SVE I. – Primeira Experiência de Oração.


O que é o Seminário de Vida no Espírito?


A Renovação Carismática Católica apresenta o S.V.E. como “O Querigma”, ou seja uma iniciação básica ao conhecimento a respeito da presença do Espírito Santo na Igreja de ontem como deveria ser também na mesma Igreja hoje.

Nada mudou nas Promessas Divinas, de tal forma que, o que no início da RCC parecia ser uma novidade para os Católicos nada mais é do que os primeiros passos dados pelos Apóstolos de Cristo quando iniciaram a Igreja a partir do cumprimento da Promessa Divina que se resume em enviar seu Espírito Santo para habitar os nossos corações (Jer. 31,31). Fato que foi concretizado no dia de Pentecostes com a presença de 120 pessoas entre os Discípulos e Maria mãe de Jesus e que de acordo com as profecias se estende a todos aqueles que acreditarem nesta promessa e que não será alterada até que venha a sua plenitude antes que todo olho testemunhe a segunda vinda de Cristo à terra.




A finalidade do Seminário de Vida no Espírito é ajudar os participantes a encontrarem uma vida mais rica e melhor. É o momento de se encontrarem com Cristo e viver as verdades mais fundamentais acerca do Amor de Deus, do Pecado, da Salvação, da Fé, da pessoa de Jesus Cristo, da Efusão e Carismas do Espírito Santo.

Sem dúvida, os Seminários de Vida no Espírito Santo constituem-se um dos momentos mais expressivos do trabalho de evangelização da Renovação Carismática Católica em todo o Brasil. Trata-se de encontros abençoados que, a partir de pregações querigmáticas e de momentos fortes de fraternidade e de oração, proporcionam experiência singular com o amor de Deus Pai, o encontro pessoal com Jesus Cristo, Senhor e Salvador, bem como a graça do batismo no Espírito Santo. Reconhecendo a relevância destes encontros, nosso blog disponibilizará, semanalmente, textos que abordam os temas específicos dos Seminários de Vida no Espírito Santos, rogando ao Bom Deus que nos favoreça com um conhecimento crescente de Sua Palavra e desperte em nós a docilidade às moções do Espírito Santo…




O Semeador

(introdução ao Seminário de Vida no Espírito Santo)

“A que caiu na terra boa são os que ouvem a palavra com coração reto e bom, retêm-na e dão fruto pela perseverança.” (Lc 8, 15)

O centro da pregação dos apóstolos na Igreja Primitiva consistia em anunciar Jesus Cristo, o Messias esperado, que foi morto pelos pecados da humanidade, ressuscitou ao terceiro dia e foi constituído, por Deus Pai, o Senhor e Salvador do mundo inteiro: “O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, que vós matastes, suspendendo-o num madeiro. Deus elevou-o pela Sua mão direita, como príncipe e salvador; a fim de dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.” (At 5, 30 – 31).

Contudo, para entendermos melhor o que é a salvação, precisamos compreender qual é o plano de Deus para a criação, o que é o pecado e, afinal, do que fomos salvos. Para com Deus a nossa resposta deve ser de gratidão: amá-lo, entregar-se a Ele, cumprir em tudo a Sua santa vontade, o que implica numa atitude de fé e de mudança de vida. é o Espírito Santo, comunicado a nós por Jesus, que muda os nossos corações para vivermos esta nova vida. A isto se propõe o Seminário de Vida no Espírito Santo.

Durante todo o Seminário, alimentamos a certeza de que, assim como a semente é lançada no campo, a Palavara de Deus é semeada em cada coração (Lc 8, 4 – 8). Jesus é o grande semeador; a semente é a Palavra de Deus; cada participante é o solo que acolhe a semente. Se formos terra boa, isto é, se o coração abrir, frutos, de até cem por um, brotarão.

Assim, adotando uma postura de discípulos, sentados aos pés do Mestre e com ouvidos abertos e corações atentos àquilo que Ele mesmo nos fala, poderemos descobrir a presença amorosa de Deus Pai em nossas vidas, tomar posse da riqueza que é a salvação alcançada pelo Senhor Jesus, e experimentar a ação renovadora do Espírito Santo.


Fonte: RCC CAMOCIM CEARÁ

A Partir de agora estaremos disponibilizando temas sobre o SVE I, material escrito, em video e esquemas básicos para ensinos em grupos de oração ou encontros fechados, alguns dos quais já estão disponíveis em outros site’s. Estaremos apenas organizando de uma forma que outras pessoas também possam se usufruir destes textos e videos para nossa formação pessoal e auxiliar outras pessoas a encontrar-se com Jesus e conhecer melhor o Espírito Santo de Deus.

Seminário de Vida no Espírito Santo SVE-COMPLETO



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O Fruto do Espírito.



Meditação Em Power Point sobre os frutos do Espírito Santo e a necessidade de se produzir bons frutos, pois são através deles que se conhece uma boa árvore, já que aquela árvore que produz maus frutos estão destinadas ao fogo eterno pois já estão mortas.

Leia o texto:


Fruto_Espírito

“Os Frutos do Espírito Santo”

1. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram. Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda. Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se, por falta de raízes. Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram.

(São Mateus 13,4-7)

2. Caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um. Aquele que tem ouvidos, ouça. (São Mateus 13,8-9)

3. “Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem- se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma Árvore má, bons frutos. (S. Mateus 7,16-18)

4. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda

5. Um certo dia Jesus encontrou uma Figueira no caminho, muito bonita e frondosa, sentiu fome e procurou frutos nesta boa árvore, porém não encontrou nenhum fruto. Disse então, Jamais alguém coma fruto de ti…” Um certo dia Jesus encontrou uma Figueira no caminho, muito bonita e frondosa, sentiu fome e procurou frutos nesta boa árvore, porém não encontrou nenhum fruto. Disse então, Jamais alguém coma fruto de ti…”

6. “Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.” (Salmos 1,3)

7. “Tal é a convicção que temos em Deus por Cristo. Não que sejamos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.” (II Cor 3,4-6)

8. “…Os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. … 18. Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a lei. … 22. Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei.”

9. “Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma.” (S. Tiago 2,17)


Fruto_Espírito


10. Quem vencerá? (Gal 5,16-17) Amor, Alegria, Paz, Longanimidade, Benignidade, Bondade, Fidelidade (Fé), Mansidão, Domínio Próprio. adultério fornicação impureza lascívia Idolatria feitiçaria inimizades porfias emulações iras, pelejas dissensões heresias Invejas homicídios bebedices glutonarias.

11. JESUS CRISTO: 1. Demonstrou dando sua vida pela humanidade (S. João 13,1); 2. Transmitiu aos pobres, oprimidos e abatidos (S. Lc 4,18); 3. Deixou-nos sua PAZ (S. João 14,27); 4. Foi PACIENTE com seus discípulos e com as multidões que o seguiam (S. Mt 5,1); 5. Demonstrou sua BONDADE multiplicando pães e peixes, curando, libertando oprimidos (S. Lc 4,18); 6. Vemos sua BENIGNIDADE quando Ele perdoou e amou até mesmo os que O crucificaram (S. Lc 23,24); 7. Foi FIEL até a morte (Fl 2,8); 8. Ele era MANSO e humilde de coração (S. Mt 11,29); 9. Demonstrou DOMÍNIO PRÓPRIO sempre; Em tudo foi tentado, mas nunca pecou (Hb 4,15)

12. adultério fornicação impureza lascívia Idolatria feitiçaria inimizades porfias emulações iras, pelejas dissensões heresias Invejas homicídios bebedices glutonarias Se não deixarmos o Espírito Santo controlar nossa vida fatalmente a carne produzirá as obras dela em nós: Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. (Gal 5,16)

13. • Não basta você dizer que acredita e é cristão, você precisa produzir bons frutos e boas obras de fé. • Jesus o libertou do pecado para que as obras da carne não dominem mais a sua vida. • Todos os dias temos que escolher viver a liberdade em CRISTO e não nos sujeitar à escravidão do pecado. • Jesus enviou o Espírito Santo em sobre todos os seus escolhidos para que possamos produzir bons frutos segundo a sua vontade.

14. 

Sizenando – segunda-feira, 27 de junho de 2016


Fruto_do_Espirito

Frutos do Espírito

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Oração Vem Espírito Santo (Papa Pio Xll).



Mandai_vosso_Espírito_Santo


Vem, Espírito Santo,

Toma meu corpo para templo Teu!
Vem e fica sempre comigo!
Dá-me profundo amor
Ao Sacratíssimo Coração de Jesus,
A fim de servi-lo de todo coração,
Com toda a minha alma,
Com todas as minhas forças.
Consagro-te todas as faculdades
De minha alma e de meu corpo.
Domina todas as minhas paixões,
Emoções e sentimentos.
Recebe a minha inteligência
E minha vontade,
Minha memória e minha fantasia.
Ó Espírito Santo de amor,
Dá-me rica medida de Tua graça eficaz.
Dá-me a plenitude de todas as virtudes,
Aumenta-me a fé,
Fortalece minha esperança,
Aumenta-me a confiança
E inflama meu amor.
Concede-me os Teus sete dons,
Teus frutos e bem-aventuranças.
Santíssima Trindade,
Que minha alma seja Teu templo.
Amém.


Papa Pio XII.



Oração do Espirito Santo – Eliana Ribeiro



Com Padre Sérgio Jeremias de Souza

Brasil Católico



Derrama_Espirito Pomba_branca_repres_Espirito_santo (7) espirito-santo-blog[1] semana-do-espirito-santo



Ato de Consagração ao Espírito Santo

Santo Espírito de Deus, consagro-Te hoje todo o meu ser, vontade, inteligência, memória, imaginação e afetividade. Conduze-me por Teus caminhos, guia-me com Tua sabedoria à vida plena de Jesus. Cria em mim um coração puro e humilde, mas que tenha a ousadia e o ardor dos mártires. Enche-me com Teus dons, santifica-me com Teus frutos. Restaura todo o meu viver, para que eu seja um canal do Teu amor.
Amém.




Ó Espírito Santo

Ó Espírito Santo, alma de minha alma, eu Vos adoro.
Esclarecei-me, guiai-me, fortificai-me, consolai-me, dizei-me o que devo fazer, dai-me Vossas ordens.
Prometo-Vos submeter-me a tudo que desejais de mim e aceitar tudo o que permitirdes que a mim aconteça.
Fazei-me somente conhecer Vossa Vontade.
Amém.



Jesus Jesus


Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo. Com o Filho e com o Pai inundai a nossa mente, Nossa vida iluminai. Boca, olhos, mãos, sentidos. Tudo possa irradiar o amor que em nós pusestes, para os outros inflamar. A Deus Pai e a seu Filho, Por Vós, dai-nos conhecer.

Que de ambos procedeis. Dai-nos sempre firmes crer.

Amém, aleluia!




Dom de Milagres.

 Dons Carismáticos Extraordinários – SVE II.

Dom de Milagres


“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes MILAGRES acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.”

 (São Marcos 16, 15 a 18)


 
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Jesus Jesus


RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA – BRASIL

SECRETARIA PAULO APÓSTOLO

Módulo Básico – Apostila 02 – 2ª Edição

Carisma dos Milagres


  • De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações.  

  • (Atos dos Apóstolos 2, 43)  e   (Atos dos Apóstolos 4, 30)
  • Estendei a vossa mão para que se realizem curas, milagres e prodígios pelo nome de Jesus, vosso santo servo! 


1. Introdução

O dom de milagres sempre esteve presente na história da salvação, desde o Antigo Testamento, provando a presença viva de Deus junto ao seu povo eleito. Muitos milagres foram operados através dos patriarcas (cf. Ex 7, 8-13), dos profetas (cf. 1Rs 17, 7ss; 1Rs 18, 20ss; 2Rs 2, 19ss) e outros tantos narrados na Bíblia.

Os milagres atestavam a divindade do Deus da Aliança, sua predileção por seu povo escolhido, sua assistência divina, seu poder glorioso. Eram sinais e prodígios que confirmavam a fé do povo no único Deus verdadeiro.

2. Conceito

O dom de milagres pode ser definido como uma ação do poder de Deus intervindo extraordinariamente em determinada situação. Algumas curas são milagres, mas esse dom não se limita à ação de Deus na restauração da saúde. Quando acontece uma cura instantânea, é milagre porque o fator intervenção de Deus é óbvio a ponto de não ser refutado.

Em alguns casos, a ação de Deus é súbita e extraordinária. “O milagre é um acontecimento ou evento sobrenatural, ou a execução de algo que seja contrário às leis da natureza; é um fenômeno sobrenatural, que desafia a razão e transcende as leis naturais; este dom é simplesmente a habilidade dada por Deus de cooperar-se com Ele, enquanto Ele executa os milagres através de um ato cooperativo com os homens”.

Todo milagre cristão autêntico aponta para a cruz e a ressurreição, começando com o milagre inicial da salvação e continuando através de todos os grandes e pequenos milagres subsequentes.

Os milagres são intervenções diretas de Deus na natureza do homem ou na ordem da criação. Os milagres provam o poder de Deus agindo na vida dos homens, levando-os a uma fé sempre mais crescente.

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3. Jesus e os milagres

Os evangelistas usam três termos ao referirem à intervenção de Deus: falam de fatos miraculosos, de demonstração de força e de sinais; geralmente, a palavra “milagre” vem acompanhada de um ou outro termo (revelando ser o milagre uma manifestação de força divina e sinal da ação de Deus). O que mais se realça nos milagres de Jesus é seu caráter extraordinário: cura instantânea de doenças incuráveis, ressurreição dos mortos, multiplicação dos pães, o que faz o povo se maravilhar. O escopo evangélico é o de ressaltar a manifestação da força e o caráter sinal. Este é o sentido dos milagres de Jesus: abrir os olhos sobre o mistério de sua Pessoa!

As curas e milagres estavam profundamente relacionados com a Pessoa Divina de Jesus, para a abertura da fé e confirmação de sua união com o Pai (cf. Jo 6, 28-29; 11, 40-42; 14, 11 ); estavam relacionados com o poder que Ele tinha como Filho de Deus (cf. Mc 2, 10; At 10, 38) e estreitamente ligados, combinados com a evangelização que proclamava. Evidenciava-se, assim, sua divindade de Messias, de Ungido do Pai pelo Espírito Santo (cf. Lc 4, 14; 10, 21).

Muitas vezes, apesar dos milagres e por causa da sua obstinação, os judeus não acreditavam em Jesus (cf. Mt 13, 58; Mc 6, 4-6; Jo 12, 37). Mas, freqüentemente, Jesus operava milagres, deixando-se levar pela compaixão diante do sofrimento humano (cf. Mt 9, 36; 14, 14; Mc 8, 2; Lc7, 13).

Os milagres eram também um meio do povo glorificar a Deus: ao ver a cura da mulher que vivia encurvada fazia dezoito anos (cf. Lc 13, 10ss), o povo foi levado ao entusiasmo; ao presenciar a cura de um cego em Jericó (cf. Lc 18, 35ss), o povo deu glória a Deus; diante da cura do paralítico em Cafarnaum (cf. Mt 9, 1ss), o povo glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens; ante o espetáculo dos mudos que falavam, dos aleijados que eram curados, dos coxos que andavam, dos cegos que viam (cf. Mt 15, 29-31), o povo glorificava o Deus de Israel.

Neste sentido, o milagre não apenas revelava a bondade de Deus e sua compaixão pelos homens ao curá-los, mas “efetuava também a salvação de Deus. É um ato de força, de poder, para repelir os adversários de Deus: uma irrupção do divino neste mundo, e ao mesmo tempo um sinal do mundo vindouro”. Sinalizava-se deste modo a presença salvífica de Deus em meio aos homens, e a implantação do seu Reino ( cf. Mc 6, 7; 7, 26; Lc 7, 22; 9, 1-6; Mt 12, 28; Lc 7, 18ss).

Os milagres de Jesus confirmavam à sua doutrina – é o que os Evangelhos afirmam em tantos relatos que trazem. A evangelização de Jesus era acompanhada de sinais prodigiosos, de milagres, confirmando sua eficácia, seu poder. O mesmo aconteceu com os apóstolos na Igreja Primitiva: “O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam” (Mc 16, 20).

4. A Igreja e os milagres

Jesus não guardou somente para si esse poder que Ele tem como Filho de Deu nem o restringiu somente à ação, aos seus gestos e ao tempo em que viveu no mundo. Jesus quis que a Igreja também fosse participante desse poder, para continuar a atrair para Ele os homens de todos os tempos. Assim, após a ressurreição, Ele deu aos apóstolos a mesma missão que teve: “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio” (Jo 20, 21); “Quem vos ouve, a mim ouve” (Lc, 10); “Quem vos recebe, a Mim recebe, e recebe Àquele que Me enviou” (Mt 10, 40).

Ao escolher os apóstolos, conferiu-lhes poder de expulsar os espíritos imundos e curar todo o mal e toda a enfermidade; de anunciar o Reino de Deus e de curar os doentes; de ressuscitar, de purificar os leprosos” (Mt 10, 1-8). E os apóstolos “partiram e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho fazendo curas por toda a parte” (Lc 9, 1-6).

O anúncio do Evangelho e os milagres acompanharam os apóstolos, mesmo depois da ascensão de Jesus ao Pai. Jesus lhes prometera o Espírito Santo, que lhes daria força” (cf. At l, 8), que os “revestiria da força do alto” (cf. Lc 24, 49), para que cumprissem plenamente a missão que Jesus lhes dera, de testemunhá-Lo ante os homens de todos os tempos e nações, “até os confins do mundo”.

A Igreja Primitiva entendeu que a fé em Jesus, tanto dos apóstolos quanto dos seus ouvintes, provocaria milagres como confirmação da ação de Jesus, pela força do Espírito Santo (cf. Gl 3, 5). É o que se pode ver, por exemplo, na cura do coxo junto à Porta Formosa do Templo ( cf. At 3, 1ss), realizada por Pedro e João.

No Concílio de Jerusalém, Barnabé e Paulo contaram à assembléia quantos milagres e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios (cf. At 15, 12). Deus “fazia milagres extraordinários por intermédio de Paulo, de modo que lenços e outros panos, que tinham tocado seu corpo, eram levados aos enfermos; e afastavam-se deles as doenças e retiravam-se os espíritos malignos” (cf. At 19, 11-12).

Assim como Jesus, ao fazer o milagre em Caná, “manifestou sua glória e os discípulos creram nEle” (cf. Jo 2, 11), a glória Deus continuaria sendo manifestada pelos “sinais miraculosos”, edificando e fazendo crescer a fé dos ouvintes.

Na comunidade cujos membros se deixam guiar pelo Espírito Santo (cf. Rm 8, 9.14; Gl 5, 16.25), os milagres se tornam presentes, pois são promessas de Jesus a toda sua Igreja: “Quem crê em mim, fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque eu vou para o Pai” (Jo 14, 12).

Cabe, pois, a cada cristão, abrir-se sempre mais a esse dom que é também necessário nos dias de hoje. Há, efetivamente, nos tempos atuais, um reflorescimento dos dons carismáticos na Igreja; o dom de milagres continua sendo necessário para o surgimento e fortalecimento da fé em Deus.

Assim, “os casos de curas e de milagres são de todos os tempos, e ninguém que tenha fé em Deus, duvida que Ele tenha operado as curas, os milagres que por meio de pessoas, quer diretamente, em resposta à oração de seus santos, da Igreja triunfante ou da Igreja militante”,

5. Conclusão

O dom de milagres estará sempre presente na Igreja, manifestando a santidade de Deus e sua ação no mundo, provando seu amor. Deus continuará agindo de forma extraordinária, como agiu no Antigo Testamento, no Novo Testamento com Jesus e sua Igreja.

Ele quer operar hoje, por meio de cada batizado. Sua vontade não mudou. E quando se reúnem pessoas para louvar a Deus e proclamar sua glória, não é de estranhar que milagres aconteçam realmente.

Jesus prometeu sua presença (cf. Mt 18, 20): “se dois de vós se reunirem sobre a terra, para pedir seja o que for, conseguí-lo-ão de meu Pai que está no céu” (Mt 18, 19). Onde está a Igreja reunida na fé, na esperança, no amor, no louvor, na ação de graças, Jesus se torna presente como Aquele sobre o qual coloca sua complacência (cf. Mt 3, 17)

Toda vez que se reúnem em nome do Senhor Jesus, “tendo por Ele acesso junto ao Pai, no mesmo Espírito” (Ef 2, 18), os milagres podem acorrer de forma natural, fortalecendo a fé de todos.

Assim é preciso acreditar mais e mais neste Dom de milagres no coração da Igreja. Por meio dele, pode-se de forma mais convincente publicar as “maravilhas de Deus” hoje e sempre. Amém!


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Segue em outro post o Dom da Fé:


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Jesus Jesus



Assim, após a ressurreição, Ele deu aos apóstolos a mesma missão que teve:

“Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio”

Dom da Fé.

 Dons Carismáticos Extraordinários – SVE II.

O Dom da Fé.


“Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível.”

 (São Mateus 17, 20)


 
Presentepravoce

Jesus Jesus


RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA – BRASIL

SECRETARIA PAULO APÓSTOLO

Módulo Básico – Apostila 02 – 2ª Edição

Carisma da Fé


“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele, é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram” (Hb 11, 1-3.6).


1. Introdução

O cristão pode ter ousadia em sua vida sabendo que é uma pessoa de fé. Pode reivindicar a fé necessária para qualquer situação. Que benção é poder ter certeza que a fé é dom derramado! “Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus” (Ef 2, 8).

2. Conceito

A Carta aos Hebreus apresenta em seu capítulo 11 um dos textos mais expressivos a respeito da fé. Diz o texto sagrado: “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. Foi ela que fez a glória de nossos antepassados. Pela fé reconhecemos que o mundo foi formado pela palavra de Deus e que as coisas visíveis se originaram do invisível. (…) Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele, é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram” (Hb 11, 1-3.6).
A fé é, em última análise, um dom que o Espírito Santo colocou à disposição do homem para que ele possa experimentar concretamente da onipotência de Deus.
A fé, no mundo de hoje, é um grande desafio, pois muitos só creem em si mesmos, nas suas próprias capacidades, nos seus próprios talentos, no seu dinheiro, nos seus planos. Já não acreditam nos outros irmãos e a fé em Deus está muito fragilizada. Algumas vezes trata-se de uma fé tradicional, vaga, confusa, subjetiva, superficial, fria, indiferente.
A fé é como um raio de luz que parte de Deus para a alma. O Espírito Santo, que é o autor da fé, vem ao mundo de hoje reavivar, dando assim sentido à vida cristã de muitos batizados que viviam indiferentes ao seu estado.
Para compreender bem o que é o dom carismático da fé, é necessário fazer a distinção entre: a fé teologal ou doutrinal, a fé virtude ou fruto do Espírito Santo e o dom carismático da fé:

a) Fé teologal ou doutrinal (fé que acredita)

Por ela o cristão acredita nas verdades reveladas por Deus sobre si mesmo e sobre o homem e que são definidas pela Igreja.
A fé teologal faz o homem crer firmemente em Deus como seu Pai, que se importa com sua vida. Crer em Jesus Cristo como o enviado do Pai, o Filho de Deus, o salvador do mundo. Crer também no Espírito Santo que edifica a Igreja de Cristo e a santifica. Crer que o Espírito Santo é o poder de Deus. E porque crê nas três pessoas da Santíssima Trindade, o homem não só crê intelectualmente, mas adere profundamente às suas verdades, que se tornam luz e amor para seu caminho. Essa fé teologal é necessária para a salvação (cf. Gl 2, 15s).
A fé teologal vem em conseqüência do batismo, do anúncio de Cristo, do testemunho, da catequese. É ela que aprofunda a esperança e faz o homem agir na caridade (cf. Gl 5, 6). Fundamentada na Palavra de Deus, nos sacramentos, na vida de oração e na vida comunitária, a fé teologal é um grande sustento para o cristão do mundo de hoje, onde os homens “não suportam a sã doutrina” ( cf. 2Tim 4, 3-4).


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b) Fé virtude (fé que confia)

Leva o homem a confiar plenamente na realização das promessas de Deus. Impulsiona-o a ir além do ato de aderir às promessas de Deus, conduzindo-o a uma entrega total a Deus e à sua providência (cf. Mt 6, 25).
Pela fé virtude, o homem se abandona à providência divina, pratica a Palavra de Deus, vive segundo a mentalidade de Jesus Cristo; não só conhece os mandamentos com sua inteligência, mas interioriza-os no coração, vive os ensinamentos de Deus não como obrigação, mas por amor, experimenta e crê na bondade e misericórdia de Deus.
Por esta fé o homem prova a si mesmo e ao mundo que a Palavra de Deus não é uma utopia, mas forte impulso interior, ao qual adere a sua vontade, uma vez que a fé está gravada no mais profundo do seu coração (cf. Rm 4, 19-21; 1, 17).
Esta fé virtude leva o homem a crer e experimentar a bondade, a misericórdia e o amor de Deus na sua vida (cf. 1Jo 4, 16), tornando sua oração um ato confiante: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8, 31-34).
“Porque nele se revela a justiça de Deus, que se obtém pela fé e conduz à fé, como está escrito: O justo viverá pela fé. Abrão não vacilou na fé, embora reconhecendo o seu próprio corpo sem vigor – pois tinha quase cem anos – e o seio de Sara igualmente amortecido. Ante a promessa de Deus, não vacilou, não desconfiou, mas conservou-se forte na fé e deu glória a Deus” (Rm 1, 17; 4, 19-21).

c) O dom carismático da fé (fé expectante)

A fé carismática se manifesta quando uma pessoa é movida a ter uma confiança íntima de que Deus agirá de forma atual. Essa confiança leva a uma oração convicta, a uma decisão, a uma firmeza de atitude ou a algum ato que libera a bênção de Deus (cf. Mc 11, 22-23; Mt 11, 24; Ex 14, 13-14; 1Rs 18, 20-40).
Essa certeza é tão especial que Deus age, e o resultado manifesta a glória de Deus. O padre Ovila Melançon ensina que este dom é dado em vista de ajudar a orar “com absoluta confiança e sem duvidar”.

3. O dom da fé na Palavra de Deus

Na Palavra de Deus existem vários episódios que descrevem a ação poderosa de Deus movida pela fé:

. (Rm 4, 23-24)
. Ex 14, 10 – Moisés diante das murmurações do povo, ao ver os egípcios se aproximarem.
. Ex 14, 13-14 – resposta de Deus.
. Ex 14, 16-21 -Moisés estendeu a mão sobre o mar, confiante que Deus iria operar maravilhas.
. 1Rs 18, 20-40 – Elias e os profetas de Baal – usou Elias o dom carismático, pois agiu com muita autoridade e confiança. A fé deu-lhe a certeza antecipada de que o Senhor agiria em seu favor.

Milagres realizados por Jesus em razão do dom carismático da fé:

. Mt 8, 5-13 – centurião
. Mt 15, 21-28 – cananéia
. Mc 5, 25-34 – hemorroíssa
. Lc 5, 21 – paralíticos e os amigos
. Jo 11, 1-44 – ressurreição de Lázaro.

4. O exercício do dom carismático da fé

O dom carismático da fé consiste em sempre crer incondicionalmente no poder de Deus; crer é saber que Ele agirá “aqui e agora” para o bem do povo, curando, libertado e realizando milagres que levem à edificação do Reino. Jesus diz: “Se creres, verás a glória de Deus” (Jo 11, 40}.
Não é preciso “fazer força” para ter fé, nem “forçar” Deus agir com “palavras de fé”. A fé é um dom gratuito e o cristão deve, com muita tranqüilidade, sempre crer que Ele faz o melhor e nunca decepciona aquele que nele confia, como diz Jesus: “Se vós que sois maus sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas ao que lhe pedirem” (Mt 7, 11)

5. Conclusão

O dom da fé é um presente que Deus dá para o bem da comunidade, assim como os demais dons. Nunca é demais notar que esse dom está profundamente associado com a caridade. Como os dons são dados para o bem comum, sua prática reflete a caridade. Assim também acontece com o dom da fé.

Portanto, como diz São Paulo, o cristão deve se empenhar em procurar a caridade, mas deve também aspirar igualmente aos dons espirituais (cf. 1Cor 14, 1). Assim, é bom e necessário pedir com insistência ao Pai o dom da fé, para realizar as obras que constroem o Reino e edificam a Igreja.

Segue em outro post o Dom de Milagres:


Dom_Fé_Milagres


Desafio_fé Fé_ciência Presentepravoce Fé_reveses_vida_2

Jesus Jesus



Dom da Interpretação das Línguas


Interpretação


Não é uma tradução. Quando uma profecia é proclamada em línguas, ou seja, com gemidos inefáveis, ininteligíveis, faz-se necessária a utilização do dom da Interpretação das Línguas, em que uma ou mais pessoas, respeitando-se a ordem, irá proclamar aquela mesma profecia em vernáculo, isto é, em linguagem inteligível, no idioma do grupo. É imprescindível que haja quem interprete uma profecia proclamada em línguas, sob pena de o povo não entender a mensagem divina a ele dirigida. Veja o que Paulo nos ensina acerca da Interpretação das Línguas em I Cor. 14, 13. 27-28.

O que é a interpretação de Línguas?

Se a oração em línguas edifica a pessoa, a fala em línguas deve receber interpretação, que é dom do Espírito Santo. A expressão falar em línguas sugere, então, uma mensagem que chega para a comunidade ou para uma pessoa no dom de línguas, e para que os ouvintes compreendam a mensagem, esta precisa ser interpretada. Se na assembléia não tiver ninguém que a interprete, então, o transmissor da mensagem deve silenciar-se.

O dom da interpretação de línguas não é um dom de tradução. Trata-se de uma moção, uma unção do Espírito Santo para se tornar compreensível aos membros da comunidade aquela mensagem do Senhor que chega pelo dom de Línguas.

A interpretação como um dom permanente

Assim, orar em línguas é um dom permanente, podendo-se dispor dele a qualquer momento para a edificação pessoal; e o falar, emitir uma mensagem do Senhor em línguas pode ser considerado uma carisma transitório (temporário), usado em determinados momentos; contudo, são sempre dons de Deus e carismas diferentes. Estes carismas podem se manifestar em qualquer membro da comunidade, segundo a vontade de Deus com a unção do Espírito Santo para que suas mensagens sejam passadas ao seu povo.

Na fala em Línguas, Deus pode nos dar uma Revelação, Profecia ou Palavra de Ciência, Doutrina, ou discurso em línguas. E nesses casos deverá ter interpretação. Quando se FALA em línguas, se pressupõe dom de línguas e o da interpretação, para que assim, se torne conhecido o pensamento do Senhor. Paulo diz: “Se não houver intérprete, fiquem calados na reunião” (v.28), por isso se indica que esse dom pode ser considerado permanente.

Como a interpretação se manifesta

A interpretação consiste “numa inspiração especial do Espírito Santo pela qual o agraciado é capacitado a dar sentido a uma mensagem vaga; este dom diz respeito ao conteúdo espiritual de uma mensagem; e quando uma mensagem em línguas recebe uma interpretação”.

Este dom se manifesta na mente da pessoa que recebe o significado da mensagem, e esta é movida a repassar com palavras inteligíveis a todos os presentes a mensagem que vem do Senhor. A mensagem em línguas pode ser curta ou longa, porém a interpretação dever ser concisa e clara, para que todos entendam. O Senhor não envia uma mensagem em partes, portanto, a interpretação deve trazer a mensagem em sua totalidade e não dividida em partes. Mais de uma pessoa pode receber a mesma interpretação de uma mensagem, nesse caso o comportamento deve ser o mesmo do utilizado nas profecias e dizer: Eu confirmo!

Há unção para a interpretação?

Sim, assim como há unção nas profecias e nas mensagens em línguas, vemos também, que há na interpretação. Podemos dizer que esta unção é uma espécie de um impulso para a interpretação, e quanto mais o intérprete se habitua a essa unção, mais fácil ficará de identificar o modo como o Senhor dita as palavras.

A interpretação deve ser correta e não contradizer as Escrituras, o magistério da Igreja ou o sesus fidei do povo de Deus. Caso contrário, a interpretação deve ser interrompida. O intérprete, ao proclamar uma mensagem, deve iniciar da seguinte forma: Eis o que o Senhor diz! Pois é em nome do Senhor que ele proclama a mensagem e não por si próprio.

Todo carisma, como o da interpretação, visa a edificação da Igreja; para isso deve ser pedido com humildade, abrindo-se sempre mais a ação do Senhor.  

Fonte: Os carismas do Espírito Santo

Autor: Pe Isac Isaías Valle – 2ª Edição





Seminário de vida no Espírito.


Primeira Experiência de Oração – SVE I.


fotografia: Sizenando – Vitral Cap. Com. Nova Aliança.

Dercides Pires da Silva

Data de publicação: 12/11/2008.

Considerações iniciais a respeito do Seminário de Vida no Espírito.

Para refletir: Errar menos na vida e acertar mais

Fonte: RCC Brasil.

Calma! Vou explicar o título deste artigo. Sei que você tem um ideal muito cristão: ser perfeito como nosso Pai celestial é perfeito. Sei que você não se contenta em ser meio santo; você deve ser daquelas pessoas decididas, que caminham incansavelmente rumo à santidade. Certamente seus pecados têm diminuído durante as confissões, pois com seu enorme esforço você tem pecado menos. Não!? Os pecados não diminuíram? Ah…! Diminuíram sim; os grandes pelo menos. Mas hoje você confessa muitas coisas que antes não confessaria? Por quê?

Francamente, há dias em que a gente se contentaria até em pecar menos; em errar menos e acertar mais.

Quantos erros!? Quantas opções erradas!? Quantos sobes e desces!? Quantos cais e levantas!? Ufa!

Cair e se levantar, errar e acertar… Isso faz parte da condição humana. Homens e mulheres são assim mesmo. Entretanto, quantos mal entendidos, quantas brigas, quantos ressentimentos, quantas quebras de relacionamentos seriam evitados se homens e mulheres errassem menos e acertassem mais; se optassem pelos melhores caminhos, e não caíssem nas armadilhas do erro.

Usando uma expressão muito em voga na Igreja nas últimas décadas do século passado, podemos indagar: alguém já teve sucesso ao ligar fé e vida? De fato, não é fácil para o homem comum ser santo cotidianamente.

A explicação pode ser encontrada nalguns trechos das cartas de Paulo. Um, é até muito conhecido por quem vai à missa aos domingos:

“Sabemos, de fato, que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido ao pecado. Não entendo, absolutamente, o que faço, pois não faço o que quero; faço o que aborreço. E, se faço o que não quero, reconheço que a lei é boa. Mas, então, não sou eu quem o faço, mas o pecado que em mim habita. Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem faço, mas sim o pecado que em mim habita. Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal (Rm 7,14-21).

De fato, em sua Carta o Apóstolo põe a descoberto este terrível drama da humanidade: mesmo querendo fazer o bem, consegue fazer o mal, para depois sofrer as agruras de um purgatório emocional interminável que poderá resultar em doenças emocionais.

É ao se ver em tal situação que homens e mulheres de boa mente, seres humanos construtores da paz, se agarram a um fio de esperança pensando: “Quisera, pelo menos, errar menos e acertar mais”.

Outro trecho paulino lança luz nesta realidade, outra vez desnudando a fragilidade humana, mas também indicando uma solução bastante conhecida pelos integrantes da Renovação Carismática:


Dercides Pires da Silva – Goiânia


“Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar. O homem espiritual, ao contrário, julga todas as coisas e não é julgado por ninguém. Por que quem conheceu o pensamento do Senhor, se abalançará a instruí-lo (Is 40,13)? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo” (1Cor 2,14-16).

Errar menos e acertar mais, exige do ser humano ser menos “mundo” e mais “céu”; menos “carne” e mais “espírito”. Isso tudo sem sair do mundo.

Certamente você poderá estar se indagando: Como pode se dar isso? A resposta a tal indagação exige tempo e papel. Além disso, é daquelas que se aprende na prática cristã mais genuína que existe e que remonta ao tempo dos Apóstolos: deixar-se conduzir pelo Espírito, como escreveu João Paulo II na Encíclica Redempotoris Missio, 87. Deixar-se conduzir pelo Espírito Santo pode exigir de muitos paciência, oração e meditação da Palavra de Deus.

Também ajuda a errar menos e acertar mais, ter a mente – o pensamento – de Cristo, como dito na passagem da Carta aos Coríntios, acima, e como nos exorta a Epístola aos Romanos:

“Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Rm 12,1-2).

Todavia, irmãs e irmãos, quem de fato ajuda a errar menos e acertar mais na vida cotidiana, quem realmente contribui para que as pessoas façam opções santas e ainda as capacita a adotarem práticas dignas de filhos e filhas de Deus é o Espírito Santo; o Mesmo Espírito que faz o homem e a mulher nascer de novo “da Água e do Espírito”, como disse Jesus a Nicodemos.

A partir deste nascimento espiritual o ser humano recebe o dom da filiação divina com as virtudes necessárias para vencerem a carne e serem, enfim, homens e mulheres “espirituais”, no sentido de não serem mais do mundo, apesar de viverem no mundo; de não colocarem suas cabeças na forma do mundo, mas adotando o pensamento de Cristo. Assim, seguramente, é possível marchar praticando atos e virtudes cristãs no caminho da santidade, imitando Jesus e errando menos e acertando mais, até atingir a estatura do varão perfeito, que é Jesus Cristo.

No meio católico, sacramentalmente, todos já nasceram de novo da Água e do Espírito quando foram batizados. A graça do Batismo, que é o próprio Espírito Santo, já faz de todo católico filho ou filha de Deus, de fato. Entretanto, esta incomensurável graça parece se perder nos incompreensíveis mistérios da alma humana; alma tão cheia de melindres e meandros, mais afeita às dúvidas do que à fé. É exatamente neste ponto que entra o Seminário de Vida no Espírito Santo. Também por um mistério, desta vez da parte de Deus, uma das graças deste Seminário tem sido uma vida nova, no Espírito Santo, que desabrocha depois de aparentemente ter hibernado por anos, décadas até, na alma de católicos não praticantes da virtude da religião. Em poucas palavras é difícil descrever o que se experimenta num Seminário de Vida no Espírito Santo realizado com a metodologia correta: com nove semanas de duração, com pastoreio, com partilhas, com estudos bíblicos, com cada encontro semanal durando pelo menos quatro horas, e, principalmente, com muitas orações e cânticos ungidos e fervorosos, acompanhados de pregações ardorosas e também ungidas.

A opção por fazer o Seminário de Vida no Espírito Santo na forma proposta pela RCCBRASIL não é somente uma novidade, ou uma prática ousada, ou uma forma de preencher calendários; tal opção é, antes de tudo, uma decisão estratégica, pois ela se encontra na bifurcação do bom discipulado que se opõe ao mais ou menos, da conversão profunda que se opõe à superficial, da oportunidade de proporcionar a todos os servos um grande avivamento anual que se alimenta principalmente das semanas preparatórias para o Seminário, mas continua por ele e o ultrapassa acompanhando o pastoreio que segue pelos meses do ano.

Em certos casos, o Seminário de Vida no Espírito Santo beneficia mais os servos do que os próprios evangelizandos, pois nele os obreiros, servos do Senhor, têm oportunidade de unir formação, oração e missão que compõem o tripé do crescimento espiritual, dando a todos a oportunidade de receber de Deus as ferramentas espirituais para ser santos na vida cotidiana, mesmo que seja começando num simples errar menos e acertar mais no lar, no trabalho, na escola, no lazer, nos relacionamentos profissionais e afetivos.

Bom Seminário de Vida no Espírito Santo a todos. Deus os Abençoe. Muito obrigado.

Dercides Pires da Silva


A Partir de agora estaremos disponibilizando temas sobre o SVE I, material escrito, em vídeo e esquemas básicos para ensinos em grupos de oração ou encontros fechados, alguns dos quais já estão disponíveis em outros site’s.   Estaremos apenas organizando de uma forma que outras pessoas também possam se usufruir destes textos e videos para nossa formação pessoal e auxiliar outras pessoas a encontrar-se com Jesus e conhecer melhor o Espírito Santo de Deus.


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