O Milagre do pouco – 5 pães e 2 peixes.




Entre os milagres que Jesus realizou, existe um que pode nos ajudar a refletir sobre o nosso presente, como também sobre o nosso possível futuro.

O Evangelho de Jesus Cristo segundo João (6,1-15) narra a multiplicação dos pães e dos peixes, realizado por Jesus de Nazaré, para alimentar uma grande multidão, composta de cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.

Na verdade, o próprio Jesus não tinha nada no seu bornal para compartilhar com aquelas pessoas. No entanto, havia ali um menino com cinco pães de cevada e dois peixes, e que colocou o que tinha à disposição do Mestre, para que pudesse multiplicar em grande quantidade, tanto que, depois de terem comido, recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram.

O autor do milagre é, sem dúvida, Jesus, mas se aquele menino não estivesse ali com o pouco que tinha colocado à disposição de todos, aquela multidão que tinha seguido o Messias não teria saciado a sua fome.

No contexto em que vivemos atualmente, repleto de lutas, correria e desespero, renúncias e sofrimentos, caracterizado por uma realidade politico-sócio-econômica-cultural dramática, o gesto desse menino, que põe à disposição o seu “quase nada” para os outros é, sem dúvida, uma referência para toda a comunidade humana, seja ela cristã ou não.

Naquele contexto histórico de limitação concreta, aquele menino, sem pensar ou refletir muito sobre a condição transcendental do homem, sobre as tendências e condições sexuais de cada um ou sobre a possibilidade de ganhar algo em troca, coloca tudo o que tem à disposição para todos os que ali estavam famintos.

Parece que ele havia compreendido que o que deveria determinar a sua ação era, de fato, a necessidade humana ali manifestada. A vida humana ameaçada, nesse caso, pela fome.

Aqui e agora, nós também, sem muitas considerações de merecimentos ou outras quaisquer condições, somos chamados como comunidade internacional, nacional e local, mas também enquanto indivíduos, a imitar o comportamento daquele menino com os seus cinco pãezinhos e dois peixinhos. Aliás, a empatia demonstrada pelo menino é cada vez mais urgente, como é urgente mais humanidade.

O nosso Brasil, no atual contexto, se quiser encontrar alguma possibilidade ou oportunidade de renovação, precisa colocar de lado os próprios egoísmos descobrindo, com coragem, como abrir-se à possibilidade de uma existência baseada na confiança recíproca, na centralidade da pessoa, na honestidade nas atividades das Instituições, como também no desenvolvimento e busca pelo trabalho justo e digno, colocando alguma coisa de cada um, ainda que pouco, para os outros. Altruísmo, sim!

As questões econômicas, à luz das recentes descobertas de corrupção na política e dos políticos, que estamos presenciando e sofrendo ultimamente, nos induzem a pensar que um país unido pela superação do descrédito nas instituições, pela ética e honestidade para vencer a corrupção passa, necessariamente, por uma nova postura baseada não nos interesses dos grandes grupos financeiros que exploram para ganhar e lucrar cada vez mais. Não esperemos isso deles! O menino dos cinco pães e dos dois peixes nos ensina a lição de que isso deixa de ser utopia quando começa por mim e comigo.

Se não houver disposição para um salto de qualidade de postura e comportamento humanos, de colocar o pouco de cada um à disposição do bem comum, em todos os setores da vida social, nenhuma eleição possibilitará a melhora e o desenvolvimento das condições sociais, indiferentemente dos candidatos que teremos na disputa eleitoral.

A crise econômica acompanhada e alimentada por uma crise cultural e de valores, nos coloca seriamente diante de um limite: a única saída está na constatação de que já não é possível considerar a coisa pública, de modo geral, como até agora tem sido feito e pensado. O país não suporta mais!

Para mudar essa “marcha” para a superação e o avanço, além do esforço das instituições e movimentos, leigos e/ou religiosos é necessária, antes de tudo, uma renovação/reforma política real – não a mera substituição dos nomes nas siglas dos partidos – chamada a formar as futuras gerações para administrar e gerir o bem comum como opção para uma verdadeira busca do bem de todos e de cada um.

Para que isso ocorra, ouso dizer, todos os sujeitos políticos, não apenas os homens da política, antigos e recentes, tem um único caminho para oferecer algo novo: colocar à disposição o que possuem, apresentar a sua boa vontade para com o todo, sem esconder ou roubar para si, como fez o menino do Evangelho, ainda que sejam cinco pães e dois peixes.


Frei Alfredo Francisco de Souza, SIA – Missionário Inaciano


 



WALLPAPERS




Eu sou a Videira Verdadeira.


Vos sois os Ramos


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Jesus se identifica aos apóstolos de várias maneiras. Como para os humanos nem sempre é fácil entender as coisas sobrenaturais, usa de parábolas, comparações e alegorias. Depois de se apresentar como o Caminho, Verdade e Vida, de revelar-se como Bom Pastor das ovelhas e porta do redil, se compara à videira da qual fazem parte os ramos e os frutos. Tal comparação é uma consolação para os que nele creem e o amam de verdade, pois ele os inclui na sua própria identidade. “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira, assim também vós não podeis dar fruto se não permanecerdes em mim” (Jo 15, 4).

São Paulo compara o corpo de Cristo à Igreja (cf I Cor. 12, 12-14). Ela, na verdade, é o corpo místico do Senhor. Somente pertence a ela, quem pertence a Cristo.

A comparação da videira já havia sido utilizada pelos profetas Isaías, Jeremias e Ezequiel referindo-se ao povo de Israel. Porém, o povo de Israel na história se revelou infiel e não produziu os frutos esperados. Eis a razão pela qual o Senhor se apresenta como a Verdadeira Videira. Quem está nele, unido a ele que é o tronco, este necessariamente produz frutos de caridade, de bondade, de justiça, de fraternidade, de humildade, de serviço ao próximo, sobretudo aos sofredores. Inúmeros são os frutos que resultam de uma verdadeira e íntima união com Cristo. A produção de frutos que são as boas obras oriundas do mandamento novo, Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo. 13,34), são indispensáveis para se pertencer a Cristo Jesus, de tal forma que em não produzindo-as, o Pai, que é o agricultor, corta os ramos e os separa definitivamente do tronco. Porém, também o ramo que produz fruto deve ser, de vez em quando, limpo, podado. São os sofrimentos, os problemas que cada um que se decide a ser inteiramente de Cristo tem que enfrentar. Não duvidemos: não há Cristo sem cruz, não há cristianismo sem sacrifícios. O livro dos Atos dos Apóstolos, bem como a história da Igreja, estão cheios de exemplos de provações, tribulações, martírios físicos ou morais que acompanham a todos os que estão legitimamente são inseridos como ramos no tronco da videira que é Cristo.

Lembremo-nos ainda que toda árvore é constituída de tronco, ramos, frutos, mas também de raízes e de seiva. As raízes podem ser comparadas à parte da Igreja que vive no escondimento dos mosteiros ou no silêncio das terras longínquas da missão. Também podem se assemelhar à parte silenciosa em nós mesmos que devemos renunciar a qualquer honraria humana para viver nossa fé e praticar as boas obras. Não foi Jesus que afirmou: “que sua mão esquerda não saiba o que faz a direita”? (cf. Mt 6, 1-4). Na árvore de Cristo não cabem exibições, como na Igreja não se pode suportar o carreirismo e a sede de poder. Certamente os ciúmes são definitivamente artimanhas do inimigo que deseja ver secos os ramos da videira do Senhor.

A seiva, contudo é a vida da árvore. Sem ela os ramos secam e acabam por desaparecer. Permanecer unido a Cristo significa receber de sua seiva continuamente. A seiva é o Espírito Santo, é a força do ressuscitado, é a vida da Igreja e de cada pessoa. Assim como a seiva é praticamente invisível, a maneira de recebê-la em continuidade é a oração que também é algo imaterial e intangível. Quem perdeu a capacidade de rezar, começou a secar e pode se tornar lenha para a fogueira. Sem mim, nada podeis fazer! (Jo.15, 5) afirma Jesus. Contudo, se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado (Jo.15,7). Ó, como isso é consolador! Na união com Cristo está a solução para todas as situações, ainda que pareçam humanamente impossíveis. O segredo está em permanecer vivamente enxertados em Cristo, dele recebendo a benfazeja seiva, para produzir abundantes frutos para a glória do Pai.

Por Dom Gil Antônio Moreira – Arcebispo de Juiz de Fora (MG)


Perseverança


Fruto_Espírito SVE-I
Antiga_Aliança_02 Sete_dons
Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito Seminário de Vida no Espirito

Os dois grandes lobos.



A sabedoria de como viver a vida se adquire com o tempo…


Antigamente se aprendia muito com os mais velhos, Pais e avós.

Muito se valorizava a sabedoria dos antepassados, hoje o comodismo e a massificação consumista nos imprime novos valores, ou melhor dizendo, reprime nossos verdadeiros valores familiares e até mesmo do ser humano para que sejamos facilmente massificados e nos tornemos apenas consumidores descartáveis, mas isso nem sempre foi assim:


Esta é uma antiga história dos índios Cherokee sobre o cacique de uma grande aldeia.

Veja o Texto:




Espírito x Carne


Existe uma antiga história dos índios Cherokee sobre o cacique de uma grande aldeia. Um dia, o cacique decidiu que era hora de orientar o seu neto favorito sobre a vida. Ele o levou para o meio da floresta, fez com que se sentasse sob uma velha árvore e explicou, “Filho, existe uma batalha sendo travada dentro da mente e do coração de todo ser humano que vive hoje. Embora eu seja um velho e sábio cacique, o líder da nossa tribo, essa mesma batalha é travada dentro de mim. Se você não souber dessa batalha, ela o fará perder o juízo. Você nunca saberá que direção tomar. As vezes vencerá na vida e, depois, sem entender o porquê, perceberá que está perdido, confuso, com medo, arriscado a perder tudo o que trabalhou tanto para ganhar. Você muitas vezes achará que está fazendo a coisa certa e depois descobrirá que fez as escolhas erradas. Se você não entender as forças do bem e do mal, a vida individual e a vida coletiva, o verdadeiro eu e o falso eu, você viverá a vida todo num grande tumulto.

“E como se existissem dois grandes lobos vivendo dentro de mim; um é branco e o outro é preto. O lobo branco é bom, gentil e não faz mal a ninguém. Ele vive em harmonia com tudo à sua volta e não se ofende se a intenção não era ofender. O lobo bom, sensato e certo de quem ele é e do que é capaz, briga apenas quando essa é a coisa certa a fazer e quando precisa se proteger ou à sua família, e mesmo então ele faz isso da maneira certa. Ele toma conta de todos os outros lobos da matilha e nunca se desvia da sua natureza.

“Mas existe o lobo preto também, que vive dentro de mim, e esse lobo é bem diferente. Ele é ruidoso, zangado, descontente, ciumento e medroso. Basta uma coisinha para que ele se encha de fúria. Ele briga com todo mundo, o tempo todo, sem nenhuma razão. Ele não consegue pensar com clareza, porque a sua ganância para ter sempre mais e a sua raiva e a sua ira são grandes demais. Mas trata-se de uma raiva infrutífera, filho, porque ela não muda nada. Esse lobo só procura confusão aonde quer que vá, e por isso sempre acaba achando. Ele não confia em ninguém, por isso não tem amigos de verdade.”

O velho cacique ficou sentado em silêncio durante alguns minutos, deixando que a história dos dois lobos penetrasse na mente do jovem neto. Então ele lentamente se curvou, olhou fixamente nos olhos do menino e confessou, “As vezes, é difícil viver com esses dois lobos dentro de mim, pois eles brigam muito para dominar o meu espírito”

Cativado pela história do ancião sobre essa grande batalha interior, o menino puxou a tanga do avô e perguntou, ansioso, “Qual dos dois lobos vence, vovô?” E com um sorriso cheio de sabedoria e uma voz firme e forte, o cacique diz, “Os dois, filho. Veja, se eu escolho alimentar só o lobo branco, o preto ficará à espreita, esperando o momento em que eu sair do equilíbrio ou ficar ocupado demais para prestar atenção às minhas responsabilidades, e então atacará o lobo branco e causará muitos problemas para mim e nossa tribo. Ele viverá sempre com raiva e brigará para atrair a atenção pela qual tanto anseia. Mas, se eu prestar um pouquinho de atenção no lobo preto, compreendendo a sua natureza, se reconhecê-lo como a força poderosa que ele é e deixá-lo saber que eu o respeito pelo seu caráter e o usarei para me ajudar se um dia eu ou a tribo estivermos em apuros, ele ficará feliz, e o lobo branco ficará feliz também, e ambos vencerão. Todos venceremos”.

Sem entender direito, o menino perguntou, “Não entendi, vovô. Como os dois lobos podem ganhar?” O cacique continuou a explicação: “Veja, filho, o lobo preto tem muitas qualidades importantes de que eu posso precisar, dependendo das circunstâncias. Ele é feroz, determinado, e não se deixará subjugar nem por um segundo. Ele é inteligente, astuto e capaz dos pensamentos e estratégias mais tortuosos, o que é importante em tempos de guerra. Ele tem os sentidos aguçados e superiores que só aqueles que olham através da escuridão podem apreciar. Em meio a um ataque, ele poderia ser o nosso maior aliado”. O cacique então tirou da sua bolsa alguns pedaços de carne defumada e colocou-os no chão, um à direita e o outro à esquerda. Ele apontou para a carne e disse, “À minha esquerda está a comida para o lobo branco e à minha direita está a comida para o lobo preto. Se eu optar por alimentar os dois, eles não brigarão mais pela minha atenção, e eu poderei utilizar cada um deles como precisar. E como não haverá guerra entre eles, poderei ouvir a voz da minha sabedoria profunda e escolher qual dos dois pode me ajudar melhor em cada circunstância. Se a sua avó quer uma carne para fazer uma refeição especial e eu não cuidei disso como deveria, posso pedir para o lobo branco me emprestar a sua magia e consolar o lobo preto da sua avó, que estará zangada e faminta. O lobo branco sempre sabe o que dizer e me ajudará a ser mais sensível às necessidades dela. Veja, filho, se você compreender que existem duas grandes forças dentro de você e respeitar a ambas igualmente, as duas sairão ganhando e haverá paz. A paz, meu filho, é a missão dos cherokees – o propósito supremo da vida. Um homem que tem paz dentro de si tem tudo. Um homem dividido pela guerra em seu íntimo não tem nada. Você é um jovem que precisa escolher como vai lidar com as forças opostas que vivem no seu interior. A sua decisão determinará a qualidade do resto da sua vida. E quando um dos lobos precisar de atenção especial, o que acontecerá às vezes, você não terá do que se envergonhar; poderá simplesmente admitir isso para os anciãos e conseguirá a ajuda de que precisa. Quando isso for de conhecimento público, aqueles que já travaram essa mesma batalha podem oferecer-lhe a sua sabedoria”.



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Essa história simples e pungente explica como é a experiência humana. Cada um de nós está em meio a uma batalha contínua, em que as forças da luz e da escuridão competem pela nossa atenção e pela nossa submissão. Tanto a luz quanto a escuridão habitam dentro de nós ao mesmo tempo. Verdade seja dita: existe uma matilha inteira de lobos dentro de nós – o lobo amoroso, o lobo bondoso, o lobo esperto, o lobo sensível, o lobo forte, o lobo altruísta, o lobo generoso e o lobo criativo. Junto com esses aspectos positivos existem o lobo insatisfeito, o lobo ingrato, o lobo autoritário, o lobo desagradável, o lobo egoísta, o lobo indecente, o lobo mentiroso e o lobo destrutivo. Todo dia temos a oportunidade de reconhecer todos esses lobos, todas essas partes de nós mesmos, e escolher como iremos nos relacionar com cada um deles. Será que continuaremos condenando alguns e fingindo que eles não existem ou vamos tomar posse de toda a matilha?

Por que sentimos a necessidade de negar a matilha de lobos que vive em nós? A resposta é fácil. Ou achamos que ela não existe ou que não deveria existir. Tememos que, se admitirmos todos os diferentes eus que ocupam espaço na nossa psique, de algum modo seremos rotulados de esquisitos, diferentes, prejudiciais ou psicologicamente fragmentados. Achamos que devemos ser pessoas boas e “normais”, dentro das quais só mora um único eu. Mas existem muitos eus e a recusa em entrar em acordo com eles é um grave erro – que nos levará a cometer atos estúpidos e temerários de autossabotagem.

Eis o grande segredo: existem muitos eus contidos dentro do nosso “eu”, pois dentro de cada um de nós existem todas as qualidades possíveis. Não há nada que possamos ver e nada que possamos julgar que não exista dentro de nós. Todos somos luz e escuridão, santos e pecadores, pessoas adoráveis e abomináveis. Somos todos gentis e calorosos, mas também frios e cruéis. Dentro de você e dentro de mim existem todas as qualidades conhecidas pela espécie humana. Embora possamos não estar conscientes de todas as qualidades que possuímos, elas estão adormecidas dentro e nós e podem despertar a qualquer momento, em qualquer lugar. A compreensão disso nos permite entender por que todos nós, que somos “bons”, somos capazes de fazer coisas ruins e, mais importante, por que às vezes nos tornamos os nossos piores inimigos.


Baseado em: “Como entender o efeito sombra em sua vida” de Debbie Ford.



 ” FOCO,  FORÇA  &  FÊ “


Guiados e conduzidos pelo Espírito de Deus

Dinâmica

Guiados pelo Espírito Santo.



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Aquele que vem a mim não terá fome.



“Jesus disse: Eu sou o pão da vida;

aquele que vem a mim não terá fome.”

( São João 6, 35)



Cinco_paes


Esta frase nos faz lembrar que Jesus multiplicou cinco pães e dois peixes para alimentar uma multidão e que todos comeram até se fartar, também nos faz lembrar que durante quarenta anos o povo Judeu vagou pelo deserto, mas jamais lhes faltaram pão e água, pois o maná caia do céu todo santo dia e até mesmo a rocha sólida vertia água fresca para saciar a sede do povo de Deus.   Sabemos que na presença de Jesus ninguém poderia reclamar da falta de pão, porém, Hoje queremos falar de outro tipo de fome, que na verdade é bem mais comum do que parece. 


Todos nós, em alguma fase de nossas vidas, percebemos que existe um grande vazio dentro de nós. Uma sensação, comparativamente falando, de uma fome insaciável.

As soluções escolhidas para suprir essa necessidade que, quase sempre não entendemos o que realmente é, são diversas.

Algumas pessoas escolhem a caridade, outras apostam suas fichas em busca da saciedade em relacionamentos fúteis, realização profissional, posses, drogas. Enfim, as opções são as mais variadas.



Vazio_interior


Mas por que esse sentimento surge dentro de nós?

Segundo o que está escrito em (Gn 1, 26):  “Deus nos fez a Sua imagem e semelhança,” Ele colocou a Sua essência dentro de mim e de nós. O vazio que sentimos nada mais é que o resultado do afastamento entre Deus e o Homem, a separação que foi causada pelo pecado de cada um. (Rm 3, 23). É por Ele que, mesmo sem entender, ansiamos e buscamos.

Como disse o Salmista no Cap. 41:

2. Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por vós, ó meu Deus. 3. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus?

Também foi escrito pelo Profeta Amós 8, 11 e 12:

11. Virão dias – oráculo do Senhor Javé – em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor. 12. Andarão errantes de um mar a outro, vaguearão do norte ao oriente; correrão por toda parte buscando a palavra do Senhor, e não a encontrarão.

Mesmo sem entender a razão desta fome insaciável, é  fato que a palavra de Deus já havia declarado isto a muitos anos atrás e é bem certo de que quanto mais o homem se afasta de Deus e quanto mais nos se aproxima a segunda vinda do Senhor Jesus, esta fome só ficará cada vez mais evidente, no entanto a palavra também prevê que nos últimos tempos sobrevirão dias difíceis e que encontrar o verdadeiro alimento sólido capaz de saciar a nossa fome será uma missão impossível.  Em alguns lugares será por impedimento político, em outros por apostasia da Fé e já em outros por pura prática de mercenarismo mesmo e assim as pequeninas ovelhas do Senhor não encontrarão as pastagens verdejantes que antes eram tão abundantes e frescas.

Quando estas coisas começarem a acontecer, então compreenderemos o que Jesus realmente quis nos dizer quando proclamou estas palavras:

 “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome.”



Meu Pastor


“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue

Permanece em mim e eu nele.”



Naquele mesmo dia muitos dos discípulos de Jesus preferiram abandonar o discipulado e se afastaram do Mestre, foi aí então que Jesus proferiu o seu mais duro discurso finalizando com a pior de todas as propostas que já havia feito aos seus amados seguidores;  “Vós também quereis me abandonar?”, mas Jesus ouviu de Pedro a melhor de todas as respostas que se poderia ouvir; Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. Esta resposta confirma exatamente que reconhecemos que somente Jesus pode nos dar o alimento que sacia a nossa fome e tira o nosso vazio.

Como São Pedro, um dia também reconheceremos que Jesus é o único que pode nos saciar, dia após dia tirando o nosso vazio e então nos rendemos inteiramente diante aos seus pés como a mulher adultera.

No entanto, ao longo do tempo, muitos de nós já não sentiremos mais essa fome.

Podemos então perguntar, Seria isso normal ou não?

A verdade é que todas as vezes que fazemos uma refeição completa saciaremos provisoriamente a nossa fome e não definitivamente como alguns poderiam pensar, mas no caso de Jesus, muitas pessoas pensam que basta buscar esta plenitude uma única vez e depois deixam de procurar o Mestre e acabam se afastando ainda mais do verdadeiro caminho.

Talvez você discorde de mim e tenha pensado, “Nós só seremos completos e teremos nossa fome totalmente saciada no dia que estivermos com Jesus!”. E você está certo. Em I João 3, 2 lemos que só seremos plenamente semelhantes a Jesus quando Ele se manifestar. Então provavelmente você está se perguntando:

“Como então perdemos a nossa fome por Jesus?”.

Geralmente em festas e recepções os anfitriões servem petiscos antes do prato principal para que os convidados não fiquem com fome e muitos comem tanto que acabam ficando sem fome e não conseguem nem experimentar o prato principal da noite. Nós temos sido como esses convidados. Nos alimentamos de tantas outras coisas e acabamos não sentido fome pelo prato principal que é o próprio CRISTO ! Olha que eu não estou me referindo somente ao pecado, pois existem muitas outras coisas que podem, aparentemente, preencher o vazio e saciar a fome da nossa alma na hora errada nos impedindo de receber a melhor parte. A vida ministerial é um bom exemplo. O nosso chamado é algo de Deus, mas muitas vezes ocupa o lugar que era pra ser de Jesus. Passamos a acreditar que as coisas acontecem por nossa causa e, muitas vezes, nos tornamos independentes de Deus.

Um dia Jesus disse: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome.” (São João 6, 35). Ir até Jesus remete-nos a uma idéia de prática contínua, ininterrupta. Se não buscarmos ao Senhor todos os dias passaremos a saciar a nossa fome com aquilo que a nossa carne deseja e não com o que Jesus nos oferece. Como o Padre Léo nos relembra sempre, “Buscai as coisas do Alto… e não às da terra .” e assim como São Paulo já nos ensinava, o nosso objetivo é alcançar o céu e não apenas uma simples coroa corruptível aqui na terra, mas muitos de nós tem trocado o céu prometido por Jesus por coroas, dinheiro, posição hierárquica, honras e glórias terrenas que não passarão de sete palmos abaixo da planta de nossos pés.

Se essa tem sido a sua realidade, faça todos os seus apetites se submeterem a vontade de Deus. Esforce-se ao Maximo como São Paulo descreve a rotina da vida de um atleta se preparando para uma grande maratona, pois precisamos estar preparados todos os dias para vencer todas as barreiras que batem à nossa porta.

A oração e o jejum são a melhor dupla para que façamos isso! A Bíblia diz que o pecado não terá domínio sobre nós (Rm 6,14), então você pode escolher aquilo que irá te alimentar e aquilo que saciará a sua fome.

Qual tem sido o tamanho da sua fome por Jesus?

Ele realmente é o pão da vida para você?

Ele é aquele que possui palavras de vida eterna?

Você pretende seguir Jesus até a morte de Cruz ou esta palavra é dura demais para suportar?

Sabemos pelas escrituras sagradas que somente quatro pessoas próximas a Jesus estavam com Ele no momento de sua morte na Cruz; sua mãe, sua tia, Maria Madalena e São João o discípulo mais jovem.  Os outros estavam com medo e não foram capazes de segui-lo nem mesmo até à cruz como poderiam assumir esta cruz como Ele assumiu por amor a nós?

Toda essa história mudou quando todos os Discípulos saciaram a sua sede de Deus ao receberam a plenitude da promessa do Pai em Pentecostes (Atos 2, 1) e assim como a Samaritana receberam a água viva que se tornou uma fonte a jorrar pela vida eterna sendo totalmente transformados em novas criaturas conforme a imagem do Cristo filho do Deus vivo.


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Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.     (São João 6,51)


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A Árvore sem frutos!


Não é a ausência de frutos em uma árvore que determina sua verdadeira Nobreza, sua melhor qualidade pode ser um atributo que ainda não foi descoberto…


(Quem sou Eu para o Senhor Deus?)

É uma resposta que muitos não conseguem ver sozinhos e por isso temos aqui uma pequena meditação para nos ajudar neste encontro.


A árvore e sua razão de viver!

Era uma vez uma árvore, no meio de uma floresta. Ela era uma árvore muito pequena, de galhos muito frágeis, mas sonhava ser grande e dar muitos frutos. O tempo foi passando, seu caule engrossou e suas folhas se multiplicaram. Um belo dia, ela perguntou à sua mãe quando é que os frutos viriam.

– Oh! Meu amor! Não somos árvores frutíferas. Somos só assim, mesmo…

E a árvore chorou, porque não tinha nada pra oferecer. Via as pessoas apanharem frutas de suas companheiras, e até folhas medicinais, enquanto ela vivia ali, parada, inútil.

Até que ficou tão triste que teve vontade de morrer.
Suas folhas, então, foram murchando. Seus galhos começaram a secar.
Ela foi ficando cada vez mais curvada, seca, e, no silêncio de sua dor, ouviu um pássaro piar: – Pelo amor de Deus, Dona Árvore! Não faça isto. Minha esposa está chocando nossos filhotes, aqui neste seu galho. Se ele cair, que será de nós?

Espantada, ela começou a prestar atenção em si mesma. E passou a reparar quanta “gente” morava nela.
· Tinha uma família de micos-leões.
· E mais uma casinha de João-de-barro.
· E mais uns besouros.

Uma orquídea em botão, presa ao seu tronco, sussurrou: – Espere um pouco mais, pra ver a surpresa que vou lhe fazer!…

Então ela viu as abelhas que se tinham alojado num vão entre suas raízes, onde fabricavam mel saboroso. E viu uma família de pessoas almoçando à sua sombra.

E só então ela conseguiu ouvir a voz de Deus em seu coração, dizendo: – Nem todas as árvores têm frutos para dar. Porém algumas, como você, podem ter muito mais a oferecer…

A árvore, com aquele pensamento, recuperou a vontade de viver, ficando saudável em poucos dias. Assim , ela pôde festejar quando os passarinhos nasceram, e a orquídea logo se abriu.

Muitas gerações de crianças já construíram casas” e balanços em seus galhos firmes e fortes. Esta é uma de suas grandes alegrias!

E até hoje ela está lá, dando cada vez mais sombra, sustentando cada vez mais vidas, feliz por ter encontrado sua verdadeira razão de viver.

Ouça Deus colocando em seu coração qual a sua verdadeira razão de viver!

(Um Desafio Para Mim e para Você)

Todos os dias nos deparamos com situações de vida semelhantes a estas e por mais que trabalhemos neste mundo não conseguimos alcançar tudo que almejamos e talvez como demonstra esta estória seja porque já temos tudo o suficiente para sermos felizes, mas a unica moedinha que nos falte sempre nos impedirá de desfrutar desta Felicidade.   A verdade é que a ultima moeda jamais será a centésima moeda, pois sempre buscaremos algo a mais que nos complete definitivamente, mas este algo jamais poderá ser preenchido por algo material, poses, sexo, dinheiro ou poder, pois este algo que procuramos sem saber o que seria só poderá ser preenchido por Deus que é o que realmente falta na vida de cada um de nós.

A história do homem no paraíso não é apenas uma analogia comparativa para criancinhas ou iniciantes na fé, mas é uma verdade absoluta que principalmente os mais sábios e crescidos na Fé ainda não conseguem compreender totalmente, pois o homem só se sentira plenamente feliz quando estiver na presença de Deus e para isso ele não precisará possuir e nem ter nada em seu nome nesta terra, pois tudo pertence ao Pai e Tudo o que é do Pai me pertence é o que nos afirma Jesus quando compara a busca desenfreada pela felicidade do filho Pródigo nas coisas do mundo e a atitude egoísta do filho mais velho que não tem a capacidade de amar e perdoar o seu irmão.

“Explicou-lhe o pai:

Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. (São Lucas 15,31)

O Nosso desafio é este mesmo, “Como ser Feliz sem depender das coisas materiais deste mundo?” e “Como usufruir das coisas materiais e Espirituais que pertencem ao Pai sem tomar posse delas tirando a felicidade de nossos irmãos?”.

Quando atingirmos este objetivo seremos plenamente felizes.

Que Deus nos Abençoe

Presentepravoce – Sizenando





EM BUSCA DA FELICIDADE.

Um Filme baseado em fatos reais


Dinâmica da Pipoca

SAL DA TERRA


Por que Ir à Igreja ?


MEDITAÇÃO EM POWER POINT

Por que_ir_à Igreja ?   

Power Point antigo, veja nova versão no Slideshare abaixo:

Madre Paulina - Nova Trento

1. Um Homem fiel frequentador de Igreja escreveu certa vez para o editor de um jornal e reclamou que não fazia mais sentido para ele ir à Igreja todos os domingos. 

2. Ele escreveu, Já se passaram 30 anos.  “e durante este tempo eu ouvi uns 1.500 sermões. Mas por minha vida, eu não consigo me lembrar de sequer nenhum deles… Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os Padres e Pastores estão desperdiçando o tempo deles preparando estes sermões!” 

3. Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna “Cartas ao Editor”, para o prazer do Editor e Chefe do jornal.

4. Isto foi por semanas, recebendo e publicando cartas no assunto, até que alguém escreveu este argumento:

5. “Eu estou casado já há 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve ter cozinhado umas 20.000 refeições.” 6. Mas, por minha vida, eu não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma destas 20.000 refeições.

7. Mas de uma coisa eu sei … Todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. 8. Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições, eu estaria hoje fisicamente MORTO ! … 

9. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar minha fome espiritual… 10. Eu certamente hoje estaria muito fraco ou quase: MORTO ESPIRITUALMENTE! 11. Quando a gente está resumido a NADA… DEUS está POR CIMA DE TUDO!

12. A Fé vê o invisível, acredita no inacreditável, e recebe o impossível!

13. “Demos Graças a Deus por nossa nutrição física e espiritual que recebemos gratuitamente TODOS OS DIAS!”.

Acrescentando …

14. “Ir ou não ir à Igreja não é apenas uma questão de vontade e sim uma questão de necessidade!“ 15. “O Ser humano não é apenas matéria que retornará ao pó, E sim, é principalmente um ser espiritual e eterno que possui as suas necessidades próprias!

16. Jesus disse a Nicodemos… (S. João 3)

“Se vos tenho falado das coisas terrenas e não credes em Mim, como crereis se vos falar das celestiais?”

17. 11. Teríamos muita coisa a dizer sobre isso, e coisas bem difíceis de explicar, dada a vossa lentidão em compreender…  12. A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus; e vos tornastes tais, que precisais de leite em vez de alimento sólido! 13. Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. 14. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal.   (Hb 5, 11-14)

18. “A Quem Iremos nós? Somente Tu tens as palavras de vida eterna!” (S. João 6,68) Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois nele Deus Pai imprimiu o seu sinal. (S. João 6,27)

19. Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário. (Salmos 26,4)

Música: Winter … domingo, 23 de agosto de 2015 4:56:36


Por Que ir à Igreja ? Mensagem PPT

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Comentário:

Quando Jesus Institui o Sacramento da Eucaristia declarando que seu Corpo será entregue para a nossa Salvação e que seu Sangue será derramado para a remissão de nossos pecados, Ele diz com estas Palavras:


“Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede. […] 50 – Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer. 51 – Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo. 52 – A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne? 53 – Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. 54 – Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 55 – Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. 56 – Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57 – Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. 58 – Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente. 60 – Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir? 61 – Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza? 64 – Mas há alguns entre vós que não crêem… 66 – Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele. 67 – Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos? 68 – Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. 69 – E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!



Alimento_Espiritual_Autêntico Dom_Fé_Milagres Nascer_da_agua_e_do_espirito
Eucaristia_centro_da_vida_da_Igreja Experiência_com_Deus Consertar_o_mundo


Marta e Maria.

Numa visão moderna e científica.

Conta-se que um Cientista do Campo “Roceiro mesmo”, resolveu fazer uma certa experiência.  Foi motivado a isto observando o fato de que, segundo a sua experimentada opinião, o seu burrinho de carga comia demasiadamente.

Pensou consigo: “vou diminuir a alimentação do animal pouco a pouco e observarei o quanto ele trabalha e se o trabalho renderá tanto quanto antes”.


O nosso “pesquisador” começou a sua experiência com grande êxito, pois no primeiro dia o burrinho trabalhou da mesma maneira que no dia anterior.

No dia seguinte, o nosso cientista diminuiu mais uma cota da ração do animal.

Resultado: o burrinho trabalhava quase da mesma maneira que sempre trabalhou.

O humilde cientista então pensou consigo: “ainda que coma um pouco menos e renda um pouco menos, não há nenhum problema”.

Algo semelhante aconteceu no terceiro e no quarto dia.

No quinto dia, aquele Senhor teve uma grande surpresa:

Não sabia o porque deste resultado, mas o burrinho amanheceu morto.

Conclusão:

Muito trabalho e pouca comida!

O Burrinho não agüentou o cansaço do trabalho pesado apesar de ter trabalhado como sempre trabalhava antes sem reclamar.

Nós, Cristãos, tampouco poderíamos viver “durante algum tempo” nesse regime forçado: “muito trabalho e pouca comida” ou com outra expressão comparativa – “Muito trabalho e pouca oração”.

Talvez fosse exatamente isso que Jesus reprovou na conduta de Marta: ela trabalhava muito, preocupava-se demasiado, e, no entanto, tinha pouco espírito de oração.   Não faz muito tempo, a Igreja celebrou a memória de Jose Maria Escrivá, que pregou com a vida e com a palavra que todo Cristão está chamado à Santidade em meio às atividades ordinárias do cotidiano.    Para que isso fosse realidade, o fundador do Opus Dei aconselhava a seguinte norma de conduta:  “primeiro Oração; depois expiação; em terceiro lugar, muito em “terceiro lugar”, a ação” (Caminho, nº 82).   Esse Santo dizia que temos que ser contemplativos no meio do mundo.

Logicamente, Jesus quer que trabalhemos.  Com certeza o trabalho de Marta agradava o Senhor e, no entanto, ele anima a dar novas dimensões ao trabalho: além de bem-feito, que seja elevado pela graça de Deus em Oração e oferecido a Deus.

Pe. Françoá R. Figueiredo Costa.