Alguém bate à Porta…



“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”.

(Ap. 3,20)


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O texto acima é conhecido por muitos, mas nem todos percebem que essas palavras de Jesus não são dirigidas a um incrédulo, mas a uma igreja, a igreja em Laodicéia. É importante lembrar dessa obervação. Mas, além disso, gostaria de chamar sua atenção para outro fato, que também precisa ser lembrado: Jesus está a porta e bate, mas há distintas formas de recebê-lo, há diferentes formas de abrir essa porta. Ou seja, cada pessoa que abre a porta para receber Jesus pode fazer isso com diferentes intenções.

Costumo dizer que há quem queira receber Jesus apenas para tomar um café, para um almoço ou para um jantar. Para tal pessoa, Jesus seria uma companhia agradável, alguém bom para conversar, que oferece esperança, consolo, paz etc.. E nada mais. Não teria uma influência maior sobre a vida dessa pessoa.

Há quem queira receber Jesus como hóspede. Nesse caso, Jesus causaria uma certa mudança no dia-a-dia dessa pessoa. A presença de um hóspede pode mudar a rotina de uma casa, causar alterações no comportamento dos moradores, implicar em custos financeiros etc.. Neste caso, Jesus não faria mais do que formar uma nova agenda e mudança de certos hábitos.

Podemos avançar um pouco mais e acolher Jesus como um novo morador da casa. Neste caso a rotina mudaria ainda mais, compromissos e responsabilidades também aumentariam, mas seria como um filho adotado, que apesar de morador seria totalmente submisso ao dono da casa e certamente teria suas limitações e obrigações.

Por fim, há quem receba Jesus não apenas para um café, como um hóspede, e nem como apenas mais um morador submisso, mas como o dono da casa, o Senhor. Neste caso, tal pessoa entrega a Jesus as chaves e a escritura da casa e assim, deixa de ser dono, e passa a ser ele sim como apenas um morador submisso ou como um servo. Passa estar à completa disposição do novo Dono, o Senhor Jesus. Isso é muito mais do que uma mudança de rotina, ou a alterações de certos hábitos. Isso implica em uma mudança radical, total e uma nova direção das coisas: uma conversão.

Contudo, antes de abrir a porta é preciso que uma coisa fique clara: Jesus só entra para ser Senhor. É para isso que Ele bate à porta. Foi para isso que Ele morreu e ressuscitou:

“Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos” (Rm. 14,9).

Jesus só entra para ser Senhor. E nós, como servos, estamos à disposição d’Ele para tudo o que for necessário na reforma que Ele começou a operar em nós, pois “aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la” (Fp. 1,6).

Estejamos completamente entregues ao nosso Senhor, e assim Ele seguirá com sua obra em nós.


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6,260 – rv 27/11/2019


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