Dom do Conselho.


 

Dons do Espírito Santo:


O Dom do Conselho


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Queridos irmãos e irmãs, bom dia! 2020

Ouvimos na leitura do trecho do livro dos Salmos “O Senhor me deu conselho, mesmo de noite o meu coração me exorta” (Sal 16, 7). E este é um outro dom do Espírito Santo: o dom do conselho. Sabemos quanto é importante, nos momentos mais delicados, poder contar com sugestões de pessoas sábias e que nos querem bem. Ora, através do dom do conselho, é o próprio Deus, com o seu Espírito, a iluminar o nosso coração, de forma a nos fazer compreender o modo correto de falar e de se comportar e o caminho a seguir. Mas como esse dom age em nós?

1. No momento em que o acolhemos e o hospedamos no nosso coração, o Espírito Santo logo começa a nos tornar sensíveis à sua voz e a orientar os nossos pensamentos, os nossos sentimentos e as nossas intenções segundo o coração de Deus. Ao mesmo tempo, leva-nos sempre mais a dirigir o olhar interior para Jesus, como modelo do nosso modo de agir e de nos relacionarmos com Deus Pai e com os irmãos. O conselho, então, é o dom com que o Espírito Santo torna a nossa consciência capaz de fazer uma escolha concreta em comunhão com Deus, segundo a lógica de Jesus e do seu Evangelho. Deste modo, o Espírito nos faz crescer interiormente, faz-nos crescer positivamente, faz-nos crescer na comunidade e nos ajuda a não ficar à mercê do egoísmo e do próprio modo de ver as coisas. Assim, o Espírito nos ajuda a crescer e também a viver em comunidade. A condição essencial para conservar este dom é a oração. Sempre voltamos ao mesmo tema: a oração! Mas é tão importante a oração. Rezar com as orações que todos nós sabemos desde criança, mas também rezar com as nossas palavras. Rezar ao Senhor: “Senhor, ajuda-me, aconselha-me, o que devo fazer agora?”. E com a oração abrimos espaço, a fim de que o Espírito venha e nos ajude naquele momento, aconselhe-nos sobre o que nós devemos fazer. A oração! Nunca esquecer a oração. Nunca! Ninguém, ninguém percebe quando nós rezamos no ônibus, na estrada: rezamos em silêncio com o coração. Aproveitemos esses momentos para rezar, rezar para que o Espírito nos dê o dom do conselho.

2. Na intimidade com Deus e na escuta da sua Palavra, gradualmente colocamos de lado a nossa lógica pessoal, ditada nas maiorias das vezes pelos nossos fechamentos, pelos nossos preconceitos e pelas nossas ambições, e aprendemos, em vez disso, a perguntar ao Senhor: qual é o teu desejo, qual é a tua vontade, o que te agrada? Deste modo amadurece em nós uma sintonia profunda, quase inata no Espírito e se experimenta quanto são verdadeiras as palavras de Jesus reportadas no Evangelho de Mateus: “Não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar nem com que haveis de dizer: naquele momento, ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós” (Mt 10, 19-20).  É o Espírito que nos aconselha, mas nós devemos abrir espaço ao Espírito, para que possa nos aconselhar. E abrir espaço é rezar, rezar para que Ele venha e nos ajude sempre.

3. Como todos os outros dons do Espírito, então, também o conselho constitui um tesouro para toda a comunidade cristã. O Senhor não nos fala somente na intimidade do coração, fala-nos sim, mas não somente ali, mas nos fala também através da voz e do testemunho dos irmãos. É realmente um grande dom poder encontrar homens e mulheres de fé, que, sobretudo nos momentos mais complicados e importantes da nossa vida, ajudam-nos a fazer luz no nosso coração, a reconhecer a vontade do Senhor!

Eu me lembro uma vez no santuário de Luján, estava no confessionário, diante o qual havia uma fila longa. Havia um rapaz todo moderno, com piercings e tatuagens, todas estas coisas… E veio para me dizer algo que acontecia com ele. Era um problema grande, difícil. E me disse: eu contei tudo isso à minha mãe e ela me disse: vá à Nossa Senhora e ela te dirá o que você deve fazer. Eis uma mulher que tinha o dom do conselho. Não sabia encontrar uma saída para o problema do filho, mas indicou o caminho justo: Vá a Nossa Senhora e ela lhe dirá. Este é o dom do conselho. Aquela mulher humilde, simples, deu ao filho o conselho mais verdadeiro. De fato, este rapaz me disse: olhei para Nossa Senhora e senti que devia fazer isto, isto e isto… Eu não precisei falar, já tinham dito tudo sua mãe e o próprio rapaz. Este é o dom do conselho. Vocês, mães, que têm este dom, peçam – no para os seus filhos. O dom de aconselhar os filhos é um dom de Deus.

Queridos amigos, o Salmo 16, que ouvimos, convida-nos a rezar com estas palavras: “Bendigo o Senhor porque me deu conselho, porque mesmo de noite o coração me exorta. Ponho sempre o Senhor diante dos olhos, pois ele está à minha direita, não vacilarei” (vv. 7-8). Que o Espírito possa sempre infundir no nosso coração esta certeza e nos encher assim com o seu consolo e a sua paz! Peçam sempre o dom do conselho.

Quarta-feira, 7 de maio de 2014

Papa Francisco

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Frutos_do_Espírito



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Dom_da_Ciencia Sete_dons Dom Fortaleza
Botao_tema_anterior Botao_tema_abertura Botao_tema_proximo

(Para acessar os outros Dons click aqui)


Sete_dons

O Padeiro Espanhol.



Historia real que faz parte do texto de abertura do livro Ide e evangelizai os Batizados de Jose H. Prado Flores demonstrando que os Cristãos Batizados de hoje não tem um conhecimento pleno do significado desta palavra “BATISMO” e nem das consequências deste Batismo em nossas vidas. Nosso objetivo é redescobrir o significado deste primeiro anuncio do evangelho “O Kerigma” que culmina na preparação para o primeiro Sacramento da Igreja e a integração de cada um de nós como “VERDADEIROS” filhos e herdeiros de Deus. 


Rodrigo Lombardi

Rodrigo Lombardi – Padeiro



Objetivo do tema: Crer e experimentar o amor pessoal e incondicional de Deus, que é nosso Pai.


Durante a guerra civil espanhola, muitos espanhóis emigraram para o México.  Entre eles veio um jovem de 18 anos, Venâncio Fernandez.   O único problema que Fernando não teve durante a penosa travessia foi ter que pagar excesso de bagagem.  Trazia apenas duas camisas e uma calça remendada.

Chegou a Vera Cruz, onde começou a trabalhar em uma tenda de conterrâneos de um tio seu.   Anos após, casou-se e montou uma padaria na cidade de Puebla.   Com muito sacrifício, esforço e economias conseguiu juntar um pouco de capital e transferiu-se para a cidade do México com toda a sua família, onde continuou com seu trabalho de padeiro.   As pessoas já não mais o chamavam “Venâncio”.  Agora era “Senhor Venâncio”: pessoa honrada e respeitada que fumava um grosso charuto e poupava o máximo possível.

Ao completar 20 anos de sua chegada ao México, uma agência de viagens mostrou-lhe como seria econômico levar sua família até a Espanha de navio.  Havia uma promoção especial para famílias e ele não podia perder esta oportunidade.


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A esposa do Senhor Venâncio, que aproveitava todas as ofertas, convenceu seu marido a gastar algumas economias em uma tranquila excursão pela Espanha.

Entretanto o Senhor Venâncio pretendendo economizar o mais possível no trajeto marítimo, antes de embarcar em Vera Cruz fez, na sua padaria, alguns pães bastante grandes, comprou uns 15 quilos de queijo e embarcou rumo a terra de seus antepassados.

No primeiro dia, todos comeram, com satisfação, o pão fresquinho com fatias de queijo novinho.  No dia seguinte, tão satisfeitos estavam que não fizeram qualquer restrição em repetir o mesmo cardápio de pão com queijo.   Depois, comeram queijo com pão, e, depois ainda pão com queijo.   No quinto dia, comeram pão, queijo e pão, e, no outro dia, pão e queijo.  No fim da semana, seus rostos tinham uma cor amarelada de queijo.  Ninguém chegava perto deles, crendo que estivessem com hepatite.

Por fim, no dia em que chegavam ao porto espanhol, deram-se conta de que o esforço para comer aquele pão mais os enfraquecia do que fortalecia.  A esposa do senhor Venâncio convenceu-o, então, de que deveriam celebrar a sua chegada à Espanha com um jantar delicioso e farto no restaurante de primeira classe do navio.  De uma coisa estavam certos; nessa noite não comeriam nem pão e nem queijo.

– Onde seria o restaurante da primeira classe?  Perguntou o senhor Venâncio ao comandante da tripulação.

– Permita-me ver sua passagem – pediu o oficial.

– Puxa! – reagiu o senhor Venâncio.  – Eu vou pagar, que para isso tenho me matado de trabalhar nesses vinte anos.

– Desculpe – respondeu o oficial.  – Mas no restaurante de primeira classe só podem entrar passageiros com bilhete de primeira classe.

Com o mau humor característico de um espanhol quando é contrariado, e com o rosto ainda mais amarelo, o senhor Venâncio tirou do fundo do bolso uma passagem toda amarrotada,  e que, ao ser desdobrada, soltou um forte cheiro de queijo.

O oficial leu-o lentamente: “Venâncio Fernández”.

E Depois, com uma cara de espanto, exclamou!

– Puxa! Senhor Venâncio, sua família tem uma passagem maravilhosa.

– Sua passagem inclui três refeições diárias no restaurante de primeira classe durante toda a viagem!


Primeira classe 2 Primeira classe

Conclusão:

O mesmo acontece conosco, Cristo já pagou para que tenhamos direito a uma Vida Nova.   Temos a “passagem” do Batismo bem guardado, e não vivemos como reis, sacerdotes e profetas, como deveríamos,  e é a isso que essa passagem nos dá direito.  Ao contrário, temos feito nossa parte: a mistura do pão duro da tristeza com o queijo da amargura e da monotonia, não aproveitando que Cristo já pagou por nós, com seu sangue precioso.  E, o pior, é isso que damos à nossa família e a todos que nos rodeiam, ignorando o nosso bilhete formidável.

Fonte: Ide e Evangelizai os Batizados


Nossas Considerações:


“Tudo que é meu, é teu…”


Simples assim… disse a seu filho mais velho o Pai do filho pródigo quando ele se recusava a entrar em casa quando seu irmão festejava seu retorno para a casa do Pai.  Mas, qual era o motivo pelo qual o filho mais velho se recusava a festejar com seu irmão perdido?

– Ele respondeu: O Senhor jamais me deu um cabritinho sequer para que eu festejasse com meus amigos!

A quem pertencia este cabritinho?

– De acordo com a resposta do Pai no destaque acima, este “cabritinho” ou aquele Boi cevado, a casa e toda a propriedade pertenceria a seu filho mais velho e ele teria pleno poder de decisão sobre qualquer bem que ali existisse, e, neste caso ele poderia ter matado o cabritinho ou até mesmo aquele boi cevado para comemorar e se alegrar com seus amigos e ele nunca sequer teve coragem de tomar essa atitude ou de pedir a seu Pai que lhe concedesse essa graça e a pergunta que permanece no ar seria:

Por que o filho mais velho jamais usufruiu dos benefícios de seus bens materiais?

Ninguém saberia esta resposta, tanto porque, esta resposta não cabe ao filho mais velho pronuncia-la e sim a você!

Sim…

A você que vive triste e abatido, mendigando uma migalhinha de pão que cai da mesa de seu Senhor ou a você rico e poderoso que mesmo possuindo a melhor padaria da cidade jamais experimentou um pedaço de pão, ambos são iguais em um único ponto, a falta de pão em sua mesa, por motivos diferentes, mas o mesmo problema em comum.

Pelo primeiro ou pelo segundo motivo ambos os filhos precisavam do amor e da misericórdia de seu Pai para completarem o vazio e a necessidade que possuíam em suas vidas, assim como também na história do Padeiro Espanhol, mesmo ele comprando um pacote de viagem maravilhoso para sua Família não usufruiu de seus direitos por falta de conhecimento e por falta de generosidade para com sua Família e neste caso em particular o que mais lhe faltou foi mesmo a generosidade, pois se tivesse levado a sua Família ao restaurante de primeira classe no primeiro dia teria descoberto os seus direitos e os teria usufruído a viagem toda, sendo assim, precisamos abrir nossos olhos para entender o que Deus pede de nós ou simplesmente nos revela neste texto, para que possamos a partir de agora começar a usufruir os verdadeiros Dons de Deus em nossas vidas, sejam eles materiais ou espirituais, porque “Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”.

Presentepravoce.


Seminário de Vida no Espirito
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Kerigma

PRADO FLORES

Loyola

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A pérola de valor incomparável.



Não temos como avaliar coisas e fatos se não conhecermos um exemplo prático por isso gostaria de lhes contar a História que se segue que é um fato verídico ocorrido anos atrás na Índia e serve como um perfeito exemplo para que possamos entender o que Jesus quis dizer quando contou esta parábola a seus discípulos.


“O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas.  Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra.”

(São Mateus, 13,45-46)



Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem.

(São Mateus 7,6)


Pérola:

Para os Orientais: Era o que tinha de mais precioso.


“Era muito caro aos antigos o simbolismo da pérola, pois ela é algo de misterioso: muito bela, mas escondida no mar, dentro de uma ostra. Os antigos eram levados a crer que tal realidade resultava de um portento,… portento que ocorre quando um raio de sol consegue penetrar na água do oceano e a torna fecunda. A pérola assim seria o fruto do casamento do fogo com a água; aí estaria a explicação do seu valor.”

Transpondo este simbolismo para a esfera cristã, verificamos que tem muitos significados. Antes do mais, diremos que Cristo é a pérola preciosa por excelência, pois tem origem na união de Deus Filho todo-poderoso com a frágil natureza humana, união na qual ele é o Esposo e ela a esposa. O Reino dos céus – que tem início no coração de cada cristão – prolonga o portento, apresentando dois aspectos:”


Há muitos anos, um americano chamado David Morse, vivia e trabalhava na Índia, onde fez grandes amizades, sobretudo com Rambhau, um mergulhador que retirava pérolas no mar.



Muitas foram às vezes em que Morse passou o final do dia na casinha de Rambhau, lendo a Bíblia para ele e explicando-lhe a essência das palavras de Jesus: o amor de Deus e a salvação.

Rambhau gostava de ouvir a Palavra de Deus. Mas, sempre que Morse lhe perguntava sobre aceitar Jesus como Salvador, ele balançava a cabeça negativamente dizendo: “Não consigo aceitar a maneira cristã de chegar ao Céu. Para mim ela é fácil demais! Se eu ganhasse o direito de entrar no Céu dessa forma, me sentiria um pobretão, um mendigo que entrou por causa da compaixão de alguém. Talvez seja orgulho da minha parte, mas quero fazer por merecer o meu lugar no Céu. Quero conquistá-lo com esforço próprio, e é o que vou fazer.”

Nada que Morse dizia fazia Rambhau mudar a sua decisão.

Os anos se passaram, e uma noite Rambhau bateu à porta de Morse.

– Seja bem-vindo, meu amigo – saudou-o Morse.

– Não. – respondeu o mergulhador. – Quero que você venha à minha casa um pouquinho. Preciso lhe mostrar algo. Por favor, aceite este convite.”

– Com certeza irei. – disse Morse.

Chegando à casinha, Rambhau afirmou:

– Daqui a uma semana começarei a trabalhar para conquistar o meu lugar no Céu. Estou mudando para Nova Déli, e irei engatinhando.



– Isso é loucura! – exclamou Morse. – São 1.600 quilômetros! Você vai machucar os joelhos e, se conseguir chegar lá, já estará com o sangue contaminado!

– Mas eu preciso ir para Nova Déli – reafirmou Rambhau. – E os imortais me recompensarão por este ato! O sofrimento será tranqüilo, porque com ele adquirirei o direito de ir para o Céu!

– Rambhau, meu amigo, não faça isso. Como posso deixá-lo partir assim sabendo que Jesus Cristo já sofreu e morreu justamente para você ter o direito de ir para o Céu?

Mas o indiano permaneceu firme na sua decisão.

– Você é o meu melhor amigo na Terra, e quem me ajudou todos estes anos, na doença e nas horas de necessidade. Houve ocasiões em que você foi o meu único amigo. Mas nem por isso vai conseguir me dissuadir de conquistar o êxtase eterno. Eu tenho que ir para Nova Déli!

Morse estava sentado numa cadeira que Rambhau fizera para ele logo após sua chegada à Índia. Era a mesma cadeira onde sentara-se tantas vezes lendo a Bíblia para o amigo.

Saindo da sala por um instante, Rambhau retornou com um cofre nas mãos.

– Há anos eu tenho este cofre, – ele disse. – Só guardo uma coisa dentro dele e vou lhe contar algo. Eu tive um filho…

Um filho! – mas Rambhau, você nunca tocou nesse assunto!

– É porque não podia. – disse o mergulhador com os olhos cheios de lágrimas. – Mas como vou partir em breve e não sei se voltarei, preciso lhe contar o que aconteceu.

– O meu filho também era mergulhador, o melhor no litoral indiano. Era rápido, tinha olhos de águia, braços fortes e o melhor fôlego dentre todos os mergulhadores. Ele me trazia muita alegria!

– Como você sabe, – continuou Rambhau, a maioria das pérolas tem algum defeitinho ou mancha que só um perito consegue detectar. O meu filho sempre sonhou encontrar a pérola perfeita, a melhor de todas, e um dia a encontrou! Mas ficou muito tempo debaixo d’água e logo que veio à tona morreu. Ele deu a vida por aquela pérola.

Abaixando a cabeça e com o corpo tremendo por um momento, o velho mergulhador ficou então em silêncio.

– Guardei esta pérola todos estes anos. Como agora vou partir e talvez não volte mais, quero dá-la a você, o meu melhor amigo.



Girando o segredo do pequeno cofre, retirou um embrulho muito bem feito. Abrindo-o e retirando o algodão delicadamente, revelou uma pérola gigantesca que colocou na mão de Morse.

Morse observou a pérola por um momento, e até perdeu a fala, de tão admirado que ficou. Depois exclamou:

– Rambhau! Que pérola!

– Esta pérola, amigo, é perfeita. – Respondeu o indiano tranquilamente.

Foi quando Morse teve uma revelação: Aquele seria o momento perfeito que ele tanto pedira a Deus, para ajudar Rambhau a entender o sacrifício de Jesus.

– Rambhau – ele disse. – É uma pérola maravilhosa, deslumbrante! Quero comprá-la. Eu lhe dou dez mil dólares por ela.

– O quê? Não estou entendendo! Declarou Rambhau.

– Então eu lhe dou quinze mil dólares por ela. Se valer mais, vou trabalhar até conseguir adquiri-la.

Rambhau aprumou-se na cadeira.

– O valor desta pérola é incomparável. Ninguém neste mundo tem dinheiro suficiente para pagar o que esta pérola vale para mim. No mercado ela seria vendida por mais de um milhão de dólares. Não vou vendê-la para você. Eu quero lhe dar esta pérola.

– Não, Rambhau, não posso aceitar esse presente. Por mais que queira essa pérola, não posso aceitá-la assim. Talvez seja orgulho, mas é fácil demais. Preciso fazer por merecê-la, trabalhar para conquistá-la por esforço próprio.

O velho mergulhador estava abismado.

– Você não entendeu nada, amigo. Não está vendo que esta pérola custou a vida de meu filho? Eu jamais a venderei! Ela vale o sangue do meu filho. Não posso vendê-la, mas posso dá-la. Simplesmente a aceite como um sinal do meu amor por você.

Morse, contendo as lágrimas e sem conseguir dizer nada por um momento, segurou a mão do velho.

– Rambhau, – disse ele baixinho. – Não está vendo que o que eu estou lhe dizendo é exatamente o que você tem dito a Deus este tempo todo?

O mergulhador olhou demoradamente para Morse, como se estivesse tentando decifrar o que ele afirmara. E aos poucos começou a entender.

– Deus está lhe oferecendo a salvação de graça. Ela é de um valor incomparável. Ninguém jamais poderia comprá-la. Milhões de dólares são insignificantes. Não existe pessoa na Terra que poderia fazer por merecê-la. Se alguém fosse trabalhar para adquiri-la, teria que trabalhar por milhões de anos, e mesmo assim não seria suficiente. Ninguém merece a salvação. Custou o sangue do único filho de Deus. É o único caminho para o Céu. Nem fazendo centenas de peregrinações, e esperando um milhão de anos, você conseguiria obtê-la. Só precisa aceitá-la como um sinal do amor de Deus por você, que é um pecador.

– Rambhau, é claro que eu humildemente aceito esta pérola, pedindo a Deus que eu seja digno desse amor que você tem por mim. Mas por que você também não aceita, humildemente, o maravilhoso presente que Deus quer lhe dar, o Céu, que Lhe custou a vida do Seu filho?

As lágrimas começaram a rolar pelo rosto do velho. A nuvem que encobria o seu entendimento começou a se desvanecer.



– Agora entendo. Eu não podia acreditar que a salvação fosse de graça, mas agora entendo. Algumas coisas são valiosas demais para serem compradas ou para alguém ser digno delas. Eu aceito a salvação que Jesus me oferece, amigo!

Fonte em Inglés: angelfire.com

Figuras: Revista Sementinha Kid’s, revistas com estorias contadas para crianças, visite o Blog, click no Link

A bondade divina é riquíssima, como é revelado em tudo quanto Ele fez por nós por intermédio de Jesus Cristo.

A salvação não é uma recompensa pelo bem que fizemos, portanto nenhum de nós pode obter qualquer mérito por isto.

Foi o próprio Deus quem fez de nós o que somos e nos deu uma vida nova da parte de Cristo Jesus; e muitos séculos atrás, Ele planejou que gastássemos essa vida auxiliando aos outros.

“Para mostrar aos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça em bondade para conosco em Cristo Jesus, porque pela graça sois salvos mediante a fé; e isto não vem de voz é dom de Deus” (Ef. 2:7-9).

A Salvação que temos em Jesus é a coisa mais preciosa que podemos ter em nossas vidas, mesmo assim não é necessário pagar pedágio para chegar ao céu.




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Os Carismas na Igreja Católica.


Dons Carismáticos:



Atualmente costuma-se separar, aqueles que são e os que não são carismáticos. Entretanto, esta separação não existe de fato, pois toda igreja é carismática, visto que ela é originalmente desde as suas origens, a começar pelo seu fundador, Jesus Cristo. Portanto, a expressão “carismático”, tem dois sentidos: aqueles que usam os dons carismáticos sobrenaturais e aqueles que são, por lhes serem próprios, uma vez que a igreja toda é carismática.

Neste contexto dividimos os dons em: ordinários e os extraordinários, os ordinários são os de natureza comum, como por exemplo, o dom musical, aquele que tem facilidade no relacionamento com a música; e os extraordinários são aqueles citados em 1 Co 12.8-10 – (1) Palavra da Sabedoria; (2) Palavra do Conhecimento; (3) Fé; (4) Curas; (5) Operação de milagres; (6) Profecia; (7) Discernimento de espíritos; (8) Variedade de línguas; (9) interpretação de línguas, portanto sobrenatural, concedidos por Deus através do Espírito Santo. Teologicamente, definiremos dom partindo de sua origem que se encontra no grego charisma, que significa “donativo de caráter imaterial, dado de graça”, portanto, os dons são capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito Santo com o propósito de edificar a Igreja, visto que os dons são dados à igreja para a sua própria edificação (1Co 14.12), levando-a a manter e a desenvolver sua unidade no corpo de Cristo (Ef 4.4-6).

No Livro dos Atos dos Apóstolos e pelos escritos biográficos e reflexivos de tantos Padres da Igreja dos séculos I ao VII, vemos que os carismas eram comuns no início da Igreja. Muitos santos da igreja, a partir do século IV, já acreditavam que os dons carismáticos sobrenaturais foram necessários apenas para a difusão no início da igreja e já não eram mais necessários. Pode ser que era da vontade de Deus que os dons carismáticos “se apagassem” por um período da história (de maneira comum), porém na virada do século XIX para o XX, temos a certeza que o Senhor começa a preparar novamente o coração da humanidade para “uma nova brisa”, com a publicação da carta encíclica Divinum Illud Munus de Leão XIII. Começa a surgir uma renovação e não uma inovação como muitos pensam. O movimento de renovação carismática não traz, portanto, a novidade dos carismas, mas como seu próprio nome sugere, veio renovar esta realidade carismática que se encontrava “adormecida”, mas nunca apagada no seio da Mãe Igreja.

Portanto, os Grupos de Oração ou qualquer expressão carismática têm a responsabilidade de evangelizar carismaticamente, ou seja, com o uso dos dons sobrenaturais de serviço para a edificação da igreja de Cristo, uma vez que os carismas devem nos conduzir sempre a Jesus, centro e Senhor de nossas vidas. Dessa forma, os carismas não giram em torno de si mesmos, ou daqueles que o usam, mas sim esta sempre a favor dos outros, para auxiliá-los no encontro pessoal com Jesus.

São Paulo nos ensina acerca de nove carismas na I Carta aos Coríntios nos Capítulos de 12 a 14. No entanto, a Igreja reconhece, hoje, mais de trezentos outros carismas que, igualmente, ordenam-se à edificação do Reino de Deus e à missão evangelizadora no mundo. Aqui, vamos refletir acerca dos nove Dons Carismáticos elencados pelo Apóstolo Paulo (cf. I Cor. 12, 7-11) e que são os mais utilizados nas denominações carismáticas. Para fins didáticos, podem ser divididos em Dons de Revelação, de Inspiração e de Poder.

fonte: Alexandre Borges

Portal Carismático

Outros temas, sigam os Link’s abaixo:


Dons Carismáticos

Dom da Profecia

Dom das Línguas

Dom da Interpretação

Dom da Fé

Dom da Cura

Dom dos Milagres

Dom da Palavra de Ciência

Dom da Palavra de Sabedoria

Dom do Discernimento

Dons de Santificação

Dom da Fortaleza

Dom da Piedade

Dom da Sabedoria

Dom do Conhecimento

Dom do Conselho

Dom do Entendimento

Dom do Temor de Deus


Semeando a cultura de Pentecostes





Temos Um Tesouro em Vasos de Barro!



“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.”



“Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” (II Coríntios 4.5-7).



Existe um tesouro que não precisa de mapa para ser encontrado, porque não o propósito de seu possuidor escondê-lo. Este tesouro não foi colocado numa caverna profunda com milhares de armadilhas; tão cheias de cobras, crocodilos e jacarés que nem Indiana Jones conseguiria atravessar. Não foi depositado numa urna misteriosa ou num baú rodeado de piratas do Caribe. Seu valor não está depositado em conta numerada num banco suíço e nem é guardado por um sistema de alarme eletrônico de última geração num enorme museu para protegê-lo. Este tesouro está aqui mesmo, depositado em centenas de milhares de vasos de barro sem qualquer proteção espalhados por todo o mundo!

Isso mesmo, o maior tesouro da terra foi colocado em simples e frágeis vasos de barro com o propósito claro e gracioso de servirem para a glória de Deus. Este tesouro está bem acessível no coração de cada um daqueles que acreditam em Deus e o aceitaram Jesus como seu Senhor e Salvador. E ninguém, ninguém que seja Cristão de verdade ou esteja no ministério cristão carrega um tesouro próprio, mas transporta a glória que pertence a Cristo. Os vasos são frágeis, todavia o tesouro é de valor inestimável. Os vasos são totalmente quebráveis, mas o tesouro é imperecível. Os vasos são limitados; o tesouro, no entanto, é ilimitado e transborda inesgotavelmente para a vida eterna.

Quantos vasos são e quais formas têm são perguntas comuns, mas totalmente irrelevantes, pois o que conta é o valor do tesouro que neles está. Quanto mais se tira mais ele se multiplica; quanto mais se tenta roubar mais se espalha; Não se esconde, pois não tem tampa (será que tem tampa?); Não se acumula, pois transborda; não perde o valor, pois é incorruptível; não se rouba, pois não se mede com valores humanos.

Esse tesouro não revela pelas glórias humanas; o seu valor está preso a coisas do alto, por isso não pode ser acumulado segundo os critérios seculares. Ele não enriquece como o dinheiro e seu valor não é a raiz de todos os males (I Tm 6.10). Pelo contrário, na tribulação ele alivia; na perseguição não desampara; na guerra não nos deixa capitular vencidos; diante da morte nos faz ver a vida! Esse tesouro brilha na vida de quem crê em Cristo.

Todavia, algo estranho sempre acontece: Por que alguns ignoram o tesouro e se apegam aos vasos somente? A excelência do poder está no tesouro dentro dos vasos e não nos vasos sem o tesouro. Os vasos se quebrarão e o tesouro será transferido para outros vasos para o ostentarem por mais outro espaço de tempo. Os vasos úteis serão aqueles que puderem conter este tesouro, entretanto pra que servirão os vasos ocos e vazios?

A verdade é que não pregamos a nós mesmos; não vivemos para nós mesmos; não somos de nós mesmos. Quem abraçar fortemente os vasos para possuí-los poderá quebrá-los e ficar sem o tesouro que escorrerá por entre os dedos de suas mãos. Quem se apossar do tesouro será ele mesmo um vaso portador do mesmo tesouro que descobriu.


Já Dizia São Paulo aos Coríntios cap 3, 4.


4. Tal é a convicção que temos em Deus por Cristo. 5. Não que sejamos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus. 6. Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica. 7. Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face (embora transitório), 8. quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito!




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A Transformação do Homem interior pelo poder do Espírito Santo.