Quarta Feira de Cinzas.



O Significado da Quarta – feira de Cinzas

“Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar” (Gen. 3, 19).



As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma); ela ocorre quarenta e seis dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa.

A data pode variar do começo de fevereiro até a segunda semana de março. Algumas pessoas consideram a quarta-feira de cinzas como um dia apropriado para se lembrar a mortalidade da própria mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são assinalados com cinza, na testa, pelo sacerdote, deixando uma marca que o cristão normalmente conserva até o pôr do sol.

Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Oriente Médio de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante a Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia).No Catolicismo Romano, é um dia de jejum e abstinência. Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia depois da “terça-feira gorda” ou Mardi Gras, o último dia da temporada de Carnaval.

E você sabe de onde vêm as cinzas que recebemos na Quarta-Feira de Cinzas? Você acha que é papel queimado? graveto queimado? carvão triturado? Se você não sabe, as cinza vêm dos ramos bentos do Domingo de Ramos do ano anterior.

Quando recebemos os ramos no Domingo de Ramos, os levamos para as nossas casas e as colocamos junto aos nossos crucifixos de parede e ou junto aos nossos oratórios, mas com o tempo eles secam. Quando secam, não devemos jogá-los fora, pois foram bentos pelo sacerdote. Por isso, devemos entregá-los na igreja para que sejam queimados e transformados em cinzas, a fim de serem usadas no dia de Quarta-Feira de Cinzas. No dia de Quarta-Feira de Cinzas, os fiéis são marcados na testa com as cinzas em forma de cruz ou a recebem um pouco sobre as suas cabeças, quando o sacerdote pronuncia a seguinte frase, à sua escolha:

-“Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás!” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho!”

Bem, agora ofereceremos um belo artigo de um frade franciscano para que todos possam compreender melhor o significado deste dia:

“Um pouco mais de um mês, e vai chegar a festa mais importante do ano, a celebração do acontecimento central e máximo de toda a história da humanidade. Está se aproximando a Páscoa. E porque ela é tão grande, merece uma preparação à altura. Começa nesta quarta-feira a nossa preparação para a Páscoa. E como inauguramos esta preparação? Colocando cinza sobre a nossa cabeça, como sinal de penitência, isto é, como sinal de que estamos dispostos a seguir o verdadeiro caminho de Deus para obtermos justiça e paz para todos. Além disso, passamos esse dia fazendo jejum, também como sinal de penitência. Serão então quarenta dias de preparação: Quaresma…

Quarta-feira de cinzas! Celebramos neste dia o mistério do Deus misericordioso que aceita nossa penitência, nossa conversão, isto é, o reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais, pecadoras. Conversão consiste em crer no Evangelho, isto é, aderir a ele, viver segundo o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Numa palavra, trata-se de entrar no caminho pascal de Jesus. “Convertei-vos, e crede no Evangelho”: é o convite que Jesus faz (cf. Mc 14,15). Esta palavra, a gente ouve, recebendo cinzas sobre a nossa cabeça. Por que cinzas? É para lembrar que, de fato somos pó! Mas não reduzidos a pó!…

A fé em Jesus ressuscitado faz com que a vida renasça das cinzas. Quando o homem reconhece sua condição de criatura realmente necessitada da ação de Deus, em Nosso Senhor Jesus Cristo e no Divino Espírito Santo, então Jesus Cristo faz brotar frutos de vida eterna de nossa condição mortal. Reconhecer-se assim, é entrar numa atitude pascal, isto é, de passagem com Cristo da morte para a vida.

Esta páscoa, a gente vive através dos exercícios da oração, do jejum e da esmola, no espírito do Sermão da Montanha. Páscoa que celebramos na Eucaristia, na qual recebemos Aquele que corrige nossos vícios, eleva nossos sentimentos, fortifica nossa alma e, assim nos garante uma eterna bem-aventurança. Por isso que o sacerdote canta na Oração Eucarística: “Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso…, vós acolheis nossa penitência como oferenda à vossa glória. O jejum e abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, nos convidam a imitar vossa misericórdia. […] Pela penitência da Quaresma, vós corrigis nossos vícios, elevais nossos sentimentos, fortificais nosso espírito fraterno e nos garantis uma eterna recompensa”.

Fonte: http://www.adf.org.br/home/2010/02/o-significado-da-quarta-feira-de-cinzas/




Neste Natal, Não Coma todo o Presépio de uma só vez.



Este é o lema de um Restaurante Vegetariano para atrair clientes durante as comemorações do Natal.



Nada mais original em uma época do ano em que os animais são as maiores vítimas para proporcionar a alimentação de milhares de pessoas que resolvem fazer suas comemorações comendo um cardápio mais elaborado, em contrapartida é uma tendência normal o esvaziamento de um restaurante que só oferece refeições a base de vegetais, que apesar de muito mais saudáveis não atrairiam os olhares daqueles que pretendem fazer grandes comemorações, fica aí uma boa opção de uma comemoração Natalina bem diferente e bem mais saudável.

Quer experimentar?




Observe o presépio:

Tem vaca, cabrito, cordeirinho, Burro – todos observavam o Menino Jesus.

Os Evangelhos dizem que até com seus hálitos, os animais ajudaram a aquecer o recém- nascido.

Agora pense na maneira como os Reis Magos celebraram a chegada do Deus Menino. Seus presentes foram ouro, incenso e mirra. Em nenhum momento, os magos, José ou Maria sugeriram fazer um churrasco da vaquinha, assar um peru ou um pernil para comemorar o nascimento de Jesus.

O Natal é o momento em que, no mundo inteiro, as pessoas que comungam da fé cristã se unem para relembrar o dia em que Jesus nasceu na humilde manjedoura de Belém.
Infelizmente, o sentido essencial desta data, que deveria ser prestar a uma reflexão coletiva sobre o modo como vivemos, perdeu-se por completo.

Poderíamos aproveitar o Natal para incluir em nossas vidas pelo menos o principal mandamento de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

Mas em vez disto nos acotovelamos nos shoppings, nos estressamos no trânsito, estouramos os limites do cartão de crédito…

O Natal deixou de ser a celebração da pureza e transformou-se no enaltecimento do consumo.

E nada está mais distante do sentimento cristão do que os cardápios natalinos. As pessoas se esquecem de que os primeiros adoradores de Jesus foram justamente os animais, e aquiescem na matança desenfreada que ocorre nesta época do ano. Quintuplica-se o abate de perus e outras aves; porcos, cabritos e carneiros também são mortos em proporções absurdas.

As pessoas desejam “paz” em suas mensagens natalinas e ao mesmo tempo se stressam correndo atrás de presentes e alimentos extravagantes, ficam muito tempo preparando refeições que dariam para comer em uma semana, mas consomem tudo em menos de uma hora, extrapolam todos os limites saudáveis e adiam todos os regimes para o ano novo, realmente é para se conscientizar que executamos o contrário daquilo que desejamos ou buscamos.

Jesus Veio nos trazer a Paz, O Amor e a Alegria, que possamos neste Natal nos abrir para receber estes presentes de Deus em nossa Vida e deixar para segundo plano as festas sem sentido, o barulho exagerado, a bebedeira desenfreada e principalmente não comer em um só dia a refeição de um ano inteiro. São Paulo sempre dizia, “tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”, não que seja proibido fazer uma festa, tomar uma bebida diferente, ouvir uma musica ou fazer uma boa refeição, mas que possamos fazer tudo isso com moderação, porque assim se preserva o prazer e evita as conseqüências negativas e o desperdício preservando a alegria, a paz e a satisfação de ter vivido e participado de grandes momentos felizes com seus melhores amigos e sua família.


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Natal

Quaresma.



Quaresma (do latim quadragesima) é o período de quarenta dias.

Liturgia Quaresmal:

Sobre o número simbólico de quarenta dias, pode-se consultar aqui. “O Tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor exclusive”, segundo dispõem as Normas Universais do Ano Litúrgico e Calendário Romano Geral (n. 28). Ou, em outras palavras, a Quaresma começa no dia 25 de fevereiro corrente, Quarta-feira de Cinzas, e na Quinta-feira da Semana Santa, no dia 9 de abril, até antes do início da celebração da Missa na Ceia do Senhor.

O sentido da espiritualidade quaresmal vem, de forma sintética, exposta no Prefácio da Quaresma, I, do Missal Romano, 2ª edição típica para o Brasil: “Vós concedeis aos cristãos esperar com alegria, cada ano, a festa da Páscoa. De coração purificado, entregues à oração e à prática do amor fraterno, preparamo-nos para celebrar os mistérios pascais, que nos deram vida nova e nos tornaram filhas e filhos vossos.” Quarta-feira de Cinzas é dia de abstinência e jejum.

À abstinência estão obrigados aos que houverem completado catorze anos de idade e vai até o fim da vida. Ao jejum estão obrigados os maiores de idade (no Brasil, 18 anos completos) e vai até os sessenta anos começados (em outras palavras, até os 59 anos completos). A respeito, pode-se ler os canônes 1249 a 1253 do Código de Direito Canônico aqui.

A cor litúrgica é a roxa. No Quarto Domingo da Quaresma (22 de março), denominado Domingo Laetare, pode-se usar a cor rosa, ou róseo (Instrução Geral do Missal Romano – IGMR, n. 308, f; nova Instrução Geral do Missal Romano – IGMR, n. 346, f). Não se canta ou não se recita o Glória na Quaresma, conforme estabelece o n. 31 da IGMR ou o n. 53 da nova IGMR. E também não se canta o Aleluia, conforme prevê o n. 37, a, da IGMR ou n. 62, a, da nova IGMR. Continuando, na Quaresma, consoante a nova IGMR (n. 305), é proibido ornamentar com flores o altar, podendo, porém, fazê-lo no Domingo Laetare.

A ornamentação, segundo a mesma IGMR, deve, em qualquer tempo, ser moderada, não a colocando sobre o altar, mas, preferencialmente, junto a ele (altar). E ainda, conforme a nova IGMR (n. 313): “No Tempo da Quaresma o toque do órgão e dos outros instrumentos é permitido somente para sustentar o canto. Excetuam-se, porém, o domingo “Laetare” (IV na Quaresma), as solenidades e as festas.”



http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/paixao-de-jesus.jpg?w=130&h=120 Jesus é Misericordioso
Páscoa
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