O Fogo do Espírito Santo.


“Ele vos batizará no

Espírito Santo e em fogo.”

(São Mateus, 3, 11)

Sem Lenha o fogo se apaga; sem difamador acaba-se a briga”. (Pr 26, 20).


Dons do Espírito Santo:


Batismo_fogo

Sem fogo não haveria a gastronomia. Foi só depois de dominar esse elemento da natureza que o Homo sapiens deixou de viver como outros animais, vagando atrás de alimentos crus. Usando o fogo, a humanidade deu um grande passo e aprendeu a cozinhar, mudando a textura dos alimentos, para depender menos dos caprichos da natureza. O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, que analisou as tribos indígenas brasileiras e registrou suas descobertas em vários livros, chegou à conclusão de que “cozinhar estabelece a diferença entre animais e seres humanos”. Por sua vez, o naturalista britânico Charles Darwin, autor da Teoria da Evolução, disse que “o fogo é provavelmente a maior descoberta da humanidade depois da linguagem”.

Os alimentos crus precisam de cuidados extras e de urgência execução. Há a questão sanitária, pois vários deles têm micro-organismos que precisam ser cozidos para ser eliminados.  E até os ingredientes orgânicos podem ter doenças, pois são cultivados sem os agrotóxicos, que matam as pragas.

Que haja bastante lenha para cozinhar nossos alimentos e bastante conhecimento na Fé da Igreja para que o cristão não seja uma panela de heresias e de morte para si e para os outros!

Cristão cru cheira mal, causa briga, adoece o próximo e é uma praga na comunidade.



CREIO NO ESPÍRITO SANTO

Quando professamos a nossa fé no Credo Apostólico, dizemos “Creio no Espírito Santo”, ou seja, “afirmamos que cremos que o Espírito Santo é Deus vivo capaz e desejoso de adentrar a personalidade humana e transformá-la”.

O Espírito Santo não é uma força impessoal, é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. A Sagrada Escritura o descreve como Deus. Ele possui os atributos de Deus: está presente em toda parte (Sl 139,7-8), conhece todas as coisas (1 Cor 2,10-11) e tem poder infinito ( Lc 1,35). Ele também faz coisas que somente Deus pode fazer: criar (Gn1, 2) e dar vida (Rm 8,2). Ele é igual, em todas as maneiras, as outras Pessoas da Trindade – o Pai e o Filho.

O Espírito Santo é uma Pessoa que interage pessoalmente conosco. Ele se entristece quando pecamos (Ef 4,30). Ele nos ensina (1 Cor 2,13), ora por nós (Rm 8,26), nos guia (Jo 16,13), nos concede dons espirituais (1 Cor 12,11) e nos assegura da nossa salvação (Rm 8,16).

É o Espírito Santo que convence o mundo do pecado, da justiça e do julgamento (Jo 16, 8). O Espírito Santo habita em nós pela nossa obediência (At 5,32). É o Espírito Santo que derrama em nossos corações o amor de Deus (Rm,5,5). A graça para entrar no Reino de Deus provém pelo novo nascimento da àgua e do Espírito (Jo 3,4). É Ele o fator da nossa santa comunhão (2 Cor 13,13). Ele está presente em nosso batismo e na caminhada da nossa santificação (Mt 28,19; 1 Cor 6,11.19; Ef 5,18). Ele deseja transformar-nos para que nos tornemos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo. Vamos cooperar com o Espírito Santo lendo a Palavra de Deus e confiando em Seu poder para obedecer aquilo que aprendemos.

Sem o batismo no fogo do Espírito Santo e sem o Pentecostes não haveria cristãos e nem a Igreja. (Mt 3, 11, Atos, capítulo 2; 1 Cor 12,13).

O fogo Divino queima todas as impurezas e purifica as almas para comunhão e salvação. Na fornalha do Espírito Santo não existe difamador e nem brigas.

É só no fogo do Divino Espírito Santo que somos alimentos bem cozido e saboroso.

Quanto mais fogo do Paráclito em nossa vida, mais delicioso seremos. União, calor humano e alimentos gostosos existem tão somente no forno do Espírito Santo. Nós somos verdadeiros alimentos de paz, amor, fé, justiça e libertação para humanidade.

Pe. Inácio José do Vale

Professor de História da Igreja Instituto de Teologia Bento XVI

EFOR-Escola de Formação de Resende Especialista em Ciência Social da Religião      E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com



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Sete_dons

Vem Espírito Santo em Auxílio à Nossa Fraqueza.



“Recebemos o Espírito de adoção pelo qual

Clamamos: Aba! Pai! “

13. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, 14. pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 15. Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! 16. O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. 26. Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis.

(Romanos 8, …)


 DONS ORDINÁRIOS










Jesus Jesus

Oração para pedir os dons do Espírito Santo



Jesus Jesus


+


Quero ser Batizado

no Espírito Santo?


Ele Vos Batizará com Fogo 



Em PPS/PPT – Power Point

As mais conhecidas Orações e

Invocações do Divino Espírito Santo.





 

Encontro da Bíblia.


XXIV ENCONTRO DA BÍBLIA

 Setembro Mês da Bíblia

Dia 28/09/2014


Biblia_2014



BÍBLIA SAGRADA


Este ano o encontro está programado para o mesmo local dos anos anteriores:


Encontro da Bíblia Em Anápolis

Dia 28/09/2014

No Centro de Evangelização João Paulo II

Sede do Escritório da RCC Em Anápolis

Rua, N Bairro São Joaquim

Próximo ao condomínio Porto Rico

Das 7:30 Hs às 18:00 Hs

Haverá fornecimento de almoço no local

Finalizando com a Santa Missa


ENCONTRO DA BÍBLIA – ANÁPOLIS.



Leia você também

A Bíblia é uma Mensagem

de Deus pra você.


Semeando a cultura de Pentecostes




O Dom do Espírito Santo.


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O Espírito Santo, sendo único, com uma única maneira de ser e indivisível, distribui a graça a cada um conforme lhe apraz. E assim como a árvore ressequida, ao receber água, produz novos rebentos, assim também a alma pecadora, ao receber do Espírito Santo o dom do arrependimento, produz frutos de justiça. O Espírito tem um só e o mesmo modo de ser; mas, por vontade de Deus e pelos méritos de Cristo, produz efeitos diversos. Serve-se da língua de uns para comunicar o dom da sabedoria; ilumina a inteligência de outros com o dom da profecia. A este dá o poder de expulsar os demônios; àquele concede o dom de interpretar as Sagradas Escrituras.

A uns fortalece na temperança, a outros ensina a misericórdia; a estes inspira a prática do jejum e como suportar as austeridades da vida ascética; e àqueles o domínio das tendências carnais; a outros ainda prepara para o martírio. Enfim, manifesta-se de modo diferente em cada um, mas permanece sempre igual a si mesmo, como está escrito: A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum”(I Cor 12,5).O ensinamento de São Cirilo de Jerusalém abre nosso coração para acolher o dom do Espírito Santo na Solenidade de Pentecostes, com a qual se celebra o grande dom do Cristo Ressuscitado.

A Igreja de Cristo nasceu do Seu mistério de Morte e Ressurreição e foi ungida com o dom do alto, Espírito da Verdade, que a conduz pelos caminhos da história. Em todas as épocas da história, o mesmo Espírito Santo a faz descobrir o modo adequado para evangelizar, levando a Boa Nova até os confins da terra. E Ele a sustenta por meio da grande diversidade de dons e ministérios, concedidos em abundância segundo a medida do próprio amor de Deus. Na Solenidade de Pentecostes, somos todos convidados a reconhecer em todas as pessoas, como fruto dos sacramentos da iniciação cristã, Batismo, Crisma e Eucaristia, a beleza do jardim de Deus, que são as Comunidades Cristãs. Há muita santidade, há muito bem plantado bem perto de nós e é urgente abrir os olhos. Olhar com benevolência a própria história, a Igreja e o Mundo, dá muito mais trabalho do que apontar os erros. O Espírito nos revele o bem! Mas nada existe de bom e de puro, de inspirado ou verdadeiro que não proceda da ação do Espírito Santo. Olhando ao nosso redor, descobriremos o bem que é feito, inclusive por pessoas de quem humanamente pouco se poderia esperar. É Ele que espalha o bem, suscita o perdão, incentiva a busca da verdade, mesmo quando nos sentimos esmagados pelo mal.

O Espírito é dado, mas a recepção da graça depende da abertura de quem a acolhe. Por isso pedimos a abertura do coração e da mente. “Vem, Espírito Santo! Visita a alma dos teus!” Ele é o doce hóspede da alma, discreto e silencioso, que só entra quando Lhe são dadas as boas-vindas! Nenhuma casa e nenhum coração rejeitem Sua visita! A Ele suplicamos: “Enche o coração dos vossos fiéis!” Só o Espírito Santo pode preencher o vazio dos corações e fazer transbordar o amor, para com este amor comunicarmos o Evangelho aos outros.

A Solenidade de Pentecostes é, com frequência, chamada de “inauguração da Igreja”. Com o mesmo ardor dos Apóstolos, nossa Igreja de Belém pede hoje a renovação das disposições missionárias. Estamos em tempo de “Igreja de Belém em missão” e os sucessivos retiros paroquiais serão o envio de homens e mulheres aos quais se confia a nova Evangelização, especialmente nas visitas às casas. Cada homem e cada mulher, ao professarem a fé em Cristo, sintam a certeza da presença d’Aquele que prometeu estar conosco até o fim dos tempos. Sintam-se enviados pelo Pastor visível da Igreja de Belém. A todas as pessoas e famílias que forem visitadas, o convite é que abram, mais ainda: escancarem as portas para Cristo. Não tenham medo d’Ele!

Das comunidades cristãs se espalhe o fermento de uma sociedade diferente, num período em que muitas pessoas estão sofrendo na pele e inclusive pagando com a vida um novo relacionamento com a terra. Foram cinco as mortes recentes por questões fundiárias. O Espírito Santo suscite perdão no coração das pessoas que sofrem pela morte de seus familiares e amigos. Ele mesmo mude pela raiz a cabeça e o coração dos que cometeram tais crimes. É ainda ao Espírito Santo que suplicamos as luzes para que as autoridades encarregadas de apurar e punir tais crimes estejam mais atentas aos fatos. O Espírito dê de novo entranhas de misericórdia a todos, para a cura do tecido social.

Que cada cristão e cada presbítero, revestido do amor decidido e irreversível, deixe que este mesmo Espírito abra portas dos corações. Aos criminosos de todos os lados chegue o convite à reconciliação. “Vem, Espírito Santo”!

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA


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Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA

Apóstolos da Efusão do espírito Santo



Jesus Jesus

Oração ao Espírito Santo


Jesus Jesus

O DOM DE CIÊNCIA E SABEDORIA.

Dons Extraordinários do Espírito Santo:


O Dom da Ciência e Sabedoria


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“A um é dada pelo Espírito uma Palavra de Sabedoria; a outro, uma palavra de Ciência, por esse mesmo Espírito.” (ICor 12,8)

Os dons de Ciência e Sabedoria são dons de revelação.De forma sobrenatural, fazem conhecer coisas ou situações ocultas no coração do ser humano.

O dom da palavra de ciência é a capacidade sobrenatural que propicia uma visão além da esfera material. É a penetração na ciência de Deus (Ef 3.3). Mesmo que muitos confundam a sabedoria e o conhecimento (ciência), há uma diferença entre as duas: sabedoria – é o conhecimento em ação; ciência – é o conhecimento em si. Mas de acordo com a Bíblia a sabedoria e a ciência devem andar juntas (Ef 1.17-19).

Este carisma não diz respeito a bagagem cultural que adquirimos através do estudo e onde aplicamos a nossa inteligência e a nossa vontade. Não se trata também do conhecimento de Deus e das realidades divinas, adquirido mediante o estudo da filosofia e da teologia. Este dom não se adquire através de especulações intelectuais. O que, porém, é verdadeiro, é que ele alcança a inteligência, graças à revelação por parte do Espírito Santo. São Paulo chama-o “linguagem” ou “palavra da ciência”. Em grego encontramos o vocábulo “logos”, que não significa necessariamente emissão de som ou fenômeno vocal mas, antes, pensamento. Por linguagem da ciência entendemos, portanto, um conhecimento intelectual, mas não necessariamente expresso por palavras. No nosso caso, este conhecimento alcançou a nossa mente, não através das vias normais do raciocínio ou da percepção, mas mediante uma revelação. Podemos, pois definir o dom da linguagem da ciência como uma revelação sobrenatural relativa a situações, fatos, eventos passados, presentes, ou futuros, não conhecidos por meios humanos. Podemos considerar este dom como um fragmento da onisciência de Deus, revelado à nossa inteligência e concernente a um fato determinado.

Poderíamos, ainda, chamá-lo de diagnóstico que Deus faz de um fato, de um problema, de um estado de espírito, de uma situação e cujo resultado é comunicado à nossa mente. Esse dom torna-nos capazes de compreender o profundo significado sa Sagrada Escritura, através de uma iluminação sobrenatural sobre os pensamentos de Deus, contidos nas palavras inspiradas. Esse dom faz com que a nossa inteligência penetre nas verdades divinas sem que empreguemos o esforço do raciocínio.

Podemos identificar esse dom, quando ao profeta Natan foi revelado o pecado de Davi com Bersabéia e ao profeta Eliseu foi mostrado, através de uma visão, o lugar onde se encontravam os inimigos, podendo assim salvar o povo de Deus. Ananias também teve uma visão que lhe adiantou a conversão de Saulo.

Também Jesus exerceu esse dom. Revelou os pecados do paralítico e a vida passada da mulher samaritana. Viu Natanael debaixo da figueira, a traição de Judas, a negação de Pedro e a fuga dos apóstolos na hora da paixão.

A palavra de sabedoria é a manifestação sobrenatural da sabedoria de Deus. Não se trata do resultado de qualquer esforço humano em se conhecer a sabedoria divina (1Co 2.4,6), nem tão pouco de nosso crescimento espiritual. É um dom de Deus. É  senão a aplicação prática e o reto uso do dom de ciência. O dom da ciência apresenta-nos um panorama da situação e com o dom da sabedoria o Senhor nos revela qual deve ser o nosso comportamento em cada situação.

O dom da ciência é mera informação sobrenatural; o dom da sabedoria incentiva o desenvolvimento prático que se deve seguir. Com o dom da ciência o Espírito Santo nos faz ver, com o dom da sabedoria ele nos leva a agir.

É dom de Deus, não se trata portanto da sabedoria humana, fruto da inteligência e da experiência. É manifestação do Espírito; por isso não é habilidade humana nem sagacidade, esperteza ou diplomacia.

Notemos que existe também uma diferença entre o dom da linguagem da sabedoria e o dom comum da sabedoria. Este último é o dom que nos faz encarar e apreciar a deus da maneira mais objetiva possível, ou em outras palavras: faz despertarem nós o gosto pelas coisas de Deus. A linguagem da sabedoria por sua vez, é um dom de Espírito que nos mostra o modo de agir para mantermos em dia o plano de Deus, conhecido mediante o dom da ciência.

É o dom que nos faz dar respostas acertadas em caso de sermos levados aos tribunais. Em tais situações não devemos preocupar-nos com o que haveremos de dizer porque o Espírito falará por nós (Mt 10,19). É este o dom que devemos usar quando temos decisões difíceis para tomar e problemas árduos para resolver. O rei Salomão foi agraciado com esse dom quando teve de julgar qual das mulheres era a mãe da criança. É o dom negado aos soberbos e reservado aos humildes: “louvo-te e agradeço-te, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos simples” (Lc 10,21). “Arruinarei a sabedoria dos sábios, e frustrareis a inteligência dos inteligentes (1Cor 1,19). Os soberbos chefes do Sinédrio “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que Estevão falava”(At 6,8)

Os que receberam este dom não significa que são mais sábios que os outros. Jesus prometeu aos seus discípulos: “boca e sabedoria a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem” (Lc 21.15)

OBRIGADO SENHOR PELOS TEUS DONS. QUE O NOSSO CORAÇÃO SENHOR SEJA CHEIO DOS TEUS DONS E CARISMAS, CHEIO DOS DONS DE CIÊNCIA E SABEDORIA. ENCHE-NOS SENHOR COM OS DONS DO TEU ESPÍRITO SANTO.

AMÉM!


Frutos_do_Espírito


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TÍTULO AUTOR
Catequese com o Papa: o dom da Sabedoria Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom do Entendimento Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom do Conselho Vera Lúcia
Catequese com o Papa: o dom da Fortaleza Vera Lúcia
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Dom da Sabedoria.

Dons do Espírito Santo:


O Dom da Sabedoria


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Já aprendemos que os dons do Espírito Santo aperfeiçoam as virtudes. As virtudes abandonadas a si mesma não podem chegar a grandes alturas. A nossa razão, mesmo iluminada pela fé, é ainda imperfeita para perceber toda a realidade espiritual. Só os dons do Espírito Santo elevam o homem às alturas da própria dignidade.

O Dom do “Temor de Deus” aperfeiçoa a virtude da Esperança.

Há várias espécies de temores: o temor mundano, o temor servil a Deus e o temor filial a Deus. Destes, só o último é o Temor de Deus.

1) O temor humano é o medo que se sente com relação a criaturas ou situações mundanas. São temores humanos o medo de pessoas, como a mulher que teme o marido ou o marido que teme a esposa, os filhos que temem o pai ou a mãe, os alunos que temem os professores… São temores às situações mundanas, por exemplo, o medo de andar de elevador, o medo do escuro, o medo de tempestades, etc. Incluem-se ainda nesta classe os medos supersticiosos, como o medo de passar embaixo de uma escada, o medo de ver um gato preto cruzar o caminho, o medo do dia 13… Os temores ou medos mundanos originam-se de traumas. Podem desaparecer pela oração de cura interior ou por tratamentos psicológicos adequados.

2) O temor servil é principalmente o medo de ser castigado por Deus, de ir para o inferno. Esse temor é gerado pela idéia de um Deus que nos vigia constantemente, pronto a nos castigar pelas nossas faltas. E isso nos inquieta, agita, deprime. O temor servil pode afastar-nos do pecado, mas é um temor imperfeito, porque não se baseia no amor de Deus.

3) O temor de Deus é filial. É o temor de nos afastar do Pai que nos criou e que nos ama, de ofender a Deus que, por amor, sempre nos perdoa. O filho que ama o pai não quer ficar longe dele nem fazer algo que o possa magoar. É um temor nobre que brota do amor. Um temor filial, perfeito e amoroso.

O temor de Deus é um dom do Espírito Santo que nos inclina ao respeito filial a Deus e nos afasta do pecado. Este compreende três atitudes principais:

1 – O vivo sentimento da grandeza de Deus e extremo horror a tudo o que ofenda sua infinita majestade;

2 – Uma viva contrição das menores faltas cometidas, por haverem ofendido a um Deus infinito e infinitamente bom, do que nasce um desejo ardente e sincero de as reparar;

3 – Um cuidado constante para evitar ocasiões de pecado.


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O DOM DA PROFECIA.

Os Dons Extraordinários do Espírito Santo:


O DOM DA PROFECIA



Ensinamento sobre o dom da Profecia

Os grupos de oração carismáticos constituem pequenas comunidades de fé, alimentadas pela palavra, e ao mesmo tempo numa comunhão de amor fraterno, onde a oração brota espontaneamente, através do espírito de abertura; fruto do Espírito Santo.

A oração carismática é essencialmente guiada pelo Espírito Santo. É Ele quem deve agir, inspirar e mover.

Numa oração carismática sempre se manifestará a ação do Espírito Santo através dos seus dons.

Pela Efusão do Espírito Santo recebemos graças divinas, que fazem de nós um povo cristão, profético, ao qual são distribuídos dons e carismas, segundo a vontade de Deus .

Ao falarmos de profecia, vem-nos à ideia:

Os profetas do Antigo Testamento, mas não è disso que vamos falar propriamente. Falando da importância do dom de profecia na reunião de oração, S. Paulo, na primeira Carta aos Coríntios, cap 12, 13 e 14, nos adverte quanto à importância dos dons do Espírito Santo, na vida do crente e na vida da comunidade.

PROCURAI O AMOR. Entretanto, aspirai aos dons do Espírito, principalmente à profecia -(I Corintios 14,1).

Aquele que tem o dom da profecia é alguém que tem intimidade com Deus, pois a profecia é um sinal do amor de Deus, e não um sinal de santidade.

O nosso profetizar é sempre imperfeito e devemos ser sempre ponderados.  A profecia é um dom do Senhor, uma ação de Deus; Deus é amor; O Senhor está mais ansioso para nos falar, do que nós para O ouvir, devemos cooperar o mais possível com o seu amor, o Espírito Santo é quem nos unge, e essa unção é a chave que nos permite  saber que o Senhor quer falar.

São Paulo exortava a comunidade de Coríntio a profetizar, mas com ordem. “A cada um è dada uma manifestação do Espírito, para o proveito comum. A uns è dada, pelo Espírito, a PROFECIA” – Cor 12, 7-10“A uns, Cristo constituiu apóstolos. A outros, PROFETAS. A outros, evangelistas…” – (Ef 4,11) “Temos dons diversos, conforme a graça que nos foi concedida . Aquele que tem o DOM DO PROFECIA, exerça-o conforme a Fé”. – Rom 12,6 A profecia é um dom carismático dado  pelo Espírito Santo a alguns fiéis que conhecem os dons e creem neles, e são sempre para enriquecimento da Comunidade, no nosso caso, o grupo de Oração.

A profecia ocorre em primeiro lugar, pela escuta das palavras do Senhor no nosso intimo e depois pela transmissão dessas palavras na fé, sob unção (Atos 2,14-18)O ideal é que a profecia aconteça de maneira adequada, em voz alta, e clara de modo compassado e humilde, pois é assim que o Espírito atua através de nós. O momento próprio para profetizar depende da estrutura do grupo de oração. O ciclo da oração na renovação carismática: CÂNTICOS – ORAÇÃO de LOUVOR – ORAÇÃO em LINGUÁS: E depois fazer silêncio para ouvir a profecia; a seguir á oração em línguas á o momento de escuta SILENCIO, e o Senhor vem consolar o seu povo; advertir, encorajar, dar a sua paz, dar esperança, força, orientar e curar.

Ninguém pode dizer Senhor a não ser pela ação do Espírito Santo, a ação de Deus está em que, através do seu Espírito, devemo-nos ajudar uns aos outros.

Pelo discernimento sabemos o que é verdadeiro:

A comunidade deve avaliar, discernir se a profecia é realmente do Senhor. A finalidade da profecia é levar as pessoas a uma mudança de vida, foi o que se passou no episódio de Jesus e Samaritana.  Outra regra para o discernimento da profecia é que ela seja julgada à luz dos ensinamentos cristãos e bíblicos.

Por vezes acontece a não PROFECIA.

Ela é composta de uma mensagem piedosa ou um recado que nós próprios queremos dar a alguém; é uma mensagem da nossa imaginação e não do Espirito Santo.  Não é que isso seja uma coisa má, mas devemos evitar; Quando não temos a certeza se é profecia devemos pedir esclarecimento ao Espirito Santo ou pedir ajuda ao irmão que esta ao nosso lado, e se não há certezas é preferível não falar. A verdadeira profecia vem sempre marcada com a luz do Espirito Santo, e onde Ele bate deixa marcas.  Para quem ela é dirigida, apercebem-se que aquelas palavras  foram destinadas para si, normalmente há sempre algum esclarecimento: alegria, esperança, fé conselho, orientação, sobretudo o Senhor fala-nos muito do Seu amor e do Seu perdão, e isso consola-nos muito.

PROFECIA EM LINGUÁS:

A profecia  é um carisma é uma manifestação do Espirito de Deus, O qual reside no nosso coração.  A profecia em línguas não acontece tão frequentemente, esta precisa de interpretação, pois é dirigida por Deus aos homens.

É necessário ouvir com atenção e devoção a profecia em línguas para poder ser interpretada; a interpretação é dada a alguém do grupo com esse carisma, e este com verdade e obediência diz a toda a assembleia as palavras que interpretou. Deus serve-se de nós como filhos, mas também como servos inúteis.

Aqueles que tem desenvolvido este dom, percebem de imediato quando se trata de oração ou de profecia.  Este assunto é um terreno espiritual muito delicado. Precisa, por isso, de um cuidado muito especial para evitar abusos e falhas.

Ensinamento de Emília Morais

http://www.nadateespante.com/products/o-dom-da-profecia/

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