados aos enfermos; e afastavam-se deles as doenças e retiravam-se os espíritos malignos” (cf. At 19, 11-12).

Assim como Jesus, ao fazer o milagre em Caná, “manifestou sua glória e os discípulos creram nEle” (cf. Jo 2, 11), a glória Deus continuaria sendo manifestada pelos “sinais miraculosos”, edificando e fazendo crescer a fé dos ouvintes.

Na comunidade cujos membros se deixam guiar pelo Espírito Santo (cf. Rm 8, 9.14; Gl 5, 16.25), os milagres se tornam presentes, pois são promessas de Jesus a toda sua Igreja: “Quem crê em mim, fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque eu vou para o Pai” (Jo 14, 12).

Cabe, pois, a cada cristão, abrir-se sempre mais a esse dom que é também necessário nos dias de hoje. Há, efetivamente, nos tempos atuais, um reflorescimento dos dons carismáticos na Igreja; o dom de milagres continua sendo necessário para o surgimento e fortalecimento da fé em Deus.

Assim, “os casos de curas e de milagres são de todos os tempos, e ninguém que tenha fé em Deus, duvida que Ele tenha operado as curas, os milagres que por meio de pessoas, quer diretamente, em resposta à oração de seus santos, da Igreja triunfante ou da Igreja militante”,

5. Conclusão

O dom de milagres estará sempre presente na Igreja, manifestando a santidade de Deus e sua ação no mundo, provando seu amor. Deus continuará agindo de forma extraordinária, como agiu no Antigo Testamento, no Novo Testamento com Jesus e sua Igreja.

Ele quer operar hoje, por meio de cada batizado. Sua vontade não mudou. E quando se reúnem pessoas para louvar a Deus e proclamar sua glória, não é de estranhar que milagres aconteçam realmente.

Jesus prometeu sua presença (cf. Mt 18, 20): “se dois de vós se reunirem sobre a terra, para pedir seja o que for, conseguí-lo-ão de meu Pai que está no céu” (Mt 18, 19). Onde está a Igreja reunida na fé, na esperança, no amor, no louvor, na ação de graças, Jesus se torna presente como Aquele sobre o qual coloca sua complacência (cf. Mt 3, 17)

Toda vez que se reúnem em nome do Senhor Jesus, “tendo por Ele acesso junto ao Pai, no mesmo Espírito” (Ef 2, 18), os milagres podem acorrer de forma natural, fortalecendo a fé de todos.

Assim é preciso acreditar mais e mais neste Dom de milagres no coração da Igreja. Por meio dele, pode-se de forma mais convincente publicar as “maravilhas de Deus” hoje e sempre. Amém!


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Segue em outro post o Dom da Fé:


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Assim, após a ressurreição, Ele deu aos apóstolos a mesma missão que teve:

“Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio”

Imagens e desenhos de árvores de Natal.



Imagens, desenhos, fotos e cartões em branco de árvores de Natal para montagens de Cartões de Natal, mensagens natalinas, layout’s de propaganda e anúncios com temas da época do Natal.


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Semeando a cultura de Pentecostes



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Como celebrar o Natal?


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Celebremos o Natal percebendo-o como um tempo de aprofundar, contemplar e assimilar o Mistério da Encarnação do Filho de Deus.

No dia 25 de dezembro celebramos a Festa do Natal, que nos recorda o nascimento de Jesus. Os dias que antecedem o 25 de dezembro são dias marcados por manifestações diversas e, através dos cartões, telefonemas, e-mail ou visitas, as pessoas expressam seus votos de Feliz Natal!

Nesses dias, de um lado, somos bombardeados pelas propagandas veiculadas na mídia (Rádio e TV), incitando a população a ir às compras, conseguindo assim criar um espírito consumista, lembrando que para muitos essa é uma época do ano oportuna para negócios.

O aspecto meramente comercial e econômico prevalece nas lojas de shopping nas grandes cidades e em todas as vitrines, com as mais variadas ofertas e possibilidades de compras.

E assim algumas pessoas vão celebrando os seus natais, enfatizando os aspectos exteriores e comerciais da festa, aproveitando da data para a exacerbação das vaidades e do esbanjamento.

Porém, há uma outra maneira de se celebrar o Natal, cuja preocupação é a de resgatar seu verdadeiro sentido. Aqui a Igreja exerce papel preponderante, passando pêlos meandros da liturgia.

E inegável que nós cristãos também acabamos entrando um pouco no esquema proposto pela sociedade consumista. O Natal no Brasil pouco difere de outros países: reúne-se a família, trocam-se presentes junto à árvore de natal, arma-se o presépio, acontece o amigo secreto, sentamo-nos ao redor da mesa para a ceia após a missa da noite do dia 24 de dezembro.


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Mas, no Brasil, por conta de tanta miséria, muitos brasileiros não sabem o que é natal, enquanto troca de presentes, comida e bebida.

Faz a diferença quem celebra o Natal colocando o espírito cristão, não se deixando enganar, mas celebrando verdadeiramente o Natal com a certeza de que no coração do Natal está Jesus. Celebremos o Natal, recordando o nascimento de Jesus, e “Jesus não é uma tradição anual, não é um mito, não é uma fábula. Jesus é parte verdadeira da nossa história humana.

O sentido teológico da vinda de Cristo não destrói por si só a moldura festiva e a poesia do natal, mas a redimensiona e a coloca em seu justo contexto:Jesus que nasce é a Palavra de Deus que se faz carne”(cf. Missal Dominical, pág. 80).

Celebremos o Natal percebendo-o como um tempo de aprofundar, contemplar e assimilar o Mistério da Encarnação do Filho de Deus; como tempo de reconciliação, quando devemos afastar de nós o ódio, o rancor, o ressentimento e a inveja; tempo de recuperar os princípios da vida cristã, refletindo o verdadeiro significado do natal, sempre muito evocado, porém pouco meditado; tempo de compreender que Deus armou sua tenda entre nós; o céu desceu à terra. Por amor do Pai fomos contemplados com o maior presente: Jesus na gruta de Belém.

Natal é tempo de chegar até os irmãos e irmãs, amigos e amigas, para simplesmente dizer-lhes, tendo Cristo no coração:

Feliz Natal!

Pe. Ademir Gonçalves, C.Ss.R.
Fonte: Revista de Aparecida


Presentao



Jesus Jesus


Um Tributo a Madre Teresa de Calcutá.



~ Frases de Madre Teresa de Calcutá. ~


Calcutá_Fruto



Tributo à Madre Teresa 1910-1997


“ Acredito que o mundo hoje está de ponta cabeça e sofre muito porque existe tão pouco amor no lar e na vida familiar. Não temos tempo para nossas crianças, não temos tempo para nos darmos uns aos outros, não temos tempo para apreciarmos uns aos outros.”


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“ O amor começa em casa; o amor habita nos lares e é por isso que existe tanto sofrimento e tanta infelicidade no mundo… Todos, hoje em dia, parecem estar com tanta pressa, ansiosos por grandes desenvolvimentos e grandes riquezas e assim por diante, de modo que as crianças não têm tempo para os pais. Os pais têm pouco tempo para darem-se uns aos outros, e no próprio lar começa a destruição da paz do mundo.


“A nossa vida, para que seja rica em frutos, deve encher-se de Cristo; para poder comunicar paz, alegria e amor, deve tê-los dentro de si, porque ninguém dá o que não tem.    (Santa Teresa de Calcutá)”


“ Eu vejo Deus em cada ser humano. Quando limpo as feridas do leproso, sinto que estou cuidando do próprio Senhor. Não é uma experiência maravilhosa?


1974 Entrevista. Sobre a Pobreza


“ Quando vejo o desperdício, sinto raiva dentro de mim. Eu não aprovo eu mesma sentir raiva. Mas é algo que não se pode evitar de se sentir após vermos a Etiópia. — Washington 1984.


“ A mais terrível pobreza é a solidão e o sentimento de não ser amado.”


“ A maior doença hoje não é a lepra ou a tuberculose, é, antes, o sentimento de não ser desejado.”


“ No mundo existe mais fome de amor e de apreciação do que de pão.”


“ Às vezes pensamos que a pobreza é apenas fome, nudez e desabrigo. A pobreza de não ser desejado, não ser amado e não ser cuidado é a maior pobreza. É preciso começar em nossos lares o remédio para esse tipo de pobreza.”


Sobre a Guerra

“Nunca estive numa guerra antes, mas já vi fome e morte. Pergunto a mim mesma, ‘O que eles sentem quando fazem isso?’ Eu não compreendo. Eles são filhos de Deus. Por que fazem isso? Não compreendo. “ Por favor, escolham o caminho da paz… Num curto período pode haver vencedores e perdedores nessa guerra que abominamos. Mas jamais poderá nem nunca será justificada a dor e perda de vidas que suas armas causarão.

Carta ao Presidente Americano George Bush e ao Presidente Iraquiano Saddam Hussein, Janeiro 1991. — Beirut 1982, durante a guerra entre o exército Israelense e as guerrilhas Palestinas.


Sobre o Aborto

O aborto “é o assassinato no ventre… Uma criança é um presente de Deus. Se não a quiser, dê-a para mim.


“ A maior destruição da paz é o aborto, pois se uma mãe pode matar sua própria criança, o que impede de eu matar a você e de você me matar? Não há nada que impeça .”


“ É uma pobreza decidir que uma criança deve morrer para que você possa viver como deseja.”


“ Outro dia sonhei que estava nos portões do Paraíso. E São Pedro disse, ‘Volte para a Terra. Não existem favelas aqui´.”


Citação de sua conversa com o Príncipe Michael da Grécia em 1996. Sobre o Trabalho da sua Vida.


“ Nós mesmos sentimos que o que fazemos é uma gota no oceano. Mas o oceano seria menor se essa gota faltasse.” “ O milagre não é realizarmos esse trabalho, mas que sejamos felizes fazendo-o.





”Sobre o Amor”


“ Se você julga as pessoas, não tem tempo de amá-las.”


“ Tento dar aos pobres de amor o que os ricos conseguem com o dinheiro. Não, eu não trocaria um leproso por mil pounds; contudo, de boa vontade o curarei pelo amor de Deus.”


Calcutá_Doer


“ Encontrei um paradoxo, que se você amar até doer, não poderá haver mais dor, somente amor.”


“ Não sei ao certo como é o Paraíso, mas sei que quando morrermos e chegar o tempo de Deus nos julgar, Ele NÃO perguntará, Quantas coisas boas você fez em sua vida?, antes ele perguntará, Quanto AMOR você colocou naquilo que fez?”


“ Não ser desejado, não ser amado, não ser cuidado, ser esquecido por todos, isso acredito ser fome muito maior, uma pobreza muito maior do que a de uma pessoa que não tenha nada para comer.”


“ Não pense que o amor, para ser genuíno, tenha que ser extraordinário. O que é preciso é amarmos sem nos cansarmos de fazê-lo.”


Cada vez que você sorri para alguém, é uma ação de amor, um presente a essa pessoa, uma coisa linda.


“O trabalho de Deus são laços que formam uma corrente de amor.”


“ Tenha fé nas pequenas coisas, pois é nelas que a sua força reside.”


“ Cada um deles é Jesus disfarçado.”


“ Sou uma pequena caneta na mão de Deus que envia cartas de amor ao mundo.”


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“ Não rezo pelo sucesso, peço pela fé.”


“ Sei que Deus não me dará nada que eu não possa lidar. Apenas gostaria que Ele não confiasse tanto em mim.”


Sobre Servir a Deus


“ Nesta vida, não podemos realizar grandes coisas. Podemos apenas fazer pequenas coisas com um grande amor.” “ Muitas pessoas confundem nosso trabalho com vocação. Nossa vocação é o amor de Jesus.”


“ Deus adorado, faça-me dar valor à dignidade de minha mais alta vocação e às suas responsabilidades. Jamais permita que eu a desgrace doando frieza, indelicadeza ou impaciência.”


“ Deveria haver menos conversa; um encontro para pregação não é um lugar de encontro. Então o que você deseja fazer? Pegue uma vassoura e limpe a casa de alguém. Isso será suficiente.”


“ Palavras que não trazem a luz do Cristo aumentam as trevas.”


“ Não nos sintamos satisfeitos apenas dando dinheiro. O dinheiro não é suficiente, o dinheiro pode ser obtido, mas eles precisam de seu coração para amá-los. Portanto, espalhe o seu amor por onde quer que vá.”


“ Precisamos encontrar Deus, e não podemos fazê-lo com barulho e desassossego. Deus é amigo do silêncio.


Veja como a natureza – árvores, flores, grama – crescem no silêncio; veja as estrelas, a lua e o sol, como se movem em silêncio… Precisamos de silêncio para sermos capazes de tocar almas.”


“ No final de nossas vidas não seremos julgados pelos muitos diplomas que recebemos, por quanto dinheiro fizemos ou por quantas grandes coisas realizamos. Seremos julgados pelo ‘Eu tive fome e você me deu de comer. Estava nu, e você me vestiu. Eu não tinha casa e você me abrigou’.”



Calcutá_Paraiso




Se você ainda não recebeu Jesus em seu coração, pode fazê-lo agora repetindo esta pequena prece: “ Querido Jesus, Eu acredito que és o Filho de Deus, meu Salvador. Preciso que o Seu amor limpe meus erros e mal feitos. Preciso que a Sua luz afaste todas as trevas. Preciso que a Sua paz preencha e satisfaça meu coração. Eu agora abro a porta do meu coração e peço que, por favor, adentre minha vida e me dê o Seu presente de vida eterna.

Amém!”


“ Jesus é meu Deus. Jesus é meu marido. Jesus é minha Vida. Jesus é meu único Amor. Jesus é o meu Tudo!”


“ Se desejamos que uma mensagem de amor seja ouvida, ela tem que ser enviada. Para mantermos uma lâmpada acesa, temos de colocar o óleo nela.”

Fique perto de Jesus Ele te ama


Vamos orar, Deus te abençoe “

Madre Teresa de Calcutá



http://www.mitranh.org.br/s2/index.php?option=com_content&view=article&id=678:beata-madre-teresa-de-calcuta&catid=111&Itemid=801



Santa_Madre_teresa_calcuta

Agnes Gouxha Bojaxhiu,

Madre Teresa de Calcutá, nasceu, no dia 27 de agosto de 1910, em Skopje, Iugoslávia, de pais albaneses. Seus pais, Nicolau e Rosa, tiveram três filhos. Na época escolar, Agnes tornou-se membro de uma associação católica para crianças, a Congregação Mariana, onde cresceu em ambiente cristão. Aos doze anos, já estava convencida de sua vocação religiosa, atraída pela obra dos missionários.

05 de setembro (1910-1997)

[Leia mais…]


Natal

2 Frases de: 1

Madre Teresa de Calcutá . PPT


Frases de: 2

Madre Teresa de Calcutá . PPT


A Vida é Vida, Defenda-a.

Hino da VIDA


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Magnificat – O Cântico de Maria!



Cântico de entrada para o tempo do advento:

Veja a Letra, Cifra e Musica:

Um Cântico que utiliza a letra Bíblica do Cântico entoado por Nossa Senhora ao receber o Anúncio da vinda do Messias o Filho de Deus nosso Salvador e Senhor.



magni[1]



Cântico De Maria (Magnificat)

Padre Marcelo Rossi

Manifestou o poder do seu braço.
Desconcertou os corações assoberbados.
Derrubou do trono os poderosos.
Exaltou os humildes.

Minha alma glorifica o Senhor.
Meu espírito exulta de alegria.
Em Deus, meu Salvador. (4X)
Meu espírito exulta.

Saciou os indigentes de bens.
Despediu os ricos de mãos vazias.
Acolheu a Israel, lembrado de sua misericórdia.
Conforme prometera a nossos pais.
Em favor da posteridade de Abraão.

Manifestou o poder do seu braço.
Desconcertou os corações assoberbados.
Derrubou do trono os poderosos.
Exaltou os humildes.

Minha alma glorifica o Senhor.
Meu espírito exulta de alegria.
Em Deus, meu Salvador. (4X)
Meu espírito exulta.

Saciou os indigentes de bens.
Despediu os ricos de mãos vazias.
Acolheu a Israel, lembrado de sua misericórdia.
Conforme prometera a nossos pais.
Em favor da posteridade de Abraão.


Nome da Musica

Cifra

Vídeo

Cântico de Maria!!! – (Magnificat)

Cifra_Violao Cifra_Violao


Cantico de Maria

Magnificat

http://www.cifraclub.com.br/padre-marcelo-rossi/cantico-de-maria/


Posições para violão no Cifra Club

https://presentepravoce.files.wordpress.com/2008/11/cifra-club-lk.jpg?w=313&h=117



 

II Versão – Magnificat Lc 1,46 – 55 – CD Salmos para celebrar Shalom


 

Como ser um “servo”

e Ministro da Música ?



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