O Poder da Cruz de Cristo.



Por ocasião da festa da Exaltação da Santa Cruz de Cristo.



O Império Romano, depois do imperador Diocleciano, foi conduzido com grandes contendas e divisões, à medida que imperadores e vice-imperadores do Ocidente e do Oriente lutavam pelo poder.   Entre eles estava Flavius ​​Valerius Constantinus, conhecido também como Constantino, o Grande, que foi nomeado César ou vice-imperador do Ocidente pelo sucessor de Diocleciano, Galério.    Constantino estava no controle da Grã-Bretanha e da Gália, enquanto seu cunhado Maxêncio, levantou-se e travou uma guerra contra Galério e fez incursões bem-sucedidas na Itália e em Roma.

Quando Galério morreu (311 dC), Constantino trouxe suas campanhas de guerra para a Itália e, conseqüentemente, venceu batalhas em Turim e Verona e avançou ainda mais para Roma, que estava militarmente sob o comando de Maxêncio.   Maxêncio, sob forte desafio, saiu para combater Constantino, mas foi derrotado na ponte de Milvian.    A batalha da ponte de Milvian foi produtiva de uma sucessão de vitórias que, por volta de 324 dC, Constantino passou a ser o mestre de todo o Império Romano.

Esta vitória de Constantino sobre Maxêncio na Ponte de Milvian foi rodeada com inúmeros detalhes históricos intrigantes, relacionados à CRUZ.   Uma história do que aconteceu foi registrada por Eusébio de Cesaréia, um estudioso das escrituras e historiador que escreveu a primeira biografia detalhada de Constantino logo após sua morte.    Obviamente, ele conhecia Constantino muito bem e mencionou que recebeu a história diretamente do imperador.    Constantino era um imperador pagão e um devoto do deus do sol; Sol Invictus, o sol não conquistado. No entanto, antes da batalha da Ponte da Milvânia, ele e seu exército viram uma CRUZ de luz no céu acima do sol com palavras em grego que geralmente são traduzidas para o latim como ” In hoc signo vinces ” (‘Neste sinal se conquista’).   Naquela noite, Constantino teve um sonho em que Cristo lhe disse para usar o sinal da cruz contra seus inimigos.   Ele ficou tão impressionado que tinha o símbolo cristão marcado nos escudos de seus soldados e, quando a batalha da Ponte da Milvânia lhe deu uma vitória esmagadora, ele a atribuiu ao sinal da CRUZ que lhe foi revelada.



 

Alguns anos após a vitória na Ponte de Milvian, a mãe de Constantino, que se converteu ao cristianismo e que mais tarde se tornou Santa Helena, foi a Jerusalém em busca da cruz na qual Jesus Cristo foi crucificado. Escavações extensas foram feitas no local do enterro do Senhor até que três “cruzes” foram recuperadas. Havia confusão sobre qual era a Cruz de Cristo, pois havia dois ladrões crucificados em ambos os lados de Cristo no Calvário. Para determinar qual das três era a Cruz de Cristo, pedia-se a uma pessoa doente que tocasse nas três cruzes em intervalos diferentes e se a pessoa se recuperasse instantaneamente com o toque em uma delas, essa seria a CRUZ verdadeira.   Essa cruz em particular também efetuou muitos outros milagres e foi assim confirmada, aclamada e exaltada como a Cruz de Cristo. No local da descoberta, uma igreja foi erguida e foi dedicada como uma basílica com o nome de Igreja do Santo Sepulcro em 14 de setembro de 335. Esta é a razão remota por trás da festa de hoje.



A Primeira Leitura de hoje (Números 21, 4b-9) forneceu um pano de fundo para a Cruz. Disseram-nos que quando o povo de Israel ficou impaciente no deserto e blasfemou contra Deus e Moisés, Deus enviou serpentes ardentes entre o povo que os morderam e muitos morreram. Diante desse flagelo, o povo veio a Moisés pedir perdão e Deus pediu a Moisés que fizesse uma serpente ardente e a colocasse em um estandarte, e qualquer um que olhasse para ele depois de ser mordido não morreria.

Qualquer pessoa atenta gostaria de saber por que Deus escolheu punir o povo por meio de picadas de cobra e também decidiu salvá-las por meio da imagem de uma serpente de fogo presa no alto de um poste. Na história bíblica, a primeira menção real de uma serpente foi no Jardim do Éden (Gênesis 3, 1 e seguintes) e foram as insinuações da serpente que fizeram Adão e Eva pecarem contra Deus, o que também aconteceu pela árvore no meio. do jardim. Aquela árvore estava alta como o estandarte de Moisés.

Significativamente, Deus permitiu que as serpentes as mordessem, lembrando-as da fonte original do fracasso humano; a serpente junto à árvore no meio do jardim. No momento em que ele queria salvá-los, ele usava a imagem de uma serpente que, ao contrário das outras, não mordia e estava presa em um poste ao contrário das outras que estavam pelo chão abaixo do poste.   Agora a vida consistia em olhar para cima e para o alto na serpente presa no poste.  É como dizer às pessoas “nisso reside a sua salvação”. Assim como foi dito a Constantino “neste sinal você conquistará”!



A expressão completa do poder da cruz pode ser encontrada na cruz de Cristo. Agora há um contraste entre a árvore do Éden e a cruz do Calvário. Pela árvore do Éden, falhamos e perdemos nossa amizade com Deus, mas pela árvore (cruz) do Calvário fomos levantados e recuperamos nossa amizade com Deus. Pela árvore do Éden fomos condenados, mas pela árvore (cruz) do Calvário fomos salvos. Assim como ninguém que fora mordido pelas serpentes poderiam se recuperar sem olhar para a serpente ardente no alto do poste, ninguém pode ser salvo sem a Cruz do Calvário.

Nosso Senhor na Leitura do Evangelho deste dia da festa da Santa Cruz (João 3, 13-17) disse a Nicodemos que, assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim DEVE ser levantado o Filho do homem e quem n’Ele crer não deve perecer, mas terá a vida eterna. A serpente foi levantada em um estandarte e nosso Senhor foi levantado na cruz.   A cruz é, portanto, um sinal e símbolo da salvação. Na cruz há vida eterna para quem quer que acredite.

O ensaio de nossa compreensão do fenômeno da cruz será muito apropriado aqui. Para a maioria das pessoas, a cruz é simplesmente um fardo, mas isso não é verdade. Um olhar atento a uma cruz revela que é um sinal adicional (+). Portanto, há ganhos na cruz e não perdas (-) menos.   Além disso, a cruz pode servir como uma escada para nos ajudar a escalar obstáculos quando a colocamos contra qualquer obstáculo. Mais ainda, a cruz também pode ser uma chave ou uma espada quando a colocamos na posição horizontal.

A cruz também é um instrumento de exaltação. Com sua posição de pé, ele nos aponta para o céu; isso nos aponta para uma altura maior. É sobre esse fundamento que São Paulo, na Segunda Leitura (Filipenses 2, 6-11), estabeleceu que nosso Senhor Jesus Cristo, além de ter igualdade com Deus, se humilhou para pegar a Cruz por nossa causa, sendo humilde até morte. Com base nisso, Deus o levantou (o exaltou) e lhe deu um nome que está acima de qualquer outro nome. A cruz, sem dúvida, fornece as estruturas para sermos elevados ou exaltados. Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu que, quando fosse levantado, atrairia todos para si mesmo (João 12,32). É bom notar que, sendo levantado, ele está levando todas as pessoas a uma posição exaltada.

Hoje não há mensagem maior do que a mensagem da cruz. São Paulo observaria que a mensagem da cruz é LOUCURA para os que estão perecendo, mas para nós que estamos sendo salvos é o poder de Deus (1 Cor. 1, 18). Portanto, para aqueles que estão sendo salvos, isso nos diz que pode haver lágrimas à noite, mas a alegria vem pela manhã (Salmo 30, 5). Diz-nos para não nos preocuparmos que nosso Senhor tenha vencido o mundo (João 16,33) e nos diz para não permitir que nossos corações sejam perturbados. Que devemos confiar em Deus (João 14, 1).

Ao celebrarmos a exaltação da cruz, lembremo-nos de que nossa própria exaltação está na mesma cruz de Jesus Cristo. Portanto, devemos estar prontos para carregar e defender nossa cruz onde quer que nos encontremos, porque seremos exaltados pelas mãos atenciosas de Deus e pelo coração amoroso.


Feliz comemoração

Pe. Bonnie

(fatherbonny@hotmail.com)


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Jesus é Rei e Senhor
Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito

 



O Espírito Santo cura nossas feridas.



O Espírito Santo cicatriza nossas feridas e restaura as nossas forças.

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis do repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.”  (Mt 11, 28-30)



Curando as Feridas e removendo as Cicatrizes do Coração.


Quando falamos em feridas, dor, sofrimentos e lágrimas, temos uma resistência humana natural em não aceitar-las como algo bom, porque na verdade não o são, porém são intemperes que estarão em nossa trajetória de vida nesse mundo, mesmo não sendo necessários podemos utilizar destes percalços para o nosso bem usando de muita aceitação e superação porque querendo ou não estarão presentes em nosso caminho, não é mesmo? Mas o próprio Jesus nos disse: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (Jo 16, 33)

Desde a minha mais tenra infância eu compreendia as minhas feridas como resultado de machucados físicos ocorridos em brincadeiras com os primos, colegas de escola ou nas aulas de Educação Física. E como sempre, contava com o carinho e o zelo de minha “enfermeira particular”: a mamãe! Todas as vezes, ela vinha com o remedinho “Merthiolate“, que causava uma certa dor e ardência ao ser aplicado, mas, em contrapartida, seu consolo era acrescido de um beijinho doce dizendo “passa logo tá”. Logo depois, é claro, vinha a velha advertência, comum entre todas as mães, que gostam de nos lembrar que deveríamos ouvi-las mais: “Eu não te avisei?” Pois é! E era sempre verdade!

Ao descrever por essas linhas essa singela reflexão de vida, vi como Deus nos ama em perfeição, pelo fato de criar anjos que, com a mesma doçura, fossem capazes de agir. Ao cria-las, o Senhor fez a versão feminina do Ágape (amor incondicional) e as lançou na Terra como o nome de mãe. E ainda, não satisfeito, nos entregou a Sua mãe, na cruz, para complementar essa carga amorosa e protetora por toda a nossa vida.

Pois bem! O amor de Deus é tão perfeito, que Ele age, no presente, conosco, com as nossas feridas causadas pelo amadurecimento natural, pelos nossos pecados ou pelos tropeços da caminhada, da mesma maneira. O terceiro versículo do salmo 147 nos confirma isso dizendo que “Ele sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas”. Diante de nossas quedas, a misericórdia de Deus nos acolhe e, fazendo de nós, mais que pacientes, mas sim, filhos amados, somos tratados e curados, não só no corpo, mas também na alma, na mente e no coração. Por muitas vezes, o remedinho que Jesus aplicou sobre as minhas machucaduras chegou até mim através da necessidade de uma boa confissão, de uma direção espiritual abençoada, um Seminário de Vida no Espírito Santo, uma oração de um servo ungido, já que o Senhor é especialista em nos chamar cada vez mais para perto Dele, para um relacionamento intimo com Ele, e através dos Seus filhos. E esse remédio, assim como o da minha mãe, também dói muito as vezes, pois mexe em nosso ego, no nosso orgulho, nos naqueles sentimentos que somos apegados… como dói, mas depois vem o alívio e a cura!

Contudo, em meio as minhas inúmeras feridas transformadas em cicatrizes, dores não só físicas que eu senti, mas por grandes turbulências espirituais e emocionais que passei. Porém, aprendi muito com cada uma delas; em  cada cicatriz trago um aprendizado, uma lição especial. A cada gota derramada, Jesus, ao tratar o ferimento, ia me ensinando, em contrapartida, que eu não deveria carregar comigo, o fardo da mágoa ou rancor por quem me feriu; assim, Ele me mostrou o que é perdão. E quando já não mais sangrava o coração, mas insistiam em mim as lembranças da dor, Ele sussurrava, carinhosamente, em meu interior, revelando-me que aquela dose de tratamento deveria ser acrescida de uma profunda abertura do meu ser, para que eu recebesse uma efusão do Seu Santo Espírito.

Fossem feridas causadas pelo meu próprio pecado ou pelo amor que eu não recebi, de quem esperei em demasia, também o Senhor estava ali, como minha mãe, na minha infância, de mãos estendidas, a me olhar e dizer: “Eu não te avisei, filha?” Por isso, costumo dizer que, em cada sorriso que esboço em minha face, carrego uma cicatriz de uma ferida curada por Deus.

Só depois de me abrir para que o “Médico dos médicos” (Jesus) pudesse executar o cuidado completo em minhas machucaduras, é que pude aprender a me reconhecer como filha(o) amada(o) de Deus e, mais ainda, forte o bastante, para poder amar os outros, como, assim, Ele o quer.

E eu te digo, amado(a) irmão(ã), que isso só foi e sempre será possível com a força do Espírito Santo. Só Ele nos leva a percorrer esse caminho de cura, na certeza de que já somos vitoriosos.

Se você, deseja fazer essa experiência? Quer deixar-se curar por Deus? Então, eu te convido para fazer esta experiência com o Senhor Jesus e deixar-se ser conduzido por seu Espírito Santo como Ele disse a Nicodemos.

“Necessário vos é nascer de novo.” (S. João 3,20)

Somente renascidos na graça do Espírito Santo, seremos novos homens e novas mulheres, curados e libertos pelo poder de Deus. Transformando nossas feridas em cicatrizes de fé e misericórdia, na intercessão de Nossa Senhora da Primavera, o Espírito Santo nos cumulará de muitas e muitas bênçãos.

Danielle Santos
Comunidade Renascidos em Pentecostes

RENASCIDOS EM PENTECOSTES   ·  SEGUNDA-FEIRA, 15 DE AGOSTO DE 2016

FOI DEUS

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Dinâmica – Guiados pelo Espírito Santo.



“Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito.”

Gálatas 5,25

Uma pequena dinâmica para auxiliar na compreensão deste versículo.


Objetivo:


Aprender a ouvir a voz de Deus, independente do caminho para qual Ele nos guia, sempre ore antes de realizar, peça uma direção para Deus.




1. Venda para os olhos


Indicações: Diversão, descontração e ensino.

Para grupos de Jovens, crianças, adultos, catequese, encontros fechados e grupos abertos.

Objetivo: Fazer uma pequena experiência de como é estar sendo conduzido por alguém, neste caso a fé e a confiança está acima de tudo.

Descrição:

01 – Selecione algumas pessoas, coloque elas em fila de olhos fechados ou vendados se preferir.

02 – Divida os demais em dois grupos e converse com eles sem os da fila ouvir.

grupo A: os que vão incentivar seu comando.

Grupo B: os que vão contrariar seu comando.

Opção 1: Uma pessoa dá os comandos a todos os que foram vendados.

03 – O orientador vai a frente da fila e vai dando orientações, por exemplo: a direita, a esquerda, cuidado abaixe, vire, etc.

04 – O grupo A – B, vão incentivando ou contrariando as orientações.

Opção 2: No caso deste comando, ele pode ser dado por alguém ou deixar à cargo apenas daqueles que guiam.

Opção 3: Simplificada; Escolha apenas uma pessoa para guiar uma outra pessoa pela sala sem nenhuma outra voz de comando.

05 – Pergunte aos da fila se foi difícil saber qual voz ouvir. No fim falar sobre as vozes no caminho da orientação de Deus, lembrando que existem algumas vozes em nossa caminhada, a nossa, a dos outros e a de Deus.   DISCERNIMENTO“.

Leia: 

Romanos 8-14, em seguida leia.

Gênesis 12-1, – Abrão ouvindo a voz de Deus, 

Gênesis 12-10 – Abrão seguiu sua voz e se deu mal no Egito

Gênesis 16-2 – Abraão ouviu Sara e teve Ismael

Gênesis 21-1 – Abraão ouviu A Deus e teve sua promessa cumprida.

Ouçam sempre a voz de Deus e ignore as demais, Deus nunca vai contra sua palavra, nunca fere seus princípios.


Caminhar no

Espírito Santo


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Fruto_Espírito Luz_do_espirito_santo



A Graça do Perdão.



Quem não perdoa, está preso.



“Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste. 33. Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti? 34. E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida. 35. Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração.” 
(São Mateus, 18,32-35)




Quando O presidente Nelson Mandela saiu da Prisão ele disse a seguinte frase:

“Quando eu saía em direção ao portão que me levaria à liberdade, eu sabia que, se eu não deixasse minha amargura e meu ódio para trás, eu ainda estaria na prisão.”

Além de preso, aquele homem seria torturado como forma de punição. A prática do ministério nos revela que o que Jesus falou em figura nesta parábola é uma realidade espiritual na vida de quem não perdoa como pudemos conferir na frase de Nelson Mandela acima.

Os demônios amarram a vida daqueles que retém o perdão. Suas torturas aplicadas são as mais diversas:

angústia e depressão, enfermidades, debilidade física, etc.

Muita gente tem sofrido com a falta de perdão. Outro dia ouvi alguém dizendo que o ressentimento é o mesmo que você tomar diariamente um pouco de veneno, esperando que quem te magoou venha a morrer. A falta de perdão produz dano maior em quem está ferido do que naquele que feriu. Por isso sempre digo a quem precisa perdoar:

– “Já não basta o primeiro sofrimento, porque acrescentar um outro maior (a mágoa)”?

Alguns acham que o perdão é um benefício para o ofensor. Porém, eu digo que o benefício maior não é o que foi dado ao ofensor, mas sim o que o perdão produz na vítima, naquele que está ferido. Sem perdão não há cura. A doença interior só se complica, e a saúde espiritual, emocional e física da pessoa ressentida é seriamente afetada. Em outra porção das Escrituras (onde o contexto dos versículos anteriores é o perdão), vemos o Senhor Jesus nos advertindo do mesmo perigo:

“Entra em acordo sem demora com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo” (S. Mateus 5,25-26). Foto 

Não sei exatamente como é está prisão, mas sei que Cristo não estava brincando quando falou dela. A falta de perdão me prende e pode prender a vida de mais alguém. Isto é um fato comprovado. Tenho presenciado gente que esteve presa por tantos anos, e ao decidir perdoar foi imediatamente livre. Isto também pode acontecer com você, basta decidir perdoar.



Em Daniel 9,9 somos advertidos que o perdão pertence a Deus. O homem pecou contra Deus a partir de Adão e abriu espaço então, para que o PERDÃO do Senhor fosse derramado sobre toda a carne. Vários são os sinônimos de perdão, como absolvição, remissão entre outros, mas o que mais chama a atenção é a sinônima GRAÇA. A GRAÇA é definida como o favor que recebemos de Deus sem merecermos, é tudo aquilo que Ele nos dá mesmo quando temos consciência de que estamos sujos diante da presença d’Ele.

Deus nos perdoa constantemente, é a graça d’Ele sendo derramada sobre a nossa vida, porém quando perdoamos nosso semelhante, não estamos fazendo um favor, não é uma “graça humana” que está sendo derramada de fulano para ciclano, estamos na verdade fazendo um favor a nós mesmos, cumprindo a ordenança de Jesus que nos orientou a perdoar quantas vezes for necessário (70X7/ S. Mt 18,22). Quando perdoamos, nos libertamos de todo rancor, toda raiva, da ira, que normalmente são inerentes a falta de perdão.

Por acaso somos melhores do que o nosso semelhante para o considerar indigno de perdão?

Pense um pouco, vamos olhar para dentro de nós: será que somos dignos do perdão que recebemos de Deus?

Claro que não, mas ainda assim Ele nos redimiu de todos os nossos pecados ,quando clamamos a Ele com um coração sincero e arrependido, portanto vamos praticar o perdão, o sangue de Jesus foi derramado na cruz para a purificação do pecado de todos os que creem em Seu nome, o mérito dessa questão já foi definido na cruz do calvário, a redenção por meio do amor sacrifical de Cristo.

“O que ama a pureza do coração, e que tem graça nos seus lábios, terá por seu amigo o rei.” (Provérbios 22,11)

Ame a Deus sobre todas as coisas, não permita que distrações roubem o seu tempo com Ele, de adorá-Lo, agradecê-lo, honrá-Lo, somente assim Ele trará a luz do perdão ao seu coração, te ensinando a amar aquele que te decepcionou, e assim, com palavras mansas e cheias de amor, você no presente tempo indicado, no agora, fará parte do seleto grupo dos que são amigos do Rei: aqueles que: POR AMOR DÃO aquilo que recebem de Deus o PERDÃO!



Foto Mensagem – Perdão


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Benefícios de uma Missa de Cura e Libertação.



Toda Santa Missa pode ser chamada de Missa de Cura & Libertação, sempre foi assim e sempre será, pois Deus enviou o seu Filho ao mundo não para condená-lo e sim para Salvar e resgatar as pessoas feridas e necessitadas de libertação.


(São João 3,17) – (São Lucas, 19,10)



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Até pouco tempo atrás não era comum ouvir este termo “MISSA DE CURA & LIBERTAÇÃO” ou esta especificação para uma simples Santa Missa que participamos todos os Domingos, porém nesses últimos anos tem ficado cada vez mais comum encontrarmos convites e cartazes que anunciam o dia e hora que será celebrada uma Santa Missa especial direcionada ao objetivo de curar e libertar as pessoas apesar de ser VERDADE o fato de que toda Santa Missa teria sempre esse mesmo objetivo.


Missa por Cura e Libertação – 19/02



Missa de cura por libertação missa

Como dissemos anteriormente, Jesus tinha como parte de sua missão neste mundo libertar as pessoas da opressão do inimigo de Deus e em muitas passagens bíblicas fica demonstrado claramente que foi assim que Ele agiu quando curou diversos enfermos, perdoou pecados imperdoáveis e expulsou o demônio de diversos oprimidos pelo mal.   Faz parte da missão de seus Discípulos e de nós que também cremos em suas palavras “expulsar os demônios em nome de Jesus, falar novas línguas, manusear serpentes e, se imporem as mãos nos enfermos eles ficarão curados.” (São Marcos 16,17-18), logo não seria nenhuma novidade falar e celebrar uma Santa Missa que teria por objetivo Curar os enfermos e Libertar os oprimidos pelo mal que nos leva ao pecado e à morte.


Toda ação provoca uma reação:


Não é comum em nossos dias encontrarmos pessoas que possuam o Dom de curar os enfermos também não é fácil exercer o ministério de orar  por Libertação tanto que para isso Jesus escolheu e preparou seus Discípulos durante três anos e meio.

Quando Jesus curava e libertava as pessoas também não era comum, aliás era muito mais estranho do que hoje, pois hoje sabemos que “TUDO É POSSÍVEL AO QUE CRÊ NO NOME DE JESUS”  (São Marcos 9,23São João 11,25-26), pois assim Jesus nos garantiu com sua palavra.

Naquele tempo muitos enfermos, doentes do corpo e da alma iam atrás de Jesus por toda parte buscando solução para seus problemas, foi de onde surgiu a conhecida frase “Quem não vem a Jesus por AMOR virá pela dor!”, afinal é a maior verdade que quase 100% daquela multidão que seguia Jesus não o seguiam pelo amor que tinham a Deus e sim pela necessidade do seu próprio corpo físico, seja por dor física ou peso na consciência.

Quando alguém recebia curas milagrosas também não era difícil encontrar incrédulos mesmo que tal cura tenha ocorrido em publico com diversas testemunhas (São João 9), mesmo quando os olhos enxergavam e presenciavam os milagres de Cura Divina, mesmo assim preferiam duvidar que realmente teriam acontecido buscando justificativas alternativas para explicarem o inexplicável, por isso Jesus lhes disse que “Os Piores cegos são aqueles que preferem não ver fechando seus olhos para a verdade” (São João 9).

A vontade de Deus e seu AMOR por nós não alteraram apesar de tantos anos terem se passado e como Jesus curava e Libertava as pessoas em nome de Deus Ele espera que nós façamos o mesmo ao seguir sua vontade e seus planos nos dias de hoje.

Assim também sabemos que toda ação neste sentido de fazer esta vontade de Deus causará a mesma reação nas pessoas neste tempo de hoje.

Haverão aqueles que não acreditam, duvidam e até combateriam as ações de Cura e Libertação seja particularmente, nas praças e ruas da cidade, em um encontro CARISMÁTICO e ou em uma Santa Missa de Cura & Libertação, porém o inverso também se faz real e as pessoas vão em massa ao encontro dos momentos e lugares onde Deus age curando e libertando as pessoas e é por isso que as Missa de Cura e Libertação permanecem sempre lotadas, porque não existe ninguém nesta terra que não necessite do grande Amor de Deus e de sua graça em suas vidas.


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“Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar

o que estava perdido.”   (São Lucas 19,10)


Duvidas, perguntas & Respostas!


Devido ao fato de ser novidade para muitos estas palavras podem ocorrer muitas dúvidas principalmente quando participarmos de uma Santa Missa de Cura e Libertação e sermos testemunhas oculares dos milagres que Deus opera também nos dias de hoje, isto porque a reação das pessoas podem ser diversas e estranhas aos nossos olhos, porém para cada pergunta existe uma resposta e não tenham medo de buscar a verdade em Deus para que Ele possa agir cada vez melhor em sua vida e resgatar tantos enfermos neste mundo que ainda não experimentaram o grande amor de Deus.


Uma resposta:


Por que pessoas se sentem mal, sentem dores estranhas e até vomitam quando participam de Missas de Cura e Libertação ?


A resposta correta para esta pergunta pode ser longa, pois teria que observar diversos aspectos da vida íntima, presente e passada da pessoa em questão, sendo assim precisaria de um acompanhamento particular em cada caso auxiliado por pessoas conhecedoras do assunto, porém sabemos que o Ministério de Cura & Libertação tanto dentro da RCC como fora dela ainda esta em plena formação e nem sempre encontramos pessoas totalmente aptas para acompanhar esses casos em todos os lugares.

Com o surgimento das Missas de Cura & Libertação abertas ao público Católico, principalmente para pessoas que nunca tiveram acesso à graça de Deus anteriormente causa efeitos novos que exigem a formação de pessoas para atuarem nestas Missas assim como Jesus tinha seus Discípulos que o auxiliavam em suas pregações acolhendo as pessoas que se sentiam mal levando-as até a presença de Jesus que as curava integralmente.


Sintomas:


Podem ser diversos os sintomas que ocorrem em pessoas com problemas sejam eles simples dores de cabeça comuns, peso na consciência provenientes de pecados não confessados e ou opressão do inimigo em seu grau de maior ou menor gravidade.

Cabe a esta equipe preparada discernir em cada caso e dar prosseguimento à cura em cada um deles, porém o que mais ocorre são pessoas esconderem seus sintomas e não os manifestar naquele momento ou então as pessoas que estão à sua volta perceberem naquele momento e não participarem da solução daquele caso e assim surgem dúvidas que merecem a nossa atenção.

É comum acontecer em momentos de cura a exteriorização e manifestação do problema que está sendo curado ou seja, se alguém tem uma dor de cabeça crônica aquela dor se manifesta e desaparece para que fique demonstrado que aquela dor não existirá mais, por outro lado se o problema é espiritual e não físico pode ocorrer sintomas de expulsão física  “expulsão para fora do corpo de algo que está lhe prejudicando” mesmo que este algo não seja físico, assim é comum ter ânsia de vômito, pois o vômito é uma reação automática de expulsão de seu corpo de alguma coisa que lhe faz mal e em casos mais graves não só ocorre ânsia de vômito como o mesmo pode ser real e até apresentar coisas físicas que jamais foram ingeridas pela pessoa, isto explica que a pessoa está se libertando de algo que lhe faz mal e prejudica ou seja aquela coisa que é física ou não agora não está mais dentro de você e não pode mais lhe atingir ou fazer qualquer mal.

Neste caso podemos dizer que aquele que expele de dentro de si algo que lhe faz mal, agora está livre da causa  de seu mal e neste caso as pessoas precisam e devem ter acompanhamento para que permaneçam libertas daquele mal e não venham a reingerir o seu próprio vômito assim como São Pedro nos relembrou certa vez.

“Melhor fora não terem conhecido o caminho da justiça do que, depois de tê-lo conhecido, tornarem atrás, abandonando a lei santa que lhes foi ensinada. 22. Aconteceu-lhes o que diz com razão o provérbio: O cão voltou ao seu vômito (Pr 26,11); e: A porca lavada volta a revolver-se no lamaçal.” (2 Pedro 2,21-22).


Se você tem alguma dúvida diferente desta, deixe aqui nos comentários abaixo e procuraremos dar uma resposta.



https://presentepravoce.files.wordpress.com/2008/05/terco.jpg?w=130&h=120
http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg?w=130&h=120 Miguél Arcanjo

 


Deus consola nossas lágrimas.



Jesus nos consolou e nos deixou o Espírito Santo como um consolador eterno.


“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique eternamente convosco.” (S. João 14,16)



São Paulo nos diz em :

Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, O Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia! 

(2 Coríntios 1,3-4)




Muitas vezes, num momento de dor, dificuldade, por uma enfermidade, perda, sofrimento, nós acabamos chorando. Alguns choram de alegria, outros de tristeza ou num momento de fraqueza. São muitas as situações em que lágrimas brotam de nossos olhos.

Jesus também chorou (João 11-35). E é Ele quem vem nos consolar diante de nossas lágrimas. As vezes, choramos escondidos, nos sentindo arrependidos, culpados por alguma coisa.

Quando o mundo nos abandona, nosso Pai fica conosco, para enxugar nossas lágrimas e nos dar a alegria do Seu amor. Bem aventurados os que choram, pois serão consolados (Mateus 5,4).

Choramos de dores físicas, de depressão, por carência, por medo, por insegurança, dificuldades, saudade, tristeza, arrependimento e por muitos outros motivos. Mas seja qual for a razão dessas lágrimas, o Senhor está ao nosso lado. Chore e entregue suas lágrimas e sua vida a Deus. Ele é nossa força na tribulação.



Lágrimas que Curam.


Quando choramos colocamos para fora as angústias, os medos e tudo que está nos afligindo. O choro é uma forma de dizer o que estamos sentindo e revelar nossa fraqueza. Porem em Cristo não paramos na fraqueza. Como nos ensina Paulo, “quando sou fraco é que sou forte”.

No romper da nossa fraqueza, Deus cura nosso coração. As lagrimas muitas vezes são reflexo da cura que está acontecendo dentro de nós. Quando contemplamos a ação de Deus e só as lágrimas podem explicar o alívio de ser curado. Quando choramos lágrimas de cura, não choramos de dor, mas de alívio. A dor já foi vencida, mas precisa sair para fora. Libertar o que está dentro de nós e permitir que o vazio seja preenchido por Deus.

Pela ação do Espírito Santo, o consolador, o Senhor vem nos curar interiormente. Quantas vezes diante de Deus, sentimos o arrependimento de nossos erros, de nosso passado e pedimos ao Senhor que nos cure de nossas fraquezas, nos ajude em nossas dificuldades e nos liberte.

A perda de alguém que amamos também nos faz chorar.

É inevitável as lagrimas diante da morte de uma pessoa especial para nossa vida. Choramos diante da perplexidade da perda e de saudade de quem partiu assim como Jesus chorou por Lázaro. Nos momentos em que o mundo parece desabar, o Senhor esta ao nosso lado. Quem partiu vai ao encontro de Deus e Deus vem nos dar forças para superar esses momentos.

Nós cremos na vida eterna. Por isso, certos de que quem partiu foi para junto de Deus, só cabe a saudade pois sabemos que ao final da caminhada de quem morre, este está na eternidade, contemplando a face de Deus. Com o coração apertado pela ausência, precisamos ser fiéis e seguir caminhando para também irmos para junto de Deus.

O Pai sabe a razão de cada lágrimas de seus filhos.

Deus vem nos acalmar, trazer a paz e o amor, a cura e o perdão. Deus quer nos ver felizes, sorrindo. Mas por muitas vezes o mundo nos faz sofrer. Precisamos segurar firmes na mão de Deus. O Senhor vai nos consolar, Ele não nos abandona em nenhum momento.

Sempre que chorarmos, devemos louvar o Senhor. Jesus é o consolo dos aflitos. Quem chora e espera em Deus, logo verá suas lagrimas de tristeza serem transformadas em lágrimas  de alegria. É o Amor de Deus que vem trazer a felicidade e a paz ao nosso coração.



“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.”
(Salmo 30,5) ou (Salmo 29,6).



Num momento muito difícil da minha vida, o salmo acima foi a voz de Deus me acalmando. Este belíssimo versículo da Bíblia mostra a certeza e a confiança de que o sofrimento vai passar. É uma oração de confiança, onde não se pede para sair do sofrimento, todavia, já temos a certeza que Deus nos faz vencedor. É uma questão de tempo – no caso o tempo é ilustrado pela noite e manhã – mas na prática, significa que precisamos esperar em Deus, fortes e fiéis. Não se trata de tempo cronológico, mas a esperança de que vai chegar a vitória ! Que assim como o salmista tenhamos a graça de num momento de lagrimas de ir alem da súplica e com serenidade ter a  convicção de logo a alegria será plena, por pior que seja a situação.


Quem Me Segurou

Foi Deus


Diácono Nelsinho Correia –

Comunidade Canção Nova.






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Aspirais_aos_Dons_Espirituais Vem_Espirito
Experiência_com_Deus Extase_cume_da_oracao

Por que as pessoas choram ?


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Pergunta:

Por que algumas pessoas choram e outras não quando recebem o Espírito Santo ?

Chorar ! Por que ?



Chorar é uma emoção humana muito comum!


Veja detalhes em:

Sentindo a Presença de Deus!


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Mas por que as pessoas choram?


Um bebê recém nascido chora quando está com fome, com dor ou com alguma necessidade e não sabe expressar o que seria, logo a sua única saída é chorar e chorando ganha a atenção de sua mãe que certamente resolverá o seu problema seja ele qual for.    Com o tempo, o aprendizado da linguagem e a maturação de sua capacidade de se expressar este choro será substituído pela COMUNICAÇÃO verbal, porém os motivos que provocavam o choro ainda persistirá.

A pessoa adulta não chora por qualquer motivo, nem mesmo quando está com uma dor muito forte, porém muitos destes motivos que não são expressos fisicamente serão armazenados no subconsciente e são conhecidos como “TRAUMAS”, ou seja “Uma dor que não foi curada e permanece oculta”.

As coisas que nos machucam causam dor física ou psicológica, medo e apreensão.  Quando somos crianças ou mesmo quando adultos elas podem causar choro (Lágrimas) e ao mesmo tempo geram também uma marca na memória como uma cicatriz que é um trauma de maior ou menor intensidade que ficará gravado em nosso ser para sempre.

Como por exemplo: A minha lembrança mais antiga, não sei nem quantos anos eu teria, foi quando saindo de um carro segurei na barra que estava a dobradiça da porta e antes que retirasse a mão a porta foi fechada e fiquei com a mão prensada e esta dor foi tão forte que se tornou uma marca inesquecível sendo que muitas outras coisas que aconteceram não ficaram gravadas na memória de minha infância e assim acontece com todas as pessoas, geralmente os momentos de dor e tristeza ficam gravados e não se apagam.

Esses traumas muitas vezes são conscientes e sempre nos lembramos deles, mas muitas vezes o trauma é tão forte que a pessoa não consegue se lembrar do fato, mas continua sempre sofrendo os efeitos daquele trauma mesmo sem o seu conhecimento.

Os psiquiatras já bateram o martelo confirmando que 90% dos males que o corpo humano sofre fisicamente como “Doenças e dores crônicas” tem sua origem em traumas remanescentes do passado, com lembrança ou não da pessoa e muitas doenças podem ser curadas com uma simples cura desses traumas interiores.

Esta ação de cura sempre será acompanhada de uma manifestação externa da pessoa, pois o corpo humano sempre manifestará as suas reações em tempo real através de uma emoção, seja ela de alegria ou de tristeza que no caso serão as lágrimas.

Quando uma pessoa chora podemos dizer que ela está sentindo uma dor naquele momento, porém é correto também dizer que quando recordamos de um fato triste que nos causou muita dor no passado também iremos chorar como da primeira vez, isto é até uma técnica que os atores de TV se utilizam para externar emoções enquanto representam seus personagens, neste caso todas as vezes que passarmos por um processo de cura interior em que seja necessário relembrar fatos tristes, traumas e dores do passado, esta cura sempre será acompanhado de lágrimas que serão mais ou menos abundantes de acordo com a capacidade de expressão de cada um, pois existem pessoas que se abrem de forma escandalosa e gritam (*), enquanto que outras sentem a mesma dor de forma mais comedida e sem expressões escandalosas.  O fato é que mais ou menos visíveis aquela dor que ficou armazenada em nós no passado para ser curada precisa ser exposta na lembrança e quando isso acontece as lágrimas são inevitáveis.


PESSOAS QUE NÃO CHORAM:


Muitas vezes, porém podemos notar que muitas pessoas não choram de maneira nenhuma.


Existem três motivos para esta atitude:


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– As pessoas não sintonizaram com o momento de cura e não foram tocadas por Deus em seu coração, explicamos isto com a Dinâmica do Sonrisal embalado dentro do copo com água.

– Elas não sentem dor nenhuma, não possuem traumas no passado ou já foram libertas e curadas em outra ação anteriormente. A Pessoa saudável, não precisa de médico.

– Elas são duronas e não expressam exteriormente as suas emoções em publico, porém as pessoas mais duronas são aquelas que armazenam muitos traumas não curados, ou seja, nem sempre são curadas plenamente e um dia acaba explodindo em lágrimas sem se preocupar com o vexame que provocará.

Constatamos que quando esta pessoa não chora isto não significa que ela não possua problemas e nem que não sentiu o toque de Deus em seu coração e sim que na verdade jogou a sujeira debaixo do tapete e adiou a sua cura mais uma vez.


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 A Abertura do coração é muito importante! 2525


Temos que nos abrir para evitar acumular motivos para uma explosão descontrolada que é como uma bomba que explode no final da queima do pavio.

Nós que realizamos diversos encontros em diversos lugares tanto para jovens, homens, mulheres ou casais testemunhamos diversos tipos de explosão emocional ou contenção de emoções, mas podemos dizer que aqueles que mais se abrem e expressam suas emoções sem medo dos outros ao seu redor mesmo que não seja em gritos e prantos (*) são aqueles que mais se libertam de seus traumas e suas dores e podem testemunhar depois que sentiram muita paz e alegria, pois é o caso de entregar o peso de sua cruz a Jesus.  As dores, enfermidades e traumas se equivalem ao peso da cruz e sem elas sentimos um grande alívio já que a nossa cruz ficou bem mais leve.


“Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei” (S. Mateus 5)


“Tomai sobre vós o meu jugo, […] Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”
(S. Mateus 11,3o)


“Fomos curados graças às suas chagas”   (Isaías 53,5)

“Carregando a sua cruz”  –  (Post power point)


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“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” ( Salmos 30:5)  “Pela tarde, vem o pranto, mas, de manhã, volta a alegria. (Salmo 29,6)


… Geralmente o choro ocorre quando as pessoas são libertas de seus males e em um encontro fechado criamos momentos para que esta libertação seja facilitada e aconteça, chamamos de momento de cura “Interior” e costumamos realizar este momento na presença de Jesus Sacramentado, pois Se é Jesus quem nos cura, na sua presença então será muito mais fácil que isto aconteça realmente.

Jesus na verdade sempre poderá nos tocar e nos curar a qualquer tempo e em qualquer lugar, desde que o nosso coração esteja aberto para que isso aconteça, porém nos momentos em que exaltamos o Espírito Santo e invocamos a sua presença em nós, momento este em que somos Batizados no Espírito, mergulhados na sua presença e nos abrimos para que Ele penetre em nós ocorre o cumprimento daquela profecia de Ezequiel:



“Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne.”

(Ezequiel 36,26)



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Este é o exato momento que as lágrimas correm, pois é o exato momento da transformação onde morre o homem velho cheio de traumas e pecados que foram lavados e perdoados nascendo o novo homem segundo a imagem de Cristo ressuscitado como um novo ser pronto para viver uma nova vida.


Observações:

(*) Escândalos, gritos e prantos:


Como dissemos antes, derramar lágrimas e chorar são emoções normais e fazem parte do ser humano, essas emoções não devem ser contidas, interrompidas e nem desprezadas e sim devem ser expostas sem ressentimentos e constrangimento, no entanto existem aqueles que exageram e fazem um verdadeiro espetáculo de vexame publicamente sem a menor necessidade.

Deus derrama suas graças em medidas sobre cada um de nós e não justifica que alguns explodam e outros não, mas ocorre que algumas pessoas não conseguem controlar suas emoções e outras porque gostam de fazer um teatro e aparecer em publico mesmo.

As equipes do Ministério de cura estão preparadas para enfrentar essas diversas atitudes e reconhecer as suas diferenças e atender essas pessoas imediatamente quando elas explodem em publico exatamente para evitar que as outras pessoas se escandalizem e interrompam o seu processo de cura.   Para que isso aconteça, caso a pessoa não se contenha com o atendimento in loco é recomendado que a mesma seja retirada do recinto publico para um local onde ela possa ser atendida em particular, é uma recomendação que não pode ser desprezada sendo até indicado que não se promova momentos de cura e repouso quando não se tenha uma equipe de atendimento preparada no local, porém esses fatos podem ocorrer em outros momentos não previstos e muitas vezes não há pessoas preparadas para o atendimento particular.


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Finalizando:


Lágrimas são sinônimos de cura & libertação é um ato de entrega e arrependimento que leva à transformação plena da pessoa, portanto devem ser bem recebidas e não reprimidas para incentivar a abertura do coração das pessoas para que elas encontrem essa experiência pessoal com Jesus que podem até trazer lágrimas em um primeiro momento, mas que finalizam com muita paz e alegria.


Outros temas a serem ponderados:


ARREPENDIMENTO: 

CONFISSÃO e PENITÊNCIA:

CONVERSÃO:



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Experiência_com_Deus Aspirais_aos_Dons_Espirituais Vem_Espirito

Oração de Cura e Perdão – Pe. Robert DeGrandis, SSJ.



Oração de Cura e Perdão

Pe. Robert DeGrandis, SSJ


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“É Ele quem perdoa as tuas faltas e sara as tuas enfermidades”(Sl 102, 3).

Senhor Jesus Cristo, hoje quero perdoar a mim mesmo por todos os meus pecados, faltas e tudo que há de mau em mim por tudo que acho que é mau. Senhor, perdoa-me por qualquer especulação no ocultismo, por ter recorrido à prancheta ouija, horóscopos, práticas espíritas, por ter procurado cartomantes, por ter acreditado em amuletos, por ter usado o Teu nome em vão, por não Te adorar, por ter ofendido meus pais, por ter-me embriagado, usado drogas, cometido pecados contra a castidade, adultério, abortos, roubos, mentiras. Eu me perdoo verdadeiramente. Senhor, quero ser curado por qualquer rancor, mágoa e ressentimento para contigo nas ocasiões em que achei que Tu enviavas mortes, doenças, desgostos e dificuldades financeiras à minha família e eu imaginava que fossem castigos. Perdoa-me, Jesus. Cura-me! Senhor, eu perdoo minha mãe pelas vezes que ela me magoou, me deixou ressentido, zangou-se comigo, castigou-me, deu-me preferência a meus irmãos e irmãs em meu prejuízo , chamou-me de pasmado, feio, estúpido ou acusou-me de dar muitas despesas à família, ou quando me disse que eu não havia sido desejado, que nasci por acaso, por engano ou não correspondera ao que ela esperava. Perdoo meu pai por todas as vezes em que não me deu apoio, pela sua falta de amor, falta de afeto, falta de atenção, falta de tempo, falta de companheirismo; pelas suas bebedeiras, pelas suas brigas, especialmente com minha mãe ou com os outros filhos, pela severidade de seus castigos, pelo abandono em que nos deixou, saindo de casa, divorciando-se de minha mãe, por suas ausências. Senhor, perdoo meus irmãos e minhas irmãs por me rejeitarem, por mentirem a meu respeito, por terem raiva de mim, por me magoarem, por disputarem comigo o amor meus pais, por me agredirem fisicamente ou fazerem minha vida desagradável de qualquer maneira. Eu os perdoo, querido Senhor. Senhor, perdoo meu marido (ou minha mulher) por sua falta de amor, falta de afeto, falta de consideração, falta de apoio, falta de comunicação, pelas tensões, pelas falhas, desgostos ou quaisquer outros atos ou palavras que me ofendem ou perturbam. Senhor, perdoo meus filhos por sua falta de respeito, de obediência, de amor, de atenção, de apoio, de compreensão, pelos seus maus hábitos, por quaisquer más ações que possam perturbar-me. Senhor, perdoo minha avó, meu avô, tios, tias, primos e primas que interferiram em nossa família e causaram confusão, voltando um pai contra o outro. Senhor, perdoo meus parentes por parte de meu casamento, especialmente minha sogra. Perdoo também meu sogro, cunhados e cunhadas.


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Senhor, rezo hoje, especialmente pela graça de perdoar meus genros e noras e outros parentes por afinidade que tratam meus filhos com falta de amor. Jesus, ajuda-me perdoar meus companheiros de trabalho que são agradáveis ou infelicitam minha vida. Aqueles que me empurram serviço, que falam mal de mim, que não querem cooperar comigo ou tentam tirar o meu emprego. Eu os perdoo hoje. Meus vizinhos precisam ser perdoados, Senhor. Por todo o barulho que fazem, por não cuidarem de sua propriedade, não prenderem seus cães e deixarem-nos passar para o meu quintal, por não recolherem suas latas de lixo, por nos prejudicarem e abusarem de nós, eu os perdoo. E agora perdoo meu pároco, a minha congregação e a minha Igreja por toda a falta de apoio, mesquinharia, falta de amizade, seus sermões, por não me afirmarem como deveriam, por não me proporcionarem inspiração, por não me usarem numa posição chave, por não me convidarem para servir em setores que exigem maior capacidade e por quaisquer outras ofensas que me tenham feito. Eu os perdoo hoje. Senhor, eu perdoo todos os profissionais que de alguma forma me tenham prejudicado – médicos, enfermeiras, advogados, policiais, funcionários de hospitais. Por qualquer coisa que me tenham feito, eu realmente os perdoo hoje. Senhor, perdoo o meu patrão por não me pagar um salário suficiente, por não valorizar o meu trabalho, por ser indelicado e injusto comigo, por irritar-se e por não se mostrar meu amigo, por não me promover e não fazer nenhum elogio ao meu trabalho. Senhor, perdoo meus professores e instrutores de meus tempos de estudante bem como os de agora. Perdoo aqueles que me castigaram, me humilharam, em insultaram, me trataram injustamente, caçoaram de mim, chamaram-me de bobo ou de estúpido ou me retiveram na escola depois das aulas. Senhor, perdoo meus amigos que me abandonaram, que perderam contato comigo, que não me apoiam, que não se mostram disponíveis quando preciso de ajuda, que me pediram dinheiro emprestado e não me pagaram, que falaram mal de mim. Senhor, Jesus, peço especialmente a graça do perdão para aquela determinada pessoa, em minha vida, que mais me ofendeu. Peço-Te que me ajudes a perdoar qualquer pessoa a quem eu considere como meu maior inimigo, aquela que me seja mais difícil perdoar ou aquela outra que eu jurei que jamais perdoaria. Obrigado, Jesus, por me estares libertando do mal da falta de perdão e eu Te suplico que me perdoes por todas as pessoas que foram ofendidas por mim. Obrigado, Senhor, pelo amor que através de mim veio para elas. Amém

Fonte: http://www.areajesus.com/perdao.htm
http://www.pmmi.com.br/

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DOM DE CURA E LIBERTAÇÃO


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Efeitos da Efusão e do Repouso no Espírito Santo.



Quais são os efeitos da Efusão e do Repouso no Espírito Santo?

Extraído do livro “Efusão e Repouso no Espírito Santo” (3ª Edição) de João Carlos da Silva Dias.


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Os efeitos da Efusão e do Repouso no Espírito Santo são numerosos e multiformes. A primeira conseqüência da Efusão e do Repouso no Espírito é um crescimento na vida de oração. Graças a um melhor exercício das virtudes teologias da fé, da esperança e da caridade, faz-se a descoberta ou a redescoberta da presença de Deus e do Seu Amor. Isto provoca um estabelecimento ou um retomar da vida de oração pessoal que permite uma melhor percepção e compreensão do mistério Trinitário. A Efusão e o Repouso no Espírito Santo abrem o nosso coração de uma forma sublime para se ter uma relação forte e efetiva com Deus como Pai, com Jesus como Mestre e Senhor e com o Espírito Santo como condutor e guia. Por outras palavras, um crente experimenta a vida Trinitária de Deus nele próprio. Normalmente o que acontece é que o Espírito Santo dá à pessoa uma nova vida em Cristo. Com o poder do Espírito, Jesus torna se o centro de nossa vida e, em conseqüência disso, vivemos uma vida em Jesus, com Jesus e para Jesus. Uma vida Cristo-cêntrica permitir-nos-á crescer em Cristo e tornarmo-nos como Cristo, havendo uma verdadeira transformação pela ação do Espírito, que nos permitirá dizer que “já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2:20). Além disso, num estado de pertença e de identificação maior com Jesus isso permite-nos ser verdadeiros filhos adotivos do Pai (Gl 4:6). Com a Efusão e Repouso no Espírito, dá-se uma autêntica conversão e tornamo-nos mais orantes. Nos testemunhos é freqüente as pessoas dizerem que passaram a ter “fome e sede” de Deus. O Espírito Santo faz elevar o nosso coração para Deus e permite-nos livrarmo-nos da nossa fraqueza na oração.

O Espírito dá Sabedoria para conhecer mais sobre Deus, nós próprios e os outros. O Espírito infunde em nós um grande desejo pela Palavra de Deus, a Sagrada Escritura. Ler a Bíblia passa a ter grande sentido na nossa vida, abrindo a nossa visão ao plano de Deus. Como resultado, encontramos razões, em abundância, para agradecer a Deus e para louvar sempre o Pai e o Filho por todos os acontecimentos na nossa vida. A Efusão do Espírito eleva-nos para um estado espiritual, em que sentimos a nossa vida cristã mais poderosamente, mais eficazmente, sem abdicarmos de nenhum dos seus princípios. O Espírito Santo impele-nos a viver uma vida santa. É a verdadeira vocação cristã. O Espírito, que reside em nós, permite-nos ultrapassar a carne, o mundo e Satanás, pois tendo experimentado a santidade profundamente em nós, irradiaremos para os outros através de palavras e ações. Num crente, o Espírito de Santidade dará poder e luz aos outros. Pela Efusão do Espírito, tornamo-nos mais conscientes da atuação de Satanás e como resistir-lhe. O poder do Espírito dar-nos-á resistência aos ataques dos poderes malignos. O poder do Espírito fortalece-nos para falar sobre Jesus aos outros, de uma forma que faz com que se tornem crentes. Haverá um entusiasmo genuíno pela evangelização. O Espírito, em nós, ajuda-nos a ajudar as obras de evangelização, não apenas dando ofertas monetárias, mas em muito mais.

Um outro fruto da Efusão e do Repouso no Espírito é a descoberta do verdadeiro amor fraterno. Na verdade ao permitir que descubramos o Amor que é a própria vida da Trindade, o Espírito Santo ensina-nos a viver um verdadeiro amor fraterno que é, ao mesmo tempo, o testemunho e o teste de um autêntico amor de Deus. O exercício deste amor fraterno, na comunhão eclesial, ensinamos a amar como Jesus nos ama e concede-nos a alegria de sermos irmãos e irmãs n’Ele para formar o Seu corpo que é a Igreja. Este amor fraterno, dom de Deus, incute-nos o espírito de missão e coloca-nos generosamente ao serviço dos outros. Os grupos de oração tornam-se verdadeiras comunidades de oração, de fé, de esperança e de amor.


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As pessoas e as famílias reencontram a força para se perdoarem como Jesus nos perdoou, para se reconciliarem como Jesus nos reconciliou com Deus e para deixarem a graça de Deus curar as suas feridas do passado. Alguns grupos caminham por vezes até à vida em comunidade, para um compromisso ainda mais radical ao serviço de Deus e dos homens, experimentando assim uma nova forma de vida comunitária na igreja. Um outro fruto da Efusão e do Repouso no Espírito é aproximar-nos da Igreja e termos uma melhor compreensão do seu mistério profundo. O Espírito Santo não é um espírito de divisão. Pelo contrário, é um espírito de comunhão. Ele suscita uma redescoberta da Igreja, como mistério da comunhão com Deus e como instituição hierarquicamente organizada. Com a Efusão do Espírito, começamos, mais e mais, a apreciar, o poder dos sacramentos e vivemos neles com uma experiência pessoal. Ao redescobrir que a Igreja é tanto carismática como institucional, conseguimos não voltar a julgá-la exteriormente e perceber que ela é, antes de mais, o Corpo de Cristo, sacramento da Sua presença no mundo, e que a hierarquia é um serviço para o seu crescimento no amor. O Espírito permitir-nos-á assim entrar num relacionamento com outros cristãos, tendo uma grande consideração e respeito pela Igreja e suas autoridades. Pela Efusão do Espírito Santo é-nos dado um maior amor filial pela Igreja, uma atenção e docilidade maiores aos seus ensinamentos, uma participação mais assídua à liturgia e aos sacramentos e uma devoção mais autêntica a Maria. Longe de nos afastar da Igreja, um dos frutos da Efusão do Espírito é aproximarmo-nos dela e uma melhor compreensão do seu mistério profundo.

Um outro fruto da Efusão e do Repouso no Espírito é a cura e libertação. No seguimento da Efusão e Repouso no Espírito é possível fazer-se a experiência de uma cura e/ou libertação. Nos testemunhos apresentados (cf. Cap. 10 – Testemunhos de Efusão e do Repouso no Espírito Santo) existem relatos de curas e libertações. Vê-se que à medida que entramos em contacto com o Amor de Deus o Senhor pode operar em nós grandes curas espirituais e físicas. Deus não é apenas o autor do poder, Ele é o poder e por isso tudo pode. Na verdade, a tomada de consciência mais viva da presença de Deus e a entrega total do nosso ser à ação transformadora do Espírito Santo trazem consigo a libertação de certas formas de escravatura/pecado (vícios, violência, alcoolismo, droga, sexualidade desordenada, ciúme, egoísmo, superstição, obsessões de suicídio, etc.) e o desaparecimento progressivo de certos bloqueios (ansiedades, angústias, escrúpulos, inibições, complexos de inferioridade, etc.). Assim podem ocorrer verdadeiras curas interiores e por vezes físicas. E simultaneamente uma paz e uma alegria invadem progressivamente todo o nosso ser. Trata-se de um ponto importante que mostra que a Efusão e o Repouso no Espírito não é uma emoção sentimental ou uma evasão das realidades da vida. A Efusão ajuda-nos a mudar a nossa vida, a abandonar radical ou progressivamente atitudes e hábitos que não são conformes à vontade e ao projeto de Deus para cada um de nós. Um outro fruto da Efusão e do Repouso no Espírito é o crescimento dos frutos, dons e carismas do Espírito. É pelo crescimento dos frutos de santidade que nós sabemos se uma pessoa foi de fato “batizada” pelo Espírito Santo. Aquela libertação das nossas escravidões e bloqueios é acompanhada pelo crescimento dos frutos espirituais: “mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio. Contra tais coisas não há lei.” (Gl 5:22-23). Da experiência dos frutos do Espírito, através da Efusão e Repouso no Espírito, tornamo-nos mais alegres, com paz e poder. Até nas alturas de sofrimento e de rejeições, seremos fortalecidos para seguir Jesus de uma forma mais próxima. Este crescimento dos frutos do Espírito em nós é a manifestação do crescimento da nova criatura, do homem novo. Pela ação do Espírito, pelo crescimento da nossa vida teologal, pelo encontro mais assíduo com o Senhor na oração pessoal e comunitária, na leitura das Escrituras e nos sacramentos, nós permanecemos em Deus e Deus permanece em nós e podemos assim dar muitos frutos e frutos duradouros: “Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e Eu nele produz muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer.” (Jo 15:5). Além de nos fortalecer o Espírito também nos dá vários dons e carismas. O Espírito ajuda-nos a formar grupos de oração, a participar nos grupos de oração, a visitar os doentes em casa ou no hospital e a rezar pela sua cura. Através do Espírito, faremos adequadamente o discernimento da nossa vocação na vida e abraçá-la-emos como a vontade de Deus e encontraremos nisso a felicidade.

Extraído do livro “Efusão e Repouso no Espírito Santo” (3ª Edição) de João Carlos da Silva Dias. Encomendas: mirjsd@gmail.com; Tel.: 00351.914137940

Testemunho de conversão: http://www.santidade.net/artigos/jsd_testemunho.pd




Batismo_Espírito_1 Fruto_do_Espirito


Efusão_no_Espirito_1

Queira Receber a Efusão do Espírito!



Vem_Espirito


Este texto foi desdobrado em duas Dinâmicas que estão em outros Post’s distintos e relacionados com o entendimento deste texto.


Tres_garrafas_2

Dinâmica das

três garrafas.


Pipoca_estourando_Efusão

Dinâmica:

A Transformação

do Homem interior.



Fruto_Espírito Recebendo_o_Espirito_Santo Batismo_Espírito
Sete_dons

Oração de Madre Teresa de Calcutá.



Santa_Madre_teresa_calcuta


ORAÇÃO:

Mantenha seus olhos puros para que Jesus possa olhar através deles.

Mantenha sua língua pura para que Jesus possa falar por sua boca.

Mantenha suas mãos puras para que Jesus possa trabalhar com suas mãos.

Mantenha sua mente pura para que Jesus possa pensar seus pensamentos em sua mente.

Mantenha seu coração puro para que Jesus possa amar com seu coração.

Peça a Jesus para viver sua própria vida em você porque:

Ele é a Verdade da humildade.

Ele é a Luz da caridade.

Ele é a Vida da santidade.

Amem!



O Papagaio na Gaiola de luxo:


mensagem-madre-teresa


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Semeando a cultura de Pentecostes


padre-leo-lk paz-madre-teresa-1025[1] MadreTeresa-1[1]
Creia_no_Senhor_Jesus_e_seras_Salvo_Tu_e_Tua_Casa_3 Papagaio_marrom_pe_Leo Veja_mais_no_facebook_presentepravoce



Respostas sobre Repouso no Espírito.



Recebemos diariamente muitas indagações sobre Repouso no Espírito, já temos divulgações sobre o assunto que é bastante amplo com muitas considerações a fazer, porém as respostas podem ser específicas para cada duvida específica.



Moises_na_presença_de_Deus_sarça_ardente Resposta a diversas perguntas sobre sintomas e sentimentos que ocorrem nos momentos de oração e louvor! click aqui ==>


Repousar_em_verdes_prados_salmo_22

Pergunta:

Quem recebe o Espírito Santo é só quem repousa?

Não, porque!

Batismo no Espírito x Repouso no Espírito.

Podemos dizer sem sombra de dúvida que em ambos os casos são ações do Espírito Santo, logo onde está o Espírito Santo aí está presente todo o seu ser, sendo assim, quando o Espírito Santo age Ele necessariamente BATIZA a pessoa, pois considera-se que a pessoa precisa estar envolvida “plenamente Cheia” do Espírito Santo para sentir qualquer uma de suas manifestações, isto implica em afirmar que qualquer pessoa que estiver repousando no Espírito estará Batizada, cheia, mergulhada no Espírito, mas uma pessoa que estiver cheia, mergulhada e repleta do Espírito Santo não necessariamente ou obrigatoriamente deverá estar repousando no Espírito.

Existe um distinção entre uma coisa e outra:

Estar cheio do Espírito é ser Batismo no Espírito Santo.

Repousar no Espírito é apenas uma manifestação distinta de quem se enche do Espírito, Quem profetiza ou fala em línguas também está cheio do Espírito, quem faz milagres ou cura os enfermos também estará cheio do Espírito, porém quem se enche do Espírito não estará em repouso todas as vezes ou então não existiria nenhuma história que contasse os Milagres que Deus realizou através de seus Profetas e Santos no passado, isto porque, quem está em repouso, não está em ação e o repouso tem o objetivo de descansar e curar as pessoas, restabelecer as forças de cada um e não de agir, sendo assim podemos dizer que o Espírito nos enche para podermos agir, trabalhar em sua obra; pregar, anunciar, curar enfermos e etc.  Pois juntamente com o Batismo o Espírito nos enche com seus Dons de Trabalho em benefício do crescimento da Igreja, mas quando Ele nos dá o Repouso, simplesmente estaremos descansando e renovando as nossas forças nos preparando para uma ação futura.

Quando pregamos um SVE I temos o objetivo de realizar uma oração de Efusão no final do encontro para que as pessoas experimentem em seu coração o sabor da Presença do Espírito Santo, ou seja, se encham do Espírito ou com o termo mais conhecido, sejam “Batizadas no Espírito Santo”.

Este é o objetivo, porém dependendo do encontro, da abertura de cada pessoa que participa esta efusão pode atingir maior ou menor grau de eficiência, pois existem muitos fatores que ajudam ou atrapalham um bom resultado na Efusão.  

O que esperamos de uma boa Efusão é a verdadeira transformação e conversão dos corações, pois quando este coração se abre de verdade haverá sempre uma transformação interior que implicará em uma entrega total possibilitando a ação completa do Espírito Santo que se manifestará externamente através de louvor, lágrimas de conversão, dons de línguas, calor no corpo e outros diversos sintomas entre eles está também o repouso no Espírito, porém para quem auxilia uma Efusão não temos como observar o grau de ação do Espírito Santo em quem esteja apenas repousando, ou seja, esta ação é interior e somente a pessoa pode depois testemunhar o que sentiu, porém não manifestará exteriormente nenhum dos outros sintomas exteriores que possamos observar, sendo assim, esta efusão para ele pode se tornar apenas uma cura que é uma ação de libertação que é apenas um pré-requisito para a verdadeira transformação, isto porque, mesmo quando reservamos um momento para curar e libertar as pessoas antes da Efusão, são muitas as pessoas que chegam naquele momento sem estar plenamente curadas e assim a sensibilidade da pessoa em questão se limitara à uma cura, pois nem sempre se repete ou dá sequencia ao ato de oração após esta Efusão e que no caso deveria ser retornado para estas pessoas que apenas repousaram.   O que eu estranho neste fato que hoje ocorre é que no inicio das atividades da RCC este fato não ocorria, mas hoje quando oramos pela Efusão, a metade das pessoas caem em repouso, para mim nada mais é do que uma tendência de imitação, pois as pessoas aprendem que Repouso seria um SINÔNIMO de Batismo no Espírito e na verdade NÃO É, É SIM APENAS UM EFEITO.



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Pergunta:

O que de fato acontece quando repousamos no Espirito Santo?

Pode acontecer muita coisa, depende de cada pessoa em particular!

Como já foi descrito anteriormente com mais detalhes, seremos diretos nesta resposta.

Repouso é Repouso “*” a própria palavra e descrição da manifestação está dizendo do que se trata.  Analisando diversos testemunhos pessoais e comentários que foram descritos aqui neste Blog podemos dizer que se trata de um descanso e uma cura interior mais profunda.

  Deus não teria nenhum interesse em nos imobilizar sem nenhum motivo aparente, não teria motivo para nos por para dormir se não tiver uma razão para isso.  Sendo assim, quando repousamos entramos em um estado de descanso físico e mesmo que nossos sentidos permaneçam ligados acompanhando o que acontece em nossa volta podemos sentir também uma paz que nos invade o interior, sentimos alívio de problemas, mágoas mal perdoadas, dores de físicas etc.  

Podemos dizer que quando o Homem está bem acordado, ou totalmente consciente ele de certa forma coíbe com sua razão esta ação mais profunda de Deus, pois nós fazemos intervenções na vontade Divina e de certa forma direcionamos o que queremos que Ele faça e onde deva curar, mas nem sempre sabemos qual é a real razão de nossas dores.    Quando entramos em estado de repouso esta intervenção humana cessa por um instante e Deus começa a curar coisas que muitas vezes nem nos lembramos, cura traumas, pecados, mágoas, dores crônicas sem motivo causadas por Stress e preocupação, etc.

Em casos mais raros acontece também um Batismo no Espírito mais profundo atingindo áreas que anteriormente não foram atingidas.

A sensibilidade ao Repouso, a quantidade, o tempo e o grau de consciência durante o repouso pode variar de pessoa para pessoa, mas geralmente o Repouso não é muito longo a não ser em casos acompanhados de cura interior com pessoas com traumas mais profundos e reincidentes.

A queda: Não é um fator preponderante ou obrigatório, muitas vezes pensamos que todos somos obrigados a repousar, e que necessariamente seria preciso cair no chão de qualquer jeito e por isso muitas pessoas não se abrem ao Repouso, porém ninguém seria obrigado a Repousar no Espírito, principalmente porque via de regra a pessoa não precisa ser curada todos os dias, se bem que todos nós sempre precisamos de um bom descanso nos braços do Pai.   Ultimamente o Repouso no Espírito está mais conhecido e por este motivo está sendo mais utilizado se bem que existe uma restrição à promoção de Repouso no Espírito entre multidões, principalmente se não existir uma equipe preparada para o atendimento de cura interior no local.


Leia mais sobre Repouso no Espírito neste Blog: Click Aqui



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Pergunta:


Por que algumas pessoas choram e outras não quando recebem o Espírito Santo ?

Chorar ! Por que ?



Chorar é uma emoção humana muito comum!


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Mas por que as pessoas choram?

O texto ficou um pouco longo e foi transferido para um post particular.

Siga o Link Abaixo

Por que as pessoas choram ?




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Experiência_com_Deus Aspirais_aos_Dons_Espirituais Vem_Espirito


Perdão e Reconciliação.



Perdoar

libertar a si mesmo para dar paz a mente e ao coração


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Perdoar e pedir perdão são atos de generosidade e humildade. Mas só se pede perdão ou se perdoa de verdade, quando houver sinceridade e abertura de coração.

Quem nunca cometeu um erro? Nunca precisou de um perdão por faltar com respeito com alguém, por mentir, decepcionar, enganar, omitir, machucar, por se exceder? Estamos cercados de sentimentos negativos, rancor, raiva, mágoa e que se não soubermos nos defender desses sentimentos, eles têm grande capacidade de destruição. Quem convive com esses sentimentos negativos sofre muito, pois acaba se privando de momentos de felicidade e paz interior. E não podemos nos esquecer dos malefícios que causam à saúde. Ao viver angustiado por um problema ou situação mal resolvida prejudicamos diretamente nossa saúde física, causando estresse, ansiedade, problemas com coração e pressão arterial. É o que chamamos de ‘somatização’. É o corpo assumindo a dor e o peso da alma.


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Perdoar é um processo de libertação do ressentimento e de certa forma é uma doação sem esperar nada em troca.


O perdão é sincero e verdadeiro, quando dado e recebido não apenas em palavras e sim nos gestos. Você não precisa necessariamente perdoar para a sociedade, mas sim para você mesmo, pois é algo interno e individual. Perdoar é conseguir deixar para trás o passado e dar novas oportunidades ao presente, poder viver livre, leve e solto, sem essa preocupação.

Tão importante quanto perdoar é tomar a iniciativa de pedir perdão, algo que muitos não fazem por questão de orgulho. Assim como somos capazes de dar o perdão, quando erramos, devemos saber também tomar a iniciativa de pedir desculpas e ter recursos para reconquistar a confiança e respeito alheio. Reconhecer os próprios erros e ser capaz de mudar é sinal de amadurecimento e evolução.


Portrait of young man kissing his pretty young woman on forehead - outdoor


Na prática:

– Saiba exatamente como você se sente sobre o que aconteceu e seja capaz de expressar o que há de errado na situação.

– Não espere pedidos de desculpas dos outros nem da vida. Faça o que for preciso para se sentir melhor. O ato de perdoar é para você e para ninguém mais.

– Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o feriu, nem tornar-se cúmplice dela. O que você deve buscar é a sua paz. O perdão é um poder pessoal.

– Em vez de concentrar-se nas suas mágoas, concentre suas energias na busca do amor e da bondade ao seu redor.

– Lembre-se sempre: “A maior vingança contra o inimigo é perdoá-lo. Ao perdoá-lo nos livramos dele, pois ele deixa de ser nosso inimigo. Já o ódio e a mágoa cultivam o inimigo dentro de nós” (Augusto Cury).  Perdoar é uma questão de escolha, é preferível ser feliz, saudável e livre.

Livros recomendados:

Perdão Restaurador (Josadak Lima) – O livro Perdão Restaurador (Josadak Lima) da Editora AD Santos mostra a importância do perdão e como perdoar de maneira verdadeira. “Serão oito estudos sérios extraídos da Palavra de Deus, tendo como base Mateus 18, que lhe darão subsídios para que você cresça e seja aperfeiçoado nesta área da vida cristã.” Certamente você experimentará mudanças significativas em seu próprio caráter durante e depois de estudar este tema.

Perdoa-nos Assim Como Nós Perdoamos (Daniel Alves Pena) – O livro Perdoa-nos Assim Como Nós Perdoamos (Daniel Alves Pena), mostra como perdoar é necessário em nossa vida de cristão. Muitos sentimentos estão prejudicando as pessoas por causa da falta de perdão. Perdoar não é fácil, mas é algo necessário. Em nosso processo de santificação também é necessário haver perdão, pois guardar rancor ou querer fazer justiça será um grande impedimento.


Texto: Cintia Cucco.

fonte: http://www.terapiasfontedevida.com.br

1ª fonte: www.minhavida.com.br



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Madre Teresa Receberá o Título de Santa Definitivamente.



O prof. Carlo Jovine, membro do Conselho Médico nomeado pelo Vaticano, explica a incrível cura de um engenheiro brasileiro por intercessão da futura santa


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“A minha experiência profissional colocou-me várias vezes diante de eventos difíceis de explicar de uma perspectiva científica, mas o que aconteceu em 2008, com um engenheiro brasileiro, é realmente incrível…”. São as palavras do Professor. Carlo Jovine, perito oficial da Congregação para as Causas dos Santos, neurologista principal do hospital São João Batista da Ordem de Malta.

O prof. Jovine participou da Junta Médica designada pelo Vaticano para analisar, de uma perspectiva científica, a cura extraordinária de Marcilio Haddad Andrino, engenheiro mecânico nascido em Santos, perto de São Paulo, por intercessão de Madre Teresa de Calcutá. O milagre pelo qual o Papa Francisco autorizou a Congregação a promulgar o decreto dando o  sinal verde para a canonização.


Em dezembro de 2008, aos 35 anos, o engenheiro Andrino foi hospitalizado com urgência. Tinha ficado doente de repente e apresentava graves distúrbios neurológicos. Os testes especializados tinham mostrado a presença de oito abcessos cerebrais, oito seja, outo pontos com infecção na área do cérebro.


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Diz o Prof. Jovine que o abcesso cerebral é uma área purulenta na génese bacteriana ou viral, que determina a destruição dos tecidos e a produção de pus no interior do cérebro. Após a internação de emergência, a ressonância confirmou a gravidade da patologia. O paciente entrou em coma e, depois de alguns dias, apareceu também uma hidrocefalia obstrutiva, ou seja, uma obstrução do líquido do cérebro, que determinou um quadro de hipertensão intracraniana.

A situação era tão grave que o cirurgião, prof. Cabral, na presença de um quadro clínico de deterioração progressiva, com o risco de morte iminente, decidiu submeter o homem a uma cirurgia de emergência. Mas foi neste momento que aconteceu uma série de eventos inexplicáveis.

O paciente, levado à sala de cirurgia em condições de coma, de repente abriu os olhos e, para o espanto dos presentes, perguntou por que estava lá. O prof. Cabral, recuperado do choque e constatando a plena consciência do paciente, decidiu não fazer a cirurgia e esperar para realizar imediatamente uma tomografia computadorizada imediato do cérebro para entender o que estava acontecendo. O exame revelou uma mudança radical do quadro patológico pré-existente, com o desaparecimento da hidrocefalia e a redução de 70% dos abscessos cerebrais.

Dentro de alguns dias, as condições de Andrino melhoraram a tal ponto que o prof. Cabral, constatando as perfeitas condições clínicas e neurológicas, decidiu dar alta para o paciente certificando a ausência de qualquer sinal das alterações anteriores. Não havia nenhum sinal nem dos abcessos cerebrais nem da hidrocefalia. Mas a coisa mais surpreendente era que o paciente não apresentava nenhuma sequela da grave doença que o atingiu. No prazo de alguns dias – do 13 de dezembro, data da prevista cirurgia programa, ao 23 de dezembro, data que recebeu alta do hospital – o engenheiro tinha ficado curado de maneira definitiva e total.

Marcilio Haddad Andrino atualmente dirige, trabalha, tem dois filhos, é totalmente autônomo e, especialmente, não apresenta nenhuma sequela negativa. Uma cura que, em relação à gravidade, o processo e as graves consequências associadas, difere de uma forma inexplicável do desenvolvimento normal da doença, bem como do conhecimento da ciência médica.

Deve-se enfatizar que, mesmo no caso hipotético de uma eventual recuperação, essa deveria ter passado por uma cirurgia (que não aconteceu), teria um curso lento e, em qualquer caso, teria dado alguns resultados. Mas, pelo contrário, a cura ocorreu espontaneamente, sem qualquer intervenção médica.

“Não há precedente – explica Jovine. De um só abscesso cerebral é possível curar-se, mas com oito abscessos cerebrais e uma hidrocefalia aguda, a percentagem de morte é praticamente de 100%. A partir desta cadeia de eventos e dos exames clínicos, especialistas e peritos, concluímos necessariamente que estamos lidando com um evento cientificamente inexplicável, acontecido de modo resolutivo, imediato, duradouro e total. E isso, para a Igreja, equivale a um milagre”.

Um milagre que, pela forma com que se manifestou, leva à intercessão de Madre Teresa, a célebre freira albanesa, fundadora das Missionárias da Caridade, protetora dos “últimos”, que viveu e morreu em odor de santidade, confirmando, com a sua vida exemplar, a “vox Populi” que, já em vida, a proclamava santa.

Mas qual é a ligação entre Madre Teresa e a cura inexplicável de Marcilio Haddad Andrino? A esposa do engenheiro brasileiro, Fernanda, enquanto as condições de seu marido estavam em deterioração dramática, foi ao padre Elmiran Ferreira, pároco da igreja de Nossa Senhora de Aparecida, São Vicente. O pároco estava para celebrar uma Missa de comemoração com as Missionárias da Caridade. O sacerdote ouviu o acontecido e procurou consolar Fernanda; entregou-lhe um folheto de novenas e lhe disse para continuar a rezar pedindo a intercessão da Beata.

A situação estava precipitando. Assim, na tarde da primeira cirurgia, Pe. Ferreira foi ao hospital junto com a mulher. Juntos recitaram as orações e administrou a Marcílio o sacramento da extrema unção. Depois disso, junto com Fernanda, colocou ao lado da cabeça do homem um santinho e uma relíquia de Madre Teresa. Em pouco tempo manifestou-se a cura extraordinária.

O Prof. Jovine salientou que, embora ele já seja um crente, quando executa tarefas periciais deste tipo e responsabilidade, tende deliberadamente a afastar qualquer sugestão para se concentrar exclusivamente sobre a objetividade científica do caso examinado. Por isso, foi em 2011, quando analisou a cura de Irmã Normand que foi a causa da beatificação de Karol Wojtyla, e assim foi hoje para a cura do engenheiro. Andrino, da qual surgirá a canonização da Madre Teresa.


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E a conclusão é que a objetividade da análise, com base em provas médicas e documentos, confirma que a cura do  engenheiro Andrino é absolutamente inexplicável do ponto de vista científico. Estamos, portanto, na presença de um evento incrível que tem proporcionado mais uma prova da santidade de Madre Teresa.



quer-fazer-algo-para-promover-a-paz-mundial-mensagem-familia Comemorando 100 anos de Madre Tereza.
paz-madre-teresa-1025[1] Madre_tereza_Fan_page Natal


Feridas curadas.



Quando falamos em feridas, dor, sofrimentos e lágrimas, temos a resistência humana em não admiti-los como coisas boas ou intemperes necessários que estarão em nossa trajetória nesse mundo, não é mesmo? Mas o próprio Jesus nos disse:

“No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.”
(S. João 16, 33)


Tudo que DEUS faz é Perfeito!


MEDITAÇÃO EM POWER POINT


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Feridas curadas


1. “Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas”… As pérolas são feridas curadas. Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.

2. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada NÁCAR. Quando um grão de areia a penetra, as células do NÁCAR começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.

3. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada…

4. Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém?

5. Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas? Você já sofreu os duros golpes do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença? 6. 7. Cubra suas mágoas com várias camadas de amor. Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.

8. Assim, na prática, o que vemos são muitas “Ostras Vazias”, não porque não tenham sido feridas, mas, porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, fala mais que mil palavras..


9. Presentepravoce.wordpress.com.brquinta-feira, 27 de agosto de 2015 2:15:49 Link’s para outras Mensagens



FOI DEUS
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O Espírito Santo cicatriza nossas feridas e restaura as nossas forças.

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis do repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.”  (Mt 11, 28-30)



Curando as Feridas e removendo as Cicatrizes do Coração.


Quando falamos em feridas, dor, sofrimentos e lágrimas, temos uma resistência humana natural em não aceitar-las como algo bom, porque na verdade não o são, porém são intemperes que estarão em nossa trajetória de vida nesse mundo, mesmo não sendo necessários podemos utilizar destes percalços para o nosso bem usando de muita aceitação e superação porque querendo ou não estarão presentes em nosso caminho, não é mesmo? Mas o próprio Jesus nos disse: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (Jo 16, 33)

Desde a minha mais tenra infância eu compreendia as minhas feridas como resultado de machucados físicos ocorridos em brincadeiras com os primos, colegas de escola ou nas aulas de Educação Física. E como sempre, contava com o carinho e o zelo de minha “enfermeira particular”: a mamãe! Todas as vezes, ela vinha com o remedinho “Merthiolate“, que causava uma certa dor e ardência ao ser aplicado, mas, em contrapartida, seu consolo era acrescido de um beijinho doce dizendo “passa logo tá”. Logo depois, é claro, vinha a velha advertência, comum entre todas as mães, que gostam de nos lembrar que deveríamos ouvi-las mais: “Eu não te avisei?” Pois é! E era sempre verdade!

Ao descrever por essas linhas essa singela reflexão de vida, vi como Deus nos ama em perfeição, pelo fato de criar anjos que, com a mesma doçura, fossem capazes de agir. Ao cria-las, o Senhor fez a versão feminina do Ágape (amor incondicional) e as lançou na Terra como o nome de mãe. E ainda, não satisfeito, nos entregou a Sua mãe, na cruz, para complementar essa carga amorosa e protetora por toda a nossa vida.

Pois bem! O amor de Deus é tão perfeito, que Ele age, no presente, conosco, com as nossas feridas causadas pelo amadurecimento natural, pelos nossos pecados ou pelos tropeços da caminhada, da mesma maneira. O terceiro versículo do salmo 147 nos confirma isso dizendo que “Ele sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas”. Diante de nossas quedas, a misericórdia de Deus nos acolhe e, fazendo de nós, mais que pacientes, mas sim, filhos amados, somos tratados e curados, não só no corpo, mas também na alma, na mente e no coração. Por muitas vezes, o remedinho que Jesus aplicou sobre as minhas machucaduras chegou até mim através da necessidade de uma boa confissão, de uma direção espiritual abençoada, um Seminário de Vida no Espírito Santo, uma oração de um servo ungido, já que o Senhor é especialista em nos chamar cada vez mais para perto Dele, para um relacionamento intimo com Ele, e através dos Seus filhos. E esse remédio, assim como o da minha mãe, também dói muito as vezes, pois mexe em nosso ego, no nosso orgulho, nos naqueles sentimentos que somos apegados… como dói, mas depois vem o alívio e a cura!

Contudo, em meio as minhas inúmeras feridas transformadas em cicatrizes, dores não só físicas que eu senti, mas por grandes turbulências espirituais e emocionais que passei. Porém, aprendi muito com cada uma delas; em  cada cicatriz trago um aprendizado, uma lição especial. A cada gota derramada, Jesus, ao tratar o ferimento, ia me ensinando, em contrapartida, que eu não deveria carregar comigo, o fardo da mágoa ou rancor por quem me feriu; assim, Ele me mostrou o que é perdão. E quando já não mais sangrava o coração, mas insistiam em mim as lembranças da dor, Ele sussurrava, carinhosamente, em meu interior, revelando-me que aquela dose de tratamento deveria ser acrescida de uma profunda abertura do meu ser, para que eu recebesse uma efusão do Seu Santo Espírito.

Fossem feridas causadas pelo meu próprio pecado ou pelo amor que eu não recebi, de quem esperei em demasia, também o Senhor estava ali, como minha mãe, na minha infância, de mãos estendidas, a me olhar e dizer: “Eu não te avisei, filha?” Por isso, costumo dizer que, em cada sorriso que esboço em minha face, carrego uma cicatriz de uma ferida curada por Deus.

Só depois de me abrir para que o “Médico dos médicos” (Jesus) pudesse executar o cuidado completo em minhas machucaduras, é que pude aprender a me reconhecer como filha(o) amada(o) de Deus e, mais ainda, forte o bastante, para poder amar os outros, como, assim, Ele o quer.

E eu te digo, amado(a) irmão(ã), que isso só foi e sempre será possível com a força do Espírito Santo. Só Ele nos leva a percorrer esse caminho de cura, na certeza de que já somos vitoriosos.

Se você, deseja fazer essa experiência? Quer deixar-se curar por Deus? Então, eu te convido para fazer esta experiência com o Senhor Jesus e deixar-se ser conduzido por seu Espírito Santo como Ele disse a Nicodemos.

“Necessário vos é nascer de novo.” (S. João 3,20)

Somente renascidos na graça do Espírito Santo, seremos novos homens e novas mulheres, curados e libertos pelo poder de Deus. Transformando nossas feridas em cicatrizes de fé e misericórdia, na intercessão de Nossa Senhora da Primavera, o Espírito Santo nos cumulará de muitas e muitas bênçãos.

Danielle Santos
Comunidade Renascidos em Pentecostes

RENASCIDOS EM PENTECOSTES   ·  SEGUNDA-FEIRA, 15 DE AGOSTO DE 2016

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O Espírito Santo cicatriza nossas feridas e restaura as nossas forças

Carinhos Quentes.


Já parou para pensar em como você trata as pessoas?

Se oferece carinho verdadeiro aos outros ou se a sua forma de tratamento com os que te cercam mesmo cruzam sua vida é fria e artificial. Cada vez mais nos deparamos com a necessidade de sermos calorosos nas relações. De nos doarmos e atendermos as pessoas com boa vontade e entrega. Construindo relacionamentos e não somente relações, nos despindo do egoísmo e do eu. 

Neste conto, Claude Steiner, com muita sabedoria e ternura, sintetiza muitas idéias sobre Carícias, Relacionamentos, Carinhos e afeto.


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Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz, Antonio e Maria, com dois filhos chamados João e Lúcia. Para entender a felicidade deles, é preciso retroceder àquele tempo.

Cada pessoa, quando nascia, ganhava um saquinho de carinhos. Sempre que uma pessoa punha a mão no saquinho podia tirar um Carinho Quente. Os Carinhos Quentes faziam as pessoas sentirem-se quentes e aconchegantes, cheias de carinho. As pessoas que não recebiam Carinhos Quentes expunham-se ao perigo de pegar doença nas costas que as fazia murchar e morrer.

Era fácil receber Carinhos Quentes. Sempre que alguém os queria, bastava pedi-los. Colocando-se a mão na sacolinha surgia um Carinho do tamanho da mão de uma criança.  Ao vir à luz o Carinho se expandia e se transformava num grande Carinho Quente que podia ser colocado no ombro, na cabeça, no colo da pessoa. Então, misturava-se com a pele e a pessoa se sentia toda bem.

As pessoas viviam pedindo Carinhos Quentes umas às outras e nunca havia problemas para consegui-los, pois eram dados de graça. Por isso todos eram felizes e cheios de carinhos, na maior parte do tempo.

Um dia uma bruxa má ficou brava porque as pessoas, sendo felizes, não compravam as poções e unguentos que ela vendia. Por ser muito esperta, a bruxa inventou um plano muito malvado. Certa manhã ela chegou perto de Antonio enquanto Maria brincava com a filha e cochichou em seu ouvido:

“olha Antonio, veja os carinhos que Maria está dando à Lúcia. Se ela continuar assim vai consumir todos os carinhos e não sobrará nenhum pra você”. Antonio ficou admirado e perguntou:

“Quer dizer então que não é sempre que existe um Carinho Quente na sacola?”

E a bruxa respondeu: “Eles podem se acabar e você não os ganhará mais”. Dizendo isso a bruxa foi embora, montada na vassoura, gargalhando muito. Antonio ficou preocupado e começou a reparar cada vez que Maria dava um Carinho Quente para outra pessoa, pois temia perdê-los. Então começou a se queixar que Maria, de quem gostava muito, e Antonio também parou de dar carinhos aos outros, reservando-os somente para ela. As crianças perceberam e passaram também a economizar carinhos, pois entenderam que era errado dá-los. Todos ficaram cada vez mais mesquinhos. As pessoas do lugar começaram a sentir-se menos quente e acarinhados e algumas chegaram a morrer por falta de Carinhos Quentes.


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Cada vez mais gente ia à bruxa para adquirir unguentos e poções. Mas a bruxa não queria realmente que as pessoas morressem porque se isso ocorresse, deixariam de comprar poções e unguentos: inventou um novo plano. Todos ganhavam um saquinho que era muito parecido com o saquinho de Carinhos, porém era frio e continha Espinhos Frios. Os Espinhos Frios faziam as pessoas sentirem-se frias e espetadas, mas evitava que murchassem. Daí para frente, sempre que alguém dizia “Eu quero um Carinho Quente”, aqueles que tinham medo de perder um suprimento, respondiam: “Não posso lhe dar um Carinho Quente, mas, se você quiser, posso dar-lhe um Espinho Frio”. A situação ficou muito complicada porque, desde a vinda da bruxa havia cada vez menos Carinhos Quentes para se achar e estes se tornaram valiosíssimos. Isto fez com que as pessoas tentassem de tudo para consegui-los. Antes da bruxa chegar as pessoas costumavam se reunir em grupos de três, quatro, cinco sem se preocuparem com quem estava dando carinho para quem. Depois que a bruxa apareceu, as pessoas começaram a se juntar aos pares, e a reservar todos seus Carinhos Quentes exclusivamente para o parceiro. Quando se esqueciam e davam um Carinho Quente para outra pessoa, logo se sentiam culpadas.

As pessoas que não conseguiam encontrar parceiros generosos precisavam trabalhar muito para obter dinheiro para comprá-los. Outras pessoas se tornavam simpáticas e recebiam muitos Carinhos Quentes sem ter de retribuí-los. Então, passavam a vendê-los aos que precisavam deles para sobreviver. Outras pessoas, ainda, pegavam os Espinhos Frios, que eram ilimitados e de graça, cobriam-nos com cobertura branquinha e estufada, fazendo-os passar por Carinhos Quentes. Eram na verdade carinhos falsos, de plástico, que causavam novas dificuldades.

Por exemplo, duas pessoas se juntavam e trocavam entre si, livremente, os seu Carinhos Plásticos. Sentiam-se bem em alguns momentos mas, logo depois sentiam-se mal. Como pensavam que estavam trocando Carinhos Quentes, ficavam confusas. A situação, portanto, ficou muito grave.

Não faz muito tempo uma mulher especial chegou ao lugar. Ela nunca tinha ouvido falar na bruxa e não se preocupava que os Carinhos Quentes acabassem. Ela os dava de graça, mesmo quando não eram pedidos.


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As pessoas do lugar desaprovavam sua atitude porque essa mulher dava às suas crianças a ideia de que não deviam se preocupar com que os Carinhos Quentes terminassem, e a chamavam de Pessoa Especial. As crianças gostavam muito da Pessoa Especial porque se sentiam bem em sua presença e passaram a dar Carinhos Quentes, sempre que tinham vontade. Os adultos ficavam muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício de seus Carinhos Quentes. A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes sem uma licença. Muitas crianças, porém, apesar da lei, continuavam a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade ou que alguém os pedia. Como existiam muitas crianças parecia que elas prosseguiram seu caminho. Ainda não sabemos dizer o que acontecerá.

As forças da lei e da ordem dos adultos forçarão as crianças a parar com sua imprudência?

Os adultos se juntarão à Pessoa Especial e às crianças entenderão que sempre haverá Carinhos Quentes, tantos quantos forem necessários?

Lembrar-se-ão dos dias em que os Carinhos Quentes eram inesgotáveis porque eram distribuídos livremente?

Em qual dos lados você está?

O que você pensa disso?


Uma História de Amor – Claude Steiner, em livro de Roberto Shinyashiki

Texto retirado de : Shinyashiki, Roberto. A carícia essencial, Uma Estória de carinhos, S.Paulo, Ed.Gente, 1988.


Não existe nenhuma novidade nesta estória:

Vemos muitos pontos em comum com a Bíblia, apenas foi escrito o que acontece realmente todos os dias de uma forma que as crianças compreendam mais facilmente, principalmente pelo fato das criança serem as protagonistas da estória, afinal se todos agissem como crianças e doassem seu amor e seu carinho sem reservas e sem medo de perder algo que jamais acaba, talvez teríamos muito menos tristeza, guerras e morte no mundo em que vivemos.



Preserve a natureza com muitoAmor.


CHÁCARA JEUS CURA OLHA O URSO
porco-espinho Beijo_que_cura
Amigos_como_a_rocha Tende_Misericordia_Senhor Jesus Nos Perdoa e Acolhe em seus Braços

Queira receber a Efusão do Espírito Santo.


“Aspirai aos dons espirituais”

monsenhor Jonas Abib


Aspirais_aos_Dons_Espirituais


Ser instrumento do Espírito Santo não é resultado da nossa perfeição nem da nossa santidade. Pelo contrário! Nosso caminho de santificação, de perfeição, passa, necessariamente, pela efusão do Espírito Santo, pois não é possível apenas com nosso esforço. Certamente, podemos colaborar, cooperar, deixar-nos trabalhar pelo Senhor, mas é Ele quem faz tudo.

Nossa conversão verdadeira acontece quando somos recriados no Espírito Santo. A partir daí, tomamos gosto pela oração, pela escuta da Palavra de Deus, e começamos a participar realmente da Missa e dos sacramentos, a trabalhar na Igreja, cooperando com o Senhor.

Desse modo, não podemos, por nós mesmos, conceder nem privar os outros da graça que recebemos gratuitamente. “Quem crê em mim, do seu seio, do seu interior, jorrarão rios de água viva.” Basta isso.

Quando recebi a efusão do Espírito Santo, tudo durou um dia só. Padre Haroldo J. Rahm, SJ, passou pelo nosso seminário e concedeu um dia de retiro aos seminaristas. Ele falou sobre os dons, os carismas do Espírito Santo, sobre a Renovação Carismática. Na época, não entendi o que significava efusão do Espírito, dons nem carismas na perspectiva da Renovação Carismática. Sabia o que eram os carismas, os dons, mas não da maneira como estava acontecendo: as pessoas sendo curadas, orando em línguas. A confusão tomou conta de minha cabeça. Não entendi nada.

“Tudo começa pela efusão do Espírito”, disse monsenhor Jonas Abib


Efusão_no_Espirito_2


No entanto, o Senhor semeou, no meu coração, um desejo muito grande. Nem sabia que graça era aquela que receberia, mas a queria muito. Quando o padre Haroldo impôs as mãos sobre mim e fez uma oração breve, não senti nada, pareceu-me que nada havia acontecido. Mas, à noite, sozinho no pátio do seminário, comecei a orar como nunca havia orado na minha vida.

Tudo começou a mudar, foi o surgimento do olho-d’água. Era aquela a efusão no Espírito Santo, do jeito que Jesus falou: “Do seu interior correrão rios de água viva”. Sabemos que um rio de água viva nasce de um olho-d’água, não há outra forma. Foi assim na minha vida; será assim na sua.

Depois de três meses, fui fazer uma experiência de oração com padre Haroldo e levei três jovens comigo; foi então que, ouvindo as palestras sobre efusão do Espírito e os dons, comecei a entender o que estava acontecendo comigo. Nos três meses anteriores, Deus me deu a graça de experimentar muitas coisas novas. Meu sacramento e minha vida mudaram e tornou-se mais verdadeiro o arrependimento dos meus pecados.

Ali, na experiência de oração, fui encontrar a explicação daquilo que, pela graça de Deus, estava vivendo.

Você quer ou não ser transformado pelo Espírito Santo? Não sei o grau de sua aridez, de suas dificuldades espirituais, só sei que chegou a hora: o Senhor quer que você mergulhe na graça da efusão do Espírito Santo.

Vamos dizer ao Senhor: Senhor Jesus, quero receber a efusão do Espírito Santo, como diz a Tua Palavra: “Sereis batizados”. Quero ver-me banhado no Teu Espírito, possuído, até as últimas fibras do meu ser, pelo Espírito Santo de Deus. Vem, Espírito!

“Sim, Jesus, dá-me Teu Espírito. Plenifica-me, Senhor. Derrama sobre mim o Teu Consolador. Senhor, concede-me a graça. Peço que manem de mim rios de água viva, que se realize em mim a promessa: ‘Vós sereis batizados no Espírito Santo’. Realiza a Palavra, Senhor Jesus:

‘Do seu interior correrão rios de água viva’. Realiza a Palavra: ‘Descerá sobre vós o Espírito Santo. Recebereis força, poder e sereis minhas testemunhas até os confins da terra.’”

Vem, Espírito Santo, porque eu preciso de Ti agora. Cobre cada um dos meus (nomeie cada pessoa que você deseje abençoar) e o conduz a Tua Igreja. Vem, Espírito Santo, derrama-Te sobre nós. Jesus, Tu és o batizador; batiza-nos no Espírito Santo. Precisamos desta graça. Cumpra-se, Senhor, a Tua Palavra. Amém!


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Artigo do livro:

“Aspirai aos dons espirituais”,

monsenhor Jonas Abib.


Tres_garrafas_2

Dinâmica das

três garrafas.


Pipoca_estourando_Efusão

Dinâmica:

A Transformação

do Homem interior.



Fruto_Espírito Efusão_no_Espirito_2 Batismo_Espírito
Sete_dons

Efusão significa um novo Derramamento do Espírito.


EXPLICANDO O ACONTECIMENTO DE UMA FORMA MAIS DINÂMICA.


Derrama_Espirito


A palavra Batizar significa mergulhar.

A palavra Efusão significa Derramar.

Em ambos os casos configura-se a ação do Espírito Santo na pessoa como se fosse uma água viva que molha todo o corpo conforme a simbologia usada por Jesus em (São João 7,38).

“Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva. (Zc 14,8; Is 58,11).

O Batismo recebido por Jesus das mãos de São João Batista era um mergulho nas águas do Rio Jordão que molhava todo o corpo, a pessoa deveria ficar totalmente submersa por alguns instantes representando assim uma morte e um reviver imediato ao sair da água. Uma morte para o pecado do homem velho e o renascimento de um novo homem comprometido com a santidade.

A Igreja Católica hoje usa o método da “EFUSÃO” para o Sacramento do Batismo.   Ou seja, usa um derramamento de água sobre a fronte da pessoa, principalmente pelo fato de estarmos Batizando crianças que correriam riscos desnecessários ao serem mergulhadas em um rio como Jesus foi.  Também foi desta forma que Deus cumpriu a sua promessa em Pentecostes.  Ele derramou chamas de fogo que repousaram sobre cada um dos apóstolos que estavam presentes no Cenáculo, assim também usamos apenas um derramamento para efetuar o Batismo e para se referir ao Batismo no Espírito que foi na verdade um derramamento e não um mergulho propriamente dito.

De uma forma ou de outra o que importa mesmo é receber a água viva do Batismo como algo que nos molhando ou nos encharcando provoca um mesmo efeito espiritual tirando de nós toda sujeira da alma e do espírito como a equivalência de um banho e uma limpeza de tudo que poderia impedir a ação de Deus em nossas vidas, inclusive e principalmente o pecado que não é uma sujeira que está grudada na pele exterior do corpo e sim uma sujeira que gruda na nossa alma, sendo que o lavar desta água externa é apenas um reflexo da verdadeira “ÁGUA VIVA” que jorra internamente no ser humano dentro de seu coração lavando-o de toda sujeira do pecado.


Efusão_no_Espirito_1


A Efusão externa é visivelmente apenas um derramamento de água sobre a pessoa, mas a efusão interna é um derramamento espiritual que impregna toda sua alma de uma forma equivalente ao molhar do corpo externo.

A Palavra de Deus vai muito além de uma ação visível e exterior no corpo humano, pois Deus declara na profecia que vai penetrar e introduzir seu Espírito dentro de nossos corações.   Ele diz que “TODOS” o conhecerão porque este Espírito que nos penetra irá nos revelar a pessoa de CRISTO nos levando ao conhecimento do Deus verdadeiro.   Este “CONHECIMENTO DO SENHOR”, não se trata de “SABEDORIA humana”, história ou conteúdo de memórias e dados de aprendizado, mas se trata de uma “INTIMIDADE PESSOAL”,   Você tem muitos amigos e sempre terá um amigo que é mais chegado no qual você confia de forma a ser capaz de partilhar os seus segredos mais íntimos.   Se perguntamos o “POR QUE?” que somos capazes de partilhar segredos  com nosso melhor amigo e não somos capazes de contar nada sobre nós à uma pessoa desconhecida a resposta será simplesmente porque “CONFIAMOS NELE” e confiamos porque conhecemos.    Assim também acontece com o conhecimento do Senhor expresso na profecia de (Jeremias 31) “Porque todos me conhecerão…”, nada mais é que uma apresentação de Jesus à pessoa que recebe o Espírito Santo, assim, aquele Jesus que parecia tão distante de nós de repente num piscar de olhos se torna o nosso melhor amigo ao qual seremos capazes de “CONFIAR” ao ponto de lhe contar os nossos maiores segredos e depositar até mesmo as nossas vidas em suas mãos como São Pedro foi capaz de se lançar-se ao mar e caminhar em direção a Cristo.    Quando “CONHECEMOS” E “CONFIAMOS” em alguém a este ponto somos capazes de abrir as portas de nossa casa para que Ele entre, não só a porta da sala de visitas, mas também aquela porta que vive trancada do porão onde você esconde todas as suas coisas velhas e tranqueiras inúteis e os segredos que você esconde de todas as visitas “DESCONHECIDAS”.

Muitas vezes chamamos este acontecimento de uma “EXPERIÊNCIA PESSOAL COM JESUS”, ou seja, você “CONHECEU JESUS PESSOALMENTE” a ponto de lhe confiar todos os seus segredos e abrir-lhe todas as portas de sua casa, quem não “CONHECEU E NÃO CONFIA EM JESUS A ESTE PONTO” não sabe o que é verdadeiramente uma “EFUSÃO NO ESPÍRITO” e por isso dizemos que todos precisam ter esta experiência pessoal com Jesus, PORQUE ELA É PESSOAL E INTRANSFERÍVEL.

Em uma outra Profecia Deus nos diz que:

“A Terra se encherá do conhecimento do Senhor assim como as águas cobrem o fundo do mar…”   (Isaías 11,9) e (Habacuc, 2,14)

O Sentido e tradução desta Profecia é que o Pai declara que seu Amor é tão imenso que será capaz de abraçar a todos os homens de uma só vez e fazer com que eles permaneçam sobre suas asas como a galinha acolhe todos os seus pintinhos para protegê-los do mal.  Este amor é o Espírito Santo Derramado sobre nós “a Igreja viva”, “INFUNDIDO” sobre nós o que abrange todo nosso ser como se estivéssemos totalmente mergulhados neste “MAR” DE água viva e não apenas um rio ou um copo d’água que nos molha, pois as águas vivas que o Pai derrama sobre nós são comparadas ao oceano que ocupa todo o planeta (Como o dilúvio de Noé) e o mais importante disso é que no fundo do mar permaneceremos sempre cheios deste Espírito. Eternamente e não apenas nos molhando agora e nos secando logo em seguida com uma toalha.


Saindo_na_chuva_para_se_molhar_3


Existe um ditado popular que diz:

“Quem sai na chuva é porque quer se molhar…”

Também é correto afirmar o contrário:

“Quem não quer se molhar não deve sair na chuva e nem mergulhar em uma piscina…”

Queremos dizer que em comparação com a chuva que cai do céu, a GRAÇA do ESPÍRITO SANTO também está caindo como jamais caiu antes nesta terra.    Assim como o Espírito Santo foi derramado sobre os Apóstolos em Pentecostes assim também Ele está sendo derramado sobre todos nós hoje, a unica diferença é que os Apóstolos foram para a chuva para se molhar e não levaram nenhum guarda chuva porque queriam ficar totalmente encharcados do Espírito Santo, olharam para o céu e pediram com o peito aberto:

“Senhor Envia tua chuva agora, tua chuva de graças e a chuva da água viva do Teu Espírito…”

“Eu quero saciar a minha sede de Ti Senhor…”

“Senhor, Envia teu Espírito agora…”

“Senhor, cumpra tua promessa em meu coração…”

“Senhor, eu quero estar cheio do teu Espírito…”

“Senhor, eu quero te conhecer, crer e confiar em ti de todo meu coração…”

“Senhor, eu abro as portas da minha casa e do meu coração para que você possa entrar e fazer a tua morada em meu ser…”

Nós estamos acostumados a sair de casa e olhar para o céu, se estiver nublado já é o suficiente para levarmos o guarda chuva para não correr o risco de nos molharmos.   Conheço muitas pessoas que fazem o mesmo quando vão ao encontro de Jesus assim como Nicodemos, sim muitas pessoas resistem a participar de um encontro fechado e quando vão chegam lá bem protegidas com medo de se molhar e o nosso trabalho mais difícil é mesmo quebrar esta proteção para que eles molhem pelo menos um pouquinho.

“Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto.  Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á.”   (S. Mateus, 7,8)

Não pedimos e por isso não recebemos, não aguardamos e por isso não experimentamos, não cremos e por isso não vemos a glória de Deus brilhar como Moisés viu.


Nao_cai_no_pecado


É correto dizer que para não cair em pecado, basta se afastar das tentações e também é correto dizer que se nos afastarmos de Deus e não tivermos a coragem de rasgar os nossos corações e entrar nesta chuva de peito aberto certamente iremos permanecer bem enxutos, porém totalmente vazios da graça de Deus.

É preciso que tenhamos a coragem de fazer o mesmo que os Apóstolos fizeram:

Permaneceram em Jerusalém até que Jesus cumpriu a Promessa de enviar seu Espírito Santo, caso contrário jamais receberemos esta água viva em nossos corações e jamais conheceremos o Senhor como Ele realmente É.


Vem_Espirito


Este texto foi desdobrado em duas Dinâmicas que estão em outros Post’s distintos e relacionados com o entendimento deste texto.


Tres_garrafas_2

Dinâmica das

três garrafas.


Pipoca_estourando_Efusão

Dinâmica:

A Transformação

do Homem interior.



Fruto_Espírito Recebendo_o_Espirito_Santo Batismo_Espírito
Sete_dons

Caminhar no Espírito.


Andar_com_o_Espirito


SEMINÁRIO DE VIDA NO ESPÍRITO I

Caminhar no Espírito Santo
Pe. Philippe, O.S.B.

INTRODUÇÃO

A descoberta da Renovação é apenas um primeiro passo. Este primeiro passo é relativamente fácil. É acompanhado quase sempre por uma alegria sensível, uma espécie de iluminação interior. É um pouco como uma lua de mel.

– Depois disso, é caminhar para diante, mudar de vida, ir até o fim das exigências de seu batismo e de sua confirmação; trata-se de empreender a marcha segundo o Espirito, trata-se de uma marcha com alegrias imensas, mas também com grandes exigências.

– Não se amedrontem se encontrarem obstáculos de todo tipo: tentação de tudo abandonar, dúvidas etc… Quando nos abrimos à ação do Espirito, há sempre um ataque do espirito maligno. Vocês encontrarão incompreensão entre parentes e amigos. Mas terão a força de superar tudo isso, uma força que é o dom do Espirito Santo prometido por Jesus:

“Recebereis uma força, a do Espirito Santo que descerá sobre vós e vos dará poder”. (Atos 1,8).

– Andar por esta estrada é entrar na “realidade” da Renovação. É uma estrada sem ilusões que nos exigirá que nos deixemos moldar pelo Espirito para que ele nos assemelhe ao Cristo. Na Renovação não se deve ficar só nas palavras; desconfiemos de emoções passageiras; não busquemos uma fuga dos nossos verdadeiros problemas ou daqueles do mundo em geral. É um caminho onde nos devemos deixar moldar, podar, purificar pelo fogo do Espirito. Isto nos leva a apresentar esta palestra usando a imagem da Vinha. A vinha deve ser podada, tem que ser nutrida, deve dar frutos autênticos.

Teremos então três partes:
A) A poda.
B) A irrigação.
C) Os frutos do Espirito.

A) A PODA
1º O ensinamento de Jesus

• Jo 15, 2: poda da vinha.
• Mt 7, 13: a porta estreita.
• Mt 11,37: a renúncia.

2º O ensinamento dos Apóstolos

• Rom 8, 13: “Se pelo Espírito fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis”.
• Ef 4, 20-31: “Renunciai à existência passada”.
• Ef 5, 1-20: “Vivei como filhos da luz”.
• Gál 5, 16: “A carne se opõe ao Espírito e o Espírito à carne”.

3º Deixemo-nos podar pelo Espírito na nossa vida concreta

a) Nossa inteligência deve penetrar a verdade plena.
Isto supõe que nosso orgulho desapareça.
Isto supõe que as trevas da mentira, da confusão, da hipocrisia sejam dissipadas.
Isto supõe que nossa fé mesma seja podada de tudo o que não é a fé.

Temos de nos desligar da fé puramente intelectual, da fé sentimental, da fé estética, da fé que se apoia no sucesso; ela deve tornar-se como o ouro, “sete vezes purificado no cadinho”.

b) Nosso amor deve ser purificado: temos de sair de nosso egoísmo, de nossa introversão. Progressivamente é preciso que amemos como Jesus amou. Todas as nossas relações interpessoais devem se transformar a ponto de termos em nós os sentimentos do próprio Jesus. Isto é possível porque “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rom 5,5).

c) Nossas emoções devem ser orientadas, canalizadas para tornarem-se instrumentos nas mãos do Senhor. Isto supõe toda uma cura interior. Esta cura apenas começou. Precisamos de constância e de paciência. Então aos poucos a ação do Espírito se manifestará: medo, cólera, tristeza, ansiedade, depressão, cederão lugar aos frutos do Espirito.

d) Nosso corpo é templo do Espirito. Ele tem também que passar pela poda para tornar-se um instrumento a serviço do Reino. Por isso vemos na Renovação um retorno à prática do jejum. Sem dúvida é o Espírito Santo que nos faz redescobrir o valor do jejum com a finalidade de nos purificar.

Conclusão: é a pessoa toda que vai assim se transformar sob a ação do Espírito, que com muito tato e delicadeza refaz em nós a imagem de Deus. Evidentemente esta ação do Espírito varia de um para outro. Em alguns ele encontra a casa em muito mau estado e tem um grande trabalho de reconstrução; em outros a casa é sólida, o telhado é bom mas o interior está em total desordem e então ele arruma tudo, cada coisa no seu lugar. Finalmente, ele descobre casas onde tudo está em ordem, mas faltam flores sobre as mesas e quadros nas paredes etc., e ele busca a perfeição, uma imagem perfeita de Jesus Cristo. Cada um de nós é apanhado no ponto em que estamos; olhemos para o fim, escutemos a voz do Espírito e obedeçamos a esta voz: é isto que significa caminhar no Espírito.

– Ele é um grande artista, o mais fino dos psicólogos: ele sabe onde, quando e como agir.
– Será necessário aceitar capitulações sucessivas e progressivas. Não tenhamos medo: o Espírito, dizem os americanos, é um cavalheiro (“gentleman”).

– Será preciso escutar sua voz; ele fala por sinais: a Palavra de Deus, as leis naturais, a voz da Igreja, os acontecimentos, e finalmente, em último lugar, ele fala à nossa consciência. Os que se abrem a ele discernem sua voz, não desejam entristecê-lo e se deixam transformar.

4º Os caminhos que o Espírito toma para nos mudar

a) A oração de cura interior
Já falamos dela bastante durante a terceira palestra. É preciso continuar a orar com perseverança, pois a cura interior se faz, em geral, progressivamente.
b) O Sacramento da Penitência
Este encontro com o Poder de Jesus que nos ama é um caminho que se redescobre na Renovação. É um reencontro com o Pastor que cuida de seus cordeiros afim de que estejam em saúde perfeita.
c) Os acontecimentos de nossa vida
Todos nós sofremos fracassos, separações, contradições, acidentes, doenças: o Espírito Santo nos abre os olhos e nos faz compreender o sentido de um acontecimento, de um sofrimento, que freqüentemente nos vêm podar para que possamos dar frutos.

B) A IRRIGAÇÃO

Para que uma árvore dê fruto deve ser alimentada regularmente. Acontece às vezes que certas pessoas recebem a efusão do Espírito, e fazem mesmo uma grande experiência religiosa; descobrem como uma nova visão, uma nova vida… depois, após algum tempo tudo se apaga… um pouco como um fogo de palha, como uma flor que murcha porque não recebeu água. Se desejamos que a graça da Renovação se desenvolva em nós, é uma necessidade vital que a alimentemos. Isto se aplica a qualquer tipo de vida: a vegetal, a humana, a espiritual. A Renovação nos faz redescobrir nossa vida espiritual, depois é preciso organizar um sistema de irrigação, com muito cuidado e regularidade, sob a moção do Espírito. Vamos indicar três caminhos para se buscar a Fonte. Cada um, depois, estabeleça seu programa de vida e o cumpra.

1º A Palavra de Deus

Jesus liga o conhecimento da Palavra ao envio do Espírito. Conhecer a Palavra, viver da Palavra, proclamar a Palavra, é obra do Espírito em nós. É um carisma; tem que ser despertado em nós; quanto mais nos abrimos ao Espírito, mais o desejo de comer o pão da Palavra aumenta em nós. Daremos aqui algumas sugestões para uma alimentação regular que não somente vos manterá a vida mas vo-la dará em abundância.

a) Abordagem pessoal
Cabe a cada um fazer da Bíblia seu livro, o livro de sua vida.
– Estudando-a: escolham bons livros. Peçam conselhos a pessoas qualificadas.
Orando a Palavra de Deus: o estudo deve conduzir a uma oração do texto sagrado. É sobretudo nesta oração que o Espírito nos faz descobrir as palavras como palavras de vida, como palavras que transformam nossas vidas. Todo dia abram o livro e acolham a palavra de Deus para vocês, a mensagem de Deus para vocês.

b) Abordagem comunitária
– Faça parte de um círculo bíblico de qualidade, animado por pessoas realmente competentes.
– Una-se a um grupo de oração da Renovação onde se ora em conjunto a Palavra no louvor e na partilha.

2º O Pão da Vida

Nas primeiras comunidades cristãs a “fração do pão” era ligada à partilha da Palavra. Há interação entre estes dois dons de Deus. A Palavra orada nos introduz no mistério do Pão da Vida, e o Pão nos introduz no mistério da Palavra. E é o Espírito que nos revela um e outro.

A fim de melhor apreciar o Pão da vida sugerimos duas coisas:
– meditem palavra por palavra as novas orações eucarísticas.
– meditem as orações do missal: oração de abertura, sobre as oferendas, após a comunhão.
Os que se deixam invadir pelo Espírito desenvolvem “um sentido” que os fará reconhecer a presença de Jesus tanto na Palavra quanto no Pão da vida.

3º O Amor Fraterno

É preciso aqui insistir sobre o ensinamento de São Paulo em 1 Cor 13. O Amor deve estar no centro de tudo. Com ele tudo ganha sentido, sem ele tudo é falseado. Na seção seguinte vamos considerá-lo como um fruto, mas aqui como aquilo que deve estar antes de tudo. Se não amamos nossos irmãos, não podemos compreender a Palavra de Deus, nem apreciar o Pão da vida, nem amar a Deus. É muito útil aqui inspirar-se na primeira Epístola de São João.

C) OS FRUTOS DO ESPÍRITO

Os frutos autênticos só aparecem se a árvore tiver sido podada e irrigada: de outro modo só há flores e não frutos. Ver Mt 7, 17-27.
Nesta seção devemos apresentar os frutos do Espírito como o “teste” de autenticidade da Renovação. Como já se disse, na Renovação pode-se ter o melhor e o pior. A única maneira de não se enganar é julgando a árvore por seus frutos. Quando se quer avaliar um grupo de oração, se está na vida carismática: estará sim, se os frutos aparecem.

JESUS

É o fruto por excelência. É a seiva que vem do tronco para os ramos.
Jo 15, 4-5: para ter frutos em abundância.
– O trabalho do Espírito faz circular a seiva nos ramos.
– Então progressivamente as atitudes de Jesus tornam-se nossos = Frutos.
Paulo aos Filipenses 2, 5: “Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus”.

AMOR
“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”: Jo 15, 13.
O lava-pés: Jo 13, 12-16.
1 Jo 3, 14-18.
Rom 5, 5.

ALEGRIA
Como o Espírito nos apresenta ao Amor que está em Jesus ele nos introduz na Alegria que está em Jesus.
– Esta alegria é completamente original: ela vem de Deus, fruto do Espírito.
– O mundo não a conhece.
– Não se pode descrevê-la: experimenta-se. Eis algumas facetas desta pedra preciosa:
alegria de estar curado, perdoado; coração novo: LIVRE.
alegria de partilhar.
alegria de receber os dons de Deus.
alegria da PRESENÇA.
alegria no sofrimento.
alegria de fazer o que Deus quer.
– Alguns textos:
Lc 24,52: Fim do Evangelho, depois da Ascensão: “Eles se prostraram diante dele, e depois voltaram a Jerusalém com grande alegria, e estavam continuamente no Templo, louvando a Deus”.
Jo 3, 29: O amigo do Esposo se encanta ao som de sua voz. 15, 11: Falei-vos a fim de que minha alegria esteja em vós. 16, 23: Ninguém poderá tirar vossa alegria.
17, 13: Eu digo isso a fim de que eles tenham a plenitude de minha alegria.

Os Apóstolos

At 2, 46: Tomavam seu alimento com alegria (comunhão).
At 5: Depois de açoitados… os Apóstolos saíram cheios de alegria.
At 13, 50-55 (as senhoras nobres e devotas).
Rom 14, 16-17: “Que o vosso bem não se torne alvo de injúrias, porquanto o Reino de Deus não consiste em comida e bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo”.
Flp 4, 4: “Alegrai-vos sempre no Senhor, eu vos repito, alegrai-vos”.
1 Tes 1, 6: “Vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, acolhendo a Palavra com a alegria do Espírito Santo, apesar das numerosas tribulações”.

– Não se trata de emotividade, emoção passageira.
– Entretanto esta alegria pode ser acompanhada da emoção, de lágrimas e pode se expressar em dança, canto, música.
– Ela é uma marca, uma nota essencial daquele que caminha no Espírito, tão essencial que se alguém não a possui é sinal de que está doente e precisa ser curado.

PAZ
1º Trata-se de Paz que está em Jesus
Esta paz é o fruto de uma harmonia, de um acordo perfeito entre Jesus e seu Pai.
Jo 14, 27: “Eu vos deixo a minha Paz; a minha Paz vos dou; não como o mundo a dá. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração”.
Jo 16, 33: “Eu vos disse isto para que tenhais Paz em mim”. Ef 2, 14: “é ele o Cristo que é nossa Paz”.
Col 1, 20: “Ele realizou a Paz pelo sangue da sua cruz”. 3, 15: “Que a paz reine em vossos corações”.
2 Tes 3, 16: “Que O Senhor da paz vos dê a paz”.
2º Esta paz de Jesus nos é dada pelo Espírito
Rom 8, 6: “O desejo do Espírito é a vida e a paz”.
Gál 5, 22: “0 fruto do Espírito é a paz”.
Alegria e paz são como sinais de que o amor está em nós.
Os outros frutos mencionados em Gál 5, 22 são: paciência, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio.
Conclusão: finalmente, todos estes frutos se referem sempre ao primeiro: o Amor. É o teste da Renovação (1 Cor 13, 4-7).

CONCLUSAO GERAL

Vocês agora sabem de que se trata.
Se acham que este caminho pode de verdade ajudá-los a descobrir a realidade e a ação do Espírito, não se apressem. Deixem-se interpelar, não uma vez, mas muitas. Quando sentirem que o momento é chegado, “peçam o Espírito e ele vos será dado”.

Eis um último texto de um autor que não conheço; parece-me exprimir em poucas palavras o que todas estas páginas tentaram dizer:

“Tudo em nós deve ser renovado no Espírito que nos foi dado. Tudo em nós será renovado no Espírito se formos fiéis. Ele habita em nós, no mais íntimo de nosso coração. Nossa vida de filhos de Deus não pode depender de condições favoráveis ou desfavoráveis. Não importam o meio, a saúde, as ocupações, os estados de alma. Ela deve ser uma vida plantada em Deus, no Espírito Santo. O princípio de tudo aquilo de que precisamos habita em nós para tudo animar, tudo regenerar, tudo completar. Fomos batizados uma vez por todas, mas enquanto não estivermos cheios do Espírito Santo, o Sacramento de nosso Pentecostes não pode ser considerado como tendo consumado seus efeitos em nós”.


1

Outros post’s indicados e complementares no texto acima.

2

Outros post’s indicados e complementares no texto acima.

3

FrutoEspirito[1] O Bom Fruto Do Espírito Santo.

4

Fruto da figueira (comestível)

A Figueira sem Frutos.

A Árvore sem frutos!.


5

Luta_Dois_lobos_Branco_preto

Os dois grandes lobos.


6

Alimento_Espiritual_Autêntico

O Alimento Espiritual..


7

Fruto_Espírito

Os Frutos do Espírito Santo.


Caminhar_com_Jesus
Sete_dons
Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito


Dom de Cura e Libertação.


Dom_Cura_libertação


Carisma da Cura

“Enviou-os a pregar o Reino de Deus e curar os enfermos” (Lc 9, 2).

RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA – BRASIL


SECRETARIA PAULO APÓSTOLO

Módulo Básico – Apostila 02 – 2ª Edição


Carisma da Cura


1. Introdução


Os carismas da cura, fé e milagres podem ser chamados “dons-sinais”, porque sinalizam algo de extraordinário realizado pelo poder de Deus. São dons que manifestam o poder de Deus no mundo; são obras do poder do Espírito, agindo nos cristãos e através deles, para confirmar a verdade da mensagem cristã.
Diante do poder de Deus que se manifestou em Jesus e nos apóstolos, muitos se converteram à fé, ao presenciarem uma cura, um milagre, um prodígio sobrenatural, uma ressurreição, etc.
Esses dons continuam sendo manifestos na Igreja. São necessários aos nossos dias, porque confirmam a palavra do Senhor. Não foram necessários somente no início do cristianismo, para sua expansão. É próprio da Igreja testemunhar pela manifestação dos dons carismáticos, a ação poderosa do Senhor em meio a seu povo. Pelos carismas, a evangelização é confirmada. “Os discípulos partiram e pregaram por toda a parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam” (Mc 16, 20).

2. As enfermidades e a cura.

“Enviou-os a pregar o Reino de Deus e curar os enfermos” (Lc 9, 2).

Antes de entrar propriamente no dom da cura convém tecer alguns comentários a respeito da questão das enfermidades e de sua relação com a vida cristã e o plano da salvação.
O entendimento da Igreja a respeito dessas realidades é de que a enfermidade e o
sofrimento sempre estiveram entre os problemas mais graves da vida humana: “Na doença o homem experimenta a sua impotência, seus limites e sua finitude”.

O Papa João Paulo II, em sua Carta Apostólica Salvifici Do!oris – “O sentido cristão do sofrimento humano” – procura responder ao sentido da dor e do sofrimento. Segundo ele, “poder-se-ia dizer que o homem sofre por causa de um bem do qual não participa, do qual é, num certo sentido excluído, ou do qual ele próprio se privou”. No plano inicial de Deus que previa todo o bem e toda a satisfação das necessidades do homem (físicas, emocionais e psíquicas), se interpôs o pecado, criando toda a espécie de dor e insatisfação dessas necessidades.

2.1. Conceito de saúde (equilíbrio) x doença (desequilíbrio)

Deus criou o homem em harmonia perfeita com todas as coisas. O Espírito de Deus governava o espírito do homem; este governava a alma e a alma governava o corpo. E o homem gozava de um dom chamado imortalidade corporal, além da imortalidade do espírito.
Havia harmonia – equilíbrio – entre o espírito, a alma e o corpo. Quando o homem
saiu, voluntariamente, do plano original de Deus, pelo pecado das origens, entraram no mundo o sofrimento, a doença (desequilíbrio, desarmonia) e a morte.
A doença (que é um desequilíbrio) pode ter início em um dos elementos constitutivos do ser humano e atingir os outros, secundariamente. Por exemplo: uma doença que comece no espírito (pneuma) pode se exprimir na mente (psiquê) e no corpo (soma). Então é uma doença pneumopsicossomática, uma doença do homem total. Exemplificando: um pecado, que é uma doença do espírito (ou do pneuma), pode gerar um sentimento de “remorso” (na alma ou psiquê), levando a doenças ósseas (no corpo ou no soma).
O homem em desequilíbrio (doente) precisa ser curado, restaurado, regenerado em todo o seu ser para voltar à harmonia inicial. A cura é isto: a restauração do equilíbrio, da harmonia do plano de Deus.


RESUMO DO TEXTO ABAIXO EM POWER POINT.


2.2. O exercício do dom da cura

Se a doença é no corpo, precisa-se de cura física; se na mente, é necessária uma cura psíquica; adoecem as emoções, a carência é de uma cura interior. Caso o problema seja espiritual, é preciso uma cura espiritual (libertação). Em qualquer hipótese, o dom de
cura geralmente se manifesta por meio da oração de cura.
Para orar por cura, a única prerrogativa é usar o nome de Jesus. É preciso deixar de lado o medo e os enganos e orar pelos enfermos, sabendo que Deus os cura pelos méritos de Jesus Cristo e não porque a pessoa sabe orar, tem experiência ou é santa. Todos podem exercitar o dom de curar as doenças.
O propósito de Deus é que os seus filhos sejam totalmente sadios, curados, restaurados, regenerados e libertos. Para isso Ele enviou o Seu Filho para morrer pela humanidade. Pelas suas pisaduras o Filho trouxe a cura total e a libertação (cf. Is 53, 4-5).
O Papa João Paulo II diz que “o homem é destinado à alegria, mas todos os dias experimenta variadíssimas formas de sofrimento e de dor”. E a Congregação para a Doutrina da Fé, em recente publicação, se manifesta dizendo que exatamente por que o homem é destinado à alegria, o Senhor, nas suas promessas de redenção, anuncia a alegria do coração ligada à libertação dos sofrimentos (cf. Is 30, 29; 35, 3-4; Br 4, 29). Por isso, há um anseio legítimo e profundo no homem de se libertar de todo mal, pois o Senhor é “aquele que liberta de todos os males” (Sb 16, 8).

2.3. Deus quer o homem saudável

Desde a criação do homem, Deus o chamou à felicidade, ao bem-estar, à saúde plena.
Este é o plano de Deus: a felicidade e o bem de suas criaturas. As palavras dos profetas, as intervenções divinas em favor do povo escolhido testemunham um afeto e uma ternura que expressam o grande amor de Deus. Se dúvidas ainda houvesse, o mistério da Encarnação de Jesus Cristo as dissiparia por completo. Um Deus que se dá de forma tão apaixonada não poderia ter pensado ou desejado a dor ou o sofrimento para os seus
amados.
No Diálogo encontram-se registros primorosos de como Deus vê a separação do homem e a sua necessária reconstrução:

“Ó filha bondosa e querida, a humanidade não foi leal e fiel para comigo.
Desobedeceu à minha ordem (Gn 2, 17) e , achou a morte. De minha parte mantive a
fidelidade, conservei a finalidade para a qual a criara, com a intenção de dar ao homem a felicidade. Uni a natureza divina, tão perfeita, à mísera natureza humana, resgatei a humanidade, restituí-lhe a graça pela morte de meu Filho. Os homens sabem de tudo isso mas não acreditam que sou poderoso para socorrê-los, forte para auxiliá-los e defendê-los dos inimigos, sábio para iluminar suas inteligências (…). A natureza divina uniu-se com poder meu (o Pai), com a sabedoria do Filho e com a clemência do Espírito Santo. Todo o abismo da Trindade, uniu-se à vossa humanidade”.
O ensinamento da Igreja aponta que de Deus vem a cura e a salvação. O desejo de Deus, conforme o testemunho do próprio Jesus Cristo, é a cura, a vida plena e abundante (cf. Jo 10, 10). A Escritura afirma que “Deus não é o autor da morte, e a perdição dos vivos não lhe dá nenhuma alegria. Ele criou tudo para existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas, nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a Justiça é imortal” (Sl 115, 6; Sb 1, 13-15). Ora, Jesus veio ao mundo para dar ao homem vida em plenitude, manifestando o amor de Deus Pai (cf. Jo 3, 16) e torná-lo participante da natureza (cf. 2Pd 1, 4) e do amor divino (cf. 1 Jo 4, 9; 5,
11).
Se Jesus deu a vida pelo homem, se “fomos transladados da morte para a vida” (1 Jo 3, 14), Ele o quer cheio de vida, de saúde, de felicidade, pois Ele é o Deus da vida; Ele “é um Deus que nos cura” (Ex 15, 26), “que sara as nossas enfermidades” (Dt 32, 39; Sl 102, 3; 146, 3). As doenças encontram sua causa no próprio homem, no seu pecado, orgulho, ambição; em sua desarmonia consigo mesmo, com os outros, com a natureza e, por fim, com o próprio Criador. Mas esta é uma verdade bíblica: Deus quer o homem saudável!

2.4. Dom da cura e sofrimento humano

Através do Antigo Testamento percebe-se que o povo de Israel tinha o entendimento de que as enfermidades estavam misteriosamente ligadas ao pecado e ao mal; mas elas atingiam também os justos, o que levava o homem a interrogar-se o porquê. O Papa João Paulo II esclarece sobre isso: “Se é verdade que o sofrimento tem um sentido de castigo quando é ligado à culpa, já não é verdade que todo o sofrimento seja conseqüência da culpa e tenha um caráter de castigo. A figura de Jó é disso uma prova convincente no Antigo Testamento (…). Se o Senhor permite que Jó seja provado pelo sofrimento, fá-lo para demonstrar a sua justiça. O sofrimento tem caráter de prova”.
Conforme o entendimento expresso pela Congregação para a Doutrina da Fé, a doença pode ter aspectos positivos de demonstrar fidelidade ou mesmo de reparação, mas continua sendo sempre um mal e as promessas de Deus vão sempre no sentido de libertação e de cura e que, em tempos vindouros, não haverá mais desgraças e invalidez e o decurso da vida nunca mais será interrompido com enfermidades mortais ( cf. Is 35, 5-6; 65, 19-20).
A partir da vinda de Jesus Cristo é que se encontra uma resposta mais completa para a questão das enfermidades. Quando Jesus se depara com os enfermos, e isto é uma constante na narrativa de todos os evangelistas, a sua atitude é sempre de curar e de libertar de todos os males. A esse respeito diz a Congregação para a Doutrina da Fé: “As curas são sinais de sua ação messiânica (cf. Lc 7, 20-23). Manifestam a vitória do Reino de Deus sobre todas as espécies de mal (…), servem para mostrar que Jesus tem o poder de perdoar os pecados (cf. Mc 2, 1-12) e são sinais dos bens salvíficos”.
O mesmo sentido pode ser observado no início da evangelização ao longo dos Atos dos Apóstolos, conforme Jesus havia prometido. São freqüentes as curas e as libertações por meio dos apóstolos. São Paulo também confirma a continuidade dos sinais e prodígios em sua evangelização. A Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé acrescenta: “Eram prodígios que não estavam ligados exclusivamente à pessoa do Apóstolo, mas que se manifestavam também através dos fiéis”.

3. Enfermidades no Antigo Testamento

Ao longo do Antigo Testamento, após a narrativa do pecado e das conseqüências que ele trouxe para o homem, começa a surgir, especialmente nos salmos e através dos profetas, uma visão nova da doença diante de Deus: elas se tornam caminho de conversão (cf. Sl 38, 5 e 39, 9.12) e o perdão de Deus inaugura a cura. Chega-se a momentos de uma compreensão extraordinária da dor e da redenção a serem manifestadas plenamente no Cordeiro de Deus, o Justo, o Servo: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou com nossos sofrimentos… E ainda: “Por suas chagas, nós fomos curados” (Is 53, 4.5.11).
Foi assim que os profetas viram a chegada do Messias: “Ele mesmo vem salvar-nos; os olhos dos cegos se abrirão e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então, o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres” (Is 35, 4b-6a). Os tempos messiânicos foram vistos como tempos de plenitude espiritual, plenitude de vida física, como tempos nos quais o poder de Deus se manifestaria com esplendor em Jesus Cristo.
O Messias teria em si a plenitude do Espírito Santo; seria consagrado pela unção, e “enviado a levar a Boa Nova aos pobres, a curar os corações doloridos, a anunciar aos
cativos a redenção, aos prisioneiros a liberdade…” (Is 61, 1-2). Ele foi prenunciado como o “rebento justo brotado de Davi” (cf. Jr 23, 5; 33, 15); como “Gérmen”, segundo o profeta Zacarias (cf. Zc 3, 8; 6, 12); foi predito ser o Messias, a “Pedra Angular” na construção da Igreja (cf. Zc 10, 4; Is 8, 14; 28, 16; Sl 117, 22; At 4, 11 ); como alguém que viria “pensar a chaga de seu povo e curar as contusões dos golpes que recebeu” (Is 30, 26). Ele seria o “Emanuel, o Deus conosco, o príncipe da Paz (cf. Is 7, 14; 9, 5; Mt 1, 23); seria o “Sol da Justiça, que traz a Salvação em seus raios (Ml 3, 20).

4. O Novo Testamento: Jesus e os enfermos

No Novo Testamento, vê-se Jesus cumprindo as profecias. Um dos textos claros, neste sentido, é Lucas 7, 22: “Ide anunciar a João o que tendes visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e aos pobres é anunciado o evangelho” (E Jesus acabara de fazer muitas curas: cf. v. 21 ).
Fundamentalmente, os evangelistas se esforçam por transmitir aos seus leitores e ouvintes, a verdade que Jesus é o Messias anunciado pelos profetas, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo para realizar o plano do Pai: a salvação dos homens e a manifestação do Reino definitivo (cf. Mt 1, 21-22; 16, 16; Mc 1, 1-15; 15, 39; Lc 7, 18-23; Jo 4, 25-26; 11, 27, etc). Jesus anunciava o Reino de Deus (cf. Lc 9, 11) presente nEle e em sua obra (cf. Mt 12, 28; Lc 11, 20).
A Encarnação do Verbo, na plenitude dos tempos, quando “se fez carne, e habitou entre nós” (cf. Jo 1, 14), é salvífica, pois Ele veio ao mundo “para salvar o povo de seus pecados” (cf. Mt 1, 21); veio para “expiar os nossos pecados” (cf. 1 Jo 4, 10); veio “para salvar os pecadores” ( cf .1 Tim 1, 15) ; veio “para nos resgatar de toda a iniquidade e nos purificar” (cf. Tt 2, 14); veio, enfim, para que todos tivessem vida plena (cf. Jo 10,
10).
No início de seu ministério público, “Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo… e curava a todos” (Mt 4, 23-25). Não somente Jesus curava! Mas dava aos discípulos o poder de fazê-lo: “Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios…” (Mt 10, 8).
Uma palavra pode definir o relacionamento de Jesus com os enfermos: compaixão. Diversas vezes os evangelistas se referem à sua compaixão. O Catecismo da Igreja Católica diz que “sua compaixão para com todos aqueles que sofrem é tão grande que ele se identifica com eles: Estive doente e me visitastes”. Todos buscavam a Jesus, que a todos recebia. Todos o queriam tocar e Ele se deixava tocar.
As curas realizadas por Jesus suscitavam a fé em sua Pessoa Divina e levavam os ouvintes a se tornarem seus discípulos e suas testemunhas. Se Jesus curava, era porque não aceitava a enfermidade como algo querido normalmente por Deus; mas a cura, a saúde plena, estas sim, eram desejadas por Deus. Jesus curava porque via as pessoas doentes e porque manifestava, assim, o seu amor. E a ninguém que dele se aproximasse dizia: “volta para casa com tua enfermidade, porque Deus Pai assim o deseja, e te abençoa com a doença”. Ao contrário: curou a todos os que dele se aproximaram e lhe pediram com confiança e fé (cf. Mc 6, 56). Jesus quer dar a saúde. Ele é o divino médico e quer curar o homem totalmente (cf. Mt 8, 3; Mc 1, 41; Lc 13, 32).
Deus pode, é certo, permitir que uma doença permaneça em uma pessoa, sendo a mesma um meio de santificação e purificação para si e para os outros. De modo geral, a vontade de Deus é que o homem seja curado para poder louvá-lo com todo o ser. Jesus demonstrou isto em sua vida pública ao curar os doentes. Compadecia-se dos doentes e manifestava seu amor curando-os. Ele mesmo disse: “os sãos não precisam de médicos, mas os enfermos” (Mc 2, 17). E Jesus ali estava como o médico divino do corpo, da mente e da alma dos homens.


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“Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes:

O Reino de Deus está próximo.” (S. Lc 10,9)



5. A Igreja e o poder de curar doenças

Após a ressurreição, Jesus apareceu aos apóstolos e lhes disse: “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio” (Jo 20, 21). A missão que Jesus recebeu do Pai, de tornar presente entre os homens o seu amor salvífico, Ele o transferiu à sua Igreja, A missão de Jesus e da Igreja é a salvação dos homens, e esta é a vontade do Pai (cf. 1Tim 2, 4). Ao se despedir dos apóstolos, Jesus ordenou: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. Estes milagres acompanharão aos que tiverem crido: expulsarão os demônios em meu Nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes, e se beberem algum veneno mortal não lhes fará mal; imporão as nãos sobre os enfermos e eles ficarão curados” (Mc 16, 16-18). A intenção de Jesus é bem clara: “Estes milagres acompanharão aos que tiverem crido”. Já mesmo durante a vida pública de Jesus, os apóstolos puderam testemunhar o poder curativo que Ele lhes dava: pregavam e curavam os doentes (cf. Mc 6, 13; Lc 9, 6).
Na vida dos apóstolos, as curas aconteciam pelo poder do nome de Jesus e do seu Espírito. Era o Senhor confirmando a pregação apostólica (cf. Mc 16, 20). Eis alguns atos da era apostólica:

a) Pedro cura um coxo de nascença, com mais de quarenta anos de idade (cf. At 3, 1; 4, 22);
b) A sombra de Pedro, passando por sobre os doentes os curava; Deus fazia milagres extraordinários por intermédio de Paulo (cf. At 5, 12-16; 19, 11-12);
c) Na Samaria, com o Diácono Filipe, acontecem prodígios e curas (cf. At 8, 4-8);
d) Pedro, em Lida, cura o paralítico Enéias (cf. At 9, 32-35); este fato trouxe muitas pessoas à conversão para a fé;
e) Em Jope, Pedro ressuscita a Tabita, o que suscita a fé em muitos corações, que se voltam ao Senhor (cf. At 9, 36ss);
f) Em Icônio, o Senhor opera prodígios por meio de Paulo e Barnabé (cf. At 14, 1ss);
g) Em Listra, Paulo cura um homem aleijado das pernas, coxo de nascença (cf. At 14, 8);
h) Em Trôade, Paulo ressuscita um moço (cf. At 20, 7-10);
i) Em Malta, Paulo cura o pai de Públio, impondo as mãos; e cura os doentes da ilha (cf. At 28, 8-9).

Se Jesus associou a evangelização aos sinais visíveis de seu poder presente na Igreja, não se pode separar evangelização e sinais sem deturpar sua intenção. Após a era apostólica, a Igreja continuou a exercer estes dons de cura e milagres; é conhecida a fama dos santos, dos místicos, por seus milagres em favor do povo. Associou-se assim, com o passar do tempo, a santidade ao fato de se realizarem milagres e curas em benefício dos enfermos. Esta idéia da santidade unida a fatos prodigiosos, manteve-se firme por vários séculos na Igreja: ser santo era operar prodígios e curas.

Depois do Concílio do Vaticano II surgiram na Igreja Católica diversos grupos que retomaram o uso dos dons carismáticos. Consequentemente, o dom da cura começou a expressar-se com mais freqüência no meio do povo, como um aspecto da unção do pentecostes renovado. A Renovação Carismática Católica, especialmente, contribuiu para isso.
O Catecismo da Igreja Católica atesta essa vontade de Deus em curar o seu povo e reconhece: “O Espírito Santo dá a algumas pessoas um carisma especial de cura para
manifestar a força da graça do ressuscitado”. Dessa fonte maravilhosa, os grupos de oração da Renovação Carismática Católica têm bebido e é possível testemunhar as maravilhas que o Senhor tem feito neles.


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1a. Lázaro caiu doente em Betânia, … 3. Suas irmãs mandaram, pois, dizer a Jesus: Senhor, aquele que tu amas está enfermo. 4. A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus. (S. João 11, 1)



6. E quando as curas não acontecem?

Essa questão é intrigante e inquieta muitos dos que se dedicam a orar pelos enfermos. Existe sempre um mistério em torno da vontade de Deus. Por que uns são curados e outros não?
Embora seja da vontade de Deus curar o seu povo, é bom lembrar que “mesmo as orações mais intensas não conseguem obter a cura de todas as doenças”. São Paulo teve que aprender que “basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que minha força manifesta todo o seu poder” (2Cor 12, 9). Ele ensina que alguns sofrimentos devem ser suportados na vida e que eles fazem parte da caminhada: “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja” (Co1 1, 24).
Assim, pode-se sempre rezar pela cura, mas cabe ao Senhor curar segundo a Sua vontade.

7. A oração de cura

As orientações expressas a seguir têm um caráter introdutório e servem como um rumo geral a todos os cristãos. Quando o dom da cura começa a se manifestar com freqüência na vida do participante do grupo de oração, isto é um sinal que ajuda a caracterizar um serviço específico ou ministério. Nesse caso torna-se necessária uma formação mais aprofundada.
Jesus assegura que é possível obter o que se pede na oração (cf. Mc 11, 24). A oração de cura está intimamente unida à fé no poder de Deus, a quem nada é impossível. O dom da cura, ou a graça de curar as doenças no poder do Espírito Santo é tratado na Sagrada Escritura de uma forma bastante simples, no conjunto dos demais dons carismáticos: “…a outro, a graça de curar as doenças no mesmo Espírito” (1 Cor 12, 9b); mas “um mesmo Espírito distribui todos esses dons a cada um como lhe apraz” (1 Cor 12, 11).
É Deus quem cura sempre, servindo-se de instrumentos humanos. Por isso, todo cristão pode pedir o dom da cura e, na medida em que rezar pelos doentes, começará a constatar que as curas ocorrem.
Para rezar pela cura, outros dons podem ser usados. Por exemplo, a palavra de ciência, que fornece um “diagnóstico”, ou causa da doença. Também a orientação sobre como orar e o que dizer à pessoa por quem se ora, pode ser adquirida através de uma palavra de sabedoria ou do dom do discernimento.
O padre Dario Betancourt usa o texto do Eclesiástico 38, 9-12 para indicar os passos para a cura:

a) Orar pedindo a cura: v. 9 -“Meu filho, se estiveres doente não te descuides de ti, mas ora ao Senhor, que te curará”.
b) Arrepender-se e confessar os pecados (confissão sacramental): v.10 – “Afasta-te do pecado, reergue as mãos e purifica teu coração de todo o pecado”.
c) Ir à missa e oferecê-la pela cura: v. 11 – “Oferece um incenso suave e uma lembrança de flor de farinha; faze a oblação de uma vítima gorda”.
d) Procurar o médico e tratar-se: v. 12 – “Em seguida dá lugar ao médico, pois ele foi criado por Deus; que ele não te deixe, pois sua arte te é necessária”.



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13. Alguém entre vós está triste? Reze! Está alegre? Cante. 14. Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. 15. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. Se ele cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados. (S. Tiago 5,13)



7.1. A oração de cura interior no grupo de oração

a) Considerações

Há, com toda certeza, também em seu Grupo, pessoas portadoras de problemas psicológicos, de feridas psíquicas. Pessoas que passaram por momentos dolorosos e ficaram marcadas, feridas, abaladas. São portadoras de traumas.
Os traumas podem ser de múltiplas espécies: traumas de rejeição de vida, de amor ou de sexo, traumas de medos compulsivos e inquietadores; traumas de sexualidade; de experiências marcantes em doenças graves, acidentes, cirurgias e mortes de entes queridos; traumas de separações matrimoniais, sempre tão dolorosas; escravidão e vícios; frustrações diversas; complexos nos relacionamentos humanos e tantos outros.
Coordenador, você não pode omitir-se no cuidado da cura do psiquismo dos
participantes! Ela é necessária e imprescindível para que as pessoas tenham
sua natureza interior sadia e estejam em boas condições psicoemocionais, afim de que o Espírito Santo de Deus possa nelas realizar a sua obra. A graça de Deus para a santificação supõe a natureza apta e preparada. Isto é, se a pessoa está ferida, marcada, escravizada, amortecida interiormente, o Espírito terá dificuldades de agir nela.
A oração de cura não deve ser programada para abranger todo o tempo do grupo de oração. Ela acontece no decorrer da oração e, conforme a necessidade dos participantes. É preciso discernimento para enfocar os pontos sensíveis no espírito para aquele momento. As reuniões específicas para cura física e cura interior em outros momentos poderão ser mais extensas e detalhadas. No grupo, se houver oração de cura, voltar logo ao louvor.

b) Quando orar para a cura interior

A necessidade de cura interior é evidente. O povo de Deus é ferido. Por isso, a partir da realidade de seu Grupo, você programa o processo necessário de cura dos seus irmãos. Você pode utilizar-se de diversas oportunidades como: o transcurso da própria reunião de oração; uma ou mais reuniões programadas para a oração de cura interior; um retiro de fim de semana todo dedicado à cura dos participantes; ou ainda um seminário de cinco, sete semanas, todo dedicado à cura dos participantes.

c) Como orar

Nas oportunidades surgidas durante a reunião de oração pode-se seguir esses passos:

1. Motivação à oração de cura interior
2. Criar clima da presença de Jesus, invocando-o e adorando-o
3. Apresentar e entregar o problema a Jesus
4. Se for necessário, realizar os passos do perdão
5. Orar pela cura interior, interceder, pedir a cura em nome de Jesus, pelo poder do seu sangue. Orar em línguas
6. Pedir os frutos do Espírito Santo de Deus para criar nova realidade psicológica e emocional

7. Agradecer e louvar pela cura.

Analise, cada um destes passos e perceba a seqüência lógica e necessária existente entre eles. Na oração de cura interior não seja imediatista. Não pule degraus. Não passe de imediato a realizar o passo número cinco, sem preparar os corações feridos. Faça bem feito, com fé viva, sabedoria e confiança, para que a cura possa acontecer.

d) Oração de cura interior por etapas

Você pode programar uma caminhada de cura interior realizando-a por etapas ou área de relacionamento. Você reserva vinte a trinta minutos da reunião de oração para fazer a graça acontecer. Em cada reunião, faz-se oração de cura interior por uma determinada área da vida das pessoas.
Você pode programar orações de cura interior dos problemas:

1. Da fase da vida intra-uterina, pré-natal,
2. Do nascimento até 3 ou 4 anos,
3. Da meninice, dos 5 aos 10 anos,
4. Da adolescência,
5. Da juventude até o casamento,
6. Da vida matrimonial,
7. Da fase escolar,
8. Do tempo de trabalho.

Nessas etapas, orar sobre todos os possíveis acontecimentos dolorosos ocorridos como: problemas de relacionamento em família, rejeições, desamores, enfermidade, mortes, traumas de acidentes, problemas de sexualidade, etc.

7.2. Oração de cura física no grupo de oração

a) Considerações

Dentre os participantes de seu Grupo de Oração há sempre portadores de problemas de saúde física, menores ou mais graves. Jesus ressuscitado continua amando e tendo compaixão dos enfermos e doentes que participam de seu Grupo de Oração. Ele pode curá-los. Faz parte de sua missão provocar encontros entre os portadores de problemas de saúde do seu Grupo de Oração e Jesus. Sua missão inclui a tarefa de ser mediador, intermediário e intercessor dos seus irmãos doentes com Jesus, para que os possa curar.
Nosso povo tão empobrecido, mal-alimentado, mal-cuidado, é muito doente. Quem é doente sofre. Quem sofre necessariamente procura solução para os seus males. É preciso compreender a realidade de quem sofre. É preciso sentir o que sentem e aliar-se a eles para a solução de suas doenças e sofrimentos.
Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre. Sabemos do número cada vez maior de pessoas que são curadas nos nossos grupos de oração. Como coordenador, você deve estar atento e aberto a fazer a graça da saúde acontecer nos participantes do seu Grupo de Oração.

b) Oportunidades de orar pelos doentes

São diversas as ocasiões e possibilidades de se interceder pelos necessitados de saúde:

– Criar um serviço carismático permanente de oração pelos doentes, um ministério de oração pelos enfermos, animado por algumas pessoas maduras, esclarecidas e acolhedoras dos carismas, que se disponham a rezar pelos necessitados de saúde física.
– Grande oração de cura física fora da reunião de oração: realize periodicamente, a cada mês ou dois meses, uma grande oração de cura física fora da reunião de oração. Nesta reunião programada, os cantos, a Palavra de Deus escolhida, os testemunhos, tudo seja direcionado para despertar a fé na presença e poder de Jesus vivo e preparar os corações para receberem as bênçãos da saúde.
– Oração de cura física nas reuniões de oração: outra oportunidade para rezar pedindo saúde é aproveitar as chances que se apresentam naturalmente, durante as reuniões de oração. Essa oportunidade pode ser percebida na oração de um participante que reza pedindo saúde, ou através de uma profecia na qual o Senhor fala que está a curar, através de palavra de ciência, ou de outro modo. Ao perceber a oportunidade, o coordenador assume a palavra e deve rezar pela saúde física, nas necessidades apresentadas.

Para a eficácia da oração pedindo cura física, é útil levar em consideração três passos: criar clima favorável à oração de cura física, orar ao Senhor pedindo a cura e agradecer e testemunhar a cura recebida.



8. Motivos que impedem ou dificultam a cura

Sabe-se que Deus quer a cura dos seus filhos; se ela acontece num momento ou noutro, ou mesmo se não acontece, cabe somente a Deus conhecer os últimos motivos ou razões. Contudo, observa-se que algumas razões ou motivos podem impedir ou dificultar a cura. Francis Macnutt chega a enumerar 11 dessas causas, admitindo ainda que outras devem existir. Algumas parecem mais fundamentais e comuns:

a) A falta de fé

Muitos procuram a cura como tal, sem um interesse maior em melhorar sua vida espiritual, em participar dos sacramentos, da vida comunitária eclesial. Procuram a cura em si, e não o Senhor que cura. Procuram a cura como um ato pelo qual se livrarão de suas enfermidades ou problemas emocionais. Buscam a cura nos grupos de oração, tanto quanto no espiritismo ou curandeirismo.
Jesus ensina que a fé em sua Pessoa, como Filho de Deus, revelador do amor do Pai, salvador do homem, é necessária para a vida em todos os momentos e não somente por ocasião das enfermidades. O Evangelho diz: “Estando Jesus em Nazaré, ali não fez milagre algum, por causa da desconfiança dos que com ele estavam” (Mc 6, 5-6; Mt 13, 58; Jo 12, 37); por vezes, “ele se contristava com a dureza de seus corações” (Mc 3, 5). Ao convidar Pedro para que este caminhasse sobre as águas, exigiu dele um ato de fé, e fé firme! E ao estender-lhe a mão e segurá-lo lhe disse: “homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mt 14, 31) .
Diante do menino epiléptico, não curado pelos discípulos, Jesus os censurou dizendo: “Foi por causa da vossa falta de fé!” (Mt 17, 20). Na travessia do lago de Tiberíades, após ter acalmado a tempestade, Jesus disse aos discípulos: “Como sois medrosos. Ainda não tendes fé? (Mc 4, 40). Ao falar da providência do Pai, repreendeu os discípulos: “homens de fé pequenina!” (Lc 12, 28).
Se por um lado, Jesus notava a falta de fé nos ouvintes, por outro lado, curava porque via a fé presente nos pedidos de cura: “Vai, seja feito conforme atua fé” (Mt 8, 13). Ele curou o paralítico, “vendo a fé daquela gente” (Mt 9, 2). À hemorroíssa Ele disse: “Filha, atua fé te salvou. Vai em paz e sê curada do teu mal” (Mc 5, 34). À mulher pecadora, na casa de Simão, disse: “Tua fé te salvou; vai em paz” (Lc 7, 50).
O cristão de hoje precisa, como sempre, se aproximar de Jesus com toda a fé do coração; se ainda não a tem, pode rezar pedindo, como fizeram os apóstolos: “Senhor, aumenta-nos a fé” (Lc 17, 5); pois Jesus é o “autor e consumador da nossa fé!” (Hb 12, 1).


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Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.” (S. Mateus 5.21-24)



b) A falta de perdão

Jesus parece colocar um acento especial no perdão como condição para a cura; insiste para que se reze por aqueles que causaram mal a outrem e até que se ame os inimigos (cf. Mt 5, 43-48). A falta de perdão parece ser uma das causas mais constatáveis do porquê de muitos não receberem a cura. Constata-se que “o ódio e os maus relacionamentos provocam todas as espécies de enfermidades, e essa enfermidade
habitualmente permanece, até que a causa originária seja removida”. Quanto mais se perdoa de coração, mais facilmente acelera-se o processo curativo. Jesus deu o exemplo, estando pregado na cruz: pediu ao Pai que perdoasse os seus algozes (cf. Lc 23, 43).
O texto de Lucas 6, 37 (“perdoai e sereis perdoados”), pode também ser acomodado assim: “perdoai e sereis curados”. O perdão é decisão firme da vontade e não apenas um sentimento passageiro. Jesus abençoa a decisão do homem e faz fluir o amor, capacitando-o para o perdão. A falta de perdão poderá impedir a cura; o perdão oferecido de coração sincero acelerará a cura.
Perdoar não é fácil, humanamente falando. É preciso fé, decisão da vontade e confiança em Deus! “Orai pelos que vos maltratam e perseguem” (Mt 5, 44). Quando se reza por alguém se deseja todo o bem. E o perdão virá!

c) O pecado

O pecado bloqueia a comunhão de vida com o Senhor. Se o pecado é transgressão da lei de Deus (cf. 1Jo 3, 4), o amor a Deus é justamente cumprir seus mandamentos. Quem cumpre os mandamentos ama a Deus; e, se assim age, não peca e vive em sua graça (cf.
Jo 14, 21; 1Jo 5, 2-3).
Muitas enfermidades provêm da falta de observância da lei de Deus, da lei do evangelho, que é fundamentalmente amor a Deus e aos irmãos. Jesus, ao curar o paralítico, perdoou primeiro o seu pecado e a seguir o curou de sua paralisia (cf. Lc 5, 17-26). Para Jesus, nesse caso, a paralisia estaria de alguma forma relacionada com o pecado. Em Marcos 11, 25, Jesus recomenda o perdão antes da oração para que esta seja ouvida. Ele também recomenda a reconciliação antes da oferta sacrifical (cf. Mt 5, 23-24).
Jesus veio libertar e salvar o homem do pecado. O perdão pode ser adquirido pelo sacramento da reconciliação. Jesus se tornou “a expiação de nossos pecados” (cf 1Jo 3,5). Ele é justo e fiel para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade”(1Jo 1,9). A experiência de orar pelos enfermos tem ensinado que muitas vezes as enfermidades físicas e emocionais têm causas espirituais, isto é, a transgressão de alguma lei de Deus, a inobservância de seus mandamentos. Certa ocasião, uma pessoa estava desesperada: não dormia, não se alimentava direito, vivendo sob calmantes. Ao conversar com o sacerdote constatou-se a violação de uma lei moral. A pessoa foi confortada e recebeu o sacramento da reconciliação. E ela se refez física, emocional e espiritualmente. O perdão de Deus traz calma, serenidade, equilíbrio, saúde e cura! O pecado é algo que destrói o equilíbrio da personalidade humana.
Ao rezar por alguém em favor de sua cura, é sempre aconselhável pedir a Jesus que perdoe seus pecados. E, sendo possível, levá-lo à confissão sacramental.

9. Conclusão

Algumas vezes o caso exige que se ore várias vezes, até que a cura total seja constatada. Pode acontecer que o empecilho para a cura esteja no ministro e não no “paciente”; por isso, antes de rezar por alguém, cada um deve verificar suas condições espirituais.
Ocorre também considerar que nem sempre a cura é imediata. O tempo exato em que a pessoa deve ser curada depende apenas de Deus. O necessário ao cristão é que faça a sua parte, mantendo-se “na brecha” para que Deus possa agir.


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Repouso no Espírito e Renovação Carismática.


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Na Renovação Carismática, encontram-se várias manifestações do poder do Espírito Santo, que de início espantaram grandemente, mas que são agora mais facilmente admitidas como autênticas; é assim com o dom das línguas, das curas, a Efusão do Espírito, a imposição das mãos.

Mas há um fenômeno sobrenatural menos conhecido, que se torna cada vez mais frequente na Renovação Carismática: é o repouso no Espírito. Depois de um estudo atento sobressai, sem equívoco possível, que esta experiência encontra o seu fundamento na teologia.

Com efeito, o repouso no Espírito reveste-se das características do arrebatamento (que é uma espécie de êxtase) salvo na sua causa imediata, que é o pedido feito a Deus, numa oração apropriada.

Convém lembrar que se encontra uma situação semelhante no Batismo do Espírito. Com efeito, este favor espiritual era normalmente concedido àqueles que faziam progressos notáveis na vida espiritual, enquanto que agora é recebido até pelos pecadores, por vezes de um modo instantâneo, na seqüência de uma oração feita por outros para esse fim. É assim, também, para o repouso no Espírito. Outrora, apenas se encontrava (pelo menos na maior parte das vezes) nas pessoas avançadas na vida espiritual; pelo contrário, nos nossos dias, a oração ao Espírito Santo obtém-no até para os pecadores.

Como é um arrebatamento, o repouso no Espírito é da mesma família da ordem extática, mas não arrasta consigo a santificação da pessoa nalguns instantes. Esta experiência mística é destinada a favorecer uma vida cristã mais fervorosa ou uma conversão do coração.

Habitualmente, o arrebatamento verifica-se em pessoas avançadas na vida espiritual, ou, como dizia Santa Teresa d’Ávila, que atingiram as sextas moradas do castelo interior. Não se chega, portanto, de um pulo, ao período do êxtase ou do arrebatamento; em geral este é precedido de uma série de etapas de contemplação infusa, das quais a menos elevada é chamada por Santa Teresa d’Ávila “oração de contemplação”.

Lembremo-nos de que há três graus no êxtase:
1) O êxtase simples, quando este se produz lentamente, ou se não é muito forte;
2) O deslumbramento, quando o êxtase é súbito e violento;
3) O voo do espírito, quando, como diz Santa Teresa d’Ávila, “age de tal maneira que o espírito parece verdadeiramente sair do corpo”.

Ora, as características do deslumbramento encontram-se no repouso no Espírito, salvo, evidentemente, o grau avançado de vida espiritual. Com efeito, acontece que Deus concede uma tal experiência espiritual a pessoas de virtude vulgar, ou a principiantes na vida espiritual, a fim de os atrair a Si.

O repouso no Espírito resulta, mais freqüentemente, da imposição das mãos, ou pelo menos de um toque da mão na cabeça, embora esse gesto não seja sempre necessário. A pessoa começa a vacilar, para finalmente cair devagarzinho para trás. Esta queda é causada por uma graça tão poderosa do Espírito Santo que o corpo já não pode suportá-la e, então, as suas forças abandonam-no. Contudo, é preciso esclarecer que a queda não é obrigatória e não condiciona, necessariamente, a recepção da graça. Por outro lado, aqueles que não “caem” são afetados por uma vertigem não desagradável, tremuras ou pernas debilitadas, mas estas manifestações físicas são impregnadas de doçura e de paz. A sensação interior de repouso no Espírito parece existir também nas pessoas que não caem.


Repouso no Espírito e Missão Divina


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O repouso no Espírito supõe uma nova efusão do Espírito Santo ou, mais precisamente, como se chama em teologia, uma nova missão deste Espírito Divino. Lembremos que as Missões Divinas, quer dizer, o envio das Pessoas do Filho e do Espírito Santo, podem ser visíveis ou invisíveis. Estas últimas constituem as principais modalidades da ação santificadora da Trindade Santa nas nossas almas.

Quanto ao repouso no Espírito, não é uma nova vinda da Pessoa do Espírito Santo, já recebida no Batismo; pelo contrário, consiste numa nova efusão das suas graças e das suas manifestações. Esta nova efusão do Espírito Santo realiza, então, uma renovação real da relação da pessoa com o Espírito Santo que já a habita e uma experiência de Deus mais íntima, que se abre num conhecimento amoroso mais ardente.

O repouso no Espírito é, portanto, o efeito de uma missão divina, porque comporta o progresso na vida espiritual e porque constitui um novo estado de graça santificante.


Repouso e Batismo no Espírito.


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O repouso no Espírito resulta, portanto, de uma nova efusão do Espírito Santo, mas de um gênero diferente da que o Batismo no Espírito provoca. Com efeito, a experiência espiritual do repouso no Espírito parece realizar-se, sobretudo, ao nível da inteligência. Pelo contrário, o Batismo no Espírito verifica-se, em especial, ao nível da afetividade.

O repouso no Espírito desenvolve consideravelmente a acuidade intelectual, no sentido em que a atenção é mais levada para a experiência atual da intimidade divina. A consciência é amplificada, mas é desviada das realidades exteriores e é mais centrada na realidade sobrenatural. Por outro lado, os limites pessoais podem, também, tornarem-se mais manifestos. Há, portanto, um engrandecimento da lucidez interior sobre Deus e sobre si próprio.

O repouso no Espírito é um arrebatamento que interrompe o conhecimento que se pode adquirir por si próprio. O Espírito Santo não faz, portanto, um vazio na inteligência, mas suspende temporariamente a sua atividade, fixando-a em Deus. É isto que se chama, em teologia mística, a “ligação das faculdades”.

Tudo o que a alma conhece pelas suas próprias forças não é nada, em comparação com os conhecimentos abundantes e rápidos que lhe são comunicados durante os arrebatamentos. O repouso no Espírito é freqüentemente acompanhado de luzes especiais e novas, que se dirigem para Deus, para o Cristo, para a sua misericórdia, para o valor da vida cristã, para os pecados, para os defeitos, os insucessos, etc. Estas luzes não acontecem sempre explicitamente durante o repouso no Espírito, mas a sua compreensão desenvolve-se ao longo das horas ou dos dias que se seguem à experiência.

Durante os arrebatamentos e, portanto, durante o repouso no Espírito, Deus revela segredos de ordem sobrenatural; habitualmente, sente-se que a inteligência cresce, que há um aumento das faculdades superiores. Acodem ao espírito idéias profundas, mas é impossível explicá-las com detalhe e com precisão. Isto advém do fato não de que a inteligência estivesse como que adormecida, mas de que foi elevada a verdades que ultrapassam a capacidade do espírito humano.

Enquanto a inteligência conhece uma dilatação prodigiosa, a atividade da imaginação está suspensa durante os períodos culminantes. Quanto mais a luz é forte, mais a alma se sente encandeada, cega. Por outro lado, se ficarmos somente pelas aparências, o repouso no Espírito pode apresentar algumas semelhanças com os estados parapsicológicos, como os estados hipnóticos, histéricos, mediúnicos, magnéticos, letárgicos, cataléticos… Contudo, a semelhança é apenas exterior; apresenta-se somente nos fenômenos corporais, que têm relativamente pouca importância no repouso no Espírito. Quanto à sugestibilidade, pode, por vezes, contribuir para provocar o repouso no Espírito; contudo, não se deve exagerar a sua importância. De qualquer maneira, é impossível que a sugestão, por si própria, possa provocar uma reação tão violenta e tão súbita como o repouso no Espírito.


Repouso no Espírito e incapacidade corporal


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O repouso no Espírito traduz-se, habitualmente, por uma incapacidade corporal. A pessoa começa por vacilar, para finalmente cair suavemente para trás; a energia física desvanece-se. A pessoa está como que ofuscada pela intensidade da presença interior do Espírito Santo. Há, então, incapacidade de adaptar o psiquismo e os sentidos a uma experiência espiritual tão intensa.

Em termos técnicos, pode dizer-se que, no decurso do repouso no Espírito, só o “Pneuma” se liberta para se “aquecer” no seio do Pai, enquanto que a “psique” está como que ligada desde que se deu a “invasão” do corpo pelo Espírito Santo. Enquanto a pessoa “repousa” no chão, parece estar num meio-sono, banhada numa grande paz. Terá, por vezes, a impressão de estar como num outro mundo, ou ainda, como do lado de fora do seu corpo. Saboreia uma grande alegria interior, um amor de Deus muito intenso, a que se junta por vezes uma cura física ou interior, ou opera-se uma conversão profunda. O repouso no Espírito dá, freqüentemente, forças novas ao corpo e ao espírito, tal como o sono natural regenera as forças corporais. O repouso no Espírito é uma inibição reparadora.

Quanto à duração, vai de alguns segundos até algumas horas. Quanto mais tempo dura, mais a influência divina é susceptível de ser profunda. A maior parte das pessoas deseja não ser incomodada, a fim de saborear esta presença invulgar de Deus.


Como recebê-lo


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De uma maneira geral, pode dizer-se que uma pessoa que está habitualmente aberta às inspirações do Espírito Santo, esteja ou não avançada na vida espiritual, está mais disposta ao repouso no Espírito. Pode notar-se, contudo, uma diferença: é que a pessoa avançada continuará tranquila e sossegada, enquanto que a outra estará sujeita à emoção.

Se o repouso no Espírito não se produz, a pessoa poderá, até mesmo, ser santa e habituada à influência do Espírito. De qualquer maneira, é preciso evitar fazer um julgamento geral sobre as pessoas que recebem o repouso no Espírito e as que não recebem. Mas, em poucas palavras, pode dizer-se que apenas não se recebe o repouso no Espírito porque se resiste, recusando-o, ou então porque se está habituado à ação do Espírito em si próprio.

Por outro lado, o repouso no Espírito sobrevém, a maior parte das vezes, na oração. Pode tratar-se de um grupo de pessoas, mais ou menos considerável, reunido para uma oração comum, seja litúrgica, seja carismática; mas uma ocasião muito favorável é a celebração eucarística, especialmente depois da santa comunhão. Quanto mais a atmosfera está impregnada de oração, mais o repouso no Espírito se manifesta, por vezes mesmo sem as que as pessoas sejam tocadas por outras. A oração de louvor é uma causa particularmente eficaz do repouso no Espírito. Este repouso também se produz, muitas vezes, a seguir a um ministério de pregação, confinante a orações de cura. Convém assegurar um clima tranqüilo na assembléia e evitar a exaltação da assistência e toda a procura de espetáculo.



Pe. O. Melançon, CSC


RCC Brasil

Repouso no Espírito e Renovação Carismática


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