Minha família, minha base e o meu alicerce.



Os jovens clamam por liberdade, porém necessitam de um lar para retornarem em segurança, então clamam por liberação para transpor os limites da segurança, mas os Pais que já experimentaram esta aventura não arriscam uma abertura total. 

Assim voltamos à velha lição de sempre, “Todo Pai e Mãe precisa do Espírito Santo para aprender a pescar dentro de sua própria casa.”

Lembra quando Jesus chamou Pedro e João e lhes disse que a partir daquele momento seriam “Percadores de Homens”?

Pedro e João já eram pescadores, logo nem foi preciso explicar a diferença entre o que eles eram e o que deveriam ser.

Para nós, pais, que ninguém ensinou como ser  bons pais para nossos filhos ainda precisamos de muita Sabedoria Divina para saber como manter nossos filhos próximos ao nosso coração e longe dos perigos deste mundo, sem que para isso seja preciso acorrentá-los ao pé da cama.



O PESCADOR

LIMITE




Em quais situações a família pode ser o alicerce de alguém?

Precisamos da família por toda a vida?

Podemos viver bem sozinhos?



Ensinar é também aprender a abrir a mão ou se cai em outro problema que é a dependência permanente.


Comecemos por uma imagem que não é alheia a nenhum de nós: no parque, uma criança encontra-se junto dos pais tentando aprender a andar de bicicleta. Sabemos, por experiência própria, que a chave para finalizar tal aprendizado está no momento em que o pai deixa a criança continuar sozinha. Os pais sabem o risco de dar esse passo, mas ao mesmo tempo o sabem necessário para que a criança possa se desenvolver.


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Seguindo a analogia, percebemos que no caminho do amadurecimento, é necessário abrir mão de algumas seguranças externas e cultivar uma autonomia saudável. Nesse sentido, lembro da reflexão de um amigo que trabalha na formação de jovens: os jovens de hoje têm muitos meios para ser independentes, mas não conseguem ser autônomos, não conseguem valer-se por si mesmos. Quer se verifique isto em mais ou menos jovens, quer se aplique a pessoas mais novas ou mais velhas, percebemos que o mundo de hoje oferece muitas seguranças e instrumentos que podem dar a ilusão de estarmos alicerçados, prontos para enfrentar tudo, sem que realmente seja assim uma verdade. 

Por outro lado, voltando ao âmbito da família, o que define a saúde da autonomia buscada?

Assim chegamos a uma primeira resposta: na família os vínculos nunca são cortados, as relações não são extintas. Ser filho – e ser irmão, e ser sobrinho, e ser neto – fazem parte da identidade desde o nascimento. Nunca deixa-se de ser filho, mas isso não faz desta pessoa um tipo de extensão dos pais. Esta pessoa, cuja identidade inclui relações, constrói seu próprio caminho com as decisões que vai fazendo na vida.

Talvez uma aproximação mais feliz do que a de alicerce – um apoio que me sustenta – seja olhar para a família como base, o chão sobre o qual consigo ficar de pé e começar a caminhar. É preciso que cada pessoa vá fazendo suas próprias opções, vá aprendendo a responder por elas. Não como superação de um tipo de estágio inicial da identidade, mas justamente como um progresso baseado nessa identidade histórica e situada.

Uma observação importante: cultivar uma autonomia saudável não significa se isolar dos demais, incluindo – é claro – a família. Aliás, o quarto mandamento nos lembra, como primeira ação concreta do amor ao próximo, o honrar pai e mãe. Isso implica respeito e acolhida, assim como atenção e assistência “nos anos da velhice e no tempo da doença, da solidão ou do desânimo”(CEC, 2218), isso tudo a partir de um profundo senso de gratidão.

Nota-se que uma base de apoio não é uma prisão fixa, mas um ponto de apoio seguro sempre disponível e presente nos momentos difíceis e também nos momentos de comemoração e alegria.


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Qual é o Tamanho de Deus?


O Avião e a distância de Deus



Por Padre Agnaldo José


Deixei o carro no estacionamento do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. Caminhei até o saguão, fiz o check-in e despachei a mala. Meu destino? A cidade de Pesqueira, no agreste pernambucano. Participaria da abertura das festividades da Imaculada Conceição, no convento dos frades franciscanos.

Estava feliz e ansioso por realizar mais uma missão. Olhei no relógio: 9h. O embarque seria às 10h. Então, subi pela escada rolante até o local onde há uma vista panorâmica de pousos e decolagens. Vários aviões estavam na pista. Minha memória me fez voltar no tempo: lembrei-me de uma história que meu avô, Joaquim, contou a mim quando eu era criança.


Um pai e seu filho pequeno caminhavam por uma estrada. Conversavam. Brincavam. Corriam.

Cultivavam laços afetivos.

O filho então lhe fez uma pergunta:

-“Qual é o tamanho de Deus?”.

Depois de uns minutos pensando, o homem olhou para o alto e viu um avião, cortando as nuvens.



-“Você está Vendo aquele avião?”, perguntou. O menino fixou o olhar no céu: “Sim. Está deixando um rastro de fumaça para trás”. “Qual é o tamanho dele?”.

O menino respondeu rápido:

“Bem pequeno. Quase não dá pra gente ver”.

Os dias se passaram e o homem foi levar um amigo seu ao aeroporto. Chamou o menino para ir junto. Ele acompanhou cada passo do seu pai até que chegaram ao local da vista panorâmica da pista e dos aviões. Ali, abraçado ao filho, ele repetiu a mesma pergunta que fizera antes, naquele dia, pelo caminho, apontando para um avião de cor azul estacionado bem em frente a janela:

Qual é o tamanho deste avião?”.

O menino estava entusiasmado e respondeu de imediato:

Enorme…  grande… muito grande mesmo!

Que lindo! Olha as asas! Pareço uma formiguinha perto dele”.

O pai, com carinho acariciou os cabelos do menino: “Sabe, filho, Deus é como este avião. O seu tamanho depende da distância que estamos dele. Este avião é do mesmo tamanho daquele que estava bem alto naquele dia, por isso se estivermos longe dele, ele parecerá muito pequeno para nós, quase não o enxergamos. Mas, se estamos perto dele, será enorme, grande, infinitamente maior que nós dois juntos.

Que você fique sempre perto de Deus, para que ele seja grande na sua vida”.

Que saudades do vô Joaquim, de seu carinho e de suas histórias. Ali, naquele local especial do aeroporto, fiquei pensando em Deus.



Proteção Divina & Proteção & Provação.


Quantas vezes me afastei de sua presença. Não permaneci debaixo de suas asas. Ainda bem que voltei para perto de seu coração e ele me acolheu. Hoje, posso dizer que ele é grande para mim.  Imenso. Infinito amor.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que crer em Deus, o Único, e ama-lo com todo o seu ser, tem consequências imensas para toda a vida. Significa conhecer a sua grandeza e majestade. Viver em ação de graças. Usar, corretamente, das coisas criadas. Confiar nele em qualquer circunstância, mesmo na adversidade (CIC 222-227).


São Nicolau, padroeiro da Suíça, ensina a oração para todos os dias:



“Meu Senhor e meu Deus, tirai-me tudo o que me afasta de vós. Meu Senhor e meu Deus, dai-me tudo o que me aproxima de Vós”.


E para você?

Qual é o tamanho do avião que você observa neste momento em sua vida?

Qual a distância que existe entre sua vida e Jesus Cristo?




» Padre Agnaldo José

– Sacerdote, jornalista e mestre em Comunicação.
» Fonte – Revista Ave Maria /Março/2014″



PARÁBOLAS E MENSAGENS EM POWER POINT PARA REFLEXÃO



DEUS AMA O PECADOR

MAS ODEIA O PECADO