Francis S. Collins acredita em Deus !

O diretor do Projeto Genoma Humano Internacional era um cientista ateu, mas suas pesquisas e aprofundamento na ciência o levaram a aceitar Deus como criador do universo.

Com este pequeno título, o caderno Prosa & Verso do O GLOBO, do dia 11/08/2007, anuncia uma breve nota sobre o livro “A Linguagem de Deus”, do cientista e biólogo Francis S. Collins, diretor e líder do Projeto Genoma Humano Internacional, que em 2001 revelou à humanidade o primeiro mapa seqüenciado do genoma humano, (O genoma humano é formado por todo o DNA de nossa espécie, é o código de hereditariedade da vida). Neste livro, o biólogo demonstra racionalmente, sua fé em Deus e confiança na ciência. Uma maravilha de livro, se pensarmos que na mesma data O GLOBO também fazia uma ampla matéria sobre o livro “Deus um delírio”, de outro cientista, este ateu, Richard Dawkins.

Comprei o livro e estou lendo, é muito interessante e convincente, reafirma nossa fé em Deus, e em nosso caso, a fé em Jesus Cristo, filho de Deus. Para Collins, as descobertas científicas aproximam cada vez mais o homem de Deus, “A ciência é a única forma confiável para entender o mundo da natureza, e as ferramentas científicas, quando utilizadas da maneira adequada, podem gerar profundos discernimentos da existência material. A ciência, entretanto, é incapaz de responder a questões como: “Por que o universo existe?”; “Qual o sentido da existência humana?”; “O que acontece após a morte?”. Uma das necessidades mais fortes da humanidade é encontrar respostas para as questões mais profundas, e temos de apanhar todo o poder de ambas as perspectivas, a ciêntífica e a religiosa, para buscar a compreensão daquilo que vemos como do que não vemos.” (Francis s. Collins. A Linguagem de Deus. 2ª ed. São Paulo: Gente. 2007, p. 14/15).

Collins, como bem anotado na reportagem do GLOBO, não é um obscurantista, não nega a Teoria da Evolução de Charles Darwin, faz críticas ao criacionismo por negar o evolucionismo, e defende a tese de uma “evolução teísta”, segundo a qual a seleção natural foi a ferramenta escolhida por Deus para criar os homens. Para Collins, Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, e decidiu o mecanismo de sua evolução, o que hoje é em parte conhecido pela ciência. Ainda segundo o autor, a hipótese de Deus soluciona questões problemáticas sobre por exemplo, o que veio antes do Big Bang, a explosão que deu origem ao universo, ou mesmo, outro grande enigma para os cientistas contemporâneos: o fato de todo o cosmos ser detalhadamente acertado para permitir o surgimento do homem. O que mais me chamou a atenção no livro e na reportagem do GLOBO, é a passagem do Collins ateu para o Collins crente. Até os 27 anos o biólogo, especialista em genética, era ateu convicto, porém, a partir desta data suas convicções mudaram quando começou a conviver com doentes terminais, e notar  a força que a fé dava a esses pacientes. Desde então, começou a estudar religião e está convencido da presença de Deus entre nós.

Belo, não? Fé é isto, pura entrega. Ou é isto, ou não é nada. Ter fé não é esperar retribuição de Deus. Ou seja, rezo, vou a missa regularmente, “faço o bem a quase todo mundo” como diz Lulu Santos, então, nada me acontecerá de ruim. Nada disso, irmão. A fé não é garantia de nada. Fé é entrega incondicional ao mistério divino. Deus concede algo a nós ou não, segundo sua graça e misericórdia, nada nos é garantido. Se fé fosse garantia de algo, padre não adoeceria e só morreria de idade. Fé é mistério. Uns crêem e morrem de forma absurda, outros não creêm e morrem como “santos”. Isto é motivo de perda de fé? Não, fé é um salto no abismo. Salto em direção a um mistério insondável por nossa razão. É justamente isto, que possuem os pacientes terminais que Collins conheceu, eles tinham fé, sabiam que estava chegando a hora de suas mortes, não sabiam o porquê, mas tinham fé que a vontade de Deus é sempre fruto de amor, afinal, Deus é amor, sobretudo na hora de nossa morte (lembram-se do que rezamos ao final da Ave-Maria?). Crer é compreender isto, creio para compreender já nos ensinou Santo Agostinho, e só quem crê consegue entender como Pe. Léo (Canção Nova) pôde viver até o fim de seus dias com tanta beleza e fé, apesar de precocemente saber estar morrendo no auge de seus 45 anos. Pe. Léo morreu corroído pelo câncer que lhe roubou quase tudo como ele disse em sua última pregação: cabelo, visão, físico etc, só não lhe roubou o seu bem maior: a fé em Jesus Cristo o ressuscitado!

Fonte: Escrito por Prof. Roberto Wagner Nogueira

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MILAGRE DE LANCIANO

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