Dom do Temor de Deus.


Dons do Espírito Santo:


O Temor ao Senhor



Já aprendemos que os dons do Espírito Santo aperfeiçoam as virtudes. As virtudes abandonadas a si mesma não podem chegar a grandes alturas. A nossa razão, mesmo iluminada pela fé, é ainda imperfeita para perceber toda a realidade espiritual. Só os dons do Espírito Santo elevam o homem às alturas da própria dignidade.

O Dom do “Temor de Deus” aperfeiçoa a virtude da Esperança.

Há várias espécies de temores: o temor mundano, o temor servil a Deus e o temor filial a Deus. Destes, só o último é o Temor de Deus.

1) O temor humano é o medo que se sente com relação a criaturas ou situações mundanas. São temores humanos o medo de pessoas, como a mulher que teme o marido ou o marido que teme a esposa, os filhos que temem o pai ou a mãe, os alunos que temem os professores… São temores às situações mundanas, por exemplo, o medo de andar de elevador, o medo do escuro, o medo de tempestades, etc. Incluem-se ainda nesta classe os medos supersticiosos, como o medo de passar embaixo de uma escada, o medo de ver um gato preto cruzar o caminho, o medo do dia 13… Os temores ou medos mundanos originam-se de traumas. Podem desaparecer pela oração de cura interior ou por tratamentos psicológicos adequados.

2) O temor servil é principalmente o medo de ser castigado por Deus, de ir para o inferno. Esse temor é gerado pela idéia de um Deus que nos vigia constantemente, pronto a nos castigar pelas nossas faltas. E isso nos inquieta, agita, deprime. O temor servil pode afastar-nos do pecado, mas é um temor imperfeito, porque não se baseia no amor de Deus.

3) O temor de Deus é filial. É o temor de nos afastar do Pai que nos criou e que nos ama, de ofender a Deus que, por amor, sempre nos perdoa. O filho que ama o pai não quer ficar longe dele nem fazer algo que o possa magoar. É um temor nobre que brota do amor. Um temor filial, perfeito e amoroso.

O temor de Deus é um dom do Espírito Santo que nos inclina ao respeito filial a Deus e nos afasta do pecado. Este compreende três atitudes principais:

1 – O vivo sentimento da grandeza de Deus e extremo horror a tudo o que ofenda sua infinita majestade;

2 – Uma viva contrição das menores faltas cometidas, por haverem ofendido a um Deus infinito e infinitamente bom, do que nasce um desejo ardente e sincero de as reparar;

3 – Um cuidado constante para evitar ocasiões de pecado.


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TÍTULO AUTOR
Catequese com o Papa: o dom da Sabedoria Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom do Entendimento Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom do Conselho Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom da Fortaleza Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom da Ciência Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom da Piedade Vera Lúcia

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O Dom do Entendimento.


Dons do Espírito Santo:


O Entendimento


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O dom do entendimento, também chamado “dom da inteligência” ou “dom do discernimento” (diferente do discernimento dos espíritos), nos dá uma compreensão profunda das verdades reveladas, sem contudo nos revelar o seu mistério. Só teremos plena compreensão do mistério quando estivermos face a face com Deus.

Quanto ao Dom da Inteligência, ele é a relação mais íntima que Deus estabelece com a alma (sabemos que a alma é racional, logo, exerce inteligência). Dessa forma, uma vez humilhados (pelo Dom do Temor), buscando as nobres afeições (Dom da Piedade), sendo-nos revelada a verdade (Dom da Ciência), a alma adere com profundeza e intimidade com Aquele que é seu Criador (Dom da Inteligência). Ele é o primeiro favor do Espírito Santo ao fiel que se humilha, aspira afeições e adere à verdade. Tal Dom consiste na iluminação da alma esclarecida (inteligente) desde então por uma luz superior (inteligência suprema). Dom da Inteligência significa iluminação, Fé e Razão!

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Pe. Senra Coelho
Revista “Família Cristã”
Edição de Portugal Fevereiro/2008

A Sagrada Escritura mostra-nos constantemente a solicitude com que Deus nos guia pelos Seus caminhos. Ele apresenta-se como a verdadeira Luz de Israel, sem a qual o povo se perde na escuridão. Por sua vez o Povo de Israel pede a Yahvé para que o conduza pelos Seus caminhos; “Dá-me a conhecer os Teus caminhos” (Ex 33, 13), é a oração de Moisés para guiar o povo até à Terra prometida, pois sem a Sua presença sente-se perdido; o rei David suplicava: “Dá-me entendimento para que guarde a Tua lei e a cumpra de todo coração” (Sl 119,34).

Nos Evangelhos, Jesus promete o Espírito da Verdade, o qual terá por missão iluminar toda a Igreja, “Quando Ele vier, o espírito da Verdade, há de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio mas há de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há de vir”. (Jo 16,13). O Concílio Vaticano II reafirma esta certeza: “Com o envio do Espírito da Verdade, Deus completa perfeitamente a revelação e confirma com o seu testemunho divino que verdadeiramente está conosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e nos ressuscitar para a vida eterna”. (Dei Verbum Nº4). De fato, só posteriormente, os Apóstolos compreenderam o sentido das Palavras do Senhor, que antes do Pentecostes lhes pareciam obscuras.

O Papa Paulo VI, ao referir-se ao Espírito Santo ensinou na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi que “Ele é a alma da Igreja. É Ele quem explica aos fiéis o sentido profundo dos ensinamentos de Jesus e dos seus mistérios” (8.XII/1975, nº75). Referindo-se ao Dom do Entendimento e relacionando-o com o Dom da Fé, o Concílio Vaticano II aprofunda a Sua presença em nós: “Para professar esta Fé, é necessária a graça de Deus que previne e ajuda, e os auxílios internos do Espírito Santo, o qual renova e converte para Deus os corações, abre os olhos da alma, e dê” a todos a suavidade no aderir e dar crédito à verdade”.” (Dei Verbum , nº5). Percebemos assim que mediante o Dom do Entendimento é dado ao fiel cristão um conhecimento mais profundo dos mistérios revelados, pois o Espírito Santo ilumina a inteligência com a Sua Luz e dá a conhecer com uma claridade nova o sentido profundo dos mistérios da Fé.

Vamos percorrer alguns ensinamentos dos Santos Padres para percebermos melhor a riqueza do Dom do Entendimento. São Basílio ensina que “Do Espírito Santo provém o conhecimento das coisas futuras, a inteligência dos mistérios, a compreensão das verdades ocultas, a distribuição dos Dons, a cidadania celeste, a conversação com os anjos. D’Ele provem a alegria que nunca termina, a perseverança em Deus e, o mais sublime que pode ser pensado, o fazer-se Deus. (…) Fonte de santificação, luz da nossa inteligência, Ele é quem dá, de si mesmo, uma espécie de claridade à nossa razão natural, para que conheça a verdade. “Inacessível por sua natureza faz-se acessível por sua bondade, Tudo preenche com o seu poder, porém só se comunica aos que são dignos d’Ele, e não a todos na mesma medida, mas distribui os seus dons em proporção à fé de cada um” (Sobre o Espírito Santo, 9, 22-23).

São Cirilo de Jerusalém afirma que “(…) do mesmo modo que aquilo que se encontrava nas trevas, ao surgir o sol, recebe a sua luz através dos olhos do corpo e assim pode contemplar com toda a claridade o que antes não via, assim também aquele que é considerado digno do Dom do Espírito Santo é-lhe iluminada a alma e levantando-se acima da sua razão natural vê o que anteriormente ignorava.” (Catequesis, 16, sobre o Espírito Santo, 1). Concluímos com São Gregório Magno, que exclama: “Oh, que artífice é este Espírito! “Rapidamente se aprende tudo aquilo que Ele quer; Imediatamente que toca a nossa mente, ensina, e só o ter tocado é ter já ensinado: ao mesmo tempo em que ilustra a alma, a transforma; oculta repentinamente o que era e manifesta o que não era.” (Homilia 30 sobre os Evangelhos). É graças ao Dom do Entendimento que “Deus é antevisto aqui em baixo”, afirma São Tomás de Aquino sobre os que são dóceis às moções do Espírito Santo, ainda que os mistérios da Fé continuem sempre envolvidos por certa nebulosidade, devido à sua infinita grandeza (1-2, q.62, a.2.).
Para chegar ao conhecimento íntimo de Deus não basta ter Fé, é necessário uma efusão específica do Espírito Santo, cuja recepção depende da nossa abertura de coração e correspondência à Graça, da nossa purificação interior e da verdade da nossa fome de Deus. O Dom do Entendimento permite que a alma participe do olhar de Deus, que penetra todas as coisas até ao âmago do seu ser, ajuda-nos a contemplar e a amar a grandeza de Deus entregando à Sua Paternidade o nosso afeto filial e a ver n’Ele adequadamente as coisas criadas, “Como alguém que sem ter aprendido nem trabalhado nada para saber ler e nem sequer tivesse estudado nada, achasse que já sabia toda a ciência, sem saber como, nem donde lhe tinha vindo, pois nunca tinha trabalhado, nem sequer para aprender o alfabeto. Esta última compreensão ensina algo sobre este dom celestial, porque a alma vê num momento o mistério da Santíssima Trindade e outras coisas muito elevadas com tal claridade, que não há teólogo com quem não se atravesse a discutir estas verdades tão grandes.” Assim partilha Sta. Teresa de Ávila o Dom do Entendimento (Vida, 27,8-9).

A nós cabe-nos merecer este Dom através da verdade das nossas vidas, da nossa oração; entendendo, sobretudo que a vida cristã se constrói através da nossa correspondência aos dons de Deus, pois “cada um dos Santos é uma obra-prima do Espírito Santo” (Beato João XXIII, Aloc. 5 – VI. 1960) e esse será também o nosso caminho, a abertura íntima ao Dom de Deus.

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Quarta-feira, 30 de abril de 2014

Queridos irmãos e irmãs,

Depois de ter falado da sabedoria, como primeiro dos sete dons do Espírito Santo, hoje gostaria de colocar a atenção sobre o segundo dom, isso é, oentendimento. Não se trata daquela inteligência humana, da capacidade intelectual de que podemos ser mais ou menos dotados.  É, em vez disso, uma graça que só o Espírito Santo pode infundir e que suscita no cristão a capacidade de ir além do aspecto externo da realidade e perscrutar as profundezas do pensamento de Deus e do seu plano de salvação.

O apóstolo Paulo, dirigindo-se à comunidade de Corinto, descreve bem os efeitos deste dom – isso é, o que faz o dom do entendimento em nós – e Paulo diz isso: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64, 4) tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito” (1 Cor 2,9-10). Isso obviamente não significa que um cristão possa compreender cada coisa e ter uma plena consciência dos planos de Deus: tudo isso permanece à espera de manifestar-se em toda a sua clareza quando nos encontrarmos diante dos olhos de Deus e formos realmente uma só coisa com Ele. Porém, como sugere a própria palavra, a inteligência permite “intus legere”, isso é, de “ler por dentro”: este dom nos faz entender as coisas como Deus as entende, com a inteligência de Deus. Porque uma pessoa pode entender uma situação com a inteligência humana, com prudência, e tudo bem. Mas entender uma situação em profundidade, como a entende Deus, é o efeito deste dom. E Jesus quis enviar-nos o Espírito Santo para que nós tenhamos este dom, para que todos nós possamos entender as coisas como Deus as entende, com a inteligência de Deus. É um belo presente que o Senhor deu a todos nós. É o dom com o qual o Espírito Santo nos introduz na intimidade com Deus e nos torna participantes do plano de amor que Ele tem conosco.

É claro, então, que o dom da inteligência está estreitamente conectado à fé. Quando o Espírito Santo habita o nosso coração e ilumina a nossa mente, faz-nos crescer dia após dia na compreensão daquilo que o Senhor disse e realizou. O próprio Jesus disse aos seus discípulos: eu vos enviarei o Espírito Santo e Ele vos fará entender tudo aquilo que eu vos ensinei. Entender os ensinamentos de Jesus, entender a sua Palavra, entender o Evangelho, entender a Palavra de Deus. Alguém pode ler o Evangelho e entender alguma coisa, mas se nós lemos o Evangelho com este dom do Espírito Santo podemos entender a profundidade das palavras de Deus. E isto é um grande dom, um grande dom que todos nós devemos pedir e pedir juntos: Dai-nos, Senhor, o dom do entendimento.

Há um episódio do Evangelho de Lucas que exprime muito bem a profundidade e a força deste dom. Depois de ter visto a morte na cruz e o sepultamento de Jesus, dois de seus discípulos, desiludidos e tristes, vão a Jerusalém e retornam ao vilarejo de nome Emaús. Enquanto estão a caminho, Jesus ressuscitado se aproxima e começa a falar com eles, mas os seus olhos, velados pela tristeza e pelo desespero, não são capazes de reconhecê-Lo. Jesus caminha com eles, mas eles estão tão tristes, tão desesperados, que não O reconhecem. Quando, porém, o Senhor explica a eles as Escrituras, para que compreendessem que Ele deveria sofrer e morrer e depois ressuscitar, as suas mentes se abrem e nos seus corações se reacende a esperança (cfr Lc 24, 13-27). E isto é o que faz o Espírito Santo conosco: abre-nos a mente, abre-nos para entender melhor, para entender melhor as coisas de Deus, as coisas humanas, as situações, todas as coisas. É importante o dom do entendimento para a nossa vida cristã. Peçamos esse dom ao Senhor, que nos dê, que dê a todos nós este dom para entender, como Ele entende, as coisas que acontecem e para entender, sobretudo, a Palavra de Deus no Evangelho. Obrigado!

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Kairós para as Famílias.


I KAIRÓS PARA AS FAMÍLIAS

De 30 e 31 de Agosto de 2014

“Por esta causa dobro os joelhos em presença do Pai, ao qual deve a sua existência toda família no céu e na terra,”

(Efésios 3, 14 E 15)


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Encontro do MINISTÉRIO PARA AS FAMÍLIAS – RCC da Rcc Diocese de Anápolis Goiás direcionado para as Famílias e não somente os casais.

Convidamos os casais com os filhos para este encontro, haverão ambientes destinados para os casais, as crianças e os jovens, pela taxa de apenas R$ 40,00 estarão participando toda a Família com almoço e café da manhã no Domingo.

As fichas estão sendo distribuídas nos grupos de oração, mas caso você queira participar e não tenha uma ficha, entre em contato com o escritório da RCC – 3387-2439 e saiba como conseguir uma ficha, as 100 primeiras fichas preenchidas serão confirmadas, pois a quantidade do evento será limitada para no máximo 100 famílias, portanto confirme já a sua vaga o mais rápido possível.


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MINISTÉRIO PARA AS FAMÍLIAS

RCC – ANÁPOLIS – GO.



Cura e Libertação não é exorcismo.



«Por isso, eu vos declaro: ninguém, falando sob a ação divina, pode dizer: Jesus seja maldito e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão sob a ação do Espírito Santo.»                                                                       (I Corintios 12, 3).


Matéria apresentada no Fantástico deste domingo 27/07/14 fala sobre a dedicação de alguns Padres brasileiros no atendimento e libertação de pessoas acometidas por influências do maligno, esclarecendo que nem tudo é “demônio”, aliás o “Exorcismo” propriamente dito é a minoria dos casos, porém não podemos deixar de esclarecer que a possessão demoníaca existe sim e que para atender esses casos específicos é preciso muita preparação, oração e Jejum.   Como era de se esperar, médicos e psiquiatras não acreditam no demônio e nem em suas manifestações no ser humano ou fora dele, tratam tudo como enfermidade, mesmo quando o corpo coza de perfeita saúde entopem as pessoas com tranquilizantes e as abandonam em selas de hospitais psiquiátricos, pois não conseguem resolver ou explicar as manifestações que ocorrem com uma pessoa saudável, sendo assim não efetivam uma cura, pois manter pessoas dopadas com remédios tarja preta não equivale a cura.    A Bíblia é muita clara quando relata vários casos de manifestações do demônio e principalmente revelam o poder que o nome de Jesus tem sobre eles, pois está escrito:

“Que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e nos infernos…”   (Efésios 2, 9)


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Veja o texto da reportagem apresentada pelo Fantástico:


Link para o Vídeo: http://glo.bo/1oC9fUa disponível por tempo limitado.



O Fantástico deste domingo (27) fala de padres brasileiros que se dedicam a um ritual que parecia perdido na história da igreja: o exorcismo. Como explicar esses supostos casos de possessão demoníaca? O que a ciência tem a dizer sobre esse assunto? A reportagem é de Marcelo Canellas e Luiz Quilião.

Que mal acomete a mulher que se contorce, aos gritos, numa sala fechada? “Espíritos e demônios, vão embora!!”, diz um padre.

Crucifixos, terços, bíblias em punho.

Fantástico: O senhor é um padre exorcista?
Padre Vanilson: Hoje eu tenho autorização da Arquidiocese.
Fantástico: Para fazer exorcismo?
Padre Vanilson: Para fazer exorcismo.

Ainda existem mesmo padres especializados em enxotar o demônio?

Fantástico: O senhor lida com possessão demoníaca?
Padre Lauro Freire Alves Filho: Sim!

Padre Lauro, de Fortaleza, está sempre em alerta.

Fantástico: O senhor já foi tentado pelo demônio?
Padre Lauro: Sim. Todos nós somos tentados pelo demônio, né? Isso a fé da Igreja nos ensina. Jesus foi tentado pelo demônio.

Padre Vanilson, de Brasília, nunca se descuida: “Como a gente mexe com essas questões, a gente acaba também despertando a fúria do mal”, diz Padre Vanilson.

Padre Vanilson e Padre Lauro fazem parte de um pequeno grupo de sacerdotes. Eles se dedicam, em tempo integral, ao que a Igreja Católica chama de combate espiritual ao demônio.

Igreja do Perpétuo Socorro, no Lago Sul, o bairro mais chique de Brasília. No estacionamento, lotado de carros importados, não há vagas. Lá dentro, diante do altar, empresários, altos funcionários, profissionais liberais. “Sai, em nome de Jesus”, disse Padre Vanilson.

Na Zona rural de Planaltina, no Distrito Federal, em um galpão improvisado, operários, camponeses, empregadas domésticas. “Eu ordeno, que venha para fora. Sai! Sai! Sai! Em nome de Jesus!”, disse.

Seja na igreja abastada, ou no lugarejo pobre, quando a imagem de São Miguel Arcanjo subjugando Satanás aparece, as pessoas começam a tossir e a gritar. Parecendo em transe, vão se jogando ao chão e permanecem deitadas umas ao lado das outras.

“Tem muito exorcismo? Eu digo: não. Na verdade, nós trabalhamos com oração de libertação”, diz Padre Vanilson.

A diferença é que a oração de libertação é para pessoas supostamente oprimidas pelo mal diabólico, mas que não estão possuídas pelo demônio.

Padre Vanilson: Alguém já me disse assim que eu que provoco as pessoas vomitarem, tossirem, enfim, a gente ouve tanta coisa.
Fantástico: E o senhor responde o que a essas pessoas?
Padre Vanilson: A minha resposta é sempre isto: eu mostro os efeitos.

Para o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, esse é um comportamento descrito pela medicina.

“É o que nós chamamos de estado dissociativo, que antigamente era chamado de histeria coletiva. As características são exatamente as das pessoas repetirem ações ou comportarem-se de forma idêntica àquele que está comportando ao seu lado, na sua frente, junto daquele contexto vivencial que se tem naquele momento”, explica o presidente da associação, Antônio Geraldo da Silva.

É como se todos, sugestionados pelo padre, passassem a agir da mesma forma. “Em todas essas situações há um comandante, há uma pessoa em que as pessoas acreditam piamente que podem ajudar e que vai fazer e que algo está acontecendo”, disse o presidente da associação.

“Eu não trabalho com teoria. Eu trabalho com ser humano, que está doente, sofrido, oprimido”, destaca Padre Vanilson.

O Fantástico acompanhou dois atendimentos individuais feitos pelo Padre Vanilson, no subsolo da Igreja do Perpétuo Socorro. Uma mulher de 42 anos, e um homem de 35, que não querem se identificar.

“Nos dois casos não foi exorcismo, mas nos dois casos são ação do demônio”, disse o padre Vanilson.

O repórter cinematográfico Luiz Quilião foi autorizado a filmar de dentro da sala. A equipe ficou do lado de fora. O padre entrevista a mulher antes de rezar. Ela diz que o mal aparece num redemoinho, no quarto dela, sempre na hora de dormir.

“Saiu de dentro do colchão, aquela coisa. E enfiou um negócio na minha cabeça. E falou assim: eu gosto muito de você”, conta.

“Tudo indica que ela foi consagrada ao mundo espiritual diabólico”, disse Padre Vanilson.

“Toda ação maligna e toda a opressão, pesadelos, visões, tudo isso, Jesus, agora seja cancelado pelo poder e a autoridade do teu reino”, diz o padre.

Fantástico: O senhor estava falando uma outra língura?
Padre Vanilson: Ali seria uma linguagem impulsionada pelo Espírito Santo, uma oração suscitada pelo espírito.

Enquanto invoca ajuda divina, os auxiliares rezam com ele. A moça põe as mãos no estômago, onde estaria concentrado todo o mal. Logo ela se agita.

“Em nome de Jesus, que seja desfeito. Em nome de Jesus, vai obedecer agora”, diz o padre.

Se joga no chão. Depois tenta atacar o padre e é contida pelos auxiliares. Borrifa água benta. “Eu cancelo toda a bruxaria que foi feita. Eu sou a tua salvação! Eu sou a tua salvação!”, diz o padre.

Ela se debate. Solta o último grito e se contorce. Depois fica em silêncio, ao comando do padre. Ela se acalma, e recebe a última benção. O outro atendimento foi muito parecido. Um rapaz se dizendo atormentado.

Nos dois casos, os atendimentos vão continuar. O padre diz que será preciso fazer mais orações para afastar o mal.

Para a psiquiatra Elisabete Possidente, mestre em neuropsiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, esse comportamento nada tem a ver com o diabo. Trata-se de uma doença psíquica com manifestações físicas. “O nosso psíquico, ela pode mimetizar qualquer doença física ou mental”, destaca a psiquiatra.

Fantástico: Quer dizer, a pessoa sente fisicamente esse transtorno psicológico?
Psiquiatra: Sente. Ela sofre com isso, não é um fingimento, não é uma simulação. Elas realmente sofrem.

A suposta cura, ou expulsão do demônio, seria apenas um alívio oferecido pelo exorcista. “A vida dela está sendo em função dessas manifestações, desses sinais e sintomas. Então quando tem uma pessoa externa que fala: ‘eu vou te ajudar, eu vou te dar o apoio para você sair disso’. Isso é fundamental. O padre cumpre esse papel”, disse a psiquiatra.

O antropólogo Carlos Alberto Steil, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diz que o pastor também cumpre esse papel, porque há exorcismo em outras igrejas. “O exorcismo está mais identificado como uma prática cristã. Todo exorcismo na Igreja Católica, Evangélica, Protestante, está associado à ideia da autoridade da palavra”, destaca o antropólogo.

O Papa Francisco começou o seu pontificado reafirmando a existência do diabo. Um dia depois de ser eleito, ele citou o escritor e pensador católico Leon Bloy para dizer que quem não se confessa está sujeito ao demônio. “Quem não reza para Deus, reza para o diabo. Quando não se confessa para Cristo, se confessa à mundanidade do diabo”, disse o Papa.

Não é o Papa quem escolhe os exorcistas. Embora o padre só vire exorcista depois de fazer um curso no Vaticano, cada bispo tem autonomia para nomeá-los, caso ache necessário. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil nunca fez um levantamento completo, mas o Fantástico apurou que existem pelo menos 30 padres exorcistas atuando no país, sem contar os que combatem o demônio fora do rito oficial da Igreja.

Padre Lauro, até pensou em fazer o curso do Vaticano. Mas um exorcista europeu o desaconselhou. “Você vai fazer o que lá? Vai ouvir o que já sabe? Só se for para treinar o italiano”, conta Padre Lauro Freire Alves Filho.

Ele recebeu autorização do arcebispo de Fortaleza para fazer atendimentos informais. “Formalmente, assim, nomeação de exorcistas na Arquidiocese de Fortaleza não há. Do ponto de vista prático é um verdadeiro exorcismo”, ele afirma.

Para ele, o importante é separar o que é ação do demônio e o que é superstição ou distúrbio. “Uma xícara caiu no chão é o demônio, né? A menina não arranja namorado porque é feia demais acha que é o demônio. Mas o demônio existe, ele tenta, é uma possibilidade e isso acontece”, destaca o padre Lauro.

Para ele, não são só pessoas que são possuídas. Objetos também, como no caso do piano da casa de um fiel. “Quando eu olhei, o piano estava tocando sozinho, né? Uma peça de Beethoven ou de Bach, não me lembro bem. E eu pensei comigo: ‘Nossa! Que demônio culto, né?’  Bem educado, né? Toca até piano, né?”, conta o padre.

O padre Geovane é pároco na favela Nova Holanda, no Rio de Janeiro. Fez curso em Roma, e é exorcista nomeado pelo arcebispo. Segue o rito romano e utiliza os objetos da liturgia oficial. “Ritual, a cruz, óleo, água benta e a estola”, explica Padre Giovane Ferreira.

Em um ano e meio de atividade, exorcizou uma única pessoa, que deixou, por escrito, o relato de seu drama. “Ofereci a Lúcifer a minha vida. Eu via como que um bicho de pele preta, chifres, olhos brancos envermelhados com rabos enormes. Eu invoquei as legiões do mal. E, aos poucos, fui me libertando”, diz o relato.

A Igreja considera muito raros os casos de exorcismo. O próprio padre Vanilson atendeu apenas dois casos.

Fantástico: Nesses dois o senhor foi bem sucedido? Conseguiu expulsar?
Padre Vanilson: Um eu digo que 100%.
Fantástico: Que é a dona Dercília?
Padre Vanilson: Dercília.

Foram 34 anos de sofrimento. “A força monstruosa que tinha. Os olhos virados”, conta o representante comercial Eurípedes Guedes dos Santos.

O marido acreditava que o demônio falava por Dercília, uma dona de casa de Goiânia. “E falava com uma voz muito estranha: ‘Ela é minha. Eu queria era a filha dela, mas não foi possível. Então ela é minha. Ela foi consagrada pra mim, ela foi consagrada pra mim’”, conta o marido de Dercília.

A filha, que seria o verdadeiro alvo do demônio, assiste à entrevista da mãe. “’Mãe! A voz diferente, no corpo dela, falava: não sou sua mãe. Não encosta em mim’”, conta a filha Luciana Guedes da Silva.

Fantástico: Quantos episódios desses você testemunhou?
Luciana: Quando criança, vários. Muitos. Eu não tenho contas, não. Mas foram muitos quando criança.
Fantástico: Dez? Vinte?
Luciana: Uns vinte, talvez.
Fantástico: Você lembra de quê?
Dercília Maria Guedes: Eu lembro só quando eles começavam a oração e ia me dando um mal estar, uma coisa ruim, assim, aí eu não lembro mais nada. Aí, no outro dia, quando eu chegava em casa, eu estava toda machucada, todinha. Boca, braço, tudo. Aí que eles me contavam.

O Padre Vanilson resolveu o caso em um único dia.

Fantástico: Isso de fato não aconteceu mais?
Eurípedes: Em novembro, fez um ano e um mês que acabou tudo.
Fantástico: Desde aquela vez, nunca mais aconteceu nada?
Eurípedes: Nunca mais aconteceu nada.

Eurípedes vai até o quarto para mostrar o kit exorcismo que montou por precaução. “É o sal exorcizado. Esse aqui é o azeite, também exorcizado”, disse Eurípedes.

E água benta, para borrifar na casa inteira.

Ronaldo Pilati, da Sociedade Brasileira de Psicologia, diz que a ciência explica o comportamento das pessoas supostamente possessas. “Na literatura de psicologia clínica, por exemplo, o que as pessoas muitas vezes atribuem a possessões são distúrbios dissociativos e distúrbios psicóticos que são muito frequentemente confundidos com possessões”, destaca.

“Os psiquiatras e psicólogos, e não só os psiquiatras e psicólogos, até mesmo certos sacerdotes que criticam veementemente o exorcismo, é porque nunca estiveram presente numa sessão de exorcismo”, avalia Padre Lauro.




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O Livro da Capa Preta

Power Point – PPT

A Sabedoria esatá acima da Inteligência – Post


Padre_Leo_e_sua_Familia

Uma Oração

em cada dedo.

Papa Francisco



Jesus_disfarçado

Jesus mora

disfarçado dentro

de sua casa (teatro) 


Aquele que vem a Mim, não terá sede.



“Minha Alma tem Sede De Deus”

Mas quem lhe pede, Dá-me de beber ?

Deus tem sede?


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“Ali havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber.”                     (São João, 4: 6, 7).


“O deserto é belo porque no meio dele há um poço” (St. Exupéry). Os patriarcas, em suas migrações, armavam uma tenda e cavavam um poço. A história da salvação está pontilhada de poços. Jacó dera esse poço que era uma fonte de vida. Jesus, ao meio dia, senta-se ao lado do poço e pede de beber a uma samaritana. Na Cruz, repetirá: “Tenho sede”. A sede de Deus é dar de beber. Ali, junto àquela água, dá-se um diálogo. Era Deus que abria um novo poço para sua sede. Ali esperou uma mulher meio pagã, símbolo do mundo sedento que não sabe onde encontrar a água. “A água que eu lhe der se tornará fonte que jorra para a vida eterna”, diz Jesus.

No simbolismo da água, encontramos Cristo que dá a Água Viva no Batismo. Ali, junto ao poço de Jacó, espera pela samaritana. Os samaritanos eram o resultado de uma mistura de judeus e 5 povos e seus deuses (os 5 maridos da mulher). Ela se admira que Ele peça água a uma mulher e, pior, uma samaritana. Jesus é a realização da profecia: “Bebereis com alegria das fontes da salvação” (Is 12,3). Ele lhe faz uma catequese. Jesus que não cede na fé: “A salvação vem dos judeus”. Mas abre os tesouros de Deus a todos: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e Verdade” (Jo 4,23).

A verdade está ali: O Cristo: “Sou eu que estou falando contigo” (Jo 4,26). Os samaritanos crêem em Jesus. Ele é a fonte das Águas da Vida. “Quem beber desta água não terá mais sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna” (Jo 4,14). As águas do Batismo matam a sede da vida eterna. Crer em Jesus é ser lavado do pecado. O batismo faz germinar uma vida nova em Cristo.Nós temos sede.  A samaritana busca água para sua sede e encontra em Jesus a fonte: Diz ela: “Dá-me desta água”. Dar água é acolher. Ele, pedindo água, pediu para ser acolhido e, ao mesmo tempo, acolhe. A água que Jesus dá é o Espírito, a força que vem de dentro e ‘jorra para a vida eterna’. O Povo no deserto murmura contra Moisés, pois eles não têm água. Preferem voltar ao Egito e ser escravo (Ex 17,3). Moisés bate na rocha e brota água abundante (Ex 17,6). Cristo é a Rocha que dá a água do Espírito. Paulo nos ensina que somos salvos e justificados por Cristo. Essa salvação vem a nós pelas águas do Batismo que sacia nossa sede fundamental: Ter Deus. A sociedade quer fazer-se salvadora de si mesma e não salva. Nós temos uma fonte de água corrente (Água Viva) que jorra do lado aberto de Cristo (Jo 9,34). Esse rio fecunda nossas vidas, a partir do batismo, e jorra em nossas celebrações.


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Adorar em Espírito e Verdade

Jesus tem um diálogo religioso com a samaritana que queria saber onde adorar a Deus: em Jerusalém ou no monte Garizim. Jesus responde que os verdadeiros adoradores superarão a religião de templos e irão à adoração em Espírito e Verdade – no Espírito Santo e em Cristo. A mulher vai avisar o povo sobre Jesus. Encontrar Jesus a leva a deixar o balde vazio e levar outros às fontes d’Água Viva. Ela é a primeira missionária que convida a acolher a fé. Conta a experiência que ela própria fez: “Vi um homem… assim, assim; não será ele o Messias?” No tempo quaresmal fazemos uma caminhada batismal. Para nós, em cada Eucaristia, brota um rio de Água Viva na assembléia da Igreja.Leituras: Êxodo 17,3-7; Salmo 94; Romanos 5,1-2.5-8; João 4,5-15.19b-2639ª.40-42.  Ficha nº 686 – Homilia do 3º Domingo da Quaresma (24.02.08)1. Jesus veio assentar-se ao lado do poço e ali pede de beber a uma mulher samaritana. Estabelece um diálogo que atravessa os séculos. Deus tem sede de saciar a sede. Oferece sua água: A água que eu lhe der se tornará uma fonte que jorra para a vida eterna. Tendo em vista o batismo, esse texto mostra que Jesus é a Água Viva. Os samaritanos eram um misto de pagão e judeu. O diálogo vai a uma questão de fundo: Onde adorar a Deus. Jesus diz que em Espírito e Verdade (no Espírito e em Cristo). Jesus se apresenta como fonte da Água Viva. “Quem beber desta água não mais terá sede”. As águas do Batismo matam a sede da vida eterna. Crer em Jesus é ser lavado do pecado e ter uma vida nova.

- 2. Jesus, pedindo água, pede para ser acolhido e acolhe. A água que Jesus dá é o Espírito que jorra dentro de nós. Moisés bateu na rocha e saiu água. Jesus é a rocha que dá a Água do Espírito. A sociedade quer fazer-se salvadora e não salva. Nós temos uma fonte de água corrente que jorra do lado aberto de Cristo. Esse rio fecunda nossas vidas no Batismo e jorra em nossa Eucaristia.


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- 3. Onde adorar a Deus?

Em Espírito e Verdade. A samaritana vai avisar o povo sobre Jesus. Encontrar Jesus é deixar o balde vazio e levar outros às fontes da Água Viva. Anuncia a partir de uma experiência pessoal. No tempo quaresmal fazemos uma caminhada batismal. Em cada Eucaristia brota um rio de Água Viva na assembléia da Igreja. Vivendo afogados.  Ser afogado nas águas do Batismo não mata! A reflexão dos próximos domingos é sobre o Batismo. É o processo de batismo por etapas. Esse processo deveria ser feito para os adultos que são batizados. Neste domingo temos o evangelho da samaritana a quem Jesus pede água e oferece a Água Viva. Somos batizados na água: Jesus é a Água Viva. No 4º domingo refletimos sobre Jesus que é a Luz; no 5º, Jesus que é a Vida.

As águas do batismo nos afogam para nos purificar do mal e fazer surgir para a vida nova. Crer em Jesus é como tomar a Água Viva. “Quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede. E a água que eu darei, se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”.

Pe. Augusto

Homilia  do 3º Domingo da Quaresma Dia 24/02/08

Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Pedro e São Paulo.  – Anápolis – Go


Afogue-se nessa água que é Jesus, pela fé, e viva para sempre.


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Ter um Coração agradecido a Deus.


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Só se assentaram depois de terem adorado e agradecido a Deus. (Tobias 11, 12)

Um Coração Agradecido.




“Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano” (Lc 17, 14b-16).

Conhecendo a vontade de Deus e colocando-a em prática o caminho a percorrer encontra o êxito do desejo. Assim nos conta Lucas (17,11-19) quando nos apresenta o encontro de Jesus com um grupo de leprosos.

No “caminho à Jerusalém”, Jesus ensina seus discípulos a olhar a vida com a presença de Deus, e o coração agradecido daquele que percebe a ação salvífica em seu ser.

A marginalidade de uns, a repugnância e o medo do contágio por parte de outros, apontavam a maldição vivida pelos leprosos. O ensino do Templo era que a lepra era consequência da ação de pecado e, portanto, castigo de Deus. Por isso, todos os contaminados deveriam se afastar da cidade e de todo convívio social. Se, porventura, alguém era curado, deveria apresentar-se ao sacerdote para que se comprovasse a cura e permitisse o “retorno à vida”.

No contexto, o evangelista apresenta Jesus como salvador. Palavra divina para a salvação de todos, sem distinção, principalmente para os marginalizados da sociedade. Em Jesus, Deus tem um projeto salvífico para todos, mostrado pelo evangelista na pessoa do samaritano (os samaritanos eram desprezados pelos judeus de Jerusalém por causa da maneira de praticar fé).

Embora o evangelista queira mostrar o Deus presente na história humana, na pessoa de Jesus que veio curar e salvar a todos, há um sentido claro em apontar a gratidão daquele que realmente experimenta a ação divina. Na perícope, Lucas apresenta dez leprosos que se dirigiram a Jesus e pediram sua compaixão. A resposta não foi imediata, mas uma indicação de deslocamento, de caminhada, para cumprir o ritual de apresentação ao sacerdote, e no caminho que acontece a cura. Eles atenderam à palavra de Jesus e se colocaram em marcha, não permaneceram estagnados.

O evangelista, no entanto, indica a gratidão de apenas um, que era samaritano e que voltara para agradecer a Jesus. Nesse gesto está a indicação de que a providência de Deus não está reservada para apenas um grupo de pessoas e nem de bênçãos porque pertence ao seu povo. Os nove que receberam a cura não reconheceram a proposta de salvação. Apenas um estrangeiro reconheceu e voltou, deixou a burocracia do templo e reconheceu o senhorio daquele que é compassivo.

Através do retorno a Jesus e do agradecimento, as palavras ouvidas pelo samaritano com certeza impulsionaram o seu coração: “Levanta-te e vai! A tua fé te salvou!”. Muito mais que cura física, o samaritano recebeu a verdadeira alegria da vida, a salvação.

O ensinamento de Jesus mostra aos discípulos uma realidade que transcende os costumes e os provoca a reconhecerem o dom de Deus, ao mesmo tempo mostra-lhes o sentido da verdadeira gratidão.

Aprendamos a verdadeira campanha em favor da vida!

Sobre o(a) autor(a)

Padre José Luís de Gouveia (SCJ)

O Padre José Luís de Gouveia pertence à Paróquia São Vicente Férrer, em Formiga.



Uma Oração em cada dedo, Papa Francisco.



A ORAÇÃO DOS CINCO DEDOS DA MÃO.

Papa Francisco



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Papa Francisco ensina a oração dos cinco dedos.


1 – O polegar é o que fica mais próximo de nós. Assim comece rezando pelas pessoas que ficam mais próximas. Elas são as mais fáceis de lembrarmos. Ore pelos seus entes queridos: cônjuge, filhos, pais, irmãos, parentes e amigos.

2 – O dedo seguinte é o indicador. Reze por aqueles que ensinam, instruem e curam. Isto inclui os professores, médicos e sacerdotes (pelo papa e pelos bispos). Eles necessitam de apoio e sabedoria para indicar a direção certa para os outros. Mantenha-os em suas orações.

3 – O próximo dedo é o mais alto. Ele lembra nossos líderes. Reze pelo presidente, governador, prefeito e demais autoridades. Essa gente dirige a nação e precisa da direção de Deus. Lembre-se que feliz é a nação cujo Deus é o Senhor.

4 – O quarto é o anelar. Para surpresa de muitos, este é o nosso dedo mais fraco, como pode atestar qualquer professor de piano. Ele deve nos lembrar de rezar pelos que são fracos, que estão em aflição ou dor. Essas pessoas precisam de nossa oração permanentemente.

5 – O quinto e último é o dedinho mínimo, o menor de todos. É dessa forma que devemos nos colocar diante de Deus. O mindinho deve nos lembrar de rezar por nós mesmos. Após ter rezado pelos outros quatro grupos, nossas próprias necessidades terão sido colocadas na perspectiva correta e seremos capazes de rezar por nós de forma mais eficaz. Amém!

Sempre que olhar para sua mão, portanto, lembre-se de rezar.

https://www.madrepaulamontalt.com.br/reflexao-leitura.asp?id=13


Palavras do Papa para a Igreja.


A oração do Papa:

Senhor, olhe para o teu povo à espera do Espírito Santo. Olhe para os jovens, olhe para as famílias, olhe as crianças, olhe para os doentes, olhe para os sacerdotes, as pessoas consagradas, religiosas, bispos, olhe para nós, olhe para todos. E dai-nos aquela santa embriaguez, aquela do Espírito, aquela que nos faz falar todas as línguas, as línguas de amor, sempre perto dos irmãos e irmãs que precisam de nós. Ensina-nos a não lutar entre nós para ter mais um pedaço de poder; ensina-nos a ser humildes, ensina-nos a amar mais à Igreja do que o nosso partido, que nossas “brigas” internas; Ensina-nos a ter um coração aberto para receber o Espírito. Enviai, Senhor, o vosso Espírito sobre nós! Amém.

Palavras do Papa aos sacerdotes:

Para vós sacerdotes, eu posso dizer uma palavra de proximidade. A proximidade com Jesus Cristo na oração e adoração. Perto do Senhor, e proximidade com o povo, o povo de Deus, que foi confiado a vocês. Amem o seu povo, estejam perto das pessoas. Isto é o que eu lhes peço, essa dupla aproximação: proximidade com Jesus e proximidade com o povo.

Palavras do Papa aos jovens:

Seria triste que um jovem guardasse em um cofre em sua juventude: de modo que a juventude se torne velha, no pior sentido da palavra; torna-se um pedaço de pano; não serve para nada. A juventude é para arriscar: arriscar bem, arriscar com esperança. É para apostar em grandes coisas. A juventude é para doar-se, para que os outros conheçam o Senhor. Não poupe para você sua juventude: Vá ​​em frente!

Palavras do Papa às famílias:

As famílias são a Igreja doméstica , onde Jesus cresce, cresce o amor dos cônjuges, cresce na vida dos filhos. E é por isso que inimigo ataca tanto a família: o diabo não quer isso! Ele tenta destruí-la, procura garantir que o amor não está lá. As famílias são a igreja doméstica. A noiva e o noivo são pecadores como todos os outros, mas eles querem ir em frente com fé, na sua fertilidade, nos filhos e na fé de seus filhos. Que o Senhor abençoe a família, em vista da forte crise que esta passa na qual o diabo quer destruí-la.

Palavras do Papa para os enfermos:

Os irmãos e irmãs que sofrem, que têm uma doença, que são deficientes, são irmãos e irmãs ungidos pelo sofrimento de Jesus Cristo, imitando Jesus no momento difícil da sua cruz, sua vida. Esta unção do sofrimento eles levam adiante por toda a Igreja. Obrigado, irmãos e irmãs; muito obrigado pelo vosso aceitar ser ungido pelo sofrimento. Muito obrigado pela esperança que vocês testemunham, esta esperança que nos leva para frente buscando o carinho de Jesus.

Palavras sobre os idosos

Eu disse para o Salvatore que, talvez, faltasse alguém, talvez o mais importante: os avós! Faltam os idosos, e esses são a segurança da nossa fé, o “velho”. Vejam, quando Maria e José levaram Jesus ao templo, havia dois; e quatro vezes, senão cinco – não me recordo bem – o Evangelho diz que “eles foram guiados pelo Espírito Santo”. Maria e José dizem que foram conduzidos pela lei. Os jovens precisam cumprir a lei, os idosos – como um bom vinho – eles têm a liberdade do Espírito Santo. E assim este Simeão, que era corajoso, inventou uma “liturgia”, e louva a Deus, louvava… E foi o Espírito que o levou a fazer isso. Os anciãos! Eles são a nossa sabedoria, são a sabedoria da Igreja; idosos que muitas vezes descartamos, avós, os anciãos… E aquela anciã, Ana, fez uma coisa extraordinária na Igreja: ela santificou a fofoca! E como ele fez isso? Por que, em vez de cochichar com alguém, andava de um lado para o outro dizendo [a respeito de Jesus]: “É este, este é que vai nos salvar”. E isso é uma coisa boa. Avós e avôs são a nossa força e nossa sabedoria. Que o Senhor nos dê sempre anciãos sábios! Idosos que nos dão a memória do nosso povo, a memória da Igreja. E nós também devemos dar-lhes o que diz na Carta aos Hebreus: um sentimento de alegria. Diz que os idosos, esses, saudaram de longe a promessa: que estes nos ensinam.



SE VOCÊ NÃO REZA… NÃO FALA COM JESUS…

ENTÃO VOCÊ NÃO O CONHECE!…



FRASES EM DESTAQUE DE PAPA FRANCISCO

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Jesus Jesus

Os Papas Falam à Renovação Carismática Católica.



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