O Aborto cobra um alto preço de quem o incentivou.


Mentalidade anti-vida européia e

Norte americana “cobra seu preço”.



Pe. John Flynn, L.C.


A taxa de natalidade baixa e uma população envelhecida representam um desafio econômico gigante para a Europa. Esta é uma das conclusões de um estudo publicado pela Comissão Europeia no início do mês.

O “Terceiro Informe Demográfico” apontou que o número de filhos por mulher aumentou de 1,45 no último informe, de 2008, para 1,6. Mesmo assim, continua muito abaixo dos 2,1 filhos necessários para manter uma população estável.

A esperança de vida também aumentou, o que acelera o processo de envelhecimento do continente. Em quatro países – Bulgária, Lituânia, Letônia e Romênia – a população já está diminuindo porque os falecimentos e a emigração superam o número dos nascimentos.

O informe revela ainda que a média de idade das mulheres no seu primeiro parto aumentou significativamente nas últimas três décadas. A idade mais alta para o primeiro parto, em 2009, foi medida na Irlanda: 31,2 anos. A Itália está bem próxima do índice, com 31,1 anos, enquanto a idade mais baixa está na Bulgária, com 26,6, seguida pela Romênia, com 26,9. Em 13 dos 27 países da União Europeia, as mulheres tendem a ter filhos com 30 anos ou mais.

Segundo o informe, a fertilidade pode continuar aumentando de modo marginal, superando ligeiramente a média de 1,7 filhos por mulher. Mas o documento observa que, a essa taxa, ainda será necessária uma grande afluência de imigrantes para evitar que a população se reduza no longo prazo.

Não é provável que a fertilidade suba o suficiente para atingir o nível de substituição de 2,1, ou que se reverta o envelhecimento da população da Europa, conclui o estudo.

Cerca de 5 milhões de crianças nascem por ano nos 27 países da União Europeia, e cerca de 2 milhões de pessoas emigram de países estrangeiros para o bloco. Os nascimentos superam o número de mortes em poucas centenas de milhares de pessoas por ano. A imigração, que supera amplamente o milhão por ano, explica a maior parte do crescimento da população da região.

As nações do bloco são hoje o lar de 20 milhões de pessoas que não têm a cidadania europeia. Além disso, cerca de 5 milhões de extracomunitários obtiveram a cidadania da União Europeia desde 2001. Há também a migração interna, com 10 milhões de europeus que moram em países da União que não são a sua pátria.

Mais idosos

Existem diferenças significativas entre os estados membros da União Europeia. As populações atualmente mais velhas, como a da Alemanha e a da Itália, continuarão envelhecendo rapidamente nos próximos 20 anos, mas depois se estabilizarão. Outros países, com populações hoje mais jovens, principalmente no leste da União, envelhecerão a uma velocidade cada vez maior, a ponto de terem, no ano 2060, as populações mais idosas do bloco.

O informe observa que, em 2014, a população em idade de trabalho, entre os 20 e os 64 anos, começará a diminuir rapidamente, ao se aposentarem os baby-boomers do período posterior à Segunda Guerra Mundial.

De fato, na União Europeia, o número de pessoas com 60 anos ou mais já está aumentando em mais de dos milhões por ano, o que é o dobro do observado há três anos.

A metade da população atual dos 27 estados da União tem 40,9 anos ou mais. A idade média vai dos 34,3 anos na Irlanda aos 44,2 na Alemanha. É previsto que a idade média suba para os 47,9 anos em 2060.

A população de 65 anos ou mais deverá aumentar de 17,4% em 2010 para 30% em 2060.

O resultado será uma carga cada vez maior sobre os cidadãos em idade de trabalho, que deverão pagar os gastos sociais demandados pela população envelhecida.

O fenômeno fica mais evidente ao se considerarem as previsões do número de pessoas em idade de trabalho, entre 19 e 65 anos, e ao se compararem tais números com o das pessoas dependentes (as menores de 19 e as maiores de 65).

A União Europeia tem hoje três pessoas em idade de trabalho por cada dois dependentes. Em 2060, haverá uma pessoa em idade de trabalho para cada pessoa dependente.

Estados Unidos

A Europa não está sozinha. Nos Estados Unidos, a taxa de natalidade também desceu entre 2007 e 2009, segundo os dados do Centro de Controle de Doenças.

De 2007 a 2009, os nascimentos caíram 4%, para 4.131.019, e os números parciais de nascimentos em junho de 2010 indicavam que a queda continuava.

A taxa de natalidade caiu 9% para as mulheres de 20 a 24 anos, chegando ao índice mais baixo registrado para essa faixa etária, e 6% para as de 25 a 29. Também há queda nas taxas de natalidade entre as mulheres com mais de 30 anos.

Chama a atenção que a taxa de fertilidade tenha caído mais entre as mulheres hispanas do que nos outros grupos da população.

O Population Reference Bureau, organização privada, publicou dados recentes que trazem mais luz aos números populacionais nos Estados Unidos: a quantidade de bebês nascidos no país em 2009 caiu 2,3%, e continua caindo. Isto significa que a média de nascimentos por mulher em 2009 foi de 2,01, o número mais baixo desde 1998. Com a queda dos nascimentos, o índice de fertilidade total nos Estados Unidos está abaixo do nível de substituição, de 2,1 nascimentos por mulher.

Os dados do Population Reference Bureau também mostram que, pela primeira vez em muitos anos, os nascimentos entre as mulheres solteiras diminuíram. Mas os nascimentos entre as mulheres casadas caíram mais ainda, revelando que 41% de todos os nascimentos nos Estados Unidos aconteceram no grupo das mulheres solteiras, o índice mais alto até hoje.

O ‘Bureau’ afirma que esta última queda se deve à atual crise econômica, o que difere do relatório do CDC, que assinala que os dados de nascimento por si só não são suficientes para tirar conclusões sobre as razões da queda no índice de fertilidade.

Ainda assim, o PRB observa, tanto na Grande Depressão dos anos trinta como nos difíceis momentos econômicos dos anos setenta, que seguiram à “crise do petróleo”, houve também períodos de baixa fertilidade nos EUA.

A questão é, insistia o PRB, se a fertilidade voltará quando a economia melhorar ou esses baixos índices se converterão em norma, como no caso da Europa e Canadá.

Custo

No Canadá, a baixa fertilidade foi norma durante muito tempo e, como aponta um artigo de 2 de abril do jornal ‘National Post’, isso custou caro ao governo. Os últimos dados orçamentários calculam que no período 2010-11 a 2015-16, os gastos em auxílios para os anciãos aumentará cerca de 30%.

Esta projeção de aumento anual estará muito acima do crescimento econômico previsto para o Canadá. De fato, o artigo cita dados segundo os quais o crescimento econômico pode cair até a metade do nível das últimas décadas, devido ao impacto de uma população envelhecida.

Apesar dos graves problemas causados pela baixa taxa de fertilidade e do envelhecimento, a ONU continua firme em seu objetivo de reduzir a fertilidade a todo custo. A 44ª sessão da Comissão de População e Desenvolvimento reuniu-se dos dias 11 a 15 de abril em Nova York.

O comunicado de imprensa que anunciava esta reunião enfatizava a necessidade de ampliar o planejamento familiar para reduzir com rapidez a fertilidade na África e na Ásia. Em lugar disso, talvez seria melhor considerar os graves problemas econômicos que tal redução causa em muitos países.

Blog Carmadélio

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