Minha Vida está nas mãos de Deus !

Testemunho de um Médico que presenciou a morte e o retorno à vida de uma paciente em estado grave de Dengue Hemorrágica.

Estarei editando partes deste texto, devido ser um pouco extenso e estar direcionado a uma pessoa em particular, vou procurar direcioná-lo de modo totalmente imparcial mostrando apenas a ação de Deus na vida dos envolvidos deste Testemunho:

Médico Ateu se Encontra com Deus.

16 06 2009

Testemunho enviado por e-mail:

Meu nome é Pedro. Eu e minha esposa Antonia enviamos este e-mail […] que relata como aconteceu o meu encontro com Deus.

Sou formado em medicina e, outrora, totalmente descrente dessa fé.  A mesma fé que minha esposa e minha nonna (avó; somos italianos…) sempre creram.    Sempre dependi da força de meus braços, dos meus estudos, orgulhoso da medicina que através de mim salvava vidas. Minha esposa há 12 anos lutou por mim, pela minha salvação. Eu nunca aceitei ela me dizer nada a respeito de DEUS ou sobre a Igreja. Sempre fomos de condições financeiras ótimas, nunca dependi de ninguém. Minha esposa muito sabiamente sempre lutou pela minha salvação em silêncio, até porque ela sabia e conhecia o marido que tinha. Orgulhoso, que nunca aceitaria ela me falar de DEUS e da sua fé.

Até que em setembro de 2008 aconteceu, em minha vida, algo inesperado. Como sou um médico conhecido e reconhecido, recebi um chamado de um amigo para ir até Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, acompanhar um caso de dengue hemorrágica. Neste caso, eu estaria indo ate lá para fazer uma autópsia. Só o corpo desfalecido para, então, ajudar a medicina a encontrar uma injeção contra todos os tipos de dengue.

Caso Grave de Dengue Emorrágica.

Caso Grave de Dengue Hemorrágica.

Era uma jovem de 26 anos, quando eu cheguei, ela já havia sofrido com traumas como paradas respiratórias e estava em coma induzido. Minha junta médica iria controlar a febre e a hemorragia. Como médico, nunca havia visto uma dengue hemorrágica naquele estado, mesmo assim, havia algo diferente no semblante dela.

Essa jovem, uma guerreira de fé[…].   Quando cheguei com minha equipe médica, avaliamos o caso e ela estava muito mal. Era para estar morta, devido a muitas paradas respiratórias. Durante a madrugada, quando ela saiu do coma, minha equipe me chamou.

Eu ainda não havia conversado com ela devido ao seu estado. Ela me disse: Doutor, eu não sei o que o Senhor Jesus vai fazer nessa noite, não sei o que Ele quer, mas sei que a vontade d’Ele vai ser feita na minha vida. E, mesmo se Ele quiser me levar hoje, o senhor não poderá fazer nada. Pode ficar fazendo massagens, dar choques, o que o senhor tiver de fazer, mas só volto se DEUS assim quiser porque minha vida está n’Ele!

Aquilo foi um absurdo para mim, porque eu, com todo o meu orgulho, nunca aceitaria uma menina me dizer aquilo. Ela foi realmente abusada. Ninguém antes havia falado comigo daquela forma em toda minha vida. O detalhe é que ela nunca tinha me visto antes. Eu disse à equipe que trabalha comigo: Quem é o profissional aqui? Quem estudou e se especializou na medicina humana durante anos, e agora vem essa jovem, uma menina vem me afrontar dessa maneira. Quem ela pensa que é? Enquanto eu estudava e salvava vidas, ela estava na igreja servindo a esse DEUS dela!

Eu sai do quarto de Charlene aos berros, irado com tudo aquilo. Ela, mesmo naquela situação, crendo no que não via, porque ela estava aos frangalhos. Quando mais uma vez, o inesperado aconteceu. Naquela madrugada, essa jovem veio a falecer. Na mesma hora, recordei o que ela havia me dito poucos minutos antes. Rapidamente, comecei a fazer as massagens e usei o desfibrilador. Fiquei durante 40 minutos tentando reanimá-la. Já esgotado das minhas forças, minha equipe parou de me auxiliar e ficou me olhando. Quando o meu auxiliar-chefe e amigo segurou os meus braços e disse: Pedro, chega ela morreu; acabou!

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Saí daquele lugar e fui chorar humilhado. Eu disse à minha equipe: “Eu nunca perdi ninguém nesses 35 anos de medicina, e vem essa menina abusada e me envergonha diante de todos com essa fé nesse DEUS dela (Lembrando do que minha esposa me dizia) […]. Minha junta médica, de cabeça baixa, diante da minha ira e meu transtorno. Depois de alguns minutos, me controlei, recuperei o ar e fui à família dizer que a Charlene havia vindo a óbito.

Eu conversava com a família: Eu fiz tudo que eu pude tentando trazê-la à vida, mas a Charlene veio a óbito. QUANDO A ENFERMEIRA ENTRA CORRENDO E GRITANDO NA SALA: DOUTOR PEDRO, A PACIENTE NÃO MORREU. ELA VOLTOU!!!!!!!!!!!!!  […] DEPOIS DE TENTAR E ESGOTAR AS MINHAS FORÇAS E TODOS OS MEUS CONHECIMENTOS MÉDICOS, E COMUNICAR À FAMILIA O ÓBITO, ELA VOLTA DO NADA. EU JA TINHA DADO O HORÁRIO DE ÓBITO. ELA ESTAVA EM OUTRA SALA. TODOS COM OS PREPARATIVOS NECESSÁRIOS E EU COM A FAMÍLIA DELA. QUANDO ELA VOLTA A VIVER….

A MINHA CABEÇA NÃO ENTENDEU NADA. REALMENTE, DE NADA ME SERVIRAM OS ANOS DE ESTUDOS, ESPECIALIZAÇÕES E FORMAÇÃO DIANTE DAQUILO. QUANDO ENTREI NA SALA, ELA JÁ ESTAVA SENTADA, ‘SORRINDO’. FUI EXAMINÁ-LA, PERPLEXO, SEM ENTENDER NADA, SEM AO MENOS CONSEGUIR OLHA-LA NOS OLHOS.

Sai dali e fui ligar para minha esposa, onde morávamos. Ela estava acordada, preparando tudo, porque estávamos de mudança para Portugal. Eu disse para ela: Antonia me ajude, porque não sei o que aconteceu. Não estou entendendo nada.

Expliquei para ela tudo que tinha acontecido naquela madrugada. Antonia disse: Pedro, meu querido, eu sabia que isto um dia iria acontecer. DEUS iria quebrar a suas pernas para você conhecê-lo. Fica tranquilo que tudo vai ser esclarecido. DEUS fez tudo isso só por tua causa.

Chorei muito naquela madrugada. Não consegui dormir enquanto não amanheceu para então conversar com essa jovem.

Pela manhã, logo cedo, fui vê-la. Ela me falou de JESUS, de todo o sacrifício d’Ele por mim. Ela me falou que está nas mãos de DEUS e que, em tempo algum, teve medo, porque sabia em quem ela tem crido. E me convidou para ir à Igreja.[…]

Então, disse a ela que minha esposa, Antonia, já participava da igreja havia 12 anos, e sempre quis me levar com ela. Sempre lutou por mim. Charlene disse: DEUS ouviu as orações da sua esposa, doutor. Os propósitos dela a teu favor. Nessa madrugada, O MEU DEUS teve de usar uma ‘morta’ pra salvar a sua alma, porque Ele havia usado muitos ‘vivos’ ,mas o senhor não dava ouvidos para DEUS.  […]

Voltei para Casa, encontrei minha esposa Antonia. No ato, ela me disse que eu não era o mesmo Pedro que ela havia visto pela última vez! […]

Eu me entreguei a Jesus. Imediatamente, houve a PAZ EM MIM, O GOZO. Havia saído TONELADAS das minhas costas. Agora entendo tudo o que DEUS fez por minha alma. O sacrifício do SEU FILHO, O MEU SENHOR JESUS. HOJE, EU O ASSUMO COMO MEU SENHOR. Entendo que o que aconteceu em Campo Grande foi para que eu conhecesse a DEUS. […]

Esse foi o meu encontro com DEUS. Tentei resumi-lo e não entrar em tantos detalhes… mas é isso, Deus me salvou, reconheço que só Ele tem domínio e Poder de tudo. E que tudo é possível àquele que crê. Até para a morte!

Dias depois de tudo que ocorreu naquele hospital, foi internada uma paciente com dengue hemorrágica. Ela faleceu. um detalhe me chamou a atenção: Essa outra paciente servia aos encostos e o semblante dela era pesado e triste. Faleceu com o rosto de agonia, totalmente diferente e oposto ao que eu havia visto dias antes, o Poder de DEUS.

A Jovem Charlene está totalmente recuperada, sem nenhuma sequela, para quem teve 13 paradas respiratórias, hemorragias internas, ficou 40 minutos sem batimentos cardíacos e respiratórios, entre comas e comas induzidos. Depois disso tudo, ressuscitar sorrindo é realmente um milagre do Poder do nosso DEUS! Ela me disse que não é contra a medicina, que é de DEUS, mas é limitada. E o nosso DEUS não tem limites! Antonia agradece a DEUS todos os dias pelo que aconteceu porque o antigo Pedro, orgulhoso, nunca reconheceria que isso é um milagre, se não acontecesse comigo.

Espero que esse e-mail chegue a muitos corações. Me perdoe por tudo que falei contra Jesus… Já pedi perdão à Antonia porque eu a criticava tanto.

*Antes eu era conhecido como ”DR. HOUSE” incrédulo! Hoje Dr. Pedro, um homem nascido de DEUS.

Em fé, Pedro e Família

Fonte:

http://detudomaisumpouco.wordpress.com/2009/06/16/medico-ateu-se-converte/

Ps. Antes que seja comentado, gostaria de dizer que um testemunho da ação de Deus na vida de alguém, não pertence a ninguém, senão somente a Deus que é o autor da obra e o nome ao qual é digno de todo mérito.

Portanto este testemunho pertence a você leitor, para que você conheça o Amor de Deus, sem se importar onde ele ocorra, se numa Igreja ou num hospital, porque Deus aje em nossas vidas a qualquer momento e em qualquer lugar, neste exato momento Ele pode estar tocando o seu coração de uma forma totalmente diferente e o transformando em um novo coração.

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O ALPINISTA EXTRAORDINÁRIO. COMO UMA BOMBA

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//mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/pentecostes-ico.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Testemunho Glória Polo – Parte I.



A Dra. Glória Polo foi atingida por um raio na Colômbia e sobreviveu para contar o que presenciou na sua experiência de quase morte quando estava em coma lutando pela vida.



TESTEMUNHO DE GLORIA POLO


Extraído de uma das entrevistas feitas à Drª. Gloria Polo na Rádio Maria (Colômbia).

Irmãos! Realmente é muito lindo poder estar aqui compartilhando esse maravilhoso presente que o Senhor me deu há mais de 10 anos. Isso aconteceu em 8 de maio de 1995 na Universidade Nacional de Bogotá.



O Acidente:


Raio_Perto


Eu e um sobrinho estávamos nos especializando em odontologia e tínhamos que buscar uns livros na Faculdade de Odontologia numa sexta-feira à tarde. Meu esposo estava conosco. Estava chovendo muito forte, eu e meu sobrinho estávamos debaixo de um pequeno guarda-chuva e meu esposo tinha sua jaqueta impermeável e se aproximou da parede da Biblioteca Geral, e nós, enquanto saltávamos as poças d’água, sem perceber nos aproximamos de umas árvores. Quando fomos saltar uma grande poça, caiu um raio sobre nós. Nos deixou carbonizados e meu sobrinho faleceu ali. Ele era um rapaz, apesar da pouca idade, muito entregue ao Senhor e era muito devoto do Menino Jesus. Ele usava uma medalhinha do Menino Jesus no peito, dentro de uma moldura de cristal.


A Morte:


Glória Polo

Segundo o laudo, o raio entrou através da medalha e atingiu-lhe o coração, queimando-o por dentro e saindo pelo pé, mas por fora ele não se carbonizou, nem se queimou. Por outro lado, o raio entrou em mim pelo braço, me queimou de forma espantosa todo o meu corpo, por fora e por dentro. Isso que estão vendo aqui, este corpo reconstituído, é misericórdia de Nosso Senhor. Fui carbonizada, fiquei sem seios, praticamente me desapareceu toda minha carne e minhas costelas, o ventre, as pernas… o raio saiu pelo meu pé direito, me carbonizou o fígado, se queimaram os rins, os pulmões… Eu usava DIU, de maneira que o T de cobre, bom condutor elétrico, me carbonizou, me pulverizou os ovários, tive uma parada cardíaca, fiquei ali, sem vida, meu corpo pulava por causa da eletricidade que ficou por todo este local.


Eu Estava Fora de Mim:


Mas vejam, esta é só a parte física. A parte mais bonita, a parte mais linda, é que enquanto meu corpo estava ali carbonizado, eu, neste instante, me encontrava dentro de um lindo túnel branco, era uma delícia, uma paz, uma felicidade que não há palavras humanas para descrever a grandeza deste momento, era um êxtase imenso, eu ia muito feliz, nada me pesava dentro deste túnel, olhei ao fundo desse túnel e havia como um sol, uma luz lindíssima. Eu digo que é branco para colocar uma cor, mas nenhuma das cores é comparável humanamente a essa luz maravilhosa. Eu sentia a fonte de todo esse Amor, dessa paz… Quando eu vou subindo, digo…  “Quarta-feira! Eu morri!”

E nesse instante penso nos meus filhos e digo: “Ai meu Deus, meus filhos! O que vai ser deles? Essa mãe tão ocupada, nunca teve tempo para eles.” Aí me dou conta da minha realidade de vida e me sinto triste.


Caí na Realidade:


Saí de minha casa para transformar o mundo e meu lar, meus filhos, pareciam demais para mim. Neste instante de vazio pelos meus filhos, dou uma olhada e vejo algo belo… Meu corpo já não estava nas medidas de tempo nem de espaço daqui da Terra, e vi todas as pessoas num mesmo instante, num mesmo momento, todas as pessoas, as vivas e as mortas e abracei os meus bisavós. Abracei meus pais que já haviam falecido, abracei a todos e foi um momento pleno e maravilhoso. Aí me dei conta de que havia caído por terra a teoria da reencarnação e eu via meu avô, meu bisavô, eles me abraçaram por um momento e encontrei com todas as pessoas que tiveram a ver comigo em minha vida, em todo lugar, ao mesmo instante. Só minha filha de 9 anos (que estava viva) que se assustou quando a abracei, ela sim sentiu meu abraço. Não havia passado nada de tempo nesse momento tão lindo, e que maravilha estar sem o corpo! Já não via as coisas como antes, quando só olhava se alguém era gordo, ou magro, ou feio, ou negro, sempre olhando com critérios. Não era assim quando não tinha meu corpo humano. Eu podia ver o interior das pessoas, como é lindo poder ver o interior das pessoas! Ver nelas seus pensamentos, seus sentimentos. Abracei a todos em um instante e, no entanto, eu continuava subindo e subindo, cheia de alegria.


O Que Aconteceu ?


Quando senti que ia desfrutar de uma vista fantástica onde havia no fundo um lago belíssimo, neste mesmo instante, ouço a voz do meu esposo, ele chora e com um grito profundo e cheio de sentimento me grita: “O que aconteceu? Gloria! Por favor, não se vá! Volte, Gloria! As crianças, Gloria! Não seja covarde!” Neste instante, dou uma olhada como que global e o vejo chorando, com muita dor e então o Senhor me concede regressar.


O Salvamento por eletrochoque:


Desfibriladores cardíacos podem reverter fibrilação auricular ou ventricular. Foto: ShutterstockEu não queria vir, de tanta alegria, paz e felicidade. Então, comecei a descer devagar, buscando meu corpo e me encontrei sem vida. Meu corpo estava na maca da enfermaria da Universidade Nacional de Enfermagem, via como os médicos davam choques elétricos em meu coração para me salvar da parada cardíaca. Durante duas horas e meia fiquei ali jogada, porque não podiam nos levar dali porque “lhes passávamos corrente” a todo mundo, até que finalmente deixamos de “passar corrente” e puderam nos atender. Começaram a me reanimar.

Eu cheguei e pus os meus pés aqui no topo de minha cabeça e com violência uma faísca entrou  em mim. Eu entrei no meu corpo, me doeu muito entrar e senti que saíam faíscas por todos os lados. Eu sentia encapsular-me nisto “tão pequenininho”. E a dor que sentia, minha carne queimava, como me doía! Saía fumaça e vapor.


Sentia Uma Dor Horrível:


E a dor mais terrível, a dor de minha vaidade. Eu tinha critérios para tudo, era uma mulher executiva, era a intelectual, a estudante, a escravizada pelo corpo, escrava da beleza e da moda: 4 horas diárias de exercícios aeróbicos. Escravizada para ter um corpo bonito. Massagens, dietas, bem… de tudo o que possam imaginar, essa era minha vida. Uma rotina de escravidão por um belo corpo. E eu dizia: Bem…se tenho seios bonitos é para mostrar, assim como minhas pernas, porque sentia que tinha pernas esculturais, assim como os seios, e num instante via tudo com horror. Toda uma vida cuidando do corpo. Isso era o centro da minha vida, o amor ao meu corpo.  E já não havia corpo. Nem seios. Havia uns buracos impressionantes em todo o seio esquerdo, estava praticamente desaparecido, e minhas pernas, era o mais terrível, havia pedaços vazios e sem carne, tudo preto, carbonizado…


O Procedimento Médico:


Dali me levaram ao Seguro Social, rapidamente me operaram e começaram a raspar todos os meus tecidos queimados. Quando estou anestesiada, volto a sair do meu corpo. Estava olhando o que faziam os médicos com o meu corpo. Estava preocupada com minhas pernas. De repente aconteceu algo terrivelmente horroroso.


Eu assistia o Processo de reabilitação:


Porque conto a vocês, irmãos, eu fui uma “Católica Dietética” durante toda a minha vida.   Minha relação com o Senhor era uma eucaristia aos domingos, em missas de 25 minutos, onde o padre falasse menos, porque que desespero e que angústia! Essa era minha relação com Deus. E como essa era a relação que eu tinha com Deus, todas as correntes do mundo me arrastavam como um cata-vento, a ponto de que quando já estava me especializando nos estudos, o mundo me dizia que o inferno não existia, que os diabos não existiam. Medo? Quem disse? Mas vergonhosamente confesso que a única coisa que me mantinha na igreja era o medo do diabo. Quando me diziam que não existe, que luta! E eu dizia: “Bem… Todos vamos para o Céu, não importa como somos.” Então, isso terminou afastando-me de uma vez do Senhor.


O Pecado me levou a falar contra Deus:


O pecado não ficou só em mim e começo a piorar ainda mais minha relação com o Senhor. Começo a dizer a todo mundo que os demônios não existem, que são invenção dos padres, que são manipulações. Com meus companheiros da Nacional, comecei a acreditar no conto de que Deus não existia e que éramos produto da evolução. Vejam, quando me vejo neste instante, que susto terrível! Vejo uns demônios que vêm buscar seu pagamento: Eu! Nesse instante, começo a ver como da parede do centro cirúrgico começam a brotar muitíssimas pessoas. Aparentemente pessoas comuns, mas com um olhar de ódio tão grande, um olhar espantoso, e me dou conta que neste instante que em meu corpo há uma sabedoria especial e percebo que devo algo a todos eles, que o pecado não foi grátis e que a principal infâmia e mentira do demônio foi dizer que não existia, e vejo que vêm ao meu encontro e começam a me rodear e querem me levar.


Tentei Fugir do mal que me arrastava:


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Vocês façam ideia do susto, do terror que senti. Essa mente científica e intelectual já não me servia de nada. Eu caía ao chão, tentava voltar para dentro do meu corpo, mas minha carne não me recebia. Neste susto tão terrível, saí correndo e não sei em que instante atravessei a parede do centro cirúrgico. Eu pretendia me esconder pelos corredores do hospital, mas quando passei pela parede do centro cirúrgico… “zas”, dei um salto no vazio…

Entrei por uma quantidade de túneis que vão para baixo. No princípio tinham luz e eram luzes como colmeias de abelhas, onde havia muitíssima gente. Mas eu vou descendo e a luz vai se perdendo e começo a andar nos túneis de trevas espantosas e quando chego a umas trevas, essas não se coparam com as trevas que conhecemos.


Trevas, dor , tristeza e terror:


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Imagine que o mais escuro do escuro que conhecemos se parece à luz de meio-dia comparado a essas trevas que vi. Não se pode comparar. Elas mesmas ocasionam dor, horror, vergonha e cheiram mal. E eu termino essa descida por entre todos os túneis e chego desesperada a uma parte plana… Essa vontade de ferro que eu dizia que tinha, onde me sentia capaz de tudo, já não me servia de nada. Eu queria subir, mas não podia, e estava ali. Vejo como nesse piso se abre uma boca enorme e sinto um vazio impressionante em meu corpo, um abismo ao fundo inenarrável, porque o mais espantoso desse oco era que não se sentia nem um pouco o Amor de Deus, nem uma gota de esperança e esse oco tem algo que me suga para dentro e eu grito aterrorizada.

Eu sabia que se entrasse aí, minha alma estaria morta. Esse horror era tão grande e quando estou entrando, algo me sustenta pelos pés. Meu corpo entrou neste oco, mas meus pés estavam sustentados para cima. Foi um momento muito doloroso e terrível. Vejam só… Meu ateísmo ficou pelo caminho e comecei a gritar: “Almas do purgatório! Por favor, me tirem daqui!” Quando eu estava gritando, foi um momento de uma dor imensa, porque me dou conta de que aí se encontram milhares e milhares de pessoas neste oco, sobretudo jovens, e com dor me dou conta que começo a escutar ranger de dentes, com uns gritos e lamentações que me estremeciam.

Muitos anos me custaram  para assimilar isso, porque eu me punha a chorar cada vez que me lembrava do sofrimento destas pessoas, e percebo que ali estavam todas as pessoas que em um segundo de desespero se haviam suicidado e estavam nestes tormentos com todas as coisas que ai se encontravam, mas o mais terrível destes tormentos é a ausência de Deus. Não se sentia o Senhor.


As Justificativas:


Nessa dor, começo a gritar: “Quem se equivocou? Olhem como sou santa! Jamais roubei, eu nunca matei, eu fazia compras para os pobres, eu extraía dentes de graça ajudando os que necessitavam. O que faço aqui? Eu ia à Missa aos domingos, apesar de que me considerasse atéia, nunca faltei, se faltei cinco vezes à Missa em toda a minha vida foi muito. Eu era alma que sempre ia à Missa. E o que faço aqui? Eu sou católica, por favor, eu sou católica, tirem-me daqui!” Quando estou gritando que sou católica, vejo uma pequena luz.



Uma Luz Brilhou nas Trevas:


Entendam que uma luz nestas trevas é o maior presente que alguém poderia receber. Vejo umas escadas por cima deste oco, vejo meu pai, que havia falecido cinco anos atrás, ele estava quase atrás do oco, tinha um pouquinho de luz e quatro degraus mais acima vejo minha mãe, com muito mais luz e numa posição de oração. Quando os vi me deu uma alegria tão grande e comecei a gritar: “Paizinho, mãezinha, por favor, me tirem daqui, eu suplico, me tirem daqui!” Quando eles baixaram a vista e meu pai me viu ali… se houvessem visto que dor tão grande eles sentiram; neste lugar podemos sentir os sentimentos dos outros, podemos ‘ver’ essa parte e ‘vi’ essa dor tão grande. Meu pai começou a chorar e colocava as mãos na cabeça e tremia: “Minha filha, minha filha!” E minha mãe orava, então percebo que eles não podem me tirar dali e a dor que me inundava era sentir a dor que eles sentiam e estavam compartilhando essa dor comigo. Começo a gritar de novo: “Por favor, vejam, me tirem daqui, eu sou católica! Quem se enganou? Por favor, me tirem daqui!”


Ouvi Então Uma Voz Doce e Suave:


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E quando estou gritando pela segunda vez, se escuta uma voz, é uma voz doce, é uma voz que quando a escuto, se estremece toda a minha alma, e tudo se inundou de amor e de paz, e todas estas criaturas saíram apavoradas, porque elas não resistem ao Amor, nem à paz e eu sinto essa paz, e essa voz me diz: “Muito bem, se você é católica, diga-me os dez mandamentos da lei de Deus.”


As trevas não prevalecem sobre  a grandiosa Luz Divina.


Continua na Parte II ou Parte III



Cada um carregue a sua Cruz


Glória Polo, Parte II – Teste de Fé.


A Dra. Glória Polo foi atingida por um Raio e morreu, foi reanimada pelos médicos, mas como seus ferimentos eram gravíssimos, ficou em coma entre a vida e a morte por vários dias.   Enquanto permaneceu nesta situação ela vivenciou os momentos que poderiam ter sido a sua eternidade longe de da presença de Deus, estes detalhes ela conta em um testemunho que está abrindo os olhos de muitas pessoas para uma realidade que não podemos ver com os olhos, mas que realmente existe.


TESTEMUNHO DE GLORIA POLO


Continuação da Parte I <= anterior



Ouvi Então Uma Voz Doce e Suave:


E quando estou gritando pela segunda vez, se escuta uma voz, é uma voz doce, é uma voz que quando a escuto, se estremece toda a minha alma, e tudo se inundou de amor e de paz, e todas estas criaturas saíram apavoradas, porque elas não resistem ao Amor, nem à paz e eu sinto essa paz, e essa voz me diz: “Muito bem, se você é católica, diga-me os dez mandamentos da lei de Deus.”


Uma Prova de Amor:


E que golpe tão horrível! Ouviram? Eu sabia que eram dez, mas daí em diante, nada! “Quarta-feira! O que vou fazer aqui?” Minha mãe sempre me falava do primeiro mandamento de Amor. Finalmente me serviu para alguma coisa. Vamos ver como me sairei dessa, pensava… Tomara que não se lembrem dos demais mandamentos. Pensava em manipular a situação, como sempre costumava fazer por aqui, eu sempre tinha resposta para tudo, tinha a desculpa perfeita, e sempre me justificava e me defendia de tal maneira que ninguém perceberia o que eu não sabia.

Então começo a dizer: “O primeiro: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”…

“Muito bem” – e me dizem: “Você O tem amado?”

E eu digo: “Sim, eu sim, eu sim!”

E é quando me dizem:

“Não!” Vejam, quando me disseram “não!”, aí sim senti a corrente elétrica daquele raio, porque eu não percebi em que parte me havia caído o raio, não sentia nada, e me dizem: “Não! Você não tem amado ao seu Senhor sobre todas as coisas, e muitíssimo menos ao seu próximo como a você mesma.


Para que servia a minha Oração ?


Você fez um deus e o acomodou à sua vida só nos momentos de necessidade! Você se prostrava diante Dele quando era pobre, quando sua família era humilde, quando queria se tornar uma profissional! Aí sim todos os dias você rezava, e se prostrava tempos inteiros, horas inteiras suplicando ao seu Senhor! Orando e pedindo para que Ele a tirasse dessa pobreza e permitisse que fosse uma profissional , que fosse alguém! Quando tinha necessidade, ou queria dinheiro, então rezava um Rosário ao Senhor. Essa era a relação que você tinha com o Senhor!” Eu via ao meu Senhor de verdade com tristeza. Comento que minha relação com Deus era de ‘caixa automático’. Rezava um Rosário e tinha que aparecer dinheiro, essa era minha relação com Ele. E me mostram, tão logo o Senhor me permitiu que tivesse uma profissão, que começo a ter um nome e começava a ganhar dinheiro, então o Senhor já me parecia “pequenininho”, e já comecei a ficar orgulhosa, nem sequer expressava uma mínima relação de amor com o Senhor. Ser agradecida? Jamais! Nem sequer abria os olhos dizendo… ‘Senhor, obrigada por este dia, obrigada por minha saúde, pela vida dos meus filhos, pela minha casa, coitadinhos dos que não tem casa, nem comida, Senhor!’ Nada. Era muito mal agradecida.


Quem era o meu Senhor ?


E a voz seguia dizendo… “Fora isso, você pós o Senhor num nível tão baixo, que acreditava mais em Mercúrio e Vênus para ter sorte, andava cegada pela astrologia, dizendo que os astros conduziam a sua vida. Começou a andar em todas as doutrinas que o mundo oferecia. Começou a acreditar que simplesmente você morria e voltava para recomeçar. Você se esqueceu da ‘Graça!’, que havia custado um preço de sangue ao seu Senhor.”

Me fazem um exame dos Dez Mandamentos. Mostram-me que eu dizia que adorava, que amava a Deus com minhas palavras, mas na verdade eu adorava a Satanás. Porque em meu consultório chegava uma senhora que fazia ‘mandingas’, e eu dizia… ‘Eu não acredito nisso, mas pode fazer, porque se não fizer bem, mal tampouco fará.’ E ela começava a fazer suas ‘mandingas’ para dar boa sorte. Ela havia posto num canto onde não se podia ver uma penca de aloés com uma ferradura para afastar as más energias.


Minhas Atitudes do passado me envergonham agora.


Olhem tudo isso, que vergonhoso! Fazem uma análise da minha vida sobre os dez mandamentos, me mostram como atuei com o próximo, como dizia a Deus que o amava quando ainda não havia me afastado Dele, quando ainda não havia começado a andar no ateísmo eu dizia: “Meu Deus, eu te amo!” Mas com essa mesma língua que eu louvava o Senhor, com essa mesma língua eu falava mal de todo mundo, criticava, apontava com o dedo, sempre a ‘santa Gloria’, e me mostravam que eu dizia que amava a Deus, mas era uma invejosa, mal agradecida, jamais reconheci todo o esforço e o amor, a entrega de meus pais para me dar uma profissão, para me levantar. “Tão rápido você alcançou uma profissão, mas até seus pais já não tinham importância, a ponto de chegar a se envergonhar de sua mãe, pela humildade e pela pobreza dela.”


E na Minha Família ?


E me mostram como esposa… Quem eu era? Passava todo o dia renegando, desde que me levantava.

Meu esposo me dizia: “Bom dia!”

E eu respondia: “Que bom dia?

Não vê que está chovendo?”

Eu o renegava o tempo todo.

E com meus filhos?

Mostram-me que nunca, jamais tive compaixão para com o próximo, por meus irmãos de fora.

E o Senhor me dizia:

“Você nunca pensou: coitadinhos dos doentes, Senhor! Dá-me a graça de poder acompanhá-los em sua solidão. As crianças que não tem mãe, os órfãos, quantas crianças sofrendo, Senhor!” …Meu coração era de pedra…no exame dos dez mandamentos não passei nem na metade.


Fui Reprovada no Teste !


Terrível! Espantoso! Vivia um verdadeiro caos. Como que eu não havia matado e assassinado tanta gente? Por exemplo, eu fiz muitas compras de supermercado para as pessoas que necessitavam, mas não dava por amor, dava pela imagem, porque como eu era muito rica eu queria ‘fazer bonito’ diante dos outros e assim eu manipulava as pessoas.

E então eu dizia: “Toma, lhe dou essa compra, mas você me faz o favor e vá à reunião do colégio dos meus filhos, porque eu não tenho tempo de ir a essas reuniões.” E assim eu dava coisas a todo mundo, mas eu os manipulava, além disso eu adorava que houvesse um montão de gente atrás me mim me dizendo que eu era bondosa, que eu era uma santa.

Eu me criei uma imagem! E me dizem: “É que você tinha um deus e esse deus era o dinheiro! Por ele você se condenou! Por ele você afundou no abismo e se afastou do Senhor.” Nós havíamos tido muito dinheiro, mas estávamos quebrados, endividadíssimos, havia acabado nosso dinheiro, então, quando me dizem do ‘deus dinheiro’ eu gritei: “Mas que dinheiro se deixei muitas dívidas lá na terra?”


A Falsidade era minha companheira.


Quando me falaram, por exemplo, do segundo mandamento, via que eu, pequenina, infelizmente aprendi que para evitar os castigos da minha mãe que eram bastante severos, aprendi que as mentiras eram excelentes e comecei a caminhar com o pai da mentira (Satanás), e comecei a ficar mentirosa e à medida que meus pecados iam crescendo, as mentiras iam aumentando. Percebia que minha mãe respeitava muito o Senhor e para ela o nome do Senhor era santíssimo, então eu pensei e disse: “Aqui tenho a arma perfeita.” E comecei a jurar em vão, e lhe dizia: “Mãe, eu juro por Deus!” e assim evitava os castigos. Imaginem, quando metia eu colocava o Santíssimo nome do Senhor nas minhas porcarias, na minha imundície, porque eu estava tão cheia de sujeira e de tanto pecado…


Que um Raio me Parta !


Raio_Em_Mim


E vejam, irmãos, aprendi que as palavras não se perdem ao vento. Quando minha mãe ficava irredutível eu lhe dizia: “Mãe, que me parta um raio se estou mentindo!”, e a palavra vagou pelo tempo e vejam que por misericórdia de Deus eu estou aqui, porque na realidade o raio entrou em mim e me partiu praticamente ao meio e me queimou.

Mostravam-me como eu, que me dizia católica, era uma pessoa que não tinha palavra e sempre me antepunha ao Santo nome do Senhor.

Fiquei impressionada ao ver como o Senhor mostrava a todas as criaturas estas coisas espantosas e se prostravam ao chão, numa adoração impressionante. Vi a Santíssima Virgem prostrada aos pés do Senhor, orando por mim, numa extrema adoração, e eu, pecadora, desde minha imundície, cara a cara com o Senhor. Como fui ‘tão boa’, renegando e maldizendo o Senhor…


Para que buscar a Deus ?


Sobre o santificar as festas de guarda, foi espantoso. Senti uma imensa dor. A voz me dizia que eu dedicava de quatro a cinco horas ao meu corpo e nem sequer dez minutos diários de profundo amor ao Senhor, de agradecimento ou de uma oração. Começava a rezar o Rosário com tamanha velocidade e eu dizia: “Nos comerciais da novela consigo terminar o Rosário”. Mostravam como nunca fui agradecida ao Senhor, e também me mostravam o que eu dizia quando me dava preguiça de ir à Missa:

“Mas mãe, se Deus está em todo lugar, que necessidade tenho de ir à Missa?”

Claro que era muito cômodo dizer isso; e a voz me repetia que eu tinha ao Senhor por vinte e quatro horas ao dia disponível para mim, e eu não rezava nem um pouquinho, nem agradecia no domingo.

Dediquei-me a cuidar do meu corpo, me tornei escrava, e me esqueci de um detalhe, que tinha uma alma e que jamais cuidei dela, nunca a alimentei com a Palavra de Deus porque eu, muito comodamente, dizia que quem lia a Palavra de Deus ficava louco.


O Que ? Sacramentos prá Que ?


Quanto aos sacramentos, nada! Como que eu poderia me confessar com ‘esses velhos que eram piores que eu’? Para mim era muito cômodo não ir confessar, o maligno me tirou da confissão e assim foi como me afastou da cura e limpeza da minha alma, porque cada vez que eu cometia um pecado, não era grátis, Satanás punha dentro da brancura de minha alma a sua marca, uma marca de trevas. Jamais, só em minha primeira comunhão fiz uma boa confissão, daí por diante, nunca mais, e recebia o Senhor indignamente. Chegou a tal ponto a blasfêmia, a incoerência da minha vida, que cheguei a dizer: “Que Santíssimo? Deus está vivo num pedaço de pão? Estes sacerdotes deveriam comê-lo com um pouco de doce de leite, quem sabe ficaria mais saboroso”…até este ponto chegou a degradação da minha relação com Deus.


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Este é Meu Corpo, Verdadeira Comida …


Jamais alimentei minha alma, e para completar, só sabia criticar os sacerdotes. Se tivessem visto como foi terrível isso, na minha família, desde muito pequenos, criticávamos os sacerdotes, começando pelo meu pai… dizíamos assim, que são mulherengos e que têm mais dinheiro do que nós e repetíamos estas coisas. E nosso Senhor me dizia: “Quem você pensava que era para se fazer passar por Deus e julgar meus ungidos?”, me dizia: Eles são de carne, e é a comunidade que faz a santidade de um sacerdote, rezando, amando e apoiando quando um sacerdote cai em pecado.” O Senhor me mostrava que cada vez que eu criticava um sacerdote, me tomavam uns demônios. Fora isso, quanto mal eu fiz quando acusei um sacerdote de homossexual e toda a comunidade se inteirou, não imaginam quanto dano causei.


Valorizar a Família:


Do quarto mandamento: honrar pai e mãe. O Senhor me mostrava como já lhes comentei, como fui mal agradecida com meus pais, como os amaldiçoava e os renegava porque não podiam me dar tudo o que minhas amigas tinham. Como fui uma filha que não valorizava o que tinha, cheguei a ponto de dizer que aquela não era a minha mãe, porque parecia muito pouco para mim.


Como seria um Homem sem Deus ?


Foi espantoso ver o resumo de uma mulher sem Deus e como uma mulher sem Deus destrói tudo o que lhe rodeia, e ainda por cima, o pior de tudo é que eu achava que era boa e santa! O Senhor também me mostrou como eu achava que me sairia bem neste mandamento, só pelo fato de haver pago as consultas médicas e os remédios dos meus pais quando ficaram doentes, também como eu analisava tudo através do dinheiro e como eu os manipulei quando tinha dinheiro. Até me aproveitei deles, o dinheiro me endeusou e eu os pisoteei. Sabem o que  mais me doeu? Ver meu pai chorando com tristeza, apesar de tudo ele havia sido um bom pai, que me havia ensinado a ser trabalhadora, empreendedora, e que devia ser honesta, porque só aquele que trabalha pode progredir. Mas ele se esqueceu de um detalhe, que eu tinha uma alma e que ele era um evangelizador com seu testemunho e como toda a minha vida começou a afundar  por causa de tudo isso.


Meu testemunho é muito Importante …


Via o meu pai com dor quando era mulherengo, ele era feliz dizendo à minha mãe e a todo mundo que ele era ‘muito macho’ porque tinha muitas mulheres e que podia com todas, e que ademais fumava e bebia. Estes vícios o faziam sentir-se orgulhoso, pois ele não pensava  que eram vícios, mas sim virtudes. Comecei a ver como minha mãe se cobria de lágrimas quando meu pai começava a falar das outras mulheres.  Comecei a me encher de raiva, de ressentimento e começo a ver como o ressentimento leva à morte espiritual, sentia uma raiva espantosa de ver como meu pai humilhava minha mãe diante de todo mundo. Fiquei rebelde e disse á minha mãe: “Eu nunca serei como você, por isso nós mulheres não valemos nada, por culpa de mulheres como você, sem dignidade, sem orgulho, que se deixam pisotear pelos homens.” Quando já estava maior eu dizia ao meu pai: “Preste atenção pai, jamais vou permitir que um homem me humilhe como você humilha a minha mãe, se um homem chegar a ser infiel comigo, eu me separo.”  Meu pai me bateu e me disse: “Como se atreve?” Meu pai era muito machista e eu lhe disse: “Então me bata e me mate se eu chegar a me casar e tiver um marido infiel. Eu me separo, para que os homens entendam como sofre uma mulher quando um homem a pisoteia.” Esse ressentimento e essa raiva tomaram conta de mim, e quando já tinha algum dinheiro, comecei a dizer à minha mãe: “Sabe de uma coisa? Separe-se do meu pai. Eu gosto muito dele, mas é impossível que você agüente um homem assim, seja digna, você tem que se dar valor, mãe.” Imaginem! Eu queria divorciar meus pais.


Serás Salvo tu e tua Casa.


Minha mãe me dizia: “Não filha, não é que não me doa, sim me dói muito, mas eu me sacrifico porque vocês são sete filhos e eu sou só uma. Eu me sacrifico porque afinal seu pai é um bom pai, e eu seria incapaz de ir e deixá-los sem pai, ademais, se eu me separo, quem vai orar para que seu pai se salve? Sou eu quem pode orar para que seu pai encontre a salvação, porque a dor e o sofrimento que ele me ocasiona eu uno às dores da cruz, e todos os dias digo ao Senhor; ‘esta dor não é nada unida à tua cruz, me permita que meu esposo se salve, assim como meus filhos.’ Eu não entendia isso. E sabem do que mais? Me deu tanta raiva… e isso fez com que minha vida mudasse e fiquei muito rebelde e comecei a me empenhar para defender os direitos da mulher.


Defender a Mulher ?


Comecei a defender o aborto, a eutanásia, o divórcio e a defender a lei de Talião, aquela que diz ‘olho por olho, dente por dente’. Nunca fui infiel fisicamente, mas prejudiquei muita gente com meus conselhos.


Matei e Roubei ? …  Quem ?… Eu ?


Quando chegamos ao quinto mandamento, o Senhor me mostrava que eu era uma assassina espantosa e que cometi o que é pior e mais abominável diante dos olhos de Deus, o aborto. O poder que me deu o dinheiro me serviu para financiar vários abortos, porque eu dizia: “A mulher tem direito a escolher quando quer ficar grávida ou não.” Olhei o Livro da Vida e me doeu tanto quando vi uma menina de catorze anos abortando. Eu a havia ensinado, porque sabem que quando uma pessoa está envenenada, nada fica bom e tudo o que está ao redor dela se envenena. Umas meninas, três sobrinhas minhas e a namorada do meu sobrinho abortaram.


O Glamour e a Onda do Pecado .


Deixavam-nas ir à minha casa porque eu tinha dinheiro. Eu as convidava, falava de moda, de glamour, de como exibir o corpo. Minha irmã as mandava aí. Olhem como eu as prostituí, prostituí menores, que foi outro pecado espantoso depois do aborto, porque eu lhes dizia: “Não sejam bobinhas minhas filhas, suas mães lhes falam de virgindade e de castidade, mas estão fora de moda, elas falam de uma Bíblia que foi escrita há mais de dois mil anos, e os sacerdotes não quiseram se modernizar, elas falam o que dizia o Papa, mas esse Papa está fora de moda.”.


Continuação

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