
Pessoas consideradas “diferentes” podem ensinar muito a nós, “normais”. Elas nos dão um tocante lampejo quanto ao nosso potencial humano para transcender os instintos competitivos.

A Vida é só Alegria
Cassie, de oito anos, com sua carinha de elfo e um largo sorriso, emana afeição.
Sua mãe suspira: “Ela é incapaz de perceber quem é estranho. Eu tento ensinar-lhe o que é uma pessoa estranha, mas o máximo que ela aprendeu é ir até alguém e perguntar:
Você é um estranho’? Aí ela diz: ‘Agora somos amigos’ ”. Cassie tem uma rara desordem chamada Síndrome de Williams: ela tem uma diferença de 25 genes no sétimo cromossomo, o que a predispõe ao desejo de se conectar.
Mas também a ter doença cardiovascular, desembaraço verbal, um leve retardamento mental – e extrema empatia.
Pessoas consideradas “diferentes” podem ensinar muito a nós, “normais”. Elas nos dão um tocante lampejo quanto ao nosso potencial humano para transcender os instintos competitivos.
Há alguns anos, durante as olimpíadas para as crianças excepcionais em Seatle, nos EUA, havia nove crianças para a prova de 100 metros rasos, todas consideradas excepcionais física ou mentalmente. Essas nove crianças se posicionaram na linha de partida e, ao som do disparo, largaram com o ímpeto de vencer a corrida. Porém, logo no início, um menino caiu e machucou o joelho. Ele então se sentou na pista e começou a chorar. Quando as demais crianças ouviram seu choro, elas reduziram sua velocidade.
Todas pararam, deram meia-volta, e voltaram até o menino. Uma menininha com síndrome de Down se curvou e o beijou, dizendo: “Isso vai melhorar seu joelho”.
O garoto então se levantou; ele e as demais crianças, de braços dados, caminharam e cruzaram juntos a linha de chegada, felizes da vida. Nesse momento, todos os presentes no estádio se levantaram e aplaudiram, assobiaram e ovacionaram as crianças por um longo tempo. E as pessoas que lá estavam até hoje contam essa história, porque elas sabem – como as crianças Williams sabem e, afinal, como todos nós sabemos – que existe mais na vida que ganhar sozinho.
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Revista Época 487, 15 de setembro de 2007.
Susan Andrews – Pscologa
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Compreender um ao outro e formar alianças é nosso maior desafio evolutivo

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AI NOSSA QUE TEXTO LINDO AMEI, E COMO QUE BOM A OREINTAÇAO, OBRIGADA.
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